O caso mais explosivo de Hollywood tem novos desenvolvimentos — e o veredicto parcial vai surpreender-te.
Blake Lively perdeu uma batalha importante no seu processo contra Justin Baldoni, realizador e co-protagonista de It Ends with Us (2024). O juiz Lewis Liman chumbou o pedido de assédio sexual, com um argumento que já está a fazer correr muita tinta: Baldoni estava simplesmente a actuar.
Segundo a decisão, os beijos e carícias não consentidos alegados pela actriz teriam ocorrido durante uma cena de dança lenta — e o juiz considerou que, tratando-se de improvisação dentro dos limites do guião, o comportamento era “dirigido à personagem e não à própria Lively”. Em bom português: se é ficção, as regras do jogo são outras.
De dez acusações apresentadas, sete foram já arquivadas. Só chegam a julgamento três: quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação. A advogada de Lively garantiu que a actriz está ansiosa para testemunhar e provar que a sua reputação foi deliberadamente destruída por se ter recusado a ficar calada.
Baldoni, por seu lado, sempre negou tudo — e o seu contra-processo contra Lively e o marido Ryan Reynolds, onde os acusava de tentarem arruinar a sua carreira, foi ele próprio chumbado pelo tribunal em Junho passado.
O julgamento está marcado para 18 de Maio. Vem aí mais um capítulo desta novela que rivaliza com qualquer coisa que os dois possam ter filmado juntos.
It Ends with Us, recorde-se, foi um fenómeno de bilheteira com uma estreia de 50 milhões de dólares — mas ficou para sempre marcado pela guerra nos bastidores entre os seus dois rostos principais
A disputa que envolve It Ends With Us deixou há muito de ser apenas uma batalha jurídica. Tornou-se um enredo paralelo ao próprio filme, trazendo à superfície tensões profundas entre Justin Baldoni, Blake Lively e Ryan Reynolds. Agora, com a revelação de mensagens privadas enviadas por Baldoni, o caso ganhou uma dimensão ainda mais intensa — quase literária, quase cinematográfica.
Segundo os documentos judiciais divulgados, Baldoni descreve um encontro absolutamente devastador que aconteceu em janeiro de 2024, na cobertura do casal Reynolds/Lively, em Nova Iorque. Ele fala de um momento “traumático”, de uma conversa conduzida com a frieza e a autoridade de alguém que sente estar a defender quem ama, e de uma sensação de paralisia emocional que não experimentava há anos. A noite anterior ao regresso às filmagens do filme deveria ter sido rotineira; em vez disso, tornou-se um ponto de ruptura.
Nas mensagens dirigidas ao actor Rainn Wilson, Baldoni afirma que foi recebido com um tom paternalista que o deixou desconcertado, descrevendo Reynolds a falar com ele “como se fosse uma criança de cinco anos”, lendo, a partir do telemóvel, uma lista de acusações que o apanhou completamente desprevenido. Não eram acusações surgidas do nada: eram queixas que Blake Lively teria partilhado sobre comportamentos que considerou inapropriados no set. Baldoni reconhece que alguns dos episódios descritos tinham correspondência com a realidade, mas diz que tudo foi retirado do contexto e amplificado até parecer uma figura monstruosa.
Entre as acusações, estariam termos como “creepy” e “abuso”, expressões que o deixaram, segundo as suas próprias palavras, “emocionalmente paralisado”. Baldoni descreve ainda o momento em que lhe foi pedido que lesse um pedido de desculpas escrito, ali mesmo, perante Blake e Reynolds, algo que simplesmente não conseguiu fazer. Ele escreve que desejou fugir, explodir o filme inteiro, mas que a única saída real era reconhecer os sentimentos da actriz e do marido, mesmo que acreditasse que todo o cenário era injusto. Sente, até hoje, que nesse instante procurou palavras e não as encontrou — que a sua mente o abandonou, que até Deus permaneceu em silêncio naquela sala.
A origem de tudo, de acordo com Baldoni, é quase absurda na sua simplicidade. O actor afirma ter perguntado ao treinador da produção quanto pesava Blake Lively, porque teria de levantá-la numa cena e sofria de problemas de costas. A pergunta chegou à actriz, que a interpretou como inadequada, e daí escalou para Reynolds, que entendeu a situação como um desrespeito profundo. O encontro de janeiro, segundo Baldoni, foi a erupção final dessa tensão acumulada.
Do lado de Lively, a narrativa segue noutra direcção. Os seus advogados afirmam que a presença de Reynolds foi pedida por ela, que o encontro não foi uma emboscada mas sim uma conversa útil e necessária para abordar comportamentos que várias pessoas tinham percepcionado como perturbadores. A defesa da actriz garante que membros do elenco e da equipa técnica também mencionaram situações desconfortáveis envolvendo Baldoni e o produtor Jamey Heath. Nada disto, asseguram, foi fruto de mal-entendidos; foi um padrão.
Reynolds, por sua vez, não nega que esteve emocionalmente envolvido, nem esconde que falou com dureza. O seu advogado chega a admitir que o actor estava “zangado, firme e impetuoso”, mas recusa a ideia de que tenha “gritado agressivamente” a Baldoni. Afirma simplesmente que um marido zangado não é o mesmo que uma agressão verbal.
A guerra legal, entretanto, avança por terrenos densos. A justiça já rejeitou o contra-processo de 400 milhões de dólares que Baldoni moveu contra Lively, Reynolds e a sua equipa de comunicação, assim como o processo de 250 milhões contra o New York Times. Mas a batalha principal está longe de terminar: a acção movida por Blake Lively contra Baldoni seguirá para julgamento em março de 2026, prometendo meses — e talvez anos — de testemunhos, versões contraditórias e revelações desconfortáveis.
Hollywood observa tudo como quem assiste a uma tragédia moderna, feita de mágoas reais e reputações em risco. Não é apenas um conflito entre artistas; é um choque entre percepções, vulnerabilidades, erros de comunicação, responsabilidades profissionais e dores pessoais. No meio disto, fica uma pergunta que ecoa entre advogados, fãs e observadores atentos: o que é verdade? O que é exagero? O que é medo? E quem, no final, sairá deste turbilhão com a história do seu lado?
A corrida aos Óscares está sempre repleta de emoções fortes, mas a Netflix parece ter transformado a sua campanha para Emília Pérez num verdadeiro guião de suspense. O serviço de streaming ‘apagou’ completamente a protagonista Karla Sofía Gascón da sua mais recente campanha promocional para os prémios da Academia. Sim, aquela mesma atriz que fez história ao tornar-se a primeira pessoa transgénero nomeada para Melhor Atriz. 🤯
Do céu ao inferno em dias… e sem CGI
Há apenas algumas semanas, Gascón era o rosto de um movimento progressista em Hollywood, destacada como um símbolo de diversidade e inclusão. Mas agora, se olharmos para a nova campanha “For Your Consideration” da Netflix, é como se nunca tivesse existido. A protagonista desapareceu das imagens promocionais e dos destaques oficiais do filme, com Zoë Saldaña a assumir agora o papel central na divulgação.
O pior? A própria Gascón já tinha sido ‘empurrada’ para a categoria de Melhor Atriz Secundária, apesar de ter mais tempo de ecrã e de a história ser contada do ponto de vista da sua personagem. Mas agora… nem sequer aparece no cartaz. 💨📉
Netflix a limpar a casa… por 30 milhões? 💰
A mudança drástica está a ser interpretada como um movimento da Netflix para tentar salvar a sua milionária campanha aos Óscares – dizem que foram investidos mais de 30 milhões de dólares na esperança de conquistar finalmente o prémio de Melhor Filme. No entanto, a polémica à volta da atriz tornou-se um fardo difícil de carregar.
O escândalo rebentou a 30 de janeiro, quando foram descobertas publicações antigas de Karla Sofía Gascón nas redes sociais com comentários controversos sobre o Islão, George Floyd, a China, Hitler (!) e até a cerimónia ‘afro-coreana’ dos Óscares de 2021. Desde então, Gascón já fez dois pedidos de desculpa – um através da Netflix e outro numa entrevista emotiva à CNN Español. Mas pelos vistos, nada disso foi suficiente para a manter no centro da campanha. 🎭💔
Cannes amou, Hollywood cancelou?
A ironia é que Emília Pérez brilhou no Festival de Cannes, arrecadando o Prémio do Júri e a distinção de Melhor Atriz para todo o elenco feminino, incluindo Gascón. Mas em Hollywood, a narrativa virou de pernas para o ar. A questão que agora domina as conversas nos bastidores da indústria é: como é que a Netflix e a sua equipa de marketing deixaram isto acontecer? Não houve ninguém a fazer um ‘background check’ às redes sociais da atriz antes de investir milhões numa campanha centrada nela? 🤔📉
Até o realizador Jacques Audiard não escapou às críticas, depois de ter declarado que o castelhano era a “língua dos pobres e dos migrantes”. Ouch.
O impacto nos Óscares 🎭✨
E agora, como fica Emília Pérez na corrida aos Óscares? A categoria de Melhor Filme Internacional, onde compete contra o forte candidato brasileiro Ainda Estou Aqui, tornou-se ainda mais competitiva. Zoë Saldaña e a canção El Mar continuam a ser apostas seguras, mas o resto do palmarés do filme pode sofrer um duro golpe.
Resta saber se a Academia vai olhar para o mérito cinematográfico de Emília Pérez ou se a polémica em torno de Gascón e a estratégia da Netflix irão afetar as hipóteses do filme. O que é certo é que esta história de bastidores está a ser quase tão dramática quanto o próprio filme. 🎬🔥
A 97.ª edição dos Óscares realiza-se a 2 de março de 2025, e até lá… que comecem as apostas. 🍿🏆