Steven Spielberg Revela Disclosure Day, o Seu Novo Filme sobre OVNIs

O primeiro teaser levanta o véu sobre um regresso ambicioso à ficção científica

Steven Spielberg está de volta à ficção científica — e fá-lo com um projecto que promete mistério, inquietação e um olhar profundamente humano sobre o desconhecido. O primeiro teaser trailer do próximo filme do realizador já foi divulgado e confirma finalmente o título: Disclosure Day. Trata-se do primeiro filme de Spielberg desde The Fabelmans (2022) e marca um regresso a um território que ajudou a definir a sua carreira.

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Produzido pela Universal PicturesDisclosure Day tem estreia marcada nos Estados Unidos a 12 de Junho de 2026. Para já, a data de estreia em Portugal ainda não foi anunciada, algo habitual neste tipo de produções numa fase tão inicial da divulgação.

Um teaser enigmático e perturbador

O teaser não revela muito, mas revela o suficiente para gerar especulação. Emily Blunt interpreta uma meteorologista de televisão que, durante uma emissão em directo, começa subitamente a falar numa língua desconhecida, aparentemente de origem alienígena. A partir desse momento, o filme sugere uma mudança radical de escala: do quotidiano televisivo para algo muito maior, possivelmente global.

A personagem de Blunt junta-se depois a Josh O’Connor, numa espécie de jornada para revelar uma verdade que parece estar a ser escondida da humanidade. Pelo meio surgem imagens de Colin Firth e Colman Domingo, em papéis ainda envoltos em segredo, mas que aparentam ter peso institucional ou político na narrativa.

O tom do teaser remete para filmes como Arrival, de Denis Villeneuve, Signs, de M. Night Shyamalan, ou até Knowing, com Nicolas Cage. Ainda assim, tudo indica que Spielberg não está interessado em repetir fórmulas, mas sim em construir algo mais contemplativo e inquietante.

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“E se descobríssemos que não estamos sozinhos?”

A sinopse oficial aposta numa pergunta simples e poderosa:

“Se descobrisses que não estamos sozinhos, se alguém te mostrasse, te provasse isso, ficarias assustado?”

O texto termina com uma frase sugestiva:

“Este Verão, a verdade pertence a sete mil milhões de pessoas. Estamos a aproximar-nos do… Disclosure Day.”

Tudo aponta para um filme que não se centra apenas no contacto extraterrestre, mas sobretudo na reacção da humanidade a essa revelação. Uma abordagem muito alinhada com o Spielberg de Close Encounters of the Third Kindou War of the Worlds, onde o espanto e o medo são tão importantes quanto o fenómeno em si.

David Koepp volta a escrever para Spielberg

O argumento de Disclosure Day foi escrito por David Koepp, colaborador habitual de Spielberg, responsável por guiões como Jurassic ParkThe Lost WorldWar of the Worlds e Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull. A história original é do próprio Spielberg, que produz o filme através da Amblin Entertainment, ao lado de Kristie Macosko Krieger.

O elenco inclui ainda Eve Hewson, entre outros nomes que deverão ser revelados mais perto da estreia.

Um Spielberg diferente… ou um regresso às origens?

Depois do tom autobiográfico de The FabelmansDisclosure Day parece marcar um regresso à ficção científica, mas com a maturidade de um realizador que já não precisa de provar nada. Se o teaser é indicativo, o filme poderá ser menos sobre extraterrestres e mais sobre verdade, medo colectivo e responsabilidade.

Por agora, uma coisa é certa: Spielberg voltou a olhar para o céu — e quer que olhemos com ele.

Madonna Responde ao Filho Rocco Ritchie Após Comentário Irónico Sobre Fotografia no Estúdio

Artista revelou que “teve de pendurar” uma imagem da mãe, mas a pop star não achou graça nenhuma

Madonna não deixou passar em branco um comentário feito pelo filho Rocco Ritchie, depois de este ter sugerido, com alguma ironia, que foi “obrigado” a pendurar uma fotografia da mãe no seu estúdio de arte em Chelsea, Londres. A troca de palavras aconteceu nas redes sociais e rapidamente chamou a atenção, não só pelo tom bem-humorado do comentário inicial, mas também pela resposta imediata — e nada subtil — da cantora.

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Rocco, de 25 anos, abriu recentemente as portas do seu estúdio no oeste de Londres para uma reportagem em vídeo, coincidindo com a inauguração da sua nova exposição, Talk Is Cheap. Durante a visita guiada ao espaço criativo, o jovem artista mostrou uma parede onde convivem fotografias e obras de referência, incluindo imagens suas, do pai Guy Ritchie, e nomes maiores da arte contemporânea como Francis BaconLucien Freud e Jean-Michel Basquiat. Entre elas, destaca-se uma fotografia de Madonna vestida com fato clássico, gravata e galochas.

Ao apontar para a imagem, Rocco comentou com um sorriso: “Tive de pôr a minha mãe aqui. Caso contrário, ela não ficava muito contente.” A frase, dita num tom aparentemente descontraído, foi suficiente para provocar uma reacção imediata da própria Madonna, que respondeu publicamente: “Desculpa?! ‘Tiveste de pôr a mãe aqui ou ela não ficava feliz’??!! Retira isso já!”

O episódio aconteceu poucos dias depois da abertura oficial da exposição, que decorreu num armazém-estúdio em Soho e ficou marcada por um momento pouco comum: a primeira aparição pública conjunta de Madonna e Guy Ritchie desde o divórcio, em 2008. O antigo casal, que se casou em 2002 no castelo de Skibo, na Escócia, protagonizou na altura uma separação bastante mediática, acompanhada por trocas de acusações e comentários pouco simpáticos de parte a parte.

Apesar desse passado conturbado, a noite revelou um ambiente surpreendentemente cordial. Rocco partilhou uma fotografia com ambos os pais e fez questão de reconhecer o privilégio associado ao seu apelido, sublinhando, ainda assim, que quer que o seu trabalho fale por si. “É óbvio que algumas pessoas podem julgar-me. Não as culpo. Mas tenho orgulho em quem sou e ainda mais orgulho em ter os dois pais juntos na mesma sala a apoiar-me”, escreveu.

Rocco construiu grande parte da sua carreira artística sob o pseudónimo Rhed, precisamente para evitar associações directas ao peso mediático do nome Ritchie-Ciccone. Embora tenha abandonado o anonimato em algumas exposições recentes, essa identidade alternativa foi crucial para o seu reconhecimento inicial no meio artístico.

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O momento vivido na inauguração parece ter sido particularmente significativo para o artista, que foi visto em conversa animada com ambos os pais ao longo da noite. Para Madonna, mãe de seis filhos, incluindo LourdesDavidMercy e as gémeas Stella e Estere, o episódio acaba por revelar que, mesmo em contextos criativos e familiares aparentemente descontraídos, o sentido de humor pode nem sempre ser partilhado.

Johnny Depp Prepara Novo Regresso a Hollywood com a Adaptação de um Clássico Literário

Actor vai produzir a primeira versão em inglês de O Mestre e Margarida, obra-prima de Mikhail Bulgakov

Johnny Depp continua a dar passos firmes num regresso a Hollywood que permanece tão observado quanto controverso. Depois de anos marcados por batalhas judiciais altamente mediáticas e por um afastamento quase total dos grandes estúdios, o actor prepara agora um novo projecto ambicioso: a primeira adaptação cinematográfica em língua inglesa de O Mestre e Margarida, o romance mais célebre do escritor russo Mikhail Bulgakov.

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De acordo com informações avançadas pelo The Hollywood Reporter, o projecto foi oficialmente apresentado durante a edição de 2025 do Red Sea International Film Festival, na Arábia Saudita, evento onde Depp marcou presença de forma inesperada para promover o filme. A adaptação será produzida através da IN.2 Film, produtora fundada pelo próprio actor, em parceria com Stephen DeutersStephen MalitSvetlana Dal e Grace Loh.

Importa sublinhar um ponto essencial: Johnny Depp não está, para já, ligado ao filme como actor. Apesar de alguns rumores em sentido contrário, não há qualquer confirmação de que venha a integrar o elenco. Até ao momento, não foi anunciado realizador nem elenco, estando o projecto ainda numa fase inicial de desenvolvimento.

Um romance lendário, finalmente em inglês

Publicado postumamente mais de vinte anos após a morte de Bulgakov, O Mestre e Margarida é amplamente considerado uma das grandes obras da literatura do século XX. Escrito entre 1928 e 1940, em plena União Soviética, o romance mistura sátira política, fantasia, crítica social e metafísica, numa narrativa ousada que desafiou durante décadas os limites impostos pela censura.

A história centra-se no reaparecimento do Diabo em Moscovo, acompanhado por um séquito de personagens excêntricas — incluindo o famoso gato falante Behemoth — que espalham o caos entre cidadãos corruptos e hipócritas. Paralelamente, o romance acompanha a trágica história de amor entre o Mestre, um escritor perseguido, e Margarida, numa reflexão profunda sobre arte, poder, liberdade e redenção.

Ao longo dos anos, O Mestre e Margarida conheceu inúmeras adaptações para teatro, ópera, televisão e cinema — sobretudo no espaço russo e europeu — mas nunca teve uma versão cinematográfica de grande escala em língua inglesa, algo que torna este projecto particularmente significativo e arriscado.

Segundo foi anunciado, a produção deverá arrancar no final de 2026, embora ainda faltem muitos detalhes essenciais para compreender que abordagem estética e narrativa será adoptada.

Depp regressa aos grandes estúdios

Este novo projecto surge num momento em que Johnny Depp parece decidido a reaproximar-se do cinema de grande orçamento. Nos últimos anos, o actor protagonizou Jeanne du Barry e realizou Modi: Three Days of the Wings of Madness, mas tem agora vários projectos alinhados com estúdios de peso.

Entre eles estão o thriller Day Drinker, da Lionsgate, onde contracena com Penélope Cruz, a comédia bíblica The Carnival at the End of Days, de Terry Gilliam, e uma nova adaptação de A Christmas Carol, de Charles Dickens, realizada por Ti West, onde Depp interpretará Ebenezer Scrooge.

Este último papel é apontado como um dos mais relevantes da sua carreira na última década, mas poderá não ser o ponto final do seu regresso. Continua a circular em Hollywood o rumor de um eventual retorno à saga Pirates of the Caribbean. O produtor Jerry Bruckheimer já confirmou a existência de um argumento para um sexto filme e admitiu que o objectivo passa por recuperar personagens conhecidas, reacendendo a especulação em torno de Jack Sparrow.

Um projecto ambicioso e simbólico

A escolha de O Mestre e Margarida como projecto de produção não é inocente. Trata-se de uma obra sobre artistas perseguidos, poder arbitrário e resistência criativa — temas que ecoam claramente na trajectória recente de Johnny Depp. Ainda assim, o sucesso desta adaptação dependerá menos do simbolismo e mais da capacidade de traduzir para o cinema anglófono uma obra complexa, densa e profundamente enraizada no seu contexto histórico.

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Para já, o projecto existe sobretudo como promessa. Mas é uma promessa que, pela sua dimensão literária e pelo nome envolvido, já começou a gerar expectativa.

Timothée Chalamet, Pingue-Pongue e Susan Boyle: o Actor que Não Tem Medo de Sonhar em Grande

Aos 29 anos, o protagonista de Marty Supreme fala de obsessão, ambição e da defesa do cinema em sala

Timothée Chalamet é hoje uma das figuras mais reconhecíveis e discutidas da sua geração em Hollywood, mas continua a falar do seu percurso com uma franqueza pouco habitual para uma estrela do seu calibre. A propósito de Marty Supreme, o seu novo filme, o actor revelou até que ponto está disposto a ir para tornar um papel credível — mesmo que isso implique sete anos a treinar pingue-pongue.

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O projecto chegou-lhe às mãos em 2018 e, desde então, Chalamet aproveitou praticamente todo o tempo livre para treinar. A dedicação foi tal que chegou a levar uma mesa de ténis de mesa para o deserto durante as filmagens de Dune e jogava entre cenas em Wonka. Curiosamente, este período de preparação superou os cinco anos que passou a aprender guitarra para A Complete Unknown, papel que lhe valeu uma nomeação ao Óscar. Para o actor, a lógica é simples: se um espectador domina o tema retratado no filme, seja música ou desporto, tem de acreditar no que vê no ecrã.

Em Marty Supreme, Chalamet interpreta uma versão semi-ficcional de Marty Reisman, lendário jogador de pingue-pongue do pós-guerra. No filme, rebatizado como Marty Mauser, a personagem é talentosa, carismática e profundamente falível, envolvendo-se em esquemas duvidosos e decisões morais questionáveis. Ainda assim, o actor vê nela um reflexo claro da juventude: “Quando estás nos teus vinte e poucos anos, és um idiota. Este filme é muito sobre isso.”

O fim dos vinte… e a ambição sem rodeios

Chalamet completa 30 anos a 27 de Dezembro, precisamente no dia seguinte à estreia de Marty Supreme nos cinemas. Olhando para trás, não esconde o privilégio de uma década extraordinária, marcada por duas nomeações ao Óscar e um estatuto raro para alguém tão jovem. Essa confiança ficou bem patente no seu discurso ao receber o SAG Award de Melhor Actor, onde afirmou estar “em busca da grandeza”, citando nomes como Daniel Day-Lewis, Marlon Brando, Viola Davis ou até ícones do desporto como Michael Jordan.

Apesar disso, admite também fragilidade e aprendizagem. À medida que se aproxima dos 30, fala da necessidade de crescer, de ganhar equilíbrio e de não ser demasiado duro consigo próprio — nem com os outros.

Defender o cinema… e surpreender com Susan Boyle

Num momento em que se discute intensamente o futuro das salas de cinema, Chalamet assume uma posição clara: acredita que os cinemas vão sobreviver e sente que é responsabilidade dos actores levar os filmes até ao público, e não o contrário. Marty Supreme, um filme original e pensado para o grande ecrã, surge para ele como um pequeno acto de resistência num mercado dominado por sequelas e streaming.

A promoção do filme tem sido tudo menos convencional: falsas reuniões de marketing “leakadas”, roupas combinadas em passadeiras vermelhas e a oferta de casacos do filme a figuras que considera “grandes”. Entre os nomes que admira no Reino Unido, destacou Lewis Hamilton e os Beckham — mas foi a última escolha que apanhou todos de surpresa: Susan Boyle.

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Sem ironia, Chalamet explicou a admiração pela cantora escocesa como símbolo de alguém que “sonhou maior do que todos nós”, recordando o impacto global da sua actuação em 2009. Um momento viral que, para ele, marcou uma geração — tal como espera que o seu próprio percurso continue a fazê-lo.

Em Portugal a estreia está agendada para 22 de Janeiro.

Warner Bros Rejeita Oferta de 108 Mil Milhões da Paramount e Mantém Acordo com a Netflix

Conselho de administração recusou proposta considerada “superior” e fechou a porta a uma das maiores operações da história dos media

Warner Bros. Discovery rejeitou oficialmente a proposta de aquisição apresentada pela Paramount Skydance, avaliada em 108,4 mil milhões de dólares (cerca de 80,75 mil milhões de euros), numa decisão que volta a baralhar o tabuleiro das grandes fusões no sector do entretenimento global. A informação foi confirmada através de um comunicado dirigido aos accionistas, no qual o conselho de administração da Warner Bros. afirma ter recomendado “por unanimidade” a rejeição da oferta.

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A decisão surge apesar de a Paramount ter defendido publicamente que a sua proposta era “superior” ao acordo já estabelecido entre a Warner Bros. Discovery e a Netflix, avaliado em cerca de 72 mil milhões de dólares, e que envolve os activos de cinema e streaming do estúdio norte-americano. Ainda assim, a administração da Warner considerou que o entendimento com a Netflix representa a opção mais vantajosa para o futuro da empresa.

Dúvidas sobre financiamento pesaram na decisão

De acordo com o Financial Times, um dos factores determinantes para a rejeição da proposta da Paramount esteve relacionado com preocupações sobre a estrutura de financiamento do negócio. A Warner Bros. terá manifestado reservas quanto à solidez financeira da operação e à capacidade dos proponentes para concretizar uma aquisição desta dimensão sem riscos significativos.

A situação tornou-se ainda mais frágil quando se soube que a Affinity Partners, um dos principais financiadores da tentativa de compra, abandonou as negociações. A empresa, fundada por Jared Kushner, genro do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá saído do processo alegando a presença de “dois concorrentes fortes” na corrida — uma referência implícita à Netflix e a outros potenciais interessados.

Nem a Warner Bros. Discovery nem a Paramount comentaram publicamente a decisão até ao momento, apesar dos pedidos de esclarecimento feitos pela BBC. A própria Affinity Partners também não respondeu oficialmente.

Um estúdio em plena reconfiguração

A Warner Bros. Discovery colocou-se formalmente à venda em Outubro, depois de ter recebido múltiplas manifestações de interesse por parte de potenciais compradores, entre os quais se incluía precisamente a Paramount Skydance. O movimento foi visto como mais um sinal da profunda transformação que atravessa a indústria dos media, pressionada pela quebra das receitas tradicionais, pela guerra do streaming e pela necessidade de escala global.

5 de Dezembro, a Warner anunciou então o acordo com a Netflix, um dos mais significativos da história recente do sector, transferindo para a gigante do streaming os seus negócios de cinema e plataformas digitais. A rejeição da proposta da Paramount confirma agora que essa estratégia está a ser encarada como definitiva — pelo menos para já.

Um sinal claro para Hollywood

Este episódio ilustra bem o momento de incerteza vivido por Hollywood, onde estúdios históricos procuram alianças com plataformas tecnológicas para garantir sobrevivência e relevância. A decisão da Warner Bros. Discovery deixa claro que, apesar de propostas mais elevadas no papel, a previsibilidade, a execução e a confiança estratégica pesam tanto ou mais do que os números.

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Para a Paramount, fica uma derrota pesada. Para a Netflix, uma vitória silenciosa. E para o sector, a confirmação de que a consolidação dos media está longe de terminar.

Pai Mãe Irmã Irmão: Jim Jarmusch Regressa ao Cinema Íntimo e Humano

Um tríptico delicado sobre relações familiares com estreia anunciada para Janeiro em Portugal

Jim Jarmusch está de volta ao grande ecrã com Pai Mãe Irmã Irmão, um filme que cruza drama e comédia através de um olhar sereno, observador e profundamente humano sobre as relações familiares. A longa-metragem tem estreia anunciada para 8 de Janeiro nas salas de cinema portuguesas, de acordo com a informação divulgada no press.

Conhecido pelo seu cinema de personagens, diálogos contidos e atenção ao não-dito, Jarmusch apresenta aqui uma obra estruturada como um tríptico narrativo, composta por três histórias independentes, ligadas por temas comuns e por uma abordagem emocionalmente contida, mas reveladora.

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Três histórias, três países, as mesmas distâncias emocionais

Pai Mãe Irmã Irmão acompanha filhos adultos e a forma como se relacionam entre si e com figuras parentais emocionalmente distantes. Cada uma das três histórias decorre no presente e em contextos geográficos distintos, sublinhando a universalidade dos conflitos familiares, independentemente do lugar.

O primeiro segmento, “Pai”, decorre no nordeste dos Estados Unidos. Segue uma dinâmica marcada por silêncios, expectativas não verbalizadas e a dificuldade em estabelecer pontes emocionais numa relação paterna desgastada pelo tempo.

Em “Mãe”, a acção desloca-se para Dublin, na Irlanda, onde a relação entre filhos e mãe é explorada a partir de reencontros, memórias partilhadas e tensões latentes, num registo onde a melancolia convive com um humor subtil.

Por fim, “Irmã Irmão”, passado em Paris, França, centra-se na ligação entre irmãos adultos, examinando afectos, rivalidades e cumplicidades moldadas por uma história familiar comum.

Um cinema de observação, sem julgamentos

Fiel ao seu estilo, Jim Jarmusch constrói o filme como uma sequência de estudos de personagem. Não há dramatizações excessivas nem conflitos explosivos. O interesse do realizador está nos pequenos gestos, nas pausas, nos olhares e na forma como as personagens lidam com emoções que raramente sabem nomear.

O tom é descrito como tranquilo, observador e sem preconceitos, assumindo-se como uma comédia subtil, mas atravessada por traços de melancolia. O riso surge de situações humanas reconhecíveis, muitas vezes desconfortáveis, onde o afecto e a distância coexistem.

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Jim Jarmusch e o regresso ao essencial

Com Pai Mãe Irmã Irmão, Jarmusch parece regressar a um território que lhe é particularmente caro: histórias simples na forma, mas complexas naquilo que revelam sobre a condição humana. A fragmentação narrativa do tríptico permite olhar para diferentes configurações familiares sem hierarquias ou conclusões fechadas, convidando o espectador a reconhecer algo de si próprio em cada uma delas.

Mais do que respostas, o filme propõe observação, empatia e tempo — três elementos cada vez mais raros no cinema contemporâneo.

Estreia em Portugal

De acordo com a informação disponibilizada, Pai Mãe Irmã Irmão tem estreia anunciada para 8 de Janeiro nas salas de cinema portuguesas. Até lá, o filme perfila-se como uma das propostas mais discretas, mas potencialmente mais marcantes, do início do ano para quem acompanha cinema de autor.

28 Years Later: The Bone Temple Promete Ser o Capítulo Mais Perturbador da Saga

Nia DaCosta assume a realização e descreve o filme como “estranho, demente e chocante”

Quando 28 Years Later chegou às salas de cinema no início do ano, ficou claro que Danny Boyle e Alex Garland não estavam interessados em repetir fórmulas. O regresso ao universo iniciado com 28 Days Later trouxe infectados ainda mais violentos, uma Grã-Bretanha em ruínas passadas quase três décadas sobre o surto e novas mutações do vírus da raiva. Mas trouxe também algo inesperado: um tom surpreendentemente contemplativo, quase espiritual, atravessado por uma energia indomável e, para muitos espectadores, profundamente desconcertante.

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E depois houve o final. Um desfecho que deixou o público dividido entre o choque e o espanto, com a entrada em cena dos Jimmies, um culto juvenil acrobático, violento e grotesco, cuja estética evocava — de forma deliberadamente inquietante — referências como Jimmy Savile. Um momento que confirmou que esta saga já não tem medo de ir a territórios desconfortáveis.

Ao que tudo indica, isso foi apenas o início.

Um “primo estranho e demente” no universo de 28

Filmado consecutivamente com 28 Years Later, o novo capítulo intitulado The Bone Temple foi novamente escrito por Alex Garland e produzido por Danny Boyle, mas passa o testemunho da realização para Nia DaCosta, cineasta responsável por Candyman. E, segundo quem já leu o guião, o tom será ainda mais sombrio, estranho e radical.

Em declarações à Empire, DaCosta não deixou margem para dúvidas:

“O meu filme é bastante… estranho. É surpreendente. Houve vários momentos em que, ao ler o guião, fiquei literalmente de boca aberta.”

Uma reacção partilhada por Jack O’Connell, que interpreta Sir Lord Jimmy Crystal, líder dos Jimmies. O actor descreve The Bone Temple como “o primo estranho e demente” do que vimos até agora — um filme de que se diz “orgulhoso”, precisamente por estar enraizado em questões de alma e em enormes “e se?”. “É mesmo chocante”, garante.

Cultos, crenças distorcidas e novos horrores

Em The Bone Temple, o perigo representado pelos Jimmies aumenta significativamente. O jovem protagonista Spike(Alfie Williams) acaba por ser integrado no culto, enquanto o aparentemente benevolente Dr. Kelson (Ralph Fiennes) desenvolve uma relação improvável com Samson, um Alpha infectado particularmente violento.

O filme irá aprofundar o sistema de crenças bizarro criado por Sir Lord Jimmy, uma ideologia moldada por memórias da cultura popular da sua infância — TeletubbiesPower Rangers, cricket e até Jimmy Savile, numa referência contextualizada pelo facto de, em 2002, a verdadeira natureza do apresentador ainda não ser publicamente conhecida.

Jack O’Connell sublinha que o objectivo não é provocar gratuitamente, mas confrontar o espectador com o choque entre a nossa percepção actual e a realidade distorcida das personagens: “Espero que convide as pessoas a pensar naquele tempo, naquele zeitgeist, naquele momento em que o mundo simplesmente colapsou.”

Horror que corrompe o que era inocente

Nia DaCosta faz questão de clarificar que o filme não pretende explorar Jimmy Savile enquanto figura histórica. O foco está na perversão simbólica: “Jimmy Crystal corrompe coisas que eram inocentes e boas e transforma-as em algo horrível.” Uma abordagem que reforça o desconforto e a violência psicológica que parecem estar no centro deste novo capítulo.

Tudo indica que 28 Years Later: The Bone Temple será mais do que uma simples sequela. Será uma descida ainda mais profunda num mundo devastado — não apenas pelo vírus, mas pela forma como a humanidade reconstrói sentido no caos.

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Preparem-se: o apocalipse da raiva ainda tem muito para mostrar.

Trump Avança com Processo de 10 Mil Milhões contra a BBC por Edição de Discurso de 6 de Janeiro

Presidente dos EUA acusa estação britânica de difamação e tentativa de influenciar eleições

Donald Trump apresentou esta semana um processo judicial contra a BBC, exigindo 10 mil milhões de dólares em indemnizações, acusando o serviço público britânico de difamação, práticas comerciais enganosas e manipulação política. Em causa está a edição de um discurso proferido pelo então presidente norte-americano a 6 de Janeiro de 2021, horas antes da invasão do Capitólio por apoiantes seus.

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O processo, com 33 páginas, foi entregue num tribunal da Florida e acusa a BBC de ter difundido uma “representação falsa, difamatória, enganadora, inflamatória e maliciosa” de Trump. Segundo a queixa, o documentário Trump: A Second Chance?, exibido dias antes das eleições presidenciais de 2024, terá fundido excertos de diferentes momentos do discurso, separados por quase uma hora, criando a ideia de que Trump incitou directamente à violência.

“Puseram palavras na minha boca”

De acordo com o processo, a BBC terá editado selectivamente três excertos de duas partes distintas do discurso, apresentando-os como uma única declaração contínua. Entre os trechos omitidos encontrava-se uma passagem em que Trump apelava explicitamente a uma manifestação “pacífica” — um detalhe que, segundo os seus advogados, altera substancialmente o sentido do discurso.

O próprio Trump comentou o caso numa intervenção espontânea na Sala Oval:

Puseram palavras terríveis na minha boca sobre o 6 de Janeiro que eu nunca disse. As palavras bonitas, sobre patriotismo e coisas boas, essas não passaram.”

Pedido de desculpas, mas sem admissão de difamação

A BBC já tinha pedido desculpa publicamente no mês passado, classificando a edição como um “erro de julgamento”. Essa admissão levou à demissão do director-geral da BBC e do responsável pela área de informação, um abalo raro numa instituição conhecida pela sua rigidez editorial.

Ainda assim, o grupo rejeitou formalmente qualquer acusação de difamação. Até ao momento, a BBC não respondeu oficialmente ao pedido de comentário da Associated Press sobre o processo agora apresentado.

Um caso juridicamente complexo

Especialistas em direito levantam várias dúvidas quanto à viabilidade do processo em tribunais norte-americanos. O documentário não foi transmitido na televisão dos EUA, e os prazos para intentar uma acção judicial no Reino Unido já expiraram há mais de um ano.

A defesa de Trump argumenta, no entanto, que o conteúdo está acessível nos Estados Unidos através da plataforma BritBox, que disponibiliza produções originais da BBC, incluindo a série Panorama, onde o documentário foi exibido.

A BBC sob escrutínio máximo

Com 103 anos de existência, a BBC é financiada por uma taxa anual obrigatória paga pelos agregados familiares britânicos e está legalmente vinculada a princípios de imparcialidade editorial. Ainda assim, tem sido alvo recorrente de críticas tanto da direita como da esquerda, precisamente pelo seu papel central no debate público.

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Este processo coloca novamente a estação no centro de uma polémica internacional — e reabre o debate sobre edição jornalística, contexto político e responsabilidade editorial numa era de polarização extrema.

Point Break Vai Regressar — AMC Desenvolve Série de Continuação do Clássico de 1991

Trinta e cinco anos depois, Johnny Utah e Bodhi voltam a fazer ondas… pelo menos em espírito

Hollywood tem uma relação curiosa com o passado: quando parece que já não há mais nada para reciclar, alguém decide voltar a pegar numa prancha antiga e tentar outra vez. É exactamente isso que está a acontecer com Point Break, o icónico filme de Kathryn Bigelow de 1991, que está agora a caminho de uma série de continuação em desenvolvimento na AMC.

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Segundo avança a Deadline, o canal está a trabalhar numa série que decorre em 2026, ou seja, 35 anos após os acontecimentos do filme original. O projecto ainda não recebeu luz verde oficial, mas já está em fase activa de desenvolvimento, com Dave Kalstein como produtor principal — um nome bem conhecido da televisão norte-americana, sobretudo pelo seu trabalho no universo NCIS e, mais recentemente, na série Butterfly.

Um clássico improvável que se tornou culto

Realizado por Kathryn Bigelow, Point Break acompanha Johnny Utah, um jovem agente do FBI interpretado por Keanu Reeves, que se infiltra num grupo de surfistas suspeitos de uma série de assaltos a bancos. O líder do grupo é Bodhi, vivido por Patrick Swayze, um carismático filósofo do risco que vê o surf, o crime e a liberdade como partes do mesmo impulso vital.

O filme tornou-se um clássico improvável, misturando cinema de acção, espiritualidade new age, adrenalina e uma relação de camaradagem masculina que rapidamente entrou para o imaginário popular. A química entre Reeves e Swayze foi decisiva para o estatuto de culto que o filme viria a alcançar.

Uma continuação cheia de incógnitas

A grande questão em torno desta série prende-se, inevitavelmente, com o elenco. Patrick Swayze morreu em 2009, o que torna improvável — para não dizer impossível — um regresso de Bodhi. Também não há qualquer indicação de que Keanu Reeves esteja envolvido no projecto, sendo pouco provável que a AMC conte com a sua participação.

Outros nomes do elenco original permanecem, no entanto, no radar. Lori Petty, que interpretou Tyler, teve recentemente uma presença regular em NCIS: Origins, enquanto John C. McGinley — o agente Ben Harp — está confirmado no revival de Scrubs. Já Gary Busey, figura incontornável do filme original, representa um território mais delicado, estando actualmente em liberdade condicional após acusações de assédio em 2022.

Tudo indica que a série apostará mais no legado temático e estético de Point Break do que numa continuação directa das personagens centrais, explorando uma nova geração de surfistas, agentes da lei e criminosos atraídos pelo mesmo “rush” que definia o original.

O peso de um reboot falhado

Esta não é a primeira tentativa de ressuscitar Point Break. Em 2015, Hollywood lançou um reboot em imagem real que tentou modernizar o conceito, substituindo o surf por desportos radicais globais. O resultado foi amplamente rejeitado por público e crítica, reforçando a ideia de que Point Break é um daqueles filmes cuja magia reside num equilíbrio muito específico de tempo, lugar e pessoas.

A aposta numa série — e não num novo filme — pode ser a forma encontrada para contornar esse problema, permitindo desenvolver personagens e mitologia com mais espaço e menos pressão de bilheteira.

Nostalgia, risco e o apelo do perigo

Ainda sem guião fechado, realizador anunciado ou data de estreia, esta série de Point Break vive, para já, no território da intenção. Mas a própria existência do projecto revela algo claro: a nostalgia continua a ser uma força motriz na televisão contemporânea, sobretudo quando associada a marcas com identidade forte.

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Resta saber se a AMC conseguirá captar o espírito rebelde, livre e perigosamente sedutor do original — ou se esta será apenas mais uma onda que se desfaz antes de chegar à praia

Disney Avança com Filme em Imagem Real Centrado em Gaston, o Vilão de A Bela e o Monstro

Argumento ficará a cargo de Dave Callaham e o projecto promete uma abordagem “swashbuckling” e original

A Disney continua determinada a explorar o seu catálogo de personagens clássicas em imagem real — e desta vez o foco recai sobre um dos vilões mais carismáticos (e detestáveis) do seu panteão. Gaston, antagonista de A Bela e o Monstro, vai ser o protagonista de um novo filme autónomo em imagem real, actualmente em desenvolvimento nos estúdios da Casa do Rato.

De acordo com informações avançadas pela Deadline, o argumento está a ser desenvolvido por Dave Callaham, conhecido pelo seu trabalho em Spider-Man: Across the Spider-Verse, enquanto a produção ficará a cargo de Michelle Rejwan, que já colaborou com a Disney em projectos como Star Wars: O Despertar da Força e a série Andor. Trata-se, desde já, de um sinal claro de que o estúdio quer dar ao projecto uma dimensão cinematográfica ambiciosa e não apenas um exercício derivativo.

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Um novo Gaston, uma nova abordagem

Importa esclarecer desde já um ponto essencial: este filme não tem qualquer ligação directa à série prequela de A Bela e o Monstro anunciada para o Disney+, protagonizada por Josh Gad e Luke Evans, que acabou por ser cancelada antes de entrar em produção. O novo projecto será totalmente independente, com um novo actor a interpretar Gaston e uma abordagem que se afasta deliberadamente do filme em imagem real de 2017.

Segundo a Deadline, o argumento — que teve versões anteriores assinadas por Kate Herron e Briony Redman(conhecidas pelo trabalho em Doctor Who) — está agora a ser reformulado como uma história “nova e original”, com um tom assumidamente aventureiro e espadachim, algo que terá agradado bastante aos executivos da Disney nesta fase inicial de desenvolvimento.

Não se espera, para já, que o filme seja um musical, nem que inclua personagens como LeFou. A ideia parece ser reinventar Gaston fora do contexto imediato de Belle e da aldeia que conhecemos, apostando numa narrativa mais expansiva e cinematográfica.


Vilões Disney: entre sucessos e tropeções

A aposta da Disney em filmes centrados nos seus vilões tem tido resultados irregulares. Maleficent e a sua sequela Mistress of Evil dividiram opiniões e nunca alcançaram o estatuto de clássico moderno, enquanto Cruella, realizado por Craig Gillespie, acabou por surpreender pela energia visual e pela reinvenção estilística da personagem.

É precisamente nesse equilíbrio delicado que o filme de Gaston se posiciona. O personagem é, desde há décadas, um dos vilões mais icónicos da Disney: narcisista, fisicamente imponente, convencido da sua superioridade e profundamente tóxico. Transformá-lo num protagonista exige cuidado — e uma clara consciência do que o torna fascinante sem o tornar simpático à força.

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Curiosidade em alta, cautela mantida

Com um argumentista sólido, uma produtora experiente e uma personagem que o público adora odiar, o projecto desperta curiosidade. Resta saber se a Disney conseguirá evitar os lugares-comuns e justificar verdadeiramente a existência deste spin-off.

Por agora, o filme de Gaston está ainda numa fase embrionária, sem realizador ou data de estreia anunciados. Mas, conhecendo a estratégia recente do estúdio, dificilmente ficará esquecido na gaveta.

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“A minha parte do cachet de produtor dei-a ao meu pai”: meio século depois, o espírito de rebeldia continua intacto

Há filmes que envelhecem. Outros transformam-se em documentos do seu tempo. E depois há casos raros como Voando Sobre um Ninho de Cucos (One Flew Over the Cuckoo’s Nest), que não pertencem a época nenhuma — pertencem a todas. Cinquenta anos depois da estreia, o clássico realizado por Miloš Forman continua a ecoar com uma força quase desconfortável, num mundo cada vez mais marcado por autoritarismos, instituições opressivas e a eterna luta entre o indivíduo e o sistema.

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Para Michael Douglas, hoje com 81 anos, o filme não é apenas um marco da história do cinema. É também o momento em que deixou de ser “o filho de Kirk Douglas” para se afirmar como produtor — numa estreia que poucos ousariam repetir com tamanha ambição… e risco.

Um filme nascido da rebeldia (e da persistência)

Quando Michael Douglas decidiu avançar com Voando Sobre um Ninho de Cucos, tinha apenas 31 anos e uma carreira ainda fortemente moldada pelo clima político da Guerra do Vietname. O projecto parecia-lhe natural: uma história de resistência, de confronto com o poder instituído, de liberdade individual esmagada por mecanismos burocráticos.

Os direitos do romance de Ken Kesey, publicado em 1962, tinham sido adquiridos anos antes por Kirk Douglas, que chegou a interpretar Randle McMurphy numa adaptação teatral em 1963. Durante muito tempo, Kirk tentou levar a história ao cinema — sem sucesso. Cansado, decidiu vender os direitos. Foi aí que Michael pediu para assumir o projecto.

“Eu nunca tinha pensado em ser produtor”, recorda. “Mas pedi para tentar. E o meu pai foi generoso o suficiente para deixar.” O gesto teve consequências inesperadas: Michael entregou a sua parte do cachet de produtor ao pai, que acabou por ganhar mais dinheiro com o filme do que com qualquer outro da sua carreira. Ainda assim, Kirk Douglas nunca escondeu a desilusão por não ter interpretado McMurphy no cinema — um papel que acabaria por se tornar indissociável de Jack Nicholson.

Miloš Forman, Jack Nicholson e um casting irrepetível

Depois de um primeiro guião falhado escrito pelo próprio Kesey, o projecto começou finalmente a ganhar forma com o argumentista Lawrence Hauben e, sobretudo, com a escolha de Miloš Forman, cineasta checo então exilado nos Estados Unidos. Ao contrário de outros realizadores, Forman discutiu o guião página a página com Douglas — uma franqueza que o convenceu de imediato.

A espera de seis meses por Jack Nicholson revelou-se providencial, permitindo um casting mais alargado e certeiro. Danny DeVito foi o primeiro a entrar, mas a escolha de Will Sampson como o Chefe Bromden tornou-se lendária: um encontro quase acidental que parecia saído de um mito de Hollywood. Quando Nicholson o viu pela primeira vez, percebeu-se que tinham encontrado algo irrepetível.

O mesmo aconteceu com Louise Fletcher no papel da enfermeira Ratched. Numa época em que vilãs femininas eram mal vistas em Hollywood, várias actrizes recusaram o papel. Fletcher aceitou — e criou uma das personagens mais perturbadoras da história do cinema.

Um hospital real, pacientes reais, verdade real

O filme foi rodado num hospital psiquiátrico em funcionamento, no Oregon, durante o Inverno. Muitos pacientes foram integrados na produção, incluindo membros da equipa técnica. Os actores participaram em sessões reais de terapia de grupo, assistiram a tratamentos de electrochoque e viveram durante semanas naquele ambiente.

O objectivo de Forman era claro: naturalismo absoluto. Nada de exageros, nada de “loucos caricaturais”. Brad Dourif, que interpretou Billy Bibbit, recorda a insistência do realizador: “Natural, natural”. Para Forman, o verdadeiro terror estava na normalidade — na ideia de que aquelas pessoas não estavam assim tão longe do mundo exterior.

Um triunfo improvável que fez história

Recusado por todos os grandes estúdios, Voando Sobre um Ninho de Cucos tornou-se um fenómeno. Em 1976, venceu os chamados “Big Five” dos Óscares: Melhor Filme, Realização, Actor, Actriz e Argumento — um feito raríssimo. Até Steven Spielberg, cujo Tubarão concorria no mesmo ano, admitiu que teria votado em Cuckoo’s Nest para Melhor Filme.

Mais do que prémios, o filme deixou um legado: um final inesquecível, uma metáfora poderosa sobre liberdade e um grito contra o esmagamento da individualidade pelas instituições.

Cinco décadas depois, Michael Douglas resume melhor do que ninguém:

“Foi um daqueles filmes em que tudo funcionou. Aprendi mais com este projecto do que com qualquer outro. E continuo orgulhoso por falar dele 50 anos depois.”

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Poucos filmes podem dizer o mesmo.

Hokum: Adam Scott Mergulha no Terror Sobrenatural no Teaser Mais Perturbador do Dia

O realizador de Oddity e Caveat regressa com o seu filme mais ambicioso — e promete arrepiar até os mais resistentes

Há teasers que informam. Outros que despertam curiosidade. E depois há aqueles que, em escassos segundos, instalam desconforto, inquietação e uma sensação de ameaça difícil de explicar. O primeiro teaser de Hokum, novo filme de terror protagonizado por Adam Scott, pertence claramente a este último grupo. São apenas 40 segundos — mas chegam perfeitamente para deixar marca.

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Conhecido do grande público sobretudo por Severance, Adam Scott aventura-se agora num território bem mais sombrio, ao protagonizar o novo filme do realizador irlandês Damien McCarthy, autor de Caveat (2020) e do perturbador Oddity(2024). Para quem acompanha o terror contemporâneo com atenção, o nome de McCarthy já é sinónimo de atmosfera sufocante, tensão psicológica e sustos que não dependem de artifícios fáceis.

Um salto de escala… sem perder a identidade

Hokum é, até agora, o projecto mais visível de Damien McCarthy, muito graças ao envolvimento de Adam Scott, mas também à equipa que o rodeia. O filme é produzido pelos mesmos responsáveis por Late Night With the Devil, um dos títulos de terror mais falados de 2024, e conta com distribuição da Neon, estúdio que tem vindo a afirmar-se como uma das casas mais consistentes do género, com filmes como Longlegs e Presence.

O teaser faz questão de sublinhar essas ligações — não como mero marketing, mas como uma espécie de aviso ao espectador: este não será um terror convencional.

Uma história de luto, isolamento… e uma bruxa

Os detalhes narrativos continuam envoltos em mistério, mas a sinopse oficial ajuda a compor o cenário. Adam Scott interpreta Ohm Bauman, um romancista recluso que se refugia numa estalagem remota na Irlanda para espalhar as cinzas dos pais. É nesse local que começa a ouvir histórias sobre uma antiga bruxa que assombra a suite de lua-de-mel do edifício.

A partir daí, o filme mergulha num território familiar para McCarthy: visões perturbadoras, um desaparecimento inexplicável e um confronto progressivo com traumas do passado. Tudo indica que Hokum irá explorar o terror não apenas como ameaça externa, mas como reflexo de culpas, memórias reprimidas e luto mal resolvido.

Irlanda, folk horror e desconforto prolongado

Tal como Caveat e OddityHokum decorre na Irlanda, um cenário que McCarthy utiliza de forma exemplar, transformando paisagens rurais e interiores aparentemente banais em espaços de inquietação permanente. O teaser sugere uma forte presença de folk horror, aliada a elementos sobrenaturais e a uma atmosfera opressiva que se constrói lentamente — antes de explodir quando menos se espera.

Não se trata de terror ruidoso ou excessivamente gráfico, mas daquele que se infiltra, permanece e cresce.

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Estreia marcada — e expectativas em alta

Hokum chega às salas de cinema a 1 de Maio, e tudo indica que será um dos títulos de terror mais comentados do ano, especialmente entre os fãs de cinema de género mais autoral. Para Adam Scott, representa também uma viragem interessante na carreira, afastando-se do registo dramático e irónico para algo muito mais sombrio.

Se o teaser é indicativo do que aí vem, convém preparar os nervos.

Trump goza com a morte de Rob Reiner e provoca indignação nos EUA

Presidente norte-americano reage ao assassinato do realizador com ataque político nas redes sociais

A morte violenta de Rob Reiner, um dos realizadores mais respeitados do cinema norte-americano das últimas décadas, ganhou uma inesperada e polémica dimensão política após Donald Trump ter reagido publicamente ao caso com comentários de escárnio. Segundo a Reuters, o Presidente dos Estados Unidos sugeriu, sem qualquer prova, que o cineasta teria sido vítima daquilo a que chamou uma “doença mental incapacitante” relacionada com a sua oposição política à actual administração.

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Rob Reiner, de 78 anos, e a sua esposa, Michele Singer Reiner, foram encontrados mortos no domingo na sua residência em Los Angeles. As autoridades classificaram o caso como homicídio, estando a investigação a cargo do Departamento de Polícia de Los Angeles. Ainda de acordo com a Reuters, o filho do casal, Nick Reiner, de 32 anos, foi detido e acusado em ligação com as mortes, tendo a fiança sido fixada em cerca de quatro milhões de dólares.

A publicação que incendiou as redes sociais

Horas após a confirmação das mortes, Donald Trump recorreu à sua rede social para comentar o caso, descrevendo Reiner como um antigo “talento” que teria enlouquecido devido à sua obsessão com o Presidente. Trump afirmou que o realizador sofria de algo a que chamou “Trump Derangement Syndrome”, insinuando que essa alegada condição teria contribuído para o desfecho trágico.

A publicação foi amplamente criticada nos Estados Unidos, tanto por figuras políticas como por representantes da indústria do entretenimento, sendo vista como um exemplo extremo da degradação do discurso público em torno de uma tragédia pessoal. A Reuters sublinha que Trump não apresentou qualquer evidência para as suas afirmações, limitando-se a atacar um opositor político já falecido.

Um cineasta central da história de Hollywood

Rob Reiner começou a sua carreira como actor, tornando-se conhecido como “Meathead” na série Uma Família às Direitas, antes de se afirmar como realizador de alguns dos filmes mais emblemáticos dos anos 80 e 90. Entre os seus trabalhos contam-se This Is Spinal TapConta ComigoA Princesa PrometidaQuando Harry Conheceu SallyMisery – O Capítulo Final e Uma Questão de Honra.

Para além do cinema, Reiner era também um activista político assumido, crítico feroz de Donald Trump e presença regular no debate público norte-americano. Essa postura tornou-o uma figura polarizadora, mas também uma voz influente dentro de Hollywood.

Investigação em curso

As autoridades continuam a investigar as circunstâncias exactas das mortes do casal, não tendo sido ainda divulgados detalhes sobre o motivo do crime. A autópsia e os resultados forenses deverão esclarecer os acontecimentos nos próximos dias.

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Enquanto isso, a reacção de Trump continua a dominar o debate mediático nos Estados Unidos, levantando questões sobre os limites do discurso político, mesmo perante uma tragédia que abalou profundamente o mundo do cinema.

Caso Rob Reiner: Filho Nick passa a principal suspeito e investigação ganha contornos mais claros


Novos dados reforçam cenário de crime familiar em Los Angeles

A investigação à morte do realizador e actor Rob Reiner e da sua mulher, a fotógrafa Michele Singer Reiner, conheceu novos desenvolvimentos nas últimas horas. Depois de uma primeira notícia marcada pela surpresa e pela escassez de informação oficial, surgem agora dados mais consistentes que apontam para um cenário de crime familiar, com o filho do casal, Nick Reiner, a ser tratado pelas autoridades como principal suspeito.

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Segundo avança a revista People, citando vários familiares próximos, Nick Reiner, de 32 anos, encontra-se a ser interrogado pela polícia de Los Angeles no âmbito do homicídio do casal. Embora as autoridades ainda não tenham confirmado formalmente a autoria do crime, fontes policiais citadas pelo The Washington Post indicam que Nick é, nesta fase, o principal suspeito, estando previstas diligências adicionais, incluindo a audição de outros membros da família.

Polícia confirma violência e mantém investigação em curso

Recorde-se que Rob Reiner, de 78 anos, e Michele Singer Reiner, de 68, foram encontrados mortos no domingo, na sua residência em Los Angeles. A polícia foi chamada ao local por volta das 15h30, hora local, encontrando ambos já sem vida. Desde o primeiro momento ficou claro que não se tratava de mortes naturais, tendo sido avançada a hipótese de um esfaqueamento, embora os detalhes concretos do método do crime continuem sob reserva.

As autoridades mantêm uma postura cautelosa, sublinhando que a investigação ainda decorre e que não foi formalizada qualquer acusação. Ainda assim, a evolução da informação nas últimas horas aponta claramente para um caso de violência doméstica extrema, afastando outras hipóteses inicialmente consideradas.

Um historial marcado pela toxicodependência

Um dos elementos agora trazidos a público diz respeito ao percurso pessoal de Nick Reiner. De acordo com familiares citados pela People, o filho do casal enfrentava problemas graves de toxicodependência desde a adolescência. Ao longo dos anos, terá passado por várias clínicas de reabilitação e vivido longos períodos em situação de sem-abrigo, num trajecto marcado por recaídas, instabilidade emocional e afastamento progressivo da família.

Este historial, embora não constitua prova de culpa, está a ser considerado no contexto da investigação, ajudando a compreender a complexidade de uma tragédia que ultrapassa largamente a esfera pública e mediática.

Uma família ligada ao cinema — dentro e fora do ecrã

Rob Reiner e Michele Singer conheceram-se durante a produção de Harry e Sally – Feitos Um Para o Outro, um dos filmes mais emblemáticos da carreira do realizador. Casaram-se em 1989 e tiveram três filhos: Jake, Nick e Romy. Antes disso, Reiner tinha sido casado com Penny Marshall, actriz e realizadora, entre 1971 e 1981, numa das uniões mais conhecidas de Hollywood nos anos 70.

A dimensão pessoal desta tragédia contrasta de forma dolorosa com a imagem pública de Reiner, frequentemente associada a histórias sobre amor, amizade e empatia — temas centrais em muitos dos seus filmes mais célebres.

Um legado artístico agora sombreado pela tragédia

Filho de Carl Reiner, uma lenda da comédia americana, Rob Reiner foi um dos realizadores mais influentes e versáteis de Hollywood nas décadas de 1980 e 1990. Assinou obras incontornáveis como This Is Spinal TapThe Princess BrideWhen Harry Met Sally e A Few Good Men, deixando uma marca profunda tanto na comédia como no drama.

A notícia da sua morte já tinha causado consternação no meio cinematográfico, mas os novos contornos do caso acrescentam uma dimensão ainda mais perturbadora, levantando questões difíceis sobre saúde mental, dependência e fragilidade familiar — realidades que Hollywood raramente consegue esconder quando irrompem de forma tão violenta.

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A investigação prossegue, e novas informações deverão surgir nos próximos dias.

George Clooney fecha a porta ao romance no cinema: “Já não faz sentido competir com homens de 25 anos”

Uma decisão ponderada — e partilhada em casa

George Clooney, durante décadas um dos rostos mais associados ao romance hollywoodiano, decidiu virar a página no que diz respeito a beijos apaixonados no grande ecrã. Aos 63 anos, o actor revelou que já não tem interesse em protagonizar filmes românticos, uma escolha que nasceu de uma conversa franca com a mulher, Amal Clooney, quando celebrou os 60.

Numa entrevista recente ao Daily Mail, Clooney explicou que se inspirou numa decisão semelhante tomada por Paul Newman, outro ícone do cinema clássico. “Tenho tentado seguir o caminho que o Paul Newman fez. ‘Ok, já não vou beijar raparigas em filmes’”, afirmou o actor, com a habitual franqueza que o caracteriza.

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Segundo Clooney, a conversa com Amal foi marcada por realismo e sentido de perspectiva. Apesar de se sentir fisicamente bem — continua a jogar basquetebol com homens muito mais novos e mantém-se em forma — o actor reconhece que o tempo é um dado incontornável. “Em 25 anos tenho 85. Não interessa quantas barras de granola comes, esse número é real”, comentou, entre o humor e a lucidez.

O adeus a um género que marcou uma carreira

A decisão tem um peso simbólico considerável. George Clooney construiu grande parte do seu estatuto de estrela como protagonista romântico, com filmes que ajudaram a definir o género nas últimas décadas. One Fine Day, ao lado de Michelle Pfeiffer, Out of Sight com Jennifer Lopez, Up in the Air com Vera Farmiga ou, mais recentemente, Ticket to Paradise, reencontrando Julia Roberts, são apenas alguns exemplos de uma filmografia onde o charme e a química foram elementos centrais.

No entanto, o actor já vinha a preparar o terreno para este afastamento. Em Março, numa entrevista ao 60 Minutes, foi claro ao afirmar que estava a dar um passo atrás nos filmes românticos para abrir espaço a uma nova geração de protagonistas. “Tenho 63 anos. Não estou a tentar competir com actores de 25. Isso não é o meu trabalho”, afirmou então. “Não faço mais filmes românticos.”

Autoconsciência e honestidade em Hollywood

Esta postura contrasta com a insistência de Hollywood em prolongar indefinidamente certos arquétipos, muitas vezes ignorando a idade dos actores e a credibilidade das histórias que contam. Clooney, pelo contrário, opta por uma abordagem autoconsciente e honesta, recusando papéis que possam soar forçados ou artificiais.

Curiosamente, esta relação com o romance cinematográfico nunca foi completamente isenta de atritos. Numa entrevista ao New York Times em 2022, Clooney recordou um episódio dos primeiros anos de carreira em que um realizador criticou a sua técnica de beijo em cena. “Disse-me: ‘Não assim’. E eu respondi: ‘Meu, esta é a minha jogada! É assim que faço na vida real!’”, contou, num momento que hoje soa quase como uma nota de rodapé irónica numa carreira marcada pelo estatuto de galã.

Um novo capítulo, sem nostalgia excessiva

Longe de soar a despedida amarga, a decisão de Clooney parece antes um gesto de maturidade artística. O actor continua activo, interessado em papéis que façam sentido para a sua idade e experiência, sem necessidade de competir com modelos mais jovens ou repetir fórmulas do passado.

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Num meio frequentemente obcecado com juventude eterna, George Clooney mostra que envelhecer em Hollywood também pode ser um acto de elegância — mesmo que isso signifique dizer adeus aos beijos no grande ecrã.

Paul Dano: o actor “fraco”? Uma viagem pelos seus melhores filmes.

Porque continua Paul Dano a ser subestimado?

Poucos actores da sua geração provocam reacções tão contraditórias como Paul Dano. Para alguns, é um intérprete de uma intensidade rara, capaz de transformar fragilidade em força dramática. Para outros — Quentin Tarantino incluído — é “weak sauce”, uma presença alegadamente insuficiente para enfrentar pesos pesados do cinema. O problema dessa leitura é simples: ignora quase toda a sua filmografia.

A carreira de Dano é construída a partir de personagens desconfortáveis, vulneráveis, obsessivas ou moralmente ambíguas. Não é um actor de músculos nem de bravatas. É um actor de nervo, de silêncio e de tensão interna. E isso fica particularmente claro quando se olha para os seus melhores papéis em conjunto.

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Aproveitei um ranking do The Guardian com uma pequena alteração no topo — porque There Will Be Blood merece, na minha modesta opinião, o primeiro lugar — eis um olhar aprofundado sobre os filmes que demonstram porque Paul Dano é tudo menos “fraco”, e apesar de ser um grande fã de Tarantino e dos seus filmes, são muitas as opiniões que discordo, sendo que esta discordo em absoluto.

10. The King (2005) — Um ensaio geral para o abismo

Neste thriller desconfortável de James Marsh, Dano interpreta um jovem religioso apanhado no colapso moral da sua família. O filme pode ser irregular e desagradável, mas já aqui se percebe algo que se tornaria marca do actor: a capacidade de dar vida interior a personagens que, no papel, poderiam ser apenas símbolos. Mesmo num filme menor, Dano nunca é decorativo.

9. Swiss Army Man (2016) — Ternura no meio do absurdo

À superfície, parece uma piada prolongada: um náufrago solitário e um cadáver falante usado como ferramenta multiusos. Mas Dano transforma o grotesco em algo inesperadamente humano. Entre gases, solidão e desespero existencial, nasce uma relação comovente. Poucos actores conseguiriam equilibrar este tom sem cair no ridículo.

8. The Fabelmans (2022) — A melancolia silenciosa

No filme mais pessoal de Steven Spielberg, Dano interpreta Burt Fabelman, uma figura paterna contida, emocionalmente deslocada, esmagada pela ambição alheia. É uma prestação feita de olhares engolidos e frases a meio caminho. Num registo oposto ao de The Batman, prova a sua notável versatilidade.

7. Little Miss Sunshine (2006) — Um grito que ficou para a história

Como o adolescente niilista que comunica apenas por escritos, Dano oferece uma das personagens mais memoráveis do cinema independente dos anos 2000. Quando o silêncio finalmente se quebra, o resultado é devastador e hilariante. É um momento de dor pura que poderia facilmente soar artificial — mas não nas mãos dele.

6. For Ellen (2012) — Destruição íntima

Aqui, Dano assume o centro absoluto do filme como um músico falhado que tenta desesperadamente reconectar-se com a filha. É um papel cru, físico e emocional, onde cada gesto parece estudado até ao osso. Um retrato sem romantização de um homem incapaz de crescer.

5. The Batman (2022) — O terror da normalidade

O seu Riddler é talvez a versão mais inquietante da personagem no cinema. Não é extravagante, é patético — e precisamente por isso aterrador. Quando finalmente vemos o rosto por trás da máscara, a tensão dispara. Dano compreende algo essencial: o verdadeiro medo nasce da banalidade.

4. L.I.E. (2001) — Vulnerabilidade em estado bruto

Num dos papéis mais perturbadores da sua juventude, Dano interpreta um adolescente emocionalmente negligenciado que se envolve com um adulto predador. O filme é difícil, mas a prestação é de uma honestidade desarmante. Ainda hoje impressiona pela coragem e ausência de protecção emocional.

3. Ruby Sparks (2012) — Amor, poder e controlo

Vendida como comédia romântica, esta é uma fábula profundamente inquietante sobre criação e dominação. Dano interpreta um escritor que literalmente controla a mulher que ama. O actor equilibra charme, egoísmo e crueldade com precisão cirúrgica, tornando o desconforto inevitável.

2. Love & Mercy (2014) — Genialidade fragmentada

Paul Dano encarna Brian Wilson nos anos de maior criatividade e maior colapso psicológico. A sua interpretação capta a exaltação artística, o medo, a fragilidade e a dor com uma subtileza notável. É um trabalho extraordinário, sem dúvida — mas há um papel que vai ainda mais longe.

1. There Will Be Blood (2007) — O poder da irritação

Promovido à última hora para o papel de Eli Sunday, Dano cria uma das figuras mais memoráveis do cinema americano do século XXI. Frente ao titânico Daniel Plainview de Daniel Day-Lewis, não tenta competir em força — infiltra-se. Eli não é um rival clássico; é um incómodo persistente, um espinho espiritual que Plainview nunca consegue arrancar.

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É precisamente isso que torna a dinâmica tão fascinante. Dano percebe que a sua personagem não precisa de dominar a cena para a corroer. A acusação de Tarantino falha porque confunde poder com volume. Aqui, Dano prova que a verdadeira ameaça pode ser pequena, irritante e absolutamente impossível de ignorar.

‘Street Fighter’ Ataca em Força: Trailer Revela Elenco de Luxo e Promete Combates Brutais no Cinema

Um clássico dos videojogos regressa em versão live-action

O universo de Street Fighter está oficialmente de volta ao grande ecrã — e desta vez com ambições claras de redenção. Foi revelado o primeiro teaser trailer do novo filme em imagem real durante os Game Awards 2025, trazendo consigo versões em carne e osso de personagens icónicas como Chun-Li, Ryu, Ken e muitos outros lutadores que marcaram gerações de jogadores.

O teaser foi apresentado com pompa e circunstância, com parte do elenco a subir ao palco para introduzir as primeiras imagens do filme, que promete uma abordagem mais fiel ao espírito original da saga criada pela Capcom. Depois de várias adaptações cinematográficas pouco consensuais ao longo das décadas, este novo Street Fighter parece determinado a levar a sério tanto a mitologia como os fãs.

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Um regresso a 1993 e ao coração do torneio

A história do filme decorre em 1993 e centra-se em Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo), dois lutadores afastados que são forçados a reunir-se quando a misteriosa Chun-Li (Callina Liang) os recruta para um novo World Warrior Tournament. O torneio promete ser um confronto físico e emocional extremo, onde cada combate carrega o peso do passado.

Por detrás da sucessão de lutas e rivalidades, esconde-se uma conspiração mortal que obriga os protagonistas a enfrentar não só inimigos externos, mas também os seus próprios demónios. A ameaça é clara: se falharem, é literalmente “game over”. O tom anunciado mistura artes marciais, drama pessoal e um sentido de fatalismo muito próximo do ADN da série original.

Um elenco improvável… mas curioso

Um dos aspectos mais comentados do projecto é, sem dúvida, o elenco. Para além do trio principal, o filme reúne um conjunto surpreendente de nomes vindos do cinema, da música, do wrestling e das artes marciais. Cody Rhodes interpreta Guile, Orville Peck surge como Vega, 50 Cent dá corpo a Balrog e Jason Momoa assume o papel de Blanka — uma escolha inesperada, mas intrigante.

O elenco inclui ainda Vidyut Jammwal como Dhalsim, Oliver Richters como Zangief, Hirooki Goto como E. Honda, David Dastmalchian como M. Bison e Roman Reigns como Akuma. A lista continua com Andrew Schulz, Eric André, Mel Jarnson, Rayna Vallandingham e até o lutador de MMA Alexander Volkanovski, numa clara aposta num espectáculo físico intenso e variado.

Uma produção com selo oficial da Capcom

O filme é realizado por Kitao Sakurai, com argumento de Dalan Musson, e conta com a Legendary na produção, em parceria directa com a Capcom — um detalhe importante para quem espera maior fidelidade ao material de origem. A distribuição fica a cargo da Paramount Pictures.

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Street Fighter tem estreia marcada para 16 de Outubro de 2026 e, pelo que o teaser sugere, esta poderá ser finalmente a adaptação cinematográfica capaz de fazer justiça a uma das mais influentes sagas da história dos videojogos.

Cristiano Ronaldo a Caminho de Velocidade Furiosa? Vin Diesel Lança a Bomba para o Filme Final da Saga

Um encontro explosivo entre futebol e cinema

Será que Cristiano Ronaldo está prestes a acelerar rumo ao universo de Velocidade Furiosa? A pergunta ganhou força depois de Vin Diesel, protagonista e produtor da saga, ter publicado uma fotografia no Instagram ao lado do futebolista português, acompanhada de uma legenda que deixou pouco espaço para a imaginação. Segundo o actor, não só Ronaldo “faz parte da mitologia Fast”, como já existe um papel escrito especificamente para ele.

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A imagem mostra ambos com o polegar levantado, num gesto cúmplice que rapidamente incendiou as redes sociais. Diesel descreveu Ronaldo como “a real one”, uma expressão que, no contexto da saga, equivale quase a uma bênção oficial para entrar na família liderada por Dominic Toretto.

Confirmação oficial ainda em suspenso

Apesar do entusiasmo gerado, nem Vin Diesel nem Cristiano Ronaldo confirmaram oficialmente a participação do jogador no 11.º filme da saga. O Hollywood Reporter tentou obter esclarecimentos junto das equipas de ambos, mas não recebeu qualquer resposta até ao momento da publicação. Ainda assim, o simples facto de Diesel afirmar publicamente que foi escrito um papel para Ronaldo é, por si só, altamente revelador.

A saga Velocidade Furiosa nunca foi alheia a participações-surpresa e cameos improváveis, mas a eventual entrada de uma das maiores figuras do desporto mundial elevaria a fasquia mediática a um novo patamar. Ronaldo, recorde-se, já deu sinais de interesse pelo cinema e pelo entretenimento global, tornando esta hipótese menos descabida do que poderia parecer à primeira vista.

O filme final e o regresso às origens

Vin Diesel aproveitou também para revelar novos detalhes sobre o capítulo final da saga, que tem estreia marcada para Abril de 2027. A data foi acordada com a Universal Pictures mediante três condições impostas pelo actor, todas elas directamente ligadas aos desejos expressos pelos fãs ao longo dos anos.

A primeira passa pelo regresso da história a Los Angeles, o local onde tudo começou. A segunda envolve um reencontro com a cultura automóvel e as corridas de rua, afastando-se do tom quase super-heróico que marcou os capítulos mais recentes. E a terceira — talvez a mais emotiva — é a reunião em ecrã de Dominic Toretto e Brian O’Conner.

Paul Walker e um adeus que ainda ecoa

Paul Walker, que deu vida a Brian O’Conner, morreu a 30 de Novembro de 2013, durante as filmagens de Velocidade Furiosa 7. Na altura, várias cenas ficaram por concluir, obrigando a uma solução técnica complexa que envolveu CGI, artistas de efeitos visuais e os irmãos de Walker, Cody e Caleb, para completar cerca de 350 planos.

A cena final desse filme, em que Dom e Brian se despedem ao volante antes de seguirem caminhos diferentes, tornou-se um dos momentos mais marcantes da história recente do cinema popular. Segundo o supervisor de efeitos visuais Joe Letteri, tudo foi feito para que o público não pensasse no processo técnico, mas apenas na despedida emocional da personagem — e do actor.

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A promessa de Vin Diesel de reunir novamente Dom e Brian no último filme levanta questões técnicas e emocionais, mas também sublinha a importância simbólica desse regresso. Tal como a possível entrada de Cristiano Ronaldo, é mais uma prova de que Velocidade Furiosa quer fechar o ciclo em grande, misturando espectáculo, nostalgia e emoção.

A Casa de Sozinho em Casa Vai Voltar ao Passado — e ao Natal de 1990

O regresso de um dos cenários mais icónicos da história do cinema 🎄

Trinta e cinco anos depois da estreia de Sozinho em Casa (Home Alone), um dos filmes de Natal mais amados de sempre, a casa onde Kevin McCallister ficou… sozinho, prepara-se para regressar ao passado. Literalmente. A icónica moradia de Winnetka, no estado do Illinois, vai ser restaurada para espelhar o aspecto exacto que tinha em 1990, o ano em que o filme chegou às salas de cinema e se tornou um fenómeno cultural global.

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A informação foi avançada pela estação norte-americana ABC7 e rapidamente despertou a atenção dos fãs do filme, que há décadas tratam esta casa quase como um local de peregrinação natalícia. Afinal, não estamos a falar apenas de um cenário: esta é, provavelmente, a casa mais famosa da história do cinema de Natal.

Uma renovação moderna… para voltar atrás no tempo

A casa foi alvo de uma profunda renovação interior e vendida no início deste ano, passando por uma modernização que, embora impressionante do ponto de vista arquitectónico, a afastou da memória colectiva associada ao filme. No entanto, os actuais proprietários decidiram dar um passo inesperado — e profundamente cinéfilo — ao restaurar os interiores de forma a recriar o visual original visto em Sozinho em Casa.

O objectivo é claro: devolver à casa o espírito dos anos 90, com os espaços, cores e ambientes que ficaram eternizados no grande ecrã. Uma decisão que mostra até que ponto o impacto do filme continua vivo, não apenas no imaginário do público, mas também no valor simbólico dos seus locais.

“Vivemos ali enquanto o filme era rodado”

John Abendshien, antigo proprietário da casa, recorda com carinho o período das filmagens. Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, a família não saiu da residência durante a produção. Ficaram, observaram e viveram de perto o processo que transformaria a sua casa num ícone do cinema.

Essas memórias levaram-no a escrever um livro de memórias intitulado Home but Alone No More, onde relata a experiência única de ver a sua casa tornar-se parte da história do cinema popular. Um testemunho raro e curioso sobre os bastidores de um filme que continua a ser exibido, religiosamente, todos os Natais.

Um clássico que nunca saiu de casa

Realizado por Chris Columbus e protagonizado por Macaulay Culkin, Sozinho em Casa estreou em 1990 e tornou-se rapidamente num dos maiores sucessos comerciais da história do cinema. Mais do que isso, consolidou-se como uma tradição natalícia transversal a gerações.

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O regresso da casa ao seu visual original é mais uma prova de que alguns filmes nunca saem verdadeiramente de cena. Tal como Kevin McCallister, esta casa esteve apenas… temporariamente ausente.

Choque em Hollywood: mortes misteriosas num ícone do cinema americano

Um caso em investigação que abalou a indústria

Hollywood acordou em choque com a notícia de que um homem de 78 anos e uma mulher de 68 anos foram encontrados mortos numa residência de luxo em Brentwood, Los Angeles, um bairro conhecido por acolher inúmeras figuras do cinema e da televisão. As autoridades norte-americanas abriram uma investigação por homicídio, embora, até ao momento, não exista qualquer suspeito identificado nem detenções efectuadas. A polícia de Los Angeles mantém absoluto sigilo quanto às circunstâncias das mortes, remetendo todas as conclusões para o relatório do médico legista do condado.

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De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, os serviços de emergência foram chamados à residência durante a tarde de domingo, para um pedido de assistência médica. No local estiveram elementos da polícia, bombeiros e detectives especializados em homicídios por roubo. Seis horas depois da chamada inicial, os corpos permaneciam ainda dentro da casa, o que sublinha a complexidade e sensibilidade do caso.

Identidades não confirmadas e prudência jornalística

Apesar de vários meios internacionais terem avançado com nomes conhecidos, a polícia de Los Angeles não confirmou oficialmente a identidade das vítimas nem a relação entre elas. As autoridades recusaram igualmente esclarecer se existiam sinais de violência, ferimentos visíveis ou a presença de qualquer arma no local. A causa das mortes será determinada exclusivamente pelo gabinete do legista, num processo que poderá demorar vários dias.

Um comunicado atribuído a um porta-voz da família pede respeito e privacidade num momento descrito como “inimaginavelmente difícil”, reforçando a necessidade de contenção mediática enquanto a investigação decorre.

Uma carreira ligada à história do cinema popular

Caso se confirme a identidade avançada por fontes políticas e institucionais, a perda representaria um abalo profundo para a história do cinema americano. O cineasta em causa construiu uma carreira ímpar, atravessando várias décadas com obras que marcaram gerações. Desde a televisão dos anos 70 até ao cinema dos anos 80 e 90, o seu percurso ajudou a definir a comédia, o drama e até o thriller psicológico no grande ecrã.

Filmes como This Is Spinal TapStand By MeThe Princess BrideWhen Harry Met SallyMisery ou A Few Good Mencontinuam a ser referências obrigatórias, estudadas, citadas e revisitadas por cinéfilos de todo o mundo. Um legado que vai muito além dos números de bilheteira, assente numa rara combinação de inteligência, sensibilidade popular e rigor narrativo.

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Expectativa e respeito enquanto se aguardam respostas

Para já, Hollywood permanece suspensa entre a consternação e a cautela. Num tempo em que a velocidade da informação rivaliza com a verdade, impõe-se aguardar por confirmações oficiais antes de se tirarem conclusões definitivas. O Clube de Cinema acompanhará este caso com a atenção e o rigor que a importância da figura e a gravidade da situação exigem.