“O Passageiro do Inferno”: o terror faz-se à estrada no novo filme de André Øvredal

Um pesadelo que começa com um acidente — e nunca mais abranda

O terror volta a ganhar velocidade nas estradas portuguesas com O Passageiro do Inferno, cujo novo trailer, poster oficial e primeiras imagens já foram revelados. A promessa é clara: um thriller sufocante que transforma um cenário aparentemente banal — uma estrada isolada — num palco de puro pesadelo. A estreia nas salas de cinema nacionais está marcada para 21 de maio, com distribuição da NOS Audiovisuais.

A premissa é simples, mas eficaz: depois de testemunharem um violento acidente numa estrada deserta, um jovem casal segue viagem, acreditando ter deixado o pior para trás. No entanto, rapidamente percebem que não estão sozinhos. Algo — ou alguém — entrou com eles no carro. E não tem qualquer intenção de sair.

André Øvredal regressa ao terror que inquieta

Na realização está André Øvredal, um nome já bem conhecido dos fãs do género. Depois de filmes como Autópsia de Jane Doe e Histórias Assustadoras Para Contar no Escuro, o cineasta norueguês volta a apostar num terror atmosférico, onde o desconforto cresce lentamente até se tornar insuportável.

Em O Passageiro do Inferno, Øvredal explora medos primários profundamente enraizados: a escuridão, o isolamento e a vulnerabilidade em espaços abertos e desabitados. A estrada — símbolo de liberdade — transforma-se aqui numa armadilha sem saída, onde cada quilómetro percorrido apenas aproxima as personagens do perigo.

Uma presença que não se vê… mas nunca desaparece

O grande elemento perturbador da narrativa é a entidade conhecida como “The Passenger”. Invisível, implacável e aparentemente impossível de escapar, esta presença demoníaca persegue o casal sem descanso, transformando a viagem numa luta desesperada pela sobrevivência.

Sem recorrer apenas a sustos fáceis, o filme aposta num equilíbrio entre terror psicológico e físico, criando uma sensação constante de ameaça. A ideia de que algo está sempre presente — mesmo quando não é visível — é o motor da tensão, mantendo o espectador em permanente estado de alerta.

Um elenco sólido para um confronto intenso

O filme é protagonizado por Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo, três nomes que dão corpo a esta narrativa de sobrevivência e desespero.

A dinâmica entre as personagens será essencial para sustentar o peso emocional da história, especialmente num contexto onde o medo não vem apenas do exterior, mas também da tensão crescente entre aqueles que tentam escapar.

Uma viagem sem saída marcada no calendário

Com estreia marcada para 21 de maio nos cinemas portuguesesO Passageiro do Inferno posiciona-se como uma das propostas mais intensas do género este ano. Entre o terror psicológico e a ameaça constante de uma presença demoníaca, o filme promete uma experiência inquietante — daquelas que ficam connosco muito depois de sairmos da sala.

Para quem gosta de histórias onde o perigo espreita na escuridão… talvez seja melhor pensar duas vezes antes de voltar a pegar no carro à noite.

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Há filmes que assustam… e depois há este: “Volta Para Mim” chega ao TVCine com uma história perturbadora

Terror, luto e rituais ocultos numa estreia que promete arrepiar até os mais corajosos 👁️‍🗨️

Prepare-se: o próximo sábado à noite não é para fracos de coração. Volta Para Mim estreia a 28 de Março, às 21h30, no TVCine Top, trazendo consigo uma história que mistura dor, trauma e terror sobrenatural de forma profundamente inquietante.

Realizado pelos irmãos Danny Philippou e Michael Philippou — responsáveis pelo aclamado Fala Comigo — o filme apresenta-se como muito mais do que um simples exercício de sustos fáceis. É uma descida emocional aos limites do luto… e às consequências de tentar desafiá-lo.  

Uma nova casa… e um pesadelo à espera

A história acompanha Andy, um jovem de 17 anos marcado pela perda do pai, e a sua meia-irmã Piper, que enfrenta problemas de visão. Ambos são acolhidos por Laura, uma mulher excêntrica que vive numa casa isolada no interior da Austrália.

À primeira vista, trata-se de uma oportunidade para recomeçar.

Mas rapidamente se percebe que algo não está certo.

Entre comportamentos estranhos, uma presença inquietante e uma ligação perturbadora com outro jovem da casa, Oliver, os irmãos começam a suspeitar que o perigo está mais perto do que imaginavam.

E têm razão.

Quando o luto se transforma em obsessão

À medida que a narrativa avança, revela-se o verdadeiro motor do terror: Laura, consumida pela dor da perda da filha, desenvolveu um plano sinistro para a trazer de volta.

Rituais ocultos, manipulação emocional e uma atmosfera crescente de tensão transformam aquilo que parecia ser um lar num verdadeiro cenário de pesadelo.

O filme explora, assim, uma ideia desconfortável: até onde pode ir alguém quando se recusa a aceitar a perda?

Um elenco que amplifica o desconforto

O impacto de Volta Para Mim deve-se também às interpretações.

Sally Hawkins lidera o elenco no papel de Laura, oferecendo uma performance intensa e perturbadora, onde a fragilidade emocional se mistura com algo muito mais sombrio.

Ao seu lado, Billy Barratt e Sora Wong dão vida aos jovens protagonistas, contribuindo para um retrato visceral de trauma, medo e sobrevivência.

Mais do que terror — uma tragédia emocional

Apesar de se inserir claramente no género do terror sobrenatural, o filme vai mais longe.

Como foi destacado pela crítica, trata-se também de uma “tragédia clássica sobre a dor e os seus efeitos secundários” — uma abordagem que dá profundidade emocional a uma história que poderia facilmente limitar-se ao choque.  

Uma estreia a não perder… se tiver coragem

Com uma atmosfera sufocante, uma narrativa intensa e um tema profundamente humano, Volta Para Mim promete ser uma das experiências mais marcantes do mês no pequeno ecrã.

Mas fica o aviso:

Este não é apenas um filme de terror.

É um filme que fica consigo… muito depois de terminar.