“O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”: Marvel Apresenta Um Começo Cósmico e Familiar Para a Primeira Família dos Super-Heróis

🌀 Depois de anos de espera, rumores e reinvenções falhadas, O Quarteto Fantástico prepara-se para finalmente entrar no Universo Cinematográfico da Marvel — e fá-lo com um título revelador: Primeiros Passos. O novo filme, com estreia marcada para 24 de julho de 2025, promete ser mais do que apenas uma introdução a estes heróis. Será, segundo o novo trailer, uma viagem ao coração daquilo que define o Quarteto: família, descoberta, ciência… e um toque muito retro.

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Entre o amor e a radiação cósmica: um Quarteto de rosto novo

Pedro Pascal lidera o elenco como Reed Richards, o Senhor Fantástico — um génio científico dividido entre as equações do universo e a emoção de ser (em breve) pai. Ao seu lado, Vanessa Kirby encarna Sue Storm, a Mulher Invisível, cuja gravidez é um dos elementos centrais da narrativa — uma escolha ousada que promete trazer emoção e complexidade à história.

Joseph Quinn surge como Johnny Storm, o impulsivo Tocha Humana, enquanto Ebon Moss-Bachrach dá vida a Ben Grimm, o eterno Cosa de coração mole e punho de pedra. O grupo, ainda a aprender a lidar com os seus poderes, é apresentado numa fase inicial — como indica o subtítulo Primeiros Passos — mas já com uma ameaça de proporções galácticas à vista.


Galactus e a Surfista Prateada: os deuses entram em cena

O trailer revela que os heróis vão enfrentar Galactus, o devorador de mundos, interpretado por Ralph Ineson. Com voz cavernosa e presença imponente, Galactus surge acompanhado da sua arauta: a enigmática Surfista Prateada, aqui reinterpretada por Julia Garner — um casting que causou surpresa entre os fãs mais conservadores, mas que poderá trazer nova dimensão à personagem.

Este confronto com o cósmico abre também portas a futuras ramificações do MCU, especialmente com a eventual introdução de Franklin Richards, o filho de Reed e Sue, que nos comics tem poderes com ligações aos mutantes. Teremos aqui uma ligação ao universo dos X-Men? A especulação está em marcha.


Visual retro, narrativa nova

Uma das grandes surpresas do trailer é o estilo visual: há uma clara inspiração nos anos 1960, com uma estética retro-futurista que mistura equipamentos analógicos, arquitetura modernista e cores saturadas. É uma escolha artística que presta homenagem à era original da banda desenhada criada por Stan Lee e Jack Kirby, mas que também estabelece um tom muito próprio para o filme.

Em vez de tentar competir com o frenesim urbano dos Avengers ou a ironia dos Guardiões da Galáxia, Primeiros Passosaposta num tom mais intimista, mais centrado nas dinâmicas pessoais — e, claro, no fascínio pela exploração científica. É como se estivéssemos a ver uma ficção científica clássica, passada por um filtro Marvel.


Uma estreia cheia de promessas

Com realização de Matt Shakman (WandaVision) e argumento de Josh Friedman (Avatar: O Caminho da Água), O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos posiciona-se como um dos pilares da Fase Seis do MCU — e também como uma das maiores apostas para revitalizar a marca Marvel, que tem atravessado um período de recepção dividida.

A expectativa é elevada, mas o trailer mostrou o suficiente para reacender o entusiasmo: há emoção, humor contido, potencial narrativo e uma estética que se distingue da fórmula habitual. O MCU precisa de novos começos — e parece ter encontrado um nas estrelas… e numa barriga prestes a mudar tudo.

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“The Sandman” Regressa em Julho: A Última Viagem de Morpheus Será Contada em Duas Partes

🌙 O Senhor dos Sonhos regressa ao pequeno ecrã — e traz consigo promessas de escuridão, beleza e redenção. A Netflix confirmou que a segunda e última temporada de The Sandman, baseada na icónica obra de Neil Gaiman, estreará em julho de 2025… mas com uma surpresa: será dividida em duas partes. Uma decisão que, longe de ser apenas estratégica, parece respeitar a densidade narrativa e poética do material original.

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Uma adaptação que sonha mais alto

A primeira temporada de The Sandman foi uma das adaptações mais ambiciosas e reverenciadas da história recente da televisão. Ao transpor para o ecrã a mitologia intricada e profundamente humana criada por Gaiman nos anos 90, a série não só captou a essência visual da obra como conquistou um público novo — que talvez nunca tenha entrado numa livraria de banda desenhada, mas se perdeu nos reinos do Sonho.

Tom Sturridge regressa como Morpheus, o Mestre dos Sonhos, numa performance contida, melancólica e poderosa, capaz de invocar tanto o horror cósmico como a fragilidade de um deus em crise existencial. E nesta nova temporada, vamos finalmente assistir aos momentos mais esperados da saga, desde o confronto com as suas irmãs, aos dilemas da sua própria identidade enquanto entidade imortal.


Porquê duas partes?

A escolha de dividir a temporada final em duas metades pode ser vista como uma forma de esticar o sucesso — mas neste caso, há mais do que lógica comercial. The Sandman não é uma narrativa linear nem apressada. É feita de fragmentos, de histórias dentro de histórias, de encontros improváveis entre seres humanos e entidades eternas. Dividir a temporada é dar-lhe o tempo certo para respirar.

A primeira parte estreia em julho. A segunda deverá chegar ainda em 2025. Não há datas exactas, mas para os fãs — e para os leitores de longa data de Gaiman —, a espera valerá cada segundo.


Um final anunciado… mas com promessas de eternidade

Sabemos que será a última temporada. Mas também sabemos que no universo de The Sandman, nada termina realmente. A série prometeu continuar a explorar temas universais — o luto, a mudança, a responsabilidade, o livre-arbítrio — tudo com aquela mistura inconfundível de horror, lirismo e filosofia que tornou os livros de Gaiman tão influentes.

Espera-se o regresso de personagens fundamentais como Desejo, Morte, Lucienne e o Corvo Matthew, e a introdução de figuras que marcaram os volumes mais densos da banda desenhada, como Delírio, Destino e Destruição. Se a primeira temporada foi um convite ao Sonho, esta segunda será o mergulho profundo no seu coração.


Neil Gaiman: sempre presente, sempre fiel

Um dos grandes trunfos da adaptação tem sido a participação activa de Neil Gaiman enquanto produtor executivo e guardião criativo do seu próprio universo. A sua influência sente-se não só nos diálogos e estrutura narrativa, mas na sensibilidade com que a série respeita o ritmo literário da obra original.

Num mundo televisivo em que tantas adaptações traem as suas fontes, The Sandman é uma raridade: uma homenagem fiel e ousada que se atreve a ser poética onde tantos optam pela acção.


O sonho continua

Para os leitores que acompanharam Morpheus desde as prateleiras poeirentas das lojas de BD, e para os novos fãs que descobriram este universo pela Netflix, este final será, ao mesmo tempo, uma celebração e uma despedida.

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Mas como o próprio Gaiman escreveu, “as histórias nunca terminam… apenas mudam quem as conta.”

O Que Brad Pitt Nunca Contou Sobre Once Upon a Time… in Hollywood: A Verdade Por Detrás de Cliff Booth

🎬 Brad Pitt foi Cliff Booth, o duplo silencioso e imperturbável em Once Upon a Time… in Hollywood (2019). Mas por detrás da personagem, existe uma história digna de um filme à parte — recheada de reviravoltas, improvisos que se tornaram icónicos e até carros emprestados por velhos amigos de Quentin Tarantino.

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Neste artigo, abrimos os bastidores do nono filme de Tarantino para revelar curiosidades e momentos insólitos que ajudam a perceber como nasceu esta performance que valeu a Pitt o seu primeiro Óscar de actor.


“You’re Rick f**king Dalton!” — A frase improvisada que veio do passado

A frase que Cliff grita a Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) num momento de crise — “You’re Rick f**king Dalton! Don’t you forget that.” — foi completamente improvisada por Brad Pitt.

Segundo o próprio actor, a inspiração veio de um momento marcante da sua juventude. Nos anos 90, quando ainda era um actor em início de carreira e cheio de dúvidas, um veterano disse-lhe exatamente essa frase, substituindo o nome. Foi um daqueles conselhos à antiga, meio rudes, mas sinceros. Pitt guardou a frase consigo — e entregou-a a Cliff Booth.


O papel que quase foi de Tom Cruise… e quase não foi de ninguém

O mais curioso? Brad Pitt quase nem fez parte do filme. Tarantino queria-o para um papel misterioso — segundo rumores, um detective a investigar os assassinatos. Pitt rejeitou. As negociações caíram. Quentin considerou Tom Cruise. Também não avançou.

Meses depois, Tarantino voltou à carga. Só que desta vez o convite foi para um papel diferente: o do duplo Cliff Booth. Pitt disse que sim. E ainda bem. A química entre ele e DiCaprio tornou-se um dos grandes trunfos do filme.


O Cadillac de Reservoir Dogs e o elogio que Brad (quase) censurava

Atenção aos olhos mais atentos: o Cadillac creme que Cliff Booth conduz ao longo do filme não foi alugado por produção. É o carro de Michael Madsen, actor-fétiche de Tarantino, e o mesmo que aparece conduzido por ele em Reservoir Dogs (1992). Um pequeno grande detalhe que só os mais fanáticos notaram.

E há mais: aquele momento em que Bruce Lee (Mike Moh) comenta que Cliff “é demasiado bonito para ser duplo”? Essa linha foi sugerida por Burt Reynolds durante uma leitura de guião. Reynolds ia interpretar George Spahn, o dono do rancho, mas faleceu antes das filmagens — tendo sido substituído por Bruce Dern.

Curiosamente, Brad Pitt não gosta de falas que aludem à sua aparência — e teria vetado a frase. Mas como veio de Burt Reynolds, uma lenda, não teve coragem de a cortar. Tarantino confirmou: “Se a linha não fosse do Burt, nunca teria entrado.”


Cannes, a t-shirt que desaparece… e os aplausos

Na estreia mundial de Once Upon a Time… in Hollywood, no Festival de Cannes, houve um momento que ficou na memória de quem assistiu: a cena em que Cliff Booth, já com 55 anos, tira a t-shirt no telhado para arranjar uma antena de televisão. O público reagiu com um misto de assobios, aplausos e risos nervosos. Pitt, sem esforço, mostrou que continua a ser um dos grandes ícones do cinema — mesmo quando não quer que se fale nisso.


O que torna Cliff Booth tão memorável?

Talvez seja o mistério. Ou a lealdade cega ao seu amigo. Ou a tranquilidade perigosa que faz dele tão carismático quanto inquietante. Mas uma coisa é certa: Cliff Booth nasceu de improvisos, recusas, homenagens a ídolos perdidos e muita intuição. É Tarantino no seu melhor — e Brad Pitt no auge da sua confiança.

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David Cronenberg está de regresso com The Shrouds

David Cronenberg regressa ao grande ecrã com The Shrouds, um thriller psicológico profundamente pessoal que explora o luto e a ligação entre os vivos e os mortos. O filme, protagonizado por Vincent CasselDiane KrugerGuy Pearce e Sandrine Holt, estreou no Festival de Cannes de 2024 e tem gerado grande expectativa entre os fãs do realizador canadiano. 

Uma narrativa sobre luto e tecnologia

Em The Shrouds, Cassel interpreta Karsh, um empresário inovador que, após a morte da esposa, desenvolve uma tecnologia controversa que permite aos enlutados observar em tempo real a decomposição dos seus entes queridos através de mortalhas funerárias. A trama intensifica-se quando várias sepulturas, incluindo a da sua esposa, são vandalizadas, levando Karsh a questionar as suas motivações e a natureza da sua invenção. 

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Reflexões pessoais de Cronenberg

Cronenberg descreve The Shrouds como um projeto profundamente pessoal, inspirado pela perda da sua própria esposa. Em entrevistas, o realizador revelou que o filme serve como uma forma de processar o seu luto, utilizando a ficção para explorar emoções reais e complexas.

Estreia e distribuição

O filme estreou no Festival de Cannes em 2024 e tem sido apresentado em diversos festivais internacionais desde então. A distribuição comercial está prevista para 2025, embora as datas específicas de lançamento em Portugal e no Brasil ainda não tenham sido confirmadas.

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Andrew Lincoln revela porque deixou a Walking Dead

Andrew Lincoln deixou The Walking Dead após a nona temporada para passar mais tempo com a sua família no Reino Unido. A decisão foi motivada pelas longas ausências de casa devido às filmagens nos Estados Unidos. Lincoln explicou: “Tenho dois filhos pequenos e vivo noutro país. Eles tornam-se menos portáteis à medida que crescem. Foi tão simples quanto isso. Estava na hora de voltar para casa.”

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Após a sua saída, o personagem Rick Grimes foi retirado da série de forma a permitir um possível regresso. De facto, Lincoln voltou ao papel numa minissérie intitulada The Walking Dead: The Ones Who Live, que explora o reencontro entre Rick e Michonne.

Onde assistir The Walking Dead e seus spin-offs

Portugal:

  • The Walking Dead (série principal): disponível no Disney+ e no Star Channel.
  • The Walking Dead: The Ones Who Live: estreia exclusiva no canal AMC Portugal.
  • The Walking Dead: Dead City: disponível no serviço de streaming AMC Selekt. 

Brasil:

Para os fãs que desejam revisitar a série original ou explorar os novos spin-offs, as plataformas de streaming oferecem diversas opções para acompanhar o universo expandido de The Walking Dead

First Date”: Luís Filipe Borges Faz Estreia no Cinema com Comédia Açoriana que Já Está a Dar Que Falar

🎬 Depois de anos como humorista, apresentador e argumentista, Luís Filipe Borges estreia-se na realização de cinema com First Date, uma curta-metragem rodada inteiramente na ilha do Pico, nos Açores. O filme mistura romance, identidade e enganos num cenário deslumbrante, e tem vindo a conquistar o circuito internacional de festivais — levando consigo uma boa dose de humor e uma ode à cultura açoriana.

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Quando a mentira tem pernas para… voar até ao Pico

First Date é uma comédia romântica centrada em Santiago, um lisboeta que, ao conhecer Melissa — uma americana encantada pelos Açores — decide mentir e dizer que é açoriano. Quando ela propõe que o primeiro encontro aconteça precisamente na ilha do Pico, Santiago vê-se obrigado a manter a farsa… rodeado por locais que conhecem bem a diferença entre um “continental” e um verdadeiro açoriano.

O argumento, escrito com o humor característico de Luís Filipe Borges, mistura equívocos culturais com uma reflexão leve sobre identidade e pertença. É uma história simples, mas cheia de charme — e com o Atlântico como pano de fundo.

O elenco principal conta com Cristóvão Campos (Santiago) e Ana Lopes (Melissa), com participações especiais de Gina Neves e Nuno Janeiro.


Rodado com alma açoriana, premiado além-fronteiras

A curta foi filmada com o apoio dos três municípios da ilha do Pico — Lajes, São Roque e Madalena — e com produção da MiratecArts e da Advogado do Diabo. A antestreia decorreu em janeiro de 2025 no Montanha Pico Festival, onde foi calorosamente recebida pela comunidade local.

Mas o filme não ficou pelas ilhas. Desde então, First Date tem percorrido festivais internacionais com grande sucesso. Arrecadou já o Silver Award e o Prémio do Público no Feel the Reel International Film Festival, na Escócia, além de ter vencido o prémio de Melhor Curta Internacional no Festival Rohip, na Índia.

A estreia norte-americana está marcada para abril de 2025, no New Bedford Film Festival — um palco particularmente simbólico, dada a forte presença da diáspora açoriana na costa leste dos EUA.


Um novo realizador no mapa

A estreia de Luís Filipe Borges atrás das câmaras representa uma viragem curiosa — e bem-sucedida — na sua carreira. Conhecido por projectos como A Revolta dos Pastéis de Nata e Zapping, o apresentador e humorista revela agora uma faceta mais cinéfila, mas sem perder o seu ADN humorístico.

Em declarações recentes, Borges confessou o desejo de continuar a explorar a realização e sublinhou a importância de promover a cultura açoriana no cinema: “Filmar nos Açores não é só mostrar paisagens bonitas — é mostrar as pessoas, os sotaques, os ritmos. É contar histórias com sotaque próprio.”


A comédia romântica portuguesa que fala açoriano

First Date é leve, divertido, visualmente encantador — e uma excelente porta de entrada para o talento narrativo de Luís Filipe Borges como realizador. Com diálogos certeiros, personagens cativantes e aquele toque de absurdo que só o humor português consegue manter com elegância, esta curta-metragem afirma-se como um pequeno grande cartão de visita.

Fica a expectativa: será este o primeiro de muitos encontros de Luís Filipe Borges com o cinema?

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“Honeyjoon”: A Comédia Dramática que Traz os Açores para o Centro do Cinema Independente Mundial

🎬 A ilha de São Miguel, nos Açores, volta a servir de cenário cinematográfico, desta vez pelas mãos da realizadora norte-americana Lilian T. Mehrel. A sua primeira longa-metragem, Honeyjoon, estreia mundialmente em junho no prestigiado Festival de Tribeca — e promete juntar paisagens deslumbrantes com uma história íntima e comovente sobre perda, identidade e reconciliação.

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Mais do que um simples filme rodado em Portugal, Honeyjoon representa uma afirmação criativa de duas vozes femininas: a da realizadora Mehrel, filha de refugiados judeus iranianos, e a da produtora portuguesa Andreia Nunes, fundadora da Wonder Maria Filmes, que continua a colocar o cinema português em destaque no circuito internacional.


Uma história sobre mães, filhas… e começos difíceis

Honeyjoon acompanha Lela, uma mulher curdo-iraniana que, após a morte do marido, embarca numa viagem com a filha adolescente, June. As duas viajam até aos Açores — num misto de fuga e tentativa de recomeço — e aquilo que parecia uma simples escapadinha transforma-se rapidamente numa jornada emocional intensa.

É nos campos verdejantes, crateras vulcânicas e nas falésias da ilha de São Miguel que mãe e filha vão confrontar o passado, reconstruir a relação e redescobrir-se a si próprias. Segundo Mehrel, o filme é “um retrato multigeracional com humor, dor e esperança”, com claras inspirações autobiográficas.


Um elenco internacional com talento português

A protagonista é interpretada por Ayden Mayeri (Somebody I Used to Know), enquanto a mãe, Lela, é vivida por Amira Casar, conhecida por filmes como Call Me by Your Name. O elenco conta ainda com a participação do actor português José Condessa, que continua a cimentar a sua presença em produções internacionais.

A escolha dos Açores não foi apenas estética — foi também emocional. Mehrel descreveu a ilha como um “espaço de cura”, referindo que a ligação com a natureza e o isolamento do arquipélago foram determinantes para a carga simbólica do filme. Para a realizadora, o contraste entre a imensidão da paisagem e o drama íntimo das personagens é essencial para a narrativa.


Do Tribeca para o mundo

Honeyjoon foi o grande vencedor do programa “Untold Stories” do Tribeca Festival, que oferece um milhão de dólares de financiamento a projectos promissores com enfoque em diversidade e novas vozes. Para Lilian T. Mehrel, foi a oportunidade de tornar real um projecto que conjuga herança pessoal com ambição cinematográfica.

A estreia oficial está marcada para junho de 2025 no Festival de Tribeca, em Nova Iorque, e será acompanhada por exibições internacionais. A Wonder Maria Filmes assume a coprodução portuguesa, reforçando a sua missão de contar histórias que cruzam fronteiras, geografias e culturas.


Açores: cada vez mais no mapa do cinema mundial

Depois de obras como Azor (2021) e produções internacionais que escolheram os Açores como cenário, Honeyjoon volta a confirmar o potencial cinematográfico do arquipélago. As paisagens naturais, a luz singular e a riqueza simbólica dos lugares tornam os Açores num palco privilegiado para narrativas que procuram mais do que beleza — procuram alma.

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Godzilla Regressa com Mais Fúria: Sequela de Godzilla Minus One Confirmada com Realizador Takashi Yamazaki

Após o sucesso estrondoso de Godzilla Minus One, vencedor do Óscar de Melhores Efeitos Visuais, a Toho Studios confirmou oficialmente o desenvolvimento de uma sequela, com Takashi Yamazaki a regressar como argumentista, realizador e supervisor de efeitos visuais . 

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Um Novo Capítulo no Universo Kaiju

Embora o título e a data de estreia ainda não tenham sido revelados, Yamazaki já iniciou o trabalho no argumento e nos storyboards da nova produção . A sequela contará com um orçamento significativamente superior ao do filme anterior, que foi produzido com cerca de 15 milhões de dólares . 

A Toho Studios anunciou um investimento de 1,2 mil milhões de dólares numa iniciativa de expansão global do universo Godzilla, com a sequela de Godzilla Minus One a ser uma das prioridades deste plano . 

Expectativas Elevadas

Com a confirmação de Yamazaki no comando, os fãs podem esperar uma continuação que mantenha a qualidade e profundidade emocional do filme original. A sequela promete explorar novas dimensões do universo Godzilla, possivelmente introduzindo novos kaiju e expandindo a mitologia da franquia. 

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Olivia Colman e Benedict Cumberbatch em “The Roses”: Uma Nova Visão de “A Guerra das Rosas”

O clássico da comédia negra “A Guerra das Rosas” (1989) ganha uma nova vida em 2025 com “The Roses”, protagonizado por Olivia Colman e Benedict Cumberbatch. Realizado por Jay Roach e com argumento de Tony McNamara, o filme promete uma abordagem contemporânea e satírica sobre o colapso de um casamento aparentemente perfeito. 

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Uma Reinterpretação Moderna

Baseado no romance de Warren Adler, “The Roses” apresenta Ivy (Colman) e Theo (Cumberbatch), um casal com carreiras de sucesso e uma vida familiar invejável. No entanto, quando a carreira de Theo entra em declínio e Ivy vê as suas ambições florescerem, a relação transforma-se numa batalha marcada por manipulações e ressentimentos. O trailer revela momentos intensos, incluindo confrontos físicos e psicológicos entre os protagonistas . 

Elenco e Produção

Além de Colman e Cumberbatch, o elenco conta com Andy Samberg, Kate McKinnon, Allison Janney, Ncuti Gatwa, Jamie Demetriou, Zoë Chao, Belinda Bromilow e Sunita Mani. A produção é uma colaboração entre as empresas SunnyMarch, South of the River Pictures e Searchlight Pictures .

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Estreia

“The Roses” tem estreia marcada nos cinemas portugueses para 28 de agosto de 2025 . 

Stephen Graham Infiltra-se na RTP2: Nova Série Britânica Expondo o Terrorismo Neonazi

A RTP2 estreia na próxima segunda-feira, 21 de abril, às 22h00, a minissérie britânica O Infiltrado (The Walk-In, 2022), protagonizada por Stephen Graham. Este drama policial, baseado em factos reais, aborda a infiltração de um ativista numa organização de extrema-direita no Reino Unido, explorando temas como racismo, liberdade de expressão e terrorismo. 

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Uma História Real de Coragem e Confronto

A série, composta por cinco episódios, retrata a história de Matthew Collins, um ex-membro de grupos fascistas que se torna ativista antifascista na organização Hope Not Hate. Com a iminente votação do Brexit a provocar agitação política, Collins infiltra-se no grupo extremista National Action para impedir uma conspiração terrorista neonazi. A narrativa destaca a luta contra o extremismo e a importância da vigilância cívica. 

Elenco e Produção de Excelência

Além de Stephen Graham, o elenco conta com Andrew Ellis, Dean-Charles Chapman e Andrew Havill. A série foi escrita por Jeff Pope, premiado argumentista britânico, e realizada por Paul Andrew Williams. Produzida pela ITV, O Infiltradorecebeu críticas positivas, com o jornal The Guardian a descrevê-la como “um dos melhores investimentos televisivos que pode fazer (se o conseguir aguentar)”. 

Exibição em Portugal

O Infiltrado será exibido na RTP2 de segunda a sexta-feira, de 21 a 25 de abril, sempre às 22h00. A série oferece uma visão intensa e realista sobre os perigos do extremismo, sendo uma oportunidade para o público português refletir sobre questões atuais e relevantes. 

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Ramson Canyon – Cowboys à Moda Antiga com a Mão Criativa de “Wednesday”

🤠 A Netflix continua a apostar forte na reinvenção de géneros clássicos, e o próximo alvo é o western. A nova série original, ainda sem título traduzido para português, chega da mente de um dos argumentistas de Wednesday, a popular série gótica da plataforma, e promete combinar o espírito de fronteira do velho oeste com um toque moderno e estilizado.

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Com estreia marcada para os próximos meses, esta produção inspira-se num western clássico esquecido — um daqueles que passavam nas matinés de domingo — mas será tudo menos nostálgica. Segundo os produtores, o objectivo é “honrar o passado sem ficar preso a ele”.


Uma nova visão sobre o velho oeste

O western é um género cíclico. Reinventado nos anos 90 por Unforgiven e mais tarde revigorado por Tarantino e os irmãos Coen, o regresso ao faroeste tem sido tímido nas plataformas de streaming — mas quando acontece, chama a atenção (GodlessThe Power of the DogOuter Range). Agora, a Netflix junta-se novamente à conversa com um projeto ambicioso que pretende unir drama, tensão e personagens moralmente ambíguas num cenário poeirento e marcado pela violência do território selvagem.

A presença de um dos criadores de Wednesday na equipa criativa sugere que não será um western tradicional. Espera-se uma estética vincada, personagens excêntricos e um subtexto social mais vincado do que o habitual. O argumento promete explorar temas de identidade, pertença, colonização e género — tudo embrulhado em duelos ao pôr do sol e cavalos a galopar por desertos implacáveis.


Um western para a era do streaming?

O western está longe de estar morto — está é a ser reinventado. Tal como o terror ou a ficção científica, também este género clássico se tem adaptado às exigências de uma nova geração de espectadores. Séries como 1883 e Yellowstoneprovaram que há apetite por histórias de fronteira, desde que sejam contadas com intensidade, subtileza e complexidade emocional.

O que esta nova série da Netflix parece prometer é precisamente isso: o sabor do faroeste, mas com ingredientes frescos. Ainda não são conhecidos muitos detalhes sobre o elenco ou o enredo central, mas a promessa de um western com ADN criativo vindo de Wednesday é, no mínimo, intrigante.


Porque é que isto importa?

A aposta neste novo western pode marcar mais um capítulo importante na evolução dos géneros dentro do streaming. A Netflix já provou que sabe jogar com convenções, e trazer a sua sensibilidade moderna para o mundo dos cowboys pode resultar num produto inesperado — e, quem sabe, memorável.

Para os fãs de Wednesday, é uma oportunidade de ver como o mesmo tipo de criatividade pode ser aplicado a um cenário completamente diferente. Para os fãs de westerns… é um lembrete de que o género nunca morre — apenas muda de sela.

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Haley Joel Osment Detido em Resort de Esqui

Haley Joel Osment, o ator que encantou o mundo com a sua interpretação em O Sexto Sentido (1999), foi detido a 8 de abril de 2025 no resort de esqui Mammoth Mountain, na Califórnia. As autoridades responderam a uma chamada sobre um esquiador desordeiro e encontraram Osment, de 37 anos, sob custódia da patrulha de esqui do resort. Foi posteriormente detido por alegada embriaguez em público e posse de uma substância controlada, presumivelmente cocaína, embora a substância esteja ainda a ser analisada em laboratório . 

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Um Passado de Problemas Legais

Esta não é a primeira vez que Osment enfrenta problemas com a justiça. Em 2006, aos 18 anos, sofreu um acidente de viação enquanto conduzia embriagado, resultando em ferimentos e acusações de condução sob influência de álcool e posse de marijuana. Foi condenado a três anos de liberdade condicional, reabilitação e participação em reuniões dos Alcoólicos Anónimos . 


Dificuldades Pessoais Recentes

Recentemente, Osment perdeu a sua casa num incêndio florestal em Altadena, Califórnia, e enfrentou desafios com a seguradora para obter compensação. A sua irmã, a atriz Emily Osment, partilhou nas redes sociais o impacto devastador que o incêndio teve na família, apelando à solidariedade do público . 

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Carreira Atual

Apesar dos contratempos, Osment tem mantido uma carreira ativa, com participações recentes no filme Blink Twice, realizado por Zoë Kravitz, e na série de comédia What We Do In the Shadows. Está também previsto o seu regresso na segunda temporada de Wednesday, da Netflix . 

O Vírus Está de Volta: 28 Years Later Reacende o Terror Pós-Apocalíptico com Aaron Taylor-Johnson

🧟‍♂️ Está oficialmente aberta a nova era do terror: 28 Years Later, a sequela direta do clássico 28 Days Later (2002), já tem trailer — e promete voltar a deixar-nos agarrados ao sofá. Realizado por Danny Boyle e com argumento de Alex Garland, o filme estreia nos cinemas a 20 de junho de 2025 e assinala o início de uma nova trilogia que dará continuidade ao universo sombrio onde o vírus da raiva viralizou muito mais do que se esperava.

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Três décadas depois… o inferno ainda não acabou

Passaram quase trinta anos desde que o vírus escapou de um laboratório de armamento biológico. A sociedade colapsou. O mundo, agora em ruínas, continua dividido entre zonas de quarentena, pequenos focos de sobreviventes… e legiões de infetados que não conhecem piedade.

Segundo a sinopse oficial, 28 Years Later acompanha um grupo de sobreviventes que vive numa pequena ilha, ligada ao continente apenas por uma ponte fortemente vigiada. Mas a relativa segurança não dura: um deles parte numa missão para o coração do território infetado e descobre que os horrores não se limitam aos que foram contaminados. Os próprios humanos mudaram — e talvez tenham evoluído para algo ainda mais perigoso.


Trailer: tensão, caos e acção visceral

O trailer — recentemente divulgado pela Sony Pictures — mergulha-nos de imediato num cenário de desespero. A estética é crua, suja, frenética. As sequências de ação surgem ao ritmo de um batimento cardíaco acelerado, com destaque para a personagem interpretada por Aaron Taylor-Johnson, que assume o papel central neste novo capítulo.

Embora ainda pouco se saiba sobre a sua personagem, o trailer confirma que ele será o fio condutor da história, liderando missões de risco e confrontando infetados em confrontos brutais. No elenco estão ainda nomes de peso como Jodie Comer, Ralph Fiennes, Jack O’Connell e Erin Kellyman — numa combinação de talentos que promete elevar a fasquia do terror psicológico e físico.

E sim, fãs atentos: Cillian Murphy irá regressar! Embora não apareça no trailer, está confirmado que retomará o seu papel icónico de Jim, “de forma surpreendente e com impacto narrativo”, segundo o presidente da Sony Pictures. Murphy, aliás, é também produtor executivo deste novo filme — uma clara demonstração do seu envolvimento criativo na expansão do universo.


Danny Boyle e Alex Garland: o regresso da dupla infernal

28 Years Later marca o reencontro de dois nomes incontornáveis do cinema britânico contemporâneo. Danny Boyle, realizador de obras como TrainspottingSlumdog Millionaire e Sunshine, volta à cadeira de realizador 22 anos depois de ter criado uma das visões mais perturbadoras do apocalipse moderno. Alex Garland, autor do argumento original e mais recentemente responsável por Ex MachinaAnnihilation e Civil War, assina o guião desta nova incursão no mundo dos infetados.

Ambos são mestres em conjugar horror com crítica social, adrenalina com filosofia existencial. E tudo indica que esta nova trilogia seguirá essa tradição. O segundo filme da série já tem título confirmado — The Bone Temple — e será realizado por Nia DaCosta (The Marvels), mantendo Garland como argumentista.


O regresso de uma lenda… com sede de sangue

28 Days Later é considerado um dos marcos do cinema de terror moderno, tendo reinventado a figura do “zombie” com infetados rápidos, furiosos e quase animalescos. A sua sequela, 28 Weeks Later (2007), embora mais convencional, consolidou o universo. Agora, com 28 Years Later, a saga ganha nova vida — e novo fôlego para aterrorizar toda uma nova geração de espectadores.

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Será este o início de uma nova trilogia à altura do legado? Se o trailer for indicativo, o terror vai regressar mais agressivo, mais inteligente e mais humano do que nunca.

Courtney Henggeler Despede-se de Hollywood: “Estava Faminta e Cansada de Sobreviver com Migalhas”

🎬 Courtney Henggeler, conhecida do grande público como Amanda LaRusso na série Cobra Kai, decidiu abandonar definitivamente a carreira de atriz — e fê-lo com uma carta de despedida tão sincera quanto amarga. Mais do que um adeus, o seu testemunho tornou-se uma reflexão sobre as exigências da indústria, os sacrifícios silenciosos e o peso da desilusão.

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A decisão chegou pouco depois de terminar as gravações da sexta e última temporada de Cobra Kai, e foi partilhada com os fãs numa publicação pessoal na plataforma Substack. A atriz, que conta hoje com 46 anos, encerra assim uma carreira de duas décadas marcadas por papéis secundários, lutas persistentes e uma constante sensação de instabilidade.


Um percurso que nunca se tornou confortável

Henggeler entrou no mundo da representação em 2005, com uma breve aparição em House. Seguiram-se participações pontuais em séries como The Big Bang TheoryNCISCriminal Minds ou Mom, onde a sua presença passava frequentemente despercebida ao grande público.

O reconhecimento só chegou com Cobra Kai, quando assumiu o papel da esposa de Daniel LaRusso (Ralph Macchio) numa das séries revivalistas mais populares da última década. Ainda assim, e apesar da visibilidade, a atriz revela que a experiência não foi suficiente para preencher o vazio de uma carreira sempre em suspenso.

“Depois de mais de 20 anos a lutar a boa causa na indústria da representação, pendurei as luvas. Liguei aos meus agentes e disse que ia desistir. Não queria mais ser uma engrenagem na roda da máquina”, escreveu. O desabafo ressoou entre muitos artistas que vivem precisamente na mesma corda bamba emocional e financeira.


O sonho de Hollywood… e a realidade dos bastidores

A indústria do entretenimento está repleta de histórias de sucesso meteórico. Mas há uma realidade muito menos falada: a dos atores que vivem entre castings falhados, contratos temporários e promessas que nunca se concretizam. Henggeler descreve essa vivência com palavras duras, mas honestas:

“Sobrevivemos das migalhas. Enchemos a nossa chávena com a possibilidade; as nossas canecas com ilusão. Os nossos pratos estavam vazios, mas uma galinha dos ovos de ouro pairava sobre as nossas cabeças.”

Estas palavras descrevem uma vivência emocional de frustração permanente, na qual o reconhecimento tarda e o trabalho árduo raramente compensa. Mesmo após trabalhar com nomes como George Clooney, a atriz revela nunca ter sentido segurança ou verdadeira realização na carreira que abraçou por paixão.


O valor de parar para recomeçar

O que mais impressiona no testemunho de Courtney Henggeler é a coragem de parar — não por falta de talento, mas por excesso de lucidez. Num momento em que o sucesso parece medido em seguidores e contratos com plataformas de streaming, a atriz escolheu afastar-se para procurar algo que a preencha de forma mais autêntica.

Não são conhecidos, para já, os seus próximos passos. Mas a despedida, publicada com tom sereno e firme, aponta para uma fase de reinvenção. “Estava faminta. E não era por comida”, confessou.

O seu percurso, embora marcado por altos e baixos, oferece uma visão crua e necessária daquilo que é viver da representação sem nunca ter verdadeiramente “chegado lá” — mesmo quando se alcança o ecrã.


Uma saída que é também um espelho

A despedida de Courtney Henggeler surge num momento em que muitas figuras da indústria estão a reavaliar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, especialmente após a pandemia e as recentes greves de actores e argumentistas. O caso de Henggeler não é isolado — mas é um lembrete forte de que nem sempre o sucesso visível representa bem-estar real.

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Para os fãs de Cobra Kai, é o fim de uma era. Para a própria atriz, é talvez o início de algo mais profundo. Como ela própria diz: “Já não quero ser apenas mais uma peça na engrenagem”.

Quando o Futuro Chega Cedo Demais: Os Episódios de Black Mirror Que Já Não São Distopia

Durante anos, Black Mirror foi visto como um exercício de ficção distópica — um espelho negro que exagerava tendências para nos mostrar até onde poderíamos chegar se não tivéssemos cuidado com a tecnologia e a forma como ela molda a sociedade. Mas em 2025, muitos dos episódios da série de Charlie Brooker deixaram de parecer exageros. O que antes era alerta, hoje é realidade — e isso talvez seja o maior plot twist da televisão contemporânea.

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Neste artigo, reunimos alguns dos episódios mais emblemáticos da série e comparamos com aquilo que já acontece no mundo. A pergunta não é “Será que isto vai acontecer?” — é “Como é que não demos por isso mais cedo?”


“Nosedive” (Temporada 3, Episódio 1) — A tirania das estrelas

O episódio mostra uma sociedade onde cada interação social é pontuada com uma classificação de 1 a 5 estrelas. A pontuação determina acesso a habitação, empregos, transportes, até amizades. Parece absurdo?

Na China, já existe um sistema de crédito social que avalia o comportamento dos cidadãos. E nas nossas mãos, seguramos diariamente apps como Uber, Airbnb ou mesmo o Instagram, onde tudo é “gostado”, avaliado e “ranqueado”. A ideia de que a tua pontuação social pode definir a tua vida profissional, romântica ou financeira… já está em curso.


“Be Right Back” (Temporada 2, Episódio 1) — Os mortos não descansam em paz

Uma mulher perde o companheiro num acidente e acaba por recorrer a um serviço que, através de dados digitais, recria a personalidade do falecido. Primeiro por mensagens, depois por voz. Eventualmente, por corpo.

Em 2023, a Amazon apresentou uma IA capaz de imitar a voz de familiares a partir de uma gravação de poucos segundos. Startups oferecem serviços de “clone digital” de entes queridos, permitindo continuar a interagir com eles após a morte. Aquilo que parecia morbidez ficcional é agora uma proposta de serviço premium.


“Fifteen Million Merits” (Temporada 1, Episódio 2) — O entretenimento como moeda

Num mundo onde tudo gira em torno de reality shows e pontos digitais, as pessoas pedalam em bicicletas para gerar energia e, em troca, consomem conteúdos superficiais. A fama é a única escapatória.

Hoje, o TikTok, o YouTube e os streams gamificados oferecem literalmente recompensas por tempo de visualização, participação e viralidade. Há adolescentes que treinam coreografias como quem se prepara para uma audição. Influencers são ídolos. E a linha entre realidade e performance é cada vez mais ténue.


“The Entire History of You” (Temporada 1, Episódio 3) — Memória sob vigilância

Imagina poder rever todas as tuas memórias como vídeos. A premissa do episódio torna-se pesadelo quando a obsessão por detalhes destrói relações.

Não temos ainda implantes, mas as câmaras, os registos de mensagens, o histórico de pesquisa e as redes sociais já fazem um trabalho notável de armazenar o passado — nem sempre a nosso favor. E mais: quantas discussões já acabaram com “Vê aqui, eu gravei”?


“Hang the DJ” (Temporada 4, Episódio 4) — Algoritmos que escolhem quem deves amar

Uma app de encontros prevê o sucesso de cada relação e determina a duração das mesmas antes de começarem. Os pares aceitam — ou não — o sistema.

Hoje, o Tinder, Bumble e similares já funcionam com base em algoritmos que calculam compatibilidade. Aplicações como Rizz ou AI Cupid utilizam inteligência artificial para escrever a melhor mensagem, fazer o “ice-breaker” perfeito ou sugerir o momento ideal para marcar um encontro. Ainda não entregámos o coração ao algoritmo… mas já o consultamos antes de nos apaixonarmos.


“Smithereens” (Temporada 5, Episódio 2) — A ditadura das notificações

Este episódio retrata o impacto das redes sociais na saúde mental. Um condutor em crise faz refém um funcionário de uma rede social, numa tentativa desesperada de ser ouvido.

Em pleno 2025, os alertas para os impactos psicológicos das redes sociais são quase semanais. Aumentos nos casos de depressão, ansiedade, comparações tóxicas, dependência digital. O feed é infinito, mas o bem-estar está em queda livre.


“White Christmas” (Especial de Natal) — Castigos digitais

Uma tecnologia permite “bloquear” pessoas na vida real, tornando-as visivelmente desfocadas e incapazes de comunicar. E ainda: o castigo de viver eternamente num loop digital.

Hoje, os cancelamentos públicos funcionam como bloqueios sociais à escala global. Mas mais perturbador é o avanço da IA na criação de clones de consciência em ambientes simulados. O conceito de prisão digital — viver num tempo infinito dentro de um software — já foi teorizado por empresas que testam inteligência artificial com aprendizagem em tempo acelerado.


Já não é ficção. É o presente.

Black Mirror nunca foi tanto uma previsão como uma ampliação do presente. O génio da série esteve em levar ao extremo aquilo que já existia à nossa volta. Mas agora, o extremo chegou mais cedo do que pensávamos.

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A ficção científica já não é um espelho deformado do futuro — é um reflexo inquietantemente nítido do agora.

🔥 Smoke: O Novo Thriller Criminal da Apple TV+ com Taron Egerton

A Apple TV+ revelou o primeiro olhar sobre Smoke, uma série de crime intensa que reúne a equipa criativa por trás de Black Bird. A série segue Dave Gudsen (Egerton), um investigador de incêndios, e a detetive Michelle Calderone (Smollett) enquanto perseguem dois incendiários em série no Noroeste do Pacífico  .

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🎭 Elenco de Peso

Além de Egerton e Smollett, o elenco inclui Rafe Spall, Ntare Guma Mbaho Mwine, Hannah Emily Anderson, Anna Chlumsky, Adina Porter, Greg Kinnear e John Leguizamo . 

🎬 Produção

A série é produzida por Apple Studios, com Lehane como criador e produtor executivo. Egerton também atua como produtor executivo, juntamente com Richard Plepler, Bradley Thomas, Dan Friedkin, Kari Skogland, Joe Chappelle e Jane Bartelme . 


Smoke promete ser um dos lançamentos mais aguardados do verão na Apple TV+, combinando drama intenso com performances poderosas.

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Chaplin, Ennio Morricone e John Williams Invadem o Palco: Teatro Nacional de S. Carlos Celebra o Cinema com Música ao Vivo

O cinema vai ganhar nova vida nos próximos meses em Lisboa — e não será numa sala escura, mas sim no palco do Teatro Camões, onde a música de filmes icónicos será interpretada ao vivo por orquestras de excelência. A programação especial do Teatro Nacional de S. Carlos (TNSC), dedicada à sétima arte, leva o público numa viagem sonora que une grandes compositores e cineastas numa celebração da magia cinematográfica.

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Entre os destaques, brilha com força o cine-concerto de “O Grande Ditador” (1940), de Charles Chaplin, que será exibido em cópia restaurada nos dias 30 e 31 de maio, com acompanhamento musical da Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pelo maestro norte-americano Timothy Brock.

🎬 Chaplin, o músico escondido por detrás do génio

Mais do que realizador e actor, Chaplin foi também compositor, e este filme — uma sátira mordaz ao totalitarismo e à intolerância — é uma oportunidade única para redescobrir o seu talento musical. O programa destaca duas peças orquestrais usadas por Chaplin com rara sensibilidade: a “Dança Húngara n.º 5”, de Brahms, e o “Prelúdio de Lohengrin”, de Wagner, que acompanham sequências mudas, em claro tributo às origens do cinema.

É também a última vez que Charlot aparece no ecrã, no papel de um barbeiro judeu confundido com o ditador Adenoid Hynkel — uma duplicidade que ressoa mais do que nunca.

🎶 Música para Filmes: de Hitchcock a Lucas

Antes do encontro com Chaplin, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, desta vez sob a batuta de José Eduardo Gomes, apresenta no dia 18 de maio, no Parque Eduardo VII, o concerto “Música para Filmes”, uma homenagem a parcerias artísticas lendárias entre realizadores e compositores:

  • Bernard Herrmann & Alfred Hitchcock – Vertigo: Suíte
  • Ennio Morricone & Sergio Leone – Era Uma Vez na América
  • Nino Rota & Federico Fellini – Oito e Meio
  • John Williams & George Lucas – Guerra das Estrelas
  • John Barry & Sydney Pollack – África Minha
  • Leonard Bernstein & Robert Wise – West Side Story

Uma seleção de luxo que promete emocionar qualquer cinéfilo — sobretudo quando interpretada por uma orquestra ao ar livre, no coração de Lisboa.

🎭 De Bernstein ao musical na Figueira da Foz

A homenagem à música no ecrã não fica por aqui. A 21 de junho, o musical “Wonderful Town”, de Leonard Bernstein, sobe ao palco do Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa, com encenação musical de Joana Carneiro e um elenco de luxo: Laura Pitt-Pulford, Lara Martins, Luís Rodrigues, entre outros, acompanhados pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

O espetáculo será repetido no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz a 28 de junho. O musical, baseado em contos autobiográficos de Ruth McKenney, teve uma versão televisiva em 1958 com Rosalind Russell, embora nunca tenha chegado ao grande ecrã.


🎬 Numa época em que a música dos filmes muitas vezes passa despercebida, o Teatro Nacional de S. Carlos faz um gesto grandioso: coloca a partitura no centro da narrativa cinematográfica, e devolve-lhe a grandiosidade que merece — ao vivo, em palco, para um público que ainda sabe escutar com o coração.

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🎄 “Uma maldição”: Realizador de Sozinho em Casa 2 Confessa que Gostava de Apagar Donald Trump do Filme

Se já reviu Sozinho em Casa 2 – Perdido em Nova Iorque vezes sem conta no Natal, é provável que se recorde daquele momento peculiar em que Kevin McCallister (Macaulay Culkin) pergunta direcções no átrio do Hotel Plaza… a ninguém menos que Donald Trump. São sete segundos que marcaram o imaginário natalício de milhões — e que o realizador Chris Columbus agora diz que preferia apagar da história do cinema.

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“Tornou-se uma maldição. Um fardo. Só queria que acabasse”, confessou Columbus numa entrevista recente ao San Francisco Chronicle.

E não ficou por aí. Com um toque de sarcasmo, o realizador acrescentou:

“Não posso cortá-lo. Se o fizesse, provavelmente seria expulso do país. Seria considerado impróprio para viver nos EUA. Teria de voltar para Itália ou algo assim.”

🏨 Uma aparição forçada?

O filme de 1992, sequela do clássico natalício Sozinho em Casa, foi rodado em parte no emblemático Hotel Plaza, em Nova Iorque — que na altura pertencia, pois claro, ao próprio Trump. E foi aí que começou a controvérsia.

Em declarações anteriores ao Business Insider, Columbus revelou que a participação de Trump foi uma exigência para permitir as filmagens no local:

“Pagámos a taxa [de filmagem], mas ele disse: ‘Só podem usar o Plaza se eu aparecer no filme.’ Portanto, concordámos.”

O momento sobreviveu à edição final porque, segundo o realizador, durante as exibições de teste, “as pessoas aplaudiram quando ele apareceu”. Um pequeno ‘crowd-pleaser’… que envelheceu mal.

🎭 De cameo simpático a presença incómoda

Depois da escalada política de Trump e, em particular, dos ataques ao Capitólio em janeiro de 2021, o próprio Macaulay Culkin apoiou publicamente a ideia de apagar a cena. E o realizador confessa que desde então a sua percepção mudou totalmente.

“Gostava mesmo de o remover. É um momento desconfortável”, disse Columbus, reiterando que não foi uma decisão artística, mas sim um negócio condicionado.

🧠 Trump responde — à sua maneira

Como seria de esperar, o ex-presidente dos EUA não ficou calado. Na sua rede Truth Social, publicou a sua própria versão dos acontecimentos — quase como se fosse uma fanfiction alternativa:

“Eles imploraram-me para fazer a participação. Estava muito ocupado. Eles foram simpáticos, persistentes, e eu acedi. Aquela pequena aparição foi um sucesso. As pessoas ainda me ligam quando veem o filme!”

E rematou:

“Se não me queriam, por que me colocaram lá e mantiveram durante mais de 30 anos? Porque fui — e ainda sou — bom para o filme!”

A cereja no topo do bolo: Trump ironizou sobre o nome do realizador.

“Columbus? Qual era o nome verdadeiro dele?”


🎬 Seja qual for o lado em que te encontras nesta batalha de versões — entre a magia natalícia e a política do incómodo — o certo é que Sozinho em Casa 2 continua a ser exibido ano após ano, com Trump a apontar o caminho no Plaza… quer queiramos, quer não.

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🧪 Seth Rogen Aponta Foguetes à Silicon Valley (Mas Censuram os Estilhaços na Versão Oficial)

Há quem diga que não se deve misturar ciência com política. Seth Rogen, felizmente, não recebeu esse memorando.

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Durante a 13.ª edição dos Breakthrough Prize, os chamados “Óscares da Ciência”, o actor e argumentista Seth Rogenaproveitou o palco para lançar umas farpas inesperadas — e visivelmente desconfortáveis — a algumas das figuras mais influentes da Silicon Valley. O problema? As críticas foram convenientemente cortadas da versão “completa” que foi publicada posteriormente no YouTube.

🤐 Ciência com edição especial

O evento, realizado a 5 de abril no Barker Hangar, em Santa Monica, juntou estrelas de Hollywood e titãs da tecnologia — incluindo Mark ZuckerbergSergey Brin e o patrocinador principal Yuri Milner. Rogen subiu ao palco ao lado de Edward Norton para apresentar o Prémio Especial em Física, mas rapidamente desviou-se do guião.

Depois de Norton elogiar os filantropos presentes, Rogen não resistiu:

“É incrível que alguns dos presentes nesta sala tenham ajudado a eleger um homem que, só na última semana, destruiu toda a ciência americana.”

Numa clara referência à administração de Donald Trump (e, talvez, a Elon Musk, frequentemente associado ao evento), Rogen foi mais longe:

“É impressionante quanta boa ciência se pode destruir com 320 milhões de dólares e o RFK Jr., e bem rápido.”

A sala reagiu com um misto de silêncio e desconforto. Norton tentou aliviar com um: “Eu diria que foi uma salva… moderada”, ao que Rogen ripostou: “Isso foi uma amostra.”

🧽 Limpeza digital: versão oficial sem ondas

Na semana seguinte, quando o evento foi transmitido no canal oficial da Breakthrough Prize Foundation no YouTube, essas passagens tinham simplesmente desaparecido. Os cortes foram subtis: a “salva moderada” de Norton foi montada para parecer uma piada sobre a entrada no palco, e uma outra piada de Rogen — sobre uma roda que pode girar “para a esquerda ou para a direita” e uma sala que “rola sempre para a direita” — foi também apagada do registo.

Questionada sobre os cortes, a organização respondeu com um clássico:

“A cerimónia deste ano teve uma duração maior do que em anos anteriores, e vários ajustes foram feitos para cumprir o tempo de emissão previsto.”

Pois claro. E Han Solo nunca disparou primeiro.

🎙️ Um habitual “infiltrado”

Esta não é a primeira vez que Seth Rogen surpreende (ou irrita) em cerimónias formais. Nos Emmys de 2021, criticou em direto as medidas COVID da produção. Nos Globos de Ouro de 2024, o seu comentário atrevido sobre Ryan Goslingteve de ser censurado em tempo real.

Se há algo que se pode dizer de Rogen, é que não se perde na tradução entre entretenimento e activismo — mesmo quando isso significa deixar milionários da tecnologia desconfortáveis com a ironia de financiar prémios científicos… enquanto apoiam políticas que cortam nos mesmos fundos públicos para a ciência.


🎬 Num evento que celebra os maiores feitos científicos do planeta, foi uma crítica inesperada — e posteriormente silenciada — que gerou o maior burburinho. Resta saber se, entre átomos e equações, haverá espaço para a honestidade sem cortes nas próximas edições.

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🤖 Robot Dreams – Amigos Improváveis: A Delicadeza de uma Amizade sem Palavras

Numa Nova Iorque dos anos 80, embalada por memórias de uma época de arcadas, walkmans e patins em linha, nasce uma das histórias mais tocantes e singelas do cinema de animação contemporâneo. Robot Dreams – Amigos Improváveis, de Pablo Berger, estreia na televisão portuguesa este domingo, 20 de abril, às 8h55, em exclusivo no TVCine Emotione também disponível no TVCine+. E não, não é só para crianças. É para quem já amou, perdeu, esperou… e ainda acredita.

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🐶🤖 Um cão, um robô… e a cidade que nunca dorme

Inspirado na novela gráfica de Sara Varon, publicada em 2007, o filme acompanha Cão, uma criatura solitária que decide construir um amigo para partilhar os seus dias. O resultado é Robô, uma companhia fiel com quem explora os recantos de Manhattan com entusiasmo infantil e ternura silenciosa.

Mas como tantas amizades na vida real, esta também sofre um golpe inesperado. Um acidente deixa Robô preso… e separados, os dois são forçados a enfrentar o tempo, a saudade e a dúvida: será que o destino os voltará a reunir?

✨ Sem palavras, mas com tudo para dizer

Robot Dreams é um filme sem diálogos. E isso é precisamente o que o torna tão poderoso. Cada olhar, cada gesto, cada nota da banda sonora comunica mais do que mil palavras. A linguagem aqui é universal: é a da amizade, da perda, da esperança.

Realizado por Pablo Berger, que já tinha surpreendido com Branca de Neve (2012), vencedor de dez prémios Goya, esta é a sua primeira incursão na animação — e que estreia. O filme foi ovacionado em Cannes, nomeado para o Óscar de Melhor Filme de Animação em 2023, e já arrecadou mais de 25 prémios internacionais.

As críticas não podiam ser mais elogiosas:

  • “Uma maravilha silenciosa que diz tudo sobre o amor.” – The New York Times
  • “Storytelling visual no seu melhor.” – Empire
  • “Uma animação deliciosamente agridoce.” – IndieWire

🖼️ Animação com alma

Com uma estética retro que nos transporta directamente para as memórias da infância, Robot Dreams não precisa de efeitos especiais para tocar fundo. É feito de silêncios, de rotinas, de esperas à janela e de pequenos gestos que se tornam tudo quando não temos ninguém por perto.

É um retrato subtil da solidão nas grandes cidades, mas também um elogio à capacidade de sonhar, mesmo quando tudo parece perdido. Uma história que tanto pode comover uma criança de 8 anos como um adulto de 80.


🎬 Robot Dreams – Amigos Improváveis estreia este domingo, 20 de abril, às 8h55 no TVCine Emotion e estará também disponível no TVCine+. Prepare os lenços — não pelo drama, mas pela doçura. É uma daquelas histórias que ficam connosco muito depois dos créditos finais.

Conclave: Intriga, Fé e Segredos no Coração do Vaticano