Tom Holland queria chamar o novo “Homem-Aranha” de “Spider-Puberty” — e a Marvel disse imediatamente que não

Tom Holland participou pela primeira vez em reuniões regulares de desenvolvimento de argumento para o quarto filme do Homem-Aranha — e a primeira ideia que trouxe à mesa foi um título. “A minha proposta era chamá-lo Spider-Puberty. O que acontece se Peter Parker está a perder o controlo e as coisas estão a mudar?”, disse o actor à Empire. “Foi imediatamente chumbado. Mas gostaram do núcleo da ideia, e cresceu até ao que temos no filme agora.”

O filme acabou por se chamar Homem-Aranha: Brand New Day — estreia a 31 de Julho — e o título é, como os anteriores da trilogia, deliberadamente vago e propositadamente evocativo. A ideia de Holland, apesar do nome impossível de colocar num cartaz, captura exactamente o que o filme vai explorar: Peter Parker a perder o controlo das suas capacidades de formas que nunca tinha experimentado, num regresso às origens clássicas do personagem que Kevin Feige descreveu à mesma publicação com entusiasmo evidente. “É o primeiro filme do Homem-Aranha que fizemos no MCU focado nos elementos clássicos da personagem. Ele faz as coisas típicas do Spidey — viver num apartamento triste e pequeno, ouvir o scanner da polícia e sair a usar o seu grande poder responsavelmente.”

É o Homem-Aranha de Stan Lee e Steve Ditko — não o do multiverso nem o dos Vingadores, mas o do jovem que tenta equilibrar a vida normal com a responsabilidade que não pediu. O elenco inclui Zendaya, Sadie Sink, Jon Bernthal e Mark Ruffalo. Spider-Puberty nunca vai aparecer num cartaz — mas o facto de Holland ter sugerido o nome com seriedade suficiente para ser discutido numa reunião da Marvel diz algo sobre a confiança que o actor ganhou no universo que ajudou a construir.

A 31 de Julho nos cinemas.

“Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem”: Margot Robbie, Colin Farrell e um GPS que abre portas para o passado

Bonecas em Fuga”: Ethan Coen estreia-se a solo com Margaret Qualley, Pedro Pascal e uma mala que não era para elas

“Supergirl” tem trailer final — Milly Alcock é uma Kara Zor-El diferente de tudo o que já vimos

“Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem”: Margot Robbie, Colin Farrell e um GPS que abre portas para o passado

Kogonada é um dos realizadores mais singulares do cinema americano contemporâneo. Columbus (2017) e A Vida Depois de Yang (2021) são filmes sobre tempo, perda e conexão humana — contemplativos, visualmente precisos, emocionalmente exactos sem nunca serem sentimentais. Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem é o seu terceiro longa-metragem e o mais ambicioso: um romance fantástico com Margot Robbie e Colin Farrell, estreia no domingo, 31 de Maio, às 21h15, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

A premissa combina comédia romântica com fantasia de uma forma que só funciona se se acreditar completamente nos dois actores — e aqui é onde o casting se torna decisivo. David (Colin Farrell) fica sem carro e aluga um substituto com um GPS fora do comum. Num casamento, conhece Sarah (Margot Robbie) — mas os dois têm planos de vida suficientemente diferentes para que nada seja imediato. Quando o GPS os guia até uma porta misteriosa que os transporta a momentos decisivos do passado de cada um, a viagem que fazem juntos pelas memórias de ambos é também uma viagem de descoberta do que os une.

É o tipo de premissa que podia resultar num filme açucarado e previsível — e provavelmente resultaria com outro realizador. Kogonada tem uma capacidade específica de encontrar a melancolia dentro da alegria e a esperança dentro da perda, e Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem parece construído exactamente sobre essa tensão: dois adultos com histórias e cicatrizes que o destino junta não por acidente mas por algo que o filme recusa a nomear de forma simples. Robbie e Farrell já trabalharam juntos em Os Favoritos de Marte — e a química que trouxeram a esse projeto sugere que sabem como partilhar um ecrã sem se engolir mutuamente.

Domingo, 31 de Maio, às 21h15, TVCine Top e TVCine+.

“Bonecas em Fuga”: Ethan Coen estreia-se a solo com Margaret Qualley, Pedro Pascal e uma mala que não era para elas

Ethan Coen fez todos os seus filmes com o irmão Joel. Sangue FácilFargoO Grande LebowskiNão É País para VelhosTrue Grit — trinta anos de um dos mais consistentes percursos do cinema americano, sempre os dois. Bonecas em Fuga é a primeira vez que Ethan realiza sozinho — e escolheu fazê-lo com uma comédia criminal ambientada em 1999, co-escrita com Tricia Cooke, sua mulher e colaboradora de longa data. Estreia amanhã, sábado 30 de Maio, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+.

A história é simples na premissa e certamente não no desenvolvimento: Jamie (Margaret Qualley) e Marian (Geraldine Viswanathan) são duas amigas que partem numa road trip improvisada até Tallahassee, Florida, para fugir aos seus problemas. Por engano, ficam na posse de uma mala que pertence a um grupo de criminosos tão perigosos quanto desastrados. O que se segue é uma fuga caótica por motéis decadentes, encontros inesperados e situações cada vez mais absurdas — com Pedro Pascal e Matt Damon em participações especiais que o PR descreve como “sonantes”, o que é uma formulação moderada para dois dos actores mais em vista do momento.

Qualley e Viswanathan formam um duo que o próprio PR descreve como “irresistível” — e há razões para acreditar nisso. Qualley (The SubstanceOnce Upon a Time in Hollywood) tem uma capacidade de habitar personagens no limite sem os tornar caricaturas; Viswanathan (BlockersMiracle Workers) tem um timing cómico preciso que o cinema americano raramente aproveita da forma certa. A sabor a anos 90 está em tudo — na estética, na música, no ritmo — e Ethan Coen, que cresceu cinematograficamente nos anos 80 e 90, conhece esse território melhor do que quase toda a gente.

Sábado, 30 de Maio, às 21h30, TVCine Top e TVCine+.

“Supergirl” tem trailer final — Milly Alcock é uma Kara Zor-El diferente de tudo o que já vimos

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“Perdidos em Alto-Mar” estreia a 3 de Junho — Zachary Levi e Josh Duhamel numa história real de sobrevivência

Há histórias que parecem inventadas mas não são. Em Fevereiro de 2009, quatro amigos saíram de Tampa, Florida, numa viagem de pesca. O barco virou a mais de cem quilómetros da costa. Três morreram. Um sobreviveu. Perdidos em Alto-Mar conta essa história — baseado no bestseller do New York Times de Nick Schuyler, o único sobrevivente — e estreia a 3 de Junho nas salas portuguesas, com distribuição NOS Audiovisuais.

Zachary Levi interpreta Schuyler, o homem que passou horas agarrado ao casco virado do barco com os seus três companheiros — o seu melhor amigo Will Bleakley e os jogadores da NFL Marquis Cooper e Corey Smith — enquanto as águas do Golfo do México os rodeavam com hipotermia, ondas e desespero progressivo. Josh Duhamel é o Capitão Timothy Close, o oficial da Guarda Costeira americano que liderou a operação de busca e salvamento contra probabilidades que a própria organização considerava esmagadoras.

O thriller de sobrevivência em mar aberto tem uma tradição cinematográfica sólida — de À Deriva a Poseidon — mas o que distingue Perdidos em Alto-Mar é a sua origem documental. Schuyler escreveu o livro dois anos depois dos acontecimentos, com a urgência de quem ainda estava a tentar perceber porque sobreviveu e os outros não. Essa questão — a sobrevivência como culpa tanto quanto como alívio — é o que transforma o filme de thriller em drama humano.

A 3 de Junho nos cinemas portugueses.

Hans Zimmer vai compor a música da série “Harry Potter” — e a questão é se vai usar os temas de John Williams

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“Supergirl” tem trailer final — Milly Alcock é uma Kara Zor-El diferente de tudo o que já vimos

O trailer final de Supergirl: Mulher do Amanhã chegou esta semana — e confirma que Craig Gillespie (CruellaI, Tonya) está a fazer um filme de super-heróis muito diferente do habitual. Milly Alcock como Kara Zor-El não é a Supergirl optimista e calorosa das versões anteriores. É uma jovem que viu o seu planeta ser destruído, sobreviveu em condições brutais e chegou à Terra com cicatrizes que o seu primo Clark Kent nunca teve. “O Superman vê o bem em todos. Eu vi coisas que ele nunca viu”, diz Kara no trailer, ao som de “Call Me” dos Blondie.

A premissa adapta o aclamado arco de banda desenhada de Tom King e Bilquis Evely: Kara junta-se a Ruthye Marye Knoll (Eve Ridley), uma rapariga que quer vingar a morte do pai às mãos de Krem das Colinas Amarelas (Matthias Schoenaerts), um pirata espacial implacável. Krypto, o super-cão kryptoniano que apareceu em Superman de James Gunn, está ao lado de Kara em toda a aventura — e o trailer usa-o com uma habilidade narrativa que sugere que vai ser um dos personagens mais queridos do DCU. Jason Momoa aparece como Lobo — o caçador de recompensas alienígena que o actor cobiçou durante anos.

David Corenswet repete o papel de Superman numa cena com Kara que define a diferença entre os dois personagens — um criado com amor numa quinta do Kansas, outra forjada numa rocha à deriva no espaço. A banda sonora é de Ramin Djawadi, o compositor de Game of Thrones e Westworld. A estreia é a 26 de Junho de 2026 em IMAX.

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Alan Ritchson assinou um contrato de três anos com a Amazon — e disse que “Reacher é apenas o começo”

A Amazon MGM Studios não estava com paciência para esperar que Alan Ritchson percebesse o quanto valia para a plataforma. O actor que transformou Lee Child’s Jack Reacher numa das séries mais vistas do Prime Video assinou esta semana um contrato de três anos de first-look televisivo com o estúdio — o que significa que qualquer projecto que Ritchson queira desenvolver, a Amazon tem prioridade de o receber primeiro.

“Com o sucesso de Reacher e o nosso próximo spin-off Neagley, pareceu um passo natural continuar a nossa parceria com o Prime Video. Reacher é apenas o começo”, disse Ritchson em comunicado. A declaração é mais do que relações públicas — é uma confirmação de que há um universo em construção em torno do personagem de Lee Child, com o spin-off Neagley protagonizado por Maria Sten já em desenvolvimento e Ritchson confirmado como convidado especial. 

O contrato faz parte de uma estratégia da Amazon que já foi usada com outros actores e produtores de topo — garantir criatividade exclusiva antes que alguém de fora a recrute. Ritchson tem vários projectos em pipeline com a Amazon MGM Studios, incluindo The Man With the Bag ao lado de Arnold Schwarzenegger e um projecto ainda sem título dirigido por Patrick Hughes — o realizador de The Hitman’s Bodyguard. Para além disso, tem Motor City com Shailene Woodley e Ben Foster a estrear a 24 de Julho e Runner com Owen Wilson a 11 de Setembro.

Em Portugal, Reacher está disponível no Prime Video em todas as temporadas. A quarta temporada chega ainda este ano.

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Hans Zimmer vai compor a música da série “Harry Potter” — e a questão é se vai usar os temas de John Williams

A HBO confirmou em Janeiro que Hans Zimmer e a Bleeding Fingers Music vão compor a banda sonora original da série Harry Potter — e a questão que toda a gente na indústria está a fazer é a mais óbvia: o que vai acontecer ao tema de John Williams?

“Hedwig’s Theme” é uma das melodias mais reconhecíveis do cinema dos últimos trinta anos — escrita por Williams para os três primeiros filmes e usada como referência por todos os compositores que se seguiram, de Patrick Doyle a Alexandre Desplat. É também propriedade da Warner Bros., o que significa que a série pode tecnicamente usá-la. A questão não é legal mas criativa: uma série que se quer distinguir dos filmes precisa de identidade sonora própria, mas abandonar completamente o tema de Williams seria alienar uma geração inteira de espectadores que cresceu com aqueles acordes.

Zimmer, Kara Talve e Anže Rozman abordaram a questão na declaração conjunta que fizeram no anúncio: “O legado musical de Harry Potter é um ponto de referência para os compositores em todo o mundo e sentimo-nos honrados em fazer parte de uma equipa tão notável. A responsabilidade não é algo que eu, Kara Talve e Anže Rozman levamos levianamente.” É uma formulação que reconhece o peso do legado sem comprometer uma direcção criativa.

Zimmer tem um historial específico relevante aqui: foi ele quem compôs O Rei Leão original em 1994, e quando a versão live-action chegou em 2019, a banda sonora misturou o seu trabalho original com novas composições. A solução foi elegante — e pode servir de modelo para o que a série vai fazer com Williams. A série Harry Potter estreia em 2027 no Max em Portugal.

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