The Batman II está a caminho! James Gunn promete novo guião “em breve” 🦇

Robert Pattinson continua em Gotham, e o universo de Matt Reeves mantém-se firme (e sombrio)

Os fãs do Batman de Robert Pattinson podem respirar de alívio: apesar da reconstrução total do universo DC pelos olhos de James Gunn, a saga iniciada por Matt Reeves em 2022 está bem viva. E segundo o próprio Gunn, um novo guião de The Batman Part II está prestes a chegar.

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“O que o Matt está a fazer continua a ser realmente importante, apesar de tudo o que se tem dito em contrário”, declarou Gunn à Entertainment Weekly.

“Devemos receber o novo guião em breve. Mal posso esperar.”


Um Batman à parte do novo DCU

Importa relembrar: o universo de Matt Reeves — que inclui The Batman (2022) e o spin-off televisivo The Penguin (Max, 2024) — existe fora do novo DCU que Gunn e Peter Safran estão a construir. É, por assim dizer, uma Gotham paralela. Enquanto o novo Superman de Gunn (a estrear a 11 de julho) inicia uma nova cronologia, o “Batman noir” de Pattinson continua o seu caminho — mais sombrio, mais contido e, para muitos fãs, mais autoral.

Filmagens este ano, estreia em 2027

Depois de vários rumores e adiamentos, The Batman Part II está agora previsto para 1 de outubro de 2027 — um ano após a data inicialmente apontada. Matt Reeves já confirmou que as filmagens arrancam ainda em 2025.

Robert Pattinson, com o humor característico, comentou:

“Comecei como Batman jovem, e vou acabar como Batman velho… Já tenho 38 anos, estou velho!”

O que esperar da sequela?

Ainda não há detalhes oficiais sobre a narrativa, mas Reeves já disse que a história continuará diretamente os acontecimentos do primeiro filme — embora com surpresas reservadas.

Entre os pontos expectáveis:

  • A evolução da personagem de Bruce Wayne, ainda num registo marcado pelo trauma e isolamento;
  • O regresso de Colin Farrell como Oswald Cobblepot (Penguin), já estabelecido como figura central do submundo;
  • A possibilidade de introdução de novos vilões — com rumores constantes sobre o Mr. Freeze e a Corte das Corujas.

O tom continuará provavelmente a seguir a linha mais noir e realista que Reeves já definiu, com influências assumidas de SevenZodiac e do cinema policial dos anos 70.

Entre Gotham e Metropolis: dois caminhos paralelos

Com Superman a iniciar um novo capítulo do DCU, e The Batman a seguir o seu próprio caminho, o que se adivinha é uma coexistência de universos — algo inédito mas promissor.

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James Gunn já esclareceu que há espaço para ambos. E se tudo correr bem, os fãs vão ter dois sabores de DC: um mais épico e colorido, e outro mais sombrio e psicológico. E sinceramente? Nós queremos os dois.

Robert Eggers vai reinventar A Christmas Carol — e Willem Dafoe pode ser o novo Scrooge 🎄👻

Depois de Nosferatu, Eggers troca vampiros por fantasmas natalícios e já escreve o papel de Ebenezer Scrooge para o seu ator fetiche

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Sim, leste bem: Robert Eggers vai adaptar A Christmas Carol, o clássico de Charles Dickens, para a Warner Bros — e o papel principal está a ser escrito com Willem Dafoe em mente. Se a ideia de um Natal vitoriano envolto em nevoeiro, espíritos inquietos e angústia existencial ao estilo Eggers te soa bem… junta-te ao clube.

Segundo o Deadline, Eggers vai escrever e realizar esta nova versão do conto imortal de Dickens, que tem sido adaptado inúmeras vezes, desde as versões da Disney até às variações mais sombrias (Scrooged, alguém se lembra?). Mas desta vez, a história do velho avarento Ebenezer Scrooge ganha contornos bem mais góticos — como só Eggers sabe fazer.

Willem Dafoe, o Scrooge que nunca pensámos… mas agora não queremos outro

Ainda não há negociações formais em curso, mas fontes próximas do projeto confirmam que Eggers está a escrever o papel de Scrooge com Dafoe em mente. E faz todo o sentido: os dois trabalharam juntos em The LighthouseThe Northman e mais recentemente em Nosferatu, onde Dafoe roubou todas as cenas em que apareceu.

Scrooge, com a sua amargura, isolamento e confronto com o passado e o além, parece feito à medida do tipo de personagem que Dafoe domina como ninguém. E nas mãos de Eggers, podemos esperar algo mais próximo de O Sétimo Selo do que de Um Conto de Natal com sinos e fitas.

Fantasmas, crítica social e atmosferas carregadas: sim, é mesmo um projeto de Eggers

A escolha de A Christmas Carol pode parecer insólita para quem associa Eggers ao terror histórico — mas se olharmos bem, a história encaixa perfeitamente no seu universo.

  • É uma narrativa assombrada, literalmente;
  • Está situada numa Londres vitoriana decadente;
  • Lida com culpa, redenção e o peso do tempo — temas que Eggers já explorou com mestria.

Depois de Nosferatu, Eggers em alta

Esta nova aposta surge no seguimento do enorme sucesso de Nosferatu, que arrecadou 181 milhões de dólares mundialmente e quatro nomeações aos Óscares (Fotografia, Direção de Arte, Guarda-Roupa e Maquilhagem). Foi o maior êxito comercial da carreira de Eggers até à data — e consolidou o seu estatuto como um dos realizadores mais visuais e autorais da atualidade.

Antes de avançar com A Christmas Carol, Eggers tem ainda na agenda a rodagem de Werwulf, um novo projeto com a Focus Features previsto para este ano.

Produção com selo familiar (e natalício)

A produção do filme será assinada por Chris Columbus e Elenor Columbus (via Maiden Voyage), com o próprio Eggers também creditado como produtor. Ou seja, um encontro curioso entre o realizador de Harry Potter e o cineasta de The Witch — talvez o espírito do Natal esteja mesmo a juntar mundos improváveis.

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Scrooge nunca foi tão promissor

Ainda sem data de estreia anunciada, esta versão de A Christmas Carol promete ser uma das mais faladas (e possivelmente mais assustadoras) adaptações do clássico. Com Eggers a afinar o guião e Dafoe na calha para vestir o sobretudo de Ebenezer Scrooge, o Natal nunca mais será o mesmo — e ainda bem.

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Realizador de Nebraska, The Descendants e Sideways será distinguido no Festival de Locarno a 15 de agosto

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O Festival de Locarno acaba de anunciar o seu próximo homenageado com o Pardo d’Onore, e o nome não podia ser mais justo: Alexander Payne, um dos mais consistentes e elegantes cronistas da comédia humana no cinema norte-americano contemporâneo, será distinguido no dia 15 de agosto com o icónico Leopardo de Honra.

A cerimónia contará com a exibição de dois dos seus filmes mais marcantes: The Descendants (2011), protagonizado por George Clooney, e Nebraska (2013), com Bruce Dern e Will Forte — duas obras que sintetizam a sua assinatura: sensibilidade, humor agridoce e um olhar profundamente humano sobre a condição (e contradição) americana.

Um cineasta com voz própria — e sempre em diálogo com o público

Payne é um daqueles autores que consegue o equilíbrio raro entre o prestígio crítico e o afeto do público. Desde Citizen Ruth (1996), passando por ElectionAbout Schmidt ou Sideways, tem construído uma filmografia coerente, repleta de personagens imperfeitas, histórias com sabor a vida real e um estilo que conjuga o clássico com o contemporâneo.

Segundo o diretor artístico de Locarno, Giona A. Nazzaro:

“Alexander Payne é um autor erudito, com uma sensibilidade simultaneamente clássica e moderna. Um diretor exímio de actores, com um conhecimento profundo da poesia e do savoir-faire do cinema de Hollywood.”

A lista de colaborações de Payne fala por si: Jack NicholsonPaul GiamattiGeorge ClooneyLaura DernReese WitherspoonMatt Damon, entre outros, já passaram pelo seu olhar minucioso e empático.

Oscarizado e sempre relevante

Com dois Óscares de Melhor Argumento Adaptado no currículo (Sideways e The Descendants) e três nomeações como Melhor Realizador, Payne continua a afirmar-se como uma das vozes mais distintas do cinema norte-americano. A sua mais recente longa-metragem, The Holdovers (2023), com Paul Giamatti, foi mais uma prova de que ainda tem muito a dizer — com subtileza, humor e humanidade.

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Na companhia de gigantes

Pardo d’Onore de Locarno é um dos prémios honorários mais prestigiados da Europa, e já distinguiu nomes como Jean-Luc GodardWerner HerzogKen LoachJane CampionAgnes VardaBernardo BertolucciTodd HaynesTerry Gilliam e Manoel de Oliveira.

A inclusão de Alexander Payne nesta lista de titãs é não só apropriada, como um lembrete de que, por vezes, o cinema mais subtil é o que mais perdura.

“Os Incríveis 3” têm novo realizador — e não, não é o Brad Bird! Mas calma…

Peter Sohn, o homem por detrás de Elemental e O Bom Dinossauro, vai assumir o leme da nova aventura da super-família Pixar

Depois de dois filmes absolutamente incríveis (perdoem-nos o trocadilho fácil), parecia quase impensável imaginar um terceiro capítulo da saga da família Parr sem Brad Bird ao comando. Mas a Pixar está a preparar-se para mudar as regras do jogo — e o novo realizador escolhido para The Incredibles 3 é um velho conhecido da casa: Peter Sohn.

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Sim, o mesmo Peter Sohn que nos levou de volta à pré-história com O Bom Dinossauro e que recentemente nos fez mergulhar num mundo de elementos com Elemental, em 2023.

Mas atenção: Brad Bird não vai desaparecer por completo do projeto. Bird continua envolvido como argumentista e produtor, ao lado de Dana Murray (Soul), o que significa que a essência criativa original da franquia ainda estará bem presente — só que, desta vez, é Sohn quem vai sentar-se na cadeira de realizador.


Os Parr estão de volta… e nós mal podemos esperar!

A família mais super do cinema — Bob/Mr. Incrível (Craig T. Nelson), Helen/Elasticgirl (Holly Hunter), Violet (Sarah Vowell), Dash (Spencer Fox) e o adorável mas caótico Jack-Jack (Eli Fucile) — vai regressar para mais uma missão de alto risco. A ação voltará a desenrolar-se em Metroville, e os nossos heróis vão, como sempre, contar com a ajuda do inconfundível Frozone (Samuel L. Jackson) e da génia da moda com sotaque europeu indeterminado, Edna “E” Mode (sim, ainda com a voz de Brad Bird 😎).

Depois do sucesso colossal dos dois primeiros filmes — que arrecadaram, juntos, 1,8 mil milhões de dólares nas bilheteiras — a fasquia está altíssima. Mas Sohn parece ser uma aposta segura: além da experiência, tem um estilo visual muito próprio e uma sensibilidade narrativa que equilibra emoção, humor e criatividade — três ingredientes fundamentais para Os Incríveis.

Pixar em modo galáxia cheia 🚀

A Pixar continua imparável e já tem mais estreias na calha. A próxima grande aventura será Elio, com estreia marcada para 20 de Junho de 2025. Um jovem terrestre confundido com o líder da Terra por uma organização intergaláctica? Sim, lemos bem — e já estamos rendidos ao conceito.

Com vozes de Yonas Kibreab, Zoe Saldaña, Brad Garrett e Jameela Jamil, Elio promete continuar a tradição Pixar de contar histórias arrojadas com coração e gargalhadas. Mas enquanto não chega, é bom saber que The Incredibles 3 está oficialmente em marcha.

O veredicto final: confiança no plano!

Sim, pode soar estranho ter Os Incríveis sem Brad Bird como realizador, mas com Peter Sohn ao volante, o argumento ainda nas mãos do criador original, e um elenco de vozes que nunca desilude, há todas as razões para acreditar que The Incredibles 3 vai ser… bem, verdadeiramente incrível.

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Metroville, prepara-te. A família Parr está a caminho. E nós vamos estar na primeira fila. Com capa. (Mesmo que a Edna nos mande tirá-la.)

Titus Welliver troca a gabardina de Bosch pelo manto de Van Helsing num novo filme de terror… e promete arrepios! 🧛‍♂️🩸

Depois de uma década a caçar criminosos, o actor estreia-se agora a caçar vampiros num dos filmes mais curiosos e sombrios da temporada

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Titus Welliver é daquelas presenças que impõem respeito. Seja como detective Harry Bosch nas duas séries da Amazon ou como o “Homem de Preto” em Lost, o actor tem aquele olhar que diz: “não te metas comigo”. Pois bem, agora vai usar esse mesmo olhar — e uma boa dose de estaca e água benta — para enfrentar o maior dos pesadelos: o legado de Drácula. Bem-vindos a Abraham’s Boys: A Dracula Story, a sua primeira grande aposta cinematográfica depois do final de Bosch: Legacy.

Um novo Van Helsing… e não é o Wolverine

O filme, produzido pelo canal de terror Shudder, é realizado por Natasha Kermani e inspirado num conto de Joe Hill (sim, o filho de Stephen King e autor de Locke & Key e The Black Phone). Aqui, Welliver interpreta Abraham Van Helsing — mas este não é o caçador de vampiros heróico que conhecemos. Este Van Helsing vive nos EUA em 1915, consumido pela culpa, paranoico e, aparentemente, à beira de um colapso.

Pais e filhos… e monstros

Abraham’s Boys segue os filhos de Van Helsing, Max e Rudy, enquanto crescem sob a rígida disciplina de um pai que esconde um passado sombrio. Ao início, acham que as suas paranoias são apenas traumas mal resolvidos. Mas rapidamente percebem que o papá tem mesmo razões para manter crucifixos e estacas de madeira por todo o lado.

A história leva-nos por caminhos diferentes da habitual narrativa de Drácula — aqui não estamos em castelos góticos nem em Londres vitoriana, mas sim na América do início do século XX, com um subtexto de trauma familiar intergeracional que promete dar um novo fôlego à lenda vampírica.

O terror está de volta… com estilo

Com a recente onda de novas versões de Drácula (Nosferatu, de Robert Eggers, foi um sucesso de bilheteira), Abraham’s Boys pode muito bem surfar essa vaga e surpreender os fãs de terror mais exigentes. E se depender da performance de Welliver, estamos em boas mãos. A sua voz grave, a postura tensa e os olhos carregados de medo e determinação fazem dele um Van Helsing verdadeiramente assombrado.


Um novo capítulo para Titus Welliver

Depois do cancelamento de Bosch: Legacy (snif, snif) e da recusa da CBS em avançar com um spinoff de The Equalizer, Welliver podia ter optado por um papel mais seguro. Mas não: mergulhou de cabeça num thriller sobrenatural com a promessa de sangue, terror e emoção — e nós aplaudimos a ousadia.

Este papel permite-lhe mostrar uma nova faceta como actor, bem longe do detective racional e pragmático que o celebrizou. Aqui, é um homem dilacerado por segredos, à beira da loucura… ou da redenção?

Conclusão: uma aposta ousada que merece atenção

Se és fã de horror com substância e de interpretações intensas, Abraham’s Boys merece estar na tua lista. Titus Welliver mostra que há vida (e morte…) para além de Bosch, e Joe Hill continua a provar que o talento corre mesmo no sangue.

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Fica atento ao lançamento — Abraham’s Boys: A Dracula Story estreia em breve no Shudder. E sim, cá por casa já estamos preparados com alho e crucifixo.

Chris Evans fora de Avengers: Doomsday: “É triste não estar de volta com a banda” 😢🛡️

O eterno Capitão América está de fora do próximo capítulo dos Avengers… e sente-se (como todos nós) com FOMO de super-herói.

Chris Evans, o nosso querido Steve Rogers, partilhou aquilo que muitos fãs já estavam a suspeitar: vai mesmo ficar de fora do mega-reencontro em Avengers: Doomsday. E, verdade seja dita, está tão nostálgico quanto nós.

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Numa entrevista ao ScreenRant, o actor confessou:

“É triste estar afastado. É triste não estar de volta com a banda.”

E acrescentou com um sorriso agridoce:

“Tenho a certeza de que estão a fazer algo incrível, e vai ser ainda mais difícil quando o filme estrear e sentires que não foste convidado para a festa.”

Ui. Alguém que leve um escudo ao homem. 💔


O elenco dos sonhos… mas sem Steve

Avengers: Doomsday, que tem estreia marcada para 18 de Dezembro de 2026, promete ser uma autêntica bomba atómica de heróis e regressos épicos. Entre os nomes já confirmados temos Chris Hemsworth (Thor), Paul Rudd (Ant-Man), Florence Pugh (Yelena Belova) e Vanessa Kirby como a nova Susan Storm. Ah, e não esqueçamos Pedro Pascal, que se junta oficialmente ao MCU como Mister Fantastic — e que, por coincidência (ou não), contracena com Evans no seu novo filme Materialists.

Mas a maior novidade? A chegada oficial dos X-Men ao universo Avengers!

Preparem-se para rever Patrick Stewart como Professor X, Ian McKellen como Magneto, Alan Cumming como Nightcrawler, Rebecca Romijn como Mystique, James Marsden como Cyclops e Kelsey Grammer como Beast. Tudo indica que o multiverso vai mesmo rebentar pelas costuras.

Chris Evans e a era dourada da Marvel

Evans estreou-se como Capitão América em The First Avenger (2011) e continuou a liderar o universo cinematográfico da Marvel até ao final de Avengers: Endgame (2019). Foi nesse último capítulo que Steve Rogers passou o escudo ao Sam Wilson de Anthony Mackie, encerrando simbolicamente o seu arco… ou será?

Sabemos que, no mundo Marvel, “fim” é uma palavra muito relativa. E embora Chris Evans não esteja (ainda) confirmado para o regresso, com os Russo Brothers novamente na realização (os mesmos de Winter SoldierCivil WarInfinity War e Endgame), há sempre esperança de uma boa surpresa nos créditos finais. 👀

Fica a dúvida: há festa sem o Capitão?

Avengers: Doomsday tem tudo para ser o próximo grande fenómeno de bilheteira. Mas para muitos fãs, a ausência de Chris Evans será sentida — como uma festa de aniversário onde o aniversariante não aparece. Será que o “Cap” vai resistir ao apelo? Ou teremos um cameo épico à última da hora?

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Uma coisa é certa: Chris Evans continua a ser o coração do MCU para muitos de nós. E enquanto ele estiver por aí, a fazer omeletes e a treinar português para surpreender Alba Baptista, a esperança… é a última a morrer.

🕵️‍♂️ “Can You Deal With That?” — O Elenco de Meet the Parents Reunido no Tribeca para um 25.º Aniversário Cheio de Gargalhadas e Emoção

25 anos depois, Ben Stiller, Robert De Niro, Teri Polo e Jay Roach voltam a sentar-se à mesma mesa… e o público não parou de rir

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Se há filmes que envelhecem mal, Meet the Parents (2000) não é um deles. A icónica comédia familiar protagonizada por Ben Stiller e Robert De Niro celebrou este fim de semana o seu 25.º aniversário no Tribeca Festival, em Nova Iorque — com direito a sessão especial do filme original, risos constantes da plateia e um reencontro emotivo (e hilariante) do elenco principal.


🎞️ Uma sessão de cinema que valeu por uma máquina da verdade

Durante a exibição de Meet the Parents, o público riu-se como se o filme tivesse estreado ontem. Cada momento embaraçoso de Greg Focker, cada olhar fulminante de Jack Byrnes, cada deslize social foi recebido com gargalhadas calorosas.

Ben Stiller comentou:

“Foi tão divertido… ouvir estas gargalhadas 25 anos depois, numa sala de cinema, com uma comédia como esta. É incrível ver que ainda funciona.”

Jay Roach, realizador do filme original, foi ainda mais longe:

“Saber que ainda vos diverte tanto como a nós? Já não preciso de fazer mais nada. Posso reformar-me.”


🥹 Um reencontro cheio de nostalgia (e elogios emocionados)

Depois da sessão, o elenco original — Ben Stiller, Robert De Niro, Teri Polo e Jay Roach — subiu ao palco para uma conversa com o público. E o que era para ser uma simples Q&A transformou-se num momento de pura admiração mútua.

Teri Polo emocionou-se ao rever Stiller no grande ecrã:

“Já sabia que eras genial… mas revi agora e pensei: vou chorar. És brilhante. A forma como entregas as falas, como olhas… pura comédia. E Bob, tinha-me esquecido de como tu és perfeito no papel.”

Stiller devolveu o carinho, recordando o impacto que o filme teve na sua carreira — e como o tempo fez com que hoje se sinta no papel do “pai desconfiado”, tal como De Niro no filme original.


🗓️ 25 anos de memórias… e mais um filme a caminho

No final da conversa, a equipa confirmou que uma nova sequela está em produção — mas o foco da noite esteve todo nas recordações. Jay Roach recordou o primeiro argumento:

“Apaixonei-me pelo guião do primeiro filme porque todos já passámos por aquela situação: queres tanto ser aceite… e só fazes asneiras. O novo guião tem isso outra vez. Um novo embaraço, uma nova razão para suarmos todos juntos.”

Robert De Niro confessou que tem tentado convencer os colegas a fazer outro filme desde o último:

“Já na altura do Little Fockers eu dizia: vamos já escrever o próximo! Mas eles riam-se e diziam que sim, a fazer-me a vontade.”

🤝 Um laço que resistiu ao tempo

Mais do que um painel de promoção, a reunião em Tribeca foi uma celebração do que o cinema pode criar fora do ecrã. O afecto entre os actores, a reacção do público e a energia viva de um filme que ainda hoje faz rir foram a prova de que Meet the Parents não é só uma comédia de época — é um clássico moderno.

Como bem disse Jay Roach:

“O público tem história com estas personagens. E trazem isso com eles. Isso torna tudo mais especial — para nós, para os actores, para todos.”

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Ridley Scott Atira a Toalha ao Espaço: “Já Fiz o Suficiente com Alien… Agora Que Siga Sem Mim”

O criador da criatura fecha o ciclo (ou quase), e admite que a saga merecia estar ao nível de Star Wars e Star Trek

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Ridley Scott, o homem que em 1979 nos fez olhar com desconfiança para qualquer ventilação numa nave espacial, declarou: “I’ve done enough.” O realizador britânico afasta-se definitivamente do universo Alien — o mesmo que ele próprio lançou há 46 anos com o seminal Alien – O 8.º Passageiro. Numa entrevista franca ao ScreenRant, Scott confessou que pensou que a saga estava morta e enterrada depois dos fracos capítulos seguintes… mas que se orgulha de tê-la ressuscitado.

Agora, com Alien: Romulus (produzido por ele) e a nova série Alien: Earth prestes a estrear, Ridley passa oficialmente a tocha… e deseja sorte.

🛸 “Depois do quarto, pensei: está morto”

Scott não poupou críticas à evolução da saga após a sua saída inicial:

“Acho que o meu era mesmo bom. O do Jim [Cameron] também. Os outros? Não gostei. Pensei: ‘F***, acabou-se uma franquia que devia ser tão importante como Star Trek ou Star Wars’.”

É uma comparação ousada — mas vinda de quem criou uma das criaturas mais aterradoras da história do cinema, não soa descabida. Ridley recorda que Alien foi-lhe oferecido depois de ter sido recusado por nomes como Robert Altman (!):

“Eu era a quinta escolha! Altman disse ‘Estás a gozar? Não vou fazer isto!’ E eu disse: ‘Estás a gozar? Claro que vou!’ Porque Alien roça o heavy metal. Era isso que eu queria.”

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🧬 O regresso com Prometheus e Covenant

Após o desastre de Alien: Resurrection (1997), a franquia esteve em coma. Mas em 2012, Ridley Scott voltou à carga com Prometheus, um projeto autoral que reinventava o lore e misturava filosofia, criacionismo e terror sci-fi.

“Escrevi o Prometheus com o Damon Lindelof a partir de uma folha em branco. O público queria mais. E voltou a funcionar. Por isso fiz Alien: Covenant. E também resultou.”

Apesar de opiniões divididas sobre esta nova fase, Scott provou que o universo Alien ainda tinha sangue (e ácido) nas veias.

🚨 O que vem aí no universo Alien

Apesar da saída de Ridley Scott do leme, a saga continua em expansão:

  • 👽 Alien: Earth estreia a 12 de Agosto na FX, com produção executiva de Scott e realização de Noah Hawley (FargoLegion).
  • 🎬 Uma sequela de Alien: Romulus (realizado por Fede Álvarez) está em desenvolvimento, embora ainda sem data confirmada.
  • A recepção positiva de Romulus reacendeu o entusiasmo dos fãs… e da indústria.

👋 Um adeus agridoce… mas com orgulho

“A saga está a espalhar-se como fogo selvagem. Fico impressionado, porque houve uma altura em que pensei: morreu mesmo. Agora? Já fiz o suficiente. Só espero que continue a evoluir.”

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Ridley Scott não vai voltar a realizar um novo Alien, mas a sua marca está lá — em cada corredor escuro, cada gota de suor, cada grito abafado pelo silêncio do espaço.

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The Goonies 2 Está Mesmo a Caminho? Tudo o Que Sabemos Sobre a Sequela Mais Esperada dos Últimos 40 Anos

Spielberg, Columbus e o regresso dos velhos amigos: uma nova aventura pode estar prestes a começar

É verdade, Goonies de todas as idades: quatro décadas depois de termos seguido Mikey, Data, Mouth e Chunk numa das maiores aventuras da história do cinema, o regresso está mais perto do que nunca. The Goonies 2 já não é apenas um rumor repetido em fóruns nostálgicos — está mesmo em desenvolvimento. E sim, com a bênção de Spielberg e Chris Columbus.

A pergunta inevitável — “vai mesmo acontecer?” — tem agora uma resposta bem mais clara: sim, está mesmo a acontecer

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🎬 Confirmado: há uma sequela em andamento

Em fevereiro de 2025, a Warner Bros confirmou oficialmente que a sequela está em desenvolvimento. A produção estará a cargo de Steven SpielbergChris ColumbusLauren Shuler Donner (em homenagem ao falecido Richard Donner) e Kristie Macosko Krieger, entre outros nomes da Amblin.

O argumento está a ser escrito por Potsy Ponciroli, conhecido pelo western indie Old Henry, o que pode indicar que esta nova história terá um tom mais maduro — mas sem perder o espírito de aventura e camaradagem que tornou o original inesquecível.

📎 Fonte: Meristation – Goonies 2 confirmado

👥 E o elenco original? Vão regressar?

A grande incógnita permanece no ar: vamos ter o grupo original de volta?

  • Ke Huy Quan (Data) já confessou ao Collider que falou com Spielberg e que está “a bordo” caso o chamem.
  • Corey Feldman (Mouth)Sean Astin (Mikey)Josh Brolin (Brand)Kerri Green (Andy) e Martha Plimpton (Stef) também já manifestaram interesse, mas sem confirmações formais.
  • Já Joe Pantoliano (um dos vilões Fratelli) revelou que ainda não recebeu qualquer chamada.

Apesar das incertezas, o ambiente é de otimismo. Martha Plimpton afirmou numa convenção recente que, mesmo que o elenco original não regresse por completo, “os fãs vão ver The Goonies 2 de qualquer forma.”

📎 Fonte: People – Reações do elenco

📆 Quando é que estreia?

Ainda não há data de estreia confirmada. Mas, tendo em conta o estágio atual (desenvolvimento de argumento), os rumores mais optimistas apontam para 2026 ou 2027.

Ou seja, se tudo correr como previsto, dentro de dois anos podemos estar a rever a cave dos Fratelli… com cabelos grisalhos e óculos progressivos. E estamos 100% prontos para isso. 😄

🔍 O que esperar de The Goonies ?

Embora ainda não se conheça o enredo, há algumas pistas interessantes:

  • Poderá acompanhar os filhos (ou netos?) dos Goonies originais, com os veteranos a servirem de guias, mentores ou até vilões improváveis.
  • A nova história deverá manter o espírito de caça ao tesouro, mas adaptado à era moderna — com drones, smartphones e talvez… redes sociais a dar cabo de tudo?
  • O tom poderá ser mais adulto, mas sem esquecer a magia e inocência que marcaram o primeiro filme.

E claro: se Spielberg está envolvido, não vai ser uma sequela qualquer.

🎞️ 40 anos depois, o legado continua vivo

O original The Goonies foi recentemente homenageado com o regresso dos atores em vários eventos: na convenção Awesome Con, na cerimónia da estrela de Ke Huy Quan na Calçada da Fama, e até na estreia de Love Hurts, onde Quan voltou a partilhar o ecrã com Sean Astin. A amizade está viva, o espírito também — e os fãs nunca deixaram de pedir este regresso.

Seja com o elenco original, novos heróis ou um misto dos dois… a aventura está de volta. Porque se há coisa que aprendemos há 40 anos, é que Goonies never say die.

Festival de Documentário de Melgaço regressa com mais de 30 filmes a concurso e residência criativa para jovens realizadores

Entre 28 de Julho e 3 de Agosto, o MDOC 2025 volta a ser ponto de encontro entre cinema, identidade e território

MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço está de volta, e a 11.ª edição, marcada para 28 de Julho a 3 de Agosto de 2025, promete transformar a vila minhota num verdadeiro centro de criação, exibição e reflexão cinematográfica. Organizado pela associação AO NORTE e pela Câmara Municipal de Melgaço, o festival apresentará mais de 30 filmes em competição, e reforça este ano o seu compromisso com a formação de novos talentos através de residências, oficinas e masterclasses.

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Residência Plano Frontal: jovens realizadores em acção

Uma das pedras basilares do festival é a Residência Cinematográfica Plano Frontal, orientada por Pedro Sena Nunes, que reúne quatro equipas de jovens cineastas — finalistas ou recém-licenciados em Cinema, Audiovisual e Comunicação. Entre 25 de Julho e 3 de Agosto, os participantes vão criar documentários sobre temas locais, em estreita ligação com o território de Melgaço, contribuindo assim para o arquivo audiovisual da região e para a valorização do seu património imaterial.

Fotografia com bolsa: registar a alma do Minho

Em paralelo, decorre também a Residência Fotográfica, que desafia três jovens fotógrafos a mergulharem num contexto imersivo de dez dias em Melgaço. Cada selecionado receberá uma bolsa de dois mil euros e terá apoio técnico e artístico para desenvolver um projecto fotográfico com enfoque nas gentes, paisagens e histórias da região. As inscrições para esta residência decorrem até 30 de Junho.

Margarida Cardoso lidera Oficina de Cinema

Entre 28 e 31 de Julho, a realizadora Margarida Cardoso — nome maior do cinema português, com uma obra entre o documental e a ficção — orienta a Oficina de Cinema. Este espaço de experimentação convida os participantes a desenvolverem ideias de filmes a partir de exercícios criativosreferências visuais e leituras sugeridas, proporcionando uma verdadeira incubadora de narrativas.

As inscrições estão abertas até 15 de Julho.

Curso de Verão Fora de Campo: cinema e pensamento crítico

Este ano, o curso de Verão Fora de Campo volta a juntar realizadores, artistas, investigadores e agentes culturais, promovendo debates sobre o cinema e o seu papel no mundo contemporâneo. A edição de 2025 contará com a colaboração da DOCMA – Asociación Española de Cine Documental, e a participação de nomes como Sandra RuesgaRaúl Alaejos e Alfonso Palazón, que também assume a coordenação do curso ao lado de José da Silva Ribeiro. As inscrições estão abertas até 11 de Julho.

Masterclass e sessão X-Raydoc com clássicos do cinema documental

No dia 1 de Agosto, a cineasta Sandra Ruesga dará a masterclass “Explorar o Eu: Cinema Auto-referencial e Identidade”, onde abordará o cruzamento entre o íntimo e o político na criação documental. Já a sessão X-Raydoc, no dia 3 de Agosto, propõe uma viagem aos alicerces do documentário com a exibição e análise de dois clássicos: Lettre de Sibérie (1957), de Chris Marker, e À Valparaíso (1963), de Joris Ivens.

MDOC promove encontro internacional de festivais

Pela primeira vez, o MDOC acolhe um encontro de representantes de festivais de documentário de toda a Europa, com o objectivo de discutir “caminhos futuros” para o género. Estão confirmados representantes de festivais como o Majordocs (Espanha), Escales Documentaires (França), Frontdoc (Itália) e One World Romania (Roménia), entre outros.

Projecto “Quem somos os que aqui estamos?” dá voz à freguesia de Alvaredo

Como parte da programação expandida, a AO NORTE apresenta o projecto “Quem somos os que aqui estamos?”, focado na freguesia de Alvaredo. O objectivo é escutar e registar as memórias e identidades locais, através de entrevistas audiovisuaisdigitalização de álbuns de família, uma exposição fotográfica e até a edição de uma publicação com o resultado final.

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Documentar o presente, preservar a memória

O MDOC 2025 reafirma-se como um festival que ultrapassa a mera exibição de filmes: é um lugar de encontro entre autor e território, entre documentário e identidade, entre reflexão e criação. Um festival com raízes no Minho e ramos a crescer por toda a Europa.

Martin Scorsese revela por que deixou de ir ao cinema: “As pessoas estragam a experiência”

O realizador de Taxi Driver e O Lobo de Wall Street já não suporta telemóveis, pipocas e conversas durante o filme

Martin Scorsese, 82 anos, nome maior da história do cinema e defensor incansável da experiência cinematográfica como um ritual sagrado, acaba de admitir uma espécie de rendição pessoal: já não vai ao cinema ver filmes. E não é por falta de títulos interessantes, mas sim porque, segundo o próprio, as salas estão a tornar-se espaços de distracção constante— e o mestre perdeu a paciência.

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Numa conversa com o crítico Peter Travers no blogue The Travers Take, citada pelo The Guardian, o realizador de Shutter IslandAssassinos da Lua das Flores e O Irlandês confessou que deixou de frequentar as salas de cinema porque já não consegue concentrar-se nos filmes devido ao comportamento do público. O mais irritante? Telemóveis acesos durante a exibição.

“Fiquei chocado com o comportamento das pessoas durante os filmes.”

Scorsese vai mais longe e enumera os restantes culpados por esta debandada pessoal: entradas e saídas constantes, barulho, e claro, a tradicional ida ao bar das pipocas — mas em modo rotativo. Em vez da tão propalada “magia do grande ecrã”, o que o realizador encontrou foi um circo caótico.

“Sim, eu também falava durante os filmes… mas sobre o filme!”

O cineasta reconhece que, no passado, também falava durante os filmes. Mas — e aqui entra o purismo cinéfilo — havia contexto e respeito:

“Sim, talvez, mas quando falávamos era sempre sobre o filme e o quanto nos divertíamos ao analisar os pormenores.”

Não se trata apenas de saudosismo. Scorsese está a verbalizar um sentimento partilhado por muitos: a crescente perda de etiqueta nas salas de cinema. As queixas sobre espectadores que comentam o filme em voz alta, atendem chamadas ou usam redes sociais durante a sessão são cada vez mais comuns. E se até Martin Scorsese desiste, é sinal de que o problema atingiu proporções épicas.

Ainda activo, mas em modo privado

Apesar de já não ir ao cinema como espectador, o realizador está longe de se reformar. Aos 82 anos, Scorsese prepara um drama policial passado no Havai, com Dwayne Johnson como protagonista — um emparelhamento inesperado e que promete dar que falar.

Além disso, está também envolvido na produção de um documentário sobre o Papa Francisco, revelando que o seu apetite narrativo continua bem vivo — mesmo que agora consuma os filmes em casa, num ambiente silencioso e controlado.

Uma voz que importa

Não é qualquer pessoa que pode fazer estas críticas com autoridade. Mas quando é Martin Scorsese — o homem que filmou Taxi DriverTouro EnraivecidoA Última Tentação de Cristo e O Lobo de Wall Street — talvez valha a pena ouvir.

A questão que fica é: estaremos mesmo a perder o ritual de ir ao cinema? E conseguiremos recuperá-lo? Ou a experiência colectiva está condenada a ser engolida por luzes de ecrãs, ruídos de snacks e desatenções sonoras?

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Talvez seja tempo de voltarmos a olhar para as salas de cinema como templos da atenção — e não como extensões do sofá da sala. Scorsese já se afastou. Quem será o próximo?

Studio Ghibli faz 40 anos: entre o legado mágico de Miyazaki e o medo de um fim encantado demais

Um aniversário cheio de magia… e incerteza

O Studio Ghibli celebra 40 anos de existência em 2025, e fá-lo com o brilho de dois Óscares no bolso, um parque temático, uma presença forte na Netflix e uma legião de fãs apaixonados em todos os cantos do mundo. Mas há também uma sombra a pairar sobre este aniversário: Hayao Miyazaki, o génio por trás da maior parte das suas obras-primas, tem agora 84 anos, e o futuro do estúdio que cofundou com Isao Takahata parece… bem, tão nebuloso como a floresta encantada de Totoro.

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Com o aclamado O Rapaz e a Garça a arrecadar o segundo Óscar do estúdio em 2024 — mais de duas décadas depois de A Viagem de Chihiro ter vencido o primeiro — há quem acredite que Miyazaki se esteja finalmente a despedir da animação. Mas, vindo dele, nunca se sabe. Afinal, este é o homem que já se reformou mais vezes do que o Totoro cabe numa árvore.

Um estúdio feito à mão — literalmente

A Viagem de Chihiro

Desde 1985, o Studio Ghibli tornou-se sinónimo de animação feita com alma, pincel e um toque de melancolia. A Viagem de ChihiroO Meu Vizinho TotoroA Princesa Mononoke e Nausicaä do Vale do Vento (considerado por muitos o primeiro Ghibli, embora tecnicamente anterior à fundação oficial do estúdio) não são apenas filmes: são experiências emocionais que misturam ternura com tristeza, esperança com medo, e fantasia com duras verdades sobre a condição humana.

Ao contrário de muitos animes produzidos em massa, Ghibli sempre preferiu o caminho mais exigente: animações feitas à mão, argumentos densos, personagens femininas fortes e universos onde o bem e o mal não andam de mãos dadas — dançam uma valsa de ambiguidades.

“Cheiro de morte” e outras maravilhas

Goro Miyazaki, filho de Hayao, revelou que os filmes do estúdio trazem muitas vezes um “cheiro de morte” subtil. Não no sentido mórbido, mas sim como metáfora da vida, da perda, do que não se diz mas paira. Até Totoro, o filme das criaturas fofinhas da floresta, explora o medo infantil de perder uma mãe doente.

Não é por acaso que A Princesa Mononoke — um filme sobre o conflito entre natureza e civilização — foi descrito como uma obra-prima ambientalista e espiritual. A ligação dos filmes à natureza e ao mundo espiritual é um dos pilares da estética e da filosofia Ghibli, algo que ressoa particularmente nos dias de hoje, com as alterações climáticas a transformar fábulas em realidades.

Susan Napier, especialista em cultura japonesa, sublinha que o que distingue Ghibli dos desenhos animados ocidentais é precisamente essa complexidade emocional e ambiguidade moral. Nada de vilões cartoonescos ou finais forçados — apenas personagens reais em mundos irreais, com dilemas muito humanos.

Influências francesas, princesas independentes e florestas venenosas

A magia do Ghibli não nasceu do nada. Takahata estudou literatura francesa, Miyazaki inspirou-se em Antoine de Saint-Exupéry e no animador Paul Grimault, e ambos liam compulsivamente. O resultado? Filmes como Nausicaä, protagonizado por uma princesa curiosa que prefere estudar insectos gigantes a esperar que um príncipe a salve.

É essa combinação rara entre referências literárias, espírito progressista e um olhar estético meticuloso que tornou Ghibli um fenómeno global — tão artístico quanto político, tão espiritual quanto social.

E agora, Totoro?

O futuro do estúdio, sem Miyazaki ao leme, levanta dúvidas. A professora Miyuki Yonemura alerta que dificilmente alguém conseguirá replicar aquele mesmo olhar, aquele mesmo cuidado, aquela mesma magia.

Mas os fãs, como Margot Divall, acreditam que o legado continuará — desde que o estúdio mantenha o seu coração intacto: “Desde que não perca a sua beleza, desde que continue com a quantidade de esforço, cuidado e amor.”

Depois do Desastre nas Bilheteiras, “Branca de Neve” com Rachel Zegler e Gal Gadot Chega ao Disney+

Resta saber se o mundo Ghibli se vai manter como aquele comboio encantado de Chihiro, a deslizar serenamente por cima da água… ou se sairá dos carris quando o mestre se for.

Robert De Niro e Whoopi Goldberg rendem-se a Portugal no Festival Tribeca: “Segurança, diversidade e talento”

Lisboa volta a brilhar no mapa do cinema internacional com a segunda edição do Tribeca Lisboa

O Festival Tribeca Lisboa regressa em força de 30 de Outubro a 1 de Novembro, e a apresentação da segunda edição, feita esta quinta-feira em Nova Iorque, não deixou dúvidas: Portugal conquistou corações — e grandes nomes — no panorama do cinema internacional. Entre elogios à segurança, diversidade e hospitalidade portuguesa, Robert De NiroWhoopi Goldberg e Jane Rosenthal partilharam publicamente o seu entusiasmo com a experiência lisboeta.

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O evento, realizado no âmbito do Festival Tribeca em Nova Iorque, revelou novidades para a edição lisboeta e confirmou a presença de Kim CattrallMeg Ryan e Giancarlo Esposito no evento português, que promete tornar-se um marco do calendário cultural da cidade.

Whoopi Goldberg: “Lisboa é maravilhosa, segura e diversa”

A atriz e comediante Whoopi Goldberg, numa declaração à Lusa, sublinhou a multiculturalidade de Lisboa e a sensação de segurança que encontrou nas ruas da capital portuguesa:

“Gostei de ver todas as pessoas, porque não eram só brancos. (…) Havia todos os tipos de pessoas. Adorei isso e recomendo que as pessoas vão, porque é maravilhoso.”

Apesar de não confirmar se marcará presença na edição de Lisboa deste ano, Goldberg mostrou-se genuinamente entusiasmada com o país e deixou no ar a vontade de voltar.

Robert De Niro encantado com o Beato

Também Robert De Niro não poupou elogios à sua visita a Lisboa, especialmente ao Hub Criativo do Beato, onde decorreu a primeira edição do Tribeca Lisboa em 2024:

“Aquela zona industrial (…), o Beato, foi fantástica. Diverti-me muito. Estou ansioso por voltar e falar sobre a nossa relação com todos em Lisboa, em Portugal.”

De Niro, que cofundou o festival em 2001 como resposta ao 11 de Setembro, vê em Lisboa uma extensão natural do espírito do Tribeca — um lugar para contar histórias, cruzar culturas e apostar no talento emergente.

Jane Rosenthal destaca “intercâmbio cultural” e necessidade de proteger artistas

Jane Rosenthal, a outra fundadora do festival, frisou o ambiente positivo e receptivo que encontrou em Lisboa, assim como o interesse genuíno do público português na programação apresentada:

“Tudo isso trouxe-nos de volta às origens do festival de cinema, mas de uma forma alegre, uma forma de intercâmbio cultural, diplomacia cultural.”

Rosenthal aproveitou ainda para sublinhar a importância de proteger a liberdade de expressão, referindo que cabe aos artistas e educadores manter acesa a chama da criatividade:

“Só seremos mais fortes se formos mais educados. E os artistas, as histórias de artistas podem, por vezes, ir além do que os políticos dizem.”

Novidades da segunda edição: mais dias, mais locais e uma estreia açoriana

A edição de 2025 do Tribeca Lisboa terá três dias de duração (de 30 de Outubro a 1 de Novembro) e expandir-se-á para novos espaços além do Hub Criativo do Beato: o Teatro Ibérico e a Igreja do Convento do Beato também vão acolher sessões, reforçando o ambiente cinematográfico da cidade.

Entre os filmes já confirmados está “Honeyjoon”, primeira longa-metragem da realizadora norte-americana Lilian T. Mehrel, produzida em parceria com a portuguesa Wonder Maria Filmes. O filme, rodado integralmente em São Miguel, nos Açores, conta com Ayden Mayeri, Amira Casar e José Condessa no elenco.

Lisboa no radar do cinema global

Para o CEO do Grupo Impresa, Francisco Pedro Balsemão, o sucesso da primeira edição provou que Lisboa pode (e deve) ter um papel de destaque no circuito internacional:

“Isto não é só um festival, é uma forma de nós conseguirmos criar mais conteúdos, de estarmos a abrir horizontes, estarmos mais próximos da visão internacional dos conteúdos audiovisuais.”

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Fundado em 2001, o Tribeca Festival começou como uma celebração do cinema independente, mas evoluiu para um espaço alargado de storytelling em múltiplos formatos. Com Lisboa como destino europeu, Portugal está agora no centro desta narrativa global — com estrelas, talentos e histórias que merecem ser contadas.

James Gunn confirma duração de Superman e desmente cortes impostos pela Warner Bros.

💥 O universo da DC prepara-se para um novo voo sobre Metrópolis — e James Gunn está determinado a manter as asas firmes. O realizador de Superman, que marca o início do novo DCU (DC Universe), veio esta semana esclarecer rumores sobre a duração do filme e alegadas pressões por parte da Warner Bros. para o encurtar. Spoiler: não há qualquer corte imposto.

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Duração confirmada: 2 horas e 9 minutos

Foi através da rede social Threads que um fã perguntou directamente a James Gunn se a duração de 2h09 incluía os créditos. A resposta foi clara:

Inclusive of credits/post credits the runtime is 2 hours 9 minutes”, escreveu o realizador.

Com isto, Superman fica ligeiramente abaixo da média dos filmes de super-heróis modernos — um detalhe que poderá jogar a favor do ritmo narrativo, sobretudo numa história de origem (ou quase) que pretende relançar o ícone máximo da DC no cinema.


Warner Bros. não cortou nada

Perante os rumores de que a Warner Bros. teria pressionado para encurtar o filme, Gunn também foi peremptório:

Zero truth to that.

“E mesmo que quisessem, não poderiam fazê-lo. É um filme dos estúdios DC.”

Isto significa que James Gunn, na qualidade de co-presidente da DC Studios, mantém total controlo criativo sobre este primeiro capítulo da nova era da editora no grande ecrã: Gods and Monsters.


O que esperar de Superman?

Com estreia marcada para 11 de JulhoSuperman será protagonizado por David Corenswet (como Clark Kent/Superman) e Rachel Brosnahan (como Lois Lane). A narrativa vai explorar o conflito interno de Clark entre as suas raízes kryptonianas e a sua educação terrena em Smallville.

Mas este não é um filme “a solo” como os anteriores. James Gunn abre logo as portas a um universo partilhado com várias personagens da DC a surgirem neste filme:

  • Nicholas Hoult como Lex Luthor
  • Edi Gathegi como Mister Terrific
  • Anthony Carrigan como Metamorpho
  • Nathan Fillion como Guy Gardner / Green Lantern
  • Isabela Merced como Hawkgirl

E ainda participações de Frank Grillo (Rick Flag Sr.), María Gabriela de Faría (Engineer) e Milly Alcock como Supergirl — figuras que já estão a ser posicionadas para futuros filmes do DCU.

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Um novo DCU a ganhar forma

Este será o primeiro capítulo da nova fase criativa da DC, intitulada Chapter One: Gods and Monsters. Gunn já demonstrou que quer afastar-se das abordagens anteriores da Warner/DC e criar um universo coeso, emocionalmente rico e com personagens profundamente humanas — mesmo quando são literalmente de outro planeta.

💬 O filme estreia a 11 de Julho de 2025, e promete ser um marco no cinema de super-heróis.

Kevin Smith quer voltar a Cannes com uma sequela de Dogma — e já tem história pronta

Mais de 25 anos depois da estreia de Dogma, Kevin Smith quer levar os anjos caídos de volta ao grande ecrã… e a Cannes. Após uma ovação de sete minutos durante a exibição especial do filme no Festival de Cannes, o realizador confessou que está inspirado para fazer uma sequela “à altura do festival”.

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“Uma doce volta à vitória

A exibição de Dogma na 78.ª edição do Festival de Cannes foi um momento especial para Smith. “Foi uma doce volta à vitória”, confessou o realizador, que já não pisava a Croisette desde Clerks II, em 2006. Mas o regresso reacendeu-lhe a vontade de voltar com algo novo e digno da ocasião.

“Porque é que presumi que a parte ‘Cannes’ da minha vida já tinha passado? Talvez, se me esforçar a sério, consiga voltar.”

A ideia? Estrear a sequela de Dogma em Cannes até 2028. Uma missão divina, portanto.


A história já está “cravada”

Smith revela que passou os últimos meses num processo que chama de “whimsying” — o seu método de escrita antes de pôr os dedos no teclado. E garante: já tem o enredo definido e está entusiasmado.

“Sinto que as pessoas vão perceber e dizer: ‘Ok, isto faz sentido’. Há lugar na história para todos os que participaram no original.”

Infelizmente, Dogma 2 não contará com os saudosos Alan Rickman e George Carlin, ambos falecidos, mas Smith quer manter viva a essência do elenco original, incluindo Ben Affleck, Matt Damon, Salma Hayek, Chris Rock e, claro, Jay e Silent Bob (Jason Mewes e o próprio Smith).

Mais do que uma sátira religiosa

Dogma, lançado em 1999, misturava fé e irreverência com uma dose generosa de crítica religiosa. A sequela, no entanto, deverá ter um tom mais contemplativo. Smith sofreu um ataque cardíaco grave em 2018 e diz que essa experiência mudou a forma como vê a mortalidade e a espiritualidade.

“O primeiro filme era a minha expressão de fé. Agora, não tenho essa estrutura de crença — mas tenho perguntas. E talvez seja esse o caminho.”

De volta à estrada… e aos cinemas

O entusiasmo de Smith tem crescido durante a sua Dogma: The Resurrection Tour, onde tem exibido o filme original seguido de sessões de perguntas e respostas. O feedback dos fãs, assim como a recepção em Cannes, deram-lhe o empurrão final.

Entretanto, Dogma será finalmente lançado em plataformas de streaming — um marco importante, já que os direitos do filme estiveram durante anos numa batalha legal entre Smith e a antiga Miramax, de Harvey Weinstein. Os direitos internacionais foram recentemente adquiridos pela Goodfellas.

E o que se segue no View Askewniverse?

Além de Dogma 2, Kevin Smith quer avançar finalmente com Moose Jaws — uma espécie de “Tubarão, mas com um alce”, segundo o próprio. Justin Long já está confirmado e o humorista Bert Kreischer poderá ser o protagonista.

“Ele seria o nosso Chief Brody, o grande conselheiro num campo de férias para miúdos… Vai arrasar com esse papel.”

Fé, sátira e um regresso em grande

Dogma 2 não será apenas uma sequela, mas um espelho do percurso de Kevin Smith — um realizador que cresceu, que já viu o outro lado da vida, e que ainda acredita no poder de contar histórias que fazem rir e pensar. E se depender dele, voltará a Cannes não como nostalgia, mas como renovação.

Margot Robbie e Colin Farrell vivem um amor fora do tempo em “Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem”

Romance, fantasia e duas estrelas de luxo num filme que promete emocionar em setembro

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Preparem os lenços (e talvez uns óculos de realidade paralela), porque Margot Robbie e Colin Farrell vão protagonizar um dos romances mais aguardados do ano: “Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem”, que chega aos cinemas a 18 de Setembro.

Com um trailer já disponível e uma aura misteriosa em torno da história, o filme promete ser muito mais do que um romance convencional. Apresentado como “um conto imaginativo de dois estranhos e a jornada inacreditável que os liga”, este novo projecto mistura fantasia, destino e emoções profundas, numa realização a cargo de um dos nomes mais sensíveis e visuais do cinema contemporâneo: Kogonada.

Margot Robbie pós-Barbie, Colin Farrell pós-Oscar

Este é o primeiro filme de Margot Robbie depois do fenómeno mundial “Barbie” (2023), que dominou o verão cinematográfico e a temporada de prémios. A actriz australiana volta agora com um registo bem diferente, mais introspectivo e mágico.

Já Colin Farrell, depois da nomeação ao Óscar por “Os Espíritos de Inisherin”, tem-se mantido bastante activo no pequeno ecrã com “Sugar” e “The Penguin”. Mas este é o seu regresso ao grande ecrã — e logo num reencontro com o realizador Kogonada, com quem já trabalhou em “A Vida Depois de Yang”, um dos filmes mais aclamados de 2021.

Um elenco de luxo e um mistério que promete

Apesar de ainda não haver uma sinopse oficial, a frase promocional “Revive o teu passado. Muda o teu futuro.” deixa no ar a possibilidade de viagens no tempo, realidades paralelas ou reencarnações cruzadas por amor. O trailer (bastante enigmático) confirma a estética delicada e poética habitual de Kogonada.

Ao lado de Robbie e Farrell, o elenco inclui ainda Jodie Turner-SmithLily RabePhoebe Waller-Bridge (de “Fleabag”) e Hamish Linklater, reforçando a promessa de que este será um filme não só bonito, mas cheio de talento.

Realizador com assinatura de autor

Kogonada tem vindo a conquistar o mundo do cinema com uma assinatura visual elegante e histórias existencialistas. Entre os seus trabalhos anteriores destacam-se “Columbus” (2017) e a série “Pachinko” (Apple TV+, 2022), ambas aclamadas pela crítica. A sua capacidade para transformar o mundano em poético parece encontrar aqui o ambiente perfeito para brilhar com duas estrelas maiores do cinema contemporâneo.

“Uma Grande, Corajosa e Bela Viagem” promete ser uma das mais singulares propostas românticas de 2025, juntando um elenco de primeira linha, uma história envolta em mistério e um realizador com visão autoral. Marquem já nos vossos calendários: 18 de Setembro, nos cinemas.

Porque às vezes, para mudar o futuro, é preciso começar por reviver o coração.

Mark Hamill fecha a porta a Star Wars: “O meu tempo já passou”

O eterno Luke Skywalker diz adeus definitivo à saga — nem como fantasma da Força quer voltar

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Os fãs da galáxia muito, muito distante que ainda sonhavam com o regresso de Luke Skywalker nos próximos filmes da saga Star Wars… podem arrumar os sabres de luz. Mark Hamill, hoje com 73 anos, foi claro e sem rodeios: não quer voltar, nem sequer como o habitual fantasma da Força.

“O meu tempo já passou. Estou grato por tudo, mas está na hora de olhar para o futuro e para as novas personagens”, afirmou o actor em entrevista ao ComicBook.com, onde promovia o seu novo filme, a adaptação de Stephen King The Life of Chuck.


“Nem pensem que volto como fantasma nu”

Mark Hamill, que participou em cinco filmes live-action da saga e teve cameos rejuvenescidos por CGI em The Mandalorian, foi ainda mais longe com o seu habitual sentido de humor:

“Quando desapareci em The Last Jedi, deixei lá as roupas. Não há maneira de eu aparecer como um fantasma da Força nu!”

A piada, claro, refere-se à sua saída dramática em Os Últimos Jedi, mas também a um curioso paralelismo com Obi-Wan Kenobi, que deixou a túnica no chão em Uma Nova Esperança… mas voltou envergando o mesmo traje em versão fantasmagórica. A tradição, pelos vistos, não se mantém para Hamill.


Mas… e o filme de Rey?

Apesar da recusa, a possibilidade de ver Skywalker novamente não parecia assim tão descabida, especialmente com o desenvolvimento do novo filme protagonizado por Daisy Ridley, novamente no papel de Rey. A longa-metragem, realizada por Sharmeen Obaid-Chinoy, decorre 15 anos após os eventos de Rise of Skywalker e foca-se na reconstrução da Ordem Jedi.

Segundo Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm:

“Rey tenta cumprir a promessa feita a Luke, com base nos livros Jedi. Mas os Jedi estão em desordem. O que significa ser um Jedi hoje?”

Ainda assim, tudo indica que esse possível reencontro com o mestre Skywalker não acontecerá — pelo menos com Hamill no papel.

O actor não pára

Fora da galáxia Star Wars, Mark Hamill está a atravessar uma fase de intensa actividade cinematográfica. Depois da colaboração com Mike Flanagan em The Fall of the House of Usher, volta a trabalhar com o realizador em The Life of Chuck, e tem ainda agendada a estreia de The Long Walk, outra adaptação de Stephen King, para Setembro.

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Mark Hamill diz adeus — ou pelo menos adeus definitivo desta vez — ao papel que o imortalizou. Sem ressentimentos, mas com clareza, o actor acredita que o futuro de Star Wars deve estar nas mãos das novas gerações. E mesmo que as túnicas fiquem abandonadas no chão, a lenda de Luke Skywalker continuará a pairar sobre a saga… com ou sem fantasma.

Vanessa Kirby junta-se aos Vingadores: “É como entrar numa companhia de teatro” 🦸‍♀️🎭

A actriz de The Fantastic Four: First Steps fala da experiência de se estrear no universo Marvel ao lado dos veteranos — e prepara já a entrada em 

Avengers: Doomsday

É oficial: Vanessa Kirby já veste o uniforme da Mulher Invisível, e a estreia de The Fantastic Four: First Stepsaproxima-se a passos largos (estreia marcada para Julho). Mas enquanto os fãs se preparam para conhecer a nova versão da Primeira Família da Marvel, os actores… já estão a gravar Avengers: Doomsday, onde terão um papel central.

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A família fantástica junta-se aos Vingadores

A actriz britânica, que interpreta Sue Storm, falou recentemente no evento CCXPMX 25 sobre o que significa entrar numa franquia que tem já duas décadas de peso e história:

“Estas pessoas conhecem-se há 20 anos, desenvolveram estas personagens juntas… e nós somos os novos. Este é o nosso filme de apresentação. Agora vamos juntar-nos a eles como família. É literalmente isso. Sente-se como uma grande família, como uma companhia de teatro.”

Ao lado de Kirby estava Pedro Pascal, o novo Reed Richards / Mister Fantastic, que não resistiu a brincar:

“Os 20 anos deles não são nada comparados com os nossos seis meses. Nada!”


Um filme retro-futurista… com Galactus à espreita

Ambientado num mundo inspirado nos anos 60 com toques retro-futuristasThe Fantastic Four: First Steps promete dar nova vida ao quarteto icónico — ReedSueJohnny Storm (Joseph Quinn) e Ben Grimm (Ebon Moss-Bachrach) — que terão de enfrentar Galactus, o devorador de planetas, interpretado por Ralph Ineson. Ao seu lado estará a enigmática Surfista Prateada, desta vez no corpo (e alma) de Julia Garner.

Mas a verdadeira força dos Quatro Fantásticos não estará apenas nos seus poderes, mas sim no laço familiar que os une, e que será testado ao limite.

E o Doutor Destino? Tudo aponta para que regresse…

Embora ainda sem confirmação oficial, todos os sinais apontam para o regresso de Robert Downey Jr., desta vez como… Doctor Doom. Com Avengers: Doomsday e Secret Wars no horizonte, a presença do arqui-inimigo dos Quatro Fantásticos parece não só provável, como inevitável.

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Uma estreia com ADN de blockbuster

The Fantastic Four: First Steps é realizado por Matt Shakman (WandaVision) e conta com um trio de argumentistas de peso: Josh Friedman (Avatar: The Way of Water), Cam Squires e Eric Pearson (Black Widow). No elenco, há ainda nomes como Paul Walter HauserJohn Malkovich e Natasha Lyonne em papéis por revelar.

A nova fase do MCU entra em alta rotação, com os Quatro Fantásticos a serem finalmente integrados no universo que há anos pede a sua presença. Vanessa Kirby, Pedro Pascal e companhia estão prontos para brilhar — primeiro num filme com sabor a clássico, depois numa batalha épica ao lado dos Vingadores. E os fãs? Estão só à espera da estreia para dizer: finalmente!

James Cameron troca Pandora por monstros e elfos canibais 🧝‍♂️🩸

Avatar: Fire and Ash, realizador vai adaptar The Devils, de Joe Abercrombie — e promete mergulhar num mundo de fantasia negra épica

James Cameron já escolheu o seu próximo grande desafio cinematográfico — e não envolve Na’vi nem exoplanetas azuis. O realizador de Titanic e da saga Avatar revelou que, após concluir Avatar: Fire and Ash, vai adaptar ao cinema o romance de Joe AbercrombieThe Devils.

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O anúncio foi feito esta segunda-feira através da página oficial de Cameron no Facebook, onde o cineasta confirmou que a sua produtora Lightstorm Entertainment adquiriu os direitos do livro — lançado apenas no mês passado — e que será ele próprio a escrever o argumento em parceria com Abercrombie.

Elfos canibais? Cameron diz sim

The Devils é uma história de fantasia negra, onde um grupo de monstros é recrutado para salvar a Europa de uma praga de elfos devoradores de carne humana. Uma mistura de épico sangrento com humor retorcido — marca registada de Abercrombie, autor da aclamada série The First Law.

“Adoro a escrita do Joe há anos”, confessou Cameron. “A série First Law, o Best Served Cold — que AMO! — e a trilogia Age of Madness. Mas The Devils tem um frescor, um elenco de personagens tão vivo, que me fez finalmente levantar-me da cadeira e comprar os direitos para fazer este filme com ele.”

E acrescentou:

“Mal posso esperar para me dedicar a isto, agora que estou a fechar Avatar: Fire and Ash. Vai ser uma nova e entusiasmante aventura dar vida a estas personagens inesquecíveis.”


Abercrombie entusiasmadíssimo: “um monstro maravilhoso”

Também Joe Abercrombie partilhou o entusiasmo pela parceria com Cameron, dizendo:

“Não consigo pensar em ninguém melhor para levar este monstro estranho e maravilhoso ao grande ecrã.”

Abercrombie não é estranho ao audiovisual — escreveu recentemente para a série antológica da Netflix Love, Death & Robots — mas esta será a sua primeira colaboração directa com uma lenda de Hollywood.


E Avatar? Ainda há muito para ver

Avatar: Fire and Ash, o terceiro capítulo da saga de Pandora, tem estreia marcada para 19 de Dezembro de 2025. Cameron encontra-se actualmente na Nova Zelândia a finalizar a produção, como explicou num vídeo exibido na CinemaCon da Disney. O quarto filme da saga está previsto para Dezembro de 2029.

Se havia dúvidas de que James Cameron estava pronto para sair da sua zona de conforto, elas dissiparam-se. Depois de submarinos, aliens, naves azuis e épicos ecológicos em 3D, o realizador prepara-se para entrar num mundo grotesco e maravilhoso de monstros, ironia e violência estilizada. Com The Devils, Cameron quer mostrar que ainda tem muito para reinventar — e que a fantasia negra também pode ter o selo de blockbuster.

“O cinema português está a morrer”: Vicente Alves do Ó fala sem rodeios sobre o estado do cinema nacional 🎬🇵🇹

Realizador estreia Portugueses, um musical sobre meio século de História — e critica uma indústria que “não fala das pessoas” nem as leva ao cinema

ver também : Lady Gaga entra em Wednesday: “Aqui jaz a rainha dos monstros” 🦇⚰️

Vicente Alves do Ó não tem papas na língua. A propósito da estreia de Portugueses, o seu mais recente filme — que chega às salas esta quinta-feira —, o realizador lançou duras críticas ao estado actual do cinema português, apontando a falta de identificação do público com as histórias que vê no grande ecrã.

“As pessoas vão ao cinema e não se reveem. Se calhar é por isso que não têm interesse nenhum em ver os filmes. Não veem as suas histórias, não veem as suas realidades”, afirmou em entrevista à agência Lusa.


Portugueses: um musical sobre nós — com tudo o que nos dói e orgulha

O novo filme de Vicente Alves do Ó é descrito como um musical épico e político, que atravessa a História recente de Portugal entre 1971 e 1974, desde os últimos anos da ditadura até aos primeiros passos da democracia. A narrativa é construída a partir de múltiplos retratos humanos, compondo um verdadeiro mosaico social e cultural do país — sempre com música à mistura.

“O filme é como uma corrida de estafeta. Passam-se testemunhos entre classes, opiniões, personagens diferentes. No fundo, conto uma só história: a de um povo inteiro”, explica o realizador.

Com mais de 50 actores em cena — entre os quais Diogo Branco, Rita Durão, Tomás Alves, Ana Guiomar, Sandra Faleiro e Rui Melo —, Portugueses mistura personagens anónimas com figuras históricas como Celeste Caeiro ou Catarina Eufémia. A banda sonora, com temas de Zeca AfonsoJosé Mário BrancoFaustoFernando Tordo ou Sérgio Godinho, acompanha a acção com peso emocional e memória política.


“O cinema não transforma, nem diverte”

Para Vicente Alves do Ó, o maior problema é de base: o cinema português deixou de ser espelho da sociedade.

“Claramente temos de voltar a pôr as pessoas diante de si próprias”, afirma. “As pessoas não se identificam com o que estão a ver. Aquilo não as transforma. Nem sequer as diverte.”

O realizador lamenta ainda o impacto da pandemia e a explosão do streaming, que aceleraram a desertificação das salas de cinema. Em 2024, o cinema português estreou 62 filmes, com apenas 4,5% da quota de mercado em espectadores, segundo os dados do ICA. Um sintoma, para Alves do Ó, de que o sector está “a morrer”.


A luta constante pelo financiamento e pela sobrevivência

Apesar de contar com mais de 25 anos de carreira, Vicente Alves do Ó diz sentir-se sempre como se estivesse a começar do zero. Portugueses, por exemplo, só conseguiu financiamento do ICA à terceira tentativa.

“Nunca fui a Cannes, Berlim ou Veneza. E cada vez que volto a concorrer ao ICA, é como se estivesse a recomeçar. A minha mais-valia não sou eu — é apenas o projecto em si.”

O realizador destaca o sistema competitivo dos apoios públicos, onde são escolhidos apenas 3 ou 4 filmes entre dezenas de candidaturas — e onde, segundo ele, quem tem passagem por grandes festivais parte sempre à frente.

ver também: Tudo o Que Imaginamos Como Luz: o fenómeno de Cannes chega aos Canais TVCine ✨📺

Portugueses estreia como um grito de revolta, mas também como um acto de amor — ao país, à sua história e às pessoas comuns. Vicente Alves do Ó faz cinema para salas cheias, mas sabe que a luta é desigual. E não se escusa de o dizer em voz alta.

Enquanto muitos se acomodam, ele insiste: o cinema tem de voltar a falar das pessoas. Se não o fizer, “não transforma — nem sequer diverte”.