“The Rookie” regressa na terça-feira com Nathan Fillion em Praga — e a oitava temporada é a mais ambiciosa de sempre

Nathan Fillion tem uma carreira construída sobre personagens que não deveriam funcionar e funcionam sempre. Mal Reynolds em Firefly, Rick Castle em Castle, e agora John Nolan — o recruta mais velho do departamento de polícia de Los Angeles, um homem que decidiu mudar de vida na meia-idade e entrar para a polícia. The Rookie estreou em 2018 e está agora na oitava temporada, mais longa e mais ambiciosa do que todas as anteriores. Estreia terça-feira, 2 de Junho, às 22h10, no TVCine Emotion e TVCine+.

A novidade desta temporada é a escala. Nolan e a equipa do LAPD juntam forças com o FBI e a Interpol para desmantelar uma rede de terroristas — uma operação que os leva a Praga num arranque que a produção descreve como “cinematográfico”. É a primeira vez que a série sai consistentemente dos Estados Unidos, numa aposta que eleva o nível de risco narrativo e visual mas que mantém o que sempre funcionou: o equilíbrio entre acção de grande escala, drama pessoal e o humor subtil que Fillion domina como poucos actores da sua geração.

A misteriosa Monica Stevens — uma das personagens mais ambíguas das temporadas anteriores — regressa num papel inesperado na operação internacional, num arco onde confiança e suspeita caminham lado a lado. Ao longo dos 18 episódios, a narrativa alterna entre as missões de grande escala e os desafios quotidianos do LAPD, mantendo o fio das relações pessoais que tornam a série mais do que um procedural de acção.

O elenco principal regressa na íntegra — Eric Winter, Melissa O’Neil, Alyssa Diaz e Mekia Cox ao lado de Fillion. Novos episódios todas as semanas no TVCine Emotion e TVCine+, a partir de terça-feira, 2 de Junho.

Brad Pitt não vai casar — e está feliz assim

Os rumores de casamento entre Brad Pitt e Ines de Ramon circularam em Maio com uma insistência suficiente para justificar uma resposta. O Daily Mail obteve essa resposta: Pitt não planeia casar nem ter mais filhos. “Tem uma óptima parceira que aprecia, mas não há pressa nessa direcção”, disse uma fonte ao Daily Mail. 

O casal, que namora desde 2022 e vive junto em Los Angeles, está “muito comprometido” e a “correr muito bem”, segundo o Us Weekly. “Ines não tem interesse em estar nos holofotes, e foi isso que Brad admirou nela quando se conheceram”, disse uma fonte à publicação. Os dois “mantêm um perfil baixo propositadamente” e tentam “ser o mais normais possível quando não estão a trabalhar”.

É uma posição que faz sentido para um homem que casou duas vezes — com Jennifer Aniston de 2000 a 2005 e com Angelina Jolie de 2014 a 2019 — e que passou os últimos anos a fazer “um trabalho pessoal significativo” depois do divórcio de Jolie, que só foi finalizado em Dezembro de 2024. Pitt tem 62 anos, seis filhos com Jolie e uma relação que, segundo todas as fontes, o tornou genuinamente feliz. Como disse outra fonte ao Us Weekly: “Não há planos de casamento de momento. Estão muito felizes nesta fase da relação e não têm pressa de fazer nada.” 

Ines de Ramon tem 33 anos, é designer de jóias e foi casada com o actor Paul Wesley até 2024. Evita os holofotes com uma consistência que, em Hollywood, é quase uma forma de arte. Fotografada ao lado de Pitt em eventos, raramente dá entrevistas ou fala sobre a relação. É exactamente o tipo de parceira que Pitt disse querer — e ao que tudo indica, encontrou

Andrew Garfield mudou de ideias sobre ser pai — e Monica Barbaro tem algo a ver com isso

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Rosie O’Donnell fez um lifting em Janeiro — e o melhor resultado foi que ninguém deu por isso

Andrew Garfield mudou de ideias sobre ser pai — e Monica Barbaro tem algo a ver com isso

Em Outubro de 2024, Andrew Garfield disse à Esquire que não tinha a certeza de querer ser pai. “Já sou um homem cansado. Não quero ser um pai cansado.” Era uma posição clara, pensada e dita com a franqueza que caracteriza o actor nas entrevistas — um homem que raramente diz o que se espera dele.

Passaram oito meses. A posição mudou.

Garfield está a namorar com Monica Barbaro desde o início de 2025 — a actriz nomeada ao Óscar pelo papel de Joan Baez em A Complete Unknown que conheceu provavelmente nos círculos de Hollywood que frequentam. O People confirmou o romance em Fevereiro daquando do Vanity Fair Oscar Party. Desde então foram vistos juntos em Nova Iorque, no ténis em Wimbledon e no Japão. Garfield, que sempre manteve a vida pessoal hermeticamente fechada — “nunca confirmei nem desconfirmei nada sobre a minha vida pessoal, com ninguém, jamais” — parece mais relaxado nesta relação do que em qualquer outra desde Emma Stone.

Segundo uma fonte citada pelo Globe, Garfield “reverteu a sua posição sobre ter filhos desde que se apaixonou por Monica Barbaro”. A mesma fonte acrescenta que “ele não esconde o que sente por Monica. Está perdidamente apaixonado e quer que ela tenha os seus filhos.” Monica Barbaro é descrita como “muito mais calma” do que Garfield nesta dinâmica — o que, conhecendo o historial do actor de gestos grandiosos quando se apaixona, é uma combinação que promete. 

Nenhum dos dois confirmou nada oficialmente. É Andrew Garfield — nunca confirmam nada. Mas algo mudou claramente desde aquela entrevista à Esquire.

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John Candy morreu há 32 anos — e os filhos fizeram um documentário para contar quem ele era de verdade

John Candy morreu em Março de 1994, aos 43 anos, de ataque cardíaco durante as filmagens de Wagons East no México. Tinha feito Uma Toupeira no NatalFérias AcidentadasCool RunningsUncle Buck e dezenas de outros filmes que definiram o cinema de comédia dos anos 80 e início dos 90. Era também, segundo toda a gente que trabalhou com ele, o homem mais generoso e mais assustadoramente inseguro de Hollywood — uma combinação que o tornou num actor extraordinário e que o destruiu lentamente.

John Candy: I Like Me — disponível no Prime Video — é realizado pelos filhos Jennifer Candy-Sullivan e Chris Candy, que tinham 18 e 16 anos quando o pai morreu. É uma homenagem pessoal que usa arquivo familiar, entrevistas com colaboradores e amigos e material nunca visto para retratar o homem por detrás das personagens. Steve Martin, Dan Aykroyd, Martin Short e Eugene Levy estão entre os entrevistados.

O título vem de algo que Candy disse numa entrevista perto do fim da vida, quando lhe perguntaram o que mais gostava em si próprio: “I like me.” É uma frase simples que, conhecendo a história de um homem que passou décadas a lutar contra a insegurança, o excesso de peso e a pressão de ser sempre o mais engraçado da sala, tem um peso que vai muito além do que as palavras sugerem. Em Portugal, está disponível no Prime Video.

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“Perdidos em Alto-Mar” estreia a 3 de Junho — Zachary Levi e Josh Duhamel numa história real de sobrevivência

Martin Scorsese abriu-se sobre a vida num documentário da Apple TV+ — e foi Daniel Day-Lewis quem convenceu

Martin Scorsese nunca tinha feito um documentário sobre si próprio. A mulher do seu melhor amigo decidiu que era hora.

Rebecca Miller — realizadora de The Private Lives of Pippa Lee e filha de Arthur Miller — conhece Scorsese através do marido, Daniel Day-Lewis, um dos actores mais importantes da sua carreira. Quando Miller decidiu fazer Mr. Scorsese, um documentário de cinco partes para a Apple TV+, foi precisamente essa amizade que abriu a porta. “A pandemia deu-lhe tempo para reflectir”, disse Miller ao Deadline. “Há coisas que ele nunca tinha dito em voz alta.”

Mr. Scorsese está disponível no Apple TV+ e percorre a vida e a obra do realizador de Taxi DriverTouro EnraivecidoOs Bons TiposGangues de Nova Iorque e O Lobo de Wall Street com um acesso que nenhuma entrevista anterior tinha conseguido — sobre a fé católica que nunca abandonou, os anos de dependência de drogas nos anos 70, a relação com os actores que definiram a sua carreira e o medo de que o cinema que ele conhece esteja a desaparecer. É o tipo de documentário que só existe quando o sujeito confia completamente em quem está por detrás da câmara. Miller ganhou essa confiança há décadas.

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Kris Jenner pediu uma ordem de restrição contra um stalker — e a família Kardashian diz que vive com medo há anos

Kris Jenner e a família dizem que vivem com medo de um homem que alega ter passado anos a tentar aproximar-se delas. Segundo documentos judiciais obtidos pelo TMZ, Kris apresentou um pedido de ordem de restrição temporária contra Kyle Robert DeWick, um homem do Colorado que descreve como um “stalker” sem “qualquer relação” com ela ou com a família. Um juiz concedeu a ordem temporária. 

É a realidade menos glamorosa de ser uma das famílias mais reconhecidas do mundo. Os Kardashian-Jenner construíram uma indústria sobre a visibilidade — dois programas de televisão, dezenas de marcas, centenas de milhões de seguidores nas redes sociais — e o preço dessa visibilidade inclui uma categoria específica de atenção que nunca foi pedida. Kim Kardashian foi assaltada ao ponto de pistola em Paris em 2016 numa operação que os investigadores descreveram como meticulosamente planeada com base em informação publicada nas redes sociais. A família reforçou a segurança mas nunca reduziu a presença pública.

Kris Jenner tem 70 anos e é a arquitecta de um dos impérios mediáticos mais bem-sucedidos da história recente da televisão americana. Que em 2026 ainda precise de recorrer aos tribunais para se proteger de estranhos que decidem que a conhecem é um lembrete de que a fama tem custos que raramente aparecem nos programas de televisão.

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Kane Parsons tem 20 anos, realizou “Backrooms” para a A24 — e Jason Blum compara o momento ao terror dos anos 70

Há uma nova geração de realizadores de terror a tomar conta de Hollywood — e Jason Blum, o produtor por detrás de InsidiousGet Out e M3GAN, sabe reconhecê-la quando a vê. Numa conferência de produtores em Los Angeles esta semana, Blum disse que o momento actual do género o faz lembrar os anos 70: “Há quase uma sensação dos anos 70, de uma nova geração de jovens a fazer filmes ousados que estão a ligar de forma impressionante nas salas.” Os nomes que citou foram dois: Curry Barker, 26 anos, realizador de Obsession, e Kane Parsons, 20 anos, realizador de Backrooms — O Labirinto, que estreou em Portugal esta semana.

Parsons tem uma história que não tem paralelo na história da A24. Começou a publicar no YouTube, ainda adolescente, curtas de terror baseadas no fenómeno das Backrooms — os corredores amarelos infinitos e mal iluminados que se tornaram numa das creepypastas mais partilhadas da internet. Os vídeos acumularam dezenas de milhões de visualizações. A A24 contactou-o. Parsons tinha 18 anos quando assinou o contrato para realizar o primeiro longa-metragem da sua carreira para um dos estúdios independentes mais respeitados de Hollywood. Torna-se no realizador mais jovem da história da A24.

O filme — com Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett e Lukita Maxwell, produzido por James Wan e Shawn Levy — chegou às salas portuguesas esta semana. A criatura que Parsons construiu no YouTube durante anos está agora no grande ecrã, com o orçamento e o elenco que o material sempre mereceu. Parsons tem 20 anos. A A24 sabe o que está a fazer.

Marcia Lucas morreu — a mulher que salvou “Star Wars” e nunca recebeu o crédito que merecia

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Marcia Lucas morreu — a mulher que salvou “Star Wars” e nunca recebeu o crédito que merecia

Marcia Lucas morreu esta quarta-feira de cancro metastático. Passou pacificamente em casa, em Rancho Mirage, Califórnia, rodeada de familiares. Tinha 82 anos. É uma das mortes mais significativas da história recente do cinema — e provavelmente a menos conhecida do grande público, apesar de ter um Óscar na prateleira. 

Marcia Lucas ganhou o Óscar de Melhor Montagem em 1977 por Star Wars — o primeiro filme — em conjunto com os co-editores Richard Chew e Paul Hirsch. Era então casada com George Lucas. O que raramente é contado é o que essa montagem significou concretamente para o filme: quando a primeira versão de Star Wars foi projectada para os executivos da Fox em 1977, a reacção foi de pânico. O filme estava demasiado lento, a narrativa era confusa, o impacto emocional era quase zero. Foi Marcia Lucas quem trabalhou o corte final — a versão que chegou aos cinemas e mudou a história do cinema. O editor Brian De Palma, que viu a montagem intermédia, disse que o filme “não funcionava” antes da intervenção dela.

Trabalhou também em Taxi Driver de Martin Scorsese, Alice Já Não Mora Aqui e New York, New York. O seu divórcio de George Lucas em 1983 foi um dos mais comentados de Hollywood — e marcou também o fim da sua carreira activa em grandes produções. A indústria que ela ajudou a construir seguiu em frente sem ela.

A morte de Marcia Lucas acontece numa semana em que Star Wars volta a estar em destaque com The Mandalorian e Grogu em cartaz. É uma coincidência que diz algo sobre o tempo e sobre quem fica nas margens da história que o cinema conta sobre si próprio.

“The Crash” é o documentário mais visto do Netflix — e a história de Mackenzie Shirilla ainda não terminou

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“Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem”: Margot Robbie, Colin Farrell e um GPS que abre portas para o passado

“The Crash” é o documentário mais visto do Netflix — e a história de Mackenzie Shirilla ainda não terminou

Em 31 de Julho de 2022, Mackenzie Shirilla, 17 anos, conduziu um Toyota Camry a 160km/h contra um edifício em Strongsville, Ohio. O namorado, Dominic Russo, 20 anos, e o amigo Davion Flanagan, 19 anos, morreram no impacto. Shirilla sobreviveu. Em 2023, um juiz condenou-a por assassínio — sem júri, apenas com o veredicto do magistrado que a descreveu como “um inferno sobre rodas”. Está a cumprir prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional aos 15 anos. 

The Crash, realizado por Gareth Johnson e Angharad Scott, domina os charts globais do Netflix desde que estreou a 15 de Maio. O que torna o documentário diferente de outros casos reais é um detalhe que o Netflix Tudum confirmou esta semana: Shirilla nunca falou com a polícia, nunca testemunhou no julgamento e, nos anos desde a condenação, nunca tinha falado publicamente sobre o que aconteceu naquela noite — até agora. The Crash inclui a sua primeira entrevista, conduzida em prisão com a advogada presente.

O documentário reconstrói a noite do acidente através de entrevistas com as famílias das três pessoas envolvidas, amigos que estiveram com o grupo nas horas anteriores ao acidente, o procurador que construiu o caso e a advogada de defesa de Shirilla. O que o torna perturbador não é a questão da culpa — a maioria das pessoas que o vê não muda de opinião sobre o veredicto. É o retrato de uma jovem cuja presença nas redes sociais — os vídeos, os posts, a imagem construída — funcionou simultaneamente como prova de acusação no tribunal e como material para a fascinação pública que nunca acabou.

Enquanto o documentário domina o Netflix, a equipa jurídica de Shirilla pediu ao Supremo Tribunal de Ohio que reveja se as alegações pós-condenação merecem uma audiência. A história não terminou. Em Portugal, está disponível no Netflix. 

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