Dakota Johnson e Adria Arjona em “Splitsville”: Comédia Selvagem Sobre Casamentos Abertos Chega com Trailer Promissor

💔💥 Alerta de drama conjugal com muito humor (e alguma pancadaria emocional à mistura)! Dakota Johnson e Adria Arjona protagonizam Splitsville, a nova comédia da Neon que explora as alegrias e desastres dos casamentos abertos — e promete virar do avesso o conceito de “relações modernas”.

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No trailer divulgado a 23 de junho, conhecemos duas personagens em momentos bem diferentes da vida conjugal: Ashley (Arjona) confessa ao marido Carey (Kyle Marvin) que quer o divórcio… e que o traiu. Ferido e desnorteado, Carey recorre aos amigos Julie (Johnson) e Paul (Michael Angelo Covino) em busca de conselhos — e é então que descobre o segredo da suposta felicidade conjugal do casal: um casamento aberto.

Amizades em risco, camas partilhadas e caos garantido

Claro que nada corre bem. Depois de se envolver com Julie, Carey gera um curto-circuito emocional que põe em risco todas as relações — amorosas e de amizade. O trailer deixa antever discussões acaloradas, acidentes de carro e até umas quantas cenas de pancadaria (comédia física ao estilo The Climb).

A sinopse oficial confirma o tom: “Depois de Ashley pedir o divórcio, o bem-intencionado Carey recorre aos seus amigos Julie e Paul em busca de apoio. Fica chocado ao descobrir que o segredo da felicidade deles é um casamento aberto — até que cruza a linha e atira todas as relações para o caos.”

O elenco conta ainda com Nicholas Braun (Succession), David Castañeda (The Umbrella Academy) e O-T Fagbenle (The Handmaid’s Tale), numa comédia que promete equilibrar ternura, ironia e momentos genuinamente hilariantes sobre o amor (e os limites da modernidade emocional).

A dupla Covino & Marvin volta à carga

Splitsville marca o regresso da dupla Michael Angelo Covino e Kyle Marvin como argumentistas e protagonistas, depois do sucesso indie The Climb (2019). A química disfuncional entre os dois parece intacta, agora com a ajuda de duas protagonistas de peso — Adria Arjona, que regressa ao cinema após a série Andor, e Dakota Johnson, que vive um ano especialmente romântico, depois da estreia de Materialists em junho.

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Com estreia mundial em Cannes, Splitsville promete ser uma comédia dramática onde as emoções correm soltas, as regras conjugais são quebradas e a honestidade brutal pode ser o pior (ou melhor?) dos remédios.

A não perder se gosta de: Marriage StoryYou Hurt My FeelingsFriends With Kids, ou se simplesmente quer ver Dakota Johnson a atirar-se a uma relação (ou duas) com o charme desajeitado que já lhe é característico.

Pedro Pascal responde às críticas sobre ser o novo Mister Fantastic: “Ele precisa de fazer a barba…”

Pedro Pascal sabe que nem todos os fãs ficaram convencidos com a sua escolha como Reed Richards no novo The Fantastic Four: First Steps — e decidiu não ignorar as críticas.

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O ator chileno-americano, um dos mais requisitados de Hollywood na actualidade, estreia-se no Universo Cinematográfico da Marvel como o carismático cientista elástico, mas admite que nunca sentiu tanta resistência a um papel como agora.

“Estou mais consciente do desagrado em relação ao meu casting do que em qualquer outra coisa que já fiz. ‘Ele é demasiado velho. Não é o certo. Ele precisa de fazer a barba’”, revelou à Vanity Fair.

Corações, Avengers e… críticas

Apesar da recepção mista, Pascal garante que está a investir tudo no novo projecto.

“Estamos a pôr os nossos corações num prato dentro deste género. Nunca sabes se as pessoas vão ficar comovidas ou enojadas com isso.”

Entre os fãs mais ruidosos, há quem questione a idade de Pascal (49 anos) para interpretar um Reed Richards num universo onde a juventude e o carisma visual são frequentemente exaltados. Outros limitam-se a comentar detalhes estéticos: “Ele precisa de fazer a barba” tornou-se meme nas redes sociais.

Ainda assim, Pedro Pascal está longe de estar sozinho. Segundo revela, tem encontrado apoio em pesos pesados da Marvel como Robert Downey Jr., que o recebeu de braços abertos.

“Ele é imediatamente generoso e acolhedor. Faz-te sentir que podes ter medo, fome ou dúvidas.”

Avenger… ou não?

Curiosamente, Pascal foi visto a caminho de um “dia de trabalhos de casa” na casa de Downey Jr., onde se reuniu com o elenco de Avengers: Doomsday. O ator volta a interpretar Mister Fantastic nesse filme, o que levanta a inevitável pergunta: será ele agora um Vingador?

“Não sei, não sei”, respondeu com uma gargalhada. “Vamos antes voltar a falar de morte e suicídio, em vez dos Avengers!”

Uma polémica que não desaparece

A entrevista também tocou no recente atrito com J.K. Rowling. Pascal criticou publicamente a autora de Harry Potterdepois de esta ter celebrado a decisão do Supremo Tribunal do Reino Unido que restringe a definição legal de mulher ao sexo biológico. Descreveu a postura de Rowling como “um comportamento de perdedora horrível”.

“Pergunto-me: estou a ajudar? Estou realmente a ajudar? Esta é uma situação que exige elegância, para que algo mude e as pessoas possam ser protegidas. Mas os bullies deixam-me absolutamente doente”, disse Pascal.

Rowling respondeu com insinuações, partilhando um vídeo em que Pascal toca na mão da colega Vanessa Kirby durante um painel da Marvel. Sugeriu, de forma implícita, que o ator teria sido “presunçoso” com ela. Vanessa Kirby reagiu com firmeza, explicando:

“Estávamos nervosos antes de entrar em palco. Ele segurou na minha mão para me dar força, e eu agradeci. Foi um gesto bonito.”

A responsabilidade de ser Reed Richards

Entre polémicas, dúvidas e apoios, uma coisa é certa: The Fantastic Four: First Steps será um dos filmes mais esperados da nova fase da Marvel. Pascal lidera um elenco que inclui Vanessa Kirby como Sue Storm, Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm e Joseph Quinn como Johnny Storm.

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E, com o destino do universo em risco, Reed Richards poderá ser a chave para enfrentar o temido Doutor Destino — desta vez, interpretado por… Robert Downey Jr.

Sim, leu bem.

Dois Procuradores: Janus Films adquire os direitos do drama ucraniano premiado em Cannes

🎬 Um retrato denso e perturbador da repressão soviética que promete agitar o circuito de cinema independente norte-americano

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O thriller histórico Dois Procuradores (Two Prosecutors), realizado pelo ucraniano Sergei Loznitsa e apresentado na Competição Oficial do Festival de Cannes 2025, foi adquirido pela distribuidora Janus Films para os direitos de exibição na América do Norte.

A longa-metragem, ambientada na União Soviética de 1937 durante o auge do Grande Expurgo estalinista, acompanha um recém-formado em Direito que, ao assumir o cargo de procurador, decide enfrentar a corrupção do sistema… e paga caro pela ousadia. Baseado numa novela do cientista e dissidente soviético Georgy Demidov — ele próprio prisioneiro político —, o filme mergulha nos horrores burocráticos e morais de um regime totalitário.

Em Cannes, Dois Procuradores arrecadou o Prémio François Chalais, distinção atribuída a obras que melhor retratam os valores do jornalismo e da dignidade humana.

Uma realização meticulosa e um ambiente opressivo

Descrito pelo crítico Jordan Mintzer, do The Hollywood Reporter, como “meticulosamente realizado e magistralmente interpretado”, o filme foi particularmente elogiado pelo seu ambiente claustrofóbico, fiel ao terror psicológico vivido sob o regime de Estaline.

No elenco destacam-se Aleksandr Kuznetsov, Alexander Filippenko, Anatoli Beliy, Andris Keišs e Vytautas Kaniušonis — rostos fortes para um drama onde a tensão política e moral é levada ao extremo.

O realizador Sergei Loznitsa comentou a aquisição:

“Estou orgulhoso por confiar o meu mais recente filme à Janus e entusiasmado por trabalhar com eles pela primeira vez. Tenho plena confiança de que darão ao filme o lançamento impactante que merece na América do Norte.”

Por seu lado, a Janus Films sublinhou a importância contemporânea do projeto:

“Com Dois Procuradores, Sergei criou um thriller meticuloso e assombroso, enraizado nos horrores do passado, mas de uma ressonância arrepiante com as realidades políticas de hoje.”

Um novo capítulo para Janus Films

Este é mais um título de prestígio a juntar-se ao catálogo da distribuidora, que já lançou nos EUA filmes como Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi (vencedor do Óscar de Melhor Filme Internacional), e este ano os aguardados Misericórdia, de Alain Guiraudie, The Shrouds, de David Cronenberg, e Caught by the Tides, de Jia Zhangke.

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Para além de Dois Procuradores, a Janus Films também adquiriu outros destaques de Cannes 2025, como Ressurreição, de Bi Gan (Prémio do Júri), o épico histórico Magalhães, de Lav Diaz, e O Amor que Resta, de Hlynur Pálmason.

A data de estreia de Dois Procuradores nos cinemas portugueses ainda não é conhecida, mas o seu percurso internacional — e o seu potencial impacto no circuito de prémios — fazem deste um título a acompanhar de perto.

É Oficial (Mesmo Que Ele Finja Que Não): Jake Schreier Vai Realizar o Novo Filme dos X-Men

🎬 Depois de anos de rumores e especulações, o futuro cinematográfico dos X-Men no Universo Cinematográfico da Marvel começa finalmente a ganhar forma — e já tem realizador… mesmo que ele ainda não o admita.

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A confirmação chegou da forma mais insólita possível: Ryan Coogler, o prestigiado realizador de Black Panther, deixou escapar a revelação numa entrevista informal ao Metro Entertainment. Quando questionado se estaria ligado ao novo projeto dos mutantes, Coogler respondeu com descontracção:

“Não, não sou eu. O Jake é que está a realizar isso.”

Jake, neste caso, é Jake Schreier, realizador de Thunderbolts, outro dos projetos do MCU em desenvolvimento. E para que não restem dúvidas, o site io9 contactou a Marvel, que confirmou oficialmente: Jake Schreier é mesmo o realizador do novo X-Men.

“Se estivesse, não poderia dizer…”

A ironia? Schreier recusa-se a confirmar… pelo menos por enquanto.

Durante a sua presença num festival de cinema em Malta, foi confrontado com a pergunta diretamente. A resposta foi evasiva:

“Mesmo que estivesse confirmado, não acho que me deixassem responder a essa pergunta.”

Mas a máscara já caiu. E a Marvel não tem o hábito de deixar confirmações escaparem por acidente, muito menos em entrevistas de bastidores. A verdade é que, salvo reviravolta de última hora, o novo capítulo dos mutantes será mesmo entregue a Jake Schreier.

O que esperar do novo 

X-Men

?

Neste momento, a produção ainda está longe de começar. A Marvel está atualmente focada em Avengers: Doomsday, com estreia marcada para dezembro de 2025, e não terá um grande painel na San Diego Comic-Con este ano, o que significa que mais novidades sobre os X-Men podem demorar.

O que se sabe, porém, é que a Marvel quer reinventar a saga dos mutantes para uma nova geração de fãs, agora já plenamente integrada no MCU. E Schreier, apesar de relativamente desconhecido do grande público, já provou com Thunderbolts que sabe lidar com grupos de anti-heróis — o que o torna uma escolha coerente.

Além disso, na mesma entrevista, Schreier revelou que o que mais o entusiasma nos projetos é a construção das personagens e a colaboração com bons argumentistas. Se isso significar uma abordagem mais íntima e menos genérica à saga dos mutantes, então os fãs têm razões para ter esperança.

Um longo caminho até Xavier voltar ao ecrã

Com os X-Men a regressarem aos cinemas pela mão da Marvel Studios, a fasquia está alta. Não só pela memória dos filmes da Fox — que variaram entre o brilhante (X2Logan) e o desastroso (Dark Phoenix) — mas também pela promessa de integração com o universo de personagens já estabelecidas, como os Vingadores, Deadpool ou até o novo Fantastic Four.

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Para já, sabemos que Jake Schreier está ao leme. E, mesmo que ele ainda finja que não… está tudo confirmado.

“Blade” Continua no Limbo: Nem Mahershala Ali Sabe o que se Passa com o Filme da Marvel

Anunciado com pompa em 2019, o novo filme de Blade continua sem data de estreia, sem realizador fixo e, ao que parece, sem rumo. Nem o próprio Mahershala Ali sabe quando — ou se — irá empunhar a espada.

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Em julho de 2019, a Marvel terminou a apresentação da sua ambiciosa Fase 4 com um momento bombástico na Comic-Con de San Diego: Mahershala Ali, vencedor de dois Óscares, surgia no palco com um boné de Blade, confirmando-se como o novo intérprete de Eric Brooks, o caçador de vampiros meio-humano, meio-creatura da noite.

Cinco anos depois, o filme continua sem sair da gaveta.

“Gostava que acontecesse… mas não sei em que ponto está a Marvel”

Em declarações recentes à The Hollywood Reporter durante a antestreia do seu novo filme Mundo Jurássico: Renascimento, Mahershala Ali foi claro quanto ao estado atual do projeto: não sabe absolutamente nada.

“Estou a levar um dia de cada vez. Estou a fazer o melhor trabalho que posso. Gostava que o Blade acontecesse, mas não sei em que ponto está agora a Marvel”, confessou o ator, que se tem mantido discretamente associado ao papel desde 2019.

À Variety, foi ainda mais sucinto e direto:

“Estou pronto. Digam-lhes que estou pronto.”

Apesar do entusiasmo contínuo de Ali, a realidade é que o filme passou por um percurso atribulado: dois realizadores abandonaram o projeto, seis argumentistas estiveram ligados à produção, e as sucessivas greves em Hollywood em 2023, aliadas à nova política da Disney de “menos quantidade, mais qualidade”, empurraram Blade para fora de todos os calendários de estreia.

De destaque a incógnita

Quando foi anunciado, Blade era para ser um dos pilares de uma nova fase do Universo Cinematográfico da Marvel, integrando-se numa linha narrativa mais sombria e madura, com personagens sobrenaturais e tramas mais violentas. Chegou a ter datas marcadas: 3 de novembro de 2023, depois 6 de setembro de 2024, e mais recentemente 7 de novembro de 2025.

Neste momento, o projeto nem sequer figura no calendário oficial do estúdio. É o único título apresentado na Comic-Con de 2019 que ainda não entrou em fase de rodagem.

Entretanto, Mahershala Ali teve apenas uma breve participação vocal numa cena pós-créditos de Eternals (2021), onde se ouviu a voz de Blade pela primeira (e única) vez. À parte disso, o ator continua à espera — e a preencher o tempo com outros papéis. No filme Your Mother Your Mother Your Mother, por exemplo, revelou ter conseguido saciar o “apetite por cenas de ação”, embora sem o sabor especial do caçador de vampiros.

O legado de Blade… e a sombra de Wesley Snipes

Blade já tem uma história longa no cinema. Wesley Snipes interpretou o personagem em três filmes entre 1998 e 2004, antecipando em anos o boom de adaptações de super-heróis que se seguiria com a Marvel Studios. Snipes até regressou este ano para uma participação especial em Deadpool & Wolverine, como homenagem ao legado do personagem.

Ali, por seu lado, é um ator de prestígio, com Oscars por Moonlight e Green Book, e a sua escolha para o papel foi vista como um trunfo de peso. Mas passados cinco anos, a promessa está por cumprir.

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O que se passa dentro da Marvel permanece um mistério — até para os seus próprios protagonistas.

Tom Cruise e Brad Pitt reencontram-se em Londres… três décadas depois de Entrevista com o Vampiro

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Trinta e um anos após o tenso encontro em Entrevista com o Vampiro, Tom Cruise e Brad Pitt voltam a aparecer juntos em público, desta vez na antestreia europeia de F1 – O Filme.

Foi um momento inesperado e simbólico para os fãs de cinema: Tom Cruise e Brad Pitt, que partilharam o ecrã em Entrevista com o Vampiro (1994), reencontraram-se esta segunda-feira na antestreia europeia de F1 – O Filme, em Londres. O novo filme protagonizado por Brad Pitt e realizado por Joseph Kosinski, com produção de Jerry Bruckheimer, junta nomes que também estiveram envolvidos em Top Gun: Maverick, de Cruise.

Cruise, cuja presença não tinha sido anunciada, surpreendeu ao aparecer no evento e posar com Pitt, Kosinski, Bruckheimer e o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali. Num vídeo amplamente divulgado nas redes sociais, os dois atores surgem a conversar de forma calorosa, trocando sorrisos, palavras e até abraços, num clima bem mais amistoso do que aquele que marcou a única colaboração cinematográfica que tiveram.

“Grande noite no cinema com os meus amigos. Vocês arrasaram!”, escreveu Cruise no X (antigo Twitter), celebrando o momento.

Recordar Entrevista com o Vampiro: um clássico e um conflito

A relação entre os dois astros de Hollywood nem sempre foi pacífica. A adaptação do romance gótico de Anne Rice, realizada por Neil Jordan, foi marcada por fricções nos bastidores. Enquanto Cruise interpretava o vampiro carismático Lestat, Pitt assumia o papel de Louis, o protagonista atormentado.

Durante anos, circularam relatos de tensões no set. O próprio Pitt confessou o desconforto com a escolha de Cruise para o papel de Lestat e descreveu a dinâmica entre os dois com a frase que se tornou célebre: “Ele é o Polo Norte, eu sou o Polo Sul”. Acrescentou ainda que havia “uma competição latente que atrapalhava qualquer conversa a sério”.

O realizador Neil Jordan confirmou publicamente que Pitt torceu o nariz à escolha de Cruise. E, apesar das tentativas de ambos em minimizar publicamente o distanciamento, uma fonte citada pela revista Closer em 2024 referia que “não se suportam” e que “há um motivo para não trabalharem juntos há 30 anos”.

Um reencontro… e uma oportunidade perdida

A recente antestreia de F1 – O Filme marca assim não só um reencontro simbólico, mas também um possível reatar de relações profissionais que esteve quase a acontecer. O realizador Joseph Kosinski revelou há pouco tempo que tentou juntar Pitt e Cruise numa versão anterior de Le Mans ’66: O Duelo, filme que acabaria por estrear em 2019 realizado por James Mangold, com Matt Damon e Christian Bale nos papéis principais.

Segundo Kosinski, o projeto com Cruise e Pitt não avançou devido a limitações orçamentais. Ainda assim, a intenção esteve em cima da mesa, mostrando que o regresso da dupla não era totalmente impensável.

Mais do que um reencontro

Seja apenas um momento de cortesia ou o prenúncio de uma futura colaboração, o reencontro de Tom Cruise e Brad Pitt está já a marcar 2024 como um dos acontecimentos mais simbólicos de Hollywood. Três décadas depois de um filme que se tornou culto e de um conflito que marcou o imaginário dos fãs, a imagem dos dois juntos em Londres faz sonhar os cinéfilos com um novo capítulo — agora talvez mais pacífico — entre duas das maiores estrelas do cinema contemporâneo.

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Mark Gatiss descarta regresso de Sherlock e apresenta nova série policial no Festival de Séries Global em Itália

O criador da aclamada série britânica Sherlock deixou poucas esperanças quanto a um eventual regresso, ao mesmo tempo que apresentou o seu novo projeto, Bookish.

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Durante uma masterclass no Festival de Séries Global de Itália (Italian Global Series Festival), o argumentista e actor britânico Mark Gatiss afirmou que o regresso de Sherlock à televisão — ou até mesmo ao cinema — é improvável. “Voltar atrás é muitas vezes muito difícil”, disse Gatiss, reconhecendo que o entusiasmo dos fãs continua vivo, mas que o momento da série pode ter ficado no passado.

A declaração surge depois de, no ano passado, Sue Vertue, produtora da Hartswood Films, ter admitido que haveria um “futuro” para Sherlock, desde que os atores principais — Benedict Cumberbatch e Martin Freeman — aceitassem regressar. No entanto, Gatiss esclareceu que, até agora, “não foi feita uma nova temporada porque o Benedict e o Martin não quiseram fazer mais”.

Gatiss revelou ainda que chegou a apresentar uma ideia de filme durante o confinamento da pandemia, que agradou aos dois protagonistas, mas que nunca avançou para desenvolvimento. “É importante reconhecer quando um tempo é um tempo. Às vezes está lá e depois termina — e não há nada de errado com isso”, acrescentou.

Sherlock, adaptação moderna dos contos de Arthur Conan Doyle, estreou na BBC em 2010 e teve quatro temporadas, terminando em 2016 com um episódio especial. O próprio Mark Gatiss interpretava Mycroft Holmes, irmão do célebre detetive.

Nova série: Bookish

O criador britânico apresentou no mesmo evento a sua nova série de mistério, Bookish, cuja estreia mundial decorreu esta semana no festival. A história acompanha Gabriel Book, dono de uma livraria de antiguidades em Londres do pós-Segunda Guerra Mundial, que vive num casamento de conveniência com uma mulher, enquanto resolve crimes com o auxílio de um jovem inspetor.

Descrita como uma mistura entre mistério clássico e crítica social, a série aborda temas como a repressão da homossexualidade e a instabilidade social do pós-guerra. Gatiss — que escreve, interpreta e cria a série — explicou que a intenção foi mostrar como “o mundo pós-guerra era perigoso e excitante”, oferecendo ao público “um grande escape do mundo actual”.

Apesar do tom leve, Gatiss sublinha que Bookish não é um exemplo de cosy crime. “As pessoas afastaram-se das histórias de assassinos em série, que são tão desagradáveis, e procuraram mundos mais gentis. Mas não gosto do termo cosy crime, porque sugere que não há agressividade — e há, sim”, defendeu.

A série é produzida pela Eagle Eye Drama (subsidiária da ITV Studios) e pela Happy Duck Films, com transmissão assegurada pela UKTV no Reino Unido e pela PBS nos EUA. A Beta Film, empresa alemã, é responsável pela distribuição internacional.

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Gatiss, conhecido também pelo seu trabalho em Doctor Who, mostrou-se mais reservado quanto ao futuro da série de ficção científica. “Acho que ninguém sabe muito bem o que se está a passar com Doctor Who neste momento. Tudo gira à volta do acordo com a Disney”, disse. “Não escrevo um episódio desde 2017, e quando já se passaram dois Doutores, não se volta.”

Produtor americano detido por suspeita de duplo homicídio em Roma: caso levanta suspeitas sobre créditos fiscais e identidade falsa

Francis Charles Kaufmann, que usava os pseudónimos Rexal Ford e Matteo Capozzi, é acusado de matar a companheira e a filha de 11 meses.

Um produtor e realizador norte-americano foi detido pelas autoridades gregas na ilha de Skiathos a 7 de junho, na sequência de um mandado internacional emitido por Itália, após o homicídio da sua companheira e da filha de ambos, com apenas 11 meses, em Roma. A história, que já chocava pela violência do crime, está agora a levantar suspeitas mais amplas sobre fraudes no mundo do cinema, uso de identidades falsas e irregularidades no acesso a incentivos fiscais públicos.

O suspeito, detido sob o nome artístico Rexal Ford, foi identificado como Francis Charles Kaufmann, de 46 anos. Usava também o nome Matteo Capozzi, através do qual reclamava ter trabalhado em grandes produções como All the Money in the World (2017), de Ridley Scott, e The 15:17 to Paris (2018), de Clint Eastwood. No entanto, fontes das respetivas produtoras desmentiram qualquer envolvimento do indivíduo nestes projetos.

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As vítimas foram Anastasia Trofimova, de 28 anos, de nacionalidade russa, e Andromeda, a filha do casal. Os corpos foram encontrados em diferentes pontos do Parque Villa Pamphili, em Roma, um local muito frequentado por famílias e desportistas. A polícia italiana acredita que os homicídios ocorreram após uma tentativa falhada de Kaufmann obter parte de um crédito fiscal atribuído pelo Ministério da Cultura italiano para um filme que nunca foi produzido.

Fraude em crédito fiscal e uso de empresas-fantasma

A investigação revelou que Kaufmann/Ford obteve um crédito fiscal de 863.595 euros através da empresa Tintagel Films — com sede alegada no Reino Unido — em colaboração com a produtora romana Coevolutions, para um projeto chamado Stelle della Notte, que nunca saiu do papel.

A atribuição do crédito, já sob suspeita pelas autoridades italianas, reacendeu o debate sobre o controlo e fiscalização dos apoios públicos ao cinema. Coevolutions teria já acumulado cerca de 4 milhões de euros em créditos fiscais para 13 projetos, apenas um dos quais chegou a ser concluído.

O Ministro da Cultura italiano, Alessandro Giuli, prometeu consequências caso sejam confirmadas irregularidades, e recordou que uma recente reforma no sistema visa precisamente evitar situações semelhantes.

Uma teia de pseudónimos e créditos inventados

O perfil profissional do suspeito inclui uma série de títulos e funções em festivais e produções independentes — como DiamantinoThe Ornithologist e Zurich — nas quais nunca terá tido qualquer envolvimento real. Produtores desses filmes contactados pela imprensa internacional garantiram não conhecer Kaufmann, e já pediram a remoção do seu nome de bases de dados como o IMDb.

Além das falsas credenciais, Kaufmann era descrito como “um manipulador” e “um psicopata” pela própria irmã, Penelope Kaufmann, que confirmou à imprensa italiana que a família o apoiava financeiramente com a condição de não regressar aos EUA.

Investigação em curso e extradição pendente

De acordo com informações das autoridades, Kaufmann terá conhecido Trofimova em Malta, onde esta residia ilegalmente após o visto de turista expirar. A filha nasceu naquele país no verão de 2024, mas não foi registada devido à falta de documentação. A família deslocou-se para Roma de catamarã, depois de uma alegada tentativa frustrada de obter acesso ao crédito fiscal aprovado.

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extradição de Kaufmann de volta para Itália está pendente, num processo que poderá demorar meses. A polícia italiana investiga agora não apenas os homicídios, mas também as ramificações económicas e criminais ligadas à atividade do suspeito na indústria cinematográfica.

Jason Statham & Simon West: Velhos Parceiros de Ação Prontos para Mais Uma Explosão?

Realizador de The Mechanic e Os Mercenários 2 admite que está à espera do “projecto certo” para voltar a trabalhar com o duro de roer mais querido do cinema de ação

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🔫 Explosões? Check. Caras fechadas? Check. Frases secas ditas com sotaque britânico e um soco à mistura? Check e mais check. Simon West e Jason Statham criaram, durante alguns anos da década passada, uma espécie de bromance cinematográfico com filmes como The MechanicWild Card e Os Mercenários 2. Mas depois… silêncio. Agora, West diz que está mais do que pronto para voltar à carga com o seu ator-fetiche.

“Temos orgulho nos filmes que fizemos juntos”

Em entrevista recente, o realizador britânico deixou claro que continua a imaginar Statham em vários papéis e que o reencontro entre ambos não está fora de questão. “Sempre que surge algo, penso: ‘O Jason pode gostar disto’”, diz Simon West, revelando que só falta mesmo aparecer o projecto certo — aquele que traga algo de novo para os dois e que não seja uma repetição do que já fizeram antes.

Statham, por seu lado, continua a fazer… bem, de Statham. Saltos de prédios, combates corpo-a-corpo, tiroteios e aquele charme impassível que o transformou num dos pilares do cinema de ação contemporâneo. E sejamos honestos: é exatamente isso que o público espera e adora.

“The Mechanic 3”? Já podemos ver o cartaz…

É inevitável pensar na possibilidade de um The Mechanic 3. A série de filmes que começou em 2011 com Jason Statham no papel de Arthur Bishop — o assassino profissional mais meticuloso do planeta — é talvez o ponto alto da colaboração entre ator e realizador. O segundo filme foi realizado por Dennis Gansel, e Simon West não esconde que gostaria de ter voltado à cadeira de realizador. Será que é este o tal “projeto certo” que ambos andam a procurar?

Simon West: o regresso aos básicos?

Simon West, que já teve dias mais felizes (o seu mais recente filme Bride Hard está a ser considerado um desastre crítico), parece reconhecer que o regresso ao universo testosterónico de Jason Statham poderia ser uma forma de se reinventar. Afinal, há algo de reconfortante na simplicidade de um bom filme de pancadaria: um herói solitário, uma missão impossível, e inimigos que voam de janelas ao som de riffs de guitarra.

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Fica a pergunta…

Será que o público está pronto para mais uma dose de Statham+West? A resposta mais honesta talvez seja: Quando é que não estamos?

Seth Rogen e a Audição de Gigli Que Quase “Lhe Acabava a Carreira” 🤯

A comédia falhada que deu origem ao mito Bennifer… e que quase arruinava Seth Rogen antes mesmo de começar.

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Antes de ser o rei das comédias “fumadas” e o eterno bro de James Franco, Seth Rogen era apenas um jovem ator canadiano com muita vontade de impressionar. E foi precisamente isso que tentou fazer… numa audição para um dos maiores desastres cinematográficos dos anos 2000: Gigli.

Sim, esse Gigli. Aquele filme com Ben Affleck e Jennifer Lopez que custou mais de 70 milhões de dólares e arrecadou apenas 7 nas bilheteiras — e que ainda hoje ostenta uns generosos 6% de aprovação no Rotten Tomatoes. Uma obra-prima do cringe moderno.

Mas voltemos ao nosso herói.

“Se esta cassete sair cá para fora, a minha carreira acabou!”

Seth Rogen contou no programa Jimmy Kimmel Live que, há mais de 20 anos, fez uma audição para o papel de Brian — o jovem com deficiência cognitiva que acaba raptado por Affleck e Lopez — um papel que acabou por ir para Justin Bartha (The Hangover).

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Segundo o próprio Rogen, o guião da época não era exatamente sensível ou progressista na abordagem da personagem. Mas isso não o impediu de dar tudo por tudo. “Eu queria tanto impressionar que… bem, digamos que foi um erro,” confessou com um misto de vergonha e riso nervoso.

“Tive a tentação de fazer aqui uma imitação da audição… mas não posso. É tão má. Tão má. Seria o fim da minha carreira.” — Seth Rogen

O momento mais desconfortável (e hilariante)? Rogen admite que “não chegou a levar capacete para a audição, mas esteve em cima da mesa”. Humor negro à parte, percebe-se que o ator fala com total consciência de como o contexto mudou — e de como certas escolhas já não têm lugar.

Hollywood escapou… e Seth também

O mais curioso é que, segundo Rogen, se aquela gravação existisse em formato digital e viesse a público, ele estaria hoje numa tour de pedidos de desculpas e não a promover o seu novo trabalho.

“Se alguém tiver essa fita, por favor queime-a. Ou vendam-ma. Eu compro-a!”

A verdade é que Gigli foi um monumental fracasso — mas talvez o melhor que aconteceu a Seth Rogen. Escapou de uma comédia romântica que virou meme antes dos memes serem moda, e teve tempo de encontrar o seu verdadeiro talento com Virgem aos 40 AnosKnocked Up e Superbad.

Se calhar, até devíamos agradecer ao destino por essa audição ter corrido tão mal.

Kenneth Branagh Diz Que Jodie Comer é “a Nova Meryl Streep”. Será?

A protagonista de 28 Years Later impressiona no novo thriller psicológico de Branagh, The Last Disturbance of Madeline Hynde

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🎭 Num mundo onde as comparações a Meryl Streep são feitas com mais facilidade do que deviam, Kenneth Branagh não tem dúvidas: Jodie Comer é uma estrela com uma carreira digna de investimento — como alguém disse um dia sobre a jovem Streep, “Gostava de ter ações no futuro dela”.

A afirmação foi feita ao jornal The Times, onde o realizador britânico teceu rasgados elogios à atriz após trabalharem juntos em The Last Disturbance of Madeline Hynde, o seu próximo filme, descrito como um thriller psicológico contemporâneo.

Para Branagh, a experiência de filmar com Comer nesta fase da sua carreira é “uma sorte”. E isso vindo de alguém que já trabalhou com nomes como Emma Thompson, Cate Blanchett ou Judi Dench, não é elogio de somenos.

“Eu? Nada a ver com a Meryl!”

Com o típico humor britânico e um charme que continua a conquistar audiências desde Killing Eve, Jodie Comer reagiu à comparação com uma gargalhada:

“Oh, eu? Nada a ver com a Meryl! Sou só uma rapariga de Liverpool!”, disse a atriz.

A humildade é real, mas a verdade é que poucos atores conseguem brilhar com tanto carisma e intensidade. Basta ver o seu desempenho em 28 Years Later, o muito aguardado novo capítulo da saga zombie de Danny Boyle, onde Comer assume um dos papéis principais.

Um elenco de luxo… e mistério

Para já, o enredo de The Last Disturbance of Madeline Hynde permanece guardado a sete chaves — como qualquer bom thriller deve ser. Mas sabemos que o elenco é de luxo: Patricia Arquette, Michael Sheen, Vicky McClure, Tom Bateman, Gemma Whelan, Karla Crome, entre outros, juntam-se a Comer para dar corpo a esta nova incursão de Branagh na tensão psicológica.

A produção arrancou em agosto de 2024 e o filme deverá chegar aos cinemas em 2025.

Branagh fora do Poirot e de volta ao suspense

Depois de três filmes com o seu bigode icónico como Hercule Poirot, Kenneth Branagh dá um passo ao lado e mergulha novamente num território mais sombrio e intrigante — como já tinha feito em Dead Again ou Sleuth. Desta vez, parece apostado em entregar um thriller atmosférico, com fortes interpretações e (espera-se) algumas reviravoltas memoráveis.

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Se as palavras do realizador se confirmarem, The Last Disturbance of Madeline Hynde poderá ser o filme que consolida Jodie Comer como uma das atrizes mais completas da sua geração. Meryl que se cuide.

Liam Neeson de Pistola na Mão e Cara Séria: Será Este o Regresso Triunfal da Comédia Nonsense?

“The Naked Gun” regressa em 2025 e promete salvar o humor das garras dos super-heróis

🎬 A comédia clássica está de volta e vem equipada com… Liam Neeson? Sim, leu bem. O novo filme da saga The Naked Gun estreia em 2025 com a promessa de recuperar o género slapstick — aquela comédia frenética, absurda e felizmente desprovida de sentido — que Hollywood andava a ignorar há anos. E, com Seth MacFarlane a produzir e Akiva Schaffer na realização, os ingredientes estão todos lá para um verdadeiro renascimento do riso à antiga.

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Liam Neeson: de vingador implacável a polícia trapalhão

Escolher Liam Neeson para substituir o lendário Leslie Nielsen no papel de Frank Drebin pode parecer uma jogada arriscada… até percebermos que funciona na perfeição. Tal como Nielsen, Neeson tem uma presença séria e intensa, o que, num contexto cómico totalmente absurdo, só amplifica o efeito. A comédia, como bem sabemos, é muitas vezes mais eficaz quando o intérprete se leva demasiado a sério.

Este casting, felizmente, foge da solução-preguiça que seria atirar Ryan Reynolds ou Dwayne Johnson para o papel. Aqui, não queremos piadolas meta nem heróis musculados. Queremos quedas aparatosas, trocadilhos vergonhosos e humor de casa-de-banho servido com um sorriso largo e sem pudores.

Uma herança de disparates — e muito orgulho nisso

A primeira trilogia The Naked Gun, saída da mente dos ZAZ (Zucker, Abrahams e Zucker), foi um verdadeiro festival de disparates — e ainda hoje se vê em modo culto nas televisões de todo o mundo. Akiva Schaffer, um dos cérebros por detrás dos The Lonely Island (PopstarHot Rod), sabe exactamente o que está a fazer: construir uma máquina de piadas imparáveis, com humor físico, visuais parvos e piadas que funcionam em várias camadas (umas mais sofisticadas, outras mais ao nível do chão da casa de banho).

Tudo indica que esta sequela/homenagem não vai tentar reinventar a roda. Vai, sim, pegar na roda, atirá-la pela janela e rir-se do estrondo.

A comédia precisa disto — urgentemente

Em tempos, o género da comédia dominava o box office com filmes como Três Homens e um Bebé ou O Professor Chanfrado. Hoje, está encurralado entre mega-produções com super-heróis que atiram piadas secas a meio de explosões CGI e filmes indie fofinhos que ninguém viu.

Comédias grandes, com orçamento razoável, actores de peso e vontade de fazer rir? São espécie em vias de extinção. E The Naked Gun pode ser o impulso necessário para restaurar esse equilíbrio perdido — com gargalhadas barulhentas e um bom par de piadas infantis à mistura.

Pamela Anderson no papel de Priscilla Presley?

Outro detalhe delicioso: Pamela Anderson entra no filme. À primeira vista pode parecer um toque de casting insólito, mas se pensarmos que no original tínhamos Priscilla Presley — outra figura mais conhecida pelos tablóides que pelo cinema — tudo encaixa. Mais um aceno inteligente à estrutura original da saga, e mais uma oportunidade para brincar com o absurdo da fama.

🎥 The Naked Gun, com estreia prevista para 2025, pode parecer uma anomalia num calendário recheado de sequelas de super-heróis e épicos distópicos. Mas talvez seja exactamente isso que nos falta: uma comédia sem vergonha de ser parva, onde cada minuto é uma oportunidade para tropeçar e rir.

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Que venham os disparates. Hollywood está a precisar. Nós também.

“Superman” de James Gunn Pode Começar a Nova Era da DC com Estreia de Fazer Corar os Vingadores 🦸‍♂️💥

Está quase a chegar o momento em que o novo Clark Kent vai vestir a capa e voar para o ecrã. O novo Superman, realizado por James Gunn e protagonizado por David Corenswet, estreia nos cinemas a 11 de julho de 2025 e promete não ser apenas mais uma aventura de super-heróis. Será o pontapé de saída oficial para o novo Universo DC, agora sob liderança de Gunn e Peter Safran.

E as previsões de bilheteira são tudo menos tímidas. 🤑

Apostas altas: entre $90 e $185 milhões na estreia

Segundo vários serviços de tracking e fontes de distribuição, a estreia norte-americana do novo Superman poderá render entre 90 e 145 milhões de dólares no seu primeiro fim de semana — com o site Box Office Theory a apontar para valores entre 140 e 185 milhões.

Mesmo a estimativa mais conservadora já colocaria o filme acima da estreia de Justice League (2017), que arrecadou 93,8 milhões nos primeiros dias. Mas se se concretizar a previsão mais otimista, poderemos estar a assistir a um arranque ao nível de Black Panther: Wakanda Forever (181 milhões).

Com um orçamento de 225 milhões de dólares (sem contar com marketing global), o novo Superman terá de gerar cerca de 700 milhões em receita global só para equilibrar contas. Mas com estas previsões — e o poder da nostalgia — tudo indica que poderá superar esse objetivo.

O que sabemos até agora?

Curiosamente, não será uma história de origem. Ao invés, Gunn promete um mergulho direto no mundo já estabelecido da DC, apresentando uma galeria de personagens de apoio que inclui:

  • Lois Lane — Rachel Brosnahan
  • Lex Luthor — Nicholas Hoult
  • Hawkgirl — Isabela Merced
  • Guy Gardner (Lanterna Verde) — Nathan Fillion
  • Mister Terrific — Edi Gathegi

Com uma duração ideal de pouco mais de duas horas, Superman quer ser acessível ao público geral e manter o ritmo ágil — sem a densidade operática que marcou o anterior Man of Steel de Zack Snyder (que arrecadou 668 milhões no total global).

Um voo sem turbulência para o novo DCU?

James Gunn tem experiência em transformar o inesperado em sucesso de bilheteira (Guardians of the Galaxy, alguém?). Agora, a pressão é maior: Superman precisa de não só ser um êxito isolado, mas também pavimentar o caminho para o novo universo interligado da DC.

Já estão em andamento filmes como Supergirl e Clayface, bem como séries como Lanterns e a segunda temporada de Creature Commandos. Uma estreia estrondosa de Superman poderá ser o catalisador necessário para dar credibilidade a este reboot.

Palavra final… ou melhor, palavra de Krypton

Ainda é cedo para certezas. Os números podem mudar, a recepção da crítica ainda está por vir e o marketing pesado da Warner Bros. está a arrancar agora. Mas se Gunn conseguir repetir a fórmula de charme, coração e humor que o celebrizou na Marvel, o novo Superman poderá não só voar… como rasgar os céus da bilheteira.

📅 Marcação no calendário: 11 de julho de 2025. Não digas que não foste avisado.

007 à Procura de Realizador: Villeneuve, Nolan, Edgar Wright e Outros em Conversações Para o Próximo James Bond 🍸🎬

A nova era de James Bond está a ganhar forma — ainda sem protagonista definido, mas com um círculo cada vez mais fascinante de candidatos a realizador. Com os direitos criativos da franquia agora nas mãos da Amazon MGM Studios, o próximo capítulo da saga do espião mais famoso do cinema está oficialmente em fase de pré-produção… e promete ser explosivo.

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Segundo o mais recente relatório da Puck News, a corrida para escolher quem vai comandar a nova missão de 007 já começou. E os nomes envolvidos fazem tremer qualquer fã de cinema: Denis VilleneuveJonathan NolanEdgar WrightPaul King e Edward Berger estão entre os cineastas que foram convidados a apresentar as suas visões para o futuro de Bond — muitos deles reunidos discretamente na casa de David Heyman, em Londres, o produtor que lidera esta nova fase, ao lado de Amy Pascal.

A lista inicial chegou a incluir Alfonso Cuarón, realizador de Gravidade e Roma, mas o próprio retirou-se da equação no mês passado. Já Edward Berger, responsável pelo poderoso Conclave, terá sido o primeiro a apresentar um esboço concreto para o novo rumo da saga.

Os outros — Villeneuve, que triunfou com Dune; Jonathan Nolan, criador de Fallout; Edgar Wright, o irreverente autor de Baby Driver; e Paul King, responsável pelos encantadores Paddington — vão apresentar propostas ao longo deste verão. Só depois será escolhido o realizador, para então se avançar com o argumento… e, claro, com o novo Bond.

Quem será o novo James Bond?

A pergunta que todos fazem continua em aberto. Os produtores estão ainda longe de anunciar o sucessor de Daniel Craig, mas circulam rumores que apontam Aaron Pierre como um dos nomes em cima da mesa. Conhecido por Rebel Ridge e por dar voz a Mufasa na nova adaptação da Disney, Pierre também fará parte do universo DC como o Lanterna Verde John Stewart. Será ele o novo rosto de Bond? Por agora, é apenas especulação.

Uma nova era Bond… em modo silencioso

Apesar do entusiasmo, o novo filme não tem ainda qualquer data de estreia. A Amazon e os produtores querem garantir que esta nova etapa seja não apenas rentável, mas relevante. E isso implica tempo — e escolhas arrojadas.

Será que Denis Villeneuve trará um Bond mais introspectivo e visualmente ambicioso? Ou Jonathan Nolan poderá mergulhá-lo num labirinto de tecnologia e geopolítica? Talvez Edgar Wright o devolva ao charme excêntrico com ação estilizada. E se for Paul King a humanizá-lo com um toque de humor britânico?

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O que é certo é que esta não é apenas mais uma aventura de James Bond. É o primeiro passo de uma nova visão para uma das maiores instituições do cinema.

E nós cá estaremos para acompanhar cada passo da missão.


A Família Mais Embaraçosa do Cinema Está de Volta:Meet the Parents 4  Chega em 2026 — Com Owen Wilson e Ariana Grande

O Natal de 2026 promete reencontros… e constrangimento em grande escala. É oficial: Meet the Parents vai ter uma quarta entrada, e Owen Wilson está de regresso como o espiritual e eternamente entusiasmado Kevin Rawley. A grande surpresa? Ariana Grande junta-se ao elenco desta comédia familiar caótica, cuja estreia está marcada para 25 de novembro de 2026, nos cinemas.

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Robert De Niro volta a vestir a pele do lendário Jack Byrnes, o sogro mais intimidante de Hollywood, e Ben Stiller regressa como Greg Focker, o genro que continua a tropeçar em tudo o que é protocolo familiar. Também Teri Polo está de volta como Pam, agora mais mediadora de paz do que nunca, e com os filhos já crescidos.

Ainda não se sabe quase nada sobre o enredo, mas segundo a produtora Jane Rosenthal, a nova história parte de um ponto curioso: Ben Stiller tem agora a idade que De Niro tinha no primeiro filme, o que abre caminho a uma inversão geracional. Os filhos dos Fockers estão crescidos… e é a vez deles de apresentar os namorados e namoradas aos pais. E, como é tradição nesta casa, nada vai correr bem.

O argumento e a realização ficam a cargo de John Hamburg, que conhece esta saga como ninguém — escreveu os três filmes anteriores e dirigiu os dois últimos. A produção junta pesos pesados como Rosenthal e De Niro (Tribeca), Jay Roach (realizador do original), Ben Stiller (pela Red Hour Films), e o próprio Hamburg.

O primeiro Meet the Parents, lançado em 2000, foi um sucesso esmagador, com mais de 330 milhões de dólares em bilheteira. As sequelas Meet the Fockers e Little Fockers mantiveram o público fiel, tornando a série numa das comédias mais lucrativas de sempre, com um total superior a 1,13 mil milhões de dólares a nível mundial.

Agora, quase duas décadas depois, o objetivo é claro: reanimar o espírito da saga com uma nova geração — e, ao que parece, com mais música. A inclusão de Ariana Grande promete trazer um novo sabor ao enredo, embora ainda não se saiba que papel terá. Será filha? Neta? Ninguém sabe — mas o risco de alguém estragar um jantar de família é, como sempre, altíssimo.

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O reencontro promete gargalhadas, embaraços, e talvez um ou dois detectores de mentiras. Uma coisa é certa: quando a família Focker se junta, o caos está garantido.

Box Office Explosivo: ‘28 Years Later’ Morde Forte, mas Dragões Continuam no Topo 🐉🧟

O verão cinematográfico de 2025 está ao rubro, com três gigantes a disputarem o pódio nas bilheteiras norte-americanas. E apesar da chegada de dois pesos pesados — 28 Years Later, de Danny Boyle, e Elio, a nova aposta da Pixar — quem continua a reinar é… How to Train Your Dragon. Sim, o remake em live-action da animação de 2010 segue imparável rumo aos 125 milhões de dólares em receitas domésticas.

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28 Years Later: Os mortos-vivos regressam… com estilo

25 anos depois do icónico 28 Days Later, Danny Boyle está de volta com um novo capítulo da saga apocalíptica: 28 Years Later. A crítica rendeu-se (92% no Rotten Tomatoes), mas o público está mais dividido (69%).

Mesmo assim, o filme estreou com uns respeitáveis 5,8 milhões de dólares em sessões de pré-estreia, garantindo o segundo lugar no feriado de Juneteenth. A Sony prevê uma estreia total entre os 28 e os 30 milhões de dólares, mas as expectativas estão a subir — o tracking aponta para valores ainda mais generosos.

O elenco ajuda à curiosidade: Jodie Comer, Aaron Taylor-Johnson, Jack O’Connell e Ralph Fiennes enfrentam um mundo em ruínas quase três décadas após o colapso civilizacional. A tensão está no máximo e este é apenas o primeiro filme de uma nova trilogia.

👽 Elio: A Pixar sonha com as estrelas, mas arranca com os pés na terra

Do lado da Pixar, a estreia de Elio — a história de um rapaz que viaja para o espaço e tenta comunicar com extraterrestres — teve um começo mais modesto. As pré-estreias renderam 3 milhões de dólares, e as estimativas para o fim de semana caíram para 20 a 23 milhões, abaixo do que se previa (30M).

Se estes números se confirmarem, Elio pode tornar-se a pior estreia de sempre da Pixar em três dias, batendo (negativamente) os 29,6M de Elemental (2023) e os 29,1M de Toy Story (1995).

Mas atenção: tal como Elemental, que começou fraco e acabou com quase 500 milhões globais, a Pixar acredita que Elioterá longa vida durante o verão, especialmente com as férias escolares a começar.

A crítica tem sido favorável, e espera-se que o passa-palavra ajude à recuperação. No entanto, paira uma sombra no ar: a decisão de Bob Chapek (então CEO da Disney) de lançar SoulLuca e Turning Red diretamente no Disney+ habituou as famílias a esperar pelos filmes em casa.

🐲 Dragões voam alto

No meio deste duelo de gigantes, quem continua a voar bem alto é How to Train Your Dragon. Com 9,7 milhõesarrecadados apenas na quinta-feira (Juneteenth), o filme da Universal/DreamWorks prepara-se para dominar mais um fim de semana. Com sessões IMAX e entusiasmo familiar, o remake em imagem real já soma quase 125 milhões e deverá arrecadar mais 35 milhões só este fim de semana.

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Com How to Train Your Dragon a dominar pela segunda semana, 28 Years Later a criar entusiasmo (e divisão) e Elio a tentar contrariar o arranque lento, o verão cinematográfico de 2025 está longe de estar decidido. Enquanto a Pixar aposta na longevidade e Danny Boyle regressa em grande estilo, os estúdios testam o apetite do público por reboots, sequelas e histórias originais. O espetáculo continua — dentro e fora da arena de bilheteiras.

Homem-Aranha vs. O Justiceiro? Nova Aventura Cinematográfica Ganha Reforço de Peso

🎬 Spider-Man: Brand New Day chega aos cinemas a 31 de julho de 2026 e promete reviravoltas inesperadas. E a mais recente é explosiva: Jon Bernthal regressa ao papel de Frank Castle, o temido Punisher (Justiceiro), desta vez num confronto ou aliança – ainda é mistério – com o nosso amigo da vizinhança.

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Quando a Aranha encontra a Bala

A notícia foi avançada pelo The Hollywood Reporter: o filme realizado por Destin Daniel Cretton (conhecido por Shang-Chi) vai começar a rodar já neste verão, em Inglaterra, e promete ser um novo capítulo ousado no universo cinematográfico da Marvel.

Embora pouco se saiba da trama, o título Brand New Day (referência direta à famosa série de banda desenhada que reconfigurou o universo do Homem-Aranha após eventos traumáticos) sugere uma nova fase na vida de Peter Parker, interpretado por Tom Holland. Uma vida onde, depois do feitiço de No Way Home, ninguém sabe quem ele é.

A pergunta que todos fazem: porquê o Justiceiro?

A inclusão de Frank Castle, uma das figuras mais violentas e implacáveis da Marvel, levanta questões. Estará Spidey a enfrentar ameaças demasiado sombrias para lidar sozinho? Ou o Justiceiro será antagonista?

Recorde-se que Jon Bernthal interpretou o Justiceiro na segunda temporada de Daredevil (Netflix) e mais tarde na série solo The Punisher, ganhando aplausos pela sua intensidade e complexidade emocional. O regresso do personagem em Daredevil: Born Again, já sob o guarda-chuva da Disney+, confirmou que Frank Castle está de volta — e mais perigoso do que nunca.

Um reencontro… com obstáculos

Zendaya (MJ) e Jacob Batalon (Ned) também estão confirmados no elenco. No entanto, com a memória de todos apagada em No Way Home, o reencontro com Peter promete ser agridoce… ou até impossível. Será que o filme vai reconquistar o coração da MJ? Irá Ned lembrar-se do seu melhor amigo?

E mais importante: com o universo em constante expansão e os rumores sobre novas ameaças (será que veremos Kingpin ou Kraven?), o que motivará o Justiceiro a cruzar o caminho de Peter Parker?

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O que podemos esperar?

Spider-Man: Brand New Day promete uma narrativa mais “terra-a-terra” segundo fontes próximas da produção. Menos multiverso, mais conflito de rua, mais peso emocional. E com a adição de Frank Castle, uma coisa é certa: Peter Parker não vai poder confiar apenas no seu sentido de aranha — vai precisar de nervos de aço.

Clássicos de Kung Fu com Rosto Novo? China Lança Projeto Ambicioso de Remakes com Inteligência Artificial 🤖🥋

O futuro chegou com murros e pontapés voadores. E vem com um selo oficial. No Festival Internacional de Cinema de Xangai, foi revelado um dos projetos mais arrojados — e polémicos — da indústria cinematográfica atual: a China vai dar nova vida a 100 clássicos do cinema de artes marciais com recurso a inteligência artificial.

ver também : “Days of Thunder 2” Acelera com Tom Cruise ao Volante: O Regresso da NASCAR em Alta Velocidade 🏁🚗💨

Bruce Lee, Jackie Chan, Jet Li, Chow Yun-fat e outros ícones da ação oriental serão digitalmente rejuvenescidos, reanimados e — em certos casos — reinventados, naquele que está a ser promovido como o “Kung Fu Movie Heritage Project: 100 Classics AI Revitalization Project”.

De “Fist of Fury” a “Cyber Frontier”: Clássicos no ringue da tecnologia

Entre os títulos escolhidos para esta revitalização tecnológica estão:

• Fist of Fury (1972), de Bruce Lee

• Drunken Master (1978), com Jackie Chan

• Once Upon a Time in China (1991), de Tsui Hark com Jet Li

• A Better Tomorrow (1986), de John Woo — agora transformado numa animação cyberpunk completa com IA

Este último já teve até direito a trailer, onde o anti-herói outrora interpretado por Chow Yun-fat surge numa versão digital estilo Blade Runner, com armas futuristas e um ambiente visual de videojogo distópico. O estúdio Quantum Animation já o apelida de “o primeiro filme de animação produzido inteiramente por IA do mundo”.

“Preservar e transformar” — eis a missão

Segundo Zhang Pimin, presidente da China Film Foundation, a intenção do projeto é “preservar o património estético e cultural” destas obras, mas ao mesmo tempo atualizá-las para um público que “consome cinema de forma diferente”. Ou seja: um Bruce Lee com mais definição, som remasterizado, mas sem perder o golpe de vista.

Tian Ming, da Shanghai Canxing Culture & Media, promete uma “reformulação visual” que irá “prestar homenagem às obras originais” ao mesmo tempo que as torna apelativas para audiências contemporâneas. O orçamento inicial ronda os 100 milhões de yuans (cerca de 13,9 milhões de dólares), e as autoridades chinesas apelam à colaboração com “as maiores empresas de animação por IA do mundo”.

Uma arte milenar, um dilema moderno

Para muitos cinéfilos, a ideia de reanimar Bruce Lee com inteligência artificial pode parecer tanto um milagre técnico como uma profanação. Afinal, o apelo destes filmes está no suor, na fisicalidade, nas falhas humanas que tornam cada cena autêntica. Como irá uma versão “limpa”, digital e perfeitamente renderizada capturar a intensidade de um combate de The Legend of the Drunken Master?

Mas para o governo chinês e os estúdios envolvidos, trata-se de dar continuidade ao legado. Não apenas conservar as obras como cápsulas do tempo, mas dar-lhes nova relevância cultural e económica. E não é só no kung fu: a abertura do festival contou com uma montagem que misturava cenas clássicas com imagens geradas por IA, incluindo Roman Holiday, de Audrey Hepburn.

O que está realmente em jogo?

Este projeto levanta questões sérias sobre o papel da IA na arte. Onde está a linha entre restauro e reinterpretação? Quando uma personagem digital deixa de ser um tributo e passa a ser uma apropriação? E, sobretudo: será que o mundo quer ver Bruce Lee a lutar com drones num cenário gerado por computador?

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Para já, a China está decidida: o futuro do passado é digital. Resta saber se o público global vai aceitar essa proposta de combate… ou preferir o bom e velho VHS com legendas tortas e chiado de fundo.

“Days of Thunder 2” Acelera com Tom Cruise ao Volante: O Regresso da NASCAR em Alta Velocidade 🏁🚗💨

Sim, ouviu bem: Days of Thunder está prestes a fazer um regresso às pistas, e com Tom Cruise novamente ao volante. O icónico filme de corridas NASCAR de 1990, que juntava velocidade, suor e uma boa dose de adrenalina cinematográfica, vai ter uma sequela. E quem confirmou a notícia — de forma meio casual, mas claramente intencional — foi ninguém menos que o produtor original, Jerry Bruckheimer.

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Em entrevista recente no tapete vermelho da estreia do novo filme de Fórmula 1 (também produzido por Bruckheimer), o lendário produtor foi apanhado com uma pergunta direta: “Há uma sequela de Days of Thunder a caminho?”Bruckheimer sorriu… e respondeu com um enigmático mas promissor: “A próxima, queres dizer?”

Cruise, velocidade e o regresso de Cole Trickle?

Para os fãs do original, lançado em 1990, a ideia de Tom Cruise voltar ao papel de Cole Trickle é gasolina de alta octanagem nas veias da nostalgia. O filme, realizado por Tony Scott e com música de Hans Zimmer, não foi um sucesso crítico imediato, mas tornou-se um clássico de culto entre os fãs de corridas e da aura invencível de Cruise nos anos 90.

Com uma bilheteira de 157 milhões de dólares e uma aura que só cresceu ao longo das décadas, o filme consolidou o charme rebelde de Cruise e lançou a paixão do público pela NASCAR no cinema.

Timing perfeito, volante quente

Não é por acaso que os rumores agora se transformam em promessas. Com o sucesso da produção centrada em Fórmula 1 (também com Cruise e Bruckheimer envolvidos) e o renascimento do interesse por corridas em alta definição no grande ecrã, o momento para reviver Days of Thunder nunca foi tão oportuno.

Jeff Gordon, ex-campeão da NASCAR, confirmou ter falado com Cruise diretamente, e garante que a resposta foi clara: “Vamos fazê-lo. Vamos fazer Days of Thunder 2.”

O que esperar do novo capítulo?

Ainda sem detalhes confirmados sobre a história ou o elenco, é provável que a sequela siga o modelo “legacy sequel” — uma continuação que respeita a narrativa original mas introduz novas personagens, rivalidades e um protagonista mais velho, mas ainda com a mão firme no volante. Será Cole Trickle agora um mentor? Um piloto que regressa para “uma última corrida”? Ou talvez um executivo que vê-se obrigado a voltar à pista?

Bruckheimer deixou no ar: “Com a tecnologia de hoje e as ideias do Tom, vamos entregar algo verdadeiramente empolgante.”

E conhecendo Cruise, não será apenas CGI — será real, arriscado e com o actor (literalmente) ao volante.

O legado de “Days of Thunder”

Lançado entre Top Gun e Missão: ImpossívelDays of Thunder foi muitas vezes apelidado de “Top Gun em quatro rodas”. E com razão: o espírito rebelde, o mentor severo, a tensão nas pistas, o romance inesperado, tudo encaixava. Mas ao longo dos anos, o filme conquistou o seu lugar próprio — e numa altura em que o culto da velocidade está novamente em alta (basta ver o sucesso de Gran Turismo ou Ford v Ferrari), este regresso é tudo menos gratuito.

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Um novo motor está a roncar nos bastidores de Hollywood. E Cole Trickle pode muito bem estar pronto para a corrida final.

“Nuremberg”: Russell Crowe Enfrenta o Passado Nazi num Thriller Histórico com Rami Malek e Michael Shannon 🎖️🧠

Russell Crowe está prestes a encarnar um dos papéis mais controversos e intensos da sua carreira: o de Hermann Göring, figura central do regime nazi, no novo thriller histórico Nuremberg, realizado por James Vanderbilt. O filme, adquirido pela Sony Pictures Classics para distribuição na América do Norte, tem estreia marcada para 7 de novembro de 2025, em plena comemoração dos 80 anos dos julgamentos de Nuremberga.

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Um duelo psicológico no pós-guerra

Baseado no livro The Nazi and the Psychiatrist, de Jack El-Hai, Nuremberg centra-se na relação tensa entre Göring (Russell Crowe) e Douglas Kelley (Rami Malek), o psiquiatra do Exército norte-americano encarregado de avaliar a sanidade dos líderes nazis após o colapso do Terceiro Reich.

O que poderia ser uma avaliação clínica transforma-se num verdadeiro campo de batalha mental, onde um dos mais perigosos homens do século XX tenta manipular a narrativa — e o próprio Kelley, que se vê forçado a confrontar o mal numa das suas formas mais desconcertantes: fria, carismática e racional.

Um elenco de luxo ao serviço da história

Além de Crowe e Malek, Nuremberg conta com Michael Shannon, Richard E. Grant, Leo Woodall, John Slattery, Colin Hanks, Lydia Peckham, Lotte Verbeek e Andreas Pietschmann. É uma lista de actores que promete intensidade dramática, contenção emocional e diálogos à flor da pele — tudo o que se espera de uma obra sobre os bastidores de um dos julgamentos mais significativos do século XX.

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A realização e argumento ficam a cargo de James Vanderbilt, que já nos trouxe o subestimado Truth (com Cate Blanchett e Robert Redford) e o celebrado Zodiac de David Fincher. Aqui, Vanderbilt não só regressa ao lugar de realizador como também mergulha num terreno denso, repleto de implicações éticas e psicológicas.

Porquê “Nuremberg” agora?

Num mundo onde o extremismo ideológico volta a ganhar terreno e onde o revisionismo histórico ameaça a memória coletiva, Nuremberg surge como uma chamada de atenção. Não se trata apenas de recordar o que aconteceu, mas de refletir sobre como lidamos com o mal — especialmente quando ele veste fato e fala com eloquência.

A Sony Pictures Classics descreve o filme como “uma obra de relevância profunda, que ressoa com públicos de todas as idades.” E não é difícil perceber porquê. Nuremberg não é apenas uma história de pós-guerra — é uma história sobre responsabilidade, justiça e os limites da compreensão humana.

Uma estreia que promete marcar o outono cinematográfico

Com estreia agendada para novembro, e com um elenco em forma e um tema carregado de tensão moral, Nurembergpromete ser uma das grandes apostas para a temporada de prémios. Russell Crowe, num papel que já está a gerar burburinho, poderá muito bem estar de regresso às grandes ligas da interpretação.

O julgamento está marcado. E o público, tal como Douglas Kelley, terá de escutar — e decidir o que fazer com o que ouve.