Jane Fonda Parodia Anúncio Icónico de Nicole Kidman e Atira-se à Consolidação de Hollywood

Uma sátira elegante com alvo bem definido

Jane Fonda voltou a provar que, mesmo décadas depois de se afirmar como uma das grandes figuras de Hollywood, continua atenta — e combativa — em relação ao futuro da indústria. A actriz e activista partilhou esta semana um vídeo onde parodia o famoso anúncio da AMC Theatres protagonizado por Nicole Kidman, transformando-o numa crítica mordaz à crescente consolidação dos grandes estúdios e plataformas de streaming.

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No vídeo, Fonda recria quase plano por plano o tom solene e emocional do anúncio original, mas troca a celebração da magia do cinema por um discurso carregado de ironia. “Venham a este lugar para as fusões. Transmitimos para o auto-silêncio. Para censurar. Para despejar conteúdo”, diz, enquanto entra numa sala de cinema, imitando deliberadamente a cadência e o estilo de Kidman.

“Algures, a ganância corporativa sabe bem num lugar como este”

A actriz leva a sátira mais longe ao adaptar a frase que tornou o anúncio da AMC um fenómeno cultural — “Somehow heartbreak feels good in a place like this”. Na versão de Fonda, a emoção dá lugar ao cinismo: “Algures, a ganância corporativa sabe bem num lugar como este. Algures, as fusões sabem bem num lugar como este.”

O vídeo culmina com um toque quase absurdo, mas carregado de simbolismo: um homem entra na sala e expulsa Fonda, avisando que o edifício vai ser demolido em cinco minutos. Uma metáfora pouco subtil para o destino das salas de cinema e da criação independente num ecossistema cada vez mais dominado por gigantes financeiros.

Uma crítica que não surge do nada

A paródia surge pouco tempo depois de Jane Fonda ter tornado pública a sua posição crítica em relação ao alegado acordo de 82,7 mil milhões de dólares que permitirá à Netflix adquirir a Warner Bros. Numa declaração conjunta com o Committee for the First Amendment, a actriz classificou o negócio como “uma escalada alarmante da consolidação que ameaça toda a indústria do entretenimento”.

Mais do que uma questão económica, Fonda enquadra o tema como um problema democrático e até constitucional, alertando para o risco de interferência política nas decisões editoriais e criativas. No comunicado, dirigido directamente ao Departamento de Justiça norte-americano, exige que o poder regulador não seja usado para condicionar conteúdos ou limitar a liberdade de expressão.

Humor como arma política

O que torna este gesto particularmente eficaz é a forma como Fonda recorre ao humor e à cultura popular para transmitir uma mensagem complexa. Ao apropriar-se de um anúncio amplamente amado — e já ele próprio alvo de inúmeras paródias — a actriz fala directamente a um público que reconhece de imediato a referência.

Ao contrário de um manifesto tradicional, este vídeo espalha-se com facilidade nas redes sociais, transformando uma crítica estrutural à indústria num momento partilhável, irónico e desconfortavelmente actual. É sátira, mas é também aviso.

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Num tempo em que Hollywood se redefine à velocidade das fusões e aquisições, Jane Fonda lembra que nem todos estão dispostos a aplaudir — mesmo que o ecrã seja grande e a música inspiradora.

A versão de irónica de Jane Fonda

O Icónico Anúncio das Salas AMC de há 4 anos atrás

Um Cadáver na Igreja e a Fé Posta à Prova: o Novo Mistério de Rian Johnson Não é Apenas um ‘Knives Out’

‘Wake Up Dead Man’ leva o jogo do whodunit para terreno espiritual

Depois de Knives Out e Glass Onion, Rian Johnson regressa ao género que tão bem domina com Wake Up Dead Man, um filme que mantém o humor mordaz e o prazer do quebra-cabeças policial, mas acrescenta algo inesperado: uma reflexão aberta — e provocadora — sobre fé, moralidade e intolerância religiosa. O resultado é um mistério que brinca com as regras do género enquanto aponta directamente às tensões ideológicas do presente.

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A história decorre numa pequena cidade do estado de Nova Iorque, centrada numa igreja católica em declínio. É aí que chega o jovem padre Jud Duplenticy, interpretado com enorme sensibilidade por Josh O’Connor, destacado para servir sob as ordens do monsenhor Jefferson Wicks. Josh Brolin dá vida a Wicks como um verdadeiro pregador do apocalipse: colérico, fundamentalista e abertamente hostil a homossexuais, mães solteiras e tudo o que associe ao mundo secular.

Uma congregação como microcosmo político

Apesar de afastar fiéis, Wicks mantém um núcleo duro de seguidores. Glenn Close diverte como Martha, a beata intrometida que praticamente gere a igreja; Kerry Washington surge como uma advogada afiada; Jeremy Renner interpreta um médico alcoólico e desiludido; e Cailee Spaeny é uma violoncelista famosa que doa grandes quantias à igreja na esperança de curar uma dor crónica. Andrew Scott e Daryl McCormack representam duas figuras que funcionam como comentários directos à paisagem política americana: um escritor que deriva para a direita e um jovem político republicano falhado que tenta reinventar-se no YouTube.

Jud tenta suavizar o discurso de ódio do monsenhor e reconduzir a comunidade a uma fé mais compassiva. Em vez disso, transforma-se no seu maior inimigo. Quando Wicks aparece morto, esfaqueado dentro da igreja — precisamente na Sexta-Feira Santa —, todas as suspeitas recaem sobre o jovem padre.

Benoit Blanc entra em cena… e a teologia também

É neste ponto que surge Benoit Blanc, novamente interpretado por Daniel Craig com o seu já icónico sotaque sulista. Convencido da inocência de Jud, Blanc envolve-o na investigação de um crime que parece impossível de explicar pelas leis da razão. Johnson aproveita para homenagear John Dickson Carr, mestre absoluto do “crime impossível”, elevando o lado meta do filme a um nível quase académico.

Mas Wake Up Dead Man vai além da mecânica do mistério. Tal como os filmes anteriores desmontavam o racismo, o classismo e a cultura dos bilionários, este novo capítulo aponta baterias àquilo que vê como a insularidade e intolerância da direita cristã. Nem sempre com subtileza, é certo, mas com uma clareza de intenções difícil de ignorar.

Um filme sobre dúvidas, não apenas sobre culpados

Josh O’Connor oferece uma das melhores interpretações da sua carreira recente, elevando o filme a um plano mais contemplativo. À medida que surgem novos mortos e a tensão aumenta, o confronto central deixa de ser apenas policial: é também filosófico. Fé contra cepticismo. Jud contra Blanc. Deus contra a razão.

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Sem revelar respostas, fica a sensação de que, neste mistério engenhosamente construído, cada detalhe conta — e que, como sugere o próprio filme, talvez Deus esteja mesmo nos pormenores.

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Um fim de casamento anunciado com humor (e alguma estranheza)

Amy Schumer voltou a fazer aquilo que melhor sabe: transformar a própria vida em matéria-prima para humor — mesmo quando a notícia é tudo menos leve. A actriz e comediante norte-americana anunciou a separação de Chris Fischer, o seu marido há sete anos, através de um post no Instagram tão descontraído quanto desconcertante. Nada de comunicados solenes ou palavras medidas: apenas um repetido “blah blah blah” a enquadrar uma decisão que, apesar do tom, é tudo menos irrelevante.

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“Chris e eu tomámos a difícil decisão de terminar o nosso casamento depois de sete anos”, escreveu Schumer, hoje com 44 anos, acrescentando logo de seguida que a separação não tem nada a ver com perda de peso, nem com o facto de Fischer ser um chef premiado. É Amy Schumer em estado puro: auto-ironia, provocação e uma clara recusa em deixar que outros controlem a narrativa.

Um casal improvável desde o início

Amy Schumer e Chris Fischer casaram em 2018, apenas alguns meses depois de se terem conhecido. Antes do casamento, tinham sido vistos juntos em público apenas duas vezes, o que tornou a cerimónia em Malibu ainda mais surpreendente. Fischer, agricultor e chef distinguido com o James Beard Award, sempre manteve um perfil discreto, em forte contraste com a exposição mediática constante da actriz.

Do relacionamento nasceu Gene David Fischer, hoje com seis anos, que continua a ser o ponto central da mensagem de ambos. “Amamo-nos muito e vamos continuar focados em criar o nosso filho”, escreveu Schumer, sublinhando que a separação foi tomada de forma amigável e com respeito mútuo.

Especulação, saúde e a necessidade de esclarecer tudo

Nos últimos meses, multiplicaram-se rumores sobre o estado do casamento, algo que a própria Schumer tentou travar no início de Dezembro. Num post anterior, fez questão de afastar associações entre a separação, a sua perda de peso ou o diagnóstico de autismo do marido — um tema que ela própria abordou publicamente no especial da Netflix Growing, em 2019.

A actriz tem sido particularmente aberta sobre questões de saúde. Em 2024 revelou ter sido diagnosticada com Síndrome de Cushing, consequência de tratamentos com esteróides após uma redução mamária e uma cesariana. Também falou sem rodeios sobre endometriose e o uso de medicamentos GLP-1 para perda de peso, assuntos que surgem frequentemente misturados com julgamentos públicos — algo que Schumer nunca aceitou de forma passiva.

Redes sociais limpas e uma mensagem final clara

Pouco depois do anúncio, Amy Schumer apagou a maioria das fotografias do seu Instagram, incluindo imagens do casamento e da relação com Fischer. Antecipando interpretações sensacionalistas, escreveu ironicamente: “Sinto-me bem e feliz. Apaguei as fotos antigas sem razão nenhuma!”. Uma forma clara de dizer: não procurem drama onde ele não existe.

No fim, a mensagem é inequívoca: “Amigável, com amor e respeito. Família para sempre.” Ao partilhar o post nos stories, Schumer escolheu I Still Haven’t Found What I’m Looking For, dos U2 — uma escolha que tanto pode ser lida como melancólica quanto perfeitamente alinhada com o seu humor auto-consciente.

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Mesmo quando fala de separações, Amy Schumer continua a controlar o palco.

Charlize Theron aos 50: o Envelhecer Sem Medo de Hollywood (e a Conversa que Isso Continua a Provocar)

Selfies, redes sociais e um rosto que gera debate

Charlize Theron voltou a ser assunto nas últimas horas depois de ter partilhado uma série de selfies no Instagram que rapidamente incendiaram as redes sociais. Aos 50 anos, a actriz sul-africana — uma das figuras mais respeitadas de Hollywood, com mais de 70 filmes no currículo — surge com uma aparência que muitos consideraram “mais jovem do que nunca”. Sem rugas evidentes, sem inchaços suspeitos e com uma pele aparentemente impecável, as imagens reacenderam uma discussão recorrente: como envelhecem as estrelas de cinema… e porque é que isso ainda incomoda tanta gente.

O olhar da cirurgia estética (e as especulações do costume)

Daily Mail foi falar com um cirurgião plástico de Beverly Hills para tentar perceber o que poderá estar por detrás da aparência actual da actriz. O médico sublinha que é invulgar uma mulher de 50 anos não apresentar linhas marcadas à volta dos olhos ou da boca, apontando para cuidados de pele muito rigorosos e possíveis tratamentos não invasivos.

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Entre as hipóteses levantadas estão procedimentos modernos como o HALO, um laser híbrido de rejuvenescimento cutâneo que actua tanto à superfície como em camadas mais profundas da pele, estimulando a produção de colagénio e melhorando a textura. O especialista refere ainda o uso de séruns com péptidos — uma tendência crescente no cuidado da pele — e até exossomas, uma tecnologia regenerativa de última geração que promove a reparação celular.

Ainda assim, importa sublinhar que estas são apenas especulações. Charlize Theron tem sido consistente ao longo dos anos: nega ter recorrido a cirurgia plástica e rejeita a ideia de que o envelhecimento precise de ser “corrigido”.

“O meu rosto está a mudar — e eu adoro isso”

Numa entrevista à Allure, em 2023, a actriz foi particularmente frontal sobre o tema. “O meu rosto está a mudar, e eu adoro que esteja a mudar e a envelhecer”, afirmou, criticando a pressão constante sobre as mulheres para parecerem eternamente jovens. Theron não esconde a frustração com o facto de o envelhecimento ser celebrado nos homens e encarado quase como uma falha nas mulheres.

Para a actriz de Mad Max: Fury Road e Monster, esta discussão é mais profunda do que estética. Trata-se de empatia, de liberdade individual e da aceitação dos diferentes percursos de cada pessoa — especialmente num meio como Hollywood, onde a imagem continua a ser moeda de troca.

Uma estrela que nunca jogou pelas regras fáceis

Ao longo da sua carreira, Charlize Theron construiu uma imagem pública marcada pela independência e pela recusa em se moldar às expectativas alheias — seja nos papéis arriscados que escolhe, seja na forma como fala abertamente sobre envelhecimento, maternidade ou relações pessoais.

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As selfies recentes podem parecer apenas mais um momento viral, mas dizem muito sobre o estado actual da indústria e do olhar público. Mais do que parecer “mais nova”, Charlize Theron continua a parecer aquilo que sempre foi: alguém que não pede licença para existir como quer.

Zendaya de noiva em “The Drama”: o casamento que está a enlouquecer os fãs de Tom Holland

Entre véus, diamantes e ansiedade pré-nupcial, Zendaya voltou a dominar a Internet – mas desta vez não é por causa do verdadeiro casamento com Tom Holland. É “apenas” cinema. No primeiro teaser de The Drama, a nova comédia negra da A24 realizada por Kristoffer Borgli, a actriz surge em pleno modo noiva: vestido branco de conto de fadas, cabelo apanhado num coque elegante e um anel de noivado tão vistoso que, por momentos, muitos acharam que estavam a ver imagens dos preparativos reais.

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O teaser, lançado a 10 de Dezembro, apresenta Emma e Charlie, o casal interpretado por Zendaya e Robert Pattinson, num estado de pré-casamento que é tudo menos idílico. Entre sessões fotográficas desconfortáveis, silêncios carregados e olhares que dizem mais do que qualquer voto, fica claro que esta boda cinematográfica está prestes a descarrilar. A sinopse é directa: “Um casal felizmente noivo é posto à prova quando uma revelação inesperada deita a semana do casamento por terra.” O filme chega às salas (lá fora) a 3 de Abril de 2026, com a A24 a posicioná-lo como uma das apostas fortes do ano.  

Noiva de ficção, noiva na vida real

Parte da graça – e do caos no X/Twitter – está precisamente no jogo entre realidade e ficção. Zendaya está noiva de Tom Holland, depois de o actor ter confirmado publicamente o noivado ao corrigir um jornalista que ainda se referia a Zendaya como “namorada”, trocando a palavra por um orgulhoso “noiva”. O anel de cinco quilates tem feito várias aparições discretas em passadeiras vermelhas e desfiles de moda, alimentando a curiosidade em torno de um casamento que, ao contrário de The Drama, deverá acontecer longe das câmaras.  

Aqui entra também o humor involuntário da promoção do filme: o poster mostra a personagem de Zendaya a exibir um anel gigante, a sentar-se no colo da personagem de Pattinson e o teaser remata com um provocatório “save the date”, como se o público estivesse a ser convidado para o grande dia. Para quem só passa pelo feed a correr, a confusão é quase inevitável – e os fãs de Tom Holland não perdoam um susto destes. 😅

“The Drama”: casamento, crise e comédia negra à moda A24

Se o trailer é curto, o tom está bem definido. Borgli, que já tinha posto Nicolas Cage a viver o pior tipo de fama em Dream Scenario, volta a explorar o desconforto social, agora embalado na estética impecável de um casamento de catálogo.  Entre poses fotográficas demasiado ensaiadas, conversas atravessadas com amigos e família e pequenos colapsos emocionais, The Drama promete ser menos uma comédia romântica e mais um estudo corrosivo sobre expectativas, imagem pública e o medo de dar um passo irreversível.

Zendaya parece jogar num registo diferente daquele a que nos habituou em Challengers ou Euphoria: aqui, a perfeição de noiva de revista entra em choque com uma fragilidade que o teaser só deixa entrever, mas que deverá ser o centro emocional do filme. Pattinson, por seu lado, continua a construir uma filmografia cheia de escolhas estranhas e fascinantes, e tudo indica que Charlie será mais um daqueles noivos à beira de um ataque de nervos que só existem no cinema… e em casamentos reais, mas isso fica para outra crónica.

Um 2026 de agenda cheia para Zendaya (e para os fãs)

The Drama é apenas a primeira paragem de um ano improvável para quem segue a actriz. Ainda em 2026, Zendaya volta a cruzar-se com Pattinson em The Odyssey, de Christopher Nolan, e regressa ao universo de Denis Villeneuve em Dune: Part Three. Pelo meio, continua a ser o rosto de Euphoria na televisão e volta a vestir o papel de MJ em Spider-Man: Brand New Day.  É um calendário que ajuda a perceber porque é que o verdadeiro casamento com Tom Holland vai continuar, muito provavelmente, trancado na esfera privada – e porque é que este “ensaio geral” em The Drama sabe ainda mais a ouro para os fãs.

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Para já, o que temos é uma noiva de ficção a perder lentamente a compostura diante das câmaras, um noivo com tudo menos certezas, e a promessa de uma comédia negra sobre o que acontece quando a ideia de “felizes para sempre” se transforma num pesadelo cuidadosamente decorado com flores brancas. Se o amor resiste a isto tudo, talvez mereça mesmo o “save the date”.

Zendaya e Robert Pattinson perdem a cabeça no trailer de The Drama, a nova comédia negra da A24

A A24 divulgou o primeiro trailer de The Drama, o novo filme de Kristoffer Borgli, e basta um minuto de imagens para perceber que o realizador de Dream Scenario não pretende aliviar a mente de ninguém em 2026. Zendaya e Robert Pattinson interpretam um casal prestes a casar — e simultaneamente prestes a desmoronar — naquela que promete ser uma das comédias negras mais aguardadas do próximo ano.

Borgli, que conquistou atenção global com a performance delirante de Nicolas Cage em Dream Scenario, volta a explorar personagens em colapso emocional e social, mas agora com duas das maiores estrelas da actualidade. Zendaya e Pattinson surgem envolvidos num noivado que parece menos um compromisso romântico e mais um exercício de sobrevivência psicológica. O trailer sugere uma espiral de paranóia, exaustão e absurdismo que encaixa perfeitamente no ADN da A24.

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Para além dos protagonistas, o elenco inclui Mamoudou Athie, Alana Haim e Hailey Gates, nomes que reforçam a estética própria da produtora — intérpretes de energia singular, capazes de habitar histórias que oscilam entre o desconforto e o humor mais negro. The Drama chega às salas norte-americanas a 3 de abril de 2026, com estreia internacional prevista para a mesma janela, seguindo a estratégia habitual da A24.

O filme, no entanto, é apenas o primeiro de três encontros entre Zendaya e Pattinson no espaço de um ano. Os dois voltarão a cruzar-se em The Odyssey, a adaptação épica de Christopher Nolan que estreia a 17 de julho de 2026, com Zendaya no papel de Atena e Pattinson como Antínoo, um dos pretendentes de Penélope na mitologia de Homero. Este é um dos projectos mais ambiciosos de Nolan, que regressa ao género histórico-mitológico após Oppenheimer, e promete uma escala grandiosa incomum no cinema contemporâneo.

E a maratona continua no final do ano: Dune: Part Three, o capítulo final da trilogia de Denis Villeneuve, estreia a 18 de dezembro de 2026. Zendaya regressa como Chani, agora no centro da narrativa política e espiritual do universo de Arrakis. Pattinson junta-se ao elenco pela primeira vez, num papel ainda envolto em segredo, embora os rumores apontem para Scytale — uma personagem camaleónica e crucial no arco de Messiah, de Frank Herbert. Se confirmado, o actor entrará na saga com um antagonista complexo e cheio de nuances, a condizer com o seu histórico de escolhas arrojadas.

Entre estes três projectos, Zendaya vive um momento de ubiquidade cinematográfica e televisiva. Depois do sucesso de Challengers, de Luca Guadagnino, prepara o regresso à televisão com a terceira temporada de Euphoria e voltará ao género super-herói em Spider-Man: Brand New Day, com estreia marcada para 31 de julho de 2026. Pattinson, por sua vez, continua a alternar entre blockbusters e cinema de autor, tendo recentemente protagonizado Die My Love, de Lynne Ramsay, ao lado de Jennifer Lawrence.

Mas por agora, é The Drama que concentra todos os olhares. O trailer promete um estudo satírico sobre relações modernas, fama, instabilidade e a tendência contemporânea para dramatizar tudo — uma energia que Borgli domina como poucos. Zendaya e Pattinson, juntos num caos emocional coordenado, parecem ter encontrado aqui um campo fértil para um humor que magoa e faz rir ao mesmo tempo.

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A A24 volta, assim, a posicionar-se no território onde mais brilha: o cinema que incomoda, que provoca e que transforma crises pessoais em entretenimento profundamente humano. E com dois protagonistas no auge das suas carreiras, The Drama pode muito bem tornar-se uma das surpresas do ano.

Gwyneth Paltrow revela paixão da filha por Jacob Elordi — e o actor responde com humor desconcertante

O encontro entre Gwyneth Paltrow e Jacob Elordi para a mais recente edição do “Actors on Actors”, da Variety, podia ter seguido o habitual rito de cortesias profissionais. Mas bastaram poucos segundos para que a actriz transformasse a conversa num momento inesperado – e deliciosamente humano. Com a sinceridade desarmante que a caracteriza, Paltrow contou-lhe que os seus filhos, Apple e Moses, são admiradores do actor australiano. E, sem rodeios, acrescentou: “A minha filha está apaixonada por ti.”

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Jacob Elordi, que já deve ter ouvido variações dessa frase centenas de vezes desde Euphoria e The Kissing Booth, sorriu e respondeu com aquela naturalidade quase automática de quem vive numa tempestade permanente de elogios: “É sempre o mesmo: toda a gente diz ‘a minha mãe adora-te’, ‘a minha filha adora-te’… nunca é ‘eu adoro-te’.” Paltrow não hesitou e devolveu-lhe um simples “Eu adoro-te, Jacob”, como quem oferece um mimo teatral para aliviar a tensão da revelação.

A actriz explicou que conheceu o trabalho de Elordi graças aos filhos, apesar de estes a terem avisado contra ver Euphoria. Ainda assim, ficou impressionada com a performance dele – uma linha comum nas muitas vozes que o têm seguido atentamente. Hoje, com 28 anos, Elordi tornou-se um daqueles actores raros que conseguem cruzar o encanto juvenil com um magnetismo dramático que atrai públicos muito diferentes.

Parte desse magnetismo está em exibição na nova adaptação de Frankenstein realizada por Guillermo del Toro. O filme estreou comercialmente no Brasil em 23 de outubro de 2025 e chegou à Netflix brasileira em 7 de novembro de 2025. Em Portugal, tal como em muitos mercados europeus, a estreia foi exclusivamente via Netflix, onde permanece disponível — uma prática cada vez mais frequente nos títulos de Del Toro. A interpretação de Elordi como a Criatura tem sido descrita como uma das mais intensas da sua carreira, afastando-o ainda mais do rótulo de “galã adolescente”.

Já Gwyneth Paltrow prepara o regresso ao grande ecrã com Marty Supreme, a sua primeira longa-metragem desde Avengers: Endgame. O filme, protagonizado por Timothée Chalamet, leva a actriz a interpretar Kay Stone, uma estrela de Hollywood retirada que ressurge numa história ambientada nos anos 50. Nos Estados Unidos, Marty Supreme estreia a 25 de dezembro de 2025. No Brasil, a data está já confirmada para 8 de janeiro de 2026. Em Portugal, porém, ainda não existe uma data oficial de estreia – a distribuição nacional permanece por anunciar.

A actriz comentou ainda que os filhos reagiram com entusiasmo (ou desconforto, no caso do filho) às imagens que circularam das gravações em Nova Iorque, onde Paltrow e Chalamet foram vistos a filmar uma cena romântica no Central Park. Apple achou “incrível”, enquanto Moses preferiu cobrir os olhos e fingir que nada havia acontecido. São pequenas janelas que revelam não apenas a dinâmica familiar da actriz, mas também a forma descontraída com que encara o regresso ao cinema.

O momento com Elordi, porém, tornou-se viral não pela provocação simpática da filha apaixonada, mas pela naturalidade com que ambos jogaram com a situação. O actor devolveu humor, Paltrow devolveu carinho, e num piscar de olhos criaram um dos clips mais vistos desta edição do programa. Nada encenado, apenas dois actores em plena calma, a descobrir afinidades improváveis.

Hollywood vive desses instantes — de encontros que parecem improváveis até acontecerem, de confissões que surgem num momento de vulnerabilidade e acabam por definir uma temporada inteira de entrevistas. Entre o charme de Elordi, a sinceridade de Paltrow e o entusiasmo desarmado dos filhos da actriz, o episódio tornou-se um lembrete do que ainda podemos encontrar no meio de tanta máquina promocional: humanidade, constrangimento gentil e um pouco de humor no sítio certo.

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E se Apple Martin continua apaixonada pelo actor? Provavelmente sim. Mas, como ficou claro pela conversa, não é a única.

Pamela Anderson Quebra o Silêncio Sobre o Romance com Liam Neeson: “Se querem mesmo saber…”

Durante meses, Hollywood viveu num misto de incredulidade, fascínio e pura curiosidade: afinal, Pamela Anderson e Liam Neeson estavam mesmo juntos ou tudo não passava de um golpe promocional digno de uma comédia romântica? Agora, a própria protagonista da história decidiu acabar com o mistério — e sim, havia romance. Verdadeiro. E com cenas dignas de um guião de Nancy Meyers.

Os rumores começaram no verão, quando os dois surgiram cúmplices na passadeira vermelha da antestreia londrina de The Naked Gun (2025), o reboot da clássica comédia de acção. Houve troca de beijos amigáveis, houve olhares prolongados, houve declarações que passaram do charme para o quase flagrante. Pamela suspirava sobre a “elegância” de Neeson; Neeson, por sua vez, não escondia o brilho nos olhos. O público delirou. Internet incluída.

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Mas só agora Pamela Anderson decidiu revelar o que realmente aconteceu — e, mais importante, o que já não está a acontecer. Em entrevista à People, num excerto divulgado antes da capa oficial, a actriz e modelo admitiu que houve sim um relacionamento, ainda que breve. “Se querem mesmo saber, eu e o Liam estivemos envolvidos romanticamente por um curto período, mas apenas depois de terminarmos as filmagens”, afirmou.

Segundo Anderson, os dois passaram uma “semana íntima” na casa de Neeson no norte do estado de Nova Iorque. Uma semana que ela descreve quase como um parêntesis encantado: jantares num pequeníssimo restaurante francês, família a entrar e sair da casa como se já fizessem parte do enredo, assistentes a circular num ambiente meio surreal, declarações inesperadas — como quando Neeson a apresentou numa dessas noites como “a futura Sra. Neeson”.

Houve até episódios insólitos que confirmam que, quando o assunto é Liam Neeson, a realidade tende a comportar-se como um dos seus filmes: Pamela conta que o actor chegou a afugentar um urso do jardim… usando apenas um robe. É talvez o gesto mais “Liam Neeson” que poderíamos imaginar, numa história já por si cinematográfica.

A relação, porém, não sobreviveu ao calendário frenético de ambos. Projectos distintos, deslocações contínuas e prioridades profissionais ditaram o fim da breve ligação. Anderson descreve o período como a sua “semana romântica perdida”, algo bonito, inesperado e talvez inevitavelmente efémero.

Apesar disso, rejeita qualquer teoria de que tudo não passou de marketing para promover The Naked Gun. “Estávamos a divertir-nos”, explicou. “Sempre que alguém dizia que era um golpe publicitário, eu ria-me. Publicidade? Isto é real. Temos sentimentos reais.” A química fora do ecrã, segundo ela, era tão natural como a que exibiam em frente às câmaras.

Do lado de Neeson, a admiração sempre foi explícita. O actor chegou a dizer numa entrevista que trabalhar com Anderson foi o momento mais marcante da sua carreira. Noutra ocasião, declarou estar “perdidamente apaixonado” pela sua co-protagonista. Até familiares próximos dele torciam publicamente pelo casal.

Mas, como nos melhores romances de meia-estação, a vida acabou por seguir caminhos distintos. Pamela Anderson admite que são “melhores amigos do que parceiros” — mas deixa uma frase final que alimenta todas as esperanças dos fãs: “Tenho a certeza de que estaremos sempre presentes na vida um do outro.”

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Se esta história ainda terá um segundo acto, só o tempo dirá. Por agora, fica a memória de um dos emparelhamentos mais inesperados — e curiosamente encantadores — de Hollywood nos últimos anos.

Mila Kunis Diz que os Vizinhos Só Sabem Reclamar — e a Atriz Está Oficialmente a Perder a Paciência Como Presidente da HOA

Mila Kunis pode ter enfrentado cisnes psicóticos em Black Swan, invasões extraterrestres em Jupiter Ascending e a mais caótica vida escolar em That ’70s Show, mas nada — absolutamente nada — a preparou para o verdadeiro terror: ser presidente da associação de moradores. Sim, Kunis está à frente da HOA (Homeowners Association) da sua pequena comunidade de oito casas e, pelo que contou no programa Today, a experiência é um teste diário à resistência emocional de qualquer ser humano.

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“Tudo o que as pessoas fazem é reclamar. Passo o dia inteiro a receber queixas”, desabafou a atriz, com aquele humor seco que a caracteriza. O mais surpreendente? Ninguém lhe agradece. Nunca. Kunis diz que chegou ao ponto de enviar uma mensagem a um amigo do bairro a pedir-lhe que respondesse a um dos seus e-mails com um simples “obrigado”, só para provar aos restantes que o gesto existe. Um pequeno milagre da boa educação.

A actriz descreve os vizinhos como “desensibilizados”, algo que, segundo ela, faz parte da realidade de Los Angeles. E há momentos quase dignos de uma sitcom: quando precisa de chamar um técnico para avaliar problemas na estrada da urbanização — que está a ceder —, o profissional chega, olha para a situação e desata a rir. “Eu sei que isto é ridículo”, confessa Kunis, “mas, por favor, dê-me um orçamento.”

Entre uma queixa e outra, Kunis mantém a rotina familiar em Beverly Hills com Ashton Kutcher e os dois filhos. Os seus dias começam cedo — 6h15 — e com uma serenidade que contrasta com o caos da HOA. Prepara cafés, pequenos-almoços, lancheiras, enquanto Kutcher trata de levar as crianças para o autocarro. “É tudo muito descontraído”, garante.

Depois disso, quando o universo permite, Kunis tenta treinar: Pilates ou ginásio, dependendo do humor — e do sono. E sim, às vezes não toma banho logo a seguir. “Por vezes só tenho tempo para passar um pano nas axilas. Não me ataquem por isso”, brinca, recordando as polémicas passadas sobre hábitos de higiene que ela e Kutcher comentaram sem imaginar que fossem incendiar as redes sociais.

Toda esta história revela um lado inesperado de Mila Kunis: a presidente acidental de condomínio, encarregada de buracos na estrada, reclamações intermináveis e moradores que aparentemente só a procuram quando o problema é urgente… ou absurdamente trivial. Mas Kunis conta tudo com um humor que desmonta qualquer tensão — e prova que, mesmo em Beverly Hills, a realidade das reuniões de condóminos é universalmente caótica.

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No final, o que a actriz mais quer é simples: um “obrigado”. Talvez até dois. Mas, por enquanto, só recebe queixas. Hollywood, afinal, também tem problemas muito mundanos.

“Marty Supreme”: O Filme Que Está a Chocar Hollywood — e a Consagração Mais Selvagem da Carreira de Timothée Chalamet

Há personagens ofensivas, há vilões assumidos, e depois há Marty Mauser — a criação central de Marty Supreme, o novo filme de Josh Safdie que está a deixar o público dividido entre gargalhadas nervosas e puro desconforto. Não será exagero dizer que Marty é um dos protagonistas mais repugnantes e moralmente questionáveis alguma vez colocados num filme com aspirações aos Óscares. E, paradoxalmente, é exactamente por isso que a interpretação de Timothée Chalamet está a ser apontada como uma das grandes do ano.

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Marty Supreme arranca a toda a velocidade, acompanhando meses na vida de um aspirante a campeão mundial de ténis de mesa — inspirado vagamente no jogador americano Marty Reisman —, mas depressa se torna claro que não estamos perante um biopic tradicional. O que Safdie constrói é um caos vivo: um retrato febril, energético, quase insuportável, de um homem auto-centrado ao ponto da destruição. Chalamet, que já nos habituou a performances intensas, surge aqui transformado numa força da natureza tão fascinante quanto repulsiva.

A palavra “arsehole” talvez seja, como o crítico original sugeriu, a descrição mais justa do personagem. Marty é absolutamente determinado — e, por isso mesmo, completamente incapaz de considerar um plano B ou sequer a possibilidade de falhar. No seu caminho para o topo, insulta, mente, manipula, rouba, põe em risco quem o rodeia e até quase provoca tragédias reais, incluindo com a mulher grávida do seu filho. É um daqueles protagonistas que obrigam o espectador a olhar, mesmo quando a vontade é desviar os olhos.

Mas o que realmente tem causado escândalo são as frases que Marty dispara com uma brutalidade gelada. Não são apenas comentários desagradáveis: são declarações que transgridem todas as fronteiras da decência, especialmente tendo em conta o período em que o filme decorre — 1952, apenas alguns anos depois da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto. Antes de enfrentar um amigo e antigo campeão judeu, Marty afirma a um grupo de jornalistas: “Vou fazer-lhe o que Auschwitz não conseguiu — vou terminar o trabalho.” O impacto da frase é brutal, sobretudo porque o filme segue, logo depois, para um momento profundamente emotivo em que o adversário relata a forma como sobreviveu ao campo de concentração.

Mais tarde, quando se prepara para defrontar o campeão japonês, Marty procura confortar um homem cujo filho morreu na frente do Pacífico com uma tirada igualmente chocante: “Se serve de consolo, vou largar a terceira bomba nuclear no Japão.” E assim por diante. O personagem existe num limbo moral tão desconfortável que provoca risos involuntários — daqueles que surgem não pela piada, mas pelo choque.

Safdie, que co-escreveu e realizou o filme, parece deliberadamente interessado nesta tensão. Marty Supreme não aposta na narrativa linear; vive da energia, do desconforto, da imprevisibilidade — e, acima de tudo, da interpretação de Chalamet. O actor, que passou anos a treinar ténis de mesa em sets espalhados por meio mundo (incluindo WonkaDune: Part Two e até no Festival de Cannes), entrega aqui uma performance desgastante, frenética, quase compulsiva. Há quem veja no filme um veículo de prémios, e há quem o encare como um retrato ácido da obsessão pela grandeza — a mesma que Chalamet evocou no seu discurso do SAG Award, quando afirmou estar “em busca da excelência” e querer estar ao nível dos seus ídolos.

É talvez por isso que o filme funcione tão bem: porque Marty, na sua arrogância, no seu abuso, no seu comportamento inadmissível, é também uma caricatura extrema da ambição transformada em loucura. Há momentos em que, depois de insultos, manipulações e caos absoluto, ele se despede com um inesperado “love you”. Não soa a amor; soa a dissonância. Mas funciona — porque a personagem existe nesse espaço entre o cômico e o horrível.

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Marty Supreme é, no fim de contas, um filme que desafia o espectador a testá-lo. Não é simpático, não é reconfortante, não é um crowd-pleaser. É um exercício de risco total — e é aí que reside o seu fascínio. Para muitos, Chalamet está prestes a conquistar a sua terceira nomeação para Melhor Actor. Para outros, Marty é simplesmente intragável. Para a Academia? A resposta virá em breve.

Mas uma coisa é certa: poucas personagens ofensivas foram tão hipnotizantes.

Beetlejuice Está de Volta: A Sequela Assombra o TVCine Top Já a 12 de Dezembro

Três décadas depois de se tornar um ícone absoluto da cultura pop, Beetlejuice regressa — e não poderia chegar em melhor forma. Beetlejuice Beetlejuice, a muito aguardada sequela do clássico de 1988, estreia em exclusivo na televisão portuguesa no dia 12 de dezembro, às 21h30, no TVCine Top e também no TVCine+. Para os fãs de Tim Burton, Winona Ryder e, claro, do fantasma mais caótico e encantador do cinema, trata-se de um momento obrigatório.  

A história retoma a vida da família Deetz após uma tragédia que leva três gerações de mulheres a regressar à casa de Winter River — o mesmo lugar onde, décadas antes, tudo começou. Lydia Deetz, novamente interpretada por Winona Ryder, já não é a adolescente gótica de outrora. É agora mãe de Astrid, interpretada por Jenna Ortega, cuja rebeldia e fascínio pelo macabro ecoam a sensibilidade da mãe.

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É precisamente essa curiosidade de Astrid que desencadeia o caos: ao explorar o sótão, descobre a maqueta da cidade e abre, sem intenção, um portal para o mundo dos mortos. Com isso, o fantasma mais inconveniente da história volta a manifestar-se. Michael Keaton regressa ao papel de Beetlejuice, retomando a sua energia anárquica e imprevisível, pronto para assombrar a vida dos Deetz mais uma vez — e, claro, para roubar todas as cenas.

A sequela mantém não apenas o elenco original, mas também o ADN visual e tonal do universo criado por Tim Burton. O realizador volta a apostar no humor negro característico e numa estética que mistura fantasia, grotesco e um certo charme vintage. Com estreia mundial no Festival de Veneza em 2024, o filme conquistou críticas positivas e um entusiasmo renovado da geração que cresceu com o original e da geração que agora descobre Beetlejuice pela primeira vez.

Além do trio principal, o elenco inclui ainda Monica Bellucci e Catherine O’Hara, reforçando a ligação entre o passado e o presente. Visualmente mais exuberante, mas fiel ao espírito do primeiro filme, Beetlejuice Beetlejuice oferece novos truques, novos sustos e uma boa dose de nostalgia para quem se lembra de repetir o nome três vezes frente ao espelho.

A estreia em Portugal marca uma oportunidade rara de ver, em televisão, uma sequela que não se limita a revisitar um clássico, mas que abraça plenamente o desafio de lhe dar continuidade. Para os amantes de cinema fantástico, para os fãs de Burton ou simplesmente para quem não resiste a histórias onde o absurdo e o sobrenatural se cruzam, a noite de 12 de dezembro promete ser irresistível.

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Preparem-se: não digam o nome dele em voz alta… mas não percam a estreia

Ariana Grande Quer Muito Ficar de Fora da “Narrativa 6-7” — E Adam Sandler Não Tem Culpa Nenhuma

Ariana Grande está em plena campanha de promoção para Wicked: For Good, mas acabou, involuntariamente, no centro de um meme que nem sabia que existia. A cantora e actriz sentou-se recentemente com Adam Sandler para uma nova edição do Actors on Actors, da Variety/CNN — uma conversa descontraída, calorosa e cheia de admiração mútua. Mas bastou uma expressão ligeiramente franzida de Grande para incendiar a internet.

A origem do episódio é quase absurda. Durante a conversa, Sandler comentou que Grande tinha filmado “seis ou sete” cenas emocionais consecutivas no set de Wicked: For Good. Uma frase totalmente inocente. Porém, no exacto momento em que as palavras “six or seven” saíram da boca de Sandler, Ariana fez um micro-franzir de sobrancelha, quase imperceptível, mas suficiente para que o público mais online entrasse em alvoroço. Era, para muitos, a prova de que Ariana Grande estava — mais uma vez — a reagir ao famigerado meme “6-7”.

Para os espectadores que não vivem mergulhados na cultura de internet, o fenómeno precisa de explicação. “6-7” tornou-se um meme universal entre adolescentes e jovens adultos depois de o rapper de Filadélfia, Skrilla, usar os números no refrão do seu tema viral “Doot Doot (6 7)”. O significado? Depende de quem se pergunta. O artista já disse que os números “representam o seu cérebro”. Outros vêem ali referências a ruas, códigos policiais ou simplesmente nonsense puro. A verdade é que os miúdos não querem saber: “6-7” tornou-se uma espécie de piada automática. Se alguém diz as palavras “seis” e “sete” juntas, o meme ganha vida.

Ariana, que costuma estar bem sintonizada com os fenómenos virais, tornou-se alvo desta narrativa há semanas, quando fãs alegaram que já tinha reagido a um “6-7” num momento anterior da tour promocional. Daí que o simples comentário de Sandler tenha sido interpretado como o gatilho perfeito. O clipe do franzir de sobrancelha espalhou-se rapidamente pelas redes sociais.

Só que Ariana Grande insiste que não percebe nada disto. Numa caixa de comentários do Instagram, foi directa ao assunto: “i don’t know what this means !”, escreveu, exasperada. Explicou que a expressão no rosto era apenas reacção às palavras de Sandler sobre o número de cenas dramáticas que teve de gravar de seguida. E depois deixou escapar um inocente pânico digital: “i’m scared what is 67.

Poucos minutos depois, publicou um segundo comentário ainda mais clarificador — e divertido: “actually i don’t want to know please i love you all enjoy”. Ou seja, Ariana Grande está oficialmente fora da narrativa. Ou, como diria Taylor Swift, “I would very much like to be excluded from this story.”

Ainda assim, o momento tornou-se mais um capítulo delicioso na crónica moderna da cultura pop, onde qualquer sobrancelha levantada pode alimentar memes globais. E tudo isto enquanto Grande e Sandler falavam calmamente sobre os seus novos trabalhos — ele com Jay Kelly, ela com o musical que promete redefinir o universo de Wicked.

Ironia máxima: Adam Sandler, lenda da comédia, não demonstrou o mais pequeno sinal de saber que o meme existia. Ariana, que teoricamente estaria mais por dentro, também não. Mas a internet, sempre vigilante, viu mais do que estava lá.

No fim, fica um daqueles episódios que são puro oxigénio para os fãs de cultura digital e um lembrete de que, na era dos vídeos curtos e reacções instantâneas, ninguém está imune a tornar-se meme — nem mesmo quando só está a falar de cenas emocionais. E Ariana Grande, pelo menos desta vez, prefere manter-se bem longe disso.

Kate Winslet Critica a Moda do Ozempic: “É Assustador” — E Defende a Beleza das Mãos Envelhecidas

Kate Winslet, que sempre recusou ceder às pressões mais agressivas de Hollywood, voltou a posicionar-se com firmeza num tema que está a dominar tanto a indústria como o quotidiano das redes sociais: a normalização dos fármacos para perda de peso. Em entrevista recente, a actriz de 50 anos descreveu a actual obsessão com injecções como o Ozempic como “frightening” e admitiu que está mais preocupada do que nunca com a forma como a aparência continua a comandar a autoestima, mesmo numa era que se pretende mais inclusiva.

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Winslet assume que a adesão generalizada a estas medicações a deixa profundamente desconfortável, sobretudo porque a maioria das pessoas, segundo ela, não faz ideia real do que está a colocar no corpo. “A falta de cuidado com a própria saúde é aterradora”, afirmou, num dos momentos mais contundentes da conversa. Para a actriz, é como se a cultura visual contemporânea tivesse entrado num estado de caos: por um lado, há mulheres que abraçam a sua identidade e o seu corpo; por outro, há quem corra para alterar tudo quanto possível, numa tentativa desesperada de corresponder a expectativas irreais.

A actriz também falou das pressões para evitar o envelhecimento, rejeitando frontalmente procedimentos como botox e preenchimentos estéticos, que considera retirar algo essencial do rosto — uma espécie de assinatura emocional. Winslet confessou, aliás, que uma das coisas que mais aprecia no processo de envelhecer são as mãos a ganhar marcas, pequenas cartografias de experiências vividas. “As mãos envelhecidas são a minha coisa favorita”, disse, celebrando nelas uma beleza autêntica e profundamente humana. Mas reconheceu que esta visão não é partilhada pelas gerações mais novas, que, segundo ela, “não têm noção do que é realmente ser bonita”.

A actriz não fala do tema a partir de um pedestal distante; fala a partir da memória do que foi crescer sob vigilância global. Aos 19 anos, depois do fenómeno Titanic, Winslet viu-se catapultada para níveis de fama que não soubera antecipar. Hoje lembra que a imprensa pode ser cruel, e que ela própria foi alvo de um escrutínio particularmente agressivo sobre o corpo. “Os media foram vis, atacaram-me de forma contínua”, recorda. Sente que foi demasiado jovem para enfrentar tamanha exposição e admite que se sentiu invadida numa fase em que tentava apenas sobreviver ao sucesso e à pressão.

Nos últimos anos, Winslet tem revisitado esses episódios com uma clareza nova. Em 2022, no podcast Happy Sad Confused, admitiu que gostaria de voltar atrás para enfrentar directamente alguns jornalistas que a diminuíram publicamente. “Eu teria usado a minha voz de outra forma. Teria dito: ‘Não te atrevas a tratar-me assim’.” Esse impulso de coragem traduz-se agora numa presença pública mais firme e militante, sobretudo quando sente que outras mulheres estão a ser condicionadas pelos mesmos mecanismos que a magoaram.

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A posição de Winslet não é, portanto, uma reacção moralista ou superficial; é o resultado de uma carreira moldada pela crítica, pelo peso da fama e por uma experiência íntima de corpo e imagem que ela aprendeu a proteger. Hoje, aos 50 anos, a actriz continua a combater aquilo que considera ser uma distorção perigosa sobre o que é beleza, saúde e valor próprio. E fá-lo com a mesma sinceridade que desde sempre lhe marcou a carreira: sem filtros, sem complacência e com um sentido profundo de responsabilidade para com as mulheres que a seguem.

Jennifer Garner Revela o Truque Para Fazer Comida Saudável Que os Filhos Adoram — E Fala do Equilíbrio Que Só Agora Aprendeu a Aceitar

Jennifer Garner está oficialmente em modo Natal muito antes do calendário o permitir. A actriz, conhecida desde os tempos de Alias e eternizada em filmes como 13 Going on 30, confessou que, quando ainda faltavam duas semanas para o Thanksgiving, já tinha as luzes de Natal montadas e a casa pronta para a época festiva. É um ritual que leva muito a sério: toda a família reúne-se religiosamente para uma viagem de ski no Natal e, pelo que garante, há tanta comida caseira que ninguém sai de lá com frio ou com fome.

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Este ano, Garner está particularmente entusiasmada com a cozinha graças à parceria que fez com uma marca de electrodomésticos — e ao facto de ter tido a oportunidade de gravar um vídeo ao lado da mãe, Patricia, recriando a cozinha da sua infância. As duas aparecem a preparar os famosos “cowboy cookies”, tão grandes que, segundo a própria, “um cowboy conseguia fazer uma refeição inteira com um só”. Quando fala do vídeo, a actriz assume que se emocionou antes de entrar na chamada: “É tão doce… parece que me deram um presente.”

Garner descreve a mãe como alguém naturalmente carismático, divertida e impossível de não adorar — alguém que, segundo ela, até pode ser mais à vontade em frente às câmaras do que a própria filha. As duas partilham uma cumplicidade visível e Garner reconhece que a mãe continua a ser a sua maior fonte de inspiração, tanto no ecrã como na cozinha.

Quando chega a época das festas, Garner transforma-se numa verdadeira força culinária. Para o jantar de Natal, prepara sempre um boeuf bourguignon da receita de Ina Garten que toda a família disputa — ao ponto de ter de triplicar a receita para garantir sobras. Junta-lhe um pão de dez cereais, tirado directamente do livro The Bread Bible, e toda uma panóplia de iguarias caseiras que fazem parte do calendário interno da família: há dias de bagels, dias de muffins ingleses, dias de pão de canela… e a casa enche-se de sobrinhos e filhos a pedir: “O que é que há amanhã?”

Apesar de adorar doces festivos, Garner é também uma defensora assumida de alimentação saudável. É cofundadora da Once Upon a Farm, dedicada a comida orgânica para crianças, e tenta replicar em casa as lições que aprendeu com a mãe: comida feita do zero, ingredientes simples e o mínimo de açúcar possível. “É perfeitamente possível ter comida deliciosa sem açúcar adicionado”, explica. Muitas vezes reduz as quantidades, substitui o açúcar por ingredientes de digestão mais lenta ou elimina-o por completo. Para Garner, se algo é feito em casa, já está meio caminho andado para ser mais saudável — uma filosofia que herdou de Patricia, que fazia tudo: comida, roupa e uma infância completa dentro de uma cozinha sempre a borbulhar.

Mas a actriz também admite que a sua relação com o bem-estar mudou. Aos 53 anos, já não treina às quatro da manhã para encaixar o exercício antes das filmagens. Agora dorme — porque percebeu que, sem descanso, o corpo e a mente simplesmente não respondem. Há dias em que prefere uma hora extra de sono ao ginásio, e assume essa escolha sem culpa. “Se é para estar no set às quatro e meia da manhã, acordo às quatro. Mas não acordo às quatro só para treinar. Sinto a diferença no meu humor e no meu corpo.”

O que mais deseja é que os filhos levem consigo uma ideia equilibrada de alimentação e saúde — algo que não se resuma a regras rígidas, mas sim a sensações de bem-estar, gratidão e respeito pelo corpo. Considera-se uma mãe pragmática: quer que os filhos sejam saudáveis, sim, mas também quer que apreciem a criatividade e o conforto da comida. E sabe que eles crescerão e tomarão decisões sozinhos, tal como ela e as irmãs fizeram com os ensinamentos da mãe.

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A filosofia de Garner é simples e profundamente humana: criar tradições, cozinhar com amor, evitar excessos sem transformar a comida num campo minado emocional, e ensinar que equilíbrio não é perfeição — é continuidade. “A minha mãe deu-nos um começo tão saudável que nós continuámos isso para os nossos filhos. Só esperas que essa bondade continue a rolar.” E, pelo que parece, na família Garner, continua mesmo.

Kristen Stewart Incendeia a Internet ao “Arrasar” os Homens do Método: “Pobres actores masculinos…”

Kristen Stewart nunca foi famosa por meias-palavras — e a mais recente entrevista ao New York Times só reforça essa reputação. A actriz, que há muito deixou de ser apenas o rosto de Twilight para se transformar numa das vozes mais afiadas e irreverentes de Hollywood, lançou uma reflexão que está a deixar a internet ao rubro: a obsessão masculina pelo método, esse território sagrado do sofrimento performativo.

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O ponto de partida foi inesperado — Marlon Brando e a forma como decidiu pronunciar “Krypton” como “Kryp-tin” num dos filmes de Superman, uma pequena rebeldia para preservar o que considerava ser a sua “independência artística” num projecto mais comercial. Quando questionada sobre isso, Stewart não perdeu tempo: “Pobres actores masculinos. Deve ser tão doloroso.”

A provocação parece ligeira, mas abre caminho para uma crítica mais funda ao mito do “grande actor” que precisa de se torturar para alcançar a genialidade. Para Stewart, a aura de virilidade que envolve o método é, em si mesma, profundamente teatral — e profundamente masculina. “A performance é inerentemente vulnerável, portanto é embaraçosa e nada masculina. Não há bravura em admitir que és veículo para as ideias de outra pessoa”, argumenta. A actriz vai mais longe e questiona: “Já alguma vez ouviram falar de uma actriz que fosse ‘do método’?”

Stewart sugere que o método, tal como é romanticamente retratado, funciona quase como um ritual de reapropriação da masculinidade: o actor que, antes de chorar numa cena, precisa de fazer cinquenta flexões ou de se afirmar de algum modo para evitar o desconforto da vulnerabilidade. “É uma forma de protrair para fora a fragilidade, um bater no peito antes de ter de expor algo mais íntimo”, diz. E acrescenta que esta actuação exterior, este pequeno espectáculo de dureza, transforma a vulnerabilidade em truque de prestidigitação: a ideia de que o que o actor faz é tão extraordinário que só ele poderia fazê-lo.

A actriz considera isso revelador — e defensivo. Para si, a necessidade de reforço da identidade masculina antes da emoção é um sintoma de desconforto cultural com o acto genuíno de se expor. No fim, é quase como um escudo. Um escudo ruidoso.

Num momento particularmente revelador, Stewart conta que discutiu o assunto com um actor colega. Perguntou-lhe se alguma vez tinha conhecido uma actriz que precisasse de gritar, bater em paredes ou de entrar num estado alterado antes de filmar uma cena dramática. A reacção imediata? “Nem penses em mencionar isso.” E logo a seguir, a resposta clássica, quase automática: “Ah, as actrizes são loucas.” Stewart deixa a ironia no ar — o duplo padrão é tão óbvio que dispensa sublinhado.

A discussão desencadeada por Stewart toca em feridas antigas de Hollywood: a construção do génio masculino, a normalização do sofrimento como ferramenta artística e a distinção quase mística entre o trabalho de homens e mulheres no ecrã. Stewart, com a sua habitual franqueza e um humor que nunca resvala para o cínico, desmonta essa mitologia peça por peça.

Não se trata de negar o método como abordagem — afinal, ao longo das décadas, resultou em interpretações icónicas — mas de expor a forma como a cultura o envolveu numa aura masculina de dor, sacrifício e heroicidade que raramente é aplicada às mulheres, mesmo quando elas trabalham com igual profundidade emocional.

No fundo, o que Stewart parece dizer é simples: a vulnerabilidade é parte essencial da arte de representar, e não precisa de ser mascarada por rituais de testosterona ou declarações grandiosas. Se é para expor a alma, façamo-lo sem fanfarras.

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A reacção do público mostra que o tema ressoa — não apenas como curiosidade sobre o processo artístico, mas como espelho de questões mais amplas sobre género e expectativas culturais. E se há alguém que nunca teve medo de enfrentar o “elefante na sala”, esse alguém é Kristen Stewart.

Amy Schumer Perde 23 Quilos e Revela: “Fiz Isto Para Sobreviver” — A Verdadeira História Por Trás da Transformação

Amy Schumer voltou a ser notícia, mas desta vez a razão está longe de qualquer polémica ou nova comédia. A actriz e comediante norte-americana revelou aos seus seguidores que perdeu 23 quilos — e explicou que esta mudança drástica não teve nada de estético. Foi, nas suas palavras, “para sobreviver”. Schumer foi diagnosticada com Síndrome de Cushing, uma doença rara que provoca uma produção excessiva de cortisol e que, quando não tratada, pode ser fatal. A actriz contou que sofreu durante meses com um inchaço pronunciado no rosto e outras alterações físicas e emocionais que lhe dificultavam o dia-a-dia. O diagnóstico não só lhe trouxe respostas, como a obrigou a transformar profundamente a relação com o próprio corpo.

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Numa mensagem publicada no Instagram, Schumer fez questão de sublinhar que a perda de peso não veio de qualquer desejo de se “tornar mais bonita” — algo que considera efémero e irrelevante — mas sim de uma urgência clínica. “Eu fiz isto para sobreviver,” escreveu, num dos desabafos mais sinceros da sua carreira. Explicou ainda que só agora se encontra curada da condição, após um processo exigente que envolveu tratamentos, vigilância médica e uma atenção redobrada à sua saúde hormonal, já afectada pela perimenopausa.

A Síndrome de Cushing, tal como descrita por especialistas, pode manifestar-se com aumento de gordura no tronco, perda de massa nos braços e pernas, estrias vermelhas, nódoas negras frequentes e perturbações de humor ou sono. Schumer viveu tudo isto, muitas vezes sob o olhar impiedoso das redes sociais, que comentavam as alterações no seu rosto sem saberem a verdadeira causa. A comediante decidiu, por isso, falar abertamente sobre a doença, não só como forma de pôr termo às especulações, mas também para aumentar a literacia sobre uma condição que a maioria das pessoas nunca ouviu mencionar.

A actriz revelou igualmente que utiliza Mounjaro, um fármaco injectável usado na perda de peso, e lembrou que já tinha recorrido a uma lipoaspiração em 2022 — sempre de forma transparente, recusando alimentar mitos de perfeição ou silêncios convenientes. Para Schumer, este percurso não é uma narrativa de emagrecimento, mas sim de sobrevivência, de adaptação e, acima de tudo, de respeito pelo corpo que tem.

O mais relevante neste momento é a forma como a actriz escolhe expor a vulnerabilidade. Num meio em que a perda de peso é frequentemente celebrada como vitória estética, Schumer devolve a discussão ao lugar que deveria sempre ocupar: o da saúde. A transformação física existe, sim, mas o que verdadeiramente impressiona é a honestidade com que relata o processo, sem glamourizações, sem discursos motivacionais artificiais e sem esconder os momentos difíceis.

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Amy Schumer continua a trabalhar, a escrever, a actuar — e a partilhar com o público uma versão de si própria que resiste à pressão de Hollywood para permanecer impecável. A sua história recente não é sobre vaidade, mas sobre resiliência. E, ironicamente, talvez seja por isso que tantas pessoas se revêm nela: porque, por detrás do humor e das provocações, existe alguém que luta, cai, levanta-se e decide contar tudo, mesmo quando o “tudo” não é bonito.

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O regresso inesperado do gigante desaparecido

Jack Nicholson, um dos maiores actores da História do Cinema e figura lendária de Hollywood, tem estado afastado dos holofotes há mais de uma década. A última vez que o vimos no grande ecrã foi em 2010, na comédia How Do You Know, depois da qual escolheu uma vida de recolhimento absoluto. Desde então, Nicholson transformou-se quase numa figura mítica — um fantasma benevolente de Los Angeles, avistado apenas pontualmente, normalmente num jogo dos Lakers.

Por isso, cada nova imagem sua torna-se um pequeno acontecimento. E foi exactamente isso que aconteceu esta semana, quando a filha, Lorraine Nicholson, partilhou no Instagram uma fotografia raríssima onde o actor de 88 anos surge sorridente ao lado de Lorraine, de 35 anos, e do filho Ray Nicholson, de 33.

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A imagem faz parte de um álbum de momentos pessoais publicado por Lorraine, acompanhado de uma legenda simples, mas cheia de significado: “Novembro memorável”.

Um olhar íntimo sobre uma lenda silenciosa

Não é exagero dizer que Nicholson se tornou quase tão famoso pelo seu desaparecimento como pela sua carreira. A sua retirada da esfera pública alimentou rumores e especulações — desde questões de saúde a pura excentricidade. Mas a verdade é que o actor sempre cultivou um certo mistério e, ao longo das últimas décadas, foi reduzindo gradualmente a sua presença mediática, até praticamente desaparecer.

A nova fotografia, porém, mostra-o num raro momento de descontração familiar, sorridente, tranquilo e bem-disposto, numa pose que contrasta com a imagem do artista distante e inacessível. Para os fãs, é uma visão reconfortante: Nicholson está bem, está presente e, sobretudo, não perdeu aquele sorriso irreverente que marcou personagens como Jack Torrance, J.J. Gittes ou o inesquecível Joker.

Quinze anos sem Nicholson no cinema: ausência sentida, legado intacto

Há actores que desaparecem e deixam uma marca discreta. Nicholson não é um deles. A sua ausência tornou-se um vazio palpável em Hollywood. Recordemos que, ao longo de mais de cinco décadas de carreira, acumulou:

— 3 Óscares, por One Flew Over the Cuckoo’s NestTerms of Endearment e As Good as It Gets

— 12 nomeações, o que faz dele o actor mais nomeado da História

— Uma galeria de personagens icónicas que atravessam géneros, gerações e estilos

O desaparecimento deste gigante não apagou o seu impacto — apenas acentuou a forma como continua a ser insubstituível. E talvez por isso uma simples fotografia ao lado dos filhos seja suficiente para incendiar a internet cinéfila.

Lorraine e Ray: filhos que seguiram o caminho artístico

Lorraine Nicholson e Ray Nicholson têm ambos carreiras ligadas ao meio artístico. Lorraine, actriz e realizadora, ficou conhecida por papéis em The Last Airbender e Soul Surfer, enquanto Ray tem vindo a construir carreira em séries e filmes independentes, além de colaborar como produtor.

Ver os três reunidos, num registo tão íntimo, lembra-nos que, por detrás da aura de ícone absoluto, existe também um pai, um homem de família, alguém que vive agora longe do tumulto de Hollywood — e que parece genuinamente confortável com essa escolha.

Uma fotografia que vale ouro para os fãs

A imagem partilhada por Lorraine não revela detalhes, não traz comunicado oficial, não anuncia nada — mas diz tudo.

É um pequeno vislumbre de um actor que escolheu o silêncio, mas que continua vivo no imaginário colectivo como um dos maiores talentos que o cinema já conheceu.

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E se esta fotografia nos ensina alguma coisa, é que Nicholson continua aqui. Fora do ecrã, longe das luzes, mas presente. E ainda capaz de sorrir com aquela expressão malandra que sempre foi só dele.

Justin Baldoni vs. Blake Lively: O Caso Judicial Que Se Transformou Numa Surreal Comédia de Embaraço em Hollywood

O Clube de Cinema já viu polémicas, batalhas judiciais, egos feridos e argumentos que desafiam a lógica… mas poucos casos se tornam tão peculiares como este. Justin Baldoni e Blake Lively vão enfrentar-se em tribunal em março, e a cada novo detalhe revelado, a história parece aproximar-se mais do absurdo do que de um drama jurídico convencional.

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A mais recente revelação? Uma conversa sobre circuncisão — sim, leu bem — envolvendo Blake Lively, Justin Baldoni e… Ryan Reynolds. No meio de um processo por alegado assédio sexual, difamação, contra-ataques legais e danos alegados de 400 milhões de dólares, o que chegou à superfície é um detalhe tão insólito que parece saído de um episódio particularmente desconfortável de Curb Your Enthusiasm.

Quando a vida pessoal invade um depoimento jurídico

Segundo transcrições obtidas pelo TMZ, Justin Baldoni admitiu, durante um depoimento, que partilhou com Blake Lively que era circuncidado — apesar de ela nunca lhe ter perguntado diretamente.

A conversa surgiu, alegadamente, enquanto Lively e o marido, Ryan Reynolds, discutiam se o seu bebé deveria ou não ser circuncidado. Reynolds, segundo Baldoni, estava “a entrar e a sair” da conversa.

O advogado de Lively perguntou então o óbvio:

— “Ela alguma vez lhe perguntou se era circuncidado?”

Baldoni respondeu:

— “Diretamente, não.”

Como este tópico surgiu num processo judicial de alto perfil é uma pergunta que merece reflexão… mas talvez jamais obtenha resposta satisfatória.

O contexto real: acusações graves e milhões em jogo

Para lá da anedota bizarra, está um caso sério. Blake Lively processou Justin Baldoni, acusando-o de assédio sexual, tanto durante as filmagens de It Ends With Us (2024) como posteriormente, através de alegadas campanhas de difamação online.

Baldoni reagiu com uma contração ainda mais bombástica, alegando que Lively arruinou a sua reputação com acusações falsas e exigindo 400 milhões de dólares em indemnização.

Mas essa contração não foi avante:

um juiz determinou que Baldoni não podia processar com base em alegações feitas num documento legal, levando ao arquivamento da ação em junho.

Ainda assim, o processo principal segue para julgamento, onde novos detalhes — certamente menos caricatos do que a conversa íntima revelada agora — serão examinados.

Uma batalha que Hollywood preferiria esquecer

A indústria já viveu confrontos judiciais públicos. Mas este caso, envolvendo duas das figuras mais reconhecidas e queridas de Hollywood, arrisca transformar-se numa novela que mistura elementos desconfortáveis, acusações graves e momentos de perplexidade absoluta.

E se há algo claro, é que nem Lively nem Baldoni saem incólumes desta exposição mediática. A única certeza? Março promete ser um mês explosivo para quem acompanha escândalos judiciais do cinema.

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Até lá, talvez Ryan Reynolds esteja a preparar um comentário sarcástico — ou um comercial da Mint Mobile — inspirado neste estranho episódio de circuncisão involuntária.

Stranger Things Ruma ao Grande Ecrã: O Último Episódio Vai Chegar ao Cinema — Mas Há Um Detalhe que Vai Deixar os Fãs Portugueses a Roer as Unhas!

A saga que redefiniu a televisão da última década prepara a sua despedida… em grande. Literalmente. A Netflix confirmou que o episódio final de Stranger Things — aquele que vai fechar cinco temporadas de monstros, sintetizadores, bicicletas, amizades épicas e trauma interdimensional — terá 125 minutos e estreará também em salas de cinema. Hollywood style.

Mas calma: antes que vás a correr comprar bilhetes, há um senão — ou melhor, dois.

🎬 Um final tão grande que já não cabe só na televisão

Com 2h05, o capítulo final é oficialmente o mais longo de toda a série. A Netflix descreve-o como o clímax absoluto da batalha contra o Upside Down, onde todas as linhas narrativas que acompanhamos desde 2016 convergem para um desfecho digno da escala que os irmãos Duffer foram construindo temporada após temporada.

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A plataforma prepara um lançamento mundial em streaming, mas, pela primeira vez na história da série, o episódio será exibido também em mais de 500 salas de cinema.

Localização? Exclusivamente Estados Unidos e Canadá.

Ou seja: Portugal e Brasil ficam — para já — de fora desta celebração cinematográfica. Ainda assim, é possível que alguns distribuidores independentes tentem organizar sessões especiais, tal como aconteceu com fenómenos anteriores, mas até ao momento nada foi anunciado.

📅 O calendário que está a deixar os fãs em modo “Demogorgon interior”

A Netflix sabe jogar com a expectativa — e esta última temporada mostra isso até ao limite.

  • Quatro primeiros episódios: já disponíveis desde 27 de novembro.
  • Episódios 5, 6 e 7: chegam a 26 de dezembro, num pós-Natal que promete zero paz de espírito.
  • Episódio final (125 min): estreia a 1 de janeiro de 2026, para começar o ano com lágrimas, nostalgia e potencialmente terapia.

É um calendário pensado para prolongar o suspense e alimentar a conversa global. E está a resultar.

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Stranger Things quebra recordes… outra vez

A quinta temporada não só deixou a Netflix em pausa técnica — como já é tradição — como alcançou a melhor semana de estreia da história da plataforma para uma série em inglês, somando 59,6 milhões de visualizações logo nos primeiros dias.

Ainda mais impressionante: todas as temporadas entraram simultaneamente no top 10 semanal, feito inédito no serviço de streaming.

É o culminar de quase uma década de fascínio colectivo por Hawkins, Eleven, Vecna, waffles e as cicatrizes emocionais deixadas por monstros paranormais.

🎟️ Cinema: reconhecimento ou estratégia?

Exibir o episódio final nos cinemas norte-americanos não é apenas um mimo para fãs hardcore — é um reconhecimento de que Stranger Things ultrapassou há muito o estatuto de “apenas uma série”. Arrastou multidões, redefiniu tendências culturais, relançou canções nos tops mundiais (Running Up That Hill que o diga), e provou que nostalgia bem conduzida é um dos motores mais poderosos da ficção contemporânea.

É, acima de tudo, um gesto simbólico: um final épico merece um ecrã épico.

E nós? Em Portugal e no Brasil, vamos ter de nos contentar (por agora) com o streaming — mas isso não impede que este se torne um dos eventos televisivos do ano.

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Preparem-se: o Upside Down vai fechar as portas… mas não sem antes tentar levá-nos com ele.

Gwyneth Paltrow Assume a “Reputação Gelada” — e Revela Porque a Imagem Pública Dói Mais do que Parece

Gwyneth Paltrow sempre foi um enigma para o público: ao mesmo tempo elegante e distante, admirada e alvo de críticas intensas, actriz vencedora de Óscar e empresária que polariza como poucas. Agora, numa entrevista profunda ao The Hollywood Reporter, a fundadora da Goop abriu um raro espaço de vulnerabilidade — e admitiu algo que muitos há décadas insinuam: a sua reputação “gelada” não é totalmente descabida.

Paltrow, que integra o elenco de Marty Supreme, novo filme de Josh Safdie protagonizado por Timothée Chalamet, reconhece que muito do que as pessoas projectam nela nasce das suas origens. Criada no Upper East Side, filha da actriz Blythe Danner e do realizador Bruce Paltrow, afilhada de Steven Spielberg, a actriz descreve-se como alguém com “raízes WASP, Mayflower, filiação na Daughters of the American Revolution” — um pedigree cultural que, segundo ela, não só moldou quem é, como alimentou críticas de elitismo desde o início da carreira.

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A actriz confessa que essas percepções, por vezes distorcidas, tiveram um peso inesperado na sua vida adulta. “É traumático estar à mercê das projecções dos outros quando não têm nada a ver com quem realmente és”, diz Paltrow. Como personalidade “Enneagram 1”, com tendência para a auto-exigência, a actriz sempre sentiu necessidade de corrigir o que considera mal-entendidos injustos — até perceber que isso era uma batalha perdida.

Hoje, trabalha esse desconforto em terapia. O conceito central tem um nome curioso: “evil shadow”, uma parte sombria da psique onde vive a raiva reprimida. Para Paltrow, aprender a aceder a esse espaço é uma forma de libertação. “Quando entro nessa energia, deixo de me preocupar com as percepções erradas. Há liberdade nisso”, afirma. A actriz tenta agora trocar a reacção automática de defesa por uma atitude mais crua e honesta: “Não me interessa.”

A sua reputação, claro, não caiu do céu. Biografias e perfis têm descrito Paltrow como uma figura “fria”, “distante” e até comparável a Anna Wintour pela postura austera. A autora Amy Odell, que entrevistou mais de 200 pessoas para a biografia Gwyneth, afirma que o público que a vê nos talk shows não imagina a versão mais incisiva, crítica e selectiva que muitos dizem ter conhecido nos bastidores. Mas Odell também sublinha o que a torna tão fascinante: a rara combinação entre talento, controlo, presença pública e uma herança emocional complexa herdada dos pais.

Paltrow reconhece que a viragem na opinião pública aconteceu em 2008, quando lançou a primeira newsletter da Goop. Num pré-Instagram, pré-Substack, pré-tudo, a actriz foi rapidamente acusada de pretensão por algo tão simples quanto partilhar conselhos de bem-estar. “As pessoas pensaram: ‘O que é que ela está a fazer? Isto é estranho’. E isso destabilizou a caixa onde sempre me quiseram colocar”, recorda.

Apesar do barulho, a actriz diz ter chegado finalmente à fase de “ignorar o ruído” — algo que tenta transmitir aos filhos, Apple e Moses, e aos enteados do marido Brad Falchuk. “Passei anos a tentar agradar. Não quero isso para eles. Quero que sejam plenamente eles próprios e que não queiram saber do que os outros pensam.”

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A imagem pública de Gwyneth Paltrow pode continuar marcada pela ideia de frieza — mas, ironicamente, é difícil imaginar uma entrevista mais calorosa, honesta e emocional do que esta. Por trás do mito da estrela “inalcançável”, talvez sempre tenha estado alguém apenas a tentar respirar à sua maneira.