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Euphoria Estreou Como um Western — e Barbie Ferreira Regressa na Mesma Semana com Dois Filmes

O timing é bom demais para ser coincidência. Na semana em que Euphoria estreia a sua terceira e última temporada, a actriz que saiu da série em 2022 após um conflito público com o criador Sam Levinson regressa ao cinema com dois filmes em simultâneo — e com uma entrevista ao Deadline onde diz ser “uma pessoa completamente diferente.” Há algo de inevitavelmente poético nisso.

Barbie Ferreira, que interpretou Kat Hernandez nas primeiras duas temporadas, confirmou a saída em Agosto de 2022 com uma despedida nas redes sociais que levantou imediatamente suspeitas sobre o que teria acontecido nos bastidores. Os relatos que se seguiram apontavam para desentendimentos com Levinson sobre a direcção da personagem — Kat foi progressivamente apagada da segunda temporada, com as suas linhas de história cortadas sem explicação clara. “Sinto-me criativamente realizada”, disse Ferreira ao Deadline esta semana, sem mencionar Euphoria directamente mas tornando a referência implícita o suficiente para que ninguém precisasse de perguntar. “Estendi as asas. Sou uma pessoa completamente diferente.”

Os dois filmes chegam em dias diferentes mas na mesma semana. Faces of Death — uma reimaginação do controverso pseudo-documentário de terror dos anos 80 — estreou nas salas esta semana com Ferreira no papel principal, marcando uma entrada deliberada no género de horror que representa exactamente o oposto da fragilidade adolescente que Kat encarnava em EuphoriaMile End Kicks, uma comédia romântica com laivos musicais, chega a 17 de Abril. São dois filmes, dois géneros completamente distintos, e a mensagem é clara: a actriz quer mostrar alcance, e quer mostrá-lo agora.

Do lado da Euphoria, a terceira temporada estreou ontem à noite na HBO — e as críticas foram o que muitos esperavam e alguns temiam: divididas. O que é consensual é que a série se reinventou de forma radical. Euphoria é agora um western. A nova temporada passa-se maioritariamente no deserto californiano e no México, com Rue a fazer contrabando de droga pela fronteira enquanto paga uma dívida à traficante Laurie. A cinematografia de Marcell Rév, rodada em película de 65mm pela primeira vez na história da televisão narrativa, é de uma beleza que rivaliza com o cinema. A banda sonora de Hans Zimmer soa a Ennio Morricone. A escala expandiu-se de forma ambiciosa.

Mas o guião dividiu os críticos de forma quase cirúrgica. A Variety chamou-lhe “fan fiction entretida mas desordenada”. O Hollywood Reporter ficou entre o “provocador” e o “explorador”. A IndieWire foi mais directa: “Nunca foi tão espiritualmente oco.” O Rotten Tomatoes marca 63% de aprovação crítica — o mais baixo das três temporadas. O consenso é que Zendaya transcende o material, que a cinematografia é extraordinária, e que Sam Levinson perdeu o fio à narrativa na transição do liceu para a vida adulta. A serie continua a ser compulsiva. Mas a razão de existir tornou-se mais difícil de articular.

Há algo de simbólico no facto de Barbie Ferreira regressar exactamente nesta semana. Não como um gesto calculado de rivalidade — mas como um lembrete de que o que acontece depois de uma série muito falada pode ser mais interessante do que o que acontece dentro dela.

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