Uma das curiosidades menos conhecidas sobre a atriz Jennifer Connelly é a história romântica por trás do seu casamento com o também ator Paul Bettany. O que torna esta história tão singular é que Bettany já tinha uma paixão por Connelly muito antes de a conhecer pessoalmente. O ator confessou publicamente que, desde adolescente, era fã de Connelly após a ver no filme Labirinto (1986), onde a atriz protagonizou o papel de Sarah. Connelly, na altura com 15 anos, conquistou não só o público como também o jovem Bettany, que desenvolveu uma grande admiração por ela.
Bettany, então adolescente, admitiu que desde que a viu no filme tinha decidido que Jennifer Connelly seria a mulher com quem gostaria de casar. Apesar de ser uma afirmação ousada, especialmente considerando que ainda não a conhecia, Bettany manteve este sentimento ao longo dos anos, sempre com Connelly em mente.
Catorze anos depois, o destino reuniu os dois. Em 2001, Paul Bettany e Jennifer Connelly contracenaram juntos no filme Uma Mente Brilhante, que viria a ser um enorme sucesso. Durante as filmagens, apesar de uma atração mútua evidente, ambos mantiveram uma relação estritamente profissional, uma vez que estavam em relacionamentos com outras pessoas na altura.
No entanto, após os trágicos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, Paul Bettany percebeu que os seus sentimentos por Connelly eram mais profundos do que um simples fascínio adolescente. Durante a crise, o primeiro pensamento de Bettany foi saber se Jennifer Connelly estava bem, o que o levou a refletir sobre os seus sentimentos. Este momento revelou-lhe que ele a amava e que ela era a pessoa com quem queria passar o resto da sua vida.
Sem hesitar, Bettany conseguiu o número de Connelly e fez uma chamada impulsiva mas decisiva: “Estou a caminho. Vamos casar.” Sem terem tido um relacionamento formal antes, Bettany mudou-se para Nova Iorque e o casal casou-se pouco tempo depois, sem nunca realmente terem namorado como seria habitual. Esta história única de amor entre dois grandes nomes de Hollywood é um verdadeiro conto de fadas moderno, que surpreende muitos dos fãs de ambos.
Desde então, Jennifer Connelly e Paul Bettany têm mantido uma relação forte e estável, e são pais de dois filhos. O casal continua a ser um dos mais admirados e respeitados no mundo do cinema, tanto pela sua vida pessoal quanto pelas suas brilhantes carreiras.
A atriz Millie Bobby Brown, estrela da popular série Stranger Things, partilhou recentemente nas redes sociais as primeiras imagens do seu casamento com Jake Bongiovi, filho de Jon Bon Jovi. O casal deu o nó numa cerimónia privada, após Millie ter anunciado o seu noivado em abril de 2022, quando tinha apenas 19 anos. As notícias sobre o casamento começaram a circular em maio deste ano, mas foi apenas agora que Millie decidiu revelar oficialmente as fotos do evento.
Na passada quarta-feira, 2 de outubro, a atriz publicou uma série de fotografias no seu perfil de Instagram, onde é possível ver detalhes do deslumbrante vestido de noiva que usou. O vestido, decorado com pormenores de renda, foi complementado por um longo véu, transmitindo uma imagem clássica e elegante. Para a festa com os convidados, Millie optou por trocar para um look mais simples, mas igualmente encantador. Na legenda da publicação, escreveu uma mensagem tocante: “Para sempre, a tua esposa”, numa demonstração de amor e compromisso.
Um Casamento Privado e Intimista
De acordo com a revista People, a cerimónia foi realizada nos Estados Unidos e terá sido mantida em segredo. Inicialmente, foi reportado que apenas os pais dos noivos estariam presentes, mas as fotografias partilhadas agora por Millie revelam que mais convidados marcaram presença no dia especial do casal.
Millie, agora com 20 anos, tem mantido uma relação discreta com Jake Bongiovi, apesar da atenção dos media. A jovem atriz, que conquistou o público com o seu papel como Eleven em Stranger Things, tem mostrado uma maturidade notável ao longo dos anos, e o casamento com o filho de Jon Bon Jovi é mais um marco na sua vida pessoal.
Carreira e Futuro
Millie Bobby Brown tem-se destacado não só pela sua carreira em ascensão, mas também pelo seu impacto fora do mundo do cinema. Com uma legião de fãs e seguidores, a atriz tornou-se um ícone de estilo e inspiração para muitos jovens. Com vários projetos em curso, incluindo o lançamento do seu próximo filme e a temporada final de Stranger Things, Millie continua a ser uma das jovens atrizes mais promissoras de Hollywood.
As fotos do casamento rapidamente captaram a atenção das redes sociais, com milhões de seguidores a elogiar a atriz pelo seu vestido de “cortar a respiração” e pela elegância do evento. Embora tenha optado por manter a cerimónia íntima, as imagens partilhadas mostram que foi um dia repleto de amor e celebração.
“The Deer Hunter”, realizado por Michael Cimino e lançado em 1978, é um dos filmes mais icónicos sobre a guerra e as suas consequências psicológicas. Mais do que apenas um filme de guerra, esta obra-prima é uma profunda meditação sobre amizade, sacrifício e as marcas indeléveis que o trauma pode deixar nas vidas daqueles que o vivenciam. Situado no contexto da Guerra do Vietname, o filme explora a jornada de um grupo de amigos de uma pequena cidade industrial na Pensilvânia, cujas vidas são irrevogavelmente transformadas após serem recrutados para a guerra.
Os três personagens centrais – Michael (interpretado por Robert De Niro), Nick (interpretado por Christopher Walken) e Steven (interpretado por John Savage) – representam a inocência e camaradagem que existia antes da guerra, em contraste com as suas versões pós-Vietname, marcadas pela devastação emocional e física. A estrutura do filme é composta por três atos bem definidos: a vida pacata antes da guerra, o caos brutal no Vietname e as consequências dolorosas quando os personagens tentam reajustar-se à vida civil após regressarem da guerra.
Um dos momentos mais memoráveis e perturbadores do filme é a sequência da roleta russa, em que Michael e Nick são forçados, enquanto prisioneiros dos Viet Cong, a jogar com as suas vidas. Esta cena icónica não só simboliza a aleatoriedade e a brutalidade da guerra, como também serve como uma metáfora para a destruição emocional que a guerra impõe aos sobreviventes. É neste momento que o filme atinge o seu ponto máximo de tensão e angústia, imortalizando-o como uma das sequências mais chocantes da história do cinema.
A interpretação de Robert De Niro como Michael é contida, mas poderosa. Ele desempenha o papel de um homem determinado a manter o seu grupo unido face ao trauma esmagador, embora o impacto emocional da guerra seja demasiado forte para evitar as suas consequências. Christopher Walken, no papel de Nick, entrega uma atuação que lhe valeu o Óscar de Melhor Ator Secundário, ao retratar de forma devastadora a descida do personagem à loucura, uma consequência direta da guerra e da experiência como prisioneiro.
“The Deer Hunter” vai muito além dos clichés dos filmes de guerra. Em vez de focar-se apenas nas batalhas, é uma exploração introspectiva das feridas invisíveis da guerra – as cicatrizes emocionais e psicológicas que deixam marcas indeléveis. A lentidão deliberada do filme, especialmente na sua primeira parte, permite ao espectador imergir nas vidas dos personagens antes do caos, criando um impacto ainda mais devastador à medida que o horror da guerra os desfigura tanto física como emocionalmente.
Este filme é um retrato profundo da fragilidade humana face à violência e ao sacrifício, e continua a ser um dos mais emocionantes e reflexivos estudos sobre os efeitos da guerra no cinema. A sua profundidade emocional e a capacidade de suscitar uma reflexão intensa sobre a guerra tornam “The Deer Hunter” um clássico intemporal.
O ator vencedor de dois Óscares, Denzel Washington, conhecido tanto pelo seu talento como pela sua integridade pessoal, envolveu-se numa discussão acalorada com o magnata da música Sean ‘Diddy’ Combs durante uma festa em 2003, de acordo com um recente relatório da Us Weekly. O confronto entre os dois aconteceu numa festa onde Denzel estava acompanhado pela sua esposa, Pauletta Washington, e terá deixado o ator furioso a ponto de abandonar o evento.
Segundo uma fonte que estava próxima de Washington na altura, o ator confrontou Combs durante a festa, gritando-lhe: “Você não respeita ninguém”. Este confronto parece ter sido o culminar de algo que Denzel e Pauletta testemunharam durante a noite, levando-os a sair do local visivelmente irritados. “Eles estavam a festejar até ao amanhecer e viram algo que os deixou furiosos”, afirmou a fonte, sem especificar o que terá desencadeado a reação de Denzel.
O incidente entre Washington, de 69 anos, e Combs, de 54 anos, aconteceu numa época em que Diddy já era famoso pelas suas festas extravagantes e muitas vezes polémicas. Estas celebrações eram conhecidas por reunirem um grande número de celebridades, incluindo Leonardo DiCaprio, Sarah Jessica Parker, Ashton Kutcher e muitas outras estrelas de Hollywood.
Até ao momento, os representantes de ambos ainda não se pronunciaram sobre o ocorrido, e o Page Six, que também reportou o incidente, não conseguiu obter comentários de qualquer uma das partes. Embora os detalhes exatos sobre o que provocou a discussão permaneçam vagos, este episódio dá uma ideia das tensões que podem surgir nos bastidores das glamorosas festas de Hollywood, mesmo entre figuras tão respeitadas como Denzel Washington.
Sean ‘Diddy’ Combs é conhecido não só pelo seu império na música e no entretenimento, mas também pelas suas festas lendárias, que frequentemente atraem grandes nomes da indústria. O episódio com Denzel Washington é um lembrete de que, apesar do brilho e do glamour, as tensões podem surgir quando os valores e princípios são colocados à prova.
O médico Mark Chavez, de 54 anos, declarou-se culpado esta quarta-feira num tribunal de Los Angeles por fornecer ilegalmente a droga cetamina, que foi apontada como a causa da morte do ator Matthew Perry, conhecido pelo seu papel icónico como Chandler Bing na série Friends. A acusação de Chavez faz parte de um caso mais amplo que envolve cinco acusados relacionados com a morte de Perry, que ocorreu em outubro de 2023. A sentença de Chavez será conhecida no dia 2 de abril, e o médico enfrenta até 10 anos de prisão.
Durante o julgamento, Chavez admitiu que obteve a cetamina de um traficante conhecido como Jasveen Sangha, apelidado de “Rainha da Cetamina”, e que entregou 50 ampolas da droga ao assistente de Perry, Kenneth Iwamasa. Metade dessas ampolas foram entregues apenas quatro dias antes da morte do ator. Esta revelação sublinha a gravidade das acusações que Chavez enfrenta, especialmente considerando o impacto global causado pela morte de Perry.
A Morte de Matthew Perry e o Impacto Mundial
Matthew Perry foi encontrado morto na sua casa em outubro de 2023, aos 54 anos, na sua banheira de hidromassagem. A autópsia revelou que a causa da morte foram os “efeitos agudos da cetamina”, uma droga frequentemente utilizada como anestésico em médicos e veterinários, mas que também está a ser investigada pelo seu potencial no tratamento da depressão. Perry estava a tomar a droga como parte de uma terapia supervisionada, uma medida que se revelou fatal.
O nome de Perry transcendeu fronteiras graças à série Friends, exibida de 1994 a 2004, tornando-se uma das sitcoms mais populares de todos os tempos. A série fez com que Perry, juntamente com o elenco principal, se tornasse uma megaestrela global. A sua luta pública contra a dependência de analgésicos e álcool tornou a sua morte ainda mais trágica, gerando uma onda de tristeza entre os fãs e colegas de profissão. O ator tinha falado abertamente sobre as suas batalhas com o vício, o que tornou a sua morte um símbolo de uma luta pessoal de muitos anos.
Outros Acusados Envolvidos no Caso
Além de Mark Chavez, outras quatro pessoas estão envolvidas no caso. Salvador Plasencia, que comprava cetamina de Chavez para revendê-la ao staff de Perry, declarou-se inocente e será julgado em março de 2024, juntamente com Jasveen Sangha, o principal fornecedor da droga. Ambos enfrentam a possibilidade de serem condenados a décadas de prisão, dado o papel central que desempenharam na distribuição ilegal da substância.
Kenneth Iwamasa, assistente pessoal de Perry, também enfrenta acusações graves. Iwamasa admitiu ter injetado cetamina no ator e atuado como intermediário na compra da droga. A sua sentença será anunciada em novembro de 2024. Por fim, Erik Fleming, o quinto acusado, confessou ter distribuído a dose letal que matou Perry e poderá ser condenado por conspiração para distribuir a droga.
O caso destaca não só o uso indevido de drogas controladas em Hollywood, mas também a rede de profissionais que facilitam o acesso a substâncias perigosas. A morte de Matthew Perry continua a ser um lembrete trágico das lutas pessoais que muitas celebridades enfrentam em silêncio.
A carreira de Sean Connery foi marcada por inúmeras decisões acertadas, como o papel de James Bond, que o catapultou para o estrelato. No entanto, uma das suas decisões mais dispendiosas foi a recusa em interpretar Gandalf na trilogia de “O Senhor dos Anéis”, uma escolha que poderia ter rendido ao ator perto de 500 milhões de dólares — o maior cachet da história do cinema na altura.
Nos anos 90, Connery foi abordado pelos produtores da adaptação cinematográfica de O Senhor dos Anéis, que procuravam um nome de peso para o elenco. Na altura, com exceção de Christopher Lee e Sean Bean, os outros atores ainda eram relativamente desconhecidos. Para convencer Connery a aceitar o papel de Gandalf, os produtores ofereceram-lhe um salário base de 6 milhões de dólares por filme. No entanto, o verdadeiro atrativo estava no bônus adicional: 15% das receitas de bilheteira da franquia.
O que Connery não podia prever era o sucesso colossal da trilogia dirigida por Peter Jackson, que gerou cerca de 3 mil milhões de dólares nas bilheteiras globais. Se tivesse aceitado o papel, o ator teria embolsado cerca de 450 milhões de dólares, apenas com a trilogia original. Quando se contabilizam os rendimentos de produtos derivados como videojogos, brinquedos, e mesmo a trilogia posterior O Hobbit, estima-se que Connery poderia ter ultrapassado os 750 milhões de dólares.
A Recusa e as Consequências
A razão pela qual Connery recusou a proposta é tanto surpreendente quanto compreensível: o ator afirmou que “não compreendia o papel” de Gandalf nem a complexidade do universo de O Senhor dos Anéis. Esta decisão, tomada com base no instinto, acabou por lhe custar um dos maiores ganhos da história do cinema.
Como consequência desta “oportunidade perdida”, Connery adotou uma postura diferente em projetos futuros. Segundo fontes, na sua próxima leitura de guião, Connery ignorou o seu instinto e aceitou um papel que também não compreendia totalmente. O filme em questão? “A Liga de Cavalheiros Extraordinários” (2003), uma produção que foi muito mal recebida tanto pela crítica quanto pelo público. Connery, em tom de arrependimento, chegou a declarar que devia ter interpretado o “maldito feiticeiro” ao invés de ter escolhido aquele projeto.
O Legado de Gandalf
Apesar da sua recusa, o papel de Gandalf acabou por ficar em ótimas mãos. Ian McKellen, que assumiu a personagem, entregou uma performance memorável que lhe valeu aclamação mundial e uma nomeação ao Óscar de Melhor Ator Secundário. Embora Connery fosse um gigante do cinema, muitos fãs concordam que McKellen foi a escolha perfeita para o papel.
Sean Connery continua a ser lembrado como um dos maiores ícones da história do cinema, mas a recusa em O Senhor dos Anéis será para sempre considerada uma das decisões mais dispendiosas da sua carreira.
Ser escolhido para interpretar James Bond é um marco na carreira de qualquer ator, mas a realidade por trás desse papel icónico é mais complicada do que parece. Embora o papel de 007 seja visto como um privilégio, muitos dos atores que assumiram o manto de Bond acabaram por expressar frustrações, principalmente devido aos compromissos a longo prazo e às restrições contratuais.
Uma das principais razões pelas quais os atores acabam por não gostar do papel de James Bond está relacionada com o tempo exigido por cada filme. Cada produção pode levar até um ano, incluindo seis meses de treino intenso, seguidos de filmagens e uma extensa campanha de promoção em várias partes do mundo, o que, por vezes, dura mais seis meses. Este ciclo pode tornar-se cansativo e repetitivo.
Além disso, há várias restrições contratuais que limitam a liberdade dos atores. Um exemplo curioso aconteceu com Pierce Brosnan, que, durante a sua participação no filme The Thomas Crown Affair (1999), foi impedido de usar um smoking completo, uma vez que estava sob contrato para interpretar Bond. Como solução, teve de usar uma camisa desabotoada e uma gravata borboleta por atar, para evitar tecnicamente a violação do contrato, que proibia o uso de um tuxedo fora da franquia de Bond. Este tipo de detalhes mostra como ser Bond pode ser uma experiência tediosa, apesar do prestígio que acompanha o papel.
Sean Connery: O Primeiro Bond e as Suas Saídas
O primeiro ator a dar vida ao famoso espião, Sean Connery, rapidamente se cansou da personagem. Depois de interpretar Bond em You Only Live Twice (1967), Connery afastou-se da franquia, sentindo-se saturado com o papel. No entanto, foi persuadido a regressar por um pagamento recorde de 1,25 milhões de dólares para o filme Diamonds Are Forever (1971), apenas para sair novamente logo depois. Curiosamente, voltou mais uma vez para um filme de Bond não oficial, Never Say Never Again (1983), o que reflete a relação complexa que os atores desenvolvem com o personagem.
Outro caso curioso é o de George Lazenby, que interpretou Bond apenas uma vez, em On Her Majesty’s Secret Service(1969). Lazenby foi aconselhado a desistir do papel, sendo-lhe dito que Bond estava ultrapassado, o que se provou ser um dos piores conselhos de carreira de todos os tempos. Ele abandonou a franquia após um único filme, mas é sabido que ele teria continuado se as circunstâncias fossem diferentes.
Roger Moore e a Longevidade de Bond
Roger Moore assumiu o papel durante sete filmes, entre 1973 e 1985. Apesar de ter permanecido no papel por mais tempo do que a maioria dos seus antecessores, Moore também acabou por se cansar da personagem, deixando o papel aos 58 anos. Curiosamente, entre o seu quarto e quinto filme, Moore interpretou um personagem numa comédia, Cannonball Run (1981), onde satirizava o próprio James Bond, o que também contribuiu para a criação da “cláusula do smoking”, que limitava o uso do vestuário formal por parte dos atores que interpretavam Bond fora da franquia.
Timothy Dalton e a Saída Antecipada
Timothy Dalton interpretou Bond em dois filmes e estava preparado para continuar no papel em 1990, mas uma disputa legal entre a Eon Productions e a MGM impediu o início das filmagens. Quando o problema foi resolvido, Dalton recusou regressar, uma vez que não estava disposto a comprometer-se para mais de um filme, após um intervalo de cinco anos. Esta hesitação acabou por abrir caminho para Pierce Brosnan.
Pierce Brosnan e o Final Abrupto
Pierce Brosnan interpretou Bond em quatro filmes, com o último sendo Die Another Day (2002). Apesar de o filme ter sido um sucesso de bilheteira, a crítica não foi tão favorável, e Brosnan acreditava que regressaria para um quinto filme. No entanto, foi informado que as negociações não avançariam e que o estúdio não tinha planos concretos para continuar com ele no papel. Brosnan foi surpreendido e desiludido com a forma como a situação foi tratada, mas aceitou o fim abrupto da sua passagem como Bond.
Daniel Craig e o Encerramento nos seus próprios termos
Por fim, Daniel Craig, que interpretou Bond em cinco filmes, teve uma relação complexa com a personagem. Inicialmente relutante em continuar no papel, Craig assumiu o controlo criativo nas suas últimas produções, tornando-se também produtor. O ator conseguiu, assim, concluir a sua jornada como Bond em No Time to Die (2021) nos seus próprios termos, encerrando a história do seu Bond de forma definitiva. Craig, apesar de algumas críticas iniciais, tornou-se um dos atores mais emblemáticos a interpretar o espião, recebendo elogios tanto do público como da crítica.
Conclusão
Ser James Bond é tanto um privilégio quanto um fardo. Embora os atores que o interpretam reconheçam a honra de assumir o papel de um ícone cinematográfico, o longo compromisso e as restrições contratuais podem tornar o papel uma prisão criativa. Contudo, como mostrado ao longo dos anos, mesmo com as dificuldades, Bond continua a ser um dos papéis mais cobiçados da história do cinema.
O ator Drake Hogestyn, famoso pelo seu papel como John Black na novela Days of Our Lives, morreu no sábado, 28 de setembro de 2024, aos 70 anos. Hogestyn, que enfrentava uma batalha contra o cancro no pâncreas, deu vida a John Black durante 38 anos, tornando-se uma das figuras mais reconhecidas e acarinhadas da televisão americana.
A sua morte foi anunciada pela família através de um comunicado partilhado nas redes sociais da série, destacando a sua força e determinação ao enfrentar a doença. “A sua vida mudou quando foi diagnosticado com cancro no pâncreas, mas ele enfrentou o desafio com uma força e determinação incríveis”, lê-se na publicação.
Drake Hogestyn estreou-se em Days of Our Lives em 1986 e rapidamente conquistou o público com o seu carisma e talento. Ao longo das décadas, o seu personagem, John Black, passou por diversas transformações e enredos dramáticos que o tornaram um pilar da série. Para muitos fãs, a sua morte marca o fim de uma era na televisão diurna americana.
Além do seu trabalho em Days of Our Lives, Hogestyn participou em várias outras produções televisivas, mas foi o seu papel icónico como John Black que lhe garantiu um lugar especial no coração dos espectadores. A sua partida deixa um vazio tanto na série como na memória dos seus muitos admiradores.
Sydney Sweeney, conhecida principalmente pelo seu papel na série Euphoria, fez recentemente manchetes não apenas pelo seu talento como atriz, mas também pela sua atitude franca e descomplexada em relação à forma como é percebida pelo público. Durante a sua participação como anfitriã no Saturday Night Live (SNL), em março, Sweeney pediu ativamente que fossem feitas piadas sobre a sua aparência, nomeadamente sobre o tamanho dos seus seios. Este pedido gerou tanto surpresa quanto respeito pela sua postura de aceitação em relação à imagem pública que tem.
Segundo o comediante Bowen Yang, que também participou no programa, Sweeney “praticamente implorou” aos escritores do SNL para incluírem piadas sobre os seus seios, mostrando uma atitude de auto-consciência sobre como o seu corpo tem sido comentado na indústria do entretenimento. Numa entrevista no podcast Fly on the Wall, Yang elogiou a atriz por ser uma anfitriã que compreendia a forma como era consumida pelo público e que estava disposta a brincar com essa realidade.
Para Sweeney, o humor sobre a sua aparência foi uma forma de lidar com os estereótipos e críticas que tem enfrentado desde o início da sua carreira. Numa entrevista à GQ, a atriz comentou: “Há muitas pessoas por aí que dizem ‘Ah, ela é famosa porque mostrou os seios’. Tu aprendes a navegar pelo sistema. Podes tentar lutar contra isso, mas vão sempre ripostar”.
No episódio de SNL em que participou, uma das cenas mais comentadas foi a sua interpretação de uma empregada de Hooters, um restaurante conhecido por empregar mulheres com atributos físicos específicos. Embora a personagem fosse péssima no trabalho, os clientes continuavam a deixá-la gorjetas generosas devido à sua aparência, reforçando a sátira em torno dos estereótipos com os quais Sweeney teve de lidar.
A atitude aberta e humorística de Sydney Sweeney em relação à sua imagem pública demonstra uma maturidade e resiliência raras em Hollywood, especialmente para uma atriz jovem, e solidifica o seu lugar como uma das estrelas mais intrigantes da atualidade.
Uma amizade que parecia inquebrável entre dois gigantes do cinema de ação, Sylvester Stallone e Bruce Willis, foi posta à prova durante as negociações para o filme Os Mercenários 3. Stallone e Willis, que se conheceram em 1991 ao se tornarem sócios no famoso restaurante Planet Hollywood, protagonizaram um dos momentos mais polémicos em Hollywood quando uma disputa salarial causou a saída abrupta de Willis do terceiro filme da franquia.
Willis fez parte dos dois primeiros filmes da saga Os Mercenários, uma série repleta de estrelas de ação, como Arnold Schwarzenegger, Jason Statham e Jet Li. No entanto, as negociações para o seu retorno em Os Mercenários 3 não correram conforme o esperado. Segundo relatos, a equipa de Stallone ofereceu a Willis 3 milhões de dólares por quatro dias de filmagens, um valor que o ator considerou insuficiente. Ele exigiu mais um milhão de dólares, o que enfureceu Stallone, que decidiu remover o amigo do elenco e substituí-lo por Harrison Ford.
A reação de Stallone foi imediata e pública, recorrendo às redes sociais para expressar a sua frustração. O ator escreveu: “Ganancioso e preguiçoso… Fórmula certa para o fracasso profissional”, num claro ataque a Willis. A publicação gerou grande controvérsia e, embora Willis tenha preferido não comentar publicamente, a relação entre os dois nunca mais foi a mesma.
O impacto da saída de Willis da franquia fez-se sentir. Apesar da entrada de Harrison Ford, Os Mercenários 3 teve uma receção morna nas bilheteiras, arrecadando apenas 214 milhões de dólares em todo o mundo, uma queda significativa face aos filmes anteriores. O quarto filme da série foi ainda mais desastroso, com um orçamento de 100 milhões de dólares e uma arrecadação de apenas 37 milhões.
Apesar de Stallone ter mais tarde admitido, em entrevista, que se arrependeu de ter tornado pública a disputa com Willis, a amizade entre os dois nunca voltou ao que era. Este caso é um exemplo claro de como as pressões económicas e as expectativas de Hollywood podem impactar até as amizades mais antigas e solidificadas no meio artístico.
O mundo do cinema e das artes performativas despede-se de Maggie Smith, uma das atrizes mais icónicas e premiadas do século XX e XXI. Falecida a 27 de setembro de 2024, aos 89 anos, Dame Maggie Smith deixa um legado incomparável que atravessa gerações, desde o teatro até ao grande e pequeno ecrã. A sua carreira notável, marcada por dois Óscares, quatro Emmys, três Globos de Ouro, um Tony e sete Baftas, testemunha o seu talento imensurável e a sua versatilidade como atriz.
Nascida em 28 de dezembro de 1934, Maggie Smith estreou-se nos palcos na Universidade de Oxford nos anos 1950, rapidamente ganhando destaque com o seu talento inato. A sua entrada no grupo teatral londrino Old Vic em 1959 foi um marco na sua carreira, que floresceu quando se juntou ao Royal National Theatre, onde interpretou papéis ao lado de grandes nomes como Laurence Olivier.
No cinema, a sua ascensão foi rápida. Smith conquistou o seu primeiro Óscar de Melhor Atriz em 1968 por Quando a Primavera Acaba, e em 1978 venceu o Óscar de Melhor Atriz Secundária por Um Apartamento na Califórnia. Ao longo dos anos, destacou-se em filmes icónicos como Quarto com Vista Sobre a Cidade (1986), Gosford Park (2001), e a saga Harry Potter, onde interpretou a amada Professora Minerva McGonagall, imortalizando-se numa das franquias mais populares de todos os tempos.
O Sucesso Global com “Downton Abbey” e a Fama Tardia
Apesar de ter uma carreira recheada de sucessos, a fama global de Maggie Smith chegou numa fase mais avançada da sua vida, através do papel da Condessa de Grantham, em Downton Abbey (2010-2015). A sua personagem, Lady Violet Crawley, com os seus comentários sarcásticos e humor cortante, tornou-se um dos maiores destaques da série. Maggie Smith ganhou três Emmys e um Globo de Ouro pelo seu desempenho inesquecível, cimentando-se como uma estrela internacional.
Lady Violet trouxe uma dimensão de humor e sofisticação a Downton Abbey, uma série vista em mais de 150 países. Embora sempre tenha sido uma pessoa reservada, Smith revelou que o sucesso global da série transformou a sua vida, retirando-lhe a liberdade de viver anonimamente. “Vivia uma vida perfeitamente normal antes de Downton Abbey“, afirmou Maggie Smith, admitindo que o enorme sucesso a levou a evitar a exposição pública.
Luta Contra o Cancro e Resiliência Inabalável
A vida de Maggie Smith também foi marcada por grandes desafios pessoais. Em 2007, foi diagnosticada com cancro da mama, mas, com a determinação que a caracterizava, continuou a trabalhar durante o tratamento. Smith filmou Harry Potter e o Príncipe Misterioso (2009) enquanto realizava sessões de quimioterapia, mostrando uma incrível força e compromisso com a sua arte. Em entrevistas, recordou os tempos difíceis em que teve de usar peruca devido à perda de cabelo, mas o seu profissionalismo nunca foi afetado.
Além disso, Maggie Smith enfrentou a doença de Graves, uma condição autoimune que afeta a tiroide, mas, mais uma vez, demonstrou resiliência ao continuar a trabalhar com a mesma dedicação e paixão.
Um Legado Incomparável
Maggie Smith deixa dois filhos, Chris Larkin e Toby Stephens, ambos atores, e cinco netos. A sua morte foi anunciada pela família, que expressou gratidão à equipa do Chelsea and Westminster Hospital pelo cuidado nos seus últimos dias. “Uma mãe e avó extraordinária”, como recordada pela sua família, Smith foi também uma das maiores figuras das artes, cujo impacto será lembrado por gerações.
Com uma carreira que abrangeu mais de sete décadas, Maggie Smith não só colecionou prémios, mas também o amor e a admiração de milhões de fãs em todo o mundo. Desde o teatro britânico ao ecrã de Hollywood, passando por séries de televisão aclamadas, ela será para sempre uma referência de talento, elegância e força inabalável.
O casal de ouro de Hollywood, Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas, celebrou o seu aniversário conjunto de uma maneira única e cheia de bom humor. No dia 25 de setembro, ambos completaram mais um ano de vida, partilhando uma série de publicações no Instagram, mas foi Zeta-Jones quem chamou mais atenção com uma foto ousada e divertida.
“Sem Ideias para Presentes!”
Num gesto provocador, Catherine Zeta-Jones, de 54 anos, publicou uma imagem onde aparece nua, apenas de saltos altos, em frente a um espelho de casa de banho, referindo-se a si mesma como estando no “seu fato de aniversário”. A atriz legendou a foto com uma piada, dizendo: “Depois de mais de 25 anos a partilhar o meu aniversário com o meu marido, estou a ficar sem ideias para presentes! Esta é a opção dois de presente, a primeira sendo bolas de golfe, claro.”
A ousadia da atriz foi recebida com entusiasmo pelos fãs, que aplaudiram a forma descontraída como o casal encara a vida e as suas celebrações. A publicação de Zeta-Jones não só mostrou o seu espírito divertido, como também destacou o facto de que, mesmo após tantos anos juntos, o casal ainda mantém a chama acesa.
Por seu lado, Michael Douglas, de 79 anos, optou por uma abordagem mais tradicional, publicando uma fotografia glamorosa da sua esposa e escrevendo: “Para a minha irmã de aniversário, amo-te com todo o meu coração! Que o teu novo ano seja o melhor de todos!” O ator, que sempre se mostrou carinhoso e afetuoso nas suas declarações públicas à esposa, mais uma vez destacou o amor duradouro que ambos partilham.
Douglas e Zeta-Jones têm partilhado o mesmo dia de aniversário desde que se casaram em 2000, e todos os anos marcam a data com mensagens de carinho e humor. Este ano não foi diferente, com os dois a continuarem a mostrar que, mesmo depois de duas décadas de casamento, ainda se divertem e mantêm uma relação saudável e brincalhona.
Um Casal de Sucesso em Hollywood
Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas, casados há 24 anos, são um dos casais mais sólidos e admirados de Hollywood. A sua união, celebrada num luxuoso casamento no Plaza Hotel, em Nova Iorque, tornou-se num dos eventos mais marcantes da história das celebridades. Desde então, ambos têm mantido carreiras de sucesso, com Zeta-Jones recentemente a brilhar na série Wednesday da Netflix, e Douglas a assumir o papel de Benjamin Franklin na produção da Apple TV+, Franklin.
Entre os dois, o casal arrecadou três Óscares, um Emmy, três Globos de Ouro, cinco prémios SAG, e uma Palme de Ouro Honorária no Festival de Cannes. Além dos seus sucessos profissionais, o casal criou dois filhos, superou batalhas de saúde, e enfrentou juntos momentos difíceis, incluindo lidar com um stalker, tudo enquanto mantinham uma relação que muitos consideram um exemplo de amor e parceria em Hollywood.
A Relação que Superou Barreiras
No início do relacionamento, a diferença de idades entre Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones (25 anos) foi alvo de críticas e especulação, mas o casal sempre defendeu a sua união. Em 2001, Douglas chegou a dizer: “Sou um homem de 56 anos bastante bem conservado e ela é uma jovem de 31 anos muito madura.” O tempo provou que, independentemente da diferença de idades, o amor e o respeito mútuo são a chave da longevidade da sua relação.
Ao longo dos anos, o casal enfrentou várias tempestades, mas permaneceu unido, mostrando ao mundo que o amor verdadeiro pode resistir ao tempo e às adversidades. Hoje, com 24 anos de casamento, continuam a ser um dos casais mais queridos e admirados de Hollywood, provando que o amor, a cumplicidade e o humor são essenciais para um relacionamento duradouro.
Num discurso poderoso e emotivo, Meryl Streep denunciou a opressão das mulheres no Afeganistão, descrevendo a situação sob o regime talibã como uma “asfixia lenta” dos direitos humanos. A atriz, que falou num evento à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, chamou a atenção do mundo para as condições desumanas que as mulheres e raparigas enfrentam no país.
Durante a sua intervenção, Streep fez uma analogia forte ao afirmar que “um gato, um esquilo e um pássaro têm mais direitos do que uma mulher ou uma rapariga no Afeganistão.” A atriz destacou a forma como os direitos básicos, como o acesso à educação e a liberdade de movimento, foram brutalmente retirados desde que os talibãs assumiram o poder em 2021.
O vídeo do discurso de Streep rapidamente se tornou viral nas redes sociais, com milhões de visualizações e partilhas. A atriz, que é uma ativista conhecida, apelou à comunidade internacional para que intervenha de forma mais assertiva no Afeganistão, onde mais de 14 milhões de mulheres foram afetadas pelas leis repressivas dos talibãs.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se pronunciou sobre o tema, afirmando que o Afeganistão não poderá evoluir sem a participação ativa das mulheres na educação e no mercado de trabalho.
As reações ao discurso de Streep foram variadas, com um porta-voz dos talibãs a afirmar que o Islão já garante direitos às mulheres, enquanto outros líderes talibãs tentaram descredibilizar as acusações da atriz.
A icónica atriz e ativista Brigitte Bardot está prestes a comemorar o seu 90º aniversário, e numa recente entrevista à France-Presse, a estrela francesa falou abertamente sobre a sua vida, a velhice e a sua luta contínua pelos direitos dos animais.
Bardot, que se afastou do cinema há mais de meio século, continua a ser uma figura influente na causa animal, dedicando grande parte do seu tempo à Fundação Brigitte Bardot. Na entrevista, a atriz revelou que o seu maior desejo é ver a abolição do consumo de carne de cavalo em França, uma causa que defende há décadas.
Apesar da sua retirada da vida pública, Bardot continua a ser uma figura admirada. Quando questionada sobre o significado de atingir os 90 anos, Bardot respondeu com franqueza: “Fico cansada deste aniversário. Porque é um assédio. Felizmente, não faço 90 anos todos os dias.”
Embora o público ainda a veja como um ícone do cinema dos anos 60, Bardot está mais focada nas suas causas do que no seu legado cinematográfico. “Virei a página há mais de 50 anos. Tenho muito orgulho da primeira parte da minha existência, que agora me permite ter notoriedade mundial, algo que ajuda muito na proteção dos animais”, explicou.
Sobre o futuro, Bardot afirmou que vive um dia de cada vez e que não sente o peso da idade: “A velhice? Nem a vi chegar! Não a sinto.”
A entrevista revela uma Bardot com uma visão pragmática da vida e das suas prioridades, enquanto se prepara para alcançar um marco pessoal significativo.
Eric Roberts, o ator de 68 anos, recentemente fez um pedido de desculpas público à sua irmã, a também atriz Julia Roberts. Este momento de reconciliação foi revelado no livro de memórias de Eric, intitulado “Runaway Train: Or The Story of My Life So Far”, onde o ator admite ter cometido erros no passado, especialmente em relação à forma como falava sobre a carreira da sua irmã.
A história de sucesso de Eric Roberts em Hollywood começou nos anos 80, quando alcançou algum reconhecimento e até uma nomeação para os Óscares com o filme “Comboio em Fuga”. No entanto, a sua carreira viria a ser ofuscada pelo estrondoso sucesso de Julia Roberts, que apenas alguns anos depois de seguir os passos do irmão, viria a ser nomeada para os Óscares com os filmes “Flores de Aço” e “Pretty Woman”. Esta rápida ascensão da irmã causou tensões entre os dois, agravadas pelos problemas de Eric com o álcool e as drogas.
Eric Roberts, em várias ocasiões, gabou-se publicamente de ser o responsável pelo sucesso de Julia. Agora, num gesto de humildade e arrependimento, admite que tais comentários foram infundados e injustos. No seu livro, o ator reflete sobre o seu comportamento passado, pedindo desculpa à sua irmã de forma pública: “Agora uma das coisas pelas quais gostaria de pedir desculpa neste livro é por ter dito publicamente mais do que uma vez: ‘Se não fosse eu, não haveria Julia Roberts’. Não só isso é lamentável, mas também não é verdade.”
Apesar do pedido de desculpas, Eric admite que continua a viver “de cheque em cheque” e que muitas vezes não pode recusar propostas de trabalho. Por outro lado, Julia Roberts, vencedora de um Óscar, é descrita pelo irmão como uma “mulher muito motivada”, que teria alcançado o estrelato independentemente da sua influência.
A relação entre os irmãos, que outrora foram inseparáveis, permanece tensa, com poucas aparições públicas juntos desde 1986. No entanto, este pedido de desculpas representa um esforço por parte de Eric para curar as feridas do passado e reconciliar-se com a sua irmã.
No segundo dia do prestigiado Festival de Cinema de San Sebastián, a icónica atriz australiana Cate Blanchett foi homenageada com o Prémio Donostia em reconhecimento pela sua notável carreira cinematográfica. A atriz, vencedora de dois Óscares e considerada uma das intérpretes mais talentosas da sua geração, recebeu o prémio das mãos do cineasta mexicano Alfonso Cuarón, que a dirigiu em Difamação (2006). Durante a cerimónia, Blanchett emocionou-se ao receber uma mensagem especial de George Clooney, um amigo de longa data, que a encheu de elogios.
“Fazes sempre com que todos nós à tua volta nos sintamos sortudos por trabalhar com alguém tão talentoso e gentil. E eu tenho orgulho de te chamar de amiga”, afirmou Clooney numa mensagem em vídeo, fazendo com que Blanchett, visivelmente comovida, agradecesse emocionada ao público. Ao aceitar o prémio, a atriz refletiu sobre o impacto do cinema e a sua capacidade de transcender fronteiras culturais e geográficas. “O cinema levou-me a todo o mundo e, agora, aqui no País Basco, neste festival extraordinário, sinto que estou a voltar para casa”, disse.
Uma Carreira de Excelência e Versatilidade
Cate Blanchett, de 55 anos, construiu uma carreira repleta de papéis memoráveis, tanto em filmes independentes como em grandes produções de Hollywood. Desde a sua estreia internacional como Elizabeth I em Elizabeth (1998), papel que lhe valeu a primeira nomeação ao Óscar, até à sua consagração com Blue Jasmine (2013), onde interpretou uma socialite decadente, a atriz destacou-se sempre pela sua versatilidade e profundidade emocional.
Blanchett venceu dois Óscares – Melhor Atriz por Blue Jasmine e Melhor Atriz Secundária por O Aviador (2004) – e quatro Globos de Ouro. Além disso, é reconhecida pelo seu trabalho em filmes aclamados como Carol (2015), O Despertar da Mente (2004), Notas Sobre um Escândalo (2006) e a trilogia O Senhor dos Anéis.
O Prémio Donostia, atribuído anualmente pelo Festival de San Sebastián, já homenageou algumas das maiores figuras do cinema mundial, incluindo Gregory Peck, Vittorio Gassman, Bette Davis, Lauren Bacall e Meryl Streep. Este ano, além de Cate Blanchett, o prémio também será entregue ao ator espanhol Javier Bardem e ao cineasta Pedro Almodóvar, reafirmando o compromisso do festival em reconhecer os melhores talentos da sétima arte.
San Sebastián Acolhe Filmes com Olhos no Óscar
No mesmo dia em que Blanchett foi homenageada, o festival exibiu dois candidatos à Concha de Ouro que já geram grande expectativa para os prémios Óscar. Um deles é Conclave, realizado pelo alemão Edward Berger (vencedor de quatro Óscares com A Oeste Nada de Novo), protagonizado por Ralph Fiennes, Stanley Tucci e John Lithgow. O filme, baseado no romance homónimo de Robert Harris, aborda as tensões nos bastidores do Vaticano durante a eleição de um novo papa.
Apesar de o tema religioso estar no centro da trama, Berger sublinhou que o filme é, na verdade, sobre “jogos de poder”, afirmando que a dinâmica retratada poderia ser aplicada em qualquer organização ou ambiente de trabalho. Conclave foi exibido anteriormente no Festival de Toronto, e já se especula que Ralph Fiennes possa ser um dos fortes concorrentes aos prémios da Academia.
Outro filme que chamou a atenção em San Sebastián foi Soy Nevenka, do realizador espanhol Icíar Bollaín. O filme conta a história real de Nevenka Fernández, uma conselheira do município de Ponferrada, em Castilla y León, que, em 2001, denunciou o então presidente da câmara Ismael Álvarez por assédio sexual. A denúncia foi histórica, tornando-se a primeira condenação de um político espanhol por assédio sexual. O filme regressa a este caso, refletindo sobre o impacto do assédio e o caminho percorrido desde então.
Um Festival que Celebra Talento e Cinema de Impacto
O Festival de Cinema de San Sebastián, que decorre entre 20 e 28 de setembro, continua a ser um dos eventos mais importantes da agenda cinematográfica internacional, acolhendo tanto grandes estrelas de Hollywood como novos talentos do cinema europeu e mundial. Este ano, com Blanchett, Bardem e Almodóvar a receberem as honras máximas, e com uma programação repleta de filmes que abordam questões políticas, sociais e culturais, o festival reafirma a sua posição como um espaço de diálogo e celebração do poder transformador do cinema.
Sophia Loren, uma das maiores estrelas do cinema mundial, celebra 90 anos a 20 de setembro, mantendo-se como um ícone de elegância, talento e resistência. Nascida Sofia Scicolone, numa família humilde perto de Nápoles, Loren superou a pobreza extrema e o caos da Segunda Guerra Mundial para se tornar uma das atrizes mais reconhecidas e premiadas da história do cinema.
Ao longo de uma carreira que abrange mais de sete décadas, Loren partilhou o ecrã com alguns dos maiores nomes de Hollywood, como Cary Grant, Marlon Brando, e Gregory Peck. Foi a primeira atriz a ganhar um Óscar por um filme não falado em inglês, Duas Mulheres (1960), realizado por Vittorio De Sica, com quem formou uma parceria de longa data.
Para celebrar o seu 90º aniversário, será organizada uma homenagem no Cinecittà, em Roma, com a presença de amigos e familiares, bem como uma reexibição especial de Matrimónio à Italiana (1964), outro dos seus grandes sucessos ao lado de Marcello Mastroianni. Sophia Loren, que recentemente brilhou no filme Uma Vida à Sua Frente (2020), dirigido pelo seu filho Edoardo Ponti, continua a ser uma presença marcante na cultura italiana e global.
“Na minha carreira, resisti e lutei, e acredito que Deus me ajudou muito. Sempre tentei fazer o meu melhor em tudo o que fiz, e sinto que isso me trouxe até aqui”, disse a atriz numa entrevista recente. A longevidade de Loren é um testemunho não só do seu talento, mas também da sua perseverança e dedicação à arte.
Tom Cruise volta a provar porque é um dos atores mais ousados de Hollywood. Conhecido por realizar as suas próprias cenas de ação, o ator foi visto a filmar uma sequência particularmente arriscada para Missão Impossível 8 no norte de Oxfordshire, Inglaterra, a 15 de setembro. Durante a gravação, Cruise, que dispensa duplos para as cenas mais perigosas, foi observado a utilizar um dispositivo de segurança enquanto voava em dois aviões e se mantinha em pé em pleno voo.
Esta não é a primeira vez que o ator, famoso por desafiar os limites físicos e a gravidade nas suas cenas de ação, é visto a rodar o novo capítulo da franquia Missão Impossível. As filmagens também passaram por locais icónicos de Inglaterra, como a Westminster Bridge e o Natural History Museum, em Londres, bem como as regiões de Surrey e Derbyshire. O filme tem estreia marcada para 2024 e promete ser mais um espetáculo de ação, com as cenas de risco a servirem como um dos principais atrativos para o público.
Os fãs de Tom Cruise podem esperar mais um desempenho impressionante, onde o ator, já com 61 anos, mostra que ainda é capaz de entregar algumas das sequências mais audazes da história do cinema de ação. Esta dedicação em realizar as suas próprias cenas é uma marca registada da sua carreira, especialmente em filmes como Missão Impossível e Top Gun: Maverick.
Tom was seen filming 'Mission Impossible 8' in Bicester Airport,England 🇬🇧 (September 15,2024) ✨ pic.twitter.com/FPXhPfxjzN
Sean Connery, cujo nome está intimamente ligado ao lendário papel de James Bond, foi muito mais do que o agente secreto 007. Com uma carreira que atravessou mais de cinco décadas, Connery tornou-se um ícone do cinema, conhecido pelo seu charme, carisma e presença única no ecrã. Nascido em Edimburgo, a 25 de agosto de 1930, o ator começou a vida em circunstâncias humildes, mas o seu talento e perseverança levaram-no a conquistar os mais altos píncaros da indústria cinematográfica.
Connery tornou-se internacionalmente famoso quando assumiu o papel de James Bond, uma personagem que interpretaria em sete filmes da franquia, começando com Dr. No (1962). A sua interpretação do espião britânico moldou o imaginário popular do agente secreto: sofisticado, mas perigoso, galante, mas letal. Connery personificou Bond de uma forma que nenhum outro ator conseguiu igualar. Mesmo após a sua saída da série, a sombra do seu Bond original continuou a pairar sobre as versões subsequentes da personagem. Contudo, reduzir Connery apenas a James Bond seria subestimar o seu imenso alcance como ator.
Ao longo da sua carreira, Connery provou ser versátil, estrelando em diversos géneros, desde dramas históricos até comédias e filmes de ação. Ganhou um Óscar de Melhor Ator Secundário pelo seu papel em The Untouchables (1987), no qual interpretou um polícia veterano de Chicago. Connery sempre escolheu os seus papéis com um olho atento à qualidade, recusando estereótipos e desafiando-se a explorar novas facetas do seu talento. Outras obras memoráveis incluem Indiana Jones e a Última Cruzada (1989), onde desempenhou o papel do pai do famoso arqueólogo, e A Rocha (1996), onde mostrou que, mesmo aos 66 anos, ainda podia ser uma estrela de ação.
A decisão de se retirar do cinema em 2003, após o lançamento de A Liga de Cavalheiros Extraordinários, foi recebida com surpresa pelos fãs e pela indústria. Connery, frustrado com a produção do filme e desiludido com a evolução do cinema moderno, optou por afastar-se dos ecrãs. A indústria, que estava a mudar rapidamente, tornou-se um lugar que Connery já não reconhecia e, aos 73 anos, sentiu que era o momento certo para se afastar. Embora o seu amor pelo cinema nunca tenha desaparecido, Connery preferiu passar os seus últimos anos numa tranquilidade que há muito lhe escapava.
Após a sua retirada, Connery fixou residência nas Bahamas, onde viveu com a sua esposa, Micheline Roquebrune, uma pintora franco-marroquina com quem foi casado por mais de 40 anos. Durante o seu tempo de retiro, Connery manteve uma vida privada e discreta, aproveitando o tempo com a família e dedicando-se a hobbies como o golfe. Este período de paz contrastou fortemente com a intensidade da sua vida como estrela de cinema, permitindo-lhe encontrar um equilíbrio que muitas celebridades raramente alcançam.
No entanto, os últimos anos da vida de Connery foram marcados por um declínio de saúde. Em 2013, tornou-se público que o ator sofria de demência, uma condição que levou a uma diminuição das suas aparições públicas. A sua esposa, Micheline, foi um dos seus maiores apoios durante este período, garantindo que Connery recebia os melhores cuidados possíveis. Apesar da sua doença, Connery manteve-se o homem digno e orgulhoso que sempre fora, mesmo à medida que as suas memórias se desvaneciam.
A 31 de outubro de 2020, Connery faleceu pacificamente durante o sono, na sua casa nas Bahamas, aos 90 anos. A notícia da sua morte foi um golpe para fãs e colegas de todo o mundo, e as homenagens não se fizeram esperar. Daniel Craig, o mais recente ator a interpretar James Bond, descreveu Connery como um “homem com muito estilo e carisma”, enquanto Harrison Ford relembrou a sua amizade e parceria no set de Indiana Jones e a Última Cruzada. O mundo do cinema perdeu não apenas um ícone, mas um homem cuja paixão pela sua arte inspirou gerações.
Após a sua morte, a sua esposa revelou que Connery desejava um fim calmo e sem sofrimento, algo que felizmente conseguiu. Apesar do fardo da doença, a família de Connery assegurou que os seus últimos momentos fossem tranquilos e longe dos olhares do público, em linha com a sua natureza reservada.
O legado de Sean Connery no cinema é inegável. Ele não apenas definiu o papel de James Bond, mas também mostrou ao mundo que era um ator de uma profundidade incrível. A sua presença no ecrã, a sua voz inconfundível e o seu charme eterno continuarão a ser celebrados pelas gerações vindouras. Mais do que uma estrela de cinema, Connery foi um artista que trouxe dignidade, gravidade e carisma a cada papel que desempenhou, deixando uma marca indelével no mundo do entretenimento.
Dave Bautista, ator de grande sucesso conhecido pelas sagas “Guardiões da Galáxia” e “Dune”, recentemente chamou a atenção dos fãs ao aparecer visivelmente mais magro no Festival de Cinema de Toronto, a 6 de setembro, na antestreia de “The Last Showgirl”, filme realizado por Gia Coppola. Com 55 anos e 1,98 metros de altura, Bautista revelou uma silhueta significativamente mais esbelta, o que causou preocupação entre os seus seguidores.
O ator, que já pesou 170 quilos durante o auge da sua carreira como lutador da WWE, revelou que perdeu mais de 33 quilos no último ano e meio. Segundo ele, não pesava tão pouco desde os seus 19 anos. A decisão de emagrecer veio da sua carreira no cinema, especialmente após engordar para um papel no filme “Batem à Porta”, de M. Night Shyamalan, no qual pesava cerca de 143 quilos. Bautista afirmou que, após esse filme, percebeu que precisava de perder peso, pois sentia-se desconfortavelmente grande.
Nas suas próprias palavras, Bautista mencionou que o ganho de peso foi acelerado e causado, em parte, por uma dieta rica em batatas fritas e panquecas. Ao iniciar o processo de perda de peso, o ator descobriu que se sentia melhor, tanto física como mentalmente. Além disso, ele referiu que a sua nova aparência o ajuda a sentir-se mais confortável em frente às câmaras e ao lado de outros atores.
Apesar de algumas preocupações expressas pelos fãs, Bautista garantiu que a sua saúde está em boas condições. Atualmente com 109 quilos, afirmou que ainda é um “grande ser humano” e que planeia continuar a emagrecer para garantir uma maior versatilidade nos papéis que desempenha.
Esta transformação física faz parte do empenho do ator em continuar a expandir a sua carreira em Hollywood, demonstrando que, além de um corpo musculado, está focado em ser uma presença menos “distrativa” nos ecrãs, permitindo que os seus personagens brilhem mais.