Tucker Carlson admite arrependimento por ter apoiado Trump: “Vou ser atormentado por isto durante muito tempo”

Numa reviravolta inesperada no universo conservador norte-americano, Tucker Carlson veio a público admitir que está “atormentado” por ter apoiado Donald Trump, pedindo desculpa aos seus ouvintes por os ter, nas suas palavras, “enganado”.

A declaração foi feita no mais recente episódio do podcast The Tucker Carlson Show, numa conversa com o seu irmão, Buckley Carlson, antigo autor de discursos de Trump. Segundo o comentador, este é um momento de consciência e de responsabilidade pessoal, especialmente face aos mais recentes desenvolvimentos políticos e militares associados à presidência norte-americana.  

“Vou ser atormentado por isto durante muito tempo. Quero pedir desculpa por ter enganado as pessoas. Não foi intencional”, afirmou Carlson no programa.  

De crítico feroz a apoiante de Trump

O posicionamento de Carlson em relação a Trump sempre foi marcado por mudanças bruscas. Em 1999, o antigo rosto da Fox News chegou a descrever o actual Presidente dos Estados Unidos como “a pessoa mais repugnante do planeta”.

No entanto, anos mais tarde, antecipou-se a muitos comentadores conservadores ao defender que Trump deveria ser levado a sério durante a corrida presidencial de 2016. A partir daí, tornou-se um dos seus mais influentes defensores mediáticos, posição que se reforçou durante a campanha de 2024, onde apoiou activamente o então candidato republicano.  

Ruptura agravada pela guerra com o Irão

A actual ruptura entre Carlson e Trump parece ter-se aprofundado nos últimos meses, em particular devido ao conflito envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão.

Segundo várias fontes internacionais, Carlson tem criticado duramente a postura da administração norte-americana, considerando a linguagem usada por Trump sobre o Irão “vil a todos os níveis”.  

No podcast, o comentador foi ainda mais longe ao assumir responsabilidade pelo regresso de Trump à Casa Branca.

“Tu, eu e milhões de pessoas como nós somos a razão pela qual isto está a acontecer agora.”

A frase revela não apenas distanciamento político, mas uma tentativa de fazer mea culpa perante a sua audiência.  

Trump respondeu com insultos

A resposta de Trump não tardou. Numa publicação na rede social Truth Social, o Presidente atacou diretamente Carlson, bem como outras figuras do universo MAGA, incluindo Candace Owens e Alex Jones.

Entre os insultos, Trump escreveu que Carlson “nunca mais foi o mesmo” desde que saiu da Fox News, sugerindo inclusivamente que deveria “consultar um psiquiatra”.  

Carlson respondeu dias depois, afirmando que continua a sentir simpatia por Trump, mas considera que o Presidente está “encurralado por outras forças”.

Uma mudança sincera ou cálculo político?

A mudança de discurso já está a gerar fortes reacções nos Estados Unidos. Enquanto alguns interpretam as palavras como um raro momento de reflexão pública, outros questionam a sinceridade do gesto.

Em programas de comentário e nas redes sociais, várias vozes acusam Carlson de oportunismo, lembrando as contradições entre as suas posições públicas e privadas ao longo dos anos.  

Seja qual for a motivação, o episódio marca uma fissura relevante dentro do universo conservador norte-americano e pode ser sintomático das tensões internas que atravessam o movimento MAGA.

Christina Applegate Quebra o Silêncio — “Estou a Ficar Mais Forte”

Há formas de falar sobre doença que infantilizam quem a tem. Christina Applegate não usa nenhuma delas. A actriz de 54 anos, diagnosticada com esclerose múltipla em Junho de 2021, publicou ontem no Instagram uma mensagem curta depois de dias de silêncio após relatos de hospitalização: “Obrigada pelo amor e pelos votos de melhoras. Os problemas de saúde são uma constante para mim, mas sou uma mulher forte e estou a ficar mais forte e melhor a cada dia. Estou a tirar um momento para me focar na minha saúde, mas voltarei com mais para dizer em breve.” Ao lado das palavras, uma fotografia de uma caneca de café com a frase “Kissy Kissy” e o seu livro de memórias recém-publicado, You With the Sad Eyes. Nenhum drama. Nenhum pedido de simpatia. Apenas a confirmação de que ainda está cá.

O TMZ tinha revelado na quinta-feira que Applegate tinha sido hospitalizada em Los Angeles desde finais de Março, com fontes próximas a descreverem a situação como séria. A actriz não tinha comentado os relatos, e a sua última publicação no Instagram antes de ontem tinha sido sobre o seu livro de memórias se ter tornado bestseller de áudio do New York Times. Publicações como o Daily Mail e o Page Six chegaram a relatar que pessoas próximas de Applegate se estavam a preparar para o pior. A mensagem de ontem contrariou esses relatos directamente — sem os mencionar, sem os rebater, apenas com a sua própria voz.

Applegate foi diagnosticada com esclerose múltipla durante as filmagens da terceira temporada de Dead to Me, a série da Netflix onde interpretou Jen Harding ao longo de três temporadas até 2022. Contou publicamente o diagnóstico no Twitter em Agosto de 2021 com a contenção irreverente que a caracteriza: “Olá amigos. Há alguns meses fui diagnosticada com EM. Tem sido uma viagem estranha. Mas tenho sido muito apoiada por pessoas que conheço e que também têm esta condição. Tem sido um caminho difícil. Mas como todos sabemos, o caminho continua. A menos que algum idiota o bloqueie.” Era exactamente a voz de alguém que não quer compaixão — quer honestidade.

Desde o diagnóstico, Applegate tem falado regularmente sobre como a doença afecta a sua vida quotidiana. Numa entrevista ao New York Times enquanto promovia o livro, descreveu a esclerose múltipla como “empurrar uma pedra morro acima” e revelou que acorda frequentemente com as mãos contraídas, incapaz de se mover ou caminhar até à casa de banho. “Não me digas que estás com bom aspecto hoje. Não quero ouvir. Ajuda-me a levantar. É tudo.” É o tipo de declaração que só é possível quando alguém decidiu, conscientemente, recusar o papel de vítima inspiracional que a sociedade gosta de atribuir a pessoas com doenças crónicas.

O livro de memórias You With the Sad Eyes, publicado no mês passado, percorre os vários capítulos difíceis da sua vida — o diagnóstico de cancro da mama em 2008, a esclerose múltipla, as hospitalizações repetidas — com a mesma voz: directa, sem concessões, por vezes engraçada de uma forma que só funciona quando vem de alguém que realmente viveu o que está a descrever. No livro, Applegate escreve que foi ao serviço de urgências inúmeras vezes desde o diagnóstico. É um livro sobre resistência, mas não do tipo que aparece nos postais motivacionais.

Christina Applegate tem 54 anos, uma carreira que vai de Married… with Children a Bad Moms, e uma forma de estar no mundo que recusa sistematicamente ser reduzida à sua doença. A mensagem de ontem — breve, directa, sem ornamentos — é exactamente isso. Está a ficar mais forte. E vai ter mais para dizer em breve.

Safe Houses — Ana de Armas e Jennifer Connelly Investigam um Assassínio da CIA em Madrid para a Apple TV+

Coachella Weekend 2 Esmagou o Weekend 1 — E Madonna, Billie Eilish e SZA Mudaram as Regras do Festival

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Safe Houses — Ana de Armas e Jennifer Connelly Investigam um Assassínio da CIA em Madrid para a Apple TV+

Há uma combinação de elementos neste projecto que é difícil de ignorar. Uma agente da CIA fugitiva acusada de matar um colega. A viúva desse colega que investiga o crime a partir do lado oposto. Madrid como cenário. O criador de Homeland como showrunner. E no centro de tudo, Ana de Armas e Jennifer Connelly — duas das actrizes mais completas do cinema contemporâneo numa série de oito episódios para a Apple TV+. Safe Houses é, a todos os títulos, uma das apostas mais ambiciosas do streaming para o segundo semestre de 2026.

A série foi confirmada hoje com a entrada de David Lyons e Tobias Menzies no elenco, que se juntam a Connelly e De Armas para completar o quarteto principal. Lyons — conhecido pelo trabalho em The Beast in Me — interpreta Kevin Garvey, um agente especial da CIA. Menzies — o Tobias Menzies de The Crown e Outlander, e mais recentemente do filme F1 — é Clarke Winters, o marido da embaixadora Winthrop. A direcção dos episódios de abertura ficou a cargo de Otto Bathurst, realizador de Peaky Blinders e Black Mirror, com Gideon Raff a dirigir os episódios adicionais além de servir como showrunner.

A premissa tem uma propulsão clássica de dois lados: passada em Madrid na sequência do assassínio de um alto oficial da CIA, a série segue Sofia Jiménez — a agente fugitiva acusada do crime — e a Embaixadora Elizabeth Winthrop, a viúva da vítima, enquanto as duas investigam o assassínio a partir de posições opostas e vão desvendando uma conspiração com consequências globais. É o tipo de estrutura que Homeland explorou durante oito temporadas com sucesso considerável — e Raff conhece o território melhor do que ninguém, tendo sido um dos arquitectos criativos dessa série.

Para Ana de Armas, Safe Houses marca o seu regresso à televisão como protagonista após anos de carreira exclusivamente no cinema — depois de No Time to DieKnives OutBlonde e Ballerina, é a primeira vez que a actriz cubano-espanhola assume um papel de liderança numa série de longa duração. A escolha é significativa: De Armas poderia continuar a fazer filmes de estúdio indefinidamente, e a decisão de regressar à televisão — e de o fazer pela Apple — sugere que o projecto tem algo genuinamente interessante para oferecer além do formato. O facto de Madrid ser o cenário central não é irrelevante para a actriz, que cresceu em Espanha antes de fazer carreira em Hollywood.

Jennifer Connelly, por seu lado, tem construído nos últimos anos uma carreira televisiva paralela à cinematográfica com uma selectividade que é, em si mesma, uma declaração de qualidade. Depois de Dark Matter na Apple TV+ — onde a sua performance ao longo de dez episódios foi um dos destaques televisivos de 2024 —, o regresso à mesma plataforma com um projecto de espionagem de alta octanagem é a confirmação de uma relação criativa que claramente funciona.

Para Portugal, Safe Houses tem um ângulo adicional que vale referir: Madrid como cenário europeu central de uma série de espionagem americana é uma escolha que raramente acontece, e que inevitavelmente vai trazer a cidade — e por extensão a Península Ibérica — a uma visibilidade global considerável. A data de estreia ainda não foi anunciada, mas com o elenco agora completo e a produção confirmada, o segundo semestre de 2026 é a janela mais provável.

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Coachella Weekend 2 Esmagou o Weekend 1 — E Madonna, Billie Eilish e SZA Mudaram as Regras do Festival

Há uma frase que circulou nas redes sociais no domingo à noite, escrita por Nathan Hubbard, antigo director executivo da Ticketmaster: “Genuinamente acredito que a combinação de Bieber a trazer Billie Eilish e Sabrina a trazer Madonna em dois dos momentos mais de círculo completo de sempre vai mudar o equilíbrio de poder no Coachella do Weekend 1 para o Weekend 2 no próximo ano.”  É uma afirmação forte. Mas depois do que aconteceu entre sexta e domingo no Empire Polo Club em Indio, na Califórnia, é difícil discordar.

O Coachella 2026 teve a sua maior surpresa não nos headliners nem nas actuações principais — mas no facto de todos os momentos mais memoráveis e os cameos mais estrelados terem acontecido no Weekend 2, o fim-de-semana tradicionalmente menos glamoroso do festival.  Durante 25 anos, a lógica do Coachella foi simples e imutável: o primeiro fim-de-semana é onde as coisas acontecem, onde os artistas guardam as suas melhores surpresas, onde a imprensa está em peso e os influenciadores pagaram mais pelo acesso. O segundo fim-de-semana era para os fãs que não conseguiram bilhetes para o primeiro. Em 2026, essa lógica inverteu-se completamente — e a inversão foi tão dramática que a indústria musical está agora a perguntar se foi um acidente ou o início de uma tendência.

A sexta-feira começou com Sabrina Carpenter a repetir o seu concerto “Sabrinawood” — e a melhorá-lo de forma considerável. No segundo fim-de-semana, depois de “Juno” ser encurtada para a primeira metade, Madonna duetou com Carpenter em “Vogue”, “Bring Your Love” — uma música do próximo álbum Confessions II — e “Like a Prayer”. Foi o momento do festival. Madonna, que tinha actuado no Coachella pela última vez em 2015 durante o set de Drake, regressou ao mesmo palco vinte anos depois da primeira vez que tocou “Confessions on the Dance Floor” nos Estados Unidos — e fê-lo exatamente com o mesmo fato. O timing era calculado ao segundo: Madonna tinha anunciado o lançamento de Confessions II para Julho na quarta-feira anterior, teased o novo single na tarde de sexta e lançou-o oficialmente horas depois da actuação com Carpenter — uma estratégia de marketing disfarçada de momento espontâneo, executada com uma precisão que só alguém com cinco décadas de carreira consegue.

No sábado, Justin Bieber — que no primeiro fim-de-semana tinha optado pelo minimalismo quase provocatório — apareceu com uma generosidade completamente diferente. Billie Eilish juntou-se para “One Less Lonely Girl”, SZA para “Snooze”, Big Sean para “As Long As You Love Me” e “No Pressure”, Sexyy Red para “Sweet Spot” e Dijon para “Devotion”.  O momento com Eilish tornou-se imediatamente viral: Eilish tropeçou nos degraus, enrolou-se no banco ao centro do palco e recebeu um abraço por trás de Bieber antes de os dois explodirem em gargalhadas.  A mãe de Eilish agradeceu publicamente no Instagram: “Estou tão grata ao Justin Bieber pela bondade que mostrou à Billie e à nossa família inteira. Foi um dos momentos mais tocantes de sempre.”

O domingo pertenceu, como na semana anterior, a Karol G — mas desta vez com J Balvin e Peso Pluma como convidados surpresa em lugar de Becky G. E Addison Rae, que no primeiro fim-de-semana não tinha trazido qualquer convidado, recebeu Olivia Rodrigo não apenas para “Headphones On” mas também para a estreia ao vivo do novo single de Rodrigo, “Drop Dead”. 

A explicação mais óbvia para o que aconteceu é também a mais simples: no Weekend 2, uma surpresa vai ser mais surpresa. No primeiro fim-de-semana, o headliner não quer ser ofuscado pelo convidado. No segundo, já provou o que tem para provar, conhece melhor a sala, e pode dar-se ao luxo de partilhar o palco com generosidade. Mas o que aconteceu em 2026 foi além disso — foi uma coordenação quase deliberada entre artistas que decidiram, colectivamente, guardar os seus melhores momentos para o fim. O resultado foi um segundo fim-de-semana que não apenas igualou o primeiro mas o tornou irrelevante por comparação. Para quem estava lá, foi o melhor Coachella em anos. Para quem ficou em casa, foi um lembrete de que às vezes as melhores coisas acontecem quando ninguém está a prestar atenção.

“Companion” estreia no TVCine Top: horror sci-fi sobre IA, controlo e manipulação chega a 24 de abril

Num tempo em que a Inteligência Artificial domina debates, manchetes e imaginações, o Companion chega ao pequeno ecrã com uma premissa tão provocadora quanto inquietante. O filme estreia sexta-feira, 24 de abril, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top, ficando também disponível no TVCine+.

Realizado por Drew Hancock, o thriller de horror e ficção científica mergulha em temas como autonomia, manipulação emocional e o uso da tecnologia como instrumento de poder.

Um fim de semana perfeito… até tudo desabar

A história acompanha Iris, interpretada por Sophie Thatcher, uma jovem que se apaixona por Josh, um bilionário carismático e sedutor, vivido por Jack Quaid.

O que começa como um romance envolto em luxo e promessas transforma-se rapidamente num pesadelo.

Durante um fim de semana numa casa isolada à beira do lago, Iris descobre a verdade aterradora: ela não é humana, mas sim um robô sexual concebido para obedecer a todas as ordens de Josh.

A revelação altera completamente a dinâmica da narrativa, transformando a aparente escapadela romântica num intenso jogo de sobrevivência.

Horror, sátira e ficção científica

Companion combina horror psicológico, ficção científica e sátira social, explorando os limites éticos da IA aplicada às relações humanas.

A partir do momento em que Iris toma consciência da sua condição, o filme entra num território mais visceral, onde cada tentativa de fuga é antecipada e controlada.

A protagonista vê-se presa num labirinto tecnológico e emocional, lutando para recuperar a própria autonomia e transformar a sua vulnerabilidade numa arma.

O filme joga precisamente com o desconforto que nasce da perda de controlo sobre o próprio corpo e vontade — um tema particularmente актуal no contexto das discussões sobre Inteligência Artificial.

Sophie Thatcher em destaque

Um dos grandes trunfos do filme é a interpretação de Sophie Thatcher.

A actriz conduz a transformação de Iris de forma convincente, levando a personagem de figura programada e submissa a presença determinada e rebelde.

Essa evolução é apresentada como um dos pontos centrais da narrativa, funcionando não apenas como motor dramático, mas também como comentário sobre poder e identidade.

Ao seu lado, Jack Quaid constrói um Josh que oscila entre o charme e a ameaça, intensificando o jogo psicológico que sustenta o filme.

Um dos títulos mais cativantes do género

Segundo o comunicado, Companion afirma-se como um dos títulos recentes mais interessantes dentro do horror sci-fi, cruzando tensão, violência e reflexão contemporânea.

É um filme que parece dialogar directamente com os receios modernos em torno da tecnologia, do consentimento e da manipulação, usando o género para amplificar essas questões.

Para quem procura uma proposta intensa para a noite de sexta-feira, esta estreia do TVCine surge como uma aposta particularmente forte.

“Top Gun” celebra 40 anos e regressa aos cinemas em maio numa reposição especial

TVCine assinala o 24 de Abril com maratona de documentários sobre identidade, memória e futuro

“Top Gun 3” está oficialmente em desenvolvimento e Tom Cruise vai voltar a voar

“Top Gun” celebra 40 anos e regressa aos cinemas em maio numa reposição especial

Quarenta anos depois de ter redefinido o cinema de ação dos anos 80, Top Gun vai regressar às salas portuguesas numa reposição especial que promete pôr à prova a eterna “sede de velocidade” dos espectadores.

A partir de 13 de maio, o clássico realizado por Tony Scott volta ao grande ecrã para assinalar o seu 40.º aniversário, numa celebração que inclui também o regresso de Top Gun: Maverick, disponível a partir de 14 de maio.

A reposição estará em cartaz apenas durante uma semana, até 20 de maio.

Um clássico que marcou gerações

Lançado originalmente em 1986, Top Gun transformou Tom Cruise numa estrela mundial e fixou Pete “Maverick” Mitchell como uma das personagens mais icónicas do cinema popular.

O filme acompanha um grupo de pilotos de elite da Marinha norte-americana em formação na escola Top Gun, onde a competição, a adrenalina e a superação pessoal definem cada voo.

Ao longo das décadas, o filme tornou-se uma referência incontornável do género, não apenas pelas sequências aéreas inovadoras, mas também pela banda sonora e pela marca profunda que deixou na cultura popular.

Quatro décadas depois, continua a ser um daqueles títulos que imediatamente evocam velocidade, rivalidade e a aura do grande espectáculo cinematográfico.

Reposição em formatos premium

A grande novidade desta celebração está nos formatos premium disponibilizados para ambas as obras.

Além da exibição em 2D, os espectadores poderão rever Top Gun e Top Gun: Maverick em IMAX, 4DX, ScreenX e D-BOX, formatos que prometem elevar a experiência visual e sonora a um novo nível.

A reposição surge acompanhada por um novo trailer e por posters comemorativos dos 40 anos, reforçando a dimensão nostálgica e celebratória do evento.

No caso de Maverick, o impacto em sala promete ser particularmente forte, tendo em conta a escala visual e sonora com que o filme foi originalmente concebido.

O legado de Maverick continua vivo

Se o filme de 1986 marcou uma geração, a sequela de 2022 provou que Maverick continua a ter um lugar especial no coração do público.

Top Gun: Maverick tornou-se um dos maiores sucessos comerciais da carreira de Tom Cruise e um dos filmes mais importantes do período pós-pandemia, devolvendo multidões às salas de cinema em todo o mundo.

A reposição conjunta dos dois títulos funciona assim como uma celebração dupla: do legado do original e da surpreendente longevidade da personagem.

Uma oportunidade rara no grande ecrã

Ver Top Gun em cinema sempre foi diferente de o rever em casa. A dimensão das cenas aéreas, a intensidade sonora e o impacto físico das perseguições no ar ganham outra escala em sala.

Quarenta anos depois, esta reposição oferece ao público a oportunidade de reviver — ou descobrir pela primeira vez — um dos filmes mais marcantes da história recente de Hollywood.

Como diz a campanha: “Feel the need again!”

E, francamente, é difícil não sentir.

TVCine assinala o 24 de Abril com maratona de documentários sobre identidade, memória e futuro

No próximo 24 de abril, o TVCine vai assinalar a data com uma programação especial dedicada à identidade, à memória colectiva e à transformação do espaço lusófono. Sob o título “Documentários: Depois de Abril”, o TVCine Editionreserva a tarde e a noite de sexta-feira para a exibição de seis documentários, num percurso cinematográfico que atravessa Portugal, Cabo Verde, o Al-Andalus e a memória marítima portuguesa.

A emissão arranca às 15h05 e prolonga-se até às 22h00, estando igualmente disponível no TVCine+.

Mais do que uma simples maratona temática, trata-se de uma proposta editorial pensada em torno de questões de pertença, herança cultural, paisagem e memória histórica, em linha com o simbolismo do 25 de Abril e do país que continua a construir-se entre passado e presente.

Seis filmes, seis olhares sobre a identidade

O especial começa com Nôs Dança, realizado por Rui Lopes da Silva, exibido às 15h05.

O documentário percorre as ilhas do arquipélago de Cabo Verde para retratar as danças tradicionais e a sua reinvenção contemporânea, acompanhando o coreógrafo e bailarino Tony Tavares numa viagem à herança cultural cabo-verdiana.

Às 16h40, segue-se Linha de Água, de Rui Simões, centrado no trabalho do artista Victor Gama. O filme cruza criação musical, tradição ancestral e preocupação ambiental, reflectindo sobre a degradação do ambiente e a relação do ser humano com o território.

História, território e memória

Às 17h50, o canal exibe O Poeta Rei, realizado por Carlos Gomes.

O filme propõe uma viagem pelo legado do Al-Andalus, explorando a figura de Al-Mu’tamid, rei e poeta do século XI, numa narrativa que cruza documentário e ficção e atravessa Portugal, Espanha e Marrocos.

Segue-se, às 19h00As Estações, de Maureen Fazendeiro, uma obra contemplativa sobre o Alentejo, construída a partir de depoimentos, imagens de arquivo, lendas, canções e memórias da vida rural.

Tradição e herança portuguesa em destaque

À noite, o especial continua às 20h20 com Em Ano de Safra, documentário de Sofia Bairrão que acompanha o ciclo de extracção da cortiça numa aldeia do centro do país.

O filme observa os ritmos da natureza e o trabalho de uma família ligada a esta tradição, fixando no ecrã um retrato sensível de uma comunidade suspensa entre continuidade e mudança.

O encerramento acontece às 22h00 com A Campanha do Creoula, de André Valentim Almeida.

A obra acompanha uma expedição científica às Ilhas Selvagens a bordo do histórico lugre NRP Creoula, cruzando ciência, memória marítima e a herança da pesca portuguesa na Terra Nova.

Um especial que dialoga com o significado da data

A escolha do 24 de abril para esta programação não é inocente. Ao reunir filmes que reflectem sobre cultura, território, trabalho, história e identidade, o TVCine propõe uma reflexão mais ampla sobre o país e o espaço lusófono no rescaldo das comemorações da Revolução dos Cravos.

É um especial que parece olhar para a liberdade não apenas como acontecimento histórico, mas como processo contínuo de construção de memória e pertença.

“Top Gun 3” está oficialmente em desenvolvimento e Tom Cruise vai voltar a voar

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“Top Gun 3” está oficialmente em desenvolvimento e Tom Cruise vai voltar a voar

A Paramount Pictures confirmou aquilo que muitos fãs já esperavam: Top Gun 3 está oficialmente em desenvolvimento, com Tom Cruise pronto para regressar ao papel de Pete “Maverick” Mitchell.

O anúncio foi feito esta quinta-feira durante a apresentação do estúdio na CinemaCon, a convenção anual da indústria em Las Vegas onde os grandes estúdios revelam os seus próximos lançamentos a exibidores e imprensa.

Segundo Josh Greenstein, co-responsável da Paramount Pictures, o filme está já numa fase avançada de escrita.

“Top Gun 3 está oficialmente em desenvolvimento, com o argumento já bastante avançado.”

A confirmação encerra meses de especulação em torno do futuro da saga e reforça a aposta do estúdio numa das suas propriedades mais valiosas.

Tom Cruise regressa ao lado de Jerry Bruckheimer

Greenstein confirmou ainda que Cruise voltará a reunir-se com o produtor Jerry Bruckheimer, figura essencial no sucesso da franquia desde o filme original.

Para já, não foi revelada data de estreia, realizador ou elenco oficial.

No entanto, notícias anteriores apontavam para o regresso de Miles Teller e Glen Powell, os novos “ases indomáveis” apresentados em Top Gun: Maverick.

Outro nome que continua associado ao projecto é Christopher McQuarrie, colaborador habitual de Cruise na saga Mission: Impossible, que já tinha indicado estar a trabalhar no argumento.

O legado de “Top Gun”

O anúncio surge depois do enorme sucesso de Top Gun: Maverick, lançado em 2022, que arrecadou cerca de 1,5 mil milhões de dólares em todo o mundo e se tornou um dos maiores fenómenos de bilheteira da década.

A sequela não só revitalizou a saga iniciada em 1986 com Top Gun, como consolidou Tom Cruise como uma das últimas grandes estrelas capazes de levar massas ao cinema.

O impacto foi tal que Steven Spielberg chegou a elogiar publicamente Cruise por ajudar a trazer os espectadores de volta às salas após a pandemia.

Paramount promete reforçar a aposta no cinema

A apresentação da Paramount na CinemaCon trouxe ainda outras novidades importantes.

Numa aparição surpresa, David Ellison, líder da Paramount Skydance, garantiu aos exibidores que os filmes do estúdio terão uma janela exclusiva de 45 dias nas salas antes de chegarem ao vídeo on demand e 90 dias antes do streaming gratuito.

A declaração foi recebida com aplausos, numa altura em que muitos proprietários de cinemas continuam preocupados com o impacto das plataformas digitais.

Ellison foi ainda mais longe ao afirmar:

“Vida longa ao cinema.”

Mais projectos anunciados: Brad Pitt, zombies e Johnny Depp

A Paramount aproveitou o evento para apresentar outros títulos de peso.

Foi confirmado que a adaptação cinematográfica do videojogo Call of Duty chegará aos cinemas em junho de 2028.

Os participantes puderam ainda ver imagens inéditas de Heart of the Beast, thriller protagonizado por Brad Pitt, no papel de um veterano militar que tenta sobreviver a um acidente de avião no Alasca com o seu cão de combate.

O estúdio revelou também planos para uma sequela de World War Z, embora sem confirmar se Pitt regressará.

Outro momento que deu que falar foi a presença inesperada de Johnny Depp, que subiu ao palco para apresentar Ebenezer: A Christmas Carol, nova adaptação do clássico de Charles Dickens, onde interpreta Scrooge.

O regresso de Maverick está a caminho

Ainda sem data marcada para descolar, Top Gun 3 já é uma das produções mais aguardadas dos próximos anos.

E se há algo que Maverick nos ensinou, é que Tom Cruise continua a sentir… sede de velocidade.

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