O Cinema Ideal, um dos poucos cinemas independentes que ainda resistem no coração de Lisboa, comemora este mês uma década desde a sua reabertura sob a liderança de Pedro Borges. No entanto, esta celebração é marcada por sentimentos mistos, uma vez que a “turistificação selvagem” da cidade, como Borges descreve, tem provocado uma mudança drástica na vida urbana e nos hábitos culturais dos lisboetas.
Fundado em 1904, o Cinema Ideal tem uma história rica e diversificada, tendo passado por várias designações ao longo dos anos, como Salão Ideal, Piolho do Loreto e Cine Paraíso, antes de adquirir a sua atual identidade em 2014. Situado entre o Chiado e o Bairro Alto, esta sala sempre se destacou como um bastião do cinema de bairro, um espaço onde os espectadores podiam redescobrir o prazer de assistir a um filme numa sala tradicional.
Contudo, a transformação urbana acelerada, impulsionada pelo aumento do turismo e pela proliferação de alojamentos locais, tem afastado os residentes permanentes da zona e alterado drasticamente a demografia dos frequentadores do cinema. Segundo Pedro Borges, nos primeiros anos após a reabertura, a maioria dos espectadores do Cinema Ideal residia a uma distância de 15 a 20 minutos a pé. Hoje, a realidade é outra, com grande parte do público a ser composta por visitantes ocasionais que rapidamente abandonam a área após a sessão.
A “destruição da cidade”, como Borges descreve, não se limita apenas ao desaparecimento do público local, mas também à transformação do comércio de proximidade e ao aumento do número de hotéis e apartamentos turísticos. Esta nova realidade tem forçado uma reflexão sobre o futuro do Cinema Ideal, cuja existência, segundo Borges, poderá estar em risco se não forem tomadas medidas para mitigar os efeitos da turistificação.
Apesar do cenário adverso, o Cinema Ideal continua a resistir, sustentando-se exclusivamente da bilheteira e mantendo uma programação diversificada e de qualidade, sem recorrer à venda de pipocas ou refrigerantes, típicos de outras cadeias de cinema. Ao longo dos últimos dez anos, e excluindo o período de pandemia, a sala tem atraído uma média anual de 38.000 espectadores.
As comemorações do décimo aniversário incluem uma programação especial, destacando o filme ’24 Frames’ do realizador iraniano Abbas Kiarostami e a estreia do documentário ‘Verdade ou Consequência?’ de Sofia Marques. Estas iniciativas reafirmam o compromisso do Cinema Ideal em proporcionar uma experiência cinematográfica autêntica e culturalmente relevante, mesmo num contexto urbano cada vez mais desafiante.
A cineasta portuguesa de origem cabo-verdiana, Denise Fernandes, conquistou o Prémio Revelação na 77.ª edição do prestigiado Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, com a sua longa-metragem ‘Hanami’. Este projeto, filmado na Ilha do Fogo em Cabo Verde, explora as dores e alegrias do crescimento através da vida de uma menina desde a gestação até à adolescência.
Denise Fernandes, que já havia recebido reconhecimento no mesmo festival com a curta-metragem ‘Nha Mila’ em 2020, destacou-se nesta edição não só pelo prémio de Melhor Diretor Revelação, mas também por ter sido mencionada nas Menções Especiais. ‘Hanami’ narra a história de uma família numa ilha vulcânica remota, onde a jovem Nana enfrenta o dilema de partir ou ficar, aprendendo a valorizar as suas raízes num lugar onde todos parecem querer partir.
Além do sucesso de Fernandes, o festival premiou o filme lituano Akiplesa (Toxic) de Saule Bliuvaite com o Leopardo de Ouro, enquanto o Prémio Especial do Júri foi atribuído a ‘Mond’ de Kurdwin Ayub (Áustria). O Festival de Locarno, conhecido pela sua diversidade e qualidade na seleção de filmes, continua a ser um dos eventos mais importantes do circuito de cinema mundial, oferecendo uma plataforma para cineastas emergentes e consagrados.
Este ano, o festival contou também com a presença de outros cineastas portugueses, como Marta Mateus, que participou na competição internacional com ‘Fogo do Vento’, uma longa-metragem que aprofunda as histórias de uma comunidade alentejana e revisita a memória das gerações anteriores.
O mundo do cinema despediu-se este domingo de um dos seus maiores ícones, Alain Delon, que faleceu aos 88 anos na sua residência em Douchy, França. A notícia foi confirmada pelos seus três filhos, que pediram privacidade neste momento de luto.
Delon, cuja carreira se estendeu por mais de cinco décadas, foi uma figura central no cinema francês, tendo colaborado com grandes realizadores como Jean-Pierre Melville, Luchino Visconti e Louis Malle. Entre os seus filmes mais memoráveis estão ‘O Círculo Vermelho’, ‘O Leopardo’ e ‘Rocco e os Seus Irmãos’, que cimentaram a sua reputação como um dos maiores atores da sua geração.
Ao longo da sua carreira, Delon recebeu vários prémios, incluindo um César de Melhor Ator e uma Palma de Ouro honorária em Cannes. Nos últimos anos, o ator afastou-se gradualmente do cinema, aparecendo esporadicamente em eventos públicos. A sua morte marca o fim de uma era no cinema francês, deixando um legado de 122 filmes e uma influência indelével na história do cinema mundial.
O veterano ator Anthony Hopkins, conhecido pelos seus papéis icónicos em filmes como O Silêncio dos Inocentes, expressou recentemente a sua profunda admiração pelo trabalho de Bryan Cranston na série de televisão Breaking Bad. Numa carta que se tornou pública através das redes sociais, Hopkins não poupou elogios à performance de Cranston, descrevendo-a como “a melhor atuação” que já viu na sua vida.
Na carta, enviada através do agente Jimmy Barber, Hopkins revelou que assistiu a todos os episódios da série num período de duas semanas, afirmando ter ficado “viciado” na trama e na intensidade das performances dos atores. “Nunca vi nada assim… É grandioso!”, escreveu Hopkins, destacando a complexidade e a profundidade da personagem Walter White, interpretada por Cranston.
Hopkins, ele próprio um ator de enorme prestígio, com uma carreira que abrange várias décadas e inúmeros prémios, incluindo dois Óscares, mostrou-se impressionado pela consistência e qualidade da série ao longo das suas cinco temporadas. Para ele, Breaking Bad é uma verdadeira obra-prima, comparável a grandes épicos de Shakespeare ou da tragédia grega, pela forma como retrata a ascensão e queda de Walter White, um professor de química que se transforma num dos maiores criminosos dos Estados Unidos.
Além de Cranston, Hopkins elogiou todo o elenco da série, incluindo Anna Gunn, Aaron Paul, Dean Norris, e Bob Odenkirk, reconhecendo o talento e a dedicação de todos os envolvidos. Ele mencionou que raramente se sente tão inspirado por um trabalho artístico, mas que Breaking Bad renovou a sua fé na qualidade e no poder da arte cinematográfica.
Este reconhecimento por parte de Hopkins sublinha o impacto cultural de Breaking Bad, uma série que não só conquistou o público e a crítica, mas que também influenciou profundamente outros profissionais da indústria. O elogio de um ator do calibre de Hopkins apenas reforça a posição de Breaking Bad como uma das séries mais importantes e aclamadas da história da televisão.
O reconhecido realizador espanhol Pedro Almodóvar será homenageado no Festival de Cinema de San Sebastián com o prestigiado Prémio Donostia. Esta distinção, que celebra a carreira notável de Almodóvar, será entregue pela aclamada atriz britânica Tilda Swinton, numa cerimónia que antecede a exibição do seu mais recente filme, “La Habitación de al Lado” (“O Quarto ao Lado”), que estará em competição no festival basco.
O Prémio Donostia é uma das maiores honras concedidas pelo Festival de San Sebastián, que ao longo dos anos tem celebrado as carreiras de diversas personalidades de destaque no mundo do cinema. A organização do festival destacou a carreira prolífica de Almodóvar, que ao longo dos anos arrecadou mais de 170 prémios e 200 nomeações, incluindo Óscares, Césares, e reconhecimento nos principais festivais de cinema europeus. Além disso, o realizador foi agraciado com doutoramentos ‘honoris causa’ por instituições prestigiadas como as universidades de Oxford e Harvard.
Pedro Almodóvar é conhecido não apenas pelo seu talento artístico e estilo visual distinto, mas também pela forma como aborda temáticas complexas e contemporâneas. O seu cinema é marcado por uma escrita robusta de personagens femininas, uma direção de atores exímia e uma audácia em explorar temas como o universo LGBTIQ+, a religião, o sexo, os vícios e a memória histórica. Além disso, Almodóvar é reconhecido pelo seu compromisso político, manifestando-se publicamente contra conflitos bélicos e os discursos de extrema-direita.
A homenagem a Almodóvar no Festival de San Sebastián reforça a sua posição como um dos cineastas mais influentes e inovadores do cinema contemporâneo, cuja obra continua a desafiar e a encantar audiências em todo o mundo.
O Festival de Cinema de San Sebastián, que decorre entre 20 e 28 de setembro, será palco de uma presença significativa do cinema português, com duas coproduções a serem apresentadas no prestigiado Fórum de Coprodução Europa-América Latina. Estes projetos, dirigidos por cineastas brasileiros e argentinos, destacam-se pela colaboração entre múltiplos países, incluindo Portugal.
Entre os selecionados para o fórum está o projeto “Crocodila”, da realizadora brasileira Gabriela Amaral Almeida, uma coprodução entre Brasil e Portugal. O filme, previsto para estrear em 2026, promete ser uma obra singular, centrando-se na história de uma jovem herdeira de uma corretora de imóveis de luxo no Rio de Janeiro, que gradualmente se transforma num crocodilo assassino com sede de carne humana.
Outro projeto a ser apresentado é “La Escuela Pesada” do realizador argentino Hernán Rosselli, uma coprodução que envolve Portugal e outros sete países. Este filme, que será filmado em 2025, já ganhou atenção ao participar na oficina de coprodução do Festival de Cannes deste ano, aumentando as expectativas em torno do seu desenvolvimento.
Além destes projetos, o filme “On Falling”, da cineasta portuguesa Laura Carreira, integrará a competição oficial do festival, competindo pela Concha de Ouro. Este será um momento de grande relevância para o cinema português, que continua a afirmar-se no panorama internacional através de coproduções e colaborações com realizadores de diversos países.
O Festival de Cinema de San Sebastián deste ano promete ser um evento marcante, não só pela homenagem ao icónico Pedro Almodóvar, mas também pela participação de uma nova geração de cineastas que estão a ganhar terreno no cenário cinematográfico internacional. O realizador espanhol será distinguido com o Prémio Donostia, uma honra que sublinha a sua influência duradoura no cinema mundial. Este prémio será entregue por Tilda Swinton, antes da exibição do seu novo filme, “La Habitación de al Lado”.
A trajetória de Almodóvar é caracterizada por uma constante inovação e uma coragem inabalável para abordar temas sensíveis e controversos. O seu trabalho é reconhecido não só pela excelência técnica e estética, mas também pela profundidade emocional e pela capacidade de criar personagens complexas, especialmente femininas. O festival sublinhou o impacto de Almodóvar na cultura cinematográfica, evidenciando a sua contribuição para a representação de temas como a identidade de género, sexualidade e memória histórica.
Paralelamente, o festival servirá de palco para o surgimento de novos talentos, como a portuguesa Laura Carreira, que levará o seu filme “On Falling” à competição oficial. Este filme, que terá a sua estreia mundial no Festival de Toronto, é uma das grandes apostas do cinema português para este ano. Ao lado de Laura Carreira, outros jovens realizadores, como Gabriela Amaral Almeida e Hernán Rosselli, apresentam projetos inovadores no Fórum de Coprodução, demonstrando a vitalidade e a criatividade que caracterizam as novas gerações de cineastas.
A presença de Almodóvar e destas novas vozes no Festival de San Sebastián representa um encontro entre o legado de um mestre do cinema e o futuro da sétima arte, num evento que continua a ser um dos mais importantes no calendário cinematográfico mundial.
A morte de Matthew Perry, icónica estrela da série “Friends”, chocou o mundo do entretenimento em outubro de 2023. Recentemente, surgiram novas revelações que apontam para a responsabilidade direta de cinco indivíduos na trágica overdose que vitimou o ator, incluindo o seu assistente pessoal e dois médicos. Este desenvolvimento levanta questões inquietantes sobre a ética na medicina e o papel dos cuidadores na vida das celebridades que lutam contra dependências.
O procurador Martin Estrada, do Ministério Público, revelou que os médicos envolvidos no caso foram acusados de fornecerem a Matthew Perry doses perigosamente elevadas de cetamina, um potente anestésico comumente utilizado em tratamentos para dores crónicas e depressão. A gravidade do caso é intensificada pelo facto de os médicos terem deliberadamente explorado a vulnerabilidade do ator, que lutava contra a dependência de substâncias, para lucro pessoal. “Estes arguidos aproveitaram-se dos problemas de dependência de substâncias do senhor Perry para enriquecerem. Eles sabiam que o que estavam a fazer era errado”, afirmou Estrada, sublinhando a natureza predatória das ações dos acusados.
No dia fatídico, Perry recebeu várias injeções de cetamina, administradas pelo seu assistente pessoal, Kenneth Iwamasa, que vivia com ele. Foi o próprio Iwamasa que encontrou o ator sem vida, de bruços na banheira de hidromassagem da sua casa, em Los Angeles. Apesar da rápida resposta dos paramédicos, Perry foi declarado morto no local. A investigação subsequente revelou que, além dos médicos e do assistente, outras duas pessoas estavam envolvidas na administração da droga, com três dos acusados já a declararem-se culpados.
A autópsia realizada em dezembro confirmou que a quantidade de cetamina no sangue de Perry estava dentro dos limites utilizados para anestesia geral, sugerindo um uso controlado mas letal do fármaco. A cetamina, apesar de ser um medicamento antigo, tem visto um aumento significativo de utilização nos últimos anos como tratamento para depressão, ansiedade e dor. No entanto, o seu uso fora de um ambiente clínico controlado pode ter consequências fatais, como evidenciado neste trágico caso.
Pessoas próximas ao ator informaram que Perry estava a receber terapia de infusão de cetamina para tratar a sua depressão, mas os níveis da droga no seu sistema no dia da morte não poderiam ser explicados pelo último tratamento, que ocorreu uma semana e meia antes. As autoridades concluíram que a overdose foi acidental, sem suspeita de crime premeditado, mas com um claro nexo de responsabilidade nas ações imprudentes daqueles que deveriam ter cuidado da saúde do ator.
Matthew Perry, que lutou publicamente contra a dependência de substâncias durante grande parte da sua carreira, deixou uma marca indelével na televisão como Chandler Bing, um dos personagens mais queridos da série “Friends”. A sua morte não só é uma perda profunda para os fãs e para a indústria do entretenimento, mas também serve como um alerta sobre os perigos da dependência e as consequências potencialmente fatais de negligência médica e exploração.
O anti-herói Kraven, um dos vilões mais icónicos do universo do Homem-Aranha, está prestes a ganhar o seu próprio filme. Kraven – O Caçador, com estreia marcada para dezembro de 2024, promete explorar as camadas mais sombrias e complexas desta personagem, interpretada por Aaron Taylor-Johnson, num filme que segue a tendência recente de humanizar vilões clássicos da Marvel.
O novo trailer do filme já deu aos fãs uma ideia do que esperar, mostrando a origem de Kraven e as suas motivações. Tal como foi feito com Venom e Morbius, a Sony aposta em transformar um vilão num protagonista complexo, explorando a sua faceta como anti-herói. Além disso, o trailer revela a participação de outro vilão clássico do universo do Homem-Aranha, Rhino, que será interpretado por Alessandro Nivola.
A produção conta também com um elenco de peso, incluindo os vencedores dos Óscares Russell Crowe e Ariana DeBose. Sob a direção de J.C. Chandor, conhecido por filmes como Margin Call e Quando Tudo Está Perdido, Kraven – O Caçador promete uma abordagem cinematográfica que equilibra ação, drama e complexidade emocional.
Este filme é mais um passo na expansão do universo cinematográfico da Sony em torno do Homem-Aranha, que já inclui os populares filmes de Venom e as aclamadas animações de Homem-Aranha: No Universo Aranha. A expectativa é alta, especialmente com as promessas de cenas de ação intensas e uma narrativa que aprofunda a psique de Kraven, explorando o que o leva a ser um dos caçadores mais temidos do universo Marvel.
Com várias datas de estreia já adiadas, o filme finalmente chega às salas de cinema portuguesas a 12 de dezembro de 2024, e os fãs não poderiam estar mais ansiosos para ver como Kraven será trazido à vida neste novo capítulo do universo Marvel.
Em 2015, a Pixar trouxe ao mundo o filme Divertida Mente, que capturou a imaginação tanto de crianças quanto de adultos ao explorar de forma lúdica as emoções humanas durante os anos de formação. Agora, a aguardada sequela, Divertida Mente 2, promete ir ainda mais fundo na psique, abordando temas como o amadurecimento e a saúde mental com a mesma sensibilidade e criatividade que caracterizou o primeiro filme.
Em Divertida Mente 2, reencontramos Riley, agora com 13 anos, navegando as águas turbulentas da adolescência. A jovem está prestes a entrar na puberdade, uma fase repleta de mudanças, novos desafios e emoções intensas. Alegria, a protagonista emocional do primeiro filme, continua a liderar a equipa, mas agora enfrenta novos desafios na forma de novas emoções que surgem na mente de Riley: Ansiedade, Tédio, Inveja e Vergonha.
A inclusão da personagem Ansiedade é particularmente relevante, num momento em que as questões de saúde mental, especialmente entre adolescentes, ganham cada vez mais atenção. A Pixar consegue representar essa emoção de forma cativante, inicialmente retratando-a de maneira fofa e inofensiva, mas mostrando como, ao longo do tempo, ela pode tornar-se uma força dominadora e ameaçadora na vida de Riley.
O filme também explora como as emoções já conhecidas se transformam à medida que crescemos. Alegria, por exemplo, revela as suas próprias fragilidades, expressando como é difícil manter a felicidade constante. Tristeza, por sua vez, é mostrada não como uma força paralisante, mas como um catalisador necessário para o crescimento e a autocompreensão de Riley.
Visualmente, Divertida Mente 2 continua a impressionar, mantendo o estilo vibrante e colorido do primeiro filme, enquanto introduz novas técnicas de animação que refletem a complexidade das emoções humanas. A Pixar utiliza uma mistura de técnicas para estilizar as texturas e dar vida às emoções de uma maneira que é tanto visualmente atraente quanto emocionalmente ressonante.
Com uma dublagem de alta qualidade, a versão portuguesa do filme também brilha. Nomes como Miá Mello e Katiuscia Canoro dão voz a Alegria e Tristeza, respectivamente, enquanto novos personagens, como Ansiedade, ganham vida através de vozes que capturam perfeitamente a essência dessas emoções.
Em suma, Divertida Mente 2 é mais do que uma simples continuação; é uma exploração profunda das complexidades emocionais que todos nós enfrentamos à medida que crescemos. O filme é um lembrete poderoso de que as emoções não são estáticas, mas sim evolutivas, e que entender essa evolução é essencial para o nosso bem-estar.
O tão aguardado filme Deadpool & Wolverine finalmente chegou, trazendo consigo uma mistura explosiva de nostalgia e irreverência, características já conhecidas do universo de Deadpool. Desde a aquisição da Fox pela Disney, os fãs de Deadpool questionavam como o irreverente mercenário se encaixaria no mais “família” universo da Disney. A resposta vem com este filme que, ao mesmo tempo que faz rir, celebra duas décadas de cinema da Marvel com um toque de autocrítica e saudosismo.
O filme, realizado por Shawn Levy e protagonizado por Ryan Reynolds, traz de volta o icónico Hugh Jackman no papel de Wolverine. Depois do emocionante adeus à personagem em Logan (2017), Jackman retorna numa versão ainda mais desencantada e reticente, num esforço para redimir-se dos acontecimentos que levaram ao fim dos X-Men no seu universo. No entanto, é arrastado por Deadpool numa missão multiversal, que mais parece uma viagem caótica por vários momentos e referências do passado da Marvel sob a Fox.
Trailler Final
Deadpool & Wolverine navega pelas complexas águas do multiverso do MCU, proporcionando uma avalanche de referências e participações especiais que oscilam entre a galhofa e a nostalgia. Embora o filme se esforce para manter o tom desrespeitoso e caótico característico de Deadpool, fica claro que agora ele opera sob o olhar atento da Disney. Isso reflete-se na forma como o humor é balanceado com a necessidade de agradar a um público mais amplo, muitas vezes evitando ultrapassar certos limites que poderiam alienar a audiência “família” da Disney.
Ryan Reynolds, que além de protagonista é também produtor e colaborador no roteiro, consegue manter a essência do personagem ao mesmo tempo que explora novas camadas, especialmente nas interações com Wolverine. Este equilíbrio delicado entre a irreverência e a nostalgia é o que dá ao filme o seu charme único, embora por vezes as inúmeras referências e participações especiais façam a trama perder o foco, questionando-se se está a contar uma história ou apenas a divertir-se com ela.
No entanto, apesar das suas inconsistências, Deadpool & Wolverine consegue entregar uma experiência divertida e, em certos momentos, emocionante. Não é o filme que revolucionará o MCU, mas é certamente uma obra que celebra o passado, enquanto prepara o terreno para futuras aventuras. Com uma excelente banda sonora repleta de clássicos dos anos 2000, o filme é um presente para os fãs que têm seguido este universo desde o início, agora com a promessa de mais irreverência no horizonte, mas sempre com um toque de nostalgia.
O filme também se destaca pela química inegável entre Ryan Reynolds e Hugh Jackman. A dupla, que há anos mantém uma amizade cheia de provocações públicas, traduz essa dinâmica para o ecrã de forma brilhante. A interação entre Deadpool e Wolverine é o coração pulsante do filme, com diálogos afiados e cenas de ação que equilibram brutalidade com humor, algo que os fãs esperavam ansiosamente.
O diretor Shawn Levy, conhecido por trabalhos anteriores com Reynolds em Free Guy e Projeto Adam, traz novamente o seu toque característico, misturando ação e comédia com uma pitada de drama. Levy consegue, com habilidade, manter o tom do filme em sintonia com a natureza caótica de Deadpool, sem perder o fio condutor da história. No entanto, alguns críticos apontam que, em certos momentos, o filme parece hesitar entre seguir uma narrativa coesa e ceder à tentação de se perder em homenagens e referências ao passado da Marvel.
Outro ponto de destaque é a forma como o filme lida com o legado dos X-Men e da própria Marvel sob a Fox. Deadpool & Wolverine não se esquiva de abordar o fim da era Fox, mas faz isso com uma mistura de respeito e zombaria. O filme consegue ser, ao mesmo tempo, uma despedida e uma celebração dos momentos mais icónicos dos X-Men no cinema, algo que certamente ressoará com os fãs de longa data.
Apesar de não ser um filme revolucionário, Deadpool & Wolverine cumpre a sua promessa de entregar entretenimento puro, recheado de nostalgia e momentos inesquecíveis. Para os fãs, é uma oportunidade de revisitar personagens e histórias que ajudaram a moldar o universo dos super-heróis no cinema, agora sob uma nova luz. Para a Marvel, é um passo em direção ao futuro, com a promessa de que, mesmo sob a asa da Disney, Deadpool continuará a ser o mercenário boca-suja que todos conhecem e amam.
O filme também deixa algumas questões em aberto, especialmente sobre como Deadpool e Wolverine se integrarão no futuro do MCU. Embora o filme funcione bem como uma aventura autônoma, é impossível não especular sobre o que está por vir. Com o multiverso agora uma realidade consolidada no MCU, as possibilidades são infinitas, e os fãs certamente estão ansiosos para ver como esses personagens se encaixarão nas próximas fases do universo Marvel.
Em suma, Deadpool & Wolverine é um filme que, embora não livre de falhas, consegue ser uma celebração divertida e nostálgica do legado da Marvel. Com performances sólidas, uma trilha sonora cativante e uma dose saudável de humor e ação, o filme é uma adição digna ao catálogo crescente do MCU e uma prova de que, mesmo sob novas diretrizes, Deadpool continua a ser um dos personagens mais únicos e amados do universo Marvel.
No próximo dia 18 de agosto, os Canais TVCine vão celebrar o cinema nacional com um evento especial que promete ser imperdível para os amantes da sétima arte em Portugal. O Especial CinePortugal, transmitido em exclusivo no TVCine Edition, oferecerá uma maratona de cinema português que começará às 15h35 e se estenderá até à meia-noite, com a estreia de cinco filmes que destacam a diversidade e a riqueza do cinema lusófono.
A programação começa com o aclamado filme “1618”, de Luís Ismael, às 15h35. Baseado em factos verídicos, o filme explora o período da Inquisição em Portugal, onde o Visitador Sebastião de Noronha persegue os judeus no Porto. O protagonista, António Álvares, luta para salvar a sua família e comunidade, delineando um plano de fuga. Este filme, que já arrecadou mais de 60 prémios internacionais, é um projeto inter-religioso que visa combater o antissemitismo, e conta com um elenco de peso, incluindo Pedro Laginha e Mafalda Banquart.
Segue-se “Manga D’Terra”, às 17h05, a terceira longa-metragem de Basil da Cunha. A história acompanha Rosa, uma jovem cabo-verdiana que emigra para Lisboa em busca de uma vida melhor para os seus filhos, enfrentando os desafios de uma nova realidade, desde o assédio de gangsters até à violência policial. Este filme, que estreou no prestigiado Festival de Locarno, é protagonizado pela cantora Eliana Rosa e reforça a importância da música como um refúgio em tempos difíceis.
Às 18h45, é a vez de “Primeira Obra”, de Rui Simões, um filme que mistura realidade e ficção ao seguir Michel, um jovem investigador luso-descendente que explora a Revolução dos Cravos através do cinema. Em busca de respostas, Michel traça paralelismos entre o passado e o presente, numa viagem que o leva a descobrir o amor e a perceber que a vida e o cinema estão intrinsecamente ligados.
A noite continua com “O Vento Assobiando Nas Gruas”, de Jeanne Waltz, às 20h30. Baseado no romance homónimo de Lídia Jorge, o filme situa-se no Algarve dos anos 90 e aborda a complexa dinâmica entre duas famílias, uma portuguesa e outra cabo-verdiana, após a morte da matriarca. Com um elenco notável, incluindo Beatriz Batarda e João Lagarto, o filme é uma reflexão profunda sobre as relações humanas e as mudanças sociais em Portugal.
O evento culmina às 22h com “A Flor do Buriti”, de João Salaviza e Renée Nader Messora. Este filme, que estreou no Festival de Cannes e foi premiado pelo seu elenco, retrata a luta pela sobrevivência de uma comunidade indígena no coração da floresta brasileira. Contado através dos olhos de uma criança, o filme mergulha nas tradições ancestrais e na constante busca pela liberdade e preservação cultural.
Este Especial CinePortugal promete ser uma celebração única do cinema português, destacando a criatividade e a profundidade das histórias que refletem tanto a história como a contemporaneidade de Portugal e além-fronteiras. Não perca esta oportunidade de apreciar o melhor do cinema nacional no dia 18 de agosto, em exclusivo no TVCine Edition.
O mês de agosto traz uma programação imperdível para os amantes do cinema documental no TVCine Edition. Intitulada Tripla Documentários: Em Viagem, esta seleção especial apresenta três documentários que exploram o conceito de viagem em suas várias dimensões – seja física, emocional ou existencial. A série promete não só oferecer uma rica experiência cinematográfica, mas também convidar os espectadores a refletirem sobre questões profundas que atravessam a humanidade.
A Viagem de Papa Francisco (Estreia: 16 de agosto)
A programação inicia-se a 16 de agosto com A Viagem de Papa Francisco, um documentário dirigido por Gianfranco Rosi, conhecido pelo seu trabalho em Fogo no Mar e Nocturno. Este filme, que estreou no prestigiado Festival de Veneza, oferece uma visão existencialista das viagens de Papa Francisco, destacando a sua missão pelo mundo e o estado atual da Igreja Católica. O documentário traça um paralelismo intrigante entre as viagens do Papa e o percurso cinematográfico do realizador, especialmente nas viagens do Pontífice a Lampedusa e ao Médio Oriente, que ecoam as temáticas dos filmes anteriores de Rosi. Este é um documentário que vai além de um simples retrato, propondo um diálogo profundo sobre o papel da fé e da liderança espiritual num mundo em constante tumulto.
Via Norte (Estreia: 23 de agosto)
A segunda peça desta trilogia, Via Norte, estreia a 23 de agosto. Realizado por Paulo Carneiro, o documentário leva-nos numa viagem de 2000 km rumo ao Norte, onde o realizador se encontra com emigrantes portugueses que, por necessidade, deixaram o seu país. O filme centra-se na relação íntima que estes emigrantes têm com os seus carros, transformando o veículo num símbolo de identidade, memória e pertença. Via Norte utiliza este objeto comum para explorar questões mais amplas de comunidade e território, oferecendo uma visão única sobre a experiência da emigração portuguesa. É um retrato sensível e introspectivo, que dissolve as fronteiras entre o dia e a noite, entre a dureza da realidade e a busca por um novo começo.
Viagem Ao Sol (Estreia: 30 de agosto)
Fechando esta programação especial, no dia 30 de agosto, Viagem Ao Sol apresenta uma perspetiva comovente sobre a migração, através do olhar das crianças austríacas enviadas para Portugal no pós-Segunda Guerra Mundial. Com a direção de Ansgar Schaefer e Susana de Sousa Dias, o documentário utiliza imagens de arquivo, muitas delas de origem familiar, para criar uma reflexão poderosa sobre o impacto dos conflitos nas vidas dos mais vulneráveis. Viagem Ao Sol não só resgata um episódio pouco conhecido da História, mas também estabelece ressonâncias com os desafios migratórios contemporâneos, questionando a capacidade da Europa moderna em acolher e proteger o “Outro”. Este documentário, vencedor de prémios como a Árvore da Vida do IndieLisboa e o Prémio Sophia para Melhor Documentário em Longa-Metragem, promete ser uma experiência profundamente impactante para o público.
Uma Jornada de Reflexão
Tripla Documentários: Em Viagem no TVCine Edition não é apenas uma programação de filmes; é uma jornada através de histórias que nos conectam com as realidades humanas mais profundas. Cada documentário oferece uma perspetiva única sobre o que significa viajar – seja através da geografia, da história ou do próprio espírito. Esta série é uma oportunidade de mergulhar em narrativas que desafiam, inspiram e, acima de tudo, nos fazem pensar sobre o mundo em que vivemos.
Prepare-se para embarcar nesta viagem todas as sextas-feiras, de 16 a 30 de agosto, às 22h, em exclusivo no TVCine Edition.
Hedy Lamarr, nascida Hedwig Eva Maria Kiesler em 1914, em Viena, Áustria, é muitas vezes lembrada como uma das mais belas e talentosas atrizes de Hollywood durante a era de ouro do cinema. No entanto, a sua história vai muito além das câmaras e dos holofotes. Lamarr não só encantou o público com as suas atuações, mas também deixou uma marca indelével no mundo da tecnologia, sendo co-inventora de um sistema de comunicação que se tornou a base para a tecnologia moderna de Wi-Fi, GPS e Bluetooth.
A Ascensão em Hollywood
Hedy Lamarr começou a sua carreira cinematográfica na Europa, onde causou sensação com o filme “Êxtase” (1933), que chocou audiências pela sua ousadia. No entanto, foi em Hollywood que Lamarr realmente encontrou fama. Em 1938, assinou um contrato com a MGM e rapidamente se tornou uma das estrelas mais procuradas da época. Filmes como “Algiers” (1938), “Boom Town” (1940) e “Samson and Delilah” (1949) cimentaram a sua reputação como uma das grandes estrelas do ecrã.
Com o seu talento natural e uma beleza estonteante, Lamarr conquistou o público e os críticos. Era frequentemente referida como a mulher mais bela do mundo, uma imagem que, embora lhe tenha trazido grande sucesso, também a confinou a papéis estereotipados que pouco refletiam o seu verdadeiro intelecto e capacidade.
O Lado Oculto de Hedy: A Inventora
Por trás da imagem glamorosa de estrela de cinema, Lamarr era uma mulher de notável inteligência e curiosidade. Apaixonada por ciência e tecnologia desde jovem, dedicava muitas horas fora dos estúdios a estudar e a trabalhar em invenções. Durante a Segunda Guerra Mundial, motivada pelo seu desejo de ajudar os Aliados, Lamarr usou o seu talento de forma inesperada.
Em parceria com o compositor George Antheil, Lamarr co-inventou um sistema de comunicação por salto de frequência destinado a guiar torpedos de forma mais precisa e impedir que fossem detetados ou bloqueados pelo inimigo. Esta tecnologia, patenteada em 1942, era revolucionária. Embora não tenha sido imediatamente utilizada durante a guerra, décadas depois, a invenção de Lamarr e Antheil seria reconhecida como precursora das tecnologias sem fio que hoje são fundamentais na nossa vida quotidiana.
Reconhecimento Tardio
Apesar do seu contributo significativo para a ciência e tecnologia, Lamarr não recebeu o devido reconhecimento durante a sua vida. A sua patente expirou antes que a tecnologia fosse amplamente adotada, e foi apenas nas últimas décadas do século XX que a sua contribuição começou a ser devidamente reconhecida. Em 1997, Lamarr e Antheil foram honrados com o Pioneer Award pela Electronic Frontier Foundation, e Hedy foi finalmente reconhecida como uma das grandes mentes inovadoras do século XX.
Hedy Lamarr faleceu em 2000, mas o seu legado perdura tanto no cinema como na tecnologia. A sua história é um testemunho do poder de uma mente curiosa e determinada, que não se deixou limitar pelas expectativas da sociedade. Lamarr não só quebrou barreiras na indústria cinematográfica, como também deixou um impacto duradouro na ciência e tecnologia, áreas em que as contribuições de mulheres eram (e muitas vezes ainda são) subestimadas.
Para além da sua influência tecnológica, Lamarr continua a ser uma inspiração para mulheres em todo o mundo, mostrando que a inteligência e a beleza não são mutuamente exclusivas. O seu contributo para a tecnologia moderna é um lembrete poderoso de que as inovações mais significativas podem vir de onde menos se espera.
Alien: Romulus, a oitava entrada na icónica franquia Alien, acaba de ter sua estreia mundial, e as primeiras reações já estão a agitar a comunidade de fãs e críticos de cinema. Este novo capítulo, situado cronologicamente entre o clássico de 1979 dirigido por Ridley Scott e a aclamada sequela de 1986, Aliens, de James Cameron, promete expandir ainda mais o universo aterrorizante que cativou audiências durante mais de quatro décadas.
O filme é produzido por nomes de peso, incluindo o próprio Ridley Scott, Michael Pruss e Walter Hill, que retornam para garantir que a essência da série original se mantenha intacta, enquanto a narrativa avança para novas direções emocionantes. Inicialmente planejado para um lançamento na plataforma Hulu, à semelhança de Prey (2022), o aclamado prequel de Predator dirigido por Dan Trachtenberg, Alien: Romulus teve sua estreia repensada durante as filmagens. Em março, durante uma entrevista aprofundada ao The Hollywood Reporter, o diretor Fede Álvarez revelou que a decisão de levar o filme aos cinemas foi tomada de forma espontânea: “Assim que começámos a filmar, o estúdio disse: ‘Que se lixe, vamos lançar nos cinemas’”. Esta mudança sublinha a confiança do estúdio no apelo cinematográfico do projeto.
A decisão parece estar a valer a pena. Com lançamento em grande nos cinemas marcado para 16 de agosto, Romulus já está a causar burburinho, mesmo antes das críticas completas serem divulgadas. Na segunda-feira à noite, a primeira exibição do filme provocou uma onda de reações positivas, com muitos elogiando o retorno à atmosfera claustrofóbica e intensa que marcou os primeiros filmes da série.
Embora as críticas formais estejam programadas para serem publicadas na quarta-feira, as primeiras impressões sugerem que Romulus capta a essência do terror e suspense que fizeram de Alien uma referência no género de ficção científica. Fãs de longa data e novos espectadores têm razões para estarem ansiosos, pois parece que o filme não só honra o legado dos seus predecessores, como também introduz novos elementos que poderão revitalizar a franquia para uma nova geração.
O filme Equilibrium, lançado em 2002 e dirigido por Kurt Wimmer, é uma obra que se destaca não apenas pelo seu enredo distópico, mas também pela criação de uma arte marcial única e visualmente impressionante: o Gun-Kata. Ambientado num futuro apocalíptico, onde um regime totalitário controla a população através de uma droga que suprime as emoções humanas, Equilibrium combina temas de ficção científica com uma ação coreografada de forma inovadora, resultando numa experiência cinematográfica memorável.
O conceito de Gun-Kata foi desenvolvido pelo próprio diretor e roteirista, Kurt Wimmer, que concebeu a ideia em seu quintal, dando origem a uma técnica que mistura artes marciais tradicionais com o uso de armas de fogo. Inspirado pelo estilo Gun-Fu, popularizado em filmes de ação dirigidos por John Woo, o Gun-Kata leva a combinação de combates corporais e tiroteios a um novo patamar. Em vez de meramente disparar armas, os personagens de Equilibrium executam movimentos precisos e coreografados, que maximizam a eficiência dos disparos enquanto minimizam a exposição ao fogo inimigo. Esta abordagem cria sequências de ação que são ao mesmo tempo elegantes e letais, capturando a atenção do público com sua originalidade.
Os clérigos, guerreiros de elite do filme, são mestres desta técnica, e Christian Bale, no papel principal de John Preston, dá vida a um personagem que domina o Gun-Kata com precisão letal. O treino intensivo de Bale e de seu colega de elenco, Taye Diggs, foi levado muito a sério, resultando em performances que transparecem dedicação e autenticidade. As cenas de combate não são apenas visualmente impactantes, mas também revelam o compromisso dos atores em incorporar esta nova forma de combate ao enredo.
Outro elemento notável do filme é o uso de espadas do tipo Kendô, que foram especialmente encomendadas para as filmagens. Feitas de uma madeira leve, estas espadas foram projetadas para se partirem facilmente, uma medida de segurança para evitar ferimentos graves durante as cenas de luta. Esta atenção ao detalhe e à segurança permitiu que os atores se entregassem completamente ao treinamento e à execução das cenas de ação, sem comprometer a integridade física.
A vestimenta de Christian Bale em Equilibrium também merece destaque, com claras referências aos icónicos trajes de Bruce Lee. Esta escolha de figurino não apenas reforça o visual estilizado do filme, mas também presta uma homenagem ao legado das artes marciais no cinema, conectando a nova estética do Gun-Kata com as tradições estabelecidas por mestres do passado.
Além do sucesso de Equilibrium, o Gun-Kata voltou a aparecer em outro filme de Kurt Wimmer, Ultravioleta, demonstrando a fascinação do diretor por este estilo de combate único. Embora Ultravioleta não tenha alcançado o mesmo reconhecimento que Equilibrium, ele serve como uma prova adicional da criatividade de Wimmer e do seu desejo de explorar novas fronteiras na ação cinematográfica.
No final das contas, Equilibrium é muito mais do que apenas um filme de ação; é uma exploração estilística do que é possível quando se combina a imaginação com a técnica. O Gun-Kata representa a inovação dentro do género, oferecendo ao público uma visão de combate que é ao mesmo tempo futurista e profundamente enraizada nas tradições das artes marciais. Para os entusiastas de cinema e artes marciais, Equilibrium oferece uma experiência única, onde cada movimento e cada cena de luta são cuidadosamente coreografados para criar um espetáculo visual inesquecível.
Matt Damon, conhecido pelo seu papel icónico como Tom Ripley no filme “O Talentoso Mr. Ripley” de 1999, revelou recentemente que teve dificuldades em assistir à nova adaptação da história, protagonizada por Andrew Scott. Em uma entrevista recente, o ator, que já interpretou diversas personagens memoráveis ao longo da sua carreira, incluindo Jason Bourne, admitiu que revisitar o universo de Ripley duas décadas depois foi um desafio emocional.
Damon, agora com 53 anos, partilhou as suas memórias sobre a realização do thriller dirigido por Anthony Minghella, uma obra que marcou profundamente a sua carreira. O filme de 1999, baseado no romance de 1955 de Patricia Highsmith, capturou a complexidade psicológica e moral da personagem de Ripley, tornando-se uma referência no género. No entanto, com o lançamento de uma nova série da Netflix em abril, que trouxe Andrew Scott como o novo rosto de Ripley, Damon confessou ter tido dificuldades em revisitar o personagem.
“Não sei se voltaria a interpretar Ripley”, disse Damon durante a entrevista. “Associo muito do que fizemos ao trabalho com Anthony Minghella, que já nos deixou. Não sei se conseguiria fazê-lo sem ele.” A relação profissional e emocional que Damon desenvolveu com Minghella durante a produção de “O Talentoso Mr. Ripley” parece ter criado uma barreira emocional que o impede de se reconectar plenamente com o personagem.
Damon explicou ainda que, embora reconheça a qualidade da nova adaptação, assistir à série foi difícil devido às suas lembranças pessoais do filme original. “Tive dificuldades em ver a nova versão, por mais bela que seja e por mais talentosos que todos sejam. Foi difícil mergulhar de novo naquela história porque as minhas memórias estão profundamente ligadas a sentimentos pessoais sobre aquela experiência.”
A nova minissérie da Netflix, que se passa em Itália, reinterpreta a história de Tom Ripley, um americano que desenvolve uma obsessão mortal pelo playboy Dickie Greenleaf, interpretado por Johnny Flynn. A série, que conta com oito episódios, explora territórios ainda mais sombrios do que o filme dos anos 90, oferecendo uma visão mais crua e inquietante do personagem de Ripley. Andrew Scott, conhecido pelo seu papel em “Fleabag”, dá vida a um Ripley ainda mais sinistro e perturbador, distanciando-se ligeiramente da interpretação de Damon, que foi marcada por uma ambiguidade moral que gerava uma inesperada simpatia por parte do público.
A complexidade de Ripley, um homem perturbado e manipulado por desejos sombrios, foi um dos aspectos que Patricia Highsmith, a autora de “O Talentoso Mr. Ripley”, soube explorar com maestria no seu livro. Tanto Damon quanto Scott receberam elogios por conseguir dar vida a uma personagem tão complexa, mantendo o equilíbrio entre a perturbação psicológica e a simpatia do público.
Damon reconheceu o talento de Highsmith ao criar uma narrativa onde o mal triunfa sobre o bem, uma vitória que tanto ele como Scott conseguiram transpor para o ecrã de formas distintas, mas igualmente impactantes. “O que eu previ que faria uma vez, já o estou a fazer neste mesmo livro”, escreveu Highsmith no seu diário. “Ou seja, mostrar o triunfo inequívoco do mal sobre o bem, e rejubilar-me com isso. Farei os meus leitores rejubilarem com isso também.”
O futuro de Damon no papel de Ripley pode ser incerto, mas a sua interpretação do personagem permanece gravada na memória de muitos, assim como a sua admiração pelo trabalho de Anthony Minghella e o impacto duradouro que “O Talentoso Mr. Ripley” teve na sua vida e carreira.
Com o sucesso contínuo da série House of the Dragon, que serve como prequela de Game of Thrones, o Hollywood Reporter decidiu fazer um ranking dos episódios lançados até agora. Com dezoito episódios distribuídos ao longo de duas temporadas, a série já consolidou o seu lugar no panteão das grandes produções televisivas. Embora cada episódio tenha os seus méritos, alguns destacam-se mais do que outros, quer pela narrativa intensa, quer pelas cenas de ação ou pelo desenvolvimento profundo das personagens.
18. “The Queen Who Ever Was” (Temporada 2, Episódio 8)
Este episódio final da segunda temporada trouxe alguns momentos marcantes, como as visões de Daemon e o encontro entre Rhaenyra e Alicent. No entanto, como final de temporada, deixou muito a desejar em termos de resolução, frustrando os fãs com várias questões por responder. A crítica não foi branda, e muitos consideraram este episódio uma oportunidade perdida para fechar a temporada em grande.
O penúltimo episódio da primeira temporada, apesar de conter cenas memoráveis, como a fuga de Rhaenys em cima de um dragão, foi criticado pela adição de elementos que não estavam no material original de George R.R. Martin. Embora emocionante, o episódio foi considerado desnecessariamente sensacionalista, especialmente num momento tão crucial da trama.
16. “The Princess and the Queen” (Temporada 1, Episódio 6)
Este episódio marca a transição para novas atrizes que interpretam Rhaenyra e Alicent, substituindo Milly Alcock e Emily Carey. Embora as novas atrizes tenham desempenhos sólidos, a mudança brusca fez com que este episódio fosse visto como um dos mais fracos, devido à dificuldade em estabelecer a continuidade emocional da história.
15. “Regent” (Temporada 2, Episódio 5)
Seguindo um dos episódios mais aclamados da série, Regent é um episódio de transição que prepara o terreno para os novos desenvolvimentos políticos em Westeros. A complexidade das intrigas palacianas e o novo papel de Aemond como Príncipe Regente fazem deste um episódio importante, mas não tão memorável como outros.
Este episódio introduz a ideia dos “Dragonseeds”, descendentes Valyrianos que podem montar dragões. Embora o conceito seja fascinante, a execução ficou aquém das expectativas, com cenas de ação que não tiveram o impacto esperado, mas que prepararam o terreno para novos conflitos.
13. “Rhaenyra the Cruel” (Temporada 2, Episódio 2)
O confronto entre os gémeos Cargyll é o ponto alto deste episódio, uma luta brutal que tirou uma página diretamente do livro, embora com algumas adaptações. Este episódio destacou-se pela intensidade das suas cenas de combate e pelas decisões difíceis que as personagens tiveram de enfrentar.
12. “King of the Narrow Sea” (Temporada 1, Episódio 4)
Daemon Targaryen volta triunfante a King’s Landing, mas a sua relação com o irmão Viserys rapidamente se deteriora. A força deste episódio está nas complexas dinâmicas familiares e nas consequências das escolhas de Daemon, que continuam a ecoar ao longo da série.
11. “The Burning Mill” (Temporada 2, Episódio 3)
Este episódio mergulha nos conflitos entre os Brackens e os Blackwoods e introduz as sombrias visões de Daemon. É um episódio denso, cheio de simbolismo e de cenas que remetem aos temas mais sombrios de Game of Thrones, incluindo uma memorável cena de bordel.
10. “The Heirs of the Dragon” (Temporada 1, Episódio 1)
O episódio que deu início a tudo. Com a responsabilidade de reiniciar o interesse por Westeros, o primeiro episódio de House of the Dragon conseguiu captar a atenção do público com novas personagens e uma trama focada em intrigas políticas. Embora não seja perfeito, estabeleceu firmemente o tom da série.
9. “The Rogue Prince” (Temporada 1, Episódio 2)
Um dos momentos visuais mais icónicos da série ocorre neste episódio, com a confrontação entre Otto Hightower e Daemon na ponte de Dragonstone. A entrada de Rhaenyra montada no seu dragão elevou a tensão e consolidou este episódio como um dos favoritos dos fãs.
8. “Blood and Cheese” (Temporada 2, Episódio 1)
Este episódio é marcado pela brutalidade e pela vingança, com uma das cenas mais viscerais da série. Embora chocante, foi aplaudido pela forma como capturou a essência de Fire & Blood, mostrando o quão longe as personagens estão dispostas a ir para alcançar os seus objetivos.
7. “The Red Sowing” (Temporada 2, Episódio 7)
O plano para recrutar novos cavaleiros de dragões finalmente dá frutos neste episódio, com a entrada de Hugh Hammer e Ulf no jogo de poder. A cena final, com Aemond a confrontar Rhaenyra em Dragonstone, foi um dos momentos mais aguardados e não desiludiu.
O primeiro confronto entre dragões na série ocorre neste episódio, com Aemond a perseguir e a matar o seu primo Luke. A cena do dragão Vhagar a atravessar um céu tempestuoso é uma das mais evocativas de toda a série, deixando uma marca indelével nos fãs.
5. “We Light the Way” (Temporada 1, Episódio 5)
Um casamento em Game of Thrones raramente acaba bem, e House of the Dragon não é exceção. Este episódio mistura celebração com tragédia, culminando na partida dramática das jovens atrizes que conquistaram o público na primeira metade da temporada.
4. “Second of His Name” (Temporada 1, Episódio 3)
Este episódio destaca-se pela sua narrativa dinâmica, alternando entre o drama interno dos Targaryen e a épica batalha final de Daemon contra o Crabfeeder. Foi um marco na série, mostrando a capacidade de House of the Dragon em entregar tanto drama quanto ação.
3. “Driftmark” (Temporada 1, Episódio 7)
Apesar das críticas à iluminação, Driftmark é considerado um dos melhores episódios devido ao momento crucial em que Aemond reclama o dragão Vhagar. Esta ação desencadeia uma cadeia de eventos que culmina em consequências desastrosas para a família Targaryen.
2. “The Red Dragon and the Gold” (Temporada 2, Episódio 4)
O melhor episódio da segunda temporada, segundo muitos fãs, apresenta a batalha de dragões mais intensa até agora, com três dragões em combate. Este episódio mostrou a série no seu auge, combinando ação espetacular com drama familiar profundo.
1. “The Lord of the Tides” (Temporada 1, Episódio 8)
O episódio que encapsula o verdadeiro coração de House of the Dragon. Mais do que a violência, é o drama familiar que move a série, e The Lord of the Tides mostra isso de forma brilhante. A cena de Viserys a caminhar lentamente até ao trono é uma das mais emocionantes da série, marcando o fim de uma era em Westeros e preparando o terreno para a tragédia que se seguirá.
Com a série já na sua metade, o futuro promete ainda mais drama e surpresas, enquanto as rivalidades dentro da casa Targaryen continuam a aquecer.
“It Ends With Us”, o novo drama romântico protagonizado por Blake Lively, superou todas as expectativas ao arrecadar 50 milhões de dólares no seu fim de semana de estreia na América do Norte. Este resultado faz do filme a maior abertura de sempre para Lively como atriz principal, reforçando a sua posição como uma das estrelas mais influentes de Hollywood.
O filme, que adapta o romance de Colleen Hoover, toca em temas profundos de trauma, amor e escolhas difíceis, centrando-se na personagem de Lively, Lily Bloom, que luta para superar um passado doloroso e construir uma nova vida. A narrativa poderosa e a performance de Lively foram determinantes para o sucesso do filme, especialmente entre o público feminino, que representou 84% dos espectadores.
Internacionalmente, “It Ends With Us” também impressionou, arrecadando 30 milhões de dólares em 42 mercados, totalizando 80 milhões de dólares em todo o mundo. Na Europa, o filme liderou as bilheteiras no Reino Unido, com uma receita de 5,7 milhões de dólares, e teve uma receção calorosa na América Latina e na Ásia-Pacífico, com destaque para a Austrália.
Este desempenho não só destaca a procura por filmes dirigidos ao público feminino, como também sublinha a importância da representação e da diversidade no cinema. O sucesso de “It Ends With Us” demonstra que histórias centradas em personagens femininas complexas e multidimensionais têm um público vasto e fiel.
Como produtora do filme, Blake Lively desempenhou um papel crucial em todas as etapas da produção, desde a escolha do elenco até à promoção do filme. A sua dedicação e visão ajudaram a transformar “It Ends With Us” num dos filmes mais comentados e bem-sucedidos do ano.
O casal de Hollywood, Ryan Reynolds e Blake Lively, alcançou um feito notável nas bilheteiras com os seus mais recentes filmes, “Deadpool & Wolverine” e “It Ends With Us”. Os dois filmes, embora distintos em género e público-alvo, conseguiram capturar a atenção do público global, criando um fenómeno de bilheteiras comparável ao “Barbenheimer”.
“Deadpool & Wolverine” da Marvel Studios e Disney, que se destaca pela sua mistura de humor irreverente e ação desenfreada, continua a quebrar recordes. No seu terceiro fim de semana, o filme arrecadou 54,2 milhões de dólares na América do Norte, elevando o total doméstico para 494,3 milhões e os ganhos internacionais para 535,2 milhões de dólares. Com um total global que ultrapassa a marca de 1,029 mil milhões de dólares, o filme está prestes a destronar “Joker” como o filme R-rated mais lucrativo de sempre nas bilheteiras mundiais.
Por outro lado, “It Ends With Us”, protagonizado e produzido por Blake Lively, teve uma estreia impressionante, arrecadando 50 milhões de dólares apenas no mercado doméstico, superando todas as expectativas. O filme, baseado no romance best-seller de Colleen Hoover, explora temas de amor, trauma e superação, e captou especialmente o público feminino, com 84% dos bilhetes vendidos a mulheres. A nível global, o filme já arrecadou 80 milhões de dólares, com destaque para os mercados europeus, onde liderou as bilheteiras no Reino Unido.
Este sucesso não só é um marco para o casal, mas também representa um renascimento das bilheteiras de agosto, com as receitas domésticas a subirem 35% em comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, é a primeira vez na história que dois filmes de agosto ultrapassam os 50 milhões de dólares no mesmo fim de semana.
Ryan Reynolds e Blake Lively têm promovido ativamente os filmes um do outro, evitando qualquer competição direta. Este apoio mútuo e a proximidade das datas de lançamento resultaram no que muitos já chamam de um “momento Barbenheimer”, com ambos os filmes a dominarem as conversas e as bilheteiras.