Skip to content

Sony Pictures Despede Centenas de Funcionários — e Aposta Tudo no Anime e nos Videojogos

Hollywood continua a fazer as suas contas — e os resultados continuam a não ser agradáveis para quem trabalha na indústria. A Sony Pictures Entertainment anunciou ontem o início de um processo de reestruturação que vai resultar no despedimento de “algumas centenas” de funcionários, num universo de 12.000 trabalhadores globais, nas divisões de cinema, televisão e serviços corporativos. É mais um capítulo numa história que desde 2023 já custou mais de 53.000 postos de trabalho em toda a indústria do entretenimento.

O que torna este caso particular é a linguagem usada pela empresa para o enquadrar. Ravi Ahuja, CEO da Sony Pictures, enviou um memorando interno — que rapidamente circulou na imprensa especializada — onde insiste que os cortes não são “um exercício de redução de custos” mas sim “uma escolha estratégica e dirigida” para crescer nas áreas certas. Quais são essas áreas? Franchises e extensão de marcas, anime, experiências imersivas, conteúdos nativos para plataformas digitais, e adaptações de videojogos — com ênfase específica na ligação ao ecossistema PlayStation. É uma lista que diz muito sobre onde a Sony vê o futuro do entretenimento: menos televisão generalista, mais propriedades intelectuais que funcionem em múltiplos formatos e plataformas em simultâneo.

As baixas ao nível da liderança incluem Colin Davis, vice-presidente executivo de desenvolvimento de comédia, e John Zaccario, presidente do Game Show Network. A saída de Davis, em particular, é um sinal: a comédia televisiva clássica não faz parte da estratégia de crescimento que a Sony quer executar. O foco está claramente nos activos que se podem transformar em franchises globais — e a Sony tem alguns dos melhores: Spider-ManUnchartedGran TurismoGhost of Tsushima, e um acordo com a Marvel que ainda tem muito por explorar.

O contexto é importante. A reestruturação acontece num momento em que toda a indústria de Hollywood está a recalibrar após anos de expansão excessiva durante o boom do streaming pós-pandemia. As plataformas investiram demais, os custos de produção dispararam, e os resultados nem sempre justificaram as apostas. A Sony não é excepção — e a sua resposta parece ser apostar com mais convicção nas áreas onde tem vantagem competitiva real: propriedades de videojogos com audiências leais, anime com mercado crescente na Europa e América, e experiências que cruzam entretenimento com tecnologia.

Para os espectadores, a mudança vai sentir-se, provavelmente, nos próximos dois a três anos: menos diversidade de projectos televisivos, mais filmes e séries ancorados em marcas já estabelecidas. É a lógica de Hollywood em 2026 — e a Sony está, pelo menos, a ser honesta sobre isso.

Netflix Aposta na Argentina com Novo Escritório, The Eternaut 2 e uma Série de Mafalda

Os Actores de Hollywood Voltam à Mesa com os Estúdios — e a Inteligência Artificial é o Nó Górdio

A Arábia Saudita, o Qatar e Abu Dhabi Vão Ser Co-donos da HBO, da CNN e da Warner Bros.

Luc Besson Reinventa Drácula Como História de Amor — e Estreia Esta Noite no TVCine Top

Artigos relacionados

No comment yet, add your voice below!


Add a Comment

Segue-nos nas redes Sociais

Os nossos Patrocinadores

Posts Recentes

Os nossos Patrocinadores

<--!-->