The Late Show with Stephen Colbert encerrou na quinta-feira com 6,74 milhões de espectadores em live + same-day — o episódio de dia de semana mais visto de toda a era Colbert, superando até o episódio de estreia de Setembro de 2015, que tinha reunido 6,55 milhões. É uma despedida que a CBS certamente não esperava quando cancelou o programa.
Paul McCartney foi o único convidado do sofá na noite final — mas o episódio encheu-se de visitas dos colegas de late-night de Colbert: John Oliver, Seth Meyers, Jimmy Kimmel, Jimmy Fallon e Andy Cohen, além de Neil DeGrasse Tyson e Elvis Costello. É o tipo de reunião que só acontece quando toda a indústria reconhece que está a assistir ao fim de uma era.
O contexto do cancelamento continua a pairar sobre o encerramento. O Late Show foi cancelado três semanas antes de David Ellison assumir formalmente o controlo da Paramount — e a CBS insistiu que foi “uma decisão puramente financeira” sem qualquer relação com o conteúdo do programa. Mas o cancelamento chegou dias depois de Colbert ter chamado ao acordo de 16 milhões de dólares da Paramount com Donald Trump “um suborno enorme” — e tem sido difícil para muitos acreditar que as duas coisas não estão relacionadas.
The Late Show começou em Agosto de 1993 com David Letterman, que o abandonou em Maio de 2015 após 33 anos. Colbert assumiu em Setembro de 2015. Onze anos depois, o programa que sobreviveu a mudanças políticas, pandemias e guerras de audiências não sobreviveu à mudança de dono da rede. Acontece.
Já tínhamos coberto a despedida antecipada com Letterman no telhado — mas os números do episódio final confirmam o que já se suspeitava: quando a audiência quer dizer adeus, aparece. 6,74 milhões de pessoas disseram adeus a Colbert. A CBS devia estar a corar.
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