Cillian Murphy regressa… mas a conclusão da trilogia pode demorar
Quando a Sony Pictures confirmou que estava a desenvolver 28 Years Later 3, com Cillian Murphy novamente ligado ao projecto, muitos fãs da saga respiraram de alívio. Afinal, o universo iniciado por 28 Days Later tornou-se uma das referências modernas do terror pós-apocalíptico.
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Mas a mais recente actualização não é propriamente animadora.
Segundo informações avançadas pelo World of Reel, a Sony não estará com pressa para avançar com o terceiro filme da trilogia. A razão? O desempenho comercial abaixo do esperado de 28 Years Later: The Bone Temple.
Críticas fortes, bilheteira fraca
Apesar de ter sido bem recebido pela crítica, The Bone Temple não conseguiu captar o entusiasmo do grande público. Durante a sua estreia em sala, arrecadou pouco mais de 57 milhões de dólares a nível mundial, ficando abaixo do orçamento estimado de 63 milhões.
Num mercado onde os estúdios avaliam cada projecto pelo retorno financeiro imediato, este resultado levanta dúvidas sobre o calendário da conclusão da trilogia.
E isso pode significar uma longa espera.
Netflix interessada — mas Boyle quer cinema
Um dos rumores mais intrigantes aponta para o interesse da Netflix em adquirir o terceiro capítulo. No entanto, a alegada proposta terá sido travada por Danny Boyle, que pretende manter o desfecho da saga exclusivamente nas salas de cinema.
Se essa posição se mantiver, a produção poderá ficar em suspenso até que surjam condições financeiras mais favoráveis para um lançamento tradicional.
O argumento do terceiro filme deverá voltar a reunir Boyle e Alex Garland, dupla responsável pelo ADN narrativo da franquia. Ainda não há realizador oficialmente confirmado, mas Boyle já manifestou vontade de assumir novamente a realização do capítulo final.
O mistério de Samson e o vírus da Fúria
Um dos pontos narrativos que deverá ser aprofundado é o destino de Samson e a possível cura do vírus da Fúria. A realizadora de The Bone Temple, Nia DaCosta, revelou recentemente que o personagem não está totalmente curado — e que a sua condição terá consequências permanentes.
“Ele não é o que era no início do filme. Mas será que é como nós? Não sei”, afirmou, deixando no ar uma ambiguidade que poderá ser central para o terceiro capítulo.
Essa indefinição é, aliás, uma das marcas da saga desde o início: o vírus da Fúria nunca foi apenas uma ameaça biológica, mas também moral. O que resta da humanidade depois da sobrevivência?
Uma conclusão em aberto
Se confirmada a pausa no desenvolvimento, o terceiro filme poderá demorar mais do que os fãs esperavam. E num género onde o timing cultural é essencial, essa espera pode ser arriscada.
Ainda assim, a insistência de Danny Boyle numa estreia em sala mostra confiança no poder cinematográfico da história. A trilogia sempre foi pensada como experiência colectiva, crua e visceral — algo que ganha outra dimensão no grande ecrã.
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Para já, o futuro de 28 Years Later 3 permanece incerto. O vírus pode estar contido no argumento, mas fora dele o contágio da dúvida espalha-se.
A única certeza? Quando regressar, terá de justificar a espera.


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