Russell Brand libertado sob fiança após novas acusações de crimes sexuais

Actor e comediante enfrenta mais duas acusações, incluindo violação, relativas a alegados factos ocorridos em Londres em 2009

O actor e comediante Russell Brand foi libertado sob fiança esta segunda-feira, após ter sido formalmente acusado de mais dois crimes de natureza sexual, entre os quais uma alegada violação. A decisão foi tomada durante uma curta audiência de cerca de seis minutos no Westminster Magistrates’ Court, na qual Brand participou através de videoconferência a partir dos Estados Unidos.

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Com 50 anos, Russell Brand limitou-se a confirmar a sua identidade e data de nascimento perante o tribunal, não prestando quaisquer declarações adicionais. Segundo a imprensa britânica, o actor surgiu no ecrã a usar uma camisa de ganga parcialmente desapertada, mantendo-se em silêncio durante praticamente toda a sessão.

Novas acusações juntam-se a processo já em curso

As novas acusações dizem respeito a um crime de violação e a um crime de agressão sexual, ambos alegadamente ocorridos em Londres no ano de 2009, de acordo com documentos judiciais tornados públicos. Estes novos factos juntam-se a um conjunto de acusações já existentes, que incluem duas acusações de violação, uma de atentado ao pudor e duas de agressão sexual, relacionadas com alegados acontecimentos entre 1999 e 2005, envolvendo quatro mulheres distintas.

Russell Brand negou anteriormente todas as acusações que lhe foram imputadas até ao momento. No que diz respeito às acusações iniciais, o julgamento está previsto para começar ainda este ano, no Southwark Crown Court. Já relativamente às novas acusações agora apresentadas, o actor deverá comparecer no mesmo tribunal a 17 de Fevereiro.

Investigação começou após investigação jornalística

A investigação criminal a Russell Brand teve início após a publicação de uma investigação conjunta levada a cabo pelo Sunday TimesThe Times e pelo programa Dispatches, do Channel 4, em Setembro de 2023. As reportagens deram voz a várias mulheres que relataram alegados comportamentos abusivos por parte do comediante ao longo de vários anos, o que levou a polícia britânica a abrir um inquérito formal.

Desde então, o caso tem gerado forte impacto mediático no Reino Unido e internacionalmente, não só pela gravidade das acusações, mas também pela notoriedade pública de Russell Brand, que durante anos foi uma figura omnipresente nos meios de comunicação britânicos.

De estrela mediática a figura controversa

Nascido em Essex, Russell Brand ganhou notoriedade como comediante de stand-up antes de se tornar um rosto familiar da televisão britânica, nomeadamente como apresentador de Big Brother’s Big Mouth e através de vários programas de rádio na BBC, incluindo emissões na BBC Radio 2 e na BBC Radio 6 Music.

Mais tarde, construiu uma carreira em Hollywood, participando em comédias de grande sucesso comercial como Forgetting Sarah Marshall e Get Him To The Greek. Nos últimos anos, porém, Brand afastou-se progressivamente dos grandes estúdios, reinventando-se como comentador político e figura polémica nas redes sociais, com discursos frequentemente críticos dos media tradicionais e das instituições.

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O desenrolar deste processo judicial poderá ter consequências profundas no futuro pessoal e profissional de Russell Brand, num caso que continua a ser acompanhado de perto pela opinião pública e pelos meios de comunicação.

Pamela Anderson Continua à Espera de um Pedido de Desculpas de Seth Rogen por “Pam & Tommy”

“Foi estranho e desconfortável”: a ferida que a série nunca fechou

Anos depois da estreia de Pam & TommyPamela Anderson continua a lidar com as consequências emocionais de ver um dos episódios mais traumáticos da sua vida transformado em entretenimento televisivo — sem o seu consentimento. Numa conversa recente com Andy Cohen, a actriz confessou que ainda aguarda um pedido de desculpas de Seth Rogen, que participou na série como actor e produtor executivo.

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As declarações surgem na sequência da presença de ambos na gala dos Golden Globe Awards, no ano passado. Anderson esteve nomeada pelo filme The Last Showgirl, enquanto Rogen concorria — e acabaria por vencer — graças à série The Studio. A proximidade física entre os dois na cerimónia foi suficiente para reacender sentimentos que, claramente, nunca desapareceram.

“Não sou invisível”: o desconforto de partilhar o mesmo espaço

Segundo Pamela Anderson, ver Seth Rogen “mesmo ali ao lado” deixou-a profundamente desconfortável. Não houve confronto directo, mas houve um confronto interior. A actriz admite que, na sua cabeça, disse tudo aquilo que nunca teve oportunidade de dizer pessoalmente. O simples facto de Rogen ter participado numa série baseada num período tão doloroso da sua vida, sem nunca falar consigo, continua a ser algo difícil de aceitar.

Para Anderson, a questão vai muito além da fama ou da exposição pública. O argumento de que figuras públicas não têm direito à privacidade é, para ela, uma falácia perigosa. A actriz sublinha que tragédias pessoais, traumas íntimos e momentos de vulnerabilidade não deveriam ser “material livre” para séries televisivas — sobretudo quando as pessoas retratadas continuam vivas e nunca foram ouvidas.

A série que reabriu velhas feridas

Pam & Tommy, lançada em 2022, baseia-se num artigo da Rolling Stone publicado em 2014 e retrata a divulgação não autorizada da sex tape de Pamela Anderson e Tommy Lee, roubada e vendida por um eletricista ressentido, Rand Gauthier — personagem interpretada por Rogen.

Desde o primeiro momento, Anderson deixou claro que não tinha qualquer interesse em ver a série. Em declarações anteriores à Rolling Stone, confessou que o simples tema lhe provocava ansiedade, insónias e recordações perturbadoras. Nunca viu a gravação, nunca quis reviver aquele período e recusa-se, até hoje, a assistir à série que dramatiza esses acontecimentos.

Um pedido de desculpas que talvez nunca chegue

Apesar de tudo, Pamela Anderson mantém uma posição surpreendentemente serena. Continua à espera que Seth Rogen “eventualmente, talvez” lhe dirija um pedido de desculpas. Mas acrescenta, com um misto de resignação e lucidez, que isso “talvez nem importe assim tanto”. O que importa, realmente, é a discussão maior: onde termina o direito à criação artística e começa o respeito pela dignidade humana?

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A história de Pam & Tommy pode ter rendido prémios, audiências e manchetes, mas para a mulher que esteve no centro de tudo, continua a ser uma ferida aberta. E essa, ao contrário das séries de sucesso, não se resolve em oito episódios.

Jennifer Lawrence Diz que Perdeu Papel em Filme de Tarantino por “Não Ser Bonita o Suficiente”

Uma confissão desconcertante sobre Hollywood, aparência e oportunidades perdidas

Jennifer Lawrence é uma das actrizes mais bem-sucedidas da sua geração, vencedora de um Óscar e protagonista de algumas das maiores sagas do cinema moderno. Ainda assim, nem o estatuto de estrela global a livrou de ouvir uma das frases mais cruéis que Hollywood continua a saber repetir: “não és bonita o suficiente”.

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A revelação surgiu durante uma conversa no podcast Happy Sad Confused, apresentado por Josh Horowitz, onde Lawrence falou abertamente sobre realizadores com quem gostaria de trabalhar — e sobre papéis que lhe escaparam. Entre eles, um em particular: Once Upon a Time… in Hollywood, de Quentin Tarantino.

Segundo a actriz, o seu nome chegou a ser considerado para interpretar Sharon Tate, mas a ideia acabou descartada com um argumento devastador. “Disseram que eu não era bonita o suficiente”, afirmou, entre o sarcasmo e a incredulidade, perante a reacção solidária do público.

Tarantino, Lawrence e uma relação cheia de “quase”

Esta não foi a primeira vez que Jennifer Lawrence esteve perto de colaborar com Quentin Tarantino. Em 2015, o realizador revelou ser um “grande fã” da actriz e confirmou que lhe propôs o papel de Daisy Domergue em The Hateful Eight. Na altura, Lawrence recusou — decisão que hoje admite ter sido um erro — devido ao intenso ciclo promocional de The Hunger Games.

Mais tarde, já durante o desenvolvimento de Once Upon a Time… in Hollywood, Tarantino voltou a ponderar trabalhar com a actriz, ainda que não como Sharon Tate. Em 2021, no podcast WTF with Marc Maron, o realizador revelou ter considerado Lawrence para o papel de “Squeaky”, seguidora de Charles Manson. A actriz chegou a ler o guião em sua casa, mas o papel acabaria por ir para Dakota Fanning.

O peso da comparação e o veredicto público

O papel de Sharon Tate acabou, como se sabe, por ser interpretado por Margot Robbie. Meses antes da estreia do filme, Debra Tate chegou a afirmar publicamente que preferia Robbie a Lawrence, elogiando a “beleza física” e a forma como esta se movimentava, acrescentando que Lawrence “não era bonita o suficiente”. Uma declaração que gerou polémica, mas que ilustra bem a lógica implacável da indústria.

Lawrence, com o seu humor característico, não deixou de ironizar a situação, chegando mesmo a dizer — em tom morto — que também não ficou com um papel em Twilight porque “era demasiado feia”. A piada funciona precisamente porque toca num nervo real.

Um problema que Hollywood insiste em não resolver

O episódio revela algo mais profundo do que um simples casting falhado. Mostra como, mesmo em 2026, a aparência física continua a ser usada como critério absoluto — sobretudo para mulheres — independentemente do talento, currículo ou reconhecimento crítico.

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Jennifer Lawrence pode rir-se da situação, mas a história levanta uma questão incómoda: quantas carreiras menos consolidadas não ficam pelo caminho por razões semelhantes? Em Hollywood, nem um Óscar garante imunidade.

Mudança Histórica na Lucasfilm: Dave Filoni Assume o Comando Criativo Após Saída de Kathleen Kennedy

Uma nova era começa numa das casas mais icónicas da história do cinema

A Lucasfilm entra oficialmente numa nova fase da sua história. Após 14 anos à frente do estúdio, Kathleen Kennedydeixa o cargo de presidente da Lucasfilm para regressar em exclusivo à produção, abrindo caminho a uma nova liderança que promete moldar o futuro de Star Wars e muito mais. A transição foi anunciada pela própria Lucasfilm em conjunto com The Walt Disney Studios, confirmando Dave Filoni como Presidente e Chief Creative Officer, ao lado de Lynwen Brennan, que assume o cargo de Co-Presidente.

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Não se trata apenas de uma mudança administrativa. É, acima de tudo, uma redefinição criativa num estúdio que gere um dos universos mais influentes da cultura popular contemporânea.

Kathleen Kennedy: o fim de um ciclo decisivo

Kathleen Kennedy assumiu a presidência da Lucasfilm em 2012, no mesmo ano em que a Disney adquiriu o estúdio fundado por George Lucas. Ao longo de mais de uma década, liderou uma expansão sem precedentes do universo Star Wars, tanto no cinema como na televisão, enfrentando elogios, polémicas e expectativas colossais.

Sob a sua liderança nasceram fenómenos como Star Wars: The Force Awakens, que quebrou recordes de bilheteira, e Rogue One: A Star Wars Story, que não só superou mil milhões de dólares como deu origem à aclamada série Andor. Kennedy foi também a grande impulsionadora da aposta em séries de imagem real para o streaming, abrindo caminho a títulos como The MandalorianObi-Wan Kenobi e Ahsoka.

Agora, regressa à produção a tempo inteiro, mantendo-se ligada a projectos-chave como The Mandalorian and Grogu e Star Wars: Starfighter, realizado por Shawn Levy.

Dave Filoni: o discípulo assume o legado

A escolha de Dave Filoni para liderar criativamente a Lucasfilm é tudo menos surpreendente. Presença central no estúdio desde 2005, Filoni trabalhou directamente com George Lucas em Star Wars: The Clone Wars, ajudando a definir o tom moderno da saga. Mais tarde, foi uma peça-chave na transição para a televisão de imagem real, ao lado de Jon Favreau, com The Mandalorian.

Filoni tornou-se, aos olhos de muitos fãs, o grande guardião do espírito de Star Wars, equilibrando mitologia, emoção e coerência narrativa. Actualmente, é showrunner de Ahsoka, cuja segunda temporada já se encontra em produção, e prepara-se para estrear o filme The Mandalorian and Grogu nos cinemas a 22 de Maio de 2026.

Nas suas primeiras declarações, Filoni fez questão de sublinhar a influência determinante de Kathleen Kennedy e George Lucas na sua formação, assumindo o novo cargo com um tom de humildade pouco comum em posições desta dimensão.

Lynwen Brennan: estabilidade e inovação nos bastidores

Se Filoni representa a visão criativa, Lynwen Brennan simboliza a continuidade operacional e tecnológica. Na Lucasfilm desde 1999, começou na Industrial Light & Magic, onde chegou à liderança em 2009. Mais tarde, assumiu funções executivas centrais no grupo Lucasfilm, guiando o estúdio por profundas transformações tecnológicas.

O seu percurso foi reconhecido com distinções como o Lifetime Achievement Award da Visual Effects Society e o título de Comendadora da Ordem do Império Britânico. A sua nomeação como Co-Presidente garante equilíbrio entre criatividade, inovação e gestão — uma combinação essencial num estúdio com esta dimensão.

Um legado que atravessa gerações

Para lá da Lucasfilm, o nome de Kathleen Kennedy confunde-se com a própria história do cinema moderno. Co-fundadora da Amblin Entertainment ao lado de Steven Spielberg e Frank Marshall, esteve ligada a clássicos absolutos como E.T.Jurassic ParkBack to the Future e Schindler’s List. Ao longo de uma carreira de 50 anos, produziu mais de 70 filmes, responsáveis por 25 Óscares e centenas de nomeações.

A sua saída da liderança da Lucasfilm não representa um adeus, mas antes uma passagem de testemunho cuidadosamente preparada.

O futuro da Força

Com Dave Filoni e Lynwen Brennan ao leme, a Lucasfilm entra num novo capítulo com uma promessa clara: respeitar o legado, mas olhar em frente. Entre novos filmes, séries e abordagens narrativas mais coesas, a expectativa é elevada — e a responsabilidade também.

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Como o próprio Filoni diria: a Força continua a estar presente. Resta saber como será usada.

Bill Skarsgård Quase Disse Não a It: Welcome to Derry — e o Motivo Faz Todo o Sentido


O regresso de Pennywise esteve longe de ser um dado adquirido

Depois do impacto colossal de It (2017) e It: Capítulo Dois (2019), o regresso de Pennywise parecia inevitável. No entanto, afinal não foi assim tão simples. Bill Skarsgård admitiu recentemente que esteve bastante relutante em aceitar regressar ao papel do palhaço mais perturbador do cinema contemporâneo na série It: Welcome to Derry.

Em entrevista ao Screen Rant, o actor revelou que o seu principal receio era óbvio — e legítimo: o medo de que a série fosse apenas uma tentativa de “espremer” o sucesso dos filmes, sem acrescentar nada de verdadeiramente relevante ao universo criado a partir do clássico de It.

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Medo de desgaste… e respeito pela personagem

Skarsgård confessou que, após dois filmes extremamente bem recebidos, receava que a transição para o formato televisivo pudesse diluir a força de Pennywise. “Tinha medo que fosse uma tentativa de esticar isto com uma série que não estivesse à altura do que já tinha sido feito”, explicou o actor.

Este tipo de preocupação não é comum em franquias de terror, onde personagens icónicas regressam vezes sem conta sem grande critério criativo. Aqui, curiosamente, o receio partiu do próprio intérprete — um sinal claro do respeito que Skarsgård tem pela personagem e pelo impacto que ela teve no público.

Andy Muschietti foi decisivo

O factor-chave para o convencer acabou por ser, uma vez mais, Andy Muschietti. O realizador, que assinou os dois filmes, mantém-se profundamente envolvido na série como produtor executivo e realizou quatro dos nove episódios da primeira temporada.

Segundo Skarsgård, a confiança criativa entre ambos foi essencial. O actor acabou por perceber que Welcome to Derrynão queria repetir fórmulas, mas explorar novas facetas de Pennywise — cenas mais íntimas, mais estranhas e, em alguns casos, ainda mais desconfortáveis. “Havia momentos em que sentia que estávamos a mostrar algo que nunca tinha sido visto antes”, revelou.

Uma série que mergulha no passado de Derry

Criada por Brad Caleb Kane e Jason Fuchs, a série funciona como uma prequela directa dos filmes e aposta numa estrutura ambiciosa: três temporadas, cada uma situada numa época diferente do passado de Derry.

A primeira decorre em 1962, a segunda deverá recuar até 1935 e a terceira até 1908, aprofundando a natureza cíclica do mal que assombra a cidade. Esta abordagem permite que Pennywise não seja apenas um monstro recorrente, mas uma presença ancestral, quase mitológica.

Um elenco forte e planos de continuidade

Além de Skarsgård, o elenco inclui nomes como Taylour PaigeJovan AdepoJames Remar e Madeleine Stowe, entre muitos outros. A Warner Bros. estará satisfeita com a recepção da primeira temporada e pretende avançar rapidamente para a segunda.

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No fim de contas, a relutância inicial de Bill Skarsgård acabou por resultar numa escolha acertada. It: Welcome to Derrynão só expande o universo de Stephen King, como justifica artisticamente o regresso de Pennywise — provando que, às vezes, dizer “talvez não” é o primeiro passo para fazer algo melhor.

O Post Que Mudou Tudo: Timothée Chalamet Torna Oficial o Romance com Kylie Jenner 📸

Três anos depois, o Instagram finalmente confirma o que todos sabiam

Há romances em Hollywood que vivem de aparições públicas, tapetes vermelhos e olhares cúmplices, mas que curiosamente fogem ao palco mais óbvio da validação moderna: o Instagram. Durante três anos, Timothée Chalamet e Kylie Jenner foram um desses casos. Muito vistos juntos, mas quase invisíveis nas redes sociais. Até agora.

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Depois de vencer um Globo de Ouro no passado fim-de-semana, o actor decidiu partilhar no Instagram um conjunto de fotografias para assinalar o momento. Entre imagens de celebração e bastidores, houve uma que imediatamente incendiou a internet: Kylie Jenner surge a segurar, lado a lado com Chalamet, a estatueta dourada. Um gesto simples, mas carregado de simbolismo. Para os fãs, foi o equivalente digital a um carimbo oficial: sim, eles estão juntos — e já não há qualquer esforço em esconder isso.

Um casal discreto num mundo de exposição constante

Apesar de estarem ligados publicamente desde 2023, Timothée Chalamet e Kylie Jenner sempre optaram por uma relação longe da sobre-exposição típica das celebridades da sua dimensão. Marcaram presença em galas, cerimónias de prémios e até algumas passagens pela passadeira vermelha, mas nunca transformaram o romance num espectáculo diário nas redes sociais.

Essa contenção acabou por alimentar ainda mais a curiosidade. Num tempo em que relações são frequentemente anunciadas com stories, selfies e legendas calculadas ao milímetro, o silêncio digital do casal tornava-se quase mais ruidoso do que qualquer declaração pública. O post recente, precisamente por não ser ostensivo, ganhou ainda mais peso.

O Globo de Ouro como pano de fundo perfeito

A publicação surgiu no rescaldo da vitória de Chalamet nos Golden Globe Awards, o que acrescenta uma camada extra de leitura ao momento. Não se trata apenas de um actor a celebrar um prémio, mas de alguém que escolhe partilhar esse triunfo com a pessoa que está ao seu lado fora do ecrã.

O facto de Kylie surgir logo na primeira imagem do slideshow não passou despercebido. Não há legendas explicativas nem declarações grandiosas, mas a mensagem é clara. À maneira de Timothée Chalamet, tudo é feito com subtileza — e precisamente por isso resulta.

Uma confirmação tardia… mas eficaz

Pode surpreender alguns saber que o casal já soma três anos de relação. A primeira ligação pública entre os dois surgiu em Abril de 2023, numa altura em que muitos encararam o romance como algo passageiro. O tempo acabou por provar o contrário.

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Agora, com um simples post no Instagram, Chalamet encerra anos de especulação e dá aos fãs aquilo que nunca pediu explicitamente, mas sempre esperou. Às vezes, em Hollywood, basta uma fotografia para dizer tudo.

The Mummy 4: Brendan Fraser Dá Boas e Más Notícias aos Fãs da Saga

Esperança renovada… mas ainda sem sinal verde oficial

Os fãs de The Mummy voltaram a ter motivos para sonhar — ainda que com alguma cautela. Brendan Fraser, rosto incontornável da trilogia original, partilhou recentemente uma actualização sobre The Mummy 4, deixando claro que o projecto continua vivo… mas longe de estar garantido.

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Em entrevista à Radio Times, o actor foi fiel ao seu estilo afável e honesto, oferecendo palavras que tanto alimentam a esperança como sublinham a frustração de anos de espera. “Os meus lábios estão selados”, começou por dizer Fraser, antes de acrescentar que espera ter boas notícias em breve, reconhecendo o impacto geracional da saga. “As pessoas dizem-me: ‘Cresci a ver esse filme e agora já tenho filhos’. Vamos cruzar os dedos e acender uma vela.”

Rick O’Connell: um regresso desejado por todos

Fraser interpretou Rick O’Connell em The MummyThe Mummy Returns e The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor, tornando-se um dos heróis de aventura mais carismáticos do cinema popular dos anos 90 e início dos 2000. Questionado directamente sobre se gostaria de regressar ao papel, a resposta foi inequívoca: “Gostava? Absolutamente. Sempre disse que gosto da ideia e sempre gostarei. Mas… não sou eu quem carrega no gatilho.”

Essa frase resume bem o estado actual do projecto. Apesar do entusiasmo do actor e do carinho evidente do público, Universal Pictures ainda não anunciou qualquer data de estreia ou sequer confirmou oficialmente que o filme avançará para produção.

Um filme “em falta” há mais de 20 anos

Esta não é a primeira vez que Brendan Fraser fala abertamente sobre The Mummy 4. Em Novembro de 2025, numa entrevista à Associated Press, o actor revelou algo particularmente revelador: o quarto filme que sempre quis fazer nunca chegou a existir.

“Estou orgulhoso do terceiro filme”, explicou, referindo-se a Tomb of the Dragon Emperor. “Acho que funciona bem como filme independente. Tínhamos uma equipa diferente, fizemos o nosso melhor. Mas o filme que eu queria fazer nunca foi feito. Esse está a caminho. Esperei 20 anos por esta chamada.”

Uma declaração forte, que sugere que Fraser vê The Mummy 4 não apenas como mais uma sequela, mas como uma espécie de acerto de contas criativo — uma oportunidade para fechar o ciclo da forma que sempre idealizou.

O momento certo… finalmente?

Depois do aclamado regresso ao cinema, coroado com um Óscar, Brendan Fraser vive hoje uma fase de enorme respeito crítico e popular. Esse contexto pode jogar a favor de The Mummy 4, sobretudo numa era em que Hollywood procura constantemente revisitar propriedades conhecidas, agora com uma abordagem mais nostálgica e consciente do seu legado.

Ao mesmo tempo, o silêncio da Universal continua a ser o maior obstáculo. Não há realizador anunciado, não há guião confirmado, nem calendário definido. O entusiasmo existe, mas a decisão final permanece nos bastidores.

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Entre a esperança e a realidade

Para já, The Mummy 4 vive nesse limbo tão familiar aos fãs de cinema: demasiado falado para ser esquecido, mas demasiado indefinido para ser celebrado. Brendan Fraser quer fazê-lo. O público quer vê-lo. Falta apenas que alguém, do lado dos estúdios, acenda finalmente essa vela.

Até lá, resta esperar… e cruzar os dedos.

Snoop Dogg Sobrevive à Polémica e Rouba a Cena nos Globos de Ouro

Entre aplausos, gargalhadas e controvérsia política, o rapper mostrou que continua no centro de Hollywood

Num momento em que Hollywood parece cada vez mais sensível a alinhamentos políticos, polémicas públicas e julgamentos instantâneos nas redes sociais, Snoop Dogg provou que a sua posição na cultura popular continua sólida. A sua aparição nos Golden Globe Awards de 2026, no Beverly Hilton, foi recebida com aplausos calorosos, gargalhadas genuínas e — detalhe importante — sem qualquer vaia audível, apesar da controvérsia recente ligada ao seu nome e a Donald Trump.

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Snoop subiu ao palco para apresentar, pela primeira vez na história da cerimónia, o prémio de Melhor Podcast, ao som do seu clássico “Drop It Like It’s Hot”. Antes mesmo de chegar ao microfone, já tinha a sala do seu lado. “Parem a música!”, pediu, arrancando risos imediatos, antes de lançar um dos seus discursos mais descontraídos e imprevisíveis dos últimos anos.

Humor, carisma e zero pedido de desculpas

“Vocês precisam de relaxar um bocadinho. Isto são os duplos G, os Golden Globes, e estão com o D-O-double-G”, disse, incentivando a plateia a largar a postura rígida. O tom manteve-se irreverente quando brincou com o mundo dos podcasts, lembrando que antes desse fenómeno global “era a minha música que vocês ouviam enquanto conduziam”.

A mistura de humor, swagger e espontaneidade foi amplamente elogiada nas redes sociais e nos media norte-americanos, transformando a intervenção de Snoop num dos momentos virais da noite. Mesmo quando deixou escapar um palavrão — cortado da transmissão em directo, mas recuperado mais tarde por publicações como a Entertainment Weekly — o público manteve-se do seu lado.

Amy Poehler, Stephen Graham e o efeito Snoop

O prémio acabou por ir para Amy Poehler, pelo podcast Good Hang. A actriz não escondeu o entusiasmo ao receber a estatueta das mãos de Snoop Dogg: “Foi exactamente assim que imaginei este momento”, disse, arrancando nova salva de aplausos. Os dois abandonaram o palco de braço dado, numa imagem que rapidamente correu mundo.

Outro momento delicioso veio já nos bastidores, quando Stephen Graham, vencedor do Globo de Ouro pela série Adolescence, confessou estar completamente rendido após conhecer o rapper. “Ele apertou-me a mão e disse-me que eu era um ‘gangster do caraças’. A minha vida está completa”, contou, visivelmente emocionado.

O elefante na sala: Trump, críticas e mudanças de tom

Tudo isto acontece depois de um período particularmente turbulento para Snoop Dogg. Em Janeiro de 2025, o rapper actuou no Crypto Ball, evento associado ao fim-de-semana de tomada de posse de Donald Trump, o que gerou uma onda de críticas, sobretudo à esquerda. Muitos acusaram-no de incoerência, lembrando os anos em que Snoop atacou Trump de forma aberta e até satírica — incluindo no videoclipe de “Lavender”, onde o então presidente era retratado como um palhaço.

A mudança de discurso tornou-se ainda mais evidente quando, em 2024, Snoop afirmou ter “nada além de amor e respeito” por Trump, após este ter concedido um perdão presidencial a Michael “Harry-O” Harris, figura ligada à história da Death Row Records. Para muitos fãs, foi um choque; para Snoop, uma questão pessoal, não política.

“Eu represento a Gangster Party”

Confrontado com as críticas, o artista deixou claro que não se vê como representante de qualquer partido. “Não represento os Republicanos nem os Democratas. Represento a Gangster Party”, afirmou numa entrevista ao programa The Breakfast Club. Defendeu ainda que a sua actuação no Crypto Ball teve objectivos comunitários, ligados à literacia financeira e ao apoio a bairros carenciados.

Essa postura de independência absoluta — que tanto incomoda como fascina — parece não ter afectado o seu estatuto em Hollywood. Pelo contrário: a recepção nos Globos de Ouro mostrou que, pelo menos naquele salão cheio de estrelas, Snoop Dogg continua a ser visto como uma figura incontornável.

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Um sobrevivente cultural

Mais do que um rapper, Snoop Dogg é um sobrevivente cultural. Já foi ícone da contra-cultura, alvo de censura, estrela pop, empresário, comentador desportivo improvisado e agora, aparentemente, anfitrião ideal para cerimónias de prémios. Entre polémicas políticas e aplausos de pé, mostrou que sabe fazer aquilo que poucos conseguem: atravessar décadas, modas e tempestades mediáticas sem perder identidade.

Nos Globos de Ouro de 2026, Snoop não pediu desculpa, não explicou tudo — e não precisou. Bastou-lhe ser Snoop Dogg.

O Grito de Mark Ruffalo Quebrou o Brilho dos Globos de Ouro

Quando a lucidez destoou numa noite de auto-celebração

Há noites em que as cerimónias de prémios parecem viver numa bolha. Um mundo à parte, reluzente, caro e ligeiramente deslocado da realidade. A mais recente edição dos Golden Globe Awards foi, para muitos, exactamente isso: uma passerelle de estrelas milionárias a celebrarem-se mutuamente enquanto, cá fora, o mundo parece caminhar perigosamente sobre vários abismos ao mesmo tempo.

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Talvez por isso o momento mais falado da noite não tenha acontecido no palco, nem envolvido uma vitória inesperada, mas sim um desabafo desconfortável, sincero e profundamente humano de Mark Ruffalo no tapete vermelho. Um instante sem punchlines ensaiadas, sem optimismo artificial e, sobretudo, sem vontade de fingir que está tudo bem.

“Não me estou a sentir muito bem”

Chamado por um jornalista para explicar o pin “Be Good” que trazia no smoking, Ruffalo não seguiu o guião habitual. Em vez de uma resposta simbólica ou vaga, foi directo: confessou que não se sentia bem naquela noite, referindo o assassinato de Renee Good nas ruas dos Estados Unidos — um caso que envolveu um agente do ICE e que, segundo a decisão de um procurador-geral adjunto, não será investigado, apesar de envolver a morte de uma civil desarmada.

“As much as I love all this, I don’t know if I can pretend like this crazy stuff isn’t happening.” Não foi um discurso político elaborado, nem uma declaração programática. Foi um momento cru, interrompido, quase desconfortável. E precisamente por isso teve impacto.

Um símbolo partilhado, uma voz solitária

Ruffalo não foi o único a usar o pin “Be Good”. Jean SmartAriana GrandeWanda Sykes e Natasha Lyonne também o fizeram. Mas poucos foram tão longe na verbalização do desconforto. Ruffalo não se limitou ao gesto — deu-lhe peso, contexto e emoção.

Não é novidade. A secção de activismo da sua biografia pública é extensa e densa, passando por causas ambientais, direitos civis, política internacional e património cultural. Ainda esta semana, após os Globos, assinou uma carta a exigir o restabelecimento imediato de cuidados médicos em Gaza. Falar, para ele, não é um acessório ocasional: é parte integrante da sua identidade pública.

O risco de falar… e o custo de não o fazer

Ser assim frontal tem custos. Num sistema cada vez mais concentrado e avesso a incómodos, Ruffalo tornou-se um alvo frequente. No próprio dia, um jornal chamou-lhe “o homem mais santimonioso de Hollywood”. Mas a verdade é que o actor nunca pareceu particularmente interessado em agradar.

Profissionalmente, sempre equilibrou blockbusters com projectos de forte carga política e social. No mesmo ano, protagonizou Dark Waters, sobre um advogado a enfrentar uma multinacional química, e Avengers: Endgame, onde interpretou uma versão descontraída — e dançarina — do Hulk. Um foi um sucesso histórico de bilheteira; o outro passou mais discretamente pelos cinemas. Ruffalo tratou ambos com a mesma seriedade.

Um momento que funcionou porque não resolveu nada

A história dos prémios está cheia de discursos políticos mal recebidos — de Michael Moore a Jonathan Glazer. O que distingue Ruffalo não é a mensagem, mas o tom. O seu momento não foi um sermão nem uma lição moral. Foi um grito de frustração contida.

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E talvez seja isso que o tornou tão identificável. Não ofereceu respostas. Não fechou o assunto. Limitou-se a admitir que, naquela noite de brilho e champanhe, fingir normalidade era demasiado.

Às vezes, isso basta.

Leonardo DiCaprio Não Ganhou o Globo… Mas Ganhou a Internet

Um momento fora do palco que roubou protagonismo à noite dos prémios

Leonardo DiCaprio pode ter saído de mãos a abanar da cerimónia dos Golden Globe Awards no que toca a prémios de interpretação, mas acabou por conquistar algo que, em 2026, vale quase tanto como uma estatueta dourada: a atenção total da internet. Um momento espontâneo, captado longe do palco e sem qualquer encenação, tornou-se viral nas redes sociais e voltou a provar que DiCaprio continua a ser uma das figuras mais magnéticas de Hollywood — mesmo quando não está a actuar oficialmente.

O actor, actualmente em destaque com One Battle After Another, foi filmado no salão do Beverly Hilton num diálogo animado com outro convidado. O vídeo, partilhado pela conta oficial dos Globos de Ouro no TikTok com a simples legenda “Enjoy 30 seconds of Leonardo DiCaprio”, rapidamente se espalhou como fogo em palha seca.

Lip readers, teorias e uma imitação improvável

No clip, DiCaprio aponta para outro convidado, faz o gesto clássico de “estava a observar-te” com dois dedos apontados aos olhos e termina com aquilo que parece ser uma imitação exagerada — quase teatral — de alguém conhecido. O que exactamente está a dizer não é claro, mas isso não impediu a internet de fazer o que faz melhor: especular.

Uma das teorias mais populares, avançada por leitores de lábios amadores, sugere que o actor estaria a brincar com o entusiasmo de alguém em relação ao fenómeno K-pop. A hipótese mais aceite é que DiCaprio estivesse a falar com o seu colega de elenco Chase Infiniti, conhecido fã assumido de K-pop, depois do filme da Netflix KPop Demon Hunters ter vencido dois prémios — Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original com “Golden”.

Derrota nos prémios, vitória na boa disposição

Na cerimónia, DiCaprio acabou por perder o Globo de Ouro de Melhor Actor em Comédia ou Musical para Timothée Chalamet, premiado pela sua performance em Marty Supreme. Ainda assim, longe de qualquer azedume, os dois foram filmados a conversar animadamente e a trocar um abraço, num daqueles momentos que ajudam a manter viva a ilusão de camaradagem em Hollywood.

Nikki Glaser e a piada que também deu que falar

Mais cedo na noite, DiCaprio já tinha sido alvo de uma das piadas mais comentadas da cerimónia, lançada pela apresentadora Nikki Glaser. Referindo-se à carreira do actor, Glaser atirou: “Trabalhaste com todos os grandes realizadores, ganhaste três Globos de Ouro, um Óscar… e a coisa mais impressionante é teres conseguido tudo isso antes de a tua namorada fazer 30 anos.” O comentário arrancou gargalhadas e confirmou que DiCaprio continua a ser um alvo preferencial do humor em noites de prémios.

Um lembrete de porque continua a ser uma estrela

Entre derrotas elegantes, piadas afiadas e momentos genuínos captados por acaso, Leonardo DiCaprio voltou a mostrar porque continua a ser uma presença central na cultura popular. Nem sempre é preciso subir ao palco para roubar a cena — às vezes basta ser… Leonardo DiCaprio.

“Estive lá para tudo”: Matt Damon fala como nunca sobre os momentos mais difíceis de Ben Affleck

Uma amizade que resistiu à fama, aos Óscares e às quedas pessoais

Num universo como Hollywood, onde amizades duram muitas vezes menos do que uma temporada de prémios, a relação entre Matt Damon e Ben Affleck continua a ser uma raridade absoluta. Os dois actores estiveram esta semana no programa The Howard Stern Show, onde falaram abertamente — e com uma franqueza pouco habitual — sobre a sua amizade de décadas, incluindo os períodos mais negros da vida de Affleck.

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Durante a conversa, Howard Stern questionou Damon sobre a forma como lidou com os problemas pessoais do amigo, nomeadamente os divórcios altamente mediatizados e a longa luta contra o alcoolismo. A resposta foi simples, directa e reveladora: “Estive lá para tudo.” Para Damon, o ruído mediático nunca interferiu na relação entre ambos. O apoio foi constante, silencioso e incondicional — exactamente como raramente se vê entre estrelas deste calibre.

“É isto que um verdadeiro amigo faz”

Visivelmente tocado, Affleck respondeu no momento: “Isso significa muito para mim. É isso que um verdadeiro amigo é.” Uma frase curta, mas carregada de peso emocional, sobretudo tendo em conta o percurso atribulado do actor e realizador ao longo dos últimos anos.

Ben Affleck enfrentou dois divórcios muito expostos — primeiro com Jennifer Garner, em 2015, e mais recentemente com Jennifer Lopez, em 2025. Paralelamente, travou uma batalha pública contra o alcoolismo, tendo passado por reabilitação em três ocasiões, a última das quais em 2018. Ao longo de todo esse processo, Matt Damon esteve presente, longe dos holofotes, mas perto do amigo.

Uma parceria que começou antes da fama

A história de Damon e Affleck remonta muito antes das capas de revistas e dos grandes estúdios. Os dois cresceram juntos em Boston e deram o grande salto em Hollywood com Good Will Hunting, filme que protagonizaram e escreveram em conjunto. O sucesso foi imediato e culminou com o Óscar de Melhor Argumento Original — um feito extraordinário para dois jovens actores praticamente desconhecidos na altura.

Desde então, os seus caminhos cruzaram-se várias vezes, dentro e fora do ecrã, sempre com uma cumplicidade evidente e uma confiança mútua rara na indústria.

“The Rip” e a continuação de uma história partilhada

O mais recente reencontro acontece em The Rip, produção da Netflix onde interpretam dois polícias que descobrem uma mala com milhões de dólares, desencadeando um clima de suspeita, paranoia e traição. O projecto é mais um capítulo numa colaboração que continua a evoluir com o tempo.

Em 2022, Damon e Affleck fundaram a produtora Artists Equity, com a ambição de criar modelos de produção mais justos e transparentes. A empresa já assinou filmes como AirThe Accountant 2 e Kiss of the Spiderwoman.

Muito mais do que Hollywood

No meio de contratos milionários, prémios e falhanços públicos, a história de Matt Damon e Ben Affleck destaca-se por algo simples e cada vez mais raro: lealdade. Não a versão romantizada para entrevistas, mas aquela que resiste quando as câmaras se desligam e os títulos dos jornais deixam de ser favoráveis.

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Em Hollywood, isso vale tanto como um Óscar.

Helen Mirren aos 80: a resposta direta e sem filtros aos “tech bros” obcecados com a juventude eterna

A actriz britânica rejeita a fantasia da imortalidade tecnológica e lembra que envelhecer não é perder — é crescer

Aos 80 anos, Helen Mirren continua a ser uma das vozes mais lúcidas — e implacavelmente honestas — de Hollywood. Numa entrevista recente à revista Elle, a actriz deixou uma mensagem clara para os chamados “tech bros”, figuras influentes do sector tecnológico obcecadas com a ideia de prolongar a vida indefinidamente ou, melhor ainda, derrotar o envelhecimento: isso não passa de uma fantasia infantil.

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Para Mirren, a obsessão com a longevidade biológica ignora aquilo que realmente importa. “Para mim, a palavra longevidade significa ser activo, proactivo e produtivo ao longo de um longo período da vida”, explicou. Viver, diz a actriz, não é acumular anos, mas desfrutar da fisicalidade da existência: a beleza da natureza, o entusiasmo do sucesso profissional — quando existe —, a família, os filhos, as pequenas experiências quotidianas que dão sentido ao tempo.

Envelhecer não é perder tempo — é aprender a viver

Na sua leitura profundamente pragmática, a verdadeira longevidade está em “contribuir de tantas formas diferentes quanto possível, durante o maior tempo possível”. O problema, acrescenta, é que a tentativa de “hackear” o envelhecimento acaba por se tornar uma distracção perigosa: enquanto se luta contra o inevitável, perde-se a oportunidade de viver plenamente.

Mirren não poupa ironia quando fala da indústria tecnológica e da sua relação com a morte. “A vida é finita. Não há como lutar contra isso — por mais que algumas pessoas se coloquem no gelo, a sonhar que acordam daqui a 50 anos. É um sonho, uma fantasia. Acho tudo isto muito estranho”, afirmou. Para a actriz, envelhecer não é “ficar velho”, mas sim “crescer”. E quem não consegue aceitar a própria finitude, diz ela, simplesmente ainda não cresceu.

Uma filosofia coerente, dentro e fora do ecrã

Esta não é, de resto, uma posição nova na carreira de Helen Mirren. Em Outubro, numa conversa com a revista Allure, a actriz declarou amar “tudo” no processo de envelhecer. Sem filtros, resumiu a sua visão da vida com uma lista simples e reveladora: estar viva, continuar a trabalhar, beber um copo de vinho, usar maquilhagem, ouvir música, ver um pôr-do-sol, ir ao teatro, ver filmes, fazer maratonas de séries e, sobretudo, viver. “É uma coisa linda”, afirmou.

Corpo em movimento, sem obsessões

No plano prático, Mirren defende uma relação saudável — e descomplicada — com o corpo. Há anos que promove um treino militar de 12 minutos desenvolvido nos anos 1950 pela Força Aérea Real Canadiana, mas sublinha que nunca é tarde para começar a mexer-se. Especialmente para quem está nos 50 ou 60 anos, o segredo não está em ginásios de luxo ou rotinas extremas, mas em pequenas mudanças: uma caminhada curta, yoga, manter o corpo activo de forma prazerosa.

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Um discurso raro numa indústria obcecada com a juventude

Num meio como Hollywood, onde a juventude continua a ser tratada como moeda de troca, a frontalidade de Helen Mirren soa quase revolucionária. Aos 80 anos, a actriz não está interessada em promessas de imortalidade nem em negar o tempo. Prefere algo bem mais radical: aceitar a vida como ela é, com limites incluídos — e aproveitar cada segundo com lucidez, humor e maturidade.

O Homem dos Olhos Tristes: A Humanidade Ímpar de Vincent Schiavelli

Como um rosto improvável se tornou inesquecível na História do Cinema

Era conhecido como o homem dos olhos tristes. Um olhar melancólico, uma voz quebrada, uma presença que parecia carregar sempre um peso invisível. Vincent Schiavelli nunca correspondeu aos padrões clássicos de Hollywood — e foi precisamente isso que o tornou inesquecível. Com 1,96 metros de altura e traços faciais singulares, consequência da síndrome de Marfan, Schiavelli transformou aquilo que poderia ser visto como uma limitação num verdadeiro selo artístico. O cinema ganhou, assim, um actor capaz de dar alma, fragilidade e humanidade aos personagens mais estranhos e desconfortáveis.

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Um secundário que nunca passava despercebido

Ao longo de uma carreira com mais de 150 participações entre cinema e televisão, Vincent Schiavelli construiu uma galeria de personagens que permanecem na memória colectiva. Em Ghost, foi o icónico fantasma do metro — uma aparição breve, mas suficiente para se tornar uma das imagens mais perturbadoras e recordadas do filme. Em Voando Sobre um Ninho de Cucos, realizado por Miloš Forman, interpretou Frederickson, um paciente frágil e atormentado, símbolo perfeito da vulnerabilidade emocional que atravessa o filme.

A sua capacidade para habitar o desconforto levou-o também ao universo gótico de Batman Returns, onde deu vida ao grotesco Organ Grinder, e a clássicos como AmadeusO Povo Contra Larry Flynt ou O Amanhã Nunca Morre. Em todos eles, Schiavelli tinha o raro talento de transformar o papel secundário em algo profundamente humano e impossível de ignorar.

O actor preferido dos realizadores que procuravam humanidade

Miloš Forman chamou-o repetidamente porque sabia exactamente o que Schiavelli oferecia: empatia onde outros veriam caricatura. Colegas de profissão lembram-no como um actor generoso, capaz de rir de si próprio e de dar densidade emocional a personagens marginais. Onde muitos optariam pelo exagero, Schiavelli escolhia a contenção, o detalhe e o silêncio.

Era um intérprete que compreendia que o estranho não é o oposto do humano — é, muitas vezes, apenas a sua expressão mais honesta.

Entre o cinema e a cozinha: uma vida longe dos holofotes

Fora do ecrã, Vincent Schiavelli cultivava uma paixão aparentemente distante do cinema: a gastronomia. Neto de um cozinheiro siciliano, herdou o amor pela culinária italiana e chegou a escrever vários livros de receitas. Acabaria por se instalar em Polizzi Generosa, a aldeia da família materna, na Sicília, onde viveu de forma simples, cozinhando, escrevendo e acreditando que a comida era uma ponte entre gerações, memória e afectos.

Na vida pessoal, teve dois grandes amores. Foi casado com a actriz Allyce Beasley, com quem teve um filho, Andrea. Mais tarde, encontrou estabilidade ao lado de Carol Mukhalian, harpista, com quem viveu até ao fim.

Um adeus prematuro, um legado duradouro

Vincent Schiavelli morreu aos 57 anos, vítima de um cancro do pulmão, agravado pelo hábito de fumar. Na sua terra siciliana, foi decretado um dia de luto, e a câmara municipal acolheu a sua capela ardente — um gesto raro, reservado a quem deixa uma marca profunda na comunidade.

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O seu legado não se mede apenas no número impressionante de participações, mas na intensidade de cada uma. Schiavelli provou que mesmo os personagens mais breves podem conter um universo inteiro. E ensinou-nos, dentro e fora do cinema, que a vida — tal como a arte — é feita de ingredientes simples: memória, carinho, raízes… e humanidade.

Jon Hamm: Porque Nunca Se Tornou um Nome de Bilheteira à Moda de George Clooney?

Um talento indiscutível… mas sempre à margem do estrelato cinematográfico

A pergunta surge com frequência entre cinéfilos atentos: porque razão Jon Hamm nunca se tornou um verdadeiro “actor de bilheteira” como George Clooney, apesar de ser amplamente reconhecido, respeitado e dono de um talento mais do que comprovado? A resposta parece menos relacionada com falta de capacidade e mais com as escolhas — ou ausência delas — por parte de Hollywood.

Jon Hamm tornou-se uma figura incontornável da cultura popular graças a Mad Men, onde deu vida ao icónico Don Draper. Foi um papel transformador, que lhe trouxe prémios, aclamação crítica e estatuto de actor de primeira linha. No entanto, esse reconhecimento nunca se traduziu numa carreira cinematográfica como protagonista de grandes produções ou filmes “oscarizáveis”.

O cinema viu-o sempre como secundário

Ao contrário de George Clooney, que rapidamente passou da televisão para o cinema como protagonista carismático e rentável, Hamm foi quase sempre empurrado para papéis secundários. Bons papéis, é certo — mas raramente centrais.

Em Top Gun: Maverick, Hamm está irrepreensível como o Vice-Almirante Beau “Cyclone” Simpson, uma figura rígida e institucional que funciona como contraponto perfeito ao Maverick de Tom Cruise. Curiosamente, a sua presença no filme não resultou de uma aposta estratégica do estúdio, mas sim de uma ligação pessoal: Cruise conheceu Hamm anos antes, numa conversa informal em casa de Jimmy Kimmel, e guardou o nome. Quando chegou a hora de arrancar com Top Gun: Maverick, Hamm foi chamado.

Outro exemplo claro surge em The Town, onde Hamm interpreta o agente do FBI Adam Frawley. O papel nasceu do entusiasmo de Ben Affleck, fã declarado de Mad Men, que decidiu integrá-lo no elenco enquanto a série ainda estava no ar. Mais uma vez, Hamm brilhou — mas não liderou.

Uma carreira moldada por decisões de estúdio (e talvez de agência)

Ao longo dos anos, Jon Hamm participou em vários filmes, mas nunca lhe foi confiado um projecto de grande orçamento ou prestígio artístico onde fosse o protagonista absoluto. Não um blockbuster, não um drama pensado para prémios. A responsabilidade parece recair menos sobre o actor e mais sobre os estúdios — e, possivelmente, sobre uma gestão de carreira demasiado conservadora por parte da sua agência.

Hollywood nunca pareceu disposta a “arriscar” em Hamm como cabeça de cartaz, apesar de ele reunir carisma, presença e profundidade dramática suficientes para o efeito.

A televisão continua a ser o seu território natural

Onde Hamm continua a reinar é na televisão. O seu trabalho mais recente em Your Friends and Neighbours voltou a confirmar aquilo que muitos já sabiam: quando lhe dão espaço, material e tempo, Hamm entrega performances ricas, subtis e memoráveis. A primeira temporada foi amplamente elogiada e reforçou a ideia de que os criadores televisivos sabem exactamente como aproveitar o actor — algo que o cinema, até hoje, não conseguiu ou não quis fazer.

Um actor subvalorizado à espera do papel certo

Jon Hamm continua a ser um dos actores mais subvalorizados da sua geração no grande ecrã. Falta-lhe aquele papel decisivo — o filme certo, no momento certo — que prove aquilo que a televisão já demonstrou vezes sem conta. Se esse dia chegar, não será surpresa para quem tem acompanhado a sua carreira de perto. Será apenas justiça tardia.

The Pitt: a série médica que os próprios médicos dizem ser assustadoramente real

Quando a ficção se aproxima demais da urgência dos nossos dias

Nos primeiros cinco minutos da nova temporada de The Pitt, percebe-se que não estamos perante mais um drama hospitalar formatado para romances fáceis ou reviravoltas improváveis. Uma sala de espera caótica, avisos contra comportamentos agressivos, uma placa memorial para vítimas de um tiroteio em massa e um paciente carregado de sacos cheios de suplementos “milagrosos”. Para muitos médicos, isto não é exagero televisivo — é simplesmente mais um turno de trabalho.

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A segunda temporada da série, disponível na HBO Max, tem sido amplamente elogiada por profissionais de saúde pela forma crua e honesta como retrata a medicina nos anos 2020: um sistema pressionado, politizado, corporativo e profundamente humano.

Um dia inteiro no inferno… contado hora a hora

Cada temporada de The Pitt decorre ao longo de um único dia num serviço de urgência de um hospital fictício de Pittsburgh. Cada episódio corresponde a uma hora de um turno de 15 horas. Esta estrutura impõe um ritmo implacável e elimina qualquer tentação de enredos paralelos artificiais.

Não há tempo para romances de corredor ou diagnósticos milagrosos de última hora. Há, sim, jargon médico lançado a alta velocidade, decisões difíceis tomadas sob pressão e profissionais exaustos a tentar fazer o melhor possível com recursos claramente insuficientes. É um retrato que funciona como microcosmo não só da medicina, mas também de uma América fragmentada.

“A série médica mais fiel alguma vez feita”

Muitos médicos já tinham elogiado a primeira temporada, mas a nova leva de episódios parece ir ainda mais longe. Profissionais de urgência chegaram mesmo a convidar Noah Wyle, protagonista da série, para a sua conferência anual — um selo de autenticidade raro neste género.

Segundo o pediatra Alok Patel, que acompanha de perto a série e co-apresenta o podcast oficial, The Pitt consegue captar “a totalidade da experiência de trabalhar na saúde: os altos, os baixos e as frustrações”. Não significa que todos os turnos sejam sempre caóticos, mas a série assume, sem pudor, as licenças dramáticas necessárias — sem trair a essência da realidade.

Burocracia, contas médicas e desinformação

Um dos aspectos mais elogiados desta nova temporada é a forma como aborda temas habitualmente ignorados pela televisão: burocracia hospitalar, seguros de saúde, contas médicas incomportáveis e a constante interferência administrativa na prática clínica.

A desinformação médica também ocupa um lugar central. Há pacientes que chegam munidos de “verdades” encontradas nas redes sociais, desconfiados da ciência, mas sobretudo confusos — sem saber em quem confiar. A série não os retrata como vilões, mas como reflexo de um sistema falhado.

Violência, desgaste emocional e médicos que também são pessoas

The Pitt volta a abordar a crescente violência física e verbal contra profissionais de saúde, um problema real e cada vez mais comum. Os ataques são frequentemente desvalorizados pelas próprias personagens, revelando uma cultura de normalização do abuso que tem consequências profundas na saúde mental de quem cuida.

A chegada da nova médica assistente, Dr. Baran Al-Hashimi, interpretada por Sepideh Moafi, introduz um choque geracional com o veterano Dr. Michael “Robby” Robinavitch, de Noah Wyle. O confronto entre visões sobre inteligência artificial, produtividade e humanidade no cuidado médico torna-se um dos eixos mais interessantes da temporada.

Uma série que ensina sem dar lições

No meio do caos, The Pitt encontra espaço para algo raro: lições de vida discretas, quase escondidas, que só se revelam plenamente com o tempo — ou numa segunda visualização. Porque, como a série lembra, a humanidade não fica à porta do hospital quando alguém adoece.

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É precisamente por isso que The Pitt não é apenas uma série sobre medicina. É uma série sobre pessoas, sistemas em ruptura e a difícil arte de continuar a cuidar quando tudo à volta parece estar a falhar.

Heated Rivalry: a série que incendiou as redes chega finalmente à HBO Max em Portugal

Rivalidade no gelo, paixão fora dele — e uma data de estreia muito aguardada

Depois de semanas de expectativa e de um burburinho constante nas redes sociais, já há confirmação oficial: Heated Rivalry estreia em Portugal no próximo 23 de Janeiro, em exclusivo na HBO Max. A primeira temporada, composta por seis episódios, será lançada semanalmente, com novos capítulos até ao desfecho marcado para 27 de Fevereiro.

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Descrita por muitos como “a série do momento”, Heated Rivalry chega envolta numa aura de fenómeno cultural raro, impulsionado por uma base de fãs fervorosa, trailers virais e uma história que cruza desporto de alta competição com um romance intenso e emocionalmente complexo.

Uma criação de Jacob Tierney que vai muito além do desporto

Criada por Jacob Tierney, conhecido pelo trabalho em Letterkenny e Shoresy, a série acompanha a trajectória de dois jogadores de hóquei rivais: Shane Hollander (Hudson Williams) e Ilya Rozanov (Connor Storrie).

Ambos são estrelas emergentes da fictícia Major League Hockey e partilham uma ambição feroz, um espírito competitivo quase obsessivo… e uma atracção que nenhum dos dois consegue explicar — ou aceitar — de imediato. O que começa como um caso secreto entre dois jovens atletas transforma-se, ao longo de oito anos, numa relação marcada por negação, desejo, medo e autodescoberta.

Amor, identidade e pressão num mundo implacável

Heated Rivalry distingue-se por não romantizar o desporto profissional. Pelo contrário, expõe a pressão constante, a cultura de masculinidade tóxica e o silêncio emocional que ainda domina muitos balneários. Shane e Ilya são obrigados a dividir-se entre o gelo — onde tudo é força, resistência e agressividade — e a vida privada, onde sentimentos considerados “frágeis” podem ser vistos como uma ameaça à carreira.

A série questiona, com sensibilidade e frontalidade, se há espaço para o amor verdadeiro num mundo ferozmente competitivo, onde a imagem pública vale tanto quanto o talento.

Dos livros para o ecrã… e para o TikTok

A série é uma adaptação dos livros Game Changers, da autora canadiana Rachel Reid, e foi originalmente produzida para a plataforma Crave. No entanto, foi o primeiro trailer — com pouco mais de 90 segundos — que lançou Heated Rivalrypara o estrelato global, tornando-se viral no TikTok e alimentando uma avalanche de reacções, teorias e excertos partilhados.

Em declarações ao Hollywood Reporter, o produtor executivo Brendan Brady reconheceu o peso da comunidade de fãs no sucesso da série: “Queríamos corresponder às expectativas dos fãs. O envolvimento deles abriu portas a oportunidades incríveis”.

Um fenómeno pronto a conquistar Portugal

Com um elenco secundário sólido — que inclui François Arnaud, Christina Chang, Dylan Walsh, Sophie Nélisse e Ksenia Daniela Kharlamova — e uma abordagem emocionalmente honesta, Heated Rivalry chega à HBO Max com tudo para conquistar também o público português.

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Mais do que uma série sobre hóquei, trata-se de uma história sobre identidade, desejo e coragem num mundo que raramente perdoa quem foge às regras não escritas. E é precisamente aí que reside a sua força.

Jennifer Garner quebra o silêncio sobre o divórcio de Ben Affleck: “O mais difícil foi perder uma verdadeira parceria”

Uma raríssima reflexão pública sobre um dos momentos mais delicados da sua vida

Jennifer Garner raramente fala em público sobre a sua vida pessoal, sobretudo quando o tema envolve um dos divórcios mais mediáticos de Hollywood. Mas numa entrevista recente à revista Marie Claire, a actriz decidiu olhar para trás e falar, com franqueza e maturidade, sobre o fim do seu casamento com Ben Affleck.

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A entrevista, publicada esta semana, revela uma Garner serena, consciente do impacto mediático que a separação teve, mas sobretudo focada na dimensão emocional e familiar da ruptura. A actriz explica que, durante o processo, fez um esforço deliberado para se afastar da avalanche de manchetes, comentários e especulação que dominaram a imprensa a partir de 2015.

“É preciso ser inteligente sobre aquilo que conseguimos ou não aguentar”, confessou. E, nesse momento da sua vida, Garner percebeu que simplesmente não tinha estrutura emocional para lidar com tudo o que se escrevia e dizia sobre si e sobre o ex-marido.

Não foram as manchetes que doeram mais

Curiosamente, Jennifer Garner faz questão de sublinhar que o verdadeiro sofrimento não veio do ruído mediático — por mais invasivo que este tenha sido — mas sim da própria realidade do divórcio. “O mais difícil foi a desagregação de uma família”, explicou. “Perder uma verdadeira parceria e uma amizade foi o que mais custou.”

As palavras são reveladoras e ajudam a compreender porque é que, mesmo após um divórcio longo e complexo, a relação entre Garner e Affleck nunca descambou para conflitos públicos. O casal esteve junto durante uma década e a separação, anunciada em 2015, prolongou-se legalmente por cerca de três anos, um período que ambos descreveram como exigente e emocionalmente desgastante.

Ainda assim, ao contrário de muitos divórcios em Hollywood, este acabou por resultar numa dinâmica de respeito mútuo e cooperação, especialmente no que diz respeito aos filhos.

Uma família que mudou, mas não se perdeu

Jennifer Garner e Ben Affleck têm três filhos em comum — Violet, Fin e Samuel — e a actriz faz questão de deixar claro que, apesar do fim do casamento, a noção de família nunca desapareceu. Pelo contrário: transformou-se.

Nos últimos anos, ambos foram frequentemente vistos juntos em eventos familiares, aniversários e momentos importantes da vida dos filhos, alimentando uma imagem pública de coparentalidade saudável. Essa postura tem sido elogiada por fãs e colegas da indústria, especialmente num contexto mediático que tende a amplificar conflitos e dramatizações.

Garner não romantiza o passado, mas também não o apaga. As suas palavras sugerem uma aceitação madura do que foi perdido — e do que, felizmente, foi preservado. A amizade, ainda que diferente, e o compromisso partilhado com os filhos continuam a ser o elo mais forte entre os dois.

Um retrato honesto e sem dramatismos

Num tempo em que muitas figuras públicas usam a exposição mediática como ferramenta de narrativa pessoal, Jennifer Garner opta por um caminho mais discreto e humano. A sua reflexão sobre o divórcio não procura culpados nem vitimizações, mas oferece uma visão honesta sobre a dor silenciosa que acompanha o fim de uma relação longa e significativa.

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É precisamente essa sobriedade que torna as suas palavras tão impactantes — e tão raras — num universo como o de Hollywood, onde o ruído quase sempre fala mais alto do que a verdade emocional.

O trailer final de The Testament of Ann Lee promete uma experiência cinematográfica arrebatadora

Amanda Seyfried lidera um filme musical e espiritual que já é apontado como um dos mais marcantes do ano

Searchlight Pictures divulgou finalmente o trailer completo de The Testament of Ann Lee, um filme que tem vindo a gerar um entusiasmo raro desde a sua estreia no Venice Film Festival de 2025. A nova obra de Mona Fastvold, cineasta associada ao aclamado The Brutalist, é descrita por muitos como uma verdadeira revelação cinematográfica — e o trailer confirma que não se trata de exagero.

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Baseado numa história inteiramente real, o filme acompanha a vida de Ann Lee, figura central do movimento religioso conhecido como Shakers. Nascida em Inglaterra no século XVIII, Ann Lee foi proclamada pelos seus seguidores como a encarnação feminina de Cristo, liderando a fundação de uma comunidade utópica na América, assente na igualdade de género, na vida comunitária e numa espiritualidade expressa através da música e da dança.

Uma performance transformadora de Amanda Seyfried

No papel principal surge Amanda Seyfried, numa das interpretações mais ousadas e transformadoras da sua carreira. O trailer revela uma personagem intensa, carismática e profundamente física, capaz de conduzir multidões apenas com a força da convicção e da voz. Ao seu lado, o elenco reúne nomes como Thomasin McKenzieLewis PullmanTim Blake Nelson e Christopher Abbott, compondo um conjunto notável.

Um dos elementos mais impressionantes do filme é a sua abordagem musical. A coreografia, assinada por Celia Rowlson-Hall, transforma os hinos tradicionais dos Shakers em momentos de puro transe cinematográfico, enquanto a banda sonora original, da autoria do vencedor do Óscar Daniel Blumberg, reforça a dimensão emocional e espiritual da narrativa.

Um cinema sensorial, físico e espiritual

O trailer deixa claro que The Testament of Ann Lee não é um biopic convencional. Fastvold opta por um cinema sensorial, onde corpo, som e movimento são tão importantes quanto o texto. A câmara acompanha rituais colectivos, danças extáticas e momentos de silêncio quase sagrado, criando uma experiência que parece mais próxima de um acto de fé do que de uma simples sessão de cinema.

O filme explora tanto a exaltação como o sofrimento inerentes à tentativa de construir uma utopia, sem cair em leituras simplistas. Ann Lee surge como líder visionária, mas também como figura humana, sujeita a dúvidas, dor e sacrifício.

Um acontecimento cinematográfico a não perder

Estreado inicialmente em salas seleccionadas no dia de Natal de 2025, incluindo exibições em 70mm, The Testament of Ann Lee continua agora a alargar a sua distribuição durante os meses de Inverno. Para quem procura cinema ambicioso, exigente e profundamente original, este é um daqueles raros filmes que justificam plenamente a ida à sala.

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Mais do que um simples retrato histórico, o filme afirma-se como uma experiência arrebatadora sobre fé, comunidade e o poder transformador da arte.

Ben Affleck Fica Sem Palavras com Pedido do Filho de 13 Anos — e a História Dá Que Pensar

Quando a realidade bate à porta… vinda de casa

Mesmo para alguém que já viveu de tudo em Hollywood, há momentos capazes de apanhar qualquer um desprevenido. Ben Affleck revelou recentemente um desses episódios durante a sua participação no programa Jimmy Kimmel Live! — e a reacção foi de genuíno espanto.

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O actor contou que o filho mais novo, Samuel, de apenas 13 anos, lhe pediu… dinheiro para apostar em desporto. Cem dólares, mais precisamente. Um pedido que deixou Affleck completamente incrédulo, não apenas pela idade do rapaz, mas pela naturalidade com que a proposta foi apresentada, acompanhada de um argumento curioso: se perdesse o dinheiro, ficava por ali.

Entre o choque e o humor, Affleck descreveu o momento como um daqueles em que os pais percebem que o mundo mudou — e talvez mais depressa do que gostariam.

Uma conversa desconcertante (e reveladora)

Segundo o actor, Samuel explicou que os amigos também apostavam valores semelhantes, sempre com um “limite moral” muito claro: perde-se uma vez e pronto. Affleck, entre risos, ironizou sobre a suposta disciplina financeira do grupo, imaginando o filho a regressar horas depois com análises detalhadas sobre apostas da NFL e probabilidades da segunda parte.

O tom leve não escondeu, no entanto, um desconforto real. Afinal, estamos a falar de um adolescente de 13 anos a pedir dinheiro para apostas — um sinal claro de como o acesso a esse tipo de conteúdos se tornou banalizado entre os mais novos.

Um passado familiar ligado às apostas

A história ganhou ainda mais peso quando Affleck revelou um detalhe pessoal pouco conhecido: o seu pai, Timothy Byers Affleck, foi bookie durante parte da juventude do actor. Um negócio informal, ligado a bares e apostas desportivas, que ajudou a sustentar a família numa fase financeiramente difícil.

Com humor agridoce, Affleck recordou como algumas conquistas materiais da infância — como a primeira máquina de lavar roupa ou o primeiro vídeo — estavam directamente ligadas às apostas perdidas por quem insistia em confiar nos New England Patriots da época. Uma memória que mistura nostalgia, ironia e a consciência de que se tratava de uma actividade ilegal e socialmente mal vista.

Criar filhos com os pés bem assentes na terra

Hoje multimilionário, Ben Affleck faz questão de sublinhar que tenta educar os filhos — VioletSeraphina e Samuel — de forma simples e realista, em conjunto com a ex-mulher, Jennifer Garner. E não é a primeira vez que essa filosofia se torna pública.

Há cerca de um ano, o actor tornou-se viral ao recusar comprar ao filho uns ténis Dior Air Jordan 1, avaliados em cerca de seis mil dólares. A resposta foi clara: se os quisesse, teria de trabalhar. “Cortar muitas relvas”, nas palavras do próprio Affleck.

Mais tarde, explicou que acredita profundamente na importância de ensinar o valor do trabalho e do dinheiro. Para ele, dar tudo aos filhos sem esforço é um erro que os prejudica a longo prazo. O exemplo mais concreto disso é o facto de Violet e Seraphina já terem tido vários empregos, apesar do conforto financeiro da família.

Uma lição que vai além da anedota

O episódio contado no Jimmy Kimmel Live! pode arrancar gargalhadas, mas levanta questões muito actuais sobre educação, dinheiro, influência dos pares e a normalização das apostas junto dos mais jovens. Vindo de uma estrela de Hollywood, o relato ganha ainda mais impacto — precisamente porque mostra que, independentemente da fama ou fortuna, os dilemas da parentalidade são universais.

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E, pelos vistos, nem Ben Affleck estava preparado para esta aposta inesperada. 🎲