Dois Filmes Portugueses Surpreendem ao Entrar na Seleção Especial do Festival de San Sebastián

Produções luso-espanholas conquistam lugar na prestigiada secção Made in Spain da 73.ª edição do evento.

O cinema português volta a brilhar além-fronteiras, desta vez no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, que decorre de 19 a 27 de setembro na cidade basca. Duas coproduções luso-espanholas integram a secção Made in Spain, uma montra não competitiva dedicada ao que de melhor se fez no cinema espanhol — e que, este ano, conta com forte presença nacional.

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O drama intimista de “Uma Quinta Portuguesa”

A primeira produção é Uma Quinta Portuguesa, de Avelina Prat, atualmente em exibição nos cinemas nacionais. Protagonizado por Manolo SoloMaria de Medeiros e Branka Katić, o filme conta ainda com Rita CabaçoRui Morrison e Luísa Cruz no elenco.

A história segue Fernando, um professor de geografia devastado pelo desaparecimento da mulher. Sem rumo, assume a identidade de jardineiro numa quinta portuguesa, criando amizade com a proprietária e abraçando uma nova vida — que não lhe pertence. Filmado na Quinta da Aldeia, em Ponte de Lima, o drama teve estreia no Festival de Málaga 2025.

“San Simón”: a beleza cruel de uma ilha-prisão

A segunda coprodução é San Simón, estreia na ficção do artista visual Miguel Ángel Delgado. No elenco, nomes como Flako EstévezAlexandro BouzóGuillermo Queiro e o português Nuno Preto dão vida a um episódio sombrio da história espanhola.

O filme recria o passado da ilha de San Simón, transformada pelo regime franquista, em 1936, de lazareto a campo de concentração, onde a repressão convivia com uma paisagem de beleza esmagadora.

Uma seleção que respira prestígio

A secção Made in Spain também recupera títulos de renome como Sirāt, de Oliver Laxe, vencedor do Prémio do Júri ex-aequo em Cannes, Romería, de Carla Simón, e o multipremiado Sorda, de Eva Libertad. Entre outros destaques estão Los tortuga, de Belén Funes, documentários aclamados como The Sleeper. El Caravaggio perdido e Almudena, e o êxito de bilheteira La infiltrada, vencedor de dois Prémios Goya.

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Com duas produções na lista, Portugal marca presença num dos palcos mais respeitados do cinema internacional — e promete não passar despercebido.

Noah Centineo Vai Vestir a Bandana de Rambo na Prequela que Revelará as Origens do Ícone 🎥🔫

Preparem-se para ver um lado completamente novo de John Rambo. O ator Noah Centineo, conhecido por A Todos os Rapazes que Amei e pela série O Recruta, vai interpretar o papel que Sylvester Stallone imortalizou no grande ecrã, mas desta vez numa prequela que explorará os anos de juventude do personagem durante a Guerra do Vietname.

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“John Rambo”: muito antes de A Fúria do Herói

O novo filme, intitulado John Rambo, será realizado por Jalmari Helander e terá argumento de Rory Haines e Sohrab Noshirvan. A história vai mostrar como um jovem soldado se transformou no lendário guerreiro que conhecemos em A Fúria do Herói (First Blood, 1982).

Inspirado no romance de David Morrell, o filme original foi um fenómeno de bilheteira e ajudou a moldar a imagem do herói de ação dos anos 1980, com Stallone a criar um ícone que atravessou décadas.


Uma saga marcada por guerras, vinganças e sobrevivência

Após o sucesso do primeiro filme, a saga seguiu com:

  • Rambo II – A Vingança do Herói (1985), onde o veterano regressa ao Vietname para resgatar prisioneiros de guerra.
  • Rambo III (1988), que levou o personagem ao Afeganistão, para ajudar os mujahideen contra a ocupação soviética.

O terceiro filme teve fraca receção comercial, levando Stallone a afastar-se da personagem até ao brutal e aclamado John Rambo (2008), passado na Birmânia, e ao controverso Rambo – A Última Batalha (2019), onde o ex-soldado enfrenta um cartel mexicano para salvar a sobrinha adotiva.


Noah Centineo: do romance juvenil à guerra implacável

Conhecido por papéis românticos e pela ação leve de O Recruta, Centineo vai agora mergulhar no registo intenso e físico que a história exige. O desafio será enorme: dar credibilidade a um Rambo jovem, sem trair o espírito endurecido que Stallone construiu, mas oferecendo novas camadas à personagem.

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Com a promessa de mostrar o trauma, a lealdade e a brutalidade da guerra, John Rambo pretende não só expandir a mitologia da saga, como conquistar uma nova geração de fãs.

Bridget Jones está de volta – e mais atrevida do que nunca!

Preparem os corações (e o balde de pipocas): quase dez anos depois da sua última aventura, Bridget Jones regressa aos ecrãs para mais trapalhadas, gargalhadas e… romance! Bridget Jones 4: Louca Por Ele estreia a 15 de agosto, às 21h30, no TVCine Top e TVCine+, e promete mostrar que a vida não acaba aos 40… nem aos 50!

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Agora com 51 anos, Bridget (Renée Zellweger) continua a ser aquela mistura irresistível de charme, gafe e coração enorme – mas a vida não tem sido fácil. Depois da perda trágica de Mark (Colin Firth), o amor da sua vida, em plena missão humanitária, ela enfrenta o desafio de educar dois filhos, manter uma carreira exigente e sobreviver num mundo obcecado pela juventude. E claro… o caos do mundo dos encontros não poderia faltar.

E é aí que tudo se complica: Bridget vê-se no meio de um triângulo amoroso explosivo entre Roxster McDuff (Leo Woodall), um sedutor vinte anos mais novo, e Scott Wallaker (Chiwetel Ejiofor), o simpático professor de ciências do filho. Resultado? Situações hilariantes, momentos ternurentos e aquela boa dose de drama romântico que só ela sabe viver.

Renée Zellweger volta a vestir a pele da eterna solteira mais famosa do cinema, ao lado de Hugh Grant, Emma Thompson e novas caras que vão surpreender. A realização fica a cargo de Michael Morris, que traz frescura a este regresso tão esperado.

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E para aquecer motores, o TVCine Emotion vai exibir os três filmes anteriores nos dias 12, 13 e 14 de agosto. Uma verdadeira maratona para rever todas as aventuras (e desventuras) de Bridget antes do grande dia.

Marquem na agenda: 15 de agosto, 21h30. Bridget está de volta – e, spoiler alert, continua absolutamente irresistível.

Colin Farrell Vai Receber o Prestigiado “Golden Icon Award” no Festival de Cinema de Zurique 🎬✨

actor irlandês Colin Farrell, nomeado para um Óscar e um dos intérpretes mais respeitados do cinema contemporâneo, será homenageado no Festival de Cinema de Zurique com o Golden Icon Award. A 20.ª edição do evento decorre de 25 de Setembro a 5 de Outubro, e Farrell receberá o prémio a 27 de Setembro, numa gala que incluirá a estreia do seu mais recente filme, Ballad of a Small Player, realizado por Edward Berger.

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Uma carreira recheada de papéis marcantes

Farrell construiu uma filmografia diversificada, com papéis que vão do cinema de autor ao blockbuster de Hollywood. Entre os seus filmes mais conhecidos estão Miami ViceMinority ReportIn BrugesThe BatmanThe LobsterThe Killing of a Sacred Deer e The Banshees of Inisherin.

No dia seguinte à homenagem, o actor dará ainda uma masterclass no festival, partilhando experiências e reflexões sobre mais de duas décadas de carreira.


Um prémio para um desempenho de alto nível

A distinção surge como reconhecimento pelo trabalho de Farrell no thriller psicológico Ballad of a Small Player, além do contributo para o cinema de autor. O filme, adaptação do romance de Lawrence Osborne, segue a história de um apostador de alto risco que, enquanto se esconde em Macau para escapar a dívidas e fantasmas do passado, encontra uma alma gémea que poderá ser a sua salvação.

O director artístico do festival, Christian Jungen, elogiou o actor:

“Colin Farrell é um dos actores mais carismáticos e apaixonados do cinema de autor. Convence tanto como vilão, herói romântico ou em papéis complexos. Sob a direcção de Edward Berger, atinge novos patamares e conduz-nos numa montanha-russa emocional.”


Primeira visita a Zurique

Farrell mostrou-se entusiasmado com a distinção e com a oportunidade de conhecer a cidade:

“Será a minha primeira vez em Zurique e estou ansioso por percorrer as suas ruas, beber o seu café e conviver com o seu povo. É generoso e humilde ver o meu trabalho reconhecido por um festival tão prestigiado.”

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Entre o cinema e a televisão

Recentemente, Farrell brilhou na série da HBO The Penguin, regressando ao papel de Oswald Cobblepot — interpretação que lhe valeu um Globo de Ouro, um Screen Actors Guild Award e um Critics Choice Award. Actualmente, encontra-se a rodar a segunda temporada de Sugar para a Apple TV+, retomando o papel de detective privado John Sugar.

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Dupla improvável, missão impossível

A Netflix garantiu os direitos para The Leading Man, uma comédia de acção baseada na banda desenhada de Jeremy Haun e B. Clay Moore, que vai juntar — e colocar em apuros — Kevin Hart e John Cena. Além de protagonizarem, ambos serão também produtores do projecto, escrito por Jon e Erich Hoeber, argumentistas responsáveis por sucessos como RED e The Meg.

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Do ecrã para o perigo real

A premissa promete gargalhadas: um astro de cinema egocêntrico (Cena) descobre que o seu parceiro no filme e “homem na cadeira” (Hart) é, na realidade, um agente secreto. Resultado? É obrigado a engolir o orgulho e a perceber que estrelas de acção não são necessariamente heróis de verdade… tudo isto enquanto tentam salvar o mundo.

Produção recheada de nomes de peso

Hart vai produzir através da sua empresa Hartbeat, com Luke Kelly-Clyne e Bryan Smiley, no âmbito de um acordo de vários filmes com a Netflix. Também estão envolvidos Joe Roth e Jeff Kirschenbaum (RK Films), Eric Gitter e Peter Schwerin (Ignition Productions), além do próprio Cena e Dan Baime.

Carreiras ao rubro

Kevin Hart está actualmente a trabalhar em 72 Hours, comédia realizada por Tim Story para a Netflix, onde contracena com Marcello Hernández e Mason Gooding. O actor já colaborou várias vezes com o gigante do streaming em títulos como FatherhoodMe TimeThe Man from TorontoLift e a minissérie True Story.

John Cena, por sua vez, acabou de protagonizar Heads of State ao lado de Idris Elba para a Amazon MGM, filme que se tornou um dos mais vistos da plataforma. No futuro próximo, tem na agenda Coyote vs. Acme, o filme live-action de Matchbox, e a segunda temporada de Peacemaker na HBO Max.

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Uma aposta segura para a Netflix

Ainda em fase inicial de desenvolvimento, The Leading Man promete reunir acção, humor e química entre dois dos actores mais carismáticos do género. E, se a premissa cumprir o que promete, os fãs podem esperar tanto cenas de adrenalina como diálogos rápidos e sarcásticos.

Michael Bay Provavelmente Nunca Voltará a Realizar um Filme de Bad Boys

O regresso que parecia possível… mas já não

Michael Bay, um dos realizadores de acção mais conhecidos do cinema, passou quase uma década a trabalhar na saga Transformers e não descarta regressar à franquia da Hasbro no futuro. Mas, quando se fala de regressos, há outra série que muitos fãs gostariam de o ver voltar a liderar: Bad Boys.

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Bay estreou-se na realização de longas-metragens precisamente com Bad Boys (1995), o filme de acção policial que juntou Will Smith e Martin Lawrence, arrecadou 141,4 milhões de dólares e lançou a carreira cinematográfica de Smith e do próprio realizador. A sequela, Bad Boys II (2003), consolidou o sucesso, mas desde então Bay não voltou a sentar-se na cadeira de realizador da saga, limitando-se a funções de produção enquanto Adil El Arbi e Bilall Fallah assumiam a direcção dos filmes mais recentes.

“Fast and Loose” estraga a hipótese de reencontro com Will Smith

A esperança de um regresso reacendeu-se quando foi anunciado que Bay voltaria a trabalhar com Will Smith no filme da Netflix Fast and Loose. A trama seguia um homem que acorda em Tijuana sem memória e descobre ter vivido uma dupla vida como agente da CIA e chefe do crime.

Este seria o primeiro projecto conjunto da dupla desde Bad Boys II e, se tudo corresse bem, poderia até abrir portas para um novo capítulo da saga. No entanto, Bay acabou por abandonar Fast and Loose devido a diferenças criativas: o realizador queria apostar mais na acção, enquanto Smith preferia reforçar o tom cómico do argumento.

Um futuro improvável para Bad Boys 5

Depois da saída de Bay de Fast and Loose, as hipóteses de o vermos de volta a Bad Boys parecem muito reduzidas. Se não houve consenso sobre o tom de um novo projecto, seria difícil chegar a um entendimento para um quinto filme da saga — sobretudo quando esta já evoluiu sem ele ao leme nos dois últimos títulos.

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Claro que é possível que a separação tenha sido amigável e que, no futuro, possam reencontrar-se. Mas, por agora, tudo indica que Michael Bay não deverá voltar a realizar um Bad Boys com Will Smith como protagonista.

Como Brick Tamland Abriu Caminho Para Andy Stitzer: A História de Como “Anchorman” Levou a “Virgem aos 40” 😂🎬

Quando um papel secundário roubou todas as atenções

Judd Apatow, mestre das comédias que misturam gargalhadas com momentos de ternura, revelou recentemente que a hilariante interpretação de Steve Carell em Anchorman: The Legend of Ron Burgundy foi tão surpreendente que acabou por abrir a porta ao seu primeiro grande papel como protagonista.

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Em conversa com Lamorne Morris no The Lamorning After Podcast, Apatow contou que, no set de Anchorman, “toda a gente estava em grande forma, mas as pessoas estavam especialmente impressionadas com a forma como Steve improvisava loucuras o dia todo. Era algo mágico no que ele estava a fazer com o Brick”.

Brick Tamland, o meteorologista ingénuo e excêntrico interpretado por Carell, tornou-se um ícone instantâneo — e Apatow sabia que havia ali material para muito mais do que um papel secundário.

Do improviso ao argumento

O produtor, conhecido por identificar e promover talentos emergentes (como fez com Jason Segel em Forgetting Sarah Marshall ou Seth Rogen em Knocked Up), perguntou diretamente a Carell se tinha alguma ideia para um filme onde pudesse brilhar como protagonista.

Carell foi buscar a inspiração a um sketch que tinha criado no grupo de improviso Second City. A cena mostrava um homem, durante um jogo de poker, a tentar inventar uma história sexual para impressionar os amigos, até que se torna óbvio que ele… nunca teve relações. Essa base deu origem ao conceito de The 40-Year-Old Virgin (Virgem aos 40), com uma versão dessa mesma cena a entrar no filme final.

Criar um protagonista com mais do que piadas

Apatow e Carell escreveram o argumento durante um verão inteiro, com o objetivo de dar a Andy Stitzer — o protagonista interpretado por Carell — “profundidade e complexidade”. O casting revelou-se um desfile de surpresas: nomes como Jane Lynch e Elizabeth Banks, que o realizador descreveu como “verdadeiras estrelas”, entraram no projeto não apenas porque se encaixavam bem nos papéis, mas porque transbordavam talento.

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O resto, claro, é história. Virgem aos 40 não só se tornou um sucesso de bilheteira e crítica, como cimentou Carell como um dos maiores nomes da comédia moderna. Tudo graças a um meteorologista de ficção que adorava… lâmpadas.

10 Frases de Cinema Que São Pura Genialidade 🎬🖋️

Quando uma linha de diálogo se torna eterna

Algumas frases de cinema não são apenas boas — tornam-se parte do nosso vocabulário, da cultura popular e até da nossa forma de ver o mundo. Há diálogos que atravessam décadas, saltam de geração em geração e são citados em momentos tão aleatórios como um jantar de amigos ou uma discussão acesa no trabalho.

A pensar nisso, o site Screen Rant reuniu uma seleção de dez frases absolutamente geniais que marcaram o grande ecrã. São linhas que, pelo seu impacto, improviso ou pura inteligência, ganharam vida própria e continuam a ser citadas muito para lá das salas de cinema. Aqui estão os exemplos perfeitos de como uma única frase pode ser tão poderosa como todo o filme que a envolve.


10. 

“Forget it, Jake. It’s Chinatown”

 — 

Chinatown

 (1974)

O cinema noir já é conhecido pelo seu pessimismo, mas aqui Roman Polanski foi além. No final amargo, Jake Gittes (Jack Nicholson) vê a sua cliente morrer às mãos da polícia e ouve do parceiro que deve “esquecer” — porque aquilo era inevitável. Uma frase curta que condensa um murro no estômago.


9. 

“It was beauty killed the beast”

 — 

King Kong

 (1933)

Uma reinterpretação sombria de A Bela e o Monstro. No desfecho, o realizador do filme dentro do filme declara que não foram os aviões a matar Kong, mas sim a sua paixão pela bela atriz. Cínico, com um toque poético, e impossível de esquecer.


8. 

“I’m not bad, I’m just drawn that way”

 — 

Who Framed Roger Rabbit

 (1988)

Jessica Rabbit, voz de Kathleen Turner, desconstrói a sua imagem de femme fatale. Não é má, apenas foi desenhada assim. É humor meta, charme e autodefesa num só sopro de ironia.


7. 

“The greatest trick the Devil ever pulled was convincing the world he didn’t exist”

 — 

The Usual Suspects

 (1995)

Enquanto a revelação final de Keyser Söze apanha todos desprevenidos, esta frase é uma lição sobre ilusão e ingenuidade humana. Uma linha tão inteligente que funciona dentro e fora do cinema.


6. 

“Say hello to my little friend!”

 — 

Scarface

 (1983)

Tony Montana (Al Pacino), em plena queda, dispara a frase mais icónica da sua carreira criminosa antes de abrir fogo com um lança-granadas. É puro excesso, puro cinema e pura memória coletiva.


5. 

“I am serious. And don’t call me Shirley”

 — 

Airplane!

 (1980)

Leslie Nielsen, mestre do humor deadpan, solta esta pérola com a mesma seriedade de um discurso político. Um jogo de palavras simples, mas que sobreviveu décadas como uma das piadas mais citadas do cinema.


4. 

“You’re gonna need a bigger boat”

 — 

Jaws

 (1975)

Improvisada por Roy Scheider, nasceu de uma piada interna no set sobre o tamanho do barco para as filmagens. Tornou-se a frase que simboliza todos os momentos em que percebemos… que subestimámos o problema.


3. 

“I’m having an old friend for dinner”

 — 

The Silence of the Lambs

 (1991)

Hannibal Lecter, mestre do requinte macabro, transforma um convite banal num trocadilho canibal. Anthony Hopkins precisou de 16 minutos em cena para criar um dos vilões mais memoráveis de sempre, e esta frase é a cereja no topo do bolo — ou no prato principal.


2. 

“I’m just one stomach flu away from my goal weight”

 — 

The Devil Wears Prada

 (2006)

Emily Blunt, com humor ácido, captura a obsessão do mundo da moda pelos corpos magros. Uma linha que, mesmo dita como piada, expõe a pressão e distorção de ideais ainda tão presentes.


1. 

“I know”

 — 

The Empire Strikes Back

 (1980)

O guião pedia “I love you, too”, mas Harrison Ford improvisou “I know”. Han Solo, prestes a ser congelado em carbonite, responde a Leia com a confiança e vulnerabilidade que definem o personagem. Simples, perfeito e imortal.


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Emma Thompson Revela o Que Realmente Pensa do Seu Papel em “Harry Potter” 🪄🎥

Uma opinião que pode surpreender os fãs

Emma Thompson, vencedora de dois Óscares e uma das atrizes mais respeitadas do cinema britânico, confessou recentemente que o seu papel como Professora Sybil Trelawney na saga Harry Potter não ocupa um lugar de destaque no seu coração artístico.

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Durante o Festival de Locarno, citado pelo Deadline, Thompson, de 66 anos, foi direta: “Não é realmente uma parte importante dos meus empreendimentos criativos. Lamento. Não quero ser rude com os fãs de ‘Harry Potter’, mas sabem… entrei, fiz um pouco com uns óculos e muito cabelo, e depois fui-me embora tendo sido bastante bem paga.”

Apesar do carinho do público pela excêntrica professora de Adivinhação, a atriz não esconde que a experiência foi, para si, mais um trabalho pontual do que um projeto com significado pessoal.

Não é a primeira vez que Thompson se pronuncia

Esta não é a primeira declaração de Thompson sobre o assunto. Já em 2008, numa entrevista ao MovieWeb, a atriz tinha explicado que não regressaria à saga por estar envolvida em Nanny McPhee. E aí foi ainda mais clara sobre a diferença entre os dois universos: “Os ‘Harry Potter’ são grandes franquias às quais não estou emocionalmente ou criativamente ligada. É mais como fazer uma participação, enquanto os ‘Nanny McPhee’ são algo que escrevi. A arte está nesses filmes, são muito feitos à mão, algo muito próximo de mim. São esses que realmente me importam.”

Um papel breve, mas memorável

Thompson deu vida a Trelawney em O Prisioneiro de Azkaban (2004) e regressou brevemente em A Ordem da Fénix(2007) e Os Talismãs da Morte – Parte 2 (2011). Comparado com o envolvimento de outros atores da saga, o seu tempo em cena foi relativamente curto, o que pode explicar a falta de ligação emocional ao papel.

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Ainda assim, para muitos fãs, a sua interpretação excêntrica — feita de visões dramáticas, olhos arregalados e uma aura de mistério — continua a ser um dos momentos mais deliciosos do universo cinematográfico de Harry Potter.

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Entre Óscares e Razzies

A carreira de Eddie Murphy é uma montanha-russa de êxitos e… alguns desastres cinematográficos. Entre Beverly Hills CopComing to America e Dreamgirls, há também produções que o próprio ator reconhece não terem corrido bem. Mas atenção: quando o assunto é Norbit (2007), Murphy não aceita que se fale mal — mesmo que o filme tenha sido arrasado pela crítica e acusado de lhe ter custado o Óscar que parecia certo depois do sucesso de Dreamgirls.

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Numa entrevista à Complex, Murphy foi desafiado a escolher o seu “Monte Rushmore” de filmes… mas preferiu falar dos quatro piores. Acabou por nomear apenas dois: The Adventures of Pluto Nash (2002) e Holy Man (1998). Foi então que defendeu com unhas e dentes Norbit:

“Eu adoro Norbit. Eu escrevi o filme com o meu irmão Charlie, e nós achamos que é engraçado. Recebi nomeações para pior ator da década, pior ator e pior atriz… vá lá, o filme não é assim tão mau!”

A escolha errada… em nome do conforto

Murphy confessou ainda um dos grandes “ses” da sua carreira: podia ter feito Rush Hour com Jackie Chan, mas preferiu Holy Man. A razão?

“Tinha dois guiões: Rush Hour, cheio de ação e correria, e outro em que estaria de robe, em Miami. Pensei: isto é óbvio! E fomos para Miami fazer um filme horrível, mas que foi fácil.”

Os preferidos do próprio

Quando o tema são os melhores filmes que já fez, Murphy não hesita: The Nutty ProfessorComing to AmericaShrek e Dreamgirls. Um alinhamento que mistura comédia física, animação, romance e até drama musical — prova de que a sua versatilidade é tão grande quanto a sua propensão para arriscar… mesmo que nem sempre acerte.

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Seja como for, para Murphy, Norbit nunca será um erro. Talvez uma incompreensão. E quem sabe, daqui a uns anos, não ganhe até estatuto de “clássico kitsch”.

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O “Superman” que trocou a capa por farda da ICE

Dean Cain, eternamente associado ao papel de Clark Kent na série dos anos 90 Lois & Clark, voltou a ser notícia — e não pelo cinema. Depois de se assumir como fervoroso apoiador de Donald Trump e de criticar abertamente a nova versão de Superman de James Gunn por considerar “anti-Trump” o facto de o herói ser descrito como um “imigrante”, Cain mergulhou de cabeça noutra polémica: protagonizou um vídeo de recrutamento para o ICE (Immigration and Customs Enforcement), a agência norte-americana responsável pela detenção e deportação de imigrantes.

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No vídeo, o ator apela a que os americanos se juntem à agência para prender “centenas de milhares de criminosos perigosos”, incluindo “terroristas, violadores, assassinos, pedófilos, membros da MS-13, traficantes de droga…”. Porém, segundo dados da TRAC, cerca de sete em cada dez migrantes detidos pelo ICE não têm registo criminal nos EUA.

A resposta de Margaret Cho — e é tudo menos suave

A comediante Margaret Cho, conhecida pelo seu humor ácido e ativismo político, não poupou críticas. Num vídeo no Instagram, dirigiu-se diretamente a Cain:

“Porque é que te juntarias ao ICE e incentivarias outros a fazê-lo quando os teus antepassados foram internados durante a Segunda Guerra Mundial? Tu és japonês, nem sequer és branco… Eu conheço-te, e tu não és branco.”

Cho recordou que Cain nasceu Dean Tanaka (o pai é de ascendência japonesa) e ironizou sobre a tentativa de “participar em atividades de brancos” para ganhar aceitação:

“Nunca vais ser branco, por mais racista que sejas… Sempre Wong, nunca white.”

Cain mantém-se firme

O ator, que também se apresenta como agente da autoridade e vai ser nomeado “agente honorário” do ICE, afirma não ter qualquer vergonha das suas origens e rejeita a ideia de reparações históricas pelo internamento de cidadãos nipónicos nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Cain é também presença habitual na Fox News, onde reforça a sua posição contra políticas “woke” e a favor de medidas duras contra imigração ilegal.

De herói ficcional a figura controversa

Esta não é a primeira vez que Dean Cain troca o universo dos super-heróis pela arena política. As suas críticas ao Superman de James Gunn — que elogiou a herança imigrante da personagem — já tinham provocado divisões entre fãs. Agora, com a colaboração pró-ICE e o apoio público a Trump, Cain parece determinado a consolidar uma imagem de “Superman MAGA”, mesmo que isso lhe valha ataques diretos de figuras públicas como Margaret Cho.

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Se na ficção Clark Kent lutava pela “verdade e justiça”, na vida real Dean Cain parece ter escolhido uma batalha bem diferente — e com muito mais pólvora ideológica.

James Marsden Regressa Como Cyclops em Avengers:  — “Foi um Regresso a Casa” 🔵✨Doomsday

Vinte anos à espera… e a pergunta que nunca parou

Depois de duas décadas a ouvir fãs perguntarem “Quando é que voltas?”, James Marsden está finalmente de regresso ao papel que o lançou para o estrelato: Scott Summers, mais conhecido como Cyclops. O ator vai integrar o elenco de Avengers: Doomsday, próximo grande evento da Marvel Studios, que reunirá vários nomes da icónica saga X-Men da era 20th Century Fox.

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Em entrevista à Vanity Fair, Marsden descreveu a experiência como um “prazer” e um verdadeiro “regresso a casa”:

“Foi o primeiro grande projeto em que participei e deu vida a uma personagem muito amada dos comics. Voltar a vestir este papel foi especial.”

O passado de Cyclops no cinema

Marsden estreou-se como Cyclops no primeiro X-Men (2000), regressando em X2 (2003) e X-Men: The Last Stand (2006) — onde a personagem foi dada como morta, enquanto o ator rumava a Superman Returns. Agora, quase 20 anos depois, Cyclops está de volta, embora os detalhes sobre como regressa sejam mantidos em segredo.

Um elenco que é pura nostalgia

Além de Marsden, Avengers: Doomsday contará com outros veteranos da saga mutante:

  • Patrick Stewart como Charles Xavier
  • Ian McKellen como Magneto
  • Kelsey Grammer como Beast
  • Alan Cumming como Nightcrawler
  • Rebecca Romijn como Mystique

Ainda não se sabe se todos estarão também na sequela Avengers: Secret Wars, mas a Marvel já confirmou que, após estes filmes, haverá um reboot dos X-Men com um elenco mais jovem, realizado por Jake Schreier (Thunderbolts).

O futuro dos mutantes na Marvel

Schreier adiantou recentemente ao The Playlist que a nova versão será “claramente diferente” das anteriores — embora tenha brincado com o “perigo” de revelar mais detalhes.

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Já Avengers: Doomsday, com estreia marcada para 18 de dezembro de 2026, promete não só juntar heróis e vilões numa escala colossal, mas também oferecer aos fãs de longa data um momento de pura nostalgia.

Depois de anos de espera e rumores, os óculos de rubi de Cyclops estão de volta — e James Marsden não podia estar mais satisfeito.

Dave Bautista Vai Enfrentar Henry Cavill em Highlander e Junta-se a Jake Gyllenhaal em Road House 2 ⚔️🥊

Estrela de Dune e Guardiões da Galáxia fecha acordos para dois dos grandes blockbusters da Amazon MGM — e promete dar que falar

Dave Bautista está imparável — e a sua carreira pós-WWE continua a surpreender. Segundo fontes próximas da Amazon MGM Studios, o actor está prestes a oficializar dois novos papéis de peso: um como o temível vilão Kurgan na aguardada nova versão de Highlander, ao lado de Henry Cavill, e outro como protagonista em Road House 2, com Jake Gyllenhaal.

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Ambos os filmes são apostas ambiciosas do estúdio, e tudo indica que Bautista vai estar em grande nos próximos anos— tanto nas espadas como nos socos.

Em Highlander, só pode haver um (e Bautista quer ser o último)

O clássico Highlander – O Imortal, de 1986, ganha nova vida pelas mãos de Chad Stahelski (John Wick), com Henry Cavill como o novo Connor MacLeod e Bautista no papel do vilão lendário Kurgan — personagem imortalizado por Clancy Brown no original.

Na nova versão, Bautista interpreta um guerreiro imortal sedento de poder e violência, numa batalha milenar pelo “Prémio” — o dom supremo reservado ao último sobrevivente entre os Imortais.

O filme está a ser desenvolvido pela UA e 87Eleven Entertainment, e o estúdio já pensa em expandir o universo com novas sequelas e até uma série. Ainda sem data de estreia, Highlander promete recuperar a essência épica e cult da saga original, agora com um elenco que mistura carisma, físico e talento.

Em Road House 2, o caos volta ao bar mais perigoso da América

Depois do sucesso surpreendente do remake de Road House (disponível no Prime Video, com 80 milhões de visualizações nas primeiras oito semanas), a sequela está em marcha — e Dave Bautista vai dividir o ecrã com Jake Gyllenhaal.

Gyllenhaal regressa como Dalton, o ex-lutador de UFC que agora parece ter nova companhia à altura. Embora os detalhes da história estejam ainda guardados a sete chaves, sabe-se que o realizador será agora Ilya Naishuller (Nobody), substituindo Guy Ritchie, que abandonou o projecto.

O argumento é de Will Beall (Bad Boys: Ride or Die) e a produção está nas mãos de Atlas Entertainment, em colaboração com a produtora de Gyllenhaal.

Dave Bautista: de lutador a actor versátil (e requisitado)

Para além destes dois projectos, Bautista tem a agenda recheada: participa em The Wrecking Crew, uma comédia de acção ao lado de Jason Momoa, protagoniza o filme de assalto Trap House e ainda vai entrar na comédia alienígena Alpha Gang, dos irmãos Zellner.

Depois de uma elogiada prestação em The Last Showgirl, de Gia Coppola, e uma breve participação em The Naked Guncom Liam Neeson, Bautista tem vindo a cimentar a sua imagem como actor sério, capaz de equilibrar músculo e sensibilidade.

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E com o possível duelo entre Henry Cavill e Dave Bautista em Highlander, os fãs de acção épica já têm mais um combate cinematográfico para marcar no calendário.

The Paper: O Spin-Off de The Office Já Tem Data de Estreia… Mas Vai Chegar a Portugal? 📰🇵🇹

A nova série no universo de Scranton estreia-se em Setembro nos EUA — mas os fãs portugueses terão de esperar (pelo menos para já)

Os fãs de The Office têm razões para festejar — e talvez também para suspirar. A muito aguardada série The Paper, que se passa no mesmo universo da icónica comédia de escritório, tem estreia marcada para 4 de Setembro no Peacock, a plataforma de streaming da NBCUniversal. Mas há um pequeno (grande) problema: o Peacock não está disponível em Portugal.

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Ou seja, para já, não há data de estreia confirmada para o público português, nem qualquer informação oficial sobre transmissão na televisão ou noutro serviço de streaming acessível em território nacional.

Do escritório à redacção: uma nova comédia à medida dos fãs de The Office

Criada por Greg Daniels (o mesmo da versão americana de The Office) e Michael KomanThe Paper mantém o formato mockumentary e transporta-nos agora para a redacção de um jornal local em dificuldades, o The Truth Teller, na cidade de Toledo.

O protagonista é Domhnall Gleeson, que interpreta Ned Sampson, um novo editor-chefe cheio de boas intenções mas rodeado de uma equipa… pouco qualificada. Entre jornalistas cuja experiência se resume a redacções escolares ou posts nas redes sociais, o caos está garantido. Tudo filmado pelo mesmo grupo documental que acompanhou os funcionários da Dunder Mifflin em Scranton durante nove temporadas.

E sim — os fãs vão reconhecer uma cara familiar: Oscar Nuñez regressa como Oscar Martinez, agora a tentar manter alguma dignidade enquanto volta a ser seguido por câmaras.

Estreia em Portugal? Ainda não há confirmações

Até ao momento, a NBCUniversal não anunciou qualquer parceiro de distribuição para Portugal. Em casos anteriores, algumas séries do Peacock acabaram por chegar ao país via SkyShowtime ou TVCine, mas The Paper ainda não consta nos catálogos anunciados para Setembro.

Isto significa que, a menos que haja um acordo de última hora, a série não estará disponível legalmente em Portugal no momento da sua estreia nos EUA.

Vale a pena esperar?

Se gostaste de The Office, há boas razões para ficares atento a The Paper. O humor desconfortável, os personagens desajustados e a crítica social subtil estão todos lá. Com um elenco renovado, mas a mesma alma, esta série pode ser o sucessor espiritual que os fãs estavam à espera.

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Agora só falta um pequeno detalhe: alguém a trazer para cá.

Portugal em Alta no Festival de Nova Iorque com “O Riso e a Faca” e “Magalhães” 🌍🎬

Pedro Pinho e Lav Diaz levam histórias lusófonas ao prestigiado festival norte-americano

O Festival de Cinema de Nova Iorque já revelou a sua programação oficial para a 63.ª edição, e Portugal marca presença em força com dois títulos de peso: O Riso e a Faca, de Pedro Pinho, e Magalhães, do consagrado realizador filipino Lav Diaz, ambos anteriormente exibidos no Festival de Cannes.

O certame decorre de 26 de setembro a 13 de outubro, e é conhecido por ser uma montra de prestígio para o cinema de autor, sem competição formal, mas com grande impacto na temporada de prémios.

“O Riso e a Faca”: Cleo Diará brilha num regresso esperado

Depois do sucesso de A Fábrica do Nada (2017), Pedro Pinho regressa à ficção com O Riso e a Faca, uma coprodução entre Portugal, Brasil, França e Roménia. O filme acompanha Sérgio, um engenheiro ambiental português que embarca para África para trabalhar num projeto de estrada entre o deserto e a selva, através de uma ONG.

“Mas novas vidas e civilizações aguardam, incluindo um vilão que irá testar a coragem e a determinação das personagens. Numa reviravolta emocionante no clássico Star Trek, a terceira temporada leva as personagens, novas e adoradas, a novos patamares, e mergulha em aventuras emocionantes de fé, dever, romance, comédia e mistério, com géneros variados nunca antes vistos em nenhum outro Star Trek”, adianta o serviço de streaming. Produzida pela CBS Studios, Secret Hideout e Roddenberry Entertainment, “Star Trek: Strange New Worlds”conta no elenco com Anson Mount, Rebecca Romijn, Ethan Peck, Jess Bush, Christina Chong, Celia Rose Gooding, Melissa Navia, Babs Olusanmokun e Martin Quinn. Entre os convidados desta temporada estão Rhys Darby, Patton Oswalt, Cillian O’Sullivan, Melanie Scrofano, Carol Kane e o convidado especial Paul Wesley.

A obra já tinha dado nas vistas em Cannes, onde Cleo Diará conquistou o Prémio de Melhor Atriz na secção Un Certain Regard, um feito histórico para o cinema português. Agora, chega ao público norte-americano no prestigiado Lincoln Center, sede do festival nova-iorquino.

“Magalhães”: Lav Diaz revisita a História com Gael García Bernal

O outro grande destaque com carimbo português é Magalhães, de Lav Diaz, uma coprodução da Rosa Filmes, que contou com filmagens em Portugal e Espanha. O filme dramatiza a vida do navegador Fernão de Magalhães (1480–1521), figura central da primeira viagem de circum-navegação da Terra, protagonizado pelo mexicano Gael García Bernal.

Conhecido pelos seus épicos de duração maratónica, Lav Diaz confessou que este é um projeto que acalenta há anos, com uma versão inicial de cerca de nove horas. No entanto, para o público nova-iorquino, será exibida uma versão de 160 minutos — ainda assim, uma viagem longa e ambiciosa pelo coração da história e da colonização global.

Uma programação de luxo

Para além dos títulos lusófonos, o Festival de Nova Iorque traz ainda a estreia mundial de Is This Thing On?, de Bradley Cooper, e a estreia norte-americana de Father Mother Sister Brother, de Jim Jarmusch. Também farão parte da seleção novas obras de Lucrecia MartelClaire DenisPark Chan-wook e do brasileiro Kléber Mendonça Filho, com o seu novo filme Agente Secreto.

Outro nome ibérico em destaque é o galego Óliver Laxe, com o filme Sirat.

Uma presença portuguesa cada vez mais sólida

A seleção de O Riso e a Faca e Magalhães confirma o crescente prestígio do cinema português e da sua diáspora criativa. De Cannes a Nova Iorque, a língua portuguesa continua a fazer-se ouvir, com histórias que cruzam fronteiras, séculos e continentes. E isso, meus amigos, é sempre motivo de celebração.


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Manuel Claro Nomeado Vice‑Presidente do ICA: Um Regresso com Olhos no Futuro do Cinema Português


Antigo responsável pela Portugal Film Commission assume agora funções de topo no Instituto do Cinema e do Audiovisual, substituindo Anick Bilreiro.

O cinema português volta a ter uma peça-chave em posição estratégica: Manuel Claro foi nomeado vice-presidente do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), segundo anunciou esta terça-feira o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto. O cargo tem um mandato de cinco anos e resulta de um concurso público conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP), aberto a 28 de Maio e encerrado a 11 de Junho.

Um nome bem conhecido do setor

Manuel Claro não é um nome novo no universo do audiovisual nacional. Foi diretor-geral da Portugal Film Commission entre 2019 e 2022, uma função central na promoção de Portugal como destino de filmagens internacionais. Antes disso, entre 2014 e 2019, liderou o Centro de Informação Europa Criativa no seio do próprio ICA, e entre 2009 e 2013 foi coordenador executivo da Media Desk Portugal.

A sua ligação ao setor atravessa mais de uma década, com passagens determinantes por organismos que fazem a ponte entre o audiovisual português e os apoios europeus. A nota do Ministério da Cultura sublinha as suas “reconhecida competência técnica, sensibilidade estratégica, aptidão, experiência, formação e visão panorâmica do Cinema e Audiovisual”.

Substituição na vice-presidência

Manuel Claro sucede a Anick Bilreiro, que ocupava o cargo em regime de substituição desde Janeiro de 2023. A mudança reforça agora o núcleo de liderança do ICA numa fase especialmente crítica para o futuro da produção audiovisual portuguesa, marcada por desafios estruturais, pela adaptação às novas plataformas e pela crescente internacionalização das produções nacionais.

O Instituto do Cinema e do Audiovisual é atualmente presidido por Luís Chaby Vaz, cuja comissão de serviço foi renovada pelo Governo em Setembro de 2023. Chaby Vaz está à frente do ICA desde Maio de 2017 (inicialmente em regime de substituição), e foi formalizado no cargo em Novembro de 2018. Desde Fevereiro de 2023, acumula ainda a função de film commissioner da Portugal Film Commission.

Uma liderança com visão internacional

Durante o mandato de Chaby Vaz, o ICA assistiu a um crescimento sustentado do interesse internacional por filmagens em solo português, num contexto em que o país tem vindo a posicionar-se como um destino cinematográfico competitivo, apoiado por incentivos fiscais, equipas técnicas especializadas e paisagens versáteis.

A nomeação de Manuel Claro insere-se nesta mesma lógica: um reforço de competências, experiência e visão estratégica que poderá contribuir para consolidar Portugal como um polo relevante no mapa europeu do cinema.

Se o cinema português quer continuar a crescer além-fronteiras — com coproduções, festivais e visibilidade em plataformas globais — terá, a partir de agora, mais um aliado de peso na liderança institucional do setor.

Willem Dafoe Interpreta Bilionário Grego Megalómano em  The Birthday Party, que Estreia em Locarno  

Actor encarna figura inspirada em Onassis num retrato rico de ambição, poder e decadência — “O que faz este homem… é também o que o destrói” 

🏛️ Quem poderia imaginar Willem Dafoe no papel de um magnata grego do transporte marítimo, num registo que mistura o charme à beira do grotesco com uma crítica feroz ao poder patriarcal? O próprio actor, à partida, não. 

“Eu? Fazer de um armador grego? Não me parece”, disse em tom irónico à Variety, durante uma entrevista em Atenas. 

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Mas é precisamente esse o papel que assume em The Birthday Party, filme que estreia a 7 de Agosto na icónica Piazza Grande do Festival de Locarno. Dafoe interpreta Marcos Timoleon, um bilionário autofeito que organiza uma festa de aniversário luxuosa para a filha — e, no processo, inicia uma espiral emocional e política que ameaça desfazer o seu império familiar. 

Um dia, uma ilha, um império em ruínas 

Inspirado no romance do escritor grego Panos Karnezis, The Birthday Party decorre ao longo de 24 horas numa ilha privada nos anos 70. Timoleon, figura carismática mas tirânica, rodeia-se de bajuladores e oportunistas numa festa que serve de pretexto para os confrontos internos — especialmente com a filha Sofia (Vic Carmen Sonne), a única herdeira do império. 

“É um retrato rico, um estudo sobre o tipo de poder — e de patriarcado — que corrói tudo à sua volta”, diz Dafoe. 

A história desenrola-se entre silêncios pesados, alianças tensas e decisões que terão consequências irreversíveis. O próprio bilionário prepara, em segredo, uma escolha determinante sobre o futuro da filha… sem o seu consentimento. 

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Uma tragédia familiar com tons de ópera 

Realizado por Miguel Ángel Jiménez, cineasta espanhol com um pé em Atenas, o filme é uma co-produção internacional que junta a grega Heretic (de Triangle of Sadness), a espanhola Fasten Films, a neerlandesa Lemming Film e a britânica Raucous Pictures. 

O elenco inclui ainda Emma Suárez como a mulher de Timoleon — uma figura que mistura força e fragilidade —, Joe Cole (Peaky Blinders) como um jornalista que se envolve com Sofia, e a brilhante Vic Carmen Sonne, revelação de The Girl With the Needle

“É uma história sobre poder. Corrupção. Família. Amor, sim, mas também ego e vulnerabilidade”, diz Suárez. 

“A Olivia ama incondicionalmente. Vê-o como ninguém mais o vê. E tenta salvá-lo — mesmo sabendo que talvez seja tarde demais.” 

Uma fábula moderna sobre os monstros que criamos 

Filmado na ilha grega de Corfu, com o mar azul a contrastar com o ouro da ostentação, o filme capta um universo onde riqueza, isolamento e vaidade criam monstros — muitas vezes de forma inconsciente. 

“As pessoas constroem coisas que, se não tiverem cuidado, se tornam num pesadelo”, reflecte Dafoe. 

“Esquecem-se da intenção original. E aí… tudo desaba.” 

O realizador insiste que não quis cair na caricatura: 

“Sou contra tudo o que esta casta representa. Mas quis filmá-los com humanidade. Sem julgamentos fáceis.” 

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Uma performance à altura de Brando e Lancaster 

The Birthday Party evoca, segundo Dafoe, performances como as de Marlon Brando em The Godfather ou Burt Lancaster em The Leopard — figuras maiores que a vida, simultaneamente fascinantes e repulsivas, cuja queda é tão épica quanto a sua ascensão. 

O produtor Giorgos Karnavas vai mais longe: 

“Não consigo imaginar mais ninguém a interpretar Marcos Timoleon.” 

Um Dafoe em modo imperial 

Depois de uma carreira onde encarnou santos, criminosos, artistas e deuses em queda, Willem Dafoe continua a surpreender — e a arriscar. The Birthday Party promete ser mais um capítulo notável na sua filmografia: um estudo íntimo sobre o poder e o preço que se paga por o manter. 

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Liam Neeson Não Perdoa Atrasos no Set: “Nunca Trabalharia com Essas Pessoas”

Aos 73 anos, o actor estreia-se em comédia com The Naked Gun e aproveita para dar lições de profissionalismo… com o sotaque sério que todos conhecemos.

🕵️‍♂️ Liam Neeson tem uma daquelas vozes que ninguém contesta — nem quando está a ameaçar alguém num filme de acção, nem quando está a falar de pontualidade em entrevistas. E foi precisamente isso que fez numa conversa recente com a Rolling Stone, onde o actor criticou abertamente colegas de profissão que chegam atrasados às filmagens. 

“Oiço histórias perturbadoras sobre actores e actrizes talentosos que aparecem duas, três, quatro horas atrasados. Nunca trabalharia com essas pessoas. É um insulto”, declarou. 

“Tens uma equipa de 60, 70, 80 pessoas à tua espera. O mínimo é apareceres a horas.” 

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Neeson não mencionou nomes — nem parece estar a falar de ninguém do elenco de The Naked Gun, a nova comédia da Paramount onde contracena com Pamela Anderson. Mas a mensagem é clara: talento não é desculpa para falta de respeito. 

De vingador implacável a detective trapalhão 

The Naked Gun marca uma mudança de tom na carreira recente de Neeson, mais conhecida por papéis intensos em thrillers como Taken ou The Grey. Desta vez, o actor irlandês interpreta um inspector da polícia atrapalhado e absolutamente ineficaz, no espírito das comédias clássicas protagonizadas por Leslie Nielsen. 

A estreia do filme nas salas norte-americanas trouxe boas notícias: $17 milhões no primeiro fim-de-semana, um número sólido para uma comédia nos dias de hoje. O público parece estar a aceitar esta nova faceta de Neeson com bom humor — e ele próprio também. 

Adeus às pancadarias (com ou sem andarilho) 

Numa outra entrevista, à Variety, Neeson admitiu que o seu tempo nos filmes de acção está a chegar ao fim. 

“Tenho 73 anos, caramba. Não quero insultar o público com cenas de luta que não são minhas”, confessou. 

“Gostava de fazer as minhas próprias cenas de acção, mas não quero estar a fazer isso com uma bengala ou um andarilho.” 

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Apesar disso, admite que pode haver mais um filme de acção algures no horizonte, mas só se o papel fizer sentido. E com Neeson, isso implica profissionalismo e… chegar a horas, claro. 

Lições de um veterano 

A mensagem de Neeson não é apenas uma crítica; é um lembrete. Num tempo em que os egos em Hollywood ainda se confundem com talento, o actor volta a provar porque continua a ser tão respeitado dentro e fora do ecrã: disciplina, ética de trabalho e respeito por todos os que fazem um filme possível

Sharon Stone Revela Conflito com Michael Douglas Antes de Basic Instinct: “Ele Não Queria Que Eu Fosse Co-Protagonista”

A actriz conta como uma discussão acesa em Cannes quase comprometeu a sua participação no clássico erótico de Paul Verhoeven 

🧊 Quase tão explosiva quanto o famoso cruzar de pernas em Basic Instinct é a história que Sharon Stone agora revela sobre os bastidores do filme. Em entrevista recente ao Business Insider, a actriz confessou que Michael Douglas se recusou a fazer testes com ela antes das filmagens — e tudo devido a um confronto tenso entre os dois no Festival de Cannes. 

“O Michael não queria pôr o rabo nu no ecrã ao lado de uma desconhecida”, afirmou. “E percebo isso. Mas também havia outra razão: tivemos uma discussão antes disso.” 

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“Vamos lá fora”: o primeiro encontro que quase acabou à pancada 

O incidente aconteceu em Cannes, durante um jantar com várias pessoas do meio. Douglas fez um comentário sobre a relação entre um pai e os seus filhos. Stone conhecia bem a família em questão e decidiu intervir. A resposta de Douglas? Gritou-lhe: 

“O que é que tu sabes sobre isso?” 

Stone não recuou. 

“Levantei-me e disse: ‘Vamos lá fora.’” 

Lá fora, explicou-lhe o que sabia — e porquê — e o mal-estar acabou resolvido… mais ou menos. 

“Não diria que ficámos amigos, mas acabámos de forma cordial. Quando chegou a altura de escolherem a actriz para Basic Instinct, acho que ele não queria que fosse eu.” 

A tensão serviu bem o ecrã 

Apesar da resistência inicial, a química (e a fricção) entre os dois actores acabou por jogar a favor da história. Douglas interpreta um detective envolvido com a principal suspeita de um homicídio — a misteriosa e sedutora escritora Catherine Tramell, papel que transformou Sharon Stone numa estrela internacional

“Funcionou lindamente. O Michael tem um feitio difícil, mas isso não me intimidava. Isso trouxe algo interessante à dinâmica das personagens”, explicou. 

“Hoje, somos grandes amigos. Admiro-o imenso.” 

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A polémica do famoso “cruzar de pernas” 

O sucesso de Basic Instinct deve-se tanto ao enredo como à sua carga erótica — e, em particular, à infame cena do interrogatório. Em 2021, na sua autobiografia The Beauty of Living Twice, Sharon Stone revelou que foi enganada para filmar a cena sem roupa interior

“Disseram-me que não se via nada, que era só para evitar reflexos da luz. Mas vi a cena numa sala cheia de agentes e advogados. Foi assim que vi a minha vagina no ecrã pela primeira vez.” 

Stone conta que, chocada, confrontou o realizador Paul Verhoeven e deu-lhe uma estalada na cabine de projecção. 

“Já não havia nada a fazer. Era o meu corpo ali. Tive de tomar decisões.” 

E agora… um reboot? 

Segundo a Variety, a Amazon MGM Studios e a United Artists adquiriram os direitos para um reboot de Basic Instinct, com o regresso do argumentista original, Joe Eszterhas, ao leme do guião. Não se sabe ainda se Sharon Stone estará envolvida. A actriz participou na sequela de 2006 (Basic Instinct 2), que foi fortemente criticada e falhou nas bilheteiras. 

Num tempo em que o olhar sobre sexualidade, consentimento e poder em Hollywood mudou radicalmente, resta saber como será reimaginado um dos filmes mais provocadores da década de 90 — e se Catherine Tramell voltará a cruzar as pernas… ou as linhas da moral. 

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Quando o Grito de Scarlett Johansson Assusta Lobos: Marriage Story Está a Salvar Gado nos EUA 

A cena de discussão entre Adam Driver e Scarlett Johansson tornou-se inesperadamente… uma arma rural contra predadores 

🐺💔 Quem diria que o momento mais devastador de Marriage Story, o drama de 2019 realizado por Noah Baumbach, viria a ser usado não só como exemplo de representação emocional, mas também como ferramenta de dissuasão contra lobos selvagens nos Estados Unidos

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Segundo o The Wall Street Journal, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) está a recorrer ao áudio da famosa cena de discussão entre Scarlett Johansson e Adam Driver — sim, aquela em que tudo explode num apartamento claustrofóbico — para assustar lobos e proteger o gado em zonas rurais

“Os lobos precisam de saber que os humanos são maus”, explicou um supervisor do USDA no estado do Oregon. 

“Wolf hazing”: drones, AC/DC e… terapia de casal? 

A técnica, conhecida como “wolf hazing”, consiste em usar drones equipados com câmaras térmicas e altifalantes para patrulhar zonas onde há registo de ataques a vacas e ovelhas. Quando um lobo é detetado, o drone projecta luz intensa e transmite sons considerados “alarmantes”. Entre os sons favoritos dos técnicos estão: 

  • Fogos de artifício 
  • Tiros 
  • Discussões de filmes, como a de Marriage Story 
  • E até clássicos do rock como “Thunderstruck” dos AC/DC 

O método tem-se revelado eficaz: depois de 11 vacas terem sido mortas por lobos numa zona do sul do Oregon em apenas 20 dias, a intervenção dos drones e do som dramático reduziu esse número para apenas duas mortes em 85 dias

Da dor emocional à utilidade ecológica 

A cena em questão — um dos pontos altos (ou baixos?) emocionais de Marriage Story — mostra Johansson e Driver aos gritos, numa das representações mais cruas e reais de um divórcio no cinema recente. Foi este momento que lhes valeu nomeações ao Óscar e o aplauso da crítica, tendo o filme sido classificado como um dos melhores de 2019 por publicações como a Variety

“Eles encarnam a raiva, orgulho, desespero e paixão de um casal a destruir a relação — e a si próprios — tentando ainda assim manter-se inteiros”, escreveu Owen Gleiberman. 

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Agora, esses gritos rasgados, carregados de frustração e mágoa… estão a aterrorizar lobos. E a salvar vacas. 

Uma ironia (muito) cinematográfica 

Se Baumbach pretendia explorar o colapso de um casamento como um campo de batalha emocional, dificilmente imaginaria que o seu filme viria a ser usado literalmente como arma de dissuasão em zonas de conflito… entre humanos e predadores. 

Hollywood nunca teve problemas em explorar o sofrimento humano para o entretenimento. Mas aqui, num volte-face inesperado, o sofrimento é reciclado para fins ecológicos. Um pouco como se Scenes from a Marriage tivesse sido misturado com O Livro da Selva e passado por um editor de som rural. 

Próxima paragem: os gritos de  

Revolutionary Road a proteger plantações? 

A pergunta que fica: que outras cenas devastadoras do cinema podem servir para fins práticos no mundo real? Gritos de Meryl Streep em Kramer vs. Kramer? Monólogos de Daniel Day-Lewis em There Will Be Blood? O choro contido de Ryan Gosling em Blue Valentine

O cinema nunca foi tão útil — nem tão imprevisível. 

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