Callum Turner como James Bond? Quatro pistas sobre como o novo 007 pode mudar tudo

Ainda não há confirmação oficial, mas os rumores sobre o próximo James Bond ganharam força no arranque de 2026. Tudo indica que Callum Turner poderá ser o escolhido para vestir o fato de 007, numa altura em que a saga procura redefinir-se após a compra da MGM pela Amazon e várias mudanças ao nível da produção. Desta vez, não se trata apenas de especulação: há sinais claros de que o projecto está finalmente a avançar.

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Uma das novidades mais entusiasmantes é a escolha de Denis Villeneuve como realizador. Conhecido pelo seu trabalho em filmes como Dune, Arrival e Blade Runner 2049, Villeneuve traz um cinema elegante, contido e profundamente humano. Um estilo que poderá encaixar bem com a presença clássica e algo introspectiva de Callum Turner, apontando para um Bond mais cerebral e menos dependente do espectáculo puro.

A comparação com Bonds anteriores é inevitável. Será Turner mais próximo do charme de Sean Connery ou da fisicalidade austera de Daniel Craig? A resposta poderá estar algures entre os dois. O actor britânico já demonstrou versatilidade em vários projectos, revelando uma sobriedade clássica aliada a uma vulnerabilidade moderna. Um Bond menos invencível, mais humano, capaz de pensar e sentir.

James Bond sempre funcionou como um reflexo do seu tempo. Nos anos 90, Pierce Brosnan representava sofisticação e gadgets. Com Daniel Craig, o início do século XXI pediu realismo, trauma e cinismo. Em 2026, o contexto é outro. Entre debates sobre masculinidade e um certo regresso a valores conservadores, a indústria parece apostar num equilíbrio mais neutro. Turner, com 35 anos, encaixa nessa visão: tem presença física, carisma clássico e uma imagem suficientemente contemporânea para agradar a várias gerações.

Por fim, há a sugestão inevitável e assumidamente divertida. Callum Turner é noivo de Dua Lipa, uma das maiores estrelas pop da actualidade. E se fosse ela a cantar o próximo tema de Bond? A sua voz grave, o glamour moderno e um historial de êxitos tornam a ideia surpreendentemente plausível. Não seria a primeira vez que a saga 007 aposta numa artista contemporânea para marcar uma nova era.

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Seja Callum Turner o próximo Bond ou não, uma coisa é certa: o futuro de James Bond começa finalmente a ganhar forma. E, desta vez, há motivos reais para ficar curioso.

O quarto remake de Intocáveis bate recordes e prova que a história continua a conquistar o público

Sucesso inesperado na Turquia reacende a força de um clássico moderno

Mais de uma década depois de ter emocionado o mundo, Intocáveis continua a demonstrar uma vitalidade notável nas salas de cinema. O quarto remake internacional do filme francês de 2011 acaba de alcançar um feito impressionante nas bilheteiras, provando que a história original mantém um apelo transversal a culturas, línguas e geografias distintas.

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O filme em causa é Yan Yana, adaptação turca de Intocáveis, protagonizada por Haluk Bilginer e Feyyaz Yiğit. Segundo dados avançados pela Variety, o filme estreou a 14 de Novembro e já vendeu mais de dois milhões de bilhetes, arrecadando cerca de 12,4 milhões de dólares. Um valor que, à escala global, pode parecer modesto, mas que o torna no filme mais lucrativo de 2025 na Turquia.

Um clássico moderno com impacto global

Inspirado numa história verídica, Intocáveis acompanha a improvável amizade entre um homem rico com tetraplegia e um jovem de origem humilde com um passado problemático, contratado para ser seu cuidador. No original francês, estes papéis foram interpretados por François Cluzet e Omar Sy, numa dupla que conquistou crítica e público.

O sucesso foi avassalador: 426,6 milhões de dólares de receita mundial para um orçamento de apenas 10,8 milhões, oito nomeações para os Prémios César — com vitória de Omar Sy — e ainda indicações aos BAFTA e aos Globos de Ouro. Um verdadeiro fenómeno que rapidamente despertou o interesse de outros mercados.

Turquia supera grandes blockbusters

O triunfo de Yan Yana torna-se ainda mais impressionante quando comparado com outros gigantes recentes da indústria. O remake turco superou confortavelmente filmes como A Minecraft Movie, que arrecadou cerca de 5,2 milhões de dólares no país, e Zootopia 2, que ficou pelos 4,1 milhões no mesmo território.

Apesar de estar já programada a estreia do filme em vários mercados europeus — incluindo Alemanha, Suécia e França —, é pouco provável que Yan Yana consiga ultrapassar os dois maiores sucessos da franquia. Ainda assim, o resultado confirma que o conceito original continua a ter uma extraordinária capacidade de comunicação emocional.

De França a Hollywood… e além

Antes desta versão turca, Intocáveis já tinha sido adaptado na Índia (Oopiri) e na Argentina (Inseparables). No entanto, o remake mais mediático até agora foi The Upside, lançado em 2019, com Bryan Cranston e Kevin Hart. O filme tornou-se um inesperado sucesso comercial, arrecadando 125,9 milhões de dólares face a um orçamento de 37,5 milhões.

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O desempenho de Yan Yana pode não atingir essas cifras, mas deixa uma mensagem clara: há histórias que resistem ao tempo, reinventam-se e continuam a emocionar novas gerações. E Intocáveis é, cada vez mais, uma delas.

Montanha Pico Festival arranca com noite dedicada ao cinema feito nos Açores

A 12.ª edição do Montanha Pico Festival tem início esta quinta-feira, 8 de Janeiro, às 21h, no Auditório Municipal das Lajes do Pico, com uma sessão de abertura inteiramente dedicada a obras produzidas nos Açores. A iniciativa, promovida pela associação MiratecArts, volta a afirmar o festival como um dos principais espaços de exibição e reflexão cinematográfica no arquipélago.

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Segundo Terry Costa, director artístico da MiratecArts, esta edição reforça a ligação entre o cinema e o território. “São dez noites de cinema em três grandes ecrãs da nossa ilha”, sublinha, explicando que, para além das habituais sessões em cenários montanhosos ou ligadas à cultura da montanha, o festival passa também a destacar longas-metragens portuguesas de relevo. Ainda assim, a abertura mantém-se fiel ao espírito local, com um programa dedicado exclusivamente aos Açores.

A sessão inaugural reúne um conjunto diversificado de curtas-metragens que levam ao grande ecrã paisagens e histórias das ilhas do Pico, Faial, Corvo e São Miguel. O público poderá assistir a First Date, de Luís Filipe Borges, Calhau, de Paulo Abreu, ilhoa, de Margarida Saramago, Reviralha, de Sara Massa, e Reflexos, de Francisco Rosas.

O programa inclui ainda ainda (não) em casa, de Kateryna Kondratieva, um filme que aborda a experiência de mulheres ucranianas que, devido à guerra, encontraram nos Açores um novo lugar para viver. A noite fica completa com a exibição da média-longa Alice: Mulher Moderna, de Tiago Rosas, produzida pela Palco Ilusões.

Alice: Mulher Moderna é um documentário dedicado à vida e ao legado de Alice Moderno, uma das personalidades mais marcantes da história açoriana. O filme constrói-se como uma visita guiada pelos locais onde viveu e trabalhou, conduzida pelo Professor Teófilo Braga, e enriquecida pelos comentários das investigadoras Cristina Pimentel e Isolina Medeiros. A actriz Margarida Benevides dá voz aos textos e pensamentos de Alice Moderno, revelando uma mulher escritora, jornalista, empresária, feminista e republicana, num contexto histórico profundamente conservador.

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A sessão de abertura é aberta ao público e de entrada livre. O Montanha Pico Festival prossegue ao longo do mês, com sessões às quintas-feiras no Auditório Municipal das Lajes do Pico até 29 de Janeiro. Às terças-feiras, o festival passa pelo Auditório do Museu dos Baleeiros e, entre 23 e 25 de Janeiro, ocupa também o Auditório da Madalena. Mais informações estão disponíveis em www.picofestival.com e nas redes sociais da MiratecArts.

Evangeline Lilly revela ter sofrido lesões cerebrais após queda violenta na praia

Atriz partilha diagnóstico delicado e fala de um arranque de 2026 marcado pela recuperação

O início de 2026 trouxe notícias preocupantes para os fãs de Evangeline Lilly. A actriz revelou nas redes sociais que sofreu lesões cerebrais após ter desmaiado e batido com a cabeça numa rocha, num acidente ocorrido meses antes numa praia. A revelação foi feita através de um vídeo publicado no Instagram, onde Lilly falou abertamente sobre os resultados recentes dos exames neurológicos a que foi submetida.

“É o final do dia 1 de Janeiro de 2026 e estou a entrar neste novo ano com más notícias sobre a minha concussão”, começou por explicar a actriz, conhecida pelos seus papéis em Lost e no Universo Cinematográfico da Marvel. Segundo Lilly, os exames revelaram que “quase todas as áreas do cérebro estão a funcionar com capacidade reduzida”.

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“Tenho lesões cerebrais” após traumatismo craniano

No vídeo, Evangeline Lilly confirmou que sofre de TBI (traumatic brain injury), ou traumatismo craniano, acrescentando que poderão existir “outros factores” ainda por apurar. “O meu trabalho agora é ir ao fundo desta situação com os médicos e depois iniciar o duro processo de recuperação”, explicou, com algum humor resignado. “Não estou ansiosa por isso, porque sinto que só faço trabalho difícil”, comentou, rindo.

Apesar da gravidade do diagnóstico, a actriz de 46 anos procurou encontrar um lado positivo na situação. Segundo Lilly, o declínio cognitivo que sentiu desde o acidente obrigou-a a abrandar o ritmo, algo que acabou por ter um impacto inesperadamente benéfico na sua vida pessoal. “Foi o Natal mais calmo e descansado que tive talvez desde que tive filhos, há cerca de 14 anos”, afirmou.

Um acidente sério e um historial de desmaios

A actriz já tinha falado publicamente sobre o acidente num texto publicado na plataforma Substack, em Maio, onde revelou que desmaiou na praia e caiu de frente contra uma rocha. Lilly explicou ainda que sofre de episódios de desmaio desde a infância, algo que poderá ter contribuído para o incidente.

Desde então, tem vindo a actualizar os seguidores sobre a recuperação de uma “lesão grave na cabeça” e de uma concussão, partilhando regularmente reflexões pessoais sobre o processo físico e emocional associado à recuperação.

Apoio de colegas e mensagens de força

A publicação de Evangeline Lilly gerou uma onda de apoio por parte de colegas e fãs. Michelle Pfeiffer, sua colega em Ant-Man and the Wasp: Quantumania, deixou uma mensagem emocionada: “És uma guerreira. Nada — nem mesmo isto — te vai derrotar”. Lilly respondeu carinhosamente, lembrando a ligação entre ambas no ecrã, onde interpretam mãe e filha.

Também Rebecca Mader, colega de elenco em Lost, enviou palavras de encorajamento, sublinhando o carinho e solidariedade da comunidade artística.

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Apesar do diagnóstico delicado, Evangeline Lilly terminou a mensagem com uma nota de gratidão: “Sinto-me extraordinariamente grata e abençoada por poder viver mais um dia, mais um ano, neste planeta vivo e bonito”. Uma mensagem de resiliência que reflete a forma serena com que a actriz encara agora um dos maiores desafios da sua vida.

Avatar: Fire and Ash ultrapassa mil milhões e dá a Hollywood um arranque explosivo em 2026

James Cameron volta a liderar as bilheteiras e reacende a esperança na indústria

Hollywood começou 2026 com um raro motivo para sorrir. Avatar: Fire and Ash, o terceiro capítulo da saga épica criada por James Cameron, voltou a liderar o box office norte-americano pelo terceiro fim de semana consecutivo e ultrapassou oficialmente a impressionante marca dos mil milhões de dólares em receitas mundiais. Um feito que não só confirma a força do universo Pandora como devolve algum optimismo a uma indústria que saiu de 2025 em clara dificuldade.

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Em apenas três semanas em exibição, Fire and Ash arrecadou cerca de 40 milhões de dólares no mercado norte-americano durante o seu terceiro fim de semana, mantendo-se isolado no primeiro lugar. O verdadeiro motor, no entanto, está fora dos Estados Unidos: o filme soma já 777,1 milhões de dólares internacionais, com a The Walt Disney Company a celebrar o marco como “mais uma conquista monumental de uma das franquias mais inovadoras da história do cinema”.

Um Natal lucrativo e vários sucessos em simultâneo

O período festivo revelou-se particularmente favorável às salas de cinema, beneficiando do encerramento das escolas e de uma oferta diversificada. Para lá de Avatar, o grande caso de resistência em cartaz é Zootopia 2, que ocupa o segundo lugar com 19 milhões de dólares, caindo apenas 4% face ao fim de semana anterior — um desempenho notável para um filme já em exibição há seis semanas.

A sequela animada soma agora 1,59 mil milhões de dólares, tornando-se o segundo filme de animação mais lucrativo da Disney, apenas atrás de The Lion King (2019). Um sinal claro de que o público familiar continua a ser um pilar fundamental da recuperação do sector.

Estrelas em ascensão e apostas certeiras

Outro destaque vai para The Housemaid, thriller protagonizado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, que arrecadou 14,9 milhões de dólares no fim de semana. Com um orçamento modesto de 35 milhões, o filme já soma 75,7 milhões nos EUA e mais 57,3 milhões no mercado internacional, confirmando-se como um dos grandes êxitos surpresa da época.

Também Timothée Chalamet continua em excelente forma com Marty Supreme, que recolheu 12,6 milhões no seu terceiro fim de semana. O filme da A24 já ultrapassou os 56 milhões na América do Norte, superando o anterior recorde de Josh Safdie com Uncut Gems.

Um início forte depois de um ano frágil

No conjunto, as receitas deste fim de semana foram 26,5% superiores às do mesmo período em 2025, segundo dados da Comscore. Um contraste evidente com o ano passado, quando as bilheteiras norte-americanas fecharam nos 8,9 mil milhões de dólares, ainda cerca de 20% abaixo dos níveis pré-pandemia, apesar do aumento do preço médio dos bilhetes.

Sigourney Weaver, os Beatles e uma carta embaraçosa para John Lennon: “Espero que a tenham deitado fora”

Com Avatar: Fire and Ash a liderar e uma lista de futuros lançamentos que inclui novos filmes de Toy StoryAvengersSpider-ManSuper Mario Bros. e Dune, os estúdios acreditam que 2026 pode vir a ser o melhor ano de bilheteira da década. Para já, James Cameron voltou a provar que, quando regressa a Pandora, Hollywood ouve… e o público responde.

“Já não somos tão rápidos, mas continuamos espertos”: George Clooney revela os primeiros detalhes de Ocean’s Fourteen

O regresso do gangue original… agora com mais rugas e a mesma astúcia

Mais de duas décadas depois de Ocean’s Eleven ter redefinido o cinema de assaltos com charme, estrelas de primeira linha e diálogos afiados, George Clooney confirmou finalmente aquilo que os fãs esperavam há anos: Ocean’s Fourteenestá mesmo a caminho — e vai trazer de volta vários membros do elenco original.

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Em declarações recentes, Clooney revelou os primeiros detalhes do enredo e explicou a ideia central por detrás deste aguardado regresso. “Há qualquer coisa de muito apelativo na ideia de sermos demasiado velhos para fazer o que fazíamos antes, mas ainda suficientemente inteligentes para saber como safar-nos”, confessou o actor. Em Ocean’s Fourteen, Danny Ocean e companhia já “perderam um passo”, mas vão aprender a contornar as suas próprias limitações.

Um assalto… à terceira idade

A inspiração para este novo capítulo vem de um clássico improvável: Going in Style, um filme de 1979 sobre um grupo de idosos que decide realizar um assalto. Clooney assume que essa premissa serviu de base conceptual para a história, adaptada ao universo sofisticado e irónico da saga Ocean’s.

A ideia é clara: menos corridas, menos acrobacias físicas, mais cérebro. Um filme sobre envelhecer sem perder a classe — nem o talento para roubar casinos multimilionários.

Elenco de luxo… novamente reunido

Embora ainda não exista uma lista oficial completa, Clooney confirmou que vários actores da trilogia original vão regressar. Isso inclui nomes incontornáveis como Brad PittMatt DamonJulia RobertsDon Cheadle e Casey Affleck, recuperando personagens que marcaram uma geração.

A trilogia realizada por Steven Soderbergh foi um enorme sucesso comercial, com o primeiro filme a arrecadar mais de 450 milhões de dólares em bilheteira mundial, além de uma recepção crítica bastante sólida. As sequelas Ocean’s TwelveOcean’s Thirteen confirmaram a popularidade da fórmula.

Novo realizador, Clooney como argumentista

Uma das grandes mudanças está atrás das câmaras. Desta vez, Steven Soderbergh não regressa como realizador. A tarefa ficará a cargo de David Leitch, conhecido por Deadpool 2, enquanto o argumento será assinado pelo próprio George Clooney — um envolvimento criativo raro, mas revelador da importância pessoal do projecto.

O filme encontra-se ainda numa fase inicial de desenvolvimento, com localizações a serem estudadas e o início das filmagens previsto para Outubro de 2026, sob a chancela da Warner Bros..

Um futuro ambicioso para a saga

Ocean’s Fourteen não é o único plano. Está também em desenvolvimento uma prequela de Ocean’s Eleven, centrada em versões mais jovens de Danny e Debbie Ocean, com Bradley Cooper e Margot Robbie apontados como protagonistas e realização de Lee Isaac Chung.

Mais curioso ainda é o desejo, partilhado por Clooney e Soderbergh, de um eventual cruzamento com o universo Magic Mike. Uma ideia que parece saída de uma noite longa em Las Vegas… mas que, no mundo de Ocean’s, nunca deve ser descartada.

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Para já, uma coisa é certa: Ocean’s Fourteen promete transformar o envelhecimento num trunfo narrativo e provar que, mesmo com menos fôlego, alguns golpes continuam a ser executados com mestria.

Sigourney Weaver, os Beatles e uma carta embaraçosa para John Lennon: “Espero que a tenham deitado fora”

Uma confissão inesperada em horário nobre

Mesmo depois de décadas de carreira e de se ter tornado uma das figuras mais respeitadas de Hollywood, Sigourney Weaver ainda consegue surpreender com histórias improváveis do seu passado. A mais recente surgiu durante a sua participação no The Late Show With Stephen Colbert, onde a actriz revelou, com humor e algum embaraço, que em jovem escreveu uma longa carta… a John Lennon.

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Questionada por Stephen Colbert no habitual questionário final do programa, Weaver não escondeu o entusiasmo ao falar dos The Beatles, banda da qual sempre foi fã incondicional. A conversa rapidamente derivou para uma memória que a própria actriz preferia ter esquecido.

Papel lilás, tinta roxa e muita vergonha retrospectiva

Segundo contou, a carta foi tudo menos discreta. “Escrevi uma carta de várias páginas em papel lilás, com tinta roxa. Tinha umas cinco páginas, frente e verso”, recordou. Depois de dobrar cuidadosamente o texto, colocou-o num envelope e entregou-o num restaurante que, segundo ouvira dizer, Lennon frequentava.

Quando Colbert lhe perguntou o que tinha escrito, Weaver foi honesta: não se lembra de absolutamente nada. Mas sabe uma coisa — espera sinceramente que Lennon nunca a tenha lido. “Espero que a tenham deitado fora”, confessou, entre risos, arrancando aplausos do público.

O primeiro concerto… e não se ouvia nada

A ligação emocional de Sigourney Weaver aos Beatles vem de muito cedo. A actriz contou que o primeiro concerto da sua vida foi precisamente da banda britânica, no lendário Hollywood Bowl, em 1964. Ainda adolescente, viu Paul McCartneyGeorge HarrisonRingo Starr e Lennon ao vivo — embora “ver” seja talvez a palavra mais correcta.

“Havia raparigas a gritar à minha volta. Não se ouvia nada”, explicou, comentando uma fotografia da época que foi exibida no programa. A imagem, descoberta anos mais tarde nos arquivos do Hollywood Bowl, acabou por lhe ser enviada por e-mail, num daqueles acasos deliciosos da vida.

Latinhas de cerveja, um vestido bonito e John Lennon como favorito

Na fotografia, Weaver surge sorridente, com um penteado volumoso que tem uma explicação curiosa: “Enrolei o cabelo em latas de cerveja o dia inteiro. Era o meu único vestido bonito”. Um retrato perfeito da ingenuidade e do entusiasmo juvenil da época.

Questionada sobre o motivo de John Lennon ser o seu Beatle favorito, a actriz contou uma história improvável lida numa revista de fãs: Lennon teria trabalhado num aeroporto para VIPs e, antes de servir sanduíches, colocava-os dentro dos sapatos. “Achei isso muito fixe”, explicou, num comentário tão insólito quanto encantador.

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Hoje, aos 76 anos, Sigourney Weaver continua a promover novos projectos, incluindo Avatar: Fire and Ash, mas é reconfortante perceber que, por detrás da estrela, continua a existir aquela adolescente fascinada pelos Beatles… e ligeiramente envergonhada com as cartas que escreveu.

Do estrelato ao risco de despejo: Mickey Rourke pede ajuda para evitar perder a casa

Dívidas acumuladas colocam o actor numa situação delicada

Aos 73 anos, Mickey Rourke, um dos rostos mais icónicos do cinema norte-americano das últimas décadas, enfrenta uma situação dramática fora do grande ecrã. O actor está em risco iminente de ser despejado da casa onde vive em Los Angeles, depois de acumular dezenas de milhares de dólares em rendas em atraso, o que levou amigos próximos a lançar uma campanha pública de angariação de fundos para o ajudar a manter um tecto sobre a cabeça.

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Segundo avança o Los Angeles Times, Rourke deverá mais de 59 mil dólares ao senhorio, um valor que corresponde a vários meses de renda não paga. A situação tornou-se suficientemente grave para que, no passado dia 18 de Dezembro, o actor tenha recebido um aviso formal de despejo, acompanhado ainda de exigências adicionais por alegados danos na propriedade e despesas judiciais.

Uma renda elevada e uma dívida que não pára de crescer

Mickey Rourke assinou o contrato de arrendamento da habitação — uma casa com três quartos e duas casas de banho — em Março de 2025. Inicialmente, a renda mensal fixava-se nos 5.200 dólares, mas acabou por ser aumentada para 7.000 dólares por mês, um valor difícil de sustentar mesmo para alguém com um currículo recheado de sucessos em Hollywood.

Para tentar travar o despejo, foi criada uma página na plataforma GoFundMe, por iniciativa de Liya-Joelle Jones, amiga próxima do actor, com o seu consentimento. Em menos de 24 horas, a campanha conseguiu angariar mais de metade do montante necessário, revelando que, apesar de tudo, Rourke continua a contar com o apoio de fãs e amigos.

“A fama não protege contra as dificuldades”

No texto que acompanha o apelo aos donativos, a organizadora da campanha lembra que “a fama não protege contra as dificuldades, e o talento não garante estabilidade”. Uma frase que resume de forma crua a trajectória irregular de Mickey Rourke, marcada tanto por grandes momentos de glória como por quedas abruptas.

Depois de se tornar uma estrela nos anos 1980, com filmes como Nove Semanas e Meia, o actor afastou-se progressivamente do cinema para se dedicar ao boxe profissional. Essa decisão teve um custo elevado: múltiplas lesões graves obrigaram-no a submeter-se a várias cirurgias de reconstrução facial, alterando de forma significativa a sua aparência e, em certa medida, a sua carreira.

Um regresso aplaudido… mas insuficiente

O regresso ao cinema deu-se de forma triunfal com O Wrestler, papel que lhe valeu um Globo de Ouro e uma nomeação ao Óscar, seguido de participações em títulos como Sin City. Ainda assim, esses sucessos não foram suficientes para garantir uma estabilidade financeira duradoura.

Na página de angariação de fundos, fala-se de “anos difíceis”, marcados por problemas de saúde, fragilidades económicas e “o preço silencioso de ser deixado para trás”. Um retrato duro de um actor que conheceu o auge de Hollywood, mas que hoje enfrenta uma realidade bem mais frágil.

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A campanha continua activa e pretende dar a Mickey Rourke tempo e espaço para “se reerguer”. Um lembrete desconfortável de que, mesmo no cinema, os finais felizes nem sempre acontecem fora do ecrã.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Critics Choice Awards e afirma-se como o filme do momento

Paul Thomas Anderson e Leonardo DiCaprio no centro da noite em Santa Mónica

A temporada de prémios arrancou oficialmente esta madrugada, com a realização da 31.ª edição dos Critics Choice Awards, e houve um grande vencedor inequívoco. Batalha Atrás de Batalha, protagonizado por Leonardo DiCaprio, conquistou o prémio de Melhor Filme, afirmando-se desde já como um dos títulos mais fortes da corrida aos Óscares.

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A longa-metragem arrecadou ainda os prémios de Melhor Argumento Adaptado e Melhor Realização, distinção entregue a Paul Thomas Anderson, que subiu ao palco visivelmente emocionado. “Este foi o melhor tempo que já passei a fazer um filme e penso que isso se nota”, afirmou o realizador, sublinhando a importância da equipa e do elenco que o acompanhou, onde se destacam nomes como Benicio del Toro e Teyana Taylor.

Chalamet surpreende DiCaprio na corrida a Melhor Actor

Apesar do domínio de Batalha Atrás de Batalha, a noite também ficou marcada por uma das surpresas da cerimónia. Timothée Chalamet, de apenas 30 anos, venceu o prémio de Melhor Actor pelo seu desempenho como Marty Mauser em Marty Supreme, superando Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan, Wagner Moura, Ethan Hawke e Joel Edgerton.

No discurso de agradecimento, Chalamet destacou o trabalho do realizador Josh Safdie, elogiando a forma como construiu “a história de um homem imperfeito com um sonho com o qual todos nos podemos identificar”. O actor aproveitou ainda para agradecer à namorada, Kylie Jenner, que o acompanhou na gala.

Jessie Buckley emociona com discurso sobre criação e comunidade

Um dos momentos mais aplaudidos da noite aconteceu na categoria de Melhor Atriz, entregue a Jessie Buckley pelo papel de Agnes Shakespeare em Hamnet, realizado por Chloé Zhao. Buckley superou concorrentes de peso como Emma Stone, Amanda Seyfried e Rose Byrne.

“Criar é um privilégio absoluto”, afirmou a actriz, destacando o espírito de partilha entre todas as nomeadas e descrevendo o cinema como uma verdadeira “aldeia”. As palavras dedicadas a Chloé Zhao, sobre o poder das histórias e a sua ligação à condição humana, foram particularmente emocionantes.

Terror, fantasia e surpresas técnicas

Nos papéis secundários, o terror e a fantasia dividiram honras. Amy Madigan venceu Melhor Atriz Secundária por Weapons, enquanto Jacob Elordi arrecadou o prémio de Melhor Ator Secundário por Frankenstein. Esta reinvenção do clássico de Guillermo del Toro destacou-se ainda nas categorias técnicas de guarda-roupa, caracterização e design de produção.

O filme mais nomeado da noite, Sinners, com 17 indicações, acabou por vencer Melhor Argumento OriginalMelhor Banda SonoraMelhor Jovem Ator (Miles Caton) e Melhor Elenco.

Cinema internacional, animação e televisão em destaque

Na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, venceu o brasileiro O Agente Secreto, de Kléber Mendonça Filho. Já KPop Demon Hunters confirmou o favoritismo ao conquistar Melhor Filme de Animação e Melhor Canção, com “Golden”.

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Na televisão, The Pitt foi a grande vencedora entre as séries dramáticas, enquanto Adolescência brilhou nas categorias de minissérie e interpretação.

Apresentada por Chelsea Handler e transmitida pelo canal E!, a cerimónia confirmou tendências, revelou surpresas e deixou claro que Batalha Atrás de Batalha parte na dianteira nesta temporada de prémios.

🏆 Vencedores dos Critics Choice Awards – Cinema

Melhor Filme

– Batalha Atrás de Batalha

Melhor Realização

– Paul Thomas Anderson (Batalha Atrás de Batalha)

Melhor Ator

– Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Melhor Atriz

– Jessie Buckley (Hamnet)

Melhor Ator Secundário

– Jacob Elordi (Frankenstein)

Melhor Atriz Secundária

– Amy Madigan (Weapons)

Melhor Jovem Ator / Atriz

– Miles Caton (Sinners)

Melhor Filme de Comédia

– The Naked Gun: Aonde É Que Pára a Polícia

Melhor Filme de Animação

– KPop Demon Hunters

Melhor Filme em Língua Estrangeira

– O Agente Secreto (Brasil)


✍️ Argumento e Música

Melhor Argumento Original

– Ryan Coogler (Sinners)

Melhor Argumento Adaptado

– Batalha Atrás de Batalha

Melhor Banda Sonora

– Ludwig Göransson (Sinners)

Melhor Canção Original

– “Golden” (KPop Demon Hunters)


🎬 Categorias Técnicas

Melhor Fotografia

– Train Dreams (Adolpho Veloso)

Melhor Montagem

– F1

Melhor Som

– F1

Melhores Efeitos Visuais

– Avatar: Fogo e Cinzas

Melhor Design de Produção

– Frankenstein

Melhor Caracterização

– Frankenstein

Melhor Guarda-Roupa

– Frankenstein


👥 Elenco

Melhor Elenco

– Sinners

(Casting: Francine Maisler)


📺 Televisão (principais vencedores)

Melhor Série Dramática

– The Pitt

Melhor Ator em Série Dramática

– Noah Wyle (The Pitt)

Melhor Atriz Secundária em Série Dramática

– Katherine LaNasa (The Pitt)

Melhor Minissérie

– Adolescência

Melhor Ator em Minissérie

– Stephen Graham (Adolescência)

Melhor Ator Secundário em Minissérie

– Owen Cooper (Adolescência)

Melhor Atriz Secundária em Minissérie

– Erin Doherty (Adolescência)

Melhor Série de Comédia

– The Studio

Belas, ricas, perigosas… e armadas: The Hunting Wives – Ninho de Víboras chega à televisão portuguesa

Glamour, segredos e crime no coração do Texas

A televisão portuguesa prepara-se para receber uma nova série onde o luxo e o perigo caminham lado a lado. The Hunting Wives – Ninho de Víboras estreia a 8 de janeiro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Emotion e no TVCine+, trazendo consigo uma história de sedução, poder e crime escondida por detrás das fachadas impecáveis de uma comunidade abastada do Texas  .

Inspirada no romance homónimo de May Cobb, a série aposta num thriller psicológico envolto em glamour, explorando o lado mais sombrio de um grupo de mulheres ricas que parecem ter tudo — excepto limites. Aqui, a perfeição social é apenas uma máscara, e cada sorriso esconde segredos capazes de destruir vidas.

Uma amizade perigosa que descamba em obsessão

No centro da narrativa está Sophie, uma esposa e mãe que abandona Boston para recomeçar a vida numa pequena e exclusiva comunidade texana. Rapidamente, é atraída para o círculo magnético de Margo, uma socialite carismática e influente que lidera um grupo selecto conhecido como The Hunting Wives. O que começa como uma amizade fascinante transforma-se numa espiral de manipulação, desejo e jogos de poder.

À medida que Sophie se aproxima deste grupo, o luxo e a sensação de pertença dão lugar a uma atmosfera cada vez mais inquietante. A tensão atinge o ponto de ruptura quando uma adolescente é encontrada morta no bosque onde as Hunting Wives costumam reunir-se, lançando suspeitas, medos e revelações perturbadoras sobre todas as envolvidas  .

Thriller psicológico com tensão erótica q.b.

The Hunting Wives – Ninho de Víboras cruza com eficácia o drama social com o thriller psicológico, oferecendo um retrato provocador de uma comunidade aparentemente perfeita, mas corroída por rivalidades, desejos reprimidos e ambições perigosas. A série destaca-se pelas personagens femininas fortes, relações de poder complexas e uma tensão erótica subtil, mas constante, que contribui para o clima de inquietação.

A realização está a cargo de Julie Anne Robinson, conhecida pelo seu trabalho em séries como BridgertonThe Good Place e Orange Is the New Black. O elenco conta com nomes como Malin AkermanBrittany Snow, Jaime Ray Newman, Evan Jonigkeit e George Ferrier, que dão vida a um conjunto de personagens tão sedutoras quanto perigosas  .

Estreia a não perder nos Canais TVCine

Com novos episódios todas as semanas, The Hunting Wives – Ninho de Víboras promete ser uma das estreias mais provocadoras do início do ano, ideal para quem aprecia histórias onde o luxo esconde crimes e onde nada é tão inocente como parece. Uma série feita para ver… e desconfiar de tudo e de todos.

Estreia: 8 de janeiro, quinta-feira, às 22h10

Onde ver: TVCine Emotion e TVCine+