O Reencontro com a ‘Ohana’: “Lilo & Stitch” Chega ao Disney+ Depois de Bater a Marca dos Mil Milhões 🎉


A versão em imagem real do clássico da Disney estreia a 3 de Setembro na plataforma de streaming

Depois de conquistar o coração das salas de cinema por todo o mundo, Lilo & Stitch, a adaptação em imagem real do clássico animado da Disney, prepara-se para chegar às salas… da tua casa. A estreia no Disney+ está marcada para o dia 3 de Setembro, e chega com pompa, circunstância — e uma conta recheada: o filme já ultrapassou a marca simbólica dos mil milhões de dólares de receita mundial. 🤑

Um sucesso inesperado… ou talvez não

Durante dois meses de exibição nos cinemas, a nova versão de Lilo & Stitch arrecadou 416,1 milhões de dólares na América do Norte e mais 584,8 milhões no mercado internacional, o que perfaz um total global impressionante de 1,001 mil milhões de dólares (cerca de 860 milhões de euros). Nada mau para um filme que, à partida, parecia apenas uma aposta nostálgica da Disney.

E se dúvidas houvesse, a própria plataforma de streaming não as deixa no ar:

“A onda de diversão e gargalhadas continua agora que o sucesso de bilheteira de mil milhões de dólares Lilo & Stitch chega finalmente ao Disney+ a 3 de setembro. Partilha esta comédia fora deste mundo com a tua ‘ohana’, a qualquer hora e em qualquer lugar, e desfruta de uma aventura inesquecível cheia de caos, charme e fofura”, pode ler-se no comunicado oficial da Disney.

A história de sempre, com nova cara

Apesar do visual atualizado e do elenco de carne e osso, a história mantém-se fiel ao espírito do filme original de 2002: Lilo, uma pequena havaiana rebelde e irrequieta, adota o que parece ser um animal de estimação adorável… que, afinal, é um perigoso extraterrestre foragido, criado em laboratório e caçado pelas autoridades intergalácticas.

É essa mistura de caos e ternura que tornou Lilo & Stitch num verdadeiro caso de culto. E apesar de não ter sido um êxito imediato aquando da sua estreia em 2002, o filme animado foi considerado uma das pérolas isoladas da Disney num período em que os gigantes da animação eram a Pixar e a DreamWorks (com o seu Shrek a dominar a época).

Cresceu com o tempo (e com o streaming)

Tal como Stitch, o sucesso deste franchise parecia imprevisível… até que começou a revelar todo o seu potencial. Ao longo dos anos, Lilo & Stitch deu origem a várias sequelas lançadas diretamente em vídeo, bem como a séries de televisão. Mas foi com o lançamento do Disney+ em 2019 que o filme ganhou nova vida: fontes da própria Disney admitem que a popularidade do original disparou, criando a base perfeita para esta adaptação em imagem real.

E para os fãs mais devotos, há mais boas notícias: o Disney+ irá também disponibilizar toda a colecção da franquia, incluindo os filmes e séries anteriores. Perfeito para uma maratona cheia de aloha. 🌺

Highest 2 Lowest: Denzel Washington enfrenta um rapto explosivo no novo thriller de Spike Lee


Denzel Washington regressa ao grande ecrã num duelo psicológico com um sequestrador impiedoso, sob a direcção de Spike Lee. Inspirado em Kurosawa, com A$AP Rocky e um toque de humor mordaz, o filme promete ser um dos thrillers do ano.

O trailer oficial de Highest 2 Lowest, o novo filme de Spike Lee, já está entre nós — e promete tensão, estilo e uma reinterpretação contemporânea de um clássico japonês. Com estreia marcada para 15 de agosto nos cinemas (seguido de lançamento em streaming na Apple TV+ a 5 de setembro), o filme marca o reencontro de Denzel Washington com Spike Lee, duas décadas depois da sua última colaboração.

Uma nova leitura de Kurosawa com alma nova-iorquina

Highest 2 Lowest é uma reinvenção moderna de High and Low, o icónico policial de Akira Kurosawa de 1963. Em vez de um industrial japonês, temos agora um poderoso magnata da música em Nova Iorque, interpretado por Denzel Washington, cuja vida entra em colapso quando se vê no centro de um esquema de rapto e extorsão.

O trailer mistura imagens live-action com animações estilizadas, enquanto Washington e Ilfenesh Hadera — que interpreta a sua companheira — falam ao telefone com o misterioso raptor. Em fundo, a cidade de Nova Iorque é quase uma personagem por si só, com o Brooklyn Bridge em destaque e a tensão a subir de tom a cada segundo.

“Tu já não és Deus… agora sou eu!”

A chamada do raptor é uma das peças-chave do trailer: exige 17,5 milhões de dólares num mochila preta e instrui David (personagem de Washington) a apanhar o metro — a icónica linha 4 de Manhattan — numa sequência que promete tanto suspense como crítica social. “Tu já não és Deus… agora sou eu!”, grita o criminoso, sublinhando o confronto de egos e o desequilíbrio de poder.

O filme conta ainda com Jeffrey Wright no papel do motorista e amigo de David — que parece funcionar como a voz da razão (ou talvez da loucura controlada). Numa das melhores tiradas do trailer, quando questionado sobre a razão de estar a carregar uma arma, responde de forma desconcertante: “Seguro. É o Jake da State Farm.”

Elenco com mistura improvável… mas explosiva

Além de Washington, Hadera e Wright, o elenco inclui ainda A$AP RockyElijah WrightAubrey Joseph e até a rapper Ice Spice, num misto de talento veterano e energia fresca. A escolha de A$AP Rocky e Ice Spice não é apenas um aceno à cultura urbana contemporânea, mas também uma tentativa clara de atrair novas audiências para uma história de raízes clássicas.

Estreia em Cannes e entrada triunfal nos cinemas

Highest 2 Lowest teve a sua estreia mundial no Festival de Cannes, onde gerou reacções curiosas e divididas — exactamente como Spike Lee gosta. O filme é distribuído pela A24 e promete ser um dos destaques do final do verão cinematográfico, tanto pela qualidade técnica como pela ousadia temática.

Com tensão, crítica social, e um elenco de luxo, Highest 2 Lowest mostra que Denzel Washington continua a dominar o ecrã com intensidade, e que Spike Lee ainda sabe como nos deixar desconfortáveis… no melhor dos sentidos.

Liam Neeson, Pamela Anderson e piadas (quase) proibidas: os segredos do novo Naked Gun

Os argumentistas de Naked Gun, Dan Gregor e Doug Mand, estiveram à conversa com a Hollywood Reporter após um fim-de-semana de estreia animador para a comédia da Paramount. Entre referências a O.J. Simpson, piadas arriscadas com a “palavra R” e uma química inesperada entre Liam Neeson e Pamela Anderson, houve muito para dissecar… com gargalhadas pelo meio.

O novo filme, realizado por Akiva Schaffer, marca o regresso da icónica série de comédia iniciada em 1988 por David Zucker e imortalizada por Leslie Nielsen como o desastrado detective Frank Drebin. Agora, é Liam Neeson quem veste a farda — com Pamela Anderson ao seu lado — num reboot que presta homenagem ao espírito original enquanto arrisca algumas escolhas muito actuais.

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O vilão inspirado por… Elon Musk?

Um dos temas que mais gerou conversa foi a figura do vilão do filme, Cane, que muitos associam a um certo bilionário excêntrico dos tempos modernos. Quando questionados se a personagem é “Musk-y”, Dan Gregor respondeu com humor: “A ideia era que Cane fosse uma amálgama de todos os piores bilionários do mundo.” O objectivo era dar ao filme um humor intemporal, sem ficar preso a uma só referência — mas não resistiram a um toque de sátira contemporânea.

A questão “O.J.”: abordar ou ignorar?

Um dos maiores dilemas na criação do novo filme foi a presença histórica de O.J. Simpson na trilogia original como o agente Nordberg. “Foi uma das primeiras perguntas que nos fizeram quando souberam que estávamos a fazer o filme”, confessou Doug Mand. A solução? Uma referência rápida, integrada numa cena chamada “Hall of Fathers”, que também serve para responder à dúvida se Liam está ou não a interpretar Frank Drebin (spoiler: o nome é diferente, mas a alma está lá).

A química entre Liam Neeson e Pamela Anderson

Surpresa das surpresas: a relação entre Neeson e Anderson parece ter passado da tela para os bastidores. “Recebo mais mensagens sobre eles do que sobre o próprio filme”, disse Mand. “Desde o início, tiveram uma química imediata. Estou a torcer por eles de forma muito sincera.” O que começou como uma aposta cómica tornou-se, aparentemente, uma parceria com potencial romântico — ou, no mínimo, mediático.

As aparições especiais: Weird Al e Priscilla Presley

Como qualquer fã esperava, o novo Naked Gun traz consigo o retorno de rostos familiares. Weird Al Yankovic, presença quase obrigatória neste tipo de universo paródico, estava nos planos desde o início. Embora não tenham usado todas as ideias para ele, Gregor revela que havia até uma versão onde seria cantor numa gala do vilão.

Quanto a Priscilla Presley, ícone da trilogia original, o regresso foi mais delicado: “Não queríamos forçar a sua inclusão. Mas ela aceitou, e foi muito entusiasmante para nós”, disse Mand.

A piada favorita? “You hurt my tummy”

O momento de que mais se orgulham? O confronto final entre Danny Huston e Liam Neeson. “A primeira troca de socos, com o Liam a dizer ‘You hurt my tummy’, nunca deixa de me fazer rir”, garantiu Gregor. A sequência é um exemplo perfeito do humor físico e absurdo que tornou a saga Naked Gun numa das mais queridas do género spoof.

E uma sequela? Já há ideias…

Apesar de o novo filme ter apenas 85 minutos, os argumentistas revelam que têm cadernos cheios de ideias para uma continuação. “Cada linha tinha uma dúzia de alternativas”, disse Mand. “Já estamos a tomar notas. O Akiva também.” Parece que o regresso de Drebin (versão Neeson) pode muito bem continuar.

O peso da nostalgia (e da polémica)

Gregor, que trabalhou anteriormente em Chip ‘n Dale: Rescue Rangers, comenta ainda as reacções ao seu trabalho com IPs nostálgicos. “Quando mexes na infância de alguém, não sabes o que vais despertar. Há fãs da Gadget [personagem da Disney] que eu não gostaria de encontrar num beco escuro.” A abordagem é clara: respeitar o passado, mas não ter medo de lhe dar uma sacudidela criativa.

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No fundo, este novo Naked Gun é aquilo que promete: uma paródia moderna que não se esquece do legado, mas também não tem medo de brincar com os limites da actualidade. Se isso implica piadas controversas, vilões que parecem saídos do Twitter e um potencial casal bomba como Neeson e Anderson… que assim seja. Drebin aprovaria.

“Alien: Earth” — A nova série de Noah Hawley que vai (literalmente) trazer os Xenomorfos à Terra

Preparem-se para mais um capítulo no livro sagrado (e já bastante caótico) do universo Alien. Depois dos filmes originais, das prequelas filosóficas (Prometheus e Covenant), dos confrontos com Predadores e do spinoff recente Alien: Romulus, chega agora a série Alien: Earth — cortesia de Noah Hawley, o criador de Fargo e Legion. Sim, o homem que adora misturar sci-fi e crise existencial decidiu meter o dedo neste ninho de facehuggers. E o resultado promete ser tão inquietante quanto fascinante.

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Mas afinal… isto é uma prequela ou um reboot?

Alien: Earth é, oficialmente, uma prequela ao Alien original de 1979. A acção decorre dois anos antes de Ripley ter o seu infame encontro com o Xenomorfo a bordo da Nostromo. Portanto, se és fã do ambiente claustrofóbico e industrial dos “camionistas do espaço” do primeiro filme, temos boas notícias: vais poder mergulhar mais algumas horas nesse pedaço sujo e realista do futuro.

E sim, a cronologia continua confusa como um organigrama da Weyland-Yutani. A série passa-se cerca de 15 anos após os eventos de Prometheus e Covenant, o que significa que os delírios criacionistas do androide David e a megalomania de Sir Peter Weyland ainda pairam no ar — mesmo que em pano de fundo.

O verdadeiro vilão? Capitalismo

Se achavas que o verdadeiro monstro da saga Alien era a criatura com uma segunda boca, pensa melhor. Segundo Hawley, a série vai explorar um futuro onde cinco megacorporações controlam o planeta, e os países são uma coisa do século XX. A grande responsável aqui é a empresa Prodigy, fundada por Boy Kavalier (interpretado por Samuel Blenkin), que sonha com a imortalidade digital e com… bem, controlar criaturas alienígenas. Porque isso corre sempre bem, não é?

Quando anunciou a série em 2021, Hawley deixou bem claro que Alien: Earth será uma alegoria sobre desigualdade e ganância corporativa. Uma espécie de Succession com chestbursters.

Sydney Chandler é a primeira híbrida humano-sintético

No centro da história está Wendy (Sydney Chandler), filha de um humano e… de um robot. Literalmente. É a primeira híbrida da história, criada no seio da corporação Prodigy, que tem como missão vencer a morte ao transferir consciências humanas para corpos sintéticos.

Wendy é treinada por Kirsh, interpretado por Timothy Olyphant, um sintético veterano que lidera uma equipa de recuperação quando uma nave da Weyland-Yutani se despenha em New Siam. A bordo da nave: cinco formas de vida alienígena vindas dos “cantos mais sombrios do universo”. Sim, parece um dia perfeitamente normal no universo Alien.

Uma tripulação saída de… Peter Pan?

Aqui é onde as coisas ficam mais peculiares. A equipa de híbridos adolescentes que acompanha Wendy tem nomes como Slightly, Tootles, Smee, Curly e Nibs — todos retirados da obra Peter Pan. É uma espécie de falha na programação, uma escolha subconsciente feita durante o processo de fusão entre humano e máquina. Ou, quem sabe, uma dica de que estes jovens estão prestes a perder-se na Terra do Nunca… para sempre.

Quando estreia?

Os dois primeiros episódios de Alien: Earth estreiam já a 12 de Agosto, no FX e FX on Hulu. Ainda não há data confirmada para Portugal, mas com este elenco e pedigree criativo, a aposta é que não demorará muito a chegar cá (via Disney+).

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Com uma combinação promissora de drama de prestígio, ficção científica e terror corporal, Alien: Earth quer ser mais do que apenas mais uma entrada na cronologia labiríntica da saga. Noah Hawley está a prometer inteligência, tensão, e claro… muitos Xenomorfos a sair de sítios onde não deviam estar.

É o regresso à Terra que ninguém pediu, mas que todos vamos ver com um olho aberto e outro fechado. Só por precaução.

Sally Hawkins explica por que abandonar Paddington 3 foi uma decisão de coração partido

Para muitos fãs, Sally Hawkins é — e sempre será — a Mrs. Brown. Mas para a própria actriz britânica, voltar ao universo do urso mais educado de Londres sem o seu realizador de eleição teria sido, nas suas palavras, algo que “lhe partiria o coração”.

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A actriz de 49 anos, que encantou audiências nos dois primeiros filmes da saga Paddington, revelou que não conseguiu aceitar o convite para regressar em Paddington in Peru, precisamente por Paul King — realizador responsável pelos dois primeiros capítulos — ter decidido afastar-se da realização da nova aventura.

A lealdade a Paul King (e o salto para Wonka)

“Porque gosto tanto do Paul, e adoro a forma como ele trabalha, teria sido devastador”, explicou Hawkins numa entrevista ao The Times. Em vez de regressar à casa dos Brown, a actriz seguiu o realizador até Wonka, onde interpretou a mãe de Willy (Timothée Chalamet), numa reinvenção musical do universo de Roald Dahl.

A amizade entre os dois criativos remonta a um workshop de teatro nos Estúdios Ealing, duas décadas antes do primeiro filme de Paddington se tornar realidade. A ligação é, portanto, mais profunda do que um simples contrato cinematográfico.

Emily Mortimer como nova Mrs. Brown

Apesar do seu afastamento, Hawkins mostra respeito pela escolha de Emily Mortimer como sua substituta, dizendo com humor que Hugh Bonneville — que regressa como Mr. Brown — “até teve um upgrade”. No entanto, a saída da actriz é sentida pelos fãs como um pequeno abalo no calor emocional que definia a dinâmica familiar da saga.

A relação difícil com a fama

Curiosamente, apesar de considerar os filmes de Paddington como “um presente”, Sally Hawkins confessou sentir-se frequentemente desconfortável com a atenção que os papéis lhe trouxeram. “Pode mesmo abalar-me. Não sabes por que razão estão as pessoas a sorrir, a olhar ou a ser agressivas e estranhas contigo… só queres viver, mas pode paralisar-te”, revelou.

As suas palavras oferecem um vislumbre raro da tensão entre o amor pelo ofício e o peso da exposição pública — algo que muitos actores discretos vivem longe das câmaras.

Paddington in Peru: uma viagem menos mágica?

Lançado em Novembro de 2024, Paddington in Peru marca o regresso do adorável urso às suas raízes sul-americanas, numa visita à sua querida Tia Lucy, agora residente no “Lar para Ursos Reformados”. Apesar de manter o charme característico da série, o filme realizado por Dougal Wilson não conseguiu conquistar o mesmo entusiasmo crítico dos seus antecessores.

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A crítica Clarisse Loughrey, do The Independent, atribuiu três estrelas ao filme e lamentou que “as habituais tropelias do urso tenham sido pouco aproveitadas”. Para a jornalista, parece claro que “Paul King levou consigo a maior parte da magia quando partiu para Wonka”.

A ausência de Sally Hawkins pode não ter sido a única razão para o impacto mais discreto de Paddington in Peru, mas a sua saída reflecte uma verdade essencial sobre o cinema: por vezes, a alma de um projecto está nos detalhes invisíveis — nas relações criativas, nas escolhas de bastidores, naquilo que nunca vemos no ecrã.

The Pickup: Eddie Murphy volta à comédia de acção… mas a crítica não está a rir

Prime Video estreia a 6 de Agosto uma nova aposta no género comédia de acção, protagonizada por Eddie Murphy e Pete Davidson. Mas os primeiros críticos dizem que o único roubo aqui foi o nosso tempo.

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Depois de décadas a fazer rir — e de alguns altos e baixos pelo caminho — Eddie Murphy regressa em The Pickup, uma comédia de acção realizada por Tim Story (Ride AlongBarbershop), que o junta ao irreverente Pete Davidson. Com um argumento que promete assaltos, perseguições e piadas à velocidade de balas, o filme parecia reunir todos os ingredientes para um sucesso. Mas se os críticos fossem os assaltados… então levaram um belo balde de água fria.

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36% no Rotten Tomatoes: “splat” em vez de “splash”

Com apenas 14 críticas publicadas até agora, The Pickup estreou com um modesto (e nada promissor) 36% no Rotten Tomatoes, o temido “splat” que sinaliza que a maioria dos especialistas ficou mais entediada do que empolgada. Embora este valor possa oscilar com a chegada do público e mais críticas, a recepção inicial aponta para um filme que falha tanto na acção como no humor.

O veredicto geral? Uma comédia de acção que se esquece de ser divertida e não tem novidades suficientes para o género — nem sequer com um elenco que inclui uma das maiores estrelas de sempre da comédia americana.

O enredo: um assalto, um desastre e um dia péssimo

The Pickup conta a história de dois motoristas de carros blindados (Murphy e Davidson) que, durante um serviço de rotina, são apanhados por uma quadrilha liderada pela “mestra do crime” Zoe, interpretada por Keke Palmer. O que começa como um assalto a dinheiro transforma-se rapidamente numa sucessão de situações caóticas — e nem todas pelas melhores razões.

A química entre os protagonistas devia ser o motor da narrativa, mas segundo o crítico Julian Roman (MovieWeb), o resultado é “mediano e esquecível”, com “cenas de perseguição que cumprem os requisitos de tiros e explosões, mas com diálogos arrastados e uma suspensão da descrença a ser levada ao limite.”

Guy Ritchie, és tu?

Jim Vorel, da Paste Magazine, descreve The Pickup como uma tentativa de imitar o estilo de Guy Ritchie — com tiroteios estilizados e personagens tagarelas — mas que se esquece do mais importante: fazer rir. Segundo o crítico, “o filme quer ser um cruzamento entre perseguições automóveis e assaltos a casinos, mas perde o humor pelo caminho.”

Há salvação? Alguns acham que sim

Nem tudo foi negativo. A Hollywood Reporter, numa crítica mais benévola, elogia o elenco principal. “Murphy, Davidson e Palmer têm uma química naturalmente divertida, o que ajuda a tornar crível uma situação cada vez mais absurda.” Justin Bower (Loud and Clear Reviews) considerou The Pickup “um filme típico de assaltos, mas com um elenco eléctrico e cenas de acção bem coreografadas — uma viagem hilariante.”

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Portanto, se estás à procura de uma experiência ligeira e não exiges genialidade narrativa, pode ser que The Pickup te arranque umas gargalhadas. Mas se vinhas à procura do regresso triunfal de Eddie Murphy ao topo da comédia de acção, talvez seja melhor gerir expectativas… ou ver novamente Um Príncipe em Nova Iorque.

A Nova Era dos Primatas: O Reino do Planeta dos Macacos Estreia em Exclusivo no TVCine TopA Nova Era dos Primatas: O Reino do Planeta dos Macacos

Na sexta-feira, dia 8 de agosto, o canal TVCine Top convida os espectadores a embarcar numa jornada cinematográfica épica com a estreia televisiva de O Reino do Planeta dos Macacos, o mais recente capítulo da aclamada saga. A exibição está marcada para as 21h30, e é acompanhada por uma maratona dos filmes anteriores, garantindo uma noite inteira dedicada à ascensão — e queda — das civilizações primatas.

Do legado de César à tirania de um novo império

Realizado por Wes BallO Reino do Planeta dos Macacos transporta-nos para um futuro distante, várias gerações após o reinado de César — o lendário líder primata que redefiniu o conceito de justiça entre espécies. Agora, um novo tirano ergue-se entre os macacos, instaurando um regime implacável onde os humanos são reduzidos a uma existência selvagem e marginal.

Neste cenário distópico, um jovem macaco questiona o sistema opressor em que cresceu e parte numa jornada transformadora. Ao confrontar as verdades do passado e o peso do presente, a sua busca pela liberdade poderá alterar para sempre o equilíbrio de forças entre humanos e primatas.

Efeitos visuais de outro mundo

Mais do que um blockbuster de acção, O Reino do Planeta dos Macacos foi amplamente aclamado pela crítica, destacando-se especialmente pelos seus efeitos visuais deslumbrantes. O filme conquistou o prémio principal dos Visual Effects Society Awards de 2025 e foi nomeado para o Óscar de Melhores Efeitos Visuais, consolidando o seu estatuto como uma das experiências visuais mais marcantes do ano.

A obra mantém a essência filosófica e política da saga original, explorando temas como poder, opressão, identidade e sobrevivência, enquanto abre caminho para uma nova era no universo Planeta dos Macacos.

Uma maratona imperdível

Para os fãs que querem relembrar os acontecimentos que conduziram até este novo capítulo, o TVCine Top preparou uma programação especial que começa às 17h40 com a exibição de A Origem do Planeta dos Macacos e prossegue com A Revolta. A noite culmina com a tão aguardada estreia de O Reino do Planeta dos Macacos, às 21h30, também disponível no canal TVCine+.

Preparem as pipocas e marquem no calendário: dia 8 de agosto, os macacos voltam a dominar o ecrã — e o resultado promete ser selvaticamente imperdível.

Estrela de Fauda Critica Petição de Artistas Israelitas Contra a Guerra em Gaza

Idan Amedi, actor e reservista ferido em combate, acusa subscritores do manifesto de espalharem “notícias falsas” e defende o exército israelita

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O actor e cantor Idan Amedi, conhecido do público pela sua participação na série israelita Fauda (disponível na Netflix), veio a público criticar duramente uma petição assinada por cerca de mil artistas e escritores israelitas, que apelam a um cessar-fogo imediato em Gaza.

A petição, publicada no domingo e amplamente divulgada esta segunda-feira, 4 de Agosto, denuncia a guerra e a crise humanitária no enclave palestiniano, apelando à interrupção imediata das hostilidades e ao fim daquilo que descreve como “crimes de guerra”.

“Parem a guerra. Libertem os reféns.”

No documento, os subscritores afirmam:

“Enquanto homens e mulheres da cultura e da arte em Israel, vemo-nos, contra a nossa vontade e os nossos valores, cúmplices — enquanto cidadãos israelitas — da responsabilidade pelos horríveis acontecimentos que estão a ocorrer na Faixa de Gaza.”

A carta exige que os responsáveis políticos e militares “parem”, não deem “ordens ilegais”, nem “cometam crimes de guerra”, e apelam ainda à libertação dos reféns capturados pelo Hamas.

Entre os nomes mais conhecidos que subscreveram o texto estão os escritores David Grossman (que numa entrevista recente ao La Repubblica descreveu a situação como “genocídio”), Zeruya Shalev e Etgar Keret, as cantoras Ahinoam Nini (Noa) e Hava Alberstein, o coreógrafo Ohad Naharin e os realizadores Nadav Lapid (Ahed’s Knee) e Shlomi Elkabetz.

A resposta de Idan Amedi: “Entrem num túnel”

Idan Amedi, que serviu como reservista do exército israelita em Gaza e foi gravemente ferido em combate no início de 2024, insurgiu-se contra o teor da petição.

“Entrem num túnel por um momento. Mesmo que seja para combater apenas por um dia, como fazem dezenas de milhares de reservistas, e depois, sigam em frente, assinem petições”, escreveu nas redes sociais.

Amedi acusou ainda os signatários de difundirem “notícias falsas” e defendeu a actuação das Forças de Defesa de Israel:

“Não existe nenhum outro exército no mundo que opere numa zona tão densamente povoada com tão poucas baixas civis como o nosso.”

O actor de Fauda também afirmou que “em cada casa em Gaza há propaganda antissemita”, apontando o dedo ao controlo do Hamas sobre o território.

Apoio do governo israelita

As declarações de Amedi foram elogiadas por Miki Zohar, ministro da Cultura de Israel, que aplaudiu o “patriotismo” do actor e da actriz Moran Atias, também ela crítica da petição.

“Lucidez e coragem patriótica”, escreveu o governante, enaltecendo a frontalidade das figuras públicas que discordam do manifesto.

A divisão crescente entre artistas israelitas reflete o ambiente cada vez mais polarizado dentro do país, onde a guerra em Gaza — intensificada desde Outubro de 2023 — continua a gerar reacções apaixonadas, tanto em apoio à acção militar como na defesa de uma resolução pacífica e humanitária do conflito.

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“Industry”: Quarta Temporada Conclui Filmagens — E Há Bastidores para Ver!

A série da HBO Max tornou-se uma das mais vistas de 2024 e prepara-se agora para regressar com novos episódios recheados de tensão, ambição… e surpresas no elenco.

As câmaras já se desligaram no set da quarta temporada de Industry. A série britânica da HBO Max, que desde a sua estreia tem vindo a conquistar a crítica e o público, terminou oficialmente as filmagens dos novos episódios — e os bastidores da despedida já circulam nas redes sociais.

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Foi Konrad Kay, cocriador da série, quem partilhou nas stories do Instagram um vídeo emotivo onde se vêem as atrizes Marisa Abela e Myha’la a abraçarem-se e a celebrar o fim das gravações. Apesar do entusiasmo, ainda não há data oficial para a estreia da nova temporada.

Mudanças e regressos no elenco

A nova temporada traz alterações significativas no elenco. Em Fevereiro, foi confirmado que Harry Lawtey, uma das caras centrais da série desde o início, não participará na quarta temporada devido a conflitos de agenda. A ausência do actor promete mexer com a dinâmica entre as personagens, embora os detalhes da narrativa ainda estejam bem guardados.

Por outro lado, há reforços de peso: Max Minghella, conhecido pelos seus papéis em A Rede SocialO Conto da Aia e Tudo Pelo Poder, junta-se ao universo de Industry. O actor britânico traz consigo uma carreira recheada de interpretações marcantes e promete agitar o mundo das finanças retratado na série.

Kit Harington, que se estreou na terceira temporada, regressa para continuar a sua jornada como o enigmático e poderoso personagem do mundo financeiro. A seu lado permanecem Myha’la, Marisa Abela, Ken Leung, Sagar Radia e Miriam Petche, num elenco que continua a ser uma das grandes forças da série.

Uma visão implacável sobre o mundo financeiro

Desde o seu lançamento, Industry destacou-se pelo retrato cru e estilizado da ambição desmedida, da desigualdade de classes e da pressão sufocante do sector financeiro em Londres. A série, criada por Mickey Down e Konrad Kay, tornou-se um verdadeiro espelho distorcido do mundo corporativo — e uma das apostas mais ousadas da HBO dos últimos anos.

Francesca Orsi, vice-presidente executiva da HBO, não esconde o entusiasmo:

“Durante três temporadas, Industry tem sido inabalável na forma como examina a ambição e classe, solidificando-se como um drama marcante da HBO. […] Não temos dúvidas de que Mickey e Konrad […] vão elevar a quarta temporada a um nível ainda maior.”

Expectativas em alta

Depois do sucesso da terceira temporada, considerada por muitos como a mais intensa e refinada até à data, a quarta parte da série promete elevar ainda mais a fasquia. A escrita afiada, as interpretações de alto nível e a abordagem visual ousada continuam a ser as marcas de água de uma série que não tem medo de mostrar o lado mais sombrio do sucesso.

Com as gravações concluídas, os fãs aguardam agora por novidades quanto à data de estreia e — claro — pelos primeiros trailers que nos farão voltar à selva financeira da City londrina.

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Manuel Claro Nomeado Vice‑Presidente do ICA: Um Regresso com Olhos no Futuro do Cinema Português


Antigo responsável pela Portugal Film Commission assume agora funções de topo no Instituto do Cinema e do Audiovisual, substituindo Anick Bilreiro.

O cinema português volta a ter uma peça-chave em posição estratégica: Manuel Claro foi nomeado vice-presidente do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), segundo anunciou esta terça-feira o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto. O cargo tem um mandato de cinco anos e resulta de um concurso público conduzido pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP), aberto a 28 de Maio e encerrado a 11 de Junho.

Um nome bem conhecido do setor

Manuel Claro não é um nome novo no universo do audiovisual nacional. Foi diretor-geral da Portugal Film Commission entre 2019 e 2022, uma função central na promoção de Portugal como destino de filmagens internacionais. Antes disso, entre 2014 e 2019, liderou o Centro de Informação Europa Criativa no seio do próprio ICA, e entre 2009 e 2013 foi coordenador executivo da Media Desk Portugal.

A sua ligação ao setor atravessa mais de uma década, com passagens determinantes por organismos que fazem a ponte entre o audiovisual português e os apoios europeus. A nota do Ministério da Cultura sublinha as suas “reconhecida competência técnica, sensibilidade estratégica, aptidão, experiência, formação e visão panorâmica do Cinema e Audiovisual”.

Substituição na vice-presidência

Manuel Claro sucede a Anick Bilreiro, que ocupava o cargo em regime de substituição desde Janeiro de 2023. A mudança reforça agora o núcleo de liderança do ICA numa fase especialmente crítica para o futuro da produção audiovisual portuguesa, marcada por desafios estruturais, pela adaptação às novas plataformas e pela crescente internacionalização das produções nacionais.

O Instituto do Cinema e do Audiovisual é atualmente presidido por Luís Chaby Vaz, cuja comissão de serviço foi renovada pelo Governo em Setembro de 2023. Chaby Vaz está à frente do ICA desde Maio de 2017 (inicialmente em regime de substituição), e foi formalizado no cargo em Novembro de 2018. Desde Fevereiro de 2023, acumula ainda a função de film commissioner da Portugal Film Commission.

Uma liderança com visão internacional

Durante o mandato de Chaby Vaz, o ICA assistiu a um crescimento sustentado do interesse internacional por filmagens em solo português, num contexto em que o país tem vindo a posicionar-se como um destino cinematográfico competitivo, apoiado por incentivos fiscais, equipas técnicas especializadas e paisagens versáteis.

A nomeação de Manuel Claro insere-se nesta mesma lógica: um reforço de competências, experiência e visão estratégica que poderá contribuir para consolidar Portugal como um polo relevante no mapa europeu do cinema.

Se o cinema português quer continuar a crescer além-fronteiras — com coproduções, festivais e visibilidade em plataformas globais — terá, a partir de agora, mais um aliado de peso na liderança institucional do setor.

Adeus a Jonathan Kaplan: Morreu o Realizador de Os Acusados e de Mais de 50 Episódios de Serviço de Urgência

Nome incontornável do cinema e da televisão dos anos 80 e 90, Jonathan Kaplan faleceu aos 77 anos. Da influência de Scorsese à consagração com Jodie Foster, deixa um legado que atravessa décadas.

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Jonathan Kaplan, realizador norte-americano com uma carreira marcada tanto por clássicos do grande ecrã como pela televisão de prestígio, morreu na passada sexta-feira, 1 de Agosto, em Los Angeles, aos 77 anos. A notícia foi confirmada pela filha, Molly, que revelou que o cineasta enfrentava uma batalha contra o cancro no fígado.

Kaplan é talvez mais recordado por ter realizado Os Acusados (The Accused, 1988), um poderoso drama judicial que valeu a Jodie Foster o seu primeiro Óscar de Melhor Atriz. Mas a sua carreira foi vasta, eclética e cheia de momentos marcantes, tanto em cinema como na televisão — sobretudo na série Serviço de Urgência (ER), onde realizou mais de 50 episódios e foi nomeado cinco vezes aos Emmys.

De Nova Iorque a Hollywood, com uma paragem na sala de aula de Scorsese

Nascido em Paris em 1947, Jonathan Kaplan era filho do compositor Sol Kaplan e da actriz Frances Heflin. Mudou-se cedo para os Estados Unidos, dividindo a infância entre Los Angeles e Nova Iorque. Desde pequeno teve contacto com o mundo do espectáculo, primeiro nos palcos e mais tarde atrás das câmaras.

Estudou Cinema na Universidade de Nova Iorque, onde foi aluno de Martin Scorsese — e foi precisamente o mestre de Taxi Driver que o recomendou ao lendário produtor Roger Corman, lançando a sua carreira no cinema independente. Com Corman, Kaplan trabalhou em Night Call Nurses (1972), iniciando uma série de projectos com carimbo de culto.

Um olhar atento às margens da sociedade

Durante os anos 70, Kaplan realizou títulos como Truck Turner (1974), com Isaac Hayes, e White Line Fever (1975), que se tornou um sucesso entre os filmes de acção com crítica social. O seu estilo era cru, directo e sem medo de abordar realidades desconfortáveis — uma abordagem que viria a maturar em Over the Edge (1979), um retrato marcante da juventude suburbana americana.

Nos anos 80, diversificou a carreira, realizando telefilmes e videoclipes para nomes como Barbra Streisand, Rod Stewart e John Mellencamp. Mas foi em 1988, com Os Acusados, que atingiu o seu ponto mais alto em Hollywood. O filme, baseado em factos verídicos, abordava a violação em grupo de uma mulher numa casa de jogos e a subsequente batalha judicial. Jodie Foster brilhou no papel principal e o filme tornou-se um marco na representação da justiça e do trauma no cinema.

Seguiram-se filmes como Immediate Family (1989), com Glenn Close e James Woods, e Love Field (1992), com Michelle Pfeiffer — este último valeu ao realizador uma nomeação para os Óscares.

Do cinema à televisão: a segunda vida de Kaplan

Apesar de ter regressado ao cinema com Brokedown Palace (1999), protagonizado por Claire Danes, Kaplan começou a concentrar-se quase exclusivamente na televisão a partir da viragem do milénio. Realizou episódios de séries como Lei & Ordem: Unidade Especial, mas foi em Serviço de Urgência que deixou a sua marca mais profunda na pequena tela.

Entre 1997 e 2005, realizou mais de 50 episódios da série médica criada por Michael Crichton e tornou-se uma figura incontornável do projecto, ajudando a definir o seu tom visual e emocional. Foi nomeado cinco vezes aos Emmys por esse trabalho.

Um legado discreto, mas poderoso

Jonathan Kaplan pode não ter sido um nome tão mediático como outros da sua geração, mas o seu impacto foi profundo e duradouro. Do cinema social e combativo dos anos 70 ao drama televisivo de qualidade dos anos 2000, soube adaptar-se, inovar e contar histórias com humanidade e intensidade.

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O mundo do cinema e da televisão despede-se agora de um realizador que nunca virou costas aos temas difíceis — e que deu voz, imagem e dignidade a histórias muitas vezes ignoradas.

“Red Card”: Halle Berry e Djimon Hounsou Juntam‑se em Thriller Explosivo Passado em África

O criador de Bad Boys, o argumentista de Green Book e o realizador de Rust juntam-se para contar uma história baseada em factos verídicos sobre tráfico humano, futebol e redenção.

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Preparem os passaportes e os nervos — Halle Berry e Djimon Hounsou vão embarcar numa missão de vida ou morte entre as savanas do Quénia e as ruas labirínticas de Casablanca, em Red Card, um thriller internacional com pedigree de Hollywood e raízes bem assentes na realidade africana.

Um elenco de peso para uma história com impacto

Djimon Hounsou interpreta Max Elmi, um ranger veterano que combate caçadores furtivos na reserva da Maasai Mara. Mas a sua luta pessoal começa quando o filho — uma jovem promessa do futebol — desaparece depois de cair nas mãos de um agente desportivo sem escrúpulos, envolvido numa rede de tráfico humano. Ao lado de Max estará Dane Harris, um agente especial (cujo casting ainda está por revelar), e Amanda Bruckner, supervisora do FBI interpretada por Halle Berry.

Com o apoio das autoridades internacionais, os protagonistas enfrentam um submundo perigoso que os leva dos pacatos vilarejos quenianos até às vielas fervilhantes de Casablanca. Uma jornada emocional e física que mistura ação, drama familiar e crítica social.

O filme é inspirado em factos reais e conta com o apoio do National Centre for Missing & Exploited Children, assim como da Soloviev Foundation.

Argumento assinado por nomes consagrados

O argumento é da autoria de George Gallo — criador da saga Bad Boys e argumentista de Midnight Run — e de Nick Vallelonga, vencedor do Óscar por Green Book. A realização fica a cargo de Joel Souza, que regressa após o trágico incidente ocorrido durante as filmagens de Rust, onde perdeu a vida a diretora de fotografia Halyna Hutchins. Souza, que também realizou o thriller policial Crown Vic, descreve o novo projeto como “uma história emocionante que acreditamos que vai prender audiências em todo o mundo”.

Halle Berry e Djimon Hounsou: trajectórias marcantes

Djimon Hounsou, nomeado duas vezes para os Óscares (por Blood Diamond e In America), tem uma carreira repleta de grandes títulos como GladiadorGuardiões da GaláxiaCaptain Marvel e Um Lugar Silencioso: Parte II (e o recente Day One). Já Halle Berry fez história em 2002 ao tornar-se a primeira mulher afro-americana a ganhar o Óscar de Melhor Actriz, com Monster’s Ball. A sua carreira versátil inclui desde filmes de ação (X-MenDie Another Day) até ao drama (Gothika) e até a sua estreia na realização com Bruised.

Produção, rodagem e o que aí vem

Red Card será produzido por Anjul Nigam (Crown Vic), Robert Menzies (Fatman) e Ava Roosevelt, autora de The Racing Heart e uma das criadoras da história original. As filmagens estão previstas para o último trimestre deste ano. O papel de Dane Harris continua em fase de casting, prometendo uma adição importante ao trio central.

A distribuição para o mercado norte-americano será gerida em conjunto pela Range Select e a Stoic (que também tratará das vendas internacionais).

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Com um tema atual e urgente, e um elenco de luxo, Red Card promete não ser apenas mais um thriller — será um alerta cinematográfico que alia entretenimento a consciência social.

“Bons Genes” ou Mau Gosto? Sydney Sweeney no centro de polémica que mistura moda, política e racismo

A atriz de Euphoria foi interpelada por um manifestante na estreia de Americana, enquanto a polémica em torno do seu anúncio para a American Eagle continua a incendiar as redes… e a política americana.

Sydney Sweeney não é estranha aos holofotes — mas desta vez, os flashes foram acompanhados por gritos e controvérsia. A atriz de Euphoria foi abordada por um manifestante na estreia do seu mais recente filme, Americana, em Hollywood, e tudo por causa… de um par de jeans. Ou melhor, de um trocadilho com “genes”.

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“Parem com aquele anúncio, é racismo!”

A cena ocorreu no passado domingo, à porta do bar Desert 5 Spot, com inspiração country, onde decorreu a estreia de Americana. Assim que Sydney Sweeney saiu do carro, foi interpelada por alguém que lhe gritou: “Pára, aquele anúncio é racista!”. A atriz manteve o silêncio e seguiu diretamente para o interior do evento, onde posou ao lado da colega de elenco Halsey.

Em causa está uma campanha publicitária para a marca American Eagle, na qual Sweeney protagoniza um vídeo viral onde diz:

“Genes são passados dos pais para os filhos. Muitas vezes determinam características como cor do cabelo, personalidade, até a cor dos olhos. Os meus jeans são azuis.”

Ora, a conjugação entre a palavra “genes” e o facto de Sweeney ser uma mulher loira, de olhos azuis, bastou para desencadear uma onda de indignação online, com acusações de que o anúncio promove eugenia e ideias associadas à supremacia branca.

Celebrar a beleza ou promover ideologias perigosas?

Artistas como Doja Cat e Lizzo não perderam tempo a criticar o anúncio. Lizzo, por exemplo, respondeu com ironia nas redes sociais, partilhando uma fotografia em ganga com a legenda: “Os meus jeans são negros”. Já Sweeney, por sua vez, optou por não comentar publicamente — uma postura que tem mantido, mesmo enquanto a polémica escala.

Acrescentando combustível à fogueira, veio à tona recentemente que a atriz se registou como eleitora do Partido Republicano na Florida, pouco antes de Donald Trump regressar à Casa Branca. E foi o próprio presidente norte-americano quem se apressou a tomar partido… e a elogiar o anúncio.

Trump aprova: “Agora adoro o anúncio dela!”

Questionado por um jornalista quando se preparava para embarcar no Marine One, Trump não hesitou:

“Ela está registada como Republicana? Ah. Agora adoro o anúncio dela!”

Mais tarde, nas redes sociais, o antigo presidente (e agora novamente presidente) subiu o tom:

“Sydney Sweeney, uma Republicana registada, tem o anúncio mais HOT do momento. É para a American Eagle, e os jeans estão a voar das prateleiras. Força, Sydney!”

Trump aproveitou ainda para criticar marcas como a Jaguar e a Bud Light pelas suas campanhas “woke”, em contraste com a abordagem “autêntica” de Sweeney.

A cultura pop como campo de batalha político

O caso tornou-se rapidamente num símbolo da guerra cultural em curso nos Estados Unidos. Conservadores como o vice-presidente JD Vance usaram a controvérsia como arma contra os Democratas, acusando-os de exagerar e de transformar qualquer mulher loira num alvo político.

“O meu conselho político para os Democratas é continuarem a chamar nazi a toda a gente que ache a Sydney Sweeney atraente”, disse Vance num podcast.

Já o polémico Piers Morgan foi ainda mais longe:

“A polémica em torno da Sydney Sweeney é a prova de que a esquerda woke perdeu completamente o norte. Chamam nazi a qualquer pessoa que celebre a beleza ou o sex appeal. O woke morreu — agora só nos rimos da estupidez deles.”

E a American Eagle?

A marca, por seu lado, recusou-se a recuar e defendeu o anúncio:

“‘Sydney Sweeney Has Great Jeans’ sempre foi sobre os jeans. Os dela. A sua história. Continuaremos a celebrar a forma como cada pessoa veste os seus AE jeans com confiança. Bons jeans ficam bem em toda a gente.”

Americana chega aos cinemas a 15 de Agosto

Com todo este ruído mediático, o filme Americana (que, ironicamente, também é um western moderno sobre identidade e fronteiras culturais) estreia nos Estados Unidos a 15 de Agosto. Resta saber se o público vai conseguir separar o filme da figura que o protagoniza — ou se Sydney Sweeney se tornou, involuntariamente, a nova face de uma batalha ideológica que não tem fim à vista.

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Se quiser ver o video no Youtube não está traduzido em Português

Quer Passar a Noite na Casa de Poltergeist? Agora Pode… Se Tiver Coragem

A casa assombrada mais famosa do cinema está para arrendamento — e sim, já registou actividade paranormal real

🧠 “Estão aqui…” — e agora você também pode estar. A icónica casa do filme Poltergeist, o clássico de terror de 1982 produzido por Steven Spielberg, está oficialmente disponível para arrendamento. Fãs do género (ou corajosos aventureiros do Airbnb) podem finalmente dormir no mesmo sítio onde a pequena Carol Anne foi raptada pelo mundo dos espíritos… com direito a jacuzzi e cozinha renovada.

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Situada em Simi Valley, na Califórnia, a moradia de dois andares tem quatro quartos, duas casas de banho e meia, piscina, lareira, um jardim amplo e — claro — historial paranormal confirmado. A nova proprietária, Rachel Powers, comprou a casa por 1,28 milhões de dólares (100 mil acima do preço pedido) e investiu cerca de 165 mil dólares para recriar o ambiente do filme com fidelidade assustadora.


Ghost Adventures investigou — e as respostas do além não tardaram

A casa foi recentemente o foco do episódio de estreia da temporada 29 da série Ghost Adventures. O episódio utilizou todo o arsenal tecnológico digno de um spin-off de Ghostbusters: ITC, spirit box, câmaras térmicas, visão nocturna, sensores de movimento, medidores EMF e até a boneca Cabbage Patch da falecida actriz Heather O’Rourke, que interpretou Carol Anne.

Segundo Powers, os investigadores registaram comunicação electrónica, objectos a mover-se sozinhos, luzes a piscar, fechaduras com vida própria, quedas de energia inexplicáveis e actividade paranormal em torno da velha televisão. Tudo isto a poucos metros do lugar onde, na ficção, os Freeling descobriam que a sua casa estava construída sobre um cemitério profanado.

O episódio também explorou a já lendária “maldição de Poltergeist”, que associa tragédias reais ao elenco e produção do filme. A própria Heather O’Rourke faleceu tragicamente aos 12 anos, assim como Dominique Dunne, também presente no elenco original.


Terror à moda antiga… com cozinha moderna

Apesar do passado sombrio, a casa apresenta-se com um ar acolhedor e até… relaxante? Segundo a descrição da imobiliária, trata-se de uma residência com “boa energia”, perfeita para “entertaining, relaxing and living your best life”. O layout é pensado para momentos em família, com amplas janelas, sala de estar iluminada, lareira, e uma cozinha que mantém o estilo original do filme (com electrodomésticos actualizados, para quem quiser fugir aos fantasmas enquanto cozinha um risotto).

No exterior, há espaço para três carros, árvores que garantem sombra e privacidade, uma piscina generosa e um jacuzzi circular, ideal para descontrair… se os espíritos deixarem.


A lenda continua viva (e agora… habitável)

Poltergeist foi um dos maiores fenómenos de terror dos anos 80, realizado por Tobe Hooper (The Texas Chain Saw Massacre) e escrito por Spielberg. Tornou-se o oitavo filme mais lucrativo de 1982, e deixou uma marca indelével no género: casas suburbanas com segredos, televisões estáticas e uma sensação constante de que algo está “ligeiramente fora do lugar”.

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Hoje, mais de 40 anos depois, a casa está aberta ao público — ou pelo menos, a quem se atrever a reservar uma noite. Disponível em plataformas como AirbnbVRBO e Futurestay, o local promete uma experiência única: dormir num cenário de culto… onde as paredes talvez ainda murmurem segredos.

Willem Dafoe Vai Receber o Coração Honorário de Sarajevo — E Dar uma Masterclass Inesquecível

Com mais de 150 filmes no currículo, o actor norte-americano regressa ao Festival de Sarajevo 25 anos depois para ser homenageado pela sua carreira lendária

🎬 Nome maior do cinema mundial, Willem Dafoe vai ser distinguido com o Coração Honorário de Sarajevo na próxima edição do Festival de Cinema de Sarajevo, a decorrer entre 15 e 22 de Agosto de 2025. O galardão reconhece o contributo excepcional do actor para a arte cinematográfica, numa carreira que atravessa cinco décadas, inúmeros géneros e alguns dos maiores nomes da realização mundial.

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Mas Dafoe não vai apenas receber prémios: vai também conduzir uma masterclass no festival, onde partilhará reflexões sobre a sua carreira, o ofício da representação e a arte em tempos contemporâneos.


Um actor com 150 rostos e nenhum igual

Desde que foi despedido de Heaven’s Gate, de Michael Cimino, em 1979, Willem Dafoe construiu um percurso impressionante, tanto em grandes estúdios como no cinema independente — sempre com uma entrega total e uma versatilidade que poucos actores da sua geração podem reclamar.

A lista de realizadores com quem trabalhou é, por si só, um monumento ao cinema moderno:

  • Martin Scorsese
  • David Lynch
  • Lars von Trier
  • Wes Anderson
  • Guillermo del Toro
  • Yorgos Lanthimos
  • Tim Burton
  • Hayao Miyazaki
  • Werner Herzog
  • Spike Lee
  • Kathryn Bigelow, entre muitos outros.

Dafoe é daquelas raras presenças que consegue ser intensamente humano num blockbuster e assombrosamente inquietante num filme experimental.


Nomeações, prémios e um legado em construção

Willem Dafoe foi já nomeado quatro vezes ao Óscar — por PlatoonShadow of the VampireThe Florida Project e At Eternity’s Gate. Venceu dois Independent Spirit Awards, foi distinguido pelos críticos de Nova Iorque, Los Angeles e pela National Board of Review, recebeu o Urso de Ouro Honorário da Berlinale e mais recentemente o Prémio Íris da Academia de Cinema da Grécia, pelo seu desempenho em Inside, de Vasilis Katsoupis.

Em 2025 e 2026, será ainda director artístico da secção de teatro da Bienal de Veneza, reafirmando a sua ligação ao palco e às artes performativas, uma paixão antiga que começou com o colectivo experimental The Wooster Group, onde trabalhou entre 1977 e 2005.


Novos filmes no horizonte

Aos 70 anos, Dafoe continua a ser um actor em plena forma criativa. Entre os próximos projectos destacam-se:

  • Cuddle, de Bárbara Paz
  • Werwulf, de Robert Eggers
  • Uma nova colaboração com Eggers em A Christmas Carol, para a Warner Bros.

Não se vislumbra reforma à vista — e ainda bem.


Um regresso 25 anos depois

“Willem Dafoe regressa ao Festival de Sarajevo após 25 anos e é uma grande honra para nós atribuir-lhe o Coração Honorário de Sarajevo”, declarou Jovan Marjanović, director do festival.

“O seu trabalho é uma inspiração para qualquer actor. Sempre que está frente à câmara, prova ser um verdadeiro mestre. Em grandes produções ou em filmes independentes, as suas personagens são sempre complexas, emocionais e inesquecíveis.”

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Coração de Sarajevo junta-se assim a uma lista já longa de distinções — mas com um significado especial, numa região onde o cinema tem sido forma de resistência, memória e reconciliação.

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Análise completa ao box office internacional da semana, com Brad Pitt a acelerar para o seu maior sucesso global de sempre

🏎️ Numa semana recheada de novidades e reviravoltas nas bilheteiras internacionais, F1 consolidou-se como o maior sucesso de sempre de Brad PittFantastic Four: First Steps continuou a dominar globalmente apesar da quebra, e a comédia The Naked Gun surpreendeu com um arranque sólido. Eis o retrato completo das corridas em curso no circuito global do box office.

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F1: Brad Pitt faz história com o seu maior êxito de sempre

O drama de corridas F1, realizado por Joseph Kosinski e produzido pela Apple Original Films, atingiu um novo marco: com $545,6 milhões globais, tornou-se o filme mais rentável da carreira de Brad Pitt, ultrapassando World War Z.

A performance tem sido especialmente robusta fora dos EUA, com um total internacional de $372,3 milhões. Em Coreia do Sul, o filme registou um aumento impressionante de 36% na sexta semana (!), algo raríssimo. Outros mercados com excelentes resultados incluem:

  • China: $55,1M
  • Reino Unido: $28M
  • França: $26,7M
  • Coreia do Sul: $24M
  • México: $19,3M

O acumulado em IMAX já soma $84,7 milhões globalmente.

Fantastic Four: First Steps abranda, mas passa os $369M mundiais

A aposta da Marvel/Disney manteve o n.º 1 em mercados como Itália, Reino Unido, Brasil, México e Austrália, apesar de uma quebra de 54% global (52% sem contar com a China) no seu segundo fim-de-semana.

A segunda semana rendeu $39,6 milhões fora dos EUA, elevando o total internacional para $170,3M e o global para $368,7M.

Os principais mercados continuam a ser:

  • Reino Unido: $20,5M
  • México: $20,4M
  • França: $10,2M
  • Brasil: $9,3M
  • Austrália: $8,2M

IMAX: $43,9M global.


The Naked Gun: regresso em grande com $29M globais

A nova versão de The Naked Gun, da Paramount, estreou com $11,5 milhões em 46 mercados e um total global de $28,5M — um resultado bem acima de títulos comparáveis como Game Night ou The Heat.

As melhores estreias internacionais foram:

  • Reino Unido: $2,3M
  • Alemanha: $2,3M
  • México: $674K
  • Países Baixos: $590K
  • Áustria: $430K

Com uma boa recepção nas versões dobradas e legendadas, esta comédia poderá ter pernas para correr mais do que o habitual no género.


Os Mauzões 2 expande território e soma $44,5M globais

Depois de uma estreia limitada, The Bad Guys 2 (Os Mauzões 2) chegou agora a 58 mercados e arrecadou $16,3M nesta semana, com o total global a atingir $44,5M.

  • França: $2,6M (n.º 1)
  • México: $1,8M (n.º 2)
  • Espanha: $1,4M (n.º 1)
  • Coreia do Sul: $1,3M (n.º 5)
  • Polónia: $800K (n.º 1)
  • Reino Unido (total até agora): $6,4M

A recepção crítica tem sido muito positiva, com pontuações superiores às do primeiro filme em várias plataformas e países.


Jurassic World Rebirth aproxima-se dos $770M

O novo capítulo jurássico da Universal/Amblin adicionou $16,2M na sua 5.ª semana internacional, acumulando $448,4M fora dos EUA e $766M globalmente.

Melhores mercados:

  • China: $77,4M
  • Reino Unido: $42,7M
  • México: $34,2M
  • Alemanha: $28,4M
  • França: $25,2M

Outros destaques:

  • 🦸‍♂️ Superman (Warner/DC): $551,2M globais
  • 🎴 Demon Slayer: Infinity Castle (Japão): $121M só no Japão — maior bilheteira do ano no país
  • 🧝‍♂️ How to Train Your Dragon (re-release): $618,3M globais
  • 👻 Smurfs (PAR): $89,7M globais
  • 🎬 Materialists (A24): $62,4M globais
  • 🧟‍♀️ I Know What You Did Last Summer (SNY): $58,7M globais
  • 💔 Bring Her Back (SNY): $27,5M globais
  • 🎯 Mission: Impossible – The Final Reckoning: $594,2M globais

Conclusão

Numa semana de grande diversidade — entre acção, comédia, animação e corridas de alta velocidade — o box office global mostrou sinais saudáveis. Brad Pitt lidera com um recorde pessoal histórico, os super-heróis da Marvel continuam a render e a comédia física de The Naked Gun provou que ainda há público para o riso puro e duro.

A corrida nas bilheteiras continua — e as próximas semanas prometem mais mudanças nos lugares do pódio.


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Festival LAVADIAS Volta a Mergulhar no Mar… e no Cinema ao Ar Livre

Com estreia do novo filme de Cláudio Jordão, curtas internacionais e uma sessão com o vencedor do Óscar de animação, o festival volta a iluminar o Forte de Santa Catarina, no Pico

ver também : Cineastas Contra a MUBI: Miguel Gomes Entre os Signatários que Condenam Financiamento Ligado a Israel

🌊 Entre mantas, colchas e almofadas, o Forte de Santa Catarina, nas Lajes do Pico, volta a transformar-se num cinema sob as estrelas com o regresso do Festival LAVADIAS. De 13 a 15 de Agosto, o mais marítimo dos festivais volta a dar vida ao ecrã ao ar livre, sempre com a temática da água, dos mares e dos oceanos como pano de fundo — literal e simbólico.

Organizado pela associação MiratecArts, em parceria com o município das Lajes, o festival celebra este ano a sua quarta edição e abre com a estreia regional de Vasco da Gama – O Mar Infinito, o mais recente filme do realizador português Cláudio Jordão.

Cláudio Jordão dá o mote com “O Mar Infinito”

Depois da estreia oficial no Festival AVANCA, Vasco da Gama – O Mar Infinito chega agora à ilha do Pico para a sua primeira exibição nos Açores. A obra revisita uma das mais marcantes viagens marítimas da história: a odisseia de Vasco da Gama até à Índia, enfrentando tormentas no Atlântico e no Índico.

Realizado com a sensibilidade habitual de Cláudio Jordão, o filme mistura épico histórico e introspecção visual, num verdadeiro tributo à ligação profunda de Portugal com o mar.


Curtas-metragens, ação e um Óscar animado

Mas o LAVADIAS não vive só de longa-metragens. A primeira noite do festival será também dedicada a curtas, com destaque para os trabalhos de Fu LeJoana Saraiva MarquesSalvador Lobo Xavier, entre outros talentos emergentes.

Na segunda noite, a programação mergulha em águas mais agitadas com “Terror nas Profundezas”, do australiano Matthew Holmes, prometendo suspense e adrenalina.

E para encerrar em beleza — e com toda a família — o festival exibe o belíssimo “Flow – À Deriva”, de Gints Zilbalodis, vencedor do Óscar de Melhor Filme de Animação. Um conto visualmente encantador sobre sobrevivência, mudança e adaptação… sempre à deriva, sempre em movimento.


Cinema com sabor a salitre (e entrada gratuita)

Todas as sessões têm entrada livre e começam às 21h30 locais (22h30 em Lisboa). O convite é claro: traga uma manta, sente-se no chão, e deixe-se embalar pelo som do mar e pelas histórias que o ecrã projeta.

“O festival tem a temática da água, os mares e os oceanos que nos rodeiam”, explicou Terry Costa, director artístico da MiratecArts e fundador do LAVADIAS.

Mais do que um festival de cinema, o LAVADIAS é uma celebração do lugar, da natureza, da memória e da arte. Um evento que honra o espírito atlântico dos Açores com imagens, emoções e uma forte brisa cinematográfica.


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Cineastas Contra a MUBI: Miguel Gomes Entre os Signatários que Condenam Financiamento Ligado a Israel

Plataforma de streaming e distribuidora independente é acusada de estar a lucrar com o “genocídio em Gaza” após aceitar investimento da Sequoia Capital

🎬 A MUBI, conhecida pela sua curadoria de cinema independente e por apoiar vozes autorais de todo o mundo, está no centro de uma polémica internacional. Mais de 30 cineastas, incluindo os portugueses Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, assinaram uma carta aberta onde criticam abertamente a empresa por ter aceite 100 milhões de dólares em financiamento da Sequoia Capital, uma firma norte-americana com ligações a interesses militares israelitas.

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“A decisão da MUBI de fazer parceria com a Sequoia Capital demonstra uma total falta de responsabilidade para com os artistas e comunidades que ajudaram a empresa a prosperar”, lê-se na carta publicada esta semana pela Variety.

Entre os signatários estão também nomes como Aki KaurismäkiRadu JudeJoshua OppenheimerLevan AkinJessica BeshirCourtney StephensCamilo Restrepo e Neo Sora — vozes influentes no circuito do cinema autoral e de festivais.

Do prestígio à contestação

A MUBI tem construído uma reputação sólida como plataforma que valoriza o cinema ousado, alternativo e de autor. Ao longo dos anos, estabeleceu relações próximas com realizadores independentes e com um público exigente, tornando-se uma referência entre os cinéfilos.

Mas a revelação, em Maio, do financiamento da Sequoia Capital — uma empresa com ligações a tecnologias de vigilância e a fabricantes de ‘drones’ militares israelitas — veio abalar essa imagem.

Segundo a Variety, a Sequoia está envolvida com empresas como a start-up Kela, fundada por ex-membros de unidades de segurança israelitas, criada na sequência dos ataques do Hamas em Outubro de 2023.

“O crescimento financeiro da MUBI está agora explicitamente ligado ao genocídio em Gaza”, afirmam os realizadores. “E isso implica todos nós que trabalhamos com a MUBI.”


Os pedidos dos cineastas

Na carta aberta, os signatários exigem à MUBI três coisas concretas:

  1. Uma condenação pública da Sequoia Capital e dos seus lucros associados à guerra;
  2. retirada da Sequoia dos cargos de direcção da MUBI;
  3. A adopção de uma política ética rigorosa para futuros investimentos.

A posição é clara: o financiamento pode comprometer a integridade de uma plataforma que se construiu com base na confiança de artistas que rejeitam a normalização da violência — especialmente quando ligada a conflitos armados e violações de direitos humanos.


A resposta da MUBI: insuficiente?

Em Junho, após os primeiros protestos, a MUBI respondeu dizendo que o investimento da Sequoia tinha como objectivo “acelerar a missão de fazer chegar filmes ousados e visionários a mais públicos”, e que “as crenças de cada investidor não reflectem as opiniões da MUBI”.

Para os signatários, essa justificação é insuficiente. E a questão torna-se ainda mais sensível num momento em que a ofensiva israelita em Gaza já provocou, segundo a ONU e várias ONG, mais de 59 mil mortos, a maioria civis, bem como fome extrema e colapso de infraestruturas básicas.

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Cinema e consciência

Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, dois nomes fundamentais do novo cinema português, juntam-se assim a uma crescente onda de contestação que exige mais responsabilidade ética das empresas culturais e mediáticas. Num mundo cada vez mais polarizado, onde os conflitos armados se cruzam com interesses financeiros e plataformas globais, os artistas recusam ser cúmplices silenciosos.

Sirat: Óliver Laxe Convida-nos a Caminhar no Inferno (Para Encontrar Qualquer Coisa Parecida com Esperança)

O realizador galego estreia em Portugal o seu filme mais duro e introspectivo — e talvez o mais necessário

🔥 Óliver Laxe não faz cinema para nos entreter. Faz cinema para nos abanar. E com Sirat, a sua mais recente longa-metragem, o cineasta galego convida-nos para uma viagem seca, árida e sem atalhos, passada entre raves no deserto de Marrocos e silêncios carregados de dor. O filme, já premiado em Cannes e agora estreado em Portugal, é um mergulho no abismo — mas um abismo onde se procura, ainda assim, sentido.

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Sirat é um filme duro. Mas a minha intenção foi cuidar do espectador”, explica Laxe. “Queria que olhasse para dentro.”


Entre Gilgamesh e o Rei Artur… numa rave no deserto

A premissa de Sirat pode parecer simples: um pai e um filho procuram Mar, a filha e irmã desaparecida numa zona remota de Marrocos, palco de raves clandestinas e decadência espiritual. Mas o que Laxe filma é uma verdadeira descida aos infernos, onde o que está em jogo não é apenas o reencontro, mas o confronto com o vazio — e com a morte.

Inspirado por epopeias como o Épico de Gilgamesh ou as lendas do Santo Graal, Laxe assume o cinema como via para a transcendência. E fá-lo recorrendo a uma linguagem crua, visualmente poderosa, onde a imagem é sempre mais forte do que qualquer explicação.

“Um filme não é para ser entendido, é para ser sentido”, afirma.


Um cinema que remexe, que inquieta, que cuida — à sua maneira

Desde Todos vós sodes capitáns (2010) a O Que Arde (2019), passando por Mimosas (2016), Laxe construiu uma obra singular e espiritual, marcada por paisagens que são personagens e silêncios que são gritos. Em Sirat, essa procura radical atinge um novo patamar.

“Sou um viciado da imagem. Elas apanham-me. Estamos à sua mercê.”

E se o espectador se sente arrastado por esse deserto interior, é porque o próprio realizador também o percorreu com sacrifício.

“Custou-me escrever e montar as sequências mais duras. Não queria fazer ninguém sofrer. Mas quis mostrar que a dor, a perda, a morte fazem parte do caminho.”


O medo da morte e a rave como purgatório moderno

O título do filme, Sirat, remete para a tradição islâmica: a ponte que separa o inferno do paraíso, o caminho que todos devem atravessar após a morte. Essa ponte, no filme, é tanto literal como simbólica. E Laxe não foge à provocação:

“Vivemos numa sociedade tanatofóbica. Fugimos da dor, da morte, da angústia. Eu quero olhar para a morte. Quero saber se morro com dignidade.”

No meio de batidas electrónicas e corpos perdidos em êxtase, o cineasta vê algo mais do que fuga: vê um acto de entrega, uma espécie de liturgia contemporânea.

“Na cultura rave, nada há de mais transcendental do que morrer num acto de serviço no dancefloor.”


Paisagens com alma, cinema com cicatrizes

Como em toda a sua obra, também aqui a paisagem tem peso ontológico. É personagem, é espelho, é ameaça. E se Laxe afirma que adoraria filmar no Porto, é porque vê na arquitectura e nos lugares a alma das histórias.

“Encantava-me filmar no Porto. Pela arquitectura, pela sucessão de lugares… pela vida que existe ali.”

A vida, afinal, está sempre no centro do seu cinema — mesmo quando fala de morte. Porque, como sublinha:

“Estamos todos feridos. Só que nem todos o sabem. O cinema, para mim, é essa tomada de consciência.”


Caminhar, mesmo quando se sangra

Sirat não é um filme fácil. Não pretende ser. É uma meditação existencial, uma oração inquieta sobre perda, fé e aceitação. Mas é, acima de tudo, um gesto de esperança.

“A realidade é dura, mas temos fé de que o caminho nos leva a bom porto.”

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E esse caminho, como nos lembra Laxe, é feito de sombras, de desertos, de imagens que nos perseguem. Mas também de cinema — esse lugar onde, por vezes, encontramos respostas sem precisar de perguntas.

“2.000 Metros para Andriivka”: O Documentário Que Mostra a Guerra da Ucrânia Como Nunca a Viu

Depois do Óscar por 20 Dias em Mariupol, Mstyslav Chernov regressa com uma obra visceral, íntima e arrebatadora sobre o que significa resistir

🎥 O nome Mstyslav Chernov tornou-se sinónimo de coragem documental. Depois do aclamado 20 Dias em Mariupol, vencedor do Óscar, o jornalista e cineasta ucraniano regressa com 2.000 Metros para Andriivka, uma obra que transcende o relato jornalístico e mergulha num cinema de guerra onde a proximidade emocional e física ao conflito é absoluta.

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Estreado nos cinemas dos Estados Unidos, Reino Unido e Irlanda (e já com passagem pelo Festival de Sundance), o novo documentário é uma coprodução entre a Associated Press e a Frontline (da PBS), e propõe uma abordagem inédita à guerra na Ucrânia: ver a guerra como ela é sentida por quem a vive, metro a metro, disparo a disparo.


“Podem destruir uma aldeia, mas não conseguem destruir um símbolo”

O centro desta história não é Kiev, nem Kharkiv, nem Mariupol. É Andriivka, uma pequena aldeia no oblast de Donetsk, com apenas um acesso: uma floresta de dois quilómetros transformada em campo minado e palco de uma das batalhas mais sangrentas da contraofensiva ucraniana de 2023.

Chernov integrou a 3.ª Brigada de Assalto ucraniana para filmar de dentro a reconquista da aldeia — e encontrou ali algo maior do que uma simples posição estratégica: um símbolo.

“São apenas dois quilómetros. Mas nessa floresta está contida toda a guerra”, disse o realizador em entrevista à agência Lusa.

“Podem destruir uma aldeia, mas não conseguem destruir um símbolo.”


O documentário como arma e testemunho

Com imagens captadas por drones, câmaras de capacete, dispositivos portáteis e microfones colados à pele dos soldados, 2.000 Metros para Andriivka adopta uma linguagem estética próxima da ficção científica, mas com brutalidade real.

“Há momentos em que parece um filme de ficção científica… e depois vemos um soldado arrastar-se para uma trincheira com o braço rebentado e percebemos que estamos a ver a guerra em estado puro.”

Chernov e o colega Alex Babenko captaram o medo primitivo, o ruído dos drones, os torniquetes improvisados, os olhos de quem avança sem saber se volta. E ao mesmo tempo, registaram o poder da esperança: o desejo simples e devastador de voltar a içar a bandeira da Ucrânia num solo libertado.

“Os soldados sabem que a guerra moderna também se trava nos media. Hastear uma bandeira sem que ninguém veja… qual é o impacto? Eles queriam que fosse um símbolo de esperança.”


Quando a guerra chega a casa

A aldeia fica a menos de duas horas de Kharkiv, cidade natal de Chernov. O conflito não é uma ideia abstracta para o cineasta — é pessoal. As árvores onde filmou foram as mesmas onde brincou em criança com amigos. As explosões ecoam por ruas que conhece de memória.

“É como se estes homens estivessem a lutar pela minha infância, pelas minhas memórias e vida”, confessou.

“Cada metro conquistado naquela floresta significava algo maior do que território.”


Um cinema de combate — no campo e no ecrã

2.000 Metros para Andriivka não é um documentário tradicional. É um corpo de combate em forma de filme. É uma ode à resistência, à humanidade no meio do horror, e à importância de continuar a olhar, mesmo quando o mundo parece já ter virado a cara.

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A distribuição internacional está a cargo da Dogwoof, e o filme deverá chegar a mais salas europeias nas próximas semanas. Para quem acredita que o cinema pode ser mais do que entretenimento — pode ser memória, denúncia, arte e acto de guerra — esta é uma obra incontornável.