La Ruta – Conquistar a Noite regressa com uma segunda temporada ainda mais intensa

Ibiza, música electrónica e choques geracionais marcam o novo capítulo da série espanhola

Depois de uma estreia que conquistou público e crítica no último verão, La Ruta – Conquistar a Noite está de volta aos ecrãs portugueses com a sua segunda temporada, prometendo elevar ainda mais a intensidade emocional e musical da narrativa. A nova temporada estreia esta quinta-feira, 8 de Janeiro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+, dando continuidade ao retrato vibrante de uma geração moldada pela noite, pela música electrónica e por uma ideia quase absoluta de liberdade

Se a primeira temporada mergulhava no fenómeno da Ruta Destroy e nas noites intermináveis de Valência, a segunda desloca a acção para um novo epicentro do hedonismo europeu: Ibiza, em 1996. A ilha transforma-se na capital mundial da música electrónica, mas a mudança de cenário traz também novos conflitos e desafios para as personagens que o público já conhece.

DJs espanhóis contra promotores britânicos

Em Ibiza, o domínio até então quase absoluto dos DJs espanhóis é posto em causa com a chegada de promotores britânicos, que começam a impor novas regras, estéticas e dinâmicas de poder na noite da ilha. Este confronto cultural e profissional obriga os protagonistas a reinventarem-se, a provar o seu valor e a lutar pelo reconhecimento numa cena cada vez mais competitiva e globalizada.

No centro desta nova fase está Marc Ribó, que enfrenta não só a transformação da indústria musical, mas também questões pessoais mal resolvidas. Numa noite decisiva, reencontra Vicky, uma antiga amiga e empregada de mesa que não via há meses. Este reencontro reabre feridas do passado e reacende uma ligação emocional que terá impacto profundo no percurso de ambos fileciteturn1file0.

Música, família e passagem de testemunho

Um dos temas centrais desta segunda temporada é a relação entre pais e filhos e a forma como a música atravessa gerações, criando pontes mas também conflitos. La Ruta – Conquistar a Noite não se limita a retratar pistas de dança e excessos noturnos; a série olha para o impacto dessas escolhas na vida pessoal, familiar e emocional das personagens.

Entre rivalidades inesperadas, amanheceres intensos e decisões que mudam destinos, a narrativa acompanha a evolução do movimento musical e das personagens para uma nova fase de maturidade — ainda que nem todos estejam preparados para crescer.

Um elenco forte e uma série premiada

A realização continua a cargo de Borja Soler, mantendo a identidade visual e o realismo que marcaram a primeira temporada. O elenco regressa em força, com Àlex MonnerClaudia SalasRicardo GómezElisabet Casanovas e Guillem Barbosa, a que se juntam novas personagens determinantes para o rumo da história.

Vencedora de prémios como o Feroz e o Ondas para Melhor Série Dramática, La Ruta – Conquistar a Noite afirma-se como um retrato autêntico de uma geração que viveu a noite no limite. Uma série imperdível para quem se deixou envolver pelo fenómeno Ruta Destroy — e para quem quer perceber como a música electrónica ajudou a definir uma era.

Estreia: 8 de Janeiro, quinta-feira, às 22h10

Onde ver: TVCine Edition e TVCine+

Ano Novo, Filmes Novos: Duas Estreias Portuguesas para Começar 2025 com Cinema

Os Infanticidas e A Vida Luminosa inauguram o ano no TVCine Edition

Começar o ano com cinema português é mais do que uma boa resolução — é quase um acto de resistência cultural. No dia 1 de Janeiro, o TVCine Edition aposta forte no novo cinema nacional com a exibição de dois filmes portugueses recentes, assinados por dois realizadores que se estreiam na longa-metragem. Os Infanticidas e A Vida Luminosa formam a dupla Ano Novo, Filmes Novos, uma proposta que convida o espectador a reflectir sobre crescimento, identidade e o momento delicado em que deixamos de ser jovens… mesmo que ainda não saibamos bem o que é ser adulto.

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A sessão arranca às 18h30, prolongando-se pela noite dentro, numa programação que dá palco a duas obras muito diferentes no tom, mas unidas por um olhar atento às inquietações de uma geração em suspenso.

Os Infanticidas: crescer assusta mais do que parece

Primeira longa-metragem de Manuel Pureza, Os Infanticidas parte de uma promessa tão absurda quanto reveladora: dois amigos juram que, se um dia crescerem, acabam com a própria vida. A frase pode soar a bravata juvenil, mas funciona como ponto de partida para um retrato honesto, irónico e por vezes cruel sobre o fim da juventude.

Entre o pacto feito na adolescência e a chegada inevitável aos 30 anos, surgem os medos, as expectativas falhadas, os sonhos adiados e a constante sensação de que ninguém nos explicou realmente como se faz para ser adulto. O filme observa essa travessia com humor seco e uma melancolia muito portuguesa, lembrando que “somos todos heróis à meia-noite, mas cobardes às 9 da manhã”.

Sem respostas fáceis, Os Infanticidas questiona se crescer é sinónimo de compromisso ou apenas a continuação de um jogo em que fingimos saber o que estamos a fazer. Uma estreia segura e surpreendentemente madura para um realizador vindo do universo da comédia televisiva.

A Vida Luminosa: quando a vida começa a andar para a frente

Exibido às 19h55A Vida Luminosa acompanha Nicolau, um jovem de 24 anos preso entre o passado e um futuro que não consegue imaginar. Vive em casa dos pais, sonha ser músico, sobrevive com biscates e mantém-se emocionalmente refém de uma relação que terminou. Lisboa surge aqui não como postal turístico, mas como cenário íntimo de uma deriva silenciosa.

A mudança acontece quando Nicolau percebe que não está sozinho na insatisfação: também a mãe carrega frustrações e sonhos adiados. Esse choque não o paralisa — empurra-o para a frente. Um emprego numa papelaria, uma casa partilhada e novos encontros fazem com que a vida, lentamente, volte a mover-se.

Com um tom delicado e observacional, o filme constrói um retrato sensível sobre amadurecer sem dramatismos excessivos, mostrando que crescer nem sempre é cair — às vezes é simplesmente avançar, mesmo sem saber bem para onde.

Duas estreias, um mesmo retrato geracional

Apesar das diferenças de estilo, Os Infanticidas e A Vida Luminosa dialogam entre si. Ambos olham para personagens em transição, suspensas entre aquilo que imaginaram ser e aquilo que a vida lhes permite ser. São filmes sobre o medo de falhar, sobre a dificuldade em largar versões antigas de nós próprios e sobre o lento — e por vezes doloroso — processo de assumir escolhas.

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Para quem procura começar o ano longe dos blockbusters previsíveis, esta dupla é um excelente convite a pensar, sentir e reconhecer no ecrã pedaços muito familiares da vida real.

A câmara como arma de liberdade: dois documentários imperdíveis no TVCine Edition

Retratos do Mundo fecha o ano com fotografia, resistência e memória

Para fechar 2025 e abrir 2026 com propósito, o TVCine Edition propõe uma dupla de documentários que usa a fotografia como acto político, gesto íntimo e ferramenta de sobrevivência. “Retratos do Mundo” junta duas obras distintas, mas profundamente ligadas pela urgência de olhar o real sem filtros: Eu Não Sou Tudo o Que Quero Ser e Ernest Cole: Perdido e Achado.

As exibições acontecem em exclusivo nos dias 28 de Dezembro e 4 de Janeiro, sempre às 22h00, no TVCine Edition e no TVCine+. Dois filmes, dois retratos de artistas subversivos, duas formas de usar a câmara como instrumento de liberdade.  

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Libuše Jarcovjáková: identidade, desejo e resistência

O primeiro documentário, Eu Não Sou Tudo o Que Quero Ser, exibido a 28 de Dezembro, centra-se na fotógrafa checa Libuše Jarcovjáková, frequentemente descrita como a “Nan Goldin da Checoslováquia”. A comparação não é gratuita. Tal como Goldin, Jarcovjáková usou a fotografia para documentar margens, corpos, noites e identidades fora da norma.

Situado num contexto político sufocante, após a Primavera de Praga de 1968, o filme constrói-se a partir das próprias fotografias da artista, cruzadas com excertos dos seus diários pessoais. O resultado é um retrato profundamente íntimo de uma mulher em permanente busca: de identidade, de liberdade artística, do conhecimento do próprio corpo e da descoberta da sexualidade.

A narrativa acompanha a sua passagem por Praga, a ida para Berlim Ocidental, a fuga para Tóquio e o regresso à Europa, sempre com a sensação de deslocação e inconformismo. Realizado em colaboração com a cineasta Klára Tasovská, o documentário esteve em competição no Festival de Berlim e abriu a edição de 2024 do IndieLisboa, afirmando-se como uma das obras documentais mais relevantes do ano.  

Ernest Cole: fotografar contra o silêncio do mundo

Uma semana depois, a 4 de Janeiro, é exibido Ernest Cole: Perdido e Achado, dedicado ao fotógrafo sul-africano Ernest Cole, uma figura central na denúncia internacional do apartheid.

Cole foi o primeiro fotógrafo a expor, de forma sistemática, os horrores do regime sul-africano a um público global. O seu livro House of Bondage, publicado em 1967 quando tinha apenas 27 anos, teve um impacto sísmico — e um custo pessoal elevado. O fotógrafo foi forçado ao exílio, vivendo entre Nova Iorque e várias cidades europeias, sem nunca conseguir verdadeiramente integrar-se.

O documentário é realizado por Raoul Peck, cineasta conhecido pelo seu olhar político rigoroso. Peck constrói um retrato marcado pela inquietação, pela raiva contida e pela frustração de um artista que assistiu, dia após dia, ao silêncio — ou à cumplicidade — do mundo ocidental perante o apartheid. Mais do que um filme biográfico, trata-se de uma reflexão sobre o preço de dizer a verdade quando essa verdade é incómoda.  

Dois filmes, uma mesma urgência

Apesar de contextos históricos e estéticos distintos, os dois documentários dialogam entre si de forma poderosa. Ambos mostram artistas que recusaram acomodar-se, que usaram a imagem para desafiar sistemas opressivos — fossem eles políticos, sociais ou morais.


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Retratos do Mundo não é apenas uma programação temática. É um lembrete de que a fotografia pode ser mais do que arte ou memória: pode ser resistência activa, denúncia e libertação pessoal. Uma dupla essencial para quem acredita que o cinema documental continua a ser um dos espaços mais vivos da criação contemporânea.

Vanguard – O Preço do Sucesso: a minissérie que expõe o lado mais obscuro do poder nos media europeus

A televisão portuguesa recebe esta semana uma das minisséries europeias mais faladas do ano. Vanguard – O Preço do Sucesso estreia na terça-feira, 16 de Dezembro, às 22h10, no TVCine Edition e no TVCine+, trazendo para o pequeno ecrã o retrato complexo e controverso de Jan Stenbeck, o homem que mudou para sempre o panorama dos media e das telecomunicações nos países nórdicos  .

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Inspirada numa história real, a minissérie acompanha o regresso forçado de Stenbeck à Suécia depois de uma tragédia pessoal. Antiga estrela de Wall Street, o empresário vê-se confrontado com o legado da família e com um país ainda preso a estruturas conservadoras, num momento em que o mundo dos media começa a acelerar rumo à modernidade. É a partir desse choque — entre ambição, tradição e visão futurista — que nasce um império. E também o seu preç

Vanguard – O Preço do Sucesso não é apenas um relato de ascensão empresarial. É, acima de tudo, um estudo de personagem. Jan Stenbeck surge como uma figura profundamente ambígua: visionário para uns, tirano para outros. A série explora com detalhe as tensões familiares, os conflitos políticos e as decisões estratégicas que permitiram ao magnata desafiar monopólios estatais, redefinir o mercado das telecomunicações e transformar radicalmente os media nórdicos. Cada vitória vem acompanhada de perdas pessoais, isolamento e rupturas que deixam marcas difíceis de apagar.

A realização está a cargo de Goran Kapetanović, que constrói uma narrativa sóbria, rigorosa e visualmente elegante, apoiada numa cuidada reconstituição histórica. A base literária — a biografia Stenbeck: A Biography of a Successful Businessman, de Per Andersson — garante densidade factual e solidez dramática, evitando o sensacionalismo fácil. O resultado é uma série que observa o poder de perto, sem o romantizar, mas também sem cair em julgamentos simplistas.

Um dos grandes trunfos da minissérie é a interpretação de Jakob Oftebro, que dá vida a Stenbeck com uma intensidade contida e inquietante. O actor norueguês consegue transmitir simultaneamente carisma, frieza e vulnerabilidade, compondo um retrato humano de alguém que parecia sempre um passo à frente do seu tempo — e muitas vezes longe demais das pessoas que o rodeavam. Não por acaso, Oftebro foi distinguido este ano com o prémio de Melhor Actor no Festival de Televisão de Monte Carlo, onde a série arrecadou também o Golden Nymph para Melhor Série  .

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Ao longo dos episódios, Vanguard – O Preço do Sucesso levanta questões que continuam a ecoar no presente: até onde pode ir a ambição individual? Que impacto têm as grandes decisões económicas na vida privada? E será possível construir um império sem pagar um preço humano elevado? Num tempo em que os media e a tecnologia continuam a concentrar poder a uma velocidade vertiginosa, a história de Jan Stenbeck revela-se surpreendentemente актуал.

A estreia acontece terça-feira, 16 de Dezembro, às 22h10, com novos episódios nas semanas seguintes, sempre no TVCine Edition e no TVCine+. Para quem se interessa por histórias reais de poder, ambição e queda — e por séries europeias de grande qualidade — esta é uma proposta difícil de ignorar.

Coragem em Primeiro Plano: TVCine Edition Dedica o Dia 29 de Novembro a Quatro Mulheres Que Mudaram o Mundo — No Ecrã e Fora Dele

O TVCine Edition prepara-se para transformar o próximo sábado, 29 de Novembro, numa celebração absoluta da força feminina. A partir das 16h50, o canal apresenta o Especial Coragem Feminina, um conjunto de quatro filmes que fazem muito mais do que contar histórias: iluminam trajectos de ousadia, resistência e mudança, protagonizados por mulheres que recusaram aceitar o mundo tal como ele estava e decidiram, em vez disso, reinventá-lo.

São narrativas vindas de diferentes épocas, culturas e continentes, mas unidas pela mesma energia: a das que desafiam estruturas, enfrentam preconceitos, rompem silêncios e criam novos caminhos — para si, e para todas.

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“Freeheld – Amor e Justiça” (2015) – 16h50

O pontapé de saída do especial dá-se com um dos dramas mais marcantes desta década: a história real de Laurel Hester(Julianne Moore), agente policial de Nova Jérsia que trava uma batalha contra o preconceito institucional para garantir que a sua parceira, Stacie Andree (Elliot Page), recebe a pensão após a sua morte.

O filme, premiado no Festival de San Sebastián, lembra que a coragem também se mede na persistência — sobretudo quando o sistema insiste em desumanizar. Entre burocracias, julgamentos públicos e manobras políticas, Laurel e Stacie revelam um amor que se torna símbolo de luta pelos direitos LGBTQ+.

“Maria Montessori” (2023) – 18h30

De Nova Jérsia viajamos para o início do século XX, onde duas mulheres improváveis se cruzam em Roma: Maria Montessori, médica e pedagoga visionária, e Lili d’Alengy, uma cortesã parisiense que foge de um segredo que a assombra. Ambas carregam culpas que não lhes pertencem e enfrentam uma sociedade onde as mulheres são silenciadas por princípio.

O filme revela não só o nascimento do método revolucionário que transformou a educação mundial, mas também a amizade entre duas mães que aprendem a perdoar-se a si próprias enquanto mudam a vida de crianças que ninguém queria ensinar.

“Ler Lolita em Teerão” (2024) – 20h10

Num dos retratos mais impactantes do especial, seguimos Azar Nafisi, professora iraniana que, sob um regime repressivo, reúne clandestinamente um grupo de alunas para ler literatura proibida. Nabokov, Fitzgerald, Jane Austen e Henry James tornam-se janelas secretas para um mundo onde a liberdade é mais do que uma metáfora.

Entre véus que caem e histórias que emergem, estas mulheres descobrem a coragem de dizer aquilo que sempre calaram. O filme conquistou o Prémio do Público e o Prémio Especial do Júri no Rome Film Festival de 2024 — e percebe-se porquê: é um tributo feroz ao poder libertador da palavra.

“As Aventuras de uma Francesa na Coreia do Sul” (2025) – 22h00

Para encerrar a noite, chega uma comédia sensível e espirituosa com Isabelle Huppert em modo completamente inesperado. A actriz interpreta uma francesa que viaja para a Coreia do Sul e se reinventa através de encontros improváveis, aulas de francês que nunca parecem aulas, copos de makgeolli e uma curiosa vocação para desmontar as emoções dos outros.

O filme, vencedor do Grande Prémio do Júri no Festival de Berlim de 2024, é um tributo à coragem do recomeço — aquela que não se faz de batalhas épicas, mas de pequenos gestos que mudam tudo.

Um Sábado Inteiro Dedicado às Mulheres Que Não Aceitam Limites

O que une estas quatro histórias não é apenas a presença de protagonistas femininas, mas a persistência com que cada uma delas enfrenta a adversidade — seja um sistema legal injusto, uma sociedade hostil, um regime opressivo ou a própria vida em mutação.

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Especial Coragem Feminina é, acima de tudo, um lembrete de que, em qualquer lugar do mundo, a mudança começa sempre com alguém que se recusa a ficar calado. E o TVCine Edition dedica-lhes o palco, no dia 29 de Novembro, a partir das 16h50.

Entre a Ruína e o Renascimento: “Cardo” Regressa com uma Segunda Temporada Ainda Mais Intensa


Entre a Ruína e o Renascimento: “Cardo” Regressa com uma Segunda Temporada Ainda Mais Intensa

Há séries que regressam como quem bate à porta com cuidado. Cardo não é uma delas. A segunda temporada chega à televisão portuguesa no dia 20 de Novembro, às 22h10, no TVCine Edition e no TVCine+, com a mesma frontalidade feroz que marcou a estreia — talvez até mais. É uma continuação que não suaviza, não facilita e não pede desculpa: apenas mergulha, sem filtros, na turbulência emocional de María.

Três anos passaram desde que a protagonista saiu de cena para cumprir pena na prisão. Quando finalmente volta à liberdade, descobre um mundo que já não reconhece. Amizades que desapareceram, amores que mudaram, rotinas que se desagregaram. María tenta agarrar-se à vontade de recomeçar, mas carrega consigo vícios antigos, um passado que continua a assombrá-la e uma culpa que se recusa a ser enterrada. A cada passo, sente que o abismo está ainda ali — sempre à distância de um tropeção.

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Criada por Claudia Costafreda e Ana Rujas — que volta a vestir a pele de María —, esta nova temporada aprofunda as contradições da protagonista. Ela quer mudar, mas sabota-se; quer esquecer, mas carrega feridas que não cicatrizam; quer avançar, mas arrasta sombras que pesam mais do que gostaria de admitir. A realização mantém o tom intimista que fez da primeira temporada um fenómeno crítico, mas eleva a intensidade emocional para um registo mais visceral, mais cru e mais desarmado.

Cardo já tinha sido celebrada como uma das séries espanholas mais marcantes dos últimos anos — venceu os Prémios Feroz 2022 de Melhor Série Dramática e Melhor Atriz — mas esta segunda temporada arrisca ainda mais. Se antes já era um estudo de personagem profundamente honesto, agora é praticamente um raio-X emocional de uma geração que vive entre precariedade, frustração e o desejo constante de encontrar um sentido num mundo que parece falhar demasiadas vezes.

Os novos episódios exploram temas como autodestruição, vergonha, identidade e a dificuldade brutal que é recomeçar quando tudo à volta — e dentro — permanece em ruínas. O bairro mudou, os códigos mudaram, a vida avançou sem ela. E María, simultaneamente perdida e determinada, tenta descobrir se ainda há espaço para uma nova versão de si própria.

Visualmente, a série continua a apostar numa estética realista, próxima, quase documental, colocando o espectador dentro da vida da protagonista, sem barreiras nem artifícios. Essa proximidade amplifica o impacto: Cardo não é apenas vista, é sentida. Às vezes, como um murro; outras, como uma ferida que nunca esteve bem fechada.

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Com estreia marcada para quinta-feira, 20 de Novembro, às 22h10Cardo T2 promete noites intensas, desafiantes e emocionalmente devastadoras. Uma série que não pede conforto — pede coragem. E que, por isso mesmo, merece ser vista.

TVCine Edition Apresenta “Quintas à Portuguesa” — Quatro Noites, Quatro Olhares Sobre o Novo Cinema Nacional

De 6 a 27 de novembro, o TVCine Edition dedica as noites de quinta-feira ao melhor do cinema português contemporâneo, com obras de Edgar Pêra, André Gil Mata, Sebastião Varela e Sérgio Graciano.

O mês de novembro será especialmente português no TVCine Edition. O canal dedica as noites de quinta-feira (de 6 a 27 de novembro) a um ciclo inteiramente nacional: “Quintas à Portuguesa”, um especial que celebra o novo cinema feito cá, com quatro filmes que exploram temas tão diversos como a inteligência artificial, a memória familiar, a música e a biografia política.

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São quatro obras distintas, mas unidas por um mesmo propósito — pensar o país através do cinema.

📅 6 de novembro — “Cartas Telepáticas”, de Edgar Pêra

20h30 | TVCine Edition e TVCine+

O sempre experimental Edgar Pêra regressa com uma proposta visionária: uma correspondência imaginária entre Fernando Pessoa e H. P. Lovecraft.

Num filme criado inteiramente com imagens geradas por inteligência artificialCartas Telepáticas funde o sensacionismo pessoano com o terror cósmico de Lovecraft, criando um diálogo literário e visual sobre identidade, medo e criação.

Com vozes de Keith Esher Davis, Bárbara Lagido, Iris Cayatte e Victoria Guerra, esta produção da Nitrato Filmespromete ser uma das experiências mais singulares do ano.

📅 13 de novembro — “Sob a Chama da Candeia”, de André Gil Mata

19h40 | TVCine Edition e TVCine+

Um retrato íntimo e sensorial do Norte de Portugal.

Entre azulejos, jardins e memórias, Sob a Chama da Candeia segue Alzira, uma mulher à beira do fim da vida que, após décadas de silêncio, toma finalmente uma decisão só sua.

Com interpretações de Eva Ras, Márcia Breia, Catarina Carvalho Gomes e Gina Macedo, o filme é uma meditação poética sobre o tempo, a solidão e o direito à liberdade interior.

📅 20 de novembro — “Ressaca Bailada”, de Sebastião Varela

20h40 | TVCine Edition e TVCine+

Um filme-concerto como raramente se vê no cinema português.

Sebastião Varela junta música, dança e poesia numa homenagem aos Expresso Transatlântico, transformando o ecrã numa experiência sensorial e coletiva.

Com João Cachola, Rita Blanco, Laura Dutra, Vicente Wallenstein, Inês Pires Tavares, Conan Osíris e Gaspar Varela, o filme explora as fronteiras entre tradição e vanguarda.

📅 27 de novembro — “Camarada Cunhal”, de Sérgio Graciano

20h15 | TVCine Edition e TVCine+

O ciclo termina com um mergulho na história recente de Portugal.

Camarada Cunhal, de Sérgio Graciano, revisita a prisão de Álvaro Cunhal no Forte de Peniche, em 1956, e o plano de fuga que desafiou o regime.

Entre o drama humano e a reconstrução histórica, o filme é uma homenagem à resistência e à coragem política.

Com Romeu Vala, Filipa Nascimento, Frederico Barata, Helena Caldeira e Maya Booth.

🎬 Quatro filmes, quatro formas de olhar Portugal

De Lovecraft a Álvaro Cunhal, de AI a Expresso Transatlântico, o especial Quintas à Portuguesa é um convite a redescobrir a criatividade e diversidade do cinema nacional.

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Quintas à noite, só há um destino: TVCine Edition — o ecrã onde Portugal se vê, se ouve e se pensa.

Acordo Nuclear: Diplomacia, Emoções e Segredos no Coração das Negociações EUA-Irão

A nova minissérie que estreia a 4 de novembro no TVCine Edition promete seis episódios de tensão política e dilemas morais — onde o silêncio é a arma mais perigosa.

A diplomacia raramente é feita de gestos grandiosos — mais frequentemente, joga-se no olhar, na pausa e nas palavras que ficam por dizer. É esse o território de O Acordo Nuclear, a nova minissérie que estreia terça-feira, 4 de novembro, às 22h10, no TVCine Edition (também disponível no TVCine+), e que mergulha nas complexas negociações entre os Estados Unidos e o Irão durante o histórico processo nuclear de 2015.

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Realizada por Jean-Stéphane Bron, a série combina intriga política com drama humano, mostrando o que acontece quando o dever colide com o coração — e quando uma única palavra pode mudar o rumo da história.

Entre o dever e a memória

A protagonista, Alexandra Weiss, é uma diplomata suíça veterana, habituada a servir como ponte entre potências inimigas. Desta vez, é chamada a mediar as negociações nucleares entre Washington e Teerão, numa altura em que o fracasso pode significar um colapso diplomático global.

Mas o que começa como uma missão de mediação transforma-se num teste pessoal. A chegada de Payam Sanjabi, um engenheiro nuclear iraniano com quem Alexandra partilhou um passado íntimo, abala o seu equilíbrio profissional e emocional. Dividida entre a neutralidade que o cargo exige e as recordações que o reencontro desperta, Alexandra vê-se num jogo em que a verdade tem sempre dois lados — e ambos são perigosos.

Realismo e tensão em cada gesto

Com Veerle BaetensJuliet StevensonArash MarandiAlexander Behrang Keshtar e Moshem Mahdavi nos papéis principais, O Acordo Nuclear distingue-se pelo realismo e pela subtileza da encenação. Ao longo dos seis episódios, a série explora o quotidiano das negociações internacionais com precisão cirúrgica — reuniões à porta fechada, espionagem velada, pressão mediática e decisões que se jogam nos bastidores.

Jean-Stéphane Bron (reconhecido pela sua sensibilidade documental e pela atenção ao detalhe político) cria aqui um thriller diplomático elegante, onde o suspense não vem de tiros ou perseguições, mas da incerteza moral e da manipulação silenciosa.

Um retrato da diplomacia como campo de batalha

Mais do que uma série sobre política, O Acordo Nuclear é uma reflexão sobre o poder — o poder de convencer, de mentir, de manter a calma quando tudo ameaça ruir. Entre a neutralidade suíça e as rivalidades internacionais, o argumento constrói um mosaico de interesses, memórias e dilemas que ecoam o mundo real, onde as guerras são travadas tanto com palavras como com armas.

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Com um tom contido, mas emocionalmente intenso, a série promete tornar-se um dos grandes destaques do outono televisivo, especialmente para quem aprecia produções com o peso e a densidade de dramas como Le Bureau des Légendes ou Homeland.

Estreia: 4 de novembro | 22h10 | TVCine Edition e TVCine+

Novos episódios: todas as terças-feiras à mesma hora

TVCine Edition apresenta “Documentários: Olhares Sobre o Mundo” — cinco domingos para ver o mundo com outros olhos

De 2 a 30 de novembro, o canal dedica as noites de domingo a histórias reais que atravessam fronteiras, culturas e consciências

Em novembro, o TVCine Edition convida os espectadores a viajar por diferentes visões do mundo através do ciclo “Documentários: Olhares Sobre o Mundo”, uma seleção de obras premiadas que exploram temas como identidade, liberdade, migração e arte. A iniciativa decorre de 2 a 30 de novembro, sempre aos domingos, às 22h00, com estreia exclusiva também no TVCine+.

Do interior de Portugal aos Alpes franceses, das arenas de Espanha ao Luxemburgo multicultural, este especial reúne cinco filmes que nos recordam o poder transformador do olhar documental — e a importância de ouvir as histórias que raramente chegam ao grande ecrã.

2 de novembro — Lucefece, de Pedro Leite

Filmado ao longo de mais de 20 anos, em película e revelado à mão, Lucefece é um ensaio autobiográfico que mistura política, mitologia e memórias familiares. O realizador regressa às suas origens e às conversas com o pai, ex-combatente da guerra colonial, para refletir sobre o país, a herança e o tempo. Vencedor do Melhor Filme da Competição Cinema Falado no Porto/Post/Doc 2023.

9 de novembro — Tardes de Solidão, de Albert Serra

O provocador realizador catalão Albert Serra regressa com um retrato cru e íntimo do toureiro Andrés Roca Rey, explorando a dor, a devoção e o sentido trágico da tauromaquia. O filme, filmado com o rigor quase litúrgico de Serra, venceu a Concha de Ouro no Festival de San Sebastián 2024 e desafia o público a decidir: arte ou barbárie?

16 de novembro — As Melusinas à Margem do Rio, de Melanie Pereira

Filha de emigrantes portugueses no Luxemburgo, Melanie Pereira dá voz a cinco mulheres que vivem entre dois mundos — o da memória e o da pertença. O documentário, premiado no DocLisboa e no Porto Femme, cruza mitologia e experiência pessoal numa viagem poética sobre identidade e fragmentação.

23 de novembro — Peaches Goes Bananas, de Marie Losier

Durante 17 anos, Marie Losier filmou a artista Peaches, ícone queer e pioneira do electroclash. O resultado é um retrato vibrante de uma mulher em permanente reinvenção — um hino à liberdade artística e corporal. O documentário estreou no Festival de Veneza 2024, entre elogios da crítica e aplausos de pé.

30 de novembro — O Vale, de Nuno Escudeiro

Nos Alpes franceses, migrantes arriscam a vida para cruzar a fronteira entre Itália e França. O Vale acompanha o trabalho das comunidades locais que os acolhem, mesmo sob ameaça de prisão. Um olhar comovente sobre a solidariedade em tempos de crise humanitária, realizado por Nuno Escudeiro, distinguido como Realizador Internacional Emergenteno festival canadiano Hot Docs.

Cinco domingos, cinco viagens — todas diferentes, todas necessárias.

De 2 a 30 de novembro, o TVCine Edition convida-nos a olhar o mundo, e talvez a nós próprios, com um pouco mais de empatia.

Querer: A Série Espanhola Que Abala Silêncios e Confronta a Violência Oculta

Inspirada em factos reais, a minissérie realizada por Alauda Ruiz de Azúa estreia a 27 de outubro no TVCine Edition e promete ser uma das produções mais intensas do ano.

Há séries que entretêm. Outras, como Querer, confrontam-nos com verdades difíceis. A nova minissérie espanhola, que estreia no TVCine Edition a 27 de outubro, às 22h10, mergulha no drama de uma família despedaçada quando a mãe decide quebrar um silêncio de trinta anos — e denunciar o marido por violação contínua ao longo do casamento.

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O gesto desencadeia uma tempestade emocional que abala todos à volta: o marido nega as acusações, sentindo-se humilhado, os filhos são forçados a escolher lados, e o sistema judicial torna-se o palco de uma luta pela verdade — ou pelas versões dela.

Um retrato cru e humano

Ao longo de quatro episódios, Querer expõe a violência invisível que se pode esconder por detrás de uma fachada familiar aparentemente perfeita. A narrativa, inspirada em factos reais, é conduzida com uma sensibilidade rara pela realizadora Alauda Ruiz de Azúa, conhecida pelo premiado Cinco Lobitos.

A série aborda temas complexos — violência sexual dentro do casamento, o peso do silêncio e a fratura emocional familiar — sem recorrer ao sensacionalismo. É um retrato íntimo, honesto e profundamente humano, que levanta uma questão desconfortável: a quem pertence a verdade dentro de uma família?

Reconhecida pela crítica e premiada

Desde a sua estreia em Espanha, Querer tem sido amplamente aclamada pela crítica, tornando-se uma das produções televisivas mais impactantes dos últimos anos. Foi distinguida nos Prémios Forqué com os galardões de Melhor Série de FicçãoMelhor Interpretação Feminina (Nagore Aranburu) e Melhor Interpretação Masculina (Pedro Casablanc).

A série voltou a brilhar nos Prémios Feroz 2025, onde conquistou os troféus de Melhor Série DramáticaMelhor Atriz Principal em Série e Melhor Guião — um reconhecimento da sua força narrativa e da subtileza com que trata um tema tão delicado.

Uma estreia imperdível no TVCine

Querer estreia em exclusivo no TVCine Edition e TVCine+ no dia 27 de outubro, às 22h10, com novos episódios a cada segunda-feira.

Mais do que uma série, é uma experiência emocional que convida à reflexão — e que nos lembra que o amor, quando manipulado pelo poder e pelo medo, pode tornar-se no mais silencioso dos horrores.

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“Ciao Itália!”: O TVCine Edition Celebra o Melhor do Cinema Italiano Contemporâneo 🇮🇹🎥

Uma maratona com cinco filmes em estreia — da política ao erotismo, da música à moda — no dia 26 de outubro

No próximo domingo, 26 de outubro, o TVCine Edition convida os espectadores a embarcar numa viagem pela ousadia, paixão e elegância do cinema italiano. O especial “Ciao Itália!” celebra a vitalidade criativa de uma das cinematografias mais ricas da Europa, com cinco filmes em estreia na televisão portuguesa, exibidos a partir das 13h15, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+.

Trata-se de uma verdadeira maratona de cinema autoral, onde o espírito irreverente e o estilo inconfundível da bella Italiase cruzam com temas universais — política, amor, arte, erotismo e identidade.


🎬 A Grande Ambição — 13h15

De Andrea Segre

Um documentário sobre Enrico Berlinguer, o lendário líder do Partido Comunista Italiano que quase levou a esquerda ao poder nos anos 70. Um retrato apaixonado de um homem que acreditava ser possível construir o socialismo dentro da democracia — um sonho interrompido, mas nunca esquecido.

Com: Elio Germano, Stefano Abbati, Francesco Acquaroli.


💎 Diamantes — 15h20

De Ferzan Ozpetek

Um realizador reúne as suas actrizes favoritas para um filme sobre mulheres, paixão e criatividade. À medida que o guião é lido, realidade e ficção misturam-se, transportando-nos para um ateliê dos anos 70 onde as máquinas de costura e os segredos femininos se entrelaçam.


🤫 Confiança — 17h35

De Daniele Luchetti

Pietro, um professor de liceu admirado, apaixona-se por uma ex-aluna, Teresa. Quando ela lhe propõe partilharem um segredo inconfessável, a relação entre ambos transforma-se num pacto tão perigoso quanto inevitável. Um drama intenso sobre culpa e natureza humana.

Com: Elio Germano, Vittoria Puccini, Isabella Ferrari.


💃 Diva Futura— 19h55

De Giulia Louise Steigerwalt

Itália, 1983. Riccardo Schicchi e Cicciolina fundam a agência Diva Futura e transformam a utopia do amor livre num império pornográfico que muda para sempre a cultura popular italiana. Uma provocante história real sobre fama, poder e contradição.

Com: Pietro Castellitto, Barbara Ronchi, Denise Capezza.


🎻 O Boémio — 22h00

De Petr Václav

A vida e os amores de Josef Mysliveček, o compositor checo que inspirou Mozart, ganham nova vida neste drama histórico e musical visualmente deslumbrante. Um retrato de excessos, arte e decadência no coração da Itália do século XVIII.

Com: Vojtech Dyk, Elena Radonicich, Barbara Ronchi.

Com Ciao Itália!, o TVCine Edition presta homenagem à energia criativa do cinema italiano contemporâneo, unindo nomes consagrados e novas vozes autorais num mosaico vibrante de histórias e emoções.

📅 Data: Domingo, 26 de outubro

🕐 Hora de início: 13h15

📺 Onde ver: TVCine Edition e TVCine+

TVCine Edition Celebra o Documentário com o Especial DocLisboa 2025 🎬🌍

 🎬 De 13 a 17 de outubro, o canal dedica uma semana à arte de ver o mundo através da lente documental

Entre os dias 13 e 17 de outubro, o TVCine Edition volta a abrir as suas portas ao mundo do documentário com o Especial DocLisboa 2025 — uma seleção exclusiva de cinco filmes que marcaram presença no festival de cinema documental mais prestigiado do país.

Em parceria com o DocLisboa, cuja edição deste ano decorre de 16 a 26 de outubro, o TVCine convida os espectadores a uma viagem cinematográfica feita de realidades plurais, da música à habitação, da resistência à identidade, com histórias vindas de Portugal, Brasil, Colômbia e Argentina.

“Cada filme é uma janela aberta para o mundo — uma oportunidade rara de ver o cinema documental contemporâneo mais vibrante e humano”, destaca o canal.

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🗓️ A programação completa do 

Especial DocLisboa 2025

📅 Segunda-feira, 13 de outubro – 20h00

🎬 Ospina Cali Colombia

Um retrato íntimo do cineasta Luis Ospina, figura incontornável do cinema latino-americano e líder do lendário Grupo de Cali. Filmado por Jorge de Carvalho e os seus alunos, o documentário capta uma conversa inesquecível sobre a vida, a arte e a história moderna da Colômbia.

📅 Terça-feira, 14 de outubro – 20h00

🎬 Estou Aqui

Durante a pandemia, o maior centro desportivo de Lisboa transforma-se num abrigo de emergência para pessoas sem-abrigo. Entre o caos e a solidariedade, nasce uma comunidade que redescobre o valor da empatia. Uma realização de Dorian Rivière e Zsófi Paczolay.

📅 Quarta-feira, 15 de outubro – 19h50

🎬 Luiz Melodia – No Coração do Brasil

Uma viagem pela carreira do icónico cantor brasileiro Luiz Melodia, um artista que desafiou o sistema e rompeu barreiras musicais. Dirigido por Alessandra Dorgan, o filme mistura arquivos inéditos e testemunhos emocionantes num retrato profundamente humano.

📅 Quinta-feira, 16 de outubro – 19h40

🎬 A Morte de Uma Cidade

No coração do Bairro Alto, uma antiga tipografia dá lugar a apartamentos de luxo. A câmara de João Rosas transforma esta demolição num poderoso diário urbano sobre a Lisboa que desaparece e as vidas que constroem — e perdem — a cidade.

📅 Sexta-feira, 17 de outubro – 19h15

🎬 Fire Supply

Da realizadora Lucia Seles, uma história argentina sobre amor, desejo e recomeços tardios. Entre uma mãe, o filho e o dono de um rinque de patinagem, nasce um retrato delicado e silencioso sobre a ternura e o tempo.

🌎 Um espelho do mundo, um reflexo de nós

Especial DocLisboa 2025 reafirma o compromisso do TVCine com o cinema de autor e com o olhar documental enquanto ferramenta de compreensão do mundo contemporâneo.

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Entre histórias de resistência, memórias culturais e retratos pessoais, o canal oferece cinco noites de cinema que emocionam, provocam e inspiram — sempre em exclusivo no TVCine Edition e TVCine+, ao início da noite.

Horizontes de Cabo Verde: Uma Dupla Sessão de Cinema que Celebra a Identidade e a Saudade 🌋🎬

O TVCine Edition dedica a noite de 10 de outubro ao novo cinema cabo-verdiano, com Hanami e Sodade

Na sexta-feira, 10 de outubro, o TVCine Edition abre as portas ao cinema de Cabo Verde com a sessão dupla Horizontes de Cabo Verde — uma noite inteiramente dedicada à celebração da identidade, da memória e da herança cultural do arquipélago. Dois filmes recentes, Hanami e Sodade, oferecem visões complementares sobre o que significa ser cabo-verdiano entre ilhas, continentes e gerações.

🌺 Hanami — A Cura no Coração do Vulcão

🗓️ 10 de outubro, às 20h20, no TVCine Edition e TVCine+

Filmado inteiramente na ilha do Fogo, Hanami é a primeira longa-metragem da realizadora luso-cabo-verdiana Denise Fernandes. A história acompanha Nana, uma menina que cresce entre o real e o fantástico, depois de a mãe — vítima de uma misteriosa doença — desaparecer pouco após o seu nascimento. Quando Nana começa também a adoecer, é levada até ao vulcão, onde descobre uma dimensão mítica entre o sonho e a cura.

Com Daílma Mendes e Sanaya Andrade a interpretarem Nana em diferentes fases da vida, Hanami combina realismo poético e espiritualidade africana. O filme conquistou os prémios de Melhor Realizadora Emergente e Melhor Primeira Obra no Festival de Locarno 2024, além do Prémio Roger Ebert no Festival de Chicago e o título de Melhor Longa-Metragem Nacional no IndieLisboa 2025.

💔 Sodade — O Amor e as Raízes que Não se Esquecem

🗓️ 10 de outubro, às 22h00, no TVCine Edition e TVCine+

Logo após Hanami, o canal apresenta Sodade, um drama intimista realizado por Sarah Grace, cineasta cabo-verdiana radicada nos Estados Unidos. A narrativa segue Kevin e Linda, dois jovens apaixonados cuja relação é ameaçada por segredos familiares que atravessam gerações. Entre o amor, a traição e o perdão, a dupla enfrenta os dilemas da migração, da identidade e da lealdade familiar.

Produzido pela TVA – Televisão África, o filme combina talento local e internacional e foi nomeado para Melhor Filme Experimental e Melhor Banda Sonora no Abuja International Film Festival, além de Melhor Longa-Metragem Internacional no Ekurhuleni International Film Festival.

🌍 Uma noite para celebrar a alma cabo-verdiana

Entre o documentário e a ficção, entre a ilha e o mundo, Hanami e Sodade formam um retrato duplo da experiência cabo-verdiana contemporânea — feita de resistência, amor e saudade. Uma sessão imperdível para quem procura histórias de identidade contadas com poesia e emoção.

📺 Horizontes de Cabo Verde

🗓️ Sexta-feira, 10 de outubro, a partir das 20h20

📍 TVCine Edition e TVCine+

Prazeres Paralelos: a série onde um momento íntimo muda tudo (e nos põe a pensar)

Uma premissa ousada — mas contida

Prazeres Paralelos, criada, realizada e protagonizada por Zoe Lister-Jones, estreia a 2 de outubro, às 22h10, no TVCine Edition e no TVCine+. A série parte de um conceito inesperado: cada vez que a protagonista vive um momento íntimo muito intenso, ela acorda numa realidade alternativa onde a sua vida tomou outro rumo. É uma ideia estranha e divertida, tratada aqui com leveza e sensibilidade.

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Entre o absurdo e a ternura

Mae (Lister-Jones) está num relacionamento de longa data com Elijah — há afecto e conforto, mas faltava algo que reacendesse a chama. Um encontro com Eric faz-lhe cruzar uma fronteira: despi-se do quotidiano e entra numa sequela de vidas paralelas. Em cada nova realidade encontra casamentos improváveis, escolhas profissionais inesperadas e versões de si mesma que a obrigam a questionar o que realmente a define.

A série equilibra situações absurdas com momentos de genuína emoção. O humor surge com naturalidade, sem cair na caricatura gratuita; a ternura aparece quando menos se espera. Prazeres Paralelos consegue, com diálogos afiados e alguma ironia, transformar uma premissa fantástica numa reflexão sobre identidade e escolhas.

Um elenco que traz calor humano

Além de Zoe Lister-Jones, o elenco inclui Whitmer Thomas, Tymika Tafari, Amar Chadha-Patel e Emily Hampshire, todos a contribuir para um tom que alterna entre a comédia e a melancolia. A realização privilegia ritmo e surpresa, sem perder de vista a carga emocional das personagens.

Para ver e conversar

Prazeres Paralelos é uma proposta refrescante no género da comédia romântica contemporânea: original, bem escrita e com momentos sinceros que podem acolher diferentes públicos. Uma boa sugestão para quem gosta de séries que fazem rir e pensar — e que lembram que, muitas vezes, a vida certa pode ser aquela que ainda não vivemos.

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TVCine Edition: De Veneza a Cannes, Um Desfile de Cinema de Autor

Alterações na programação e novos destaques

Já tínhamos dado conta da aposta especial dos canais TVCine em trazer o melhor dos grandes festivais de cinema, mas houve algumas alterações na grelha — e nunca é demais lembrar os títulos imperdíveis que vão passar nos próximos dias. Depois de uma seleção de filmes de Veneza, chega agora a vez de Cannes, num ciclo que o TVCine Edition exibe este domingo, 14 de setembro, em exclusivo na televisão portuguesa (e também no TVCine+).

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O que ver este domingo, 14 de setembro

  • 14h40 – Volveréis – Voltareis, de Jonás TruebaPrémio Label Europa Cinemas na Quinzena dos Cineastas, conta a história de um casal que, após 15 anos juntos, celebra a separação com uma festa inesquecível. Uma comédia melancólica que redefine a ideia de “re-casamento”.
  • 16h30 – Riddle of Fire, de Weston RazooliPrimeira longa do realizador, rodada em 16 mm, é um conto de fadas moderno que acompanha um trio de miúdos numa aventura que começa com a missão aparentemente simples de encontrar uma tarte de mirtilo. Nomeado para a Caméra d’Or.
  • 18h20 – A Prisioneira de Bordéus, de Patricia MazuyCom Isabelle Huppert e Hafsia Herzi, é um drama intenso sobre dinâmicas de classe e género, centrado na improvável amizade entre uma mulher burguesa e uma jovem mãe em dificuldades.
  • 20h10 – Cão Preto, de Guan HuVencedor do prémio principal da secção Un Certain Regard, narra a improvável amizade entre um ex-recluso e um cão vadio num retrato de redenção, ambientado na China em plena transformação social.
  • 22h00 – Diamante Bruto, de Agathe RiedingerPrimeira longa da realizadora, esteve na competição pela Palma de Ouro. Retrata o percurso de uma jovem obcecada pela beleza e pela fama através dos reality shows, numa reflexão sobre identidade e emancipação.

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Um ciclo a não perder

Com estes títulos, o TVCine Edition reafirma-se como a casa do cinema de autor em Portugal, trazendo obras que marcaram presença nos palcos mais prestigiados do mundo. Uma oportunidade rara para ver, no pequeno ecrã, filmes que definem o presente e o futuro da sétima arte.

Cinema em Português: O Futuro do Nosso Cinema Ganha Palco no TVCine Edition

Entre os dias 25 e 28 de agosto, o TVCine Edition abre espaço para um dos mais estimulantes ciclos do mês: o Especial Cinema em Português. Quatro noites, quatro obras que mostram bem a diversidade de caminhos que o cinema português contemporâneo está a trilhar — entre memórias pessoais, dilemas de identidade, histórias familiares e a força da política.

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Novas vozes, novas narrativas

O ciclo arranca com Chuva de Verão, de António Mantas Moura, premiado no WorldFest de Houston. É um retrato íntimo de uma amizade posta à prova pelo reencontro com o passado, explorando as pequenas tensões humanas que marcam a juventude. Segue-se Noites Claras, de Paulo Filipe Monteiro, onde uma família em crise atravessa dilemas sobre gravidez e bissexualidade. Duas estreias que demonstram como uma nova geração de realizadores portuguesesestá a reinventar o olhar sobre a intimidade e as relações.

A arte e as sombras da colonização

O especial traz também Longe da Estrada, que nos transporta para o universo de Paul Gauguin, mas através de um prisma crítico: como se olha hoje para a relação entre o artista e os povos colonizados? É uma reflexão atual e necessária, que dialoga com debates contemporâneos no cinema europeu sobre memória e justiça histórica.

Documentário político e poético

Outro dos grandes destaques é Mário, realizado por Billy Woodberry, cineasta ligado ao movimento L.A. Rebellion. O documentário mergulha na vida de Mário Pinto de Andrade, fundador do MPLA e figura essencial das lutas de independência africanas. É um exemplo claro de como o documentário português tem vindo a expandir horizontes, cruzando poesia e política, história e resistência.

Portugal no mundo

O que une estas quatro obras é também a sua capacidade de atravessar fronteiras. De prémios internacionais a festivais de renome, o cinema português já não se limita ao nosso território. Filmes como Chuva de Verão ou Mário confirmam que o nosso cinema fala várias línguas e encontra públicos diversos, sem perder o sotaque único que o distingue.

Um futuro promissor

Especial Cinema em Português é mais do que uma mostra: é uma janela aberta para perceber onde está e para onde vai o nosso cinema. Seja através de olhares íntimos sobre família e identidade, seja em diálogos críticos com a história e a política, o que se vê é uma vitalidade que merece ser celebrada.

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De 25 a 28 de agosto, o palco é português. E, felizmente, o futuro também parece sê-lo.

La Ruta – Conquistar a Noite: A Série Espanhola Que Vai Fazer Vibrar o Ecrã da TVCine

Vencedora dos prémios Feroz e Ondas, a série mergulha na cena noturna valenciana dos anos 80 e 90 e estreia a 7 de Agosto

🪩 Preparem-se para dançar. La Ruta – Conquistar a Noite chega finalmente à televisão portuguesa, e promete muito mais do que nostalgia ou música alta. Esta série espanhola, premiada e aclamada pela crítica, estreia a 7 de Agosto às 22h10 no TVCine Edition e também no TVCine+, e promete ser um dos grandes acontecimentos televisivos do Verão.

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Vencedora de distinções como o Prémio Feroz e o Prémio Ondas para Melhor Série DramáticaLa Ruta é uma viagem intensa, visualmente arrebatadora e emocionalmente crua por um dos fenómenos culturais mais fascinantes de Espanha: a mítica Ruta Destroy, o movimento musical e noctívago que fez de Valência a capital da noite entre os anos 80 e 90.

De trás para a frente: uma estrutura narrativa que surpreende

Ao contrário da maioria das séries do género, La Ruta – Conquistar a Noite adopta uma estrutura narrativa original e provocadora. A história começa em 1993, no último amanhecer da lendária discoteca Barraca, e vai recuando até 1981, ano em que tudo começou.

Este percurso inverso é feito através dos olhos de cinco amigos — Marc, Toni, Sento, Nuria e Lucas — que nos guiam por mais de uma década de excessos, descobertas e amizades. As festas são épicas, os amores intensos e a música… absolutamente central. Mas por trás do brilho das luzes e da batida dos sintetizadores, há um retrato íntimo e pungente de uma geração que viveu como se não houvesse amanhã.

Um elenco de luxo e uma realização à altura

Com nomes como Àlex MonnerClaudia SalasRicardo GómezElisabet Casanovas e Guillem Barbosa, o elenco de La Ruta brilha pela autenticidade e entrega. Cada personagem é mais do que um estereótipo da noite: são seres humanos complexos, em constante busca de liberdade, pertença e transcendência.

A realização está a cargo de Borja Soler, que conduz a narrativa com mestria visual, misturando estilo documental com energia quase psicadélica, sem nunca perder de vista o coração emocional da história.

Mais do que uma série sobre música

La Ruta – Conquistar a Noite não é só sobre música electrónica, discotecas ou moda retro. É uma reflexão sobre a juventude, a identidade e a perda da inocência. É um retrato geracional que toca quem viveu a década — e quem apenas a imagina ao som de sintetizadores e luzes estroboscópicas.

A estreia em exclusivo no TVCine Edition marca um momento raro na televisão portuguesa: a chegada de uma série europeia capaz de rivalizar com as melhores produções internacionais, tanto a nível estético como narrativo.

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A não perder

📅 La Ruta – Conquistar a Noite estreia 7 de Agosto, às 22h10, no TVCine Edition e no TVCine+. Se gosta de séries que dançam entre o brilho e a sombra, entre a festa e a introspecção, esta é para si.

Sean Baker em Dose Dupla no TVCine Edition: O Realizador de “Anora” Revisitado em “The Florida Project” e “Tangerine”

🎬 Depois de conquistar o Óscar de Melhor Realizador por Anora, Sean Baker está de regresso ao pequeno ecrã português numa sessão especial que mostra o melhor do seu percurso no cinema independente norte-americano. Este sábado, 20 de julho, o TVCine Edition dedica-lhe uma sessão dupla imperdível, com exibição dos filmes The Florida Project e Tangerine — duas obras aclamadas que anteciparam o estilo único que Baker viria a aperfeiçoar em Anora.

20h10 — The Florida Project: A infância nos bastidores da fantasia

Nomeado para um Óscar, um BAFTA e um Globo de Ouro, este delicado drama acompanha Moonee, uma menina de seis anos que vive com a mãe num motel barato às portas dos parques temáticos de Orlando. Apesar das dificuldades económicas, Moonee e os seus amigos vivem um verão cheio de descobertas, pequenas rebeldias e aventuras inesquecíveis.

Com uma interpretação comovente de Willem Dafoe (um dos grandes momentos da sua carreira), e a frescura contagiante da jovem Brooklynn Prince, The Florida Project é um retrato terno, mas cru, sobre os esquecidos da terra do sonho americano.

22h00 — Tangerine: Caos, cor e raiva nas ruas de LA

Filmado inteiramente com um iPhone, este explosivo e irreverente filme de 2015 acompanha Sin-Dee Rella, uma trabalhadora do sexo transexual que, na véspera de Natal, descobre que foi traída pelo namorado e chulo. Ao lado da sua melhor amiga, Alexandra, parte numa jornada furiosa pelas ruas de Los Angeles — e pelas suas múltiplas subculturas.

Comédia dramática com coração punk, Tangerine foi um verdadeiro fenómeno em Sundance e em dezenas de festivais internacionais, onde arrecadou mais de 20 prémios. É protagonizado por Kiki Rodriguez, Mya Taylor e James Ransone, e marcou uma viragem na forma como o cinema indie encara a tecnologia e a representatividade.


📺 Sessão Dupla Sean Baker
🗓️ Sábado, 20 de julho
🕗 A partir das 20h10
📍 TVCine Edition e TVCine+

Uma noite para celebrar um dos grandes autores do cinema contemporâneo — antes de Anora, houve Tangerine e The Florida Project. E agora podemos revê-los em casa.


Especial Dia de Portugal no TVCine Edition: seis estreias para celebrar o cinema português

De Frederico Serpa a Sérgio Graciano, um 10 de Junho recheado de grandes estreias

O Dia de Portugal vai ser celebrado com uma maratona de cinema 100% português nos canais TVCine, que assinalam a data com seis estreias televisivas absolutas. A programação, transmitida a 10 de Junho no TVCine Edition, arranca às 11h e prolonga-se até ao início da noite, oferecendo uma amostra diversificada e rica do que se faz (e imagina) no cinema nacional. São filmes que percorrem géneros, geografias e visões, sempre com o talento português em primeiro plano.

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11h00 – Arrabalde, de Frederico Serpa

A jornada começa com Arrabalde, uma estreia na realização para Frederico Serpa, que também protagoniza este filme-poema urbano. Dois amigos percorrem de bicicleta uma cidade que tanto pode ser Lisboa como qualquer outra. À medida que o dia avança e a noite se instala, os episódios que testemunham põem em causa as suas bússolas morais. Com participações de Martim Guerreiro, Alexandra Freudenthal, Luís Miguel Cintra e Manuel João Vieira, esta é uma ode inquieta à cidade contemporânea.

12h20 – Na Mata dos Medos, de António Borges Correia

Segue-se Na Mata dos Medos, uma obra que mistura o real e o imaginado numa estrutura metacinematográfica. Alice, uma realizadora viúva, investe-se num projecto de filme-ensaio sobre os primeiros amores. Aos poucos, o espectador mergulha nesse mesmo filme idealizado, atravessando camadas de ficção e memória. Vencedor do Prémio do Público no FESTin, o filme conta com Anabela Brígida, Joana Bárcia e Cláudio da Silva.

13h50 – Nome, de Sana Na N’Hada

Diretamente da secção ACID do Festival de Cannes, Nome retrata a Guiné-Bissau de 1969, em plena guerra de libertação. O protagonista, um jovem que se junta ao movimento de resistência Maquis, regressa anos depois como herói — mas encontra uma realidade amarga e desiludida. Esta coprodução entre Guiné-Bissau, Portugal, França e Angola é assinada pelo veterano Sana Na N’Hada e tem no elenco Marcelino António Ingira, Binete Undonque e Marta Dabo.

15h50 – O Melhor dos Mundos, de Rita Nunes

Num cenário de ficção científica em Lisboa, no ano de 2027, O Melhor dos Mundos aborda dilemas éticos, científicos e emocionais entre um casal de investigadores que se vê dividido perante a iminência de um possível sismo devastador. Sara Barros Leitão e Miguel Nunes lideram o elenco desta proposta ambiciosa de Rita Nunes, que mistura ciência, drama e introspecção.

17h05 – Mãos no Fogo, de Margarida Gil

Inspirado livremente em A Volta do Parafuso de Henry James, este filme mergulha numa atmosfera de mistério e inquietação. Uma jovem estudante de cinema descobre que a mansão duriense que filma para um documentário tem muito mais para revelar do que se imagina. Margarida Gil assina aqui o seu nono filme, com um elenco onde brilham Carolina Campanela, Rita Durão e Marcello Urgeghe.

18h55 – Os Papéis do Inglês, de Sérgio Graciano

A maratona encerra com um épico luso-angolano que cruza literatura, mistério e identidade. Inspirado na obra de Ruy Duarte de Carvalho, o filme acompanha a busca de um homem pelos enigmas deixados pelo seu pai no deserto do Namibe, atravessando décadas de história. Com argumento de José Eduardo Agualusa, Os Papéis do Inglês conta com João Pedro Vaz, Miguel Borges, Joana Ribeiro e Délcio Rodrigues.

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Um retrato plural do cinema português

Este Especial Dia de Portugal nos TVCine é mais do que uma maratona cinematográfica: é um retrato caleidoscópico da criatividade portuguesa, com espaço para a memória colonial, a ficção científica, o realismo poético, a crítica social e a adaptação literária. Um verdadeiro mergulho na diversidade estética e temática que marca o nosso cinema, e uma excelente oportunidade para descobrir — ou redescobrir — o talento que se filma em português.

A não perder, a 10 de Junho, a partir das 11h, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+.

Tripla Cine.PT: Uma Noite Inteira Dedicada ao Melhor do Cinema Português

🎬 Na última sexta-feira de maio, esquece Hollywood — o protagonismo vai todo para o que é nosso.

No dia 30 de maio, a partir das 18h25, os canais TVCine Edition e TVCine+ oferecem uma sessão especial dedicada ao cinema português contemporâneo. Três filmes recentes, três olhares distintos e uma noite inteira para celebrar o que de melhor se tem feito no grande ecrã nacional. Tripla Cine.PT é o convite perfeito para quem quer descobrir novas histórias, novos talentos e um cinema português que se reinventa a cada fotograma.

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🥃 “O Bêbado” — O Inferno ao Fundo do Copo

Logo a abrir a noite, às 18h25, estreia O Bêbado, a primeira longa-metragem de André Marques, premiada com o Prémio FIPRESCI no Festival Caminhos do Cinema Português. Com um elenco liderado por Vítor Roriz e Ina Esanu, o filme acompanha Rogério, um homem derrotado, perdido no álcool e no remorso, que cruza caminho com uma jovem em fuga. O que começa como um gesto de ajuda transforma-se rapidamente num mergulho num pesadelo muito real.

Realismo cru, sombras urbanas e uma banda sonora de silêncios — O Bêbado promete um início de noite denso e arrebatador.

👑 “UBU” — O Rei Nu e Grotesco

Às 20h30, entra em cena o absurdo com UBU, de Paulo Abreu. Inspirado na peça de Alfred Jarry, este filme reinventa o clássico do teatro com uma estética única e uma crítica mordaz ao poder e à ambição desmedida.

Com interpretações de Miguel LoureiroIsabel Abreu e Sérgio SilvaUBU apresenta-nos uma fábula grotesca onde o trono da Polónia serve de palco para traições, tirania e muito caos. É Shakespeare embriagado em sarcasmo e atualidade, filmado com coragem e ironia. Ideal para quem gosta de cinema com dentes afiados.


🎼 “Dulcineia” — A Música da Memória

Também às 20h30, em emissão paralela, estreia Dulcineia, uma adaptação do romance “O Ano Sabático”, de João Tordo, realizada por Artur Serra Araújo. Depois de 13 anos a viver em Lisboa, Hugo regressa ao Porto para recuperar a sua vida — mas um simples tema ao piano é o suficiente para desestabilizar tudo o que pensava ser sólido.

Com António Parra e Alba Baptista nos papéis principais, Dulcineia mistura jazz, mistério e memória numa história onde a harmonia familiar desafina perante uma revelação perturbadora.

🎞️ O Cinema Português Que Vale Mesmo a Pena Ver

Estes três filmes não são apenas apostas recentes — são a prova de que o cinema português tem muito para dizer, e sabe como dizê-lo. Com olhares distintos, temas fortes e estéticas ousadas, Tripla Cine.PT mostra um panorama diversificado e vibrante da produção nacional atual.

📺 Não percas:

🗓️ Sexta-feira, 30 de maio

🕡 A partir das 18h25

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