Monique Rutler Recebe Prémio Bárbara Virgínia pelo Contributo Decisivo para o Cinema Português

A Academia Portuguesa de Cinema anunciou a atribuição do prestigiado Prémio Bárbara Virgínia à realizadora franco-portuguesa Monique Rutler, em reconhecimento pelo seu impacto notável no cinema português ao longo de cinco décadas. O prémio, destinado a homenagear mulheres que se destacaram nesta área, sublinha a influência da cineasta no ensino, renovação e pluralização do meio cinematográfico em Portugal.

Um Legado Cinematográfico de Cinco Décadas

Nascida em 1941, na Alsácia, França, Monique Rutler chegou a Portugal ainda em criança, onde construiu uma carreira marcada por um forte compromisso social e político. A sua entrada no cinema começou na montagem de obras de realizadores consagrados como Manoel de Oliveira e José Fonseca e Costa, antes de afirmar-se como realizadora.

A sua filmografia inclui longas-metragens de destaque como “Velhos são os Trapos”, “Jogo de Mão” e “Solo de Violino”. Estas obras abordam temas profundos e, muitas vezes, subvalorizados, como a condição feminina, as fragilidades da terceira idade e críticas ao patriarcado, frequentemente com humor e ironia. A Academia Portuguesa de Cinema destacou ainda o papel da realizadora na montagem de “As Armas e o Povo” e na produção de “O Aborto não é um Crime”, um documentário controverso de 1976 que impulsionou o debate público e político sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez em Portugal.

Um Pioneirismo Reconhecido no Ensino do Cinema

Monique Rutler não apenas contribuiu para a criação de obras cinematográficas marcantes, mas também desempenhou um papel fundamental na educação e formação de novas gerações de cineastas. Considerada uma das pioneiras do ensino do cinema em Portugal, a cineasta ajudou a transformar o panorama cinematográfico nacional, promovendo a profissionalização e um maior acesso ao setor.

Veja também: “Dias Perfeitos”: O Fenómeno Cinematográfico que Celebra Um Ano em Cartaz no Cinema Trindade

A Cinemateca Portuguesa, que dedicou um ciclo à sua obra, sublinhou que Rutler “corporiza o modo como o ensino permitiu um renovado e mais plural acesso ao meio cinematográfico português, até então ainda muito encerrado sobre os seus sistemas de convívio autocentrados”. Esta visão permitiu a abertura de novas portas para o cinema em Portugal, moldando a indústria ao longo de várias décadas.

Reconhecimento Justo para uma Carreira Singular

O Prémio Bárbara Virgínia, que leva o nome da primeira mulher a realizar um filme em Portugal (“Três Dias Sem Deus”, 1946), é entregue a mulheres que desempenharam papéis notáveis no cinema português. A atribuição a Monique Rutler destaca não apenas a sua obra artística, mas também o seu impacto social e educacional, sublinhando o legado de uma mulher que desafiou normas e abriu novos caminhos na sétima arte em Portugal.

A data para a entrega oficial do prémio ainda será anunciada, mas o seu simbolismo já ecoa, celebrando uma cineasta que dedicou a sua carreira a temas essenciais, ao mesmo tempo que moldou o futuro do cinema português.

“A Different Man” Brilha nos Gotham Awards: O Cinema Independente no Seu Melhor

O drama psicológico “A Different Man”, produzido pela aclamada A24, foi o grande vencedor dos Gotham Awards 2024, arrecadando o prémio de Melhor Filme numa cerimónia que celebra o melhor do cinema independente. Este prémio consolida a reputação da A24 como uma das produtoras mais inovadoras e ousadas da indústria, continuamente responsável por projetos que desafiam as convenções cinematográficas.

ver também : Sharon Stone Mostra Que a Elegância Não Tem Idade e Surpreende os Fãs

Os Gotham Awards, organizados pelo Gotham Film & Media Institute, destacam-se no circuito de prémios por darem palco a produções independentes e visões artísticas singulares. Com um júri composto por críticos, jornalistas e outros profissionais da área, a cerimónia oferece uma perspetiva diversificada e imparcial sobre as obras mais impactantes do ano. Esta abordagem distingue os Gotham de outros prémios como os Óscares, onde os vencedores são escolhidos por membros da indústria.

“A Different Man”, realizado por um dos talentos emergentes mais promissores, explora temas complexos como a busca por identidade e aceitação. O filme junta-se a uma lista de vencedores icónicos que inclui títulos como “Moonlight”(2016) e “Everything Everywhere All at Once” (2022), que não só venceram nos Gotham, mas também arrecadaram o Óscar de Melhor Filme, confirmando a relevância desta cerimónia como plataforma de consagração.

Outros momentos de destaque da noite incluíram as performances de Colman Domingo e Clarence Maclin, ambos premiados pelas suas atuações no filme “Sing Sing”, também da A24. Além disso, homenagens especiais foram atribuídas a grandes nomes de Hollywood, como Angelina Jolie, reconhecida pelo seu trabalho em “Maria”, e Zendaya, celebrada pelo seu papel em “Challengers”.

ver também : A Estratégia Inusitada de Matt Damon e Ben Affleck em Good Will Hunting

Os Gotham Awards não são apenas uma celebração de filmes; são um reflexo da força do cinema independente, que continua a desafiar normas e a explorar histórias que frequentemente ficam de fora do mainstream. “A Different Man” é um exemplo perfeito desta missão, mostrando que, mesmo num mercado saturado, há sempre espaço para narrativas originais e provocadoras.

O Papel do Streaming na Reinvenção de Grandes Estrelas de Hollywood

A ascensão das plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime Video, e Apple TV+ trouxe uma verdadeira revolução à indústria do entretenimento. Mais do que transformar a forma como consumimos cinema e séries, estas plataformas têm desempenhado um papel crucial na revitalização da carreira de grandes estrelas de Hollywood, permitindo-lhes explorar papéis ousados e diversificados que, muitas vezes, não encontrariam espaço no circuito tradicional.

Sandra Bullock: A Redescoberta com “Bird Box”

Sandra Bullock, que sempre brilhou em blockbusters como Miss Detective e dramas intensos como Gravidade, encontrou um novo público com o thriller pós-apocalíptico Bird Box (2018) da Netflix. O filme foi um sucesso global, acumulando mais de 45 milhões de visualizações na primeira semana. A performance de Bullock como uma mãe protetora num mundo devastado por uma força invisível foi amplamente elogiada, provando que ainda é uma força a ser reconhecida em Hollywood.

Robert De Niro e Al Pacino: A Glória com “O Irlandês”

Martin Scorsese escolheu a Netflix para lançar O Irlandês (2019), um épico de 3 horas e meia que reuniu Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci. O filme utilizou tecnologia inovadora de rejuvenescimento digital para explorar décadas da máfia americana. Apesar de limitado a uma distribuição cinematográfica reduzida, O Irlandês alcançou aclamação crítica e várias nomeações aos Óscares. Para De Niro e Pacino, foi um lembrete poderoso do seu impacto intemporal.

Viola Davis: Um Ícone no Streaming com “A Mulher Rei”

Embora já consagrada por As Serviçais e Fences, Viola Davis encontrou novas oportunidades no streaming com A Mulher Rei (2022). Disponível na Amazon Prime Video, este épico histórico não só destacou a força e versatilidade da atriz, como também deu visibilidade a narrativas pouco exploradas. O papel valeu-lhe um lugar na conversa para os grandes prémios, consolidando o streaming como uma plataforma onde histórias ousadas encontram o seu público.

Reinvenção Criativa para Estrelas Veteranas

As plataformas de streaming abriram portas a projetos inovadores que muitas vezes não são considerados “rentáveis” para os grandes estúdios. Estrelas como Nicole Kidman (The Undoing e Nine Perfect Strangers), Harrison Ford (1923, no Paramount+), e Meryl Streep (The Laundromat na Netflix) têm aproveitado este modelo para experimentar papéis mais arriscados e complexos.

O Impacto do Streaming: O Novo Cinema

Além de revitalizar carreiras, o streaming provou ser um espaço inclusivo para histórias diversificadas e formatos experimentais. Estas plataformas permitem que grandes nomes trabalhem sem as pressões tradicionais de bilheteira, focando-se na qualidade e no impacto das narrativas. Para o público, isto traduz-se em acesso direto a performances memoráveis e histórias que desafiam convenções.

A revolução do streaming está longe de terminar, e o seu papel na reinvenção de Hollywood é inegável. Graças a este novo paradigma, estrelas veteranas têm a oportunidade de brilhar mais uma vez, enquanto o público é presenteado com algumas das melhores performances das suas carreiras.

Ice Age 6 Confirmado: Ray Romano, Queen Latifah e John Leguizamo Regressam para Nova Aventura Pré-Histórica

Os fãs de Ice Age podem celebrar, pois foi confirmado que a adorada franquia de animação regressará com um novo filme, Ice Age 6. O anúncio foi feito durante o evento D23 no Brasil, onde os atores Ray Romano, Queen Latifah e John Leguizamo – vozes icónicas de Manny, Ellie e Sid, respetivamente – participaram num vídeo especial que foi depois partilhado nas redes sociais da Disney. O filme está atualmente em produção e marca o primeiro lançamento nos cinemas da série desde a aquisição dos direitos pela Disney em 2019.

ver também : Anthony Mackie Enfrenta o Red Hulk no Novo Filme Captain America: Brave New World

No vídeo de anúncio, Ray Romano é visto a tremer de frio, coberto por uma manta, enquanto diz: “Ray Romano aqui com grandes notícias! Está frio aqui… O ar condicionado quebrou?” A brincadeira é interrompida quando Queen Latifah liga para ele e lhe pergunta se está pronto para dar a “grande novidade”, revelando que Ice Age 6 está em preparação. O vídeo termina com Leguizamo a declarar entusiasmado: “O grupo está de volta, pessoal! Preciso ligar a todos que conheço.”

Desde o primeiro filme, lançado em 2002, Ice Age tem cativado audiências de todas as idades com histórias que misturam humor, aventura e uma mensagem de amizade e resiliência. Além dos personagens principais, a franquia conta com figuras icónicas como o azarado esquilo Scrat e Diego, o tigre dente-de-sabre. Ice Age 6 será o primeiro filme da série a estrear nos cinemas sob a supervisão da Disney, o que promete trazer novas possibilidades para a expansão deste universo pré-histórico.

ver também : SNL Traz Paródia de Trump e Musk com Humor Sarcástico e Críticas Sociais

Embora ainda não exista uma data oficial de lançamento, as expectativas são elevadas. A série, que inclui cinco filmes e várias produções derivadas, como The Ice Age Adventures of Buck Wild e a série Ice Age: Scrat Tales no Disney+, mantém uma legião de fãs fiel que acompanha as aventuras destes animais desde o início. Com a promessa de uma nova história, Ice Age 6 vem renovar o espírito de aventura e diversão que sempre caracterizou a franquia.

A produção de Ice Age 6 é um sinal de que a Disney continua comprometida em expandir o legado deste universo animado, trazendo de volta a magia e a nostalgia para uma nova geração de espectadores. Fãs antigos e novos podem esperar mais uma épica jornada na pré-história, repleta de humor e situações imprevisíveis.

“Senna”: Minissérie da Netflix sobre Ayrton Senna Ganha Trailer e Data de Estreia para Novembro

Netflix revelou o trailer oficial da muito aguardada minissérie “Senna”, que narra a vida e carreira do icónico piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna. A série tem estreia marcada para o próximo dia 29 de novembro e será composta por seis episódios, nos quais o público será transportado numa jornada intensa através da trajetória de Senna, desde as suas origens no karting, passando pelas vitórias e desafios na Fórmula 1, até ao trágico fim no Grande Prémio de San Marino em 1994, que deixou o mundo em choque.

ver também : “SeAcabó”: Netflix Lança Documentário sobre o Escândalo de Luis Rubiales no Futebol Feminino Espanhol

A produção destaca-se pelo elenco de alto nível, com Gabriel Leone no papel de Senna. Leone, que se dedicou intensamente a entender e incorporar a complexidade emocional do piloto, assume o desafio de trazer à vida um herói nacional e uma figura admirada em todo o mundo. Além das corridas, a minissérie aborda as relações pessoais e os dilemas que Senna enfrentou, incluindo a sua rivalidade com o piloto Alain Prost, interpretado por Matt Mella, uma das mais lendárias disputas da história da Fórmula 1. Esta rivalidade foi um dos grandes atrativos do desporto nos anos 80 e 90, marcando a carreira de ambos os pilotos.

Para além da rivalidade profissional, a série explora o lado mais íntimo de Senna, incluindo a sua relação com Xuxa, interpretada por Pâmela Tomé, e o envolvimento com uma jornalista fictícia chamada Laura, interpretada por Kaya Scodelario. A combinação de personagens reais e fictícias permite à série retratar de forma aprofundada as pressões que Senna enfrentou, tanto no desporto como nas suas relações pessoais.

Produzida pela brasileira Gullane Filmes em parceria com realizadores experientes como Vicente Amorim e Julia Rezende, a série recebeu apoio direto da família de Senna, que esteve envolvida para assegurar a autenticidade e o respeito pelo legado do piloto. A produção promete não apenas revisitar as conquistas de Senna, mas também explorar o impacto que ele teve como personalidade inspiradora. Conhecido pela sua determinação e pela busca constante pela perfeição, Senna foi um símbolo de resiliência e paixão, inspirando milhões com a sua dedicação ao desporto e à sua terra natal, o Brasil.

Segundo a sinopse, “Senna” leva o público aos bastidores das corridas e ao lado humano do piloto, revelando momentos raramente vistos fora do contexto desportivo, incluindo as tensões que enfrentava e a profunda espiritualidade que o acompanhava. A série retrata Senna não só como um atleta de elite, mas como um homem complexo que nunca se afastou dos valores familiares e da sua ligação ao Brasil, mantendo-se sempre fiel às suas raízes e às causas em que acreditava.

ver também : Amy Adams protagoniza nova série da Netflix sobre a queda de Elizabeth Holmes

Para os fãs de automobilismo e para todos aqueles que veem em Senna uma figura inspiradora, esta minissérie é uma oportunidade única de revisitar o legado e as conquistas do piloto que, quase trinta anos após a sua morte, continua a ser uma referência mundial e uma lenda na Fórmula 1.

Clint Eastwood Falha Estreia de “Juror #2” em Meio a Especulações de Saúde e Relação com a Warner Bros.

O lendário cineasta Clint Eastwood, de 94 anos, não compareceu à estreia mundial do seu novo filme “Juror #2”, em Hollywood, o que levantou questões sobre a sua saúde e a relação com o estúdio Warner Bros.. Estreando de forma limitada na América do Norte, este pode ser o último projeto de Eastwood, um drama de suspense onde Nicholas HoultToni Collette e J.K. Simmons dão vida à história de um jurado que se vê ligado a um julgamento de assassinato de grande visibilidade.

ver também : Clint Eastwood Prepara-se para Lançar “Juror No. 2”, Possivelmente o Seu Último Filme

Embora tenha recebido elogios no festival do American Film Institute, com o Deadline chamando-o de “o melhor desde ‘Sniper Americano’”, a ausência de Eastwood e o lançamento restrito a menos de 50 cinemas sugerem que o estúdio estaria “a enterrar” o filme. O rumor veio após um artigo na Variety, o que gerou especulações sobre uma possível tensão entre Eastwood e a Warner Bros. Essa especulação é ampliada pela falta de resposta de ambas as partes aos pedidos de esclarecimento da imprensa​.

Além da situação com o estúdio, surgem preocupações com a saúde de Eastwood, especialmente após a morte da sua parceira, Christina Sandera, em julho. No entanto, Eastwood tem continuado a mostrar um espírito resiliente na sua carreira, tendo produzido nove filmes após os 80 anos e afirmando que continuará a trabalhar enquanto encontrar projetos que “valham a pena estudar”. Com uma carreira que inclui clássicos como “Million Dollar Baby” e “Imperdoável”, Eastwood permanece um dos maiores ícones da “velha Hollywood”​.

Dias do Cinema Português em Berlim Celebra o 25 de Abril com Exibições e Cartazes Históricos

Em novembro, o festival Dias do Cinema Português em Berlim traz para a capital alemã uma programação especial que celebra o cinquentenário do 25 de Abril. A sexta edição do evento terá início a 1 de novembro, com a exibição de 23 filmes que abordam temas como a revolução, o colonialismo e a descolonização, focando-se em produções recentes que exploram a história de Portugal e os seus reflexos sociais e culturais.

ver também : “The Shards” de Masha Chernaya Vence o Grande Prémio do DocLisboa: Uma Perspectiva Íntima da Guerra na Ucrânia

Organizado pela associação cultural 2314, o festival contará com cartazes históricos de Alfredo Cunha, fotógrafo do 25 de Abril, que serão exibidos por toda a cidade. Esta decisão pretende não só promover o evento, mas também homenagear a Revolução dos Cravos numa cidade onde se encontra uma comunidade internacional diversificada e interessada no cinema português.

Helena Araújo, presidente da associação, partilha que a programação inclui documentários e filmes de ficção que abordam as mudanças políticas e sociais ocorridas em Portugal após o 25 de Abril. O evento conta ainda com uma homenagem à Guiné-Bissau, com a exibição do documentário “Fogo no Lodo”, de Catarina Laranjeiro e Daniel Barroca, que resgata a memória de Unal, uma aldeia guineense que teve um papel essencial na luta pela independência.

Além dos filmes, os participantes terão a oportunidade de degustar vinho do Porto, promovendo conversas pós-exibição e criando um ambiente de convívio e troca de ideias. A presidente da associação refere que esta interação é uma das partes mais enriquecedoras do evento, uma vez que permite ao público berlinense descobrir e refletir sobre o contexto histórico e cultural português.

ver também : “Contra a Maré”: Curta-Metragem de Inês Ventura Ilustra Resistência e Esperança na Guiné-Bissau

Edge of Tomorrow: O Filme de Tom Cruise que Surpreendeu e Marcou uma Década

Para muitos fãs e críticos de cinema, Tom Cruise representa um dos nomes mais sólidos no género de ação, especialmente com o seu trabalho na saga Missão Impossível. No entanto, ao longo da última década, as suas escolhas de projetos fora da franquia têm sido bastante inconsistentes, variando entre sucessos como “Valkyrie” e filmes menos memoráveis, como “Knight and Day”“Rock of Ages” e “Oblivion”. Esse histórico criou uma espécie de expetativa baixa em torno de “Edge of Tomorrow”, que muitos encararam como mais uma produção mediana de ficção científica. Mas o filme, lançado em 2014, acabou por surpreender de uma forma que poucos esperavam, revelando-se uma das melhores surpresas do género na última década.

ver também : “Being John Malkovich”: A Odisseia Que Quase Não Contou Com John Malkovich

“Edge of Tomorrow” explora uma premissa que à primeira vista poderia parecer repetitiva: um soldado, o Major William Cage (interpretado por Cruise), encontra-se preso num ciclo temporal, revivendo o mesmo dia e a mesma batalha mortífera contra uma força alienígena. Para muitos, este conceito foi reminiscente do clássico “Groundhog Day”, levando a alguma hesitação, especialmente após o fracasso comercial de “Oblivion”, outro sci-fi protagonizado por Cruise. Contudo, “Edge of Tomorrow” trouxe uma abordagem inovadora, que soube utilizar a repetição como um recurso para criar tensão, humor e uma progressão narrativa empolgante.

A personagem de Cage é uma das grandes surpresas do filme, contrastando fortemente com o arquétipo do “herói invencível” que Cruise popularizou. Aqui, Cage começa como um militar cobarde e arrogante, forçado a enfrentar uma realidade que o obriga a evoluir a cada “morte” e repetição. Esta transformação gradual é um dos pontos altos da interpretação de Cruise, que traz camadas de vulnerabilidade e coragem ao papel, mostrando que é muito mais versátil do que geralmente se lhe atribui crédito.

Emily Blunt, por outro lado, assume o papel da corajosa e poderosa Rita Vrataski, conhecida como a “Anjo de Verdun”. Blunt brilha intensamente, trazendo complexidade à personagem, que, apesar da sua força e perícia em combate, carrega uma profundidade emocional palpável. A sua personagem é o guia de Cage neste novo mundo de batalhas e morte contínua, e a química entre Blunt e Cruise é cativante, tornando cada interação significativa.

ver também : O Romance Surpreendente de Jennifer Connelly e Paul Bettany: Um Amor de Longa Data

O design dos alienígenas é outro ponto de destaque, conferindo uma estética visual distinta ao filme. As criaturas, com movimentos serpenteantes e padrões de ataque imprevisíveis, aumentam a sensação de urgência em cada cena de ação. Estes detalhes, aliados a uma execução de efeitos visuais bem trabalhada, fazem com que cada batalha seja emocionante e visualmente impressionante.

No entanto, o verdadeiro mérito de “Edge of Tomorrow” reside na sua capacidade de evitar a sensação de repetição. Apesar da premissa, a narrativa é habilmente construída para manter o ritmo e a originalidade em cada sequência, tornando-o não apenas repleto de ação, mas também altamente re-assistível. Este equilíbrio entre ação e uma narrativa bem delineada fez do filme uma experiência divertida e inteligente, um blockbuster que desafia o público a pensar enquanto os mantém imersos.

Apesar das qualidades, “Edge of Tomorrow” não teve o desempenho esperado nas bilheteiras, talvez por causa das baixas expetativas geradas por projetos anteriores de Cruise no género de ficção científica. Mesmo assim, o filme acumulou um culto de seguidores ao longo dos anos e uma base de fãs que reconhece o seu valor. Esta popularidade crescente levou à confirmação de uma sequela, intitulada “Live Die Repeat and Repeat”, atualmente em desenvolvimento.

Agora, os fãs aguardam ansiosamente pela continuação, sabendo que desta vez, a mediocridade não faz parte das expetativas. “Edge of Tomorrow” é mais do que um filme de ação; é uma prova de que Hollywood ainda pode criar blockbusters inovadores e inteligentes, e para muitos, é a joia escondida da carreira de Tom Cruise nos últimos anos.

“Smile 2” lidera bilheteiras com estreia de 23 milhões de dólares

A sequela do thriller psicológico “Smile”, intitulada “Smile 2”, estreou no topo das bilheteiras norte-americanas, arrecadando 23 milhões de dólares no seu fim de semana de estreia. O filme, classificado para maiores de 18 anos, conseguiu igualar as expectativas e manter o ritmo do primeiro “Smile”, que estreou com 22,6 milhões de dólares em 2022 e acabou por se tornar um sucesso surpresa, atingindo os 105 milhões nos EUA e 217 milhões globalmente.

ver também : “Stranger Things: Elenco Chora Incontrolavelmente ao Ler o Último Episódio da Série – Prepare-se para um Final Emocionante!”

“Smile 2”, dirigido novamente por Parker Finn, contou com um orçamento de 28 milhões de dólares e é protagonizado por Naomi Scott, que interpreta uma cantora pop que começa a experienciar uma série de eventos perturbadores durante uma digressão. A sequela também foi lançada em mercados internacionais, arrecadando 23 milhões de dólares fora dos EUA, totalizando um arranque global de 46 milhões.

O filme foi bem recebido pelo público, obtendo uma classificação de “B” no CinemaScore, uma ligeira melhoria em relação ao primeiro filme, que tinha recebido um “B-”. Estes números confirmam o apelo do género de terror psicológico entre os espectadores e reforçam o sucesso da franquia “Smile” para a Paramount Pictures.

ver também : “The Walking Dead: Dead City” Lança Trailer da 2ª Temporada na NYCC 2024

O filme estreou em Portugal no passado dia 17 de Outubro.

Xavier Dolan Retorna ao Cinema Após Longa Pausa

O talentoso realizador canadiano Xavier Dolan, conhecido pelo seu trabalho em filmes como Mamã e Amores Imaginários, anunciou que está a preparar o seu regresso ao grande ecrã após uma pausa de seis anos. O realizador, que em 2022 expressou dúvidas sobre a sua continuidade na indústria cinematográfica, revelou no Festival Lumière, em Lyon, que já tem um argumento pronto e que pretende começar as filmagens em 2025.

ver também : Festival Tribeca Chega a Lisboa com Edição Inédita na Europa

Descrito como um “enfant terrible” do cinema, Dolan marcou a última década com uma série de filmes aclamados, mas nos últimos anos tinha revelado uma profunda desmotivação em relação ao cinema e ao mundo, em parte devido às suas próprias desilusões profissionais, como foi o caso do filme A Minha Vida com John F. Donovan. Contudo, Dolan parece ter reencontrado a paixão pelo cinema com este novo projeto, que se passa em 1895 no ambiente das elites literárias de Paris. Segundo o realizador, será uma obra híbrida, misturando vários géneros, com elementos cómicos e momentos sombrios.

A pausa de Dolan incluiu uma incursão pela televisão com a série A Noite em que Logan Despertou, disponível na plataforma Filmin, mas este novo filme marcará o seu regresso ao formato cinematográfico que o tornou famoso. Durante o Festival Lumière, Dolan explicou que o argumento do novo filme está pronto, mas que só avançará com a rodagem quando sentir que o projeto está totalmente alinhado com a sua visão artística.

ver também : Festival DocLisboa Inicia com Homenagem à Revolução do 25 de Abril

Aos 35 anos, Dolan reflete sobre a sua evolução enquanto cineasta e como a sua visão do mundo tem influenciado o seu trabalho. Este próximo filme, previsto para estrear em 2026, será um marco importante no que parece ser o “segundo capítulo” da sua carreira.

Será que os Actores Podem Beber Álcool Real Durante as Filmagens?

No mundo do cinema, muitas vezes surge a questão: os actores podem beber álcool verdadeiro enquanto filmam cenas em que os seus personagens estão a beber? Embora a ideia possa parecer simples, a realidade é mais complexa, e a resposta depende de vários factores, incluindo a fama do actor, as exigências do realizador ou produtor, e até as implicações legais envolvidas.

A Realidade das Filmagens com Bebidas Alcoólicas

De modo geral, os actores não consomem álcool real enquanto filmam. Há várias razões para isso, sendo a principal a natureza imprevisível do álcool e os seus efeitos. Ficar embriagado pode prejudicar o desempenho de um actor, fazendo-o esquecer as suas falas, alterar o tom da voz, ou até causar comportamentos indesejados como tropeçar ou vomitar. Tudo isto pode arruinar uma filmagem e forçar a equipa a refazer a cena, o que implica custos adicionais e perda de tempo.

ver também : Denis Villeneuve Discute o Futuro do Cinema Durante Exibição Especial de “Dune 2”

Por exemplo, no início da carreira de Richard Gere, antes de se tornar uma estrela com filmes como American Gigolo e Pretty Woman, ele foi despedido de uma produção por comportamento impróprio no set, após uma briga com Sylvester Stallone. Este tipo de comportamento é considerado inaceitável em qualquer produção profissional.

Além disso, filmar uma cena pode exigir múltiplas tentativas de vários ângulos. Se um actor comete erros, toda a cena tem de ser repetida. Um exemplo famoso envolve Marlon Brando e Frank Sinatra durante as filmagens de Guys and Dolls. Brando, chateado com as críticas de Sinatra ao seu estilo de “method acting”, intencionalmente errou as suas falas durante uma cena em que Sinatra tinha de comer cheesecake, sabendo que ele detestava a sobremesa. Como resultado, Sinatra teve de comer tantas fatias que acabou por se sentir mal.

Substituições de Álcool no Set

Para evitar esses problemas, as produções cinematográficas usam substitutos para as bebidas alcoólicas. Para imitar bebidas claras como vodka, tequila ou gin, é comum utilizar água. Para simular bebidas escuras como whisky ou bourbon, são usados chá ou sumo de maçã. O vinho é substituído por sumo de uva ou de arando, e para simular café, os actores muitas vezes bebem Diet Coke (pois ninguém quer beber café frio durante várias horas de filmagens).

Um exemplo famoso do uso de substitutos foi no filme Lost in Translation, onde Bill Murray interpreta uma estrela americana a gravar um anúncio de whisky no Japão. Na realidade, Murray não estava a beber whisky, mas sim chá.

Excepções Notáveis e o Uso de Álcool em Cenas Íntimas

Apesar das regras gerais, há excepções, especialmente em cenas que exigem maior vulnerabilidade emocional. Por vezes, os actores optam por beber álcool real antes de cenas particularmente difíceis ou íntimas. No filme Black SwanNatalie Portman e Mila Kunis beberam antes de filmarem uma cena íntima para relaxar os nervos. Da mesma forma, Margot Robbie revelou que tomou três shots de tequila antes de filmar uma cena com Leonardo DiCaprio em The Wolf of Wall Street.

Há também exemplos de actores que escolhem beber álcool real para o bem da autenticidade. Ralph Fiennes, por exemplo, bebeu durante as filmagens de Schindler’s List, para mergulhar mais profundamente no seu papel. E há ainda os que adotam a abordagem de method acting, como Nicolas Cage em Leaving Las Vegas, onde o actor, que interpretava um alcoólico, bebeu de verdade para representar o seu papel.

No entanto, estes casos são raros e, geralmente, limitados a actores de grande renome, cuja presença é indispensável para a produção. Se um actor muito famoso decide beber, muitas vezes a produção tem de acomodar essa decisão, pois o filme não pode continuar sem ele. Contudo, é improvável que um actor se comporte desta forma num set dirigido por um realizador de renome, como Steven Spielberg ou Christopher Nolan, onde o profissionalismo é essencial.

As Implicações Legais e Contratuais

Para actores com antecedentes de alcoolismo, como foi o caso de Robert Downey Jr., há implicações contratuais severas. Quando RDJ estava a tentar recuperar a sua carreira após a sobriedade, as seguradoras recusavam-se a cobrir as suas participações em filmes, temendo uma recaída. Foi apenas graças a Mel Gibson, que pagou a caução de seguro de RDJ, que o actor conseguiu voltar ao trabalho.

Em situações como esta, os actores muitas vezes são obrigados a assinar contratos que proíbem explicitamente o consumo de álcool no set. Se estes contratos forem violados, as penalidades podem incluir a perda de salário, rescisão de contrato, ou até processos judiciais.

ver também : Alex Proyas Acusa Elon Musk de Plágio de Designs de “I, Robot” para Robôs da Tesla

Conclusão

No mundo do cinema, beber álcool real durante as filmagens é, na maioria das vezes, desencorajado e até proibido, tanto por razões de profissionalismo como por questões legais. Embora haja excepções, estas costumam envolver actores de grande renome, que conseguem negociar certas liberdades no set. Para a maioria, contudo, o álcool é substituído por alternativas seguras, garantindo que as filmagens ocorram sem complicações.

Netflix Anuncia Nova Série de “Orgulho e Preconceito”: Um Clássico de Jane Austen em Novos Moldes

Os fãs de Jane Austen podem começar a antecipar uma nova adaptação do seu romance mais famoso, Orgulho e Preconceito, agora em desenvolvimento pela Netflix. A série, que será escrita por Dolly Alderton, autora do aclamado livro Everything I Know About Love, promete trazer uma nova visão à intemporal história de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy. Alderton, que também já adaptou a sua obra para televisão, será a responsável pelos guiões deste novo projeto.

ver também : “Blitz”: Steve McQueen e a Perversidade da Guerra pelos Olhos de uma Criança

Embora ainda não haja elenco confirmado e a Netflix não tenha dado luz verde oficialmente, a notícia já está a gerar bastante expectativa entre os seguidores de Austen e os fãs de adaptações literárias. A plataforma de streaming já tem alguma experiência no universo de Jane Austen, após o lançamento da sua versão de Persuasão em 2022, protagonizada por Dakota Johnson.

Orgulho e Preconceito, publicado pela primeira vez em 1813, segue a história de Elizabeth Bennet, uma jovem inteligente e determinada, que navega pelas complexidades do amor, do orgulho e, claro, do preconceito, à medida que a sua relação com Mr. Darcy evolui. Este clássico literário foi adaptado diversas vezes para cinema e televisão, sendo a versão mais icónica a de 2005, protagonizada por Keira Knightley e Matthew Macfadyen, e a série de 1995 da BBC, com Colin Firth e Jennifer Ehle.

Dolly Alderton, a argumentista desta nova série, é uma das vozes mais frescas da literatura britânica contemporânea e já se destacou com a série baseada no seu próprio livro Everything I Know About Love. Agora, promete trazer a sua abordagem moderna e emocional para esta nova versão de Orgulho e Preconceito. O objetivo será, sem dúvida, capturar a essência dos personagens, ao mesmo tempo que oferece uma narrativa que ressoe com as audiências atuais.

Além desta nova adaptação da Netflix, a BBC também anunciou uma série spin-off baseada em Orgulho e Preconceito, focada em Mary Bennet, a irmã menos conhecida de Elizabeth. Intitulada The Other Bennet Sister, esta produção, realizada pela produtora de Doctor Who, Bad Wolf, também está a gerar grande curiosidade no público.

ver também : “As Mulheres do Batalhão 6888”: O Novo Drama Histórico da Netflix

Com tantas novidades no universo Austen, o mundo literário e os seus fãs podem esperar uma verdadeira revitalização das suas obras nos próximos anos. Será interessante ver como a Netflix, com Alderton ao leme, irá interpretar este romance tão amado.

Os 10 Melhores Filmes de Jason Statham, Segundo a Collider

Jason Statham consolidou-se como uma das figuras mais icónicas do cinema de ação, com uma carreira que abrange quase três décadas. A Collider elaborou uma lista com os 10 melhores filmes da sua carreira, que mostra o melhor do seu trabalho. Aqui está a lista em ordem decrescente:

10. The Expendables (2010)

The Expendables foi um verdadeiro sonho para os fãs de filmes de ação, ao juntar várias gerações de estrelas icónicas do género, incluindo Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis. Statham, no papel de Lee Christmas, traz uma energia inigualável às cenas de combate e é um dos principais destaques do filme.

9. Operation Fortune: Ruse de Guerre (2023)

Realizado por Guy Ritchie, Operation Fortune reúne Statham com o realizador que ajudou a lançar a sua carreira. A história de um grupo de agentes secretos que recruta uma estrela de cinema para uma missão perigosa é cheia de humor e ação, com Statham a liderar um elenco talentoso. Apesar de ser subestimado, o filme é um dos melhores no portefólio recente de Statham.

ver também : Jack Reacher no Mundo de Nicholas Sparks: Alan Ritchson Protagoniza Nova Adaptação Cinematográfica

8. Wrath of Man (2021)

Outra colaboração entre Guy Ritchie e Statham, Wrath of Man é um thriller sombrio que mostra Statham no papel de H, um homem que trabalha para uma empresa de transporte de dinheiro e que está em busca de vingança. As cenas de ação intensas e o enredo cheio de suspense tornam este filme uma adição impressionante à filmografia de Statham.

7. The Beekeeper (2024)

The Beekeeper é uma história de vingança brutal, onde Statham interpreta um homem que luta contra uma organização corrupta que explora idosos. Com David Ayer na direção, este filme leva a ação a novos extremos, e Statham brilha como um herói implacável e determinado a fazer justiça, num dos papéis mais intensos da sua carreira.

6. Crank (2006)

Com um dos conceitos mais loucos da carreira de Statham, Crank coloca-o no papel de Chev Chelios, um homem que precisa de manter a adrenalina elevada para sobreviver. O ritmo frenético do filme, combinado com a ação absurda e o humor negro, faz de Crank um clássico de culto entre os fãs de ação.

ver também : Billy Crystal Transforma-se no Terror Psicológico em “Before”

5. Crank 2: High Voltage (2009)

Se o primeiro Crank já era surreal, Crank 2 leva a premissa ao extremo. Statham regressa como Chev Chelios, desta vez forçado a manter a eletricidade a fluir no seu corpo para continuar vivo. O filme é ainda mais exagerado do que o original, e a performance de Statham mostra a sua capacidade de equilibrar ação intensa com momentos de humor excêntrico.

4. Furious 7 (2015)

Em Furious 7, Statham assume o papel de Deckard Shaw, um vilão determinado a vingar o seu irmão. A sua presença ameaçadora e as cenas de ação de cortar a respiração fazem de Furious 7 um dos melhores filmes da franquia Fast & Furious. Além disso, o filme é notável pela forma emocional como lida com a despedida do personagem de Paul Walker.

3. The Italian Job (2003)

The Italian Job é um remake do clássico de 1969, e Statham interpreta Handsome Rob, o motorista do grupo de ladrões. O filme é recheado de ação e perseguições de carros, com Statham a mostrar a sua habilidade para combinar humor com sequências de ação emocionantes. É um dos filmes mais divertidos da sua carreira.

2. Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998)

O filme que deu a Statham o seu primeiro grande papel no cinema, Lock, Stock and Two Smoking Barrels, realizado por Guy Ritchie, é uma comédia de crimes que mistura personagens peculiares com diálogos afiados. O papel de Bacon, um criminoso envolvido num esquema que corre mal, mostrou ao mundo o talento de Statham e lançou a sua carreira.

1. Snatch (2001)

No topo da lista está Snatch, outro clássico de Guy Ritchie. O filme é uma comédia de crimes ambientada no submundo londrino, com Statham a interpretar Turkish, um promotor de boxe que se vê envolvido num esquema criminoso. O ritmo acelerado, o humor negro e a narrativa intrincada fazem de Snatch um dos melhores filmes da carreira de Jason Statham.


Jason Statham continua a ser uma das maiores estrelas de ação de Hollywood, e estes filmes representam o melhor da sua carreira. Seja em papéis de vilão ou herói, Statham trouxe energia, carisma e talento físico para o cinema de ação, deixando uma marca indelével no género.

Flatulência de Will Smith Parou Filmagens de “Homens de Negro”, Revela Realizador

As filmagens do icónico filme “MIB – Homens de Negro” de 1997 ficaram marcadas por um momento inusitado que forçou a equipa a interromper a produção por várias horas — e tudo por causa de uma situação de flatulência protagonizada por Will Smith. O realizador do filme, Barry Sonnenfeld, revelou recentemente este incidente cómico que envolveu Smith e o seu colega de elenco Tommy Lee Jones durante a rodagem de uma cena crítica.

ver também : O Romance Surpreendente de Jennifer Connelly e Paul Bettany: Um Amor de Longa Data

O episódio foi partilhado por Sonnenfeld no podcast “Let’s Talk Off Camera With Kelly Ripa”, onde descreveu o momento em que Will Smith e Tommy Lee Jones estavam a filmar uma cena num carro modificado, que viajava em hipervelocidade e acabava por capotar. Para filmar a cena, os dois atores foram “hermeticamente fechados” numa cápsula que simulava o veículo, com o objetivo de recriar o ambiente de alta velocidade. O problema surgiu quando o espaço confinado e a flatulência de Smith se tornaram uma combinação desastrosa.

De acordo com Sonnenfeld, enquanto as câmaras estavam a rolar, Will Smith rapidamente percebeu o embaraçoso problema e pediu desculpa ao seu colega de cena: “Oh, Jesus, lamento muito. Tommy, lamento muito. Lancem a escada.” Ao que Tommy Lee Jones, num gesto de camaradagem, respondeu: “Está tudo bem, Will. Não te preocupes.” Contudo, o realizador revelou que, embora não tivesse compreendido de imediato o que se passava, tudo ficou claro quando viram Jones a sair rapidamente do espaço confinado, enquanto a equipa se apressava a trazer uma escada para libertar os atores.

ver também : Brad Pitt Forçado a Filmar “Inimigos Íntimos” para Evitar Processo Judicial

Sonnenfeld continuou a relatar o incidente: “O Tommy estende a perna enquanto a escada está a subir e desce os degraus a correr. E o que aconteceu foi que Will Smith tem gases. Algumas pessoas são assim. E não queremos estar dentro de um espaço muito pequeno e hermeticamente fechado com os gases do Will Smith.”

O resultado foi uma evacuação do estúdio durante cerca de três horas, enquanto todos se recuperavam do inusitado incidente. O realizador acrescentou ainda de forma bem-humorada: “Ele é um tipo adorável. Só que lança gases. Alguns fazem-no, outros não.”

Este momento embaraçoso, no entanto, não prejudicou o sucesso do filme. “Homens de Negro” tornou-se um dos maiores êxitos de bilheteira de 1997, consolidando Will Smith como uma das maiores estrelas de cinema a nível mundial. O filme originou duas sequelas, lançadas em 2002 e 2012, que, embora não tenham alcançado o mesmo impacto comercial do original, mantiveram o charme e a química entre Smith e Tommy Lee Jones.

ver também : Denzel Washington e Sean ‘Diddy’ Combs Envolvem-se em Discussão Acalorada Durante Festa em 2003

Apesar de este incidente ter ficado nos bastidores, é uma história divertida que acrescenta uma camada de humor aos já cómicos e bem-sucedidos “Homens de Negro”, mostrando que até as maiores estrelas de Hollywood têm momentos inesperados.

Médico Acusado pela Morte de Matthew Perry Declara-se Culpado

O médico Mark Chavez, de 54 anos, declarou-se culpado esta quarta-feira num tribunal de Los Angeles por fornecer ilegalmente a droga cetamina, que foi apontada como a causa da morte do ator Matthew Perry, conhecido pelo seu papel icónico como Chandler Bing na série Friends. A acusação de Chavez faz parte de um caso mais amplo que envolve cinco acusados relacionados com a morte de Perry, que ocorreu em outubro de 2023. A sentença de Chavez será conhecida no dia 2 de abril, e o médico enfrenta até 10 anos de prisão.

ver também : Quem é a “Rainha da Cetamina” acusada no caso da morte de Matthew Perry?

Durante o julgamento, Chavez admitiu que obteve a cetamina de um traficante conhecido como Jasveen Sangha, apelidado de “Rainha da Cetamina”, e que entregou 50 ampolas da droga ao assistente de Perry, Kenneth Iwamasa. Metade dessas ampolas foram entregues apenas quatro dias antes da morte do ator. Esta revelação sublinha a gravidade das acusações que Chavez enfrenta, especialmente considerando o impacto global causado pela morte de Perry.

A Morte de Matthew Perry e o Impacto Mundial

Matthew Perry foi encontrado morto na sua casa em outubro de 2023, aos 54 anos, na sua banheira de hidromassagem. A autópsia revelou que a causa da morte foram os “efeitos agudos da cetamina”, uma droga frequentemente utilizada como anestésico em médicos e veterinários, mas que também está a ser investigada pelo seu potencial no tratamento da depressão. Perry estava a tomar a droga como parte de uma terapia supervisionada, uma medida que se revelou fatal.

O nome de Perry transcendeu fronteiras graças à série Friends, exibida de 1994 a 2004, tornando-se uma das sitcoms mais populares de todos os tempos. A série fez com que Perry, juntamente com o elenco principal, se tornasse uma megaestrela global. A sua luta pública contra a dependência de analgésicos e álcool tornou a sua morte ainda mais trágica, gerando uma onda de tristeza entre os fãs e colegas de profissão. O ator tinha falado abertamente sobre as suas batalhas com o vício, o que tornou a sua morte um símbolo de uma luta pessoal de muitos anos.

Outros Acusados Envolvidos no Caso

Além de Mark Chavez, outras quatro pessoas estão envolvidas no caso. Salvador Plasencia, que comprava cetamina de Chavez para revendê-la ao staff de Perry, declarou-se inocente e será julgado em março de 2024, juntamente com Jasveen Sangha, o principal fornecedor da droga. Ambos enfrentam a possibilidade de serem condenados a décadas de prisão, dado o papel central que desempenharam na distribuição ilegal da substância.

Kenneth Iwamasa, assistente pessoal de Perry, também enfrenta acusações graves. Iwamasa admitiu ter injetado cetamina no ator e atuado como intermediário na compra da droga. A sua sentença será anunciada em novembro de 2024. Por fim, Erik Fleming, o quinto acusado, confessou ter distribuído a dose letal que matou Perry e poderá ser condenado por conspiração para distribuir a droga.

ver também : Tragédia em Hollywood: Assistente e Médicos Envolvidos na Morte de Matthew Perry

O caso destaca não só o uso indevido de drogas controladas em Hollywood, mas também a rede de profissionais que facilitam o acesso a substâncias perigosas. A morte de Matthew Perry continua a ser um lembrete trágico das lutas pessoais que muitas celebridades enfrentam em silêncio.

“Gritos VII” com Neve Campbell Estreia em Fevereiro de 2026

Os fãs da icónica franquia de terror “Gritos” já podem começar a contar os dias para a próxima dose de horror com “Gritos VII”, que chegará aos cinemas a 27 de fevereiro de 2026. A novidade foi revelada por Neve Campbell, que regressa ao papel de Sidney Prescott, a protagonista que enfrentou o implacável Ghostface ao longo de seis filmes.

Depois de ter recusado participar em Gritos VI devido a uma disputa salarial, Neve Campbell finalmente chegou a acordo com o estúdio, o que permitirá aos fãs ver a icónica personagem de volta à ação. Segundo Campbell, o novo filme será “um dos mais intensos e emocionantes da saga”, prometendo novas reviravoltas e mortes criativas que mantêm a fórmula do slasher moderno.

ver também : Kirsten Dunst e Channing Tatum Juntos em “Roofman”, Um Thriller Baseado em História Verídica

O realizador Kevin Williamson, criador da franquia, também regressa como argumentista, trazendo o seu toque único de suspense e humor. O sucesso dos filmes recentes tem revitalizado a franquia, com um novo público a juntar-se aos fãs de longa data.

ver também : Henry Cavill: A Saída de “The Witcher” e a Luta por Respeito à História

Com um elenco de estrelas veteranas e novas adições, Gritos VII promete ser um dos grandes lançamentos de terror de 2026, oferecendo mais um confronto épico entre Sidney Prescott e Ghostface. Embora os detalhes da trama ainda estejam sob sigilo, rumores apontam para uma ligação com os eventos do primeiro filme, o que deverá agradar aos fãs mais nostálgicos.

Deadpool & Wolverine: Um dos Filmes Mais Lucrativos do Ano Já Pode Ser Visto em Casa

O aguardado “Deadpool & Wolverine”, estreado nos cinemas em julho de 2024, rapidamente se consolidou como um dos maiores sucessos do ano, quebrando recordes de bilheteira e revitalizando o género de super-heróis. O filme, protagonizado por Ryan Reynolds como Deadpool e Hugh Jackman como Wolverine, tornou-se o segundo filme mais lucrativo de 2024, ficando apenas atrás de outro sucesso da Disney, Inside Out 2. Agora, já é possível assistir a esta obra-prima do cinema de ação a partir do conforto de casa, embora ainda não esteja disponível nas plataformas de streaming convencionais.

ver também : “Billy The Kid” Está de Volta para uma Segunda Temporada no TVCine Emotion

Desde 1 de outubro, que  “Deadpool & Wolverine” está disponível para compra digital em serviços como Prime Video e Apple TV, sendo uma opção para quem não quer esperar pelo lançamento em streaming. Para os fãs mais colecionadores, o filme estará disponível em suporte físico, como DVD e Blu-ray, a partir de 22 de outubro. No entanto, ainda não há uma data oficial para a chegada ao Disney Plus, embora seja expectável que isso aconteça em breve, dado o histórico de lançamentos da Marvel.

Deadpool & Wolverine nos Óscares?

As surpresas não acabam por aqui. De acordo com a Variety, a Disney está a preparar uma grande campanha para levar Deadpool & Wolverine até aos Óscares, propondo Ryan Reynolds na categoria de Melhor Ator Principal e Hugh Jackman como Melhor Ator Secundário. A ambição da Disney passa ainda por candidatar o filme à recém-criada categoria de “Cinematic and Box Office Achievement”, que visa premiar os filmes mais lucrativos do ano.

Além disso, o filme estará na corrida por outros prémios prestigiados, como os Golden Globes, onde será submetido à apreciação nas categorias de Comédia. Reynolds pode disputar um dos lugares na categoria de Melhor Ator (Comédia ou Musical), enquanto Jackman deverá ser proposto para Melhor Ator Secundário em vários dos principais prémios da indústria, como os Golden GlobesScreen Actors Guild Awards e Critics Choice Awards.

ver também : Samuel L. Jackson Surpreendido com o Longo Contrato da Marvel

Com o seu humor irreverente, ação desenfreada e química inegável entre os protagonistas, Deadpool & Wolverinepromete ser um dos grandes destaques da temporada de prémios e já é considerado um dos filmes mais emblemáticos do ano.

Deadpool and Wolverine

Meryl Streep em Novo Projeto Televisivo: “Correções” de Jonathan Franzen

A premiada atriz Meryl Streep está de volta ao pequeno ecrã com um novo projeto promissor. Desta vez, a icónica atriz comprometeu-se com a adaptação do aclamado romance “Correções”, do autor Jonathan Franzen, que será transformado numa minissérie produzida pela CBS Studios. A obra, publicada em 2001 e premiada com o National Book Award e o James Tait Black Memorial Prize, explora as complexas dinâmicas familiares de uma família norte-americana ao longo de várias décadas.

ver também : A Verdade Oculta: Por Que os Atores de James Bond Acabam Por Odiar o Papel

A História dos Lambert

Correções é uma crónica sobre a família Lambert, composta por Alfred e Enid, um casal idoso que enfrenta as dificuldades do envelhecimento, e os seus três filhos adultos. Alfred, um engenheiro reformado, está a sofrer de Parkinson, enquanto Enid, a sua mulher, tenta desesperadamente reunir a família para uma última ceia de Natal. Os três filhos, ChipDenise e Gary, lidam com os seus próprios desafios pessoais e familiares, desde problemas laborais a questões emocionais.

A narrativa, que se estende desde meados do século XX até ao início do novo milénio, oferece uma perspetiva profunda e emocional sobre os conflitos, os laços e as tensões que atravessam as gerações de uma família americana comum.

Uma Segunda Tentativa de Adaptação

Esta será a segunda vez que Correções tenta ser adaptado para o ecrã. Em 2011, a HBO desenvolveu um episódio-piloto com um elenco de luxo, que incluía Chris CooperDianne Wiest e Ewan McGregor, mas o projeto acabou por não avançar. Agora, a CBS Studios está a tomar as rédeas da nova adaptação, embora ainda não tenha revelado em qual plataforma ou canal a minissérie será exibida.

ver também : Tribunal Decide que “Baby Reindeer” Não é Baseada Numa História Verdadeira

O Regresso de Meryl Streep

Meryl Streep, que atualmente tem 75 anos, é uma das atrizes mais premiadas da história do cinema, com três Óscares e três Emmys no seu currículo. Depois de se destacar em papéis memoráveis no grande ecrã, como Tia March em As Mulherzinhas (2019) e em filmes lançados por plataformas de streaming como Let Them All Talk (2020), The Prom(2020) e Não Olhem Para Cima (2021), Streep regressa à televisão com esta adaptação de Franzen. Desde 2023, a atriz também tem recebido elogios pela sua participação na série Homicídios ao Domicílio.

Com a riqueza emocional e a profundidade dos temas de Correções, este novo projeto promete ser uma adição de grande destaque ao já vasto e prestigiado portefólio de Meryl Streep.

Tribunal Decide que “Baby Reindeer” Não é Baseada Numa História Verdadeira

A Netflix enfrenta agora um processo judicial depois de um tribunal ter decidido que a série “Baby Reindeer” foi apresentada erroneamente como baseada em factos reais. Fiona Harvey, a mulher cuja história inspirou a personagem Martha na série, acusou a plataforma de streaming de difamação, processando a Netflix em 170 milhões de dólares (cerca de 156 milhões de euros). A decisão foi proferida na passada sexta-feira pelo juiz distrital Gary Klausner, que rejeitou a moção da Netflix para encerrar o processo.

ver também : A Verdade Oculta: Por Que os Atores de James Bond Acabam Por Odiar o Papel

O tribunal concluiu que a série, apesar de afirmar que se baseia numa história real, incluiu distorções significativas dos eventos, piorando os factos da vida real. O juiz apontou que a Netflix não fez qualquer esforço para confirmar a veracidade dos factos ou disfarçar a identidade da personagem Martha, algo que acabou por incitar os espectadores a identificar Fiona Harvey nas redes sociais. Esta situação levou a que Harvey fosse alvo de ameaças de morte, facto reconhecido pelo tribunal.

ver também : “The Day of the Jackal” Ganha Nova Vida com Série da SkyShowtime

Distorção dos Factos

A série “Baby Reindeer” acompanha a história de Richard Gadd, que interpreta uma versão fictícia de si mesmo, onde a sua personagem (Donny Dunn) é assediada por Martha, uma mulher que lhe enviou milhares de e-mails ameaçadores. Embora a série apresente eventos dramáticos e violentos, o tribunal considerou que muitas das ações atribuídas a Martha são “piores” do que as ocorridas na realidade. O juiz Gary Klausner sublinhou que existe uma grande diferença entre perseguição e agressão física grave, como é retratado na série, afirmando que os factos da vida real foram exagerados e deturpados de maneira a influenciar negativamente a perceção do público sobre a verdadeira Fiona Harvey.

A Identidade de Harvey nas Redes Sociais

Apesar de o nome de Fiona Harvey nunca ser mencionado na série, o público rapidamente conseguiu identificar a mulher na vida real. Isto resultou numa onda de assédio nas redes sociais, que incluiu ameaças à sua segurança. O tribunal responsabilizou a Netflix por não ter tomado as devidas precauções para evitar que a identidade de Harvey fosse descoberta pelos espectadores. O juiz afirmou que a plataforma deveria ter sido consciente do impacto potencial das “falsas declarações” e da “representação da queixosa” através da personagem Martha.

Processo de 170 Milhões de Dólares

Fiona Harvey decidiu processar a Netflix por difamação, exigindo uma indemnização de 170 milhões de dólares. A sua queixa alega que a série prejudicou gravemente a sua reputação e lhe causou danos psicológicos e emocionais. O tribunal aceitou que Harvey pode prosseguir com o processo, dado o impacto negativo que a série teve na sua vida e a falta de esforço por parte da Netflix para investigar a veracidade dos factos ou proteger a sua identidade.

ver também : Samuel L. Jackson Surpreendido com o Longo Contrato da Marvel

Desde o lançamento de “Baby Reindeer” na Netflix, o criador da série, Richard Gadd, apelou ao público para que deixasse de tentar identificar as pessoas da vida real que inspiraram a série. Gadd afirmou que, se quisesse que as pessoas reais fossem expostas, teria optado por fazer um documentário em vez de uma série ficcional.

Ataques Racistas e Sexistas Contra “Caça-Fantasmas” de 2016: Realizador Aponta Culpas a Donald Trump

Em 2016, Hollywood procurou relançar a clássica franquia “Caça-Fantasmas” com uma nova versão protagonizada por mulheres. A nova equipa incluiu grandes estrelas como Melissa McCarthyKristen WiigKate McKinnon, e Leslie Jones, ao lado de Chris Hemsworth e participações especiais de alguns dos atores originais do filme de 1984. No entanto, desde que foi anunciada em 2015, a produção tornou-se alvo de ataques violentos nas redes sociais, com críticas sexistas e racistas dirigidas principalmente às mulheres do elenco, em especial a Leslie Jones, a única atriz negra no grupo.

ver também : A Saída de Kevin Costner de “Yellowstone” e o Futuro da Série

O realizador Paul Feig, numa entrevista recente ao The Guardian, afirmou que parte da culpa pelos ataques ao filme se deve à retórica utilizada por Donald Trump, na altura candidato à presidência dos Estados Unidos. Segundo Feig, o clima político de 2016 era especialmente hostil, com Hillary Clinton a concorrer contra Trump, e muitos homens a procurarem confronto nas redes sociais.

Paul Feig recorda ainda que Trump criticou publicamente a ideia de refazer filmes icónicos, incluindo Indiana Jones e Caça-Fantasmas, afirmando que mudar o elenco original era inaceitável. Trump, que tinha uma base de apoiantes vocal e ativa nas redes sociais, acabou por contribuir para a polarização da opinião pública sobre o filme.

Apesar do esforço para revitalizar a franquia, o filme foi um fracasso de bilheteira e enfrentou duras críticas, tanto de espectadores quanto de críticos. Além disso, a atriz Leslie Jones foi alvo de ataques racistas e misóginos nas redes sociais, o que levou a várias discussões sobre racismo e sexismo em Hollywood.

ver também : “Apocalypto” de Mel Gibson Continua a Ser Tema de Debate 18 Anos Depois

Feig lamentou o impacto que a retórica de Trump teve na perceção do público sobre o filme, afirmando que os ataques transformaram o projeto numa “declaração política” sobre igualdade de género. O diretor sublinha que a intenção nunca foi dividir o público, mas sim oferecer uma nova perspetiva sobre uma história clássica.