Há muitas formas de contar a história de Drácula. Já tivemos o monstro gótico de Bram Stoker, o horror visceral de Werner Herzog, a comédia de Mel Brooks e a grandiosidade épica de Francis Ford Coppola. Luc Besson escolheu outra porta: a do romance trágico, da perda irreparável e da obsessão que atravessa séculos. O resultado chama-se Drácula: Uma História de Amor, estreia esta noite no TVCine Top às 21h30, e é provavelmente o Drácula mais íntimo e emocionalmente carregado de sempre.
A premissa é simples e devastadora. No século XV, o príncipe Vladimir perde a mulher que ama e, na dor e na fúria, renega Deus. A punição é a imortalidade — uma eternidade de solidão, sede de sangue e memória de um amor que o mundo não lhe vai devolver. Condenado a vaguear pelos séculos sem poder morrer, Vladimir torna-se Drácula: não o predador frio da tradição gótica, mas uma criatura dividida entre a sua natureza monstruosa e o lado humano que se recusa a desaparecer. Quando, depois de centenas de anos, acredita finalmente ter reencontrado a mulher que amou, o filme coloca-o perante escolhas que não têm resposta certa — e aí reside todo o poder dramático da história.
Besson, o realizador de León: O Profissional e O Quinto Elemento, é exactamente o tipo de cineasta capaz de fazer esta reinvenção funcionar. A sua marca — visual estilizado, atmosfera construída plano a plano, personagens com uma carga emocional que raramente encontramos no cinema comercial — encaixa perfeitamente numa história que precisa tanto de beleza quanto de tragédia. O filme combina elementos góticos com uma sensibilidade quase operática: a maldição não é apenas sobrenatural, é também a incapacidade de deixar ir o que se perdeu. Qualquer pessoa que já tenha amado alguém — e perdido — vai reconhecer qualquer coisa neste vampiro de setecentos anos.
No papel de Drácula/Vladimir está Caleb Landry Jones, um dos actores americanos mais singulares da sua geração. Com trabalhos em Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, Get Out e Nitram — este último valeu-lhe o prémio de melhor actor no Festival de Cannes de 2021 —, Jones tem uma capacidade rara de habitar personagens que existem à margem do que é considerado normal. É uma escolha de casting que diz muito sobre as intenções de Besson: não queria um Drácula sedutoramente perfeito, mas um Drácula genuinamente partido.
Drácula: Uma História de Amor estreia esta noite, sexta-feira 10 de Abril, às 21h30 no TVCine Top. O filme ficará também disponível no TVCine+. Para quem gosta de cinema com peso visual e emocional — e de mitos clássicos contados de forma inesperada —, a noite está marcada.
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