Depois de Greenland 2, Estes São 8 Filmes de Catástrofe Perfeitos Para Continuar o Fim do Mundo

Do apocalipse climático a cometas assassinos, há vida (cinematográfica) depois do desastre

Greenland 2: Migration chega aos cinemas determinado a elevar ainda mais a fasquia do cinema-catástrofe. Se no primeiro filme acompanhávamos Gerard Butler numa corrida desesperada para alcançar um bunker antes do impacto de um cometa, a sequela mergulha-nos num mundo já devastado, transformado num verdadeiro deserto pós-apocalíptico. O resultado é aquilo que os fãs do género adoram: destruição em grande escala, drama familiar e uma luta constante pela sobrevivência.

Se ficou com vontade de mais depois de Greenland 2, a boa notícia é que não faltam alternativas — e a maioria pode ser vista em Portugal sem grande esforço, seja em streaming ou através de aluguer digital.

Geostorm (2017)

Mais uma vez, Gerard Butler no centro do caos. Em Geostorm, a Terra depende de uma rede de satélites capaz de controlar o clima… até que tudo corre mal. Tsunamis, terramotos e quedas abruptas de temperatura surgem em catadupa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital em plataformas como Apple TV, Google Play e Rakuten TV.

O Dia Depois de Amanhã (2004)

Um dos títulos mais populares do género. O Dia Depois de Amanhã, de Roland Emmerich, imagina uma nova era glacial que se instala em tempo recorde, com Nova Iorque congelada e tornados a devastar cidades inteiras.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível no catálogo da Disney+.

2012 (2009)

Quando o assunto é destruir o planeta inteiro, Roland Emmerich não conhece limites. Em 2012, a civilização colapsa sob terramotos, tsunamis e falhas tectónicas globais, enquanto uma família tenta sobreviver contra todas as probabilidades.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play, Prime Video Store).

Impacto Profundo (1998)

Mais contido e emocional do que ArmageddonImpacto Profundo aposta no drama humano quando um cometa ameaça extinguir a vida na Terra. Um clássico subestimado do género, com decisões morais duríssimas.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital nas principais lojas online.

O Núcleo (2003)

Cientificamente disparatado, mas irresistível. Em O Núcleo, uma equipa de cientistas tenta salvar o mundo viajando até ao centro da Terra para reiniciar o seu núcleo com uma explosão nuclear.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play).

Volcano (1997)

Los Angeles, um vulcão em erupção e lava a correr pelas ruas. Volcano não perde tempo com subtilezas e oferece destruição urbana em modo clássico dos anos 90.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital.

Presságio (2009)

Mistura de ficção científica, catástrofe e existencialismo, Presságio acompanha Nicolas Cage numa investigação que conduz a uma série de desastres inevitáveis, incluindo uma sequência de queda de avião absolutamente memorável.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital; ocasionalmente exibido em canais de cinema por cabo.

San Andreas (2015)

Terramotos, tsunamis e Dwayne Johnson em modo herói total. San Andreas é cinema-catástrofe sem pudor, feito para impressionar e entreter sem pedir desculpa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível em streaming na HBO Max (Max), além de aluguer digital.

O apocalipse… à distância de um comando

O cinema-catástrofe pode não ser o género mais realista do mundo, mas continua a ser um dos mais eficazes quando se trata de espectáculo puro. Entre cometas, falhas tectónicas e colapsos climáticos, estes filmes provam que o fim do mundo é sempre melhor visto do sofá — de preferência com som alto e zero preocupações científicas.

Antes Mesmo de Começar a Rodar, Tangled Já Tem um Flynn Rider Perfeito

A arte de fãs, a reação do elenco original e o entusiasmo em torno de Milo Manheim

Ainda as câmaras não começaram a rodar e já há certezas quase absolutas entre os fãs: Milo Manheim parece ter nascido para interpretar Flynn Rider — ou Eugene Fitzherbert, para os mais atentos à mitologia de Tangled. A futura adaptação em imagem real do clássico animado da Disney, realizada por Michael Gracey, começa assim a ganhar forma muito antes da estreia, graças ao entusiasmo dos fãs e, curiosamente, à força das redes sociais.

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Anunciado recentemente como protagonista ao lado de Teagan Croft, que dará vida a Rapunzel, Manheim herdou automaticamente um dos papéis mais acarinhados do catálogo moderno da Disney. Desde a estreia da animação em 2010, Flynn Rider tornou-se um favorito do público graças ao seu humor sarcástico, charme auto-irónico e inesperada profundidade emocional — uma combinação que nem todos os actores conseguem equilibrar.

Quando a arte antecipa o casting ideal

A confirmação de Manheim no papel rapidamente deu origem a debates, entusiasmo… e alguma ansiedade. Mas foi uma peça de fan art que parece ter inclinado definitivamente a balança. O artista e criador de conteúdos conhecido como @braeden.obrien partilhou no Instagram um vídeo onde desenha Milo Manheim como Flynn Rider, ao som da icónica canção I See the Light. O resultado tornou-se viral.

A ilustração sublinha as semelhanças físicas entre o actor e a versão animada da personagem — o sorriso confiante, o olhar maroto, a postura despreocupada — e gerou reacções imediatas. Um comentário resumiu o sentimento geral: “O filme ainda nem começou a ser filmado e já há fangirls por todo o lado”.

A aprovação que conta (e muito)

Pouco depois do anúncio oficial, o próprio Manheim recorreu ao Instagram para reagir, deixando uma mensagem simples, mas reveladora: “Demasiado grato para pôr em palavras. Vou fazer-lhe justiça, prometo.” Uma declaração que não passou despercebida… nem aos colegas de profissão.

Zachary Levi, a voz original de Flynn Rider na versão animada, fez questão de comentar a publicação: “Parabéns, Milo! Agora vai fazer Eugene Fitzherbert orgulhoso.” A própria Disney entrou na conversa com humor: “Here comes the smolder!”, numa piscadela de olho ao famoso “olhar sedutor” da personagem.

Um actor com ADN Disney

Para quem acompanha a carreira de Milo Manheim, esta escolha não surge do nada. O actor já é uma cara conhecida do universo Disney graças à saga Zombies, onde contracenou com Meg Donnelly, e tem vindo a construir uma imagem de versatilidade, carisma e empatia com o público jovem — exactamente o tipo de energia que Flynn Rider exige.

Do lado de Rapunzel, Teagan Croft traz consigo experiência em personagens intensas e emocionalmente complexas, depois de se destacar como Raven em Titans. Quanto à vilã Mother Gothel, o mistério mantém-se, embora Kathryn Hahn esteja, segundo rumores, a ser considerada para o papel.

Um conto que ainda vai crescer

Sem data de estreia definida, Tangled deverá iniciar filmagens a meio de 2026, no Reino Unido. Até lá, o entusiasmo continua a crescer — e se a reacção inicial servir de barómetro, a Disney poderá ter encontrado em Milo Manheim não apenas um Flynn Rider competente, mas o Flynn Rider certo.

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Às vezes, os fãs reconhecem um casting perfeito muito antes de Hollywood o confirmar em cena.

O Filme Que Nasce da Dor: Hamnet Estreia em Fevereiro Depois de Conquistar Dois Globos de Ouro

A poderosa história de amor e perda que inspirou Hamlet chega finalmente aos cinemas portugueses

Depois de se afirmar como um dos títulos mais elogiados da temporada de prémios, Hamnet, da realizadora Chloé Zhao, prepara-se para chegar às salas de cinema portuguesas a 5 de Fevereiro. Distinguido com dois Globos de Ouro — Melhor Filme – Drama e Melhor Actriz – Drama — o filme surge como uma das obras mais emocionais e sensoriais do cinema recente, explorando as origens íntimas de Hamlet, a obra-prima de William Shakespeare.

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Protagonizado por Jessie BuckleyPaul Mescal e Emily WatsonHamnet afasta-se deliberadamente do drama de época tradicional para construir um retrato profundamente humano sobre o amor conjugal, o luto e a forma como a criação artística nasce, muitas vezes, da dor mais íntima.

Inglaterra, 1580: amor, ausência e tragédia

A narrativa transporta-nos até à Inglaterra do século XVI, onde William Shakespeare é apresentado não como o génio consagrado, mas como um tutor de latim empobrecido, em busca de um lugar no mundo. É neste contexto que conhece Agnes, uma mulher de espírito livre, profundamente ligada à natureza e ao conhecimento intuitivo. A relação intensa entre ambos conduz ao casamento e ao nascimento de três filhos, mas também a uma separação geográfica e emocional, quando Will parte para Londres para perseguir uma carreira teatral em ascensão.

Agnes permanece no espaço doméstico, ligada à terra, aos filhos e a uma existência marcada pela espera. Quando a tragédia atinge a família, o filme mergulha sem filtros na experiência do luto, mostrando como a perda de um filho transforma irremediavelmente uma relação — e como dessa dor nasce uma das maiores obras da literatura ocidental.

Uma adaptação sensorial e profundamente contemporânea

Baseado no romance multipremiado de Maggie O’FarrellHamnet é descrito pela própria Chloé Zhao como “uma história sobre amor e morte e sobre a forma como estas experiências fundamentais se transformam mutuamente através da arte”. A realizadora, vencedora de um Óscar por Nomadland, constrói aqui um filme ancorado no corpo, na memória e na relação com a natureza, oferecendo uma experiência cinematográfica intensa, quase táctil.

O filme evita o academicismo e opta por uma abordagem sensorial, onde o silêncio, os gestos e os espaços naturais têm tanto peso narrativo como as palavras. O resultado é um retrato urgente e contemporâneo da condição humana, que fala directamente ao presente, apesar do seu enquadramento histórico.

Um percurso sólido na temporada de prémios

Hamnet tem sido uma presença constante e marcante na temporada de prémios 2025/2026. Para além dos dois Globos de Ouro — Melhor Filme – Drama e Melhor Actriz – Drama —, Jessie Buckley foi também distinguida com o prémio de Melhor Actriz nos Critics Choice Awards, e o filme recebeu o People’s Choice Award no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), uma distinção frequentemente associada a futuros sucessos nos Óscares  .

Em Portugal, o filme teve a sua estreia nacional no LEFFEST e chega agora ao circuito comercial com distribuição da NOS Audiovisuais, consolidando-se como uma das estreias mais relevantes do início do ano cinematográfico.

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Quando a arte dá sentido à perda

Mais do que um filme sobre Shakespeare, Hamnet é uma obra sobre o que fica quando tudo parece perdido. Sobre como o amor não desaparece, mas se transforma. E sobre como a arte pode ser, simultaneamente, um acto de sobrevivência e de memória. Um filme que convida à contemplação, à empatia e ao silêncio — e que promete ficar com o espectador muito depois das luzes da sala se acenderem.

vê o trailer aqui

Luxo, intrigas e mortes à vista: The White Lotus escolhe Saint-Tropez para a 4.ª temporada

Um château do século XIX torna-se o novo epicentro do caos

A próxima paragem de The White Lotus já está definida — e promete elevar ainda mais a fasquia do luxo. A série criada por Mike White* vai instalar-se no imponente Château de la Messardière, em Saint-Tropez, no sul de França, que servirá como principal localização da quarta temporada. O edifício do século XIX fará as vezes de mais um hotel de luxo da fictícia cadeia onde, como manda a tradição da série, os hóspedes raramente saem ilesos.

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Situado ligeiramente afastado do centro da cidade, mas com vistas privilegiadas sobre o Mediterrâneo, o Château de la Messardière é um verdadeiro postal da Riviera Francesa. Aberto apenas entre o final de Abril e meados de Outubro, o hotel pratica preços à altura do seu estatuto: uma noite no quarto mais modesto pode ultrapassar os 1.300 dólares logo no fim-de-semana de abertura da época.

França volta a receber a sátira mordaz da HBO

A HBO confirmou ainda em Novembro que a quarta temporada seria filmada em França, marcando a segunda incursão europeia da série, depois da muito comentada segunda temporada rodada em Itália. Antes disso, The White Lotus passou pelo Havai e pela Tailândia, sempre usando destinos paradisíacos como pano de fundo para uma crítica feroz às elites endinheiradas e às suas contradições morais.

Como é habitual, os detalhes da nova temporada estão a ser mantidos sob forte sigilo. Ainda assim, já se sabe que os primeiros actores confirmados no elenco são Alexander Ludwig e AJ Michalka. Mike White encontra-se actualmente a escrever os novos episódios, ao mesmo tempo que prepara a sua participação na 50.ª temporada do programa Survivor, da CBS — um detalhe curioso para um criador conhecido por explorar jogos de poder, alianças frágeis e conflitos latentes.

Um cenário com história… e passado aristocrático

O Château de la Messardière não foi escolhido ao acaso. De acordo com o site oficial do hotel, o edifício foi construído no século XIX por Gabriel Dupuy d’Angeac, um abastado comerciante de conhaque, que o ofereceu como presente de casamento à filha Louise. Após a morte do marido, Louise transformou a propriedade num hotel, que se tornou refúgio da elite parisiense nos anos 1920.

Depois de décadas de abandono, o château foi restaurado em 1989 e integra hoje o exclusivo grupo Airelles, especializado em hotéis de luxo. Um passado aristocrático, decadência e renascimento — ingredientes que encaixam perfeitamente no ADN de The White Lotus.

Produção arranca na Primavera

As filmagens da quarta temporada deverão arrancar já na Primavera, recorrendo não só ao château como também a outras localizações em França. Mike White volta a assumir a produção executiva ao lado de David Bernad e Mark Kamine, garantindo continuidade criativa a uma das séries mais comentadas e premiadas dos últimos anos.

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Se o cenário promete glamour absoluto, a história deverá, como sempre, expor o lado mais feio por trás das fachadas douradas. Em The White Lotus, quanto mais luxuoso é o hotel, maior costuma ser a contagem de cadáveres.

Processo contra Top Gun: Maverick entra em queda livre e Paramount soma nova vitória em tribunal

Juiz federal rejeita alegações de co-autoria do argumento

A turbulência judicial em torno de Top Gun: Maverick voltou a terminar com uma vitória clara para a Paramount. Pela segunda vez em menos de uma semana, um tribunal federal norte-americano rejeitou uma acção judicial que colocava em causa a autoria do argumento do sucesso de 2022, desta vez de forma ainda mais contundente.

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O juiz federal Jed Rakoff decidiu arquivar definitivamente o processo movido por Shaun Gray, que alegava ter contribuído de forma substancial para o argumento do filme. Mais do que isso, o magistrado abriu caminho para que avancem as contra-acusações da Paramount Pictures, incluindo alegações de fraude e violação de direitos de autor por parte do próprio queixoso.

Na decisão, o juiz foi directo: o alegado copyright de Gray é inválido, o que torna inútil analisar qualquer outro argumento apresentado pela defesa. Um veredicto que, na prática, coloca o processo “fora de combate” antes mesmo de ganhar altitude.

Alegações frágeis e um argumento já protegido

Shaun Gray, primo e antigo assistente do argumentista creditado Eric Warren Singer, defendia que trabalhou directamente no guião com Singer e com o realizador Joseph Kosinski, tendo escrito cenas-chave de acção que ajudaram a transformar o filme num fenómeno de bilheteira.

O problema, segundo o tribunal, é simples: Gray nunca informou formalmente a Paramount de que estaria a escrever para o projecto. Mais ainda, o juiz sublinhou que Top Gun é uma propriedade intelectual totalmente protegida desde o filme original de 1986, sendo “evidente” que quaisquer cenas alegadamente escritas por Gray derivam directamente desse universo, personagens e estrutura narrativa.

Ou seja, mesmo que tivesse contribuído, estaria sempre a trabalhar sobre material pré-existente pertencente ao estúdio, o que enfraquece de forma decisiva qualquer pretensão de direitos de autor independentes.

Contra-ataque da Paramount segue para julgamento

A decisão judicial não se limitou a encerrar o processo de Gray. Pelo contrário, mantém vivas as contra-acusações da Paramount, que alega que o autor desvalorizou deliberadamente a propriedade intelectual do estúdio ao ocultar as suas alegadas contribuições enquanto colaborava informalmente com Singer.

Para o estúdio, este silêncio estratégico terá criado riscos legais desnecessários e potenciais danos comerciais. Um argumento que o tribunal considerou suficientemente sólido para seguir para julgamento.

Em comunicado, a Paramount mostrou-se satisfeita com o desfecho: o estúdio sublinha que a decisão confirma a fragilidade das alegações e permite avançar com a defesa activa da sua propriedade intelectual.

Um historial recente favorável ao estúdio

Este caso surge pouco depois de outra derrota judicial relacionada com Top Gun, quando um tribunal de recurso rejeitou a tentativa da família de Ehud Yonay — autor do artigo “Top Guns” que inspirou o filme original — de travar legalmente Top Gun: Maverick e futuros projectos da saga, incluindo um eventual Top Gun 3.

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Com estas decisões, o franchise protagonizado por Pete “Maverick” Mitchell parece finalmente livre de ameaças legais sérias. Tal como no ecrã, também nos tribunais, mexer com Top Gun continua a revelar-se uma má ideia.

Surpresas nos BAFTA: George Clooney, Dwayne Johnson e Julia Roberts ficam fora da longlist

A corrida aos Óscares começa a ganhar contornos inesperados

A divulgação das longlists dos BAFTA Film Awards trouxe algumas surpresas de peso e deixou desde já claro que a temporada de prémios está longe de ser previsível. Entre os grandes ausentes deste primeiro corte estão nomes tão sonantes como George ClooneyDwayne Johnson e Julia Roberts, todos eles com forte presença mediática nesta época e nomeações garantidas nos Golden Globes, que decorrem este domingo.

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As longlists, agora tornadas públicas, funcionam tradicionalmente como um importante termómetro para os Óscares, já que os BAFTA têm vindo a espelhar com frequência os resultados da Academia norte-americana. As nomeações finais serão anunciadas a 27 de Janeiro, com seis candidatos em cada categoria de interpretação.

Quando os BAFTA antecipam os Óscares… e quando não

Os números falam por si. Nos últimos 15 anos, 13 vencedores do BAFTA de Melhor Actor acabaram por repetir o triunfo nos Óscares. No caso das actrizes, 10 das últimas 12 vencedoras dos BAFTA arrecadaram também a estatueta dourada. Desde o início do século, apenas por duas vezes um actor venceu o Óscar sem sequer ter sido nomeado para um BAFTA — Matthew McConaughey (Dallas Buyers Club, 2014) e Denzel Washington (Training Day, 2002). O mesmo padrão raro repete-se na categoria feminina, com Jessica Chastain e Sandra Bullock como excepções.

Este historial torna ainda mais intrigante a ausência de Clooney, Johnson e Roberts da longlist.

Clooney elogiado, Johnson ovacionado… mas sem BAFTA

George Clooney tem recebido elogios entusiásticos pela sua interpretação em Jay Kelly, com a New York Magazine a afirmar tratar-se “da melhor performance da sua vida”. Ainda assim, o actor ficou fora da longlist principal, ao contrário do seu colega de elenco Adam Sandler, que surge na lista de Melhor Actor Secundário, mantendo viva a possibilidade da sua primeira nomeação aos BAFTA.

Já Dwayne Johnson era apontado como um potencial candidato forte aos Óscares graças a The Smashing Machine, filme sobre as origens do UFC que arrancou uma ovação de 15 minutos no Festival de Cinema de Veneza. A reacção emocionada do actor correu mundo — mas não chegou para convencer os votantes britânicos nesta fase.

Julia Roberts, por sua vez, concorre este fim-de-semana a um Globo de Ouro pelo seu papel em After the Hunt, de Luca Guadagnino, onde interpreta uma professora da Universidade de Yale. A sua última nomeação aos BAFTA remonta já a 2013, com August: Osage County.

Filmes excluídos, elegibilidade polémica e apostas fortes

A lista revelou ainda algumas exclusões inesperadas. O favorito ao Óscar de Melhor Filme de Animação, KPop Demon Hunters, foi considerado inelegível por ter estreado primeiro em streaming no Reino Unido, antes da sua curta passagem pelas salas de cinema. Também o actor brasileiro Wagner Moura ficou de fora pela sua participação no thriller político The Secret Agent, apesar de surgir como forte aposta nos sites de previsão como o Gold Derby.

Entre os filmes totalmente ignorados pelos BAFTA destacam-se o biopic Springsteen: Deliver Me from Nowhere e Anemone, o aguardado regresso de Daniel Day-Lewis após oito anos afastado do cinema.

Quem domina a corrida até agora

No topo da longlist surge One Battle After Another, de Paul Thomas Anderson, com 16 menções, incluindo Leonardo DiCaprio e um elenco de luxo que passa por Sean Penn, Benicio Del Toro e Teyana Taylor. Seguem-se Hamnet e Sinners(14), Marty Supreme (13), Bugonia e Frankenstein (12).

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Destaque ainda para o sucesso britânico I Swear, baseado na história real de John Davidson, e para The Ballad of Wallis Island, com Carey Mulligan na lista de Melhor Actriz Secundária. Já Goodbye June, a estreia na realização de Kate Winslet, marca presença na categoria de Melhor Filme Britânico.

Com as nomeações finais prestes a serem reveladas, a corrida aos BAFTA — e aos Óscares — promete ainda muitas reviravoltas.

Black Mirror regressa para a oitava temporada na Netflix — e a realidade continua a aproximar-se perigosamente

Charlie Brooker confirma novos episódios da série distópica mais influente da televisão moderna

É oficial: Black Mirror vai regressar para uma oitava temporada na Netflix. O anúncio foi feito pelo próprio Charlie Brooker, que confirmou estar já a escrever os novos episódios daquela que se tornou uma das séries mais duradouras — e inquietantes — do catálogo da plataforma.

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“I can confirm that Black Mirror will return, just in time for reality to catch up with it”, afirmou Brooker, num comentário que resume na perfeição o espírito da série: um espelho negro que, ao longo dos anos, deixou de parecer ficção científica para se transformar num exercício desconfortavelmente próximo do quotidiano.

Uma série que continua a reinventar-se — sem perder identidade

Quase 15 anos depois da sua estreia original no Channel 4Black Mirror mantém-se relevante precisamente porque nunca se acomodou. Brooker explicou que o processo criativo da nova temporada segue a lógica habitual: questionar o que ainda não foi explorado e decidir qual o “tom” adequado para este novo capítulo.

A analogia musical usada pelo criador é reveladora: cada temporada funciona como uma faixa diferente no mesmo álbum, com variações de ritmo, intensidade e género. Essa liberdade criativa tem permitido à série oscilar entre a sátira tecnológica, o drama existencial e, mais recentemente, o terror puro.

Do “Red Mirror” ao regresso às origens

Brooker já havia explicado que a sexta temporada funcionou como uma espécie de “Red Mirror”, com histórias mais próximas do horror clássico e menos centradas na tecnologia. Já a sétima temporada, segundo o próprio, regressou a uma abordagem mais alinhada com os primeiros anos da série — uma combinação de tecnologia, comportamento humano e consequências morais.

A oitava temporada, para já, mantém-se envolta em mistério. Não foram revelados detalhes sobre o elenco nem sobre o tom dominante, o que só aumenta a expectativa em torno dos novos episódios.

Uma série premiada… e em constante mutação

A confirmação da nova temporada surge numa altura particularmente simbólica. Black Mirror está nomeada para Melhor Série Limitada ou Antologia nos Golden Globes, com Rashida Jones e Paul Giamatti também nomeados pelas suas participações na sétima temporada.

Essa temporada incluiu episódios como “Common People”, protagonizado por Jones, “Eulogy”, com Giamatti, e ainda a primeira sequela oficial da série: o regresso ao universo de “USS Callister”, um dos episódios mais icónicos de Black Mirror.

Um futuro para lá do espelho

Entretanto, Brooker continua a expandir o seu universo criativo fora de Black Mirror. O autor está actualmente a desenvolver uma nova série policial para a Netflix, ainda sem título, protagonizada por Paddy ConsidineLena HeadeyGeorgina Campbell. Descrita com humor como “o mais sério policial de todos os tempos”, a série promete seguir uma linha deliberadamente auto-consciente — uma marca registada do criador.

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Quanto a Black Mirror, mais informações sobre a oitava temporada deverão ser reveladas em breve. Até lá, fica a certeza de que, enquanto a tecnologia continuar a avançar mais depressa do que a nossa capacidade de a compreender, haverá sempre espaço para mais um reflexo perturbador no espelho negro.

Wonder Man: quando Hollywood, super-heróis e ego colidem na nova aposta da Marvel

A série que promete olhar para o MCU… por dentro

Disney Plus estreia a 28 de Janeiro Wonder Man, uma das propostas mais curiosas e meta do universo Marvel até à data. Longe das batalhas cósmicas e dos destinos do multiverso, Wonder Man aposta num olhar irónico, quase satírico, sobre a própria indústria do entretenimento — e fá-lo a partir do ponto de vista de quem sonha com a fama… e de quem já a perdeu.

Situada algures entre a comédia dramática e a desconstrução do mito do super-herói, a série promete mostrar um lado raramente explorado do MCU: os bastidores de Hollywood, onde a ambição, o fracasso e o ego têm tanto peso como super-poderes.

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Simon Williams: um herói antes de ser herói

No centro da narrativa está Simon Williams, um aspirante a actor que luta para lançar a sua carreira num meio ferozmente competitivo. Simon é talento em bruto, mas ainda invisível — um rosto entre milhares à procura da oportunidade certa. Essa oportunidade surge de forma inesperada quando cruza o caminho de Trevor Slattery, actor em queda livre cuja fama pertence claramente ao passado.

O encontro entre estes dois homens, em extremos opostos da carreira, desencadeia uma descoberta improvável: o lendário e excêntrico realizador Von Kovak está a preparar um remake de Wonder Man, um antigo filme de super-heróis. De repente, o cinema dentro do cinema torna-se o verdadeiro palco da série.

Uma história sobre papéis — dentro e fora do ecrã

Wonder Man joga deliberadamente com camadas de ficção. Simon e Trevor não estão apenas a disputar um papel num filme fictício; estão a lutar por relevância, redenção e reconhecimento. A série explora a fragilidade da fama, o medo de ser esquecido e a obsessão de “chegar lá”, num meio onde o sucesso é volátil e implacável.

Ao mesmo tempo, o público é convidado a espreitar os bastidores da máquina de Hollywood: castings, egos inflados, decisões criativas absurdas e a tensão constante entre arte e indústria. Tudo isto filtrado pelo humor mordaz e autoconsciente que a Marvel tem vindo a afinar nos seus projectos mais recentes.

Uma Marvel diferente — e assumidamente meta

O grande trunfo de Wonder Man é assumir que o género dos super-heróis já tem história suficiente para brincar consigo próprio. A série não tenta reinventar o género pela acção, mas sim pelo comentário. É uma proposta que dialoga com o próprio público do MCU, convidando-o a rir, reflectir e reconhecer os clichés de um universo que conhece bem.

Sem abdicar do espectáculo, Wonder Man promete ser uma série mais adulta no discurso, mais subtil no tom e claramente interessada em explorar personagens — não apenas poderes.

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Estreia marcada

Com estreia marcada para 28 de JaneiroWonder Man posiciona-se como uma das apostas mais originais da Marvel no pequeno ecrã em 2026. Uma série sobre actores, filmes de super-heróis e o preço da ambição, onde o maior desafio pode não ser salvar o mundo… mas sobreviver a Hollywood.

Fevereiro no Cinemundo: um mês para cinéfilos sem pressa (e com memória)

Quando o frio aperta, o cinema responde à altura

Fevereiro pode ser curto, mas no Canal Cinemundo é um mês pensado para quem gosta de ficar — e sentir — até ao fim. A programação aposta numa combinação feliz entre estrelas consagradas, romances que atravessam décadas e filmes que marcaram gerações, daqueles que continuam a ganhar novas leituras sempre que regressam ao ecrã. É um Fevereiro para ver com tempo, atenção e aquela sensação confortável de rever velhos amigos.

Colin Farrell: a estrela do mês e um actor em permanente reinvenção

O grande destaque do mês é Colin Farrell, um actor que construiu a sua carreira a partir da recusa em ser previsível. Longe de se deixar prender a um único tipo de personagem, Farrell tem alternado entre superproduções, dramas intensos e cinema mais autoral, sempre com a mesma entrega física e emocional.

O especial Estrela do Mês ocupa as noites de sexta-feira, às 20h20, e traça um retrato sólido dessa versatilidade. Rumo à Liberdade abre o ciclo com uma narrativa de sobrevivência e resistência; Alexandre, o Grande mostra Farrell num dos papéis mais ambiciosos da sua carreira; Viúvas revela-o num registo mais contido, mas carregado de tensão; e Ava fecha o mês com um thriller moderno, seco e eficaz. Quatro filmes que ajudam a perceber porque é que Farrell continua a ser um nome incontornável do cinema contemporâneo.

Amores que não pedem licença ao tempo

Os domingos pertencem ao coração. O especial Amores por Entre Montes e Vendavais aposta em histórias que recusam a facilidade e preferem mostrar o amor como força transformadora — por vezes suave, outras vezes devastadora. Há romances clássicos como As Pontes de Madison County, onde cada silêncio pesa tanto como cada palavra, mas também títulos mais recentes que exploram o desejo, a imperfeição e as segundas oportunidades.

EiffelAlguém Tem Que Ceder e Viajantes: Instinto e Desejo convivem com propostas mais populares como Mr. & Mrs. Smith ou After – Depois do Desencontro, criando uma programação equilibrada entre romantismo adulto, paixão turbulenta e entretenimento puro. Filmes ideais para manhãs e tardes de domingo, quando o mundo pode esperar mais um pouco.

Lost in Translation: solidão, ligação e cinema no seu estado mais puro

Entre os filmes que merecem atenção especial este mês está Lost in Translation, uma obra que continua a tocar fundo em quem a revê. Realizado por Sofia Coppola, o filme é um estudo delicado sobre solidão, encontros improváveis e as ligações que nascem nos lugares mais inesperados.

Mais do que uma história de amor, Lost in Translation é um estado de espírito. A química entre Bill Murray e Scarlett Johansson, os silêncios carregados de significado e a cidade de Tóquio como personagem fazem deste filme uma escolha certeira para um público que aprecia cinema sensível, introspectivo e emocionalmente honesto. Um daqueles títulos que nunca perde força com o passar dos anos.

O Chacal: tensão clássica para quem gosta de thrillers à moda antiga

Outro regresso que fala directamente à memória cinéfila é O Chacal, um thriller tenso e eficaz que aposta na construção meticulosa do suspense. Com Bruce Willis num dos seus papéis mais frios e calculistas, o filme mantém um ritmo sólido e uma atmosfera de ameaça constante que o tornam perfeito para uma sessão nocturna.

O Chacal pertence a uma linhagem de thrillers que confiam mais na narrativa e na tensão psicológica do que no excesso de efeitos. É cinema de género bem feito, directo, e que continua a funcionar precisamente porque respeita o espectador.

Um mês pensado para quem gosta de cinema — e de voltar a ele

Fevereiro no Canal Cinemundo não é apenas sobre novidades ou estrelas do momento. É também sobre memória, redescoberta e a certeza de que há filmes que ganham ainda mais peso quando regressam ao pequeno ecrã no momento certo. Entre Colin Farrell, amores impossíveis, encontros silenciosos em Tóquio e assassinos metódicos, o canal constrói uma grelha que respeita quem vê cinema como algo mais do que simples passatempo.

Porque, no fim de contas, há meses que pedem pressa — e há outros, como este, que pedem apenas que carreguemos no play e fiquemos.

O ciclo percorre algumas das personagens mais marcantes do actor: começa com Rumo à Liberdade (6 de Fevereiro), passa pelo épico histórico Alexandre, o Grande (13 de Fevereiro), mergulha no thriller dramático Viúvas (20 de Fevereiro) e termina com Ava (27 de Fevereiro). Quatro filmes, quatro registos distintos, e a prova definitiva de que Farrell nunca escolhe o caminho mais fácil.

Amores que resistem a tudo — domingos dedicados à paixão no grande ecrã

Se as sextas são de intensidade dramática, os domingos são entregues ao coração. O especial Amores por Entre Montes e Vendavais ocupa as manhãs e tardes de Fevereiro com histórias de paixão que desafiam o tempo, a distância e as escolhas impossíveis.

Entre os destaques estão EiffelAs Pontes de Madison CountyAlguém Tem Que Ceder e Viajantes: Instinto e Desejo, acompanhados por títulos como After – Depois do DesencontroO Amor é o Melhor RemédioMr. & Mrs. Smith e Resistir-lhe é Impossível. São filmes que falam de reencontros, despedidas, desejos adiados e sentimentos que teimam em não desaparecer — perfeitos para um domingo sem pressas.

Onde o cinema continua a acontecer

Com perto de 400 estreias por ano, ciclos dedicados a grandes nomes do cinema e uma programação que respeita o espectador exigente, o Canal Cinemundo continua a afirmar-se como um espaço onde o cinema é tratado com paixão e variedade. Fevereiro é apenas mais uma prova de que, quando o frio aperta lá fora, o melhor lugar pode muito bem ser o sofá — desde que esteja sintonizado no canal certo 🎬.

Uma nova curta pode nascer no meio do Atlântico: MiratecArts lança a segunda edição do Prémio Curta Pico

Um anúncio feito em noite de cinema e celebração

MiratecArts anunciou oficialmente a segunda edição do Prémio Curta Pico, reforçando o seu compromisso com a criação cinematográfica nos Açores e, em particular, na ilha do Pico. O anúncio foi feito na noite de abertura do Montanha Pico Festival, no Auditório Municipal das Lajes do Pico, num momento que serviu também para celebrar o percurso internacional do vencedor da primeira edição do prémio.

A ocasião contou com a apresentação de First Date, da autoria de Luís Filipe Borges, uma curta-metragem que rapidamente se transformou num verdadeiro cartão-de-visita do talento emergente apoiado pelo Prémio Curta Pico.

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Um prémio pensado para filmar a ilha — e com a ilha

O Prémio Curta Pico é um projecto da MiratecArts com investimento directo dos três municípios da ilha montanha, num raro e significativo exemplo de cooperação cultural intermunicipal. Na apresentação estiveram presentes representantes das três autarquias: Catarina Manito, presidente da Câmara Municipal da Madalena, Susana Vasconcelos, vice-presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico, e Amílcar Goulart, vereador da Câmara Municipal das Lajes do Pico, acompanhados por Terry Costa, presidente da associação MiratecArts.

O concurso destina-se a realizadores, produtores ou produtoras que apresentem uma ideia para a rodagem de uma curta-metragem de ficção a filmar na ilha do Pico. O regulamento privilegia propostas que tenham a ilha como centro narrativo — seja pela sua história, tradições, paisagens, comunidades ou mesmo pela montanha enquanto personagem cinematográfica.

Um processo em duas fases e um olhar profissional

A selecção decorre em duas fases bem definidas. Numa primeira etapa, as propostas serão avaliadas por um júri composto por três elementos, um representante de cada município da ilha do Pico. Os projectos finalistas serão depois convidados a avançar para a segunda fase, onde terão de desenvolver a pré-produção da curta-metragem, incluindo equipa, orçamento e guião.

Nesta fase final, as propostas serão avaliadas por um júri de profissionais do sector audiovisual, sendo escolhida apenas uma ideia vencedora. O projecto seleccionado será anunciado em Janeiro de 2027, ano em que a curta-metragem será produzida e finalizada, com antestreia marcada para o Montanha Pico Festival 2028.

“Este é o plano para a segunda edição do Prémio Curta Pico”, sublinhou Terry Costa, destacando a ambição de continuar a criar cinema a partir da ilha, mas com alcance internacional.

Um exemplo de sucesso que continua a viajar

O impacto do prémio é já visível. First Date, vencedor da primeira edição, foi exibido em cerca de 50 festivais, em 16 países, e arrecadou 21 prémios, mantendo-se actualmente em circuito de distribuição no seu segundo ano. Um percurso que confirma a importância de iniciativas estruturadas de apoio à criação cinematográfica fora dos grandes centros urbanos.

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O regulamento e o documento oficial de candidatura estão disponíveis em www.picofestival.com, estando a MiratecArts aberta ao contacto de criadores interessados. O Montanha Pico Festival prossegue até 29 de Janeiro, com sessões regulares nas Lajes do Pico, São Roque e Madalena, reforçando o Pico como território vivo de cinema.

Quando o Cinema Enfrenta a Terra: A Savana e a Montanha abre “O Melhor de Portugal” no Montanha Pico Festival

Um filme que nasce do conflito real e se transforma em gesto colectivo

A comunidade de Covas do Barroso, no norte de Portugal, viveu um choque que mudou para sempre a sua relação com a terra. A descoberta de que a empresa britânica Savannah Resources planeava ali instalar a maior mina de lítio a céu aberto da Europa, praticamente à porta de casa, gerou um sobressalto que rapidamente se transformou em resistência. É dessa tensão, profundamente enraizada na realidade, que nasce A Savana e a Montanha, o mais recente filme de Paulo Carneiro, que abre a secção “O Melhor de Portugal” da 12.ª edição do Montanha Pico Festival.

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A sessão de abertura acontece na quinta-feira, 15 de Janeiro, às 21h00, no Auditório Municipal das Lajes do Pico, e promete ser um dos momentos mais marcantes desta edição do festival açoriano dedicado à cultura montanhosa.

Um documentário híbrido entre o real, o mítico e o cinematográfico

Paulo Carneiro define o filme como uma “reconstituição, reinvenção ou reinterpretação” dos acontecimentos vividos pela comunidade. Mas A Savana e a Montanha vai muito além do documentário clássico. Entre canções populares, encenações colectivas e referências visuais ao western, são os próprios habitantes que representam a sua luta, transformando a resistência num acto artístico e político ao mesmo tempo.

Este cruzamento entre cinema, teatro popular e memória colectiva confere ao filme uma identidade singular, onde o gesto cinematográfico não observa à distância, mas participa. O povo não é objecto do olhar da câmara: é autor, intérprete e força motriz da narrativa.

Um percurso internacional impressionante

Depois da estreia na Quinzena dos Realizadores de 2024, em França, A Savana e a Montanha iniciou um percurso internacional notável. O filme passou por dezenas de festivais e acumulou distinções em vários continentes, incluindo Menções Especiais em Melgaço e Valladolid, bem como prémios de público e de júri na Índia, Coreia do Sul, Timor-Leste e Turquia. Um reconhecimento que confirma a força universal de uma história profundamente local.

Este sucesso consolida a trajectória de Paulo Carneiro, que se estreou na longa-metragem com Bostofrio (2018), também exibido no Montanha Pico Festival, numa ligação afectiva que agora se renova.

“O Melhor de Portugal”: um retrato do cinema nacional recente

A secção “O Melhor de Portugal” é o grande foco desta edição do festival e reúne cinco obras estreadas nos últimos dois anos, escolhidas pelo director artístico Terry Costa com base no mérito criativo e impacto cultural. Além de A Savana e a Montanha, o público poderá ver Banzo de Margarida Cardoso, Grand TourO Teu Rosto Será o Último e Hanami.

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Até 29 de Janeiro, o Montanha Pico Festival espalha-se por três ecrãs da ilha do Pico, apresentando 35 obras — de curtas a longas-metragens — num programa que confirma o festival como um espaço singular de encontro entre cinema, território e identidade.

Matt Damon revela o segredo que o fez regressar ao peso do secundário aos 55 anos

Uma mudança simples na alimentação e muita disciplina para responder às exigências de Christopher Nolan

Matt Damon voltou a surpreender os fãs ao revelar que conseguiu atingir o peso que tinha no secundário — algo que não acontecia há décadas — graças a uma mudança aparentemente simples na sua alimentação. Aos 55 anos, o actor explicou que deixou de consumir glúten durante a preparação física para o seu mais recente filme, The Odyssey, realizado por Christopher Nolan.

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A revelação foi feita durante a sua participação no podcast New Heights, apresentado pelos irmãos Jason Kelce e Travis Kelce. Damon contou que Nolan lhe pediu um físico “magro mas forte”, um equilíbrio difícil de alcançar, sobretudo numa fase da vida em que o metabolismo já não colabora como antigamente.

“Estava mesmo em excelente forma. Perdi muito peso”, explicou o actor. “Ele queria-me magro, mas forte. É uma coisa estranha.”

Cortar o glúten e levar o corpo ao limite

Segundo Matt Damon, a grande mudança foi eliminar completamente o glúten da sua dieta, uma decisão tomada em articulação com o seu médico. O resultado foi impressionante: passou de um peso habitual entre os 185 e os 200 pounds (cerca de 84 a 91 quilos) para apenas 167 pounds (aproximadamente 76 quilos).

“Fiz todo o filme com esse peso. Não estava tão leve desde o secundário”, revelou. A transformação não aconteceu apenas à custa da alimentação. Damon sublinha que o processo envolveu um treino intensivo e uma dieta extremamente rigorosa, comparável à preparação física de atletas profissionais antes de uma época desportiva.

O actor trabalha regularmente com um treinador pessoal e explicou que, quando está a preparar um papel fisicamente exigente, o treino passa a fazer parte integrante da rotina diária. “Constróis o teu dia à volta disso. É o teu trabalho”, afirmou, estabelecendo um paralelismo com a disciplina dos jogadores da NFL.

Uma mudança que veio para ficar — mas com nuances

Matt Damon confessou ainda que não voltou a consumir glúten desde então. “Acabou. Sou totalmente gluten-free”, disse, sem hesitações. Ainda assim, o actor não promove a dieta como uma solução universal para perda de peso ou melhoria da saúde.

Uma dieta sem glúten elimina proteínas presentes em cereais como o trigo, a cevada e o centeio, sendo normalmente adoptada por razões médicas, como no caso da doença celíaca. Para a maioria das pessoas, no entanto, o glúten não representa um problema.

Especialistas, como nutricionistas da Mayo Clinic Health System, têm sublinhado que uma alimentação equilibrada, baseada em alimentos pouco processados, pode perfeitamente incluir cereais com glúten sem prejuízo para a saúde.

Um veterano das transformações físicas no cinema

Esta não é a primeira vez que Matt Damon fala abertamente sobre o desgaste físico associado às suas personagens. Numa entrevista à BBC em 2016, recordou que regressar à forma física para The Bourne Ultimatum foi “brutal”, especialmente quando comparado com o primeiro filme da saga.

“Com 29 anos já achei difícil. Aos 45 foi simplesmente brutal”, recordou, referindo uma cena de luta filmada no dia do seu aniversário.

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Aos 55, Damon prova que a disciplina, aliada a escolhas alimentares específicas, continua a ser uma arma poderosa — mesmo em Hollywood, onde o tempo raramente perdoa.

David Harbour abandona Behemoth! após desgaste com o final de Stranger Things

Actor afasta-se do novo filme de Tony Gilroy para descansar depois de meses intensos de promoção e pressão mediática

David Harbour deixou oficialmente o elenco de Behemoth!, o novo projecto cinematográfico de Tony Gilroy, realizador de Michael Clayton, desenvolvido pela Searchlight Pictures. A confirmação foi feita por um representante do estúdio à revista Variety, pondo fim às especulações que já circulavam nos bastidores de Hollywood.

Harbour estava anunciado como um dos protagonistas do filme, ao lado de Pedro Pascal e Olivia Wilde, mas decidiu afastar-se do projecto numa fase ainda inicial. De acordo com várias fontes próximas da produção, a decisão está directamente relacionada com o desgaste acumulado durante o encerramento de Stranger Things, cuja quinta e última temporada foi acompanhada por um prolongado calendário de lançamento e uma atenção mediática à escala global.

Um afastamento por exaustão, não por conflito

Segundo os relatos, David Harbour terá sentido necessidade de parar e descansar após meses de promoção intensa, entrevistas constantes e uma pressão pública considerável associada ao desfecho de uma das séries mais populares da última década. A decisão não terá estado ligada a divergências criativas nem a problemas com a produção de Behemoth!.

O papel que estava destinado ao actor já terá sido entregue a outro intérprete, embora o nome do substituto ainda não tenha sido revelado. Os representantes de Harbour não responderam aos pedidos de comentário, mantendo a postura discreta que tem marcado este afastamento.

O que se sabe sobre Behemoth!

Apesar de ainda existirem poucos detalhes concretos sobre o filme, a sinopse oficial descreve Behemoth! como a história de “um músico oriundo de uma família de músicos que regressa a Los Angeles”, sendo apresentado como “uma carta de amor à música do cinema e às pessoas que a criam”. O argumento foi escrito pelo próprio Tony Gilroy, que também assume a realização e a produção, ao lado de Sanne Wohlenberg.

O projecto tem despertado curiosidade precisamente por marcar o regresso de Gilroy a um cinema mais intimista, depois de anos associado a universos de grande escala, como Rogue One e a série Andor.

Um actor sempre aberto sobre saúde mental

Ao longo da sua carreira, David Harbour tem sido particularmente franco sobre a sua saúde mental. Diagnosticado com perturbação bipolar aos 26 anos, o actor nunca evitou o tema, defendendo uma abordagem mais ampla e menos redutora à discussão pública sobre estas questões.

Numa entrevista à Variety em 2022, Harbour sublinhou que o debate em torno da saúde mental tende a concentrar-se excessivamente na tragédia, esquecendo a complexidade da experiência humana. “Patologizamos a ideia de normalidade”, afirmou então, defendendo que todas as pessoas vivem realidades diversas que merecem ser compreendidas e respeitadas.

Um percurso marcado por personagens icónicas

David Harbour tornou-se um rosto incontornável da cultura pop graças à personagem Jim Hopper em Stranger Things, série que estreou em 2016 e encerrou recentemente com um episódio final de duas horas. Para além disso, o actor tem mantido uma presença regular no cinema, com participações recentes em títulos como Thunderbolts*A Working Man e Gran Turismo, bem como em séries animadas como Marvel Zombies e Creature Commandos.

A notícia do seu afastamento de Behemoth! foi inicialmente avançada pela conta de gossip Deuxmoi, mas rapidamente confirmada por meios de comunicação especializados, dando-lhe uma dimensão mais séria e contextualizada.

Mais do que um simples abandono de um projecto, este episódio parece reflectir uma escolha consciente de equilíbrio pessoal — algo ainda raro, mas cada vez mais necessário, numa indústria conhecida pelo seu ritmo implacável.

O Sucesso Foi Demasiado Grande para Ignorar: The Housemaid  Vai Ter Continuação

Sydney Sweeney consolida estatuto de estrela com novo fenómeno de bilheteira

Não foi preciso muito tempo para a decisão ser tomada. Pouco mais de duas semanas após a estreia, The Housemaid já garantiu oficialmente uma sequela. A Lionsgate anunciou que The Housemaid’s Secret entrará em produção ainda este ano, confirmando aquilo que os números de bilheteira e o burburinho nas redes sociais tornaram evidente: o público quer mais.

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O thriller psicológico protagonizado por Sydney Sweeney tornou-se um dos grandes sucessos da quadra natalícia, arrecadando mais de 75 milhões de dólares nos Estados Unidos e ultrapassando os 133 milhões a nível mundial em apenas 17 dias. Tudo isto com um orçamento relativamente modesto de 35 milhões, tornando o filme num triunfo financeiro claro para o estúdio.

Uma sequela já em marcha — e com a mesma equipa-chave

A nova produção será baseada no segundo livro da trilogia bestseller de Freida McFadden, continuando a história que conquistou leitores e espectadores. A Lionsgate revelou que o objectivo passa por reunir novamente a equipa principal, com Paul Feig de regresso à realização e Sydney Sweeney não só como protagonista, mas também como produtora executiva.

O argumento ficará novamente a cargo de Rebecca Sonnenshine, garantindo continuidade narrativa e tonal no universo sombrio e manipulador apresentado no primeiro filme.

Um thriller clássico com nervo contemporâneo

Em The Housemaid, Sydney Sweeney interpreta uma empregada interna contratada por um casal aparentemente perfeito, vivido por Amanda Seyfried e Brandon Sklenar. O que começa como uma oportunidade de recomeço rapidamente se transforma num jogo psicológico tenso, onde segredos, poder e manipulação se entrelaçam de forma cada vez mais inquietante.

O sucesso do filme mostra que o público continua receptivo a thrillers de médio orçamento, bem promovidos e pensados para a experiência de sala de cinema — algo que a Lionsgate fez questão de sublinhar no anúncio oficial.

Adam Fogelson, presidente do grupo cinematográfico do estúdio, destacou que a reacção do público foi “forte e audível”, tanto nas bilheteiras como nas redes sociais, sublinhando o desejo claro de saber “o que acontece a seguir”.

Um momento decisivo na carreira de Sydney Sweeney

Este êxito representa também uma viragem importante na trajectória de Sydney Sweeney. Depois do desapontamento comercial de Christy, drama de boxe lançado em Novembro que não foi além dos 2 milhões de dólares a nível mundial, The Housemaid surge como uma afirmação clara do seu poder de atracção junto do grande público.

Mais do que uma vitória isolada, o filme posiciona Sweeney como uma actriz capaz de liderar projectos comerciais sólidos, fora das franquias tradicionais, algo cada vez mais raro no panorama actual de Hollywood.

O segredo está longe de ser revelado

Com The Housemaid’s Secret já em desenvolvimento, tudo indica que este universo ainda tem muito para explorar. Se a sequela conseguir manter o equilíbrio entre tensão psicológica, personagens ambíguas e uma narrativa pensada para o grande ecrã, a Lionsgate poderá ter nas mãos uma nova saga de sucesso.

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E, para Sydney Sweeney, este pode muito bem ser o início de um novo capítulo — menos dependente de prestígio crítico e mais sustentado por salas cheias.

Retirement Plan: Curta Animada Nomeada para os Óscares Chega ao Disney+ com Domhnall Gleeson a Bordo

Uma pequena história sobre o futuro que todos imaginamos

O catálogo do Disney+ continua a crescer para lá dos grandes títulos e das franquias mais ruidosas. Desta vez, a plataforma aposta numa obra curta, delicada e profundamente humana. Retirement Plan, curta-metragem de animação seleccionada para a shortlist dos Óscares, acaba de ser adquirida pelo Disney+ no Reino Unido e em vários territórios europeus, levando consigo uma carga emocional muito maior do que a sua duração poderia sugerir.

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A novidade vem acompanhada de outro anúncio relevante: Domhnall Gleeson, que dá voz ao protagonista, passa também a integrar oficialmente o projecto como produtor executivo, reforçando o peso criativo e mediático da curta.

Um percurso de festivais absolutamente notável

Antes de chegar ao streaming, Retirement Plan já tinha conquistado um percurso invejável no circuito internacional. A estreia mundial aconteceu no Galway Film Festival, seguindo depois para o SXSW, onde arrecadou dois dos prémios mais cobiçados: o Grande Prémio do Júri e o Prémio do Público na competição de curtas de animação.

A consagração continuou no Palm Springs International ShortFest, onde venceu o prémio Best of the Festival. Este percurso culminou com a inclusão na shortlist da Academy Awards para Melhor Curta-Metragem de Animação — uma lista restrita de apenas 15 filmes.

Uma comédia suave sobre ansiedade, tempo e expectativas

Realizada pelo cineasta irlandês John KellyRetirement Plan acompanha Ray, um homem de meia-idade a braços com o cansaço mental e emocional da vida moderna. Enquanto enfrenta a sobrecarga do presente, Ray refugia-se em fantasias sobre a reforma: escrever poesia, praticar desportos radicais, cultivar legumes, ou até ensaiar as palavras perfeitas para se despedir dos entes queridos quando chegar o momento final.

Há, contudo, um detalhe incómodo que atravessa a narrativa como um murro silencioso no estômago: Ray não tem qualquer plano de reforma. Nem pensão. Nem segurança. Ainda assim, isso não o impede de imaginar um futuro pleno e quase idílico — uma contradição tão comum quanto dolorosamente actual.

Kelly descreveu o filme de forma desarmante, afirmando que basicamente transformou “um ataque de pânico numa curta-metragem”. O argumento foi co-escrito com Tara Lawall, numa colaboração que resulta numa obra simultaneamente pessoal, estranha e surpreendentemente universal.

Uma pequena jóia no catálogo do Disney+

Produzido por Andrew Freedman e Julie MurnaghanRetirement Plan demonstra como a animação continua a ser um meio privilegiado para explorar temas adultos com leveza e profundidade. A entrada da curta no Disney+ representa também uma abertura da plataforma a conteúdos mais autorais e menos formatados — algo que merece ser sublinhado.

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Curta, simples e emocionalmente honesta, Retirement Plan é daquelas obras que ficam a ecoar bem depois de terminarem os crédito.

Dave Filoni Prepara-se para Assumir o Comando Criativo de Star Wars — E a Galáxia Está em Suspense

A sucessão em Lucasfilm começa finalmente a ganhar forma

Durante anos, falou-se da eventual saída de Kathleen Kennedy e do futuro da liderança criativa de Star Wars. Agora, um novo relatório da imprensa norte-americana indica que o momento está cada vez mais próximo — e que o nome destinado a assumir o leme da saga é praticamente inevitável. Segundo a Puck NewsDave Filoni estará prestes a tornar-se co-presidente da Lucasfilm, ficando responsável por toda a vertente criativa do universo Star Wars.

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A estrutura será partilhada: Filoni assumirá o lado criativo, enquanto Lynwen Brennan ficará com a gestão executiva. Na prática, porém, as grandes decisões narrativas e estratégicas da galáxia muito, muito distante passarão inevitavelmente pelas mãos de Filoni.

Um nome que dispensa apresentações aos fãs

Para os fãs de longa data, Dave Filoni não é apenas um executivo — é um autor. O criador esteve por trás de sete temporadas de Star Wars: The Clone Wars e quatro temporadas de Star Wars Rebels, somando mais de 200 episódios que redefiniram o potencial narrativo de Star Wars na televisão.

Nos últimos anos, Filoni tornou-se também peça central da transição para live-action. Esteve profundamente envolvido em The Mandalorian, colaborou em The Acolyte e liderou o seu projecto mais pessoal: Ahsoka, que trouxe personagens-chave da animação para o cânone oficial da era Disney.

Boa notícia ou risco criativo?

A possibilidade de Filoni liderar Star Wars divide opiniões. Para muitos fãs, é uma escolha lógica — e desejada. Poucos conhecem tão bem o ADN da saga, o seu tom mitológico e o equilíbrio entre aventura, tragédia e esperança. Os seus melhores momentos em The Clone Wars são frequentemente citados como alguns dos pontos altos de Star Wars no século XXI.

Outros, no entanto, levantam reservas. A principal crítica passa pela tendência de Filoni em centralizar excessivamente a narrativa em personagens e acontecimentos ligados à era Clone Wars/RebelsAhsoka, apesar de ambiciosa, teve uma recepção morna junto do público mais generalista, precisamente por depender fortemente desse conhecimento prévio.

O legado (injustamente) controverso de Kathleen Kennedy

Curiosamente, Kathleen Kennedy continua a ser apontada como a grande vilã da era Disney, sobretudo pelos projectos menos bem recebidos. No entanto, foi também sob a sua liderança que surgiram apostas arriscadas e aclamadas como Andor — hoje vista como uma das melhores produções de Star Wars de sempre.

A sucessão não acontece, portanto, num vazio criativo, mas num contexto fragmentado, onde muitas séries foram canceladas, encerradas ou pensadas como eventos únicos.

Um futuro ainda envolto em nevoeiro

Actualmente, Ahsoka é a única série com continuidade confirmada no Disney+. No cinema, o regresso da saga passa por The Mandalorian and Grogu, um spin-off directo da televisão — algo impensável há uma década.

Há ainda projectos em desenvolvimento como Starfighter e Dawn of the Jedi, rodeados por um verdadeiro cemitério de filmes cancelados.

A galáxia precisa de uma direcção clara

O grande desafio de Filoni será libertar Star Wars da dependência eterna da era Skywalker. O futuro da saga passa, inevitavelmente, por avançar no tempo — ou recuar milhares de anos. Permanecer preso ao mesmo período histórico é um risco criativo que a franquia já não pode correr.

Nada disto é ainda oficial, mas tudo indica que Dave Filoni assumirá um papel central na liderança da saga. Se trouxer consigo uma visão clara, corajosa e menos autocentrada, poderá ser o estabilizador que Star Wars precisa desesperadamente numa fase marcada pelo caos pós-Andor.

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A Força, desta vez, parece mesmo estar com ele. ✨

Punhos, Poder e Sobrevivência: Mil Golpes Regressa ao Disney+ com uma Segunda Temporada Ainda Mais Brutal

O submundo de Londres volta a subir ao ringue

Depois de uma estreia que surpreendeu pela crueza, intensidade emocional e rigor histórico, Mil Golpes está de regresso para a sua segunda temporada, que estreia no dia 9 de Janeiro no Disney+. A série, criada por Steven Knight, aprofunda agora o mergulho num mundo onde a sobrevivência se conquista punho a punho, num ringue improvisado ou nas ruas implacáveis da Londres vitoriana.

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Se a primeira temporada estabeleceu o terreno — social, político e físico — esta nova leva de episódios promete elevar as apostas, tanto no combate como nos conflitos internos das personagens.

Um mundo onde cada combate deixa marcas

Ambientada no brutal circuito do boxe ilegal do século XIX, Mil Golpes destacou-se desde o início por retratar um lado raramente romantizado da época: a luta pela sobrevivência de homens e mulheres empurrados para a margem da sociedade, num sistema que favorece os poderosos e esmaga quem nasce sem privilégios.

A segunda temporada retoma a narrativa exactamente onde as feridas ainda estão abertas. As alianças são testadas, as rivalidades tornam-se mais pessoais e o preço da ambição revela-se cada vez mais alto. O ringue continua a ser o centro simbólico da série, mas é fora dele que se travam algumas das batalhas mais perigosas.

Personagens em transformação — e em rota de colisão

Um dos maiores trunfos de Mil Golpes está no desenvolvimento das personagens. Longe de arquétipos simples, a série constrói figuras complexas, moldadas pela violência do meio em que vivem. Nesta nova temporada, vemos protagonistas mais endurecidos, mas também mais vulneráveis, confrontados com escolhas que podem definir — ou destruir — o seu futuro.

Steven Knight mantém o seu estilo característico: diálogos cortantes, tensão constante e uma abordagem quase política às dinâmicas de poder. O boxe surge não apenas como espectáculo físico, mas como metáfora de classe, identidade e resistência.

Produção ambiciosa e identidade visual marcante

Visualmente, a série continua a impressionar. A recriação da Londres vitoriana mantém um nível elevado de detalhe, com cenários sombrios, ruas enlameadas e espaços fechados que reforçam a sensação de claustrofobia social. As cenas de combate são filmadas com brutalidade directa, evitando glamour e apostando num realismo que quase se sente no estômago.

O Disney+ aposta claramente em Mil Golpes como uma das suas séries adultas de referência, mostrando que a plataforma vai muito além do entretenimento familiar.

Uma segunda ronda que promete deixar marcas

A segunda temporada de Mil Golpes não chega para suavizar o que veio antes — chega para aprofundar, complicar e intensificar. Para quem procura uma série histórica sem filtros, com personagens fortes e uma narrativa que não foge à violência nem às suas consequências, este regresso é obrigatório.

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Prepare-se: quando o primeiro sino tocar a 9 de Janeiro, não haverá espaço para recuar. 🥊

Um Novo Nome Forte Pode Estar a Chegar a Gotham — e Não é Quem Está a Pensar

Matt Reeves prepara mais uma surpresa para a sequela de The Batman

A sequela de The Batman continua a ganhar forma — lentamente, mas com movimentos cirúrgicos — e as mais recentes informações prometem agitar os fãs do Cavaleiro das Trevas. Segundo avançou a imprensa norte-americana, Sebastian Stan estará em negociações para integrar o elenco de The Batman Part II, juntando-se a Robert Pattinson, que regressa ao papel de Bruce Wayne.

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O papel de Stan permanece envolto em segredo — como, aliás, tem sido regra neste universo construído por Matt Reeves— mas a simples possibilidade da sua entrada no projecto já é suficiente para alimentar teorias e especulações sobre novos vilões, aliados improváveis ou figuras-chave do submundo de Gotham.

Um elenco cada vez mais musculado

Este potencial casting surge pouco tempo depois de ter sido noticiado o envolvimento de Scarlett Johansson num novo papel no filme, reforçando a ideia de que Reeves quer elevar ainda mais o peso dramático e mediático da sequela. Caso o acordo com Sebastian Stan se concretize, The Batman Part II passará a contar com dois actores profundamente associados ao universo Marvel — ainda que agora em lados opostos da barricada.

Stan não é estranho ao cinema de super-heróis. Durante mais de uma década interpretou Bucky Barnes, o Winter Soldier, no Universo Cinematográfico da Marvel, tendo regressado recentemente à personagem em Thunderbolts*. A sua experiência em personagens moralmente ambíguas torna-o uma escolha particularmente interessante para o tom sombrio e realista que Reeves imprimiu a Gotham.

Um regresso muito aguardado

The Batman Part II tem início de rodagem previsto para a Primavera e estreia marcada para 1 de Outubro de 2027. A produção está a cargo dos co-responsáveis da DC Studios, James Gunn e Peter Safran, ao lado de Dylan Clark.

O primeiro The Batman foi um caso sério de sucesso num contexto particularmente difícil. Lançado num período ainda marcado pela pandemia e pela controversa estratégia de estreias simultâneas em cinema e streaming, o filme arrecadou 369,3 milhões de dólares nos Estados Unidos e 772 milhões a nível mundial, tornando-se o primeiro grande êxito cinematográfico da Warner Bros. no pós-Covid.

Sebastian Stan vive um dos melhores momentos da carreira

Para lá do universo dos super-heróis, Sebastian Stan tem vindo a consolidar uma carreira cada vez mais respeitada no cinema dramático. A sua interpretação de Donald Trump em The Apprentice valeu-lhe uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor, demonstrando uma versatilidade que poderá encaixar na perfeição no mundo denso, político e moralmente cinzento de Gotham.

Se a negociação chegar a bom porto, The Batman Part II ganha não apenas um actor popular, mas um intérprete capaz de acrescentar camadas dramáticas a um universo que aposta mais na complexidade psicológica do que no espectáculo puro.

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Agora, resta saber: herói, vilão… ou algo bem mais perigoso?

Hugh Jackman é um fora-da-lei assassino no violento The Death of Robin Hood

A lenda reinventada sob um manto de sangue, culpa e redenção

Esqueçam o arqueiro romântico que roubava aos ricos para dar aos pobres. Em The Death of Robin Hood, a nova aposta da A24, a lenda inglesa surge despida de idealismo e mergulhada numa escuridão raramente explorada no grande ecrã. O trailer agora revelado mostra Hugh Jackman como um Robin Hood envelhecido, violento e profundamente assombrado pelo seu passado — um homem mais próximo de um criminoso de guerra do que de um herói popular.

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O filme é escrito e realizado por Michael Sarnoski, cineasta que conquistou a crítica com Pig e que regressa agora a uma abordagem intimista, brutal e existencialista de um mito conhecido de todos. A estreia está prevista para ainda este ano, embora a data exacta não tenha sido, para já, anunciada.

Um Robin Hood marcado por crime e arrependimento

Nesta versão, Robin Hood é apresentado como um fora-da-lei cuja vida foi moldada pelo assassinato e pela violência. “Matei tantos que já nem os consigo contar”, confessa a personagem de Jackman no trailer, numa das frases mais perturbadoras do avanço. A noção de herói é substituída por uma reflexão amarga sobre culpa, memória e legado.

A oportunidade de redenção surge com uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer, que salva Robin após uma batalha particularmente violenta. A relação entre ambos parece assentar mais na dor partilhada do que em qualquer romance clássico, reforçando o tom trágico da narrativa.

Segundo Sarnoski, o cerne do filme está precisamente no choque entre a realidade e o mito: um homem que viveu o suficiente para assistir à romantização da sua própria violência, transformado em símbolo de justiça quando sabe, melhor do que ninguém, o monstro que foi.

Um elenco de peso para uma visão sombria

Além de Jackman e Comer, o elenco conta com Bill SkarsgårdMurray BartlettNoah Jupe e o jovem Elijah Ungvary. Embora os detalhes sobre as personagens secundárias ainda sejam escassos, o trailer sugere um mundo brutal, dominado por violência crua e dilemas morais.

A produção está a cargo do próprio Jackman, juntamente com Alexander Black, Aaron Ryder e Andrew Swett, reforçando o envolvimento criativo do actor num projecto que parece feito à medida da sua fase mais madura.

Uma desconstrução do herói clássico

Em declarações recentes, Sarnoski explicou que o seu Robin Hood é “um fora-da-lei assassino que fez coisas terríveis”, alguém que agora tem de lidar com o facto de ser lembrado como herói. É uma abordagem que encaixa perfeitamente na linha editorial da A24, conhecida por desconstruir géneros e figuras arquetípicas, preferindo zonas cinzentas a narrativas confortáveis.

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Com The Death of Robin Hood, tudo indica que estamos perante uma revisão radical de um dos mitos mais reutilizados da história do cinema — menos conto popular, mais tragédia existencial. E, pelo que o trailer revela, dificilmente será um filme para espectadores à procura de conforto.

Montanha Pico Festival arranca com noite dedicada ao cinema feito nos Açores

A 12.ª edição do Montanha Pico Festival tem início esta quinta-feira, 8 de Janeiro, às 21h, no Auditório Municipal das Lajes do Pico, com uma sessão de abertura inteiramente dedicada a obras produzidas nos Açores. A iniciativa, promovida pela associação MiratecArts, volta a afirmar o festival como um dos principais espaços de exibição e reflexão cinematográfica no arquipélago.

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Segundo Terry Costa, director artístico da MiratecArts, esta edição reforça a ligação entre o cinema e o território. “São dez noites de cinema em três grandes ecrãs da nossa ilha”, sublinha, explicando que, para além das habituais sessões em cenários montanhosos ou ligadas à cultura da montanha, o festival passa também a destacar longas-metragens portuguesas de relevo. Ainda assim, a abertura mantém-se fiel ao espírito local, com um programa dedicado exclusivamente aos Açores.

A sessão inaugural reúne um conjunto diversificado de curtas-metragens que levam ao grande ecrã paisagens e histórias das ilhas do Pico, Faial, Corvo e São Miguel. O público poderá assistir a First Date, de Luís Filipe Borges, Calhau, de Paulo Abreu, ilhoa, de Margarida Saramago, Reviralha, de Sara Massa, e Reflexos, de Francisco Rosas.

O programa inclui ainda ainda (não) em casa, de Kateryna Kondratieva, um filme que aborda a experiência de mulheres ucranianas que, devido à guerra, encontraram nos Açores um novo lugar para viver. A noite fica completa com a exibição da média-longa Alice: Mulher Moderna, de Tiago Rosas, produzida pela Palco Ilusões.

Alice: Mulher Moderna é um documentário dedicado à vida e ao legado de Alice Moderno, uma das personalidades mais marcantes da história açoriana. O filme constrói-se como uma visita guiada pelos locais onde viveu e trabalhou, conduzida pelo Professor Teófilo Braga, e enriquecida pelos comentários das investigadoras Cristina Pimentel e Isolina Medeiros. A actriz Margarida Benevides dá voz aos textos e pensamentos de Alice Moderno, revelando uma mulher escritora, jornalista, empresária, feminista e republicana, num contexto histórico profundamente conservador.

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A sessão de abertura é aberta ao público e de entrada livre. O Montanha Pico Festival prossegue ao longo do mês, com sessões às quintas-feiras no Auditório Municipal das Lajes do Pico até 29 de Janeiro. Às terças-feiras, o festival passa pelo Auditório do Museu dos Baleeiros e, entre 23 e 25 de Janeiro, ocupa também o Auditório da Madalena. Mais informações estão disponíveis em www.picofestival.com e nas redes sociais da MiratecArts.