Quando as Câmaras Rodam… Mas os Actores Não Se Podem Ver

Marlon Brando e Dennis Hopper recusaram partilhar o set em “Apocalypse Now”

Hollywood está cheia de rivalidades discretas, egos inflados e tensões criativas. Mas há casos em que o conflito ultrapassa o desconforto profissional e chega ao ponto de dois actores se recusarem a estar no mesmo espaço durante as filmagens.

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Um dos exemplos mais conhecidos envolve Marlon Brando e Dennis Hopper durante a produção de Apocalypse Now(1979), de Francis Ford Coppola.

Um Confronto de Personalidades no Meio da Selva

Marlon Brando entrou no projecto semanas depois do previsto e, segundo relatos da época, não tinha lido o romance Heart of Darkness, de Joseph Conrad, que serviu de base ao filme. Além disso, apresentou-se fisicamente despreparado para o papel, obrigando Coppola a adaptar a mise-en-scène para filmá-lo maioritariamente em close-up ou em zonas de sombra.

Dennis Hopper, que interpretava um jornalista norte-americano, tinha-se submetido — como outros membros do elenco — a intensa preparação física enquanto aguardava a chegada de Brando. Treinos de artes marciais, exercícios exigentes e leituras obrigatórias faziam parte do processo.

O conflito terá começado num jantar de trabalho. Irritado com a postura de Brando, Hopper comentou: “Aposto que nem sequer leste o livro.” Referia-se, segundo o próprio contou anos depois numa entrevista a Bob Costas, ao manual de treino militar que os actores tinham recebido. Brando, no entanto, interpretou a frase como uma crítica ao facto de não ter lido Heart of Darkness.

A reacção foi explosiva.

Uma Produção Paralisada

Brando terá abandonado o local visivelmente furioso. Hopper, por seu lado, reagiu de forma igualmente impulsiva. Segundo os relatos posteriores, a tensão prolongou-se ao longo da noite e incluiu provocações públicas.

O resultado foi uma paralisação da produção durante cerca de duas semanas, enquanto Coppola e Brando se afastaram temporariamente.

Quando regressaram, a solução encontrada foi pragmática: os dois actores nunca voltariam a estar no set ao mesmo tempo. Hopper filmaria as suas cenas; depois, Brando gravaria os planos de reacção separadamente. Embora as personagens interajam no filme, tecnicamente não partilharam o espaço de filmagem.

Um Conflito que Moldou o Filme

Apocalypse Now é hoje considerado um dos grandes clássicos do cinema americano, mas a sua produção tornou-se quase tão lendária quanto o próprio filme. Entre problemas logísticos, condições adversas e conflitos internos, a tensão entre Brando e Hopper é apenas um dos muitos episódios que marcaram as filmagens.

Curiosamente, anos mais tarde, Hopper admitiu que a separação pode ter sido para o melhor. Dadas as circunstâncias, a convivência directa poderia ter resultado num confronto físico.

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A história ilustra como, por vezes, o cinema consegue transformar caos em arte — mesmo quando os seus protagonistas mal conseguem permanecer na mesma sala.

Há 21 Anos, “Million Dollar Baby” Conquistava Hollywood — e Dividia Opiniões

O drama de Clint Eastwood venceu quatro Óscares, superou anos de bloqueio em produção e gerou um debate intenso

Foi a 27 de Fevereiro de 2005, na 77.ª edição dos Óscares, que Million Dollar Baby se afirmou como o grande vencedor da noite. O filme arrecadou quatro estatuetas: Melhor Filme, Melhor Realizador para Clint Eastwood, Melhor Actriz para Hilary Swank e Melhor Actor Secundário para Morgan Freeman. No total, somou sete nomeações, confirmando-se como um dos títulos mais marcantes do ano cinematográfico de 2004.

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Mas o caminho até à consagração esteve longe de ser simples.

Anos em “Development Hell” e um Orçamento em Risco

Antes de chegar às salas, o projecto passou anos em bloqueio. Vários estúdios recusaram avançar com o filme, mesmo depois de Clint Eastwood assumir a realização e o papel principal. Nem sequer a Warner Bros., estúdio historicamente associado ao realizador, quis comprometer-se com um orçamento de 30 milhões de dólares.

A solução surgiu através de Tom Rosenberg, da Lakeshore Entertainment, que financiou metade do orçamento e assumiu a distribuição internacional, enquanto a Warner contribuiu com a restante fatia. As filmagens decorreram em Los Angeles e nos estúdios da Warner, tendo sido concluídas em menos de 40 dias, entre Junho e Julho de 2004 — um ritmo particularmente rápido para um drama desta dimensão.

A Transformação de Hilary Swank

Clint Eastwood acreditava no talento de Hilary Swank, mas tinha reservas quanto à sua estrutura física. A actriz parecia-lhe demasiado leve para interpretar uma pugilista credível. A resposta foi um compromisso físico extremo.

Swank treinou cerca de cinco horas por dia, combinando sessões de boxe com treino de musculação, sob orientação do preparador físico Grant L. Roberts. Ganhou cerca de 8,6 quilos de músculo para o papel. Durante o processo, desenvolveu uma infecção grave provocada por uma bolha no pé, mas decidiu não informar Eastwood, por considerar que isso não seria coerente com a determinação da personagem.

O esforço traduziu-se numa interpretação intensa, que lhe valeu o segundo Óscar da carreira.

Polémica e Debate Público

No início de 2005, o desfecho do filme gerou contestação por parte de activistas ligados aos direitos das pessoas com deficiência. Organizações como o Disability Rights Education Fund criticaram aquilo que consideravam ser uma mensagem problemática sobre qualidade de vida.

Clint Eastwood respondeu sublinhando que o filme abordava o sonho americano e que as acções das personagens não representavam necessariamente a sua posição pessoal. Recordou, numa entrevista ao Los Angeles Times, que já interpretara personagens violentas no passado sem que isso significasse concordância com esses actos.

O debate público não diminuiu o impacto crítico do filme. Roger Ebert descreveu-o como um drama clássico, elogiando a clareza narrativa e o forte impacto emocional.

Um Drama Que Resiste ao Tempo

Duas décadas depois, Million Dollar Baby mantém-se como uma das obras mais respeitadas da carreira de Clint Eastwood. Entre a simplicidade formal e a intensidade emocional, o filme provou que histórias contidas, centradas em personagens, continuam a ter força numa indústria frequentemente dominada por grandes produções.

A 77.ª cerimónia dos Óscares ficará para sempre associada a essa noite em que um drama sobre perseverança, fracasso e escolhas difíceis conquistou Hollywood — depois de quase não ter chegado às salas.

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Million dollar baby pode ser visto hoje no HBO MAX em Portugal para os detentores da subscrição, está a passar no Star Channel ocasionalmente e está disponível para aluguer ou venda nas lojas da a Apple, Google e Prime Video.

“God of War”: Prime Video Revela Primeira Imagem da Série Inspirada no Jogo da PlayStation

Ryan Hurst e Callum Vinson lideram a adaptação live-action como Kratos e Atreus

A produção da série God of War já está oficialmente em curso. A Sony Pictures Television e a Amazon MGM Studios anunciaram o arranque das filmagens da aguardada adaptação para o Prime Video, revelando também a primeira imagem de Ryan Hurst e Callum Vinson caracterizados como Kratos e Atreus.

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A série live-action adapta o popular videojogo da PlayStation, ambientado na mitologia antiga, e acompanha a jornada emocional e física de pai e filho. Kratos, um guerreiro marcado pelo passado, parte com Atreus numa missão profundamente simbólica: espalhar as cinzas de Faye, esposa de Kratos e mãe de Atreus, no topo da montanha mais alta dos reinos nórdicos.

Uma Jornada Entre Deuses e Humanidade

A narrativa centra-se na relação entre Kratos e Atreus, explorando o contraste entre força e vulnerabilidade. Ao longo da viagem, Kratos tenta ensinar o filho a tornar-se um deus mais justo e consciente, enquanto Atreus desafia o pai a recuperar a sua humanidade.

A adaptação promete manter o equilíbrio entre acção épica e desenvolvimento emocional que marcou o jogo lançado pela PlayStation, considerado um dos títulos mais influentes da última década.

Elenco e Equipa Criativa

O elenco inclui Ryan Hurst como Kratos e Callum Vinson como Atreus, acompanhados por Mandy Patinkin no papel de Odin, Ed Skrein como Baldur, Max Parker como Heimdall, Ólafur Darri Ólafsson como Thor, Teresa Palmer como Sif, Alastair Duncan como Mimir, Jeff Gulka como Sindri e Danny Woodburn como Brok.

A série tem como showrunner, produtor executivo e argumentista Ronald D. Moore, conhecido pelo seu trabalho em Battlestar Galactica e Outlander. A realização dos dois primeiros episódios estará a cargo de Frederick E.O. Toye, vencedor de um Emmy, que já trabalhou em séries como ShōgunThe Boys e Fallout.

Estreia Ainda por Confirmar

Para já, não foram divulgados detalhes sobre o número de episódios nem sobre a data de estreia no Prime Video. No entanto, o anúncio do início das filmagens indica que a produção avança dentro do calendário previsto.

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Com uma base de fãs sólida e uma narrativa que conjuga mitologia, drama familiar e combate visceral, God of Warposiciona-se como uma das adaptações televisivas mais ambiciosas do universo dos videojogos.

Mega-Fusão em Hollywood: Paramount Fecha Acordo de 110 Mil Milhões e Afasta Netflix da Corrida

Warner Bros. Discovery muda de mãos e nasce um novo gigante global do entretenimento

Depois de meses de especulação e de uma disputa intensa entre alguns dos maiores protagonistas da indústria, a corrida à Warner Bros. Discovery chegou ao fim. A Paramount Global venceu a batalha e garantiu a aquisição da WBD por 110 mil milhões de dólares, num negócio que promete redesenhar o mapa do entretenimento mundial.

O acordo, que deverá ficar concluído no terceiro trimestre deste ano, prevê o pagamento de 31 dólares por cada acção da Warner Bros. Discovery. Caso a operação não esteja finalizada até 30 de Setembro, os accionistas da WBD receberão uma compensação adicional de 0,25 dólares por acção por cada trimestre de atraso até à conclusão do negócio.

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Com esta fusão, nasce uma nova empresa global de media e entretenimento com presença em mais de 200 países, combinando catálogos, estúdios, direitos desportivos e plataformas de distribuição numa escala sem precedentes.

Compromisso Reforçado com as Salas de Cinema

Num momento em que o modelo de exibição continua a ser debatido, a nova entidade assume um compromisso claro com as salas de cinema. Está prevista a produção de pelo menos 30 filmes por ano, todos com estreia garantida em grande ecrã.

A janela mínima de exibição será de 45 dias antes da passagem para vídeo a pedido (VOD), podendo estender-se até 60 ou 90 dias nos títulos de maior dimensão comercial. Trata-se de um sinal relevante para exibidores e para o mercado internacional, numa altura em que o equilíbrio entre streaming e cinema continua em redefinição.

Os estúdios manterão ainda a política de licenciamento de conteúdos a outras plataformas e continuarão a adquirir produções independentes para posterior distribuição nos mercados onde operam, incluindo França, onde as regras de cronologia de media são particularmente exigentes.

Um Portefólio com Peso Histórico

A fusão junta um catálogo impressionante: mais de 15 mil filmes e milhares de horas de séries televisivas. Entre as franquias sob o mesmo guarda-chuva passam a estar universos como Harry PotterMission: ImpossibleO Senhor dos AnéisGame of Thrones, o Universo DC, Transformers e SpongeBob SquarePants.

Para além do entretenimento ficcional, a nova empresa reunirá um vasto conjunto de direitos desportivos, incluindo NFL, Jogos Olímpicos, UFC, PGA Tour, NHL, competições universitárias da NCAA e Liga dos Campeões, consolidando uma oferta transversal que vai muito além do cinema.

Netflix Sai de Cena

O desfecho surge um dia depois de a Netflix se ter retirado oficialmente da disputa, recusando aumentar a sua proposta. A plataforma tinha apresentado inicialmente uma oferta avaliada em 27,75 dólares por acção, o que atribuía à WBD um valor total de 82,7 mil milhões de dólares, incluindo dívida.

Perante essa proposta, a Paramount avançou com uma oferta revista e, posteriormente, com uma abordagem hostil dirigida directamente aos accionistas da Warner Bros. Discovery. A estratégia acabou por prevalecer.

A disputa teve início formal a 5 de Dezembro do ano passado, quando Netflix e WBD anunciaram um acordo preliminar. Desde então, sucederam-se propostas, revisões e pressões regulatórias até à decisão final.

Um Novo Equilíbrio na Indústria

Com esta operação, consolida-se ainda mais a concentração no sector do entretenimento global. A integração de estúdios históricos, plataformas de distribuição, canais pagos e gratuitos e direitos desportivos cria um conglomerado com influência transversal em cinema, televisão e streaming.

Resta agora acompanhar o processo regulatório e perceber como esta fusão poderá impactar a concorrência, a circulação internacional de conteúdos e o futuro do modelo de distribuição cinematográfica.

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Para já, uma coisa é certa: Hollywood acaba de assistir a uma das maiores operações financeiras da sua história recente.

Demorou 12 Anos a Nascer — e Apenas 15 Dias a Ser Filmado: “Blue Moon” Chega Finalmente às Salas Portuguesas

Richard Linklater filma o ocaso de um génio num drama íntimo com Ethan Hawke nomeado ao Óscar

Há projectos que exigem tempo. Não apenas financiamento ou logística, mas maturidade. Blue Moon, o mais recente filme de Richard Linklater, estreia finalmente nas salas portuguesas depois de um percurso invulgar: levou 12 anos a amadurecer e foi filmado em apenas 15 dias.

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O argumento, assinado por Robert Kaplow, chegou às mãos de Linklater há mais de uma década. O realizador enviou-o de imediato a Ethan Hawke, mas sentiu que ainda não era o momento certo. Hawke era, nas suas palavras, “demasiado jovem e bem-parecido” para interpretar Lorenz Hart nos seus últimos dias. Em vez de recorrer a maquilhagem ou truques de caracterização, decidiu esperar. Ao longo de anos, realizaram leituras regulares do texto, afinando personagens e deixando que o tempo marcasse naturalmente o rosto do actor.

Quando finalmente avançaram para a rodagem, o processo foi fulgurante: 15 dias bastaram para filmar uma história concentrada quase inteiramente numa única noite — 31 de Março de 1943, a estreia do musical Oklahoma!.

O Génio e o Declínio

Blue Moon centra-se em Lorenz Hart, metade da lendária dupla Rodgers & Hart. Enquanto Richard Rodgers era disciplinado e metódico, Hart era um poeta brilhante, mas profundamente instável. Sofria de depressão, lutava com a sua sexualidade num tempo em que esta era clandestina e enfrentava um alcoolismo que se tornava cada vez mais devastador.

O filme acompanha o momento em que Rodgers decide avançar com Oscar Hammerstein II para criar um novo tipo de musical, em que as canções fazem avançar a narrativa — revolução que culminaria em Oklahoma!. Hart, incapaz de acompanhar essa viragem criativa, assiste à estreia como um homem deixado para trás. Pouco depois, desaparece numa espiral autodestrutiva que o levaria à morte aos 48 anos.

Linklater evita o biopic tradicional. Em vez de percorrer toda a vida do compositor, concentra-se num recorte temporal preciso, fiel ao seu gosto por narrativas contidas. Como explicou numa entrevista, trata-se de um filme sobre vulnerabilidade: “São 100 minutos em que sentimos que somos todos vulneráveis.”

Um Filme de Palavra e Presença

Rodado integralmente em estúdio, com uma recriação minuciosa do restaurante Sardi’s, em Nova Iorque, o filme respira teatro e diálogo. Andrew Scott interpreta Richard Rodgers, Margaret Qualley surge como a jovem Elizabeth Weiland e Bobby Cannavale encarna o barman Eddie, o último confidente de Hart.

Mas é Ethan Hawke quem sustenta o filme. A sua interpretação valeu-lhe nomeações ao Globo de Ouro e ao Óscar de Melhor Actor, a quinta colaboração de peso com Linklater. Hawke descreveu o papel como algo que “exige uma vida inteira para lá chegar”, uma personagem simultaneamente insegura e excessivamente confiante, genial e autodestrutiva.

Linklater optou por gravar vários momentos musicais ao vivo no set, privilegiando a crueza da interpretação sobre a perfeição técnica de estúdio. O resultado é um retrato íntimo e melancólico de um artista à beira do abismo.

De Berlim às Salas Portuguesas

Apresentado na Berlinale 2025, onde recebeu elogios consistentes, Blue Moon enfrentou inicialmente dificuldades na distribuição internacional. Em Portugal, chega agora às salas numa estreia tardia mas significativa, impulsionada pela visibilidade das nomeações de Hawke.

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O filme funciona como contraponto a Me and Orson Welles, também de Linklater. Se esse celebrava o entusiasmo juvenil da criação, Blue Moon é o filme do “depois”: quando o génio já brilhou e resta apenas o eco.

O título não é casual. “Blue Moon”, uma das canções mais célebres da dupla, simboliza algo raro e belo — mas também melancólico. Como o próprio Hart, cujo talento extraordinário foi inseparável da sua fragilidade.

Uma Estrela de Hollywood em Alvalade — e Ninguém Ficou Indiferente

Sydney Sweeney assistiu ao Sporting-Estoril num camarote e tornou-se o inesperado centro das atenções

O jogo entre Sporting e Estoril, relativo à 24.ª jornada da I Liga, teve um protagonista inesperado fora das quatro linhas. As câmaras de televisão captaram a presença de Sydney Sweeney num dos camarotes do Estádio de Alvalade, imagem que rapidamente começou a circular nas redes sociais e a gerar reacções entre adeptos e curiosos.

A actriz norte-americana, de 28 anos, assistiu à partida acompanhada pelos também actores Leo Woodall e Matthew Goode. A presença do trio surpreendeu muitos dos presentes no estádio e acabou por se tornar um dos momentos mais comentados da noite, desviando por instantes o foco da competição desportiva para o camarote onde se encontravam.

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De fenómeno televisivo a nome forte de Hollywood

Sydney Sweeney consolidou nos últimos anos um estatuto de grande visibilidade internacional. Ganhou projecção junto do público global com participações em séries de enorme impacto mediático como “Euphoria” e “The White Lotus”, afirmando-se como uma das figuras mais reconhecíveis da nova geração de actores norte-americanos.

A sua carreira tem vindo a expandir-se também no cinema, com projectos que reforçam a sua presença no grande ecrã e consolidam o seu nome junto de audiências mais vastas. Essa exposição ajuda a explicar o impacto imediato da sua aparição em Lisboa, sobretudo num contexto inesperado como um jogo da I Liga portuguesa.

Lisboa no radar internacional

A razão concreta da presença da actriz na capital portuguesa não foi oficialmente divulgada. No entanto, a visita surge num momento em que Portugal tem sido cada vez mais escolhido como destino para filmagens, eventos promocionais e estadias de figuras ligadas à indústria do entretenimento.

Lisboa, em particular, tem ganho visibilidade internacional, não apenas pelo turismo, mas também como cenário atractivo para produções estrangeiras. A presença de nomes conhecidos em eventos públicos acaba por reforçar essa percepção.

Dentro de campo, o Sporting procurava pontos importantes na luta pelo campeonato. Fora dele, porém, a noite ficou marcada por um cruzamento pouco habitual entre futebol e cultura pop. A presença de figuras internacionais em estádios portugueses não é inédita, mas continua a gerar impacto — sobretudo quando se trata de nomes associados a produções de alcance global.

Fica a curiosidade sobre se se tratou de uma visita casual ou se haverá algum contexto profissional associado à passagem por Lisboa. Para já, o certo é que Alvalade viveu um momento que uniu, ainda que por instantes, o universo do desporto ao de Hollywood.

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Três Dias, 24 Óscares e Uma Maratona de Cinema: O TVCine Prepara a Passadeira Vermelha

De “Funny Girl” a “Dune: Parte Dois”, o especial “Rumo aos Óscares” invade o TVCine Edition a 1, 8 e 15 de Março

A contagem decrescente para a cerimónia dos Óscares 2026 já começou e o TVCine Edition decidiu antecipar a festa com uma maratona dedicada aos filmes que marcaram a história da Academia. O especial “Rumo aos Óscares” decorre nos dias 1, 8 e 15 de Março, reunindo 24 filmes distinguidos com estatuetas douradas em várias categorias — da representação à realização, passando por prémios técnicos  .

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Durante três sábados, o canal transforma-se numa verdadeira sala de exibição dedicada aos grandes vencedores de diferentes décadas, cruzando clássicos intemporais com títulos recentes ainda frescos na memória do público.

1 de Março: Clássicos, Grandes Interpretações e Cinema de Culto

O primeiro dia aposta em desempenhos individuais que ficaram para a história. “Funny Girl – Uma Rapariga Endiabrada” valeu a Barbra Streisand o Óscar de Melhor Atriz, enquanto “Capote” distinguiu Philip Seymour Hoffman como Melhor Ator  . Jeremy Irons brilhou em “Reveses da Fortuna” e Dustin Hoffman arrecadou também a estatueta com “Encontro de Irmãos”.

O épico “Tempo de Glória” conquistou três Óscares, incluindo o de Melhor Ator Secundário para Denzel Washington  , e “Era Uma Vez em… Hollywood” premiou Brad Pitt na mesma categoria. A fechar a noite, “Aliens, o Recontro Final” recorda como o cinema de género também sabe conquistar a Academia.

8 de Março: Histórias Reais e Retratos de Poder

O segundo sábado destaca personagens intensas e narrativas inspiradas em factos reais. “Erin Brockovich” valeu o Óscar a Julia Roberts e “Um Sonho Possível” distinguiu Sandra Bullock  . “Assim Nasce Uma Estrela” conquistou a estatueta de Melhor Canção Original com “Shallow”.

Entre os grandes vencedores da noite está “The Departed: Entre Inimigos”, que arrecadou o Óscar de Melhor Filme, enquanto “Joker” consagrou Joaquin Phoenix como Melhor Ator  . A programação inclui ainda “20 Dias em Mariupol”, distinguido como Melhor Documentário.

15 de Março: Os Vencedores Mais Recentes

O último dia da maratona reúne alguns dos títulos mais comentados da temporada. “Flow – À Deriva” venceu o Óscar de Melhor Longa-Metragem de Animação, enquanto “Dune – Duna: Parte Dois” reforçou o domínio técnico da saga ao conquistar prémios de Som e Efeitos Visuais  .

“Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, fez história ao vencer o Óscar de Melhor Filme Internacional  , e “Conclave” destacou-se com o prémio de Melhor Argumento Adaptado. “Emilia Pérez” e “Babylon” completam uma programação que atravessa géneros e estilos, da animação ao drama político.

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Ao longo destes três dias, o TVCine Edition propõe uma viagem pela memória recente e clássica da sétima arte, celebrando filmes que resistiram ao teste do tempo e outros que acabaram de conquistar o seu lugar na história.

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A Noite Mais Esperada do Cinema Está de Volta — E Vai Poder Vê-la em Direto

A 98.ª edição dos Óscares® é transmitida no Disney+ a 15 de Março, às 23h00, com Conan O’Brien novamente como anfitrião

A contagem decrescente já começou. A 98.ª edição dos Óscares® será transmitida em direto em Portugal no próximo domingo, 15 de Março, às 23h00, através do Disney+, permitindo aos espectadores acompanhar em tempo real a cerimónia mais mediática do cinema mundial.

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Depois de anos em que o acesso à transmissão dependia de canais televisivos específicos, o streaming consolidou-se como plataforma privilegiada para assistir à gala. Pelo segundo ano consecutivo, o Disney+ assegura a emissão em território nacional, reforçando a sua posição como casa de grandes eventos ligados ao universo do entretenimento.

Conan O’Brien Regressa ao Palco

A conduzir a cerimónia estará novamente Conan O’Brien. O apresentador, argumentista e produtor, vencedor de um Emmy®, regressa como anfitrião após a recepção positiva da sua prestação anterior. Conhecido pelo humor inteligente e pela capacidade de improviso, O’Brien é uma escolha que equilibra tradição e irreverência — dois elementos fundamentais numa gala que procura manter relevância junto de diferentes gerações.

A presença de um anfitrião com experiência televisiva e sentido de ritmo é sempre determinante para o tom da noite. Entre discursos emocionados, momentos inesperados e inevitáveis referências à actualidade, a condução da cerimónia é parte essencial do espectáculo.

Uma Cerimónia Que Continua a Definir o Ano Cinematográfico

Os Óscares® continuam a ser o principal barómetro de reconhecimento na indústria cinematográfica. Para além das categorias de representação, realização e argumento, a gala distingue também áreas técnicas como montagem, fotografia, som e efeitos visuais, sublinhando o carácter colectivo da criação cinematográfica.

A transmissão em direto permite acompanhar não apenas a entrega das estatuetas, mas também a passadeira vermelha, os discursos e os momentos que marcam a narrativa mediática da temporada de prémios.

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Para os cinéfilos portugueses, a noite de 15 de Março será, mais uma vez, um encontro com o melhor — e o mais debatido — do cinema internacional.

O Regresso ao Inferno dos Açores: “Rabo de Peixe” Despede-se na Netflix a 10 de Abril

A terceira temporada promete fechar a história com tensão social, revolta e um ajuste de contas inevitável

Três anos depois de entrar na prisão, Eduardo está de volta a casa. Mas Rabo de Peixe já não é o mesmo lugar. A terceira e última temporada da série portuguesa estreia a 10 de Abril na Netflix e promete um desfecho intenso para uma das produções nacionais mais vistas da plataforma.

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Interpretado por José Condessa, Eduardo regressa a uma comunidade transformada. A vila açoriana enfrenta agora novos interesses económicos e políticos que ameaçam expulsar famílias, pôr fim à pesca tradicional e alterar de forma irreversível o equilíbrio social da ilha. O cenário é de tensão crescente — e de revolta contida.

“Justiça da Noite”: Resistência ou Radicalização?

Unidos por uma amizade que resistiu ao tempo e às circunstâncias, os quatro protagonistas decidem criar a “Justiça da Noite”, um movimento clandestino que opera nas sombras com o objectivo de devolver poder à comunidade. A ideia é simples: proteger os seus, travar abusos e enfrentar quem tenta silenciar a população.

Mas como a própria premissa sugere, a linha entre resistência legítima e violência começa a esbater-se. A temporada coloca uma questão central: quando a justiça se faz fora da lei, quem paga as consequências? A tensão moral deverá assumir um papel determinante na recta final da narrativa.

Desde a primeira temporada, a série destacou-se pela forma como combinou thriller, drama social e identidade regional, trazendo para o centro do ecrã uma realidade raramente explorada na ficção portuguesa. Esta última fase promete elevar os conflitos pessoais e colectivos a um novo patamar.

Uma Produção Nacional com Ambição Internacional

“Rabo de Peixe” é produzida pela Ukbar Filmes e pela RB Filmes. A série foi criada por Augusto Fraga, que assina também a realização desta temporada ao lado de Patrícia Sequeira. O argumento é da autoria de Augusto Fraga, Hugo Gonçalves e Tiago R. Santos.

Ao longo das suas temporadas, a produção afirmou-se como um dos maiores sucessos internacionais do audiovisual português, alcançando públicos fora de Portugal e consolidando o investimento da Netflix em ficção nacional.

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Com estreia marcada para 10 de Abril, a terceira temporada encerra a história prometendo um final em grande estilo — e, tudo indica, sem concessões fáceis.

Cansado da Big Tech? Há Alternativas — E o Cinema Europeu Pode Ganhar com Isso

Da Google à Amazon, passando pela Apple e Meta: porque é que a dependência tecnológica também afecta o futuro do audiovisual

Falamos muitas vezes de streaming, de bilheteiras e de Hollywood. Mas raramente paramos para pensar numa questão estrutural: quem controla a infraestrutura digital onde o cinema hoje vive? Motores de busca, sistemas operativos, cloud, redes sociais, lojas de aplicações, inteligência artificial — um punhado de gigantes norte-americanos domina quase tudo. E essa concentração de poder não é apenas um tema tecnológico. É também cultural.

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Google, Apple, Amazon, Meta e Microsoft tornaram-se intermediários quase obrigatórios na distribuição, promoção e monetização de conteúdos audiovisuais. Controlam os algoritmos que decidem o que vemos, as plataformas onde os trailers circulam, os sistemas de pagamento, os dados dos utilizadores e até as ferramentas de produção baseadas em inteligência artificial. A indústria do cinema depende delas mais do que gosta de admitir.

Nos últimos anos, críticas à chamada “enshittificação” — termo popularizado pelo escritor Cory Doctorow para descrever a degradação progressiva de plataformas digitais em favor da rentabilização agressiva — tornaram-se comuns. Motores de busca menos fiáveis, redes sociais saturadas de conteúdos patrocinados, algoritmos opacos que privilegiam retenção em vez de qualidade. Tudo isto tem impacto directo na forma como o cinema é descoberto e consumido.

A Europa Procura Autonomia — E o Cinema Pode Beneficiar

Na Europa, cresce a consciência de que depender quase exclusivamente de infraestruturas digitais norte-americanas é um risco estratégico. Não apenas económico, mas também cultural. Quando plataformas e serviços estão sujeitos a decisões políticas externas ou a interesses corporativos globais, a soberania tecnológica passa a ser um tema inevitável.

Há alternativas. No campo dos motores de busca, surgem soluções europeias focadas em privacidade e sustentabilidade. No email e cloud, serviços sediados na Suíça, Alemanha ou França apostam em encriptação e menor exploração de dados. Em software de produtividade, soluções open source como LibreOffice estão a ganhar terreno em administrações públicas. E no domínio da inteligência artificial, empresas como a francesa Mistral apresentam-se como resposta europeia ao domínio da OpenAI ou da Google.

Isto pode parecer distante do cinema, mas não é. A IA já está a entrar nos processos de escrita, pós-produção e marketing. A cloud é essencial para armazenamento e distribuição. As redes sociais são decisivas para a promoção de filmes. E os sistemas operativos móveis controlam as lojas de apps onde plataformas de streaming operam — cobrando comissões significativas.

Quanto mais diversificado for o ecossistema tecnológico, maior será a margem de manobra para produtores independentes, festivais e distribuidores europeus.

E o Público? Também Tem Poder

Há uma dimensão individual nesta discussão. Escolher motores de busca mais éticos, navegadores focados em privacidade ou lojas alternativas não é apenas uma decisão ideológica — é também uma forma de reduzir a concentração de dados nas mesmas empresas que dominam o entretenimento global.

No universo do streaming, por exemplo, a dependência de lojas de aplicações controladas por Apple e Google significa que parte significativa das receitas de plataformas passa por esses intermediários. A discussão sobre taxas, comissões e regulação tem impacto directo nos modelos de negócio das plataformas de cinema e séries.

Nada disto implica abandonar tecnologia ou regressar a uma era pré-digital. Significa, antes, reconhecer que o cinema contemporâneo não vive isolado das grandes infraestruturas tecnológicas. A batalha pela diversidade cultural passa também pela diversidade digital.

Num momento em que a inteligência artificial, os algoritmos e as plataformas moldam o que vemos e como vemos, a questão já não é apenas “que filmes estão a ser feitos?”. É também “quem controla as ferramentas que determinam quais chegam até nós?”.

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E essa é uma discussão que o mundo do cinema não pode ignorar.

A Verdade Por Trás de “Indiana Jones e o Marcador do Destino”: Porque Spielberg Saiu e Mangold Mudou Tudo

A despedida de Harrison Ford foi pensada como um “pôr-do-sol” para o herói

Quando Steven Spielberg anunciou, em Fevereiro de 2020, que deixaria a realização de Indiana Jones e o Marcador do Destino (2023), muitos fãs ficaram surpreendidos. Afinal, era a primeira vez que outro cineasta assumia a saga desde o seu início em 1981. A decisão, porém, foi estratégica: Spielberg quis entregar a série a uma nova voz criativa, capaz de trazer uma perspectiva diferente ao universo do arqueólogo mais famoso do cinema.

O escolhido foi James Mangold, confirmado em Maio de 2020. A ligação entre o realizador e Harrison Ford já existia. Mangold tinha anteriormente oferecido ao actor um papel em Ford v Ferrari (2019), e ambos colaboraram em The Call of the Wild (2020), produzido por Mangold. Segundo vários relatos, terá sido o próprio Ford a sugerir o nome do realizador a Spielberg e à produtora Kathleen Kennedy.

Mangold tornou-se assim o primeiro realizador, além de Spielberg, a comandar um filme da saga.

Um Calendário Apertado e um Imprevisto Decisivo

Apesar do prestígio do convite, Mangold quase recusou o projecto. O estúdio pretendia iniciar as filmagens num prazo de apenas seis meses, com o objectivo de cumprir uma data de estreia em 2021. O realizador considerava esse calendário insuficiente para desenvolver um argumento sólido.

Foi a pandemia de COVID-19 que acabou por alterar o rumo dos acontecimentos. Os atrasos globais na produção cinematográfica adiaram o quinto filme de Indiana Jones e também o projecto seguinte de Mangold, a biografia musical A Complete Unknown (2024). Esse adiamento acabou por lhe conceder o tempo necessário para trabalhar o guião com maior profundidade.

Envelhecer Como Parte da História

Uma das principais preocupações de Mangold e de Harrison Ford prendia-se com a abordagem à idade da personagem. Ambos sentiram que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008) não explorara suficientemente o facto de Indy já não ser o herói jovem das décadas anteriores. Existiam referências humorísticas à idade, mas o tema não era verdadeiramente integrado na narrativa.

Para Mangold, ignorar essa realidade seria um erro. Em entrevistas, explicou que quis transformar o filme numa história sobre um herói no ocaso da sua jornada. Em vez de contornar o envelhecimento, decidiu enfrentá-lo frontalmente. Para o realizador, a vulnerabilidade da personagem deveria ser assumida como elemento central da narrativa.

Tempo, Mudança e Relações Familiares

Mais do que um filme sobre envelhecer, Indiana Jones e o Marcador do Destino foi concebido como uma reflexão sobre o tempo — a forma como ele transforma pessoas, sociedades e relações. O mundo mudou, e Indy tem de encontrar o seu lugar numa nova era.

Segundo Mangold e Ford, o filme aborda também a dinâmica familiar e o legado, acrescentando uma dimensão emocional à habitual aventura arqueológica.

Se a despedida agradou a todos é outra questão. A recepção dividiu opiniões, como acontece frequentemente com capítulos finais de grandes franquias. No entanto, uma coisa é clara: este quinto filme não tentou fingir que o tempo tinha parado.

Pelo contrário, fez dele o seu tema central — e talvez a sua maior aposta narrativa.

Ghostface Está de Volta — E Desta Vez a Ameaça é Pessoal

“Gritos 7” estreia hoje nos cinemas portugueses com Neve Campbell novamente no centro do pesadelo

O telefone volta a tocar. E quando isso acontece, ninguém está seguro. Gritos 7 estreia hoje nas salas portuguesas, inaugurando um novo capítulo da saga que redefiniu o terror contemporâneo e que, pela primeira vez, pode ser visto também em formato IMAX®  .

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O regresso mais aguardado é o de Neve Campbell, que volta a vestir a pele de Sidney Prescott. Depois de anos a tentar construir uma vida tranquila longe da violência que marcou o seu passado, Sidney vê-se novamente confrontada com o ressurgimento de Ghostface. Mas desta vez o perigo é ainda mais íntimo: a sua filha, interpretada por Isabel May, torna-se o novo alvo do assassino  .

Um Novo Capítulo Sob o Olhar de Kevin Williamson

A realização está a cargo de Kevin Williamson, criador da saga e responsável pelo argumento em conjunto com Guy Busick  . O regresso de Williamson atrás das câmaras reforça a ligação às origens, num filme que promete honrar o legado da série enquanto introduz novas personagens e reviravoltas.

Além de Neve Campbell e Isabel May, o elenco inclui Courteney Cox, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Anna Camp, Joel McHale, McKenna Grace e Celeste O’Connor, entre outros  . A mistura entre rostos clássicos e novos elementos tem sido uma das marcas da fase mais recente da franquia.

Tecnologia, IMAX® e Uma Experiência Digital Global

A estreia assinala também uma novidade tecnológica: é a primeira vez que um filme da saga é exibido em IMAX®  , prometendo uma experiência mais imersiva para os fãs do terror.

Paralelamente, foi estabelecida uma parceria global entre a Meta AI e a Paramount Pictures para promover o lançamento do filme através de uma activação digital que permite aos utilizadores criar vídeos personalizados inspirados no universo de Ghostface  . A iniciativa aposta na inteligência artificial generativa como forma de envolver novas audiências e potenciar a presença do filme nas redes sociais.

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A História Continua

A sinopse coloca Sidney novamente frente a frente com os fantasmas do passado. Quando um novo Ghostface surge na cidade onde construiu uma nova vida, a protagonista é forçada a enfrentar, mais uma vez, a violência que a perseguiu durante décadas — agora com a responsabilidade de proteger a própria filha  .

Distribuído pela NOS Audiovisuais, Gritos 7 já está em exibição nos cinemas portugueses, incluindo formatos IMAX®, 4DX, ScreenX e D-BOX  . O terror regressa às salas — e desta vez promete ser ainda mais pessoal.

Uma Assassina em Fuga e um Elenco de Luxo: “Ava” Passa Hoje no Cinemundo

Thriller de acção com Jessica Chastain e Colin Farrell marca o fecho do especial dedicado ao actor irlandês

Há filmes de acção que vivem apenas das explosões. E há outros que tentam ir um pouco mais fundo na psicologia das suas personagens. Ava pertence à segunda categoria. O thriller realizado por Tate Taylor é exibido hoje, 27 de Fevereiro, às 20h20, no Canal Cinemundo, encerrando o ciclo “Estrela do Mês: Colin Farrell”  .

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Lançado em 2020, Ava coloca no centro da narrativa uma assassina profissional altamente treinada que começa a questionar as missões que lhe são atribuídas. Jessica Chastain interpreta a protagonista, uma operativa de uma organização secreta que viaja pelo mundo eliminando alvos de alto risco. No entanto, ao começar a interrogar os motivos por detrás das ordens que recebe, passa de caçadora a alvo.

O filme constrói-se sobre essa inversão de papéis. A protagonista, marcada por um passado conturbado e por relações familiares por resolver, regressa à sua cidade natal enquanto tenta sobreviver a uma perseguição implacável. O conflito não é apenas físico — é também moral e emocional.

Um Confronto de Estrelas

O elenco é um dos trunfos evidentes da produção. Além de Jessica Chastain, o filme conta com Colin Farrell, John Malkovich e Geena Davis. Farrell assume o papel de um elemento da organização que representa a ameaça mais directa à sobrevivência de Ava, num registo frio e calculista.

John Malkovich interpreta Duke, mentor da protagonista, funcionando como a sua ligação mais humana dentro de um universo onde a lealdade é frágil. Já Geena Davis surge como figura central no núcleo familiar de Ava, reforçando a dimensão dramática da história.

Acção com Peso Emocional

Embora inclua sequências de combate e perseguições coreografadas com energia, Ava procura diferenciar-se através da exploração do desgaste psicológico da protagonista. A dependência química, os conflitos familiares e a sensação de isolamento são elementos que atravessam o argumento.

O realizador Tate Taylor, conhecido por trabalhos anteriores em géneros distintos, aposta aqui numa narrativa mais intimista dentro da estrutura tradicional do thriller de espionagem.

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Hoje às 20h20 no Cinemundo

A exibição desta noite marca o encerramento do ciclo dedicado a Colin Farrell no Canal Cinemundo durante o mês de Fevereiro  . Uma oportunidade para rever um thriller que combina tensão, drama pessoal e um elenco de nomes reconhecidos.

O Mundo em Alerta no Porto: Fantasporto 2026 Promete Uma Edição de Confronto com o Presente e o Futuro

Guerra, Inteligência Artificial e Migrações dominam a 46ª edição do Festival Internacional de Cinema do Porto

O Fantasporto regressa em 2026 para a sua 46ª edição com um programa que volta a afirmar o festival como um dos grandes palcos internacionais do cinema de vanguarda. Com 73 países a enviarem filmes para selecção e mais de mil obras analisadas, a programação final integra produções de 29 países, distribuídas por várias secções competitivas e paralelas, confirmando o alcance global do certame  .

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A abertura oficial, a 27 de Fevereiro, no Batalha, ficará a cargo da super-produção japonesa “Suzuki=Bakudan”, de Akira Naguai, que já ultrapassou os 20 milhões de yens de receita no Japão. O encerramento será feito com o filme finlandês “After Us, The Flood”, de Arto Halonen, uma reflexão sobre o impacto das decisões actuais no futuro do planeta, recorrendo a uma narrativa que envolve viagens no tempo  .

A edição deste ano volta a colocar no centro da programação os grandes temas contemporâneos. A Guerra e a Inteligência Artificial assumem papel dominante, numa linha de continuidade com a reflexão iniciada em 2025. Entre os títulos destacados encontra-se “Post Truth”, de Alkan Avcioglu, que questiona o poder dos algoritmos e a manipulação digital da informação  .

A ficção científica surge como território privilegiado para pensar o amanhã. “Futuro, Futuro”, do brasileiro Davi Pretto, aborda desigualdades sociais extremadas, enquanto o chinês “Journey to No End” imagina um mundo virtual obrigatório aos 40 anos como resposta à solidão. Já “Skeleton Girls, a Kidnapped Society”, da Austrália, cruza especulação imobiliária e crítica mediática num registo de “punk thriller”  .

O festival mantém também o seu ADN fantástico, com a Competição Oficial de Cinema Fantástico a integrar títulos como “The Curse”, “Gaua”, “Lenore” ou “Under Your Feet (Bajo Tus Piés)”, confirmando a vitalidade do género e o peso crescente do cinema espanhol e asiático na produção europeia e mundial  .

Entre as longas da Semana dos Realizadores destacam-se “Cativos”, de Luís Alves, o único filme português em competição nesta secção, “Papa Buka”, do indiano Dr. Biju Damodaran, e “Don’t Call Me Mama”, da norueguesa Nina Knag  .

A presença portuguesa é reforçada no Prémio de Cinema Português, que inclui longas e curtas-metragens, bem como uma competição dedicada às Escolas de Cinema, envolvendo sete instituições de ensino superior  .

Em paralelo, regressam as Movie Talks, que em 2026 centram o debate nas transformações da indústria cinematográfica e nas condições de produção num sector impactado pelos avanços tecnológicos. As conferências decorrem no Bar do Batalha, com entrada livre  .

A programação inclui ainda uma retrospectiva dedicada ao cinema contemporâneo da Noruega, organizada em colaboração com o Norwegian Film Institute, reforçando o compromisso do Fantasporto com a descoberta de cinematografias emergentes  .

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Com dezenas de antestreias mundiais, internacionais e europeias, convidados de vários continentes e um alinhamento que cruza ficção científica, horror, drama histórico e reflexão social, o Fantasporto 2026 reafirma-se como um festival atento às convulsões do presente e às interrogações do futuro  .

Ainda Há Quem Se Atire Contra Touros e Explosões: “Jackass Para Sempre” Está de Volta ao TVCine

Johnny Knoxville reúne os suspeitos do costume (e novos reforços) para mais uma dose de caos absoluto

Há franquias que evoluem. Outras reinventam-se. E depois há Jackass, que simplesmente continua a fazer exactamente aquilo que sempre fez — mas com mais dores, mais hematomas e, estranhamente, ainda mais entusiasmo. Jackass Para Sempre estreia na televisão portuguesa no domingo, 1 de Março, às 22h00, no TVCine Top e no TVCine+, recuperando o espírito anárquico que transformou o grupo num fenómeno mundial  .

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Neste quarto filme principal da saga, Johnny Knoxville volta a assumir a liderança de uma equipa que parece não reconhecer o conceito de autopreservação. Ao lado de veteranos como Steve-O e Chris Pontius, surgem novos elementos que injectam energia fresca numa fórmula que vive do risco, da imprevisibilidade e de uma relação quase científica com o disparate.

A estrutura mantém-se fiel ao ADN da marca: acrobacias absurdas, experiências físicas levadas ao limite, encontros pouco aconselháveis com animais e engenhocas concebidas com um único objectivo — falhar de forma espectacular  . O resultado é uma sucessão de momentos que oscilam entre o desconfortável e o hilariante, sempre com a consciência de que ninguém ali está a fingir.

O universo Jackass nasceu como série televisiva na MTV no início dos anos 2000 e rapidamente ultrapassou o pequeno ecrã, tornando-se um caso raro de sucesso comercial sustentado no cinema. Ao longo dos anos, a equipa construiu um estatuto de culto, incluindo o spin-off Jackass Apresenta: O Avô Descarado, que provou que a marca conseguia expandir-se sem perder identidade  .

Em Jackass Para Sempre, há também uma dimensão inevitável: o tempo passou. Os protagonistas já não têm vinte anos, e isso acrescenta uma camada curiosa ao espectáculo. A resistência física pode não ser a mesma, mas a disposição para arriscar permanece intacta. É precisamente essa combinação entre nostalgia e persistência que sustenta o filme.

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A estreia televisiva acontece no domingo, 1 de Março, às 22h00, no TVCine Top, com disponibilidade também no TVCine+  . Para quem acompanha a saga desde os tempos da MTV ou para quem apenas procura uma noite de humor físico levado ao extremo, esta é uma oportunidade para revisitar um fenómeno que nunca teve pretensões de ser elegante — apenas eficaz.

Silêncio, Maternidade e Resistência: O Filme Espanhol Que Conquistou Berlim Chega ao TVCine

“Surda” estreia a 28 de Fevereiro e propõe um olhar íntimo sobre a surdez e a construção de uma família

Há filmes que falam alto sem levantar a voz. Surda, da realizadora espanhola Eva Libertad, é um desses casos. A longa-metragem, distinguida no Festival de Cinema de Berlim, estreia na televisão portuguesa no dia 28 de Fevereiro, às 22h00, no TVCine Edition e no TVCine+.

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O filme acompanha Ángela, uma mulher surda que se prepara para ser mãe ao lado do marido, Héctor. A chegada da filha — uma bebé ouvinte — desencadeia um conjunto de inquietações que ultrapassam a felicidade do nascimento. Ángela confronta-se com receios profundos: será capaz de comunicar plenamente com a filha? Conseguirá criar um vínculo forte num mundo concebido maioritariamente para ouvintes?

A narrativa centra-se precisamente nessa tensão entre pertença e exclusão. Héctor apoia a companheira, mas nem sempre compreende totalmente a sua experiência sensorial e emocional. Ao mesmo tempo, surgem pressões externas, médicas e sociais, que apontam para a necessidade de “normalizar” a criança. A maternidade transforma-se, assim, num campo onde se cruzam expectativas, preconceitos e afectos.

Eva Libertad opta por um registo contido e naturalista, evitando dramatizações excessivas. O foco está na intimidade das personagens e na forma como constroem um “idioma familiar” próprio. Mais do que um drama sobre deficiência auditiva, Surda é uma reflexão sobre comunicação, identidade e adaptação — sobre o modo como cada família inventa a sua própria linguagem.

A interpretação de Miriam Garlo, actriz surda e figura relevante do cinema inclusivo espanhol, é central para a autenticidade do projecto. Ao seu lado, Álvaro Cervantes compõe um retrato convincente de um companheiro dividido entre apoio, incompreensão e aprendizagem.

O reconhecimento internacional não tardou. O filme integrou a secção Panorama do Festival de Cinema de Berlim em 2025, onde recebeu o Prémio do Público e o C.I.C.A.E. Award. Também foi distinguido com vários galardões no Festival de Málaga, consolidando-se como uma das obras espanholas mais relevantes do ano.

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Surda chega agora ao público português como uma proposta que alia sensibilidade e rigor, abordando a surdez sem paternalismo e explorando as dinâmicas familiares com subtileza. Uma estreia que merece atenção no panorama televisivo nacional.

Facadas nos Bastidores: A Queda e o Regresso de “Scream 7” ao Topo


Demissões polémicas, reescrita milionária e um cachet de 7 milhões para Neve Campbell marcam o novo capítulo

Quando Ghostface regressar aos cinemas, tudo indica que o fará em grande estilo. Scream 7 está a ser apontado para uma estreia entre 45 e 50 milhões de dólares na América do Norte — números que poderão representar a melhor abertura da longa saga de terror iniciada em 1996.

Mas o caminho até aqui esteve longe de ser tranquilo. Entre despedimentos polémicos, saídas de peso no elenco e uma reescrita significativa do argumento, o sétimo capítulo da franquia passou por uma verdadeira montanha-russa nos bastidores.

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Uma Demissão Que Abalou a Produção

No final de 2023, Melissa Barrera, protagonista do reboot de 2022 e de Scream VI, foi afastada do projecto pela Spyglass devido a publicações nas redes sociais consideradas anti-semitas pela produtora. A decisão gerou reacções intensas entre fãs e dividiu opiniões online.

Pouco depois, Jenna Ortega anunciou que não regressaria para o novo filme, alegando conflitos de agenda com a série Wednesday. A saída das duas actrizes — que tinham assumido o protagonismo nos capítulos mais recentes — deixou o projecto num impasse criativo.

Como se não bastasse, o realizador inicialmente associado ao filme, Christopher Landon, abandonou a produção após receber ameaças online relacionadas com a polémica.

Recomeçar do Zero (Quase)

Perante o cenário turbulento, os produtores recorreram a um veterano da casa: Kevin Williamson, argumentista do filme original, assumiu a realização. Em conjunto com Guy Busick, trabalhou numa reconfiguração substancial do guião, processo que terá custado cerca de 500 mil dólares.

A mudança foi necessária porque as personagens de Barrera e Ortega eram centrais na narrativa anterior, sobretudo após a ausência de Neve Campbell em “Scream VI”, motivada por divergências salariais.

O Regresso de Sidney Prescott — e um Cachet de Peso

Sem Ortega no elenco, a Paramount e a Spyglass sabiam que precisavam de um trunfo forte para manter o interesse do público. Esse trunfo chama-se Sidney Prescott.

Neve Campbell regressa à saga com um acordo que ronda os 7 milhões de dólares — um valor significativo para o género de terror. Já Courteney Cox, presença constante desde o original de Scream, terá assegurado cerca de 2 milhões.

A aposta na nostalgia é clara. Tal como Jamie Lee Curtis se tornou sinónimo de “Halloween”, Campbell continua a ser vista como o coração da saga “Scream”.

Orçamento em Alta, Expectativas Também

O orçamento de “Scream 7” terá subido para 45 milhões de dólares, acima dos 35 milhões do capítulo anterior, em parte devido a atrasos e ao aumento geral dos custos de produção. Ainda assim, o desempenho robusto de “Scream VI” — que arrecadou 161 milhões globalmente — reforçou a confiança do estúdio.

Apesar das polémicas, analistas acreditam que a curiosidade em torno das mudanças e o regresso de personagens clássicas estão a alimentar o interesse do público. O pêndulo, que parecia inclinar-se para a incerteza, começa agora a oscilar a favor da expectativa.

E, ao que tudo indica, Ghostface poderá não ficar por aqui. Fontes próximas da produção sugerem que planos para um oitavo filme já estarão em cima da mesa.

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Para já, os sobreviventes que se preparem. A máscara branca e a lâmina afiada continuam prontas para mais um reinado de terror.

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“The Man in the High Castle”, com Rufus Sewell, imagina um mundo onde o Eixo venceu a Segunda Guerra Mundial

E se os Aliados tivessem perdido a Segunda Guerra Mundial? É essa a pergunta inquietante que está no centro de The Man in the High Castle, a aclamada série de história alternativa que chega à Netflix a 11 de Março.

Estreada originalmente em 2015, a produção adapta o romance homónimo de Philip K. Dick e constrói uma realidade distópica onde os Estados Unidos foram divididos entre o Reich nazi e o Império Japonês. Ao longo de quatro temporadas, a série explorou resistência, propaganda, lealdade e identidade num mundo profundamente transformado.

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Um Ponto de Partida Assustadoramente Plausível

Criada por Frank Spotnitz — conhecido pelo seu trabalho em The X-Files e pelas séries históricas Medici e Leonardo — a narrativa arranca com um acontecimento crucial: o assassinato do presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt em 1933. Esse evento desencadeia uma cadeia de acontecimentos que culmina na vitória do Eixo na Segunda Guerra Mundial.

Produzida executivamente por Spotnitz e por Ridley Scott, a série apresenta uma América ocupada, onde Nova Iorque está sob controlo nazi e São Francisco integra a esfera japonesa.

Um Elenco de Peso Num Mundo Oprimido

Rufus Sewell lidera o elenco como John Smith, um americano que se junta ao Reich e investiga movimentos de resistência em Nova Iorque. A sua personagem é uma das mais complexas da série, dividida entre dever, ambição e consciência moral.

Alexa Davalos interpreta Juliana Crain, residente em São Francisco sob domínio japonês, que acaba por envolver-se na rebelião liderada pela misteriosa figura do “Homem no Castelo Alto”, personagem associada a Stephen Root.

O elenco inclui ainda Rupert Evans, Bella Heathcote, DJ Qualls, Joel de la Fuente, Cary-Hiroyuki Tagawa, Chelah Horsdal, Jason O’Mara e Rick Worthy.

Recepção Crítica e Evolução

A série mantém uma média de 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. A primeira temporada alcançou o selo “Certified Fresh”, com 95% de aprovação, sendo descrita como “ambiciosa e inteligente” e “diferente de tudo o que se vê na televisão”.

Embora a segunda temporada tenha registado uma descida nas avaliações — actualmente nos 62% — a quarta e última temporada recuperou o fôlego crítico, atingindo 92%.

Um Clássico Moderno da Distopia

“The Man in the High Castle” consolidou-se como uma das produções mais marcantes da televisão da última década no campo da ficção especulativa. Ao conjugar intriga política, drama humano e uma atmosfera opressiva, constrói um retrato perturbador de um mundo alternativo que ecoa medos bem reais.

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A partir de 11 de Março, os subscritores da Netflix poderão revisitar — ou descobrir pela primeira vez — esta visão sombria de uma América que nunca existiu… mas que poderia ter existido.

“Não Fazia Ideia Quem Ela Era”: Actor de 83 Anos Surpreende em Vídeo de Taylor Swift

Barrie Reynolds participa em “Opalite” mas só descobriu a dimensão da estrela depois

Um dos rostos inesperados no mais recente videoclipe de Taylor Swift revelou que, até ao dia das filmagens, não fazia ideia de quem era a cantora. Barrie Reynolds, de 83 anos, natural de Capel-le-Ferne, em Kent, participa no vídeo de “Opalite”, o segundo single do álbum The Life Of A Showgirl, mas garante que só percebeu a dimensão da artista depois de ler sobre a sua digressão no jornal.

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“Receio não fazer ideia de quem ela era”, contou à BBC Radio Kent, recordando a reacção incrédula das netas, Millie e Francesca, quando souberam que o avô iria aparecer num vídeo de uma das maiores estrelas do planeta

De Kent para um Set em Londres

Reynolds actua regularmente com o grupo St Nicholas Players, em Ringwold, mas foi através de uma agência de representação que surgiu o convite para o projecto. Recebeu instruções para estar no norte de Londres às 07h00 — e como não havia comboios disponíveis, a produção enviou-lhe um táxi.

No final das filmagens, conseguiu tirar uma fotografia com a cantora. E não resistiu a uma brincadeira: chamou-lhe “Niftie Swiftie”, numa alusão bem-humorada à agilidade da artista enquanto dançava.

Um Vídeo Surreal com Toque Oitocentista

“Opalite” apresenta uma estética surreal inspirada nos anos 80. A narrativa acompanha uma mulher solitária que utiliza um spray mágico para transformar a sua vida e encontrar romance — papel interpretado por Domhnall Gleeson. A história culmina numa competição de dança, onde Reynolds surge como um dos jurados.

Apesar de ter atribuído à cantora uma pontuação de zero na competição fictícia, Reynolds descreveu a música como “muito cativante” e elogiou Swift pela simpatia e disponibilidade para conversar com todos os envolvidos. Ainda assim, notou que “a segurança era muito apertada”.

O vídeo reúne também Lewis Capaldi e o apresentador Graham Norton, que participaram com Swift no programa The Graham Norton Show em Outubro. Inclui ainda uma breve narração de Cillian Murphy.

Um Sucesso Confirmado

“Opalite” é o segundo single do 12.º álbum de Taylor Swift, The Life Of A Showgirl, que foi o disco mais vendido no Reino Unido no último ano. Parte das filmagens decorreu no Whitgift Centre, em Croydon.

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Para Barrie Reynolds, a experiência foi sobretudo uma aventura inesperada — e uma história que certamente ficará para contar nas próximas reuniões familiares.

“Um Aspirante a Rei Tresloucado”: Late Night Arrasa Discurso de Trump

Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Seth Meyers reagiram ao mais longo “State of the Union” de sempre

O discurso do Estado da União de Donald Trump — com 107 minutos, o mais longo de sempre — dominou os monólogos dos principais programas de late night norte-americanos. Entre ironias, sarcasmo e críticas mordazes, apresentadores como Jimmy Kimmel, Stephen Colbert e Seth Meyers não pouparam comentários à intervenção presidencial, marcada por divisões políticas e afirmações controversas.

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Jimmy Kimmel: “Que discurso… não foi”

No Jimmy Kimmel Live!, o anfitrião classificou a intervenção como errática e excessivamente longa. “Quando se divaga incoerentemente durante duas horas, isso continua a ser um discurso ou passa a ser outra coisa?”, questionou, com o seu habitual tom satírico.

Kimmel destacou o que considerou ser o tom divisivo da mensagem, referindo que o Presidente voltou a atacar opositores políticos e a vangloriar-se de medidas polémicas. No final do monólogo, deixou uma avaliação directa: “Temos um aspirante a rei tresloucado”, disse, criticando aquilo que entende ser uma tendência para silenciar opiniões divergentes e favorecer interesses económicos específicos.

O apresentador também comentou o contraste com administrações anteriores, numa comparação que arrancou risos do público em estúdio.

Stephen Colbert: “Se tens de dizer que és respeitado…”

Já Stephen Colbert, no The Late Show, gravado em directo após o discurso, centrou-se no tema oficial anunciado pela Casa Branca — “América aos 250: Forte, Próspera e Respeitada”. Para o humorista, o simples facto de sublinhar essas qualidades revelaria insegurança. “Se tens de dizer que és forte e respeitado, talvez não sejas assim tanto”, ironizou.

Colbert citou ainda uma sondagem recente da CNN que aponta para uma taxa de aprovação de 36% entre adultos, utilizando o dado como ponto de partida para questionar a eficácia política da mensagem presidencial. Segundo o apresentador, o discurso repetiu ideias já conhecidas e dificilmente conquistará eleitores desencantados com o clima de polarização.

Seth Meyers: Fact-check antecipado

No Late Night, Seth Meyers, cujo programa foi gravado antes da intervenção, antecipou-se com humor às declarações do Presidente. “Não és capaz de ser breve”, comentou, sugerindo que até um haiku teria intervalo pelo meio.

Meyers também respondeu a uma queixa recorrente de Trump — a de não receber crédito pelas suas conquistas — com uma piada sobre uma hipotética cura para o cancro. O comentário arrancou gargalhadas, mantendo a tradição do programa de combinar sátira política com referências culturais.

The Daily Show: Kristi Noem sob fogo

No The Daily Show, Desi Lydic desviou a atenção do discurso para outra polémica política: alegações de que a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, terá utilizado recursos públicos para deslocações associadas a uma alegada relação pessoal. Tanto Noem como Corey Lewandowski negaram as acusações.

Lydic explorou o tema em tom satírico, questionando a utilização de um avião de luxo avaliado em 70 milhões de dólares para viagens oficiais. Segundo reportagens citadas no programa, o aparelho terá sido justificado como necessário para voos de deportação.

Mudança Radical no Universo “Tulsa King”: Série com Samuel L. Jackson Ganha Novo Nome e Novo Estado

O discurso presidencial poderá ter batido recordes de duração, mas, no universo do late night, a verdadeira maratona foi de comentários críticos. Como é habitual, a comédia política norte-americana voltou a servir de barómetro para o clima polarizado que marca o debate público nos Estados Unidos.