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Montanha Pico Festival arranca com noite dedicada ao cinema feito nos Açores

A 12.ª edição do Montanha Pico Festival tem início esta quinta-feira, 8 de Janeiro, às 21h, no Auditório Municipal das Lajes do Pico, com uma sessão de abertura inteiramente dedicada a obras produzidas nos Açores. A iniciativa, promovida pela associação MiratecArts, volta a afirmar o festival como um dos principais espaços de exibição e reflexão cinematográfica no arquipélago.

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Segundo Terry Costa, director artístico da MiratecArts, esta edição reforça a ligação entre o cinema e o território. “São dez noites de cinema em três grandes ecrãs da nossa ilha”, sublinha, explicando que, para além das habituais sessões em cenários montanhosos ou ligadas à cultura da montanha, o festival passa também a destacar longas-metragens portuguesas de relevo. Ainda assim, a abertura mantém-se fiel ao espírito local, com um programa dedicado exclusivamente aos Açores.

A sessão inaugural reúne um conjunto diversificado de curtas-metragens que levam ao grande ecrã paisagens e histórias das ilhas do Pico, Faial, Corvo e São Miguel. O público poderá assistir a First Date, de Luís Filipe Borges, Calhau, de Paulo Abreu, ilhoa, de Margarida Saramago, Reviralha, de Sara Massa, e Reflexos, de Francisco Rosas.

O programa inclui ainda ainda (não) em casa, de Kateryna Kondratieva, um filme que aborda a experiência de mulheres ucranianas que, devido à guerra, encontraram nos Açores um novo lugar para viver. A noite fica completa com a exibição da média-longa Alice: Mulher Moderna, de Tiago Rosas, produzida pela Palco Ilusões.

Alice: Mulher Moderna é um documentário dedicado à vida e ao legado de Alice Moderno, uma das personalidades mais marcantes da história açoriana. O filme constrói-se como uma visita guiada pelos locais onde viveu e trabalhou, conduzida pelo Professor Teófilo Braga, e enriquecida pelos comentários das investigadoras Cristina Pimentel e Isolina Medeiros. A actriz Margarida Benevides dá voz aos textos e pensamentos de Alice Moderno, revelando uma mulher escritora, jornalista, empresária, feminista e republicana, num contexto histórico profundamente conservador.

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A sessão de abertura é aberta ao público e de entrada livre. O Montanha Pico Festival prossegue ao longo do mês, com sessões às quintas-feiras no Auditório Municipal das Lajes do Pico até 29 de Janeiro. Às terças-feiras, o festival passa pelo Auditório do Museu dos Baleeiros e, entre 23 e 25 de Janeiro, ocupa também o Auditório da Madalena. Mais informações estão disponíveis em www.picofestival.com e nas redes sociais da MiratecArts.

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