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“O Passageiro do Inferno” estreou ontem em Portugal — um dia antes dos Estados Unidos — e é terror da melhor escola

Raramente um filme de terror estreia em Portugal antes de estrear nos Estados Unidos. O Passageiro do Inferno fez exactamente isso — chegou às salas portuguesas ontem, 21 de Maio, com um dia de avanço sobre o mercado americano. É um sinal de confiança da Paramount Pictures e da NOS Audiovisuais num filme que tem por detrás uma equipa com um historial invejável no género.

André Øvredal realiza — o norueguês de Autópsia de Jane Doe e Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, dois dos títulos de terror mais respeitados da última década. A produção é de Walter Hamada, o homem por detrás dos universos The Conjuring e It — responsável por alguns dos maiores êxitos comerciais e críticos do terror contemporâneo. O argumento é de Gary Dauberman, que escreveu AnnabelleA Freira e It. É uma combinação de nomes que qualquer fã do género reconhece imediatamente — e que diz muito sobre o nível de ambição do projecto.

A premissa é clássica na sua eficácia: um jovem casal testemunha um acidente grave numa estrada isolada. Param. Saem do carro. E quando retomam a viagem, percebem que não saíram do local sozinhos. A presença que os acompanha — conhecida como “The Passenger” — não descansa e não negoceia. O que começa como uma noite fora do comum transforma-se numa luta pela sobrevivência contra algo que não obedece às regras do mundo físico.

Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo protagonizam. Scipio — que o público português conhece de Mau Rapaz e de A Esquadrão Suicida — lidera numa performance que as primeiras reacções descrevem como fisicamente exigente e emocionalmente contida. Leo, Óscar de Melhor Actriz de Apoio por The Fighter, traz ao filme o peso dramático que o género frequentemente dispensa e de que raramente não beneficiaria.

Øvredal tem uma assinatura muito específica como realizador de terror: constrói a ameaça através do que não se vê, instala o desconforto antes de o justificar e recusa a gratuitidade fácil dos sustos sem contexto. Autópsia de Jane Doe é um estudo de como o medo se instala quando a explicação racional vai falhando uma a uma. O Passageiro do Infernopromete a mesma lógica — desta vez numa estrada aberta que, paradoxalmente, oferece menos saídas do que uma sala fechada.

Já em cartaz nas salas portuguesas, com distribuição NOS Audiovisuais.

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