Daniela Ruah e Joaquim de Almeida São os Novos Rostos do Tribeca Festival Lisboa 2025 🎬🇵🇹

Tribeca Festival Lisboa está de regresso à capital com uma nova energia — e com dois embaixadores que dispensam apresentações. Daniela Ruah e Joaquim de Almeida vão dar cara e voz à edição de 2025 do festival internacional que, de 30 de outubro a 1 de novembro, promete transformar Lisboa no epicentro do cinema, da criatividade e do storytelling global.

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O anúncio foi feito esta semana no TUMO Lisboa, num evento que revelou não só os novos embaixadores, mas também uma estratégia renovada de bilheteira, novos curadores e uma clara ambição: tornar o Tribeca numa plataforma mais acessível, mais diversa e mais próxima do público.

“É disto que precisamos em Portugal”

Foi com entusiasmo que Daniela Ruah aceitou o convite para representar o festival. “É disto que precisamos em Portugal: de plataformas que liguem criadores, ideias e novas perspetivas ao resto do mundo”, afirmou a atriz de NCIS: Los Angeles, sublinhando a importância de criar pontes entre o talento nacional e as grandes narrativas globais.

Já Joaquim de Almeida, uma referência incontornável do cinema português e internacional, destacou o poder do festival como catalisador de mudança: “É um privilégio fazer parte de um festival que acredita no poder transformador do storytelling e que quer desafiar a indústria a olhar mais longe e de forma mais profunda.”

Curadoria com selo nacional

A nova equipa curatorial do Tribeca Festival Lisboa conta com nomes sólidos da cultura portuguesa: Patrícia Vasconcelos (fundadora do Passaporte Lisboa), o crítico de cinema Rui Pedro Tendinha e Joana Beleza, subdiretora de Áudio e Multimédia do Grupo Impresa. Caberá a este trio desenhar a programação nas áreas de cinema, conversas e podcasts.

A conferência de apresentação decorreu sob o mote provocador “Pode o storytelling mudar o mundo?”, e contou com a moderação de Júlia Palha numa conversa que cruzou criatividade, inclusão e a missão do festival enquanto farol para vozes emergentes.

Bilhetes para todas as carteiras — e todos os interesses

Uma das grandes novidades para 2025 é a estratégia de bilheteira, mais flexível e inclusiva. Os preços variam entre os 15€ e os 255€, com cinco modelos à escolha, pensados para públicos diferentes:

  • 🎟️ Tribeca Full Pass (255€) – Acesso total ao festival e à noite de abertura
  • 🎧 Talks & Podcasts Daily Pass (45€) – Acesso diário às conversas e gravações ao vivo
  • 🎬 Cinema Pack I (65€) – Seis sessões de cinema (até 3 por dia)
  • 🎬 Cinema Pack II (35€) – Três sessões de cinema
  • 🎟️ Cinema Session (15€) – Bilhete individual por sessão

A primeira fase de vendas do Full Pass arranca já a 24 de junho.

TUMO Lisboa ganha protagonismo

Este ano, o TUMO Lisboa assume-se como palco oficial do festival, sob o nome The Auditorium, reforçando a aposta no público jovem e nas novas linguagens criativas. Uma decisão que sublinha o espírito do Tribeca: olhar para o futuro sem esquecer o presente.

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Com presenças internacionais já confirmadas — entre elas Kim Cattrall, Meg Ryan e Giancarlo Esposito —, Lisboa prepara-se para receber uma edição que quer ser mais do que um festival. Quer ser um encontro. Um manifesto. Uma celebração da arte de contar histórias.

Clássicos de Kung Fu com Rosto Novo? China Lança Projeto Ambicioso de Remakes com Inteligência Artificial 🤖🥋

O futuro chegou com murros e pontapés voadores. E vem com um selo oficial. No Festival Internacional de Cinema de Xangai, foi revelado um dos projetos mais arrojados — e polémicos — da indústria cinematográfica atual: a China vai dar nova vida a 100 clássicos do cinema de artes marciais com recurso a inteligência artificial.

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Bruce Lee, Jackie Chan, Jet Li, Chow Yun-fat e outros ícones da ação oriental serão digitalmente rejuvenescidos, reanimados e — em certos casos — reinventados, naquele que está a ser promovido como o “Kung Fu Movie Heritage Project: 100 Classics AI Revitalization Project”.

De “Fist of Fury” a “Cyber Frontier”: Clássicos no ringue da tecnologia

Entre os títulos escolhidos para esta revitalização tecnológica estão:

• Fist of Fury (1972), de Bruce Lee

• Drunken Master (1978), com Jackie Chan

• Once Upon a Time in China (1991), de Tsui Hark com Jet Li

• A Better Tomorrow (1986), de John Woo — agora transformado numa animação cyberpunk completa com IA

Este último já teve até direito a trailer, onde o anti-herói outrora interpretado por Chow Yun-fat surge numa versão digital estilo Blade Runner, com armas futuristas e um ambiente visual de videojogo distópico. O estúdio Quantum Animation já o apelida de “o primeiro filme de animação produzido inteiramente por IA do mundo”.

“Preservar e transformar” — eis a missão

Segundo Zhang Pimin, presidente da China Film Foundation, a intenção do projeto é “preservar o património estético e cultural” destas obras, mas ao mesmo tempo atualizá-las para um público que “consome cinema de forma diferente”. Ou seja: um Bruce Lee com mais definição, som remasterizado, mas sem perder o golpe de vista.

Tian Ming, da Shanghai Canxing Culture & Media, promete uma “reformulação visual” que irá “prestar homenagem às obras originais” ao mesmo tempo que as torna apelativas para audiências contemporâneas. O orçamento inicial ronda os 100 milhões de yuans (cerca de 13,9 milhões de dólares), e as autoridades chinesas apelam à colaboração com “as maiores empresas de animação por IA do mundo”.

Uma arte milenar, um dilema moderno

Para muitos cinéfilos, a ideia de reanimar Bruce Lee com inteligência artificial pode parecer tanto um milagre técnico como uma profanação. Afinal, o apelo destes filmes está no suor, na fisicalidade, nas falhas humanas que tornam cada cena autêntica. Como irá uma versão “limpa”, digital e perfeitamente renderizada capturar a intensidade de um combate de The Legend of the Drunken Master?

Mas para o governo chinês e os estúdios envolvidos, trata-se de dar continuidade ao legado. Não apenas conservar as obras como cápsulas do tempo, mas dar-lhes nova relevância cultural e económica. E não é só no kung fu: a abertura do festival contou com uma montagem que misturava cenas clássicas com imagens geradas por IA, incluindo Roman Holiday, de Audrey Hepburn.

O que está realmente em jogo?

Este projeto levanta questões sérias sobre o papel da IA na arte. Onde está a linha entre restauro e reinterpretação? Quando uma personagem digital deixa de ser um tributo e passa a ser uma apropriação? E, sobretudo: será que o mundo quer ver Bruce Lee a lutar com drones num cenário gerado por computador?

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Para já, a China está decidida: o futuro do passado é digital. Resta saber se o público global vai aceitar essa proposta de combate… ou preferir o bom e velho VHS com legendas tortas e chiado de fundo.

“Days of Thunder 2” Acelera com Tom Cruise ao Volante: O Regresso da NASCAR em Alta Velocidade 🏁🚗💨

Sim, ouviu bem: Days of Thunder está prestes a fazer um regresso às pistas, e com Tom Cruise novamente ao volante. O icónico filme de corridas NASCAR de 1990, que juntava velocidade, suor e uma boa dose de adrenalina cinematográfica, vai ter uma sequela. E quem confirmou a notícia — de forma meio casual, mas claramente intencional — foi ninguém menos que o produtor original, Jerry Bruckheimer.

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Em entrevista recente no tapete vermelho da estreia do novo filme de Fórmula 1 (também produzido por Bruckheimer), o lendário produtor foi apanhado com uma pergunta direta: “Há uma sequela de Days of Thunder a caminho?”Bruckheimer sorriu… e respondeu com um enigmático mas promissor: “A próxima, queres dizer?”

Cruise, velocidade e o regresso de Cole Trickle?

Para os fãs do original, lançado em 1990, a ideia de Tom Cruise voltar ao papel de Cole Trickle é gasolina de alta octanagem nas veias da nostalgia. O filme, realizado por Tony Scott e com música de Hans Zimmer, não foi um sucesso crítico imediato, mas tornou-se um clássico de culto entre os fãs de corridas e da aura invencível de Cruise nos anos 90.

Com uma bilheteira de 157 milhões de dólares e uma aura que só cresceu ao longo das décadas, o filme consolidou o charme rebelde de Cruise e lançou a paixão do público pela NASCAR no cinema.

Timing perfeito, volante quente

Não é por acaso que os rumores agora se transformam em promessas. Com o sucesso da produção centrada em Fórmula 1 (também com Cruise e Bruckheimer envolvidos) e o renascimento do interesse por corridas em alta definição no grande ecrã, o momento para reviver Days of Thunder nunca foi tão oportuno.

Jeff Gordon, ex-campeão da NASCAR, confirmou ter falado com Cruise diretamente, e garante que a resposta foi clara: “Vamos fazê-lo. Vamos fazer Days of Thunder 2.”

O que esperar do novo capítulo?

Ainda sem detalhes confirmados sobre a história ou o elenco, é provável que a sequela siga o modelo “legacy sequel” — uma continuação que respeita a narrativa original mas introduz novas personagens, rivalidades e um protagonista mais velho, mas ainda com a mão firme no volante. Será Cole Trickle agora um mentor? Um piloto que regressa para “uma última corrida”? Ou talvez um executivo que vê-se obrigado a voltar à pista?

Bruckheimer deixou no ar: “Com a tecnologia de hoje e as ideias do Tom, vamos entregar algo verdadeiramente empolgante.”

E conhecendo Cruise, não será apenas CGI — será real, arriscado e com o actor (literalmente) ao volante.

O legado de “Days of Thunder”

Lançado entre Top Gun e Missão: ImpossívelDays of Thunder foi muitas vezes apelidado de “Top Gun em quatro rodas”. E com razão: o espírito rebelde, o mentor severo, a tensão nas pistas, o romance inesperado, tudo encaixava. Mas ao longo dos anos, o filme conquistou o seu lugar próprio — e numa altura em que o culto da velocidade está novamente em alta (basta ver o sucesso de Gran Turismo ou Ford v Ferrari), este regresso é tudo menos gratuito.

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Um novo motor está a roncar nos bastidores de Hollywood. E Cole Trickle pode muito bem estar pronto para a corrida final.

“Nuremberg”: Russell Crowe Enfrenta o Passado Nazi num Thriller Histórico com Rami Malek e Michael Shannon 🎖️🧠

Russell Crowe está prestes a encarnar um dos papéis mais controversos e intensos da sua carreira: o de Hermann Göring, figura central do regime nazi, no novo thriller histórico Nuremberg, realizado por James Vanderbilt. O filme, adquirido pela Sony Pictures Classics para distribuição na América do Norte, tem estreia marcada para 7 de novembro de 2025, em plena comemoração dos 80 anos dos julgamentos de Nuremberga.

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Um duelo psicológico no pós-guerra

Baseado no livro The Nazi and the Psychiatrist, de Jack El-Hai, Nuremberg centra-se na relação tensa entre Göring (Russell Crowe) e Douglas Kelley (Rami Malek), o psiquiatra do Exército norte-americano encarregado de avaliar a sanidade dos líderes nazis após o colapso do Terceiro Reich.

O que poderia ser uma avaliação clínica transforma-se num verdadeiro campo de batalha mental, onde um dos mais perigosos homens do século XX tenta manipular a narrativa — e o próprio Kelley, que se vê forçado a confrontar o mal numa das suas formas mais desconcertantes: fria, carismática e racional.

Um elenco de luxo ao serviço da história

Além de Crowe e Malek, Nuremberg conta com Michael Shannon, Richard E. Grant, Leo Woodall, John Slattery, Colin Hanks, Lydia Peckham, Lotte Verbeek e Andreas Pietschmann. É uma lista de actores que promete intensidade dramática, contenção emocional e diálogos à flor da pele — tudo o que se espera de uma obra sobre os bastidores de um dos julgamentos mais significativos do século XX.

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A realização e argumento ficam a cargo de James Vanderbilt, que já nos trouxe o subestimado Truth (com Cate Blanchett e Robert Redford) e o celebrado Zodiac de David Fincher. Aqui, Vanderbilt não só regressa ao lugar de realizador como também mergulha num terreno denso, repleto de implicações éticas e psicológicas.

Porquê “Nuremberg” agora?

Num mundo onde o extremismo ideológico volta a ganhar terreno e onde o revisionismo histórico ameaça a memória coletiva, Nuremberg surge como uma chamada de atenção. Não se trata apenas de recordar o que aconteceu, mas de refletir sobre como lidamos com o mal — especialmente quando ele veste fato e fala com eloquência.

A Sony Pictures Classics descreve o filme como “uma obra de relevância profunda, que ressoa com públicos de todas as idades.” E não é difícil perceber porquê. Nuremberg não é apenas uma história de pós-guerra — é uma história sobre responsabilidade, justiça e os limites da compreensão humana.

Uma estreia que promete marcar o outono cinematográfico

Com estreia agendada para novembro, e com um elenco em forma e um tema carregado de tensão moral, Nurembergpromete ser uma das grandes apostas para a temporada de prémios. Russell Crowe, num papel que já está a gerar burburinho, poderá muito bem estar de regresso às grandes ligas da interpretação.

O julgamento está marcado. E o público, tal como Douglas Kelley, terá de escutar — e decidir o que fazer com o que ouve.

“Harold & Kumar” Estão de Volta — e Sim, Vai Ser Mesmo R-Rated, Caótico e Cheio de Fumo 🌿🍔

Mais de uma década depois da última viagem alucinada, Harold e Kumar estão oficialmente prontos para mais uma ronda de hambúrgueres, drogas recreativas e situações absolutamente insanas. E quem está ao volante deste regresso são os criadores de Cobra Kai, Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg e Josh Heald, que assinam argumento, realização e produção desta nova sequela da icónica comédia stoner dos anos 2000.

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É isso mesmo: os mesmos tipos que levaram Daniel LaRusso e Johnny Lawrence a reconquistar o coração do mundo, agora querem repetir a dose com os anti-heróis mais “munchies” de Hollywood. E, como diriam os próprios, it’s high time.


O regresso da dupla mais insólita da comédia moderna

Lançado em 2004, Harold & Kumar Go to White Castle parecia, à partida, mais um filme para adolescentes com humor de casa de banho e referências canábicas. Mas revelou-se algo muito mais inesperado: uma sátira social com dois protagonistas não brancos, uma crítica ao racismo e aos estereótipos… e uma sequência em que fumam com um guepardo. Tudo isso, e Neil Patrick Harris a fazer de si próprio, completamente pedrado e alucinado.

O sucesso foi suficiente para gerar duas sequelas — Escape from Guantanamo Bay (2008) e A Very Harold & Kumar Christmas (2011) — que cimentaram a série como uma referência do humor irreverente e provocador.

Agora, com Hurwitz e Schlossberg a retomar o controlo criativo (eles próprios escreveram e realizaram os dois primeiros), o novo capítulo promete uma “versão sem desculpas, R-Rated e cheia de fumo” daquilo que tornou Harold & Kumar uma comédia de culto.


John Cho e Kal Penn: estão de volta?

Embora ainda sem contrato assinado, tudo indica que John Cho e Kal Penn vão regressar aos papéis de Harold Lee e Kumar Patel — agora, provavelmente, como pais de meia-idade a tentar esconder as suas aventuras passadas dos filhos… enquanto inevitavelmente se envolvem em novas. Os criadores brincam: “Está na hora de passarem a sabedoria… só não contem às crianças.”

A confirmar-se, este será um reencontro com sabor nostálgico, especialmente sabendo o quão longe ambos foram desde então. Cho brilhou em Star Trek e Searching, enquanto Kal Penn até trocou Hollywood pela Casa Branca durante a administração Obama. Sim, Kumar trabalhou na Ala Oeste. A sério.

A equipa de Cobra Kai em modo stoner comedy? Sim, por favor.

Depois do sucesso explosivo de Cobra Kai, que transformou um franchise dos anos 80 num fenómeno global com direito a nomeações aos Emmys, Hurwitz, Schlossberg e Heald tinham carta branca para fazer… o que quisessem. E escolheram voltar às origens — à comédia “sem filtro”, mas com cérebro.

Produzido pela Mandate Pictures (com ligação histórica à trilogia original), o novo filme será também uma das primeiras grandes apostas de Nathan Kahane depois de deixar a presidência da Lionsgate Motion Pictures Group. A nostalgia está em alta — e ninguém duvida que este regresso vai ter um público fiel à espera.

Afinal, para que serve o cinema, senão para rir de nós próprios?

Harold & Kumar sempre foi mais do que um filme para ver com os amigos a rir desalmadamente. Era um grito de diversidade em Hollywood antes de isso ser uma palavra da moda, e uma prova de que os heróis podiam ser asiáticos, indianos, ridículos e ainda assim profundamente humanos.

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Este regresso é mais do que justo. É necessário. E se tiverem de voltar a fugir de racistas, entrar num bar com um touro ou reencontrar Neil Patrick Harris a cantar num cavalo mágico, nós estaremos aqui para ver — de preferência com batatas fritas e gargalhadas.

Dos Tubarões aos Brinquedos: 50 Verões de Blockbusters e Bilheteiras Milionárias 🦈🎬

Em 1975, Steven Spielberg lançou um tubarão ao mar — e, sem querer, mudou para sempre o calendário de Hollywood. Jaws (ou Tubarão, para os fãs de verão com memória) inaugurou o conceito moderno de “filme de verão”, transformando os meses quentes numa temporada sagrada para os grandes estúdios. Meio século depois, o legado do monstro marinho mantém-se firme, com sucessores coloridos, barulhentos, cheios de efeitos e, claro, de bilhetes vendidos.

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Mas nem só de explosões e super-heróis se faz esta história. Há animação, nostalgia, naves espaciais e até uma boneca com tendências feministas a dominar os rankings mais recentes.

Vamos a uma viagem no tempo com os campeões de bilheteira do verão, ano a ano — e, já agora, com alguns comentários (nem sempre sérios) pelo caminho.


Os primeiros mergulhos (1975–1984)

  • 1975: Jaws – $260MO pai de todos os blockbusters. Nunca mais olhámos para a praia da mesma forma.
  • 1977: Star Wars – $221.3MA Força despertou… e nunca mais adormeceu.
  • 1978: Grease – $132.5MCabelo brilhante, calças justas e John Travolta no auge. “Summer lovin’”, versão caixa registadora.
  • 1984: Ghostbusters – $189.1MQuem é que vais chamar? O teu contabilista, para contar o lucro.

Os musculos e os tiros (1985–1994)

  • 1986: Top Gun – $131.3MAviões, Ray-Bans e o início do reinado de Tom Cruise.
  • 1989: Batman – $239MTim Burton, um morcego e um joker que ainda hoje assombra.
  • 1993: Jurassic Park – $316.6MSpielberg + dinossauros = dinheiro a sair do chão como se fosse DNA de mosquito.
  • 1994: The Lion King – $262.3MCircle of Life… e de receitas.

A era digital e o império da Pixar (1995–2004)

  • 1999: Star Wars: Episode I – $421.4MJar Jar Binks pode ter sido controverso, mas a bilheteira não teve dúvidas.
  • 2001: Shrek – $263MUm ogre destronou os contos de fadas. E os filmes de princesas nunca mais foram os mesmos.
  • 2004: Shrek 2 – $436.7MO burro voltou. E trouxe ainda mais dinheiro.

Super-heróis e sequelas até dizer chega (2005–2019)

  • 2008: The Dark Knight – $504.8MA prova de que um filme de super-heróis podia ser sério, sombrio… e um colosso de bilheteira.
  • 2012: The Avengers – $620.3MA Marvel encontrou a fórmula mágica. E os cofres abriram-se.
  • 2015: Jurassic World – $647.4MOs dinossauros ainda tinham dente para mais um round.
  • 2018: Incredibles 2 – $602.6MEsperámos 14 anos. A Pixar entregou. E as famílias correram para o cinema.
  • 2019: The Lion King (remake) – $523.6MA nostalgia vende. E em CGI, vende ainda mais.

Pandemia e reinvenção (2020–2024)

  • 2020: Tenet – $20MO verão em que o cinema quase morreu. E Nolan quase salvou… mas não foi suficiente.
  • 2022: Top Gun: Maverick – $701.3MNunca subestimes Tom Cruise. Nunca.
  • 2023: Barbie – $612.3MCor-de-rosa, sarcástica, feminista e uma máquina de fazer dinheiro.
  • 2024: Inside Out 2 – $650.8MA Pixar voltou ao centro das emoções — e das receitas.

O Verão: estação oficial da nostalgia… e das filas no cinema

Em cinco décadas, vimos heróis a nascer, franquias a crescer, e géneros a renascer. Dos tubarões aos aliens, dos brinquedos falantes aos super-heróis com crises existenciais, o verão transformou-se num campo de batalha bilheteiro. Mas uma coisa é certa: há sempre espaço para o inesperado.

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E agora que os estúdios já estão a preparar os verões de 2025 e 2026, só nos resta perguntar:

Será que alguma estreia conseguirá, um dia, bater Top Gun: Maverick? Ou teremos de esperar por Barbie vs Dinossauros?

“Saw” Está de Volta — e nas Mãos da Blumhouse: Um Novo Jogo Vai Começar? 🔪🩸

Preparem-se para ouvir novamente “I want to play a game…”, mas desta vez com um novo tabuleiro e mestres do terror diferentes por trás da cortina. A Blumhouse, o estúdio responsável por algumas das maiores explosões do horror moderno como InsidiousM3GANGet Out e Five Nights at Freddy’s, acaba de adquirir os direitos da mítica franquia Saw — incluindo filmes, séries e tudo o que envolva o sádico Jigsaw e os seus jogos macabros.

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A compra, feita à dupla de produtores Oren Koules e Mark Burg, marca uma viragem histórica para uma das sagas mais longevas e lucrativas do cinema de terror. Os números não mentem: com 10 filmes lançados desde 2004, Saw arrecadou mais de mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais. E parece que o jogo está longe de acabar.

Um regresso ao início — com Wan e Whannell de volta ao jogo

A cereja no topo desta serra ensanguentada é o regresso de James Wan, o realizador do Saw original, lançado em 2004, que ajudou a redefinir o terror no século XXI. Wan e Leigh Whannell, argumentista e co-criador da saga, estarão de volta para liderar criativamente os novos projetos. Desde 2024 que a produtora de Wan, a Atomic Monster, está fundida com a Blumhouse — e esta junção promete trazer não apenas nostalgia, mas também inovação.

Saw ocupa um lugar especial no meu coração,” afirmou Wan, sublinhando que o regresso ao universo de Jigsaw será tanto uma viagem emocional como uma oportunidade para “abraçar o espírito original e empurrar o legado em direcções ousadas e inesperadas.”

Lionsgate continua a bordo (e à espreita)

Apesar da aquisição, a Lionsgate — que distribuiu todos os capítulos até agora — mantém 50% da propriedade e continuará a co-produzir os próximos títulos. O jogo, afinal, não se joga sozinho.

Já os antigos produtores Oren Koules e Mark Burg despedem-se da saga com dignidade. Koules disse sentir que era “o momento certo para passar o testemunho,” enquanto Burg afirmou querer “seguir em frente e contar novas histórias.” Dois veteranos do género a deixarem o palco com a consciência tranquila… e com a certeza de que o legado está em boas mãos.

Uma jogada estratégica para o futuro do terror

Jason Blum, o homem por detrás da Blumhouse, disse-o de forma simples: Saw “definiu uma geração do terror” e o seu impacto cultural continua a crescer. Com esta aquisição, a Blumhouse reforça a sua posição como império do medo — agora com Jigsaw no seu arsenal ao lado de Annabelle, M3GAN e os Purge.

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E nós, espectadores? Podemos apenas preparar-nos para o que aí vem. Porque se a Blumhouse nos habituou a pesadelos criativos, o que fará agora com o brinquedo mais cruel de todos?

O novo jogo ainda não começou. Mas já ouvimos o estalido da serra. E ninguém vai sair ileso.

Revólveres, Salões e Lendas: O Western Está de Volta no STAR Movies — e Há Muito Pó para Levantar 🤠🔥

Julho promete ser o mês mais poeirento e nostálgico do ano para os amantes do bom e velho western. O STAR Movies preparou um especial de programação que atravessa o mês inteiro, de 1 a 31 de julho, dedicado a um dos géneros mais icónicos da história do cinema. São clássicos, pérolas escondidas e autênticas relíquias que nos fazem lembrar que, antes dos super-heróis e das sequelas infindáveis, havia cowboys de chapéu torto, cavalos a galope e duelos ao pôr do sol.

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Quando o western era rei — e ainda sabe atirar

Há algo de profundamente cinematográfico no western. O cenário árido, os silêncios longos, os códigos de honra, os heróis solitários e os vilões cruéis. Era ali, na vastidão do deserto e na simplicidade moral do “bem contra o mal”, que Hollywood construía mitos. E em julho, o STAR Movies traz de volta esses mitos com um alinhamento que é ouro puro para qualquer cinéfilo que se preze.

Entre os destaques estão Rio Grande, de John Ford, com John Wayne em modo “toda a poeira do deserto é minha”; Johnny Guitar, o western feminista avant la lettre com Joan Crawford de pistola em punho; ou Destry, com Charlton Heston a manter a lei e a ordem entre saloons e foras-da-lei.

Mas há mais. Muito mais.

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Do clássico absoluto ao faroeste B com charme

Para quem gosta do western puro e duro, com índios e cavalaria, temos Barreiras de FogoO Segredo da MontanhaUm Dia de FúriaFronteiras do Orgulho e Amizade Sangrenta — todos com aquele charme vintage dos anos 50, quando o cinema ainda cheirava a película e tabaco.

Há ainda espaço para aventuras mais existenciais, como Anos de Violência, com Tony Curtis a tentar limpar o seu nome antes que o linchem, e o delicioso O Parceiro do Diabo, onde George Peppard regressa para ajustar contas com antigos comparsas.

Para quem aprecia westerns com um toque de psicologia e política, Walk the Proud Land (com Audie Murphy) mostra um homem branco a tentar conquistar a confiança de uma reserva Apache — uma narrativa rara para a época, que vai muito além do simplismo habitual.

Uma maratona para quem ainda acredita que um bom western nunca morre

Durante cinco semanas, o STAR Movies vai ser território reservado a xerifes de fala pausada, pistoleiros em busca de redenção, donas de salão destemidas e bandidos com olhos de gelo. Com sessões todas as noites, o canal faz justiça ao género que ajudou a definir a linguagem do cinema moderno.

E como cereja no topo do bolo, há títulos lendários como Dois Homens e Um Destino (com Paul Newman e Robert Redford), Bandolero!Deus Perdoa… Eu Não! e o italiano Um Homem, Um Cavalo, Uma Pistola, prova de que o western spaghetti também tem lugar na festa.

Porquê voltar ao western?

Porque estes filmes são mais do que tiroteios e chapéus. São parábolas morais, reflexões sobre a justiça, sobre o que significa ser homem (e mulher) num mundo em transição. São a origem de quase tudo o que hoje vemos nas séries de crime, nos blockbusters e até nos videojogos.

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E porque às vezes, entre tanta modernidade, sabe bem voltar ao básico: uma estrada poeirenta, um duelo final… e aquele silvo inconfundível de Ennio Morricone na nossa cabeça.

“Springsteen: Deliver Me From Nowhere” — A Criação de um Álbum Lendário Chega ao Cinema 🎸🎬

Poucos artistas conseguiram transformar a crueza da vida americana em poesia com a mesma força de Bruce Springsteen. E foi precisamente num dos momentos mais silenciosos da sua carreira que nasceu Nebraska — um álbum gravado em casa, com um gravador de quatro pistas, e que viria a tornar-se num dos mais enigmáticos e reverenciados da música popular. Agora, essa história chega ao grande ecrã em Springsteen: Deliver Me From Nowhere, com estreia marcada para 23 de outubro de 2025 nos cinemas portugueses.

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Um filme sobre o silêncio, a dúvida e a criação

Realizado por Scott Cooper (Crazy HeartHostiles), o filme adapta o livro homónimo de Warren Zanes e promete ser mais do que um simples biopic. Deliver Me From Nowhere é uma viagem interior — um retrato da fase em que Springsteen, ainda a digerir o sucesso de The River, se isolou em busca de respostas que não encontrava nas digressões nem no estúdio.

A sua arma? Um gravador Tascam 144, um punhado de cassetes e uma sensibilidade à flor da pele.

Foi assim que Nebraska nasceu: com canções sombrias sobre assassinos, perdidos, fracassados e fantasmas da estrada americana. Um disco que foi, na altura, incompreendido por muitos, mas que hoje é considerado um dos trabalhos mais íntimos e corajosos da carreira do Boss.

Jeremy Allen White: do ginásio à guitarra

A escolha de Jeremy Allen White (The Bear) para interpretar Springsteen pode parecer, à partida, inesperada — mas o trailer já deixa antever uma performance contida, introspectiva, sem caricatura. É um Bruce silencioso, vulnerável, à procura de uma forma de sobreviver ao próprio sucesso sem perder a alma.

No elenco, destaca-se também Jeremy Strong (Succession) como Jon Landau, o manager e confidente do músico, numa dinâmica que deverá ser central na narrativa. Paul Walter Hauser, Stephen Graham, Odessa Young, Gaby Hoffman, Marc Maron e David Krumholtz completam um leque de actores que promete muito mais do que imitadores: personagens reais, com vida própria, a respirar num universo criativo profundamente marcado pela dúvida, solidão e persistência.

Um filme sobre música… mas sem pose de palco

Scott Cooper já demonstrou em filmes anteriores que prefere a melodia das personagens ao ruído do estrelato. Aqui, tudo indica que opta pela mesma abordagem. Em vez de concertos grandiosos, teremos cenas de ensaios solitários, frustrações artísticas, relações pessoais complexas — e, acima de tudo, a tensão entre o homem e o artista.

A ambição é clara: mostrar o momento em que Springsteen se olhou ao espelho e percebeu que a sua voz — crua, imperfeita, verdadeira — podia mudar vidas mesmo sem bateria nem saxofones. Nebraska não precisava de produção: bastava-lhe a dor, a estrada e uma narrativa devastadora.


Um filme para os fãs… e para os que ainda não sabem que o são

Se é fã de Springsteen, este é um filme obrigatório. Se não é — ou julga que não é — talvez esta seja a oportunidade certa para descobrir o lado mais humano de uma das maiores figuras da música americana. Porque Deliver Me From Nowherenão é sobre fama. É sobre arte, identidade e a capacidade de criar algo belo quando tudo o que sentimos é escuridão.

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Estreia nos cinemas a 23 de outubro. E sim, há coisas que não se dançam — apenas se escutam em silêncio

“Filmes Para Não Dormir”: O Regresso do Ciclo de Terror que Vai Assombrar o Verão nos Cinemas Portugueses 🌕🔪

Se é daqueles que adormece com facilidade… aproveite agora, porque a partir de 3 de julho dormir vai ser um luxo raro. Está de regresso o ciclo Filmes Para Não Dormir, uma iniciativa da NOS Audiovisuais que promete fazer tremer as salas de cinema portuguesas com sete propostas de terror cuidadosamente escolhidas para transformar as noites quentes de verão em experiências cinematográficas gélidas.

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Ao longo de doze semanas, os cinemas vão ser palco de uma programação dedicada aos amantes do género — e também àqueles que gostam de desafiar os limites da sua coragem. Porque sim, este ciclo é para quem não tem medo do escuro. Ou melhor: é para quem gosta de sentir o medo bem à frente dos olhos, em ecrã gigante e som envolvente.

Sete filmes, sete formas de perder o sono

A nova edição traz uma seleção que cruza diferentes vertentes do terror — do psicológico ao sobrenatural, do claustrofóbico ao visceral. Eis os títulos confirmados:

  • O Ritual
  • Animais Perigosos
  • Um Encontro Mortal
  • Rosario – Herança Maldita
  • O Poço do Mal
  • Não Entres
  • Perverso

É um menu de horrores variado e requintado, onde cada sessão é um convite a mergulhar numa atmosfera de tensão crescente, surpresas letais e narrativas onde nada — mesmo nada — é o que parece. O ciclo promete explorar medos primordiais, reacender traumas e semear a dúvida: até que ponto estamos seguros na nossa cadeira de cinema?

Sessões da meia-noite: o terror onde ele deve estar

Um dos grandes trunfos deste ciclo é o horário. Filmes Para Não Dormir assume-se como um ritual semanal de cinema à meia-noite — a hora certa para invocar demónios, abrir portas proibidas, ou simplesmente assistir ao desespero alheio com uma boa dose de pipocas… e as mãos a tremer.

Mais do que uma sessão de cinema, é uma experiência coletiva de suspense e adrenalina. Quem já viveu uma destas noites sabe: há algo de especial em sair de uma sala escura, depois da meia-noite, com o coração acelerado e a sensação incómoda de que… talvez algo o esteja a seguir até ao carro.

Terror como ele deve ser: no cinema, com intensidade

Numa altura em que tantas experiências cinematográficas são consumidas em streaming e em ecrãs pequenos, este ciclo vem recordar-nos de que o terror, para ser verdadeiramente eficaz, exige escuridão, som envolvente, e espectadores cúmplices que saltem da cadeira ao mesmo tempo que nós.

A NOS Audiovisuais aposta forte nesta proposta e deixa claro: o objetivo é proporcionar “noites cheias de tensão e surpresas”, para quem vive o cinema com intensidade — e tem nervos de aço.

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Se estava à procura de uma desculpa para não ir para a praia ao fim do dia, aqui está ela: todas as semanas, a partir de 3 de julho, há razões mais do que suficientes para trocar o calor do verão por arrepios na espinha.

Vê os trailers dos filmes propostos nesta playlist

Sylvester Stallone: O Verdadeiro Rocky Que Hollywood Quase Não Deixava Subir ao Ringue 🥊🎬

Hollywood adora histórias de superação. Mas poucas são tão intensas, dramáticas e reais como a de Sylvester Stallone. Antes de ser o ícone musculado que conhecemos, antes de subir ao ringue como Rocky Balboa, antes dos Oscars e da fama, Stallone era apenas mais um homem quebrado — no bolso, na alma e até no rosto.

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Sim, o rosto. Stallone nasceu com uma paralisia facial parcial provocada por complicações no parto. A sua boca torta e voz arrastada tornaram-se marcas registadas… mas foram, durante muito tempo, motivos de gozo e rejeição. A indústria, sempre obcecada com a perfeição, não sabia o que fazer com ele.

Quando o fundo do poço parece não ter mais chão

Houve um tempo em que Sylvester Stallone não era só um actor sem trabalho. Era um homem sem casa. Morou na rua, dormiu durante três noites numa estação de autocarros em Nova Iorque. Para sobreviver, vendeu as poucas jóias da mulher. Mas o pior ainda estava por vir: sem dinheiro para alimentar o seu cão — o único companheiro que lhe restava — teve de o vender por 25 dólares à porta de uma loja de bebidas. A dor dessa decisão deixou-lhe marcas que nunca se apagaram.

E foi nesse estado de desespero absoluto que assistiu a um combate entre Muhammad Ali e Chuck Wepner. Um combate de gigantes, onde o improvável quase venceu. E foi aí que algo acendeu dentro dele. Em apenas 20 horas, Stallone escreveu o guião de Rocky.

“O guião é teu, mas o papel… não”

Começaram então as recusas. Os estúdios adoravam o guião. Ofereceram-lhe 125 mil dólares. Depois 250 mil. E mais tarde, 350 mil. Mas havia uma condição: Stallone não podia protagonizar o filme. Queriam um rosto “vendável”. Um actor de verdade. Não um tipo com cara esquisita e voz esganiçada.

Stallone recusou tudo. “Ou é comigo no papel principal… ou não é.” Era uma jogada suicida para alguém sem dinheiro, sem casa e sem cão. Mas ele acreditava. E essa fé inabalável acabou por convencer os produtores: deram-lhe 35 mil dólares e o papel de Rocky Balboa.

O soco que ninguém viu chegar

Rocky tornou-se um fenómeno. Ganhou o Óscar de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Montagem. Stallone foi nomeado para Melhor Actor. O filme entrou para a história como uma das obras mais inspiradoras do cinema americano.

E o que fez Stallone com o seu primeiro cachê? Voltou à loja onde tinha vendido o cão. Esperou durante três dias pelo homem que o tinha comprado. Ofereceu-lhe 100 dólares. Depois 500. Depois 1.000. O homem recusou sempre. Só o devolveu quando Stallone ofereceu 15 mil dólares — para recuperar o melhor amigo que tinha perdido.

Mais do que músculos: uma lição de alma

A história de Stallone não é apenas sobre sucesso. É sobre integridade. Sobre resistir à tentação de vender a sua voz — literalmente — por dinheiro. É sobre acreditar em si próprio quando ninguém mais acredita. É sobre dizer “não” aos milhões porque a sua verdade valia mais.

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Tal como Rocky, Stallone não foi feito para ganhar à primeira. Mas foi feito para aguentar os golpes, levantar-se e continuar a lutar. E, no fim, vencer.

Vin Diesel: A História Real por Trás do Ícone da Velocidade — e da Família 💪🚗

Antes de ser Dominic Toretto. Antes de acelerar em Velozes e Furiosos. Antes de ser um dos nomes mais reconhecíveis (e inconfundíveis) de Hollywood, Vin Diesel era apenas Mark Sinclair, um rapaz de Nova Iorque com um sonho e uma identidade que ninguém conseguia catalogar. Literalmente.

“Tu não és branco. Tu não és negro. Não sabemos o que és.” Foi esta frase, repetida em audições durante anos, que o acompanhou como uma sombra — não no ecrã, mas na vida real. E é precisamente por isso que a ascensão de Vin Diesel não é apenas mais uma história de sucesso. É um verdadeiro acto de resistência.

Multi-Facial: o filme que mudou tudo

Rejeitado vezes sem conta e sem dinheiro para esperar que o sistema mudasse, Diesel fez aquilo que tantos grandes artistas antes dele tiveram de fazer: criou o seu próprio caminho. Escreveu, realizou e protagonizou um curta-metragem autobiográfico chamado Multi-Facial. Gravado com uma câmara emprestada, luz natural e toda a dor que carregava no peito, o filme é um grito cru de alguém que apenas queria ser visto — e reconhecido.

Levou-o a Cannes, sem grandes expectativas. Mas o destino tinha outros planos: Steven Spielberg assistiu ao filme. E ligou-lhe. Um telefonema bastou. Diesel, que ninguém queria contratar, foi então convidado a integrar O Resgate do Soldado Ryan. O resto é história.

Da marginalização à superestrela de Hollywood

A partir daí, Vin Diesel tornou-se presença constante no cinema de ação — e mais do que isso, símbolo de perseverança. Entre Pitch BlackXXXO Último Caçador de Bruxas e claro, Velozes e Furiosos, construiu uma filmografia marcada por adrenalina… e lealdade.

Porque para Diesel, a palavra “família” nunca foi apenas um cliché de guião. É um mantra. E ganhou ainda mais peso após a morte trágica de Paul Walker, seu irmão de ecrã e de vida. “Continuar a filmar depois disso foi como actuar com o peito aberto”, confessou. “Mas toda vez que olho para o céu antes de uma cena, sinto que ele está comigo.”

Um herói imperfeito, mas autêntico

Diesel pode não ser o actor mais versátil ou o mais premiado. Mas é, talvez, um dos mais humanos. A sua história não é sobre talento inato ou beleza estonteante. É sobre não desistir quando todos nos dizem para parar. É sobre agarrar o que nos torna diferentes — e usá-lo como motor.

Hoje, quando o ouvimos dizer “Eu não tenho amigos… tenho família”, percebemos que há ali verdade. Há dor, há perda, há amor — e uma longa estrada percorrida até poder dizê-lo de frente para uma câmara.

Uma lição para todos os que ainda estão à espera da sua oportunidad

O testemunho de Vin Diesel é mais do que um desabafo. É um apelo. Um lembrete de que, por vezes, é preciso escrever a nossa própria história para que o mundo a veja. Mesmo que ninguém esteja a ver. Ainda.

E talvez a maior lição de todas seja esta: “Às vezes, o que te faz diferente… é justamente o que te vai levar mais longe.”

“Dune 3”: Os Filhos Gémeos de Paul Atreides Já Têm Rosto — e Um Deles É Filho de Jason Momoa! 🌌🔥

A areia de Arrakis volta a agitar-se. Com Dune: Messiah prestes a entrar em produção, Denis Villeneuve começa a revelar as primeiras peças do seu tabuleiro galáctico — e a mais recente jogada tem tanto de simbólica como de surpreendente: os filhos gémeos de Paul Atreides e Chani já foram escolhidos. E sim, um deles é descendente directo de um guerreiro muito querido do universo Dune.

Segundo a Deadline, Nakoa-Wolf Momoa, filho de Jason Momoa, e Ida Brooke, conhecida da série Silo, vão interpretar Leto II e Ghanima Atreides, as crianças que, segundo a profecia (e o ADN dos seus pais), mudarão o destino do império. Estamos, por isso, perante um reforço de peso no elenco de Dune 3, que promete mergulhar de forma mais profunda nos caminhos obscuros do Messias de Arrakis.

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Leto e Ghanima: as crianças que já nascem “pré-nascidas”

Se isto soa confuso, é porque estamos a falar de Dune. Leto II e Ghanima não são bebés comuns. Em Dune: Messiah, nascem já com consciência ancestral — os chamados “pré-nascidos” —, capazes de aceder às memórias genéticas da sua linhagem, o que os torna simultaneamente perigosos e preciosos. No livro seguinte, Children of Dune, estas crianças ganham protagonismo absoluto, simbolizando o futuro do império e o legado de Paul Atreides.

O casting de actores infantis, em vez de recém-nascidos, indica que Villeneuve vai, mais uma vez, comprimir e manipular a linha temporal das obras de Frank Herbert. Como fez entre Dune e Dune: Parte Dois, o realizador não está interessado em seguir os livros à risca, mas sim em encontrar o ritmo cinematográfico certo para uma narrativa densa e cheia de camadas.


Nakoa-Wolf Momoa: tal pai, tal filho (literalmente)

A escolha de Nakoa-Wolf Momoa tem um sabor particularmente interessante para os fãs da saga. Jason Momoa deu corpo e carisma a Duncan Idaho, uma das personagens mais icónicas (e renascidas) do universo de Dune. Agora, o seu próprio filho entra em cena para interpretar Leto II — e, com os rumores de que Idaho poderá regressar de uma forma ou de outra no novo capítulo, há até a possibilidade poética de pai e filho se cruzarem… como personagens. A ficção científica e os laços de sangue nunca estiveram tão próximos.

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Ida Brooke: de “Silo” para o deserto

Ida Brooke, que ganhou notoriedade na série Silo, assume o papel de Ghanima, a irmã gémea de Leto II. Em Children of Dune, Ghanima é uma personagem crucial — sensata, feroz e profundamente leal. Com este casting, Villeneuve sinaliza que não está apenas a construir um novo capítulo de Dune, mas a preparar terreno para o legado das próximas gerações.


E o resto do elenco?

Ainda não há título oficial nem data de estreia para Dune 3 (ou Dune: Messiah, se for esse o caminho), mas é quase certo que nomes como Florence Pugh, Javier Bardem, Zendaya, Anya Taylor-Joy e Timothée Chalamet voltarão à arena. Os rumores também continuam a apontar Robert Pattinson como favorito para interpretar Scytale, o vilão metamorfo dos Tleilaxu, um dos personagens mais perturbadores do lore de Dune.

Denis Villeneuve: o verdadeiro Kwisatz Haderach do cinema moderno

Se há algo que Villeneuve já provou, é que não há desafio sci-fi demasiado denso para a sua visão. Com Dune e Dune: Parte Dois, conseguiu o impensável: tornar um dos livros mais complexos da literatura de ficção científica num épico acessível, visualmente deslumbrante e comercialmente bem-sucedido.

Agora, com a inclusão dos gémeos e a promessa de expandir o misticismo, a genética e o destino num só filme, Villeneuve prepara-se para encerrar esta trilogia com um toque profético — e, claro, muitas tempestades de areia.

Gary Oldman Cansado de Ser o Vilão de Serviço: “Foi Divertido, Mas Acabou por Ficar Enfadonho” 🎭🖤

Gary Oldman é um daqueles actores camaleónicos cuja presença enche qualquer ecrã — seja com um olhar enigmático, um sotaque fora do comum ou uma energia contida prestes a explodir. Mas por muito talento que tenha, até os camaleões se cansam de viver sempre na mesma cor. Numa recente entrevista para o programa Know Their Lines, da Variety, Oldman confessou o que muitos já suspeitavam: fartou-se de ser o vilão de plantão em Hollywood.

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“Rent-a-Villain”: a era em que bastava precisar de um mau da fita… e chamava-se o Gary

“Fui tipo moldado num certo papel durante algum tempo”, explicou o actor. “Tornei-me, por assim dizer, o cartaz do ‘aluga-se vilão’. Era do género: ‘Precisamos de um mauzão? Chama o Gary.’” E assim foi. Entre o sádico Drexl em True Romance, o calculista Zorg em O Quinto Elemento e o manipulador Sirius Black (esperem… ele não era vilão? Exatamente. Era esse o truque!), Gary Oldman era o rosto do mal com estilo.

Mas essa fase teve um fim. “Foi divertido durante um tempo. Mas chegou a um ponto em que se tornou um pouco repetitivo. Por isso, dei um basta”, contou com naturalidade.


Vilões com piscadelas de olho e sotaques improváveis

Oldman comparou o Dr. Zachary Smith, personagem que interpretou em Lost in Space (1998), ao seu emblemático Zorg de O Quinto Elemento (1997). “Ambos são vilões cómicos”, afirmou. “São papéis com a língua na bochecha, com um certo brilho no olhar. Divertidos de interpretar, sem dúvida.”

É precisamente essa combinação — malvadez com carisma, ameaça com charme — que fez de Oldman um favorito entre realizadores e fãs. Mas para o próprio, o desafio deixou de ser desafiante.


Quando o vilão vira herói: a reviravolta em Gotham

A viragem na carreira deu-se quando Christopher Nolan o chamou para interpretar o Comissário Gordon na trilogia Batman. A escolha surpreendeu até o argumentista David S. Goyer, que recordou recentemente no podcast Happy Sad Confused como ficou espantado ao saber que Oldman iria abandonar o lado negro da Força.

“Agora, como realizador mais experiente, percebo como é empolgante escolher contra o tipo”, comentou Goyer. “É estimulante para quem está a dirigir… e também para o actor.”

E de facto, ver Oldman como uma figura honesta e corajosa num mundo de corrupção e caos foi um sopro de ar fresco — tanto para o público como para o próprio actor, que provou (mais uma vez) que não há papel que lhe escape.


Um talento maior do que os rótulos

Gary Oldman é hoje um nome que transcende arquétipos. Tanto pode ser Winston Churchill (e ganhar um Óscar por isso), como um espião enigmático, um pai atormentado ou até um músico recluso. O tempo dos vilões caricaturais ficou para trás — embora, como o próprio reconhece, tenham tido o seu encanto.

“Eles são divertidos de fazer”, admitiu. Mas a diversão, quando se repete, pode tornar-se armadilha.

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E assim, Oldman fez aquilo que só os grandes conseguem: fechou a porta de um tipo de papel antes que ela se fechasse por si. Hoje, é um actor livre — e, quem sabe, pronto para um regresso surpresa como vilão… quando ele decidir que está na hora.

“I Know What You Did Last Summer” Está de Volta — E Traz Mais Sangue, Mais Ganchos e Jennifer Love Hewitt com Sede de Vingança 🔪🌊

A pergunta volta a ecoar, agora num novo e arrepiante contexto: “What are you waiting for?!” Quase três décadas depois do grito original de Jennifer Love Hewitt em I Know What You Did Last Summer (1997), a saga regressa com sangue novo, mas sem esquecer os fantasmas do passado. Com estreia marcada para 18 de julho, o novo filme promete um banho de sangue à escala Costco — palavras dos próprios realizadores.

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Um regresso ao passado… com ganchos bem mais afiados

Dirigido por Jennifer Kaytin Robinson (Do RevengeSomeone Great), este novo capítulo traz de volta Julie James (Jennifer Love Hewitt) e Ray Bronson (Freddie Prinze Jr.), agora mais velhos, traumatizados… e muito mais prontos para dar luta. Ao seu lado, surge uma nova geração de potenciais vítimas e suspeitos, incluindo Madelyn Cline, Chase Sui Wonders, Jonah Hauer-King, Sarah Pidgeon, Gabriette Bechtel e Tyriq Withers — todos prontos para cometer erros fatais e correr muito, muito depressa.

A história repete o padrão familiar: um grupo de jovens comete um homicídio involuntário (desta vez, na noite de 4 de julho de 2024) e tenta esconder o crime. Mas o passado, claro, vem à tona com uma carta ameaçadora e um vilão clássico: o Pescador de Gabardina e Gancho, agora com uma arma nova “tão afiada por dentro como por fora”.


Julie e Ray: trauma, sobrevivência e conselhos letais

O regresso de Hewitt e Prinze Jr. não é apenas um aceno nostálgico. A realizadora fez questão de os envolver desde o início no desenvolvimento das suas personagens adultas, profundamente marcadas pelos eventos dos anos 90. “Este filme é sobre como o trauma molda as pessoas ao longo do tempo”, diz Robinson. E esse peso emocional está presente em cada cena de Julie, que, com voz grave e firme, aconselha a nova geração: “Get them before they get you.”

E para quem estiver a perguntar: sim, haverá novidades sobre o paradeiro de Karla (interpretada por Brandy no segundo filme). Mas, nas palavras de Robinson: “Vão ver o filme. E de preferência no fim de semana de estreia.”


Um filme que grita slasher clássico — mas com upgrades mortais

O novo I Know What You Did Last Summer não tenta reinventar a roda, mas sim aprimorá-la. A equipa de produção fez questão de manter o espírito dos filmes originais, recriando locais icónicos como o salão da Croker Queen — onde a personagem de Sarah Michelle Gellar teve a sua mítica perseguição — e introduzindo referências subtis que os fãs mais atentos vão saborear.

Mas este não é um simples pastiche: o gancho, por exemplo, está agora mais assustador do que nunca, com lâminas internas que garantem mortes mais criativas (e viscerais). “É a versão Costco de sangue e tripas”, brinca a atriz Sarah Pidgeon. O novo trailer já mostra que Wyatt (Joshua Orpin), o noivo da personagem de Cline, não terá um final feliz: é empalado no duche com requintes de crueldade que fazem corar qualquer slasher dos anos 2000.


Gritos com pedigree e novas scream queens

No evento de apresentação do trailer nos estúdios da Sony, em Los Angeles, a realizadora, o elenco e jornalistas presentes entoaram o célebre “What are you waiting for?!” antes da projeção. A noite terminou com confissões divertidas sobre o desafio de gritar profissionalmente — Chase Sui Wonders foi a primeira a admitir que gritar durante 40 segundos é uma verdadeira arte.

Madelyn Cline, já habituada ao universo teen através de Outer Banks, tem agora uma nova missão: sobreviver ao gancho. E com um grupo de atores carismático, cheio de energia, este novo capítulo parece querer equilibrar o espírito irreverente de um bom filme de terror de verão com uma nova camada de complexidade emocional.

2025

Um futuro aberto… se alguém sobreviver

Robinson não confirma uma sequela, mas admite que já se falou do assunto. “Algumas pessoas sobrevivem… e temos uma ideia.” Tudo dependerá, claro, da recepção do público. Mas com a mistura de nostalgia, sangue fresco e uma equipa criativa com amor pela saga, tudo indica que o Pescador poderá voltar a lançar o gancho nos próximos anos.

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“I Know What You Did Last Summer” estreia a 18 de julho. E, sim… o gancho está mais afiado do que nunca.

“Jurassic World: Rebirth” — Scarlett Johansson, Dinossauros Mutantes e o Retorno ao Horror Original da Saga 🦖🔥

O rugido icónico está de volta — e desta vez mais assustador do que nunca. Jurassic World: Rebirth chega aos cinemas a 2 de julho de 2025 e promete devolver a franquia ao seu ADN original: o medo, a sobrevivência pura e dura… e dinossauros absolutamente descontrolados. O novo trailer, lançado esta semana pela Universal Pictures, oferece uma amostra generosa do caos que nos espera — e, sim, os humanos estão oficialmente fora do topo da cadeia alimentar.

Cinco anos depois de “Dominion”: o reinado absoluto dos dinossauros

O enredo do novo capítulo passa-se cinco anos após os eventos de Jurassic World: Dominion. Durante este tempo, enquanto muitos dinossauros libertados do Lockwood Estate não conseguiram adaptar-se aos ambientes urbanos, outros prosperaram em locais tropicais isolados, com destaque para uma ilha secreta que outrora foi lar do parque original. É aí que decorre grande parte da nova ação — uma ilha proibida, onde os dinossauros não só sobreviveram… como evoluíram.

Um elenco novo e uma missão suicida

A protagonista é Zora Bennett, interpretada por Scarlett Johansson, uma especialista em operações secretas que lidera uma equipa enviada para recuperar material genético crucial para avanços médicos. É a típica missão de “entrem, apanhem a coisa brilhante e saiam” — mas, claro, nada corre como planeado.

Zora e o seu grupo — que inclui Mahershala Ali como Duncan Kincaid e Jonathan Bailey como o geneticista Dr. Henry Loomis — acabam por se cruzar com uma família civil náufraga na ilha. A partir daí, começa uma luta desesperada pela sobrevivência, onde cada passo no mato ou mergulho em águas turvas pode significar um encontro com um predador pré-histórico (ou pior).

Gareth Edwards dá o salto para o território dos dinossauros

À frente da realização está Gareth Edwards (Rogue OneGodzilla), conhecido pela sua capacidade de transformar ameaças colossais em experiências cinematográficas intensas e imersivas. O argumento está nas mãos experientes de David Koepp, o argumentista original de Jurassic Park, o que deixa antever um regresso às origens da saga — mais suspense, mais terror e menos parque de diversões familiar.

E se o trailer for fiel ao tom do filme, estamos perante o capítulo mais sombrio desde o primeiro Jurassic Park. Edwards aposta num realismo sujo, com floresta densa, ruínas em decomposição e sequências de ação tensas, onde a tecnologia moderna colide de frente com a brutalidade da natureza.

Dinossauros novos, pesadelos novos

O trailer apresenta velhos conhecidos como o temível T-Rex e o Mosasaurus, mas são os novos horrores que mais sobressaem. Há espaço para aberrações genéticas como o Distortus Rex — um dinossauro de seis membros que parece saído de um filme de monstros — e o Mutadon, um predador com mutações tão grotescas quanto eficazes. São criaturas criadas nos cantos mais sombrios dos laboratórios da InGen e que representam uma ameaça mais imprevisível do que qualquer velociraptor.

Regresso à tensão e à selva — com um toque farmacêutico?

É curioso que o motor da narrativa seja agora uma empresa farmacêutica que vê nos dinossauros uma possível cura milagrosa. É uma reviravolta interessante que coloca a ciência moderna em rota de colisão com os erros do passado. O trailer sugere que Jurassic World: Rebirth não é tanto sobre “domar” os dinossauros, mas sim sobre sobreviver-lhes — e perceber que há limites para aquilo que a humanidade deve tentar controlar.

Um renascimento à altura do nome?

Rebirth posiciona-se como um filme autónomo, não tanto uma continuação direta mas uma nova abordagem dentro do universo Jurassic. A promessa? Menos glamour, mais terror, e uma reflexão amarga sobre o papel do ser humano num mundo que já não nos pertence.

Com estreia marcada para 2 de julho, Jurassic World: Rebirth parece pronto para conquistar o verão com dentes, garras e muito suspense. Preparem-se: os dinossauros voltaram a reinar.

Brad Pitt Entra em Alta Rotação: “F1” Arranca com 78% no Rotten Tomatoes e Promete Ser o Blockbuster do Verão 🏎️🔥

Brad Pitt está de volta ao grande ecrã — desta vez ao volante — e a crítica já deu luz verde à sua mais recente aventura cinematográfica. F1, o aguardado drama desportivo realizado por Joseph Kosinski (Top Gun: Maverick), teve a sua estreia mundial na passada segunda-feira em Nova Iorque e, menos de 24 horas depois, já estava a dar nas vistas… pelo menos no Rotten Tomatoes.

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Com 78% de aprovação e uma média de 80% de críticas positivas entre as primeiras 44 análises, F1 arranca com força nas pistas da crítica especializada. E embora ainda falte uma semana para a estreia mundial — marcada para 27 de junho — já há quem diga que este é o filme para ver no maior ecrã possível este verão.

Um regresso às pistas com cheiro a Oscar?

No centro da história está Sonny Hayes, um piloto veterano interpretado por Brad Pitt, que regressa à Fórmula 1 para ajudar a equipa de um velho amigo e orientar o novo prodígio da pista, Joshua Pearce, interpretado por Damson Idris. Um enredo clássico de redenção, rivalidade e superação — mas com um toque de glamour, velocidade real captada em pista e uma realização que promete levar o género dos filmes de corridas a um novo patamar.

Joseph Kosinski, que já nos fez voar alto com Top Gun: Maverick, troca os cockpits de aviões pelos de monolugares a 300 km/h. E, segundo muitos críticos, o salto correu-lhe bem. Pelo menos emocionalmente.

Velocidade, rivalidade e… Hans Zimmer no máximo

Um dos maiores elogios até agora vai para a banda sonora composta por Hans Zimmer. O lendário compositor volta a dar cartas e, segundo David Thompson do TheDirect.com, o seu trabalho é “geracional”, fazendo o coração bater em sincronia com cada curva apertada, cada aceleração no limite.

A crítica destaca também o elenco secundário de luxo: Javier Bardem, Kerry Condon e o promissor Damson Idris, todos eles contribuem para uma dinâmica de grupo intensa, onde as emoções estão tão à flor da pele quanto os pneus na pista.


Mas nem tudo é pole position

Ainda assim, nem todos os analistas ficaram totalmente convencidos. David Ehrlich, da IndieWire, elogia o filme como “uma experiência agradável no cinema” — sobretudo se for vista “em grande e com som bem alto” — mas aponta o dedo a Kosinski por não encontrar uma linguagem verdadeiramente inovadora para filmar as corridas em si. Na sua opinião, F1promete um espetáculo visual que nem sempre entrega.

Expectativas em alta e bilheteiras à espera

Apesar das reservas de alguns, o consenso geral é claro: F1 é um dos grandes candidatos a blockbuster de verão de 2025. Com um protagonista carismático, uma realização cuidada e o charme dos bastidores do desporto motorizado mais glamoroso do mundo, o filme posiciona-se entre o drama humano e a adrenalina das pistas.

A estreia nos cinemas portugueses está agendada para 27 de junho — e tudo indica que será uma corrida esgotada logo à partida. O entusiasmo está alto, a crítica aprova e os fãs de cinema e velocidade mal podem esperar para ver Brad Pitt em modo “full throttle”.

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“Elio”: Pixar envia-nos um novo herói intergaláctico — mas será que a fórmula ainda resulta?

A Pixar tem-nos habituado a histórias que desafiam a emoção tanto quanto a imaginação. Desde brinquedos com dilemas existenciais a ratos que cozinham e sentimentos com crises de identidade, o estúdio elevou a fasquia da animação moderna com narrativas que são, ao mesmo tempo, aventuras coloridas para os mais novos e sessões de terapia disfarçadas para os crescidos. Elio, a mais recente estreia do estúdio, chega com esse mesmo ADN — mas carrega também o peso das expectativas e o cansaço de uma fórmula que começa a mostrar sinais de desgaste.

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O protagonista é Elio Solis, um rapaz de 11 anos consumido por uma solidão que vai muito além do habitual isolamento adolescente. Perdeu recentemente os pais e vive agora numa base militar com a tia Olga, uma mulher que sacrificou os seus sonhos de astronauta para se tornar a cuidadora deste miúdo sensível, criativo e emocionalmente à deriva. Elio sente-se um fardo, incompreendido, deslocado. E a única ideia que lhe dá algum consolo é acreditar que, algures no universo, alguém o poderá entender. Com esse impulso quase poético, começa a deixar mensagens na areia, a implorar por contacto alienígena. E eis que, um dia, alguém responde.

A premissa é irresistível e tem tudo para se transformar numa aventura ao estilo Pixar: existencialista, doce, com personagens memoráveis e um design de produção de cortar a respiração. Quando Elio é raptado por seres extraterrestres e levado para a Communiverse — uma federação galáctica onde diferentes espécies tentam coexistir — é confundido com o líder da Terra. O rapaz, entre o pânico e a invenção, decide entrar no jogo e fingir que, de facto, representa a humanidade. A partir daqui, desenrola-se uma trama de mal-entendidos cósmicos, diplomacia interplanetária e lições de empatia.

Há momentos brilhantes, sim. O pequeno Glordon, um alien viscoso sem olhos e com dentes simpáticos, é um dos melhores achados do filme. A sua amizade com Elio devolve à narrativa a leveza que, por vezes, parece faltar num enredo tão carregado de dor não verbalizada. E visualmente, Elio é um deslumbramento: explosões de cor, criaturas com designs deliciosamente criativos e sequências que homenageiam os grandes clássicos da ficção científica, sem nunca perder o toque Pixar.

Mas por cada ideia encantadora, há também um suspiro de déjà vu. A estrutura narrativa — um miúdo que descobre que a sua “fraqueza” é, afinal, a sua maior força — é uma fórmula já bem conhecida. E embora funcione, começa a acusar fadiga. A comoção inicial, com Elio sozinho na praia e uma lágrima a escorrer pela face, é eficaz… mas também é um golpe emocional que a Pixar já utilizou vezes demais. A certa altura, a viagem emocional parece menos uma descoberta e mais um check-list de pontos obrigatórios: trauma parental? Check. Amigo fofo? Check. Lição de empatia e aceitação? Check.

Parte da sensação de dispersão narrativa poderá ser explicada pela própria produção do filme. Elio conta com três realizadores creditados — Adrian Molina (Coco), que abandonou o projeto mas mantém o nome nos créditos, Madeline Sharafian e Domee Shi (Turning Red) — e três argumentistas. O resultado é um filme que, embora coeso na estética, parece procurar o seu tom ao longo do percurso.

Ainda assim, Elio tem alma. E essa alma é, em parte, sustentada pelas vozes que lhe dão corpo — quer na versão original, quer nas versões dobradas em Portugal e no Brasil. E aqui, importa destacar um dos grandes trunfos da distribuição internacional da Pixar: a capacidade de recriar as emoções originais com actores de voz que elevam o material.

Na versão portuguesa, é Afonso Soares quem dá voz a Elio, com sensibilidade e autenticidade. Rita Ruaz interpreta a tia Olga, enquanto Salvador Rio empresta voz ao adorável Glordon. O elenco inclui ainda nomes bem conhecidos como Vera Kolodzig, José Nobre e Diogo Amaral, todos sob a direcção de dobragem de Sandra de Castro. O resultado é uma versão portuguesa calorosa e emocionalmente eficaz, capaz de agradar tanto a crianças como a adultos que dispensam legendas.

Do outro lado do Atlântico, a versão brasileira aposta num equilíbrio entre talentos emergentes e vozes veteranas. Lorenzo Tironi, de apenas 12 anos, brilha como Elio, enquanto Juliana Paiva, conhecida da televisão, estreia-se na dublagem como Olga. O elenco inclui ainda Zeca Rodrigues, Márcia Regina, Flora Paulita e Danylo Miazato — todos nomes que os fãs brasileiros de animação reconhecem imediatamente das suas séries favoritas. A direção é de Thiago Longo, com tradução de Guilherme Menezes.

A qualidade das dobragens não resolve os problemas estruturais de Elio, mas contribui para tornar a experiência mais envolvente e acessível. E no fim de contas, talvez esse seja o maior mérito do filme: mesmo quando tropeça, nunca deixa de tentar comunicar — seja com humanos, alienígenas ou miúdos que apenas precisam de ouvir que pertencem a algum lado.

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Elio é, portanto, um filme bonito, com momentos comoventes e visuais impressionantes, mas que nos deixa a desejar um pouco mais de risco, de novidade, de… Pixar. Não é um fracasso, longe disso. Mas também não é a supernova que podia ter sido.

“Absolvição”: Liam Neeson Regressa ao Crime e ao Coração Num Thriller de Vingança com Emoção à Flor da Pele 🔫❤️

Há atores que parecem ter nascido para carregar a culpa às costas e empunhar uma pistola em simultâneo. Liam Neeson é um desses. Em Absolvição (Thug, no original), o ator irlandês volta a vestir a pele de um homem quebrado, duro por fora, mas com feridas profundas por sarar — e fá-lo com uma melancolia contida que encaixa perfeitamente nesta história de redenção com cheiro a pólvora.

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O filme estreia no TVCine Top no sábado, 21 de junho, às 21h30, e é daqueles thrillers que, mais do que tiros e perseguições, oferece um retrato sombrio de um homem a lutar contra o tempo, os seus fantasmas e um passado demasiado violento para ser ignorado.

Quando o passado bate à porta… com luvas de boxe

Neeson interpreta Thug, um ex-pugilista endurecido pela vida e pelos anos ao serviço do submundo do crime. Agora, envelhecido e com uma doença degenerativa a roubar-lhe a memória, Thug percebe que a única coisa que ainda pode tentar salvar é a relação com a filha, Daisy, e com o neto, Dre — duas presenças que abandonou demasiado cedo, mas que nunca deixou de amar.

Mas claro, como seria de esperar num filme com Liam Neeson, o passado não larga facilmente os seus protagonistas. E neste caso, o submundo a que Thug pertenceu não está disposto a deixá-lo sair em paz. O resultado? Um regresso inevitável à violência — mas agora com um propósito maior do que a sobrevivência: a absolvição.

Um thriller de ação com alma — e peso

Realizado por Hans Petter Moland, cineasta norueguês que já tinha colaborado com Neeson em Cold PursuitAbsolviçãodistingue-se da média dos filmes de ação pelo seu tom grave, quase contemplativo. Sim, há perseguições, confrontos e ameaças de morte, mas o que realmente está em jogo aqui é a redenção de um homem que sabe que está a perder a cabeça… e que já perdeu demasiado tempo.

É uma espécie de Taken envelhecido, mais lento e mais emocional, com a violência a servir como pano de fundo para uma história sobre paternidade falhada, oportunidades perdidas e a urgência de fazer as pazes antes que a memória apague tudo.

Neeson em modo crepúsculo, com elenco de peso

A presença de Neeson domina o ecrã, com aquele olhar cansado e voz grave que dizem tudo mesmo quando o guião se cala. Mas o elenco que o acompanha não fica atrás: Ron Perlman surge como um antagonista à altura, Yolanda Ross dá corpo a uma Daisy complexa, dividida entre o rancor e a ternura, e Daniel Diemer, Javier Molina e Jimmy Gonzales ajudam a compor este retrato de laços frágeis e violência à espreita.

Absolvição não é só para Thug — é também para o espetador

O filme não reinventa o género, mas oferece algo que raramente se vê neste tipo de narrativa: espaço para respirar, para reflectir e, acima de tudo, para sentir. É um thriller maduro, com o coração bem no centro da mira.

Se gosta de cinema de ação que não dispensa a emoção, se aprecia Neeson em modo silencioso mas letal, e se procura uma história que fala sobre perdas reais — as emocionais, as familiares, as que o tempo não perdoa — então Absolviçãomerece a sua atenção.

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“Idade da Pedra”: A Pré-História à Portuguesa com Telemóveis, Tribos Rivais e Muito Humor na TVCine Top

E se o primeiro grande conflito da história da humanidade tivesse começado… por causa de um telemóvel? Idade da Pedra, a nova comédia portuguesa que estreia no TVCine Top este domingo, dia 22 de junho, às 21h35, leva-nos até à pré-história, mas com um twist muito moderno — e deliciosamente absurdo.

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Faz-Coisas, um génio incompreendido… com azar na cabeça

O protagonista desta aventura é Faz-Coisas, um inventor pré-histórico constantemente ignorado pela sua própria tribo de nortenhos — incluindo pela mulher, Manda-Vir, e pelo irmão Faz-Faísca, que é celebrado como o “pai do fogo”. Só que, um dia, tudo muda. E como? Com um bom e velho golpe de sorte (ou azar): um telemóvel vindo sabe-se lá de onde (talvez do futuro, talvez de Chelas) cai-lhe em cheio na cabeça.

A partir daí, começa a confusão: Galo da Praia, o Ancião da tribo do Norte, ouve os sons do telemóvel e convence-se de que se trata da “voz dos deuses”. Naturalmente, o objeto torna-se sagrado, gerando inveja e cobiça na tribo rival — os alentejanos liderados pelo folclórico Bóina-Chaparro, que envia dois espiões muito pouco discretos, Azeite Virgem e Abuínha do Monte, para o roubar.

Resultado? Uma guerra tribal iminente, muita parvoíce e uma corrida contra o tempo, em que o pacato (mas engenhoso) Faz-Coisas tenta impedir que o primeiro telemóvel da História acabe por destruir a paz entre povos.

Uma comédia com sotaques, sarcasmo e uma pontinha de crítica

Idade da Pedra não pretende reinventar a roda — aliás, provavelmente ainda nem foi inventada no universo do filme. Mas o que faz, faz com graça, ironia e um espírito profundamente português. A rivalidade entre nortenhos e alentejanos é aqui explorada com todos os estereótipos possíveis… mas sempre com carinho e sentido de humor. O filme brinca com os hábitos, os tiques e as manias regionais, e junta-lhes um enredo onde o sagrado e o tecnológico colidem de forma deliciosamente anacrónica.

Há também uma piscadela de olho ao mundo moderno — do fanatismo em torno da tecnologia à facilidade com que se erguem mitos à volta de gadgets que ninguém entende. Faz-Coisas é, nesse sentido, uma personagem quase trágica: um visionário a quem ninguém liga até que um objeto externo lhe dá “autoridade divina”. E como acontece tantas vezes, o que começa por ser admiração rapidamente se transforma em ganância coletiva.

Um elenco afinado com o disparate

Realizado por Gonçalo Oliveira, com argumento de André Mateus, o filme conta com um elenco português cheio de ritmo cómico e muita vontade de se divertir. Dinarte Freitas lidera como Faz-Coisas, com João Seabra, João Dantas, Miro Uemba, Pedro Neves e… Ana Malhoa (!), todos a contribuírem para um registo que mistura o humor físico de desenho animado com o disparate verbal tipicamente tuga.

O resultado? Uma hora e meia de gargalhadas, referências improváveis, expressões deliciosamente trogloditas e diálogos que, com sorte, se tornam memes nacionais. E tudo isto sem esquecer que, no fundo, estamos a assistir a uma história sobre comunicação — e sobre o que acontece quando essa comunicação é mal interpretada… mesmo que venha com rede 5G.

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Uma estreia para ver em família — e rir da nossa própria “evolução”

Depois da sua passagem pelas salas de cinema, Idade da Pedra chega agora à televisão portuguesa com estreia exclusiva no TVCine Top e no TVCine+, já este domingo, 22 de junho, às 21h35. É uma proposta leve, escancaradamente divertida, perfeita para fechar o fim de semana com um sorriso — e talvez um grunhido pré-histórico.