🏢 Secret Mall Apartment: O documentário que revela o apartamento secreto num centro comercial onde viveram 8 artistas durante 4 anos

Em tempos de centros comerciais decadentes e lojas a fechar portas, é difícil imaginar que houve uma altura em que estes espaços eram verdadeiros templos de convívio e consumo. Mas foi precisamente essa realidade que inspirou um grupo de oito artistas a realizar um dos actos mais audaciosos — e criativos — da arte contemporânea: viver secretamente num centro comercial durante quatro anos. Secret Mall Apartment, o novo documentário de Jeremy Workman, com produção de Jesse Eisenberg, resgata essa história fascinante e dá-lhe o tratamento cinematográfico que merece.

ver também : Bill Skarsgård fica preso no SUV de Anthony Hopkins e o resultado é um thriller tenso e excêntrico

Um feito artístico ou uma travessura genial?

Em 2003, Michael Townsend e os seus cúmplices construíram, mobilaram e habitaram um apartamento escondido no Providence Place Mall, em Rhode Island. Sem que ninguém desse por isso, os artistas criaram ali um espaço de 70 metros quadrados, decorado com sofá, TV, consola PlayStation, armários, mesa, cadeiras e até uma máquina de waffles. Alimentavam-se com pipocas do cinema do centro comercial e alimentavam os aparelhos com electricidade “emprestada” através de uma extensão furtiva. Tudo parecia tirado de uma sitcom… e, de certa forma, era.

O documentário mistura imagens de arquivo (absolutamente deliciosas) com entrevistas atuais aos protagonistas, agora reunidos pela primeira vez em 17 anos. O tom é simultaneamente nostálgico e provocador: estaríamos perante arte performativa, activismo, vandalismo ou um simples golpe de génio?

Mais do que um esconderijo — uma crítica social encenada

Michael Townsend não é um delinquente, mas sim um artista conceptual com uma longa carreira em tape art e projectos comunitários. A sua escolha de viver num centro comercial não foi apenas uma partida à sociedade de consumo, mas uma crítica concreta às transformações urbanísticas e à gentrificação agressiva de Providence. Como se quisesse lembrar ao mundo que os espaços pensados para nos fazer consumir podiam também ser ocupados para existir, criar e resistir.

Jeremy Workman faz um trabalho notável ao posicionar este insólito episódio dentro de um contexto sociopolítico mais vasto. A montagem é ágil, o humor está sempre presente e o respeito pela criatividade dos protagonistas nunca é posto em causa. Há também uma certa ternura no modo como o documentário humaniza todos os envolvidos, mostrando não apenas o plano genial, mas também a amizade, a ingenuidade e a vontade de fazer parte de algo especial.

Arte de guerrilha no coração do consumismo

Secret Mall Apartment nunca recorre a dramatizações exageradas nem tenta glorificar excessivamente os protagonistas. Pelo contrário, deixa espaço para que o espectador pense por si mesmo: foi esta ocupação um acto de liberdade? Ou um sintoma desesperado da alienação de uma geração sem lugar nas grandes narrativas urbanas?

O filme não oferece respostas definitivas, mas entrega-nos uma história real cheia de camadas — e acima de tudo, inspiradora. Ao estilo de um heist movie com coração, esta é uma celebração da criatividade, da resistência quotidiana e do poder da arte em lugares improváveis. Se alguma vez olhou para um centro comercial como uma prisão disfarçada, este documentário vai fazê-lo ver as suas paredes de betão com outros olhos.

ver também : 💔 Stephen Graham ofereceu-se para adotar jovem ator após tragédia pessoal


🎥 Secret Mall Apartment ainda não tem data confirmada de estreia em Portugal, mas promete ser um dos documentários mais comentados do ano nas plataformas de streaming.


Bill Skarsgård fica preso no SUV de Anthony Hopkins e o resultado é um thriller tenso e excêntrico

Há filmes que vivem de uma ideia simples mas eficaz — e Locked é um desses casos. Uma espécie de Phone Booth sobre rodas, esta nova produção coloca Bill Skarsgård dentro de um carro de luxo com demasiadas funcionalidades tecnológicas e um proprietário com um sentido de justiça… peculiar. A premissa? Um ladrão de ocasião entra num SUV topo de gama que rapidamente se transforma numa armadilha mortal, enquanto uma voz familiar — a de Anthony Hopkins — o desafia a prestar contas pelos seus pecados. O resultado é um thriller tenso, claustrofóbico e por vezes deliciosamente exagerado, que lembra uma versão mais leve de Saw com aspirações morais.

ver também : 💔 Stephen Graham ofereceu-se para adotar jovem ator após tragédia pessoal

Uma armadilha sobre rodas

Locked é a adaptação do thriller argentino 4×4 e segue a tradição dos filmes com espaço limitado e grande intensidade dramática. David Yarovesky realiza com energia e criatividade uma história que decorre praticamente toda no interior de um veículo. O protagonista, Eddie Barrish (Skarsgård), é um pai em dificuldades financeiras que, num ato desesperado, decide roubar o que conseguir de um SUV aparentemente abandonado. O que ele não sabe é que o carro pertence a William (Hopkins), um homem terminalmente doente, cansado da criminalidade e decidido a transformar o automóvel numa lição moral ambulante.

Eddie rapidamente se apercebe de que está preso num autêntico campo de reeducação motorizado: o carro responde à voz de William, que controla tudo, desde a climatização extrema até à inclusão de tasers escondidos nos bancos. A dada altura, o carro torna-se autónomo e ameaça conduzir-se até à morte do seu ocupante, exigindo uma escolha final entre amputações ou suicídio. Tudo, claro, ao estilo de uma moralidade imposta por um justiceiro improvável.

Dois atores, dois mundos

Bill Skarsgård convence com uma interpretação contida, mais emocional do que verbal, adequada ao desespero crescente de um homem sem alternativas. O seu Eddie é uma figura trágica, marcada por uma vida de pobreza e culpa parental, que contrasta fortemente com o requinte e privilégio do seu antagonista invisível. Anthony Hopkins, por sua vez, diverte-se imensamente no papel de William. A sua voz grave ecoa como um juiz invisível, debitando monólogos sobre ética, responsabilidade e a decadência da sociedade moderna com a pompa de quem está a escrever o seu próprio epitáfio. E fá-lo com classe.

Moralidades enlatadas e entretenimento eficaz

Embora o guião tente explorar dilemas éticos e a diferença entre classes sociais, as ideias apresentadas em Locked não são propriamente novas. A luta entre sobrevivência e justiça, ou entre o quotidiano do pobre e as filosofias do rico, já foi explorada de forma mais profunda noutros contextos. Contudo, este não é um filme que pretenda mudar o mundo — é uma experiência concentrada em prender a atenção, alimentar a tensão e explorar o potencial de um conceito engenhoso.

Visualmente, Yarovesky aproveita bem os ângulos das câmaras internas do veículo, criando dinamismo mesmo em espaços fechados. As cenas exteriores, porém, perdem-se em iluminação exagerada e metáforas visuais algo óbvias.

ver também : 🎭 Christoph Waltz junta-se ao elenco da 5.ª temporada de Only Murders in the Building

Apesar de alguns momentos forçados e um argumento que por vezes pisa o limite do absurdo, Locked cumpre a sua missão: entreter. Quem entra para ver Bill Skarsgård a lutar pela vida dentro de um carro possuído pela voz de Anthony Hopkins não sairá defraudado. Locked não é um clássico instantâneo, mas é um thriller eficaz, com ritmo, boas interpretações e um conceito curioso que agarra do início ao fim.


🎬 Locked ainda não tem data de estreia confirmada em Portugal

📊 Contagem de palavras: 656 palavras

💔 Stephen Graham ofereceu-se para adotar jovem ator após tragédia pessoal

Conhecido pela sua intensidade dramática no ecrã e por um talento que atravessa géneros e décadas, Stephen Graham voltou a conquistar a admiração do público não apenas pela sua atuação na nova minissérie Adolescência, da Netflix, mas também por uma história de vida comovente que mostra o verdadeiro alcance da sua generosidade fora das câmaras.

ver também : “Adolescência”: A Minissérie da Netflix que Está a Deixar os Pais Britânicos em Alerta

O gesto que agora vem à tona aconteceu em 2006, durante as filmagens de This is England, uma aclamada produção britânica realizada por Shane Meadows. Foi nesse projeto que Graham contracenou com Thomas Turgoose, um adolescente de apenas 13 anos, estreante no mundo da representação e com uma vida pessoal marcada por uma dor profunda: a morte da sua mãe devido a um cancro.

A ligação entre os dois atores rapidamente ultrapassou os limites do set. Num episódio comovente do podcast Private Parts, gravado em 2021, Thomas Turgoose revelou que Graham e o realizador Shane Meadows chegaram a discutir a possibilidade de o adotar, caso percebessem que o jovem não estaria bem entregue ao pai biológico — um homem que Thomas mal conhecia na altura e com quem foi viver após a morte da mãe.

“Sentei-me no meu quarto por dias, semanas, estava muito confuso”, partilhou Turgoose sobre o difícil período de transição. “Passei muito tempo com o Shane Meadows e com o Stephen Graham. Eles acordaram entre eles que, se não fossem ‘com a cara’ do meu pai, ou se vissem que ele não me estava a fazer bem, adotavam-me”, contou.

Felizmente, a situação tomou um rumo positivo. Graham e Meadows conheceram o pai de Thomas, e ficaram rapidamente convencidos de que era um homem íntegro e dedicado. “Ele é uma rocha! Trabalhou que nem um louco a vida toda, e é um homem respeitável. Eu e ele somos os melhores amigos agora”, disse o ator, sublinhando que, apesar da relação próxima que hoje partilham, no início mal se conheciam.

Este episódio comovente volta a destacar o lado mais humano de Stephen Graham, atualmente elogiado pelo seu papel em Adolescência, uma série que também se distingue por apostar em novos talentos — algo que o ator fez questão de exigir à produção. A sua influência, tanto na frente como atrás das câmaras, demonstra um profundo compromisso com a inclusão, o apoio aos jovens e a transformação real na indústria do entretenimento.

Num tempo em que o estrelato é muitas vezes associado a distanciamento e egocentrismo, histórias como esta lembram-nos que os verdadeiros heróis da televisão e do cinema não são apenas aqueles que interpretam papéis marcantes, mas também aqueles que, nos bastidores, mudam vidas.

“Meet the Parents 4”: Universal prepara nova sequela com o regresso de Robert De Niro e Ben Stiller

💥 A família Focker vai voltar a reunir-se! A Universal confirmou que está a desenvolver “Meet the Parents 4”, com John Hamburg — argumentista dos três primeiros filmes — pronto para assumir também a realização desta nova aventura familiar carregada de embaraços, gafes e muitas gargalhadas. E sim, Robert De Niro e Ben Stiller vão regressar aos seus papéis icónicos.

ver também : 🎬 Samuel L. Jackson Seguiu um Conselho de Bruce Willis… e Foi Crucial para a Marvel

Segundo revelado pela imprensa especializada norte-americana (com confirmação inicial da Deadline), o quarteto original de protagonistas — Robert De Niro, Ben Stiller, Teri Polo e Blythe Danner — vai voltar, embora os detalhes da história estejam a ser mantidos em segredo.

O regresso do humor que conquistou o mundo

A primeira longa-metragem da saga, Meet the Parents (Conhece os Pais, em Portugal), estreou-se em 2000 sob a direção de Jay Roach, e foi um enorme sucesso de bilheteira, ultrapassando os 330 milhões de dólares a nível global. A sua sequela, Meet the Fockers (2004), foi ainda mais longe: 522 milhões de dólares com a ajuda de Dustin Hoffman e Barbra Streisand, que se juntaram ao elenco como os excêntricos pais de Greg Focker (Stiller).

A terceira entrada, Little Fockers (2010), realizada por Paul Weitz, encerrou (pelo menos até agora) a trilogia com um regresso às dinâmicas familiares e à clássica tensão entre o genro bem-intencionado e o sogro ex-agente da CIA.

John Hamburg: de argumentista a realizador

John Hamburg, que escreveu os três primeiros filmes, incluindo Little Fockers, está agora pronto para dirigir o quarto capítulo da saga. Recentemente, realizou a comédia Me Time para a Netflix, e é conhecido também por assinar os guiões de comédias como Along Came Polly e I Love You, Man.

Hamburg irá ainda produzir Meet the Parents 4 através da sua produtora Particular Pictures, ao lado de Robert De NiroJane Rosenthal (Tribeca Productions), Jay Roach (Delirious Media), Ben Stiller e John Lesher (Red Hour Films). A supervisão da produção na Universal está a cargo de Matt Reilly e Jacqueline Garrell.

Uma nova geração de confusões?

Apesar de os pormenores da história não terem sido divulgados, a especulação já começou: será que Meet the Parents 4se centrará agora nos filhos de Greg e Pam? Veremos Jack Byrnes (De Niro) como um avô obsessivamente controlador, a tentar testar o novo genro ou nora? E qual será o papel dos excêntricos Fockers desta vez?

A resposta ainda está no segredo dos deuses, mas o regresso deste elenco e da mente criativa por trás do fenómeno original é razão suficiente para aguçar a curiosidade dos fãs — e preparar os abdominais para mais umas boas sessões de riso.

ver também: Ben Stiller admite que fazer “Tempestade Tropical” hoje seria impossível

🎥 Meet the Parents 4 ainda não tem data de estreia confirmada, mas promete tornar-se num dos regressos mais nostálgicos (e desastrosamente hilariantes) dos próximos anos.

James Bond: Amazon Quer Revolucionar Saga com Produtores de “Homem-Aranha” e “Harry Potter”

A espionagem cinematográfica vai mesmo mudar de mãos — e, aparentemente, de estilo. Segundo várias fontes da imprensa americana, a Amazon MGM Studios está em conversações com dois pesos-pesados de Hollywood para liderar a nova era de James Bond: Amy Pascal, produtora dos filmes Homem-Aranha e Mulherzinhas, e David Heyman, conhecido por toda a saga Harry Potter e por sucessos como Barbie e Era Uma Vez… em Hollywood.

ver também : Jason Bourne Está de Regresso? Direitos da Franquia São Agora Disputados por Apple, Netflix e Skydance

A notícia surge pouco mais de um mês após o anúncio bombástico de que a Amazon ficaria com o controlo criativo de James Bond, pondo fim a mais de seis décadas de domínio absoluto da família Broccoli sobre o famoso agente secreto com licença para matar. A prioridade é clara: fazer um novo filme antes de qualquer aventura por séries ou ‘spin-offs’.

De Bond para além do cinema

A Amazon comprou o estúdio MGM em 2021 por 8,5 mil milhões de dólares e, desde então, a pressão para rentabilizar as suas propriedades intelectuais tem sido intensa. James Bond, com o seu prestígio e legado, é a jóia da coroa — e o objetivo é trazê-lo para o centro da cultura pop mais uma vez.

Os novos planos incluem expandir o universo Bond, com hipóteses como uma série sobre Moneypenny, um spin-off de Felix Leiter ou até uma 007 feminina. Ideias que durante muito tempo foram travadas pela resistência de Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, os herdeiros da EON Productions. Mas com a saída progressiva de Wilson (83 anos) e os atritos com os executivos da Amazon — incluindo uma alegada bronca entre Barbara e Jennifer Salke, líder da Amazon MGM Studios — a balança começou a pender para outro lado.

A gota de água poderá ter sido uma reportagem do Wall Street Journal que revelava uma reunião tensa, em que Barbara Broccoli se referiu aos executivos da Amazon como “grandes idiotas” e Jeff Bezos, furioso, terá dito: “Não quero saber quanto custa, livrem-se dela.” (embora uma fonte próxima negue estas palavras à The Hollywood Reporter).

Ainda assim, parece que o preço para destronar a família é astronómico: fala-se em mil milhões de dólares (cerca de 920 milhões de euros).

Quem são os nomes fortes da nova missão?

Amy Pascal, ex-presidente da Sony Pictures, tem um currículo de ouro. Atualmente é produtora dos filmes Spider-Manem live-action e animação, além de ter estado envolvida em Mulherzinhas (2019) e Challengers, de Luca Guadagnino. Importa referir que a Sony distribuiu os filmes Bond mais rentáveis da história recente, como Skyfall e Spectre.

David Heyman é outro nome de respeito. Além de ser o arquiteto por trás do império Harry Potter e das prequelas Monstros Fantásticos, produziu GravidadeMarriage StoryWonka e Barbie. Experiência, bom gosto e um olho clínico para blockbusters são atributos que não lhe faltam.

Se este par for confirmado, o futuro da saga poderá aliar o respeito pela tradição à ousadia de uma reinvenção criativa mais abrangente — e multiplataforma.

Novo Bond em marcha… mas quem será ele?

Ainda não há novidades quanto ao sucessor de Daniel Craig, mas a escolha poderá ser uma das primeiras grandes decisões da nova equipa. Nomes como Aaron Taylor-Johnson, Regé-Jean Page e James Norton têm sido apontados ao longo dos últimos anos, mas tudo pode mudar com a nova abordagem da Amazon MGM Studios.

ver também: 🎬 Samuel L. Jackson Seguiu um Conselho de Bruce Willis… e Foi Crucial para a Marvel

Uma coisa é certa: James Bond vai regressar — e com munições novas.

Jason Bourne Está de Regresso? Direitos da Franquia São Agora Disputados por Apple, Netflix e Skydance

O agente mais enigmático e letal do cinema poderá estar prestes a regressar — mas, desta vez, fora da Universal. A emblemática franquia Jason Bourne, baseada nos romances de Robert Ludlum, está oficialmente a ser disputada por vários gigantes do entretenimento, incluindo Apple, Netflix e Skydance, após o fim do vínculo exclusivo com a Universal Pictures.

ver também : “Ballerina” Expande o Universo de John Wick – Novo Trailer Revela Confronto com Keanu Reeves

Segundo revelou a The Hollywood Reporter, a agência WME está a negociar os direitos da saga em nome do espólio do autor Robert Ludlum, não só para a franquia Bourne, mas também para todo o universo literário do escritor. A intenção é clara: dar nova vida ao agente secreto e torná-lo uma presença mais regular nos ecrãs.

Uma nova era para Bourne?

Ainda é cedo para saber se Matt Damon, rosto incontornável da personagem desde 2002, voltará a interpretar o ex-agente da CIA com amnésia e passado sombrio. O que se sabe, para já, é que a corrida pelos direitos está intensa, com reuniões já realizadas com os principais estúdios de streaming e produção.

Apesar do interesse de Apple, Netflix e Skydance, a própria Universal — que lançou todos os filmes até agora — ainda poderá tentar recuperar os direitos, caso apresente uma proposta suficientemente aliciante.

Uma franquia que redefiniu o cinema de espionagem

Criada a partir do romance The Bourne Identity (1980), a versão cinematográfica de Jason Bourne estreou-se em 2002, protagonizada por Matt Damon e realizada por Doug Liman. O sucesso foi imediato, muito graças ao realismo cru e à abordagem mais física da ação — algo que contrastava com os gadgets futuristas e o charme sofisticado dos filmes de James Bond até então.

A trilogia original (The Bourne IdentityThe Bourne Supremacy e The Bourne Ultimatum) arrecadou elogios da crítica e do público, elevando a fasquia no género dos thrillers de espionagem. Em 2012, Jeremy Renner protagonizou o spin-off The Bourne Legacy, que tentou expandir o universo, mas sem grande impacto. Damon voltaria à personagem principal em Jason Bourne (2016), que arrecadou mais de 415 milhões de dólares mundialmente.

A febre do IP continua

Este novo capítulo na vida de Jason Bourne surge numa altura em que as propriedades intelectuais (IP) com notoriedade global estão cada vez mais escassas. Estúdios e plataformas de streaming apostam tudo em nomes reconhecíveis para garantir sucesso instantâneo, e Bourne é, sem dúvida, uma das marcas de ação mais valiosas.

Curiosamente, a Universal já tinha mostrado interesse em revitalizar a franquia. O realizador Edward Berger (Conclave) chegou a ser contratado no final de 2023 para desenvolver uma nova abordagem à saga, mas o projeto não avançou com a rapidez necessária — e os direitos saíram do seu controlo.

ver também : “Hellboy e o Homem Torto”: O Demónio Vermelho Está de Volta Para Mais Horror e Mistério

Com a pressão crescente para conquistar audiências globais e expandir universos narrativos, tudo indica que Jason Bourne poderá regressar em grande… mas numa nova casa.


🎬 “Coco 2” é Oficial: Pixar Regressa ao Mundo dos Mortos com Estreia Marcada para 2029

A tão esperada sequela de Coco, o premiado filme da Pixar de 2017, está finalmente em desenvolvimento. A confirmação veio diretamente do presidente executivo da Disney, Bob Iger, durante a reunião anual de acionistas realizada esta quinta-feira, onde revelou que “Coco 2” está oficialmente a caminho e tem estreia prevista para 2029.

ver também : 🎬 Samuel L. Jackson Seguiu um Conselho de Bruce Willis… e Foi Crucial para a Marvel

“Embora o filme ainda esteja nas fases iniciais, sabemos que estará cheio de humor, coração e aventura. E mal podemos esperar para partilhar mais em breve”, declarou Iger, citado pelo site Deadline.

A equipa criativa original regressa também para esta nova aventura: Lee Unkrich, realizador do primeiro filme, e Adrian Molina, correalizador, estão novamente envolvidos, prometendo manter o espírito vibrante e emocional que tornou Cocoum sucesso global.

Um regresso ao mundo de Miguel e dos seus antepassados

“Coco” foi um verdadeiro fenómeno da animação, tanto crítica como comercialmente. Com um elenco vocal totalmente composto por atores latinos, incluindo Gael García Bernal e Benjamin Bratt, o filme destacou-se por ser uma celebração profunda da cultura mexicana e da tradição do Día de los Muertos (Dia dos Mortos).

A história centrava-se em Miguel, um rapaz de 12 anos apaixonado por música, que embarca numa aventura no mundo dos mortos para desvendar a verdade sobre o seu legado familiar. Com um estilo visual marcante, humor inteligente e uma poderosa mensagem sobre família, memória e identidade, Coco conquistou o mundo e arrecadou dois Óscares: Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original com “Remember Me”.

Expectativas em alta para 2029

Ainda que os detalhes da nova trama estejam a ser mantidos em segredo, os fãs já começaram a especular sobre o que poderá ser contado nesta nova visita ao mundo dos mortos. Teremos um Miguel mais velho? Novas canções inesquecíveis? Mais encontros emocionantes com familiares do além?

O que se sabe é que a Pixar e a Disney pretendem repetir a fórmula que resultou tão bem, aprofundando ainda mais o universo de Coco, que já foi descrito por muitos como “uma carta de amor ao México”.

ver também : Animação Portuguesa Brilha nos Prémios Quirino com “A Menina com os Olhos Ocupados” e “Percebes”

Até lá, resta-nos aguardar por mais novidades — e talvez, rever Coco mais uma ou duas vezes para preparar o coração. 🎶💀❤️

🎬 Samuel L. Jackson Seguiu um Conselho de Bruce Willis… e Foi Crucial para a Marvel

Com Bruce Willis afastado da vida pública desde 2022 devido ao diagnóstico de demência frontotemporal, muitos colegas e amigos têm aproveitado o seu 70.º aniversário, celebrado a 19 de março, para partilhar memórias e homenagens. Um desses testemunhos, partilhado pela Vanity Fair, veio de Samuel L. Jackson, que revelou um conselho determinante dado por Willis durante as filmagens de Die Hard – A Vingança (1995).

ver também : Demi Moore Celebra os 70 Anos de Bruce Willis com Mensagem Tocante

🗣️ “Encontra uma Personagem à Qual Possas Sempre Voltar”

Na altura da rodagem do terceiro capítulo da saga Die Hard, os dois atores, que já tinham estado em Pulp Fiction (1994), mas sem contracenar diretamente, criaram uma relação próxima. Foi nesse contexto que Bruce Willis lhe deu um conselho com base na sua própria experiência no mundo de Hollywood:

“Espero que consigas encontrar uma personagem a que possas sempre voltar e que toda a gente adora quando fizeres maus filmes e não deem lucro.”

E explicou com exemplos:

“O Arnold [Schwarzenegger] tem o Exterminador Implacável. O Sylvester [Stallone] tem o Rocky e o Rambo. Eu tenho o John McClane.”

Jackson admitiu que o comentário ficou na sua memória — mas foi só anos depois que compreendeu o verdadeiro valor daquelas palavras.

🦸‍♂️ Nick Fury: O Papel Que Cumpriu a Profecia

Cerca de 15 anos depois, surgiu a proposta da Marvel para interpretar Nick Fury — e logo com um contrato para nove filmes. Era a génese do que se tornaria o Universo Cinematográfico Marvel (MCU).

“E não me ocorreu até que consegui o papel do Nick Fury… que, ‘Ah, estou a fazer o que o Bruce disse.’ Agora, tenho esta personagem a que posso sempre voltar”, recordou Samuel L. Jackson.

Desde a sua estreia na cena pós-créditos de Homem de Ferro (2008), Samuel L. Jackson já encarnou Nick Fury em mais de dez filmes e três séries, incluindo Invasão Secreta (2023), sendo hoje uma das figuras mais icónicas e recorrentes da Marvel.

🎥 Duas Lendas, Várias Colaborações

Além de Die Hard – A Vingança, os dois atores voltaram a cruzar caminhos em dois dos filmes mais ambiciosos de M. Night ShyamalanO Protegido (2000) e Glass (2019), cimentando uma relação profissional marcada por respeito mútuo e personagens icónicas.

ver também : “Ballerina” Expande o Universo de John Wick – Novo Trailer Revela Confronto com Keanu Reeves

🎞️ Um Legado Inspirador

O conselho de Bruce Willis resume a inteligência estratégica de uma carreira que, apesar dos altos e baixos, ficou marcada por uma personagem imortal — John McClane. E, como fica claro pelo testemunho de Samuel L. Jackson, esse legado inspirou outros atores a procurar o mesmo — uma âncora criativa e financeira no mundo incerto de Hollywood.

Demi Moore Celebra os 70 Anos de Bruce Willis com Mensagem Tocante

Bruce Willis celebrou 70 anos na passada quarta-feira, 19 de março, e recebeu homenagens emocionantes da sua família. Entre as mensagens partilhadas nas redes sociais, destacou-se a da sua ex-mulher Demi Moore, que publicou um conjunto de fotografias do ator ao longo dos anos, incluindo momentos com as suas três filhas e a própria atriz.

ver também : “Ballerina” Expande o Universo de John Wick – Novo Trailer Revela Confronto com Keanu Reeves

Feliz aniversário, BW! Amamos-te”, escreveu Demi na legenda das imagens, numa demonstração de carinho e respeito pelo ator, com quem esteve casada durante 13 anos.

Uma Relação de Amizade Após o Divórcio

Demi Moore e Bruce Willis casaram-se em 1987 e estiveram juntos até 2000, altura em que se divorciaram. Apesar da separação, mantiveram uma forte amizade e continuam a ser uma família unida, especialmente pelas filhas que têm em comum:

👧 Rumer Willis (36 anos)

👧 Scout Willis (33 anos)

👧 Tallulah Willis (31 anos)

Bruce Willis também recebeu homenagens da sua atual esposa, Emma Heming Willis, com quem está casado desde 2009e com quem tem duas filhas mais novas:

👧 Mabel (12 anos)

👧 Evelyn (10 anos)

Bruce Willis e a Luta Contra a Doença

O ator, conhecido por icónicos papéis em filmes como Die HardO Sexto Sentido e Pulp Fiction, retirou-se da representação em 2022, após ser diagnosticado com afasia, uma condição neurológica que afeta a comunicação. Em 2023, foi revelado que sofre de demência frontotemporal, uma doença degenerativa que tem impacto na cognição e no comportamento.

Desde então, a sua família tem partilhado atualizações ocasionais sobre o seu estado de saúde e reforçado a importância do apoio e da proximidade nestes momentos difíceis.

Uma Família Sempre Presente

A publicação de Demi Moore é mais um reflexo da ligação que a atriz mantém com Bruce Willis e do apoio incondicional da família ao ator nesta fase da sua vida.

ver também: “The Walking Dead: Dead City” Chega a Portugal – O Apocalipse Reinventa-se em Nova Iorque 🧟‍♂️🏙️

Apesar das adversidades, a família Willis continua unida, celebrando juntos os momentos especiais e recordando o legado de Bruce Willis, um dos atores mais icónicos de Hollywood.

“Ballerina” Expande o Universo de John Wick – Novo Trailer Revela Confronto com Keanu Reeves

O aguardado spin-off de John Wick, agora oficialmente intitulado From the World of John Wick: Ballerina, recebeu um novo trailer explosivo. A prévia confirma o que os fãs já suspeitavam: Ana de Armas, que interpreta a letal bailarina-assassina Eve, vai enfrentar John Wick (Keanu Reeves) numa cena de ação eletrizante.

Com estreia marcada para 6 de junho nos cinemasBallerina expande o universo da franquia e aprofunda a mitologia dos assassinos da Alta Cúpula.

Um “John Wick” Entre o Capítulo 3 e o Capítulo 4

A história de Ballerina ocorre entre os eventos de John Wick: Capítulo 3 – Parabellum e Capítulo 4. No terceiro filme, vimos John Wick ser declarado “excommunicado” por violar as regras da Alta Cúpula e procurar refúgio no quartel-general da Ruska Roma, liderado pela Diretora (Anjelica Huston). Foi ali que descobrimos que John Wick, originalmente chamado Jardani Jovonovich, foi treinado como assassino nesta organização, que forma bailarinas de elite para missões mortais.

Agora, Ballerina segue a trajetória de Eve Macarro (Ana de Armas), uma dessas assassinas treinadas pela Diretora, que parte numa missão de vingança contra o homem que matou a sua família.

Elenco de Luxo e Última Aparição de Lance Reddick

O filme traz de volta veteranos da franquia como Ian McShane (Winston), Anjelica Huston (Diretora) e Lance Reddick (Charon), que faz aqui a sua última aparição póstuma no papel do lendário concierge do Continental.

Além disso, há novas adições ao elenco, incluindo:

✅ Gabriel Byrne como o vilão Chancellor, que coloca uma cidade inteira contra Eve

✅ Sharon Duncan-Brewster como Nogi, mentora da protagonista

✅ Norman Reedus (The Walking Dead) como Daniel Pine, cujo papel permanece envolto em mistério

✅ Catalina Sandino Moreno e David Castaneda em papéis ainda não revelados

Ação de Alto Nível e Ligação com Keanu Reeves

A presença de Keanu Reeves no filme foi confirmada no trailer, que encerra com uma intensa cena de luta entre John Wick e Eve. Este confronto levanta questões sobre como John Wick se encaixa na trama e qual será a sua relação com a protagonista.

Com a assinatura de Chad Stahelski (produtor e criador da franquia) e direção de Len Wiseman (Underworld, Duro de Matar 4.0)Ballerina promete entregar a mesma ação estilizada e violenta que tornou John Wick uma das sagas mais populares do cinema de ação.

Onde Assistir “Ballerina” em Portugal?

📅 Estreia nos cinemas: 6 de junho de 2024

Com sequências de luta coreografadas ao mais alto nível, um elenco de peso e conexões diretas com os eventos dos filmes principais, Ballerina é um dos filmes de ação mais aguardados do ano.

De Samurai a Criminoso? Realizador de “47 Ronin” Detido por Burlar a Netflix em 11 Milhões de Dólares

O enredo do crime perfeito poderia ter saído de um thriller de Hollywood, mas foi, na verdade, a vida real que surpreendeu a Netflix. O realizador Carl Erik Rinsch, conhecido por “47 Ronin – A Grande Batalha Samurai” (2013), foi detido esta terça-feira, 18 de março, acusado de enganar a plataforma de streaming em 11 milhões de dólares, desviando os fundos destinados à sua nova série para investimentos em criptomoedas, carros de luxo e roupas de marca.

ver também : Atriz de “American Pie” Detida em Centro de Imigração dos EUA – “Era Como um Corpo Morto Enrolado em Alumínio”

Um Esquema Digno de uma Série da Netflix

Tudo começou quando Rinsch conseguiu vender à Netflix a ideia da série “White Horse”. O projeto, que prometia uma produção ambiciosa, recebeu um financiamento inicial de 44 milhões de dólares. No entanto, nenhum episódio foi entregue e o realizador, alegando dificuldades de produção, solicitou mais 11 milhões para concluir a série.

O problema? O dinheiro nunca chegou ao set de filmagens. Em vez de investir na produção, Rinsch gastou os milhões em Dogecoin, uma criptomoeda que, na altura, estava em ascensão. Com a valorização do ativo digital, ele conseguiu multiplicar o seu investimento, mas, em vez de usar os lucros para a série, transferiu os ganhos para contas bancárias pessoais e gastou mais de 10 milhões em artigos de luxo.

Segundo a Associated Press, entre as compras extravagantes estão carros de alto desempenho, relógios caríssimos e roupas de designers conceituados.

Detenção e Acusação de Fraude e Branqueamento de Capitais

A burla não passou despercebida às autoridades. Carl Erik Rinsch, de 47 anos, foi detido em West Hollywood, Califórnia, e, em tribunal, admitiu compreender as acusações de fraude eletrónica e branqueamento de capitais.

O juiz Pedro V. Castillo permitiu a sua libertação no mesmo dia, mas apenas após o realizador pagar uma fiança de 100 mil dólares. Agora, Rinsch terá de comparecer em tribunal em Nova Iorque, onde será formalmente acusado.

De Hollywood ao Tribunal: O Que Correu Mal?

O nome de Carl Erik Rinsch ficou conhecido com “47 Ronin”, um filme de fantasia e ação protagonizado por Keanu Reeves. Apesar do grande orçamento e de visuais impressionantes, o filme falhou nas bilheteiras, arrecadando apenas 151 milhões de dólares para um orçamento de 175 milhões.

Após o fracasso, Rinsch esteve afastado da realização de longas-metragens e tentou recuperar a carreira com “White Horse”, um projeto que prometia ser inovador e visualmente espetacular. Contudo, em vez de um regresso triunfal, acabou por ser um escândalo financeiro que pode resultar numa condenação pesada.

Netflix Sai Prejudicada, Mas a História Pode Render…

Este caso destaca-se não só pelo valor do desvio milionário, mas também pelo facto de ter acontecido dentro da própria indústria do entretenimentoA Netflix, que já financiou projetos controversos, desta vez foi vítima de um esquema audacioso, que levanta questões sobre os critérios de aprovação e controlo financeiro das suas produções.

Ironicamente, a própria Netflix poderia transformar esta história numa série, explorando os bastidores de um esquema que enganou uma das maiores plataformas de streaming do mundo.

ver também: Uma Relíquia da Nouvelle Vague: Argumento de “O Acossado”, de Godard, Vai a Leilão

🎬 Será que em breve teremos “White Horse: O Golpe da Netflix” na programação do serviço?

📽️ E tu, o que achas deste escândalo? A Netflix devia apertar mais o controlo sobre as suas produções?

Atriz de “American Pie” Detida em Centro de Imigração dos EUA – “Era Como um Corpo Morto Enrolado em Alumínio”

O que era para ser um simples pedido de renovação de visto transformou-se num pesadelo de 12 dias para a atriz canadiana Jasmine Mooney, que acabou detida pelas autoridades norte-americanas de imigração (ICE) e sujeita a condições degradantes.

ver também : “Relatos Selvagens”: Uma Obra-Prima de Humor Negro e Caos Explosivo na Prime

Mooney, que participou numa das sequelas de “American Pie”, foi presa ao tentar regularizar a sua situação na fronteira entre os EUA e o México, e relata que foi tratada como uma criminosa, sem direito a advogado e sujeita a condições “desumanas”.

Agora em liberdade, a atriz pretende dar voz a centenas de mulheres que conheceu na detenção, muitas delas presas sem aviso após anos a viverem legalmente nos EUA.

Uma Viagem ao Inferno: Da Fronteira ao Centro de Detenção

O pesadelo de Mooney começou quando, a 3 de março de 2025, se dirigiu a San Diego, na Califórnia, para pedir a renovação do seu visto de trabalho.

A atriz explicou que já tinha tido problemas anteriores com a imigração, pois o seu envolvimento com uma marca de bebidas nos EUA foi considerado “suspeito” por um agente fronteiriço, levando à revogação do seu visto.

Mesmo assim, estava confiante de que poderia resolver a situação. Mas assim que tentou o pedido, foi detida.

“Assumi que me iriam apenas mandar de volta para o Canadá e comecei a procurar voos. Foi então que um homem se aproximou de mim…”, descreve.

De seguida, foi levada para uma sala de interrogatório, revistada e informada de que estava oficialmente detida.

“As luzes nunca se apagavam, nunca sabíamos que horas eram e ninguém respondia às nossas questões”, escreve no artigo publicado no The Guardian.

A atriz passou dois dias nesta cela, até ser transferida para um centro do ICE em San Diego, onde ficou mais três dias.

Depois, foi levada para um centro de detenção em San Luis, no Arizona, onde permaneceu até ser libertada 12 dias depois.

“Dormíamos Enroladas em Folha de Alumínio Como Corpos Mortos”

Durante o tempo que esteve presa, Mooney relata condições desumanas.

“Dormi enrolada numa folha de alumínio, como se fosse um corpo morto, durante dois dias e meio”, disse à ABC News.

Afirmou ainda que os próprios guardas ficaram chocados com a sua presença na detenção.

“Viam-me e perguntavam: ‘O que estás aqui a fazer? És canadiana. Como é que vieste parar aqui?’”

A pior parte, segundo Mooney, foi perceber que muitas das mulheres que conheceu estavam na mesma situação, mas sem recursos ou apoio mediático.

“Eu tinha um passaporte canadiano, advogados, dinheiro, amigos, família e até políticos a defenderem-me. Mesmo assim, fui detida por quase duas semanas. Imaginem o que acontece a quem não tem esses privilégios”, desabafou.

Libertação Só Aconteceu Após Pressão Mediática

Mooney acredita que só foi libertada porque a sua história chegou aos media.

“O meu agente do ICE disse ao meu advogado que eu poderia ter saído mais cedo se tivesse assinado um formulário, mas eles nunca me disseram isso”, afirma.

Agora de regresso ao Canadá, a atriz não quer esquecer as mulheres que conheceu na prisão e está empenhada em usar a sua voz para expor as falhas do sistema de imigração norte-americano.

“Muitas destas mulheres estavam há anos a viver e trabalhar legalmente nos EUA. Mas, de repente, os seus vistos não foram renovados e foram presas sem aviso. O sistema destruiu as suas vidas sem qualquer explicação”, denuncia.

A sua experiência levanta questões preocupantes sobre os métodos de detenção do ICE e expõe as dificuldades de imigrantes que, mesmo com toda a documentação, podem acabar atrás das grades sem aviso prévio.

ver também: Gwyneth Paltrow Regressa ao Cinema e Recusa Apoio Técnico nas Cenas Íntimas com Timothée Chalamet

Uma Relíquia da Nouvelle Vague: Argumento de “O Acossado”, de Godard, Vai a Leilão

Uma verdadeira peça de história do cinema está prestes a mudar de mãos. O único argumento conhecido de “O Acossado” (À bout de souffle), de Jean-Luc Godard, será leiloado em junho pela Sotheby’s. Mais do que um simples guião, este documento raro contém anotações manuscritas do próprio Godard, revelando o processo criativo por detrás de um dos filmes mais revolucionários da Nouvelle Vague.

ver também : Monstra 2024: Festival de Animação Celebra 25 Anos com Edição Especial em Lisboa

O leilão decorrerá entre 4 e 18 de junho, com lances esperados entre 400 mil e 600 mil euros.

O Argumento Que Não Deveria Existir

Jean-Luc Godard sempre rejeitou a ideia de um argumento convencional. Conhecido pelo seu estilo experimental e improvisado, o realizador francês escrevia diálogos no próprio dia das filmagens ou incentivava os atores a improvisar, tornando o cinema mais natural e imprevisível.

Por isso, a existência deste argumento é uma raridade absoluta. Ele vem diretamente do espólio de Georges de Beauregard (1920-1984), o produtor do filme e uma das figuras-chave da Nouvelle Vague, que desafiou todas as convenções do cinema clássico.

“Este manuscrito raro reúne estas duas grandes figuras da Nouvelle Vague num documento histórico que traça o nascimento de um dos maiores sucessos do cinema francês.” – Anne Heilbronn, Sotheby’s Paris

Uma Obra Revolucionária

Lançado em 1960O Acossado é um marco incontornável do cinema francês, protagonizado por Jean Seberg e Jean-Paul Belmondo. Inspirado nos filmes de gangsters americanos, Godard subverteu as regras do cinema clássico com edição descontínua, cortes abruptos e uma liberdade narrativa nunca vista.

Este argumento, agora a leilão, contém 70 páginas, incluindo descrições detalhadas da lendária cena inicial, em que Jean-Paul Belmondo rouba um carro e foge pelas ruas de Paris, e da icónica sequência onde Jean Seberg vende jornais do New York Herald Tribune nos Campos Elísios.

O Último Adeus a Godard

Jean-Luc Godard faleceu em 2022, aos 91 anos, deixando um legado imensurável no cinema. O leilão deste documento histórico surge como uma oportunidade única para colecionadores e cinéfilos possuírem um pedaço do génio irreverente que mudou o cinema para sempre.

Onde e Quando Acompanhar o Leilão?

📅 Data: 4 a 18 de junho

📍 Onde: Sotheby’s (online)

ver também : “Relatos Selvagens”: Uma Obra-Prima de Humor Negro e Caos Explosivo na Prime

📽️ E tu, davas tudo para ter um manuscrito original de Jean-Luc Godard?

Rita Azevedo Gomes Homenageada no Porto Femme 2024

Porto Femme – Festival Internacional de Cinema prepara-se para homenagear a realizadora portuguesa Rita Azevedo Gomes, reconhecendo a sua abordagem única e a notável contribuição para o cinema independente.

ver também : Darren Aronofsky Pode Ser o Escolhido Para Realizar o Novo “Cujo” da Netflix

A distinção acontecerá durante a oitava edição do festival, que decorrerá entre 7 e 13 de abril em várias salas do Porto, incluindo o Batalha Centro de Cinema, Casa Comum, Maus Hábitos, Passos Manuel e Universidade Lusófona do Porto.

Uma Homenagem à Riqueza Artística e à Experimentação

O festival descreve a homenagem como um reconhecimento da sua carreira singular, marcada pela experimentação narrativa, riqueza estética e uma reflexão profunda sobre o cinema como expressão artística.

Como parte da celebração, será exibido o filme “Altar” (2003), uma obra recentemente restaurada que adapta um conto de Hermann Hesse. Segundo a organização, este filme “reflete a assinatura estética e conceptual” da realizadora, explorando as relações entre literatura, teatro e pintura.

Além da exibição do filme, o Porto Femme acolherá duas oficinas dedicadas ao cinema:

🎭 Guarda-roupa para cinema

🎬 Distribuição cinematográfica

O Percurso de Rita Azevedo Gomes

Com 73 anos, Rita Azevedo Gomes começou a trabalhar no cinema nos anos 1970, acumulando funções como assistente de realização, figurinista e diretora artística.

A sua estreia como realizadora aconteceu em 1990, com “O Som da Terra a Tremer”. Desde então, assinou filmes marcantes como:

📽️ “Frágil Como o Mundo” (2001)

📽️ “A Vingança de uma Mulher” (2012)

📽️ “A Portuguesa” (2018)

📽️ “Trio em Mi Bemol” (2022)

Em 2023, recebeu o Prémio de Carreira no Festival do Documentário e da Curta-Metragem de Bilbau (ZINEBI), consolidando o seu reconhecimento internacional.

O Porto Femme: Celebrar o Cinema no Feminino

Porto Femme é um festival internacional dedicado a promover o melhor cinema realizado por mulheres. A homenagem a Rita Azevedo Gomes reforça a importância do seu trabalho na cena cinematográfica portuguesa e internacional.

Quando e Onde Acompanhar?

📅 Datas: 7 a 13 de abril

📍 Local: Porto (Batalha Centro de Cinema, Casa Comum, Maus Hábitos, Passos Manuel e Universidade Lusófona do Porto)

ver também : Novo Documentário Sobre John Lennon Mostra o Seu Lado Mais Radical – E o Filho Sean Está Impressionado

📽️ E tu, já viste algum filme de Rita Azevedo Gomes? Qual a tua opinião sobre a sua abordagem artística?

Gwyneth Paltrow Regressa ao Cinema e Recusa Apoio Técnico nas Cenas Íntimas com Timothée Chalamet

Depois de vários anos afastada do grande ecrã, Gwyneth Paltrow está de volta à interpretação a sério com Marty Supreme, um filme onde contracena com Timothée Chalamet e promete surpreender pela intensidade dramática – e pela quantidade de cenas íntimas.

ver também : Dakota Johnson Entre Chris Evans e Pedro Pascal: “Materialists” Promete Ser a Nova Comédia Romântica do Ano

Com estreia marcada nos EUA para 25 de dezembro, o filme realizado por Josh Safdie (metade da dupla responsável por Diamante Bruto) explora a vida do lendário jogador de ping pong Marty Reisman. Chalamet interpreta o atleta na juventude, enquanto Paltrow dá vida à esposa de um dos seus rivais – uma mulher que acaba envolvida num caso amoroso com ele.

E, segundo a atriz, não faltam momentos de tensão e erotismo.

“Temos muito sexo neste filme. Mesmo muito”

Foi esta a provocadora afirmação de Gwyneth Paltrow numa entrevista à Vanity Fair, onde revelou a sua abordagem às cenas mais ousadas com Timothée Chalamet.

No set, Paltrow foi apresentada a uma figura que nunca tinha encontrado ao longo da sua carreira: o coordenador de intimidade. Esta função tornou-se cada vez mais comum em Hollywood desde o movimento #MeToo, garantindo que os atores se sintam confortáveis durante cenas de nudez ou sexo.

Mas a atriz, que já conta com 52 anos de idade e mais de três décadas na indústria, teve uma reação imediata:

“Miúda, sou da era em que se ficava nua, ia-se para a cama e se punha a câmara a trabalhar.”

Embora reconheça a importância destes profissionais para novos atores, Paltrow pediu para trabalhar diretamente com Chalamet, sem necessidade de mediação externa.

“Não sei como é com os miúdos que estão a começar, mas… se alguém disser ‘Ok, e agora ele vai colocar a mão aqui’, sentir-me-ia muito sufocada por isso enquanto artista.”

Antes de gravarem as cenas, lançou até uma piada ao jovem ator:

“Muito bem, eu tenho 109 anos. Tu tens 14.”

Gwyneth Paltrow: Um Regresso “A Sério” ao Cinema

Desde 2010 que Paltrow não protagonizava um papel dramático tão exigente. A atriz, vencedora de um Óscar por A Paixão de Shakespeare, esteve nos últimos anos mais focada na sua marca de lifestyle Goop e nas participações esporádicas como Pepper Potts no Universo Cinematográfico Marvel.

Para Paltrow, este regresso foi um verdadeiro desafio:

“Este é o meu primeiro trabalho sério como atriz desde Country Strong em 2010. Aqui arrisco tudo e coloco-me numa posição de vulnerabilidade, ao contrário de repetir algo como Os Vingadores.”

Timothée Chalamet: “Um Símbolo Sexual Intelectual”

Gwyneth Paltrow elogiou o colega de elenco, descrevendo-o como “um homem que leva o seu trabalho muito a sério e um parceiro divertido”.

Além disso, brincou ao chamá-lo de “um símbolo sexual intelectual”, destacando a sua boa educação e postura profissional.

Hollywood Mudou Desde #MeToo?

Curiosamente, Paltrow foi uma das peças-chave no escândalo Harvey Weinstein, ao denunciar o assédio que sofreu do produtor nos anos 90. Agora, acredita que a indústria mudou para melhor:

“Pelo que percebo, não há reuniões marcadas em quartos de hotel, ou se há, são várias pessoas na sala. Essa bolha estourou definitivamente.”

Contudo, mantém um certo realismo:

“Tenho certeza de que as pessoas ainda abusam do poder em Hollywood porque isso acontece em todo o lado, mas definitivamente mudou.”

“Marty Supreme”: Um Candidato aos Óscares?

Com estreia marcada para o Natal, Marty Supreme pode entrar diretamente na corrida aos prémios de cinema. Com Josh Safdie na realização e uma abordagem audaciosa, o filme promete ser um dos grandes temas de conversa no final de 2024.

ver também : Darren Aronofsky Pode Ser o Escolhido Para Realizar o Novo “Cujo” da Netflix

📽️ E tu, estás curioso para ver Gwyneth Paltrow e Timothée Chalamet juntos neste filme?

Novo Documentário Sobre John Lennon Mostra o Seu Lado Mais Radical – E o Filho Sean Está Impressionado

O legado de John Lennon continua a ser explorado de formas inesperadas, e o novo documentário One To One: John & Yoko promete revelar uma das fases mais controversas e intensas da sua vida. Entre ativismo, medo, vigilância do FBI e música poderosa, o filme realizado por Kevin Macdonald e Sam Rice-Edwards estreia em abril e já está a gerar grande entusiasmo – sobretudo para Sean Lennon, que ficou “completamente chocado” ao ouvir gravações inéditas do pai.

ver também: “Hellboy e o Homem Torto”: O Demónio Vermelho Está de Volta Para Mais Horror e Mistério

Apesar do lançamento estar confirmado para o Reino Unido (11 de abril) e exibições IMAX nos dias 9 e 10 de abrilainda não há informações sobre distribuição em Portugal.

Um Período de Agitação: Lennon Contra Nixon

O documentário cobre o período de 1971 a 1973, quando Lennon e Yoko Ono viviam num pequeno apartamento na Bank Street, em Nova Iorque, e estavam fortemente envolvidos com a esquerda radical americana. O ex-Beatle encontrava-se em guerra aberta com Richard Nixon e o governo dos EUA, o que levou a uma série de escutas e tentativas de deportação por parte do FBI.

Uma das cenas mais reveladoras do filme vem de gravações telefónicas inéditas, onde Lennon conversa com Jim Keltner, Allen Klein e John Sinclair sobre os perigos da sua luta política.

“O meu pai parecia muito entusiasmado, mas também se sentia ameaçado. Acho que as pessoas não percebem o quão perigoso foi aquele período para ele.” – Sean Lennon

As Gravações Inéditas Que Chocaram Sean Lennon

Para Sean Lennon, o documentário representa uma forma de estar mais próximo do pai, que morreu quando ele tinha apenas cinco anos.

“Para muitas pessoas, John Lennon é um ícone. Para mim, é o meu pai. Cresci a ver sempre as mesmas imagens e a ouvir os mesmos áudios. Agora, descobrir algo novo dele é quase como ganhar mais tempo com ele.”

Além das conversas políticas, o documentário também recupera imagens restauradas de um dos poucos concertos a solo de Lennon, o benefício para a Willowbrook School, em 1972, onde ele e Yoko atuaram com a banda Elephant’s Memory.

O concerto, muitas vezes criticado ao longo dos anos, surge aqui com nova remasterização, e Sean foi responsável por tratar do áudio:

“O meu pai está incrível neste concerto. A voz dele tem uma intensidade crua. Se eu estivesse numa banda com John Lennon, nunca me atreveria a fazer um solo enquanto ele cantava.”

O Ativismo Levado ao Extremo – E o Choque de Realidade

Lennon e Yoko estavam tão envolvidos com figuras como os Chicago Seven e os Black Panthers que chegaram a defender causas extremas. No entanto, o documentário mostra como o ex-Beatle gradualmente se afastou quando percebeu que alguns dos seus aliados defendiam métodos violentos.

“O meu pai percebeu que algumas pessoas do movimento eram tão violentas como aqueles contra quem estavam a lutar. E isso foi um verdadeiro choque para ele.” – Sean Lennon

Ao longo do documentário, ouvimos os próprios agentes do FBI a gravar chamadas telefónicas – um lembrete de que Lennon estava realmente a ser vigiado.

Da Revolução Para a Arte – E Um Toque de Loucura Pelo Meio

Mas nem tudo foi paranoia e tensão política. O filme também retrata o lado artístico e experimental de John e Yoko naqueles anos, incluindo a sua famosa procura por moscas para o filme Fly (1970) – sim, literalmente, procuravam moscas para filmar a voar pelo corpo nu de uma mulher.

“A ideia de que uma loja de animais pudesse vender moscas é hilariante.” – Sean Lennon

Entre radicalismo, humor e arte, One To One: John & Yoko mostra um Lennon em busca de identidade, longe dos Beatles, mas ainda à procura do seu papel no mundo.

Onde e Quando Ver?

📅 Exibições IMAX: 9 e 10 de abril

🎬 Estreia oficial no Reino Unido: 11 de abril

ver também : “The Last of Us” Está de Volta – E Já Está a Quebrar Recordes Antes da Estreia!

📽️ E tu, estás curioso para ver este lado mais radical de John Lennon?

“Soldados do Universo” Está de Volta! Neill Blomkamp Vai Adaptar o Clássico de Ficção Científica

Hollywood continua a olhar para o passado para construir o seu futuro, e a mais recente aposta recai sobre um dos filmes de culto mais controversos dos anos 90: Soldados do Universo (Starship Troopers). A Sony Pictures escolheu Neill Blomkamp, realizador de Distrito 9, para dirigir uma nova versão baseada no livro original de Robert A. Heinlein – mas sem qualquer ligação direta à sátira de Paul Verhoeven lançada em 1997.

ver também : Jogo Acabado? “Saw XI” Foi Cancelado e o Futuro da Franquia Está em Perigo

A revelação foi feita pela The Hollywood Reporter, que garante que o novo filme será uma abordagem mais fiel ao livro de 1959, afastando-se do tom irónico e satírico do filme original.

Mas será que o público quer um Soldados do Universo sem a crítica mordaz que tornou a versão de Verhoeven tão icónica?

Neill Blomkamp: O Nome Certo Para Este Projeto?

Se há um realizador moderno com experiência em ficção científica distópica, esse nome é Neill Blomkamp. O sul-africano conquistou Hollywood com Distrito 9 (2009), um filme que explorava segregação racial e militarização, disfarçado sob uma trama de invasão alienígena. O filme recebeu quatro nomeações aos Óscares, incluindo Melhor Filme, e consolidou Blomkamp como uma referência no género.

Desde então, realizou Elysium (2013), com Matt Damon, e Chappie (2015), além da recente adaptação de Gran Turismo(2023) para a Sony.

Agora, a grande questão: será Blomkamp capaz de dar uma nova vida a Soldados do Universo sem cair na armadilha de um filme meramente militarista?

Filme de 1997: Um Clássico Mal-Interpretado?

Na altura da sua estreia, Soldados do Universo (1997) foi mal recebido pela crítica e falhou comercialmente. Muitos acusaram Paul Verhoeven de glorificar o fascismo, apontando para os uniformes militares inspirados na estética nazi, o discurso de propaganda e o ultranacionalismo exagerado dos protagonistas.

O filme segue Johnny Rico, interpretado por Casper Van Dien, um jovem soldado que se junta à Infantaria Móvel para lutar contra hordas de insetos alienígenas. A narrativa de Verhoeven exagerava o tom heroico e militarista para expor a retórica absurda da guerra e da obediência cega à autoridade – mas nem todos perceberam a ironia.

Com o tempo, o filme foi reavaliado e tornou-se um clássico de culto, celebrado precisamente pelo seu humor negro e crítica social.

Livro vs. Filme: O Que Podemos Esperar da Nova Versão?

Desta vez, a Sony quer afastar-se da sátira de Verhoeven e voltar às raízes do livro de Heinlein, que era, ele próprio, um texto altamente discutido.

O romance de 1959 apresenta uma visão militarista do futuro, onde a cidadania plena só é concedida àqueles que servem nas forças armadas. Embora o livro tenha sido elogiado pela sua visão detalhada da sociedade e do combate espacial, também foi criticado por promover uma ideologia autoritária e belicista.

Se o filme de 1997 usou esse material como uma oportunidade para fazer uma paródia ao militarismo, a nova versão poderá levar tudo muito a sério – o que pode dividir o público.

“Soldados do Universo” Funciona Sem Sátira?

A grande incógnita é como Neill Blomkamp irá interpretar a obra. O realizador já demonstrou talento para explorar temas políticos e sociais, mas também tem uma abordagem mais realista e menos satírica do que Verhoeven.

Se o novo Soldados do Universo ignorar a crítica e se focar apenas na ação e no espetáculo visual, poderá ser visto como uma glorificação do militarismo, algo que os fãs do original provavelmente rejeitarão.

Por outro lado, se Blomkamp conseguir equilibrar ação, comentário social e uma abordagem moderna ao material, pode entregar um filme de ficção científica intenso e visualmente impressionante.

Vale a Pena Reviver Este Clássico?

O regresso de Soldados do Universo reflete a atual obsessão de Hollywood por reboots e remakes, mas será que esta nova abordagem conseguirá cativar o público?

Os fãs do filme de 1997 certamente estarão atentos para ver se a Sony mantém algum vestígio da sátira original ou se o projeto se tornará apenas um espetáculo de guerra no espaço.

ver também : Bilheteiras em Crise? “Novocaine” Lidera um Fim de Semana Desastroso nos Cinemas Norte-Americanos

Para já, ficamos à espera de mais detalhes sobre a produção e elenco – e, claro, do primeiro trailer que nos dará pistas sobre a direção que Blomkamp pretende seguir.

📽️ E tu, gostaste do “Soldados do Universo” original? Achas que um remake mais sério pode funcionar?

Jogo Acabado? “Saw XI” Foi Cancelado e o Futuro da Franquia Está em Perigo

Pode ser o fim de uma era para uma das sagas de terror mais icónicas do cinema. Segundo um novo relatório do Bloody Disgusting“Saw XI” está oficialmente morto – e o futuro da franquia Saw pode estar prestes a sofrer uma reviravolta drástica.

ver também: “The Ugly Stepsister”: O Conto de Fadas Que Se Transforma Num Pesadelo de Horror Corporal

O projeto, que havia sido anunciado pela Lionsgate há mais de um ano, tinha inicialmente estreia marcada para setembro de 2024, antes de ser adiado para setembro de 2025. Mas agora, fontes internas garantem que o filme não vai acontecer de todo, devido a disputas entre os produtores que tornaram impossível seguir em frente com a produção.

O Que Correu Mal?

Segundo o relatório, “tudo desmoronou em janeiro de 2024”, quando os produtores entraram em conflito e a Lionsgate não conseguiu resolver a situação. O realizador Kevin Greutert, responsável por Saw X (2023), estava pronto para regressar, assim como Tobin Bell no papel do icónico vilão Jigsaw, mas o projeto acabou por ser enterrado antes mesmo de entrar em produção.

Com o cancelamento do novo capítulo, a grande dúvida agora é: qual será o próximo passo para Saw?

Um Reboot à Vista?

Desde a estreia do primeiro Saw, realizado por James Wan em 2004, a franquia arrecadou mais de 1 mil milhões de dólares em todo o mundo – um valor impressionante, tendo em conta que os filmes sempre tiveram orçamentos modestos. Apesar de alguns momentos baixos, a saga manteve-se financeiramente viável, com Saw X a arrecadar 125 milhões de dólares globalmente e a ser recebido de forma surpreendentemente positiva pela crítica e pelos fãs.

Com este histórico lucrativo, a Twisted Pictures (produtora da franquia desde o início) e a Lionsgate têm um grande dilema em mãos. Há duas opções viáveis:

1️⃣ Vender os direitos da franquia – Se a Lionsgate decidir abrir mão da saga, outros estúdios podem entrar numa guerra de licitações para adquirir os direitos. Isso, no entanto, significaria um reinício total, apagando a linha narrativa construída ao longo de duas décadas.

2️⃣ Reboot dentro da própria Lionsgate – Se o estúdio optar por manter a franquia, um reinício criativo pode estar no horizonte, redefinindo Jigsaw e a sua mitologia para uma nova geração de espectadores.

Seja qual for o caminho escolhido, uma coisa é certa: “Saw” não vai desaparecer assim tão facilmente.

Lionsgate em Crise: A Salvação Passa por “Saw”?

O cancelamento de Saw XI também reflete um ano difícil para a Lionsgate, que teve um 2024 desastroso nas bilheteiras. Manter uma franquia lucrativa como Saw pode ser essencial para recuperar as finanças do estúdio.

Se a saga for vendida para outro estúdio, isso marcaria o fim de uma era, encerrando oficialmente a fase da Lionsgate e da Twisted Pictures como responsáveis pelo legado de Jigsaw.

Mas será que um novo estúdio conseguiria recriar a essência brutal e engenhosa que tornou Saw tão icónico?

Será Mesmo o Fim?

Por enquanto, Saw XI ainda está tecnicamente agendado para 26 de setembro de 2025, mas a verdade é que o filme não existe e dificilmente será lançado nessa data.

Nos próximos meses, o destino da franquia será decidido, seja através de um reboot, uma nova abordagem dentro da Lionsgate ou até uma venda para um novo estúdio.

Mas uma coisa é certa: Jigsaw sempre tem um plano. E o terror dificilmente ficará sem uma das suas sagas mais lucrativas.

ver também : Helen Mirren e Harrison Ford: Separados à Nascença? Atriz Brinca com “Conexão Estranha” e Sugere Teste de ADN

📽️ E tu, achas que “Saw” ainda tem gás para continuar? Ou já é altura de Jigsaw se aposentar de vez?

“The Ugly Stepsister”: O Conto de Fadas Que Se Transforma Num Pesadelo de Horror Corporal

Esquece tudo o que sabes sobre Cinderela. A nova abordagem de Emilie BlichfeldtThe Ugly Stepsister, pega no clássico conto de fadas e transforma-o numa batalha sangrenta e visceral, onde a obsessão pela beleza atinge níveis grotescos dignos de David Cronenberg.

ver também: “Final Destination: Bloodlines” – Quando a Morte é a Verdadeira Vilã do Terror 🎬💀

O filme, que chega aos cinemas a 18 de abril, teve estreia no Festival de Sundance e já foi adquirido pelo serviço de streaming de terror Shudder – um sinal claro de que estamos perante uma experiência cinematográfica intensa e perturbadora.

Mas o que torna The Ugly Stepsister tão especial? Segundo as primeiras reações, esta não é apenas uma reinvenção sombria de Cinderela – é um mergulho total no horror corporal e nas distorções extremas dos padrões de beleza modernos.

Cinderela Versão Horror: A Competição Pelo Príncipe Tem Sangue e Cirurgias Brutais

A história segue Elvira (Lea Myren), uma das meias-irmãs da Cinderela, cuja mãe manipuladora (Ane Dahl Torp) insiste em moldá-la através de um processo medieval e violento de transformação corporal. Tudo para que Elvira possa impressionar o príncipe no grande baile – e seguir os passos da mãe, que construiu a sua ascensão social através da sedução e da aparência.

À medida que o filme avança, a obsessão pela beleza e pelo estatuto social torna-se cada vez mais brutal e grotesca. Cirurgias dolorosas, mutilações e um verdadeiro espetáculo de body horror transformam esta história num autêntico pesadelo.

O crítico Jacob Oller, do The A.V. Club, descreveu The Ugly Stepsister como “looksmaxxing no seu nível mais horrífico”, referindo-se à obsessão extrema pela aparência perfeita. Segundo ele, o filme é “mais sombrio do que os contos dos Irmãos Grimm” e não tem medo de levar a sua estética ao limite.

Por Que Razão “The Ugly Stepsister” Está a Causar Impacto?

Nos últimos anos, o horror corporal tem ganhado novo fôlego, com filmes como Titane e The Substance a explorarem as pressões estéticas e a transformação do corpo de formas chocantes.

Se The Substance abordava os padrões de beleza modernos através de um thriller psicológico grotesco, The Ugly Stepsister leva a metáfora ao extremo, criando uma fábula onde a busca pela perfeição se torna uma verdadeira guerra de carne e sangue.

O próprio trailer já sugere uma experiência intensa, com uma banda sonora eletrónica pulsante, um estilo visual agressivo e visceral e uma abordagem quase operática ao horror.

Vale a Pena Ver?

Se és fã de terror psicológico, body horror e reinvenções sombrias de contos de fadas, The Ugly Stepsister pode ser uma das estreias mais marcantes do ano. Com um tom que mistura David Cronenberg com um conto de fadas distorcido, o filme promete desafiar os limites do género e entregar uma experiência intensa, memorável e profundamente desconfortável.

ver também : Helen Mirren e Harrison Ford: Separados à Nascença? Atriz Brinca com “Conexão Estranha” e Sugere Teste de ADN

📽️ E tu, tens estômago para esta versão de “Cinderela”? Ou preferes os contos de fadas clássicos?

Helen Mirren e Harrison Ford: Separados à Nascença? Atriz Brinca com “Conexão Estranha” e Sugere Teste de ADN

A química entre Helen Mirren e Harrison Ford é inegável – tanto no ecrã como fora dele. A dupla, que interpreta o casal Cara e Jacob Dutton na prequela de Yellowstone1923, parece ter uma ligação tão natural que Mirren acredita que pode haver uma explicação genética para isso.

ver também : Jesse Eisenberg como o Novo James Bond? Primeiro, Treino Militar na Polónia!

Em entrevista à People, a atriz, de 79 anos, brincou com a ideia de que ela e Ford deviam fazer um teste de ADN para verificar se há alguma relação de parentesco escondida.

“O Harrison e eu temos uma coisa estranha”, revelou Mirren. Apesar de terem trabalhado juntos apenas uma vez antes, em The Mosquito Coast (1986), a atriz diz que a ligação entre os dois se mantém forte ao longo das décadas.

“É como aquele melhor amigo da faculdade que não vês há 30 anos, mas quando voltam a encontrar-se, é como se o tempo não tivesse passado. Aliás, talvez até melhor”, explicou.

Mas a teoria de Mirren não parou por aí.

“Não sei se sentes o mesmo, Harrison, mas eu sinto que existe essa conexão estranha. Se calhar devíamos fazer um teste de ADN. Se calhar somos irmãos ou algo assim”, disse a atriz, arrancando gargalhadas do colega.

Ford, sempre com o seu humor seco e característico, respondeu de imediato:

“Bem, isso tornaria tudo ainda mais bizarro.”

Ao que Mirren acrescentou, rindo:

“Talvez primos. Talvez fosse melhor.”

A Dupla de Ouro de Hollywood

Não é a primeira vez que Helen Mirren e Harrison Ford partilham elogios sobre o trabalho um do outro. Durante a promoção de 1923, a atriz já havia declarado que adorava trabalhar com Ford e que ele tinha uma “presença absolutamente magnética”.

Por sua vez, o ator elogiou a capacidade de Mirren em dar profundidade emocional às cenas e afirmou que sempre teve um enorme respeito pelo talento da colega.

A cumplicidade entre os dois torna-se ainda mais evidente em 1923, onde interpretam um casal que lidera a família Dutton durante um dos períodos mais desafiantes da história americana. A química entre Ford e Mirren no ecrã é tão convincente que muitos fãs da série dizem que parecem um casal de longa data na vida real.

Helen Mirren e as Suas Teorias Divertidas

Esta não é a primeira vez que Helen Mirren faz declarações inusitadas. Conhecida pelo seu humor afiado e irreverente, a atriz britânica gosta de surpreender o público e os colegas de elenco com observações inesperadas.

Ainda recentemente, brincou que queria fazer mais cenas de ação e que adorava a ideia de voltar a interpretar uma vilã icónica. Já no passado, admitiu que ficou deslumbrada ao ver Harrison Ford sem camisa no set, um comentário que se tornou viral entre os fãs.

O Futuro de Mirren e Ford em 1923

Depois do sucesso da primeira temporada de 1923, os fãs aguardam ansiosamente novidades sobre a possível continuação da série. Embora a saga Yellowstone esteja a expandir-se com novos projetos, o destino dos Dutton mais antigos ainda não está totalmente definido.

Independentemente do que acontecer na série, a amizade e a química entre Helen Mirren e Harrison Ford parecem estar garantidas – com ou sem teste de ADN!

ver também :Novo “Branca de Neve” da Disney: O Filme Mais Polémico do Estúdio em Anos?

📽️ E tu, gostas da química entre Helen Mirren e Harrison Ford? O que achaste da primeira temporada de 1923?