Assinala-se hoje, 26 de agosto, o Dia Internacional do Cão, uma data instituída em 2004 pela ativista norte-americana pelos direitos dos animais Colleen Paige, com o objetivo de celebrar os cães de todas as raças e origens, promover a adoção e chamar a atenção para as condições de milhões de animais ainda por adotar em abrigos espalhados pelo mundo. A escolha da data não é arbitrária: foi precisamente num 26 de agosto que Paige, ainda criança, adotou o seu primeiro cão, uma Shetland Sheepdog chamada Sheltie, com os pais.
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Para assinalar o dia, fica a sugestão de um filme que faz da relação entre humanos e cães o seu próprio motor narrativo: “Dog Days”, conhecido em Portugal como “Vidas de Cão”, estreou nas salas portuguesas em dezembro de 2018 e está atualmente disponível na Prime Video. Realizada por Ken Marino, a partir de um argumento de Elissa Matsueda e Erica Oyama, esta comédia romântica coral segue um grupo de personagens de Los Angeles que, à partida, não têm absolutamente nada em comum, mas cujas vidas se cruzam precisamente através dos seus companheiros caninos, numa estrutura narrativa que lembra outros filmes corais ambientados na mesma cidade, mas aqui filtrada por um tom despretensioso e voluntariamente sentimental.

O elenco reúne um naipe generoso de caras conhecidas: Vanessa Hudgens, Eva Longoria, Nina Dobrev, Lauren Lapkus, Thomas Lennon, Adam Pally e um ainda muito jovem Finn Wolfhard, antes da fama global que “Stranger Things” lhe traria pouco depois. Cada um destes atores interpreta uma personagem cuja vida é, de alguma forma, reorganizada por um cão, seja através da adoção, da perda ou do simples acaso de um encontro no parque, um mosaico que a crítica internacional descreveu, na altura da estreia, como “frívolo mas espumoso”, com uma frase que resume bem o espírito do filme: um convite honesto e sem grandes pretensões a uma “afirmação suave do vínculo da humanidade com os seus melhores amigos”.
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A receção crítica ficou, na globalidade, num território de aprovação moderada, com 63% de críticas positivas no agregador Rotten Tomatoes, uma pontuação que sobe consideravelmente entre o público, que atribuiu ao filme 75% de aprovação, uma diferença que costuma ser reveladora: “Dog Days” não foi pensado para impressionar a crítica especializada, mas sim para agradar diretamente a quem procura, precisamente, aquilo que o título promete, uma dose confortável e sem complicações de histórias entrelaçadas por cães.
Numa data pensada para celebrar precisamente esse vínculo, “Dog Days” oferece pouco mais do que aquilo que anuncia à partida, mas fá-lo com um à-vontade que, para muitos espectadores, é exatamente o que se procura numa tarde dedicada aos melhores amigos do homem.
