Bill Burr defende atuação no polémico Festival de Comédia de Riade 🎤🇸🇦

“Uma das três melhores experiências da minha vida”

O comediante norte-americano Bill Burr partilhou no seu podcast detalhes da sua participação no Riyadh Comedy Festival, na Arábia Saudita, evento que foi promovido como o maior festival de comédia do mundo. Burr, que dividiu palco com nomes como Dave Chappelle, Louis C.K. e Kevin Hart, descreveu a experiência como “inesquecível”, afirmando que o público local “queria comédia verdadeira” e que o ambiente foi surpreendentemente acolhedor.

“Definitivamente, está no top 3 das melhores experiências que já tive. Acho que vai trazer coisas muito positivas”, disse Burr.

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Do nervosismo à descoberta

Antes de subir ao palco em Riade, Burr testou o material com uma atuação em Bahrain, país vizinho mais liberal, onde confessou ter chegado ansioso. A experiência, contudo, foi tranquila, e o humorista notou que as pessoas “são como nós: querem rir, querem divertir-se”.

Ao chegar à Arábia Saudita, admitiu ter carregado estereótipos sobre a região, mas acabou surpreendido pela forte presença de marcas ocidentais e pelo entusiasmo do público. Durante a atuação, foi avançando no seu repertório habitual, incluindo piadas arriscadas, e percebeu que o público estava recetivo.

Regras suavizadas para os artistas

Segundo Burr, as restrições iniciais sobre o que os comediantes poderiam dizer foram renegociadas antes do festival. No fim, apenas dois temas ficaram proibidos: não fazer piadas sobre a família real nem sobre religião.

“O público sabia da reputação que têm e por isso foram ainda mais calorosos. Senti uma troca de energia incrível”, contou Burr.

Críticas e acusações de “comedy-washing”

Apesar do entusiasmo de Burr, a presença de comediantes no festival não passou despercebida às críticas. O humorista David Cross foi particularmente duro, acusando colegas como Burr de legitimar um “feudo totalitário” em troca de dinheiro:

“Estou profundamente desiludido. Pessoas talentosas que admiro cederam por um barco, por mais ténis? É nojento.”

Na mesma linha, um artigo de opinião da MSNBC classificou o evento como “comedy-washing”, defendendo que serviu para projetar uma falsa imagem de abertura cultural num país onde continuam a existir fortes restrições às liberdades civis.

O eterno debate cultural

A discussão insere-se num debate antigo: boicotar regimes autoritários ou usar a cultura como ferramenta de abertura?. O conceito de soft power, popularizado pelo cientista político Joseph Nye, defende que a arte e a cultura podem influenciar positivamente sociedades fechadas.

O músico Sting, por exemplo, já se posicionou neste sentido quando atuou no Uzbequistão em 2009:

“Acredito que boicotes culturais são contraproducentes. Ao isolar, só se torna uma sociedade ainda mais fechada e paranoica.”

Entre política e gargalhadas

No caso de Burr, a escolha está feita: o comediante defende que a experiência foi não só memorável como também uma oportunidade de mostrar o valor da stand-up comedy num país onde, até há pouco tempo, isso seria impensável.

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O filme que não correu como esperado

Em 2016, Jennifer Lawrence e Chris Pratt protagonizaram Passageiros (Passengers, no original), uma ambiciosa produção de ficção científica que prometia romance, ação e efeitos visuais de grande escala. A expectativa era elevada: dois dos maiores nomes de Hollywood, um realizador nomeado para o Óscar (Morten Tyldum, de O Jogo da Imitação) e um elenco secundário de luxo, com Michael SheenLaurence Fishburne e Andy Garcia.

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O resultado, porém, ficou aquém das expectativas. O filme foi mal recebido pela crítica e não conquistou o público, tornando-se um dos projetos menos relevantes da carreira de Lawrence.

O conselho ignorado de Adele

Numa entrevista ao The New York Times em 2022, Jennifer Lawrence revelou que a sua amiga de longa data, Adele, a tinha aconselhado a não aceitar o papel.

“Adele disse-me para não fazer o filme. Recordo-me das palavras dela: ‘Acho que filmes espaciais são os novos filmes de vampiros’. Devia ter-lhe dado ouvidos.”

Na altura, a atriz avançou com o projeto, mas hoje não esconde o arrependimento.

A história de Passageiros

O enredo acompanha Jim (Chris Pratt) e Aurora (Jennifer Lawrence), dois viajantes espaciais que acordam 90 anos antes do previsto, devido a uma falha nas suas cápsulas de hibernação. Isolados numa nave gigantesca, acabam por desenvolver uma relação, até descobrirem que a vida de todos os tripulantes está em perigo.

Apesar da premissa interessante, o guião e a evolução da narrativa foram alvo de críticas, sendo apontados como os grandes responsáveis pelo insucesso do filme.

Onde ver hoje

Embora tenha ficado marcado como um dos “deslizes” de Jennifer Lawrence, Passageiros continua a despertar curiosidade, sobretudo entre fãs de ficção científica romântica. Atualmente, o filme pode ser visto em streaming na HBO Max.

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O nascimento de Tilly Norwood

O nome Tilly Norwood tornou-se rapidamente num dos temas mais comentados em Hollywood. Mas não se trata de uma atriz de carne e osso. Criada por inteligência artificial, Tilly é um projeto da produtora e comediante holandesa Eline Van der Velden, que lançou a sua “carreira” no estúdio de IA Particle6. Apresentada no passado fim de semana no Zurich Summit, evento paralelo ao Festival de Cinema de Zurique, a personagem digital é apontada como “o primeiro talento artificial do mundo” e até já despertou o interesse de algumas agências.

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Mas a reação na indústria foi tudo menos entusiástica.

Rejeição imediata em Hollywood

O sindicato norte-americano SAG-AFTRA emitiu um comunicado duro contra a criação de Norwood:

“Para ser claro, ‘Tilly Norwood’ não é uma atriz. É uma personagem gerada por computador, criada a partir do trabalho de inúmeros artistas profissionais — sem permissão ou remuneração.”

O sindicato sublinha ainda que a criatividade deve permanecer centrada no ser humano e critica a falta de emoção ou de experiência de vida que uma criação artificial nunca poderá replicar.

Vozes contra: de Melissa Barrera a Natasha Lyonne

As críticas multiplicaram-se nas redes sociais. A atriz Melissa Barrera, conhecida por Em Um Bairro de Nova Iorque e Pânico, escreveu:

“Espero que todos os atores representados pelo agente que faz isto se deem mal. Que nojo. Leiam o ambiente.”

Também Natasha Lyonne, estrela de Boneca Russa, foi categórica:

“Qualquer agência de talentos envolvida nisto deveria ser boicotada por todas as corporações. É profundamente equivocado e perturbador.”

Curiosamente, Lyonne está a realizar o filme Uncanny Valley, onde pretende explorar o uso de inteligência artificial “ética”, mas sempre em conjugação com técnicas tradicionais de produção.

O debate sobre a IA no cinema

O tema da inteligência artificial tem estado no centro das tensões em Hollywood. Foi um dos pontos mais sensíveis nas greves prolongadas de 2023, que resultaram em cláusulas específicas para proteger a imagem e as atuações dos atores. Até na indústria dos videojogos houve paralisações, com contratos a exigir agora consentimento escrito para criar réplicas digitais.

Apesar disso, a IA continua a ser usada. O filme vencedor do Óscar de 2024, O Brutalista, recorreu a inteligência artificial para gerar diálogos em húngaro, uma decisão que também levantou debates acesos.

A defesa da criadora

Perante a onda de críticas, Van der Velden defendeu o projeto no Instagram:

“Tilly Norwood não é uma substituta de um ser humano, mas uma obra criativa. Como muitas formas de arte, desperta conversas — e isso demonstra o poder da criatividade.”

A criadora argumenta que personagens de IA deveriam ser vistos como um género próprio e comparou o processo de desenvolvimento à escrita de um papel ou à criação de uma personagem para cinema.

Uma atriz virtual em ascensão digital

Enquanto isso, Tilly Norwood vai conquistando seguidores. A sua conta oficial no Instagram já ultrapassou os 33 mil fãs, onde publica imagens “a tomar café, a comprar roupas ou a preparar-se para novos projetos”. Numa das legendas, pode ler-se:

“Diverti-me imenso a filmar alguns testes de câmara recentemente. Cada dia sinto que estou mais perto do grande ecrã.”

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Se Tilly Norwood alguma vez chegará de facto às salas de cinema é uma incógnita. Mas uma coisa é certa: a sua mera existência já está a abalar os alicerces de Hollywood.

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Nem “La La Land” nem “Pobres Criaturas”

Aos 36 anos, Emma Stone, uma das atrizes mais aclamadas da atualidade e já vencedora de dois Óscares de Melhor Atriz, surpreendeu os fãs ao revelar qual foi o papel mais exigente da sua carreira. Em entrevista à revista Vogue, a estrela confessou que não foi em La La Land (2016) nem em Pobres Criaturas (2023), mas sim em A Favorita (2018), de Yorgos Lanthimos, que enfrentou o maior desafio físico.

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Os espartilhos que mudaram o corpo da atriz

No filme de época, Stone interpretava Abigail Masham, personagem que a obrigava a usar roupas típicas do século XVIII – incluindo espartilhos extremamente apertados. A atriz contou que o desconforto foi tão intenso que chegou a afetar o seu corpo:

“Posso confirmar que, com o tempo, os órgãos mudam. O meu corpo ficou com uma forma diferente por cerca de um mês depois das filmagens de A Favorita. Era extremamente tenso, comprimia. E eu também tenho uma caixa torácica muito grande, então era muito difícil movimentar-me. O meu corpo definitivamente não foi feito para um espartilho.”

O preço da autenticidade no cinema

Apesar das dificuldades, o esforço valeu a pena: A Favorita foi um enorme sucesso de crítica, arrecadando dez nomeações aos Óscares e rendendo a Olivia Colman a estatueta de Melhor Atriz. Para Emma Stone, porém, a experiência serviu de lição sobre os sacrifícios físicos que um papel pode exigir.

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Hoje, a atriz olha para trás com humor, mas não esconde que “ficar com os órgãos fora do sítio” foi um preço demasiado alto a pagar pela autenticidade histórica.

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O regresso de Ethan Coen às salas de cinema

No próximo dia 2 de outubro, estreia em Portugal Honey Don’t, o mais recente filme de Ethan Coen, o segundo projeto que o realizador assina a solo, sem o irmão Joel. Conhecidos por obras inesquecíveis como Fargo (1996), O Grande Lebowski (1998) ou Este País Não É Para Velhos (2007), os irmãos Coen marcaram gerações de cinéfilos. Agora, Ethan segue o seu próprio caminho com uma nova proposta que promete trazer o seu toque muito particular ao cinema de género.

Margaret Qualley no papel principal

A protagonista de Honey Don’t é Margaret Qualley (The LeftoversA Substância), que aqui interpreta Honey O’Donahue, uma detetive privada contratada para investigar um caso misterioso. O que parecia ser apenas um acidente de viação revela-se afinal um enredo mais complexo, envolvendo conspirações, segredos ocultos e uma igreja com um fundador envolto em mistério.

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Uma mistura de géneros com elenco de luxo

Descrito como uma comédia neo-noirHoney Don’t presta homenagem a clássicos do cinema policial, combinando diálogos rápidos, humor ácido e referências cinéfilas que os fãs dos Coen vão reconhecer. Ao lado de Margaret Qualley, o elenco conta ainda com Aubrey Plaza (The White Lotus) e Charlie Day (It’s Always Sunny in Philadelphia), reforçando o tom irreverente do filme.

A nova fase de Ethan Coen

Depois de se ter estreado a solo no documentário Jerry Lee Lewis: Trouble in Mind (2022) e da comédia Bonecas em Fuga (2024), Ethan Coen regressa agora com este segundo capítulo daquilo a que chamou uma “trilogia lésbica de série B”, escrita em parceria com a argumentista Tricia Cooke.

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Com estreia marcada para 2 de outubroHoney Don’t promete ser uma das apostas mais curiosas da rentrée cinematográfica, juntando irreverência, humor negro e uma protagonista carismática.

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Quase 20 anos de união terminam em tribunal

O conto de fadas terminou: Nicole Kidman, uma das atrizes mais consagradas de Hollywood, deu entrada no tribunal de Nashville com o pedido oficial de divórcio de Keith Urban, cantor country e seu companheiro desde 2006. O motivo apresentado? As famosas “diferenças irreconciliáveis”, fórmula discreta que esconde o peso de quase duas décadas de partilha, altos e baixos e, claro, a criação de duas filhas em comum, Sunday Rose (17 anos) e Faith Margaret (14 anos).

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O sonho que não se cumpriu

“Quero ser uma anciã, estar ainda casada com Keith e olhar para trás a dizer: que bela viagem fizemos juntos.” – foi assim que Nicole descreveu o seu desejo de envelhecer ao lado do marido, numa entrevista há alguns anos. Mas a vida nem sempre segue o guião mais romântico. Segundo fontes próximas, a atriz lutou para salvar o casamento, mas a rutura parecia inevitável.

Um verão em continentes diferentes

Enquanto Keith Urban corria palcos com a sua digressão High and Alive World Tour, passando pela Austrália e Canadá, Nicole Kidman estava em Londres, nas filmagens de Practical Magic 2, a sequela do filme de culto de 1998 que protagoniza novamente ao lado de Sandra Bullock. Foi nesse afastamento que se consolidou a distância entre os dois.

Curiosamente, a última vez que foram vistos juntos foi em junho, em Nashville, durante um jogo do Mundial de Clubes da FIFA. Poucos dias depois, Nicole assinalava nas redes sociais os 19 anos de casamento com uma foto cúmplice e a legenda: “Happy Anniversary Baby @KeithUrban”. Hoje, sabemos que esse gesto foi uma despedida silenciosa.

O futuro de cada um

Apesar do fim da relação, a ligação entre os dois nunca deixará de existir: as filhas adolescentes que partilham serão o elo permanente desta história. Nicole, aos 58 anos, concentra-se agora nos seus projetos profissionais – entre eles, a nova temporada de Big Little Lies e a já referida sequela de Practical Magic, com estreia marcada para setembro de 2026.

Keith, por seu lado, mantém-se fiel aos palcos, regressando esta semana com um concerto em Hershey, Pensilvânia, o primeiro desde que a separação se tornou pública.

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O que resta é a memória de um dos casais mais sólidos do estrelato, cuja rutura mostra, mais uma vez, que nem sempre a vida real segue o guião perfeito do cinema.

Cinemas NOS Amoreiras Reabrem com Glamour, Tecnologia de Ponta e Novo Lounge VIP

Um ícone de Lisboa renovado

Quarenta anos depois da inauguração, em 1985, os Cinemas NOS Amoreiras reabrem no dia 1 de outubro de 2025 com uma cara totalmente nova. As salas foram renovadas de alto a baixo e o complexo ganha agora um Lounge VIP exclusivo, pensado para transformar uma simples ida ao cinema numa verdadeira experiência de sofisticação.

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A sessão de reabertura será marcada pela exibição de um clássico intemporal: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, apresentado em cópia restaurada.

Sete salas, tecnologia de última geração

O complexo passa a contar com mais de 600 lugares distribuídos por sete salas, todas equipadas com a mais avançada tecnologia de som e imagem.

  • Projeção Laser em todos os ecrãs.
  • Dolby Atmos na Sala 1 XVision, garantindo uma experiência sonora imersiva.
  • Novas cadeiras em todas as salas, mais espaçosas e confortáveis, pensadas para longas sessões sem comprometer o bem-estar do público.

O glamour da 7.ª arte

O grande destaque da renovação é o Lounge VIP, localizado no piso -1. Num ambiente elegante e intimista, os espectadores podem agora relaxar e conviver antes ou depois das sessões, acompanhados por vinhos e outras bebidas. O espaço pretende tornar-se um novo destino cultural de Lisboa, onde o cinema se cruza com o lifestyle.

Uma história feita de grandes momentos

Segundo Nuno Aguiar, Diretor da NOS Cinemas, “há 40 anos que os Cinemas NOS Amoreiras são um espaço incontornável na história do cinema em Portugal, além de parte da memória afetiva de várias gerações”.

E não é para menos: desde 1985, este espaço já exibiu cerca de 12.000 filmes, realizou mais de 500.000 sessões e recebeu mais de 10 milhões de espectadores. Foi palco de estreias memoráveis, de Jurassic Park a Titanic, passando por Missão: ImpossívelA Lista de SchindlerPiratas das Caraíbas e a trilogia O Senhor dos Anéis.

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Um regresso em grande

Com esta renovação, os NOS Amoreiras consolidam-se como um símbolo cultural da cidade e uma referência para todos os que querem viver o cinema com todo o esplendor — som, imagem, conforto e glamour em doses iguais.

Prazeres Paralelos: a série onde um momento íntimo muda tudo (e nos põe a pensar)

Uma premissa ousada — mas contida

Prazeres Paralelos, criada, realizada e protagonizada por Zoe Lister-Jones, estreia a 2 de outubro, às 22h10, no TVCine Edition e no TVCine+. A série parte de um conceito inesperado: cada vez que a protagonista vive um momento íntimo muito intenso, ela acorda numa realidade alternativa onde a sua vida tomou outro rumo. É uma ideia estranha e divertida, tratada aqui com leveza e sensibilidade.

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Entre o absurdo e a ternura

Mae (Lister-Jones) está num relacionamento de longa data com Elijah — há afecto e conforto, mas faltava algo que reacendesse a chama. Um encontro com Eric faz-lhe cruzar uma fronteira: despi-se do quotidiano e entra numa sequela de vidas paralelas. Em cada nova realidade encontra casamentos improváveis, escolhas profissionais inesperadas e versões de si mesma que a obrigam a questionar o que realmente a define.

A série equilibra situações absurdas com momentos de genuína emoção. O humor surge com naturalidade, sem cair na caricatura gratuita; a ternura aparece quando menos se espera. Prazeres Paralelos consegue, com diálogos afiados e alguma ironia, transformar uma premissa fantástica numa reflexão sobre identidade e escolhas.

Um elenco que traz calor humano

Além de Zoe Lister-Jones, o elenco inclui Whitmer Thomas, Tymika Tafari, Amar Chadha-Patel e Emily Hampshire, todos a contribuir para um tom que alterna entre a comédia e a melancolia. A realização privilegia ritmo e surpresa, sem perder de vista a carga emocional das personagens.

Para ver e conversar

Prazeres Paralelos é uma proposta refrescante no género da comédia romântica contemporânea: original, bem escrita e com momentos sinceros que podem acolher diferentes públicos. Uma boa sugestão para quem gosta de séries que fazem rir e pensar — e que lembram que, muitas vezes, a vida certa pode ser aquela que ainda não vivemos.

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The Social Reckoning: Sequela de A Rede Social Estreia em 2026 com Aaron Sorkin na Realização

O regresso de um clássico moderno

Quase duas décadas após A Rede Social (2010), a história do Facebook volta ao grande ecrã. A Sony Pictures anunciou que a sequela terá o título oficial de The Social Reckoning e estreia marcada para 9 de outubro de 2026.

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Desta vez, o projeto estará nas mãos de Aaron Sorkin — argumentista vencedor do Óscar pelo filme original — que, além de escrever, assumirá também a realização. O foco estará nos escândalos mais recentes envolvendo a gigante tecnológica, incluindo a denúncia de Frances Haugen, ex-funcionária que revelou documentos internos comprometendo a empresa.

Um novo elenco para uma nova era

No elenco já estão confirmados:

  • Jeremy Strong (Succession) como Mark Zuckerberg, substituindo Jesse Eisenberg no papel do fundador do Facebook;
  • Mikey Madison (Anora) como Frances Haugen;
  • Jeremy Allen White (The Bear) como Jeff Horwitz, o jornalista do Wall Street Journal que revelou os Facebook Files em 2021.

O peso do legado

O filme original de David Fincher foi um marco do cinema da década passada. Nomeado para oito Óscares, arrecadou três estatuetas: Melhor Roteiro Adaptado (Aaron Sorkin), Melhor Banda Sonora (Trent Reznor e Atticus Ross) e Melhor Montagem. Para muitos críticos, continua a ser um dos retratos mais contundentes da era digital e do nascimento das grandes redes sociais.

A questão que se coloca agora é se The Social Reckoning conseguirá repetir esse impacto cultural e crítico, explorando não o nascimento da plataforma, mas as suas consequências éticas, sociais e políticas.

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Expectativa em alta

Se o primeiro filme mostrou a ascensão meteórica de Zuckerberg e os conflitos que marcaram a fundação do Facebook, a sequela promete confrontar o público com o preço desse império — e com o papel das redes sociais na nossa vida contemporânea.

Globo Reinventa a Telenovela: Primeira Produção em Formato Vertical Chega ao TikTok e Globoplay

Uma novela pensada para o telemóvel

A televisão brasileira prepara-se para uma mudança histórica. A Globo anunciou a sua primeira telenovela em formato vertical (9:16), criada especificamente para consumo em dispositivos móveis e plataformas como TikTok e Globoplay.

Inspirada pelo sucesso de aplicações como a ReelShort, a aposta surge como resposta às novas formas de ver conteúdos — rápidas, imersivas e adaptadas ao ecrã do telemóvel.

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Elenco jovem e digital

A produção aposta numa geração que já domina tanto a televisão como as redes sociais. Jade Picon, ex-concorrente do Big Brother Brasil e influencer digital, será a vilã principal da trama, ao lado de nomes como Débora Ozório, Daniel Rangel e a veterana Lília Cabral.

O modelo de sucesso dos “microdramas”

O formato vertical já provou o seu valor no Brasil. A série A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, lançada no ReelShort, acumulou 200 milhões de visualizações em apenas duas semanas, com episódios de apenas um a três minutos. O segredo está no modelo: seis episódios gratuitos e o resto desbloqueado por compras dentro da aplicação, com pacotes VIP que oferecem conteúdos maiores e sem anúncios.

Além disso, o custo de produção é muito inferior: uma novela tradicional exige milhões de euros, enquanto uma novela vertical de 60 episódios pode custar apenas 15 mil euros.

Aposta estratégica da Globo

Com esta nova novela, a Globo procura captar um público mais jovem e habituado ao consumo rápido, sem abandonar o seu espaço tradicional na televisão. A produção otimiza cada cena para maximizar a retenção da audiência e divide a experiência entre redes sociais (para atrair) e streaming (para maratonas).

O reflexo em Portugal

A tendência não se limita ao Brasil. Em Portugal, a SIC Notícias já adaptou o seu direto para ecrã vertical, oferecendo a opção “Direto Vertical” na sua aplicação, ao lado da transmissão horizontal.

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Uma nova era para as novelas

A Globo mostra que as telenovelas — um dos produtos culturais mais emblemáticos do Brasil — também podem reinventar-se para a era digital. Se o sucesso se repetir, esta pode ser a primeira de muitas novelas pensadas para caber na palma da mão.

Demon Slayer: O Castelo Infinito Ultrapassa Missão Impossível nas Bilheteiras Mundiais

O anime que desafia Hollywood

O fenómeno do cinema japonês voltou a fazer história. Demon Slayer: O Castelo Infinito já arrecadou 605 milhões de dólares em bilheteira, superando o desempenho de Missão: Impossível – O Ajuste de Contas Final, um dos grandes blockbusters de verão de 2025.

O feito confirma a força do anime como fenómeno global e coloca a produção da Aniplex no restrito grupo dos filmes mais vistos do ano.

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Recordes atrás de recordes

Antes de deixar para trás a saga de Tom Cruise, o novo Demon Slayer já tinha ultrapassado os três filmes da Marvel lançados este ano, incluindo Quarteto Fantástico, que ficou pelos 521 milhões. Agora, o alvo está bem definido:

  • Superman (a apenas 21 milhões de distância)
  • F1: O Filme (também a 21 milhões)
  • O remake de Como Treinares o Teu Dragão (a 29 milhões)

Se conseguir superar estes títulos, O Castelo Infinito entrará diretamente no top 5 mundial de 2025.

Uma bilheteira cada vez mais diversa

Com este desempenho, Demon Slayer junta-se ao chinês Ne Zha 2 como os únicos filmes não produzidos por Hollywood entre os oito maiores sucessos de 2025. É um sinal claro de que o mercado global de cinema está mais aberto à diversidade de origens, estéticas e linguagens.

O futuro imediato

A questão já não é se O Castelo Infinito vai passar a barreira dos 610 milhões, mas sim até onde conseguirá chegar. Hollywood que se cuide: o anime japonês já provou que consegue enfrentar, e até derrotar, as maiores sagas do cinema americano.

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Tom Holland Atualiza Fãs Após Acidente em Set de Spider-Man: Brand New Day

Um susto para o aranhiço

Na semana passada, os fãs de Tom Holland foram apanhados de surpresa com a notícia de que o ator tinha sofrido uma lesão na cabeça durante as filmagens de Spider-Man: Brand New Day. O incidente ocorreu durante a execução de uma acrobacia, levando-o ao hospital por precaução e originando rumores preocupantes sobre o estado de saúde do intérprete do Homem-Aranha.

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O esclarecimento do ator

Agora, foi o próprio Holland a tranquilizar os fãs através do Instagram. Numa publicação dedicada à gala de beneficência da The Brothers Trust — fundação criada pela sua família —, o ator explicou que se está a recuperar bem:

“Lamento ter tido de sair mais cedo, mas estou a sentir-me melhor e a recuperar. Um enorme obrigado ao meu pai por ter assumido o controlo depois de eu sair. O espetáculo ficou consideravelmente mais engraçado?”

Com o humor que lhe é característico, Holland transformou a preocupação em sorriso, garantindo que a situação está controlada.

Produção suspensa, mas sem impacto na estreia

Sony Pictures confirmou que as filmagens foram suspensas por uma semana para permitir a recuperação total do ator. No entanto, o estúdio sublinhou que o atraso não afeta a data de estreia, que continua marcada para 31 de julho de 2026.

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O próximo capítulo do Homem-Aranha

Descrito por Holland como o “primeiro filme do próximo capítulo” da sua saga como Spider-Man, Brand New Daypromete inaugurar uma nova fase na história do super-herói. Com a recuperação encaminhada e o regresso às filmagens previsto para breve, os fãs podem respirar de alívio: o Aranha continua firme na sua teia.

Os Simpsons Estão de Volta ao Cinema: Sequela Chega em 2027

Homer prepara-se para a segunda dose

Foram precisos vinte anos, mas a espera terminou. A 20th Century Studios confirmou oficialmente que a família mais caótica de Springfield regressa ao grande ecrã com Os Simpsons – O Filme 2, marcado para 23 de julho de 2027. O anúncio surgiu no X (antigo Twitter) com uma imagem simples e uma frase à altura de Homer: “Homer’s coming back for seconds.”

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O legado do primeiro filme

O primeiro filme dos Simpsons estreou em 2007 e tornou-se num fenómeno mundial, arrecadando mais de 500 milhões de dólares em bilheteira. Desde então, a questão “vai haver continuação?” acompanhou durante anos os fãs e a própria equipa criativa da série. Agora, a resposta é clara: sim.

O que se sabe (e o que não se sabe)

Para já, a informação é escassa: apenas a data de estreia e a confirmação de que o projeto está em produção. Ainda não há guião revelado, elenco confirmado ou sequer um teaser. No entanto, com a série a entrar na sua 37.ª temporada e ainda a manter uma base sólida de fãs, a aposta num segundo filme parece inevitável.

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A expectativa dos fãs

Seja para ver novas loucuras de Homer, a acidez crítica de Lisa ou as desventuras de Bart, a sequela promete ser um dos eventos cinematográficos de 2027. Resta agora aguardar para perceber se o filme manterá o tom irreverente do original ou se arriscará novos caminhos para a família mais famosa da televisão.

O Fabuloso Destino de Amélie Regressa em 4K à 26.ª Festa do Cinema Francês: Um Antídoto Contra o “Scroll” Infinito

Amélie volta a Montmartre

Vinte e quatro anos depois da estreia, O Fabuloso Destino de Amélie regressa às salas portuguesas no dia 2 de outubro, em cópia restaurada 4K, como parte da programação da 26.ª Festa do Cinema Francês. A obra-prima de Jean-Pierre Jeunet, protagonizada por Audrey Tautou, ganha assim nova vida e novas cores, devolvendo ao grande ecrã o bairro de Montmartre como memória poética e crítica social.

O restauro que nos ensina a olhar

Não se trata apenas de afinar pixels: o 4K devolve intensidade às cores e à textura do mundo de Amélie. O vermelho das framboesas, o verde dos candeeiros e o amarelo nostálgico das paredes parecem agora mais vivos, quase como se saíssem do interior de uma lembrança. Mas a verdadeira diferença sente-se numa sala cheia: o riso cúmplice, o suspiro sincronizado ou o silêncio antes do quebrar do caramelo no crème brûlée.

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Amélie no tempo das redes

O regresso de Amélie ganha ainda mais força em 2025, quando a ingenuidade doce da personagem parece incompatível com a lógica frenética das redes sociais. A sua missão mínima — melhorar discretamente a vida dos outros — hoje seria facilmente confundida com “marketing de influência” ou ironizada num feed. Mas é precisamente essa ingenuidade que funciona como antídoto num mundo saturado de métricas, curtidas e notificações.

Uma obra maior do cinema francês

Jean-Pierre Jeunet assinou aqui a sua obra definitiva, Audrey Tautou não interpreta: habita. E Yann Tiersen não apenas compôs uma banda sonora: respirou com o filme. O resultado é um hino às pequenas coisas, à cortesia e à resistência contra a pressa.

Um convite à partilha

Rever O Fabuloso Destino de Amélie é, hoje, um ato de higiene sensorial. Não é nostalgia, mas um lembrete de que a felicidade pode estar no detalhe — no gesto simples que muda um dia ou numa ternura sem ironia.

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O conselho é simples: levem quem nunca viu Amélie em sala de cinema. Levem quem pensa que já chega o streaming. Levem quem precisa de reaprender a ver com calma. Depois, sim, brindem ao filme — não porque agora é mais nítido, mas porque nos devolve algo raro: a capacidade de olhar com atenção e sentir com o espírito.

Vasco da Gama — O Mar Infinito: Animação Portuguesa Celebra os 500 Anos da Morte do Navegador

Uma homenagem animada em Sines

A cidade de Sines prepara-se para celebrar o seu filho mais ilustre com a estreia de Vasco da Gama — O Mar Infinito, um filme de animação inédito que junta história, cultura e pedagogia. Integrado nas comemorações dos cinco séculos da morte do navegador, o projeto é produzido pela KotoStudios, com realização de Cláudio Jordão e argumento de Bruno Martins Soares, em colaboração com especialistas da História dos Descobrimentos.

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Muito além da epopeia marítima

O filme revisita a mítica viagem de 1497, mas procura ir além da gesta heroica dos Descobrimentos. Para lá das conquistas náuticas, a narrativa dá espaço ao lado humano de Vasco da Gama e da sua tripulação. Entre os episódios, destacam-se a relação fraterna com Paulo da Gama e passagens menos conhecidas, como a célebre “aguilhada”, aproximando o navegador da condição das pessoas comuns.

Um visual inspirado no azulejo

Um dos pontos mais originais da obra é a sua estética visual. Inspirada no azulejo português, a animação recorre a cores e padrões que evocam tanto a tradição artística nacional como a diversidade cultural encontrada ao longo da rota marítima. O resultado é uma identidade única, onde o património se cruza com a linguagem contemporânea da animação.

Cinema, memória e pedagogia

Pensado para todos os públicos, O Mar Infinito tem também uma forte vocação pedagógica. Estão previstas sessões escolares, exibições em festivais internacionais, conferências académicas e difusão digital, tornando-o um recurso de ensino e reflexão sobre os Descobrimentos.

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Mais do que uma obra artística, o filme reforça o papel de Sines como guardião da memória de Vasco da Gama, projetando a cidade e o legado do navegador além-fronteiras, com a animação como veículo universal de conhecimento e cultura.

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O “namoro” falhado com o público

Na longa e aplaudida carreira de Quentin Tarantino, há um título que continua a ser lembrado como a sua maior pedra no sapato: Death Proof (2007). Parte do projeto duplo Grindhouse, em parceria com Robert Rodriguez, o filme foi pensado como homenagem ao cinema de exploração dos anos 70. Mas a aposta não resultou. Com um orçamento de 67 milhões de dólares, o projeto abriu apenas em quarto lugar na bilheteira norte-americana, arrecadando 11,5 milhões no fim de semana de estreia.

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No Festival de Cinema de Burbank, onde recebeu o Vanguard Award, Tarantino confessou que esse fracasso “abalou a sua confiança”:

“Na altura senti que a audiência era a minha namorada… e que tinha acabado comigo.”

Conselhos de gigantes

O realizador contou que procurou conforto junto de dois mentores: Tony Scott e Steven Spielberg. Ambos o tranquilizaram, lembrando-lhe que o essencial era ter feito o filme que queria fazer. Spielberg deixou-lhe ainda uma lição que Tarantino nunca esqueceu:

“Agora que sabes o que é ter um flop, o próximo sucesso vais saboreá-lo mais do que todos os anteriores.”

O regresso triunfal

A profecia cumpriu-se em 2009. Dois anos após Death Proof, Tarantino lançou Inglourious Basterds, que se tornou num sucesso global: 321 milhões de dólares em bilheteira mundial, superando até o fenómeno Pulp Fiction. Três anos depois, com Django Unchained (2012), bateu todos os recordes da sua carreira, atingindo 426 milhões a nível global.

O futuro em aberto

Questionado em Burbank sobre o mítico “10º e último filme”, Tarantino reiterou: “Esse é o plano, vamos ver.” Depois de cancelar o projeto The Critic em 2024, o realizador admite estar a escrever uma peça de teatro, que poderá ou não ser adaptada ao cinema.

Um legado celebrado

A conversa no festival percorreu a sua carreira, desde os dias em que trabalhava num videoclube até ao apoio decisivo de Harvey Keitel em Reservoir Dogs, passando por curiosidades como a insistência de Bruce Willis para entrar em Pulp Fiction.

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No final, a cidade de El Segundo, onde Tarantino viveu parte da infância, declarou oficialmente 28 de setembro como o “Dia de Quentin Tarantino” — mais uma homenagem a um cineasta que, mesmo após um tropeço, voltou a erguer-se e cimentou o estatuto de lenda viva de Hollywood.

Trump Quer Impor Tarifas de 100% a Filmes Estrangeiros: Hollywood em Alerta

Uma medida inédita e polémica

Donald Trump voltou a lançar faíscas na indústria do entretenimento. O presidente norte-americano anunciou, na sua rede Truth Social, a intenção de impor uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora dos EUA. Caso se confirme, será a primeira vez que uma taxa deste género será aplicada ao setor audiovisual.

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Sem indicar prazos ou mecanismos concretos, Trump justificou a medida acusando outros países de “roubarem” a indústria cinematográfica americana:

“Foi como roubar doces a um bebé. A nossa indústria de cinema foi saqueada por outros países. Vou resolver este problema com uma tarifa de 100% sobre todo e qualquer filme feito fora dos EUA.”

A ofensiva contra a concorrência internacional

A proposta não surge do nada. Já em maio, Trump tinha avisado que pretendia combater os incentivos fiscais oferecidos por outros países para atrair produções de Hollywood. Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Hungria, Canadá — e até Portugal, em menor escala — têm-se tornado destinos populares para grandes produções, desde Missão Impossível a Velocidade Furiosa, passando por Avatar e James Bond.

Marvel, por exemplo, rodou grande parte dos seus filmes em Atlanta, mas transferiu o próximo Avengers para os estúdios Pinewood, em Londres, além de filmagens no Bahrain.

Uma indústria fragilizada

O anúncio surge num momento delicado. Hollywood ainda tenta recuperar de cinco anos turbulentos: pandemia, mudanças no consumo devido ao streaming e greves de atores e argumentistas em 2023 que paralisaram a produção.

Hoje, menos de um em cada cinco filmes ou séries exibidos nos EUA é produzido na Califórnia, segundo dados da FilmLA.

Reações de Hollywood e pedidos de alternativa

A primeira vez que Trump lançou a ideia, em maio, gerou reuniões de emergência e uma carta conjunta da Motion Picture Association (que representa os cinco maiores estúdios), sindicatos e até atores como Jon Voight e Sylvester Stallone — dois aliados do presidente.

O apelo foi claro: em vez de tarifas, pediam um plano federal de benefícios fiscais para manter a produção no país. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, chegou a admitir colaboração com Trump para um pacote de 7,5 mil milhões de dólares em créditos fiscais.

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O que está em jogo

A medida, se avançar, poderá provocar uma rutura no mercado global, encarecendo o acesso a produções estrangeiras e levantando dúvidas sobre a exibição de filmes não americanos nos EUA. Para Trump, é uma questão de “segurança nacional”. Para Hollywood, o receio é que a indústria fique ainda mais isolada e menos competitiva a nível mundial.

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A vitória espanhola

Festival de Cinema de San Sebastián 2025 terminou com o triunfo de Los domingos, da realizadora Alauda Ruiz de Azúa, que conquistou a Concha de Ouro. A obra retrata o despertar religioso de Ainara, uma adolescente de 17 anos interpretada pela estreante Blanca Soroa, cuja decisão de entrar para um convento de clausura abala profundamente a sua família.

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A realizadora, que já tinha sido distinguida com o Goya de Melhor Realizadora Revelação por Cinco Lobitos (2022), sublinhou:

“Não creio que tentar compreender algo signifique validá-lo ou legitimá-lo, mas acredito que vivemos num mundo onde há sempre pessoas diferentes.”

Conchas de Prata e grandes interpretações

O belga Joachim Lafosse conquistou a Concha de Prata de Melhor Realização por Six jours ce printemps-là, recebendo também o prémio de Melhor Argumento. Não é a primeira vez que o cineasta brilha no certame: em 2015 já tinha levado o mesmo galardão com Les chevaliers blancs.

Na categoria de interpretação, o júri optou por uma atribuição ex aequo:

  • Zhao Xiaohong, pela sua poderosa atuação em Jianyu laide mama, onde interpreta uma mulher que tenta reconstruir a vida após cumprir pena por homicídio.
  • José Ramón Soroiz, pelo papel em Maspalomas, como um idoso homossexual que regressa à terra natal conservadora.

Já a argentina Camila Plaate venceu a Concha de Prata de Melhor Interpretação Secundária pela sua prestação em Belén, filme de Dolores Fonzi inspirado numa história real de injustiça ligada ao aborto em Tucumán. Plaate dedicou o prémio ao movimento de mulheres da Argentina e do mundo.

Gaza e o peso da atualidade

O contexto político também marcou a cerimónia. O filme tunisino A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania, venceu o Prémio do Público Cidade de Donostia. A obra relata a morte de uma menina palestiniana às mãos do exército israelita e foi recebida com forte carga emocional.

“Dedicamos este prémio de todo o coração à família de Hind Rajab, que mantém viva a sua memória no meio de uma dor insuportável”, afirmou o ator Motaz Malhees ao receber o galardão.

Horizontes Latinos

O prémio Horizontes Latinos distinguiu Un poeta, do colombiano Simón Mesa Soto, um retrato de um escritor fracassado que descobre uma jovem promissora. Mesa Soto, que em 2014 venceu a Palma de Ouro para Melhor Curta-Metragem com Leidi, dedicou o galardão “a todos os que lutam para fazer cinema na América Latina”.

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Uma edição intensa

Presidido por J.A. Bayona e com nomes como Mark Strong e Gia Coppola no júri, o festival mostrou mais uma vez a sua relevância cultural, ao unir o melhor do cinema mundial com debates urgentes da atualidade.

O Corvo e a Coroa: O Épico Histórico Que Chega ao TVCine Edition


Uma luta pelo futuro da Europa

O século XV foi palco de guerras, conspirações e alianças que moldaram a História. É nesse cenário que se desenrola O Corvo e a Coroa, a superprodução húngaro-austríaca que estreia a 1 de outubro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e TVCine+.

A série centra-se na figura de János Hunyadi, comandante militar húngaro que, de origens humildes, se ergueu como um dos maiores heróis europeus. Visionário e estratega brilhante, Hunyadi liderou a resistência cristã contra o avanço do Império Otomano, ao mesmo tempo que enfrentava intrigas palacianas e conspirações internas que ameaçavam o seu próprio poder.

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Personagens marcantes e dilemas intensos

No coração do enredo estão não só as batalhas épicas, mas também os dilemas pessoais de Hunyadi. Ao seu lado surge Erzsébet Szilágyi, a esposa leal que assume um papel político de destaque, e Mara Branković, o seu primeiro amor, envolvida numa teia de alianças e traições.

Das cortes de Viena, Roma, Belgrado e Varsóvia até ao impressionante Cerco de Belgrado, a série retrata as escolhas entre a ambição e o sacrifício, explorando como a luta pelo poder e pela sobrevivência moldou destinos individuais e coletivos.

Uma produção de grande escala

Criada por Balázs LengyelO Corvo e a Coroa inspira-se nos romances históricos Hunyadi, de Mór Bán, recriando com detalhe os momentos decisivos que traçaram o rumo da Europa. A produção distingue-se pelo rigor histórico, cenários grandiosos e um cuidado visual que a coloca ao lado das grandes séries históricas da atualidade.

Um drama histórico imperdível

Combinando ação, intriga política e dilemas humanos, O Corvo e a Coroa promete conquistar os fãs de narrativas épicas. Mais do que um retrato de guerras passadas, é uma reflexão sobre lealdade, resistência e poder num tempo em que o futuro do continente esteve por um fio.

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A primeira temporada estreia a 1 de outubro, às 22h10, com novos episódios todas as quartas-feiras, em exclusivo nos canais TVCine.

Rabo de Peixe: A Verdadeira História — A CMTV Reconstitui o Escândalo Que Marcou os Açores

Do livro ao grande documentário

Depois de inspirar uma série de ficção da Netflix, a história de Rabo de Peixe chega agora em versão documental. Rabo de Peixe: A Verdadeira História estreia a 12 de outubro de 2025 na CMTV, numa produção de cinco episódios (cerca de 25 minutos cada), criada por Rúben Pacheco Correia e realizada por Rúben Lopes, Luís Silva e Nuno Martins.

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A série é baseada no livro Rabo de Peixe – Toda a Verdade (Contraponto Editores), também da autoria de Correia, e promete oferecer o que ainda faltava: o retrato cru e sem filtros de um dos episódios mais marcantes da história recente portuguesa — a chegada de centenas de quilos de cocaína à pequena vila açoriana de São Miguel.

O escândalo contado por quem lá esteve

O documentário distingue-se pelo acesso a testemunhos inéditos, incluindo uma entrevista exclusiva com o dono do veleiro que transportava a droga, atualmente preso no Brasil. Segundo o autor, “encontrar os protagonistas e convencê-los a falar foi o maior desafio”, mas também o passo necessário para repor a verdade sobre o que aconteceu.

Para Carlos Rodrigues, Diretor-Geral Editorial da Medialivre e Diretor da CMTV, trata-se de um marco:

“É o primeiro grande documentário da CMTV. Rabo de Peixe foi uma realidade dura e crua, que tem de ser contada. O que aconteceu ali foi uma tragédia humana, muito para lá da lógica ficcional que embelezou os acontecimentos.”

Entre a investigação e a memória coletiva

Com uma vasta equipa técnica envolvida — desde operadores de câmara e drones a sonoplastia e grafismo —, a produção aposta numa abordagem jornalística e cinematográfica, cruzando depoimentos com recriações dramáticas. O objetivo é duplo: esclarecer o que se passou e honrar a memória de uma comunidade marcada por um episódio que rapidamente extravasou para o imaginário nacional.

Uma carta de amor aos Açores

Rúben Pacheco Correia, nascido nos Açores em 1997, descreve o projeto como “uma carta de amor à minha terra e a Rabo de Peixe”. Além de autor do livro e cocriador da série, é também um dos rostos mais ativos da nova geração açoriana, tendo recebido em 2023 o prémio de Empreendedor do Ano.

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Onde ver

Rabo de Peixe: A Verdadeira História estreia em exclusivo na CMTV a 12 de outubro de 2025, com episódios semanais que prometem prender o público não apenas pela dimensão do escândalo, mas também pela forma como este marcou uma comunidade e um país inteiro.