Quer Passar a Noite na Casa de Poltergeist? Agora Pode… Se Tiver Coragem

A casa assombrada mais famosa do cinema está para arrendamento — e sim, já registou actividade paranormal real

🧠 “Estão aqui…” — e agora você também pode estar. A icónica casa do filme Poltergeist, o clássico de terror de 1982 produzido por Steven Spielberg, está oficialmente disponível para arrendamento. Fãs do género (ou corajosos aventureiros do Airbnb) podem finalmente dormir no mesmo sítio onde a pequena Carol Anne foi raptada pelo mundo dos espíritos… com direito a jacuzzi e cozinha renovada.

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Situada em Simi Valley, na Califórnia, a moradia de dois andares tem quatro quartos, duas casas de banho e meia, piscina, lareira, um jardim amplo e — claro — historial paranormal confirmado. A nova proprietária, Rachel Powers, comprou a casa por 1,28 milhões de dólares (100 mil acima do preço pedido) e investiu cerca de 165 mil dólares para recriar o ambiente do filme com fidelidade assustadora.


Ghost Adventures investigou — e as respostas do além não tardaram

A casa foi recentemente o foco do episódio de estreia da temporada 29 da série Ghost Adventures. O episódio utilizou todo o arsenal tecnológico digno de um spin-off de Ghostbusters: ITC, spirit box, câmaras térmicas, visão nocturna, sensores de movimento, medidores EMF e até a boneca Cabbage Patch da falecida actriz Heather O’Rourke, que interpretou Carol Anne.

Segundo Powers, os investigadores registaram comunicação electrónica, objectos a mover-se sozinhos, luzes a piscar, fechaduras com vida própria, quedas de energia inexplicáveis e actividade paranormal em torno da velha televisão. Tudo isto a poucos metros do lugar onde, na ficção, os Freeling descobriam que a sua casa estava construída sobre um cemitério profanado.

O episódio também explorou a já lendária “maldição de Poltergeist”, que associa tragédias reais ao elenco e produção do filme. A própria Heather O’Rourke faleceu tragicamente aos 12 anos, assim como Dominique Dunne, também presente no elenco original.


Terror à moda antiga… com cozinha moderna

Apesar do passado sombrio, a casa apresenta-se com um ar acolhedor e até… relaxante? Segundo a descrição da imobiliária, trata-se de uma residência com “boa energia”, perfeita para “entertaining, relaxing and living your best life”. O layout é pensado para momentos em família, com amplas janelas, sala de estar iluminada, lareira, e uma cozinha que mantém o estilo original do filme (com electrodomésticos actualizados, para quem quiser fugir aos fantasmas enquanto cozinha um risotto).

No exterior, há espaço para três carros, árvores que garantem sombra e privacidade, uma piscina generosa e um jacuzzi circular, ideal para descontrair… se os espíritos deixarem.


A lenda continua viva (e agora… habitável)

Poltergeist foi um dos maiores fenómenos de terror dos anos 80, realizado por Tobe Hooper (The Texas Chain Saw Massacre) e escrito por Spielberg. Tornou-se o oitavo filme mais lucrativo de 1982, e deixou uma marca indelével no género: casas suburbanas com segredos, televisões estáticas e uma sensação constante de que algo está “ligeiramente fora do lugar”.

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Hoje, mais de 40 anos depois, a casa está aberta ao público — ou pelo menos, a quem se atrever a reservar uma noite. Disponível em plataformas como AirbnbVRBO e Futurestay, o local promete uma experiência única: dormir num cenário de culto… onde as paredes talvez ainda murmurem segredos.

Willem Dafoe Vai Receber o Coração Honorário de Sarajevo — E Dar uma Masterclass Inesquecível

Com mais de 150 filmes no currículo, o actor norte-americano regressa ao Festival de Sarajevo 25 anos depois para ser homenageado pela sua carreira lendária

🎬 Nome maior do cinema mundial, Willem Dafoe vai ser distinguido com o Coração Honorário de Sarajevo na próxima edição do Festival de Cinema de Sarajevo, a decorrer entre 15 e 22 de Agosto de 2025. O galardão reconhece o contributo excepcional do actor para a arte cinematográfica, numa carreira que atravessa cinco décadas, inúmeros géneros e alguns dos maiores nomes da realização mundial.

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Mas Dafoe não vai apenas receber prémios: vai também conduzir uma masterclass no festival, onde partilhará reflexões sobre a sua carreira, o ofício da representação e a arte em tempos contemporâneos.


Um actor com 150 rostos e nenhum igual

Desde que foi despedido de Heaven’s Gate, de Michael Cimino, em 1979, Willem Dafoe construiu um percurso impressionante, tanto em grandes estúdios como no cinema independente — sempre com uma entrega total e uma versatilidade que poucos actores da sua geração podem reclamar.

A lista de realizadores com quem trabalhou é, por si só, um monumento ao cinema moderno:

  • Martin Scorsese
  • David Lynch
  • Lars von Trier
  • Wes Anderson
  • Guillermo del Toro
  • Yorgos Lanthimos
  • Tim Burton
  • Hayao Miyazaki
  • Werner Herzog
  • Spike Lee
  • Kathryn Bigelow, entre muitos outros.

Dafoe é daquelas raras presenças que consegue ser intensamente humano num blockbuster e assombrosamente inquietante num filme experimental.


Nomeações, prémios e um legado em construção

Willem Dafoe foi já nomeado quatro vezes ao Óscar — por PlatoonShadow of the VampireThe Florida Project e At Eternity’s Gate. Venceu dois Independent Spirit Awards, foi distinguido pelos críticos de Nova Iorque, Los Angeles e pela National Board of Review, recebeu o Urso de Ouro Honorário da Berlinale e mais recentemente o Prémio Íris da Academia de Cinema da Grécia, pelo seu desempenho em Inside, de Vasilis Katsoupis.

Em 2025 e 2026, será ainda director artístico da secção de teatro da Bienal de Veneza, reafirmando a sua ligação ao palco e às artes performativas, uma paixão antiga que começou com o colectivo experimental The Wooster Group, onde trabalhou entre 1977 e 2005.


Novos filmes no horizonte

Aos 70 anos, Dafoe continua a ser um actor em plena forma criativa. Entre os próximos projectos destacam-se:

  • Cuddle, de Bárbara Paz
  • Werwulf, de Robert Eggers
  • Uma nova colaboração com Eggers em A Christmas Carol, para a Warner Bros.

Não se vislumbra reforma à vista — e ainda bem.


Um regresso 25 anos depois

“Willem Dafoe regressa ao Festival de Sarajevo após 25 anos e é uma grande honra para nós atribuir-lhe o Coração Honorário de Sarajevo”, declarou Jovan Marjanović, director do festival.

“O seu trabalho é uma inspiração para qualquer actor. Sempre que está frente à câmara, prova ser um verdadeiro mestre. Em grandes produções ou em filmes independentes, as suas personagens são sempre complexas, emocionais e inesquecíveis.”

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Coração de Sarajevo junta-se assim a uma lista já longa de distinções — mas com um significado especial, numa região onde o cinema tem sido forma de resistência, memória e reconciliação.

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Análise completa ao box office internacional da semana, com Brad Pitt a acelerar para o seu maior sucesso global de sempre

🏎️ Numa semana recheada de novidades e reviravoltas nas bilheteiras internacionais, F1 consolidou-se como o maior sucesso de sempre de Brad PittFantastic Four: First Steps continuou a dominar globalmente apesar da quebra, e a comédia The Naked Gun surpreendeu com um arranque sólido. Eis o retrato completo das corridas em curso no circuito global do box office.

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F1: Brad Pitt faz história com o seu maior êxito de sempre

O drama de corridas F1, realizado por Joseph Kosinski e produzido pela Apple Original Films, atingiu um novo marco: com $545,6 milhões globais, tornou-se o filme mais rentável da carreira de Brad Pitt, ultrapassando World War Z.

A performance tem sido especialmente robusta fora dos EUA, com um total internacional de $372,3 milhões. Em Coreia do Sul, o filme registou um aumento impressionante de 36% na sexta semana (!), algo raríssimo. Outros mercados com excelentes resultados incluem:

  • China: $55,1M
  • Reino Unido: $28M
  • França: $26,7M
  • Coreia do Sul: $24M
  • México: $19,3M

O acumulado em IMAX já soma $84,7 milhões globalmente.

Fantastic Four: First Steps abranda, mas passa os $369M mundiais

A aposta da Marvel/Disney manteve o n.º 1 em mercados como Itália, Reino Unido, Brasil, México e Austrália, apesar de uma quebra de 54% global (52% sem contar com a China) no seu segundo fim-de-semana.

A segunda semana rendeu $39,6 milhões fora dos EUA, elevando o total internacional para $170,3M e o global para $368,7M.

Os principais mercados continuam a ser:

  • Reino Unido: $20,5M
  • México: $20,4M
  • França: $10,2M
  • Brasil: $9,3M
  • Austrália: $8,2M

IMAX: $43,9M global.


The Naked Gun: regresso em grande com $29M globais

A nova versão de The Naked Gun, da Paramount, estreou com $11,5 milhões em 46 mercados e um total global de $28,5M — um resultado bem acima de títulos comparáveis como Game Night ou The Heat.

As melhores estreias internacionais foram:

  • Reino Unido: $2,3M
  • Alemanha: $2,3M
  • México: $674K
  • Países Baixos: $590K
  • Áustria: $430K

Com uma boa recepção nas versões dobradas e legendadas, esta comédia poderá ter pernas para correr mais do que o habitual no género.


Os Mauzões 2 expande território e soma $44,5M globais

Depois de uma estreia limitada, The Bad Guys 2 (Os Mauzões 2) chegou agora a 58 mercados e arrecadou $16,3M nesta semana, com o total global a atingir $44,5M.

  • França: $2,6M (n.º 1)
  • México: $1,8M (n.º 2)
  • Espanha: $1,4M (n.º 1)
  • Coreia do Sul: $1,3M (n.º 5)
  • Polónia: $800K (n.º 1)
  • Reino Unido (total até agora): $6,4M

A recepção crítica tem sido muito positiva, com pontuações superiores às do primeiro filme em várias plataformas e países.


Jurassic World Rebirth aproxima-se dos $770M

O novo capítulo jurássico da Universal/Amblin adicionou $16,2M na sua 5.ª semana internacional, acumulando $448,4M fora dos EUA e $766M globalmente.

Melhores mercados:

  • China: $77,4M
  • Reino Unido: $42,7M
  • México: $34,2M
  • Alemanha: $28,4M
  • França: $25,2M

Outros destaques:

  • 🦸‍♂️ Superman (Warner/DC): $551,2M globais
  • 🎴 Demon Slayer: Infinity Castle (Japão): $121M só no Japão — maior bilheteira do ano no país
  • 🧝‍♂️ How to Train Your Dragon (re-release): $618,3M globais
  • 👻 Smurfs (PAR): $89,7M globais
  • 🎬 Materialists (A24): $62,4M globais
  • 🧟‍♀️ I Know What You Did Last Summer (SNY): $58,7M globais
  • 💔 Bring Her Back (SNY): $27,5M globais
  • 🎯 Mission: Impossible – The Final Reckoning: $594,2M globais

Conclusão

Numa semana de grande diversidade — entre acção, comédia, animação e corridas de alta velocidade — o box office global mostrou sinais saudáveis. Brad Pitt lidera com um recorde pessoal histórico, os super-heróis da Marvel continuam a render e a comédia física de The Naked Gun provou que ainda há público para o riso puro e duro.

A corrida nas bilheteiras continua — e as próximas semanas prometem mais mudanças nos lugares do pódio.


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Festival LAVADIAS Volta a Mergulhar no Mar… e no Cinema ao Ar Livre

Com estreia do novo filme de Cláudio Jordão, curtas internacionais e uma sessão com o vencedor do Óscar de animação, o festival volta a iluminar o Forte de Santa Catarina, no Pico

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🌊 Entre mantas, colchas e almofadas, o Forte de Santa Catarina, nas Lajes do Pico, volta a transformar-se num cinema sob as estrelas com o regresso do Festival LAVADIAS. De 13 a 15 de Agosto, o mais marítimo dos festivais volta a dar vida ao ecrã ao ar livre, sempre com a temática da água, dos mares e dos oceanos como pano de fundo — literal e simbólico.

Organizado pela associação MiratecArts, em parceria com o município das Lajes, o festival celebra este ano a sua quarta edição e abre com a estreia regional de Vasco da Gama – O Mar Infinito, o mais recente filme do realizador português Cláudio Jordão.

Cláudio Jordão dá o mote com “O Mar Infinito”

Depois da estreia oficial no Festival AVANCA, Vasco da Gama – O Mar Infinito chega agora à ilha do Pico para a sua primeira exibição nos Açores. A obra revisita uma das mais marcantes viagens marítimas da história: a odisseia de Vasco da Gama até à Índia, enfrentando tormentas no Atlântico e no Índico.

Realizado com a sensibilidade habitual de Cláudio Jordão, o filme mistura épico histórico e introspecção visual, num verdadeiro tributo à ligação profunda de Portugal com o mar.


Curtas-metragens, ação e um Óscar animado

Mas o LAVADIAS não vive só de longa-metragens. A primeira noite do festival será também dedicada a curtas, com destaque para os trabalhos de Fu LeJoana Saraiva MarquesSalvador Lobo Xavier, entre outros talentos emergentes.

Na segunda noite, a programação mergulha em águas mais agitadas com “Terror nas Profundezas”, do australiano Matthew Holmes, prometendo suspense e adrenalina.

E para encerrar em beleza — e com toda a família — o festival exibe o belíssimo “Flow – À Deriva”, de Gints Zilbalodis, vencedor do Óscar de Melhor Filme de Animação. Um conto visualmente encantador sobre sobrevivência, mudança e adaptação… sempre à deriva, sempre em movimento.


Cinema com sabor a salitre (e entrada gratuita)

Todas as sessões têm entrada livre e começam às 21h30 locais (22h30 em Lisboa). O convite é claro: traga uma manta, sente-se no chão, e deixe-se embalar pelo som do mar e pelas histórias que o ecrã projeta.

“O festival tem a temática da água, os mares e os oceanos que nos rodeiam”, explicou Terry Costa, director artístico da MiratecArts e fundador do LAVADIAS.

Mais do que um festival de cinema, o LAVADIAS é uma celebração do lugar, da natureza, da memória e da arte. Um evento que honra o espírito atlântico dos Açores com imagens, emoções e uma forte brisa cinematográfica.


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Sirat: Óliver Laxe Convida-nos a Caminhar no Inferno (Para Encontrar Qualquer Coisa Parecida com Esperança)

O realizador galego estreia em Portugal o seu filme mais duro e introspectivo — e talvez o mais necessário

🔥 Óliver Laxe não faz cinema para nos entreter. Faz cinema para nos abanar. E com Sirat, a sua mais recente longa-metragem, o cineasta galego convida-nos para uma viagem seca, árida e sem atalhos, passada entre raves no deserto de Marrocos e silêncios carregados de dor. O filme, já premiado em Cannes e agora estreado em Portugal, é um mergulho no abismo — mas um abismo onde se procura, ainda assim, sentido.

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Sirat é um filme duro. Mas a minha intenção foi cuidar do espectador”, explica Laxe. “Queria que olhasse para dentro.”


Entre Gilgamesh e o Rei Artur… numa rave no deserto

A premissa de Sirat pode parecer simples: um pai e um filho procuram Mar, a filha e irmã desaparecida numa zona remota de Marrocos, palco de raves clandestinas e decadência espiritual. Mas o que Laxe filma é uma verdadeira descida aos infernos, onde o que está em jogo não é apenas o reencontro, mas o confronto com o vazio — e com a morte.

Inspirado por epopeias como o Épico de Gilgamesh ou as lendas do Santo Graal, Laxe assume o cinema como via para a transcendência. E fá-lo recorrendo a uma linguagem crua, visualmente poderosa, onde a imagem é sempre mais forte do que qualquer explicação.

“Um filme não é para ser entendido, é para ser sentido”, afirma.


Um cinema que remexe, que inquieta, que cuida — à sua maneira

Desde Todos vós sodes capitáns (2010) a O Que Arde (2019), passando por Mimosas (2016), Laxe construiu uma obra singular e espiritual, marcada por paisagens que são personagens e silêncios que são gritos. Em Sirat, essa procura radical atinge um novo patamar.

“Sou um viciado da imagem. Elas apanham-me. Estamos à sua mercê.”

E se o espectador se sente arrastado por esse deserto interior, é porque o próprio realizador também o percorreu com sacrifício.

“Custou-me escrever e montar as sequências mais duras. Não queria fazer ninguém sofrer. Mas quis mostrar que a dor, a perda, a morte fazem parte do caminho.”


O medo da morte e a rave como purgatório moderno

O título do filme, Sirat, remete para a tradição islâmica: a ponte que separa o inferno do paraíso, o caminho que todos devem atravessar após a morte. Essa ponte, no filme, é tanto literal como simbólica. E Laxe não foge à provocação:

“Vivemos numa sociedade tanatofóbica. Fugimos da dor, da morte, da angústia. Eu quero olhar para a morte. Quero saber se morro com dignidade.”

No meio de batidas electrónicas e corpos perdidos em êxtase, o cineasta vê algo mais do que fuga: vê um acto de entrega, uma espécie de liturgia contemporânea.

“Na cultura rave, nada há de mais transcendental do que morrer num acto de serviço no dancefloor.”


Paisagens com alma, cinema com cicatrizes

Como em toda a sua obra, também aqui a paisagem tem peso ontológico. É personagem, é espelho, é ameaça. E se Laxe afirma que adoraria filmar no Porto, é porque vê na arquitectura e nos lugares a alma das histórias.

“Encantava-me filmar no Porto. Pela arquitectura, pela sucessão de lugares… pela vida que existe ali.”

A vida, afinal, está sempre no centro do seu cinema — mesmo quando fala de morte. Porque, como sublinha:

“Estamos todos feridos. Só que nem todos o sabem. O cinema, para mim, é essa tomada de consciência.”


Caminhar, mesmo quando se sangra

Sirat não é um filme fácil. Não pretende ser. É uma meditação existencial, uma oração inquieta sobre perda, fé e aceitação. Mas é, acima de tudo, um gesto de esperança.

“A realidade é dura, mas temos fé de que o caminho nos leva a bom porto.”

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E esse caminho, como nos lembra Laxe, é feito de sombras, de desertos, de imagens que nos perseguem. Mas também de cinema — esse lugar onde, por vezes, encontramos respostas sem precisar de perguntas.

As 5 Melhores Séries da Apple TV+ Que Não Pode Perder (Mesmo!)

De espiões disfuncionais a futebolistas inspiradores e ficção científica de luxo — o catálogo da Apple TV+ tem muito mais do que se pensa

📺 A Apple TV+ pode não ter o volume de conteúdos da Netflix ou da Prime Video, mas o que lhe falta em quantidade compensa (e muito!) em qualidade. Com produção cuidada, grandes nomes da televisão e narrativas que desafiam os limites do que se faz no pequeno ecrã, a plataforma tem vindo a consolidar-se como um verdadeiro lar de séries de prestígio.

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Se anda à procura de uma nova série para devorar ou simplesmente quer descobrir os tesouros escondidos do catálogo da maçã, aqui ficam as cinco melhores séries disponíveis no Apple TV+ — e, garantimos, nenhuma delas o vai deixar indiferente.


1. 🕵️ Slow Horses

Espionagem à moda antiga com um toque muito, muito britânico

Gary Oldman lidera esta pérola da espionagem moderna como Jackson Lamb, o mais desleixado (e brilhante) chefe de uma divisão do MI5 reservada aos piores agentes da casa — os “cavalos lentos” do título. Mas não se deixe enganar: por baixo da fachada decadente está um thriller afiado, cheio de ironia, reviravoltas e performances de topo.

Com três temporadas já disponíveis e uma quarta a caminho, Slow Horses é uma mistura entre Tinker Tailor Soldier Spy e The Office, mas com um corpo contorcido numa mala de viagem logo no primeiro episódio. Imperdível.


2. 🚀 For All Mankind

E se a União Soviética tivesse chegado primeiro à Lua?

Ronald D. Moore (de Battlestar Galactica) reescreve a História num cenário alternativo onde a corrida espacial nunca terminou. A série acompanha décadas de evolução tecnológica e tensão geopolítica numa América que se recusa a perder terreno — nem na Lua, nem em Marte.

Visualmente ambiciosa, com uma escrita sólida e personagens bem desenvolvidas, For All Mankind é mais do que ficção científica: é um épico humano sobre ambição, fracasso e o preço do progresso.

3. 🏢 Silo

A ficção distópica de que estávamos à espera

Baseada nos livros de Hugh Howey, Silo coloca-nos num mundo pós-apocalíptico onde a Humanidade vive confinada a um gigantesco silo subterrâneo — sem saber exactamente porquê. Quando uma engenheira começa a questionar as regras e os segredos do sistema, tudo começa a ruir.

Rebecca Ferguson lidera um elenco de luxo numa série que combina o mistério de Lost com a atmosfera claustrofóbica de Snowpiercer. Produção impecável, suspense constante e uma crítica social discreta mas afiada. Vai querer ver tudo de seguida.


4. ⚽ Ted Lasso

A comédia que aqueceu o coração do mundo (e ganhou todos os prémios)

Quem diria que um treinador de futebol americano perdido em Inglaterra se tornaria numa das personagens mais adoradas da televisão? Jason Sudeikis brilha como Ted Lasso, o eterno optimista que transforma uma equipa falhada numa família — com muito humor, empatia e biscoitos à mistura.

Com três temporadas aclamadas e dezenas de prémios no currículo (incluindo vários Emmys), Ted Lasso é mais do que uma comédia: é um abraço emocional disfarçado de série desportiva.


5. 🌌 Foundation

O impossível feito realidade: adaptar Isaac Asimov para televisão

Durante anos, Foundation foi considerada “inadaptável”. Mas a Apple atirou-se de cabeça — e saiu a ganhar. Esta saga galáctica baseada na obra de Asimov é uma ópera espacial ambiciosa, complexa e visualmente deslumbrante.

Com Lee Pace e Jared Harris nos papéis principais, e uma narrativa que salta entre planetas, séculos e revoluções, Foundation é televisão de alto calibre. Não é para ver com o telemóvel na mão — mas é para ver, ponto final.

“Por favor… mal parecia um Mestre Jedi!” – Liam Neeson Goza com a Morte de Qui-Gon Jinn

O actor irlandês volta a criticar a forma como foi despachado em A Ameaça Fantasma — e ainda deixa umas farpas a George Lucas

🔫 Sabemos que Liam Neeson é um tipo sério. Com aquele olhar carregado e voz grave, parece sempre pronto a salvar o mundo — ou, no caso, a Galáxia. Mas desta vez, decidiu puxar pelo humor para falar de um dos momentos mais… fraquinhos da sua carreira cinematográfica: a morte de Qui-Gon Jinn em Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma.

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Em conversa com a GQ, no segmento “Most Iconic Characters”, Neeson não se conteve: “Achei a minha morte um bocadinho ‘namby-pamby’”, disparou. Para quem não domina o inglês coloquial, é algo como dizer que foi fraquinha, murcha, uma tristeza.

“Supostamente sou um mestre Jedi. E o meu personagem cai no velho truque do ‘vou atacar-te na cara… não, afinal é no estômago!’ E pronto, lá vou eu. Por favor, aquilo mal parecia um Mestre Jedi.”

Palavras duras para um dos momentos mais marcantes — ainda que algo anticlimático — do filme de 1999. Neeson, que sempre trouxe uma certa nobreza à personagem de Qui-Gon, parece ainda não ter digerido completamente o destino que o aguardava às mãos de Darth Maul. E sinceramente, quem o pode culpar?

“George Lucas não gosta de dirigir actores… disse-mo ele mesmo”

O actor não ficou por aqui. Durante a entrevista, também comentou o estilo pouco convencional de George Lucas como realizador.

“O George não gosta de dirigir. Ponto. Disse-mo diretamente. Filmávamos uma cena e ele dizia: ‘Natalie, um bocadinho mais rápido. Liam, também tu, um bocadinho mais rápido.’ E pronto. Depois, era na sala de montagem que ele se divertia. Mas a dirigir actores? Isso ele não aprecia.”

Uma confissão curiosa que ajuda a explicar porque é que, em muitos círculos, se diz que os prequels de Star Wars tinham grandes ideias… mas uma direcção de actores, digamos, pouco inspirada.

Da Força à Brigada: Neeson regressa… comédia?

Se está à espera de ver Liam Neeson a empunhar o sabre de luz de novo, temos más notícias. Mas se quiser vê-lo com um distintivo e… Pamela Anderson (!), talvez lhe interesse saber que o actor protagoniza o novo The Naked Gun — sim, o reboot da clássica comédia policial protagonizada por Leslie Nielsen.

Neeson dá vida a Frank Drebin Jr., detective da Police Squad, agora encarregado de resolver um homicídio para evitar o encerramento da esquadra. Ao seu lado, um elenco improvável: Pamela Anderson, Paul Walter Hauser, CCH Pounder e Kevin Durand.

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Será que o actor mais sério de Hollywood consegue fazer-nos rir com as trapalhadas dignas do velho Tenente Drebin? Só mesmo vendo…

Realizador de “The Naked Gun” revela o momento que o fez mudar de ideias sobre o regresso da saga

Durante anos, Akiva Schaffer achou que uma nova versão de The Naked Gun seria um erro. Para o realizador e argumentista, conhecido pelo seu trabalho em Saturday Night Live e pelo colectivo The Lonely Island, a ideia de mexer num dos maiores clássicos da comédia era, nas suas palavras, “um disparate”. Mas tudo mudou com uma simples frase: “Liam Neeson está interessado”.

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Em entrevista ao Filmmaker Toolkit Podcast da IndieWire, Schaffer explicou a sua resistência inicial: “Achei mesmo que era uma má ideia. O primeiro filme é perfeito. É quase um truque de magia.” Segundo o realizador, a originalidade da saga criada pelo trio Zucker-Abrahams-Zucker residia precisamente na forma como quebrava as próprias regras da comédia, cena após cena, sem nunca perder o público.

A magia de Nielsen… e o risco de imitá-lo

Entre 1988 e 1994, a trilogia The Naked Gun imortalizou Leslie Nielsen no papel do desastrado detective Frank Drebin. Para Schaffer, é impensável tentar replicar aquilo que Nielsen fez: “Ele é insubstituível. Qualquer actor que tentasse imitá-lo estaria condenado ao fracasso.” No entanto, o que despertou o entusiasmo de Schaffer não foi a tentativa de encontrar outro Nielsen — foi o potencial de fazer algo diferente, mas com o mesmo espírito.

Foi nesse contexto que surgiu o nome de Liam Neeson, e mais concretamente, um momento específico da carreira do actor: uma participação memorável de quatro minutos na série britânica Life’s Too Short (2011), criada por Ricky GervaisStephen Merchant e Warwick Davis. No sketch, Neeson interpreta uma versão exageradamente séria de si próprio a tentar fazer comédia… com temas como SIDA, cancro e fome. O resultado? Um desastre hilariante,

Schaffer, que já tinha visto o segmento inúmeras vezes, reconheceu ali algo de especial: “Ele não está a tentar ser engraçado — está a ser genuíno. E é isso que faz funcionar.” Segundo o realizador, esta capacidade de Neeson para interpretar situações absurdas com absoluta seriedade foi precisamente o que tornou o casting tão promissor.

Para quem domina o inglês pode ver o semento aqui

Um regresso com respeito pelo original

Apesar da mudança de opinião, Schaffer não se aproxima do projecto com ligeireza. Descreve o novo The Naked Guncomo uma homenagem ao espírito do original, mas sem cair na armadilha da imitação. Para isso, aposta numa regra fundamental herdada dos criadores da saga: escolher actores dramáticos para interpretar situações cómicas com total convicção.

“O segredo não é fazer o papel com seriedade — é fazê-lo com verdade. O actor tem de acreditar genuinamente naquilo que diz, por mais absurdo que seja.”

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A nova versão de The Naked Gun, com Liam Neeson no papel principal, tem estreia prevista para 2025. Até lá, a expectativa cresce em torno de um reboot que começou por parecer impossível — mas que poderá surpreender tanto como o original.

Christopher Nolan Envolto em Polémica por Filmar no Saara Ocidental: Festival Acusa-o de Legitimar a Ocupação

Rodagem de “A Odisseia” em território disputado levanta críticas de activistas e cineastas sarauís

Christopher Nolan, o prestigiado realizador que dominou a temporada de prémios com Oppenheimer, está agora a enfrentar uma onda de críticas por ter escolhido o Saara Ocidental — território em larga medida controlado por Marrocos — como cenário para o seu novo filme, A Odisseia. O alerta foi lançado pelo Festival Internacional de Cinema do Saara (FiSahara), que pede publicamente ao cineasta que não volte a filmar na região e que exclua as imagens já captadas.

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O apelo foi feito por Maria Carrion, directora executiva do festival, numa declaração à agência AFP: “Pedimos a Nolan que se solidarize com o povo sarauí.” Segundo Carrion, ao filmar em Dakhla, Nolan corre o risco de contribuir para a legitimação da ocupação marroquina do Saara Ocidental, território que as Nações Unidas consideram “não autónomo” e onde o conflito entre Marrocos e a Frente Polisário se arrasta há mais de 50 anos.

Uma produção de estrelas, uma escolha polémica

Com estreia marcada para 2026, A Odisseia promete ser mais uma superprodução com assinatura de Nolan, contando com um elenco estelar que inclui Matt Damon, Zendaya, Tom Holland, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o e Charlize Theron. A escolha de Dakhla como uma das localizações foi elogiada pelas autoridades marroquinas, com o ministro da Cultura, Mehdi Bensaid, a garantir ao site Médias 24 que a rodagem “dará a Dakhla maior visibilidade cinematográfica como destino de filmagens”.

Mas essa “visibilidade” não é vista com bons olhos pelo FiSahara. “Ter Nolan a filmar numa duna de areia — quando há tantas outras dunas pelo mundo fora que não se situam em território ocupado — equivaleu a reforçar o colonialismo no Saara Ocidental”, afirmou Carrion. O festival, que se realiza nos campos de refugiados sarauís na Argélia, tem uma forte componente activista e há anos denuncia a ocupação marroquina.

O apelo à consciência artística

O pedido mais incisivo do festival é que Nolan não utilize as imagens filmadas em Dakhla. Para Carrion, “ele não obteve a autorização dos sarauís para filmar ou usar essas imagens. Obteve a autorização de uma potência ocupante, o que não constitui um acordo genuíno.” A directora executiva acrescenta que acredita que Nolan e a sua equipa não estavam devidamente informados sobre o contexto geopolítico da região.

Esta situação levanta uma vez mais o debate sobre a responsabilidade ética dos artistas e produtores de cinema na escolha das suas localizações. Quando um território está em disputa há décadas, ignorar a dimensão política da paisagem pode ter implicações sérias, mesmo para um realizador tão respeitado como Nolan.

Território em disputa, história em aberto

Saara Ocidental foi uma colónia espanhola até 1975. Desde então, Marrocos ocupa grande parte do território, enfrentando a resistência da Frente Polisário, que exige um referendo de autodeterminação com apoio da Argélia. A proposta de Rabat, por outro lado, passa por um plano de autonomia sob soberania marroquina — um impasse que se mantém há décadas e que tem dificultado qualquer resolução definitiva.

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A polémica em torno de Nolan expõe, mais uma vez, as tensões entre arte, indústria cinematográfica e geopolítica. Enquanto A Odisseia continua a ser um dos projectos mais aguardados dos próximos anos, a sua produção deixa agora uma sombra de debate ético que promete acompanhar a narrativa muito para lá do grande ecrã.

“Pecados Inconfessáveis”: Série Mexicana Sobe ao Topo da Netflix em Portugal

Produção combina suspense, erotismo e drama num enredo de traição e vingança

A série mexicana Pecados Inconfessáveis está a captar a atenção dos espectadores portugueses. Disponível na Netflix, a produção atingiu esta sexta-feira, 1 de Agosto, o segundo lugar no top de visualizações em Portugal, consolidando-se como um dos títulos mais populares da plataforma de streaming no início do mês.

Classificada como uma série de suspense com elementos eróticos, Pecados Inconfessáveis acompanha a história de Helena Rivas (interpretada por Zuria Vega), uma empresária bem-sucedida presa a um casamento abusivo com Claudio (Erik Hayser), um homem influente e manipulador. Determinada a recuperar o controlo da sua vida, Helena envolve-se com Iván (Andres Baida), um jovem acompanhante de luxo. Juntos, planeiam uma forma de expor Claudio através de uma gravação íntima.

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Segundo a sinopse oficial da Netflix, “presa num casamento abusivo, uma mulher apaixona-se por um homem carismático e engendra um plano para fugir do controlo do marido. Até que tudo se complica.”

A primeira temporada conta com 18 episódios, combinando elementos de drama psicológico, tensão emocional e reviravoltas narrativas que têm despertado o interesse de diferentes públicos.

Apesar de se tratar de uma série de ficção, a abordagem ao tema da violência doméstica tem gerado debate sobre a forma como estas temáticas são representadas na televisão. O sucesso da produção, tanto em território mexicano como internacionalmente, confirma a crescente procura por narrativas intensas e centradas em protagonistas femininas com percursos complexos.

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Com uma estética cuidada e interpretações marcantes, Pecados Inconfessáveis reforça a aposta da Netflix em conteúdos originais de produção hispânica, integrando-se num catálogo que tem vindo a conquistar audiências globais.

Jeremy Strong pode ser o novo Zuckerberg em A Rede Social: Parte II

Protagonista de Succession é o favorito de Aaron Sorkin para interpretar o fundador da Meta na aguardada continuação

O nome de Jeremy Strong está no topo da lista de Aaron Sorkin para interpretar Mark Zuckerberg em A Rede Social: Parte II. Segundo a Deadline, embora ainda não exista uma proposta oficial, o ator de Succession é o favorito para dar vida ao CEO da Meta na continuação do aclamado filme de 2010.

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Esta notícia surge pouco depois de ser revelado que Jeremy Allen White (The Bear) e Mikey Madison (Anora) são os principais candidatos para os papéis centrais na nova produção — com Strong, agora, a emergir como potencial protagonista.

Uma nova abordagem à história do Facebook

Tal como já foi confirmado, A Rede Social: Parte II não será uma sequela tradicional, mas sim um novo capítulo inspirado na realidade mais recente da gigante tecnológica. O argumento, também assinado por Aaron Sorkin, centra-se nos escândalos revelados pela série de artigos The Facebook Files, publicados pelo Wall Street Journal em 2021 e assinados pelo jornalista Jeff Horowitz.

Neste contexto, Jeremy Allen White deverá interpretar Horowitz, enquanto Mikey Madison encarnará a denunciante que esteve por detrás das revelações.

Jeremy Strong, conhecido pelo seu trabalho meticuloso e emocionalmente intenso na pele de Kendall Roy em Succession, parece ser a escolha ideal para dar vida a um Zuckerberg mais maduro, mais complexo — e muito mais polémico do que na primeira fase da sua carreira.

Produção em andamento, mas sem data

Com produção a cargo de Todd Black, Peter Rice, Stuart Besser e o próprio Sorkin, o filme ainda está em desenvolvimento, sem data de estreia anunciada. A Sony Pictures continua envolvida no projecto, mas nem o estúdio nem os representantes de Jeremy Strong quiseram comentar a possibilidade.

Na versão original de A Rede Social, lançada em 2010 e realizada por David Fincher, Mark Zuckerberg foi interpretado por Jesse Eisenberg — uma performance que lhe valeu uma nomeação ao Óscar. Não se sabe ainda se Eisenberg terá algum tipo de participação neste novo filme.

Sorkin regressa ao território onde brilhou

Depois de muitos anos a ponderar o ângulo certo para continuar a história, Aaron Sorkin decidiu mergulhar nos meandros mais sombrios da Meta, abordando os danos sociais, políticos e pessoais causados pela plataforma. O novo filme pretende ser mais crítico e mais inquietante, focando-se na desinformação, na manipulação dos algoritmos e no impacto do Facebook em acontecimentos como a insurreição do Capitólio, a 6 de janeiro de 2021.

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Com Sorkin a escrever e realizar, e um elenco em formação com nomes como Jeremy Allen White, Mikey Madison e Jeremy Strong, A Rede Social: Parte II começa a ganhar forma como um dos projectos mais ambiciosos — e potencialmente incendiários — dos próximos anos.

“Grand Tour”, de Miguel Gomes, conquista o Prémio Grande Otelo no Brasil 🎥🌏

Filme português vence na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano e reforça o seu percurso internacional de prestígio

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Grand Tour, o mais recente filme de Miguel Gomes, continua a somar distinções internacionais. Depois de ter vencido o prémio de Melhor Realização em Cannes, a obra foi agora distinguida com o Prémio Grande Otelo da Academia Brasileira de Cinema, na categoria de Melhor Filme Ibero-Americano.

A cerimónia decorreu na noite de quarta-feira, no Rio de Janeiro, e celebrou o melhor do cinema estreado e exibido no Brasil. Grand Tour, que representava Portugal, impôs-se face a concorrentes oriundos da Argentina, Colômbia, Espanha e México — entre eles os filmes El JockeyEstimados SeñoresLa Infiltrada e Sujo.

Uma viagem pelo tempo… e pela Ásia

Protagonizado por Gonçalo Waddington e Crista Alfaiate, Grand Tour parte de uma ideia tão romântica quanto absurda: um funcionário público britânico foge da noiva no exato dia da chegada dela para o casamento, em 1918. Ela, determinada, recusa-se a aceitar a fuga e parte numa perseguição implacável pelo continente asiático.

A origem do filme está, segundo Miguel Gomes, num “percurso” e numa ideia simples: “um homem que fugia da sua futura mulher; e uma mulher que se recusava a acreditar que o noivo estivesse a fugir dela e que o perseguia estoicamente”, contou à agência Lusa, aquando da estreia.

Rodado entre paisagens reais da Ásia — Myanmar, Vietname, Filipinas, Tailândia, Japão — e estúdios construídos em Roma e Lisboa, o filme entrelaça imagens documentais com uma história de ficção a preto e branco, num exercício visual arrojado e poético, característico do realizador.

Um percurso internacional notável

Grand Tour é uma coprodução entre Portugal, França e Itália, e foi o candidato português aos Óscares e aos prémios Goya. Desde a estreia, tem passado por mais de 40 festivais de cinema um pouco por todo o mundo, reforçando a reputação de Miguel Gomes como um dos cineastas mais ousados e reconhecidos da nova geração do cinema europeu.

Com este novo prémio, o filme soma mais uma importante distinção, desta vez atribuída pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais, que todos os anos reconhece o melhor da produção cinematográfica em mais de trinta categorias distintas.

A grande noite do cinema brasileiro

Na mesma cerimónia, o grande vencedor foi Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, que arrecadou uma impressionante colecção de estatuetas, incluindo Melhor Longa-Metragem de Ficção, Melhor Realização, Melhor Atriz (Fernanda Torres) e Melhor Ator (Selton Mello), além de categorias técnicas como Fotografia, Montagem, Som e Banda Sonora.

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Ainda assim, o destaque internacional da noite foi claramente para Portugal, com Grand Tour a afirmar-se como uma das mais vibrantes e originais propostas do cinema ibero-americano recente.

31 Anos Depois, o Caos Está de Volta: “Aonde É Que Para a Polícia?!” Estreia Hoje nos Cinemas

🕵️‍♂️ Liam Neeson é Frank Drebin Jr. no regresso inesperado e hilariante da saga The Naked Gun

Três décadas depois da última entrada na saga original, The Naked Gun: Aonde É Que Para a Polícia?! estreia finalmente hoje, 31 de julho, nas salas de cinema portuguesas. E sim, está tudo tão disparatado quanto se esperava — talvez até mais.

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Com produção de Seth MacFarlane (Family GuyTed) e realização de Akiva Schaffer (PopstarSaturday Night Live), este novo capítulo não é apenas um reboot: é uma verdadeira carta de amor à comédia nonsense dos anos 80 e 90, agora servida com uma estética atual e um elenco de luxo encabeçado por… Liam Neeson (!).

Liam Neeson em modo sério num mundo absolutamente ridículo

Neeson veste a gabardina de Frank Drebin Jr., filho do icónico tenente Frank Drebin (imortalizado por Leslie Nielsen), num regresso que combina o absurdo total com cenas de ação levadas a sério — como convém numa spoof comedy à moda antiga. O contraste entre a intensidade dramática de Neeson e o mundo caoticamente idiota que o rodeia é, segundo o próprio realizador, o segredo para que tudo funcione.

Ao lado de Neeson brilham Pamela Anderson, Paul Walter Hauser, Kevin Durand, Danny Huston, CCH Pounder e Liza Koshy — uma mistura improvável mas certeira entre veteranos do drama e estrelas da comédia.

Humor físico, conspirações e bonecos de neve assassinos

Neste novo Naked Gun, Drebin Jr. vê-se forçado a seguir os passos do pai quando um plano de conspiração global ameaça a ordem mundial. Pelo caminho, há carros elétricos que explodem, interrogatórios insanos, e até um boneco de neve com vida própria — tudo regado com piadas visuais, trocadilhos de fazer revirar os olhos e momentos que piscam o olho à trilogia original.

O resultado é um regresso em grande, cheio de momentos de gargalhada incontrolável, como comprovaram já os que assistiram às antestreias internacionais, onde a química inesperada entre Neeson e Pamela Anderson foi amplamente elogiada.

Clássico renovado, espírito intacto

Produzido pela Fuzzy Door Productions e distribuído em Portugal pela NOS Audiovisuais, Aonde É Que Para a Polícia?!promete conquistar tanto os fãs da trilogia original como uma nova geração de espectadores com sede de comédia física, irreverente e, sobretudo, sem pudor de se rir de si própria.

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Este é, afinal, o tipo de filme que pergunta com orgulho: “Para onde vai o bom senso quando tudo o resto é um disparate?”

A resposta está nos cinemas.

Sequela de O Casamento do Meu Melhor Amigo Está Oficialmente em Desenvolvimento 💍🎬

Julia Roberts, Cameron Diaz e… advogados a conversar. A comédia romântica favorita de uma geração pode mesmo estar de regresso.

Preparem os corações — e os casamentos sabotados. O Casamento do Meu Melhor Amigo, uma das comédias românticas mais icónicas dos anos 90, está prestes a ganhar uma sequela. Segundo confirma a imprensa especializada norte-americana, o estúdio Sony Pictures já tem o projeto em desenvolvimento e contratou uma argumentista de luxo: Celine Song.

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Se o nome soa familiar, é porque Song foi nomeada para o Óscar de Melhor Argumento Original por Vidas Passadas, e já este verão brilhou novamente com O Match Perfeito, uma comédia romântica fora da caixa protagonizada por Dakota Johnson, Chris Evans e Pedro Pascal. Uma escolha certeira para dar nova vida a um clássico que conquistou multidões — e provavelmente fez algumas pessoas reverem acordos feitos com “melhores amigos”.

Ainda não há realizador, mas o enredo promete

Os detalhes sobre o argumento estão a ser mantidos em segredo, mas o simples facto de Song estar a bordo já gerou expectativas. A argumentista tem-se destacado por subverter clichés românticos e criar histórias emocionalmente complexas, o que promete uma sequela que não será apenas uma repetição do original.

E, sim, Julia Roberts e Cameron Diaz são os nomes que todos queremos ver de volta. A Sony ainda não confirmou oficialmente o regresso das atrizes (nem de Dermot Mulroney), mas os rumores têm-se intensificado. Aliás, foi o próprio Mulroney quem, na semana passada, incendiou os ânimos ao dizer ao New York Post que “os advogados andavam a conversar” sobre uma sequela.

Recordar é viver: o filme que marcou os anos 90

Para quem precisa de uma rápida viagem ao passado (sem spoilers de 1997, prometemos), o filme original acompanhava Jules (Julia Roberts), que faz um pacto com o seu melhor amigo Michael (Mulroney): se chegassem aos 28 anos solteiros, casariam um com o outro. Mas, pouco antes da data fatídica, Michael anuncia que vai casar… com a radiante Kimberly (Cameron Diaz). E é então que Jules descobre que, afinal, está apaixonada pelo seu melhor amigo. Convidada para ser madrinha, decide sabotar o casamento.

O filme foi um enorme sucesso comercial e crítico, arrecadando mais de 300 milhões de dólares nas bilheteiras e conquistando um lugar permanente no coração dos fãs do género. Ainda hoje é visto como um exemplo brilhante de como uma comédia romântica pode ser divertida, emotiva e… cruelmente realista.

Expectativas em alta (e uma pontinha de nostalgia)

Com a recente onda de sequelas e reboots nostálgicos a invadir Hollywood — de Beetlejuice a Gremlins — a aposta da Sony parece certeira. E se Julia Roberts voltar mesmo a vestir a pele da inesquecível Jules, este poderá ser um dos regressos mais celebrados dos últimos tempos.

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Para já, resta esperar que os “advogados” terminem as conversas — e que Celine Song nos traga uma sequela que honre o original, mas com um toque moderno e talvez… menos sabotagem?

A Caça Está de Volta: “Zootrópolis 2” Já Tem Trailer e Uma Serpente Muito Suspeita! 🐰🦊🐍

Judy Hopps, Nick Wilde e um novo mistério animal chegam aos cinemas em Novembro

Depois de anos de espera, o mundo animal mais divertido do cinema está de regresso! A Disney acaba de divulgar o primeiro trailer oficial de Zootrópolis 2, a sequela do aclamado e oscarizado filme de 2016 que imaginava uma Terra habitada apenas por animais antropomorfizados. E sim, Judy Hopps e Nick Wilde voltam ao activo — mas desta vez, com uma serpente venenosa no encalço. Literalmente.

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O novo capítulo da aventura policial coloca novamente no centro da acção os inseparáveis (ou talvez não tão inseparáveis assim) Judy Hopps, a coelha-polícia mais corajosa da cidade, e o raposa-trapaceiro-que-virou-polícia Nick Wilde. A novidade? Um novo e misterioso habitante chega a Zootrópolis: uma serpente chamada Gary De’Snake, com voz de Ke Huy Quan (Everything Everywhere All At Once).

Segundo a sinopse oficial, Judy e Nick enfrentam agora desafios mais internos do que externos, quando o chefe Bogo os obriga a frequentar o programa de aconselhamento “Parceiros em Crise”. Mas não tarda a que uma ameaça real — e escorregadia — os obrigue a esquecer a terapia de casal policial e a mergulhar de novo numa investigação que promete abanar as fundações da metrópole animal.

Um elenco de vozes de luxo 🗣️

O elenco de vozes original está de regresso em força, com Ginnifer Goodwin (Judy) e Jason Bateman (Nick) à frente, acompanhados pela cantora Shakira como a sempre glamourosa Gazelle. Idris Elba, Jenny Slate, Bonnie Hunt, Alan Tudyk e novos nomes como Quinta Brunson e Fortune Feimster completam a lista de estrelas.

Mas quem promete roubar atenções é mesmo Ke Huy Quan, vencedor do Óscar, que empresta a sua voz à nova personagem reptiliana: uma serpente venenosa com intenções… escamosamente ambíguas.

De regresso ao melhor da Disney?

Com estreia marcada para 27 de Novembro nos cinemas portugueses, Zootrópolis 2 traz de volta o humor certeiro, as mensagens sociais subtis (ou nem tanto), e aquele equilíbrio raro entre acção policial, crítica social e animais em fatos bem passados a ferro. Se repetir a fórmula do primeiro filme — que venceu o Óscar de Melhor Filme de Animação e conquistou milhões de fãs em todo o mundo — a Disney pode ter aqui mais uma pérola animada para a colecção.

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E, sejamos sinceros, quem não quer voltar a ver o preguiçoso Flash em acção? 🦥

Novo The Naked Gun é Descrito Como “Milagre Cómico” e Deixa Audiências em Lágrimas de Rir

🎬 A comédia mais absurda do ano? Tudo indica que sim. O novo The Naked Gun, reboot da mítica saga policial satírica dos anos 80 e 90, já foi exibido em sessões de antevisão nos Estados Unidos… e os críticos estão rendidos. Há quem diga que é um “milagre” que um filme assim ainda chegue ao grande ecrã em 2025.

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O filme marca o regresso da loucura slapstick que celebrizou Leslie Nielsen como o inigualável Tenente Frank Drebin. Mas desta vez é Liam Neeson que assume a liderança, no papel de Frank Drebin Jr., o filho do inesquecível detetive da Police Squad. Sim, Liam Neeson, o mesmo de TakenSchindler’s List e The Grey — só que agora a tropeçar em cadáveres, atirar-se contra janelas e dizer disparates com cara séria.

Riso em estéreo: “não se ouviam as piadas de tanto rir”

As primeiras reacções à comédia têm sido verdadeiramente entusiásticas. O crítico David Ehrlich, do IndieWire, confessou no X/Twitter que chorou de tanto rir — “Há umas seis cenas que me fizeram chorar a rir. Até o cartão do título é hilariante. Escrevi ‘TÃO ESTÚPIDO (no bom sentido)’ várias vezes no caderno”.

Dimitri Kraus, da Movie Maker, foi ainda mais longe: considerou que o filme tem a “maior média de piadas por minuto desde Jackass Forever” e chamou-lhe “um pequeno milagre num clima cinematográfico onde já não se fazem filmes destes”.

O youtuber Sean Chandler relatou que perdeu várias piadas porque… a plateia estava a rir-se demasiado alto. E o crítico David Gonzalez definiu o filme como “um sopro de ar fresco na comédia moderna”, elogiando a capacidade de “ser engraçado e sair de cena com estilo”.

Já Drew Magray, no Bluesky, não poupou: “Aquilo deitou a sala toda abaixo”.

O elenco e os cameos inesperados

A nova versão de The Naked Gun conta também com Pamela Anderson, Kevin Durand e Paul Walter Hauser, e inclui aparições especiais do ex-campeão de UFC Michael Bisping e do lutador da WWE Cody Rhodes — porque claro que sim.

Ainda sem data de estreia oficial em Portugal, o filme chega aos cinemas dos EUA a 1 de Agosto e promete reviver a tradição do humor físico, nonsense e escandalosamente exagerado que Leslie Nielsen eternizou com frases como “I am serious… and don’t call me Shirley”.

Um milagre? Talvez. Mas um que nos faz rir até doer

Em tempos de remakes sérios e reboots melancólicos, este The Naked Gun parece ter feito aquilo que muitos pensavam impossível: fazer rir com vontade. E com escândalo.

A crítica está de acordo: a comédia burra, hilariante e cheia de piadas por segundo está de volta — e está em grande forma.

O Último Videoclube: Diogo Morgado Celebra o Cinema em “O Lugar dos Sonhos”

🎬 Uma homenagem tocante ao poder do cinema para unir gerações

Numa era de streaming compulsivo, inteligência artificial e redes sociais omnipresentes, há ainda espaço para nos deixarmos guiar por uma velha bobina de filme? O Lugar dos Sonhos, o novo filme realizado e escrito por Diogo Morgado, responde com um sonoro “sim”. Estreia nos cinemas a 28 de agosto e promete ser uma carta de amor ao cinema — daquelas escritas com caneta de feltro, num postal amarelado pelo tempo, mas com emoção bem fresca.

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Um verão, um videoclube e o renascer de uma ligação perdida

No centro desta história está João, um miúdo de 10 anos, típico representante da Geração Z — viciado em videojogos, TikTok e (claro) pouco dado a conversas com adultos. Mas tudo muda quando é levado contra vontade pela mãe para passar uns dias com o avô Júlio, um ex-projecionista de cinema teimoso e dono de “O Lugar dos Sonhos”, o último videoclube do país. Entre prateleiras poeirentas, VHS antigos e posters de clássicos como TitanicMatrix ou Regresso ao Futuro, os dois começam a encontrar terreno comum.

O que começa por ser um verão aborrecido transforma-se numa jornada emotiva de descoberta, perdão e reencontro, onde o cinema funciona como ponte entre gerações, tempo e experiências.

Diogo Morgado ao leme de uma viagem nostálgica

Depois de se afirmar como ator e realizar projetos como Malapata e Solum, Diogo Morgado assina aqui aquele que poderá ser o seu filme mais pessoal até à data. Além de realizar, escreve o argumento, num tom que mistura nostalgia com reflexão contemporânea. É um filme que olha para trás com carinho, mas também para a frente com esperança — sem nunca esquecer o presente.

Com uma estética visual cuidada, entre Lisboa e a vila alentejana de Cabeço de Vide, O Lugar dos Sonhos equilibra-se entre o urbano e o rural, o analógico e o digital, o silêncio da memória e o som de um projetor a ganhar vida.

Elenco intergeracional com sabor português

No elenco brilham Carlos Areia como o avô Júlio, a cantora Áurea num papel surpreendente, José Fidalgo, e jovens talentos como Gonçalo Menino. Há ainda espaço para nomes como Maria Viralhada, Carmen Santos, Guilherme Filipe, Ricardo de Sá, Pedro Lacerda, José Pompeu e Mário Oliveira. O cruzamento de gerações é, afinal, também feito em frente à câmara.

A produção é da Cinemate e SLX Productions (dos irmãos Diogo e Pedro Morgado), com o apoio da TVI e distribuição pela NOS Audiovisuais.

Uma história sobre perdão, herança e o poder de sonhar

A mensagem é clara: mesmo num mundo dominado pelo imediatismo digital, há ainda espaço para sonhar — e os sonhos, por vezes, vivem nas histórias que outros já contaram. O Lugar dos Sonhos é sobre memórias, mas também sobre possibilidades. Sobre como o passado pode ensinar o futuro, e como, entre netos apressados e avôs teimosos, pode nascer uma amizade improvável.

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Se gosta de cinema que emociona sem ser piegas, que recorda sem moralizar, esta pode ser a sua próxima paragem obrigatória na sala escura. Traga lenços. E um coração pronto para lembrar o que já esqueceu.

📅 Estreia a 28 de agosto, só nos cinemas.

Jamie Lee Curtis Vai Resolver Mistérios à Moda Antiga — No Papel de Jessica Fletcher 🎩🔍

“Crime, Disse Ela” regressa em grande, agora no cinema, com a vencedora de um Óscar no papel da mítica detetive amadora

Preparem as lupas e os bloquinhos de notas: Jessica Fletcher está de volta… e vem com a cara (e o talento) de Jamie Lee Curtis! A icónica série “Crime, Disse Ela” (Murder, She Wrote, no original), que fez de Angela Lansbury um fenómeno global, vai ter nova vida em formato cinematográfico — e a atriz de “Everything Everywhere All At Once” confirmou que será a nova protagonista deste clássico de mistério.

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“Vai… acontecer”, disse ela

Durante a antestreia de “Um Dia Ainda Mais Doido” em Los Angeles, Jamie Lee Curtis foi apanhada em modo meio confissão-meio-teaser. Questionada sobre os rumores do seu envolvimento com o projecto, respondeu com suspense digno da própria Fletcher: “Vai… acontecer.” E confirmou oficialmente que está mesmo ligada à nova adaptação da série dos anos 80.

Mas, calma! Ainda vai demorar. “Estamos a um minuto de distância”, avisou a atriz à Entertainment Tonight, referindo-se ao facto de que ainda há vários passos por dar antes das filmagens começarem. “Estou a controlar o meu entusiasmo até começarmos a filmar”, explicou, com aquele ar descontraído que já lhe conhecemos.

Um regresso a Cabot Cove?

O projecto está a ser desenvolvido pela Universal Pictures, e será inspirado na série que conquistou o mundo entre 1984 e 1996. A escritora de policiais Jessica Fletcher usava mais lógica e faro investigativo do que a própria polícia — e isso resultou em 264 episódios, quatro telefilmes e uma legião de fãs que se mantém até hoje.

A nova versão será escrita por Lauren Schuker Blum e Rebecca Angelo, argumentistas da série Orange Is the New Black, o que nos deixa esperançosos numa abordagem moderna com respeito pelo charme old-school do original.

E se dúvidas houvesse quanto à seriedade do projecto, saibam que a produção estará a cargo de Amy Pascal — nome forte por detrás dos filmes do Homem-Aranha e da nova saga James Bond na Amazon. Ou seja, não estamos a falar de um reboot qualquer, mas de um verdadeiro evento para os fãs do género.

Jamie Lee Curtis: herdeira natural de Angela Lansbury?

Se há alguém com estofo para pegar na herança de Angela Lansbury e dar-lhe uma nova roupagem, é Jamie Lee Curtis. Aos 65 anos, a atriz está num dos pontos mais altos da sua carreira, após vencer o Óscar por Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo e continuar a reinventar-se com papéis que misturam carisma, inteligência e uma dose generosa de irreverência.

A escolha não é apenas acertada — é quase poética. Afinal, ambas as atrizes são rainhas do mistério, com raízes profundas no cinema e na televisão, e com aquela capacidade rara de cativar gerações distintas.

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Agora só falta mesmo ouvir aquela nova versão do genérico…

Portugal, Brasil e uma Invasão de Emoções no Festival de Cinema AVANCA 🎥🇵🇹🇧🇷

“O Palhaço de Cara Limpa” foi o grande vencedor, mas houve prémios (e surpresas) para todos os gostos

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O Festival de Cinema de AVANCA voltou a afirmar-se como uma das mais ecléticas e arrojadas celebrações da sétima arte em Portugal — e a 29.ª edição não desiludiu. Entre homenagens a Vasco da Gama, inteligência artificial e poesia em forma de cinema, foram atribuídos 28 prémios e sete menções especiais. A grande vitória? Foi brasileira, claro — e com direito a palhaço.

“O Palhaço de Cara Limpa”: uma fábula triste nas ruas do Recife

O filme “O Palhaço de Cara Limpa”, de Camilo Cavalcante, conquistou o Prémio de Melhor Filme e ainda levou para casa as distinções de Melhor Banda Sonora e Melhor Atriz (para Maria da Guia de Oliveira da Silva). A produção brasileira foi descrita como “um manifesto poético e desesperado sobre o papel da arte num país em crise” — e, francamente, basta isto para nos pôr a correr para a primeira sala de cinema onde o encontremos.

AI, séries, realidades virtuais e… Vasco da Gama

Num festival cada vez mais plural, houve espaço para estreias e experiências tecnológicas. A competição dedicada à inteligência artificial arrancou com o Prémio CIAC entregue a “To the Bones”, de Cláudio Sá, com destaque ainda para “Black Sun” (Taiwan) e “Morphogenesis” (Argentina). A secção de realidade virtual distinguiu “Coded Black”, do Reino Unido.

Nas séries de televisão, “Ghosted MD”, de Jarett Bellucci (EUA), foi a escolhida, e “O Ofício da Solitude – série II”, de Fernando Augusto Rocha, recebeu Menção Especial. O melhor documentário televisivo veio da Bélgica, com “L’acier a coulé dans nos veines”.

Curtas, longas e muitos prémios com sabor lusófono

Portugal também brilhou em várias frentes. “Criadores de Ídolos”, de Luís Diogo, e “Salto”, de Ana Castro, venceram na Competição AVANCA, dedicada a produções da região de Aveiro. “Aqui, em Aveiro”, de Joaquim Pavão, arrecadou o prémio de Melhor Curta de Ficção e “The Gold Bed Deviations”, de Regina Mourisca, destacou-se na Animação.

O Brasil voltou a marcar forte presença com o filme “Bijupirá”, de Eduardo Boccaletti, distinguido com o Prémio Estreia Mundial e o de Melhor Fotografia. Nas curtas, “A Sinaleira Amarela”, de Guilherme Carravetta de Carli, venceu na categoria principal e também na de Melhor Ator, com João Carlos Castanha.

Prémios para todas as idades e latitudes

A jovem realizadora portuguesa Lívia S. Furtado venceu o Prémio de Melhor Cineasta com menos de 30 anos com o filme “A Luz do Mundo”, e Jorge Bodanzky levou o Prémio Sénior com “As cores e amores de Lore”.

O prestigiado Prémio D. Quixote, da Federação Internacional de Cineclubes, foi para o filme iraniano “They Loved Me”, de Mohammad Reza Rahmani — um dos títulos mais premiados da noite, que também brilhou em Direcção de Arte, Argumento e Melhor Atriz Secundária (Luila Bolukat).

E porque o cinema também é conhecimento, a conferência internacional do festival atribuiu o Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador aos investigadores mexicanos Jorge Humberto Flores Romero e Juan Carlos Lobato Valdespino.


Uma edição que celebrou a vida — e as suas muitas formas de ser filmada

A 29.ª edição do Festival AVANCA provou, mais uma vez, que o cinema não se esgota na tela. Com júris de nove países, obras de 27 nacionalidades, inteligência artificial em estreia e homenagens com sabor histórico, foi uma verdadeira celebração da criatividade e da diversidade.

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E se “O Palhaço de Cara Limpa” nos lembra que a arte pode ser um grito desesperado, o Festival AVANCA grita, ano após ano, que o cinema é — sempre — um acto de resistência.

🎬 Que venha a 30.ª edição!

Vem aí Avatar: De Fogo e Cinzas — E James Cameron Está Pronto Para Explodir o Box Office Outra Vez

A primeira antevisão do novo Avatar já chegou aos cinemas… e Pandora nunca pareceu tão ameaçadora

Se foi ao cinema ver Fantastic Four: First Steps e apanhou uma surpresa logo antes do filme começar, saiba que não foi o único. Em algumas salas (à discrição dos exibidores), a Disney está a projectar a primeira antevisão de Avatar: De Fogo e Cinzas — o terceiro capítulo da saga épica de James Cameron que regressa aos cinemas a 17 de Dezembro de 2025. E se as primeiras imagens servirem de termómetro, preparem-se: Pandora está prestes a incendiar o box office global.

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Pandora em chamas, Cameron em controlo total

Orquestrado mais uma vez por James Cameron — que acumula os papéis de realizador, co-produtor, co-montador e co-argumentista — Avatar: De Fogo e Cinzas teve um orçamento astronómico de 250 milhões de dólares, e promete elevar a fasquia técnica e emocional da saga ainda mais alto.

Segundo os primeiros relatos, o trailer mostra uma Pandora em plena convulsão: florestas a arder, mares revoltos, Na’vi em desespero… e uma ameaça que parece mais existencial do que nunca. Há vislumbres de novas criaturas, civilizações ocultas e um confronto entre natureza e destruição que remete, mais uma vez, para as preocupações ambientais e filosóficas que sempre estiveram no centro da franquia.

O que revela o primeiro trailer?

O teaser, com pouco mais de dois minutos, aposta forte no impacto visual — como seria de esperar —, mas também insinua um tom mais sombrio e apocalíptico do que nos capítulos anteriores. A frase final dita em voz off — “Tudo o que é sagrado pode ser destruído pelo fogo” — resume bem o peso dramático prometido.

A sequela seguirá a história da família Sully, liderada por Jake e Neytiri, agora com os seus filhos a enfrentarem o conflito entre as tribos Na’vi e os humanos invasores, mas desta vez num cenário onde a própria Pandora parece estar a perder a guerra.

O império Cameron continua imparável?

Com Avatar: O Caminho da Água a ultrapassar os 2 mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais, as expectativas para este terceiro capítulo são imensas. James Cameron já provou ser um mestre em criar experiências cinematográficas de grande escala e grande coração — e, se depender da recepção ao primeiro teaser, De Fogo e Cinzas poderá mesmo tornar-se mais um fenómeno global.

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Resta saber se o público, que já demonstrou fidelidade à saga, continuará a acorrer em massa às salas de cinema — ou se a fadiga dos grandes épicos começa a dar sinais. Mas, conhecendo Cameron, é mais provável que esteja a preparar o próximo marco do cinema digital.