Os números finais chegaram esta manhã e são inequívocos. O Diabo Veste Prada 2 fez 77 milhões de dólares nos Estados Unidos e 233 milhões a nível global no fim-de-semana de estreia — o maior arranque de sempre para um filme não-animado liderado por mulheres, e o segundo melhor início de ano a nível global em 2026, apenas atrás de O Super Mario Galaxy Movie. Em Portugal, onde estreou na quinta-feira, as salas registaram sessões esgotadas durante todo o fim-de-semana.
O número que mais importa não é o doméstico nem o global — é o internacional: 156 milhões fora dos Estados Unidos, com o Reino Unido, França, Austrália, Espanha e Coreia do Sul a liderarem um desempenho que confirma que Miranda Priestly é uma personagem verdadeiramente sem fronteiras. A China, onde o filme abriu na quinta-feira, já acumula 4,9 milhões com uma quota de mercado de 62% — o maior arranque do ano no mercado chinês para um título ocidental. Em França, onde o primeiro filme tem estatuto de culto, os 4,6 milhões do fim-de-semana representam a terceira maior abertura do ano.
Para quem ainda não foi — e os números sugerem que há muita gente que foi — o veredicto do público é claro: 89% de aprovação nas audiências do Rotten Tomatoes, bem acima dos 78% da crítica. A diferença entre os dois números diz alguma coisa sobre o filme: os críticos encontraram fragilidades no argumento e na sub-personagem de origem asiática, mas o público simplesmente não se importou. Meryl Streep como Miranda Priestly em modo de fim de carreira, Anne Hathaway a equilibrar nostalgia e presente, Emily Blunt do outro lado da barricada — é uma equação que vinte anos de espera tornaram irresistível.
David Frankel, o realizador, disse esta semana que não havia planos para uma terceira parte. Com 233 milhões globais num fim-de-semana, alguém na 20th Century Studios vai certamente ter uma opinião diferente nos próximos dias.
“O Senhor das Moscas” em série: Jack Thorne adapta Golding para o Netflix depois do fenómeno “Adolescence”
“O Monte dos Vendavais” chega ao Max em Maio: Emerald Fennell, Margot Robbie e a adaptação que dividiu toda a gente
Os Óscares proibiram a IA: actores e argumentistas têm de ser humanos para serem nomeados



No comment yet, add your voice below!