TROLLS 3 – TODOS JUNTOS! Estreia nos TVCine a 20 e 21 de Junho

Preparem as vossas vozes, os vossos penteados (coloridos, de preferência!) e a vossa melhor disposição: os Trolls estão de regresso com mais música, mais brilho e, claro, mais surpresas no novo capítulo da saga, Trolls 3 – Todos Juntos! A estreia acontece no TVCine Top nos dias 20 (versão original) e 21 de junho (versão portuguesa), com uma programação dupla irresistível para fãs de todas as idades.

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De namorico a resgate familiar… com muito pop à mistura!

Se ainda se lembram dos namoricos entre Poppy e Branch nos primeiros dois filmes, preparem-se para a evolução da relação: agora são oficialmente um casal. Mas como em qualquer boa comédia romântica musical com trolls a cantar e dançar, há sempre um passado obscuro (ou pelo menos muito colorido) à espreita.

Eis que ficamos a saber que Branch, o troll mais reservado da aldeia, teve um passado glorioso numa boys band chamada BroZone, ao lado dos seus quatro irmãos: Floyd, John Dory, Spruce e Clay. A banda separou-se quando Branch era ainda bebé, e desde então, ele nunca mais viu os irmãos.

Mas tudo muda quando Floyd é raptado por dois vilões pop-star decadentes e cheios de purpurinas — Velvet e Veneer — que têm planos tão nefastos quanto espalhafatosos. A missão? Salvar Floyd, reunir os irmãos BroZone e, quem sabe, voltar a pôr a banda a tocar (e a cantar) junta.

Música, cor e nostalgia para toda a família

Com realização de Tim Heitz e Walt Dohrn — este último já uma figura conhecida da saga —, Trolls 3 – Todos Juntos!traz novamente para o grande (ou pequeno) ecrã os icónicos “Trolls da sorte”, baseados nos bonecos criados pelo dinamarquês Thomas Dam. A DreamWorks continua assim a alimentar uma das marcas mais queridas do universo infantil, agora com ainda mais ritmo e emoção.

Como bónus especial, antes de cada exibição de Trolls 3 – Todos Juntos!, será transmitido o segundo filme da saga, Trolls: Tour Mundial — porque, convenhamos, nunca é demais ver os nossos trolls favoritos a conquistar palcos e corações.

Onde e quando ver?

  • 20 de junho (quinta-feira):
    • Trolls: Tour Mundial (versão original) – 20h00
    • Trolls 3 – Todos Juntos! (versão original) – 21h30
  • 21 de junho (sexta-feira):
    • Trolls: Tour Mundial (versão portuguesa) – 9h30
    • Trolls 3 – Todos Juntos! (versão portuguesa) – 11h00

Tudo no TVCine Top. E para quem perder, os filmes estarão também disponíveis no TVCine+!


Quer sejam fãs desde o primeiro acorde ou apenas estejam à procura de um filme divertido para ver com os miúdos (ou sozinhos, sem vergonha), Trolls 3 – Todos Juntos! promete gargalhadas, canções contagiantes e uma boa dose de ternura à moda dos trolls. E quem sabe? Talvez também desperte a vontade de reunir a vossa própria banda de irmãos! 🎶✨

Rachel Brosnahan não tem paciência para choradinhos sobre filmes de super-heróis: “Ou fazes, ou não fazes” 🦸‍♀️💬

A nova Lois Lane deixa recado aos actores arrependidos: “Depois não venham fazer queixinhas”

Rachel Brosnahan está prestes a conquistar o ecrã como Lois Lane no novo Superman de James Gunn, com estreia marcada para 11 de Julho. Mas antes de entrarmos em órbita com a nova visão do Homem de Aço, a actriz deixou um recado bem direto a todos os colegas que aceitam papéis em filmes de super-heróis… só para depois os desdenharem em entrevistas.

ver também: Heather Burns quer voltar ao palco de Miss Detective 3 — e nós também! 👑✨

Numa conversa publicada pela Interview Magazine, Brosnahan partilhou o sofá (e o microfone) com Amanda Seyfried e não teve papas na língua:

“Não percebo porque é que se diz que sim e depois se vira o bico ao prego”, disse.

“Durante um tempo parecia que era fixe gozar com filmes de super-heróis, olhar para trás e desdenhar. Ou fazes, ou não fazes — e depois defende a tua escolha.”

Seyfried recusa o rótulo: “Não é só um filme de super-heróis”

Apesar de nunca ter participado num projecto do género, Amanda Seyfried esteve quase a entrar no universo Marvel. A actriz revelou que foi convidada para o papel de Gamora em Guardiões da Galáxia (que acabou por ir para Zoe Saldaña). Ironicamente, tal como Superman, também esse filme foi realizado por James Gunn.

E Seyfried concorda com Brosnahan:

“Honestamente, acho que nem devíamos chamar-lhe ‘filme de super-heróis’. Não é só isso. Acho que as pessoas vão perceber isso quando virem [o novo Superman]. É importante ter este tipo de herói — alguém que só quer fazer o bem.”

Actuar com… criaturas invisíveis

As duas atrizes também partilharam experiências curiosas com efeitos visuais e criaturas digitais. Seyfried recordou como, em Ted 2, teve de representar cenas emocionais com uma bola de ténis (que representava o urso falante). Brosnahan respondeu com a sua própria aventura digital no novo Superman — onde contracena com Krypto, o Supercão… que ainda não existia durante as filmagens.

“Não havia lá nada”, contou a actriz. “O James estava com um microfone gigante algures, a gritar: ‘Rachel, acabaste de enfiar a mão através do cão. Pára de pôr a mão no cão!’”

Um Superman que quer mudar a conversa

Com estreia marcada para 11 de Julho, o novo Superman promete dar um novo tom ao género — mais optimista, mais emocional, e menos cínico. E Rachel Brosnahan, que se destacou em The Marvelous Mrs. Maisel, parece estar determinada a levar a sério não só o papel, mas também o respeito pelo tipo de cinema que tanta gente adora (e consome em massa).

A mensagem está dada: chega de vergonha por vestir capa ou contracenar com cães digitais. Há lugar para tudo — até para um super-herói com alma.

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Heather Burns quer voltar ao palco de Miss Detective 3 — e nós também! 👑✨

Atriz de “Miss Rhode Island” revela que faria uma terceira aventura com Sandra Bullock “num instante”

Preparem as faixas, os saltos altos e os jactos de spray fixador: Heather Burns está mais do que pronta para regressar ao universo de Miss Congeniality (Miss Detective, em português). E se depender da vontade dela, o concurso de beleza mais caótico do FBI ainda pode ter uma terceira edição.

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Durante a estreia do seu novo filme The Best You Can, no prestigiado Festival de Tribeca 2025, a actriz foi entrevistada pela revista People e partilhou o entusiasmo com a ideia de voltar a interpretar Cheryl Frasier, a célebre Miss Rhode Island. E sim, ela ainda sabe que o dia mais perfeito do ano é 25 de Abril — “nem muito quente, nem muito frio”.

“Adorava. Foi uma das melhores experiências da minha vida”, confessou Burns. “Foi divertidíssimo fazer os dois filmes.”

Amizades que resistem ao tempo — e à maquilhagem de palco

Já passaram 25 anos desde a estreia do primeiro Miss Detective em 2000 (sim, vinte e cinco), mas os laços entre algumas das participantes da competição fictícia continuam fortes. Heather Burns revelou que continua próxima de várias colegas do elenco — incluindo Melissa De Sousa (Miss New York), que a acompanhou como “par romântico” à estreia em Tribeca.

E a amizade com Sandra Bullock, protagonista e produtora da saga, também ficou para a vida:

“Fiz amizades para sempre com a Sandra. É um sonho. Por isso sim, um terceiro filme? Eu saltava para isso sem pensar duas vezes.”

Burns e Bullock voltariam a contracenar pouco tempo depois em Two Weeks Notice (Amor em Fuga), cimentando a química entre ambas para além dos concursos fictícios.

Um novo filme… e uma nova paixão pelo cinema independente

Enquanto esperamos (com os dedos cruzados) por um eventual Miss Detective 3, Heather Burns não está parada. No seu novo projecto, The Best You Can, contracena com pesos pesados como Kevin Bacon, Kyra Sedgwick, Brittany O’Grady e Judd Hirsch. O filme, descrito como uma dramedy, acompanha a improvável amizade entre um segurança e um urologista.

“Apaixonei-me logo pelo argumento”, disse a actriz. “É o tipo de filme que adoro. Com alma. Tocou-me profundamente.”

Burns também não escondeu o entusiasmo por trabalhar com os veteranos do elenco:

“Sempre adorei a Kyra. Cresci a ver o Judd Hirsch em Taxi. E o Kevin Bacon… é o Kevin Bacon. Fiquei radiante por fazer parte deste projecto.”

E agora… será que a Sandra atende o telefone?

Fica a deixa para Hollywood: há vontade, há nostalgia e há fãs. A fórmula está feita. Só falta mesmo a luz verde para ver novamente Gracie Hart e as suas colegas em acção — com spray, disfarces, e talvez outro desfile interrompido por agentes do FBI.

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James Gunn responde com classe aos fãs do Snyderverse que querem sabotar Superman

Spoilers, boicotes e… reservar bilhetes sem pagar? A guerra do Reddit está lançada

O novo Superman de James Gunn ainda nem chegou aos cinemas (estreia a 11 de Julho de 2025), mas já há quem esteja a tentar abatê-lo em pleno voo. Um grupo de fãs fervorosos de Zack Snyder — ou melhor dizendo, do chamado Snyderverse — está a organizar-se online para sabotar o filme, numa tentativa desesperada de forçar a Warner Bros. a ressuscitar a antiga visão do universo DC… e Henry Cavill no papel do Homem de Aço.

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Num post viral no Reddit, mais especificamente no fórum r/SnyderCut, foi delineado um plano com três etapas que parece saído de um filme de espionagem mal escrito:

  1. Publicar spoilers por todo o lado para estragar a experiência dos outros;
  2. Encher sites de críticas negativas falsas para “combater os bots do Gunn”;
  3. Reservar bilhetes online sem os comprar, para bloquear verdadeiros fãs de o fazerem.

Sim, é este o nível de drama.

James Gunn: “Acho que vamos sobreviver aos oito gajos que ouvem esse tipo”

Perante este ataque digital, James Gunn respondeu com a mesma arma que usou tantas vezes nos seus filmes: humor. Um utilizador partilhou o plano mirabolante no Threads, e a resposta de Gunn foi tão certeira quanto descontraída:

“Lol acho que vamos sobreviver. Duvido que os oito gajos que ouvem esse tipo (vou arriscar e dizer que é um gajo) tenham impacto real nos acontecimentos.”

Toma lá Snyderverso. E ainda com estilo.

Nem todos têm de gostar — e ainda bem

Em entrevista à Rolling Stone, Gunn foi ainda mais longe e revelou uma conversa que teve com um dos actores principais do novo Superman, que andava demasiado obcecado com o que se dizia online.

“Ele lia todos os f***** tópicos do Reddit*”, contou.

Gunn fê-lo ver que é perfeitamente natural haver resistência e oposição:

“É bom que nem tudo seja 100% positivo. É sinal de que há debate. Estas coisas ajudam-nos.”

E mais:

“Há pessoas que literalmente ganham a vida a odiar-nos. Vivem disso. Por isso, vai sempre haver alguém chateado — e tudo bem com isso. Só não precisas de estar sempre a consumir isso. Faz-te mal à alma.”

O verdadeiro kryptonito é a obsessão tóxica

Enquanto alguns fãs mais ruidosos ainda sonham com a glória passada de Man of Steel ou Justice League, o universo DC está a seguir em frente com James Gunn ao leme — com novos actores, novas histórias e, esperemos, nova energia.

Zack Snyder e Gunn continuam amigos, trocam ideias e mantêm respeito mútuo. Mas há uma diferença entre amar um realizador… e fazer birra online porque a nova visão não inclui o teu favorito.

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E sejamos honestos: se o plano de boicote começa com “reservar bilhetes e não pagar”, talvez esteja na hora de desligar o computador e sair um bocadinho à rua.

Já chegou o novo trailer de The Naked Gun!

A comédia absurda está de volta — e sim, Liam Neeson leva tudo a sério (demasiado a sério)

Atenção, fãs da comédia nonsense: The Naked Gun está de volta! E desta vez, com um elenco tão improvável quanto hilariante. O novo reboot da clássica saga policial paródica estreia a 1 de Agosto nos cinemas, e o primeiro trailer já está disponível para nos lembrar porque é que rir de disparates ainda é uma das melhores coisas da vida.

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No centro desta nova investida humorística está Liam Neeson — sim, o mesmo das ameaças ao telefone em Taken — agora no papel de Lt. Frank Drebin Jr., filho do icónico e completamente desajeitado Frank Drebin, interpretado nos filmes originais por Leslie Nielsen.

E se a ideia de Neeson num papel cómico já parece estranha, acrescente-se Pamela Anderson no papel de Beth, uma mulher em busca de justiça pela morte do irmão. Tudo muito dramático… até ela confundir a frase “Please, take a chair” com um convite literal para roubar mobília.

Do CinemaCon para o mundo: piadas parvas, trocadilhos geniais e insinuações sexuais

O trailer, exibido em primeira mão na CinemaCon, inclui tudo aquilo que os fãs da saga esperam: piadas visuais, mal-entendidos hilariantes e frases que fazem doer os abdominais de tanto rir.

Num dos momentos altos, Drebin (Neeson) confronta a personagem de Busta Rhymes com a seguinte acusação:

“Diz aqui que cumpriu 20 anos por ‘man’s laughter’.”

Pausa dramática.

“Deve ter sido mesmo uma piada do caraças.”

Este é o tipo de humor que faz o ADN de The Naked Gun — trocadilhos absurdos, gags visuais e uma absurda seriedade em situações completamente ridículas. E com Neeson a manter a cara séria no meio do caos, o potencial cómico multiplica-se.

Um reboot à altura do original?

O filme é realizado por Akiva Schaffer (Chip ’n Dale: Rescue Rangers, vencedor de um Emmy), com argumento de Dan Gregor e Doug Mand, os mesmos que trabalharam com Schaffer no projeto da Disney+. A produção está a cargo de Seth MacFarlane (Family GuyTed) e Erica Huggins.

Além de Neeson e Anderson, o elenco inclui ainda Paul Walter Hauser, Kevin Durand, Danny Huston, Liza Koshy, Cody Runnels e CCH Pounder. Um grupo tão eclético que parece saído diretamente de uma convenção de cosplay em Las Vegas.

A nova versão baseia-se tanto nos filmes da saga The Naked Gun como na série de culto dos anos 80, Police Squad!, criada por Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker — mestres do humor paródico que nos deram também Airplane!(O Aeroplano).

Preparados para o regresso da parvoíce bem feita?

Desde o primeiro filme de 1988, The Naked Gun: From the Files of Police Squad!, passando pelas duas sequelas com Priscilla Presley e George Kennedy, esta saga conquistou um lugar especial na memória dos fãs de comédia.

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Agora, com Neeson e Anderson no comando (não literalmente, esperemos), o absurdo volta a ter lugar marcado na sala de cinema. Tragam as pipocas… e deixem as cadeiras onde estão.

“Porque Não Ganhaste um Óscar”: Robin Wright Revela a Verdade Crua Sobre House of Cards

Igualdade salarial? Só quando fores premiada — mesmo numa série “revolucionária”

Foi a série que mudou tudo. House of Cards não só lançou a Netflix para o mundo da produção de conteúdo original, como marcou o início de uma nova era para o streaming. Mas para Robin Wright, que protagonizou a série ao lado de Kevin Spacey, nem tudo foi revolução. Sobretudo no que toca ao salário.

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Durante o Festival de Televisão de Monte Carlo, a atriz revelou que teve de travar uma verdadeira batalha por igualdade salarial com o colega de elenco — e a resposta que recebeu dos produtores é digna de um episódio sombrio da própria série.

“Quando disse: ‘Acho que é justo [ganhar o mesmo que o Kevin Spacey], porque a minha personagem se tornou tão popular como a dele’, eles responderam literalmente: ‘Bem, não podemos pagar-te o mesmo enquanto atriz’”, contou Wright, citada pela Variety e pela Deadline.

A desculpa? Não tens um Óscar na estante

Robin Wright interpretava Claire Underwood, uma das personagens mais fascinantes da série, cuja ascensão ao poder foi tão impactante como a do próprio Frank Underwood. Mas, aparentemente, o impacto no ecrã não era suficiente para equilibrar os salários fora dele.

“Porque não ganhaste um Óscar”, foi a resposta que lhe deram.

Para contornar a situação sem, claro, pagar-lhe o mesmo, a proposta foi criativa: três salários diferentes — atriz, produtora executiva e realizadora de alguns episódios.

“Vamos dividir para igualar”, disseram-lhe. Uma frase que soa a justiça, mas que, no fundo, é um truque para evitar confrontar o verdadeiro problema.

Robin Wright reconhece que ficar zangada “não mudaria nada”. O protocolo — esse ente invisível que tudo justifica — continua a imperar.

“Se perguntarem: ‘Por que é que esta ou aquela atriz não recebeu o mesmo que o Will Smith?’, eles dizem: ‘Vai subir depois de ganhares [o Óscar]’.”

Nomeações? Isso não paga contas

A atriz mostrou-se pragmática ao relatar o absurdo da situação: nem uma nomeação servia de argumento para subir o salário. O mundo de Hollywood (e agora o do streaming) continua preso a critérios antiquados, onde o prestígio de uma estatueta dourada vale mais do que o sucesso da personagem, a popularidade da série ou o impacto cultural.

“Nomeação, nem tanto. O que é que isto tem a ver com receber um aumento?”, questionou com ironia.

A revolução foi só para alguns

House of Cards foi, sem dúvida, um marco na história da televisão — e uma aposta visionária de David Fincher, que lhe apresentou o projeto com entusiasmo: “Este será o futuro, será revolucionário”, disse-lhe.

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A revolução aconteceu, sim. Mas, como em tantas outras, nem todos ficaram do mesmo lado da barricada.

Top Gun 3 a Caminho de Mach 10: Joseph Kosinski Promete Algo “Ambicioso” 🛩️

Depois do sucesso de Top Gun: Maverick, Tom Cruise prepara novo voo a alta velocidade

A contagem decrescente já começou: Top Gun 3 está oficialmente a ganhar altitude. E, ao que tudo indica, desta vez não vamos esperar mais 36 anos até ver Pete “Maverick” Mitchell de volta aos céus. Depois do fenómeno mundial que foi Top Gun: Maverick, o realizador Joseph Kosinski revelou que há uma “grande ideia” a impulsionar o terceiro capítulo da saga — e que o projeto está a avançar a uma velocidade estonteante.

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Numa entrevista ao ScreenRant para promover F1: The Movie (com Brad Pitt), Kosinski abriu o jogo sobre o que está por vir:

“O Ehren Kruger está a escrever o argumento neste momento. É uma grande ideia em que trabalhei durante quase um ano — em colaboração com amigos da Marinha e da Lockheed. É ambiciosa. Isso é o que me entusiasma.”

Do cockpit para o papel: o argumento já está em desenvolvimento

Ehren Kruger, argumentista de Top Gun: Maverick, volta a pegar no manche e promete levar a história para uma nova dimensão. Segundo Kosinski, o desafio foi encontrar algo que realmente justificasse um novo filme — algo que não se conseguisse ignorar, e que abrisse a história de forma tão empolgante quanto inesperada.

Christopher McQuarrie, colaborador habitual de Cruise e responsável pelas últimas entradas da saga Missão: Impossível, também comentou que “não foi difícil” encontrar o fio condutor para Top Gun 3. Ou seja: as peças estão todas no ar — agora é só aguardar pela aterragem no grande ecrã.

A espera será mais curta (felizmente)

Enquanto o primeiro Top Gun chegou em 1986 e o segundo só em 2022, os fãs podem respirar de alívio: não teremos de esperar mais três décadas para ver a próxima manobra de Cruise. A produção ainda não tem data de arranque confirmada, mas tudo indica que o motor já está ligado e pronto a descolar.

E sim, Cruise continua a ser o homem dos grandes voos — literalmente e metaforicamente. Depois de Top Gun: Maverick, que arrecadou mais de 1,4 mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais, é natural que o entusiasmo por uma sequela esteja nos píncaros.

Brad Pitt a bordo? Só se for com os pés bem assentes na terra…

Curiosamente, este novo capítulo da carreira de Cruise surge ao mesmo tempo que se fala de uma possível reunião com Brad Pitt. Os dois contracenaram em Entrevista com o Vampiro (1994), e Pitt já mostrou abertura para trabalharem juntos outra vez — desde que não envolva pendurar-se num avião em voo, como Cruise adora fazer em Missão: Impossível.

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“Assim que ele quiser fazer algo com os pés no chão, talvez consigamos trabalhar juntos”, brincou Pitt.

Fica a sugestão para um Top Gun 4: Terra Firme?

Will Smith recusou Inception… e voltou a perder o comboio dos clássicos 🎬 Depois de Matrix, mais um murro no estômago da carreira de Will Smith

Will Smith já tinha admitido — com alguma dor na alma — que rejeitar Matrix foi uma das piores decisões da sua carreira. O papel que acabou por ser eternizado por Keanu Reeves tinha sido, inicialmente, oferecido a ele. Mas achou tudo “demasiado estranho”. O que não sabíamos é que essa não foi a única vez que o destino lhe deu um bilhete dourado para um clássico… e ele preferiu ficar na estação.

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Num momento de rara honestidade emocional, durante uma entrevista à rádio britânica Kiss Xtra, o ator revelou que também recusou o papel principal em Inception (A Origem, em português), o thriller de ficção científica realizado por Christopher Nolan e que acabaria por tornar-se num dos maiores sucessos da carreira de Leonardo DiCaprio.

“Acho que não o disse publicamente, mas vou fazê-lo porque estamos a ser sinceros um com o outro. O Chris Nolan trouxe-me o Inception primeiro e eu não o percebi”, confessou Will Smith.

A dor de ver o sucesso… de longe

Inception estreou em 2010 e tornou-se rapidamente num fenómeno cultural, misturando acção, intriga psicológica e sonhos dentro de sonhos. Leonardo DiCaprio interpretou Dom Cobb, um especialista em invadir o subconsciente durante o sono para roubar ideias. A complexidade da premissa foi precisamente o que assustou Will Smith, segundo o próprio.

“Agora que penso nisso, são aqueles filmes que vão para aquelas realidades alternativas… é difícil apresentá-los bem. Mas esses dois doem-me”, disse, referindo-se a Inception e Matrix.

Se por um lado é fácil rir com memes de Will Smith a ver Keanu Reeves em câmara lenta ou Leo a correr pelas paredes dos sonhos, por outro lado, é impossível não pensar no que poderia ter sido uma carreira ainda mais marcante.

O lugar de DiCaprio foi disputado — e muito

Embora agora pareça impossível imaginar outro actor como Dom Cobb, o percurso até Leonardo DiCaprio não foi assim tão direto. Segundo a revista The Hollywood Reporter, Nolan ofereceu o papel primeiro a Brad Pitt. Mas o ator recusou, aparentemente desconfortável com o facto de só ter 48 horas para tomar uma decisão.

Seguiu-se Will Smith — que também recusou. E só depois é que o guião chegou às mãos de DiCaprio. O resto, como se costuma dizer, é cinema.

E agora, Will?

Ao olhar para trás, Will Smith não esconde o arrependimento. São feridas que ainda doem. E a verdade é que, por muito sucesso que tenha tido com filmes como Homens de Negro ou À Procura da Felicidade, há fantasmas de escolhas passadas que continuam a assombrar.

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Quem sabe que outros filmes memoráveis ficaram por fazer por decisões mal calculadas ou por falta de visão para o que viria a tornar-se icónico? No mundo do cinema, às vezes o guião certo chega… mas nem sempre é compreendido na primeira leitura.

Pixar vai com tudo até 2028: robôs-animais, gatos mafiosos e o regresso de Woody 🐾🎬🚀

Do Festival de Annecy para o mundo: todas as novidades sobre os próximos filmes da Pixar

A Pixar está de volta em força e com planos ambiciosos até 2028. Durante o Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy 2025, e numa apresentação exclusiva para jornalistas nos EUA algumas semanas antes, o estúdio revelou imagens, detalhes e até cenas inteiras de vários projectos em desenvolvimento — incluindo Toy Story 5GattoElioHoppersOs Incríveis 3 e Coco 2.

ver também : Elio: o filme da Pixar que ninguém estava à espera — e que promete ser a grande surpresa do verão 🚀🌌

E agora que o embargo foi levantado, é tempo de mergulhar nesta verdadeira maratona de animação. Preparados? Vamos a isso.

Elio — Primeiro contacto imediato

O próximo filme da Pixar, Elio, foi apresentado com um novo trailer… mas o grande momento foi mesmo a exibição surpresa do filme completo para os convidados! Embora as críticas estejam ainda sob embargo, tudo indica que estamos perante mais uma aventura emocional com assinatura de Pete Docter.

Estreia este verão (data a confirmar).


Hopper — James Cameron encontra Planet Earth (com um castor como mentor)

Realizado por Daniel Chong, Hoppers segue Mabel, uma estudante universitária apaixonada por animais, que tenta salvar a floresta local (o Glade) da destruição às mãos do presidente da câmara — com voz de Jon Hamm — que quer transformá-la numa autoestrada.

O plano? Usar tecnologia futurista para entrar no corpo de robôs em forma de animais e convencer a fauna local a regressar ao Glade. Literalmente.

O filme tem um toque de Avatar, misturado com Missão Impossível… e um castor realista com voz de Bobby Moynihan.

Estreia em Março de 2026.

Toy Story 5 — Guerra declarada entre brinquedos e tecnologia

Woody, Buzz, Jessie e companhia estão de volta para enfrentar um novo inimigo: um tablet chamado Lily Pad.

Tom Hanks, Tim Allen e Joan Cusack regressam para esta nova aventura, realizada por Andrew Stanton (À Procura de Nemo). A história gira em torno do embate entre brinquedos tradicionais e tecnologia moderna — com Woody a encontrar forma de regressar ao quarto de Bonnie.

A primeira cena do filme, mostrada em exclusivo, mostra uma ilha tropical cheia de figuras Buzz Lightyear… sim, também estamos curiosos.

Estreia em Junho de 2026.

Gatto — Um gato preto, uma Veneza afogada em dívidas e… um chefe mafioso felino

Esta foi uma das grandes surpresas da apresentação. Gatto é o novo filme de Enrico Casarosa (Luca), passado na romântica Veneza e com um estilo visual que promete ser revolucionário — uma fusão de 2D e 3D para transformar a cidade italiana numa pintura viva.

A história segue Nero, um gato preto que tem pavor de água (má sorte para quem vive numa cidade cercada por canais) e que está afogado — literalmente e financeiramente. Para pagar as dívidas, Nero é forçado a trabalhar para Rocco, um chefe mafioso felino, até conhecer Maya, uma jovem musicista de rua que pode mudar tudo.

Estreia prevista para 2027.

Coco 2 e Os Incríveis 3 — Sim, estão mesmo a caminho!

Pete Docter confirmou o que muitos fãs já suspeitavam (e desejavam): Coco 2 e Os Incríveis 3 estão em desenvolvimento activo e fazem parte do plano da Pixar para 2028.

Ainda não há detalhes sobre enredos ou elenco, mas é oficial: Miguel voltará ao mundo dos mortos e a família Parr terá mais uma missão épica pela frente.

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Pixar não abranda — e ainda há mais por revelar

Com uma agenda tão recheada, a Pixar mostra que está longe de abrandar o ritmo. Entre continuações de franquias adoradas e histórias completamente novas (e bizarras, no melhor dos sentidos), o estúdio está a preparar anos emocionantes para fãs de todas as idades.

E, segundo Pete Docter, ainda há mais surpresas a caminho.

Kevin Costner Aos 70: “Reformar-me? Só Se a Imaginação Me Abandonar”

O lendário actor diz que não tem lista de sonhos por cumprir — tem planos, paixão e ainda muito para fazer

Aos 70 anos, Kevin Costner não só continua a trabalhar… como nem sequer considera abrandar. Reformar-se? Nem pensar. Numa entrevista exclusiva à PEOPLE, o actor e realizador foi claro: enquanto tiver imaginação, há estrada para andar — e projectos para contar.

“Nem sequer penso na reforma”, confessou. “Simplesmente passo para a próxima coisa que me desperta a imaginação.”

Esta vontade inabalável de continuar a criar é, segundo o próprio, aquilo que sempre guiou a sua carreira. “Não é um patrão que decide o que faço, é a minha imaginação. É isso que determina tudo.”

De Dança com Lobos a Yellowstone: Uma carreira que dispensa ‘bucket lists’

Com uma carreira que atravessa mais de quatro décadas, Kevin Costner marcou várias gerações — e em múltiplos géneros. De The Untouchables (1987) a Field of Dreams (1989), de JFK (1991) a O Guarda-Costas (1992), passando por Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões e A Perfect World, Costner acumulou clássicos com uma tranquilidade desarmante.

Realizador de mão cheia, foi com Dança com Lobos (1990) que levou para casa dois Óscares — Melhor Filme e Melhor Realizador. E na televisão, conquistou um Emmy com Hatfields & McCoys (2012) e um Globo de Ouro pelo papel de patriarca em Yellowstone, série que protagonizou entre 2018 e 2023.

E agora? Agora está de corpo e alma em Horizon: An American Saga, ambicioso épico do velho Oeste que idealizou, escreveu, realizou e protagonizou. Os dois primeiros capítulos já estrearam, e os próximos estão a caminho.

“A minha lista? Tenho-a. Só não lhe chamo isso.”

Questionado sobre se tem alguma bucket list, o actor respondeu com um sorriso filosófico:

“Tenho essa lista… só não lhe chamo isso. Os meus olhos e o meu entusiasmo estão muito abertos. E muito grandes.”

Mais do que cumprir objectivos, Costner parece movido por uma energia interior rara, aquela que nasce da curiosidade, do prazer em contar histórias e de um desejo quase juvenil de fazer a diferença — seja no grande ecrã ou na vida das pessoas.

“Tenho desfrutado tanto da vida. Imaginar o que posso fazer, o que posso ser, o que pode ter impacto. Não só para mim, mas para os outros. O que me satisfaz?”

Pai de sete filhos, Costner encara o tempo com urgência — mas sem pressa.

“É uma corrida contra o tempo para chegar a todos os projectos. Mas é uma boa corrida.”

ver também: Pixar Só Faz Sequelas Se… Toda a Gente Gostar Mesmo Muito (e Houver Uma Boa História, Claro)

Pixar Só Faz Sequelas Se… Toda a Gente Gostar Mesmo Muito (e Houver Uma Boa História, Claro)

Pete Docter revela os critérios surpreendentemente óbvios para um filme da Pixar se tornar franquia

Porque é que Carros tem três filmes e spin-offs… mas Ratatui ficou a olhar para o forno? A resposta é mais simples do que se pensa — e foi finalmente revelada por quem manda. Pete Docter, actual chefe criativo da Pixar, explicou o que é preciso para um filme do estúdio se tornar franquia. E spoiler: não basta ser bom. Tem de ser bom, adorado pelo público e… ainda ter sumo para espremer.

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Numa entrevista à Screen Rant, Docter — que realizou clássicos como Monstros e CompanhiaUpDivertida-Mente e Soul — explicou a dança delicada entre sucesso e criatividade:

“Se ninguém se importa com o filme, se não corre bem, não exploramos. Mas mesmo que seja um êxito, se não encontrarmos uma boa ideia, também não avançamos.”

Ou seja, não é só o público a mandar, nem só os criativos. Tem de haver um casamento feliz entre amor dos fãs e uma história digna de ser contada.

Mas então… porque é que Ratatui e WALL-E ficaram de fora?

Segundo Docter, há filmes que foram sucessos absolutos, mas cujas ideias para sequelas nunca passaram de brainstorm criativo. É o caso de Ratatui e WALL-E. Não é que a Pixar não queira voltar a esses mundos — simplesmente não encontraram ainda uma narrativa que valha a pena explorar. O mesmo acontece com A Vida de Insecto, uma raridade da casa que nunca chegou a ter continuação.

Já outros, como Up, não tiveram sequelas no cinema, mas ganharam curtas no Disney+, como a série Dug Days e o emocionante Carl’s Date — a despedida de Ed Asner, a voz de Carl Fredricksen.

Streaming, pandemia e flops: o que ficou pelo caminho?

Com a pandemia, a Pixar viu vários dos seus filmes originais serem lançados directamente no Disney+, como SoulLucaou Turning Red. E aí entra um novo desafio: como medir o sucesso de um filme sem bilheteiras? Os dados de streaming são opacos, o que dificulta perceber o impacto junto do público — e isso afecta, naturalmente, a hipótese de sequelas.

No caso de Elemental, que começou mal mas acabou por se revelar um pequeno sucesso de bilheteira, a dúvida persiste: será que vai ter continuação? A Pixar ainda não decidiu, mas a porta não está fechada.

Por outro lado, quando a fórmula falha, falha mesmo. Lightyear, tentativa de reinventar o universo Toy Story, foi um fracasso crítico e comercial — e dificilmente voltará a voar.

O que vem aí?

Depois do êxito monumental de Divertida-Mente 2, a Pixar entrou novamente no modo franquia: Toy Story 5Coco 2 e Os Incríveis 3 já estão em desenvolvimento. Mas calma: os originais não foram esquecidos. Elio chega em breve, seguido de Hoppers (2026) e Gatto (2027). A ideia é simples: os filmes originais são sementes que, se bem regadas, podem tornar-se as próximas grandes sagas.

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A Pixar parece ter encontrado o equilíbrio entre inovação e nostalgia. E nós, espectadores, só temos de esperar que a próxima ideia luminosa venha com personagens que queremos rever. Até lá, vamos torcer por mais receitas francesas animadas e menos aviões faladores.

Um Sorriso, Uma Piada e Um Murro em Zack Snyder: O Superman de Corenswet Chegou para Mudar Tudo

A nova era da DC tem menos trovões e mais coração — e não agrada a todos

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Bastou uma piada. Uma única frase dita com um sorrisinho no trailer para o novo Superman — e a internet entrou em combustão. David Corenswet, o novo Homem de Aço escolhido por James Gunn, parece estar a fazer mais barulho com meia dúzia de segundos em cena do que Zack Snyder fez com dois filmes inteiros e três horas de slow motion.

A estreia está marcada para 11 de Julho de 2025 nos EUA, mas o burburinho já tomou conta da comunidade DC. Para muitos, finalmente temos um Superman com humanidade. Para outros, isto é… sacrilégio.

Do estoicismo cinzento ao charme com laser nos olhos

Desde que Henry Cavill deixou a capa vermelha (de forma abrupta e, para muitos, injusta), a discussão tem sido intensa: seria possível encontrar um novo Superman à altura? A resposta chegou com o primeiro trailer, e com ela uma energia totalmente diferente daquela a que Snyder nos habituou.

Nada de cidades a desmoronar ao som de violinos trágicos. Nada de super-heróis a fazerem cara de quem está sempre preso no trânsito. O novo Superman sorri, brinca, e até se atreve a ter personalidade. No centro da polémica está uma cena onde Mister Terrific (Edi Gathegi) repreende o herói com um “Pára de brincar!” ao que ele responde, exausto:

“Não estou a brincar. Estou a fazer coisas importantes.”

Este momento de leveza durou apenas alguns segundos, mas foi o suficiente para dividir a internet entre dois campos: os que agradeceram finalmente ver um Clark Kent que não parece precisar de terapia… e os que sentiram que estavam a ver o primo afastado do Star-Lord.

O trauma Snyderiano e a esperança Gunniana

É inegável: o Man of Steel de Snyder tinha presença. Cavill era um Superman imponente, quase mitológico. Mas a crítica constante sempre foi a mesma — faltava-lhe humanidade. Um herói que nunca sorria, que tratava os civis como obstáculos colaterais, e que carregava o símbolo da esperança como quem transporta a cruz dos pecados da humanidade.

Gunn e Corenswet viraram a mesa. O novo filme respira cor, leveza e emoções reconhecíveis. E não, isso não significa que vai ser uma comédia desenfreada — apenas que o Superman pode ser um símbolo de esperança… sem parecer um mártir grego com lasers nos olhos.

Fãs divididos, legado em reconstrução

A reacção ao trailer foi explosiva — e reveladora. Alguns fãs aplaudiram de pé a mudança de tom. Outros clamaram por heresia. Há quem diga que este novo Superman é uma versão Marvelizada do herói da DC. Outros garantem que, finalmente, temos um Clark Kent fiel ao espírito dos comics.

Independentemente do lado da barricada onde se esteja, uma coisa é certa: esta versão de Superman está a fazer aquilo que o DCEU falhou vezes sem conta — gerar conversa, emoção, expectativa… e esperança.

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Se um sorriso e uma piada já abalaram as fundações do fandom, resta saber o que acontecerá quando o filme aterrar. Uma coisa é certa: o novo Superman não veio para salvar apenas o mundo. Veio para salvar a própria DC.

Brad Pitt Impõe Condição Inusitada para Voltar a Trabalhar com Tom Cruise

Estrelas de Entrevista com o Vampiro continuam amigos… mas cada um com os pés (ou asas) bem assentes na sua própria realidade

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Trinta anos depois de Entrevista com o Vampiro (1994), Brad Pitt continua a ter carinho pelo seu antigo colega de cena, Tom Cruise. Mas, ao que parece, trabalhar juntos novamente exigiria uma condição bastante específica… e com os pés bem assentes na terra. Literalmente.

Durante a promoção do muito aguardado F1, o novo blockbuster de Joseph Kosinski em que Pitt interpreta um veterano piloto de Fórmula 1, o actor de 61 anos foi questionado sobre a possibilidade de voltar a contracenar com Cruise, com quem partilhou uma das duplas mais memoráveis do cinema dos anos 90.

Com um sorriso, Pitt recordou os tempos em que ele e Cruise se divertiam a competir em karts no set:

“Sim, tivemos os nossos dias de karting nos anos 90.”

Mas, quanto a futuras colaborações? A resposta veio com um toque de humor (e talvez um bocadinho de trauma cinematográfico):

“Não me vou pendurar em aviões nem m**** do género, por isso, quando ele fizer algo que se passe no chão, talvez.”

Entre vampiros e acrobacias aéreas

A alfinetada amigável tem contexto. Tom Cruise é hoje sinónimo de cenas de acção de cortar a respiração, muitas delas executadas pelo próprio, sem recurso a duplos. O actor, que continua a desafiar os limites da gravidade e da sanidade em cada novo Missão: Impossível, surpreendeu recentemente os fãs ao aparecer no topo do BFI IMAX em Londres durante a promoção de Mission: Impossible – The Final Reckoning.

Mas a verdadeira loucura (ou génio promocional?) aconteceu durante a cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Cruise protagonizou uma sequência pré-gravada em que saltava do telhado do Stade de France, descia em rappel até uma multidão de fãs, apanhava uma mota com a bandeira olímpica em riste… e depois embarcava num avião, só para saltar de paraquedas e aterrar junto ao letreiro de Hollywood, em Los Angeles.

Sim, isto tudo num único clipe. James Bond ficaria envergonhado.

F1

: Brad Pitt com os pneus no asfalto (e bem elogiado)

Enquanto Cruise voa pelos céus, Brad Pitt prefere manter-se na pista — literalmente. Em F1, o actor mergulha no mundo da Fórmula 1, com sequências filmadas em autênticos circuitos da modalidade e uma abordagem realista e imersiva que tem conquistado quem já viu o filme.

Drew Taylor, jornalista do The Wrap, escreveu:

F1 The Movie é absolutamente incrível. Um dos filmes mais fixes e divertidos que alguma vez verão, mas todo esse estilo não sacrifica a alma. Kosinski criou uma epopeia pop de cortar a respiração que vos faz sentir imenso. Adorei.”

Apesar da constante presença mediática da sua conturbada separação de Angelina Jolie, Pitt mostra-se focado na carreira e, aparentemente, com pouco interesse em subir aos céus ao estilo de Tom Cruise. Afinal, cada estrela brilha no seu próprio universo — e Brad parece preferir o chão firme das pistas ao abismo das acrobacias aéreas.

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Para voltarmos a vê-los juntos no ecrã, Cruise terá de abdicar dos aviões. Ou Brad terá de começar a treinar para paraquedista. Mas não apostávamos já nesse salto.

“Arco”: Filme Produzido por Natalie Portman Brilha no Festival de Animação de Annecy 🌈✨

A aventura futurista com capa de arco-íris conquista o Prémio Cristal no maior festival de cinema de animação do mundo

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O cinema de animação acaba de ganhar mais uma pequena grande joia. Arco, uma longa-metragem francesa produzida por Natalie Portman e realizada por Ugo Bienvenu, foi distinguida com o Prémio Cristal — a mais alta distinção do Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy. E não foi só o júri que se rendeu à história: o público também ficou encantado com esta viagem colorida e poética.

Com um estilo visual arrebatador e uma paleta cromática inspirada nas cores do arco-íris, Arco conta a história de um rapaz de 10 anos com uma capa mágica, capaz de voar. Mas o voo inaugural corre mal — Arco perde o controlo e acaba por cair… no futuro próximo. A sua companheira, Iris, também com 10 anos, parte então numa missão tocante e determinada para trazê-lo de volta ao seu tempo. O resultado? Uma aventura utópica de ficção científica com 82 minutos que misturam o imaginário infantil com questões profundas sobre amizade, identidade e o tempo.

Uma produção com selo de estrela

Embora o realizador seja francês, o nome que saltou para muitos radares foi o da actriz e produtora norte-americana Natalie Portman, envolvida no projecto enquanto produtora. Conhecida pela sua exigência e bom gosto nas escolhas criativas, Portman aposta aqui numa história de animação com ambições artísticas e filosóficas — e, pelos vistos, acertou em cheio.

Annecy: onde a animação é levada muito a sério (mas com fantasia)

O Festival de Annecy, realizado anualmente na região da Sabóia, é o mais prestigiado festival dedicado à animação em todo o mundo. Na sua 49.ª edição, contou com 18.200 participantes de 118 países e recebeu visitas ilustres, incluindo os criadores de Os Simpsons e nomes de peso da Disney.

Além de Arco, foram também premiados:

  • “Les Bottes de la nuit”, curta francesa de Pierre-Luc Granjon, que arrecadou o Cristal da sua categoria e o Prémio do Público, com a história de uma criança que encontra criaturas misteriosas entre a vegetação noturna;
  • “Chao”, uma delicada longa-metragem romântica japonesa;
  • “Les Bêtes”, curta-metragem norte-americana;
  • A série televisiva “Christo le Barbare Civilisé, Partie de chasse”, dirigida pelo norte-americano Shaddy Safadi;
  • E dois talentos emergentes da animação francesa: Lola Lefèvre, com um minifilme inspirado na Star Feminine Band, e Léna Martinez, com a sua obra de fim de curso Zootrope.

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Annecy volta assim a confirmar-se como o ponto de encontro global para os apaixonados pela arte da animação, e Arcocomo o novo nome a não perder de vista nos próximos meses.

Adeus à Justiça: Quinta Temporada de The Equalizer Marca o Fim da Série com Queen Latifah

A vigilante mais carismática da televisão despede-se dos ecrãs com emoção, acção e… um beijo por esclarecer

Preparem os lenços e apertem os cintos, porque The Equalizer está prestes a dizer adeus. A série protagonizada por Queen Latifah chega à sua quinta e última temporada, com estreia marcada para o dia 19 de junho, às 22h10, em exclusivo no TVCine Emotion e no TVCine+, com um episódio duplo que promete abanar os alicerces desta icónica versão moderna da clássica série dos anos 80.

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Relembremos: The Equalizer foi reinventada em 2021, inspirada na série original e nos filmes de ação protagonizados por Denzel Washington. Aqui, Queen Latifah dá vida a Robyn McCall, uma ex-agente da CIA com um passado envolto em mistério e um presente dedicado a proteger os mais vulneráveis. Para o mundo, é apenas uma mãe solteira a criar a sua filha adolescente, Delilah. Mas quando os fracos precisam de justiça, é ela quem responde ao apelo, qual anjo da guarda urbano com muito estilo e ainda mais pontaria.

Última temporada: tudo por resolver

Na quinta temporada, McCall enfrenta novas ameaças e decisões difíceis. Tudo começa com uma missão de alto risco: salvar dois irmãos que, numa tentativa desesperada, acabam por roubar um camião… que transportava armas ilegais. Mas nem só de balas vive a série: também há espaço para sentimentos e traumas. Mel, uma das aliadas mais fiéis de McCall, tenta lidar com as cicatrizes deixadas por um rapto, contando com o apoio de Harry e da jovem Delilah.

E, claro, há o romance que os fãs têm seguido com atenção: e agora, Robyn e Dante? Depois do beijo que incendiou corações no final da quarta temporada, tudo parecia encaminhado para um final feliz — até Dante ser recrutado para um trabalho em Los Angeles. Será que o amor resiste à distância? Ou vai tudo pelo cano abaixo como um plano mal executado?

Um elenco de peso, até ao fim

Queen Latifah volta a liderar um elenco talentoso, com Tory Kittles, Adam Goldberg, Liza Lapira, Lorraine Toussaint e Laya DeLeon Hayes também de regresso. Juntos, prometem levar a série a um final digno da sua reputação: com tensão, coração, tiros bem disparados e, claro, aquele sentido de justiça que sempre definiu The Equalizer.

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O adeus começa a 19 de junho e prolonga-se todas as quintas-feiras. Uma despedida em grande, num canal que sabe bem como fechar com chave de ouro.

Sally: O Documentário que Mostra Como a Primeira Mulher Americana no Espaço Teve de Esconder Quem Era

Entre o machismo da NASA e o silêncio imposto pela homofobia, o novo documentário da Disney+ revela a coragem íntima de Sally Ride — pioneira no espaço e na vida

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Em 1983, milhões de olhos seguiram o lançamento do vaivém espacial Challenger, com um detalhe histórico: entre os astronautas estava, pela primeira vez, uma mulher norte-americana. Sally Ride, física brilhante e reservada, foi catapultada para o estrelato como símbolo de progresso e inspiração para uma geração de jovens raparigas. Mas o que não se sabia — e o novo documentário Sally revela com crueza e ternura — é que por trás do sorriso público estava uma luta silenciosa contra o machismo institucional… e a homofobia.

O filme, que se estreia a 17 de Junho no Disney+ Portugal, chega num momento de particular tensão política e cultural. Realizado por Cristina Costantini (Mucho Mucho Amor), Sally é uma homenagem sentida e necessária à coragem em todas as suas formas — e a um tipo de heroína que a História tantas vezes silenciou.

“Fiz este filme para quem já teve de esconder parte de si”

Em entrevista à agência Lusa, Cristina Costantini não esconde a motivação pessoal por trás do projecto: “Fiz este filme para qualquer pessoa que já teve de esconder ou mudar parte de si para seguir os seus sonhos.” E completa: “Penso que essa é, tristemente, uma experiência mais relevante que nunca em 2025.”

Mais do que um simples retrato biográfico, Sally mergulha fundo nas contradições da era em que a NASA finalmente abriu as portas às mulheres… mas ainda não estava preparada para as receber como iguais. A agência chegou ao ponto de preparar um “kit de maquilhagem espacial” e questionar se 100 tampões seriam suficientes para seis dias no espaço — enquanto os media perguntavam se Sally ia chorar em órbita.

E, no entanto, sob essa pressão, Ride destacou-se. Brilhante, discreta, profissional ao mais alto nível. E ainda assim, durante toda a sua vida, escondeu uma parte essencial de si: a sua relação com Tam O’Shaughnessy, companheira durante 27 anos.


Uma vida dividida entre a ciência e o silêncio

Sally Ride morreu em 2012, vítima de cancro, aos 61 anos. Foi apenas no seu obituário que o mundo soube que deixava uma parceira. Até então, apenas familiares e amigos próximos sabiam da sua orientação sexual. Foi Tam quem insistiu que a verdade fosse finalmente dita — porque, como afirma no documentário, “a história não estava completa”.

O filme dá palco a Tam O’Shaughnessy, que partilha memórias íntimas, momentos de cumplicidade e frustrações silenciosas. Quando Barack Obama distinguiu Sally Ride com a Medalha Presidencial da Liberdade, foi Tam quem a recebeu. Três anos depois, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado nos EUA. Mas Tam, hoje, está menos optimista.

“É uma batalha humana permanente e temos de continuar a esforçar-nos pelos valores que são importantes”, afirma, lembrando os recentes retrocessos nos direitos LGBT, tanto nos EUA como noutros países. “É um momento horrível e assustador”.


Quando até a bandeira do arco-íris incomoda

O contexto de Sally tornou-se involuntariamente profético. A realizadora começou a trabalhar com o canal National Geographic e a produtora Story Syndicate sem imaginar que o lançamento coincidiria com ataques directos às políticas de diversidade e inclusão. A própria NASA foi recentemente forçada a remover bandeiras do Orgulho Gay das suas instalações.

“Não fazíamos ideia de que seria lançado num momento em que a DEI está sob ataque”, lamenta Cristina. Mas talvez por isso mesmo, o documentário se torne ainda mais urgente.

Foi ao descobrir que Sally teve uma parceira que a realizadora sentiu o clique criativo: “Pensei: Se a NASA mal estava preparada para mulheres, como terá sido amar uma mulher naquele ambiente?


Precisamos de mais Sallys. E de mais Tams.

Sally não é apenas um tributo à primeira mulher americana no espaço. É um lembrete do preço que tantas pessoas pagaram — e ainda pagam — por serem quem são. E é, acima de tudo, uma história de amor, de resiliência, e de esperança.

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A estreia está marcada para 17 de Junho no Disney+ e 21 de Junho no canal National Geographic. Se há um momento para conhecer esta história, é agora.

Maria de Medeiros Triunfa no México: Festival de Guadalajara Rende-se ao Talento Português

A 40.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara terminou em festa com uma homenagem à carreira da atriz e realizadora portuguesa

Foi um fim de festa em grande para o cinema português no México. A 40.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Guadalajara encerrou com um momento especial: a entrega do prémio Homenagem a Convidada de Honra a Maria de Medeiros, figura incontornável do nosso cinema e presença marcante em produções internacionais como Pulp Fiction e Henry & June.

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No discurso emocionado, durante a cerimónia de encerramento no passado sábado, a atriz e realizadora sublinhou o carinho que sente pelo país anfitrião: “O México é uma grande nação de cultura, arte e cinema, e é uma referência. Todos os maravilhosos realizadores mexicanos que continuam a contribuir com uma criatividade extraordinária para o cinema mundial — o facto de este cinema se inspirar no cinema português é algo que nos comove profundamente”.

Maria de Medeiros, que filmou no México Duas Fridas e finalizou lá a pós-produção de Aos Nossos Filhos, fez questão de destacar as boas vibrações que sente sempre que pisa solo mexicano — um amor claramente correspondido.

Portugal em Destaque: Uma Seleção de Luxo do Nosso Cinema

A presença portuguesa em Guadalajara não se ficou apenas pela homenagem a Maria de Medeiros. Portugal foi o país convidado desta edição e fez-se representar com mais de 30 filmes — uma verdadeira montra da riqueza cinematográfica nacional, da memória histórica às vozes mais arrojadas da contemporaneidade.

Foram exibidas obras emblemáticas como Silvestre, de João César Monteiro, protagonizado por Maria de Medeiros, e Capitães de Abril, que a própria realizou. Mas o programa especial foi ainda mais fundo, com uma seleção que atravessou décadas e estilos: A Fábrica de Nada (Pedro Pinho), Trás-os-Montes (António Reis e Margarida Cordeiro), Maria do Mar(Leitão de Barros), A Noite (Regina Pessoa) ou As Fado Bicha (Justine Lemahieu), entre muitos outros títulos.

Pedro Costa, Manoel de Oliveira e José Álvaro Morais também marcaram presença nesta viagem ao cinema português, aclamada por críticos e espectadores.

Competição Ibérica: Documentários, Ficção e Narrativas LGBTQIA+

Na competição de melhor longa-metragem documental ibero-americana, A Savana e a Montanha, de Paulo Carneiro, destacou-se pelo seu olhar sobre a resistência da comunidade de Covas do Barroso à mineração de lítio. Ainda assim, o prémio foi para Tardes de solidão, do espanhol Albert Serra, uma produção coproduzida por Portugal que mergulha no mundo da tauromaquia.

Outras produções com carimbo português também estiveram em destaque: Ouro Negro, de Takashi Sugimoto, filmado na Índia com produção da Uma Pedra no Sapato, e La memoria de las mariposas, da peruana Tatiana Fuentes Sadowski, com coprodução da Oublaum Filmes, concorreram na secção de cinema socio-ambiental.

Na ficção, Sonhar com Leões, comédia negra de Paolo Marinou-Blanco sobre a eutanásia, marcou presença na competição oficial, enquanto Duas vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques, concorreu ao Prémio Maguey, dedicado ao cinema LGBTQIA+, com uma história provocadora sobre identidade e perseguição na época da Inquisição.

Tapete Voador e Ice Merchants: A Animação Também Levou Portugal ao México

No campo da animação, Portugal não ficou atrás. Os demónios do meu avô, de Nuno Beato, encantou o público e ganhou ainda mais destaque com a exposição dos bonecos em miniatura usados na técnica de stop-motion. A isto juntou-se uma masterclasse do realizador João Gonzalez, autor do aclamado Ice Merchants, que partilhou bastidores e processos criativos com uma plateia entusiasmada.

Ainda nas curtas-metragens, Tapete Voador, de Justin Amorim, abordou com coragem e crueza o maior escândalo de pedofilia institucionalizada em Portugal, e Two Ships, do norte-americano McKinley Benson com coprodução da portuguesa Cola Animation, foi candidato ao prémio de melhor curta de animação.

Um Festival com Alma Portuguesa

O Festival Internacional de Cinema de Guadalajara mostrou ao mundo o que de melhor se faz em Portugal. Mais do que uma celebração do passado e presente de figuras como Maria de Medeiros, foi uma afirmação de identidade, diversidade e criatividade. E se havia dúvidas sobre o impacto do cinema português além-fronteiras, Guadalajara dissipou-as todas — com o calor de uma ovação e o brilho de um prémio merecido.

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Jacinda Ardern Vira Documentário: Quando Liderar com Empatia é um Acto Revolucionário

Prime Minister retrata os bastidores da liderança da ex-primeira-ministra da Nova Zelândia com uma humanidade raramente vista em documentários políticos

Há líderes que marcam uma geração. E há documentários que nos lembram porquê. Prime Minister, dos realizadores Michelle Walshe e Lindsay Utz, oferece-nos um olhar íntimo, corajoso e profundamente humano sobre os cinco anos de liderança de Jacinda Ardern, a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia que encantou o mundo pela sua coragem, empatia e autenticidade — tudo isso enquanto se estreava simultaneamente na política de alto nível… e na maternidade.

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Ao contrário da maioria dos documentários políticos, que preferem os bastidores de campanhas e os slogans de última hora, Prime Minister mostra aquilo que raramente se vê: o peso real de governar, dia após dia, com decisões que afectam milhões — e uma bebé nos braços.

De Primeira-Ministra a Mãe de Neve: A Vida Pessoal Mistura-se com a Política

Jacinda Ardern subiu ao poder em 2017, com apenas 37 anos, após uma reviravolta improvável nas eleições. Em poucos meses, passou de líder da oposição a chefe de governo, liderando uma coligação minoritária que surpreendeu a Nova Zelândia — e o mundo.

A câmara acompanhou cada passo, muitas vezes através das lentes de alguém muito especial: o parceiro (agora marido) Clarke Gayford, um dos operadores de câmara e entrevistadores mais ternurentos do filme. A sua hesitação natural diante das perguntas difíceis (sobretudo quando a entrevistada é a sua companheira acabada de sair de uma reunião tensa) confere ao documentário uma camada de afecto raramente vista em retratos políticos.

Neve, a filha do casal, é presença recorrente e adorável. E a forma como o filme alterna entre a dureza do cargo e a suavidade da vida familiar é uma das suas maiores forças — desafiando os preconceitos que Jacinda enfrentou ao longo do mandato. Governar e ser mãe? Para Ardern, uma coisa fortalece a outra.

O Estilo Ardern: Coração, Humor e Lei

Prime Minister não perde tempo com tecnicalidades legislativas ou debates parlamentares — mas deixa bem claro o impacto da sua governação. Ardern foi incisiva na defesa do direito à interrupção voluntária da gravidez, fez avançar legislação climática relevante e liderou com firmeza emocional após os atentados de Christchurch, onde morreram 51 pessoas em 2019. Numa mistura de luto e acção, retirou armas de assalto das ruas da Nova Zelândia — num gesto que os EUA ainda invejam.

É impossível não recordar a sua graça em entrevistas internacionais (quem mais brilha com tanto à-vontade no The Late Show de Stephen Colbert?) ou a sua expressão de cansaço disfarçada por um sorriso tranquilo após mais uma noite sem dormir com a filha.

Mas o documentário não oculta as sombras: as ameaças, os protestos alimentados por desinformação importada dos EUA, e a pressão insustentável que a levou a abdicar do cargo em 2023. Ardern escolheu a sanidade em vez do poder. E esse gesto — tal como tantos outros — revelou a sua fibra.

Um Retrato Incomum Numa Época de Líderes Descartáveis

Prime Minister é mais do que uma biografia: é um manifesto de liderança com valores, num tempo em que o cinismo e o populismo parecem triunfar. Ardern é mostrada como alguém vulnerável, real, por vezes assustada, mas sempre orientada pelo bem comum. A sua sensibilidade é a sua maior arma. E o filme não tem medo de mostrar que sim, isso também é força.

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Ao sair da sala (ou desligar o ecrã), o espectador não só se emociona — sente-se inspirado. Porque, num mundo onde os megalómanos parecem multiplicar-se como cogumelos em solo húmido, Prime Minister relembra-nos de que é possível liderar com empatia. E que talvez — só talvez — o futuro ainda possa estar nas mãos de pessoas como Jacinda Ardern.

🎯 Ballerina Não É o Tiro Certo: O Universo John Wick Está a Perder o Norte?

Ana de Armas brilha, mas o spinoff deixa mais dúvidas do que certezas. Estará o mundo de John Wick a afundar-se sob o peso da sua própria expansão?

Três semanas após a sua estreia mundial, Ballerina confirma os receios de muitos fãs: o universo John Wick começa a ceder. Embora visualmente competente e com uma protagonista carismática, o filme acaba por desorientar-se na cronologia, perde força na bilheteira e, pior que tudo, dilui aquilo que tornava John Wick… John Wick.

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Uma assassina em pontas — mas tropeça na narrativa

Ballerina situa-se entre os eventos de John Wick: Capítulo 3 – Implacável e John Wick: Capítulo 4. Seguimos Eve Macarro (Ana de Armas), uma bailarina treinada pela Ruska Roma, numa busca por vingança contra os assassinos do seu pai — ao mesmo tempo que tenta cortar os laços com a sua família adoptiva de matadores.

O conceito parece promissor: mais uma peça do quebra-cabeças do submundo que John Wick tão bem nos apresentou. Mas o que poderia ter sido uma expansão sólida transforma-se rapidamente num problema de continuidade. E isso não se resolve com piruetas bem filmadas ou sequências coreografadas com precisão.

A aparição de John Wick… é o verdadeiro tropeço

Desde cedo, o marketing fez questão de martelar a presença de Keanu Reeves como grande trunfo de Ballerina. E sim, ele aparece. Mas essa escolha destrói a coerência interna da narrativa.

Para quem se lembra: no final de Capítulo 3, Wick está às portas da morte e recolhe-se aos túneis de Nova Iorque com o Bowery King. Passam seis meses até ao início de Capítulo 4. Ora, Ballerina decorre dois meses após Capítulo 3, e apresenta-nos um John Wick misteriosamente activo, a circular livremente, envolvido com a Ruska Roma — grupo ao qual, segundo Capítulo 4, ele ainda terá de pedir readmissão.

Em termos de continuidade, isto é mais do que uma falha: é uma sabotagem à própria mitologia da saga. Ao tentar manter viva a presença de Keanu Reeves, o filme atropela a cronologia e mina a construção narrativa dos capítulos principais.

Multiplicar Wicks não é estratégia — é cansaço

Quando John Wick chegou às salas em 2014, o protagonista destacava-se como um mito solitário num mundo de vilões banais. Agora, temos uma galeria de assassinos igualmente carismáticos e letais: Caine, Mr. Nobody, Sofia… e agora Eve. Todos são “quase-Wicks”.

Mas este excesso de figuras com o mesmo perfil — assassinos silenciosos em luto, letais, com códigos próprios — está a desgastar a aura de exclusividade de John Wick. Eve não tem culpa: Ana de Armas está em excelente forma, tanto física como dramática. O problema é estrutural. A saga começa a parecer uma fábrica de personagens com molde pré-definido.

E quanto mais se tenta repetir a fórmula, menos impacto ela tem.

Bilheteira modesta, sinal de alarme

Apesar das boas críticas iniciais (CinemaScore A-, 87 % de aprovação no PostTrak), Ballerina abriu com apenas 25 milhões de dólares no mercado norte-americano. Um número que, face ao orçamento de 90 milhões, é preocupante.

A título de comparação:

  • John Wick 4 abriu com 73,8 milhões
  • John Wick 3 com 56 milhões
  • John Wick 2 com 30 milhões

Mesmo considerando o crescimento internacional (51 milhões mundiais até ao momento), Ballerina está longe de se afirmar como um sucesso. E isto levanta uma questão inquietante: será que o público só se interessa por este universo quando é Keanu Reeves quem carrega a pistola?

O que nos diz Ballerina sobre o futuro da franquia?

Com John Wick 5 já em desenvolvimento e um spinoff centrado em Caine a caminho, a Lionsgate está a tentar esticar a corda ao máximo. Mas Ballerina mostrou que o público talvez já esteja satisfeito com o desfecho do Capítulo 4. E qualquer tentativa de “ressuscitar” Wick ou prolongar-lhe a lenda pode acabar por manchar aquilo que foi um final digno.

Há espaço para expandir este universo? Talvez. Mas será preciso mais criatividade e, acima de tudo, mais respeito pela narrativa que se construiu até aqui.

Onde ver “Ballerina”

  • Portugal: em exibição nos cinemas desde 6 de Junho de 2025. Disponibilização digital prevista para Amazon Prime Video até final de Julho.
  • Brasil: estreou a 6 de Junho de 2025, disponível brevemente no Amazon Prime Video Brasil.
  • Blu-ray (importado): já disponível na Amazon EUA

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Ballerina é um filme com estilo, alguma alma… mas sem chão. O que era para ser um passo seguro no futuro do universo John Wick tornou-se num tropeção narrativo. A coreografia está lá, os tiros também. Mas sem uma história sólida, e sem um herói verdadeiramente novo, tudo soa a eco. E como qualquer bailarino sabe, por vezes o silêncio entre os passos diz mais do que o ruído das botas a bater no palco.

“Batman Begins”: O Recomeço Sombrio Que Mudou o Cinema de Super-Heróis Para Sempre

O primeiro filme da trilogia de Christopher Nolan não foi um sucesso imediato de bilheteira — mas tornou-se o ponto de viragem de uma era

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Hoje, parece impensável: um filme do Batman realizado por Christopher Nolan, com Christian Bale no papel principal, Morgan Freeman, Michael Caine e Gary Oldman no elenco, e mesmo assim… um arranque tímido nas bilheteiras. Mas foi precisamente isso que aconteceu com Batman Begins, lançado em 2005. E vinte anos depois, vale a pena revisitar a história do filme que reinventou o Cavaleiro das Trevas — e reescreveu as regras do cinema de super-heróis.


Do Caos de “Batman & Robin” à Visão de Nolan

Em 2003, a ideia de um Batman “realista” parecia quase heresia. Estávamos apenas seis anos afastados do desastre que foi Batman & Robin, com George Clooney, piadas congelantes do Mr. Freeze e, claro, os infames mamilos na armadura. Foi nesse contexto que a Warner Bros. anunciou que Christopher Nolan, autor dos aclamados mas discretos Memento e Insomnia, iria liderar um novo reboot da saga.

Nolan via Batman como o mais “credível e realista” dos super-heróis. Sem superpoderes, sem magia — apenas trauma, treino e vontade férrea. Para dar forma à sua visão, chamou David S. Goyer (argumentista de Blade) e mergulhou fundo na psique de Bruce Wayne. O objectivo: voltar ao princípio e mostrar como um homem se transforma em símbolo.


Uma Origem Densa, Um Elenco de Luxo

Batman Begins não tem pressa em vestir o fato. O filme acompanha Bruce Wayne na sua jornada pelo Oriente, onde treina com Ra’s al Ghul (Liam Neeson) e aprende os ensinamentos da Liga das Sombras. De regresso a Gotham, mergulha num submundo corrupto e encontra no medo a sua maior arma — nascendo assim o Batman.

Nolan reuniu um elenco impressionante: Christian Bale (que teve de recuperar peso após The Machinist), Michael Caine como Alfred, Gary Oldman como Jim Gordon, Cillian Murphy como o perturbador Espantalho e Morgan Freeman como Lucius Fox. Katie Holmes fechava o núcleo principal.

Mas o foco não estava apenas na acção — estava na humanidade. Nolan queria que sentíssemos o peso da perda, da dúvida, da transformação. Como ele próprio afirmou: “Batman é interessante porque é humano.”


Crítica Sim, Bilheteira… Assim-Assim

O filme estreou a 17 de Junho de 2005, arrecadando $48,7 milhões no primeiro fim-de-semana nos EUA. Nada mau — mas longe do impacto de Spider-Man ou até Batman Forever. No final da sua carreira nas salas, Batman Begins somou $373 milhões a nível mundial, um valor modesto tendo em conta o orçamento de $150 milhões e as expectativas associadas à marca Batman.

Curiosamente, Fantastic Four, da Marvel, superou a estreia de Begins pouco tempo depois, apesar de ser… bem, Fantastic Four. Mas onde Nolan ganhou vantagem foi na crítica e na longevidade: o boca-a-boca foi extremamente positivo e o DVD teve vendas massivas — naquela altura, um factor ainda decisivo.


A Semente de Uma Revolução Cinematográfica

Três anos depois, The Dark Knight não só ultrapassaria a marca dos mil milhões, como redefiniria o que um blockbuster podia ser. E tudo começou com Batman Begins.

O impacto foi imediato em Hollywood. Em 2006, Casino Royale deu-nos um James Bond mais cru e emocional. Em 2012, Skyfall tornou-se o Bond mais lucrativo de sempre. Até produções como Alice in Wonderland, de Tim Burton, abraçaram um tom mais “sério”. E claro, o universo DC posterior — incluindo Man of Steel — bebeu directamente da estética Nolan.

Mas nem tudo correu bem. A obsessão por reboots sombrios também nos deu falhanços como Fantastic Four (2015) e experiências divisivas como Batman v Superman. Copiar o estilo sem entender o conteúdo raramente resulta.


Lições de Um Recomeço

Hoje, com o género de super-heróis em crise de identidade, Batman Begins permanece um exemplo de como um risco calculado pode mudar tudo. Nolan não fez concessões: entregou uma história sólida, coerente, centrada em personagens, que confiava na inteligência do público.

A Warner poderia ter recuado perante os números mornos de 2005. Mas confiou em Nolan. E essa aposta transformou-o num dos realizadores mais respeitados do século XXI, culminando com o fenómeno Oppenheimer, que arrecadou quase mil milhões e o Óscar de Melhor Filme.

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Num momento em que Hollywood parece perdida entre fórmulas e algoritmos, talvez esteja na altura de lembrar: o verdadeiro poder está nas histórias bem contadas, mesmo quando não brilham logo à primeira.