Diogo Alves: o “Assassino do Aqueduto” regressa à luz em Lisbon Noir

Um serial killer do século XIX que continua a assombrar Lisboa

Lisboa volta a revisitar um dos seus capítulos mais sombrios com a chegada de Lisbon Noir, nova coprodução entre a Prime Video e a TVI. A série, protagonizada por Pêpê Rapazote, inspira-se livremente na figura de Diogo Alves, o chamado “Assassino do Aqueduto”, cuja história continua a alimentar o imaginário criminal da capital.

A produção estreou esta segunda-feira, 13 de Abril, na TVI, com exibição às 22h35, enquanto os quatro episódios já estão disponíveis na Prime Video. Mais do que uma simples adaptação histórica, a série transforma um caso real num thriller contemporâneo, onde o passado parece recusar-se a permanecer enterrado.

Entre a ficção e a sombra de um crime real

A narrativa de Lisbon Noir começa com a queda de um diplomata espanhol do topo do Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa. Inicialmente, a Polícia Judiciária considera tratar-se de suicídio ou de um incidente isolado. No entanto, rapidamente se percebe que há algo muito mais perturbador em curso: um assassino em série está a actuar na cidade, inspirado pelos crimes de Diogo Alves.

O novo criminoso escolhe as suas vítimas e atira-as dos pontos mais altos da capital, começando precisamente pelo Aqueduto. A investigação fica a cargo dos inspetores Daniel e Laura, personagens de personalidades opostas que são obrigados a colaborar numa corrida contra o tempo para travar uma ameaça que coloca Lisboa sob tensão máxima.

O elenco conta ainda com nomes como Beatriz Godinho, Mina El Hammani, Luís Filipe Eusébio, Cleo Diára, Teresa Tavares e Paulo Pires, entre outros.

O homem por trás do mito: Diogo Alves

No centro da inspiração histórica está Diogo Alves, figura que marcou o imaginário criminal português no século XIX. Nascido em 1810, na Galiza, em Espanha, emigrou jovem para Portugal, onde trabalhou como criado em casas abastadas, levando inicialmente uma vida discreta.

Tudo mudaria na década de 1830, quando começou uma série de crimes que lhe valeram o nome de “Assassino do Aqueduto”. O seu método tornou-se particularmente temido: assaltava vítimas que atravessavam o Aqueduto das Águas Livres — então utilizado como passagem pedonal — e empurrava-as de uma altura de cerca de 65 metros.

Durante algum tempo, os crimes foram confundidos com suicídios ou acidentes, devido ao isolamento do local e à ausência de testemunhas. No entanto, o número crescente de mortes levantou suspeitas e levou a uma investigação mais profunda.

Estima-se que Diogo Alves tenha sido responsável por cerca de 70 homicídios, embora o número exacto nunca tenha sido confirmado.

Do medo à captura e a um destino singular

O reinado de terror de Alves terminou não diretamente pelos crimes no aqueduto, mas após o envolvimento num violento assalto a uma casa de um médico, onde várias pessoas foram assassinadas. Esse episódio acabou por permitir às autoridades identificar e deter o grupo responsável.

Condenado à morte, Diogo Alves foi executado em 1841. Contudo, a sua história não terminou aí. Num dos episódios mais bizarros da criminologia portuguesa, a sua cabeça foi preservada para estudo científico, no contexto das teorias da frenologia — uma corrente que procurava identificar traços de criminalidade através do crânio.

Até hoje, a cabeça encontra-se conservada na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, perpetuando o fascínio e o desconforto em torno da sua figura.

Pêpê Rapazote e o desafio de dar vida ao crime

Antes das filmagens, Pêpê Rapazote admitiu não conhecer em detalhe a história de Diogo Alves, descobrindo-a apenas durante a preparação da série. O actor mergulhou depois num universo que mistura facto histórico, especulação científica e interpretações psicológicas do comportamento criminoso.

Na sua leitura, o mal não se explica apenas pela biologia. Rapazote aponta para factores mais complexos, como traumas e experiências de infância, recusando uma explicação puramente física para a violência extrema.

A sua personagem, o inspetor Daniel, também é marcada por um passado traumático, nomeadamente uma fobia profunda de alturas, o que cria uma ligação simbólica com o cenário dos crimes: o abismo do Aqueduto.

Uma Lisboa entre o passado e o medo contemporâneo

Lisbon Noir aposta num cruzamento entre história e ficção, recuperando uma das figuras mais temidas da Lisboa oitocentista para construir uma narrativa contemporânea de suspense e investigação criminal.

Ao trazer Diogo Alves de volta ao centro da ficção televisiva, a série recorda que certos crimes, mesmo passados quase dois séculos, continuam a projectar sombras longas sobre a cidade.

Curiosamente o primeiro episódio também já pode ser visto online aqui no site da TVI

Bryan Cranston e Joaquin Phoenix à frente da revolta contra megafusão em Hollywood

Uma aliança bilionária que está a incendiar a indústria do cinema

Hollywood está em ebulição. A proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Global, avaliada em cerca de 111 mil milhões de dólares, desencadeou uma onda de contestação sem precedentes dentro da indústria audiovisual norte-americana.

Mais de mil profissionais — entre actores, realizadores e argumentistas — assinaram uma carta aberta a criticar duramente o negócio, alertando para o impacto que a operação poderá ter no futuro do cinema, da televisão e das plataformas de streaming.

No centro desta contestação estão nomes de peso como Bryan Cranston e Joaquin Phoenix, a que se juntam ainda Tiffany Haddish e o realizador Yorgos Lanthimos.

“Menos oportunidades, menos diversidade, menos vozes”

Na carta, os signatários não poupam críticas. O documento alerta que a fusão poderá agravar um cenário já fragilizado, com menos produções, menos empregos e uma redução significativa da diversidade de histórias contadas em Hollywood.

A preocupação central é a crescente concentração de poder nas mãos de poucos conglomerados, que passam a controlar não só o financiamento, mas também a distribuição e o acesso ao público global. Para os críticos, este modelo pode transformar a indústria numa máquina cada vez mais homogénea, onde o risco criativo é substituído pela previsibilidade comercial.

A batalha do streaming e o novo mapa do entretenimento

A polémica surge num momento de transformação profunda no sector. A corrida entre estúdios tradicionais e plataformas digitais continua a redefinir o equilíbrio de forças em Hollywood, com a Netflix a surgir como um dos principais actores desta disputa — tendo, aliás, demonstrado interesse na aquisição da Warner antes da entrada da Paramount na operação.

Do lado da Paramount, David Ellison defende a fusão como uma forma de reforçar o cinema tradicional e competir em escala global. A promessa inclui manter uma produção anual robusta para salas de cinema, com pelo menos 30 estreias por ano, além de investimentos nas duas estruturas agora em causa.

Ellison argumenta ainda que uma eventual aquisição pela Netflix poderia criar um “superplayer” dominante no streaming, ainda mais concentrador do que o cenário actual.

O medo dos cinemas vazios

As preocupações não se limitam aos artistas. A indústria da exibição também está em alerta. Michael O’Leary, da Cinema United — organização que representa cerca de 30 mil salas nos Estados Unidos — já avisou que uma redução na produção de filmes pode acelerar o encerramento de cinemas, numa tendência que se tem agravado desde a pandemia.

Com menos estreias pensadas exclusivamente para salas, o circuito tradicional de exibição continua sob pressão, enquanto o streaming ganha terreno e redefine hábitos de consumo em todo o mundo.

Regulação, política e o futuro da fusão

A operação ainda terá de passar por um processo de aprovação regulatória. Na Califórnia, o procurador-geral Rob Bonta já sinalizou que o caso poderá ser alvo de análise detalhada, embora exista ceticismo quanto à possibilidade de intervenção mais dura a nível federal.

A carta dos artistas apela precisamente a esse escrutínio rigoroso, defendendo que a concentração mediática já teve impactos negativos profundos numa das indústrias mais influentes do mundo.

Um ponto de viragem para Hollywood?

A fusão entre a Paramount e a Warner insere-se numa tendência mais ampla de consolidação no sector do entretenimento, impulsionada pela necessidade de escala num mercado global cada vez mais competitivo.

Nos últimos anos, os grandes estúdios têm apostado em franquias seguras e blockbusters de alto retorno, deixando para segundo plano projectos mais arriscados ou autorais — precisamente o tipo de cinema que muitos dos signatários da carta defendem.

O resultado é um dilema cada vez mais evidente: como equilibrar sustentabilidade financeira, diversidade criativa e acesso do público num ecossistema dominado por poucos gigantes?

Se aprovada, esta fusão poderá redefinir o mapa de Hollywood. E, talvez, marcar o início de uma nova era — onde o poder criativo e o poder económico nunca estiveram tão próximos… nem tão em conflito.

Paddington Musical Quer a Broadway em 2027 — e o Urso Mais Famoso de Lima Tem Todas as Condições para Chegar lá

Há uma certa lógica poética no facto de o urso que chegou a Londres de chapéu velho e etiqueta de identificação ao pescoço estar agora a planear a conquista de Nova Iorque. Depois de dominar os Olivier Awards deste domingo com sete prémios — o mais premiado da noite, incluindo Melhor Musical, Melhor Realizador, Melhor Actor em Musical e Melhor Cenografia —, a produtora Sonia Friedman confirmou ao Deadline ainda durante a cerimónia no Royal Albert Hall que Paddington: The Musical está na linha de partida para uma transferência para a Broadway em 2027. “Gostaria que fosse para o ano que vem, para manter o momentum”, disse Friedman. Em linguagem de teatro, isto significa que está a acontecer.

Paddington: The Musical abriu no Savoy Theatre em Londres no outono de 2025 e tornou-se imediatamente num dos maiores sucessos do West End em anos — não apenas comercial mas também crítico, o que no teatro musical é uma combinação rara e preciosa. O London Theatre deu-lhe cinco estrelas e chamou-lhe “magia pura de teatro” e “um grande abraço de urso”. A música e letra são de Tom Fletcher, mais conhecido como membro dos McFly, e o livro é de Jessica Swale. A encenação de Luke Sheppard — que ganhou o Olivier de Melhor Realizador — resolve de forma engenhosa o problema central de qualquer adaptação de Paddington para palco: como fazer um urso de marmelada de Lima emocionalmente convincente para uma audiência ao vivo, sem recorrer nem ao disfarce humano nem à animação digital.

A solução que Sheppard encontrou foi partir o papel em dois: James Hameed dá a voz e a presença física ao Paddington que fala e interage com os outros personagens, enquanto Arti Shah opera o fato do urso com uma precisão de movimento que a crítica descreveu repetidamente como hipnótica. Os dois partilham o Olivier de Melhor Actor em Musical — uma situação sem precedentes na história do prémio, e que diz tudo sobre a forma como o espectáculo abordou o problema da representação do urso. Não como um problema a esconder, mas como uma oportunidade de fazer algo teatralmente novo.

O caminho para a Broadway não é garantido nem simples. O West End e a Broadway partilham língua e muita coisa, mas os espaços são diferentes, os custos de produção são outros, e o que funciona em Londres nem sempre funciona em Nova Iorque — e vice-versa. Paddington tem, no entanto, vários factores a seu favor. A personagem tem uma base de fãs americana considerável, o filme de 2014 e a sua sequela de 2017 foram sucessos de bilheteira nos Estados Unidos, e o terceiro filme — Paddington em Peru, de 2023 — confirmou que o urso continua a ser um fenómeno transgeracional. Um musical de Broadway baseado numa personagem com este nível de reconhecimento e com esta qualidade crítica documentada tem uma proposta de valor clara.

Para Portugal e para o resto do mundo lusófono, a trajectória de Paddington: The Musical é relevante por duas razões. A primeira é óbvia: se o espectáculo chegar à Broadway com este impulso, a probabilidade de uma digressão europeia aumenta significativamente — e Lisboa e Porto são destinos habituais dessas digressões. A segunda é mais subtil: o percurso de Paddington no teatro representa exactamente o tipo de adaptação que o cinema de família raramente consegue produzir no palco com este nível de integridade artística. É uma história sobre um estrangeiro que chega a um país novo e é acolhido por uma família que não o conhecia — e que se torna insubstituível para essa família. Em 2026, essa história tem uma ressonância que vai muito além da nostalgia.

A Vida é Injusta Voltou 20 Anos Depois — e Bateu Todos os Recordes de Estreia do Ano

Há revivais que chegam envergonhados, como se pedissem desculpa por existir. Malcolm no Meio: A Vida Continua Injusta (como dizem no Brasil)  não é um desses. A minissérie de quatro episódios que estreou a 10 de Abril no Hulu e no Disney+ — reunindo Frankie Muniz, Bryan Cranston e Jane Kaczmarek pela primeira vez em vinte anos — tornou-se em três dias na maior estreia da plataforma em 2026, com 8,1 milhões de visualizações globais. Em toda a América Latina, só a primeira temporada de Loki teve uma estreia maior no Disney+. Os números são de uma série nova, não de um revival nostálgico que os fãs vêem por obrigação sentimental.

A história de como este revival chegou a existir é quase tão boa como a série em si. Em 2021, Frankie Muniz revelou num podcast que Bryan Cranston tinha escrito um argumento para um filme de reunião e que todo o elenco estava disposto a regressar — excepto uma pessoa que se recusava. Dois anos depois, descobriu-se que o recalcitrante era Linwood Boomer, o criador da série original, que só concordaria em participar se dois guionistas específicos da série original fizessem parte do projecto. Quando essas condições foram cumpridas, em Dezembro de 2024, o anúncio chegou finalmente: quatro episódios de trinta minutos, para o Hulu, com o elenco praticamente completo.

O que a série escolhe fazer com esse regresso é inteligente porque é honesto. Malcolm tem agora 39 anos — a mesma idade que Frankie Muniz — e construiu exactamente o tipo de vida que sempre quis: está longe da família, tem uma filha adolescente a quem é dedicado, dirige uma associação de caridade alimentar e tem uma namorada estável. A série não finge que o tempo não passou. Faz exactamente o oposto: usa o tempo passado para explorar o que significa crescer numa família caótica e perceber, da perspectiva da idade adulta, que o caos que te sufocava também te formou. É uma ideia simples, mas é a ideia certa para este revival — e é executada com o ritmo e o humor ferino que tornaram a série original numa referência da comédia familiar americana dos anos 2000.

Bryan Cranston como Hal é, de longe, a maior surpresa do regresso. O actor que entretanto se tornou mundialmente famoso por Breaking Bad volta ao papel com uma leveza e uma fisicalidade cómica que confirmam que Hal Wilkerson é provavelmente a personagem que Cranston mais gosta de interpretar — e onde parece mais à vontade. Jane Kaczmarek como Lois continua a ser um dos maiores feitos de comédia da televisão americana: uma mulher que é simultaneamente o maior obstáculo e o maior motor emocional da família, sem nunca ser apenas um estereótipo. Os dois juntos têm uma química que duas décadas de ausência não arranharam.

O Rotten Tomatoes marca 81% de aprovação crítica, com o consenso a dizer que o revival “regressa aos seus antics cómicos com vigor e assurance.” O Metacritic dá 65 em 100. Nenhuma nota extraordinária — mas as notas dos revivais raramente são. O que importa é que funciona: é engraçado, é emocionalmente honesto sem ser sentimental, e tem o ritmo acelerado que fazia da série original uma experiência televisiva diferente de qualquer outra coisa que passasse na televisão em 2000. O facto de 8,1 milhões de pessoas terem visto os quatro episódios nos primeiros três dias sugere que não foi só a nostalgia que trouxe o público — foi a qualidade.

“O Passageiro do Inferno”: o terror faz-se à estrada no novo filme de André Øvredal

Um pesadelo que começa com um acidente — e nunca mais abranda

O terror volta a ganhar velocidade nas estradas portuguesas com O Passageiro do Inferno, cujo novo trailer, poster oficial e primeiras imagens já foram revelados. A promessa é clara: um thriller sufocante que transforma um cenário aparentemente banal — uma estrada isolada — num palco de puro pesadelo. A estreia nas salas de cinema nacionais está marcada para 21 de maio, com distribuição da NOS Audiovisuais.

A premissa é simples, mas eficaz: depois de testemunharem um violento acidente numa estrada deserta, um jovem casal segue viagem, acreditando ter deixado o pior para trás. No entanto, rapidamente percebem que não estão sozinhos. Algo — ou alguém — entrou com eles no carro. E não tem qualquer intenção de sair.

André Øvredal regressa ao terror que inquieta

Na realização está André Øvredal, um nome já bem conhecido dos fãs do género. Depois de filmes como Autópsia de Jane Doe e Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, o cineasta norueguês volta a apostar num terror atmosférico, onde o desconforto cresce lentamente até se tornar insuportável.

Em O Passageiro do Inferno, Øvredal explora medos primários profundamente enraizados: a escuridão, o isolamento e a vulnerabilidade em espaços abertos e desabitados. A estrada — símbolo de liberdade — transforma-se aqui numa armadilha sem saída, onde cada quilómetro percorrido apenas aproxima as personagens do perigo.

Uma presença que não se vê… mas nunca desaparece

O grande elemento perturbador da narrativa é a entidade conhecida como “The Passenger”. Invisível, implacável e aparentemente impossível de escapar, esta presença demoníaca persegue o casal sem descanso, transformando a viagem numa luta desesperada pela sobrevivência.

Sem recorrer apenas a sustos fáceis, o filme aposta num equilíbrio entre terror psicológico e físico, criando uma sensação constante de ameaça. A ideia de que algo está sempre presente — mesmo quando não é visível — é o motor da tensão, mantendo o espectador em permanente estado de alerta.

Um elenco sólido para um confronto intenso

O filme é protagonizado por Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo, três nomes que dão corpo a esta narrativa de sobrevivência e desespero.

A dinâmica entre as personagens será essencial para sustentar o peso emocional da história, especialmente num contexto onde o medo não vem apenas do exterior, mas também da tensão crescente entre aqueles que tentam escapar.

Uma viagem sem saída marcada no calendário

Com estreia marcada para 21 de maio nos cinemas portuguesesO Passageiro do Inferno posiciona-se como uma das propostas mais intensas do género este ano. Entre o terror psicológico e a ameaça constante de uma presença demoníaca, o filme promete uma experiência inquietante — daquelas que ficam connosco muito depois de sairmos da sala.

Para quem gosta de histórias onde o perigo espreita na escuridão… talvez seja melhor pensar duas vezes antes de voltar a pegar no carro à noite.

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