Devoradores de Estrelas: Ryan Gosling Parte Sozinho para Salvar a Humanidade

Trailer revelado no Super Bowl mostra missão impossível, amizade improvável e ficção científica com coração

O Super Bowl voltou a servir de montra privilegiada para o grande cinema — e desta vez foi a Amazon MGM Studios a aproveitar o momento para revelar o novo trailer de Devoradores de Estrelas, a aguardada adaptação do romance de Andy Weir que coloca Ryan Gosling no centro de uma missão desesperada para salvar a Terra.

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Baseado no livro homónimo do autor de Perdido em Marte, o filme acompanha Ryland Grace, um professor de ciências que acorda sozinho numa nave espacial, sem memória de quem é — ou de como ali chegou. Pouco a pouco, percebe que foi enviado numa missão suicida: descobrir a origem de um fenómeno cósmico que está a provocar o colapso energético do Sol… e de todas as estrelas semelhantes no Universo conhecido.

Se falhar, a Humanidade extingue-se.

Uma missão solitária… até deixar de o ser

O novo trailer introduz finalmente uma das figuras mais aguardadas pelos leitores do livro: Rocky, uma criatura alienígena que Ryland Grace encontra algures no espaço profundo. Longe de ser uma ameaça, Rocky revela-se um aliado improvável, enfrentando exactamente o mesmo problema — o fenómeno que ameaça a Terra está também a destruir o seu planeta.

Com a voz dobrada por James Ortiz, Rocky torna-se rapidamente o coração emocional do filme. A relação entre os dois personagens, construída com base na cooperação, curiosidade científica e comunicação improvável, promete ser o grande trunfo da adaptação cinematográfica.

Como explicou um dos realizadores, “esta é uma história sobre colaboração e sobre aquilo que é possível alcançar quando trabalhamos juntos, mesmo quando viemos de mundos completamente diferentes”.

Ficção científica com humor, emoção e escala

A realização de Devoradores de Estrelas está a cargo de Phil Lord e Christopher Miller, a dupla responsável por projectos tão distintos como Anjos da Lei e a trilogia Aranhaverso. Este é o primeiro projecto live-action que realizam desde 2014, depois de uma década de enorme sucesso na animação.

O argumento foi escrito por Drew Goddard, que já tinha adaptado Andy Weir em Perdido em Marte, outro caso exemplar de ficção científica centrada na ciência, na persistência humana e numa inesperada leveza de tom.

Apesar do orçamento elevado — cerca de 150 milhões de dólares —, tudo indica que Devoradores de Estrelas não será apenas um espectáculo visual, mas também uma história profundamente humana, onde o humor surge como mecanismo de sobrevivência emocional num cenário absolutamente extremo.

Um passado turbulento… e um regresso em força

Antes deste filme, Lord e Miller tinham sido inicialmente contratados pela Disney para realizar Solo: Uma História Star Wars, mas acabaram afastados do projecto, substituídos por Ron Howard. Devoradores de Estrelas representa, assim, uma espécie de redenção em grande escala no cinema live-action, agora com total controlo criativo.

O elenco inclui ainda Sandra HüllerKen Leung, Milana Vayntrub e Lionel Bryce, numa produção assinada por nomes de peso como Amy Pascal, o próprio Gosling e Andy Weir.

Quando estreia Devoradores de Estrelas?

A Amazon MGM confirmou que Devoradores de Estrelas chega aos cinemas em Março, com estreia internacional marcada para 20 de Março de 2026 em vários territórios. A data exacta para Portugal deverá alinhar-se com essa janela, faltando apenas confirmação oficial da distribuição nacional.

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Até lá, o trailer deixa uma certeza: estamos perante um dos grandes filmes de ficção científica do ano — não apenas pelo espectáculo espacial, mas pela promessa de uma história onde a ciência, a amizade e a empatia podem, literalmente, salvar o Universo.

Yoshi Faz Aquilo Que Todos Esperavam: Novo Teaser de Super Mario Galaxy Assume o Absurdo e Conquista os Fãs

O dinossauro verde engole um inimigo, cospe um ovo e confirma que o espírito Mario está bem vivo no novo filme da Nintendo e da Illumination

Era apenas uma questão de tempo. Desde que Yoshi foi sugerido no final de The Super Mario Bros. Movie, havia uma pergunta que pairava no ar entre os fãs: quando é que o íamos ver fazer aquilo que faz melhor? O novo teaser de Super Mario Galaxy, divulgado esta semana, responde finalmente — e sem qualquer pudor — mostrando Yoshi a engolir um inimigo inteiro e a devolvê-lo ao mundo… em forma de ovo.

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O momento dura apenas alguns segundos, mas é suficiente para provocar gargalhadas, nostalgia e uma sensação clara de alívio criativo. Sim, este filme sabe exactamente o que é. E não tem vergonha nenhuma disso.

O momento do ovo… e da confirmação

Nos instantes finais do teaser de 30 segundos, Yoshi surge frente a frente com Kamek. O confronto é apresentado em câmara lenta, com uma solenidade quase épica — apenas para ser imediatamente sabotado pela lógica cartoonesca do universo Mario. Yoshi abre a boca, engole Kamek inteiro e vira-se de costas para a câmara. O som clássico de “ovo” ecoa. Um ovo verde com os óculos de Kamek é projectado para dentro de um cockpit… e Yoshi assume calmamente o lugar de piloto.

É absurdo, autoconsciente e perfeitamente fiel à lógica da série. Mais do que uma piada visual, é uma declaração de intenções: Super Mario Galaxy não quer parecer “adulto” nem “cinematograficamente sério”. Quer ser Mario — em toda a sua glória disparatada.

Bowser Jr. sobe ao palco

O teaser não vive apenas do gag final. Logo na abertura, Bowser Jr. proclama solenemente: “The great battle of my life draws near!” Uma fala inédita que sugere um papel mais central do vilão no novo filme. Segue-se uma sequência de várias aeronaves a cercar um planeta de aparência ameaçadora — possivelmente a armada pessoal de Bowser Jr. — num momento que aponta para uma escala mais ambiciosa do que a do filme anterior.

Há ainda tempo para um plano deliciosamente simples: Yoshi sentado numa mota, a dizer apenas “Vroom vroom”. Porque, claro, isto é um filme onde um dinossauro verde anda de mota e faz sons de motor com a boca. E isso é maravilhoso.

Peach, Toad e uma cidade saída de um delírio retro-futurista

Um dos segmentos mais interessantes do teaser afasta-se momentaneamente do humor físico para apostar na construção de mundo. Peach e Toad surgem juntos numa cidade iluminada por néons, com uma estética claramente cyberpunk e recheada de referências ao universo Nintendo.

As imagens passam rapidamente, mas há detalhes que saltam à vista: figuras pixelizadas que evocam os primeiros jogos da série, um bar com temática arcade frequentado por capangas de Bowser, e — talvez o pormenor mais delicioso — um gigantesco logótipo da Nintendo 64 a girar lentamente no topo de um edifício. Um piscar de olho descarado à era dourada da consola, pensado claramente para quem cresceu com o comando tridente nas mãos.

A entrada de Peach e Toad nesse bar, rodeados por inimigos que interrompem subitamente as suas bebidas, sugere que esta visita à cidade não será exactamente pacífica. Entre nostalgia, ameaça e humor visual, o filme parece querer equilibrar vários tons sem nunca perder identidade.

Um entusiasmo cuidadosamente alimentado

Illumination e a Nintendo têm vindo a dosear a promoção de Super Mario Galaxy com uma sucessão constante de teasers, revelações de personagens e novos actores de voz. Cada novo material parece acrescentar mais uma camada de referências — algumas óbvias, outras profundamente enterradas na história da série.

Este novo teaser não revela muito sobre a narrativa global, mas cumpre algo igualmente importante: tranquiliza os fãs. Mostra que o filme compreende o ADN de Mario, abraça o humor infantil sem cinismo e não tem medo de ser ridículo quando é suposto sê-lo.

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A espera já não é longa. Super Mario Galaxy estreia em Abril de 2026 e, se este teaser servir de indicador, Yoshi vai finalmente ter o protagonismo que merece — língua comprida, ovos incluídos.

Colin Farrell em Estado Puro: Três Filmes, Três Rostos e um Actor em Plena Maturidade no Cinemundo

O Canal Cinemundo celebra o talento camaleónico de Colin Farrell com um ciclo imperdível em Fevereiro

Há actores que passam pelo cinema. E há actores que se transformam dentro dele. Colin Farrell pertence claramente ao segundo grupo. Em Fevereiro, o Canal Cinemundo dedica-lhe o estatuto de Estrela do Mês, com um ciclo que percorre diferentes fases da sua carreira — e, sobretudo, diferentes maneiras de ocupar o ecrã com intensidade, ambiguidade e humanidade.

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Depois do início do especial, o verdadeiro coração deste ciclo bate a partir de 13 de Fevereiro, com três filmes que mostram Farrell em registos muito distintos: o épico histórico, o thriller urbano de prestígio e a acção contemporânea de moral cinzenta. Três personagens, três mundos, o mesmo actor impossível de ignorar.

Um actor de excessos, quedas e reinvenções

Durante anos, Colin Farrell foi visto como uma estrela em permanente combustão: talento bruto, escolhas irregulares, carisma indiscutível. Mas o tempo — e uma série de decisões artísticas cada vez mais conscientes — transformaram-no num dos actores mais interessantes da sua geração. Hoje, Farrell é sinónimo de risco, de entrega e de personagens marcadas por contradições profundas.

Este ciclo do Cinemundo funciona quase como uma pequena retrospectiva não oficial dessa evolução.

Alexandre, o Grande — O peso de carregar um mito

📅 13 de Fevereiro | 20:20

VAL KILMER as King Philip and COLIN FARREL as Alexander the Great in the action adventure drama ÒAlexander,Ó distributed by Warner Bros. Pictures.PHOTOGRAPHS TO BE USED SOLELY FOR ADVERTISING, PROMOTION, PUBLICITY OR REVIEWS OF THIS SPECIFIC MOTION PICTURE AND TO REMAIN THE PROPERTY OF THE STUDIO. NOT FOR SALE OR REDISTRIBUTION.

Em Alexandre, o Grande, Farrell assume talvez o desafio mais ingrato da sua carreira: dar corpo e alma a uma figura histórica esmagadora, sob a realização igualmente excessiva de Oliver Stone. O resultado é um filme grandioso, imperfeito, mas fascinante, onde o actor expõe sem filtros a ambição, a fragilidade e o delírio de grandeza de Alexandre.

Não é apenas um épico de batalhas — é o retrato de um homem consumido pela própria lenda. E Farrell, ainda longe da maturidade actual, já mostrava aqui uma coragem interpretativa rara.

Viúvas — O silêncio como arma

📅 20 de Fevereiro | 20:20

Se Alexandre é feito de excessos, Viúvas vive de contenção. Realizado por Steve McQueen, este thriller elegante e politicamente afiado oferece a Farrell um dos seus papéis mais subtis — e mais inquietantes.

Aqui, ele interpreta um político envolvido num submundo de corrupção, privilégio e violência estrutural. Não precisa de gritar nem de dominar cada cena: o poder está nos gestos mínimos, nos silêncios desconfortáveis, na sensação constante de ameaça. É o Farrell da maturidade total, capaz de ser perturbador sem nunca parecer óbvio.

Ava — Moral cinzenta em modo sobrevivência

📅 27 de Fevereiro | 20:20

O ciclo fecha com Ava, um thriller de acção protagonizado por Jessica Chastain, onde Farrell surge num registo mais físico, mas não menos interessante. O seu personagem funciona como uma presença ambígua num universo onde ninguém é verdadeiramente inocente.

É um Farrell mais discreto, mas essencial para o equilíbrio do filme — alguém que conhece bem as regras do jogo e sabe quando quebrá-las. Um papel que confirma algo importante: mesmo em projectos mais comerciais, o actor nunca abdica de complexidade.

Três filmes, um retrato coerente

Vistos em conjunto, estes três títulos ajudam a perceber porque Colin Farrell deixou de ser apenas uma “estrela” para se tornar um actor de referência. Do épico histórico ao cinema de autor disfarçado de thriller, passando pela acção moderna, o fio condutor é sempre o mesmo: personagens feridas, moralmente instáveis, profundamente humanas.

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O Canal Cinemundo acerta ao apostar neste ciclo em horário nobre. Não é apenas uma homenagem — é um convite a redescobrir um actor que continua a surpreender, filme após filme.

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Disclosure Day junta Emily Blunt e Josh O’Connor num thriller de ficção científica sobre o momento em que deixamos de estar sozinhos

Há regressos que parecem inevitáveis. Sempre que Steven Spielberg decide olhar novamente para o céu, o cinema pára para escutar. Durante o Super Bowl, a Universal Pictures revelou o novo trailer de Disclosure Day, um thriller de ficção científica que promete recuperar uma das obsessões centrais do realizador: o contacto com o desconhecido — e as consequências emocionais, políticas e humanas desse momento.

O trailer não perde tempo a criar inquietação. Entre imagens de pânico contido, transmissões televisivas interrompidas e uma sequência particularmente impressionante em que duas personagens saltam de um comboio em andamento, o filme coloca uma pergunta simples e perturbadora: se alguém provasse que não estamos sozinhos no Universo, isso tranquilizar-nos-ia… ou destruir-nos-ia?

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Uma revelação transmitida em directo

Emily Blunt interpreta uma meteorologista de Kansas City que vê a sua vida — e a normalidade do mundo — colapsar durante uma emissão em directo, quando é subitamente dominada por uma força extraterrestre inexplicável. O trailer sugere que este momento será o gatilho para uma cadeia de acontecimentos globais, onde a verdade deixa de poder ser escondida.

Ao seu lado surge Josh O’Connor, no papel de um crente obstinado na existência de vida alienígena, determinado a expor aquilo que governos e instituições tentaram manter em segredo. A dinâmica entre os dois parece assentar num contraste clássico do cinema de Spielberg: o cepticismo quotidiano confrontado com o extraordinário.

O elenco reforça a ambição do projecto, contando ainda com Colin FirthColman Domingo, Eve Hewson, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes.

Spielberg regressa ao território que melhor domina

Disclosure Day marca o 37.º filme realizado por Spielberg desde a sua estreia, em 1964, e insere-se claramente na linhagem das suas grandes obras de ficção científica. Ao longo da carreira, o realizador explorou o tema do contacto extraterrestre sob múltiplas perspectivas: o espanto quase espiritual de Encontros Imediatos do Terceiro Grau, a ternura de E.T. – O Extraterrestre ou o terror urbano de Guerra dos Mundos.

Aqui, o tom parece mais próximo de um thriller contemporâneo, ancorado no medo colectivo, na desinformação e na reacção em cadeia de um mundo hiperconectado. O argumento foi desenvolvido em colaboração com David Koepp, parceiro habitual de Spielberg em títulos como Jurassic ParkO Mundo Perdido e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Depois de The Fabelmans, um novo olhar para o desconhecido

Após o intimista The Fabelmans, um drama semi-autobiográfico sobre a sua infância e o nascimento do amor pelo cinema, Spielberg regressa agora a um cinema mais expansivo e especulativo. Se The Fabelmans olhava para o passado, Disclosure Day parece olhar directamente para o futuro — e para o momento exacto em que a Humanidade perde o privilégio da ignorância.

A frase-chave do trailer resume bem a ambição do filme: “Este Verão, a verdade pertence a sete mil milhões de pessoas.”Não é apenas uma revelação científica. É uma mudança de paradigma.

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Disclosure Day estreia nos cinemas a 12 de Junho e promete ser um dos grandes acontecimentos cinematográficos do Verão.

Os Minions Estão de Volta — e Desta Vez Trazem Monstros no Reboque

Trailer do Super Bowl revela primeiras imagens e título oficial de Minions & Monsters

Os Minions nunca sabem entrar em cena de forma discreta — e o Super Bowl foi, mais uma vez, o palco ideal para provar isso. Durante a edição de 2026 do maior evento televisivo norte-americano, a Universal apresentou o primeiro vislumbre do novo capítulo protagonizado pelas pequenas criaturas amarelas, revelando oficialmente o título Minions & Monsters.

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O spot exibido durante o jogo foi curto, simples e deliberadamente caótico: um Minion corre em direcção à câmara, sobre um fundo branco imaculado, gritando “Minions!”… seguido de um inesperado “Monster!” e de um rugido ameaçador vindo de fora de campo. Antes de desaparecer, a mensagem final é clara: “Watch the trailer”. Pouco depois, o trailer completo foi disponibilizado online, confirmando que a loucura está longe de terminar.

Um novo filme, o mesmo caos controlado

Universal Pictures estreia Minions & Monsters nos cinemas a 1 de Julho, apostando novamente numa das propriedades mais rentáveis da animação moderna. A realização fica a cargo de Pierre Coffin, figura incontornável do universo Gru – O Maldisposto, responsável pelos três primeiros filmes da saga principal e pelo primeiro spin-off dedicado aos Minions.

Coffin não só realiza como volta a dar voz aos icónicos personagens, agora a partir de um argumento escrito por Brian Lynch. A produção pertence à Illumination, com Chris Meledandri e Bill Ryan como produtores.

De ajudantes de vilão a fenómeno global

Os Minions surgiram pela primeira vez em Gru – O Maldisposto, como ajudantes do ex-supervilão Gru, personagem com voz de Steve Carell. O que começou como um elemento cómico secundário rapidamente se transformou no verdadeiro motor da franquia.

Desde então, a saga expandiu-se com vários filmes spin-off, incluindo Minions: A Ascensão de Gru, e mais recentemente Gru – O Maldisposto 4. No total, entre filmes de Gru e Minions, a franquia soma perto de 5 mil milhões de dólares em receitas de bilheteira a nível mundial — um número que fala por si.

Para onde podem ir os Minions a seguir?

A resposta curta é: praticamente para qualquer lado. Em entrevista concedida em 2024, aquando da estreia de Gru – O Maldisposto 4, o realizador Chris Renaud admitiu que a equipa criativa está constantemente a explorar novas possibilidades para as personagens.

“Há sempre conversas sobre o que podemos fazer e para onde podemos levar estas figuras”, explicou. “Como mantê-las frescas, excitantes e diferentes.” Minions & Monsters parece ser precisamente o resultado dessa vontade de mexer na fórmula, introduzindo novos elementos — neste caso, monstros — sem abdicar da anarquia infantil que tornou os Minions um fenómeno transversal a gerações.

Um sucesso anunciado… com gargalhadas garantidas

Ainda que o trailer completo revele pouco sobre a história, uma coisa parece segura: Minions & Monsters não pretende reinventar a roda, mas sim fazê-la girar mais depressa e com mais barulho. O Super Bowl serviu para lembrar ao público que estes personagens continuam vivos, populares e prontos para dominar mais um Verão nas salas de cinema.

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Se haverá monstros verdadeiramente assustadores ou apenas mais uma desculpa para caos absoluto? Isso ficará para Julho. Mas, conhecendo os Minions, o desastre é garantido — e as gargalhadas também.

Nem Todos Aplaudiram: Teaser de The Mandalorian and Grogu no Super Bowl Está a Dividir os Fãs de Star Wars

Paródia, nostalgia e frustração: o anúncio milionário da Disney que deixou muitos a pedir mais (e melhor)

O Super Bowl é, há muito, um palco privilegiado para grandes revelações cinematográficas. Mas nem sempre mais visibilidade significa mais entusiasmo. O teaser de The Mandalorian and Grogu, exibido durante o Super Bowl, acabou por gerar uma reacção surpreendentemente polarizada entre os fãs de Star Wars — e não propriamente pelas melhores razões.

Com vários estúdios de peso, incluindo a Marvel, a optarem por ficar de fora do evento este ano, muitos espectadores aguardavam que a Disney aproveitasse o momento para mostrar finalmente algo mais substancial do muito aguardado regresso de Din Djarin e Grogu, agora em formato de longa-metragem. Em vez disso, receberam um anúncio de 30 segundos que mais parecia… um anúncio.

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Um anúncio caro com espírito de paródia

O spot, que terá custado cerca de 10 milhões de dólares para ser exibido, mostra Din Djarin e o inevitável Grogu a atravessarem uma paisagem gelada — assumidamente inspirada em Hoth — numa carruagem puxada por Tauntauns. Até aqui, tudo bem. O problema, para muitos fãs, surgiu com o tom: o anúncio imita descaradamente os clássicos reclames da Budweiser com cavalos Clydesdale, incluindo uma narração solene ao estilo de Sam Elliott.

O resultado? Uma peça publicitária divertida, bem produzida e cheia de referências… mas que deixou uma parte significativa do fandom frustrada. Nas redes sociais, multiplicaram-se as reacções divididas. Uns elogiaram a ousadia e o humor, outros acusaram a Disney de desperdiçar uma oportunidade de ouro para convencer o público de que este projecto é um verdadeiro “evento cinematográfico” — e não apenas The Mandalorian em versão longa.

Expectativas criadas… e não cumpridas

A crítica mais recorrente prende-se com o facto de o teaser não mostrar praticamente nada de novo sobre a história, o tom ou a escala do filme. O Super Bowl habituou os espectadores a trailers robustos e reveladores — basta lembrar o impacto de Deadpool & Wolverine noutras edições. Quando se prometem “novas imagens”, a expectativa raramente é a de um sketch estilizado e inconsequente.

Para muitos fãs, o anúncio reforça um receio já existente: o de que The Mandalorian and Grogu seja percebido como uma quarta temporada disfarçada da série, em vez de um verdadeiro salto cinematográfico dentro do universo Star Wars. A opção por efeitos práticos e um visual mais contido, que alguns classificaram como “qualidade televisiva”, também não ajudou a dissipar essas dúvidas.

Um calendário apertado e marketing tímido

O filme tem estreia marcada para 22 de Maio de 2026 — ou seja, pouco mais de três meses após o Super Bowl. Para um projecto desta dimensão, o esforço promocional tem sido surpreendentemente discreto. Tirando um trailer inicial pouco entusiasmante, a campanha de marketing tem deixado muito por explicar, sobretudo junto do público menos fiel à série.

O Super Bowl parecia o momento ideal para mudar essa narrativa, afirmar claramente que este é um Star Wars pensado para o grande ecrã e elevar as expectativas. Em vez disso, o teaser acabou por reforçar a sensação de ambiguidade em torno do projecto.

Sucesso garantido… mas e depois?

Apesar de toda a polémica, é difícil imaginar que o filme não seja um sucesso de bilheteira no arranque. A marca Star Wars, a popularidade de Grogu e o carisma de Pedro Pascal continuam a ser trunfos fortíssimos. A verdadeira questão está no pós-estreia: será que o entusiasmo se mantém? Ou as reacções mornas ao marketing vão influenciar o boca-a-boca?

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Por agora, The Mandalorian and Grogu continua envolto numa nuvem de curiosidade, expectativa… e alguma desconfiança. E, num universo onde a Força vive do equilíbrio, talvez esta divisão entre fãs seja apenas o primeiro grande teste do filme.

Cliff Booth Está de Volta — e o Super Bowl Foi o Palco Perfeito para a Surpresa da Netflix

Brad Pitt regressa ao icónico personagem de Tarantino num teaser inesperado exibido durante o Super Bowl

Há coincidências demasiado perfeitas para serem ignoradas — e a Netflix soube aproveitá-las. Exactamente 57 anos depois de Cliff Booth e Rick Dalton se sentarem no bar do Musso & Frank para discutir o futuro, a personagem interpretada por Brad Pitt voltou a surgir… agora em carne, osso e teaser trailer. A estreia do primeiro vislumbre de The Adventures of Cliff Booth aconteceu durante o Super Bowl de 8 de Fevereiro de 2026, numa jogada que combina nostalgia cinéfila com músculo mediático.

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Para os fãs de Once Upon a Time in Hollywood, a simetria não passa despercebida. A data original da cena — 8 de Fevereiro de 1969 — faz parte da mitologia do filme de Quentin Tarantino, conhecido pela obsessão com detalhes temporais e históricos. Desta vez, a ficção encontrou a realidade… em horário nobre e com milhões de espectadores.

Um teaser discreto, provocador e cheio de pistas

Embora o trailer ainda não tenha sido oficialmente disponibilizado pela Netflix fora da emissão televisiva, a descrição das imagens já é suficiente para incendiar teorias. O teaser decorre após os acontecimentos do filme original, com Cliff Booth — novamente interpretado por Brad Pitt — a admitir, de forma lacónica, que ajudou Rick Dalton a “conter os intrusos hippies”, numa clara referência ao clímax alternativo do filme de 2019.

A conversa acontece com a personagem de Elizabeth Debicki, que tenta extrair mais detalhes, enquanto Rick, fiel ao seu perfil, prefere o silêncio. A partir daí, o teaser transforma-se numa montagem quase hipnótica: Cliff a caminhar entre edifícios, uma mansão em Malibu com Carla Gugino, gangsters asiáticos armados com um martelo, uma sala de projecção, excertos de um filme de blaxploitation, um demolition derby, o icónico Big Kahuna Burger — e muito mais.

Tudo embalado pelo tema de Peter Gunn, num piscar de olho à televisão clássica e à cultura pop americana.

Sem cigarros, sem álcool… e sem pedir licença

Um dos detalhes mais comentados do teaser é aquilo que não aparece. Não há cigarros visíveis, bebidas alcoólicas, nudez ou palavrões. Sempre que Cliff Booth surge a fumar, o cigarro é riscado de forma grosseira no ecrã — uma provocação óbvia aos padrões televisivos e, simultaneamente, um gesto irreverente que parece dizer: “sabemos que isto é censura… e estamos a brincar com isso”.

Também curioso é o facto de o título do projecto não surgir em lado nenhum do teaser. Mas quando se tem Brad Pitt a regressar a um papel que lhe valeu um Óscar, a marca fala por si.

De duplo a fixer: Cliff Booth ganha nova vida

A história baseia-se no romance Once Upon a Time in Hollywood: A Novel, escrito pelo próprio Tarantino, que expandiu significativamente o passado e a mitologia de Cliff Booth. Entre os novos elementos está um confronto mortal com capangas ligados à máfia de Hollywood, bem como a transição de Booth de duplo de Rick Dalton para uma espécie de fixer da indústria cinematográfica.

Os detalhes da narrativa permanecem em segredo, mas já se sabe que o elenco inclui Yahya Abdul-Mateen IIScott Caan e JB Tadena.

David Fincher assume o comando — Tarantino passa o testemunho

A realização fica a cargo de David Fincher, a partir de um argumento escrito por Tarantino. Questionado sobre a razão para não realizar o projecto, Tarantino foi honesto: sente que já percorreu aquele território criativo e procura agora algo verdadeiramente desconhecido.

“Adoro este argumento, mas estou a caminhar por terrenos que já percorri”, explicou num podcast. “O meu próximo filme tem de ser algo onde eu não saiba exactamente o que estou a fazer.”

“Coming Soon”… e a ansiedade instalada

Quanto à data de estreia, o teaser limita-se a prometer “Coming Soon”. O suficiente para deixar os fãs em suspenso — e para confirmar que a Netflix está disposta a apostar forte no legado tarantinesco.

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Cliff Booth voltou. E, ao que tudo indica, Hollywood ainda não se livrou dele.

Sam Raimi Cumpre Promessa e Dá Finalmente a Rachel McAdams o Papel Que Hollywood Lhe Devia

Depois de Doctor Strange, o realizador regressa à actriz com um papel sombrio e surpreendente em Send Help

Há promessas que Hollywood faz em silêncio — e que, felizmente, acabam por ser cumpridas. Sam Raimi revelou que ficou com a sensação clara de que Rachel McAdams foi subaproveitada em Doctor Strange in the Multiverse of Madness, e que saiu dessa experiência com uma ideia fixa: voltar a trabalhar com a actriz… mas agora a sério.

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Em declarações recentes à Total Film, Raimi não deixou margem para dúvidas. McAdams, que interpretou novamente a Dra. Christine Palmer no Universo Cinematográfico da Marvel, merecia muito mais espaço dramático. “Vi o quão talentosa ela é e senti que foi, de facto, subutilizada”, confessou o realizador. “Prometi a mim próprio que iria trabalhar com ela outra vez.”

Essa promessa materializou-se em Send Help, um thriller de sobrevivência que, apesar de partir de uma premissa aparentemente simples, se transforma num exercício cruel de tensão psicológica — e numa inesperada desconstrução da imagem pública de McAdams.

De figura calorosa a ameaça imprevisível

Em Send Help, Rachel McAdams interpreta Linda, uma executiva que sobrevive a um acidente de avião juntamente com o seu chefe Bradley, vivido por Dylan O’Brien. Isolados numa ilha deserta, os dois são obrigados a cooperar para sobreviver… mas rapidamente as tensões acumuladas do passado profissional emergem com violência.

O grande trunfo do filme está precisamente na transformação da personagem de McAdams. Conhecida por papéis empáticos e emocionalmente acessíveis, a actriz é aqui empurrada para um território mais sombrio. Raimi sublinha que essa inversão foi totalmente intencional: o público entra no filme a confiar nela — e isso torna a viragem ainda mais perturbadora.

Segundo o realizador, a ideia de escalar McAdams como potencial vilã partiu também da produtora Zainab Azizi, que destacou o facto de a actriz nunca ter explorado verdadeiramente esse lado mais cruel. O resultado, garante Raimi, é uma surpresa constante para o espectador.

Um thriller que recusa caminhos óbvios

Raimi descreve Send Help como um filme que não quer saber “quem fez o quê”, mas sim “o que vem a seguir”. Não há estrutura clássica de mistério nem conforto narrativo. O realizador aposta numa sucessão de viragens inesperadas, onde cada decisão parece levar o filme para um lugar que o público não antecipa.

Essa abordagem encaixa perfeitamente no ADN de Raimi, conhecido por brincar com expectativas desde The Evil Deadaté aos seus thrillers mais recentes. Aqui, a tensão nasce não apenas da sobrevivência física, mas da erosão moral das personagens — e da percepção de que ninguém é exactamente aquilo que parecia ser no início.

Um reencontro que já está a dar frutos

Send Help encontra-se actualmente em exibição nos cinemas e está no bom caminho para alcançar o primeiro lugar do box office norte-americano no seu segundo fim-de-semana, mesmo competindo com a atenção mediática do Super Bowl. Um sinal claro de que a aposta de Raimi não foi apenas artística, mas também estratégica.

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Para Rachel McAdams, este papel pode marcar um ponto de viragem na sua carreira recente. Para Sam Raimi, é a confirmação de que, às vezes, cumprir uma promessa pessoal pode resultar num dos filmes mais inquietantes do ano.

A Música Não Era Para Aqui: Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood Exigem Remoção de Tema de Phantom Thread do Documentário Melania

Utilização não autorizada da banda sonora gera polémica e levanta questões sobre direitos criativos em Hollywood

Nem todo o silêncio é elegante — e, neste caso, a música também não estava no sítio certo. Paul Thomas Anderson e Jonny Greenwood pediram formalmente a remoção de um excerto da banda sonora de Phantom Thread do controverso documentário Melania, alegando uma violação directa do acordo contratual do compositor.

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A revelação foi feita através de um comunicado conjunto, obtido pela Variety, depois de ter sido detectada a utilização de música do filme de 2017 no documentário realizado por Brett Ratner, centrado na figura da antiga Primeira-Dama dos Estados Unidos. Greenwood foi claro: apesar de não deter os direitos de autor da partitura — pertencentes à Universal —, o estúdio falhou ao não o consultar para esta utilização por terceiros, algo que constitui uma quebra explícita do seu contrato como compositor.

Phantom Thread: uma identidade sonora demasiado específica para ser reciclada

A decisão não surpreende quem conhece a relação quase simbiótica entre Anderson e Greenwood. Em Phantom Thread, a música não é mero acompanhamento: é nervo, tensão, desejo e ameaça contida. A partitura, marcada por cordas inquietas e uma elegância venenosa, foi amplamente elogiada pela crítica, incluindo Owen Gleiberman, da Variety, que destacou a sua atmosfera “rapturária, carregada de ansiedade”, evocando o suspense hitchcockiano dos anos 50.

Transportar essa identidade sonora para um documentário político — ainda por cima sem consentimento criativo — não é apenas uma questão legal, mas também artística. Para Anderson e Greenwood, a música foi retirada do seu contexto narrativo e emocional, perdendo significado e integridade.

Um documentário caro, polémico… e financeiramente difícil de justificar

O caso ganha ainda mais peso quando se olha para os números em redor de Melania. O documentário arrecadou cerca de 13,35 milhões de dólares nas bilheteiras norte-americanas após duas semanas — um valor respeitável para o género, mas claramente insuficiente face ao investimento colossal da Amazon MGM Studios.

Segundo dados revelados pela imprensa especializada, o estúdio terá pago cerca de 40 milhões de dólares pelos direitos do filme e de uma série documental associada, somando depois mais 35 milhões em marketing para a estreia em sala. Um gasto praticamente sem precedentes no universo dos documentários, levantando suspeitas na indústria sobre possíveis motivações políticas por detrás da operação.

Jonny Greenwood: mais compositor de cinema do que rockstar

Nos últimos 25 anos, Jonny Greenwood tem sido mais prolífico no cinema do que nos palcos com os Radiohead. Para além de Phantom Thread, assinou ou colaborou em bandas sonoras de filmes como There Will Be BloodInherent ViceLiquorice Pizza e One Battle After Another, consolidando-se como um dos compositores mais singulares do cinema contemporâneo.

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Este episódio reforça uma ideia essencial: a música no cinema não é decorativa. É autoria. É narrativa. E não pode ser usada como papel de parede sonora sem o consentimento de quem a criou.

O Regresso de Ghostface Está Próximo… e Nunca Foi Tão Pessoal

Gritos 7 chega aos cinemas com IMAX, pré-vendas abertas e Sidney Prescott de volta ao centro do pesadelo

A contagem decrescente começou oficialmente. Ghostface está de regresso e, desta vez, não vem apenas para reavivar traumas antigos — vem para atacar onde mais dói. Com a divulgação do novo poster oficial e de um spot promocional exibido durante o Super Bowl, Gritos 7 prepara-se para chegar aos cinemas portugueses a 26 de Fevereiro de 2026, marcando também um momento histórico para a saga: é o primeiro filme Gritos a estrear em salas IMAX®  .

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Sidney Prescott regressa… mas o passado nunca ficou para trás

Anos depois de ter sobrevivido a sucessivos massacres, Sidney Prescott tentou aquilo que sempre lhe foi negado: uma vida normal. Longe de Woodsboro, longe das máscaras, longe das chamadas telefónicas sinistras. Mas, como a própria saga nos ensinou, o terror não esquece — apenas espera.

Neste novo capítulo, Neve Campbell regressa ao papel que definiu uma geração de final girls, agora numa fase mais madura da personagem. Sidney é mãe, tem uma filha adolescente e acredita que deixou o pior para trás. Até surgir um novo Ghostface, mais próximo, mais obsessivo e com motivações profundamente pessoais.

A filha de Sidney, interpretada por Isabel May, torna-se o novo alvo do assassino, forçando a protagonista a confrontar, mais uma vez, os fantasmas do seu passado. O resultado promete ser um dos capítulos mais intensos emocionalmente de toda a saga, elevando o suspense psicológico a um novo patamar.

Um Gritos maior, mais intenso… e agora em IMAX®

Para além da narrativa mais íntima, Gritos 7 aposta também numa experiência cinematográfica reforçada. Pela primeira vez, um filme da saga estreia em formato IMAX®, juntando-se ainda às exibições em 4DX e D-BOX nos cinemas portugueses. Uma escolha que sublinha a ambição deste novo capítulo, pensado para ser sentido tanto no corpo como nos nervos.

As pré-vendas de bilhetes já estão disponíveis, permitindo aos fãs garantir lugar antecipadamente — incluindo nas sessões IMAX, que prometem tornar cada aparição de Ghostface ainda mais sufocante  .

Um elenco recheado e uma banda sonora com peso próprio

Além de Neve Campbell, o elenco reúne vários rostos familiares da nova fase da franquia, como Courteney Cox, Jasmin Savoy Brown e Mason Gooding, ao lado de novas adições como Anna Camp, Joel McHale e Mckenna Grace.

No plano musical, Gritos 7 contará com canções originais de artistas como Jessie Murph, Stella Lefty, Sueco e a banda Ice Nine Kills, com participação especial de Mckenna Grace — uma aposta clara em cruzar o terror cinematográfico com uma identidade sonora contemporânea.

O regresso às origens… com novas feridas abertas

Realizado por Kevin Williamson, criador original da saga, Gritos 7 assume-se como um regresso às raízes, mas sem nostalgia fácil. Aqui, o terror não vive apenas da auto-referência ou do humor meta — vive da ameaça real àquilo que Sidney sempre tentou proteger.

Estes São Mesmo os 8 Melhores Filmes do Sundance 2026 Segundo a Rotten Tomatoes

No fim, a pergunta mantém-se: quantas vezes se pode sobreviver ao mesmo pesadelo antes de ele nos destruir por dentro?

A resposta começa a 26 de Fevereiro, nos cinemas.

Park City Perde Sundance e a Fatura é Pesada: Menos 180 Milhões de Euros na Economia Local

A despedida do Sundance Film Festival deixa um vazio económico — e cultural — no Utah

Depois de mais de 40 anos a transformar Park City, no Utah, num dos epicentros mundiais do cinema independente, o Sundance Film Festival despediu-se definitivamente da cidade. A partir de 2027, o festival muda-se para Boulder, no Colorado, deixando para trás não apenas memórias cinéfilas, mas também um impacto económico difícil de ignorar: cerca de 196 milhões de dólares, o equivalente a aproximadamente 180 milhões de euros, que deixaram de entrar anualmente na economia local.

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Em 2025, a última edição completa em Park City atraiu 85.472 visitantes, um crescimento de 17% face ao ano anterior. Durante cerca de dez dias, hotéis, restaurantes, bares, transportes e comércio local funcionavam em modo de sobrecarga máxima. A partir de agora, esse fluxo económico seguirá para outro destino.

Uma decisão polémica… mas não inesperada

A decisão de abandonar Park City foi tomada após um processo competitivo de candidaturas, no qual uma proposta conjunta entre Park City e Salt Lake City chegou à fase final, juntamente com Cincinnati. Ainda assim, o festival acabou por escolher Boulder, decisão que caiu como um choque para muitos residentes.

Apesar disso, o presidente da câmara de Park City, Ryan Dickey, tenta desdramatizar o impacto imediato.

“Não diria que isto é esmagador. Fizemos tudo para manter o festival, mas também conhecemos bem os desafios que o Sundance enfrentava aqui”, afirmou ao SFGATE.

Mesmo que o festival tivesse permanecido no Utah, o plano do estado previa deslocar o centro de gravidade para Salt Lake City, mantendo Park City apenas como pólo secundário para eventos especiais.

Incentivos: Utah perdeu para o Colorado

O Utah apresentou uma proposta robusta: mais de 11 milhões de euros por ano em incentivos financeiros e apoios em espécie, acrescidos de cerca de 9 milhões de euros em donativos privados. No entanto, parte significativa desses apoios dependia de candidaturas a fundos e processos burocráticos.

O Colorado foi mais directo e agressivo: um pacote de cerca de 63 milhões de euros em incentivos ao longo de 10 anos, incluindo créditos fiscais, transportes gratuitos, passes para bicicletas eléctricas, estacionamento, segurança pública e apoio municipal garantido. Para Boulder, o dinheiro foi apenas parte do argumento.

Segundo Cris Jones, director de parcerias estratégicas da cidade, o Sundance “já tinha ultrapassado há muito a escala física de Park City”.

Trânsito, alojamento e frustração local

Para muitos residentes, o festival sempre foi uma relação de amor-ódio. Durante quatro ou cinco dias, a pequena cidade de montanha entrava em colapso total de trânsito, com SUVs pretos, estrelas de cinema e equipas de imprensa a dominar as ruas.

Além disso, 88% da força laboral de Park City vive fora da cidade, o que agravava ainda mais os constrangimentos diários. O alojamento era outro problema crónico: preços médios de cerca de 630 euros por noite, levando muitos participantes a dividir quartos, dormir em sofás ou até no chão.

“Se pensarmos nos jovens cineastas que frequentam festivais, muitos simplesmente não conseguiam pagar para ficar em Park City”, reconheceu Dickey.

Park City continua a ser… uma estância de ski

Apesar da associação mediática ao Sundance, a verdadeira espinha dorsal económica da região continua a ser o ski. Na temporada 2024-2025, a indústria do ski gerou cerca de 2,3 mil milhões de euros no Utah, sendo 1,2 mil milhões apenas no condado de Summit, onde se localiza Park City.

As grandes operadoras — Vail Resorts e Alterra Mountain Company — continuam a investir fortemente, com novas pistas, infra-estruturas e teleféricos. A esperança da autarquia é que dois fins-de-semana extra de ski possam compensar parte da ausência do festival.

Ainda assim, as contas não fecham totalmente: 10 dias fortes de ski geram cerca de 80 milhões de euros, bem abaixo do impacto anual do Sundance.

Restaurantes cheios… mas sem pânico

Negócios locais como o bar O’Shucks White House confirmam que o festival representa os 10 dias mais lucrativos do ano, com aumentos de faturação entre 200% e 400%. Ainda assim, o gerente Manny Luna acredita que o impacto será amortecido com mais visitantes locais e esquiadores.

“O que assusta mesmo é não haver neve. Se não houver neve, não vem ninguém — isso sim é preocupante.”

Um vazio cultural difícil de substituir

Mais difícil de quantificar é o impacto cultural. O histórico Egyptian Theatre, berço original do Sundance, tornou-se um símbolo do festival. Recebeu figuras como Robert Redford, Bill Gates e até Bill e Hillary Clinton, tudo no pequeno átrio de um teatro de montanha.

Apesar da saída do festival, o proprietário garante que não haverá despedimentos e aponta vantagens para os residentes, como preços mais acessíveis e menos filas.

“É como ver um amigo partir”

Para os cinéfilos de longa data, nada substitui o Sundance. Sean Baker, voluntário durante 20 anos e espectador de mais de 850 filmes no festival, resume o sentimento:

“É incrível ver realizadores começarem aqui e tornarem-se gigantes do cinema. Ver o festival sair de Park City é, honestamente, de partir o coração.”

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Baker irá seguir o Sundance até Boulder, mas admite: não será a mesma coisa.

Estes São Mesmo os 8 Melhores Filmes do Sundance 2026 Segundo a Rotten Tomatoes

Do horror corporal à comédia romântica reconfortante, um festival em grande forma

Sundance Film Festival 2026 despediu-se de Park City, no Utah, com emoção à flor da pele. Houve homenagens sentidas — como o tributo a Robert Redford, fundador do festival —, gargalhadas nostálgicas na sessão de aniversário de Little Miss Sunshine e, acima de tudo, cinema de alto nível. Muito cinema.

Apesar da incerteza sobre o futuro do festival na nova localização em Boulder, no Colorado, a edição de 2026 confirmou algo essencial: o Sundance continua a ser um dos grandes termómetros do cinema independente mundial. E segundo a Rotten Tomatoes, estes foram os oito melhores filmes exibidos no festival — uma selecção que atravessa géneros, tons e sensibilidades, mas que partilha um denominador comum: qualidade acima da média.

🎬 Os 8 filmes que marcaram o Sundance 2026

Ha-Chan, Shake Your Booty! (2026)

Uma comédia dramática vibrante sobre Haru, uma bailarina a recuperar de uma tragédia pessoal que encontra um novo impulso artístico — e emocional — graças a uma paixão inesperada. Com Rinko Kikuchi em grande forma e Alberto Guerra como instrutor carismático, o filme conquistou público e crítica pelo seu visual exuberante e pelo tom entre o delírio e a melancolia.

Josephine (2026)

Vencedor do Prémio do Público e do Grande Prémio do JúriJosephine foi um dos títulos mais comentados do festival. A história acompanha uma criança que testemunha uma agressão sexual, filmada de forma a colocar o espectador dentro da mente traumatizada da protagonista. A interpretação de Mason Reeves foi amplamente elogiada, tal como o trabalho de Channing Tatum e Gemma Chan.

Mum, I’m Alien Pregnant (2026)

O título chama a atenção — e o filme corresponde. Esta comédia de horror corporal mistura gravidez alienígena, tentáculos e muito humor grotesco, num híbrido improvável entre mumblecore e gross-out horror. Estranho, encantador e surpreendentemente eficaz, tornou-se rapidamente um favorito cult do festival.

The Incomer (2026)

Uma comédia negra sobre isolamento distópico e choque cultural. Dois irmãos vivem numa ilha remota segundo regras rígidas deixadas pelo pai falecido, até à chegada de um funcionário público socialmente desajustado. O resultado é uma sátira deliciosa sobre integração social, identidade e crescimento pessoal, com gargalhadas desconfortáveis pelo meio.

The Invite (2026)

Uma das grandes sensações do Sundance. Realizado e protagonizado por Olivia Wilde, este dramedy farsesco acompanha um casal em crise forçado a engolir os seus problemas quando recebe vizinhos ainda mais caóticos para jantar. O guião de Will McCormack e Rashida Jones foi amplamente elogiado e o filme desencadeou uma guerra de licitações entre estúdios.

The Moment (2026)

O mockumentary de Charli XCX foi o bilhete mais disputado do festival. Inspirado em This Is Spinal Tap, o filme satiriza a indústria da música, a mercantilização da arte e a construção de marcas pessoais. Dividiu opiniões, mas conquistou críticos que elogiaram o humor afiado e a leitura certeira do conflito entre arte e comércio.

The Weight (2026)

Um drama histórico intenso protagonizado por Ethan Hawke. Ambientado durante a Grande Depressão, o filme segue um homem enviado para um campo de trabalho forçado e confrontado com uma proposta moralmente devastadora: contrabandear ouro para conquistar a liberdade. Um filme duro, exigente e amplamente elogiado pela interpretação física e emocional de Hawke.

Carousel (2026)

O título mais “confortável” da lista, mas não menos digno. Esta comédia romântica delicada acompanha um médico divorciado que reencontra um amor do passado. Com Chris Pine e Jenny Slate, Carousel conquistou críticos pela sua sensibilidade, paciência narrativa e charme clássico, evocando romances cinematográficos de outra era.

Sundance continua a ditar tendências

A selecção da Rotten Tomatoes confirma que o Sundance 2026 foi tudo menos tímido: houve risco, diversidade e propostas que vão do desconforto absoluto ao puro aconchego emocional. Se este é o prenúncio do cinema que aí vem, então o futuro continua — felizmente — muito independente.

Muito Barulho Mediático, Poucos Bilhetes Vendidos: Melania  Falha Estreia no Reino Unido

O documentário sobre a primeira-dama americana passa quase despercebido nas salas britânicas

Apesar de toda a polémica, curiosidade mediática e ruído político que antecederam a sua estreia, Melania revelou-se um verdadeiro fiasco comercial no Reino Unido. O documentário centrado na primeira-dama dos Estados Unidos arrecadou apenas cerca de 38.600 euros no seu primeiro fim-de-semana em cartaz, valor que o colocou num discreto 29.º lugar do box office britânico — muito longe de qualquer impacto relevante junto do público.

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Exibido em 155 salas, o filme registou uma média de apenas cerca de 249 euros por cinema, um número que ajuda a explicar o cenário descrito por vários jornalistas: sessões quase vazias e, nalguns casos, totalmente desertas.

Um investimento milionário… com retorno mínimo

O desempenho fraco torna-se ainda mais embaraçoso quando comparado com o investimento envolvido. A Amazon terá desembolsado aproximadamente 33,9 milhões de euros apenas para adquirir os direitos de distribuição e assegurar a promoção do documentário. O custo total do projecto — produção incluída — é estimado em cerca de 69 milhões de euros.

Um contraste brutal com a realidade das salas britânicas, onde Melania mal conseguiu justificar a sua presença em cartaz.

Sessões vazias… e jornalistas em maioria

Antes da estreia, os sinais já eram preocupantes. Tim Richards, director executivo da cadeia de cinemas Vue, descreveu as vendas antecipadas como “fracas”. No dia de estreia, essa previsão confirmou-se: várias sessões decorreram com menos de meia dúzia de espectadores.

Em Londres, uma projecção no Vue Westfield Stratford contou com apenas cinco pessoas na sala — duas das quais jornalistas. Algumas exibições, como no Vue Islington, estiveram mais compostas, mas quase exclusivamente por membros da imprensa, depois de a Amazon ter decidido não realizar sessões de antevisão.

Enquanto 

Melania

 cai, outros filmes sobem

O contraste com outros títulos em exibição é particularmente revelador. No topo do box office britânico da semana surge Hamnet, realizado por Chloé Zhao, que liderou com cerca de 1,64 milhões de euros no fim-de-semana, elevando o seu total acumulado para aproximadamente 17,3 milhões de euros.

Outro caso que sublinha o embaraço de Melania é Iron Lung, um filme de terror independente financiado pelo YouTuber Mark Fischbach (Markiplier). Produzido com um orçamento modesto de cerca de 2,8 milhões de euros, o filme já arrecadou mais de 19 milhões de euros a nível global. No Reino Unido, alcançou o 4.º lugar, com receitas na ordem dos 1,11 milhões de euros, superando inclusivamente Shelter, protagonizado por Jason Statham.

Crítica demolidora, apoio ideológico

A recepção crítica a Melania tem sido amplamente negativa, com avaliações a rondar os 10% de aprovação da críticaem plataformas especializadas. Curiosamente, o público apresenta uma taxa de aprovação próxima dos 99%, algo interpretado por muitos analistas como um gesto político de apoio a Donald Trump, mais do que uma apreciação cinematográfica genuína.

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Numa crítica particularmente dura, o jornalista Nick Hilton descreveu o filme como “algo entre reality show encenado e ficção deliberada”, afirmando que Melania “não é, na verdade, um documentário”.

Muito ruído, pouco cinema

No final de contas, Melania confirma um fenómeno cada vez mais comum: a polémica gera cliques, mas não garante espectadores. No Reino Unido, o filme fez muito barulho fora das salas — mas dentro delas, o silêncio foi quase total.

Cinema Independente vs. Gigante de Hollywood: Amazon Impede Exibição de Melania num Cinema de Portland

Um cartaz provocador, um telefonema inesperado e uma decisão polémica

Um pequeno cinema independente na área de Portland está no centro de uma nova controvérsia que cruza cinema, política e liberdade de programação. O Lake Theater & Cafe, uma sala conhecida pelo seu tom irreverente e provocador, revelou ter sido impedido pela Amazon MGM Studios de continuar a exibir o documentário Melania, centrado na actual primeira-dama dos Estados Unidos. A decisão terá sido comunicada por telefone no início da semana e, segundo o cinema, prende-se não com o filme em si, mas com a forma como foi promovido.

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O documentário acompanha Melania Trump durante os 20 dias que antecederam a tomada de posse presidencial de Donald Trump e chegou às salas norte-americanas a 30 de Janeiro, com uma estreia comercial que rondou os sete milhões de dólares no primeiro fim-de-semana — um valor significativo para um documentário, ainda que longe de consensual junto da crítica.

Frases no letreiro que não agradaram à Amazon

De acordo com Jordan Perry, gerente-geral do Lake Theater & Cafe, o contacto da Amazon surgiu após a exibição de mensagens provocatórias no letreiro exterior da sala. Entre elas estavam frases como “Para derrotar o inimigo, é preciso conhecê-lo” e “A Melania veste Prada?”, uma referência óbvia ao filme The Devil Wears Prada. Para a distribuidora, este tom foi considerado inadequado, levando à retirada imediata do filme da programação.

Perry defende, no entanto, que a intenção nunca foi partidária nem propagandística. Pelo contrário: o cinema encara a exibição de filmes como um acto cultural, não como um endosso político. “Mostrar Melania não é apoiar Melania, nem esta administração, nem as suas políticas”, escreveu o responsável numa publicação no site oficial do cinema. “Para mim, não existe uma linha divisória entre querer ver um filme e querer mostrá-lo aqui.”

Um filme caro, polémico e divisivo

Produzido e promovido com um orçamento estimado em 75 milhões de dólares, Melania tem sido alvo de críticas severas, com alguns analistas a descrevê-lo como uma “viagem ao vazio”. Ainda assim, conseguiu despertar curiosidade suficiente para gerar receitas consideráveis e reacções intensas, tanto de apoio como de rejeição.

No caso do Lake Theater, a exibição do documentário já tinha provocado uma onda de críticas e mensagens negativas por parte de clientes habituais, que associavam a projecção do filme a uma posição política. Perry rejeita essa leitura e sublinha que o cinema não classifica os seus filmes como “políticos”, mas sim como obras que merecem ser vistas e debatidas.

Entre a programação e a sobrevivência

O responsável acrescenta ainda que as alternativas disponíveis naquele período — como o thriller classificado para adultos Send Help ou The Bone Temple — dificilmente teriam o mesmo impacto junto do público local. Para um cinema independente, a escolha de programação é também uma questão de sobrevivência económica.

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Até ao momento, a Amazon MGM Studios não respondeu aos pedidos de esclarecimento feitos pela estação local KOIN 6. O episódio levanta, mais uma vez, a questão do equilíbrio de poder entre grandes estúdios e salas independentes — e até que ponto a liberdade de exibição resiste quando entra em conflito com a imagem de um produto altamente sensível.

Paixão, Vento e Carne Viva: As Primeiras Reacções a Wuthering Heights de Emerald Fennell

Um clássico literário regressa… mais intenso do que nunca

A nova adaptação de Wuthering Heights ainda nem chegou oficialmente às salas de cinema e já está a incendiar as redes sociais. O filme realizado por Emerald Fennell teve esta semana as suas primeiras exibições para a imprensa e, apesar do embargo às críticas completas se manter até mais perto da estreia, marcada para 13 de Fevereiro, a Warner Bros. Picturesautorizou a divulgação de reacções nas redes sociais. O veredicto inicial parece consensual: esta versão de Wuthering Heights é intensa, visceral… e assumidamente ardente.

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Baseado no romance publicado em 1847 por Emily Brontë, o filme transporta-nos para os ventosos e inóspitos páramos de West Yorkshire, cenário de uma das histórias de amor mais tóxicas, obsessivas e trágicas da literatura inglesa. No centro da narrativa estão Catherine Earnshaw e Heathcliff, duas figuras condenadas a amar-se de forma destrutiva.

Margot Robbie e Jacob Elordi no olho do furacão

Nesta nova leitura cinematográfica, Catherine é interpretada por Margot Robbie, enquanto Heathcliff ganha corpo através de Jacob Elordi. As primeiras reacções destacam a química explosiva entre os dois protagonistas, sublinhando uma abordagem física, crua e emocionalmente intensa à relação central do filme — algo que parece alinhar-se perfeitamente com o estilo provocador de Fennell.

O elenco conta ainda com Hong Chau, Shazad Latif, Alison Oliver, Martin Clunes e Ewan Mitchell, compondo um conjunto que promete dar profundidade e tensão a um universo já de si carregado de conflito.

Um clássico revisitado… outra vez, mas com nova ferocidade

Wuthering Heights é, provavelmente, um dos romances mais adaptados da história do cinema. Desde a versão clássica de 1939 realizada por William Wyler, com Laurence Olivier, passando pela interpretação de Ralph Fiennes em 1992, até à leitura mais austera e naturalista de Andrea Arnold em 2011, o material de Brontë tem sido constantemente reinterpretado à luz de diferentes sensibilidades.

A expectativa em torno desta nova versão nasce precisamente do histórico recente de Emerald Fennell. Depois do impacto crítico e político de Promising Young Woman, vencedor do Óscar de Melhor Argumento Original, e do fenómeno cultural Saltburn, a realizadora construiu uma reputação assente na provocação, no desconforto e na exploração de dinâmicas de poder.

Expectativa elevada antes da estreia

Sem críticas formais ainda disponíveis, as reacções iniciais apontam para uma adaptação que não suaviza o material original — pelo contrário, parece amplificar a sua natureza obsessiva e carnal. Se Wuthering Heights sempre foi uma história de amor que dói, a versão de Fennell promete fazê-lo com ainda mais intensidade.

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A estreia acontece a 13 de Fevereiro. Até lá, o vento já começou a uivar… que mais não sejam as campanhas de vá ao cinema no dia dos namorados.

Pergunta Demais? SmartLess Entra em Terreno Escorregadio com Charli XCX

Um momento desconfortável que incendiou as redes sociais

O popular podcast SmartLess está no centro de uma polémica depois de um momento considerado desconfortável por muitos ouvintes durante uma conversa entre Jason Bateman e a cantora Charli XCX. O episódio, emitido esta semana, tinha como objectivo promover o novo filme da artista, The Moment, mas acabou por gerar reacções negativas devido a uma troca de palavras sobre maternidade.

Jimmy Kimmel promete “invadir” os Óscares se documentário sobre Melania Trump for nomeado 

Durante a conversa, Charli XCX falou abertamente sobre a sua infância como filha única e sobre a forma como os pais sempre apoiaram a sua carreira musical, chegando a acompanhá-la em actuações ainda adolescente. A artista explicou que essa experiência moldou a sua relação com o conflito e a maturidade emocional. Foi nesse contexto que Bateman lhe perguntou se pensava ter um filho — ou vários.

“Na verdade, não quero ter filhos”

A resposta da cantora foi directa e honesta: não sente vontade de ser mãe. Admitiu que a ideia pode mudar, mas reconheceu que o fascínio pela “fantasia” de ter um filho — como escolher um nome — lhe parece um sinal de que talvez ainda não esteja preparada. Uma reflexão pessoal, dita com leveza, que acabou por ganhar outro peso quando Bateman respondeu com uma história pessoal, sugerindo que Charli poderia “encontrar alguém” que a fizesse mudar de ideias.

A reacção da artista foi imediata: “Eu sou casada.” Bateman riu-se e respondeu que precisava de “ler um jornal de vez em quando”, assumindo o desconhecimento. O tom manteve-se cordial, mas nas redes sociais muitos fãs interpretaram o momento como pressão desnecessária sobre uma mulher em relação à maternidade, além de criticarem a falta de preparação do actor.

A filosofia do improviso… com riscos

O episódio reacendeu o debate em torno do formato do podcast, apresentado também por Will Arnett e Sean Hayes. Em SmartLess, apenas um dos anfitriões sabe quem será o convidado, enquanto os outros improvisam perguntas no momento. Esta abordagem espontânea é parte do charme do programa — e uma das razões do seu sucesso estrondoso, incluindo um contrato multimilionário com a SiriusXM.

No entanto, como ficou claro neste episódio, a improvisação também pode conduzir a momentos menos felizes. Ao longo da conversa, Bateman demonstrou desconhecer vários aspectos básicos da carreira de Charli XCX, incluindo o facto de a cantora ter popularizado o termo “brat”, algo que voltou a ser apontado como sinal de falta de pesquisa.

Sorriam, Está Tudo Sob Controlo: Um Sinal Secreto Chega ao TVCine Top

Sucesso, críticas e uma lição aprendida

Apesar da controvérsia, Charli XCX lidou com a situação com humor e serenidade, mostrando que aprendeu, ao longo dos anos, a gerir momentos de desconforto — mesmo sem irmãos para treinar em casa. Para SmartLess, fica o aviso: a informalidade pode ser uma virtude, mas nem sempre é inofensiva.

Nada Volta a Ser Igual: The Last of Us Mexe no Elenco e Redefine o Rumo da Série

Mudanças cirúrgicas numa das séries mais debatidas da HBO

The Last of Us continua a provar que não é apenas uma adaptação de videojogo bem-sucedida, mas também uma série disposta a correr riscos — mesmo quando isso significa enfrentar a ira de parte dos fãs. A produção da HBO prepara-se para a terceira temporada com alterações significativas no elenco e uma reconfiguração narrativa que promete dividir opiniões, tal como aconteceu com o material original.

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Baseada no aclamado jogo da Naughty Dog, a série transporta-nos para um mundo pós-apocalíptico devastado pelo vírus cordyceps, que transforma humanos em criaturas violentas e descontroladas. No centro da história estão Joel e Ellie, duas figuras marcadas pela perda, pela sobrevivência e por decisões moralmente ambíguas que continuam a ecoar muito para lá do ecrã.

Abby assume o centro da narrativa

A terceira temporada irá aprofundar a adaptação de The Last of Us Part II, mudando deliberadamente o foco da história. Desta vez, a narrativa será contada sobretudo a partir da perspectiva de Abby, interpretada por Kaitlyn Dever. A personagem lidera uma jornada de vingança em Seattle contra Joel, vivido por Pedro Pascal, numa abordagem que já no videojogo original se revelou tão ousada quanto polémica.

Ao seu lado surge Manny Alvarez, um soldado leal do grupo WLF e amigo próximo de Abby, agora interpretado por Jorge Lendeborg Jr.. A escolha marca uma mudança importante, já que o actor substitui Danny Ramirez, que não regressa para a nova temporada depois de ter participado em quatro dos sete episódios da segunda.

Novas personagens, novas leituras

Outra novidade no elenco é a entrada de Clea DuVall, que dará vida a uma personagem associada aos Seraphites — o culto religioso rival dos WLF. Curiosamente, esta figura parece ser uma criação original da série, já que no jogo não existe nenhuma personagem adulta com grande peso narrativo dentro deste grupo. Um sinal claro de que a adaptação televisiva continua a expandir e reinterpretar o universo criado para as consolas.

Um capítulo final já traçado

Com Craig Mazin a assumir sozinho o papel de showrunner, após a saída de Neil Druckmann, as filmagens arrancam em Março, em Vancouver, no Canadá. A HBO já confirmou que a terceira temporada será o capítulo final da série, decisão tomada ainda antes da estreia da segunda temporada, prevista para Abril de 2025.

Mesmo com uma recepção mais fria por parte de alguns fãs — especialmente devido às alterações introduzidas em relação ao jogo — The Last of Us mantém-se fiel à sua essência: uma história desconfortável, emocionalmente exigente e sem medo de quebrar expectativas.

Jimmy Kimmel promete “invadir” os Óscares se documentário sobre Melania Trump for nomeado 🎭

Uma piada que virou ameaça… ou promessa solene

Jimmy Kimmel voltou a apontar baterias à política americana — e aos seus satélites mediáticos — durante o monólogo de 2 de Fevereiro do Jimmy Kimmel Live. O alvo desta vez foi a reacção entusiasmada da Fox News ao documentário Melania, centrado na antiga Primeira-Dama dos Estados Unidos. Segundo uma comentadora do canal, o filme “deveria ser nomeado para os Óscares”. Kimmel não deixou passar.

“Se Melania for nomeado para um Óscar, eu vou apresentar essa cerimónia”, garantiu o humorista, entre aplausos do público. “Quer me convidem ou não. Eu vou insistir.” Uma frase que, no universo de Kimmel, soa menos a bravata e mais a aviso formal.

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Rotten Tomatoes vs. Fox News: dois mundos, dois termómetros

O comediante sublinhou o contraste entre a recepção crítica e o entusiasmo televisivo: enquanto o documentário soma uns modestos 7% no Rotten Tomatoes, na Fox News atinge uns imaculados 100%. Para Kimmel, trata-se apenas de uma diferença de critérios… e de realidade.

Já antes da estreia, o apresentador tinha classificado o filme como “um suborno de 75 milhões de dólares pago pela Amazon”, acusando o projecto de ser um exercício de vaidade com produção corporativa musculada. Após a estreia, voltou à carga, descrevendo os sete milhões arrecadados no primeiro fim-de-semana como “o maior sucesso de sempre para um projecto de vaidade não musical com aroma a suborno empresarial”.

Uma velha guerra com novos episódios

A relação de Kimmel com Donald Trump está longe de ser pacífica e já teve momentos memoráveis na cerimónia dos Óscares. Em 2024, enquanto apresentava a gala, Kimmel interrompeu o espectáculo para ler em voz alta um ataque pessoal publicado por Trump nas redes sociais.

A resposta foi instantânea, cruel e eficaz, com uma piada que terminou numa referência directa ao sistema prisional. Um daqueles momentos em que Hollywood pareceu esquecer o guião e lembrar-se de que, às vezes, a comédia é a arma mais afiada.

Óscares, sátira e um documentário improvável

Em 2026, a cerimónia será novamente apresentada por Conan O’Brien, mas Kimmel já deixou claro que está disponível para regressar — especialmente se Melania entrar na corrida dourada. Quanto ao documentário, que acompanha a antiga Primeira-Dama nas semanas que antecederam uma nova tomada de posse presidencial, continua a dividir opiniões, gargalhadas e canais de televisão.

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Se chegar aos Óscares, uma coisa é certa: Jimmy Kimmel não vai ficar calado.

Três Documentários, Três Mundos: Fevereiro é Mês de Olhar Portugal no TVCine Edition

O documentário nacional em destaque nas noites de sexta-feira

Fevereiro traz um convite especial para quem gosta de cinema que pensa, questiona e observa o mundo com atenção. O TVCine Edition dedica os fins de tarde e as noites de sexta-feira ao documentário português, reunindo três obras muito distintas entre si, mas unidas por um olhar inquieto e profundamente contemporâneo sobre identidade, território, memória e criação. O especial Documentários: Olhar Portugal decorre nos dias 6, 13 e 27 de Fevereiro, com exibição exclusiva no TVCine Edition e disponibilidade no TVCine+.  

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Da memória revolucionária à criação colectiva

O ciclo arranca a 6 de Fevereiro com Espiral em Ressonância, realizado por Filipa César e Marinho de Pina. O documentário acompanha a construção de uma mediateca comunitária em Malafo, na Guiné-Bissau, pensada como espaço de preservação e activação da memória do cinema militante guineense. Entre arquivos, gestos colectivos e reflexão política, o filme questiona a forma como se guarda o passado sem o cristalizar, criando antes condições para o futuro. Distinguido no Cinéma du Réel e no Porto/Post/Doc, é uma obra que cruza cinema, história e resistência cultural.

A Trafaria como mapa sensorial e humano

No dia 13 de FevereiroNa Trafaria propõe um exercício radicalmente diferente. Desenvolvido no âmbito de um projecto participativo da NOVA FCSH e realizado por Pedro Florêncio, o filme utiliza o cinema como ferramenta de mapeamento alternativo de um território muitas vezes esquecido. A Trafaria surge aqui como um organismo vivo, feito de fragmentos, memórias, vozes e paisagens, numa abordagem que cruza antropologia, experimentação e cartografia emocional. Não é um retrato convencional, mas um convite a sentir um lugar através das suas camadas invisíveis.

Natália Correia, mito, corpo e palavra

O ciclo encerra a 27 de Fevereiro com A Mulher Que Morreu de Pé, de Rosa Coutinho Cabral, um ensaio visual sobre Natália Correia, figura incontornável da cultura e da política portuguesas. Misturando documentário e elementos ficcionados, o filme constrói um “casting poético” onde actores e testemunhos revisitam a vida, a obra e os fantasmas de Natália. Distinguido como Melhor Documentário no Porto Femme 2025, é uma abordagem livre, ousada e profundamente literária.

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Um convite à descoberta do cinema português

Documentários: Olhar Portugal não é apenas um ciclo televisivo: é uma montra do vigor, da diversidade e da maturidade do documentário nacional contemporâneo. Três filmes, três linguagens, três formas de olhar o mundo — todas elas a merecer atenção.

Sorriam, Está Tudo Sob Controlo: Um Sinal Secreto Chega ao TVCine Top

O thriller psicológico que desmonta o poder por trás do sorriso perfeito

Há filmes que entram devagar, quase sorrateiros, e quando damos por isso já nos deixaram desconfortáveis no sofá. Um Sinal Secreto é precisamente desse tipo. O thriller psicológico que marca a estreia de Zoë Kravitz na realização chega aos Canais TVCine no dia 6 de Fevereiro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+ — e traz consigo uma atmosfera inquietante, provocadora e difícil de ignorar.  

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Uma ilha paradisíaca… onde nada é inocente

A história acompanha Frida, interpretada por Naomi Ackie, uma jovem empregada de mesa constantemente a lutar contra a falta de dinheiro, mas movida por sonhos de ascensão social. O acaso — ou talvez não — leva-a a cruzar-se com Slater King, um multimilionário reformado vivido por Channing Tatum, durante uma festa luxuosa. Entre olhares cúmplices e uma química difícil de disfarçar, Frida acaba convidada para um fim de semana numa ilha privada exclusiva, frequentada por um círculo restrito de amigos ricos e aparentemente encantadores.

É aqui que Um Sinal Secreto começa verdadeiramente a mostrar as garras. As noites tornam-se difusas, as memórias fragmentadas e os comportamentos dos convidados cada vez mais estranhos. Frida apercebe-se de que algo está profundamente errado e que por trás do luxo, das festas e do sorriso permanente existe uma teia de intenções obscuras — daquelas que não se anunciam, mas controlam tudo.

Poder, consentimento e desigualdade como armas narrativas

Escrito por Zoë Kravitz em parceria com E.T. Feigenbaum, o filme mergulha sem medo em temas como o abuso de poder, o consentimento e a desigualdade social. Não há aqui moralismos fáceis nem vilões de cartilha. O desconforto nasce precisamente da subtileza, da manipulação psicológica e da normalização do absurdo num ambiente onde tudo parece perfeito… até deixar de ser.

A realização de Kravitz revela-se segura e consciente, apostando numa tensão crescente e numa atmosfera claustrofóbica que nunca larga o espectador. O elenco secundário — que inclui Alia Shawkat, Christian Slater, Adria Arjona, Simon Rexe Haley Joel Osment — reforça a sensação de que todos escondem algo, mesmo quando parecem apenas figurantes de uma fantasia de luxo.

Um filme que não pede licença ao espectador

Com reviravoltas bem medidas e um crescendo de tensão constante, Um Sinal Secreto afirma Zoë Kravitz como uma realizadora a seguir de perto. Não é um filme confortável, nem quer ser. É um espelho distorcido de relações de poder muito reais, embrulhadas num thriller elegante e perturbador.

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Na sexta-feira, 6 de Fevereiro, às 21h30, o convite está feito. A pergunta é simples: está preparado para sorrir… mesmo quando percebe que está a ser manipulado?