Avisem os miúdos (e não só): Lisboa prepara-se para receber o fenómeno das Guerreiras do K-Pop

Do streaming para o palco: o maior êxito infantil da Netflix ganha vida no Coliseu dos Recreios

Há fenómenos geracionais que se reconhecem ao primeiro refrão. Se os Millennials cresceram com A Pequena Sereia e O Rei Leão, e a Geração Z encontrou o seu hino em Frozen, a geração Alpha já tem um novo ponto de referência: Guerreiras do K-Pop. O filme de animação tornou-se no mais visto de sempre da Netflix, conquistando milhões de visualizações e, sobretudo, dominando recreios e salas de aula com as suas canções viciantes.

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Agora, esse universo salta do ecrã para o palco. Lisboa vai receber o espetáculo “As Guerreiras do K-Pop: Tributo”, com duas sessões marcadas para 6 de Junho, às 16h00 e às 20h00, no emblemático Coliseu dos Recreios.

Um tributo musical a um fenómeno global

O espetáculo promete celebrar os maiores êxitos do filme, incluindo temas como “Golden” e “How It’s Done”, canções que acumulam milhões de streams nas plataformas digitais e que rapidamente se tornaram parte do quotidiano dos mais novos — e, em muitos casos, também dos pais.

Trata-se de um projecto internacional que chega agora a Portugal pela mão do Grupo Chiado, apostando numa experiência pensada para toda a família, mas claramente focada no público infantil e juvenil que fez do filme um verdadeiro fenómeno cultural.

Acção, magia e coreografias ao estilo K-Pop

De acordo com a sinopse oficial, o espetáculo acompanha as Huntrix, lendárias guerreiras do universo K-Pop, que enfrentam os Saja Boys, liderados pelo enigmático Jinu. Uma narrativa simples, mas eficaz, que mistura acção, magia e emoção — exactamente os ingredientes que fizeram do filme um sucesso global.

Em palco, o público pode esperar coreografias enérgicas, inspiradas nos grandes espectáculos de K-Pop, efeitos visuais de inspiração cinematográfica e um cuidado visual assinalável, com mais de cinco figurinos diferentes, concebidos para transformar cada momento num verdadeiro número de palco.

O objectivo é claro: transportar o público para dentro do universo do filme, recriando a energia, as cores e o ritmo que conquistaram uma nova geração de fãs.

Bilhetes já à venda e procura elevada

Os bilhetes para As Guerreiras do K-Pop: Tributo já se encontram disponíveis online e nos locais habituais, com preços que variam entre 28€ e 40€. Tendo em conta a popularidade do filme e o entusiasmo em torno do espectáculo, é aconselhável garantir lugar com antecedência.

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Mais do que um simples concerto, este evento assume-se como um reflexo claro de como a animação e a música pop continuam a moldar novas gerações — agora com sotaque coreano, espírito de batalha e refrões impossíveis de tirar da cabeça 🎤✨

40,4 mil milhões em jogo: Larry Ellison entra em cena para reforçar a ofensiva da Paramount sobre a Warner Bros.

Um novo capítulo na guerra dos gigantes do entretenimento

A batalha pelo controlo da Warner Bros. Discovery está a transformar-se num verdadeiro drama corporativo em vários actos — e o mais recente inclui um dos homens mais ricos do planeta. Larry Ellison concordou em fornecer uma garantia pessoal irrevogável de 40,4 mil milhões de dólares, reforçando decisivamente a proposta da Paramount para adquirir a totalidade da Warner Bros. Discovery.

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Este movimento surge num momento particularmente sensível. No início do mês, a Warner Bros. Discovery tinha chegado a acordo para vender o seu estúdio e os activos de streaming à Netflix, numa operação avaliada em cerca de 83 mil milhões de dólares em termos empresariais. Um acordo que, desde então, tem sido alvo de críticas e resistência dentro e fora da indústria.

Paramount não sobe a oferta, mas reforça a segurança

A Paramount, através da sua estrutura Paramount Skydance, mantém uma posição firme: não aumentou o valor global da sua proposta, que avalia a Warner Bros. Discovery em 108,4 mil milhões de dólares, mas decidiu igualar a taxa de rescisão reversa apresentada pela Netflix. O objectivo é claro: demonstrar confiança absoluta na viabilidade da operação e reduzir qualquer margem de hesitação por parte do conselho da Warner.

A Warner Bros. Discovery confirmou ter recebido a proposta revista e declarou que irá analisá-la “cuidadosamente”, tendo em conta os termos já acordados com a Netflix.

A família Ellison entra definitivamente no jogo

Segundo explicou Gerry Cardinale, fundador e sócio-gerente da RedBird Capital Partners, no programa Squawk Boxda CNBC, a revisão da proposta teve como principal objectivo “eliminar a confusão” em torno do financiamento.

Nesse contexto, Larry Ellison comprometeu-se a apoiar a oferta através de um fundo irrevogável garantido por 1,2 mil milhões de acções da Oracle. Importa recordar que David Ellison, director-executivo da Skydance Media e figura central da Paramount Skydance, é filho do fundador da Oracle.

Com um património estimado em 345 mil milhões de dólares, Larry Ellison chegou, inclusivamente, a ser por breves dias a pessoa mais rica do mundo no início de Outubro, ultrapassando Elon Musk.

De acordo com a Paramount, Ellison comprometeu-se ainda a não revogar o fundo fiduciário da família nem a transferir activos de forma adversa durante o processo de transacção pendente — uma camada adicional de segurança que se soma aos fundos já garantidos pela RedBird Capital e por fundos soberanos.

“O acordo com a Netflix acaba com a concorrência”

A tensão em torno do negócio tem vindo a aumentar. Na semana passada, Samuel Di Piazza, presidente da Warner Bros. Discovery, expressou reservas quanto à solidez do apoio financeiro de Ellison.

Em resposta, Cardinale dirigiu-se directamente aos accionistas da Warner, lembrando que “os verdadeiros donos da empresa são os accionistas, não o conselho nem a administração”. Na sua leitura, a alternativa Netflix representa um risco estrutural para o sector.

A fusão entre Netflix e HBO Max criaria um gigante com cerca de 420 milhões de assinantes globais. Um cenário que, segundo Cardinale, “assusta artistas, criadores e exibidores”, devido ao poder de fixação de preços e à concentração de influência que resultaria dessa união.

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Um desfecho ainda em aberto

Com garantias pessoais bilionárias, jogos de bastidores e visões opostas sobre o futuro do streaming, este negócio promete continuar a dominar as manchetes. A decisão final poderá redefinir o equilíbrio de poder em Hollywood durante a próxima década — e, desta vez, Larry Ellison não está apenas a observar a partir da plateia 🎬

Já chegou o primeiro trailer de Odisseia, o novo épico de Christopher Nolan

Um regresso ambicioso ao cinema de grande escala… e à mitologia clássica

A expectativa era enorme e confirma-se agora em imagens. Foi divulgado o primeiro trailer de Odisseia, o novo filme de Christopher Nolan, e o resultado não surpreende: escala monumental, cenários naturais esmagadores e uma sensação permanente de risco físico, marca registada do realizador.

O nível de antecipação é tal que, em Julho, doze meses antes da estreia, os bilhetes para sessões IMAX nos Estados Unidos esgotaram em várias salas em questão de minutos. Um fenómeno raro, mesmo para um cineasta habituado a sucessos de bilheteira e a estreias tratadas como acontecimentos culturais.

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Um épico fundador da literatura ocidental

Odisseia adapta o poema épico homónimo de Homero, datado do século VIII a.C., acompanhando a longa e atribulada viagem de Ulisses após a queda de Tróia. O trailer não revela detalhes narrativos significativos, mas confirma o foco na dimensão física e emocional da jornada: o mar como ameaça constante, a natureza como força indomável e o regresso a casa como obsessão.

O papel principal cabe a Matt Damon, que interpreta Ulisses. Tom Holland surge como Telémaco, o filho que cresce à espera do pai, enquanto Anne Hathaway dá vida a Penélope, figura central da resistência silenciosa e da espera prolongada.

Filmagens no limite do conforto

Fiel à sua filosofia de cinema físico e prático, Nolan voltou a evitar soluções digitais sempre que possível. As filmagens arrancaram em Fevereiro e passaram por Marrocos, Grécia, Itália, Escócia e Islândia, privilegiando locais reais e condições naturais adversas.

Em declarações à revista Empire, o realizador explicou a abordagem:

“Passei os últimos quatro meses no mar. Levámos o elenco que interpreta a tripulação do navio de Odisseu para enfrentar ondas reais, em locais verdadeiros. Queríamos mostrar como estas viagens eram duras e o salto de fé que representavam num mundo desconhecido.”

A ideia é clara: não romantizar a aventura, mas devolver-lhe peso, perigo e desgaste humano.

Um elenco ao nível da ambição

Além de Damon, Holland e Hathaway, Odisseia reúne um elenco de luxo que inclui ZendayaMia GothRobert PattinsonLupita Nyong’o e Charlize Theron. Um conjunto de nomes que reforça a dimensão coral da narrativa e a ambição de criar um verdadeiro épico moderno.

Nolan no auge da carreira

De A Origem a Interstellar e Oppenheimer, Nolan construiu uma filmografia que alia sucesso comercial e reconhecimento crítico. Com mais de 180 prémios ao longo da carreira, incluindo Globos de Ouro e o Óscar finalmente conquistado com OppenheimerOdisseia surge como mais um teste à sua capacidade de reinventar géneros clássicos à escala do cinema contemporâneo.

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Se o trailer é indicativo, estamos perante um filme pensado para ser visto no maior ecrã possível — e sentido como uma verdadeira travessia cinematográfica 🎬

O Segredo de Clint Eastwood: Porque é Que os Seus Filmes Nunca Estouram o Orçamento — Nem o Calendário

Num sistema como Hollywood, onde atrasos milionários e orçamentos fora de controlo são quase regra, há uma exceção que intriga produtores, actores e realizadores há décadas: Clint Eastwood. Os filmes que assina como realizador chegam quase sempre ao fim antes do prazo e abaixo do orçamento. Não é sorte. É método. E, acima de tudo, experiência.

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Eastwood está no cinema há mais de meio século — primeiro como actor, depois como realizador — e essa longevidade ensinou-lhe algo que muitos nunca aprendem: saber exactamente o que quer filmar antes de ligar a câmara. No centro da sua filosofia está uma regra simples e quase lendária: um take, dois no máximo. E acabou.

Os actores sabem disso antes sequer de chegarem ao set. Quem trabalha com Eastwood chega preparado, ensaiado e concentrado. Não há espaço para “vamos tentar outra vez só por via das dúvidas”. A história contada por Matt Damon, durante as filmagens de Invictus, é reveladora.

Damon interpretava um sul-africano, com um sotaque particularmente difícil. Levou o trabalho a sério, praticou durante semanas e decidiu testar a famosa reputação do realizador logo no primeiro dia. Fizeram o take. Correu bem. Eastwood disse calmamente: “Cut, print, check the gate.” Tradução: está feito, seguimos em frente. Damon pediu mais um take. A resposta foi seca e definitiva: “Porquê? Queres desperdiçar o tempo de toda a gente?”

Não era arrogância. Era respeito pelo trabalho da equipa.

Eastwood não é um realizador relaxado ou distraído. Pelo contrário: é extremamente preciso. Mas essa precisão vem antes das filmagens, não durante intermináveis repetições. Trabalha regularmente com a mesma equipa técnica, pessoas que conhecem os seus ritmos, a sua linguagem e as suas expectativas. Não há necessidade de microgestão porque todos sabem exactamente o que têm de fazer.

Esse mesmo princípio aplica-se à montagem. Enquanto muitos realizadores passam dias de 12 ou 14 horas colados ao ombro do montador, Eastwood faz o oposto. Vê o material, discute opções, define direcções… e sai. Literalmente. Vai jogar golfe. Volta ao final do dia, vê o que foi feito, dá notas pontuais e segue em frente.

Num célebre encontro entre realizadores de topo, quando outros descreviam jornadas extenuantes em pós-produção, Eastwood explicou o seu método com uma naturalidade desconcertante: reuniões de manhã, golfe à tarde, revisão ao fim do dia. O silêncio que se seguiu foi revelador. Não era preguiça — era confiança.

Confiança na equipa. Confiança no planeamento. Confiança na experiência acumulada.

O resultado é um cinema sem excessos, sem caos e sem desperdício. Um cinema onde cada decisão tem peso e cada minuto conta. É por isso que filmes realizados por Clint Eastwood raramente derrapam financeiramente ou logisticamente. Ele sabe que, num set, tempo é dinheiro — e que mandar repetir sem necessidade é uma forma de desrespeito.

Num Hollywood cada vez mais dominado por produções inflacionadas e rodadas à base de exaustão, o método Eastwood parece quase anacrónico. Mas talvez seja exactamente por isso que continua a funcionar tão bem.

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Às vezes, a verdadeira modernidade está em fazer menos — e fazer melhor.

O Amor Mudou o Cinema: Como Rob Reiner Reescreveu o Final de Harry e Sally Depois de se Apaixonar

Há finais felizes que parecem inevitáveis. Outros, porém, só existem porque a vida decidiu intrometer-se no cinema. O desfecho de Harry e Sally – Feitos Um para o Outro pertence claramente à segunda categoria. Um dos filmes mais adorados da história das comédias românticas quase terminou de forma amarga — e só não o fez porque Rob Reiner se apaixonou durante as filmagens.

A revelação ganha hoje um peso emocional ainda maior. No passado domingo, 14 de Dezembro, Reiner e a sua mulher, Michele Singer, foram encontrados mortos na sua casa em Los Angeles, num caso trágico que chocou Hollywood. Independentemente das circunstâncias que rodeiam o crime, o legado artístico de Reiner permanece intacto — e Harry e Sally continua a ser a sua obra mais popular, mais citada e mais influente.

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Um filme nascido do cepticismo amoroso

Quando Rob Reiner começou a desenvolver Harry e Sally, o realizador estava longe de acreditar no amor duradouro. Recentemente divorciado, Reiner via as relações com um olhar cínico e desencantado. Esse estado de espírito influenciou directamente o argumento escrito por Nora Ephron, que construiu uma história brilhante sobre amizade, medo de intimidade e as voltas imprevisíveis da vida.

Na versão original do guião, Harry e Sally não acabavam juntos. Depois de anos de encontros falhados, desencontros emocionais e diálogos icónicos, cada um seguiria o seu caminho. Um final realista, agridoce — e profundamente anti-hollywoodiano.

Era essa a intenção inicial de Reiner.

O encontro que mudou tudo

Durante a produção do filme, porém, algo inesperado aconteceu. Rob Reiner conheceu Michele Singer, com quem iniciou uma relação que rapidamente se tornou séria. Pela primeira vez em muito tempo, o realizador voltou a acreditar que duas pessoas podiam, de facto, encontrar-se no momento certo.

Esse impacto foi decisivo.

Reiner apercebeu-se de que já não acreditava no final triste que tinha planeado para Harry e Sally. Se a vida lhe estava a provar que o amor era possível — mesmo depois de desilusões — então o filme também tinha de reflectir isso.

A decisão foi tomada: o final seria reescrito.

O monólogo que fez história

O novo desfecho culmina numa das cenas mais famosas do cinema romântico. Na passagem de ano, Harry corre pela cidade para encontrar Sally e declara-lhe o seu amor num monólogo que se tornou lendário. Não é uma declaração idealizada ou poética — é confessional, imperfeita, humana.

Harry ama Sally porque ela demora a pedir comida, porque corrige a gramática, porque fica rabugenta no Inverno. É um amor construído nos detalhes, não nos fogos-de-artifício.

Essa cena não só salvou o filme como redefiniu o género. A partir daí, dezenas de comédias românticas passaram a procurar finais semelhantes: declarações sinceras, imperfeitas, profundamente pessoais. Harry e Sally deixou de ser apenas um sucesso de bilheteira e tornou-se um manual emocional para o cinema que se seguiu.

Um “felizes para sempre” que veio da vida real

Rob Reiner e Michele Singer casaram-se em 1989, o mesmo ano da estreia do filme, e permaneceram juntos durante décadas. O final feliz de Harry e Sally não foi um artifício comercial: foi um reflexo directo da vida do seu criador naquele momento.

É raro um caso em que o cinema muda por causa da felicidade do realizador — normalmente é o contrário. Mas Harry e Sally prova que, por vezes, a arte imita mesmo a vida… e fica melhor por isso.

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Hoje, sabendo que aquele final quase não existiu, é impossível não o rever com outros olhos. Não é apenas uma grande cena de cinema. É o testemunho de um momento em que alguém voltou a acreditar.

E, sem saber, deu ao mundo uma das maiores histórias de amor da sétima arte.

De Estrela de Acção a Caso Perdido: O Que Destruiu a Carreira de Steven Seagal?

Durante um breve mas intenso período no início dos anos 90, Steven Seagal parecia destinado a tornar-se um dos grandes nomes do cinema de acção. Tinha presença física, uma aura de invencibilidade, uma arte marcial pouco explorada em Hollywood e o apoio das pessoas certas. Mas a mesma carreira que subiu a uma velocidade impressionante acabou por implodir de forma quase tão rápida. A pergunta impõe-se: o que correu tão mal?

A resposta curta é simples e pouco elegante: Steven Seagal é uma besta! … ou pondo em termos mais polidos… tornou-se impossível de suportar. A resposta longa é bem mais reveladora — e diz muito sobre Hollywood, o ego, o talento (ou a falta dele) e a importância de saber evoluir.

Um início improvável… mas eficaz

Steven Seagal não chegou a Hollywood pela via tradicional. O seu primeiro grande trunfo foi o aikido, arte marcial japonesa que ensinava em Los Angeles. Entre os seus alunos estava Michael Ovitz, um dos fundadores da poderosa Creative Artists Agency (CAA). Ovitz viu ali uma oportunidade rara: um tipo grande, exótico, com uma imagem de dureza silenciosa e um estilo de luta diferente de tudo o que o cinema americano tinha mostrado até então.

Ovitz transformou Seagal numa estrela quase por decreto. O actor estreou-se em Above the Law (1988) e, nos quatro anos seguintes, protagonizou cinco filmes, todos eles sucessos comerciais. Hard to KillMarked for Death e Out for Justicecimentaram a imagem do “durão reformado” que regressa à acção para limpar tudo à sua volta.

O auge chegou com Under Siege, frequentemente apontado como o melhor filme da sua carreira. Críticos mais generosos chegaram a compará-lo a Die Hard num navio de guerra. O problema é que, a partir daí, Seagal achou que já tinha ganho o jogo.

O herói que nunca perde deixa de interessar

Ao contrário de Sylvester StalloneArnold SchwarzeneggerBruce Willis ou Harrison Ford, Steven Seagal nunca foi um herói vulnerável. Os seus personagens não enfrentavam obstáculos reais. Não aprendiam, não falhavam, não sangravam de forma significativa. Entravam numa sala e derrotavam todos os inimigos como se fossem figurantes descartáveis.

Esse modelo funcionou… durante algum tempo. Mas rapidamente se tornou repetitivo. Seagal só sabia interpretar uma personagem: o homem moralmente superior, taciturno, praticamente invencível, sempre um passo à frente de toda a gente. Não havia arco dramático. Não havia surpresa. Nem sequer variação de expressão facial — algo que se tornou motivo de piada recorrente.

Quando tentou assumir maior controlo criativo, o desastre foi inevitável. On Deadly Ground (1994), o único filme que realizou, foi um fracasso crítico e comercial, carregado de moralismo ecológico e auto-indulgência. A partir daí, a confiança dos estúdios começou a evaporar-se.

Talento limitado, ego ilimitado

Há um aspecto que Seagal nunca conseguiu contornar: não é um bom actor. Nunca foi. Enquanto os seus contemporâneos evoluíam, exploravam outros géneros e até brincavam com a própria imagem, Seagal manteve-se preso à mesma persona, convencido de que bastava a sua presença para justificar qualquer filme.

O problema agravou-se fora do ecrã. Hollywood é pequena e a reputação conta — muito. Seagal rapidamente ganhou fama de ser rude, confrontacional e abusivo, especialmente com duplos e membros das equipas técnicas. Há relatos de agressões físicas durante ensaios, incluindo um episódio em que terá partido o pulso de Sean Connery durante a preparação de Never Say Never Again.

A isto somam-se acusações de assédio sexual, comportamentos profundamente inadequados em filmagens (incluindo situações envolvendo actrizes muito jovens, como Katherine Heigl), e uma atitude geral de vedeta auto-proclamada quando, na prática, o seu valor comercial já estava em queda livre.

Política, misticismo… e isolamento total

Nos anos seguintes, Steven Seagal conseguiu ainda alienar quem restava. A sua amizade pública com Vladimir Putin, a obtenção da cidadania russa e o seu envolvimento em discursos políticos duvidosos tornaram-no uma figura tóxica para os grandes estúdios americanos.

Como se não bastasse, Seagal passou a apresentar-se como budista tibetano, alegadamente reconhecido como a reencarnação de um lama — um episódio recebido com cepticismo e sarcasmo dentro e fora da indústria. O resultado foi um afastamento quase total de Hollywood.

A partir dos anos 2000, a sua carreira resumiu-se a filmes de baixo orçamento, muitos deles lançados directamente em vídeo, onde aparece cada vez menos em cena, muitas vezes sentado, murmurando diálogos enquanto outros fazem o trabalho físico.

O fim anunciado de uma estrela que nunca quis mudar

Steven Seagal não foi destruído por um único erro, nem por um único escândalo. Foi destruído por uma combinação letal: falta de versatilidade, ego desmedido, comportamentos tóxicos e incapacidade de evoluir. Hollywood pode tolerar divas, pode tolerar excentricidades — mas raramente tolera alguém que seja simultaneamente difícil, dispensável e substituível.

Durante alguns anos, Seagal foi uma estrela. Mas nunca percebeu que, para continuar a sê-lo, precisava de fazer aquilo que sempre recusou: crescer.

E Hollywood nunca perdoa quem acredita que já chegou ao topo… quando, na verdade, só lá esteve de passagem.

Os 20 Dias Que Antecederam o Regresso ao Poder: O Documentário Que Mostra Melania Trump Como Nunca a Vimos

Ainda há poucos dias falámos deste documentário que está a agitar as notícias destes dias. Finalmente temos algo de concreto para o público português.

Durante anos, Melania Trump foi uma das figuras mais enigmáticas da política americana. Discreta, controlada, muitas vezes reduzida a imagens protocolares e a frases cuidadosamente escolhidas, a antiga Primeira-Dama sempre pareceu manter o mundo à distância. Melania, o novo documentário dos Amazon MGM Studios, promete precisamente o contrário: abrir as portas de um período decisivo e mostrar, sem filtros, os 20 dias que antecederam a Tomada de Posse Presidencial de 2025.

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Com estreia mundial nos cinemas a 30 de Janeiro, o filme acompanha o regresso de Melania Trump à Casa Branca, num momento de enorme tensão política, mediática e pessoal. Não se trata de um retrato histórico convencional, nem de um panfleto político. O documentário aposta antes num registo intimista, observacional, centrado na logística, nas decisões e no peso simbólico de reassumir um dos papéis mais escrutinados do planeta.

O grande trunfo de Melania está no acesso sem precedentes concedido à câmara. Reuniões decisivas, conversas privadas e bastidores nunca antes filmados compõem um retrato raro da transição presidencial vista através dos olhos da própria Primeira-Dama. O espectador acompanha a coordenação da tomada de posse, a complexa mudança da família de volta para Washington e o equilíbrio delicado entre vida familiar, compromissos institucionais e estratégias de comunicação.

Nas suas próprias palavras, Melania Trump sublinha a natureza excepcional do projecto, assumindo que este período representa “um capítulo decisivo” da sua vida. O filme procura captar exactamente isso: não apenas a figura pública, mas a mulher que gere pressões contraditórias, expectativas globais e uma imagem construída ao longo de décadas sob o olhar permanente dos media.

Com 104 minutos de duração, Melania evita o tom sensacionalista e aposta numa narrativa contida, quase silenciosa em certos momentos, que reflecte a própria personalidade da protagonista. Há uma clara intenção de controlo da narrativa, mas também uma vontade de mostrar o peso real do cargo e a dimensão humana por detrás da coreografia política.

Para o Clube de Cinema, este documentário interessa menos pelo debate ideológico e mais pelo seu valor enquanto objecto cinematográfico e documento de época. É um raro exemplo de cinema político centrado não no líder, mas na figura que gravita à sua volta, muitas vezes subestimada, mas crucial na construção simbólica do poder.

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Independentemente da posição que cada espectador tenha em relação à família Trump, Melania surge como um retrato revelador de como o poder se organiza, se encena e se vive nos bastidores. Um filme que, sem levantar a voz, diz mais do que muitos discursos.

O Vilão Que Faltava ao Cinema da DC: James Gunn Encontra Finalmente o Seu Brainiac

Durante décadas, os fãs de Superman perguntaram-se como era possível um dos vilões mais icónicos da banda desenhada nunca ter chegado, em condições, ao grande ecrã. Agora, essa lacuna histórica está prestes a ser preenchida. James Gunnjá escolheu quem vai dar vida a Brainiac em Man of Tomorrow: o actor alemão Lars Eidinger, um dos intérpretes mais respeitados do cinema europeu contemporâneo.

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A escolha não é inocente nem óbvia — e isso diz muito sobre o caminho que Gunn está a traçar para o novo universo cinematográfico da DC. Brainiac não é apenas mais um vilão musculado ou um antagonista de ocasião. Criado por Otto Binder e Al Plastino, estreou-se em Action Comics #242 como uma entidade fria, lógica e absolutamente obcecada com o conhecimento. Um andróide oriundo do planeta Colu, cuja missão é recolher — e preservar — todo o saber do universo, mesmo que isso implique destruir civilizações inteiras pelo caminho.

Em Man of Tomorrow, Brainiac será finalmente apresentado ao cinema como a ameaça cósmica que sempre foi nos comics. A história junta Superman, interpretado por David Corenswet, e Lex Luthor, agora com o rosto de Nicholas Hoult, numa improvável aliança contra um inimigo capaz de encolher cidades, apagar planetas e reescrever a própria história do universo. Nos comics, Brainiac tem ligações directas à destruição de Krypton, o planeta natal de Kal-El, o que abre portas a uma abordagem mais trágica e existencial da mitologia do herói.

A escolha de Lars Eidinger reforça essa ambição. Conhecido por trabalhos intensos e desconfortáveis em filmes como Clouds of Sils MariaPersonal Shopper ou White Noise, Eidinger traz consigo uma presença inquietante, cerebral e profundamente humana — qualidades raras num vilão digitalizado até ao último pixel. Nomeado recentemente para Actor Europeu do Ano nos European Film Awards pelo filme Dying, o actor alemão representa uma aposta clara num Brainiac menos caricatural e mais perturbador.

James Gunn confirmou pessoalmente a escolha nas redes sociais, escrevendo: “Na nossa procura mundial por Brainiac para Man of Tomorrow, Lars Eidinger destacou-se claramente. Bem-vindo ao DCU.” Uma frase simples, mas que diz muito sobre o método de Gunn: menos nomes óbvios, mais escolhas com peso artístico real.

Man of Tomorrow deverá iniciar filmagens em Abril e tem estreia marcada para 9 de Julho de 2027. O projecto surge depois do sucesso comercial de Superman, o primeiro grande filme do novo DC Studios liderado por Gunn e Peter Safran, que arrecadou mais de 616 milhões de dólares em todo o mundo. A expectativa é alta, não apenas por ser um novo capítulo do Homem de Aço, mas por finalmente trazer ao cinema um vilão que sempre foi demasiado grande, complexo e inteligente para ser ignorado.

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Se Gunn cumprir o que promete, Brainiac pode tornar-se não só o maior antagonista cinematográfico de Superman, mas também o símbolo de uma DC mais adulta, ambiciosa e disposta a pensar para além do óbvio. E isso, para quem acompanha estas personagens há décadas, já é uma pequena vitória.

Um thriller à moda antiga que sabe divertir: The Housemaid  arruma a casa no Rotten Tomatoes

Durante anos, os thrillers eróticos e psicológicos liderados por protagonistas femininas dominaram as salas de cinema, sobretudo nos anos 90, antes de desaparecerem quase por completo dos multiplexes. The Housemaid surge agora como um curioso regresso a esse território — consciente das suas raízes, assumidamente exagerado quando convém e, acima de tudo, interessado em entreter sem pedir desculpa.

Realizado por Paul Feig, conhecido sobretudo pelo seu trabalho na comédia, o filme aposta num registo inesperadamente sombrio e sedutor. A história acompanha Millie, interpretada por Sydney Sweeney, uma jovem que aceita um emprego aparentemente perfeito ao serviço de um casal rico, vivido por Amanda Seyfried e Branden Sklenar. O que começa como uma oportunidade de recomeço transforma-se rapidamente num jogo perigoso de manipulação, segredos e relações de poder.

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A recepção crítica tem sido, no geral, bastante favorável. Com uma pontuação de 78% no Rotten Tomatoes, baseada em cerca de uma centena de críticas, The Housemaid assume-se como um “guilty pleasure” bem executado. O consenso do agregador descreve-o como um regresso astuto aos thrillers sensacionalistas que outrora dominaram os cinemas, destacando o sentido de diversão do filme e, sobretudo, a interpretação “deliciosamente inquietante” de Amanda Seyfried.

Vários críticos elogiam a forma como o filme abraça o seu lado mais provocador. Há quem sublinhe o prazer quase nostálgico de assistir a um thriller psicológico que não tem receio de ser excessivo, sensual e assumidamente popular. Para alguns, trata-se exactamente do tipo de filme que já não se faz com frequência: directo, retorcido e eficaz na forma como conduz o espectador por sucessivas reviravoltas.

Naturalmente, nem todos ficaram convencidos. Algumas críticas apontam que o filme poderia ter ido ainda mais longe no seu lado “camp”, explorando com maior descaramento a sua natureza exagerada. Outras consideram que, apesar da forte química entre Sweeney e Seyfried, a narrativa nem sempre acompanha o potencial das suas protagonistas. Ainda assim, mesmo entre os detractores, há consenso quanto à qualidade do elenco e à energia que as actrizes imprimem às personagens.

Um dos aspectos mais interessantes de The Housemaid é precisamente o modo como Paul Feig se afasta da comédia pura para explorar um território mais sombrio, sem nunca perder o controlo do tom. O realizador parece divertir-se com as convenções do género, equilibrando tensão, humor negro e provocação, num filme que sabe exactamente o que é — e o que não pretende ser.

Para Sydney Sweeney, o filme representa mais um passo na consolidação de uma carreira que tem sabido alternar entre projectos de prestígio e cinema de género. Já Amanda Seyfried entrega uma das interpretações mais memoráveis do filme, jogando com ambiguidade e ameaça de forma subtil e eficaz.

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The Housemaid não tenta reinventar o thriller psicológico, mas também não se limita a reciclar fórmulas. É um filme consciente do seu ADN, que aposta na tensão sexual, no jogo psicológico e na diversão pura. Para quem sente saudades dos thrillers adultos que enchiam as salas nos anos 90, esta é uma visita surpreendentemente satisfatória — e bem arrumada.

Tom Cruise Junta-se a Iñárritu num Filme Misterioso e Explosivo: Digger Já Tem Data e Promete Abalar Tudo

Há encontros no cinema que, só por si, já fazem disparar o alarme da curiosidade cinéfila. A união entre Tom Cruise e Alejandro González Iñárritu é claramente um deles — e agora já tem nome, cartaz e data de estreia. O novo filme chama-se Digger e chega às salas de cinema a 2 de Outubro de 2026, com um slogan que não podia ser mais intrigante: “uma comédia de proporções catastróficas”.

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Produzido pela Warner Bros. Pictures e pela Legendary EntertainmentDigger marca o regresso de Iñárritu ao cinema falado em inglês pela primeira vez desde The Revenant. O argumento foi escrito pelo realizador em colaboração com Nicolás GiacoboneAlexander Dinelaris — parceiros criativos de Birdman — e Sabina Berman.

Tom Cruise interpreta Digger Rockwell, descrito oficialmente como “o homem mais poderoso do mundo”, que embarca numa missão frenética para provar que é o salvador da humanidade… precisamente antes da catástrofe que ele próprio desencadeou destruir tudo. É uma premissa deliciosamente ambígua, que sugere sátira, tragédia e um olhar feroz sobre o poder, o ego e a ilusão de controlo — territórios que Iñárritu conhece como poucos.

O elenco de luxo reforça a sensação de que estamos perante um projecto fora do comum. Ao lado de Cruise surgem Sandra HüllerJohn GoodmanMichael StuhlbargJesse PlemonsSophie WildeRiz Ahmed e Emma D’Arcy — um conjunto de intérpretes associados a cinema exigente, intenso e pouco previsível.

Rodado no Reino Unido ao longo de seis meses, Digger é também o primeiro filme de Cruise desde que assinou um acordo estratégico com a Warner Bros. Discovery para desenvolver e produzir projectos pensados para o grande ecrã. A escolha de um autor como Iñárritu indica claramente que o actor não está interessado apenas em blockbusters seguros, mas em desafios criativos de maior risco.

A data de estreia em Outubro levanta ainda outra possibilidade tentadora: uma estreia em grande num festival europeu. Veneza surge como hipótese forte, até porque foi lá que Iñárritu apresentou Birdman21 Grams e mais recentemente Bardo. Cannes também não está fora de hipótese, tendo sido o palco que lançou Amores Perros e acolheu Babel e Biutiful.

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Depois de Top Gun: Maverick e Mission: Impossible – The Final Reckoning, Tom Cruise prepara-se agora para trocar a adrenalina pura por uma “comédia catastrófica” assinada por um dos autores mais implacáveis do cinema contemporâneo. Se Digger cumprir metade do que promete, pode muito bem tornar-se um dos filmes mais falados de 2026 — não pelo espectáculo, mas pelo abalo.

O Homem-Aranha Fecha Teias e Promete Emoções Fortes: Brand New Day Termina Filmagens

As câmaras desligaram-se, as teias foram recolhidas e o fato voltou ao cabide: Spider-Man: Brand New Day concluiu oficialmente as filmagens. O anúncio foi feito pelo realizador Destin Daniel Cretton, que aproveitou o momento para deixar um agradecimento particularmente caloroso a Tom Holland, elogiando a sua “liderança generosa”, “ética de trabalho incansável” e “interpretações destemidas”.

O quarto filme a solo do Homem-Aranha protagonizado por Holland retoma a história imediatamente após os acontecimentos sísmicos de No Way Home. Peter Parker vive agora num mundo onde ninguém se lembra de quem ele é — nem sequer Zendaya (MJ) ou Jacob Batalon (Ned). Uma decisão heroica, mas devastadora, que redefine completamente a vida do jovem de Queens e abre caminho a uma nova fase do herói.

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O elenco de Brand New Day confirma que a Marvel e a Sony não estão a jogar pelo seguro. Ao lado de Holland surgem Mark Ruffalo como Bruce Banner/Hulk, Jon Bernthal no regresso do implacável Punisher, além de nomes como Tramell TillmanLiza Colón-ZayasMichael Mando (Scorpion), Marvin Jones III (Tombstone) e Sadie Sink, cujo papel permanece envolto em segredo — e especulação.

Nas redes sociais, Cretton descreveu o filme como “o projecto mais recompensador” da sua carreira, elogiando não só o elenco como também a equipa técnica, a quem atribuiu uma criatividade e dedicação “fora do comum”. O realizador, que já tinha deixado marca no MCU com Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings, reforça assim a sua posição como uma das vozes mais sólidas da nova geração da Marvel.

Brand New Day tem estreia marcada para 31 de Julho de 2026, e chega carregado de expectativas. Não é para menos: cada filme do Homem-Aranha com Tom Holland superou o anterior nas bilheteiras. Homecoming arrecadou 880 milhões de dólares, Far From Home ultrapassou a barreira do milhar de milhões, e No Way Home tornou-se um fenómeno global com quase 2 mil milhões de dólares, ajudado pelo regresso histórico de Tobey Maguire e Andrew Garfield.

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Com o multiverso temporariamente fechado, memórias apagadas e novas ameaças no horizonte, Spider-Man: Brand New Day promete ser menos um espectáculo de nostalgia e mais um teste emocional ao herói — e ao público. Se o passado foi esquecido, o futuro do Homem-Aranha nunca pareceu tão imprevisível.

Uma Noite que Antecipou a Tragédia: O Confronto Familiar na Festa de Conan O’Brien Antes da Morte de Rob Reiner

O que começou como mais uma festa de Natal em Hollywood acabou por ganhar contornos sombrios e perturbadores. Novas revelações da imprensa norte-americana indicam que Conan O’Brien terá impedido convidados de chamar a polícia durante uma discussão violenta entre Rob Reiner e o seu filho, Nick Reiner, horas antes de o cineasta e a mulher, Michele Singer Reiner, serem encontrados mortos na sua casa em Los Angeles.

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Segundo relatos avançados pelo Daily Mail e confirmados por várias fontes presentes no evento, a discussão entre pai e filho, ocorrida na festa organizada por O’Brien, foi tão intensa que alguns convidados ponderaram ligar para o 911. A intervenção do anfitrião terá sido decisiva. “É a minha casa, é a minha festa, não vou chamar a polícia”, terá dito O’Brien, dissuadindo os presentes de envolverem as autoridades.

A situação foi descrita como suficientemente grave para levantar preocupações sobre a saúde mental de Nick Reiner. De acordo com uma das fontes, chegou a discutir-se a possibilidade de o jovem ser colocado sob observação psiquiátrica. “Havia pessoas genuinamente assustadas. A conversa passou por tentar perceber se este rapaz precisava de ser internado”, revelou um insider.

O ambiente tenso agravou-se ainda mais quando Rob Reiner, visivelmente perturbado, terá confidenciado a amigos que se sentia “aterrorizado” com o comportamento do filho. Alegadamente, o realizador de When Harry Met Sally… e Miseryterá dito algo que hoje soa tragicamente premonitório: que tinha medo de que o próprio filho pudesse magoá-lo.

Apenas um dia depois da festa, Rob Reiner, de 78 anos, e Michele Singer Reiner, de 70, foram encontrados mortos na sua residência em Brentwood, com múltiplas feridas provocadas por arma branca. A descoberta foi feita pela filha do casal, Romy Reiner. O Instituto Médico Legal de Los Angeles confirmou mais tarde que a causa da morte de ambos foi “múltiplas lesões por objectos cortantes”, classificando oficialmente o caso como homicídio.

Nick Reiner foi detido nessa mesma noite e enfrenta agora duas acusações de homicídio em primeiro grau. Compareceu pela primeira vez em tribunal esta semana, tendo ficado marcada a leitura formal da acusação para 7 de Janeiro de 2026.

Entretanto, continuam a surgir relatos inquietantes sobre o comportamento de Nick na festa de Conan O’Brien. Testemunhas afirmam que o jovem terá agido de forma errática com outros convidados, incluindo o actor e comediante Bill Hader, deixando várias pessoas desconfortáveis. “Estava a assustar toda a gente, perguntava repetidamente se as pessoas eram famosas e comportava-se de forma estranha”, contou uma fonte à revista People.

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Até ao momento, Conan O’Brien não comentou oficialmente o sucedido. O caso continua sob investigação, mas a sucessão de acontecimentos transforma aquela festa aparentemente inofensiva num capítulo perturbador de uma tragédia familiar que abalou Hollywood.

Afinal Não Era Ele: Timothée Chalamet Brinca com a Internet e Revela a Verdade Sobre o Mistério EsDeeKid

Durante semanas, a internet entregou-se a uma das suas actividades favoritas: construir teorias improváveis com convicção absoluta. Bastaram uns olhos expressivos, um rapper mascarado e o silêncio estratégico de Timothée Chalamet para nascer a ideia de que o actor estaria a viver uma vida dupla como EsDeeKid, o misterioso fenómeno do drill britânico. A especulação cresceu, ganhou força nas redes sociais e chegou até às entrevistas promocionais. Agora, Chalamet decidiu pôr um ponto final no assunto — e fê-lo com um piscar de olho bem calculado.

O actor surgiu num vídeo musical ao lado do próprio EsDeeKid, participando num remix de 4Raws, tema que recentemente entrou no top 10 do Reino Unido. O arranque do vídeo é deliberadamente provocador: durante os primeiros segundos, Chalamet surge apenas com os olhos visíveis, replicando o visual característico do rapper anónimo. Logo depois, baixa o lenço, revela o rosto e apresenta-se em verso, dissipando qualquer dúvida de forma directa, irónica e consciente do jogo mediático que estava em curso.

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Filmado numa pequena loja de conveniência no norte de Londres, o vídeo tornou-se viral em poucas horas. Não só porque encerra um dos rumores mais absurdos e persistentes dos últimos meses, mas porque o faz com humor e inteligência cultural. Em vez de negar ou ignorar o boato, Chalamet apropriou-se dele, transformando-o num momento pop perfeitamente alinhado com a lógica da internet.

A especulação tinha sido alimentada pelo próprio actor quando, questionado pela BBC sobre a alegada identidade secreta, respondeu apenas “no comment”. O silêncio foi suficiente para incendiar a imaginação colectiva, sobretudo à medida que EsDeeKid subia nas tabelas e Chalamet promovia o seu novo filme. Agora, a revelação surge como punchline final de uma história que foi crescendo à base de memes, teorias e desejo de acreditar no improvável.

As reacções não tardaram. Artistas como Central Cee e Tinie Tempah comentaram o vídeo, enquanto outros antecipam que o tema possa ainda ganhar nova vida comercial. Pelo meio, Chalamet aproveita para referenciar Marty Supreme, reforçando uma campanha promocional que tem apostado em abordagens pouco convencionais, mas extremamente eficazes.

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Para o Clube de Cinema, este episódio diz muito sobre o lugar que Timothée Chalamet ocupa hoje no cinema e na cultura pop. Não é apenas um actor talentoso a navegar entre cinema de autor e grandes produções. É alguém que percebe o funcionamento do ruído mediático contemporâneo, sabe quando deixar o boato crescer e quando o desmontar com precisão cirúrgica.

No final, o mistério fica resolvido. Mas a jogada revela algo mais interessante do que a resposta em si: Chalamet não controlou apenas a narrativa — transformou-a num espectáculo, num meme e numa ferramenta de promoção. E fê-lo sem nunca parecer forçado.

Do Paddington a um Ícone Pop Global: Paul King Vai Realizar Filme de Labubu

O criador de alguns dos filmes mais encantadores dos últimos anos prepara-se para levar ao cinema o fenómeno das bonecas que conquistaram a Ásia — e o mundo

Paul King, realizador dos adorados Paddington e do recente Wonka, prepara-se para dar um salto inesperado — mas perfeitamente coerente — para um novo universo cinematográfico. O cineasta britânico foi escolhido para realizar o filme de Labubu, projecto ainda em fase inicial de desenvolvimento, depois de a Sony Pictures ter adquirido os direitos de adaptação desta popular linha de bonecos de peluche que se tornou um verdadeiro fenómeno cultural.

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O anúncio surge poucos meses depois de a Sony ter garantido os direitos cinematográficos de Labubu, aproveitando a onda de interesse global em propriedades intelectuais ligadas a brinquedos e cultura pop, numa estratégia que Hollywood tem vindo a intensificar desde o sucesso estrondoso de Barbie. A escolha de Paul King para liderar o projecto parece tudo menos aleatória: poucos realizadores contemporâneos conseguiram combinar imaginação visual, humor e ternura com tanto sucesso como ele.

Antes de conquistar o grande público com Paddington (2014) e o ainda mais aclamado Paddington 2 (2017), King construiu a sua carreira na comédia britânica mais surreal. Começou como assistente de realização em Garth Marenghi’s Darkplace e foi responsável por todas as temporadas de The Mighty Boosh, uma série que ajudou a definir uma estética absurda e fantasiosa muito própria. Essa sensibilidade viria a revelar-se essencial no seu trabalho posterior no cinema.

Os dois filmes de Paddington, que King co-escreveu e realizou, arrecadaram perto de 500 milhões de dólares em todo o mundo, tornando-se exemplos raros de cinema familiar unanimemente elogiado pela crítica e pelo público. Mais recentemente, Wonka, protagonizado por Timothée Chalamet, confirmou o seu talento para revisitar universos já conhecidos sem lhes retirar frescura, somando 635 milhões de dólares nas bilheteiras globais. King esteve ainda envolvido como argumentista e produtor executivo em Paddington in Peru e tem já um novo projecto em desenvolvimento para a Disney, centrado no Príncipe Encantado, com Chris Hemsworth em conversações para o papel principal.

Quanto ao filme de Labubu, ainda há muitas incógnitas. Não é claro se será uma produção em imagem real, animação ou uma combinação de ambas, algo que poderá ser decisivo para definir o tom final da adaptação. O material de origem, no entanto, oferece um potencial visual vastíssimo.

As bonecas Labubu foram criadas pelo artista Kasing Lung, natural de Hong Kong e radicado na Europa, e surgiram inicialmente como parte de uma linha de figuras monstruosas produzidas pela How2Work. Inspiradas em contos nórdicos e num imaginário de fábula ligeiramente sombrio, as personagens ganharam verdadeira dimensão global a partir de 2019, quando passaram a ser comercializadas pela gigante chinesa Pop Mart.

A ascensão foi meteórica. Impulsionadas por vídeos de unboxing nas redes sociais, pela procura obsessiva por edições raras e pela adopção das bonecas como acessórios de moda por celebridades, as Labubu tornaram-se objectos de culto. Novos lançamentos esgotam em minutos, os lucros da Pop Mart terão aumentado 350% num único ano, e algumas edições limitadas já atingiram valores de seis dígitos em leilões, alimentando um mercado secundário altamente especulativo.

O filme de Labubu insere-se numa tendência clara de Hollywood: a inversão do caminho tradicional entre cinema e merchandising. Se durante décadas os filmes geravam brinquedos, agora são os brinquedos que geram filmes. Barbieabriu definitivamente essa porta em 2023, ultrapassando a marca dos mil milhões de dólares e desencadeando uma corrida aos catálogos de fabricantes como a Mattel. Desde então, já foram anunciados projectos baseados em Hot WheelsHe-ManPolly Pocket e até no clássico View-Master, numa parceria entre a Sony e a Mattel.

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Resta saber se Labubu seguirá o caminho mais comercial ou se Paul King conseguirá, como fez antes, transformar um produto altamente mercantilizado numa experiência cinematográfica com identidade própria. Se há alguém capaz de encontrar humanidade, humor e encanto num universo aparentemente improvável, é precisamente o realizador que nos fez acreditar num urso educado vindo do Peru — e num chocolatier sonhador com sotaque francês.

Actores Britânicos Dizem Não à Digitalização e Enfrentam a Inteligência Artificial

Votação histórica do sindicato Equity mostra oposição esmagadora ao uso de IA e ameaça travar produções no Reino Unido

Os actores britânicos deram um passo decisivo na luta contra a utilização abusiva da Inteligência Artificial nas artes, ao votarem de forma quase unânime contra a prática de digitalização dos seus corpos e rostos em rodagem. Numa votação promovida pelo sindicato Equity, 99% dos participantes declararam que estariam dispostos a recusar ser digitalmente escaneados, num claro sinal de resistência a uma tecnologia que muitos consideram uma ameaça directa aos seus direitos e meios de subsistência.

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A digitalização de actores tornou-se prática comum em produções de cinema e televisão, permitindo aos estúdios reutilizar a imagem, o corpo ou a voz de um intérprete em cenas futuras, reshoots ou até em projectos completamente diferentes. O problema, segundo os actores, é a falta de controlo sobre o destino desses dados e a possibilidade de serem usados sem consentimento, compensação ou sequer conhecimento do intérprete.

Paul Fleming, secretário-geral do Equity, descreveu o resultado da votação como um momento geracional. “A Inteligência Artificial é um desafio definidor da nossa geração”, afirmou. “Pela primeira vez em décadas, os membros do sindicato mostraram que estão dispostos a recorrer a acções industriais. Isto demonstra que a força de trabalho está preparada para disruptar seriamente as produções se não for respeitada.”

A votação, de carácter indicativo, envolveu mais de 7.000 membros, com uma taxa de participação de 75%. Embora não tenha, para já, valor legal — os actores ainda não estão juridicamente protegidos caso recusem a digitalização —, o sindicato sublinha que o objectivo foi medir o grau de indignação e união da classe, algo que ficou amplamente demonstrado.

Segundo o Equity, cerca de 90% da produção televisiva e cinematográfica no Reino Unido é realizada ao abrigo de acordos colectivos negociados pelo sindicato, e mais de três quartos dos profissionais envolvidos são seus membros. Este peso dá ao sindicato uma margem de manobra significativa para pressionar produtores e estúdios.

O próximo passo passa por negociações com a Pact, a associação que representa a maioria das produtoras britânicas, com o objectivo de estabelecer novos padrões mínimos de pagamento, condições de trabalho e regras claras sobre o uso de dados biométricos. Caso essas negociações não produzam resultados satisfatórios, o Equity admite avançar para uma votação formal, que poderá conferir protecção legal aos actores que recusem a digitalização em rodagem.

A preocupação com a IA tem vindo a crescer nos últimos meses, alimentada por testemunhos de actores consagrados e emergentes. Hugh BonnevilleAdrian Lester e Harriet Walter apoiaram publicamente a iniciativa do sindicato. Bonneville defendeu que “as vozes e imagens dos actores não devem ser exploradas em benefício de terceiros sem licença ou consentimento”, enquanto Lester alertou para a vulnerabilidade dos profissionais em início de carreira, frequentemente pressionados a aceitar cláusulas abusivas.

Em Outubro, Olivia Williams denunciou que muitos actores são levados a aceitar a digitalização dos seus corpos sem qualquer controlo posterior sobre a utilização desses dados. A actriz comparou a situação à necessidade de consentimento em cenas de nudez, defendendo que o mesmo princípio deveria aplicar-se aos body scans. Algumas cláusulas contratuais, segundo Williams, concedem aos estúdios direitos quase ilimitados sobre a imagem dos actores “em todas as plataformas existentes ou ainda por inventar, em todo o universo e para sempre”.

A polémica intensificou-se ainda mais com o surgimento da primeira “actriz de IA”, Tilly Norwood, reacendendo o debate sobre os limites éticos da tecnologia no entretenimento. As preocupações ecoam o que já se viveu em Hollywood em 2023, quando a utilização de IA esteve no centro das greves históricas de argumentistas e actores, que alertaram para o risco de a tecnologia redefinir radicalmente a indústria.

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A votação do Equity deixa claro que, pelo menos no Reino Unido, os actores não estão dispostos a ceder silenciosamente. A batalha entre criatividade humana e automação algorítmica entrou numa nova fase — e promete ter impacto real nos bastidores do cinema e da televisão.

Óscares Vão Deixar a Televisão Tradicional e Passar a Ser Transmitidos no YouTube a Partir de 2029

A maior cerimónia do cinema mundial abandona a ABC após meio século e aposta no streaming gratuito para chegar a novas gerações

Os Óscares preparam-se para uma das maiores mudanças da sua história. A partir de 2029, a cerimónia dos Academy Awards deixará de ser transmitida pela televisão tradicional nos Estados Unidos e passará a ser emitida em exclusivo no YouTube, em directo e de forma gratuita, marcando o fim de uma ligação de mais de 50 anos à ABC.

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O anúncio foi feito esta quarta-feira pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, que confirmou a assinatura de um acordo plurianual com o YouTube, garantindo à plataforma os direitos globais exclusivos da cerimónia até 2033. Até lá, a ABC manterá a transmissão das próximas edições, incluindo a gala já marcada para 15 de Março, encerrando assim um ciclo histórico iniciado em 1976.

A decisão representa mais do que uma simples mudança de parceiro de transmissão. É um sinal claro de como Hollywood está a reposicionar os seus maiores eventos numa indústria em profunda transformação, marcada por fusões, vendas de estúdios, cortes drásticos na produção e uma migração constante do público para o streaming.

Em comunicado conjunto, o CEO da Academia, Bill Kramer, e a presidente Lynette Howell Taylor sublinharam o carácter global da decisão. “A Academia é uma organização internacional, e esta parceria permitirá expandir o acesso ao nosso trabalho para a maior audiência mundial possível, o que beneficiará os nossos membros e toda a comunidade cinematográfica”, afirmaram.

A escolha do YouTube não é inocente. Ao longo das últimas décadas, as audiências televisivas dos Óscares têm vindo a cair de forma consistente, reflexo de hábitos de consumo cada vez mais fragmentados. Ainda assim, a edição de 2025 registou uma ligeira recuperação, impulsionada sobretudo por espectadores mais jovens, que acompanharam a cerimónia através de telemóveis, computadores e plataformas digitais.

Para o YouTube, a conquista dos direitos da cerimónia mais prestigiada do cinema é um enorme golpe simbólico. O CEO da plataforma, Neal Mohan, descreveu os Óscares como “uma das instituições culturais essenciais do nosso tempo” e afirmou que a parceria com a Academia pretende “inspirar uma nova geração de criadores e amantes de cinema, respeitando ao mesmo tempo o legado histórico da cerimónia”.

A ABC, por seu lado, reagiu de forma diplomática, garantindo que está entusiasmada com “as próximas três transmissões” que ainda irá assegurar antes da mudança definitiva. Ainda assim, a saída dos Óscares representa uma perda significativa para a televisão generalista norte-americana, que durante décadas fez da gala um dos seus maiores eventos anuais.

Este anúncio surge num contexto particularmente turbulento para a indústria. No mesmo dia, a Warner Bros. Discoveryrecomendou aos seus accionistas a rejeição de uma oferta hostil de aquisição por parte da Paramount Skydance, optando antes por um acordo com a Netflix — uma decisão vista por muitos como mais um sintoma da fragilidade estrutural dos grandes estúdios e canais de cabo face ao domínio crescente das plataformas digitais.

Com o YouTube a garantir os direitos dos Óscares, torna-se cada vez mais evidente que o futuro dos grandes eventos culturais passa pelo streaming, mesmo quando se trata de instituições com quase um século de história. A partir de 2029, a noite mais importante do cinema deixará de depender de um canal de televisão e passará a estar a um clique de distância — para qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo.

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Resta saber se esta mudança trará novas formas de interacção, formatos mais flexíveis e, sobretudo, se conseguirá devolver aos Óscares a relevância cultural que já tiveram. Uma coisa é certa: a era da televisão como palco exclusivo do cinema está oficialmente a chegar ao fim.

Susan Boyle Emociona-se com Elogio de Timothée Chalamet: “Foi Incrivelmente Tocante”

A cantora escocesa reage às palavras do actor, que a destacou como uma das suas maiores heroínas britânicas

Susan Boyle confessou ter ficado “incrivelmente tocada” depois de Timothée Chalamet a ter destacado como uma das suas maiores referências britânicas, num momento inesperado que rapidamente conquistou fãs de ambos os lados do Atlântico. A cantora escocesa, que se tornou um fenómeno global em 2009 após a sua memorável audição no Britain’s Got Talent, reagiu com emoção às palavras do actor norte-americano, actualmente uma das maiores estrelas de Hollywood.

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Chalamet mencionou Susan Boyle numa entrevista à BBC News, quando foi desafiado a nomear personalidades britânicas que considera verdadeiramente inspiradoras. Ao lado de nomes como Lewis HamiltonDavid e Victoria Beckham e o rapper underground Fakemink, o actor surpreendeu ao incluir a cantora escocesa, hoje com 64 anos, sublinhando o impacto duradouro da sua história.

“Ela sonhou maior do que todos nós”, afirmou Chalamet, recordando a interpretação de I Dreamed A Dream, do musical Les Misérables, que Boyle apresentou em 2009. “Quem é que não ficou comovido com aquilo?”, acrescentou, referindo-se a um dos momentos mais marcantes da história recente da televisão e da internet.

A resposta de Susan Boyle não tardou. “Foi muito lisonjeiro ouvir isso”, afirmou a cantora, acrescentando que aquelas primeiras semanas de exposição mediática “foram qualquer coisa de extraordinário”. “Saber que aquele momento significou algo para ti, tantos anos depois, deixa-me verdadeiramente humilde”, disse ainda.

Num tom caloroso e inspirador, Boyle aproveitou para devolver o elogio e partilhar uma mensagem de esperança. “Todos começamos algures, com um sonho e um pouco de esperança, não é?”, escreveu. “Devemos todos sonhar em grande. Desejo-te todo o sucesso enquanto continuas a sonhar o teu próprio sonho. Obrigada pela tua gentileza e por te lembrares desse momento com tanto carinho.”

As declarações de Chalamet surgem no contexto da promoção do seu novo filme, Marty Supreme, e de uma iniciativa peculiar do actor: a oferta de casacos personalizados com o título do filme a figuras que considera verdadeiros ícones culturais e desportivos. Entre os homenageados estão nomes como Frank OceanTom Brady e o jovem prodígio do Barcelona, Lamine Yamal.

A escolha de Susan Boyle destacou-se precisamente por não ser óbvia. Quando questionado pelo correspondente de entretenimento da BBC, Colin Paterson, sobre quem merecia esse estatuto, Chalamet pensou longamente antes de chegar ao nome da cantora. Um gesto que muitos interpretaram como sinal de sensibilidade e memória cultural, num meio frequentemente acusado de esquecer rapidamente os seus próprios fenómenos.

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Quando Susan Boyle se tornou conhecida, Chalamet tinha apenas 13 anos, mas o impacto daquele momento ficou gravado. “Lembro-me como se fosse ontem”, confessou o actor. “Foi mais ou menos o início da era do YouTube.” Mais de uma década depois, o cruzamento improvável entre uma estrela de Hollywood e uma cantora que desafiou preconceitos continua a provar que certos momentos culturais não envelhecem — apenas ganham novas leituras.

Chris Evans Regressa como Capitão América em Avengers Doomsday  — e Agora é Pai

Primeiro teaser confirma o regresso de Steve Rogers e abre um novo mistério no Universo Marvel

Deixem-me começar por dizer que andam algumas dezenas de Pseudo Traillers do novo Avengers pelas redes sociais, a maioria nota-se claramente que são produzidos por AI e há que dizê-lo com frontalidade, que estão cada vez mais difíceis de destinguir.

No entanto esta notícia é suportada por notícias que podemos apanhar em outlets internacionais dignos de credibilidade…O Capitão América está de volta. Contra todas as expectativas, Chris Evans regressa ao papel de Steve Rogers em Avengers: Doomsday, o próximo grande evento do Universo Cinematográfico da Marvel, e fá-lo com uma reviravolta inesperada: Steve é agora pai de um recém-nascido.

O regresso foi confirmado através do primeiro teaser trailer oficial, exibido discretamente junto a sessões de Avatar: Fire and Ash, numa estratégia clássica da Marvel para gerar entusiasmo gradual. O filme tem estreia marcada para 18 de Dezembro de 2026, exactamente dentro de um ano, e este teaser funciona como o primeiro sinal claro de que Doomsday pretende mexer a sério na mitologia estabelecida.

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O vídeo é curto, contido e deliberadamente enigmático. Num cenário rural e tranquilo, Steve Rogers surge a chegar a casa de mota, enquanto uma versão para piano do tema dos Avengers toca em fundo. O capacete azul faz lembrar imediatamente o uniforme clássico do herói. Dentro da casa, Steve segura um bebé nos braços, observando-o com orgulho silencioso. O teaser termina com a frase: “Steve Rogers will return for Avengers: Doomsday”, seguida de uma contagem decrescente até à data de estreia.

A Marvel não revela mais nada — e é precisamente aí que começa o frenesim.

Os fãs viram Steve Rogers pela última vez em Avengers: Endgame (2019), quando, após derrotar Thanos e devolver as Jóias do Infinito às respectivas linhas temporais, decide ficar no passado para viver uma vida com Peggy Carter. Já idoso, regressa brevemente à linha temporal principal apenas para entregar o escudo a Sam Wilson, passando-lhe o legado de Capitão América.

Este novo teaser levanta várias questões centrais. Estamos perante o mesmo Steve Rogers? Terá regressado à linha temporal principal depois de décadas no passado? Ou será esta uma variante do multiverso, algo que Doomsday deverá explorar de forma intensa? E, talvez a pergunta mais óbvia: quem é o bebé? Será filho de Steve e Peggy? Terá alguma ligação ao soro do supersoldado?

A Marvel, como é habitual, não confirma nada. Mas o simples facto de trazer Steve Rogers de volta — depois de um final que parecia definitivo — indica que Avengers: Doomsday não pretende jogar pelo seguro.

Curiosamente, este não é tecnicamente o primeiro regresso de Chris Evans ao MCU desde Endgame. Em Deadpool & Wolverine (2024), o actor apareceu num cameo hilariante como o Tocha Humana, personagem que interpretou nos filmes Fantastic Four da Fox em 2005 e 2007. No entanto, este é o verdadeiro regresso ao papel que o tornou um dos rostos mais icónicos da Marvel.

Evans não está sozinho. Avengers: Doomsday promete ser um dos elencos mais ambiciosos de sempre. Robert Downey Jr. regressa ao MCU, mas não como Tony Stark — desta vez interpreta Doctor Doom, o grande vilão do filme. Estão também confirmados Chris Hemsworth (Thor), Anthony Mackie, Sebastian Stan, Paul Rudd, Tom Hiddleston, Florence Pugh, Letitia Wright, Winston Duke, Simu Liu, Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Joseph Quinn, David Harbour e muitos outros.

O filme irá ainda cruzar definitivamente o MCU com o universo dos X-Men, trazendo de volta nomes como Patrick Stewart, Ian McKellen, James Marsden, Alan Cumming e Rebecca Romijn, num verdadeiro festival de multiverso.

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Se o teaser de Avengers: Doomsday prova alguma coisa, é que a Marvel está disposta a reabrir capítulos que pareciam encerrados — e a fazê-lo com impacto emocional. Steve Rogers regressa não como soldado ou símbolo, mas como pai. E essa mudança pode ser mais explosiva do que qualquer batalha cósmica.

SpongeBob Junta-se à Surfrider Portugal para Defender o Oceano na Estreia do Novo Filme

A esponja mais famosa do mundo chega aos cinemas a 24 de Dezembro com uma missão que vai além do entretenimento

SpongeBob O Filme: À Procura das Calças Quadradas estreia a 24 de Dezembro nos cinemas portugueses e traz consigo mais do que uma nova aventura subaquática. No âmbito desta estreia, a Paramount Animation e a Nickelodeon Movies associam-se à Surfrider Foundation, em Portugal representada pela Surfrider Foundation Portugal, numa parceria global de sensibilização ambiental que procura envolver crianças e famílias na proteção do oceano.  

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A iniciativa nasce da vontade de aproveitar a força cultural de uma das personagens mais icónicas da animação para transmitir uma mensagem clara e positiva: proteger o oceano começa com pequenos gestos no dia a dia. SpongeBob, Patrick e o resto dos habitantes de Bikini Bottom assumem aqui o papel de embaixadores ambientais, colocando a sua popularidade ao serviço de uma causa urgente e universal.

O principal eixo da parceria é o lançamento de um livreto educativo gratuito, desenvolvido em colaboração com a Surfrider Foundation. Pensado para um público jovem, o material combina atividades de colorir, ilustrações exclusivas do universo SpongeBob SquarePants e informação acessível sobre boas práticas ambientais, incentivando as crianças a aprender de forma divertida e a partilhar esse conhecimento em família.

Entre os temas abordados estão a redução do plástico, o respeito pela vida marinha e a importância de atitudes simples, como não deixar lixo na praia ou reduzir o uso de descartáveis. O objetivo não é moralizar, mas sim despertar curiosidade e criar uma ligação emocional entre as crianças e o mar, reforçando desde cedo a noção de responsabilidade coletiva.

Esta ação enquadra-se perfeitamente na missão da Surfrider Foundation Portugal, uma ONG dedicada à proteção do oceano, das zonas costeiras e das comunidades que delas dependem. Integrada na rede europeia da Surfrider Foundation, a organização atua através da educação, da ciência e da mobilização cidadã, apoiando-se numa rede ativa de voluntários em todo o país. A parceria com SpongeBob permite amplificar essa missão junto de um público mais jovem, num tom optimista e acessível.

A iniciativa acompanha a estreia de SpongeBob O Filme: À Procura das Calças Quadradas, reforçando a mensagem positiva do próprio filme. Na nova longa-metragem, SpongeBob embarca na maior aventura cinematográfica da sua vida, decidido a provar que é um verdadeiro herói. Para impressionar o Sr. Krabs, segue o lendário Holandês Voador, um pirata fantasma misterioso, numa jornada que o leva às profundezas do oceano, onde nenhuma esponja jamais esteve.

Realizado por Derek Drymon, um nome histórico do universo SpongeBob, o filme aposta numa mistura de comédia marítima, imaginação visual e espírito aventureiro, mantendo o humor característico da série e acrescentando uma escala cinematográfica mais ambiciosa. A produção conta com um elenco de vozes de luxo, incluindo Tom KennyClancy BrownBill FagerbakkeRodger BumpassCarolyn LawrenceMark Hamill e participações especiais como George Lopez e Ice Spice.

A chegada do filme aos cinemas na véspera de Natal torna-o numa proposta ideal para sessões em família, agora enriquecida por uma componente educativa que prolonga a experiência para lá da sala de cinema. Ao associar entretenimento e consciência ambiental, SpongeBob prova que continua a evoluir com o seu público, sem perder a leveza e o optimismo que o tornaram um fenómeno global.

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SpongeBob O Filme: À Procura das Calças Quadradas estreia a 24 de Dezembro, em versões dobrada e legendada, e chega acompanhado de uma mensagem clara: cuidar do oceano pode — e deve — começar desde cedo.  

SpongeBob – À Procura das Calças Quadradas: Fresco, Divertido e com Imaginação de Sobra

Um filme que funciona para várias idades e prova que a esponja continua a saber falar com o seu público

Depois de 26 anos de nonsense náuticoSpongeBob SquarePants continua a ser uma presença surpreendentemente sólida no cinema de animação. SpongeBob – À Procura das Calças Quadradas (The SpongeBob Movie: Search for SquarePants) não só mantém a energia caótica que definiu a série desde o início, como consegue algo cada vez mais raro: funcionar genuinamente bem para várias gerações ao mesmo tempo.

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Vi o filme em sala com a minha filha, numa idade já pré-teen — aquele território difícil onde muita animação infantil começa a ser “demasiado infantil”. A reacção foi imediata e inequívoca: riso frequente, atenção constante e zero impaciência. E isso diz muito. O filme percebe exactamente onde está o seu público actual: crianças que já cresceram com SpongeBob, mas que continuam disponíveis para a sua loucura, desde que ela seja rápida, inventiva e visualmente estimulante.

Realizado por Derek Drymon, uma figura essencial no universo da série há mais de um quarto de século, o filme aposta num ritmo acelerado, piadas visuais em catadupa e um cuidado inesperado com a construção do mundo submarino. Não é apenas uma sucessão de gags — há uma aventura clara, um percurso emocional simples, mas eficaz, e uma imaginação que nunca parece cansada.

A história começa com um pequeno grande momento de crescimento: SpongeBob descobre que finalmente tem altura suficiente para andar na montanha-russa que ele e o inseparável Patrick sonham experimentar há anos. O problema é que crescer fisicamente não significa estar preparado emocionalmente. Falta-lhe aquilo que o filme define, com humor certeiro, como “fortaleza intestinal” — uma limitação que diverte o público e serve de motor para toda a narrativa.

Determinado a provar que já é um “tipo crescido”, SpongeBob toma uma decisão tão ingénua quanto perigosa: invocar o espírito amaldiçoado do Flying Dutchman, descrito como “o fantasma mais assustador que alguma vez percorreu os sete mares”. A partir daqui, o filme lança-se numa aventura que mistura comédia física, fantasia e uma surpreendente ambição mitológica.

Um dos aspectos mais interessantes de À Procura das Calças Quadradas é a forma como expande a geografia mutável de Bikini Bottom. Ao longo dos anos, a série já nos levou a locais memoráveis como Jellyfish Fields ou Rock Bottom, mas aqui há uma clara vontade de ir mais longe. A viagem ao submundo oceânico é um dos pontos altos do filme, cruzando referências clássicas com humor absurdo: uma gaivota de três cabeças surge como substituta de Cila, enquanto Sirenastentam seduzir o sempre exasperado Squidward… com smooth jazz.

Esse equilíbrio entre referências culturais, nonsense puro e uma narrativa acessível é precisamente o que mantém SpongeBob relevante. O filme nunca se leva demasiado a sério, mas também não subestima o seu público — algo que as crianças sentem imediatamente.

Vale ainda a pena referir um detalhe que tornou a experiência em sala ainda mais divertida: antes do filme principal, é exibida uma curta dos Teenage Mutant Ninja Turtles. Nesta pequena aventura, as Tartarugas enfrentam uma entidade de Inteligência Artificial, num confronto que combina acção, humor e um toque de actualidade tecnológica. Para o público mais novo, funciona como um excelente aquecimento; para os pais, é uma surpresa simpática que acrescenta valor ao bilhete.

No final, SpongeBob – À Procura das Calças Quadradas confirma algo essencial: SpongeBob continua ingénuo, optimista e excessivo, mas também profundamente humano na sua vontade de crescer, de ser aceite e de provar o seu valor. É um filme que respeita o seu legado, percebe o seu público actual e entrega exactamente aquilo que promete.

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E, pelo sorriso à saída da sala, cumpre plenamente a sua missão.