“Totalmente falsa”: Clint Eastwood nega entrevista viral publicada por jornal austríaco

Lenda de Hollywood quebra o silêncio para desmentir declarações que circularam por todo o mundo

Clint Eastwood, um dos últimos gigantes vivos da era dourada de Hollywood, celebrou recentemente o seu 95.º aniversário — e fê-lo com a sobriedade que o caracteriza. Mas nem tudo correu como planeado: nos últimos dias, uma entrevista supostamente concedida ao jornal austríaco Kurier tornou-se viral ao apresentar opiniões alegadamente atribuídas ao actor e realizador sobre o estado actual da indústria cinematográfica.

ver também : “Slow Horses” já tem data de regresso marcada – e traz uma cara bem conhecida 👀🎩

Só que há um detalhe importante: Eastwood garante que nunca deu essa entrevista.


“Nunca falei com o Kurier nem com qualquer outro jornalista”

Numa rara declaração pública, o próprio Clint Eastwood desmentiu categoricamente as declarações atribuídas, que foram publicadas pelo Kurier na passada sexta-feira e amplamente partilhadas por vários meios internacionais, incluindo o conceituado Deadline.

“Posso confirmar que completei 95 anos. Também posso confirmar que nunca dei uma entrevista a uma publicação austríaca chamada Kurier, nem a qualquer outro jornalista nas últimas semanas”, afirmou o realizador de Million Dollar Baby.

“A entrevista é totalmente falsa”, reforçou.


As frases que correram o mundo… mas que não são verdade

Na alegada entrevista, Eastwood teria criticado duramente a actual falta de criatividade em Hollywood:

“Vivemos numa era de novas versões e sagas. Fiz sequelas três vezes, mas já não me interesso por isso há muito tempo. A minha filosofia é: faça algo novo ou fique em casa”, citava o Kurier.

E ainda: “Sinto saudades dos velhos tempos, nos quais argumentistas escreviam filmes como Casablanca em pequenos bangalôs dentro dos estúdios. Quando toda a gente tinha uma ideia nova.”

Estas frases, atribuídas ao lendário criador de Impiedoso e Gran Torino, circularam como pólvora, especialmente nas redes sociais, onde foram recebidas com um misto de nostalgia e frustração com o panorama actual de Hollywood. O problema? Clint Eastwood nunca as disse.


O Kurier está a investigar… mas ainda sem respostas

Confrontada com o desmentido, a redacção do jornal vienense reagiu com um certo embaraço. Segundo declarou à AFP, a equipa editorial apenas “tomou conhecimento da acusação esta manhã” e prometeu investigar.

Na versão online da entrevista já aparece um aviso de que o conteúdo está a ser analisado, embora o Kurier alerte que poderá “levar algum tempo devido ao fuso horário com os EUA”.


Uma lição sobre responsabilidade jornalística

O caso levanta questões sérias sobre a verificação de fontes, especialmente quando se trata de figuras públicas com trajectos tão reconhecidos como Clint Eastwood. Num tempo em que as fake news se disseminam com facilidade, este episódio serve como alerta para a imprensa internacional.

ver também : “Geração V” já tem data de regresso — e o trailer promete sangue, superpoderes e segredos obscuros 💥🩸

Eastwood, por seu lado, continua a trabalhar (está neste momento a finalizar aquele que poderá ser o seu último filme, Juror #2), mas fá-lo com a dignidade e discrição que sempre o acompanharam. O velho pistoleiro de O Bom, o Mau e o Vilão pode até estar longe das luzes da ribalta… mas continua a disparar certeiro.

Queens of the Dead: a filha de George A. Romero apresenta uma comédia zombie… com plumas, glitter e dentes à mostra

Tina Romero estreia-se na realização com um filme queer, punk e absolutamente ensanguentado — e tudo começa numa festa de arromba em Brooklyn

legado Romero está de volta aos mortos — ou melhor, aos vivos muito mal dispostos. Tina Romero, filha do mestre do cinema zombie George A. Romero, estreia-se como realizadora com Queens of the Dead, um filme que promete juntar drag queensapocalipse zombie, e muito — mas mesmo muito — glamour macabro.

ver também : 28 Years Later: primeiros 28 minutos causam furor — e sim, valeu a pena esperar 🧟‍♂️📱

O filme terá a sua anteestreia mundial a 7 de Junho no Tribeca Film Festival, e as primeiras imagens já foram reveladas pela Entertainment Weekly. Preparem-se para lantejoulas, gritos… e sangue.

Uma noite em Bushwick… com mortos-vivos

Romero escreveu o argumento com a romancista e humorista Erin Judge e descreve a trama como “um delírio apocalíptico passado ao longo de uma única noite”. A acção decorre numa festa de armazém em Bushwick, Brooklyn, onde uma promotora de eventos vê o seu mundo a desabar: o artista principal cancela e a noite ameaça afundar-se.

A solução? Convocar um amigo — uma drag queen reformada — para salvar a noite. Mas o regresso aos palcos será apenas o começo: o apocalipse zombie está prestes a começar, e o grupo vê-se barricado numa discoteca, dividido entre fugir ou lutar.

“É sobre um grupo de não-lutadores a descobrir que afinal sabem como sobreviver”, disse Tina Romero à Fangoria.


Um elenco de sonho — com purpurinas e dentes afiados

O elenco é tão diversificado quanto inesperado. Inclui nomes como:

  • Katy O’Brian (Love Lies Bleeding)
  • Brigette Lundy-Paine (Bill & Ted Face the Music)
  • Margaret ChoCheyenne JacksonNina West (RuPaul’s Drag Race), Jaquel SpiveyShaunette Renée WilsonDominique JacksonRiki Lindhome, entre muitos outros — incluindo drag artists como Julie J.

Segundo Romero, o elenco representa “um molho mágico”, onde cada elemento traz “um sabor muito específico, dentro e fora do ecrã”.

Herança zombie com toque queer

A realizadora não esconde a inspiração no legado do pai:

“Não posso ser filha de George A. Romero sem tentar dizer algo através de zombies”, explicou.

“Este não é um filme que ele faria, mas usa o vocabulário que ele criou. E sim, os gays precisam de um filme zombie. Está na hora de termos um grande filme zombie queer!”

Também o mítico Tom Savini e a actriz Gaylen Ross (Dawn of the Dead) fazem participações especiais, numa bela piscadela ao legado Romero.

E há ainda uma nota curiosa: Tom Cruise é agradecido nos créditos, por ter autorizado uma pausa na rodagem de Mission: Impossible – The Final Reckoning para que Katy O’Brian pudesse filmar Queens of the Dead.

Queens of the Dead é muito mais do que um capricho zombie: é uma homenagem ao terror com alma, uma comédia de sobrevivência queer, e um filme que quer divertir, provocar e, claro, morder. Tina Romero pega na tocha deixada pelo pai… mas pinta-a com glitter e sangue.

ver também: “Stranger Things”: a batalha final começa — última temporada estreia em três partes ⚡🧨

28 Years Later: primeiros 28 minutos causam furor — e sim, valeu a pena esperar 🧟‍♂️📱

Os primeiros espectadores viram os 28 minutos iniciais do regresso de Danny Boyle ao universo rage-zombie — e as reacções são, no mínimo, infecciosas

ver também : Lady Gaga entra em Wednesday: “Aqui jaz a rainha dos monstros” 🦇⚰️

Danny Boyle está de volta — e com ele regressa o terror cru, sujo e electrizante que definiu um género. Ainda faltam alguns dias para a estreia de 28 Years Later (marcada para 20 de Junho), mas já circulam nas redes sociais as primeiras reacções… e a comunidade cinéfila está em delírio. Foram mostrados, numa sessão exclusiva, os primeiros 28 minutosdo filme (adoramos o detalhe temático), e quem assistiu não tem dúvidas: vem aí um fenómeno.

“28 minutos avassaladores. Impossível não querer mais”

As palavras de @jairojimenez dizem tudo:

“28 minutos avassaladores de 28 Years Later. Impossível não querer mais.”

A reacção é partilhada por vários jornalistas que já assistiram ao segmento de abertura. @BrandonDavidBD escreveu:

“Se o resto do filme for assim, temos aqui um Certified Banger! Regresso imediato ao mundo brutal com toda a sua raiva, textura artística e personagens novas cheias de potencial.”

Também @ShadeTV_247 não poupou elogios:

“Se o resto for como os primeiros 28 minutos, vai ARRASAR. Jodie Comer e Aaron Taylor-Johnson estão soberbos.”


Filmado com… iPhones?

Sim, leste bem. Tal como o original 28 Days Later (2002), que foi gravado com uma simples câmara digital, Danny Boyle voltou às origens e filmou partes de 28 Years Later com iPhones. Numa era de orçamentos colossais e câmaras IMAX, o cineasta britânico optou por uma abordagem que mistura nostalgia com inovação técnica.

“Há uma cena incrível na segunda metade do filme filmada com um rig de 20 iPhones. É gráfica, marcante e faz-te sentir que entraste num mundo novo”, revelou Boyle à IGN.

As imagens de bastidores revelam uma engenhoca bizarra e fascinante — um verdadeiro Frankenstein tecnológico que, segundo o próprio realizador, “funciona na perfeição”.


Expectativas no pico… e embargo no horizonte

Apesar do entusiasmo, a crítica está sob embargo até mais próximo da estreia, altura em que o filme completo será exibido aos meios. Mas tudo indica que Danny Boyle acertou novamente, criando uma sequência que respeita a estética do original, enquanto expande o universo com uma ambição renovada.

Recorde-se que 28 Years Later é o primeiro capítulo de uma nova trilogia, e marca o regresso de uma das abordagens mais aterrorizantes ao conceito de “zombie” no cinema moderno — os infectados pela raiva, rápidos, imprevisíveis e letais.

ver também : “Stranger Things”: a batalha final começa — última temporada estreia em três partes ⚡🧨

28 Years Later não é apenas um regresso — é uma afirmação: ainda há espaço para reinvenção dentro do terror. Com uma abertura que já conquistou os privilegiados que a viram e uma técnica de filmagem ousada, Danny Boyle prepara-se para dominar o Verão com um filme que parece ter tudo: atmosfera, inovação, tensão… e zombies com fome de carne e metáfora social.

FESTin 2024 arranca em Lisboa com cinema em português — do Brasil à Guiné-Bissau 🎬🌍

“O Barulho da Noite”, de Eva Pereira, abre a 16.ª edição do festival que celebra o cinema da lusofonia

FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa começa hoje, dia 6 de Junho, em Lisboa, com a exibição de O Barulho da Noite, primeira longa-metragem da actriz e realizadora brasileira Eva Pereira. A sessão de abertura decorre no Cinema City Campo Pequeno, dando o pontapé de saída a uma semana de programação que une Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau sob o mesmo ecrã.

ver também: “O cinema português está a morrer”: Vicente Alves do Ó fala sem rodeios sobre o estado do cinema nacional 🎬🇵🇹

Cinema em português, com sotaques diversos

A edição deste ano — a 16.ª — traz uma selecção rica e plural de filmes de ficção e documentário, incluindo obras em competição e outras fora de competição. Na secção de longas-metragens de ficção, destaque para o filme português “Criadores de Ídolos”, de Luís Diogo, que aborda de forma crítica e reflectida o culto da fama e os bastidores do fabrico de celebridades na indústria cultural.

Na competição de documentários, o Brasil marca forte presença com títulos como Funk Favela, de Kenya Zanatta, mas há também espaço para o documentário luso-guineense Nteregu, de Manuel Loureiro e Roger Mo, sobre a história da música na Guiné-Bissau, e para Beleza Africana, uma co-produção entre Angola, Moçambique e Portugal, realizada por Coréon Dú e Nataniel Mangue.


Clássicos, novidades e muito mais além da competição

Fora de competição, o festival traz pérolas como “Doce de Mãe” (2012), de Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado, protagonizado pela gigante Fernanda Montenegro, e a comédia dramática “Câncer com Ascendente em Virgem”, de Rosane Svartman, com Suzana PiresMarieta Severo e Nathália Costa no elenco.


Debates, artes visuais e encontros profissionais

Para além das sessões de cinema, o FESTin promove encontros e debates com profissionais do sector audiovisual, com destaque para a conversa marcada para esta quinta-feira, que contará com representantes dos institutos de cinema de Portugal, Brasil e Cabo Verde, focada em políticas públicas, parcerias e os desafios da produção lusófona.

Até ao final do mês, a Galeria Graça Brandão acolhe a mostra de videoarte “Territórios Confluentes”, com curadoria dos artistas César Meneghetti e Miguel Petchkovsky, apresentando peças breves de criadores oriundos de países de língua portuguesa.


FESTin em vários palcos da cidade

Além do Cinema City Campo Pequeno, as exibições e actividades do FESTin decorrerão também no Fórum Lisboa, no Liceu Camões e no espaço Avenidas, inserido na rede Um Teatro em Cada Bairro.

O festival termina a 8 de Junho, mas até lá promete oferecer muito mais do que cinema — será, acima de tudo, uma celebração da pluralidade cultural lusófona, da sua criatividade e das suas vozes diversas.

ver também : Tudo o Que Imaginamos Como Luz: o fenómeno de Cannes chega aos Canais TVCine ✨📺

Lady Gaga entra em Wednesday: “Aqui jaz a rainha dos monstros” 🦇⚰️

A segunda temporada estreia-se em Agosto — com caixões, mistérios e… a Gaga em modo professora gótica

ver também : “Todos os jogos têm um fim”: a última temporada de Squid Game  já tem data de estreia… e promete sangue! 🩸🦑

Confirmado: Lady Gaga vai mesmo entrar na segunda temporada de Wednesday — e a entrada foi, como seria de esperar, em grande estilo. A revelação foi feita no evento Tudum da Netflix, onde a cantora surgiu literalmente a sair de um caixão, com a inscrição:

“Aqui jaz a rainha dos monstros”

Sim, está mesmo a acontecer.

Parte 1 em Agosto, Parte 2 e 3 em Setembro

A nova temporada da série protagonizada por Jenna Ortega estreia-se oficialmente no dia 6 de Agosto, com a primeira parte a chegar ao catálogo da Netflix. As Partes 2 e 3 seguem-se logo em Setembro, numa estrutura de lançamento faseada que já se tornou hábito da plataforma para os seus grandes títulos.

Rosaline Rotwood: a Gaga em modo Professora X… mas gótica

Lady Gaga entra como atriz convidada na Parte 2, interpretando Rosaline Rotwood, uma figura misteriosa que será descrita como uma lendária professora de Nevermore — a escola que já todos conhecemos, e onde ninguém é propriamente “normal”.

Segundo a Netflix, a personagem irá cruzar-se com o caminho de Wednesday Addams e promete baralhar (ainda mais) as cartas no baralho sobrenatural da série.

A participação de Gaga não é apenas um golpe de casting inteligente — é também uma piscadela de olho ao seu exército de fãs, os famosos “Little Monsters”, que sempre sonharam vê-la envolvida num universo sombrio e excêntrico como este. No evento, a cantora apresentou um medley com os temas “Zombieboy”, “Bloody Mary” e “Abracadabra”, só para deixar tudo ainda mais teatral.

Wednesday volta mais sombria, mais pessoal — e com mais problemas

De acordo com os co-showrunners Alfred Gough e Miles Millar, a nova temporada será mais complexa e mais sombriado que a anterior.

“Wednesday terá de lidar com questões de família, amizades, novos mistérios e velhos inimigos. Vai mergulhar de cabeça num novo ano em Nevermore”, revelaram ao site Tudum.

Com Jenna Ortega de regresso no papel principal, e agora com a adição de Lady Gaga ao elenco, Wednesday promete manter-se como um dos fenómenos da cultura pop contemporânea — algures entre o terror, o humor negro e a alta costura gótica.

ver também : “Stranger Things”: a batalha final começa — última temporada estreia em três partes ⚡🧨

📚 Marretas e clássicos: uma combinação mágica

Os Marretas sempre brilharam ao reinterpretar histórias clássicas com o seu humor característico. Em The Muppet Christmas Carol (1992), Gonzo assume o papel de narrador, trazendo uma nova vida à obra de Dickens. Já em Muppet Treasure Island (1996), Tim Curry junta-se ao elenco de fantoches numa aventura cheia de música e diversão. Estas adaptações permitiram que os Marretas explorassem narrativas conhecidas, adicionando o seu toque único e cativando públicos de todas as idades.

ver também: Tom Cruise e Keanu Reeves: dois titãs da acção — e um elogio inesperado 💥🎬

🧭 O potencial inexplorado

Com um elenco tão diversificado e versátil, os Marretas têm o potencial de adaptar inúmeras outras obras literárias. Imagina-se facilmente versões marretadas de Dr. Jekyll and Mr. Hyde ou Pride and Prejudice, onde o humor e a criatividade dos personagens poderiam oferecer novas perspectivas a estas histórias. No entanto, desde The Muppet’s Wizard of Oz (2005), que foi uma produção televisiva, não houve novas incursões neste formato. 

🎬 A mudança de direção da Disney

Desde que adquiriu os direitos dos Marretas em 2004, a Disney tem explorado diferentes abordagens para a franquia. Produções como The Muppets (2011) e Muppets Most Wanted (2014) focaram-se em narrativas originais, enquanto séries como Muppets Now tentaram modernizar o conteúdo para novas audiências. Embora estas iniciativas tenham os seus méritos, muitos fãs sentem falta das adaptações literárias que tanto sucesso trouxeram no passado. 

As adaptações de clássicos literários pelos Marretas provaram ser uma fórmula vencedora, combinando histórias intemporais com o charme inconfundível dos personagens. Com tantas obras por explorar e um público ávido por novas aventuras, talvez seja hora de a Disney reconsiderar esta abordagem e trazer de volta os Marretas às páginas dos grandes clássicos.

☎️ O regresso do Grabber: mais do que um fantasma

No primeiro filme, Finney Blake (Mason Thames) escapou por pouco das garras do sádico raptor conhecido como Grabber (Ethan Hawke), com a ajuda de chamadas sobrenaturais de vítimas anteriores através de um misterioso telefone preto. Agora, em The Black Phone 2, o terror transcende a morte: o Grabber regressa como uma entidade capaz de assombrar sonhos e manipular a realidade, numa clara inspiração à la Freddy Krueger.  

ver também : Astoria prepara-se para o maior evento de sempre dedicado a Os Goonies 

O trailer oficial, lançado recentemente, revela um tom ainda mais sombrio e psicológico, com o Grabber a declarar: “Pensaste que a nossa história tinha acabado? A morte é apenas uma palavra.”  

❄️ Um acampamento de inverno e segredos familiares

A narrativa centra-se em Gwen (Madeleine McGraw), agora com 15 anos, que começa a receber chamadas perturbadoras em sonhos e visões de três rapazes perseguidos num acampamento de inverno chamado Alpine Lake. Determinada a desvendar o mistério, Gwen convence Finney a acompanhá-la até ao local durante uma tempestade de neve. Lá, descobrem uma ligação chocante entre o Grabber e a história da sua própria família.  

🎬 Equipa criativa e elenco de peso

Scott Derrickson regressa à realização, co-escrevendo o argumento com C. Robert Cargill. A produção está a cargo de Jason Blum, garantindo a continuidade da parceria com a Blumhouse. O elenco original está de volta, incluindo Ethan Hawke, Mason Thames, Madeleine McGraw, Jeremy Davies e Miguel Mora. As novidades incluem Demián Bichir, Arianna Rivas e Anna Lore.  

🎞️ Um novo capítulo de terror

The Black Phone 2 promete expandir o universo do filme original, explorando temas de trauma, vingança e o sobrenatural. Com uma atmosfera mais intensa e um vilão que desafia as fronteiras entre a vida e a morte, esta sequela posiciona-se como um dos filmes de terror mais aguardados de 2025. 

Astoria prepara-se para o maior evento de sempre dedicado a Os Goonies 

Quarenta anos depois, o clássico de culto volta a fazer história… com caça ao tesouro, fatos temáticos e visitas à mítica casa dos Goonies

Se há filme que continua a fazer palpitar os corações nostálgicos de várias gerações, é Os Goonies. A aventura juvenil realizada por Richard Donner e escrita por Chris Columbus (com argumento original de Steven Spielberg) celebra 40 anos em 2025, e a cidade de Astoria, no estado norte-americano do Oregon, está a preparar uma festa de arromba para assinalar o feito.

Entre os dias 5 e 8 de Junho, milhares de fãs são esperados nesta pequena cidade costeira para um fim-de-semana recheado de eventos temáticos, visitas guiadas, homenagens ao elenco e muitas recriações da magia do ecrã. Sim, até haverá caças ao tesouro!

A casa dos Goonies abre portas — e não é só para fotografias

A casa icónica onde Mikey, Mouth, Chunk e companhia deram início à sua lendária aventura será o epicentro das celebrações. Situada no bairro de Uppertown, a casa foi comprada em 2023 por Behman Zakeri, um super-fã assumido, que a restaurou com todo o cuidado para que se pareça o mais possível com o que vimos no filme.

Durante o evento, está prevista uma festa privada com membros do elenco dentro da própria casa — um verdadeiro sonho tornado realidade para qualquer goonie assumido.

De concursos de fatos a exposições interactivas: tudo é possível em Astori

Ao longo do fim-de-semana, os visitantes poderão participar em concursos de fatos inspirados no filmevisitas aos locais de rodagemexposições de artesessões de perguntas e respostas com membros do elenco (como Corey FeldmanKerri Green e Robert Davi) e até uma réplica da famosa caça ao tesouro — sem precisar de seguir mapas rasgados ou atravessar grutas húmidas com armadilhas mortais, claro.

Medidas especiais para acolher milhares de fãs

A organização espera entre 8.000 a 15.000 visitantes, o que obrigou a cidade a preparar um plano logístico à altura. Algumas ruas serão encerradas ao trânsito, haverá autocarros especiais para transporte de fãs, policiamento reforçado (sim, até a polícia vai de bicicleta!) e contentores extra para manter a cidade limpa — porque até os goonies respeitam o ambiente.

Astoria: mais do que uma cidade, um cenário eterno

Desde a estreia do filme, em 1985, que Astoria se tornou um lugar de peregrinação cinematográfica. Todos os anos se celebra ali o “Goonies Day”, a 7 de Junho, mas a edição de 2025 promete ser a mais épica de sempre.

Quarenta anos depois, o filme que nos ensinou que a amizade é o maior tesouro de todos continua a fazer história. E se em pequenos sonhámos em encontrar o mapa do Willy Caolho, agora podemos (quase) viver essa aventura de verdade.

Bring Her Back: O horror australiano que vai muito além do susto fácil 🩸👁️

A nova aposta dos irmãos Philippou mistura trauma, ocultismo e uma Sally Hawkins absolutamente aterradora

ver também : Afinal o Dr. House enganava-se… e muito! 👨‍⚕️💊

Depois do sucesso viral de Talk to Me (2022), os irmãos Danny e Michael Philippou regressam com Bring Her Back, um filme que troca a adrenalina juvenil por uma atmosfera mais sombria e emocionalmente carregada. A história acompanha Andy (Billy Barratt) e Piper (Sora Wong), dois irmãos australianos órfãos que são acolhidos por Laura (Sally Hawkins), uma mãe de acolhimento a lidar com a perda da sua própria filha. O que começa como um novo começo transforma-se rapidamente num pesadelo envolto em rituais ocultos e intenções sinistras. 

Sally Hawkins: da doçura à loucura

Conhecida por papéis calorosos, como em Paddington, Sally Hawkins surpreende ao encarnar Laura, uma figura maternal que esconde uma obsessão perigosa. A sua performance é descrita como “assustadoramente eficaz”, transformando a sua habitual ternura em algo profundamente perturbador. A dinâmica entre Laura e Piper, que é legalmente cega, adiciona camadas de tensão e vulnerabilidade à narrativa. 

Um mergulho no trauma e no sobrenatural

Bring Her Back não se limita a sustos fáceis. O filme explora temas como o luto, o sistema de acolhimento falido e os limites da sanidade humana. A presença de Oliver, um menino mudo com comportamentos estranhos, e a introdução de rituais ocultos criam uma atmosfera de crescente desconforto.

ver também : Shane MacGowan chega ao grande ecrã com copos, caos e coração ❤️🍻

A crítica da CultureMap Dallas destaca que, embora o filme possa confundir alguns espectadores com a sua narrativa ambígua, a combinação de horror real e sobrenatural resulta numa história altamente eficaz. Bring Her Back é uma adição notável ao cinema de terror contemporâneo, oferecendo uma experiência que é tanto emocionalmente ressonante quanto genuinamente assustadora. Com performances marcantes e uma abordagem única ao género, este filme australiano promete deixar uma impressão duradoura nos fãs de horror.

10 anos de Encontros do Cinema Português: mais de 40 novos filmes, debates e um futuro a preto e branco… ou 4K 🎬🇵🇹

A 10.ª edição decorre a 4 de Junho nos Cinemas NOS Vasco da Gama — e promete dar que falar (e filmar)

O cinema português vai ter, mais uma vez, direito à sua grande reunião de família: os Encontros do Cinema Portuguêsestão de regresso para a 10.ª edição, que se realiza já no próximo dia 4 de Junho, nos Cinemas NOS Vasco da Gama, em Lisboa. Promovido pela NOS Audiovisuais, o evento celebra uma década de apoio à produção nacional, com mais de 46 novos projectos de longa-metragem em destaque — e uma mão cheia de iniciativas para pôr o sector a pensar… e a mexer.

ver também : O que Scream 7 ia ser… antes de tudo descambar 🎭🔪

Uma década a dar palco ao cinema português

Criados em 2016, os Encontros do Cinema Português rapidamente se tornaram numa referência no calendário cinematográfico nacional. Ao longo de nove edições, passaram por lá mais de 350 projectos e 2.000 participantes — entre realizadores, produtores, distribuidores e curiosos apaixonados pela 7.ª arte.

A edição deste ano reforça esse espírito de partilha e projecção de talento. Em palco, estarão projectos que vão do experimental ao comercial, do documental à ficção pura, e que representam o que de mais fresco se está a cozinhar nas produtoras portuguesas.

Um estudo para pôr o sector a pensar

Entre os momentos-chave do evento, está a apresentação de um estudo da CresCine, conduzido por Manuel Damásio(Universidade Lusófona), que compara a evolução do cinema em Portugal com a de países europeus de dimensão semelhante. O estudo será seguido por uma conversa com Luis Chaby, presidente do ICA, e promete alimentar o debate sobre onde estamos e para onde vamos.

A colaboração com a Lusófona inclui ainda a criação de um vox pop com os participantes e a atribuição de um prémio de 2.500 euros a uma curta-metragem — com direito a estreia em sala.

Canal Hollywood e o prémio com selo pop 🍿

Também em destaque está a parceria com o Canal Hollywood, que pelo segundo ano consecutivo vai atribuir um prémio ao filme com maior potencial comercial. Mais do que uma estatueta, o galardão vem com apoio à promoção e visibilidade do projecto vencedor, com vista à sua chegada ao grande público.

O futuro em debate: e daqui a 10 anos?

Com o sugestivo tema “O cinema português daqui a 10 anos”, esta edição abre espaço a uma reflexão crítica e ambiciosa sobre o futuro do sector. No debate participarão nomes como Susanna Barbato (NOS Audiovisuais), Nuno Aguiar(NOS Cinemas), Elsa Mendes (Plano Nacional de Cinema), e os realizadores Ruben Alves e Bernardo Lopes. A conversa será moderada pelo jornalista Vítor Moura.

46 novos projectos prontos a brilhar

A lista de filmes apresentados é vasta e promissora. Alguns nomes em destaque:

  • 18 Buracos para o Paraíso, de João Nuno Pinto
  • A Vida Luminosa, de João Rosas
  • Mississipis, de António-Pedro
  • Baía dos Tigres, de Carlos Conceição
  • Querido Mário, de Graça Castanheira
  • O Riso e A Faca, de Pedro Pinho
  • As Meninas Exemplares, de João Botelho
  • Solos, de Sebastião Salgado
  • Asas, de Ana Rocha de Sousa
  • De Lugar Nenhum, Um Retrato de Valter Hugo Mãe, de Miguel Gonçalves Mendes

E muitos mais. Ao todo, são 46 propostas de longa-metragem, produzidas por casas como a TerratremeMaria & MayerUma Pedra no SapatoC.R.I.M.Lanterna de PedrabeActive, entre outras.

ver também : Pete Davidson em modo terror? O trailer de The Home promete arrepios — e surpresa!

Este evento volta a reforçar a aposta da NOS como grande distribuidora e dinamizadora da produção nacional, em articulação com o ICA e diversas entidades do sector. Os Encontros do Cinema Português são, assim, mais do que uma montra: são um momento de comunidade, estratégia e, claro, cinema.


Palavras-chave SEO: Encontros do Cinema Português 2025, cinema português, NOS Audiovisuais, novos filmes portugueses, indústria audiovisual Portugal, debate cinema nacional, futuros projectos cinema, prémio Canal Hollywood, Manuel Damásio CresCine, Ruben Alves cinema, estreia longa-metragens Portugal

O que Scream 7 ia ser… antes de tudo descambar 🎭🔪

Guy Busick revela os planos originais e confirma: ia ser um banho de sangue com o regresso de velhos favoritos

Ghostface teve mais drama fora do ecrã do que dentro do próprio franchise. Entre despedimentos polémicos, saídas inesperadas e reviravoltas de bastidores, Scream 7 tornou-se um verdadeiro filme de terror… nos bastidores. Agora, Guy Busick — argumentista de Scream 5 e Scream 6 — veio contar o que poderia ter sido o derradeiro capítulo da trilogia moderna. E, spoiler alert: parece que perdemos um festim slasher digno de fazer o próprio Wes Craven salivar.

ver também : Pete Davidson em modo terror? O trailer de The Home promete arrepios — e surpresa!


Três filmes, uma visão

Segundo Busick, a ideia era clara desde o início: criar uma trilogia moderna que pegasse em novos protagonistas, mas que também fizesse justiça ao legado da saga. Jenna Ortega e Melissa Barrera estavam no centro da narrativa, como as irmãs Carpenter, com uma ligação genética ao infame Billy Loomis — e isso não era para ficar pelo caminho.

Aliás, Busick garante que a história de Sam Carpenter (Melissa Barrera) ainda ia escalar bastante. O confronto com a sua própria sanidade, com a herança genética e com o papel de anti-heroína estava prestes a atingir o clímax em Scream 7. E sim, havia planos para trazer mais personagens do passado, embora o argumentista não tenha revelado nomes. (Mas vamos ser honestos: quem não queria ver a Sidney a aparecer para dar uma lição definitiva a Ghostface?)


A queda do elenco e do argumento

Mas tudo desmoronou em poucos meses. Primeiro, a saída (obrigada) de Melissa Barrera, após comentários políticos polémicos que levaram a sua demissão por parte do estúdio. Depois, Jenna Ortega — agora rainha absoluta do streaming graças a Wednesday — abandonou o barco por “conflitos de agenda” (leia-se: não havia guito que chegasse).

O resultado? Guy Busick também saiu. E o que era para ser o capítulo final de uma trilogia planeada transformou-se num novo início nas mãos de um novo argumentista, James Vanderbilt, e do realizador Christopher Landon (que também já saiu… sim, isto virou novela mexicana).


E agora?

Com tudo em aberto, Scream 7 está em desenvolvimento, mas já não será o fim da saga das irmãs Carpenter. É, provavelmente, o início de outra coisa qualquer. Se será boa ou má… isso fica para Ghostface decidir. Por enquanto, resta-nos imaginar o que poderia ter sido: uma conclusão épica, sangrenta e emocional de uma trilogia que estava, segundo o próprio argumentista, a encaminhar-se para algo “muito especial”.

ver também : “The Karate Kid: Legends” — Um pontapé na nostalgia ou só mais um round perdido?

É oficial: Scream 7 tornou-se o “meta” mais meta da história dos filmes de terror. Um filme sobre uma saga em colapso que colapsou na vida real. Se Wes Craven estivesse vivo, talvez dissesse: “sabem o que isto precisava? De mais uma máscara… para o produtor.”

Keanu Reeves é… um anjo da guarda? Novo trailer de Good Fortune  promete comédia celestial com Aziz Ansari e Seth Rogen 😇🎭

Realizado e protagonizado por Ansari, o filme junta três pesos-pesados da comédia e um toque espiritual… literalmente

Já vimos Keanu Reeves como assassino implacável, hacker messiânico, advogado do diabo e até brinquedo digital. Mas agora, o ator troca a ação pelo além e aparece como… um anjo da guarda no primeiro trailer de Good Fortune, a nova comédia escrita, realizada e protagonizada por Aziz Ansari.

ver também : O regresso do karaté à televisão portuguesa: Cobra Kai  estreia finalmente no canal AXN 🥋📺

Com estreia marcada para 20 de Setembro de 2025, o filme junta ainda Seth Rogen no papel de um homem à beira de um colapso existencial. A combinação promete gargalhadas, redenção e talvez até algumas lágrimas (quem sabe, estamos a falar de um anjo com cara de Keanu).

Um trio improvável numa história cheia de alma

No trailer agora divulgado, ficamos a conhecer a premissa insólita: Seth Rogen interpreta um homem comum, cuja vida desmorona por completo — até ser “resgatado” por uma figura celestial (Reeves) que decide intervir no seu destino. Aziz Ansari surge como uma entidade igualmente misteriosa, numa espécie de missão cósmica que envolve segundas oportunidades e dilemas muito terrenos.

A estética do filme oscila entre a comédia clássica americana e o toque existencialista moderno. Pensa-se imediatamente em Bruce Almighty, mas com menos efeitos especiais e mais filosofia disfarçada de piada.

Uma estreia arriscada (mas promissora) para Ansari como realizador

Good Fortune marca a estreia na realização de longa-metragem de Aziz Ansari, conhecido por Parks and Recreation e pela aclamada série Master of None. Apesar de estar habituado aos holofotes como argumentista e ator, este é o seu primeiro grande voo como cineasta num projeto de estúdio com três grandes nomes no cartaz.

A produção ficou a cargo da Lionsgate, e segundo a Variety, as expectativas são altas — não só pelo elenco, mas também pelo tom fora do comum num panorama saturado de sequelas e super-heróis.

Um trailer que já dá vontade de ir ao céu… ou pelo menos ao cinema

O vídeo promocional mistura humor e emoção com aquele charme peculiar que Keanu Reeves injeta em tudo o que toca. Ao vê-lo a dar conselhos espirituais com a sua habitual voz calma e olhar sereno, é impossível não sorrir — e também não querer saber mais.

ver também: Segredos, irmãs e um cadáver à mistura: Jessica Biel e Elizabeth Banks brilham em The Better Sister

Será que Good Fortune vai mesmo trazer boa sorte à comédia de Hollywood? Uma coisa é certa: quando o Céu manda Keanu Reeves para intervir, só nos resta sentar e assistir.

“Era um campo de batalha de cocaína”: antigo presidente da Paramount recorda filme com Robin Williams 💥🎬

Popeye, de 1980, tinha Robin Williams e Shelley Duvall… e, segundo Barry Diller, um cenário “atolado em drogas”

Há filmes que ficam para a história pelo que acontece no ecrã… e outros pelo que se passou nos bastidores. E segundo Barry Diller, antigo presidente da Paramount Pictures, Popeye (1980), protagonizado por Robin Williams, pertence claramente à segunda categoria.

ver também : O sogro que virou argumento: Wes Anderson inspirou-se na família para criar The Phoenician Scheme

Numa entrevista recente ao The Ankler, Diller fez uma revelação explosiva sobre a rodagem da comédia musical realizada por Robert Altman: “Era um campo de batalha de cocaína”, afirmou. “Havia tanta cocaína naquela ilha que as gaivotas começaram a voar de costas.”

Sim, leu bem. As gaivotas.

O marinheiro, a Olívia Palito… e a neve nas Caraíbas

O filme, uma adaptação live-action do famoso marinheiro Popeye, foi rodado numa pequena baía em Malta, hoje transformada numa atracção turística conhecida como Popeye Village. Mas nos finais dos anos 70, aquele pedaço de paraíso mediterrânico serviu de cenário para um verdadeiro frenesim de excessos, segundo Diller.

“Era uma loucura. As pessoas estavam completamente passadas, havia consumo de droga por todo o lado”, explicou. Embora Robin Williams nunca tenha sido directamente acusado ou implicado nestes comportamentos durante a rodagem, Diller traça um retrato de uma produção totalmente descontrolada, onde a influência das drogas era quase uma personagem secundária.

Um filme que ninguém sabia muito bem o que era

Popeye foi um projeto atípico desde o início. Uma colaboração entre Altman, conhecido pelas suas obras mais sérias e experimentais, e a Paramount, que queria capitalizar a popularidade da personagem de banda desenhada. O resultado foi um musical estranho, meio encantador, meio desconcertante, que dividiu críticos e público.

Robin Williams estava a dar os primeiros passos no cinema, vindo do sucesso televisivo de Mork & Mindy, e Shelley Duvall — que nesse mesmo ano enfrentava os horrores psicológicos de Stanley Kubrick em The Shining — assumia o papel de Olívia Palito.

Apesar do caos nos bastidores, Popeye acabou por ser um modesto sucesso comercial, e ao longo dos anos ganhou estatuto de culto — especialmente graças à entrega física de Williams e ao cenário surreal construído de raiz.

“Os anos 80 foram assim”

A revelação de Barry Diller não é apenas um comentário nostálgico: é também um retrato de uma época em que Hollywood parecia movida a drogas, ego e decisões criativas que hoje soariam absurdas. “Era outro tempo, outra mentalidade”, explicou o antigo executivo.

ver também James Gunn corta no tempo mas promete voos altos: Superman vai ser um dos filmes mais curtos do verão 🦸‍♂️

O próprio Diller, que mais tarde ajudaria a criar a Fox Broadcasting Company e desempenhou um papel-chave na ascensão de gigantes como a Expedia e a IAC, olha para esse período com uma mistura de espanto e resignação: “Fizemos o que tínhamos de fazer, e sobrevivemos. Alguns não tiveram tanta sorte.”

James Gunn corta no tempo mas promete voos altos: Superman vai ser um dos filmes mais curtos do verão 🦸‍♂️🎬

O novo filme do super-herói da capa vermelha terá apenas 2h5, numa aposta da DC em ritmo e eficácia

É oficial: o novo Superman, realizado por James Gunn, não vai ser um épico interminável. Segundo revelou o próprio realizador nas redes sociais, a duração do filme será de 2 horas e 5 minutos — um dos tempos mais curtos para um blockbuster de super-heróis no verão de 2025.

ver também: O sogro que virou argumento: Wes Anderson inspirou-se na família para criar The Phoenician Scheme

Num mundo onde a regra parece ser “mais é mais”, Gunn nada contra a corrente e opta por uma abordagem mais contida. Ao contrário de filmes recentes da DC e da Marvel que ultrapassam facilmente as 2h30 (ou mesmo as 3h), o novo Superman promete ser mais direto ao assunto — e isso pode ser precisamente o que o género precisa.

“É o tempo ideal para contar a história”, diz Gunn

A confirmação foi dada de forma descontraída por James Gunn através da sua conta oficial: “O filme tem 2 horas e 5 minutos, sem contar com os créditos. É o tempo certo para contar esta história”. Segundo o realizador, não houve qualquer imposição dos estúdios, nem cortes forçados: a escolha foi puramente criativa.

Gunn, que também escreveu o argumento, é conhecido por imprimir um tom mais leve, humano e bem-humorado aos seus filmes — como demonstrou em Guardians of the Galaxy e The Suicide Squad. Ao assumir agora o leme do universo DC, quer trazer uma nova identidade a uma personagem que é tantas vezes retratada como demasiado solene ou excessivamente divina.

Uma nova era para o Super-Homem

Este novo Superman (cujo título oficial ainda está por confirmar se será simplesmente Superman ou algo mais elaborado) marca o arranque oficial do novo universo cinematográfico da DC, com James Gunn e Peter Safran ao comando da DC Studios.

David Corenswet veste o fato do Homem de Aço, sucedendo a Henry Cavill, enquanto Rachel Brosnahan será Lois Lane. A expectativa é grande — não só por ser o renascimento de uma das figuras mais icónicas da cultura pop, mas também por representar uma nova abordagem narrativa, estética e emocional.

Curtinho mas ambicioso

Com a estreia marcada para 11 de julho de 2025, este Superman será lançado no meio de uma temporada recheada de blockbusters. A sua duração mais curta pode jogar a favor da bilheteira, com mais sessões diárias e um ritmo potencialmente mais apelativo para o público moderno — cada vez menos paciente com filmes que se arrastam.

A aposta de Gunn parece clara: menos tempo, mais impacto. E se alguém consegue transformar isso numa força, é ele. Afinal, não foi com longas epopeias que os Guardians conquistaram os fãs, mas com coração, humor e um timing afinado.

ver também: De Carrie Bradshaw ao Booker Prize: Sarah Jessica Parker entra no mundo editorial com selo literário próprio 📚✨

Agora resta-nos esperar para ver se este Superman voa direto ao coração dos espectadores — ou se nos deixa a desejar mais alguns minutos de voo.

O “Man of Steel 2” Que Nunca Foi: Christopher McQuarrie Revela a Sequência Épica com Superman e Green Lantern

🦸‍♂️ Um Conflito Cósmico Inédito

Christopher McQuarrie, conhecido por revitalizar a franquia Missão: Impossível, revelou detalhes do seu projeto não realizado para Man of Steel 2. A trama envolveria um confronto entre Superman e Green Lantern, explorando as semelhanças e diferenças entre os dois heróis. McQuarrie destacou que Henry Cavill tinha uma visão específica para o personagem, e que a interação entre os dois protagonistas permitiria um conflito e resolução épicos . 

ver também : David Tennant Quis Ser o Sr. Fantástico, Mas Pedro Pascal Esticou-se Primeir

🎬 Uma Abertura Sem Palavras, Mas Cheia de Emoção

Inspirado na sequência inicial de Up da Pixar, McQuarrie planeava iniciar o filme com uma montagem sem diálogos que revelaria as motivações e medos mais profundos de Superman. Em apenas cinco minutos, o público compreenderia as escolhas do herói e a escala emocional da narrativa .

💡 A Vulnerabilidade do Green Lantern

Para tornar o Green Lantern mais acessível e interessante, McQuarrie introduziu uma limitação no poder do anel: a necessidade de recarregar. Essa fraqueza criaria tensão e imprevisibilidade, afastando o personagem da invencibilidade e aproximando-o do público . 


🎥 Um Projeto Que Ficou na Imaginação

Apesar do entusiasmo de McQuarrie e Cavill, o projeto não avançou devido a mudanças na direção criativa da DC Studios. Com a chegada de James Gunn e Peter Safran, o foco mudou para uma nova abordagem do universo DC, deixando de lado a sequência planejada . 

ver também : “American Manhunt: Osama bin Laden” — O Novo Documentário da Netflix Que os Críticos Amam (e os Espectadores Nem Tanto)

🦸‍♂️ O Legado de uma Visão Não Realizada

Embora Man of Steel 2 de McQuarrie nunca tenha sido produzido, a sua visão continua a inspirar discussões sobre o potencial narrativo dos super-heróis. A ideia de explorar as vulnerabilidades e conflitos internos dos personagens oferece uma perspectiva rica e emocionalmente ressonante que muitos fãs ainda desejam ver no grande ecrã.

David Tennant Quis Ser o Sr. Fantástico, Mas Pedro Pascal Esticou-se Primeiro

🧪 De Kilgrave a Reed Richards: Um Salto Quântico

David Tennant, conhecido por papéis icónicos como o Décimo Doutor em Doctor Who e o vilão Kilgrave em Jessica Jones, revelou recentemente que ambicionava interpretar Reed Richards, também conhecido como Sr. Fantástico, no próximo filme da Marvel, The Fantastic Four: First Steps. Durante uma sessão de perguntas e respostas na MCM Comic Con em Londres, Tennant admitiu: “Tinha um certo interesse em Reed Richards, mas parece que seguiram noutra direção” . 

Apesar de não ter conseguido o papel, Tennant mostrou-se gracioso e elogiou a escolha de Pedro Pascal para o papel, afirmando: “Se tivesse de ser alguém, fico muito feliz que seja o Pedro Pascal” . 

ver também: Vingadores: Doomsday — Ou Como Perder Uma Semana de Vida Para Perceber Um Filme

🧬 O Multiverso Abre Portas?

Com o conceito de multiverso amplamente explorado no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), a possibilidade de Tennant interpretar uma variante de Reed Richards não está fora de questão. Nos quadrinhos, existe o “Conselho dos Reeds”, composto por múltiplas versões do Sr. Fantástico de diferentes realidades . Além disso, Tennant já demonstrou versatilidade ao interpretar personagens complexos, o que poderia enriquecer ainda mais o MCU. 

🧑‍🔬 O Que Esperar de The Fantastic Four: First Steps

O filme, com estreia marcada para 25 de julho de 2025, será o primeiro da Fase Seis do MCU. Além de Pedro Pascal como Reed Richards, o elenco inclui Vanessa Kirby como Sue Storm, Joseph Quinn como Johnny Storm e Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm. A trama decorrerá numa Terra paralela com estética retrofuturista dos anos 60, onde os heróis enfrentarão o devorador de planetas Galactus e a sua arauta, Silver Surfer, interpretada por Julia Garner . 

ver também : ✈️ “Top Gun 3”: História Definida e Pronta para Descolar

🧠 Conclusão: Tennant Ainda Pode Surpreender

Embora Tennant não tenha conseguido o papel principal, o MCU é conhecido por suas reviravoltas e surpresas. Com o multiverso em jogo, quem sabe o que o futuro reserva? Até lá, os fãs podem continuar a apreciar as performances memoráveis de Tennant e aguardar ansiosamente por The Fantastic Four: First Steps

De “Succession” para Panem: Culkin é o novo rosto do anfitrião mais excêntrico da Capital

Kieran Culkin, vencedor do Óscar de Melhor Ator Secundário por “A Verdadeira Dor”, foi confirmado como o novo Caesar Flickerman no próximo filme da saga “Jogos da Fome”, intitulado “Sunrise on the Reaping” (“Amanhecer na Ceifa”). O ator, conhecido pelo seu papel em “Succession”, sucede a Stanley Tucci, que interpretou o carismático apresentador nos quatro filmes originais da franquia.  

ver também : Patrick Stewart regressa ao comando… agora num DeLorean elétrico

A escolha de Culkin foi elogiada pela produção. Erin Westerman, co-presidente do Lionsgate Motion Picture Group, afirmou que “a presença cativante e o charme inegável de Kieran são perfeitos para Caesar Flickerman, o anfitrião irresistivelmente observável do espetáculo mais sombrio de Panem”. A produtora Nina Jacobson acrescentou que “o magnetismo, a sagacidade e a imprevisibilidade de Kieran fazem dele uma escolha ideal para Caesar Flickerman”.  


“Sunrise on the Reaping”: uma viagem ao passado sombrio de Panem

Baseado no romance homónimo de Suzanne Collins, lançado em março de 2025, “Sunrise on the Reaping” decorre 24 anos antes dos eventos da trilogia original e 40 anos após “A Balada dos Pássaros e das Serpentes”. O filme centra-se na 50.ª edição dos Jogos da Fome, conhecida como o Segundo Massacre Quaternário, onde cada distrito é obrigado a enviar o dobro dos tributos habituais. Esta edição brutal dos Jogos é marcada pela vitória de Haymitch Abernathy, futuro mentor de Katniss Everdeen.  

O jovem Haymitch será interpretado por Joseph Zada, enquanto Whitney Peak dará vida a Lenore Dove Baird, namorada de Haymitch. O elenco inclui ainda Mckenna Grace como Maysilee Donner, Jesse Plemons como Plutarch Heavensbee, Ralph Fiennes como o Presidente Snow, Elle Fanning como uma jovem Effie Trinet, Kelvin Harrison Jr. como Beetee, Maya Hawke como Wiress e Lili Taylor como Mags.  

Uma nova perspetiva sobre Caesar Flickerman

A versão de Caesar Flickerman apresentada por Kieran Culkin promete oferecer uma nova dimensão ao personagem. Enquanto Stanley Tucci retratou um Caesar já estabelecido e confiante, Culkin interpretará uma versão mais jovem e possivelmente ainda em ascensão na sua carreira como apresentador dos Jogos. Esta abordagem permitirá explorar as origens do carisma e da teatralidade que definem o personagem, bem como o seu papel na propaganda da Capital. 

ver também : Godzilla Minus One: o Rei dos Monstros regressa ao trono com fúria atómica

Estreia marcada para novembro de 2026

“Sunrise on the Reaping” tem estreia prevista nos cinemas para 20 de novembro de 2026. Com um elenco de peso e uma narrativa que promete aprofundar a história de Panem, o filme é aguardado com grande expectativa pelos fãs da saga “Jogos da Fome”. 

🎬 Sinners: o novo fenómeno de terror que ultrapassa A Quiet Place nas bilheteiras mundiais

Ryan Coogler e Michael B. Jordan assinam um dos maiores sucessos do género — e fazem história

O realizador Ryan Coogler volta a mostrar por que razão é um dos nomes mais sólidos e criativos de Hollywood. O seu novo filme, Sinners, está prestes a encerrar a carreira comercial nos cinemas com um feito notável: ultrapassar A Quiet Place, de John Krasinski, nas bilheteiras globais, ao atingir os 336 milhões de dólares, com 260 milhões nos EUA e 80 milhões no mercado internacional.

ver também : 🎥 Tecto de cinema desaba durante exibição de Final Destination: Bloodlines na Argentina

📊 Um terror que desafia tendências

Apesar de ter ficado aquém da marca dos 100 milhões fora dos EUA — algo que reflecte o histórico de fraco desempenho de filmes com protagonistas negros no mercado internacional — Sinners compensou com um resultado extraordinário no mercado doméstico.

Além de superar A Quiet Place (334 milhões) e estar prestes a ultrapassar Hannibal (350 milhões), a longa-metragem já deixou para trás todos os filmes do universo The Conjuring, bem como êxitos como Get Out e The Silence of the Lambs.


🎭 Michael B. Jordan em dose dupla

Com Michael B. Jordan a interpretar dois papéis, Sinners é mais do que um susto: é uma narrativa densa, com temas profundos e subtexto religioso, filmada em formato IMAX 70 mm — um tratamento normalmente reservado a Christopher Nolan. A banda sonora, assinada por Ludwig Göransson, mistura blues e tensão com mestria.

O filme teve um orçamento de 90 milhões de dólares e foi lançado pela Warner Bros. com pompa e confiança total.


🍅 Críticas esmagadoramente positivas

No Rotten Tomatoes, o filme mantém uma classificação de 97% entre os críticos e 96% junto do público, confirmando-se como um sucesso transversal. Este desempenho coloca Coogler entre os realizadores mais rentáveis da história do cinema — com apenas cinco longas-metragens no currículo.


🏆 Ryan Coogler no pódio dos grandes

Com Sinners, Coogler não só ultrapassou os números da saga Creed, como cimentou o seu lugar entre os realizadores mais poderosos da indústria. O seu estatuto actual oferece-lhe um grau de liberdade criativa comparável a nomes como Tarantino ou Nolan.

ver também : 🎬 Lilo & Stitch e Mission: Impossible fazem história no box office do Memorial Day 2025

A Warner Bros. dificilmente o deixará escapar — e Hollywood, ao que tudo indica, acaba de encontrar o próximo “GOAT” do terror moderno.

🎬 Lilo & Stitch e Mission: Impossible fazem história no box office do Memorial Day 2025

Fim-de-semana de recordes dá novo fôlego ao cinema e confirma apetite renovado por grandes blockbusters

ver também : 🚗 Patrick Stewart regressa ao comando… agora num DeLorean elétrico

O cinema comercial voltou a dar sinais de recuperação este fim-de-semana prolongado. Com a estreia em força da versão live-action de Lilo & Stitch e mais uma missão explosiva de Tom Cruise, o box office do Memorial Day 2025 atingiu valores históricos, ultrapassando os 325 milhões de dólares nos EUA e Canadá — o maior de sempre nesta data, sem ajuste à inflação.


🥇 Disney lidera com Lilo & Stitch

A nova versão de Lilo & Stitch arrecadou impressionantes 183 milhões de dólares na estreia doméstica, tornando-se a maior abertura de sempre no Memorial Day, superando os 160,5 milhões de Top Gun: Maverick em 2022. O total global chegou aos 341,7 milhões, consolidando a aposta da Disney em remakes live-action como aposta segura no calendário de verão.


🕵️ Cruise mantém-se em forma com Mission: Impossible – The Final Reckoning

A última aventura de Ethan Hunt, anunciada como o capítulo final da saga, ficou em segundo lugar com 77 milhões de dólares no mercado doméstico e 190 milhões no total global. O filme que terá custado entre 300 e 400 milhões é agora o título com a maior estreia de sempre da franquia. Só nas salas IMAX, o filme rendeu 31 milhões, o que representa mais de 14% da bilheteira global.

“É um feito extraordinário. O público responde quando há conteúdo para todos” — Chris Aronson, presidente de distribuição da Paramount


🎟️ Um ano que pode marcar viragem

O sucesso destes dois títulos junta-se a um primeiro semestre robusto, com filmes como A Minecraft MovieThunderbolts e Final Destination: Bloodlines a impulsionar o regresso das famílias e jovens adultos às salas. O box office norte-americano de Abril atingiu 875 milhões — muito próximo da média pré-pandémica.

Com uma agenda recheada para o verão — Karate Kid: LegendsBallerinaJurassic World: RebirthHow to Train Your DragonSuperman e The Fantastic Four: First Steps — os analistas preveem um box office anual entre 9,2 e 9,5 mil milhões de dólares, ultrapassando os 9 mil milhões de 2023.


📉 Ainda longe da era pré-pandemia, mas em trajectória ascendente

Apesar do entusiasmo, os números continuam abaixo dos 11,4 mil milhões de 2019 ou dos 11,9 mil milhões de 2018. As mudanças nos hábitos de consumo e a crescente força do streaming continuam a afectar o público casual.

“Quando o conteúdo é bom, as pessoas aparecem. E agora, o ciclo é favorável” — Eric Handler, analista da Roth Capital

ver também: 🎬 The Salt Path: Gillian Anderson e Jason Isaacs dão rosto à crise da habitação no Reino Unido

Se este ritmo se mantiver, 2025 pode vir a ser o ano que marca o verdadeiro regresso à saúde do cinema de sala — com o grande ecrã novamente no centro da experiência colectiva.

🎬 Como uma banheira ajudou Tarantino a obter os direitos de uma série western para Once Upon a Time in Hollywood

O insólito episódio que envolveu uma banheira de luxo e uma série esquecida dos anos 60

Once Upon a Time in Hollywood (2019) é, para muitos — incluindo o próprio Quentin Tarantino —, a sua obra mais madura e contemplativa. Uma carta de amor a uma Hollywood em extinção, o filme mistura ficção e realidade, reescreve a História e mergulha fundo na cultura televisiva e cinematográfica dos anos 60. Um dos detalhes mais curiosos da narrativa é a inclusão da série western Lancer, onde a personagem de Leonardo DiCaprio, Rick Dalton, interpreta um vilão no episódio piloto.

Mas incluir uma série real num filme de grande orçamento exige mais do que boa vontade: são precisos direitos legais, e foi aí que uma simples banheira com acesso facilitado entrou em cena.


🛁 A viúva de Lancer e a banheira salvadora

Os direitos de Lancer pertenciam à viúva de Samuel A. Peeples, criador da série. Quando a equipa de produção de Tarantino a contactou, não só ela se mostrou entusiasmada com a ideia de ver a obra do marido recriada, como recusou qualquer pagamento. O gesto altruísta poderia ter ficado por aí — mas Tarantino decidiu retribuir.

Como forma de agradecimento, a equipa ofereceu-lhe uma banheira walk-in de alta gama, ideal para pessoas com mobilidade reduzida. Foi instalada na sua casa como um presente simbólico, mas profundamente útil. Segundo relatos, a viúva ficou emocionada com a atenção e o gesto.

Infelizmente, acabaria por falecer antes da estreia do filme, mas não sem antes saber que a série criada pelo marido ganharia nova vida numa superprodução de Hollywood.


📺 Lancer: a série esquecida que voltou à ribalta

Criada nos anos 60, Lancer nunca atingiu o estatuto de Gunsmoke ou Bonanza, mas deixou marca suficiente para Tarantino a recuperar como uma das peças centrais da narrativa de Once Upon a Time in Hollywood. A série original seguia os irmãos Scott Lancer e Johnny Madrid Lancer (interpretados originalmente por Wayne Maunder e James Stacy) — no filme, os papéis foram actualizados por Luke Perry e Timothy Olyphant.

Para Tarantino, incluir Lancer foi mais do que uma piscadela: foi uma homenagem ao espírito dos westerns televisivos e aos actores que viveram à sombra do estrelato durante a transição para a Nova Hollywood.

🎞️ E agora, uma sequela na Netflix?

Segundo a imprensa americana, David Fincher e Brad Pitt estão a desenvolver uma sequela para a Netflix, que deverá decorrer nos anos 70 — período de viragem estética e cultural em Hollywood. Ainda não se sabe se novas referências obscuras como Lancer farão parte do enredo, mas se depender de Tarantino, nada está fora de hipótese.