🎄 “Uma maldição”: Realizador de Sozinho em Casa 2 Confessa que Gostava de Apagar Donald Trump do Filme

Se já reviu Sozinho em Casa 2 – Perdido em Nova Iorque vezes sem conta no Natal, é provável que se recorde daquele momento peculiar em que Kevin McCallister (Macaulay Culkin) pergunta direcções no átrio do Hotel Plaza… a ninguém menos que Donald Trump. São sete segundos que marcaram o imaginário natalício de milhões — e que o realizador Chris Columbus agora diz que preferia apagar da história do cinema.

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“Tornou-se uma maldição. Um fardo. Só queria que acabasse”, confessou Columbus numa entrevista recente ao San Francisco Chronicle.

E não ficou por aí. Com um toque de sarcasmo, o realizador acrescentou:

“Não posso cortá-lo. Se o fizesse, provavelmente seria expulso do país. Seria considerado impróprio para viver nos EUA. Teria de voltar para Itália ou algo assim.”

🏨 Uma aparição forçada?

O filme de 1992, sequela do clássico natalício Sozinho em Casa, foi rodado em parte no emblemático Hotel Plaza, em Nova Iorque — que na altura pertencia, pois claro, ao próprio Trump. E foi aí que começou a controvérsia.

Em declarações anteriores ao Business Insider, Columbus revelou que a participação de Trump foi uma exigência para permitir as filmagens no local:

“Pagámos a taxa [de filmagem], mas ele disse: ‘Só podem usar o Plaza se eu aparecer no filme.’ Portanto, concordámos.”

O momento sobreviveu à edição final porque, segundo o realizador, durante as exibições de teste, “as pessoas aplaudiram quando ele apareceu”. Um pequeno ‘crowd-pleaser’… que envelheceu mal.

🎭 De cameo simpático a presença incómoda

Depois da escalada política de Trump e, em particular, dos ataques ao Capitólio em janeiro de 2021, o próprio Macaulay Culkin apoiou publicamente a ideia de apagar a cena. E o realizador confessa que desde então a sua percepção mudou totalmente.

“Gostava mesmo de o remover. É um momento desconfortável”, disse Columbus, reiterando que não foi uma decisão artística, mas sim um negócio condicionado.

🧠 Trump responde — à sua maneira

Como seria de esperar, o ex-presidente dos EUA não ficou calado. Na sua rede Truth Social, publicou a sua própria versão dos acontecimentos — quase como se fosse uma fanfiction alternativa:

“Eles imploraram-me para fazer a participação. Estava muito ocupado. Eles foram simpáticos, persistentes, e eu acedi. Aquela pequena aparição foi um sucesso. As pessoas ainda me ligam quando veem o filme!”

E rematou:

“Se não me queriam, por que me colocaram lá e mantiveram durante mais de 30 anos? Porque fui — e ainda sou — bom para o filme!”

A cereja no topo do bolo: Trump ironizou sobre o nome do realizador.

“Columbus? Qual era o nome verdadeiro dele?”


🎬 Seja qual for o lado em que te encontras nesta batalha de versões — entre a magia natalícia e a política do incómodo — o certo é que Sozinho em Casa 2 continua a ser exibido ano após ano, com Trump a apontar o caminho no Plaza… quer queiramos, quer não.

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🧪 Seth Rogen Aponta Foguetes à Silicon Valley (Mas Censuram os Estilhaços na Versão Oficial)

Há quem diga que não se deve misturar ciência com política. Seth Rogen, felizmente, não recebeu esse memorando.

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Durante a 13.ª edição dos Breakthrough Prize, os chamados “Óscares da Ciência”, o actor e argumentista Seth Rogenaproveitou o palco para lançar umas farpas inesperadas — e visivelmente desconfortáveis — a algumas das figuras mais influentes da Silicon Valley. O problema? As críticas foram convenientemente cortadas da versão “completa” que foi publicada posteriormente no YouTube.

🤐 Ciência com edição especial

O evento, realizado a 5 de abril no Barker Hangar, em Santa Monica, juntou estrelas de Hollywood e titãs da tecnologia — incluindo Mark ZuckerbergSergey Brin e o patrocinador principal Yuri Milner. Rogen subiu ao palco ao lado de Edward Norton para apresentar o Prémio Especial em Física, mas rapidamente desviou-se do guião.

Depois de Norton elogiar os filantropos presentes, Rogen não resistiu:

“É incrível que alguns dos presentes nesta sala tenham ajudado a eleger um homem que, só na última semana, destruiu toda a ciência americana.”

Numa clara referência à administração de Donald Trump (e, talvez, a Elon Musk, frequentemente associado ao evento), Rogen foi mais longe:

“É impressionante quanta boa ciência se pode destruir com 320 milhões de dólares e o RFK Jr., e bem rápido.”

A sala reagiu com um misto de silêncio e desconforto. Norton tentou aliviar com um: “Eu diria que foi uma salva… moderada”, ao que Rogen ripostou: “Isso foi uma amostra.”

🧽 Limpeza digital: versão oficial sem ondas

Na semana seguinte, quando o evento foi transmitido no canal oficial da Breakthrough Prize Foundation no YouTube, essas passagens tinham simplesmente desaparecido. Os cortes foram subtis: a “salva moderada” de Norton foi montada para parecer uma piada sobre a entrada no palco, e uma outra piada de Rogen — sobre uma roda que pode girar “para a esquerda ou para a direita” e uma sala que “rola sempre para a direita” — foi também apagada do registo.

Questionada sobre os cortes, a organização respondeu com um clássico:

“A cerimónia deste ano teve uma duração maior do que em anos anteriores, e vários ajustes foram feitos para cumprir o tempo de emissão previsto.”

Pois claro. E Han Solo nunca disparou primeiro.

🎙️ Um habitual “infiltrado”

Esta não é a primeira vez que Seth Rogen surpreende (ou irrita) em cerimónias formais. Nos Emmys de 2021, criticou em direto as medidas COVID da produção. Nos Globos de Ouro de 2024, o seu comentário atrevido sobre Ryan Goslingteve de ser censurado em tempo real.

Se há algo que se pode dizer de Rogen, é que não se perde na tradução entre entretenimento e activismo — mesmo quando isso significa deixar milionários da tecnologia desconfortáveis com a ironia de financiar prémios científicos… enquanto apoiam políticas que cortam nos mesmos fundos públicos para a ciência.


🎬 Num evento que celebra os maiores feitos científicos do planeta, foi uma crítica inesperada — e posteriormente silenciada — que gerou o maior burburinho. Resta saber se, entre átomos e equações, haverá espaço para a honestidade sem cortes nas próximas edições.

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🕯️ O Último Cenário de Gene Hackman: Fotografias da Polícia Revelam Condições Chocantes na Casa do Actor

Gene Hackman, um dos maiores nomes da história do cinema americano, faleceu recentemente aos 94 anos. Ao longo de décadas, encarnou figuras intensas e inesquecíveis — de Popeye Doyle em The French Connection a Little Bill em Unforgiven. Mas o último cenário da sua vida está longe da grandiosidade dos seus papéis. Esta semana, o Gabinete do Xerife do Condado de Santa Fé divulgou novas imagens e vídeos que revelam o estado alarmante da casa onde Hackman e a sua esposa Betsy Arakawa viveram até à sua trágica morte.

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As imagens, captadas por câmaras corporais dos agentes, mostram divisões da luxuosa propriedade em estado de profunda desorganização e degradação. Uma realidade que contrasta de forma brutal com o estatuto de lenda que Hackman tinha granjeado em vida.

🏚️ Uma mansão desfeita em silêncio

A propriedade multimilionária, situada no Novo México, parecia abandonada ao caos doméstico. Nas filmagens divulgadas, é possível ver caixas, livros, roupas, medicamentos, mantimentos, camas para cães e uma variedade desconcertante de objectos pessoais amontoados pelos corredores e quartos. Algumas áreas estavam visivelmente limpas, mas outras revelavam fezes e urina em casas de banhoalmofadas com manchas de sangue e um cheiro “indefinido”, segundo os próprios agentes.

Uma das filmagens mostra mesmo um dos polícias a comentar com um colega que algo “cheirava estranho” logo à entrada. A esposa de Hackman, Betsy Arakawa, terá sido encontrada morta numa das divisões contíguas.

🕯️ A privacidade como prisão?

Num depoimento prestado a 5 de março, as filhas do actor, Elizabeth e Leslie Hackman, explicaram que o pai e a madrasta eram pessoas extremamente reservadas, recusando-se a permitir a entrada de empregadas ou assistentes na residência.

Contaram ainda que a última vez que estiveram com o casal foi há cerca de um ano e meio, num almoço breve. Desde então, nenhuma outra interação significativa foi registada.

O afastamento familiar e a recusa de ajuda externa poderão ter contribuído para a degradação do ambiente doméstico, que agora serve de palco para uma investigação policial e mediática que levanta questões delicadas sobre solidão, envelhecimento e isolamento — mesmo entre as maiores estrelas do firmamento de Hollywood.


🎬 Gene Hackman brilhou como poucos no grande ecrã. Mas por detrás dos louros, dos Óscares e da mística do velho actor reformado, há agora um retrato sombrio de fim de vida que nos lembra que a glória artística nem sempre se traduz em paz privada.

É um fim inesperado para uma vida cinematográfica memorável — e uma chamada de atenção para o que se passa nas sombras do estrelato.

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🎭 Pierre Palmade Sai da Prisão com Pulseira Electrónica — Justiça Francesa Autoriza Medida Alternativa para Cumprimento da Pena

O humorista francês Pierre Palmade, figura polémica dos últimos tempos em França, foi autorizado pela justiça a cumprir o resto da sua pena em regime de vigilância electrónica. A decisão foi tomada esta segunda-feira, 15 de abril de 2025, pela Câmara de Aplicação das Penas do Tribunal de Recurso de Bordéus, que confirmou a libertação com pulseira electrónica, revertendo a suspensão imposta em março pelo Ministério Público.

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Um caso que abalou a opinião pública francesa

A origem do processo remonta a fevereiro de 2023, quando Pierre Palmade, sob o efeito de drogas, causou um grave acidente rodoviário nos arredores de Paris. O acidente provocou ferimentos sérios a três vítimas, incluindo uma mulher grávida que viria a perder o bebé.

Em novembro de 2024, o comediante foi condenado a cinco anos de prisão, dos quais dois anos em regime fechado. A sentença incluiu ainda:

  • obrigação de tratamento médico regular;
  • exercício de uma actividade profissional;
  • indemnização das vítimas;
  • e a anulação da carta de condução por cinco anos.

A medida de pulseira electrónica foi inicialmente decidida pelo juiz de aplicação de penas a 26 de março, mas foi contestada pelo Ministério Público, o que levou à suspensão da medida até novo julgamento em sede de recurso. Agora, essa suspensão foi levantada, permitindo que Palmade abandone o estabelecimento prisional — embora sob estrito controlo.

A vigilância como alternativa: reinserção ou privilégio?

A vigilância electrónica em França permite que o condenado permaneça em casa, com horários controlados e sob supervisão, sendo monitorizado em tempo real. Trata-se de uma forma de facilitar a reinserção e evitar sobrelotação prisional, mas nem todos concordam com a sua aplicação em casos mediáticos como este.

A libertação de Palmade tem gerado reações divididas na opinião pública, com alguns a verem a medida como uma oportunidade de reabilitação, enquanto outros consideram que o artista está a beneficiar de um tratamento indulgente, dada a sua notoriedade.

Uma carreira interrompida por escândalos

Antes do escândalo, Pierre Palmade era conhecido pelas suas colaborações com Michèle Laroque, pelo seu talento para o humor corrosivo e pelo sucesso de peças como Ils s’aiment. No entanto, os últimos anos foram marcados por episódios de consumo de substâncias, problemas judiciais e quedas abruptas na popularidade.

Resta saber se o artista regressará algum dia aos palcos — ou se esta será uma retirada definitiva da vida pública.

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🎬 Justiça, celebridade e queda pública: o caso Pierre Palmade é um daqueles episódios em que o mundo do entretenimento colide com o da tragédia real. E onde a fronteira entre o perdão e a responsabilização continua em debate.

⚖️ Harvey Weinstein Enfrenta Novo Julgamento por Crimes Sexuais em Nova Iorque

Sete anos depois de ter sido o epicentro do movimento #MeToo, Harvey Weinstein, o outrora todo-poderoso produtor de Hollywood, volta ao banco dos réus em Nova Iorque. O novo julgamento teve início a 15 de abril de 2025, com a seleção do júri a decorrer esta semana num tribunal de Manhattan. Trata-se do terceiro processo criminal que enfrenta num espaço de pouco mais de cinco anos.

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Aos 73 anos, com problemas de saúde e visivelmente debilitado (tem estado detido em Rikers Island com múltiplas estadias hospitalares), Weinstein continua a afirmar-se inocente. Mas os factos que se acumulam ao longo da última década contam uma história bem diferente — a de um padrão de abuso de poder e violência sexual, segundo dezenas de mulheres.

O que motivou este novo julgamento?

Este novo processo surge após a anulação da condenação de 2020 em Nova Iorque, quando um tribunal de recurso considerou que o juiz do julgamento original permitiu testemunhos indevidos de mulheres cujas alegações não faziam parte da acusação formal. A decisão levou à revogação da sentença de 23 anos de prisão a que Weinstein tinha sido condenado.

A procuradoria liderada por Alvin Bragg, no entanto, não perdeu tempo: anunciou a intenção de repetir o julgamento e acrescentou uma nova acusação baseada numa denúncia distinta, até então não incluída nos processos anteriores.

Quem são as vítimas neste julgamento?

Três mulheres irão testemunhar neste processo:

  • Jessica Mann, ex-actriz, que já havia prestado depoimento no julgamento de 2020;
  • Miriam “Mimi” Haley, produtora de televisão, também testemunha anterior;
  • Uma terceira mulher, cuja identidade não foi divulgada publicamente, que alega ter sido forçada a praticar sexo oral em Weinstein num hotel, em 2006.

Os depoimentos deverão decorrer ainda este mês, após a seleção do júri, que está a ser cuidadosamente conduzida pelo juiz Curtis Farber, preocupado com o histórico mediático do caso e os preconceitos que os jurados possam trazer consigo.

O homem por trás dos filmes — e por trás das manchetes

Durante décadas, Harvey Weinstein foi um dos homens mais influentes da indústria do cinema. Com uma carreira ligada a sucessos como Pulp FictionShakespeare in LoveO Paciente Inglês e Génio Indomável, o produtor era sinónimo de prestígio nos Óscares… até 2017.

Foi nesse ano que duas investigações bombásticas, uma do The New York Times e outra da The New Yorker, trouxeram a público décadas de alegações de abuso sexual por parte de Weinstein. O impacto foi sísmico: o produtor foi demitido da sua própria empresa, The Weinstein Company, que viria a declarar falência, e o escândalo ajudou a dar origem ao movimento #MeToo.

Desde então, mais de 80 mulheres vieram a público com relatos de comportamentos abusivos e coercivos. Algumas delas, como Ashley JuddRose McGowan e Asia Argento, tornaram-se vozes centrais de uma nova era de denúncia e responsabilização em Hollywood.

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🎬 A história de Harvey Weinstein é agora menos sobre cinema e mais sobre justiça. O novo julgamento pode não só restabelecer a condenação anterior, como adicionar novas camadas ao processo de reparação — judicial, social e simbólica — que se seguiu a um dos maiores escândalos da história do entretenimento.

🎭 Cate Blanchett Anuncia que Vai Abandonar a Representação: “Sou Profundamente Aborrecida”

É o tipo de frase que se espera de alguém em plena crise existencial ou de um artista a ensaiar um monólogo existencial num palco em Viena. Mas foi Cate Blanchett — a atriz de TárBlue Jasmine e O Aviador, duas vezes vencedora do Óscar — quem a disse, e sem ironia:

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“Estou a desistir. Quero fazer outras coisas com a minha vida.”

A revelação foi feita em entrevista à Radio Times, no contexto da estreia da sua primeira grande peça radiofónica na BBC Radio 4, uma adaptação de The Fever, de Wallace Shawn. A atriz interpreta uma mulher que atravessa um despertar político e espiritual. Não podia haver melhor metáfora.

Uma decisão (aparentemente) séria

Apesar de continuar envolvida em vários projetos — no cinema, no teatro, na rádio — Blanchett afirma que a sua decisão é para levar a sério. “A minha família revira os olhos sempre que digo isto, mas falo a sério”, acrescentou.

É verdade que Blanchett já tinha deixado escapar esta ideia em outras ocasiões, mas desta vez o contexto e o tom mudaram. Não se trata de uma pausa. Trata-se de uma vontade real de deixar de representar.

O que a espera do outro lado? A atriz não foi clara, mas referiu que há “muitas outras coisas” que quer fazer com a sua vida.

No auge, mas com desconforto

Curiosamente, Blanchett continua no auge da sua carreira artística. Recentemente terminou uma temporada de cinco semanas no Barbican Theatre em Londres, onde interpretou Arkadina em A Gaivota, de Tchékhov. Em março, estreou-se no cinema ao lado de Michael Fassbender no thriller Black Bag, realizado por Steven Soderbergh.

Está também envolvida em Father, Mother, Sister, Brother, de Jim Jarmusch, com estreia marcada para 2025, embora o filme tenha ficado de fora da seleção oficial do Festival de Cannes — um detalhe que causou alguma surpresa.

Além disso, está atualmente a filmar Alpha Gang, uma comédia de ficção científica dos irmãos David e Nathan Zellner, onde atua e produz. E prepara ainda The Champions, realizado por Ben Stiller, igualmente como atriz e produtora, através da sua empresa Dirty Films.

Uma estrela que não gosta do brilho

Cate Blanchett, que já conquistou todos os prémios possíveis — de dois Óscares a troféus em Veneza, Cannes e BAFTA — diz sentir-se deslocada na pele de estrela de cinema.

“Nunca me senti no centro de nada. Entro em cada ambiente com curiosidade, sem esperar ser aceite. Passei a vida a habituar-me a sentir-me desconfortável.”

E, talvez mais surpreendente ainda:

“Ninguém me aborrece mais do que eu própria. Acho-me profundamente aborrecida. Os outros são sempre mais interessantes.”

É uma afirmação desconcertante, vinda de alguém que interpretou personagens com camadas psicológicas tão densas e arrebatadoras. Mas talvez seja esse o segredo da sua arte: a capacidade de se apagar para dar lugar a algo maior. O problema é que, agora, ela quer mesmo apagar-se de vez do ecrã.

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🎬 Se esta for mesmo a despedida de Cate Blanchett do cinema, então é uma das saídas mais discretas e, paradoxalmente, mais profundas da história recente de Hollywood. E como qualquer grande artista, mesmo a sua saída é uma performance inesquecível.

🚀 Memes em Órbita: Olivia Wilde, Katy Perry e a Viagem Espacial Que Gerou Mais Reacções na Terra do que no Espaço

Subiram às estrelas… mas foi na internet que explodiram. A mais recente missão da Blue Origin, a empresa aeroespacial de Jeff Bezos, levou um grupo de mulheres famosas — incluindo Katy PerryGayle King e Lauren Sánchez — até à beira do espaço. Mas a verdadeira turbulência aconteceu cá em baixo, nas redes sociais, com reacções que oscilam entre a admiração e o sarcasmo. E quem liderou a investida irónica? Nada mais nada menos do que Olivia Wilde.

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Um meme, uma crítica e um bilhete de mil milhões

A actriz e realizadora partilhou um meme nas suas stories do Instagram, no qual se viam duas fotografias de Katy Perry a sair da cápsula da Blue Origin: numa, segura uma margarida (tributo à filha, Daisy); noutra, beija o chão como se tivesse acabado de sobreviver a um voo Ryanair em hora de tempestade.

A acompanhar as imagens, lia-se o texto:

“A sair de um voo comercial em 2025. #BlueOrigin”

Wilde legendou o post com um comentário certeiro:

“Mil milhões de dólares compraram uns memes porreiros, suponho.”

É claro que a internet entrou em combustão. Perry, com um vestido espacial branco e sorriso triunfante, tornou-se meme em tempo recorde. E se a viagem pretendia ser inspiradora, acabou por dar origem a uma onda de críticas — principalmente pelo seu valor simbólico vs. valor monetário.

Críticas entre estrelas e cientistas

A própria Olivia Munn, em co-apresentação no programa Today, questionou a utilidade da missão:

“Sei que isto provavelmente não é ‘fixe’ dizer, mas há tantas outras coisas mais importantes no mundo agora.”

A modelo e actriz Emily Ratajkowski foi ainda mais directa num TikTok:

“Isto é coisa de fim do mundo. Está para além da paródia.”

Do lado dos protagonistas da missão, no entanto, a resposta foi unânime: isto representa algo maior.

A jornalista Gayle King, uma das passageiras, defendeu a importância simbólica da iniciativa:

“Quem critica não percebe o que isto representa para as mulheres e raparigas que nos contactam diariamente.”

Lauren Sánchez, companheira de Jeff Bezos e também participante, reforçou:

“Convido essas pessoas a visitarem a Blue Origin. Conheçam os engenheiros, os técnicos, os apaixonados que constroem estas naves. Isto é um marco para todos nós.”

Uma missão entre o símbolo e o espetáculo

A missão da passada segunda-feira foi a 11.ª com tripulação da New Shepard e contou com seis mulheres a bordo: Katy Perry, Gayle King, Lauren Sánchez, a ex-cientista da NASA Aisha Bowe, a investigadora em bioastronáutica Amanda Nguyen, e a produtora de cinema Kerianne Flynn.

Mas a pergunta persiste: foi um feito inspirador ou uma exibição de privilégio galáctico?

Para alguns, foi um passo para a representação feminina na exploração espacial. Para outros, um exemplo luxuoso de relações públicas.

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🎬 No fim de contas, seja no espaço ou na timeline, as viagens continuam a ser julgadas pelo impacto que deixam. E se não deixarem pegadas lunares, ao menos que deixem memes com estilo.

🎭 Mickey Rourke Expulso (Com Elegância) do Celebrity Big Brother UK — E Não, Não Foi um Papel

Sim, leu bem. Mickey Rourke, o eterno rebelde de The Wrestler e Sin City, decidiu abandonar — ou melhor, foi “convidado a sair” — da casa do Celebrity Big Brother UK. A decisão foi confirmada após “uso continuado de linguagem imprópria” e um comportamento que a produção considerou “inaceitável”.

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Numa altura em que reality shows vivem do choque e da polémica, Rourke conseguiu mesmo assim ultrapassar os limites do aceitável para o programa da ITV. Se por um lado surpreende, por outro… é o Mickey Rourke.

Discussões, palavrões e desculpas à sua maneira

O actor de 71 anos teve vários momentos tensos na casa, mas tudo escalou após uma discussão durante uma tarefa com o colega Chris. Embora não tenha havido violência física, Rourke usou linguagem que foi classificada como “ameaçadora e agressiva”.

Ainda mais grave foi o episódio com JoJo Siwa, também concorrente no programa. Rourke, ao falar sobre a intenção de voto, terá dito: “Vou votar na lésbica já a seguir”, comentário que Siwa ouviu de imediato e respondeu com firmeza: “Isso é homofóbico, se essa for a tua razão.”

E não ficou por aí. Numa outra ocasião, Rourke terá dito “Preciso de um c***”, referindo-se à área de fumadores, mas logo apontou para Siwa, dizendo “Não estou a falar de ti”. No mínimo… desnecessário.

A última chamada no confessionário

Após estes episódios, o actor foi chamado ao confessionário e avisado de que, se os comportamentos continuassem, seria removido. Rourke apresentou um pedido de desculpas em tom descontraído (demasiado descontraído?):

“Peço desculpa. Não tive más intenções. Estava apenas a falar à parva. Não estava a levar isto muito a sério. Se ofendi alguém, lamento.”

Apesar do mea culpa, a produção decidiu que a sua presença era insustentável. Um porta-voz do programa confirmou à Variety:

“O Mickey Rourke aceitou sair da casa do Celebrity Big Brother esta noite, após uma conversa com o Big Brother sobre o uso continuado de linguagem imprópria e instâncias de comportamento inaceitável.”

A ITV defende os valores da casa

Em comunicado, a ITV reforçou que todos os concorrentes passam por formação em respeito e inclusão, com um briefing claro sobre o comportamento esperado. “Os concorrentes são monitorizados 24 horas por dia e todos os comportamentos impróprios são tratados com a devida diligência”, sublinharam.


🎬 Rourke, que nos habituou a personagens intensas e pouco convencionais, parece ter levado a autenticidade demasiado longe neste reality show britânico. Se procurava redenção mediática ou reinvenção pública, este certamente não foi o palco ideal.

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Mas numa coisa podemos estar de acordo: ninguém esperava um Mickey Rourke “normal” numa casa cheia de câmaras. E, sejamos honestos, os reality shows também vivem destes momentos de caos calculado. Só que desta vez, o caos passou a linha — e a porta da rua foi o limite.

❝’The Breakfast Club’ junta elenco 40 anos depois e emociona fãs. Onde ver o clássico hoje?❞

Quatro décadas depois da estreia de ‘The Breakfast Club’ (O Clube), o elenco original do icónico filme reuniu-se publicamente pela primeira vez, durante a C2E2 – Chicago Comic and Entertainment Expo. O momento contou com a presença de Molly Ringwald, Emilio Estevez, Judd Nelson, Ally Sheedy e Anthony Michael Hall, e foi marcado por emoção, nostalgia… e reflexão.

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“Sinto-me realmente emocionada. Estarmos todos juntos, ao fim de tanto tempo, significa muito”, partilhou Molly Ringwald, sublinhando que esta foi a primeira vez que Emilio Estevez se juntou aos colegas num reencontro oficial.

Durante o painel, os atores recordaram histórias de bastidores e partilharam a visão única do falecido realizador John Hughes, apontando que o filme dificilmente seria feito nos moldes atuais.

“Hoje, estúdios querem ação, efeitos, monstros. Um filme com cinco miúdos sentados numa biblioteca a conversar… não passaria da sala de reuniões”, comentou Estevez.

Também houve espaço para olhar criticamente para o legado da obra:

“É um filme muito branco, sem diversidade ou referências de género. Gostava de ver algo inspirado nele, mas que representasse melhor o mundo de hoje”, acrescentou Ringwald.


📺 Onde ver 

The Breakfast Club

 em Portugal e no Brasil?

Portugal

O filme não está disponível em streaming por subscrição (como Netflix ou HBO Max), mas pode ser:

Brasil

Situação idêntica: não disponível em catálogo de streaming, mas acessível para aluguer ou compra nas mesmas plataformas:

Eddington: Ari Aster, Joaquin Phoenix e Pedro Pascal Juntos num Western Pós-Pandemia

Sim, leu bem. O mestre do terror psicológico Ari Aster — o génio por trás de HereditaryMidsommar e Beau Tem Medo— vai mudar de ares (e de género) no seu próximo filme. A sua nova obra chama-se Eddington, é um western moderno com comédia negra, passa-se no Novo México… e conta com um elenco simplesmente demolidor: Joaquin PhoenixPedro PascalEmma Stone e Austin Butler, entre outros pesos pesados.

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A estreia está apontada para o Festival de Cannes 2025, e sim, já estamos oficialmente em contagem decrescente.

Um western moderno com tensões políticas e pandemias à mistura

O enredo de Eddington decorre numa cidade fictícia do Novo México durante a pandemia de COVID-19. Joaquin Phoenix interpreta o xerife Joe Cross, um homem aparentemente pacato, mas com uma aura de inquietação à la Travis Bickle. Do outro lado do conflito temos Ted Garcia, presidente da câmara da cidade, interpretado por Pedro Pascal, numa performance que promete transitar entre o carismático e o ambíguo.

O filme explora o choque de personalidades e ideologias entre estas duas figuras numa comunidade marcada pela desconfiança, pela crise sanitária e por memórias enterradas no deserto. É Ari Aster a brincar ao faroeste… mas com o seu habitual olhar desconfortável sobre o comportamento humano.

Elenco de luxo, estética A24

Se a presença de Phoenix e Pascal já seria suficiente para atrair atenções, Eddington leva o conceito de “dream cast” ainda mais longe: Emma StoneAustin ButlerLuke GrimesDeirdre O’ConnellClifton Collins Jr. e Micheal Wardcompõem o restante elenco. Uma combinação improvável de estrelas que parece ter sido feita à medida para o tom desconcertante de Aster.

A produção está a cargo da A24, em colaboração com a Square Peg, e a banda sonora será assinada por Bobby Krlic(The Haxan Cloak), já conhecido pelas colaborações anteriores com Aster. Espera-se, por isso, um ambiente sonoro denso, inquietante e emocionalmente devastador.

Filmagens, estreia e o que esperar

As filmagens de Eddington decorreram entre março e maio de 2024 em localizações como Albuquerque e Truth or Consequences, no Novo México — o que promete dar ao filme aquele toque poeirento e autenticamente norte-americano.

Com estreia marcada para o Festival de Cannes de 2025, tudo indica que Aster pretende repetir o feito de Beau Tem Medo e voltar a lançar um filme que divida, provoque e, muito possivelmente, hipnotize a crítica e o público.


🎬 Eddington é o tipo de filme que nos faz querer comprar bilhete sem ver o trailer. Ari Aster muda de género, mas mantém a densidade emocional, a tensão latente e os actores que fazem o coração bater mais depressa — de ansiedade ou de entusiasmo. E com Phoenix e Pascal frente a frente? Que comecem os duelos…

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“Múmia” vai ter um novo Reboot

O reboot de A Múmia está oficialmente em andamento, com a Blumhouse e a Universal Pictures a liderarem o projeto. A nova versão promete revitalizar a franquia com uma abordagem moderna e efeitos especiais de última geração.

Elenco Confirmado

O elenco principal já foi quase todo confirmado. Jack Reynor (Midsommar: O Mal Não Espera a Noite) será o protagonista, assumindo o papel de um explorador que compartilha o protagonismo com Laia Costa (Victoria), que interpretará a sua esposa. O casal terá uma filha e, durante uma expedição, cruzarão o caminho da múmia que dá título ao filme. Outros nomes confirmados incluem Veronica Falcón, May Calamawy e May Elgherty, cujos papéis ainda não foram revelados.  

Direção e Estilo

O filme será dirigido e escrito por Lee Cronin, conhecido por A Morte do Demônio: A Ascensão (2023). Cronin afirmou que o filme “será diferente de qualquer filme da Múmia que você já viu antes”, prometendo uma abordagem mais sombria e aterrorizante.  

Estreia

A Múmia tem estreia marcada para 16 de abril de 2026. Embora ainda não haja confirmação sobre a distribuição em Portugal, é provável que o filme chegue aos cinemas portugueses na mesma data ou pouco depois. 

Este reboot surge após o fracasso do filme de 2017, protagonizado por Tom Cruise, que pretendia lançar o universo compartilhado “Dark Universe” da Universal. Com a nova abordagem da Blumhouse, espera-se que A Múmia recupere o prestígio da franquia e conquiste uma nova geração de fãs. 

Alan Ritchson: O Novo Filme deAção que Levou o Ator à Terapia

Alan Ritchson, conhecido pelo seu papel como Jack Reacher na série homónima da Prime Video, está a protagonizar um novo filme de ação intitulado Motor City. Este projeto revelou-se tão intenso que o ator necessitou de terapia após as filmagens. 

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Em Motor City, Ritchson interpreta John Miller, um homem comum que, após ser traído por um gangster local, perde a namorada e acaba na prisão. Ao ser libertado, John está determinado a vingar-se de todos os que o prejudicaram. O filme, que se passa em Detroit, combina sequências de ação estilizadas com uma banda sonora de rock cru, prometendo uma experiência cinematográfica única. 

Durante as filmagens da terceira temporada de Reacher, Ritchson já havia enfrentado desafios físicos significativos. Numa cena de luta, o ator foi lançado com tanta força contra uma mesa que ficou inconsciente por mais de 24 horas. Apesar dos avisos da equipa técnica sobre os perigos da cena, Ritchson insistiu em realizar a sequência sem duplê, demonstrando o seu compromisso com a autenticidade das cenas de ação.  

A intensidade das filmagens de Motor City levou Ritchson a procurar apoio terapêutico, destacando os desafios emocionais e físicos que os atores enfrentam em produções de ação de alta intensidade.

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Motor City está previsto para estrear em 2025 e promete ser uma adição marcante ao género de ação, tanto pela sua narrativa envolvente como pelas performances intensas do elenco.

Finalmente, os Duplos Têm o Seu Óscar: A Nova Categoria Que Vai Fazer História em Hollywood

Depois de décadas a saltar de prédios, a ser arrastados por carros, a levar murros (e a dá-los) no lugar dos astros de cinema… os duplos vão finalmente subir ao palco mais célebre do mundo. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou oficialmente a criação de uma nova categoria competitiva nos Óscares: Melhor Design de Duplos (tradução literal de Best Stunt Design), cuja primeira estatueta será entregue em 2028 — precisamente no ano do centenário da cerimónia.

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Para muitos, já vem tarde. Para outros, é um passo gigantesco rumo à valorização de uma profissão tão fundamental quanto invisível. Seja como for, os verdadeiros heróis anónimos de Hollywood vão, finalmente, deixar de ser apenas créditos rápidos no final de um blockbuster e passar a ser celebrados com o brilho dourado que merecem.

“Arriscam a vida para que os outros brilhem”

O anúncio, feito esta quinta-feira pelo Conselho de Governadores da Academia, deixa claro que o trabalho dos duplos faz parte do ADN do cinema desde os seus primórdios. “Temos orgulho de homenagear o trabalho inovador desses artistas técnicos e criativos”, referiram Bill Kramer (CEO) e Janet Yang (Presidente da Academia), num comunicado que transparece um misto de celebração e mea culpa tardio.

E é difícil não lhes dar razão. Numa indústria onde se atribui um Óscar a alguém que escreveu um argumento durante meses num quarto com vista para um beco — como ironizou Drew Pearce, argumentista de Profissão: Perigo — parece mais do que justo premiar também quem se pendura em helicópteros, mergulha de arranha-céus e leva pancada a sério em nome do entretenimento.

Um empurrão da cultura pop… e de Ryan Gosling

Se houve um filme que contribuiu directamente para reacender esta discussão foi Profissão: Perigo (The Fall Guy), protagonizado por Ryan Gosling e Emily Blunt. A longa-metragem homenageia precisamente a profissão dos duplos e foi ovacionada por trazer os bastidores das acrobacias para o centro da narrativa.

Na cerimónia dos Óscares de 2024, os dois atores apresentaram uma montagem tributo ao trabalho dos duplos, com cenas de ação que iam desde os tempos de Charlie Chaplin até aos dias explosivos de John Wick. A mensagem era clara: o espetáculo é deles, mesmo quando não vemos os seus rostos.

O filme acabou por vencer o prémio de Melhor Elenco de Duplos nos Screen Actors Guild Awards — uma das poucas cerimónias que, até agora, dava palco a esta especialidade. Mas a pressão para que também a Academia se mexesse tornou-se impossível de ignorar.

Uma cerimónia que vai mudar o jogo

A nova categoria vai entrar em vigor com os filmes lançados em 2027, o que significa que os primeiros duplos galardoados com um Óscar subirão ao palco em 2028. As regras de elegibilidade e os critérios de votação ainda serão anunciados — com tempo, prometeram os organizadores.

Mas uma coisa é certa: isto não é só uma vitória simbólica. É o reconhecimento de que o cinema, sobretudo na sua vertente mais comercial e espetacular, vive e respira acrobacias, coreografias, riscos calculados e suor escondido. Que seria de Mad Max: Estrada da Fúria sem os seus duplos? Ou de Matrix sem as lutas em câmara lenta? Ou até mesmo dos saltos mortais de Indiana Jones?

A era dos duplos chegou… com justiça e impacto

Num momento em que a Academia tem procurado diversificar e atualizar os Óscares — criando novas categorias como Melhor Casting, que terá estreia em 2026 — este reconhecimento não é apenas justo. É necessário. Num tempo em que se discute tanto o equilíbrio entre CGI e ação prática, é refrescante ver Hollywood a premiar o elemento mais humano (e perigoso) do cinema de ação: quem o faz a sério.

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🎬 2028 será um ano histórico nos Óscares. Não só pela efeméride dos 100 anos da cerimónia, mas porque, finalmente, aqueles que se magoam para que os outros brilhem, vão poder subir ao palco e ser aplaudidos… de cara destapada.

🎬 #MeToo na Europa: Cronologia de Uma Revolução Silenciosa no Cinema

O movimento #MeToo nasceu nos Estados Unidos, mas depressa alastrou a outras indústrias culturais em todo o mundo. Em França, a sua chegada foi lenta — mas quando irrompeu, abalou os alicerces de uma das cinematografias mais prestigiadas do mundo. Abaixo, traçamos uma cronologia dos principais marcos do #MeToo no cinema europeu, com especial destaque para a realidade francesa, onde a atriz Judith Godrèche se tornou o rosto de uma denúncia com impacto real e político.


📍 Outubro 2017 – O Início Global

Após a publicação de reportagens explosivas no New York Times e The New Yorker sobre Harvey Weinstein, milhares de mulheres em todo o mundo começaram a partilhar experiências de abuso sexual com a hashtag #MeToo. Nos EUA, nomes como Ashley Judd, Lupita Nyong’o ou Uma Thurman lideraram a denúncia.

Em França, a reação inicial foi mais contida — e até controversa.


📍 Janeiro 2018 – A Carta das 100

Um grupo de 100 mulheres francesas, incluindo Catherine Deneuve, publicou uma carta aberta no Le Monde criticando os “excessos” do movimento #MeToo e defendendo o “direito dos homens a importunar”. A carta causou indignação a nível internacional, sendo vista por muitos como uma reação conservadora disfarçada de defesa da liberdade sexual.


📍 2019 – Adèle Haenel e a Primeira Grande Denúncia

A atriz Adèle Haenel fez uma denúncia histórica ao acusar o realizador Christophe Ruggia de abuso sexual quando tinha entre 12 e 15 anos. A entrevista, publicada no site Mediapart, marcou uma viragem na perceção pública em França. Pela primeira vez, uma atriz de renome falava abertamente sobre abusos sofridos por um cineasta conhecido — e era levada a sério. 🎤


📍 2020 – O Caso Roman Polanski e os Césares em Rebuliço

A atribuição do César de Melhor Realização a Roman Polanski por J’accuse gerou protestos intensos. Polanski é procurado nos EUA por violação de menor desde os anos 70. Várias atrizes abandonaram a cerimónia em sinal de protesto, incluindo Adèle Haenel e Céline Sciamma. Foi um momento simbólico de rutura entre o cinema francês “institucional” e a nova geração. 🚨


📍 2022 – Judith Godrèche Rompe o Silêncio

A atriz Judith Godrèche revelou publicamente que teve uma relação com o realizador Benoît Jacquot iniciada quando tinha apenas 14 anos, acusando-o de violação e abuso de poder. Pouco depois, apresentou queixa contra o cineasta Jacques Doillon por factos semelhantes. Estes testemunhos abriram caminho para a criação de uma comissão de inquérito parlamentar na Assembleia Nacional francesa. 🧨


📍 Fevereiro 2024 – Um Discurso-Chave nos Césares

Judith Godrèche subiu ao palco da cerimónia dos Césares 2024 e fez um discurso emocional e acusatório, pedindo uma mudança radical na forma como o cinema francês lida com o abuso. O momento foi amplamente partilhado nas redes sociais e contribuiu para a aceleração de medidas legislativas.


📍 Abril 2025 – Relatório do Parlamento Francês

O inquérito parlamentar sobre violência sexual no setor cultural francês concluiu que o problema é sistémico. Foram propostas 86 medidas concretas, incluindo:

  • Regras para proteger menores
  • Fiscalização dos castings
  • Formação obrigatória em ética profissional
  • Canais de denúncia independentes

Judith Godrèche, após ler o relatório, voltou a insistir: “Agora ninguém pode fingir que não sabia.” 📚


📍 Em paralelo: Outras Vozes na Europa

  • Itália: O caso do ator e realizador Fausto Brizzi, acusado por várias mulheres de assédio, teve forte repercussão mediática, embora sem acusações formais.
  • Reino Unido: O escândalo com o ator e comediante Noel Clarke, acusado de abuso por mais de 20 mulheres, gerou enorme debate sobre a impunidade no setor televisivo britânico.
  • Espanha: O caso Rubiales, apesar de se passar no desporto, teve impacto cultural, impulsionando debates sobre o consentimento e abuso de poder.

Conclusão: O Cinema Está (Finalmente) a Ouvir?

O movimento #MeToo no cinema europeu ainda enfrenta resistência — por vezes subtil, outras vezes declarada. Mas a verdade é que mudanças concretas começam a acontecer, e figuras como Judith Godrèche, Adèle Haenel ou Céline Sciamma estão a reescrever as regras do silêncio.

🎥 Que venha um cinema onde talento não seja moeda de troca pelo silêncio. E onde os aplausos não abafem os gritos.

🎭 Judith Godrèche Exige Ação Política Após Relatório “Chocante” Sobre Abusos na Cultura Francesa

A atriz francesa Judith Godrèche voltou a posicionar-se como uma das vozes mais firmes do movimento #MeToo em França, depois da divulgação de um relatório parlamentar que descreve o panorama da violência moral, sexista e sexual no sector cultural francês como “sistémico, endémico e persistente”.
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Godrèche classificou as conclusões do inquérito como “chocantes” e “bastante assustadoras”, e apelou diretamente à classe política francesa para agir. Segundo a atriz, “mais ninguém pode dizer ‘não sabíamos’”. 📢

Um relatório com 86 recomendações… e muitas feridas expostas

O documento é o resultado de seis meses de audiências levadas a cabo por uma comissão de inquérito da Assembleia Nacional Francesa, presidida pela deputada ecologista Sandrine Rousseau, também ela uma reconhecida ativista feminista. Foram ouvidas mais de 350 pessoas de áreas como o cinema, teatro e televisão.

O relatório recomenda 86 medidas que visam regular e proteger os trabalhadores da cultura, entre elas:

  • Regras mais rígidas para castings
  • Monitorização especial de menores em ambientes de filmagem
  • Criação de canais de denúncia acessíveis e independentes
  • Formação obrigatória para quem ocupa cargos de chefia artística

Rousseau não poupou palavras: o setor cultural francês é, nas suas palavras, uma “máquina de triturar talentos”.

“O cinema é uma grande família incestuosa” 🎬

Numa entrevista à Franceinfo, Godrèche expressou frustração, mas não surpresa com o conteúdo do relatório:

“É impressionante e bastante assustador. Mas não estou surpreendida. Não esperava nada melhor.”

A atriz, que recentemente se tornou o rosto mais visível do #MeToo francês, sublinhou que o problema não está confinado ao cinema:

“As relações de poder e os abusos de poder são os mesmos que se encontram na Igreja, nas escolas, em todo o lado.”

Godrèche acusou publicamente o realizador Benoît Jacquot de violação, revelando que iniciou uma relação com ele quando tinha apenas 14 anos. Acusações semelhantes foram feitas contra Jacques Doillon, também realizador, o que levou à abertura de investigações judiciais distintas.

Uma luta que chegou ao coração do sistema 🎬⚖️

Godrèche insiste que a responsabilidade deve recair sobre os que ocupam posições de poder nos sets de filmagem:

“As pessoas com mais poder têm de assumir a responsabilidade pelo sofrimento dos que têm menos.”

A atriz tem-se afirmado não apenas como uma voz corajosa, mas como uma força mobilizadora. Em fevereiro deste ano, emocionou o público francês com um discurso poderoso na cerimónia dos Césares (os Óscares do cinema francês), onde denunciou a cultura de silêncio e impunidade.

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Este relatório surge como um ponto de viragem potencial — mas Judith Godrèche deixa claro que não basta “recomendar”. É preciso agir, legislar e transformar o sistema. Ou, como ela diz, deixar de fingir que não sabíamos.

🎥 Michael Cera Entra no Mundo Maravilhosamente Excêntrico de Wes Anderson em The Phoenician Scheme

📣 Alerta para os fãs do cinema milimetricamente simétrico e deliciosamente estranho: Michael Cera vai finalmente entrar no universo de Wes Anderson! O ator canadiano, conhecido pelo seu estilo peculiar e expressividade minimalista, junta-se ao elenco estelar de The Phoenician Scheme, o próximo filme do realizador de Asteroid CityThe Grand Budapest Hotel e The Royal Tenenbaums.

Depois de anos como fã confesso da obra de Anderson, Cera junta-se agora oficialmente ao clube. E fá-lo com um papel à medida da sua persona: excêntrico, fora do lugar… e com sotaque! 😄

Quem é quem neste novo delírio cinematográfico?

Em The Phoenician Scheme, Michael Cera interpreta Björn, um tutor norueguês contratado para educar os filhos do empresário Zsa-Zsa Korda, interpretado por Benicio Del Toro. Mas, como qualquer filme de Wes Anderson, o que começa com um plano simples rapidamente descamba numa viagem excêntrica pelo mundo. Björn acaba por se envolver numa odisseia internacional ao lado de Korda e da filha deste, Liesl — uma freira vivida por Mia Threapleton (filha de Kate Winslet, já agora).

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Com a habitual estética de paleta pastel, planos frontais e diálogos rápidos e carregados de subtexto, o filme promete mais um mergulho no universo andersoniano — onde o absurdo é tratado com a maior das elegâncias. 🎨

O sotaque norueguês (mais ou menos)

Michael Cera não quis brincar em serviço — mas também não quis soar a paródia. Para preparar o papel, trabalhou com um coach de diálogo e até pediu a um amigo norueguês para gravar as falas. O objetivo? Um sotaque “jovial, mas não ridículo”. Nas palavras do próprio:

“Não sei se os noruegueses vão vomitar quando ouvirem isto…” 😅

Mas lá está: este não é o mundo real. É o mundo de Wes Anderson, onde até o sotaque pode (e deve) ser cuidadosamente desalinhado. Como diria o próprio realizador, o realismo nunca foi o objetivo — a harmonia do absurdo, sim.

Um elenco digno de um catálogo de luxo

The Phoenician Scheme continua a tradição de reunir um elenco de sonho, misturando os suspeitos do costume (Jason Schwartzman, Tilda Swinton, Bill Murray, Adrien Brody…) com novas caras que encaixam como peças LEGO num diorama cuidadosamente encenado. A cada novo filme, Anderson parece montar uma nova família — onde os maneirismos, os figurinos e as pausas dramáticas fazem parte de uma língua própria.

A chegada de Michael Cera é mais do que natural. O seu humor seco e o ar perpetuamente deslocado fazem dele o candidato ideal para este tipo de cinema. E quem sabe se esta estreia não será apenas o primeiro de vários capítulos na colaboração entre os dois?

E quando chega?

Ainda não há data oficial de estreia para The Phoenician Scheme, mas tudo indica que o filme poderá estrear ainda em 2025, talvez com passagem por Cannes ou Veneza, como tem sido habitual nas obras de Anderson.

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Enquanto isso, resta-nos imaginar Cera de boina, blazer vintage e olhar enigmático, a recitar falas existencialistas com um sotaque norueguês inventado. E sinceramente? Já queremos ver isso no grande ecrã. 🍿

🎬 Werner Herzog Vai Receber Leão de Ouro em Veneza — Mas Reformado é que Ele Não Está!

O lendário realizador alemão Werner Herzog vai ser homenageado com o Leão de Ouro de carreira na 82.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, a decorrer entre 27 de agosto e 6 de setembro. A distinção celebra uma vida inteira de cinema ousado, físico, profundamente humano… e muitas vezes, um bocadinho louco (no melhor dos sentidos). 🦁

Herzog, conhecido por obras como Fitzcarraldo (1982), Aguirre, o Aventureiro (1972), Nosferatu, o Vampiro (1979) ou o perturbador documentário Grizzly Man (2005), é descrito pela organização do festival como “um cineasta físico e um caminhante incansável”. Nada mal para quem já conta 82 anos de idade — e ainda está, literalmente, a correr o mundo a filmar.

Um Romântico do Absurdo

Segundo Alberto Barbera, diretor do Festival de Veneza, Herzog é “o último herdeiro da grande tradição do romantismo alemão, um humanista visionário e um explorador incansável, em perpétua deambulação, à procura — nas suas próprias palavras — ‘de um lugar decente para a Humanidade, uma paisagem para a alma’”. 💫

Mais do que palavras bonitas, esta homenagem reconhece uma carreira singular, marcada por obras desafiantes e por um olhar profundamente filosófico sobre o homem, a natureza e o absurdo da existência. Herzog filmou no meio da selva, em desertos, nas profundezas do gelo, e até nos limites do espaço (literal e metaforicamente).

Um “reformado” muito ativo 📽️

Se alguém pensa que o Leão de Ouro de carreira significa que Herzog está pronto para pendurar a câmara… pense outra vez. O realizador terminou há poucas semanas o documentário Ghost Elephants, rodado em África, e está atualmente na Irlanda a filmar uma nova longa-metragem de ficção, com o sugestivo título Bucking Fastard (sim, é mesmo isso que está a pensar 🤭).

E há mais: Herzog está a desenvolver um filme de animação baseado no seu livro O Crepúsculo do Mundo, publicado também em Portugal, e emprestará a sua voz inconfundível a um projeto animado do sul-coreano Bong Joon Ho(Parasitas). Aos 82 anos, continua mais produtivo do que muitos realizadores na flor da idade — e, felizmente, tão imprevisível como sempre.

Um Legado Literário Também Presente em Portugal 📚

Além do cinema, Herzog tem uma faceta menos conhecida mas igualmente fascinante: a escrita. Em Portugal estão publicados vários dos seus livros, incluindo:

  • O Crepúsculo do Mundo
  • A Conquista do Inútil
  • Caminhar no Gelo
  • Cada Um Por Si e Deus Contra Todos

Todos eles mergulham no seu universo interior — ora contemplativo, ora inquieto — e oferecem novas janelas para perceber o que o move artisticamente. São obras tão singulares como os seus filmes, escritas com o mesmo olhar febril que o leva a filmar cascatas selvagens, homens em conflito com a natureza ou… ursos assassinos.

Um Leão Merecido

O Leão de Ouro é, sem dúvida, um dos prémios mais justos da temporada. Não apenas por tudo o que Werner Herzog já fez, mas também por aquilo que ainda está a fazer — e promete continuar a fazer. A sua carreira é um lembrete constante de que o cinema, quando feito com paixão, não conhece limites. Nem idade.

🎥 Bravo, Herzog. E que venha o próximo filme.

🎬 Jenna Ortega Parte o Silêncio: Porque Abandonou Realmente o Universo Scream

Depois de meses de especulação, Jenna Ortega quebrou finalmente o silêncio sobre a sua saída da popular saga Scream, e a resposta está longe das habituais “incompatibilidades de agenda”. A verdade é outra — mais pessoal, mais política… e mais humana.

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Em entrevista recente à revista The Cut, a atriz de 22 anos revelou que o verdadeiro motivo que a levou a abandonar o papel de Tara Carpenter não foi o dinheiro, nem os compromissos com Wednesday. Foi o despedimento polémico de Melissa Barrera, sua parceira de ecrã e irmã na ficção, que precipitou a sua decisão.

“A situação com a Melissa estava a acontecer e tudo estava a desmoronar-se”, confessou Ortega. “Se Scream VII não fosse com aquela equipa de realizadores e aquelas pessoas de quem me apaixonei, então não me parecia a escolha certa para mim, naquele momento da minha carreira.”

🩸 De irmãs no ecrã a aliadas fora dele

A saída de Melissa Barrera, motivada por publicações nas redes sociais em que demonstrava apoio à Palestina durante a guerra em Gaza, gerou grande polémica. A atriz foi acusada pela produtora Spyglass de “incitamento ao ódio” e “distorção do Holocausto” — acusações pesadas que levaram à sua demissão imediata em 2023.

Jenna Ortega, solidária com a colega, abandonou o projeto no dia seguinte. E mais tarde fez questão de lhe prestar apoio pessoalmente.

“Falámos durante algum tempo”, disse Barrera numa entrevista. “Adoro-a imenso. Foi muito solidária comigo, e somos irmãs para a vida.”

Num gesto que ecoa o espírito do slasher original — onde a lealdade pode salvar (ou perder) uma vida — Ortega demonstrou que, para lá dos papéis, há valores que não abdica. 👏

🎬 Fim de um ciclo, início de outro

Ortega admite também que está a tentar afastar-se dos franchises e procurar histórias originais e realizadores emergentes. Depois de integrar sagas como ScreamWednesdayBeetlejuice Beetlejuice e X, a atriz sente que é tempo de “apostar em narrativas novas”.

“Já fiz parte de muitas franquias, o que é incrível por fazer parte de um legado”, explicou. “Mas estou a tentar dar prioridade a novos realizadores e histórias originais.”

Aliás, o seu mais recente projeto, Death of a Unicorn, é precisamente um desses casos: um guião improvável com… unicórnios. Sim, unicórnios. “Nunca pensei fazer um filme com unicórnios, mas um guião original é entusiasmante”, disse com um sorriso.

🔪 O estado atual do massacre

Com a debandada de Ortega, Barrera, e até do novo realizador Christopher Landon (que abandonou o projeto dizendo que era “um sonho tornado pesadelo”), Scream VII foi completamente reconfigurado. Mas a produção não baixou os braços.

Para salvar o barco (ou a casa infestada por Ghostface), o estúdio trouxe de volta os três rostos clássicos da sagaNeve Campbell, Courteney Cox e David Arquette, que vão retomar os papéis de Sidney Prescott, Gale Weathers e Dewey Riley. E não é tudo — dois assassinos Ghostface do passado, Matthew Lillard e Scott Foley, também estão confirmados para o sétimo filme.

A estreia está marcada para 2026, mas a pergunta continua no ar: conseguirá Scream VII manter a relevância sem o sangue novo (e os gritos potentes) de Jenna Ortega e Melissa Barrera?

🎬 Scream VII chega aos cinemas em 2026, com promessas de nostalgia, sangue e mais reviravoltas do que um filme do Shyamalan.

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Robert De Niro vai ser homenageado com a Palma de Ouro Honorária em Cannes: Uma Lenda Reconhecida

🎬 Aos 81 anos, Robert De Niro continua a fazer história. O lendário ator norte-americano vai receber uma Palma de Ouro honorária na cerimónia de abertura do 78.º Festival de Cannes, marcada para o próximo dia 13 de maio, e os cinéfilos já estão em contagem decrescente para este merecido momento de celebração.

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A organização do festival não poupou elogios ao ator de Taxi DriverO Touro Enraivecido e Tudo Bons Rapazes, sublinhando a forma como De Niro “se tornou um mito do cinema” graças a uma interpretação interiorizada, onde tudo pode estar na subtileza de um sorriso ou na dureza de um olhar.

Com este galardão, o Festival de Cannes presta tributo não só ao ator, mas também ao produtor, ao fundador do Festival Tribeca em Nova Iorque e ao homem que, em mais de cinco décadas de carreira, se tornou sinónimo de excelência artística e integridade criativa.

Cannes, um regresso a casa

Robert De Niro já esteve várias vezes presente na Croisette, inclusive como presidente do júri em 2011, mas esta será a primeira vez que recebe uma distinção honorária do festival. E fá-lo com palavras que revelam o carinho que guarda pelo evento:

“Especialmente hoje, quando tantas coisas no mundo nos separam, Cannes reúne-nos: narradores, cineastas, admiradores e amigos. É como voltar para casa.”

O ator irá receber o prémio na noite de abertura do festival e, no dia seguinte, dará uma masterclass pública – um dos momentos mais aguardados do evento, sobretudo para as novas gerações de atores e cinéfilos que cresceram a admirar o seu trabalho.

De Nova Iorque para o mundo

Nascido em agosto de 1943, no bairro nova-iorquino de Little Italy, De Niro cresceu num ambiente artístico. Filho de pais artistas e descendentes de imigrantes europeus, começou a representar aos 16 anos, primeiro no teatro e pouco depois no cinema. Estreou-se com Festa de Casamento (1969), de Brian De Palma, e nunca mais parou.

Com mais de 100 títulos no currículo, De Niro foi distinguido com dois Óscares: Melhor Ator Secundário por O Padrinho, Parte II (1974), de Francis Ford Coppola, e Melhor Ator por O Touro Enraivecido (1980), de Martin Scorsese. É precisamente a colaboração com Scorsese que marca profundamente a sua filmografia, numa parceria lendária que inclui títulos como Tudo Bons RapazesCasinoO Irlandês e o recente Assassinos da Lua das Flores.

Mas a sua versatilidade também brilha na comédia (Paternidade a MeiasUma Grande Aventura), no drama (DespertaresSleepers) e no romance (Nova Iorque, Eu Amo-teCartas para Julieta).

Uma homenagem merecida e simbólica

A Palma de Ouro Honorária, que já foi atribuída a nomes como Jeanne Moreau, Agnès Varda, Jane Fonda e Harrison Ford, é uma forma de o Festival de Cannes reconhecer o impacto cultural de artistas cuja obra transcende o tempo. E poucos nomes o merecem tanto quanto De Niro – uma força criativa que não só moldou o cinema norte-americano, como ajudou a redefinir o que significa ser ator.

Além disso, a sua dedicação à arte cinematográfica estende-se à produção e à criação de plataformas para novos talentos, como provado pelo Festival Tribeca, que fundou após os atentados de 11 de setembro para revitalizar culturalmente Nova Iorque.


A seleção oficial de Cannes 2024 será revelada a 11 de abril, e o festival decorre entre 13 e 24 de maio. Até lá, celebramos este anúncio com a certeza de que Robert De Niro é – e continuará a ser – um dos rostos mais indeléveis da Sétima Arte.


📌 Estreia da cerimónia de abertura: 13 de maio

📺 Onde acompanhar: TV5 Monde, plataformas de streaming internacionais e imprensa cinematográfica

🎓 Masterclass com Robert De Niro: 14 de maio, em Cannes

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Nanni Moretti Sobrevive a Enfarte e Recebe Alta: O Cinema Europeu Respira de Alívio


🎬 O mundo do cinema europeu suspirou de alívio esta semana com a notícia de que o aclamado realizador italiano Nanni Moretti, de 71 anos, recebeu alta hospitalar após ter sofrido um enfarte. Moretti, uma das vozes mais singulares e introspectivas do cinema de autor, esteve internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital San Camillo, em Roma, desde quarta-feira passada, mas já se encontra em casa e em recuperação.

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A notícia foi confirmada durante o festival Custodi di sogni – I tesori della Cineteca Nazionale, que decorre em Roma, onde Moretti chegou mesmo a participar por telefone, num gesto simbólico que demonstrou não apenas a sua recuperação, mas também o seu eterno compromisso com o cinema e a cultura italiana. Os organizadores do evento divulgaram um vídeo em que o realizador fala com clareza, embora com voz contida, revelando o seu desejo de regressar ao trabalho “em breve”.

Na quinta-feira, o chefe do serviço de cardiologia do hospital confirmava que o estado clínico de Moretti era estável. Um dia depois, a boa notícia da alta hospitalar foi recebida com entusiasmo por fãs e colegas de profissão.

Um autor com assinatura própria

Nanni Moretti é conhecido tanto pelo seu olhar profundamente pessoal como pelo seu humor subtil e crítica social afiada. Os seus filmes, muitas vezes autobiográficos, são um reflexo das suas inquietações políticas, filosóficas e familiares. Em obras como Caro Diário (1994), onde passeia por Roma numa Vespa enquanto comenta o mundo ao seu redor, ou O Quarto do Filho (2001), vencedor da Palma de Ouro em Cannes, Moretti revelou-se um mestre da introspecção cinematográfica.

O seu estilo foi frequentemente comparado ao de Woody Allen, mas com um cunho profundamente italiano — mais político, mais católico, mais contido no absurdo, e sempre emocionalmente ressonante. Em Habemus Papam (2011), por exemplo, apresentou-nos um Papa em crise existencial, humanizando uma figura tradicionalmente inatingível. Mais recentemente, Tre Piani (2021) voltou a colocá-lo em Cannes, desta vez como autor de um drama coral sobre a vida urbana e os laços familiares.

A importância de Moretti no cinema europeu

O cinema de Moretti nunca foi feito para agradar massas — e é precisamente por isso que o seu impacto é tão profundo. Ao longo de décadas, construiu uma obra coerente, poética e combativa, abordando temas como o comunismo, a fé, a perda e a condição humana. Em Itália, a sua figura é quase reverenciada, não apenas como artista, mas como um intelectual activo, que participou do debate público de forma constante.

Além disso, Moretti é o proprietário e programador da mítica sala Nuovo Sacher em Roma, onde exibe cinema de autor e promove novos realizadores. É também um dos fundadores da produtora Sacher Film, que tem sido responsável por apoiar muitos talentos emergentes.

Uma pausa forçada, mas temporária

Embora o ataque cardíaco seja um alerta claro para abrandar o ritmo, os admiradores do realizador esperam que esta pausa forçada sirva apenas para fortalecer o seu regresso. O próprio Moretti já demonstrou interesse em retomar os seus projectos assim que for possível. O seu último filme, Il Sol dell’Avvenire (2023), foi recebido com entusiasmo e reforçou a ideia de que o realizador ainda tem muito para oferecer.

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Para já, o mais importante é que está de volta a casa, em recuperação, e com vontade de continuar a sonhar — e a fazer sonhar — através da sétima arte.


Onde ver os filmes de Nanni Moretti em Portugal:

  • Caro Diário, Habemus Papam e O Quarto do Filho têm passado regularmente na RTP2 e estão disponíveis ocasionalmente na Filmin e na MUBI.
  • Também podem ser encontrados em DVD nas bibliotecas municipais e videotecas especializadas.