Rambo Vai Voltar… Mas Sem Sylvester Stallone no Papel Principal

Depois de mais de quatro décadas a interpretar um dos heróis de ação mais emblemáticos do cinema, Sylvester Stalloneprepara-se para quebrar uma tradição histórica da saga Rambo film series. O novo filme John Rambo será a primeira produção da franquia, em 44 anos, a apresentar um actor diferente no papel principal.

O escolhido para interpretar a versão mais jovem de John Rambo é Noah Centineo, conhecido por projectos recentes de ação e televisão. A decisão representa uma mudança significativa para uma saga que sempre esteve profundamente ligada à presença de Stallone.

Stallone regressa… mas atrás das câmaras

Embora não volte a interpretar Rambo no ecrã, Stallone continuará ligado ao projecto. O actor confirmou que participará como produtor executivo, algo que nunca tinha acontecido anteriormente na história da franquia.

Ao longo dos anos, Stallone esteve envolvido de várias formas nos filmes da série: escreveu ou co-escreveu os argumentos de praticamente todas as entradas e chegou mesmo a realizar Rambo, o quarto capítulo da saga.

No entanto, esta será a primeira vez que assume oficialmente um papel de produção num filme do universo Rambo.

O próprio actor comentou a novidade nas redes sociais, recordando a importância da personagem na sua carreira e na cultura popular:

Segundo Stallone, Rambo sempre representou temas como resistência, sobrevivência e as cicatrizes da guerra — elementos que continuam a definir a essência da personagem.

Um regresso às origens da história

O novo filme funcionará como prequela de First Blood, o clássico que introduziu Rambo ao público em 1982.

Enquanto First Blood apresentava um veterano traumatizado da Guerra do Vietname que apenas queria ser deixado em paz, John Rambo pretende explorar os acontecimentos anteriores que moldaram essa personalidade.

A narrativa deverá acompanhar o período de Rambo durante a Guerra do Vietname, mostrando como o jovem soldado se transformou no guerreiro silencioso e endurecido que os espectadores conheceram no primeiro filme.

Realizador promete uma abordagem mais crua

A realização está a cargo de Jalmari Helander, cineasta finlandês responsável pelo explosivo Sisu.

Helander já afirmou que pretende oferecer uma versão mais realista e visceral da personagem. Segundo o realizador, a ideia é regressar à essência do mito de Rambo, apostando numa história de sobrevivência marcada pela perda da inocência.

O próprio Helander revelou que viu First Blood pela primeira vez aos 11 anos e que o filme teve um impacto decisivo na sua vontade de se tornar realizador.

Elenco internacional e produção em curso

Além de Noah Centineo, o elenco inclui Jason TobinJefferson WhiteQuincy IsaiahTayme Thapthimthong e Yao.

As filmagens decorrem actualmente em Bangkok, com produção do estúdio Lionsgate.

Uma nova era para uma das maiores franquias de ação

A decisão de avançar com uma prequela e um novo actor no papel principal pode dividir fãs de longa data. Ainda assim, a presença de Stallone como produtor executivo surge como um sinal de continuidade e respeito pelo legado da personagem.

Sem data oficial de estreia confirmada, John Rambo deverá chegar aos cinemas em 2026, marcando o início de um novo capítulo para uma das franquias de ação mais emblemáticas da história do cinema.

Guy Ritchie Junta Henry Cavill e Jake Gyllenhaal no Explosivo Thriller de Ação “In The Grey”
Kathryn Hahn Vai Ser a Vilã Mother Gothel no Novo Filme Live-Action de “Entrelaçados”
“Project Hail Mary” Surpreende Críticos e Pode Tornar-se o Primeiro Grande Sucesso de Bilheteira da Amazon

Jason Momoa Depois de Game of Thrones: O Mito e a Verdade Sobre o “Desaparecimento” do Actor

Quando Jason Momoa apareceu em Game of Thrones como Khal Drogo, em 2011, parecia que Hollywood tinha descoberto um novo gigante para filmes de acção. A presença física impressionante, o carisma silencioso e a intensidade da personagem fizeram dele um dos favoritos dos fãs — mesmo com um tempo de ecrã relativamente curto.

Por isso, quando Momoa revelou anos mais tarde que passou por dificuldades financeiras e escassez de trabalho depois da série, muitos ficaram surpreendidos. Afinal, como é possível que um actor que participou numa das séries mais populares da história tenha tido dificuldades em conseguir novos papéis?

A explicação é bem menos dramática do que algumas histórias que circulam online.

O problema de interpretar uma personagem demasiado marcante

Uma das razões principais prende-se com um fenómeno comum em Hollywood: o “typecasting”.

Khal Drogo era uma personagem extremamente específica. Um guerreiro brutal, quase sempre silencioso, que falava numa língua fictícia e cuja presença dependia sobretudo da fisicalidade. O impacto visual da personagem foi enorme — mas isso também criou um problema.

Durante algum tempo, muitos produtores passaram a ver Momoa apenas como “o tipo do Khal Drogo”. Encontrar papéis que não fossem simplesmente variações do mesmo guerreiro bárbaro tornou-se mais difícil do que se poderia imaginar.

Além disso, a personagem morre logo na primeira temporada da série, o que limitou bastante a exposição prolongada que outros actores tiveram ao longo das temporadas seguintes.

Hollywood nem sempre reage rapidamente ao sucesso televisivo

Outro factor importante é que, naquela altura, o salto directo da televisão para grandes filmes ainda não era tão comum como é hoje. Actualmente, estrelas de séries passam facilmente para blockbusters, mas no início da década de 2010 esse caminho ainda era mais irregular.

Momoa chegou a admitir em entrevistas que houve um período em que ele e a família estavam literalmente com dificuldades para pagar contas. Durante algum tempo, o telefone simplesmente deixou de tocar.

Histórias exageradas e mitos da internet

Algumas histórias que circulam online — como episódios envolvendo alegados conflitos com produtores ou jogos físicos que teriam causado ressentimentos — não têm qualquer confirmação credível e fazem parte sobretudo do folclore que frequentemente se cria em torno de produções gigantes como Game of Thrones.

Não existem provas de que algum incidente pessoal com David Benioff, um dos criadores da série, tenha prejudicado a carreira de Momoa. Pelo contrário, várias entrevistas mostram que o actor manteve boas relações com a equipa da série.

O regresso em força

Se houve um período de silêncio na carreira de Momoa, ele não durou muito tempo. O actor acabou por regressar com força através de vários projectos importantes.

Primeiro surgiu “Conan the Barbarian” (2011), que tentou relançar o clássico personagem. Depois vieram papéis em séries e filmes de género, como Frontier.

Mas o verdadeiro ponto de viragem aconteceu quando a DC Comics o escolheu para interpretar Aquaman. A personagem apareceu pela primeira vez em Batman v Superman (2016) e ganhou um enorme destaque em Aquaman(2018), filme que arrecadou mais de mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais.

A partir daí, Momoa tornou-se um dos rostos mais reconhecíveis do cinema de acção contemporâneo, participando em filmes como DuneFast X e várias produções de grande orçamento.

Uma carreira que acabou por florescer

Hoje, olhando para trás, o período difícil depois de Game of Thrones parece mais um intervalo inesperado do que um verdadeiro bloqueio de carreira.

Jason Momoa acabou por transformar a imagem que o tornou famoso — o guerreiro imponente — numa marca pessoal que lhe abriu portas em Hollywood. E se Khal Drogo foi o ponto de partida, Aquaman foi a confirmação de que aquele actor gigantesco e descontraído tinha vindo para ficar.

Tarantino Vai Surpreender Tudo e Todos: O Próximo Projecto do Realizador Não É Um Filme

O Gigante Que Quer Dominar a Televisão Mundial: A Mega-Fusão Entre Banijay e All3Media Já Está a Agitar a Indústria

Pixar Volta a Saltar para o Topo: “Hoppers” Arrasa nas Bilheteiras Enquanto “The Bride!” Tropeça na Estreia

De “Tubarão” a “Guerra das Estrelas”: Hollywood Vai a Leilão com Peças Avaliadas em 9 Milhões

Arpões, sabres de luz e a cabeça original de C-3PO estão entre os objectos mais cobiçados

Alguns dos objectos mais icónicos da história do cinema vão mudar de mãos em Março, num leilão que promete atrair coleccionadores de todo o mundo. Um arpão de Tubarão, um blusão de Exterminador Implacável, um sabre de luz e a cabeça de C-3PO de Guerra das Estrelas fazem parte das 1550 peças históricas que serão leiloadas em Los Angeles.

ler também: Aposta Total da Marvel? Executivos da Disney Já Viram “Vingadores: Doutor Destino” — E Há Sinais Positivos

O evento, organizado pela Propstore, decorre ao longo de três dias a partir de 25 de Março, com licitações presenciais no primeiro dia no Petersen Automotive Museum. Antes disso, uma selecção dos artigos estará exposta a 11 de Março no Hotel Maybourne, em Beverly Hills.

O valor estimado total dos lotes ronda os 9 milhões de dólares, sublinhando a dimensão do mercado de memorabilia cinematográfica.

C-3PO e o Peso da História

Entre os itens mais valiosos encontra-se a cabeça de fibra de vidro de C-3PO utilizada por Anthony Daniels em O Império Contra-Ataca (1980). Avaliada entre 350 mil e 700 mil dólares, esta peça apresenta características únicas, incluindo uma antena na testa e olhos luminosos.

Segundo Ibrahim Faraj, executivo da Propstore, trata-se de um objecto raro no mercado. A importância histórica do adereço, associado a uma das sagas mais influentes do cinema, deverá garantir forte competição entre licitantes.

Também ligado ao universo de Guerra das Estrelas, estará em leilão o cabo do sabre de luz utilizado por Luke Skywalker e Rey em O Despertar da Força. O valor estimado pode atingir os 100 mil dólares, sendo descrito como um dos objectos mais relevantes da franquia.

O Arpão de “Tubarão” e o Casaco do Exterminador

Os fãs do cinema de Steven Spielberg terão oportunidade de disputar a arma de arpão utilizada por Quint e Matt Hooper em Tubarão (1975). O conjunto inclui ainda a cana e o carreto de pesca Fenwick usados nas primeiras cenas do confronto com o tubarão. A estimativa aponta para valores até 500 mil dólares, sendo considerados os objectos mais significativos alguma vez leiloados do filme.

Já no universo da ficção científica dos anos 80, estará disponível o blusão usado por Arnold Schwarzenegger em Exterminador Implacável (1984). Com gola de couro, correntes metálicas e marcas de batalha — manchas de sangue falsas, rasgões, perfurações simuladas — a peça está avaliada entre 75 mil e 150 mil dólares.

Um Mercado em Crescimento

O leilão inclui ainda artigos como o Mapa do Maroto dos filmes de Harry Potter, reforçando a diversidade de franquias representadas. O interesse por memorabilia cinematográfica tem vindo a crescer, alimentado pela combinação de nostalgia, investimento e culto cultural.

ler também : Uma Estrela de Hollywood em Alvalade — e Ninguém Ficou Indiferente

Mais do que simples objectos, estas peças representam momentos específicos da história do cinema. E em Março, algumas delas poderão ganhar um novo proprietário — por valores que confirmam que a magia de Hollywood continua a ter um preço elevado.

Aposta Total da Marvel? Executivos da Disney Já Viram “Vingadores: Doutor Destino” — E Há Sinais Positivos

Internamente o entusiasmo é evidente, mas o futuro do MCU não depende apenas deste filme

A expectativa em torno de Vingadores: Doutor Destino acaba de ganhar novo fôlego. Segundo um relatório publicado pela Variety, executivos da Disney já tiveram acesso a imagens do filme agendado para Dezembro — e a reacção interna terá sido claramente positiva.

ler também : Demorou 12 Anos a Nascer — e Apenas 15 Dias a Ser Filmado: “Blue Moon” Chega Finalmente às Salas Portuguesas

Num momento em que o Universo Cinematográfico da Marvel atravessa uma fase de ajustamento estratégico, a antecipação de exibições para a cúpula do estúdio revela a importância atribuída ao projecto. O filme é encarado como peça central na recta final da chamada Saga do Multiverso, arco narrativo que tem vindo a interligar múltiplas realidades e equipas sob uma nova ameaça de escala global.

De acordo com a publicação, os executivos estão satisfeitos com o que viram até agora. Paralelamente, líderes de estúdios concorrentes acreditam que Doutor Destino poderá tornar-se o maior êxito de bilheteira do ano.

Um Momento Decisivo para o MCU

Embora alguns analistas defendam que o futuro da franquia poderá depender do desempenho deste filme, fontes internas da divisão cinematográfica da Disney sublinham que a saúde do MCU não está condicionada a um único lançamento. O estúdio tem vindo a reorganizar o calendário e a reduzir o volume de projectos, procurando reforçar a coesão narrativa e a qualidade das produções.

A comparação com a Saga do Infinito é inevitável. Se essa etapa culminou num confronto progressivo com Thanos, o actual arco sofreu alterações estruturais, incluindo a redefinição do antagonista central. Nesse contexto, Vingadores: Doutor Destino surge como momento de convergência e possível reequilíbrio da narrativa.

O regresso de Joe e Anthony Russo à realização reforça o simbolismo da aposta. A dupla esteve associada a alguns dos maiores sucessos comerciais da Marvel e enfrenta agora o desafio de integrar múltiplas personagens e linhas temporais numa trama coesa.

Estratégia de Lançamento e Expectativas de Mercado

A Disney e a Marvel têm vindo a intensificar as acções promocionais, incluindo a divulgação antecipada de materiais para alimentar o envolvimento do público. O calendário competitivo de Dezembro exige uma campanha sólida e coordenada, sobretudo quando se trata de um filme com dimensão coral e forte carga simbólica dentro da marca.

Nos bastidores da indústria, o título já surge com destaque em análises de mercado que monitorizam tendências de bilheteira e impacto cultural. A percepção generalizada é a de que o filme poderá marcar uma nova etapa para o estúdio — seja como consolidação da Saga do Multiverso, seja como ponto de transição para o que se segue.

O Que Vem Depois

Independentemente do desempenho de Doutor Destino, o planeamento da Marvel Studios estende-se além deste capítulo. Entre os projectos em desenvolvimento encontram-se um reboot de X-MenPantera Negra 3 e Vingadores: Guerras Secretas, descrito como um possível “soft reset” dentro da cronologia do universo partilhado.

A mensagem interna parece clara: continuidade estratégica, mas com maior foco narrativo. Menos dispersão, mais integração.

ler também : Uma Estrela de Hollywood em Alvalade — e Ninguém Ficou Indiferente

Com estreia marcada para Dezembro, Vingadores: Doutor Destino consolida-se como um dos eventos cinematográficos mais aguardados do ano — e como um teste relevante para a capacidade da Marvel em reinventar o seu próprio modelo de sucesso.

Espiões, Explosões e Churchill: O Novo Filme de Guy Ritchie Que Leva a Guerra a Outro Nível

“The Ministry of Ungentlemanly Warfare” estreia no TVCine com ação, humor e uma missão suicida pouco convencional

Há guerras que se travam com estratégia. Outras, com pura ousadia. E depois há aquelas em que o cavalheirismo é deixado à porta. É precisamente esse o espírito de The Ministry of Ungentlemanly Warfare, o mais recente filme de Guy Ritchie, que chega à televisão portuguesa no dia 27 de fevereiro, às 21h30, no TVCine Top  .

ler também . A Queda de um Ícone? “Marilyn Manson: Revelado” Expõe as Acusações e Abala a Indústria Musical

Inspirado em factos reais — ainda que com uma boa dose de ficção à mistura — o filme mergulha numa das operações mais arrojadas da Segunda Guerra Mundial, misturando comédia de ação, espionagem e aventura num cocktail explosivo ao estilo inconfundível de Ritchie.

Uma Missão Fora de Todos os Protocolos

Estamos em 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial. A Grã-Bretanha enfrenta o avanço das forças do Eixo na Europa e precisa desesperadamente de virar o jogo. Com o aval de Winston Churchill, nasce a Operação Postmaster: uma missão não sancionada, não autorizada e totalmente fora das regras militares convencionais  .

Sob a coordenação do brigadeiro Colin Gubbins e a liderança operacional do major Gus March-Phillipps, forma-se uma unidade ultrassecreta composta por soldados renegados, homens dispostos a tudo para atacar os nazis. O objectivo? Sabotar navios de apoio do Eixo que sustentam os temidos U-boats no Atlântico.

Como o próprio título sugere — “O Ministério da Guerra Pouco Cavalheiresca” — esta equipa especial adopta métodos nada ortodoxos. Sabotagens, infiltrações e confrontos diretos tornam-se rotina numa missão que parece saída de um romance de espionagem, mas que tem raízes históricas bem documentadas  .

Guy Ritchie em Território Familiar

Conhecido pelo seu estilo visual dinâmico e diálogos rápidos, Guy Ritchie volta a apostar numa narrativa de ação estilizada, depois de títulos como Snatch, Operation Fortune: Ruse de Guerre e The Covenant.

Aqui, o realizador combina sequências de ação vertiginosas com momentos de humor e camaradagem, criando uma versão cinematográfica vibrante da história real retratada no livro Churchill’s Secret Warriors: The Explosive True Story of the Special Forces Desperadoes of WWII, de Damien Lewis  .

O filme apresenta uma interpretação fortemente ficcionada do papel do Executivo de Operações Especiais (SOE) durante a guerra, transformando um episódio histórico numa aventura cinematográfica cheia de ritmo e personalidade.

Um Elenco de Peso em Missão Especial

À frente do elenco está Henry Cavill, acompanhado por Eiza González, Alan Ritchson, Alex Pettyfer, Henry Golding e Cary Elwes  .

O resultado é um grupo carismático que equilibra intensidade bélica com ironia e espírito de equipa, dando corpo a uma história de coragem pouco convencional.

Uma Estreia a Não Perder

Para os fãs de narrativas históricas com energia contemporânea, The Ministry of Ungentlemanly Warfare promete duas horas de puro entretenimento, onde estratégia militar e irreverência caminham lado a lado.

A estreia acontece na sexta-feira, 27 de fevereiro, às 21h30, no TVCine Top, estando também disponível no TVCine+  .

ler também, : Já Pode Ver em Casa “Bugonia”: O Filme Nomeado a 4 Óscares com Emma Stone

Quando o mundo estava em guerra, houve quem decidisse lutar… sem pedir licença.

Um Thriller Para Poucos: O Filme Mais Subestimado e Estiloso de Guy Ritchie Está no Prime Video

Um jogo de vingança onde ninguém controla verdadeiramente as regras

Há filmes de Guy Ritchie que entram directamente no imaginário popular — cheios de diálogos rápidos, criminosos carismáticos e violência coreografada com ironia britânica. E depois há Revolver, talvez o seu projecto mais incompreendido, mais cerebral e, por isso mesmo, um dos mais fascinantes.

ler também : Um Fracasso de 220 Milhões Que Agora é Número 1: O Regresso Inesperado de uma Saga de Culto no Disney+

Disponível no Prime Video, Revolver é um thriller que troca a acção imediata por tensão psicológica, trocando a vingança simplista por um labirinto de ego, paranoia e manipulação.

A história acompanha Jake Green, interpretado por Jason Statham, um homem que sai da prisão após sete anos em isolamento com um único objectivo: destruir Dorothy Macha, o poderoso dono de casino que o colocou atrás das grades. Mas Jake não quer apenas dinheiro. Quer humilhação pública. Quer inverter a hierarquia. Quer provar que aprendeu a jogar melhor do que todos.

Quando a provocação se transforma em guerra

Logo após recuperar a liberdade, Jake mergulha no submundo das apostas e começa a acumular uma fortuna com uma confiança quase provocatória. Entra no casino de Macha, senta-se à mesa certa e ganha — muito. Não é sorte. É estratégia. E é, acima de tudo, um desafio.

Dorothy Macha, interpretado por Ray Liotta, não é um vilão explosivo. É frio, calculista e habituado a controlar cada detalhe do ambiente à sua volta. Humilhá-lo diante dos próprios homens é um erro que não fica sem resposta.

A reacção é rápida: um assassino é colocado no encalço de Jake. O que parecia ser apenas um ajuste de contas transforma-se numa guerra silenciosa, feita de corredores vigiados, olhares desconfiados e ameaças implícitas.

Um prazo de vida que muda tudo

É então que o filme altera radicalmente o seu eixo narrativo. Jake descobre que sofre de uma doença rara e que terá apenas três dias de vida. A vingança deixa de ser apenas obsessão e passa a ser corrida contra o tempo.

Cada movimento ganha peso adicional. Cada decisão pode ser a última. A ameaça externa de Macha cruza-se com uma contagem decrescente interna, criando uma tensão que vai muito além do confronto físico.

Statham, conhecido por papéis mais directos e físicos, aqui trabalha com contenção. O seu Jake é introspectivo, desconfiado, quase paranoico. Há sempre a sensação de que algo está por revelar — ao espectador e ao próprio protagonista.

Mais do que crime: um estudo sobre ego

O elenco inclui ainda André 3000, cuja presença acrescenta uma camada ambígua ao jogo de interesses. O seu personagem move-se entre alianças e traições com naturalidade inquietante, reforçando a ideia de que ninguém está totalmente seguro.

Mas Revolver não é apenas um thriller criminal. É um ensaio disfarçado sobre ego e autossabotagem. Guy Ritchie constrói uma narrativa que flerta com reflexões quase filosóficas sobre medo, percepção e controlo. Em vez de respostas fáceis, oferece um puzzle.

O resultado é um filme que divide opiniões. Não é linear, nem complacente. Há momentos em que parece deliberadamente enigmático. Mas é precisamente essa ambição que o torna especial dentro da filmografia do realizador.

Um filme que merece uma segunda vida

Na altura do lançamento, Revolver não conquistou o público como outros títulos de Ritchie. Talvez fosse demasiado complexo para quem esperava apenas acção estilizada. Talvez estivesse à frente do seu tempo.

Hoje, disponível no streaming, ganha uma nova oportunidade. É um filme que exige atenção, que pede reflexão e que recompensa quem aceita entrar no jogo mental que propõe.

ler também : 0% no Rotten Tomatoes: O Novo Thriller de Terror Que Está a Ser Massacrado Pela Crítica

Porque, no final, a maior batalha de Revolver não é travada nas mesas de apostas — é travada dentro da mente de quem acredita que pode controlar tudo.

E raramente alguém sai vencedor desse jogo. O filme está disponível no Netflix e no Prime Video.

Um Fracasso de 220 Milhões Que Agora é Número 1: O Regresso Inesperado de uma Saga de Culto no Disney+

De desastre nas salas a fenómeno global no streaming

Há filmes que morrem nas bilheteiras. E depois há aqueles que ressuscitam no streaming. Tron: Ares encaixa perfeitamente na segunda categoria.

Produzido com um orçamento estimado em 220 milhões de dólares, o novo capítulo da lendária saga de ficção científica revelou-se um duro golpe para a The Walt Disney Company quando passou pelos cinemas. As receitas ficaram muito aquém do esperado, acumulando pouco mais de 142 milhões de dólares a nível mundial e gerando prejuízos que terão ultrapassado os 130 milhões.

ler também : Saiu de Cartaz em Apenas Uma Semana: O Documentário Sobre a Influencer Que Recebeu 40 Mil Euros do Estado

Mas eis que, poucos meses depois, o cenário muda radicalmente: o filme tornou-se o título de ficção científica mais visto no Disney+ em 56 países, alcançando o primeiro lugar em múltiplos mercados. Um fenómeno curioso que levanta uma questão inevitável — será que o público precisava apenas do ecrã certo?

Uma aposta arriscada… desde o início

A verdade é que a saga Tron nunca foi um colosso de bilheteira. O original, Tron, tornou-se um clássico de culto sobretudo pelo seu pioneirismo visual, mas não foi um fenómeno comercial. A sequela, Tron: Legacy, chegou 28 anos depois e também não incendiou as receitas globais, apesar da ambição estética e da memorável banda sonora dos Daft Punk.

Com Tron: Ares, a Disney voltou a arriscar forte, entregando o protagonismo a Jared Leto e investindo numa produção visualmente imponente. Ainda assim, os sinais de alerta estavam lá: uma franquia com histórico irregular e um orçamento digno de um blockbuster garantido.

O resultado foi um fracasso retumbante nas salas de cinema, agravado por críticas mornas. No Rotten Tomatoes, o filme apresenta uma taxa de aprovação de 53%, reflectindo uma recepção longe de entusiástica.

O último capítulo da saga?

Com números tão frágeis nas bilheteiras, tudo indica que Tron: Ares poderá marcar o fim da saga no grande ecrã. É certo que o universo Tron já provou ser resiliente — houve 28 anos entre o primeiro filme e a sua sequela, e 15 até este novo capítulo — mas, do ponto de vista financeiro, torna-se difícil justificar um novo investimento desta dimensão.

Poderá a Disney optar por um remake no futuro? Ou transformar o conceito numa série para streaming, onde parece encontrar agora um público mais receptivo?

Para já, o sucesso no Disney+ prova que há interesse na estética neon, nos mundos digitais e nas batalhas entre humanos e inteligências artificiais. Talvez o problema nunca tenha sido a história, mas sim o palco onde foi apresentada.

ler também : 0% no Rotten Tomatoes: O Novo Thriller de Terror Que Está a Ser Massacrado Pela Crítica

Em Hollywood, um fracasso pode ser definitivo. No streaming, pode ser apenas o início de uma segunda vida.

0% no Rotten Tomatoes: O Novo Thriller de Terror Que Está a Ser Massacrado Pela Crítica

Um arranque desastroso para “Psycho Killer”

Há estreias que dividem opiniões. E depois há casos como Psycho Killer, que conseguiu algo raro — e nada invejável. Com 15 críticas publicadas até ao momento, o thriller abriu com 0% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Saiu de Cartaz em Apenas Uma Semana: O Documentário Sobre a Influencer Que Recebeu 40 Mil Euros do Estado

Sim, leu bem: zero. Nem uma avaliação positiva.

O filme marca a estreia na realização de Gavin Polone, com argumento assinado por Andrew Kevin Walker, conhecido por trabalhos anteriores no género. No elenco encontramos Georgina Campbell — que muitos reconhecerão de Barbarian (Noites Brutais, em Portugal) — além de James Preston Rogers, Grace Dove, Logan Miller e Malcolm McDowell.

Mas, apesar do pedigree envolvido, a recepção crítica tem sido implacável.

“Um amontoado de clichés” e “nenhum suspense palpável”

O consenso entre os críticos é duro e directo: Psycho Killer falha praticamente em todos os aspectos essenciais de um bom thriller de terror.

Várias publicações apontam a ausência de tensão, a previsibilidade do enredo e um vilão descrito como uma mistura pálida de assassinos mais memoráveis do cinema. A acusação mais recorrente? Falta de originalidade.

Algumas críticas classificam o filme como uma colecção de clichés gastos, com escolhas narrativas consideradas ridículas e um antagonista sem carisma ou presença ameaçadora. Outras destacam diálogos forçados, interpretações pouco convincentes e uma montagem confusa que compromete o ritmo da narrativa.

Há ainda quem considere que o filme é demasiado simples para funcionar como thriller policial, mas simultaneamente demasiado aborrecido para resultar como filme de terror. Um limbo pouco favorável para qualquer produção que se proponha assustar o público.

Uma premissa promissora que não convenceu

A história acompanha uma agente da polícia rodoviária do Kansas que, após o brutal assassinato do marido, inicia uma perseguição ao responsável. À medida que a investigação avança, descobre que está perante um serial killer sádico, cujos planos revelam uma mente profundamente perturbada.

Em teoria, a premissa reúne todos os ingredientes para um thriller intenso: trauma pessoal, perseguição implacável e um antagonista perverso. No entanto, segundo os críticos, a execução não consegue transformar essa base narrativa em algo envolvente ou assustador.

Algumas análises sugerem mesmo que o filme parece indeciso quanto ao tom, oscilando entre o policial sombrio e o terror satânico sem nunca abraçar totalmente nenhum dos registos.

E o público?

Para já, Psycho Killer encontra-se em exibição nos cinemas norte-americanos, mas ainda não tem data prevista de estreia em Portugal.

Resta saber se o público terá uma reacção diferente da crítica — algo que não seria inédito no género. Afinal, o terror sempre viveu de divisões e surpresas.

Ninguém Estava à Espera Disto: Robert Aramayo Choca os BAFTA e Deixa DiCaprio e Chalamet Para Trás

Mas começar com 0% no Rotten Tomatoes não é apenas um tropeço: é um cartão de visita difícil de ignorar.

Saiu de Cartaz em Apenas Uma Semana: O Documentário Sobre a Influencer Que Recebeu 40 Mil Euros do Estado

Estreou a 12 de Fevereiro… e rapidamente desapareceu das salas

O documentário La Vie de Maria Manuela estreou nas salas portuguesas a 12 de Fevereiro, mas a sua passagem pelo grande ecrã foi tudo menos longa. Apenas uma semana depois, o filme já tinha saído de praticamente todos os cinemas onde estava em exibição, mantendo-se apenas no Cinema City de Alvalade, em Lisboa.

A produção centra-se na influencer portuguesa conhecida como La Vie de Marie — nome artístico de Maria Manuela — que soma cerca de 209 mil seguidores no Instagram e que também participou no Big Brother Famosos em 2022.

ler também : Espectadores Revoltam-se com os BAFTA 2026: BBC Volta a Não Transmitir em Directo e Spoilers Invadem as Redes

O projecto contou com um apoio estatal de 40 mil euros, atribuído pelo Instituto do Cinema e Audiovisual, o que desde logo colocou o filme sob maior escrutínio público.

Retirada não partiu da produtora

Segundo informações avançadas pelo jornal Correio da Manhã, a retirada do documentário dos cartazes não foi uma decisão da produtora Promenade, mas sim dos próprios exibidores.

Em declarações ao jornal, a produtora explicou que gostaria que o filme tivesse permanecido mais tempo em exibição e salientou que os números não foram negligenciáveis: em nove salas, registou 1.148 espectadores na primeira semana.

Em termos de receita bruta, o documentário arrecadou cerca de cinco mil euros na semana de estreia — um valor modesto, sobretudo tendo em conta o investimento público envolvido, mas que a produtora considera interessante dentro do contexto de exibição limitada.

A empresa acrescentou ainda que, com a forte concorrência de estreias semanais e a aproximação da temporada dos Óscares, compreende que os exibidores tenham optado por dar prioridade a outros títulos.

Sessões especiais e futuro em VOD

Apesar da saída das salas comerciais, La Vie de Maria Manuela não desaparece por completo. Estão previstas sessões especiais em várias cidades, incluindo o Cinema Fernando Lopes (21 de Fevereiro), Castelo Branco (24 de Fevereiro) e Póvoa do Varzim — terra natal da influencer — a 8 de Março, entre outras exibições pontuais ao longo dos próximos meses.

O objectivo passa também por levar o filme a cineclubes e, posteriormente, às plataformas de vídeo on demand (VOD), onde poderá encontrar um público diferente do das salas tradicionais.

Um retrato íntimo de autodescoberta

Filmado ao longo de quatro anos por uma amiga próxima, o documentário acompanha Maria Manuela na sua jornada de autodescoberta, criatividade e afirmação pessoal. A sinopse descreve-a como uma jovem artista destemida que recusa conformar-se, mostrando os altos e baixos da procura pelo seu lugar no mundo.

Para além da protagonista, o filme inclui participações de figuras conhecidas do público português, como Cristina Ferreira, Miguel Azevedo, Tanya, Carla Belchior e Marta Gomes.

A curta permanência em cartaz reacende o debate sobre a sustentabilidade do cinema documental em Portugal, a eficácia dos apoios públicos e a dificuldade de competir num mercado saturado de estreias semanais.

ler também : Ninguém Estava à Espera Disto: Robert Aramayo Choca os BAFTA e Deixa DiCaprio e Chalamet Para Trás

Entre polémicas, números modestos e sessões especiais, uma coisa é certa: mesmo fora das salas comerciais, La Vie de Maria Manuela ainda não disse a última palavra.

Espectadores Revoltam-se com os BAFTA 2026: BBC Volta a Não Transmitir em Directo e Spoilers Invadem as Redes

A gala começou… mas já toda a gente sabia quem tinha ganho

Mal a emissão arrancou na BBC, os espectadores dos BAFTA Film Awards 2026 já estavam irritados — e não era por causa de um discurso demasiado longo ou de uma piada falhada. O problema foi outro: a cerimónia não foi transmitida em directo.

ler também : Ninguém Estava à Espera Disto: Robert Aramayo Choca os BAFTA e Deixa DiCaprio e Chalamet Para Trás

A grande noite do cinema britânico decorreu no Southbank Centre’s Royal Festival Hall, em Londres, no sábado, 22 de Fevereiro. Tradicionalmente, os BAFTA funcionam como o último grande barómetro antes dos Óscares, oferecendo pistas sobre quem poderá sair vencedor na cerimónia da Academia no próximo mês.

Este ano, a apresentação esteve a cargo de Alan Cumming, conhecido pelo público mais recente como anfitrião de The Traitors US, substituindo David Tennant após dois anos à frente da gala. Cumming, que tem no currículo filmes como X-Men 2 e Eyes Wide Shut, trouxe a sua habitual irreverência à cerimónia.

Mas enquanto a BBC se preparava para exibir a versão editada da noite — condensada a partir das cerca de duas horas de duração — as redes sociais já estavam inundadas com os vencedores.

Spoilers antes do genérico inicial

Como é tradição, a BBC optou por não transmitir os BAFTA em directo, preferindo uma versão diferida às 19h, devidamente editada. O problema? Em 2026, isso significa que os resultados já circulam online muito antes de o público britânico poder ver a cerimónia.

No X (antigo Twitter), as reacções não tardaram. Vários utilizadores questionaram como é possível que, numa era dominada pelas redes sociais e pela informação instantânea, uma gala desta dimensão continue a não ser transmitida em tempo real.

Entre as críticas mais repetidas estava a frustração de descobrir os vencedores através de contas dedicadas a actualizações de prémios, antes sequer de a emissão começar. Muitos argumentaram que isso “estraga a experiência” e pode até prejudicar as audiências televisivas, uma vez que o factor surpresa desaparece por completo.

Uma tendência que começa a cansar

Este descontentamento surge poucas semanas depois de outra polémica semelhante: os Golden Globe Awards não estiveram disponíveis para transmissão em directo no Reino Unido no mês passado, deixando muitos fãs novamente dependentes das redes sociais para acompanhar os resultados.

No meio da frustração, há pelo menos uma boa notícia para os cinéfilos britânicos: a 98.ª edição dos Academy Awards será transmitida em directo no Reino Unido, em exclusivo na ITV1 e na ITVX, na madrugada de 16 de Março.

ler também : Um Triunfo Arrasador e uma Surpresa Monumental: A Noite em que os BAFTA Renderam-se a Paul Thomas Anderson

Num tempo em que os espectadores estão habituados a comentar cada momento em tempo real, parece cada vez mais difícil justificar uma transmissão diferida de um evento desta dimensão. Se os BAFTA querem manter-se relevantes na era digital, talvez esteja na hora de repensar a estratégia.

Porque, convenhamos, numa noite de prémios, o suspense é metade do espectáculo — e esse já ninguém consegue editar.

Ninguém Estava à Espera Disto: Robert Aramayo Choca os BAFTA e Deixa DiCaprio e Chalamet Para Trás

Uma vitória que ninguém viu chegar

Foi um daqueles momentos que fazem a história dos prémios — e que deixam meia plateia de boca aberta. No passado domingo, nos BAFTA Film Awards, Robert Aramayo protagonizou uma das maiores surpresas de sempre ao conquistar o prémio de Melhor Actor, superando um alinhamento de peso que incluía Leonardo DiCaprio, Timothée Chalamet, Ethan Hawke, Jesse Plemons e Michael B. Jordan.

Um Triunfo Arrasador e uma Surpresa Monumental: A Noite em que os BAFTA Renderam-se a Paul Thomas Anderson

O actor britânico foi distinguido pela sua interpretação de John Davidson, activista real com síndrome de Tourette, no drama britânico I Swear, realizado por Kirk Jones. E, pelas suas próprias palavras, nem ele estava preparado para ouvir o seu nome.

“Eu não consigo acreditar”, repetiu, visivelmente emocionado, dirigindo-se aos colegas nomeados. “Estar na mesma categoria que vocês já era inacreditável. Estar aqui em cima… ainda mais.”

Um discurso emocionado e uma memória de Juilliard

Aramayo, conhecido do grande público pelo papel de Elrond na série The Lord of the Rings: The Rings of Power, aproveitou o momento para agradecer ao realizador, ao argumentista e, claro, ao próprio John Davidson.

Num dos momentos mais tocantes da noite, recordou uma visita de Ethan Hawke à escola Juilliard, onde o actor norte-americano falou sobre longevidade na carreira e a importância de proteger “o instrumento” que é o actor. “Teve um impacto enorme em todos nós”, confessou Aramayo. “Estar aqui ao teu lado esta noite é incrível.”

Ainda em choque, terminou o discurso com um simples e honesto: “Vou parar de falar agora. Muito, muito obrigado.”

“I Swear”: Um retrato poderoso e necessário

Ambientado na Escócia dos anos 80, I Swear acompanha John Davidson, um jovem com síndrome de Tourette severa, numa época em que a condição era pouco compreendida e frequentemente alvo de preconceito. Entre tiques, explosões verbais involuntárias e rejeição social, o filme segue o percurso de Davidson até se tornar um defensor nacional da causa.

A produção destacou-se por fugir ao sensacionalismo. Antes da cerimónia, Emma McNally, CEO da organização Tourettes Action, sublinhou que o filme evita reduzir a síndrome ao choque ou à caricatura, optando antes por um retrato humano, resiliente e compassivo.

Durante a gala, o próprio Davidson marcou presença na primeira metade da cerimónia — que contou com a assistência do Príncipe e da Princesa de Gales — mas acabou por sair após alguns episódios involuntários. O anfitrião da noite, Alan Cumming, pediu desculpa a quem se pudesse ter sentido desconfortável e agradeceu a compreensão do público.

Uma noite em grande para Aramayo

A vitória de Melhor Actor não foi o único destaque. Aramayo arrecadou também o EE Rising Star Award, enquanto a directora de casting Lauren Evans venceu na sua categoria. O filme esteve ainda nomeado para Melhor Filme Britânico, mas acabou por perder para Hamnet.

Este foi o primeiro BAFTA de Aramayo, mas o actor já vinha acumulando reconhecimento: venceu o British Independent Film Award para Melhor Interpretação Principal e foi distinguido como Breakthrough Performer of the Year pelo London Critics Circle.

Com estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) no passado Setembro e lançamento no Reino Unido em Outubro de 2025, I Swear prepara-se agora para disputar os Óscares do próximo ano, após uma recente estreia nos Estados Unidos.

O Mago do Kremlin: Um Thriller Político Que Nos Leva ao Centro do Poder Russo

Se havia dúvidas sobre o talento de Robert Aramayo, a noite dos BAFTA tratou de as dissipar. E, convenhamos, há algo de deliciosamente cinematográfico quando o “underdog” sobe ao palco e deixa as superestrelas para trás.

O Mago do Kremlin: Um Thriller Político Que Nos Leva ao Centro do Poder Russo

Paul Dano e Jude Law protagonizam o novo filme de Olivier Assayas, que estreia a 12 de Março

Há filmes que chegam às salas como entretenimento. E há outros que chegam como radiografias de uma época. O Mago do Kremlin, realizado por Olivier Assayas, pertence claramente à segunda categoria. Inspirado no romance homónimo de Giuliano da Empoli, o filme estreia nos cinemas portugueses a 12 de Março, prometendo um mergulho vertiginoso nos bastidores do poder russo  .

ler também : Afinal, não é ele: os rumores mais entusiasmantes sobre James Bond e Mission: Impossible foram desmentidos

Assayas, vencedor do Prémio de Melhor Realização em Cannes e autor de obras como Wasp Network e Personal Shopper, adapta aqui um dos romances políticos mais relevantes dos últimos anos. O argumento, escrito em parceria com Emmanuel Carrère, transforma reflexão histórica e análise geopolítica num thriller denso, onde cada diálogo carrega implicações estratégicas.

A ascensão silenciosa de um estratega

A narrativa começa na Rússia do início dos anos 90, após o colapso da URSS. No meio do caos de um país em reconstrução surge Vadim Baranov, interpretado por Paul Dano, num registo contido mas profundamente magnético. Primeiro artista de vanguarda, depois produtor de um reality show, Baranov revela-se um estratega brilhante, capaz de compreender o poder da narrativa num mundo onde a política já não se faz apenas nos gabinetes, mas também nos ecrãs.

O seu percurso leva-o a tornar-se conselheiro informal de um ex-agente do KGB destinado a ascender ao poder absoluto — Vladimir Putin. É aqui que Jude Law assume uma das interpretações mais desafiantes da sua carreira, construindo um líder contido, quase impenetrável, cuja ambição se insinua mais nos silêncios do que nas palavras.

Entre os dois estabelece-se uma relação complexa, feita de cálculo, cumplicidade e tensão latente. Baranov torna-se o arquitecto da propaganda da nova Rússia, moldando discursos, percepções e fantasias colectivas. Mas à medida que o poder se consolida em torno do Kremlin, também se adensa a sensação de clausura.

Entre propaganda e humanidade

No contraponto surge Ksenia, interpretada por Alicia Vikander, figura que introduz uma dimensão humana e emocional num universo dominado por estratégia e manipulação. Representa a possibilidade de fuga — não apenas geográfica, mas moral. É através dela que o filme questiona até que ponto a proximidade do poder corrói as convicções individuais.

Tom Sturridge e Jeffrey Wright completam um elenco sólido que sustenta esta engrenagem política, onde desejo, ambição e desilusão coexistem num equilíbrio frágil  .

Filmado em CinemaScope, o filme utiliza o espaço e a arquitectura como elementos dramáticos. Corredores amplos, salas imponentes e ambientes austeros reflectem visualmente a lógica de um poder que se expande e se fecha sobre si próprio. A escala histórica — três décadas decisivas da Rússia moderna — convive com uma abordagem intimista, focada nas fissuras psicológicas das personagens.

Um retrato inquietante da política contemporânea

Mais do que uma biografia encapotada, O Mago do Kremlin é uma reflexão sobre o papel da narrativa na construção da autoridade. O filme mostra como meios de comunicação social, propaganda e, mais recentemente, algoritmos, se tornam instrumentos essenciais na consolidação de regimes e na modelação da opinião pública  .

Assayas não procura respostas fáceis. Em vez disso, conduz o espectador por uma descida aos corredores obscuros do poder, onde a verdade se confunde com estratégia e onde cada palavra serve um objectivo maior. Quinze anos depois dos acontecimentos centrais, Baranov decide falar — mas o que revela apenas torna mais turva a fronteira entre ficção e realidade.

Num momento em que a política internacional continua a ser marcada por narrativas cuidadosamente construídas, o filme ganha uma pertinência inquietante.

ler também : Netflix promete respeitar a janela de cinema da Warner — mas Hollywood continua desconfiada

A 12 de Março, as salas portuguesas recebem um thriller político que não se limita a contar uma história: convida a reflectir sobre os mecanismos invisíveis que moldam o mundo contemporâneo.

Afinal, não é ele: os rumores mais entusiasmantes sobre James Bond e Mission: Impossible foram desmentidos

Jacob Elordi como 007 e Chloé Zhao na saga de Ethan Hunt? Para já, nada disso é verdade

O ciclo repete-se. Sempre que um grande franchise entra em fase de transição, surgem rumores, listas de favoritos e “informações exclusivas” que rapidamente se transformam em manchetes globais. Foi exactamente isso que aconteceu esta semana com dois dos maiores nomes do cinema de entretenimento: James Bond e Mission: Impossible.

ler também : Morreu aos 53 anos uma das figuras mais marcantes da televisão das últimas décadas

Durante dias, circularam relatos de que Jacob Elordi — conhecido por Euphoria e recentemente associado a grandes produções de estúdio — teria recebido uma proposta para interpretar o próximo 007. A ideia incendiou redes sociais e dividiu fãs: um actor australiano a assumir o papel do mais icónico agente secreto britânico?

No entanto, segundo o jornalista Jeff Sneider, essa informação não corresponde à realidade. A razão é simples e quase prosaica: não existe ainda um guião finalizado para o próximo filme de Bond. Sem argumento fechado, dificilmente haverá propostas formais ou decisões definitivas de casting.

Sneider acrescenta ainda que acredita que o papel deverá acabar nas mãos de um actor britânico, mantendo a tradição da saga. Entre os nomes mais referidos nos últimos meses surge Callum Turner, frequentemente apontado como favorito nas casas de apostas, mas também aqui não existe qualquer confirmação oficial.

Denis Villeneuve ainda está em Arrakis

Outro detalhe importante ajuda a contextualizar o momento actual da franquia: o realizador escolhido para o novo Bond, Denis Villeneuve, encontra-se ainda profundamente envolvido na produção de Dune: Parte Três. Só depois de concluir esse projecto deverá avançar para o universo 007.

Isto significa que o desenvolvimento do filme ainda está numa fase relativamente preliminar. Sem argumento fechado e com o realizador ocupado, qualquer decisão sobre o próximo James Bond parece, no mínimo, prematura.

No universo Bond, o silêncio estratégico faz parte da tradição. Mas isso não impede que a máquina de especulação continue a trabalhar a todo o vapor.

Também Mission: Impossible entra na dança dos rumores

A mesma vaga de especulação atingiu outra franquia de peso. Surgiram relatos de que Chloé Zhao, vencedora do Óscar por Nomadland e recentemente ligada ao drama histórico Hamnet, teria sido abordada para realizar o próximo capítulo de Mission: Impossible.

Também aqui Jeff Sneider foi claro: não há fundamento sólido para essa informação. O jornalista classificou o rumor como “altamente improvável”, apontando ainda reservas quanto à fiabilidade da fonte original.

Há também um factor industrial a considerar. A experiência de Zhao com grandes produções de estúdio em Eternals não foi consensualmente bem recebida, e a Paramount procura garantir que o próximo filme da saga protagonizada por Tom Cruise seja um verdadeiro acontecimento comercial. A escolha do realizador será, portanto, estratégica e cuidadosamente ponderada.

Hollywood entre expectativa e prudência

Tanto Bond como Mission: Impossible encontram-se num momento de transição. São propriedades valiosas, com públicos fiéis e expectativas elevadíssimas. Qualquer decisão criativa — seja na escolha do protagonista ou do realizador — terá impacto directo na identidade futura das sagas.

Por agora, o que existe são apenas hipóteses e especulação. O próximo 007 continua sem rosto oficial, e o futuro de Ethan Hunt ainda não tem realizador confirmado.

Num panorama mediático em que cada rumor ganha dimensão viral em poucas horas, talvez a maior novidade seja precisamente esta: nem tudo o que parece iminente está, de facto, a acontecer.

O Ajuste de Contas Que Pode Mudar Tudo: “Peaky Blinders” Regressa Mais Sombrio do Que Nunca

E no cinema de grandes franquias, a paciência continua a ser uma virtude.

Netflix promete respeitar a janela de cinema da Warner — mas Hollywood continua desconfiada

Ted Sarandos garante 45 dias nas salas antes da chegada ao streaming

A possível aquisição da Warner Bros. Discovery pela Netflix continua a agitar a indústria — e uma das grandes questões prende-se com o futuro da janela de exibição cinematográfica. Agora, a gigante do streaming veio a público esclarecer: os filmes da Warner continuarão a ter pelo menos 45 dias nas salas antes de chegarem às plataformas on demand.

ler também : AI no grande ecrã? AMC recua após polémica em torno de curta-metragem criada com Inteligência Artificial

A garantia foi dada por Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, durante um episódio do podcast The Town. Segundo o executivo, a empresa não pretende “matar” o modelo tradicional de exibição, mas sim integrá-lo no seu ecossistema de negócios.

“Estamos a comprar um modelo de negócios, não a destruí-lo”, afirmou Sarandos, sublinhando que os filmes continuarão a passar pelas salas de cinema — durante 45 dias — antes de seguirem para o streaming.

45 dias… mas com nuances

A chamada “janela de 45 dias” tornou-se, nos últimos anos, um padrão da indústria após o abalo provocado pela pandemia. Antes de 2020, era comum que os filmes permanecessem cerca de 90 dias em exclusivo nas salas. O encurtamento desse prazo foi uma resposta às novas dinâmicas de consumo e à pressão das plataformas digitais.

Se a aquisição for aprovada, a Warner deverá manter a política actual. Contudo, Sarandos deixou escapar uma nuance importante: nem todos os filmes terão necessariamente exactamente 45 dias. Obras com desempenho comercial abaixo do esperado poderão ter uma janela mais curta — prática que, aliás, já é utilizada por vários estúdios.

O executivo citou como exemplo um grande sucesso recente, Superman, que terá trabalhado com prazos ligeiramente ajustados. A declaração, embora apresentada como pragmática, reacendeu algumas dúvidas.

Um histórico que alimenta desconfiança

A preocupação das redes exibidoras não surge do nada. Em 2023, Sarandos classificou publicamente o modelo tradicional de cinema como “antiquado”, defendendo que o streaming representava o futuro do entretenimento. Mais recentemente, circularam relatos de que, sob a liderança da Netflix, a Warner poderia reduzir as janelas para apenas 17 dias — um cenário que teria impacto directo nas receitas das salas.

É precisamente essa memória recente que leva muitos exibidores e analistas a questionar se a promessa dos 45 dias é um compromisso duradouro ou apenas uma estratégia para tranquilizar reguladores e accionistas antes da votação decisiva.

O fantasma do modelo Netflix

A relação da Netflix com as salas de cinema tem sido, historicamente, tensa. A empresa já lançou vários filmes em exibição limitada para cumprir critérios de elegibilidade aos Óscares, mas sem apostar numa estratégia comercial tradicional e prolongada.

Um caso paradigmático é a saga Entre Facas e Segredos, realizada por Rian Johnson. O primeiro filme tornou-se um êxito de bilheteira, ultrapassando os 300 milhões de dólares. Já as sequelas produzidas pela Netflix tiveram passagens muito breves pelas salas comerciais, privilegiando a estreia rápida na plataforma.

Para muitos exibidores independentes, este modelo é motivo de apreensão. A Warner Bros. é responsável por alguns dos maiores blockbusters anuais e uma eventual mudança estrutural poderia afectar todo o ecossistema de distribuição.

Decisão iminente

Os próximos desenvolvimentos deverão ser conhecidos a 20 de Março, quando os accionistas da Warner Bros. Discovery se reunirem para votar a proposta de aquisição. Em cima da mesa estará também uma alternativa apresentada pela Paramount Skydance, que poderá disputar o negócio.

Até lá, a indústria observa com atenção cada declaração pública. A promessa dos 45 dias surge como um gesto conciliador, mas o verdadeiro teste será a prática. Num momento em que o equilíbrio entre salas e streaming continua a redefinir-se, qualquer alteração pode ter efeitos estruturais no futuro do cinema tradicional.

ler também : Desejo, Poder e Submissão: O Filme Britânico Que Está a Dividir Plateias Chega a Portugal em Março

A grande questão mantém-se: a Netflix quer mesmo proteger o modelo cinematográfico… ou apenas ganhar tempo?

Amores que Não Pedem Licença: O Especial Romântico do Cinemundo para Aquecer Fevereiro

Paixões intensas, reencontros improváveis e escolhas que mudam tudo — quatro filmes para ver depois de 9 de Fevereiro

Nem todos os romances são feitos de flores e finais previsíveis. Alguns nascem do conflito, outros da ironia, outros ainda da atracção que surge quando tudo parecia perdido. Em Fevereiro, o Canal Cinemundo dedica os domingos a um especial romântico que foge ao óbvio e aposta em histórias onde o amor é força, choque, abrigo… e, muitas vezes, vendaval.

ler também : Colin Farrell em Estado Puro: Três Filmes, Três Rostos e um Actor em Plena Maturidade no Cinemundo

Sob o título “Amores por Entre Montes e Vendavais”, este ciclo reúne filmes que atravessam géneros, idades e tons, mas partilham um elemento comum: relações intensas, imperfeitas e profundamente humanas. Depois de 9 de Fevereiro, há quatro títulos que merecem especial destaque — ideais para quem gosta de romance, mas não dispensa personalidade.

Amor adulto, ironia afiada e segundas oportunidades

Alguém Tem Que Ceder

📅 15 de Fevereiro | 11:30

Realizado por Nancy MeyersAlguém Tem Que Ceder é um clássico moderno da comédia romântica adulta. Com Jack Nicholson e Diane Keaton em estado de graça, o filme prova que o amor não tem prazo de validade — mas ganha outra profundidade quando chega com bagagem emocional.

Aqui não há ilusões juvenis nem promessas ocas. Há sarcasmo, vulnerabilidade e a descoberta de que recomeçar pode ser tão assustador quanto libertador. Um filme elegante, inteligente e surpreendentemente honesto, perfeito para um domingo tranquilo.

Quando o romance vem armado até aos dentes Mr. & Mrs. Smith

📅 15 de Fevereiro | 13:35

Poucas comédias românticas foram tão explosivas — literalmente — como Mr. & Mrs. Smith. Realizado por Doug Liman, o filme junta Brad Pitt e Angelina Jolie num jogo de sedução, mentiras e balas perdidas.

Por baixo da acção estilizada, esconde-se uma ideia simples e eficaz: o amor também é confronto, e a intimidade pode ser a arma mais perigosa de todas. Divertido, veloz e cheio de química, continua a ser um dos romances mais populares do cinema dos anos 2000 — e um dos mais improváveis.

Desejo, estrada e escolhas sem retorno

Viajantes: Instinto e Desejo

📅 22 de Fevereiro | 11:30

Menos conhecido do grande público, Viajantes: Instinto e Desejo aposta num tom mais introspectivo e sensorial. É um filme onde o romance nasce do movimento, do afastamento da rotina e da entrega a impulsos que não pedem explicações racionais.

Aqui, o amor não é confortável nem seguro — é transformador. Um drama romântico para quem prefere histórias de ligação emocional profunda, longe das fórmulas mais previsíveis.

Quando resistir é inútil… e ainda bem
Resistir-lhe é Impossível

📅 22 de Fevereiro | 13:15

A fechar o especial, Resistir-lhe é Impossível traz leveza, charme e um romance construído à base de encontros improváveis e atracções inevitáveis. É o tipo de filme que sabe exactamente o que quer ser — e cumpre com simpatia e ritmo.

Ideal para encerrar a sessão dominical com boa disposição, sem abdicar da emoção.

Um especial para quem acredita — ou quer voltar a acreditar

O especial romântico do Canal Cinemundo não tenta reinventar o género. Em vez disso, escolhe bem os seus títulos e oferece variedade: do romance adulto à comédia explosiva, do drama intenso à leveza assumida. É um convite para ver (ou rever) histórias que lembram que o amor raramente é simples — mas quase sempre vale a pena.

ler também : Sam Raimi Cumpre Promessa e Dá Finalmente a Rachel McAdams o Papel Que Hollywood Lhe Devia

Domingos depois de Fevereiro, o Cinemundo prova que o romance continua a ter muitas formas… e todas elas merecem ser vistas.

Yoshi Faz Aquilo Que Todos Esperavam: Novo Teaser de Super Mario Galaxy Assume o Absurdo e Conquista os Fãs

O dinossauro verde engole um inimigo, cospe um ovo e confirma que o espírito Mario está bem vivo no novo filme da Nintendo e da Illumination

Era apenas uma questão de tempo. Desde que Yoshi foi sugerido no final de The Super Mario Bros. Movie, havia uma pergunta que pairava no ar entre os fãs: quando é que o íamos ver fazer aquilo que faz melhor? O novo teaser de Super Mario Galaxy, divulgado esta semana, responde finalmente — e sem qualquer pudor — mostrando Yoshi a engolir um inimigo inteiro e a devolvê-lo ao mundo… em forma de ovo.

ler também . Colin Farrell em Estado Puro: Três Filmes, Três Rostos e um Actor em Plena Maturidade no Cinemundo

O momento dura apenas alguns segundos, mas é suficiente para provocar gargalhadas, nostalgia e uma sensação clara de alívio criativo. Sim, este filme sabe exactamente o que é. E não tem vergonha nenhuma disso.

O momento do ovo… e da confirmação

Nos instantes finais do teaser de 30 segundos, Yoshi surge frente a frente com Kamek. O confronto é apresentado em câmara lenta, com uma solenidade quase épica — apenas para ser imediatamente sabotado pela lógica cartoonesca do universo Mario. Yoshi abre a boca, engole Kamek inteiro e vira-se de costas para a câmara. O som clássico de “ovo” ecoa. Um ovo verde com os óculos de Kamek é projectado para dentro de um cockpit… e Yoshi assume calmamente o lugar de piloto.

É absurdo, autoconsciente e perfeitamente fiel à lógica da série. Mais do que uma piada visual, é uma declaração de intenções: Super Mario Galaxy não quer parecer “adulto” nem “cinematograficamente sério”. Quer ser Mario — em toda a sua glória disparatada.

Bowser Jr. sobe ao palco

O teaser não vive apenas do gag final. Logo na abertura, Bowser Jr. proclama solenemente: “The great battle of my life draws near!” Uma fala inédita que sugere um papel mais central do vilão no novo filme. Segue-se uma sequência de várias aeronaves a cercar um planeta de aparência ameaçadora — possivelmente a armada pessoal de Bowser Jr. — num momento que aponta para uma escala mais ambiciosa do que a do filme anterior.

Há ainda tempo para um plano deliciosamente simples: Yoshi sentado numa mota, a dizer apenas “Vroom vroom”. Porque, claro, isto é um filme onde um dinossauro verde anda de mota e faz sons de motor com a boca. E isso é maravilhoso.

Peach, Toad e uma cidade saída de um delírio retro-futurista

Um dos segmentos mais interessantes do teaser afasta-se momentaneamente do humor físico para apostar na construção de mundo. Peach e Toad surgem juntos numa cidade iluminada por néons, com uma estética claramente cyberpunk e recheada de referências ao universo Nintendo.

As imagens passam rapidamente, mas há detalhes que saltam à vista: figuras pixelizadas que evocam os primeiros jogos da série, um bar com temática arcade frequentado por capangas de Bowser, e — talvez o pormenor mais delicioso — um gigantesco logótipo da Nintendo 64 a girar lentamente no topo de um edifício. Um piscar de olho descarado à era dourada da consola, pensado claramente para quem cresceu com o comando tridente nas mãos.

A entrada de Peach e Toad nesse bar, rodeados por inimigos que interrompem subitamente as suas bebidas, sugere que esta visita à cidade não será exactamente pacífica. Entre nostalgia, ameaça e humor visual, o filme parece querer equilibrar vários tons sem nunca perder identidade.

Um entusiasmo cuidadosamente alimentado

Illumination e a Nintendo têm vindo a dosear a promoção de Super Mario Galaxy com uma sucessão constante de teasers, revelações de personagens e novos actores de voz. Cada novo material parece acrescentar mais uma camada de referências — algumas óbvias, outras profundamente enterradas na história da série.

Este novo teaser não revela muito sobre a narrativa global, mas cumpre algo igualmente importante: tranquiliza os fãs. Mostra que o filme compreende o ADN de Mario, abraça o humor infantil sem cinismo e não tem medo de ser ridículo quando é suposto sê-lo.

ler também : Spielberg Volta aos Aliens — e o Super Bowl Revelou o Dia em Que a Verdade Chega a Todos

A espera já não é longa. Super Mario Galaxy estreia em Abril de 2026 e, se este teaser servir de indicador, Yoshi vai finalmente ter o protagonismo que merece — língua comprida, ovos incluídos.

Cliff Booth Está de Volta — e o Super Bowl Foi o Palco Perfeito para a Surpresa da Netflix

Brad Pitt regressa ao icónico personagem de Tarantino num teaser inesperado exibido durante o Super Bowl

Há coincidências demasiado perfeitas para serem ignoradas — e a Netflix soube aproveitá-las. Exactamente 57 anos depois de Cliff Booth e Rick Dalton se sentarem no bar do Musso & Frank para discutir o futuro, a personagem interpretada por Brad Pitt voltou a surgir… agora em carne, osso e teaser trailer. A estreia do primeiro vislumbre de The Adventures of Cliff Booth aconteceu durante o Super Bowl de 8 de Fevereiro de 2026, numa jogada que combina nostalgia cinéfila com músculo mediático.

ler também: Sam Raimi Cumpre Promessa e Dá Finalmente a Rachel McAdams o Papel Que Hollywood Lhe Devia

Para os fãs de Once Upon a Time in Hollywood, a simetria não passa despercebida. A data original da cena — 8 de Fevereiro de 1969 — faz parte da mitologia do filme de Quentin Tarantino, conhecido pela obsessão com detalhes temporais e históricos. Desta vez, a ficção encontrou a realidade… em horário nobre e com milhões de espectadores.

Um teaser discreto, provocador e cheio de pistas

Embora o trailer ainda não tenha sido oficialmente disponibilizado pela Netflix fora da emissão televisiva, a descrição das imagens já é suficiente para incendiar teorias. O teaser decorre após os acontecimentos do filme original, com Cliff Booth — novamente interpretado por Brad Pitt — a admitir, de forma lacónica, que ajudou Rick Dalton a “conter os intrusos hippies”, numa clara referência ao clímax alternativo do filme de 2019.

A conversa acontece com a personagem de Elizabeth Debicki, que tenta extrair mais detalhes, enquanto Rick, fiel ao seu perfil, prefere o silêncio. A partir daí, o teaser transforma-se numa montagem quase hipnótica: Cliff a caminhar entre edifícios, uma mansão em Malibu com Carla Gugino, gangsters asiáticos armados com um martelo, uma sala de projecção, excertos de um filme de blaxploitation, um demolition derby, o icónico Big Kahuna Burger — e muito mais.

Tudo embalado pelo tema de Peter Gunn, num piscar de olho à televisão clássica e à cultura pop americana.

Sem cigarros, sem álcool… e sem pedir licença

Um dos detalhes mais comentados do teaser é aquilo que não aparece. Não há cigarros visíveis, bebidas alcoólicas, nudez ou palavrões. Sempre que Cliff Booth surge a fumar, o cigarro é riscado de forma grosseira no ecrã — uma provocação óbvia aos padrões televisivos e, simultaneamente, um gesto irreverente que parece dizer: “sabemos que isto é censura… e estamos a brincar com isso”.

Também curioso é o facto de o título do projecto não surgir em lado nenhum do teaser. Mas quando se tem Brad Pitt a regressar a um papel que lhe valeu um Óscar, a marca fala por si.

De duplo a fixer: Cliff Booth ganha nova vida

A história baseia-se no romance Once Upon a Time in Hollywood: A Novel, escrito pelo próprio Tarantino, que expandiu significativamente o passado e a mitologia de Cliff Booth. Entre os novos elementos está um confronto mortal com capangas ligados à máfia de Hollywood, bem como a transição de Booth de duplo de Rick Dalton para uma espécie de fixer da indústria cinematográfica.

Os detalhes da narrativa permanecem em segredo, mas já se sabe que o elenco inclui Yahya Abdul-Mateen IIScott Caan e JB Tadena.

David Fincher assume o comando — Tarantino passa o testemunho

A realização fica a cargo de David Fincher, a partir de um argumento escrito por Tarantino. Questionado sobre a razão para não realizar o projecto, Tarantino foi honesto: sente que já percorreu aquele território criativo e procura agora algo verdadeiramente desconhecido.

“Adoro este argumento, mas estou a caminhar por terrenos que já percorri”, explicou num podcast. “O meu próximo filme tem de ser algo onde eu não saiba exactamente o que estou a fazer.”

“Coming Soon”… e a ansiedade instalada

Quanto à data de estreia, o teaser limita-se a prometer “Coming Soon”. O suficiente para deixar os fãs em suspenso — e para confirmar que a Netflix está disposta a apostar forte no legado tarantinesco.

ler também : O Regresso de Ghostface Está Próximo… e Nunca Foi Tão Pessoal

Cliff Booth voltou. E, ao que tudo indica, Hollywood ainda não se livrou dele.

O Regresso de Ghostface Está Próximo… e Nunca Foi Tão Pessoal

Gritos 7 chega aos cinemas com IMAX, pré-vendas abertas e Sidney Prescott de volta ao centro do pesadelo

A contagem decrescente começou oficialmente. Ghostface está de regresso e, desta vez, não vem apenas para reavivar traumas antigos — vem para atacar onde mais dói. Com a divulgação do novo poster oficial e de um spot promocional exibido durante o Super Bowl, Gritos 7 prepara-se para chegar aos cinemas portugueses a 26 de Fevereiro de 2026, marcando também um momento histórico para a saga: é o primeiro filme Gritos a estrear em salas IMAX®  .

ler também : Park City Perde Sundance e a Fatura é Pesada: Menos 180 Milhões de Euros na Economia Local

Sidney Prescott regressa… mas o passado nunca ficou para trás

Anos depois de ter sobrevivido a sucessivos massacres, Sidney Prescott tentou aquilo que sempre lhe foi negado: uma vida normal. Longe de Woodsboro, longe das máscaras, longe das chamadas telefónicas sinistras. Mas, como a própria saga nos ensinou, o terror não esquece — apenas espera.

Neste novo capítulo, Neve Campbell regressa ao papel que definiu uma geração de final girls, agora numa fase mais madura da personagem. Sidney é mãe, tem uma filha adolescente e acredita que deixou o pior para trás. Até surgir um novo Ghostface, mais próximo, mais obsessivo e com motivações profundamente pessoais.

A filha de Sidney, interpretada por Isabel May, torna-se o novo alvo do assassino, forçando a protagonista a confrontar, mais uma vez, os fantasmas do seu passado. O resultado promete ser um dos capítulos mais intensos emocionalmente de toda a saga, elevando o suspense psicológico a um novo patamar.

Um Gritos maior, mais intenso… e agora em IMAX®

Para além da narrativa mais íntima, Gritos 7 aposta também numa experiência cinematográfica reforçada. Pela primeira vez, um filme da saga estreia em formato IMAX®, juntando-se ainda às exibições em 4DX e D-BOX nos cinemas portugueses. Uma escolha que sublinha a ambição deste novo capítulo, pensado para ser sentido tanto no corpo como nos nervos.

As pré-vendas de bilhetes já estão disponíveis, permitindo aos fãs garantir lugar antecipadamente — incluindo nas sessões IMAX, que prometem tornar cada aparição de Ghostface ainda mais sufocante  .

Um elenco recheado e uma banda sonora com peso próprio

Além de Neve Campbell, o elenco reúne vários rostos familiares da nova fase da franquia, como Courteney Cox, Jasmin Savoy Brown e Mason Gooding, ao lado de novas adições como Anna Camp, Joel McHale e Mckenna Grace.

No plano musical, Gritos 7 contará com canções originais de artistas como Jessie Murph, Stella Lefty, Sueco e a banda Ice Nine Kills, com participação especial de Mckenna Grace — uma aposta clara em cruzar o terror cinematográfico com uma identidade sonora contemporânea.

O regresso às origens… com novas feridas abertas

Realizado por Kevin Williamson, criador original da saga, Gritos 7 assume-se como um regresso às raízes, mas sem nostalgia fácil. Aqui, o terror não vive apenas da auto-referência ou do humor meta — vive da ameaça real àquilo que Sidney sempre tentou proteger.

Estes São Mesmo os 8 Melhores Filmes do Sundance 2026 Segundo a Rotten Tomatoes

No fim, a pergunta mantém-se: quantas vezes se pode sobreviver ao mesmo pesadelo antes de ele nos destruir por dentro?

A resposta começa a 26 de Fevereiro, nos cinemas.

Morreu Catherine O’Hara, actriz de culto entre a comédia absurda e o coração de Hollywood De Sozinho em Casa, uma carreira longa, singular e impossível de confundir

Morreu Catherine O’Hara, uma das grandes figuras da comédia norte-americana das últimas cinco décadas. A actriz tinha 71 anos e faleceu na sexta-feira, na sua casa em Los Angeles, na sequência de uma doença súbita, confirmou o seu agente à revista Variety. A notícia encerra uma carreira riquíssima, marcada por personagens excêntricas, um sentido de humor absolutamente próprio e uma rara capacidade para equilibrar o absurdo com a emoção mais genuína.

ler também : Melania: glamour em Washington, polémica internacional e estreia hoje em Portugal

Para o grande público, Catherine O’Hara será para sempre a mãe desesperada de Kevin McCallister em Sozinho em CasaSozinho em Casa 2, mas o seu percurso vai muito além dessas comédias natalícias que se tornaram tradição televisiva. O’Hara foi uma actriz de actores, respeitada pelos pares e adorada por várias gerações de espectadores.

Uma carreira que começou na sátira — e nunca a largou

A carreira de Catherine O’Hara arrancou nos anos 70 com a mítica série canadiana Second City Television, onde se destacou pela versatilidade e pelo humor físico, conquistando o seu primeiro Emmy. Esse espírito irreverente acompanhá-la-ia por toda a vida, tanto no cinema como na televisão.

Nos anos 80, integrou filmes que hoje são considerados clássicos de culto, como Depois de HorasOs Fantasmas Divertem-se e Best in Show. Tornou-se presença regular nos mockumentaries de Christopher Guest, participando também em À Espera de GuffmanPor Sua Consideração e A Mighty Wind, onde o improviso e o desconforto social eram levados ao limite com elegância rara.

O renascimento tardio com Moira Rose

Apesar de nunca ter desaparecido, foi já na casa dos 60 anos que Catherine O’Hara viveu uma inesperada e merecida segunda juventude artística. Aconteceu com Schitt’s Creek, onde interpretou a inesquecível Moira Rose, uma ex-socialite falida, dramática, extravagante e profundamente humana.

A personagem tornou-se um fenómeno cultural e valeu-lhe um segundo Emmy, além de a apresentar a uma nova geração de fãs. O sucesso da série abriu-lhe portas para novos projectos de relevo, incluindo The Last of Us e The Studio, cuja segunda temporada se encontrava em fase inicial de rodagem.

Vozes, regressos e despedidas discretas

Catherine O’Hara emprestou também a sua voz a filmes de animação marcantes, como O Estranho Mundo de Jack e Chicken Little. Nos últimos anos, regressou a personagens icónicas, nomeadamente Delia Deetz em Beetlejuice Beetlejuice, a sequela do clássico de Tim Burton, e integrou ainda o elenco de Argylle.

Nascida em Toronto, mas adoptada por Los Angeles, O’Hara tornou-se uma figura querida da cidade, tendo sido nomeada presidente honorária do bairro de Brentwood em 2021. Manteve sempre uma relação próxima com colegas de trabalho, incluindo Macaulay Culkin, a quem prestou homenagem na cerimónia da Calçada da Fama em 2023.

Um legado de humor inteligente e personagens inesquecíveis

Catherine O’Hara nunca procurou o estrelato fácil. Preferiu personagens estranhas, exageradas, desconfortáveis — e foi precisamente aí que se tornou única. A sua morte representa uma perda enorme para a comédia, mas o seu legado permanece intacto: dezenas de personagens que continuam a fazer rir, pensar e emocionar.

ler também : Christian Bale faz anos hoje — o actor que nunca se escondeu atrás do estrelato

Uma actriz verdadeiramente irrepetível.

De McDreamy a assassino: Patrick Dempsey estreia-se na acção numa série que está a dividir a crítica

Durante anos, Patrick Dempsey foi sinónimo de charme televisivo. Para milhões de espectadores, será sempre o eterno “McDreamy” de Grey’s Anatomy. Mas os tempos mudam — e Dempsey decidiu trocar o bloco operatório por algo bem mais sombrio. A nova série Memory of a Killer, da Fox, marca a sua estreia como protagonista num registo de acção pura e dura… com resultados curiosos.

ler também : Depois de longa espera, o novo thriller de acção de Guy Ritchie com Henry Cavill já tem data marcada

Um assassino com Alzheimer e uma vida dupla

Em Memory of a Killer, Dempsey interpreta Angelo, um assassino profissional de elite que vê a sua vida virar do avesso após ser diagnosticado com Alzheimer de início precoce. À medida que a memória começa a falhar, algo inesperado acontece: a consciência desperta. Como se não bastasse, Angelo começa a suspeitar que a recente morte da mulher pode não ter sido um simples acidente, empurrando-o para um caminho de vingança inevitável.

O conceito joga deliberadamente com contrastes fortes. Angelo vive duas vidas completamente separadas: durante a semana é um pacato vendedor de fotocopiadoras em Cooperstown e pai dedicado; nas sombras, é um temido assassino em Nova Iorque. Uma compartimentação perfeita… até deixar de o ser.

Um remake com várias camadas de ADN cinematográfico

A série é um remake directo do filme Memory, protagonizado por Liam Neeson, que por sua vez foi inspirado no premiado filme belga De Zaak Alzheimer. Segundo Michael Thorn, responsável da Fox, o tom da série pode ser descrito como uma mistura improvável entre 24 e House — acção, urgência e dilemas morais em doses generosas.

Crítica dividida, elogios a Dempsey

As primeiras reacções não tardaram e são tudo menos consensuais. No Rotten Tomatoes, Memory of a Killer apresenta, para já, uma pontuação modesta de 43%, reflectindo uma recepção claramente dividida. Ainda assim, há um elemento que reúne elogios quase transversais: Patrick Dempsey.

Wall Street Journal considera-o “sólido”, destacando as cenas de perseguição, enquanto a USA Today sublinha que sem o carisma de Dempsey — e de Michael Imperioli, seu colega de elenco — a série seria facilmente esquecível. Já a Variety e a Hollywood Reporter são menos simpáticas, apontando falta de personalidade e um excesso de suspensão de descrença.

Vale a pena dar uma oportunidade?

Apesar das fragilidades apontadas, Memory of a Killer tem curiosidade suficiente para justificar uma espreitadela. Ver Patrick Dempsey abandonar definitivamente o estatuto de galã televisivo para abraçar um anti-herói marcado pela culpa, pela doença e pela violência não deixa de ser um passo arrojado. Mesmo que a série ainda não saiba exactamente o que quer ser, o potencial está lá.

ler também : Um homem armado de canções: Bob Marley: One Love chega à televisão portuguesa

McDreamy pode já não salvar vidas num hospital, mas como “McKiller”, pelo menos, conseguiu dar que falar. 🔫🧠