James Cromwell Tornou-se Vegan no Segundo Dia de Rodagem de Babe

— e Nunca Mais Voltou AtrásActor recorda como um porquinho falante mudou a sua vida para sempre

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Há filmes que nos divertem. Outros que nos comovem. E depois há aqueles que mudam a nossa vida — e não apenas a dos espectadores. Foi o caso de Babe – O Porquinho, clássico de 1995 que, além de conquistar corações, teve um impacto profundo no seu protagonista, James Cromwell. Tanto, que o actor se tornou vegan… no segundo dia de filmagens.

Numa entrevista recente ao The Guardian, Cromwell contou que, depois de passar a manhã a filmar com os animais e, à hora de almoço, os ver transformados em comida no prato, não conseguiu continuar a ignorar o que via. “Tive um momento de consciência. E nunca mais comi carne desde então.”

Um papel que quase lhe fugia das mãos

Cromwell interpretou o icónico Farmer Hoggett, o agricultor de poucas palavras que vê algo especial no pequeno Babe. Mas o papel esteve por um fio. O estúdio pretendia manter um elenco totalmente australiano, e só graças à insistência da directora de casting é que Cromwell foi considerado — e, felizmente, escolhido.

Inicialmente, os produtores queriam que mantivesse o sotaque americano, mas o actor não se sentia confortável. Testou até um sotaque texano exagerado, mas acabou por filmar tudo com sotaque britânico, o que trouxe uma sobriedade inesperada à personagem.

A relação com o realizador George Miller (também conhecido por Mad Max e Happy Feet) não começou da melhor maneira: num teste de maquilhagem, Cromwell recusou tirar as patilhas, o que criou alguma tensão. Mas tudo se resolveu, e o que começou com atritos acabou por se transformar numa experiência que o actor descreve como “profundamente transformadora”.

Uma cena, um perdão, uma catarse

Um dos momentos mais marcantes para Cromwell aconteceu precisamente no final do filme. A cena em que os carneiros seguem Babe, após meses de treino frustrado, culmina com a frase icónica: “That’ll do, pig. That’ll do.” Ao pronunciá-la, Cromwell viu o reflexo do seu próprio pai na lente da câmara — e, naquele instante, perdoou-o. Foi o encerramento emocional de um capítulo importante da sua vida, conta ao jornal britânico.

O porquinho mais realista de sempre

Por detrás da ternura do filme, escondiam-se desafios técnicos gigantescos. Neal Scanlan, responsável pelos efeitos animatrónicos, recorda o esforço quase artesanal: pelos aplicados manualmente nas cabeças dos bonecos, olhos com pupilas ajustáveis e uma nova fórmula de silicone com textura realista de pele. O objectivo era simples mas exigente — Babe tinha de parecer real ao lado dos animais verdadeiros. E isso implicava trabalho exaustivo, muitas vezes sob calor intenso no interior da Austrália.

A dedicação foi tal que algumas das inovações desenvolvidas para Babe continuam hoje a ser utilizadas na indústria cinematográfica.

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Um impacto real — até nos mais pequenos

O filme não só tocou gerações como, segundo Cromwell, mudou vidas. O actor recorda o caso de uma mãe que se queixou porque a filha deixou de querer comer hambúrgueres depois de ver Babe. Para ele, essa reacção confirmou o impacto e a importância da obra — que continua, décadas depois, a deixar marca onde menos se espera.

Rian Johnson Revela os Bastidores da Trilogia Star Wars Que Nunca Aconteceu

Após o sucesso de Os Últimos Jedi, o realizador chegou a desenvolver ideias para uma nova saga — mas “Knives Out” trocou-lhe as voltas

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Durante anos, falou-se de uma nova trilogia Star Wars nas mãos de Rian Johnson. Agora, finalmente, o próprio veio levantar o véu sobre o projecto que nunca viu a luz do dia. Em entrevista à Rolling Stone, o realizador de Os Últimos Jedi (2017) explicou que, após o sucesso do filme, começou a trabalhar com Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, no esboço de uma nova narrativa galáctica — mas o tempo e os mistérios de Benoit Blanc acabaram por levá-lo noutra direcção.

Um projecto “muito conceptual”

Segundo Johnson, a trilogia nunca passou para o papel. “Era tudo muito conceptual. Não chegámos a desenvolver sinopses ou tratamentos formais”, explicou. Ainda assim, as conversas com Kennedy foram produtivas e cheias de entusiasmo: “Estávamos a divertir-nos imenso. Ela dizia ‘Vamos continuar’, e eu achava óptimo. Trocávamos ideias constantemente.”

No entanto, o surgimento de Knives Out – Todos São Suspeitos mudou o rumo da Força. O realizador embarcou no mistério policial que acabaria por se tornar um fenómeno, seguido de uma sequela (Glass Onion) e uma terceira parte já em andamento. “Fiquei completamente absorvido pelas minhas histórias de crimes.”

A porta continua entreaberta

Apesar do abandono do projecto, Rian Johnson mantém viva a paixão pelo universo criado por George Lucas. “Se, mais tarde, surgir a oportunidade de fazer esta trilogia ou outra coisa dentro de Star Wars, ficarei muito feliz”, admitiu. “Mas, neste momento, estou a fazer os meus próprios projectos — e estou bastante satisfeito com isso.”

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Enquanto isso, o universo Star Wars continua a expandir-se com novas séries e filmes planeados, mas a misteriosa trilogia de Johnson ficará, pelo menos por agora, na gaveta dos sonhos galácticos por concretizar.

As Feiticeiras Voltaram: Nicole Kidman e Sandra Bullock Já Estão a Filmar Practical Magic 2

A tão esperada sequela arranca com abraços, cemitérios… e uma promessa mágica: as irmãs Owens estão de regresso

É oficial: Practical Magic 2 já está em filmagens e as bruxas mais adoradas do final dos anos 90 estão de volta. Nicole Kidman publicou um vídeo no Instagram onde aparece com Sandra Bullock no primeiro dia de filmagens, e a legenda é clara como uma poção de verdade: “The witches are back.”

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No curto vídeo, vemos as duas actrizes num cemitério, junto a uma lápide — cenário perfeito para quem conhece o tom místico e trágico da saga das irmãs Owens. Com um abraço cúmplice, Kidman e Bullock dão o tom para o que aí vem: uma sequela carregada de nostalgia, mas com ingredientes novos no caldeirão.

O Regresso das Irmãs Owens

Bullock e Kidman voltam a dar vida a Sally e Gillian Owens, as duas irmãs com sangue de bruxa que conquistaram o público em 1998 com Practical Magic – Magia e Sedução, filme baseado no romance homónimo de Alice Hoffman. A história original girava em torno de uma maldição familiar: todos os homens que se apaixonam pelas mulheres Owens estão condenados a morrer. Entre rituais, amores e espíritos vingativos, o filme tornou-se um clássico de culto entre fãs de feitiçaria cinematográfica.

Embora os detalhes da nova história estejam guardados como um bom feitiço, sabe-se que será inspirada numa das obras mais recentes da série literária de Alice Hoffman — o que promete uma continuação fiel, mas com novos rumos emocionais e mágicos.

Um Elenco Feiticeiro

As queridas tias Jet e Fran Owens também estão de volta, novamente interpretadas por Dianne Wiest e Stockard Channing. Mas há novas caras a juntar-se ao clã: Lee Pace (Bodies Bodies Bodies), Joey King (The Act), Maisie Williams (Game of Thrones), Xolo Maridueña (Blue Beetle) e Solly McLeod (The Dead Don’t Hurt). Um elenco diverso e recheado de talento para trazer frescura à narrativa encantada.

A realização está a cargo de Susanne Bier (Bird Box), enquanto o argumento é assinado por Akiva Goldsman (co-autor do primeiro filme) e Georgia Pritchett (Succession). A combinação de vozes femininas fortes e criadores experientes é prometedora — e talvez seja o ingrediente secreto para fazer desta sequela um verdadeiro feitiço cinematográfico.

Um Feitiço Que Demorou, Mas Chegou

A vontade de fazer Practical Magic 2 não é nova. Nicole Kidman confessou à Variety que ela e Bullock pensaram logo numa continuação enquanto filmavam o original: “Estávamos a rodar e já dizíamos: e se…? Já lançámos o nosso feitiço há muito tempo. E agora está a funcionar.”

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Com estreia marcada para 18 de Setembro de 2026, Practical Magic 2 promete ser mais do que uma simples sequela — será uma reunião de irmandade, feitiçaria, e provavelmente, lágrimas e gargalhadas. Afinal, como diz o velho ditado: o que é mágico, nunca morre.

Jon Stewart Lança Alerta Sobre o Futuro de The Daily Show

“Podem Vender Aquilo Tudo às Peças”Com o cancelamento de Colbert e a fusão Paramount-Skydance no horizonte, o humor político americano enfrenta dias incertos”

Jon Stewart não tem papas na língua — e muito menos quando o assunto é o futuro de The Daily Show, o histórico programa de sátira política que o próprio ajudou a transformar num ícone televisivo. Na mais recente edição do seu podcast The Weekly Show With Jon Stewart, o comediante confessou, com a habitual ironia, que não faz ideia do que está para vir: “Honestamente, não sei. Podem vender aquilo tudo às peças.”

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Uma fusão bilionária com consequências imprevisíveis

A preocupação de Stewart surge em pleno turbilhão mediático: a Paramount, empresa-mãe da CBS e da Comedy Central, está prestes a ser comprada pela Skydance Media, num negócio avaliado em 8 mil milhões de dólares. A fusão ainda aguarda aprovação da FCC, mas já levanta receios entre figuras de peso da televisão americana — especialmente depois de The Late Show With Stephen Colbert ter sido abruptamente cancelado.

Stewart, que regressou este ano a The Daily Show como apresentador às segundas-feiras, não escondeu a frustração: “Ainda ninguém da Skydance me ligou a dizer ‘não te acomodes demasiado nesse escritório, Stewart’. Mas também já fui corrido de sítios bem piores.”

Comedy Central sem vida para lá de South Park?

Com o seu sarcasmo habitual, Stewart atirou que, sem The Daily Show, o canal Comedy Central “é basicamente música ambiente”. E não está longe da verdade — tirando South Park, poucos conteúdos originais do canal sobrevivem no actual panorama televisivo. “Gostava de pensar que damos valor à propriedade… mas se olharem para isto só como uma transacção imobiliária, podem bem querer desfazer-se de tudo”, comentou.

Trump, 16 milhões e um silêncio constrangedor

A tensão agrava-se com o pano de fundo político. Recentemente, a Paramount pagou 16 milhões de dólares a Donald Trump para resolver um processo relacionado com uma entrevista polémica feita a Kamala Harris no 60 Minutes. Stewart e Colbert manifestaram-se abertamente contra o acordo, o que poderá não cair bem junto do novo dono em potência — David Ellison, CEO da Skydance e simpatizante declarado de Trump.

“Temos todos as nossas suspeitas sobre quem vai realmente mandar nisto, e sobre a ideologia dessa pessoa. Mas se calhar a ideologia nem entra em jogo. Talvez seja mesmo só dinheiro”, lamentou Stewart.

“Caia o que cair, aterraremos de pé”

Apesar do tom crítico, Stewart tentou terminar com algum optimismo: “Vamos lidar com isso quando acontecer. Estou muito orgulhoso de toda a equipa.” E deixou ainda uma última farpa com classe: “Se quiserem acabar com o programa, força nisso. Mas não digam que não contribuímos para o valor da casa.”

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Com o futuro de The Daily Show pendurado por um fio invisível, o humor político americano está à beira de perder uma das suas últimas trincheiras. Se Stewart cair, o que resta da sátira na televisão?

Jamie Lee Curtis Reencontra Lindsay Lohan e Deixa Aviso: ‘Freakier Friday’ Vai Ser Uma Carta de Amor às Mães e Filhas

Actriz de ‘Halloween’ revela detalhes emocionantes do novo filme, fala sobre os Emmy, e reage ao cancelamento do talk-show de Stephen Colbert

Jamie Lee Curtis está oficialmente de volta à comédia familiar que conquistou uma geração. A icónica actriz, conhecida tanto pelo terror de Halloween como pelo humor de Freaky Friday, confirmou que reencontrar Lindsay Lohan para a sequela Freakier Friday foi mais do que um regresso ao passado — foi um reencontro emocional, divertido e cheio de aprendizagens.
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Em declarações à Variety durante os Las Culturistas Culture Awards, Curtis revelou: “Ela ensinou-me tanto. Tem uma equipa incrível. Às vezes estávamos a filmar e havia duas pessoas a segurar grandes luzes só para nos favorecerem no plano. É o chamado ‘Lindsay lighting’ — isso dava uma óptima marca!”

A Mãe Agora é Avó, e a Filha é Mãe

Baseado no romance de Mary Rodgers de 1972, o primeiro Freaky Friday (2003) mostrou uma mãe e uma filha a trocarem de corpo, com muitas lições pelo caminho. Agora, Freakier Friday introduz um “twist multigeracional” com Anna (Lohan) já no papel de mãe, abrindo espaço para novas trocas, conflitos e… quem sabe, mais do que duas gerações envolvidas?

Curtis descreve o novo filme como “uma carta de amor a todas as mães, avós, irmãs, primas e filhas”. E acrescenta: “É um filme feliz, nostálgico, engraçado, doce, com coração. Um verdadeiro filme da Disney mesmo a fechar o Verão.”

Um Elenco Que Mistura Nostalgia e Juventude

Além de Curtis e Lohan, o filme traz de volta várias caras conhecidas: Chad Michael Murray, Mark Harmon, Christina Vidal Mitchell, Haley Hudson, Lucille Soong, Stephen Tobolowsky e Rosalind Chao. Mas há também sangue novo no elenco, com Manny Jacinto (The Acolyte), Maitreyi Ramakrishnan (Never Have I Ever), Julia Butters e Sophia Hammons a juntarem-se à aventura.

Com realização de Nisha Ganatra, argumento de Jordan Weiss (Dollface) e produção a cargo de Andrew Gunn e Kristin Burr, o projecto conta ainda com Curtis e Lohan como produtoras executivas — uma dupla que sabe o que está a fazer, dentro e fora do ecrã.

Dos Filmes aos Emmy… e um Adeus Amargo

Para além do novo filme, Jamie Lee Curtis também celebrou a sua segunda nomeação aos Emmy pela participação em The Bear, na pele de Donna. “É inacreditável. É uma série linda e estou muito feliz por fazer parte dela. Sou fã desde o início”, confessou.

Quanto à possibilidade de um spin-off da sua personagem? “Nunca, nunca”, garantiu.

E, num momento mais amargo, reagiu ao cancelamento do Late Show de Stephen Colbert: “É péssimo. Ia estar no programa daqui a duas semanas. Nunca lá fui. Gosto mesmo dele — é inteligente, engraçado, uma pessoa adorável. É terrível.”

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A Comédia Familiar Está de Volta

Freakier Friday estreia nos cinemas americanos a 8 de Agosto e promete recuperar o charme do original com uma roupagem moderna, cheia de nostalgia, emoção e risos para todas as idades. Se já era fã da troca de corpos de 2003, prepare-se: esta nova versão poderá ser ainda mais… freaky.

‘Fantastic Four: First Steps’ — A Primeira Reacção ao Filme Que Está a Fazer História no Universo Marvel

Pedro Pascal, Vanessa Kirby e um Galactus colossal conquistam os fãs nas primeiras críticas entusiásticas

As primeiras reacções ao muito aguardado Fantastic Four: First Steps chegaram… e o entusiasmo não podia ser maior. Depois de anos de expectativas e várias tentativas falhadas de adaptar a Primeira Família da Marvel ao grande ecrã, parece que a Marvel Studios acertou finalmente na fórmula. Segundo os primeiros críticos que viram o filme, estamos perante “uma das melhores coisas que a Marvel já fez”.

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Realizado por Matt Shakman (WandaVision) e com argumento de Josh Friedman (Avatar: The Way of Water), Eric Pearson (Black Widow) e Jeff Kaplan, o filme aposta num ambiente retro-futurista dos anos 60 — e segundo os primeiros testemunhos, a aposta compensa. A direcção artística é descrita como “deslumbrante”, os efeitos visuais comparados aos de Interstellar, e Galactus? “Imenso em IMAX” e “esmagador”.

Um Quarteto Fantástico verdadeiramente fantástico

Pedro Pascal assume o papel de Reed Richards, o icónico Mr. Fantastic, com uma interpretação que está a ser aclamada como a mais carismática e emocional até à data. Vanessa Kirby (Sue Storm) é descrita como “uma estrela cadente” — e não no mau sentido. Joseph Quinn (Johnny Storm) e Ebon Moss-Bachrach (Ben Grimm) completam o quarteto com interpretações igualmente elogiadas.

Segundo Andrew J. Salazar, o filme “é uma história sobre família acima de tudo, onde cada membro da equipa tem igual importância”. É uma afirmação que tem ecoado noutras reacções, com vários críticos a sublinharem que nenhum personagem foi “desaproveitado”.

Uma viagem cósmica com coração

Fantastic Four: First Steps não se limita ao espectáculo visual (que, segundo Brandon Davis, é “imaculado”), mas traz consigo uma narrativa com alma e emoção. Sharareh Drury elogia a combinação de “visuais estonteantes, história comovente, humor inteligente e acção épica”. Já o jornalista Chris Killian escreveu que o filme “parece finalmente trazer para o cinema a imaginação de Jack Kirby, como nunca antes”.

E, claro, não faltam promessas de surpresas para quem ficar até ao fim dos créditos.

Galactus, Surfista Prateado… e o que ficou de fora

Com Galactus como vilão principal e o Surfista Prateado a marcar presença com um visual “mesmo muito bom”, o filme entra de cabeça na mitologia cósmica da Marvel. No entanto, nem tudo o que foi filmado chegou à versão final. John Malkovich chegou a rodar cenas como o vilão Red Ghost, mas acabou por ser cortado. Uma decisão que, segundo o realizador, foi “dolorosa” mas necessária, devido à complexidade da narrativa e à construção do mundo retro-futurista.

Um novo marco para o cinema de super-heróis?

Com a estreia marcada para 24 de Julho, Fantastic Four: First Steps parece estar prestes a marcar um novo capítulo para a Marvel — e para o cinema de super-heróis em geral. A combinação de uma estética retro inspirada nos anos 60, personagens com profundidade emocional e vilões cósmicos de escala épica poderá finalmente dar aos Fantastic Four o lugar de destaque que sempre mereceram.

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Para já, as reacções não podiam ser mais positivas — e 2025 pode mesmo vir a ser recordado como o ano em que os filmes de super-heróis abraçaram de vez a sua estranheza maravilhosa. Como alguém escreveu: “É emocional e dá-te esperança. Dá-te um murro no estômago… e não para.”

Cancelamento de Colbert Abala o Mundo da Comédia: Jimmy Kimmel e Jimmy Fallon Defendem o Colega, Trump Celebra

🎭 O universo dos late-night shows norte-americanos sofreu um verdadeiro terramoto com o anúncio do fim do programa The Late Show with Stephen Colbert. A decisão da CBS apanhou de surpresa fãs, colegas e até o próprio apresentador, e o ambiente entre bastidores está longe de ser pacífico. O apoio entre humoristas não se fez esperar — com Jimmy Kimmel e Jimmy Fallon a saírem em defesa do colega — mas, claro, Donald Trump festejou o cancelamento com sarcasmo venenoso.

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Kimmel sem papas na língua: “Que se f**** vocês da CBS”

Foi nas stories do Instagram que Jimmy Kimmel, anfitrião do Jimmy Kimmel Live! da ABC, reagiu com uma mistura de emoção e fúria à notícia.

“Amo-te, Stephen. Que se f**** vocês da CBS”, escreveu, num apoio claro ao amigo e numa crítica directa à estação que, segundo se sabe agora, não avisou Colbert da decisão até à véspera do anúncio oficial.

Fallon também não ficou calado

Jimmy Fallon, do The Tonight Show, também recorreu às redes sociais para mostrar o seu espanto e tristeza:

“Stephen é um dos apresentadores mais espertos e engraçados que já fizeram isto. Pensei que continuaria por muitos anos. Estou triste porque a minha família e amigos vão precisar de um programa novo às 23h30. Mas tenho a certeza de que tudo o que fizer a seguir será brilhante.”

Uma decisão “financeira”… ou algo mais?

O cancelamento de The Late Show, com data marcada para maio de 2026, foi oficialmente justificado pela CBS com “motivos financeiros”. No entanto, a proximidade com uma polémica recente levanta suspeitas: dias antes, Stephen Colbert criticou em directo o pagamento de 16 milhões de dólares feito pela Paramount (dona da CBS) a Donald Trump, no âmbito de um processo judicial durante a campanha presidencial de 2024.

Coincidência ou retaliação encapotada? Muitos apontam o dedo à gestão da cadeia televisiva e questionam se esta decisão não será uma tentativa de evitar mais atritos com figuras políticas poderosas.

Trump rejubila com a saída de cena de Colbert

Na sua plataforma Truth Social, o ex-presidente norte-americano Donald Trump não perdeu tempo a celebrar a notícia com um dos seus habituais insultos personalizados:

“Adoro que o Colbert tenha sido despedido. O seu talento era ainda menor do que as suas audiências.”
E ainda deixou uma ameaça no ar:
“Ouvi dizer que o Jimmy Kimmel é o próximo. Tem ainda menos talento do que o Colbert!”

A animosidade entre Trump e os late-night hosts já vem de longe. Colbert, Kimmel e outros têm sido críticos frequentes do ex-presidente, com monólogos incisivos e sátiras constantes. Trump, por sua vez, não se cansa de os acusar de “falhar nas audiências” e de “não terem graça nenhuma”.

Humor em risco?

O cancelamento do programa de Colbert levanta questões sobre a liberdade criativa na televisão norte-americana. Poderá a pressão política ou económica estar a sufocar a sátira televisiva? E estará o modelo clássico dos late-night shows a viver os seus últimos dias perante as novas dinâmicas das redes sociais e plataformas de streaming?

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Uma coisa é certa: Stephen Colbert não ficará calado. E os seus colegas de palco também não. Kimmel, Fallon e outros humoristas estão agora mais unidos que nunca — até porque sabem que, num mundo cada vez mais sensível ao sarcasmo, o próximo alvo pode ser qualquer um deles.

Denise Richards Acusa Ex-Marido de Violência Doméstica — Mas Ele Diz Que Foi Uma Queda Com Álcool à Mistura

🥀 A polémica instalou-se em torno da actriz norte-americana Denise Richards, conhecida do grande público por filmes como Wild Things e 007 – O Mundo Não Chega, e pelas suas participações nos reality shows The Real Housewives of Beverly Hills e OnlyFans. A actriz, de 54 anos, acaba de obter uma ordem de restrição temporária contra o ex-marido, mas a história está longe de ser consensual — e há acusações de parte a parte.

Violência doméstica ou queda acidental?

A denúncia é grave: Denise Richards afirma que o ex-marido, Aaron Phypers, a agrediu fisicamente num episódio ocorrido no inverno de 2022. A actriz relata que ele “usou a palma da mão para a atingir no olho” enquanto a insultava violentamente. A fotografia do olho negro foi anexada como prova na queixa apresentada recentemente ao tribunal.

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Richards afirma ainda que este não foi um caso isolado. Segundo os documentos legais, Phypers terá, ao longo do relacionamento, a estrangulado, esbofeteado, empurrado contra toalheiros e ameaçado de morte — um padrão de alegado comportamento abusivo que teria durado anos. A actriz afirma que um familiar chegou mesmo a testemunhar o episódio de agressão e correu a buscar alimentos congelados para reduzir o inchaço do olho.

A resposta de Phypers: “Tudo mentira”

Contudo, uma fonte próxima de Phypers — pouco conhecido do público português mas que esteve casado com Richards durante quase sete anos — apresenta uma versão radicalmente diferente. Em declarações ao Daily Mail, a mesma fonte afirma que Denise Richards caiu sozinha, alcoolizada, ao subir os degraus de uma clínica onde o ex trabalhava.

“Ela caiu e bateu com o canto do olho nos degraus. Foi tudo tratado ali na hora com gelo. Havia várias pessoas no local que viram o que se passou”, assegura a fonte, acrescentando que Denise “tem um problema com o álcool” e que está a tentar encobri-lo com estas alegações.

O próprio Phypers já negou publicamente todas as acusações, num comunicado em que afirma categoricamente:

“Nunca abusei física ou emocionalmente da Denise — ou de qualquer outra pessoa. Estas acusações são completamente falsas e profundamente dolorosas.”

Phypers pediu aos media e ao público para não “espalharem rumores infundados e prejudiciais” e reiterou que, apesar de o casal ter tido os seus “desafios”, qualquer sugestão de violência é “categoricamente falsa”.

Divórcio, apoio financeiro… e polémicas antigas

Curiosamente (ou talvez não), esta batalha legal surge poucos dias depois de Phypers ter pedido o divórcio e solicitado pensão de alimentos à ex-mulher, alegando estar desempregado e que Richards ganha mais de 250 mil dólares por mês — boa parte desse valor proveniente de conteúdos para a plataforma OnlyFans.

E como se não bastasse, os fãs mais atentos já desenterraram uma cena de The Real Housewives of Beverly Hills, da 10.ª temporada, em que Phypers aparece a ameaçar esmagar a mão da actriz durante uma discussão — um momento que, revisto à luz das novas acusações, está a gerar ainda mais indignação nas redes sociais.

A verdade ainda está por apurar

Num país onde a cultura das celebridades se mistura com reality shows, redes sociais e escândalos mediáticos, este caso está a ganhar contornos de telenovela sombria. Por agora, Denise Richards tem a seu favor uma ordem judicial de protecção. Mas Phypers jura inocência. E o que era uma relação digna de capas de revista transformou-se num campo de batalha legal com feridas expostas — físicas e emocionais.

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Enquanto isso, o tribunal decidirá o que é verdade e o que é encenação. Até lá, o público assiste, dividido, a mais um episódio da vida real… em modo drama de Hollywood.

Barbie Vai Trocar Margot Robbie por Animação: Novo Filme em Parceria com Estúdio dos “Mínimos”

🎀 A boneca mais famosa do planeta está prestes a reinventar-se mais uma vez. Quase dois anos depois de conquistar o mundo com o fenómeno Barbie, de Greta Gerwig, a Mattel está a preparar um novo filme da Barbie — mas agora em animação e em parceria com os criadores dos Mínimos.

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Sim, leste bem. A próxima incursão cinematográfica da Barbie será um filme animado para o grande ecrã, e a produção está a cargo da Illumination, o estúdio responsável por sucessos como Gru – o Maldisposto, Mínimos e Super Mario Bros: O Filme. A distribuição ficará a cargo da Universal Pictures, com quem a Illumination tem um acordo exclusivo.

De Barbiecore a Desenho Animado

O filme de 2023, realizado por Greta Gerwig e protagonizado por Margot Robbie e Ryan Gosling, foi um sucesso global — e um fenómeno cultural. Desde o movimento Barbenheimer até à avalanche de cor-de-rosa nas lojas, Barbie arrecadou mais de 1,4 mil milhões de dólares e garantiu oito nomeações para os Óscares, levando para casa a estatueta de Melhor Canção Original com “What Was I Made For?” de Billie Eilish e Finneas.

Mas se esse capítulo foi escrito em imagem real e com muito existencialismo, o novo filme promete mudar o tom e o público-alvo, apostando numa abordagem animada e, possivelmente, mais próxima do estilo familiar típico da Illumination — com humor caótico, ritmo acelerado e personagens adoráveis em modo pastel.

Segredo bem guardado (por agora)

Ainda não se sabe quem está envolvido na realização, dobragens ou argumento, e não há qualquer data de estreia definida. No entanto, o simples facto de juntar duas gigantes do entretenimento como a Mattel e a Illumination já está a gerar enorme expectativa.

Barbie e os seus amigos… em expansão cinematográfica

A Mattel está claramente a acelerar o seu motor de adaptações. Após a fusão das suas divisões de cinema e televisão, a empresa tem uma lista ambiciosa de projectos para os próximos anos:

  • Masters of the Universe (imagem real, previsto para 2026)
  • Matchbox, Monster High, Polly Pocket, UNO, Rock ‘Em Sock ‘Em Robots
  • E até um filme sobre a Bola 8 Mágica, para os mais supersticiosos

E como se não bastasse, Jon M. Chu, o realizador de Wicked, foi recentemente confirmado para comandar a adaptação de Hot Wheels.

Barbie, sempre Barbie

Este novo filme animado marca a primeira aventura da Barbie em animação feita para o cinema — embora a personagem já tenha tido inúmeras longas-metragens animadas em formato doméstico ao longo dos anos.

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A Mattel aposta agora em conquistar as salas de cinema com a fórmula de sucesso da Illumination. E quem sabe, se a Barbie animada conseguir repetir o sucesso da versão de Margot Robbie, talvez estejamos perante um novo capítulo cor-de-rosa… agora com olhos esbugalhados à la Mínimos.

Karl Urban Entra em Cena Como Johnny Cage: “Mortal Kombat II” Traz de Volta a Violência e os Fatalities ao Cinema

🥋🎬 Preparem-se, porque os gritos de “Finish Him!” vão voltar a ecoar nas salas de cinema. O primeiro trailer de Mortal Kombat II foi finalmente revelado e promete tudo o que os fãs da saga adoram: lutas brutais, fatalities sangrentos, personagens lendárias… e agora com Karl Urban como Johnny Cage!

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A sequela do reboot lançado em 2021 tem estreia marcada para 23 de outubro e marca o verdadeiro regresso do universo Mortal Kombat ao grande ecrã — desta vez sem o contexto pandémico a atrapalhar as bilheteiras. Com Simon McQuoid de volta na realização, a promessa é simples: mais violência, mais sangue e mais fidelidade ao espírito do videojogo.

O que esperar? Socos, espadas, ganchos e… Johnny Cage!

O grande destaque do trailer é a estreia de Karl Urban no papel de Johnny Cage, o actor de ação vaidoso e irreverente que se tornou uma das figuras mais icónicas da série de videojogos. Conhecido pelo seu papel como Billy Butcher em The Boys, Urban parece encaixar na perfeição no estilo egocêntrico e sarcástico do personagem — e os fãs não tardaram a aplaudir a escolha.

Mas não se fica por aqui. O elenco está recheado de nomes conhecidos do primeiro filme e de novidades que farão qualquer fã gritar “Fatality!” de entusiasmo:

Regressos confirmados:

  • Lewis Tan como Cole Young
  • Jessica McNamee como Sonya Blade
  • Ludi Lin como Liu Kang
  • Mehcad Brooks como Jax
  • Josh Lawson como Kano
  • Chin Han como Shang Tsung
  • Tadanobu Asano como Raiden
  • Hiroyuki Sanada como Scorpion
  • Joe Taslim como Sub-Zero
  • Max Huang como Kung Lao

Novas personagens e atores:

  • Adeline Rudolph como Kitana
  • Tati Gabrielle como Jade
  • Damon Herriman como Quan Chi
  • Ana Thu Nguyen como Sindel
  • Desmond Chiam como Jerrod
  • CJ Bloomfield como Baraka
  • Martyn Ford como o temível Shao Kahn

Uma aposta de alto risco para a Warner Bros.

O primeiro filme, lançado em 2021, foi um sucesso relativo dadas as circunstâncias da pandemia e das restrições sanitárias ainda em vigor. Mas agora, em 2024, não há desculpas: o estúdio Warner Bros. precisa que Mortal Kombat II se destaque num mercado competitivo para garantir a continuidade da saga no cinema.

O orçamento do novo filme ainda não foi divulgado, mas tudo indica que a produção ganhou um impulso considerável — e a entrada de nomes como Karl Urban é um sinal claro dessa ambição.

Um legado sangrento que não morre

A saga Mortal Kombat não é propriamente novata em adaptações cinematográficas. Os filmes de 1995 e 1997 (sim, aquele com Christopher Lambert como um Raiden de cabelo branco) marcaram época, ainda que com resultados mistos. Seguiram-se séries de animação e imagem real, sempre com uma legião de fãs pronta a reencontrar os seus guerreiros favoritos.

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Com este novo capítulo, Mortal Kombat II parece finalmente ter encontrado o equilíbrio entre nostalgia e brutalidade moderna. E com Johnny Cage a distribuir pontapés e piadas más em igual medida, o ringue está pronto — que comece o combate.

“Eddington”: Ari Aster Transforma a Pandemia Num Western de Horror Satírico e Não Há Máscara Que Nos Proteja Disto

🎬 Enquanto muitos de nós passávamos o confinamento a fazer pão de massa mãe ou a ver Tiger King, Ari Aster estava a escrever um western. Mas não um western qualquer — Eddington, o seu novo filme, é um mergulho absurdo, violento e profundamente desconfortável no inferno social e político que foi (e ainda é) viver num mundo pós-2020.

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Um western na era dos vírus… e dos virais

A história passa-se em Nova Iorque? Não. Los Angeles? Nem por isso. Em Eddington, tudo acontece numa pequena cidade fictícia do Novo México, onde o xerife Joe Cross (Joaquin Phoenix) decide concorrer à câmara contra o popular presidente Ted Garcia (Pedro Pascal). O que começa como uma rixa política evolui para um confronto pessoal que explode nas redes sociais e se alastra às ruas.

O uso de máscaras, os conflitos raciais, o culto da desinformação e o espectro constante da violência são explorados de forma sarcástica, brutal e por vezes surreal — tudo em pleno confinamento, com personagens que parecem saídas de um feed de Twitter particularmente inflamado.

A verdadeira infecção? As redes sociais

Para construir este cenário apocalíptico mas reconhecível, Aster mergulhou no mundo digital: criou várias contas em redes sociais para compreender os diferentes “algoritmos ideológicos” e anotou obsessivamente comportamentos e frases durante o confinamento. O resultado é uma galeria de personagens tão caricatas quanto trágicas:

  • Louise (Emma Stone), mulher do xerife, dividida entre a mãe conspiracionista (Deirdre O’Connell) e o líder carismático de um culto à la QAnon (Austin Butler);
  • O vice-xerife negro (Micheal Ward), envolvido nas manifestações após o caso George Floyd;
  • Um adolescente activista de fachada (Cameron Mann), mais interessado em impressionar uma rapariga do que em mudar o mundo.

“A crítica não é às personagens, é à tecnologia que as distorce”, explica Aster. Eddington é, acima de tudo, um retrato do colapso comunicacional — um mundo onde ninguém consegue sequer concordar sobre o que está a acontecer.

Um vírus invisível, mas omnipresente

Curiosamente, muito poucos personagens estão doentes com COVID no filme. Como o próprio realizador resume: “Há muitos vírus em Eddington. Muitos virais.” A pandemia é mais pano de fundo do que tema central — mas a sua presença é esmagadora, não pelos sintomas físicos, mas pela fratura social irreversível que desencadeou.

Há ainda uma segunda ameaça a pairar sobre a cidade: um centro de dados alimentado por inteligência artificial a ser construído às portas de Eddington. O futuro parece tão distópico como o presente, com Aster a sugerir que estamos apenas a viver uma crise enquanto outra, ainda maior, fermenta nos bastidores.

Ari Aster, o profeta do apocalipse moderno?

Com Hereditário e Midsommar, Aster reinventou o horror com um toque de elegância e perturbação psicológica. Em Beau Is Afraid, levou-nos à beira do absurdo existencial. Agora, com Eddington, parece querer dizer: o verdadeiro terror já aconteceu — e ninguém sabe como lidar com isso.

Durante a pandemia, encontrou consolo nas caminhadas e nos livros. Mas admite que escreveu este guião “em estado de ansiedade e de pânico, que só tem aumentado”. E confessa estar desesperado por uma visão do futuro que não seja dominada pelo medo.

Por enquanto, oferece-nos Eddington — um espelho deformado da sociedade moderna, onde o western clássico se cruza com sátira política, comédia negra e a angústia de uma época que ainda não digerimos por completo.

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E quanto a uma sequela? “Está a borbulhar na minha cabeça… mas gostava apenas de viver numa altura menos estranha, por favor”, diz, entre risos nervosos. Se fosse outra pessoa, riríamos com ele. Mas vindo de Ari Aster, ficamos antes à espera do próximo pesadelo.

Fernanda Torres no Júri de Veneza: Um Regresso Triunfal ao Festival que a Consagrou

🎬 Um ano depois de ter brilhado com Ainda Estou Aqui, Fernanda Torres regressa a Veneza — desta vez do outro lado da cortina. A actriz e argumentista brasileira foi escolhida para integrar o júri principal da 82.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que decorre entre 27 de Agosto e 6 de Setembro.

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É um regresso com sabor a consagração: em 2024, Ainda Estou Aqui arrecadou o prémio de Melhor Argumento no Lido e acabaria por conquistar o Óscar de Melhor Filme Internacional. Agora, cabe a Fernanda ajudar a decidir quem sucede aos vencedores, ao lado de nomes de peso do cinema mundial.

Um júri com estrelas e autores

O júri que decidirá o Leão de Ouro — o prémio máximo do festival — será presidido pelo realizador norte-americano Alexander Payne, conhecido por filmes como Nebraska ou The Descendants. Juntam-se a ele:

  • A actriz chinesa Zhao Tao, presença marcante no cinema de Jia Zhangke e vencedora do Leão de Ouro com Natureza Morta (2006).
  • O francês Stéphane Brizé, realizador de O Valor de um Homem.
  • A italiana Maura Delpero, autora de Maternal.
  • O romeno Cristian Mungiu, Palma de Ouro em Cannes por 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias.
  • O iraniano Mohammad Rasoulof, cineasta dissidente que ganhou o Urso de Ouro com There Is No Evil.

É um painel que equilibra vozes femininas, olhares autorais e uma diversidade cultural notável — com Fernanda Torres a representar o cinema em língua portuguesa ao mais alto nível.

Horizontes e primeiras obras: Júris alternativos também revelados

Na secção Horizontes, dedicada às novas linguagens do cinema, o destaque vai para a presidente do júri, Julia Ducournau, que venceu a Palma de Ouro em Cannes com Titane. Com ela estarão:

  • O artista visual italiano Yuri Ancarani;
  • O crítico argentino Fernando Enrique Juan Lima;
  • A realizadora australiana Shannon Murphy;
  • E o cineasta e fotógrafo norte-americano RaMell Ross.

Já o júri do Prémio Luigi De Laurentiis, que distingue a melhor primeira obra, será liderado pela britânica Charlotte Wells (Aftersun), com Erige Sehiri (França/Tunísia) e Silvio Soldini (Itália).

Uma edição cheia de simbolismo… e cinema de qualidade

A 82.ª edição do festival abrirá com “La Grazia”, o novo filme do italiano Paolo Sorrentino, e prestará uma homenagem especial à lendária Kim Novak, com a atribuição do Leão de Ouro de Carreira.

E para os amantes do cinema português, há uma pérola imperdível: “Aniki Bóbó”, o primeiro filme de Manoel de Oliveira, será exibido numa secção dedicada a obras-primas restauradas — uma curadoria pessoal do director artístico Alberto Barbera.

Um símbolo do reconhecimento internacional da lusofonia

O convite a Fernanda Torres não é apenas um reconhecimento do seu talento individual — é também um marco para o cinema falado em português num dos palcos mais importantes do mundo. Depois do impacto de Ainda Estou Aqui, este regresso sela um ciclo de afirmação internacional para a actriz e para o cinema brasileiro, num festival que nunca deixou de valorizar o olhar autoral.

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Com Alexander Payne ao leme, e Fernanda como parte integrante do júri, a edição de 2025 do Festival de Veneza promete um equilíbrio entre tradição e novidade, emoção e reflexão — como só o grande cinema sabe fazer.


Morreu Alan Bergman: O Homem que Pôs o Amor em Letra e Ganhou Óscares com Isso

🎵 “Mem’ries, light the corners of my mind…” — é impossível não cantarolar esta frase sem pensar em Alan Bergman. O lendário compositor norte-americano faleceu aos 99 anos, na sua casa em Los Angeles, na noite de quinta-feira. Estaria prestes a completar um século de vida a 11 de Setembro. Mas se o corpo se vai, o legado permanece — e que legado.

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Uma vida ao ritmo da música… e do cinema

Alan Bergman foi, ao lado da esposa Marilyn Bergman (falecida em 2022), um dos nomes mais influentes da canção cinematográfica norte-americana. Não estamos a falar apenas de um compositor: estamos a falar de uma dupla que ajudou a definir o som emocional de Hollywood durante décadas.

Os Bergman coleccionaram estatuetas douradas, Emmys, Grammys e reconhecimento de todas as áreas do entretenimento. A sua parceria com nomes como Michel Legrand, Marvin Hamlisch ou John Williams originou temas inesquecíveis — e sim, também daqueles que nos fazem puxar o lenço.

Canções que marcaram gerações (e ganharam prémios)

Se “The Way We Were” (O Nosso Amor de Ontem, 1973) vos soa familiar, é porque é mesmo um dos grandes clássicos da história do cinema. E deu aos Bergman e a Marvin Hamlisch um Óscar e um Grammy. A icónica “The Windmills of Your Mind”, do filme O Grande Mestre do Crime (The Thomas Crown Affair, 1968), composta com Michel Legrand, valeu-lhes o primeiro Óscar. Já Yentl (1983), protagonizado e realizado por Barbra Streisand, rendeu outra estatueta — desta vez pela banda sonora adaptada, novamente com Legrand.

Ao todo, Alan e Marilyn somaram 16 nomeações para os Óscares, conquistando três vitórias. Em 1983, chegaram mesmo a dominar a categoria de Melhor Canção Original com três das cinco nomeações — perderam, curiosamente, para Up Where We Belong, de Oficial e Cavalheiro.

Mais do que filmes: cultura pop e televisão

A música dos Bergman não ficou presa à fita de celulóide. Temas compostos por eles aparecem em Os Simpsons, Family Guy, Stranger Things, Hawkeye (Marvel) e até em Austin Powers, Escola de Rock ou Deadpool 2. As suas letras foram cantadas por lendas como Frank Sinatra, Barbra Streisand, Ray Charles, Tony Bennett, Dean Martin, Neil Diamond e Fred Astaire — um verdadeiro hall of fame da música.

Também escreveram canções para séries como Maude (1972) e Good Times (1974), além de participações marcantes no universo dos especiais de televisão de Barbra Streisand, que lhes valeram quatro Emmys.

Parcerias lendárias

É difícil enumerar todos os grandes nomes com quem colaboraram, mas aqui vai uma amostra:

  • Quincy Jones — juntos criaram “In the Heat of the Night” (1967), cantada por Ray Charles.
  • Dave Grusin — colaboraram em …E Justiça Para Todos (1979), Tootsie (1982), e Dias de Glória… Dias de Amor (1991).
  • John Williams — trabalharam em Fitzwilly (1967), Um Amor Simples (1972), Yes, Giorgio (1982) e Sabrina (1995).
  • Henry Mancini, Maurice Jarre, Johnny Mandel e Elmer Bernstein também cruzaram caminhos musicais com os Bergman.

Um toque de poesia em cada verso

Mais do que compositores de música, Alan e Marilyn eram poetas. A sua escrita conseguia condensar emoções complexas — amor, perda, nostalgia, esperança — em poucas linhas, com uma simplicidade desarmante.

Alan Bergman deixa-nos aos 99 anos, mas a sua música continuará a tocar, seja nos grandes ecrãs, nos discos antigos, nas playlists actuais ou nos cantos mais sentimentais da nossa memória. Afinal, como escreveu ele próprio:

“Mem’ries may be beautiful and yet, what’s too painful to remember, we simply choose to forget…”
Um Monge, Uma Espingarda e Muitas Surpresas: A Joia Nepalesa Chegou ao FilmIn 

Mas a música dele? Essa, nunca será esquecida

Hollywood Aposta Forte na Nostalgia: “O Meu Pequeno Pónei” Vai Ter Filme em Imagem Real

Depois do sucesso estrondoso de Barbie, Hollywood volta-se para mais uma marca icónica do mundo dos brinquedos: O Meu Pequeno Pónei está de regresso ao grande ecrã — e, pela primeira vez, em imagem real. A notícia foi avançada pela Variety, confirmando que o novo projeto está em desenvolvimento com a chancela da Hasbro Studios e da Amazon MGM Studios.

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Dos brinquedos para o mundo real 🦄✨

Lançada originalmente em 1981 por Bonnie Zacherle, Charles Muenchinger e Steve D’Aguanno, a linha My Little Pony conquistou gerações com os seus pónéis coloridos, crinas escováveis e histórias de amizade. Após vários filmes e séries animadas ao longo das décadas, faltava apenas um passo: uma adaptação com atores de carne e osso.

Ainda sem elenco ou equipa criativa definida, este será o primeiro filme em imagem real baseado na famosa marca — e tudo indica que a aposta é séria, seguindo o modelo de grande produção à Barbie.

Um fenómeno multigeracional

O sucesso de O Meu Pequeno Pónei começou nos anos 80, mas foi com Friendship Is Magic, a série lançada em 2010, que a marca ganhou novo fôlego e atraiu também uma legião de fãs adultos, incluindo um número crescente de homens — os chamados bronies, que se tornaram parte do fenómeno cultural.

Entre brinquedos, filmes lançados diretamente para vídeo, comics e jogos, O Meu Pequeno Pónei tornou-se num verdadeiro império de fantasia, cor e valores como amizade, empatia e colaboração — características que, a avaliar pela recente tendência de Hollywood, serão adaptadas com uma nova camada de sátira, coração e espectáculo visual.

Hasbro segue as pegadas da Mattel

Depois da ascensão meteórica de Barbie nos cinemas, a Hasbro quer repetir o sucesso com as suas próprias propriedades. A empresa norte-americana já tem em andamento adaptações de:

  • Cluedo (cinema e TV, com a Sony),
  • The Forgotten Realms (spin-off de Dungeons & Dragons, para a Netflix),
  • Magic: The Gathering (filme com a Legendary e série animada na Netflix).

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Agora, O Meu Pequeno Pónei junta-se ao lote, com a missão de conquistar as bilheteiras e — quem sabe — competir com as grandes franquias no pódio do entretenimento global.

Sega Quer Voltar a Ser Gigante — E Hollywood Pode Ser a Sua Arma Secreta 🎮🎬

Depois do sucesso de Sonic, a empresa japonesa sonha com um novo reinado (e talvez com filmes de Persona?)

Durante décadas, a Sega foi sinónimo de tardes passadas entre máquinas de arcada, batalhas épicas nas consolas caseiras e ícones que marcaram gerações — Sonic, Shinobi, Streets of Rage… Mas depois do colapso da Dreamcast em 2001, a gigante japonesa desapareceu dos radares enquanto a Nintendo, a Sony e as produtoras ocidentais dominavam o mundo dos videojogos.

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Agora, impulsionada por um novo fôlego vindo de Hollywood, a Sega quer voltar à ribalta. E ao que tudo indica, está pronta para usar o cinema como trampolim.

Sonic abriu o caminho… e as portas do cinema

O sucesso colossal dos filmes Sonic, protagonizados por Jim Carrey como o tresloucado vilão Dr. Robotnik, revelou que a mascote azul ainda tem muito a dizer. Com três filmes em poucos anos e milhões nas bilheteiras, a Sega descobriu um novo público — e reconquistou os mais nostálgicos.

Não admira, por isso, que outras propriedades intelectuais estejam a caminho do grande ecrã: Shinobi está em fase de adaptação cinematográfica, Yakuza já deu origem a uma série de televisão… e Persona? Segundo o COO da Sega, Shuji Utsumi, “os fãs devem estar atentos”. Sim, leu bem.

Do jogo ao ecrã, e de volta outra vez

O fenómeno não se limita a nostalgia. A Sega, que comprou recentemente a criadora de Angry Birds, aposta também num chamado “Super Jogo”: um projecto ambicioso que vai misturar videojogos, redes sociais e até inteligência artificial. Tudo isto com um orçamento à escala global.

E para acompanhar esse crescimento, a empresa está a expandir-se fisicamente — abriu recentemente a sua primeira megaloja em Xangai e prepara-se para inaugurar uma segunda em Tóquio, apostando forte na cultura pop japonesa e no turismo em alta.

Sonic é retro? Talvez. Mas é também rentável

As receitas de licenciamento dispararam, o público jovem está a redescobrir os jogos clássicos, e a combinação de merchandising, filmes e videojogos parece finalmente funcionar para a Sega como há décadas não acontecia.

Enquanto a Nintendo reina no mundo das consolas com a Switch, a Sega joga outra cartada: a do entretenimento multiplataforma. O passado está a seu favor. O futuro, se Hollywood continuar a colaborar, também pode estar.

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📀 Sonic 3: O Filme estreia nos cinemas este Natal. E, se tudo correr bem, talvez Persona ou Streets of Rage cheguem a seguir…

O Regresso de uma Lenda Disparatada: Liam Neeson Brilha no Reboot de The Naked Gun

Aparentemente, ainda é possível fazer comédias como antigamente — pelo menos se o nome for The Naked Gun. A nova versão do clássico de humor absurdo, agora protagonizada por Liam Neeson como o destemido (e completamente desastrado) Tenente Frank Drebin Jr., começa a ser exibida para críticos e jornalistas e as primeiras reacções são entusiásticas: é hilariante, absurda e fiel ao espírito dos filmes originais.

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Liam Neeson, o herói improvável da comédia

Conhecido pelas suas performances intensas em filmes como Taken e Schindler’s List, Liam Neeson não era, à partida, o nome esperado para assumir o legado cómico deixado por Leslie Nielsen. Mas parece que a escolha revelou-se genial. Críticos como @BrandonDavisBD já afirmam que “Liam Neeson não devia ser assim tão engraçado. Mas é!” e que o filme poderá até saciar os fãs órfãos de um hipotético Austin Powers 4.

A personagem de Frank Drebin Jr. — filho do icónico detetive da trilogia original — é uma homenagem directa ao humor “nonsense” e físico que definiu The Naked Gun, Airplane! e outras comédias do universo Zucker-Abrahams-Zucker. Com Neeson no papel principal, o filme não só respeita a herança deixada por Nielsen, como acrescenta uma frescura inesperada, segundo quem já viu.

Uma avalanche de piadas (mas com bom gosto)

Nas redes sociais, críticos como @katcystephan e @ErikDavis reforçam que o humor do novo The Naked Gun é “deliciosamente estúpido” — no melhor sentido — e que o filme “evita tudo o que poderia ser ofensivo, entregando apenas paródia pura e bizarra”. Realizado por Akiva Schaffer (Popstar, Saturday Night Live) e produzido por Seth MacFarlane (Family Guy, Ted), o filme parece ter encontrado o equilíbrio perfeito entre homenagem e inovação.

Com centenas de “gags” visuais e piadas rápidas, a nova versão assume-se como uma carta de amor ao género das spoof movies — um subgénero praticamente desaparecido de Hollywood, substituído por comédias mais irónicas ou formulaicas. “Não me ria assim há muito tempo”, escreve um crítico. “Saí da sala com um sorriso de orelha a orelha.”

Pamela Anderson e um elenco improvável

Além de Neeson, o elenco reúne uma série de figuras inesperadas que prometem dar ainda mais cor à comédia. Pamela Anderson parece ser o “casting perfeito”, segundo várias reacções, juntando-se a nomes como Paul Walter Hauser, CCH Pounder, Kevin Durand, Cody Rhodes, Liza Koshy, Eddie Yu e Danny Huston. Esta diversidade de perfis promete um desfile constante de personagens bizarras e situações imprevisíveis.

Estreia marcada: 1 de Agosto de 2025

O novo The Naked Gun chega às salas de cinema no dia 1 de Agosto de 2025. A sinopse oficial, em tom épico e satírico, promete:

“Só um homem tem o conjunto de competências necessário… para liderar a Police Squad e salvar o mundo! O Tenente Frank Drebin Jr. (Liam Neeson) segue os passos do pai em The Naked Gun, realizado por Akiva Schaffer e produzido por Seth MacFarlane.”

Um regresso triunfal ao humor clássico?

O desafio era imenso: reinterpretar uma das comédias mais queridas dos anos 80 e 90 sem trair o espírito original. Mas, segundo as primeiras reacções, The Naked Gun (2025) não só cumpre esse desafio, como renova a esperança de que ainda há espaço para comédia física, escancarada e livre de cinismo no cinema contemporâneo.

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Se procurava um filme para rir do princípio ao fim, tomar um banho de nostalgia e ver Liam Neeson a tropeçar em tudo e todos — literalmente — marque já na agenda: Agosto de 2025 pode ser o mês em que voltamos a rir “à moda antiga”.

Emmys 2025: Favoritos, Surpresas e a Luta Pelo Regresso da Glória Televisiva

À medida que se aproxima a cerimónia dos Emmys de 2025, a indústria televisiva entra em modo de campanha total, com estratégias de bastidores, projeções, estatísticas e uma avalanche de expectativas. Este ano, os três grandes contendores são Severance (Apple TV+), The Studio (Apple TV+) e The Penguin (HBO Max), com nomeações impressionantes. No entanto, há surpresas a emergir — como Adolescence, uma produção britânica da Netflix que entrou directamente na corrida ao topo com 13 nomeações e excelentes probabilidades.

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The Studio e Seth Rogen lideram a comédia

A sátira The Studio não só quebrou o recorde de nomeações numa estreia (23 nomeações!), como se tornou a nova menina-dos-olhos da crítica e da Academia. Seth Rogen, que escreve, realiza, produz e protagoniza, pode juntar-se ao restrito clube de artistas que venceram quatro Emmys numa só noite. Entre os rivais, The Bear ainda tem presença forte, mas o seu impacto crítico parece ter abrandado na terceira temporada. Hacks continua firme, apesar da ausência de Paul W. Downs na categoria de actor secundário.

Catherine O’Hara, nomeada tanto por The Studio como por The Last of Us, poderá ser uma das surpresas da noite. E numa época de viragem, é possível que Hannah Einbinder (Hacks) ou Janelle James (Abbott Elementary) consigam finalmente o prémio merecido.

Severance vs. The Pitt no drama

Com 27 nomeações, Severance continua a ser o colosso da categoria de drama, mas terá de enfrentar a revelação do ano: The Pitt (HBO Max), que soma 13 nomeações e entusiasmo crescente. Adam Scott e Noah Wyle estão frente a frente na corrida para Melhor Actor Principal em Drama, enquanto Britt Lower poderá fazer história como Melhor Actriz Principal — se conseguir vencer a lendária Kathy Bates, a única nomeada por Matlock, o que pode jogar contra si.

Tramell Tillman poderá marcar um momento histórico, ao tornar-se o primeiro actor negro a vencer o prémio de Melhor Actor Secundário em Drama, graças ao seu enigmático Milchik em Severance.

A categoria limitada: Adolescence rouba o protagonismo

Embora The Penguin tenha confirmado o favoritismo com 24 nomeações, o verdadeiro choque veio de Adolescence. Esta série britânica, protagonizada por Stephen Graham, é apontada como favorita em seis categorias, incluindo Direcção, Argumento e Actores Secundários. Owen Cooper e Erin Doherty são apostas fortes, enquanto Michelle Williams (Dying for Sex) e Cristin Milioti (The Penguin) travam uma batalha renhida pelo troféu de Melhor Actriz Principal em Série Limitada.

A diversidade em destaque (e em dívida)

Os Emmys deste ano poderão quebrar algumas barreiras. Além de Tramell Tillman, Liza Colón-Zayas pode repetir a vitória como Melhor Actriz Secundária em Comédia, sendo a primeira latina a ganhar nesta categoria no ano passado. Catherine O’Hara, Harrison Ford (pela primeira nomeação da carreira!), e Bryan Cranston (nomeado por The Studio) adicionam prestígio e emoção ao conjunto dos candidatos.

E as previsões?

Se a tendência se mantiver, The Studio poderá dominar a comédia com um misto de inovação e nostalgia. Severance, com a sua realização meticulosa por Ben Stiller e Jessica Lee Gagné, tentará consolidar-se como a série de drama mais relevante do pós-Succession. E Adolescence, com o seu realismo cru e emoção contida, pode ser a surpresa da noite, roubando troféus à produção mais “pesada” de Colin Farrell, The Penguin.

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A contagem decrescente para os Emmys termina a 14 de Setembro, e até lá, espera-se muita campanha, controvérsia e especulação.

Spider-Man 4 promete corrigir o maior erro do MCU — palavra de Tom Holland

O Homem-Aranha está de volta… e com ele, talvez, o sopro de ar fresco que o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) tanto precisa. Spider-Man: Brand New Day, o aguardado quarto filme a solo de Peter Parker no MCU, protagonizado por Tom Holland, está actualmente em pré-produção e promete ser mais do que apenas mais uma aventura do super-herói: segundo o próprio actor, será uma tentativa de resgatar o espírito perdido da Marvel — e corrigir um erro que muitos fãs há muito apontam como um dos maiores problemas da franquia.

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Numa entrevista recente ao Flip Your Wig, Tom Holland revelou que esta nova entrada no universo do Aranha será marcada por uma mudança radical no estilo de produção. “Vamos mesmo mergulhar nesse cinema à moda antiga e filmar em localizações reais”, afirmou o actor britânico. A referência não é apenas estética: é uma crítica clara à excessiva dependência do CGI e de cenários digitais que têm dominado os filmes da Marvel nos últimos anos. Como exemplo, Holland aponta uma grande sequência de acção que será filmada nas ruas de Glasgow — longe dos estúdios fechados e dos fundos verdes.

“O que estamos a fazer vai parecer um sopro de ar fresco… os fãs vão ficar nas nuvens com o que estamos a preparar”, disse Holland, com entusiasmo evidente.

A crítica ao estado actual do MCU é partilhada por muitos fãs e analistas: com a Fase 5 a revelar-se caótica e inconsistente — marcada por títulos como Quantumania, Secret Invasion e uma recepção morna a The Marvels —, a ideia de regressar a métodos mais práticos e tangíveis de fazer cinema parece um movimento consciente para recuperar o terreno perdido. Se Spider-Man: No Way Home (2021) foi um sucesso nostálgico que soube homenagear o passado, Brand New Day poderá ser a fundação de um futuro mais sólido.

Ainda sem muitos detalhes confirmados, sabe-se que o novo filme terá estreia marcada para 31 de Julho de 2026 e contará também com Sadie Sink (Stranger Things) num papel ainda por revelar. O título, Brand New Day, remete a uma conhecida fase dos comics do Homem-Aranha, marcada por reinícios narrativos e decisões controversas, o que poderá indicar uma abordagem mais madura e introspectiva à personagem de Peter Parker após os eventos de No Way Home.

Mais do que efeitos especiais, o que o MCU parece agora precisar é de visão artística, foco narrativo e… humanidade. A Marvel habituou-nos a heróis que voam, viajam no tempo e enfrentam ameaças cósmicas — mas foi sempre no coração e nas lutas pessoais dos seus protagonistas que residiu a sua força. Um regresso ao essencial pode, afinal, ser o maior super-poder desta nova fase.

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Se Tom Holland conseguir cumprir o que promete, Spider-Man 4 poderá não apenas ser um novo capítulo na saga do Aranha — mas o filme que deu à Marvel uma nova alma.

Almas Marcadas: o novo romance juvenil que promete deixar cicatrizes no coração do público

Preparem-se para uma história onde o amor, a dor e os segredos se entrelaçam sob a pele – literalmente. Almas Marcadas estreia a 24 de Julho nas salas de cinema portuguesas, com a promessa de emocionar uma nova geração de fãs de romances intensos, na mesma linha de sucessos como After e O Diário da Nossa Paixão. E não é coincidência: o filme junta a equipa de produção de After ao realizador Nick Cassavetes, responsável por um dos romances cinematográficos mais emblemáticos do século XXI.

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Inspirado na série de bestsellers Marked Men, da autora Jay Crownover, Almas Marcadas traz à tela a história de Rule e Shaw – dois jovens que carregam nas costas mais do que os seus apelidos ou os seus futuros académicos: carregam cicatrizes. Ele é um tatuador rebelde, marcado por um passado turbulento e pela morte do irmão gémeo. Ela, uma estudante de medicina com um percurso aparentemente perfeito, guarda em silêncio um amor antigo e impossível. Até ao momento em que uma noite sem defesas os obriga a confrontar sentimentos há muito reprimidos.

Protagonizado por Chase Stokes (Outer Banks) e Sydney Taylor, o filme mergulha num universo onde o amor é tanto libertação como tormento. A narrativa desenrola-se entre sessões de tatuagem carregadas de simbolismo, confrontos familiares, traumas por resolver e a constante pressão de um mundo que impõe rótulos. Tudo isto num crescendo emocional que vai do silêncio da perda ao grito da paixão.

Cassavetes, que sabe como poucos navegar os mares da emoção cinematográfica, guia-nos por uma história de lealdade, crescimento e redenção, onde cada tatuagem é uma memória e cada olhar, uma promessa por cumprir. É um filme feito de pele e alma, para adolescentes e jovens adultos que procuram mais do que o cliché do amor impossível – procuram personagens que erram, caem, sofrem e, ainda assim, amam com uma intensidade desarmante.

Não se trata apenas de um drama romântico: Almas Marcadas é um retrato sensível e provocador sobre o que significa encontrar o nosso lugar num mundo que, tantas vezes, insiste em dizer-nos que não pertencemos. Um lugar onde o passado não é apenas lembrado, mas desenhado a tinta permanente.

Com distribuição da NOS Audiovisuais, Almas Marcadas chega aos cinemas no final de Julho para marcar o Verão com lágrimas, suspiros e uma banda sonora à altura da intensidade emocional da trama.

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Se está à procura de um romance onde os corações batem mais forte do que os estigmas, esta pode bem ser a sua próxima história favorita no grande ecrã.


Estreia em Portugal: 24 de Julho
Realizador: Nick Cassavetes
Protagonistas: Chase Stokes, Sydney Taylor
Género: Romance, Drama
Distribuição: NOS Audiovisuais