Quem se lembra do Verão de 2023 sabe exactamente o que acontece quando os guionistas de Hollywood cruzam os braços: a televisão para, os filmes atrasam meses ou anos, as plataformas ficam a olhar para catálogos vazios e o mundo percebe de repente, com algum espanto, o quanto depende de pessoas que se sentam à frente de um computador a inventar histórias. Desta vez não vai ser assim — pelo menos por enquanto.
O sindicato dos guionistas norte-americanos (WGA) chegou a um acordo provisório de quatro anos com os estúdios e plataformas de streaming, tornando-se o primeiro sindicato acima da linha a fechar contrato neste novo ciclo negocial. O acordo foi alcançado surpreendentemente cedo, bem antes do prazo de expiração do contrato a 1 de Maio, numa atmosfera que os envolvidos descrevem como substancialmente mais colaborativa do que em 2023 — quando as negociações se arrastaram por 148 dias de greve e deixaram a indústria em cacos.
O novo contrato tem quatro anos de duração — um ano a mais do que o habitual — e inclui protecções relativas ao uso de inteligência artificial, um aumento nos residuais de streaming e medidas concretas para reforçar o fundo de saúde dos guionistas, que acumulava um défice crescente e preocupante. A questão da inteligência artificial era, de longe, o ponto mais sensível das negociações: os guionistas queriam garantias de que os seus guiões não seriam usados para treinar sistemas de IA sem consentimento nem compensação. Aparentemente, conseguiram avanços significativos nessa frente — embora os detalhes completos só sejam conhecidos após a ratificação pelos membros do sindicato.
O tom diferente nas negociações é atribuído, em grande parte, à chegada de Greg Hessinger à liderança da AMPTP — a aliança que representa os grandes estúdios — em substituição de Carol Lombardini, cuja relação com os sindicatos era notoriamente difícil. Hessinger chegou com uma postura declaradamente diferente, e pelos resultados, parece ter funcionado.
As atenções voltam-se agora para a SAG-AFTRA — o sindicato dos actores — e para a DGA — o sindicato dos realizadores —, cujos contratos expiram a 30 de Junho. O precedente criado pela WGA facilita o caminho, mas não o garante: os actores têm as suas próprias exigências específicas, nomeadamente em torno da questão dos chamados “actores digitais” e da replicação de imagem e voz por IA. O Verão de 2026 pode ainda trazer surpresas. Mas por agora, Hollywood pode respirar — e os espectadores também.
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