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Timothée Chalamet bate DiCaprio e conquista o Globo de Ouro numa noite cheia de surpresas Marty Supreme dá a vitória ao actor, enquanto One Battle After Another domina a cerimónia

A 83.ª edição dos Globos de Ouro confirmou aquilo que Hollywood já vinha a sussurrar: Timothée Chalamet está cada vez mais perto de se afirmar como um dos grandes nomes da sua geração. O actor venceu o prémio de Melhor Actor em Filme de Musical ou Comédia pela sua prestação em Marty Supreme, batendo uma concorrência de luxo que incluía Leonardo DiCaprio e George Clooney.

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A vitória representa um momento simbólico na carreira de Chalamet: depois de cinco nomeações, foi a primeira vez que subiu ao palco para receber um Globo de Ouro. No discurso, sublinhou a importância da gratidão, recordando os ensinamentos do pai, e admitiu que as derrotas passadas tornaram este triunfo “ainda mais doce”. O actor aproveitou ainda para agradecer aos pais e à companheira, Kylie Jenner, presente na plateia.

DiCaprio perde o actor, mas vence o filme

Apesar de Leonardo DiCaprio ter saído de mãos a abanar na categoria de interpretação, o seu filme One Battle After Another foi o grande vencedor da noite em termos absolutos. A produção arrecadou quatro estatuetas, incluindo Melhor Filme de Musical ou Comédia, Melhor Realização e Melhor Argumento para Paul Thomas Anderson.

Visivelmente emocionado, Anderson agradeceu o carinho demonstrado pela indústria, sublinhando o privilégio de continuar a fazer cinema com liberdade criativa. O filme confirmou-se, assim, como um dos pesos pesados da actual temporada de prémios.

Hamnet surpreende no drama

Uma das maiores surpresas da noite foi a vitória de Hamnet na categoria de Melhor Filme Dramático, numa corrida onde Sinners era apontado como favorito. A protagonista Jessie Buckley venceu também o prémio de Melhor Actriz em Drama, agradecendo a oportunidade de participar numa produção internacional que cruzou culturas, equipas e sensibilidades.

A realizadora Chloé Zhao mostrou-se surpreendida ao receber o prémio, enquanto o produtor Steven Spielberg elogiou o romance de Maggie O’Farrell e afirmou que Zhao era “a única cineasta capaz de contar esta história”.

Discursos marcantes e afirmação internacional

Outro dos momentos mais emocionantes da noite pertenceu a Teyana Taylor, distinguida como Melhor Actriz Secundária por One Battle After Another. Em lágrimas, deixou uma mensagem poderosa dirigida às “irmãs e raparigas racializadas”, lembrando que a sua luz não precisa de permissão para brilhar.

Na vertente internacional, o thriller político brasileiro The Secret Agent venceu o prémio de Melhor Filme Internacional, com Wagner Moura a conquistar o Globo de Melhor Actor em Drama. No discurso, falou de trauma geracional e da importância de manter valores em tempos difíceis.

Televisão também em destaque

Como é tradição, os Globos de Ouro distinguiram igualmente a televisão. A série Adolescence continuou a somar prémios, com Owen Cooper, de apenas 16 anos, a vencer como Melhor Actor Secundário. Humilde, descreveu-se como “um aprendiz que ainda está a aprender todos os dias”.

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A cerimónia confirmou, assim, que os Globos continuam a ser um termómetro essencial rumo aos Óscares — e que uma nova geração de talentos está pronta para assumir o protagonismo.

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