Christina Applegate Quebra o Silêncio — “Estou a Ficar Mais Forte”

Há formas de falar sobre doença que infantilizam quem a tem. Christina Applegate não usa nenhuma delas. A actriz de 54 anos, diagnosticada com esclerose múltipla em Junho de 2021, publicou ontem no Instagram uma mensagem curta depois de dias de silêncio após relatos de hospitalização: “Obrigada pelo amor e pelos votos de melhoras. Os problemas de saúde são uma constante para mim, mas sou uma mulher forte e estou a ficar mais forte e melhor a cada dia. Estou a tirar um momento para me focar na minha saúde, mas voltarei com mais para dizer em breve.” Ao lado das palavras, uma fotografia de uma caneca de café com a frase “Kissy Kissy” e o seu livro de memórias recém-publicado, You With the Sad Eyes. Nenhum drama. Nenhum pedido de simpatia. Apenas a confirmação de que ainda está cá.

O TMZ tinha revelado na quinta-feira que Applegate tinha sido hospitalizada em Los Angeles desde finais de Março, com fontes próximas a descreverem a situação como séria. A actriz não tinha comentado os relatos, e a sua última publicação no Instagram antes de ontem tinha sido sobre o seu livro de memórias se ter tornado bestseller de áudio do New York Times. Publicações como o Daily Mail e o Page Six chegaram a relatar que pessoas próximas de Applegate se estavam a preparar para o pior. A mensagem de ontem contrariou esses relatos directamente — sem os mencionar, sem os rebater, apenas com a sua própria voz.

Applegate foi diagnosticada com esclerose múltipla durante as filmagens da terceira temporada de Dead to Me, a série da Netflix onde interpretou Jen Harding ao longo de três temporadas até 2022. Contou publicamente o diagnóstico no Twitter em Agosto de 2021 com a contenção irreverente que a caracteriza: “Olá amigos. Há alguns meses fui diagnosticada com EM. Tem sido uma viagem estranha. Mas tenho sido muito apoiada por pessoas que conheço e que também têm esta condição. Tem sido um caminho difícil. Mas como todos sabemos, o caminho continua. A menos que algum idiota o bloqueie.” Era exactamente a voz de alguém que não quer compaixão — quer honestidade.

Desde o diagnóstico, Applegate tem falado regularmente sobre como a doença afecta a sua vida quotidiana. Numa entrevista ao New York Times enquanto promovia o livro, descreveu a esclerose múltipla como “empurrar uma pedra morro acima” e revelou que acorda frequentemente com as mãos contraídas, incapaz de se mover ou caminhar até à casa de banho. “Não me digas que estás com bom aspecto hoje. Não quero ouvir. Ajuda-me a levantar. É tudo.” É o tipo de declaração que só é possível quando alguém decidiu, conscientemente, recusar o papel de vítima inspiracional que a sociedade gosta de atribuir a pessoas com doenças crónicas.

O livro de memórias You With the Sad Eyes, publicado no mês passado, percorre os vários capítulos difíceis da sua vida — o diagnóstico de cancro da mama em 2008, a esclerose múltipla, as hospitalizações repetidas — com a mesma voz: directa, sem concessões, por vezes engraçada de uma forma que só funciona quando vem de alguém que realmente viveu o que está a descrever. No livro, Applegate escreve que foi ao serviço de urgências inúmeras vezes desde o diagnóstico. É um livro sobre resistência, mas não do tipo que aparece nos postais motivacionais.

Christina Applegate tem 54 anos, uma carreira que vai de Married… with Children a Bad Moms, e uma forma de estar no mundo que recusa sistematicamente ser reduzida à sua doença. A mensagem de ontem — breve, directa, sem ornamentos — é exactamente isso. Está a ficar mais forte. E vai ter mais para dizer em breve.

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