Billie Eilish chega ao grande ecrã em 3D: trailer e primeiras imagens de Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D) já disponíveis

Billie Eilish está prestes a invadir as salas de cinema portuguesas — e desta vez não apenas com a sua voz, mas com uma experiência audiovisual concebida ao milímetro para surpreender. Já foram revelados o trailer e as fotografias oficiais de Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D), o filme-concerto que transforma a digressão mundial da artista num espetáculo cinematográfico imersivo. A estreia em Portugal está marcada para 19 de março de 2026.  

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A produção chega com um detalhe que ninguém esperava: James Cameron assina a realização ao lado da própria Billie Eilish. Se há alguém capaz de reinventar a forma como a música se vê e se sente no grande ecrã, é o cineasta que levou o 3D para um novo patamar em Avatar. Agora, Cameron aplica essa tecnologia ao universo emocional e atmosférico de Hit Me Hard and Soft, álbum e digressão que marcaram um novo capítulo artístico na carreira de Billie — mais maduro, mais íntimo e mais cinematográfico.

O material agora divulgado oferece o primeiro olhar sobre esta experiência: palcos envoltos em néons líquidos, movimentos de câmara que amplificam a presença magnética de Billie e um design sonoro pensado para envolver o público como se este estivesse no centro da multidão. Gravado ao longo da digressão internacional esgotada, o filme pretende capturar não apenas a energia do espetáculo ao vivo, mas também a vulnerabilidade e a intensidade que Billie Eilish transporta para cada atuação.  

Em 3D, tudo ganha outra dimensão: as coreografias, os ambientes minimalistas, os jogos de luz que caracterizam a estética da artista e até os momentos de absoluta quietude emocional. Esta não é apenas a transposição de um concerto para cinema; é uma reformulação visual e sensorial da própria linguagem de palco da artista.

O filme-concerto chega às salas portuguesas através da Paramount Pictures, em parceria com a Darkroom Records, Interscope Films e Lightstorm Entertainment, com distribuição da NOS Audiovisuais. É um encontro improvável — e estimulante — entre uma das vozes mais influentes da música contemporânea e uma das figuras mais ambiciosas da história do cinema. Não é descabido imaginar que Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D) poderá redefinir o que significa filmar um concerto para cinema, tal como Cameron redefiniu a experiência 3D em ficção científica.

A sinopse oficial reforça essa intenção: esta é uma viagem imersiva, captada durante uma digressão mundial esgotada, que convida o espectador a entrar na atmosfera emocional que Billie constrói em palco — uma zona onde intimidade e espectáculo coexistem sem contradição.  

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Se 2026 promete ser marcado por grandes regressos, sequelas épicas e sagas espaciais de milhões, também trará, graças a Billie Eilish, um cinema de proximidade, pulsação e presença. Um cinema que canta, respira e vibra. Um cinema que não pede ao espectador para olhar, mas para sentir.

E com James Cameron atrás de uma das câmaras, não há dúvida: esta digressão está prestes a tornar-se ainda maior do que já era.

Zendaya e Robert Pattinson perdem a cabeça no trailer de The Drama, a nova comédia negra da A24

A A24 divulgou o primeiro trailer de The Drama, o novo filme de Kristoffer Borgli, e basta um minuto de imagens para perceber que o realizador de Dream Scenario não pretende aliviar a mente de ninguém em 2026. Zendaya e Robert Pattinson interpretam um casal prestes a casar — e simultaneamente prestes a desmoronar — naquela que promete ser uma das comédias negras mais aguardadas do próximo ano.

Borgli, que conquistou atenção global com a performance delirante de Nicolas Cage em Dream Scenario, volta a explorar personagens em colapso emocional e social, mas agora com duas das maiores estrelas da actualidade. Zendaya e Pattinson surgem envolvidos num noivado que parece menos um compromisso romântico e mais um exercício de sobrevivência psicológica. O trailer sugere uma espiral de paranóia, exaustão e absurdismo que encaixa perfeitamente no ADN da A24.

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Para além dos protagonistas, o elenco inclui Mamoudou Athie, Alana Haim e Hailey Gates, nomes que reforçam a estética própria da produtora — intérpretes de energia singular, capazes de habitar histórias que oscilam entre o desconforto e o humor mais negro. The Drama chega às salas norte-americanas a 3 de abril de 2026, com estreia internacional prevista para a mesma janela, seguindo a estratégia habitual da A24.

O filme, no entanto, é apenas o primeiro de três encontros entre Zendaya e Pattinson no espaço de um ano. Os dois voltarão a cruzar-se em The Odyssey, a adaptação épica de Christopher Nolan que estreia a 17 de julho de 2026, com Zendaya no papel de Atena e Pattinson como Antínoo, um dos pretendentes de Penélope na mitologia de Homero. Este é um dos projectos mais ambiciosos de Nolan, que regressa ao género histórico-mitológico após Oppenheimer, e promete uma escala grandiosa incomum no cinema contemporâneo.

E a maratona continua no final do ano: Dune: Part Three, o capítulo final da trilogia de Denis Villeneuve, estreia a 18 de dezembro de 2026. Zendaya regressa como Chani, agora no centro da narrativa política e espiritual do universo de Arrakis. Pattinson junta-se ao elenco pela primeira vez, num papel ainda envolto em segredo, embora os rumores apontem para Scytale — uma personagem camaleónica e crucial no arco de Messiah, de Frank Herbert. Se confirmado, o actor entrará na saga com um antagonista complexo e cheio de nuances, a condizer com o seu histórico de escolhas arrojadas.

Entre estes três projectos, Zendaya vive um momento de ubiquidade cinematográfica e televisiva. Depois do sucesso de Challengers, de Luca Guadagnino, prepara o regresso à televisão com a terceira temporada de Euphoria e voltará ao género super-herói em Spider-Man: Brand New Day, com estreia marcada para 31 de julho de 2026. Pattinson, por sua vez, continua a alternar entre blockbusters e cinema de autor, tendo recentemente protagonizado Die My Love, de Lynne Ramsay, ao lado de Jennifer Lawrence.

Mas por agora, é The Drama que concentra todos os olhares. O trailer promete um estudo satírico sobre relações modernas, fama, instabilidade e a tendência contemporânea para dramatizar tudo — uma energia que Borgli domina como poucos. Zendaya e Pattinson, juntos num caos emocional coordenado, parecem ter encontrado aqui um campo fértil para um humor que magoa e faz rir ao mesmo tempo.

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A A24 volta, assim, a posicionar-se no território onde mais brilha: o cinema que incomoda, que provoca e que transforma crises pessoais em entretenimento profundamente humano. E com dois protagonistas no auge das suas carreiras, The Drama pode muito bem tornar-se uma das surpresas do ano.

Gwyneth Paltrow revela paixão da filha por Jacob Elordi — e o actor responde com humor desconcertante

O encontro entre Gwyneth Paltrow e Jacob Elordi para a mais recente edição do “Actors on Actors”, da Variety, podia ter seguido o habitual rito de cortesias profissionais. Mas bastaram poucos segundos para que a actriz transformasse a conversa num momento inesperado – e deliciosamente humano. Com a sinceridade desarmante que a caracteriza, Paltrow contou-lhe que os seus filhos, Apple e Moses, são admiradores do actor australiano. E, sem rodeios, acrescentou: “A minha filha está apaixonada por ti.”

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Jacob Elordi, que já deve ter ouvido variações dessa frase centenas de vezes desde Euphoria e The Kissing Booth, sorriu e respondeu com aquela naturalidade quase automática de quem vive numa tempestade permanente de elogios: “É sempre o mesmo: toda a gente diz ‘a minha mãe adora-te’, ‘a minha filha adora-te’… nunca é ‘eu adoro-te’.” Paltrow não hesitou e devolveu-lhe um simples “Eu adoro-te, Jacob”, como quem oferece um mimo teatral para aliviar a tensão da revelação.

A actriz explicou que conheceu o trabalho de Elordi graças aos filhos, apesar de estes a terem avisado contra ver Euphoria. Ainda assim, ficou impressionada com a performance dele – uma linha comum nas muitas vozes que o têm seguido atentamente. Hoje, com 28 anos, Elordi tornou-se um daqueles actores raros que conseguem cruzar o encanto juvenil com um magnetismo dramático que atrai públicos muito diferentes.

Parte desse magnetismo está em exibição na nova adaptação de Frankenstein realizada por Guillermo del Toro. O filme estreou comercialmente no Brasil em 23 de outubro de 2025 e chegou à Netflix brasileira em 7 de novembro de 2025. Em Portugal, tal como em muitos mercados europeus, a estreia foi exclusivamente via Netflix, onde permanece disponível — uma prática cada vez mais frequente nos títulos de Del Toro. A interpretação de Elordi como a Criatura tem sido descrita como uma das mais intensas da sua carreira, afastando-o ainda mais do rótulo de “galã adolescente”.

Já Gwyneth Paltrow prepara o regresso ao grande ecrã com Marty Supreme, a sua primeira longa-metragem desde Avengers: Endgame. O filme, protagonizado por Timothée Chalamet, leva a actriz a interpretar Kay Stone, uma estrela de Hollywood retirada que ressurge numa história ambientada nos anos 50. Nos Estados Unidos, Marty Supreme estreia a 25 de dezembro de 2025. No Brasil, a data está já confirmada para 8 de janeiro de 2026. Em Portugal, porém, ainda não existe uma data oficial de estreia – a distribuição nacional permanece por anunciar.

A actriz comentou ainda que os filhos reagiram com entusiasmo (ou desconforto, no caso do filho) às imagens que circularam das gravações em Nova Iorque, onde Paltrow e Chalamet foram vistos a filmar uma cena romântica no Central Park. Apple achou “incrível”, enquanto Moses preferiu cobrir os olhos e fingir que nada havia acontecido. São pequenas janelas que revelam não apenas a dinâmica familiar da actriz, mas também a forma descontraída com que encara o regresso ao cinema.

O momento com Elordi, porém, tornou-se viral não pela provocação simpática da filha apaixonada, mas pela naturalidade com que ambos jogaram com a situação. O actor devolveu humor, Paltrow devolveu carinho, e num piscar de olhos criaram um dos clips mais vistos desta edição do programa. Nada encenado, apenas dois actores em plena calma, a descobrir afinidades improváveis.

Hollywood vive desses instantes — de encontros que parecem improváveis até acontecerem, de confissões que surgem num momento de vulnerabilidade e acabam por definir uma temporada inteira de entrevistas. Entre o charme de Elordi, a sinceridade de Paltrow e o entusiasmo desarmado dos filhos da actriz, o episódio tornou-se um lembrete do que ainda podemos encontrar no meio de tanta máquina promocional: humanidade, constrangimento gentil e um pouco de humor no sítio certo.

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E se Apple Martin continua apaixonada pelo actor? Provavelmente sim. Mas, como ficou claro pela conversa, não é a única.

“Silent Night, Deadly Night”: Cena Viral Mostra Pai Natal a Matar Mais de 20 Nazis — e o Filme Nem Estreou Ainda

O espírito natalício ganhou uma nova… interpretação. Silent Night, Deadly Night, a reimaginação sangrenta do clássico de terror de 1984, tornou-se viral nas redes sociais graças a uma sequência que dificilmente deixará alguém indiferente: um Pai Natal assassino a eliminar, à machadada, uma sala cheia de nazis. Sim, leu bem. E sim, o público está a devorar cada segundo desta loucura festiva.

Tudo começou com um pequeno excerto partilhado por Discussing Film, que rapidamente acumulou milhões de visualizações. No vídeo, vemos Rohan Campbell — que muitos reconhecerão de Halloween Ends — vestido de Pai Natal e prestes a “punir os malcomportados”: neste caso, um grupo de extremistas a celebrar um grotesco “Natal da Supremacia Branca”. Bastaram poucos segundos para que a cena se tornasse sensação global.

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Com a viralidade a disparar para mais de oito milhões de visualizações, a equipa do filme decidiu não desperdiçar o momento e divulgou a sequência completa, com mais de sete minutos de violência estilizada. Nela, Campbell encarna Billy, um anti-herói sanguinário que, como faz questão de explicar, recusa usar armas de fogo — “as armas são para maricas”, diz ele — e opta antes por um machado para eliminar vinte nazis num desfile de golpes, cortes e respingos digno de uma epopeia slasher natalícia.

A ousadia da cena não é gratuita: encaixa-se na nova abordagem do realizador Mike P. Nelson, responsável também por Wrong Turn (2021), que decidiu reinterpretar o clássico de 1984 com mais brutalidade, mais ironia negra e um Pai Natal vingador com motivos profundamente traumáticos. Nesta nova versão, Billy testemunhou o assassinato dos pais na véspera de Natal e cresceu com uma necessidade compulsiva de ajustar contas com aquilo que considera “os malcomportados”. A cada ano, a sua “missão” transforma-se num ritual de violência festiva — mas, desta vez, o destino cruza-o com Pamela, interpretada por Ruby Modine (Happy Death Day), que o força a enfrentar a própria escuridão.

Não é exagero dizer que este novo Silent Night, Deadly Night está a ser vendido como um delírio sanguinário com plena consciência da sua própria loucura. E a cena divulgada confirma o espírito do projecto: estética slasher dos anos 80, energia irreverente, violência que ultrapassa os limites do absurdo e uma comicidade macabra que transforma o grotesco em espectáculo.

O filme estreia a 12 de dezembro de 2025 nos Estados Unidos e UK, precisamente no pico da época natalícia, como manda a tradição dos títulos mais ousados do terror. E, pelo que se vê, a campanha ganhou vida própria antes mesmo de o Pai Natal assassino chegar às salas de cinema. É difícil imaginar um marketing mais eficaz do que um vídeo de sete minutos em que um assassino vestido de vermelho desmantela um grupo de neonazis ao som do espírito de Natal.

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Uma coisa é certa: se o objectivo é “punir os malcomportados”, Billy decidiu começar pelo topo da lista.

“Scream 7”: Skeet Ulrich Confirma Que Melissa Barrera Ia Tornar-se Ghostface — e Que o Plano Foi Totalmente Abandonado

A máscara ainda não voltou aos becos, mas Scream 7 já está a gerar mais conversa nos bastidores do que muitos filmes depois de estrearem. Agora, uma nova revelação veio incendiar ainda mais o imaginário dos fãs: segundo Skeet Ulrich, estava originalmente previsto que Melissa Barrera evoluísse — ou melhor, caísse — até se tornar a próxima Ghostface ao longo de três filmes.

Sim, Sam Carpenter, a protagonista introduzida em Scream (2022) e herdando o legado de Sidney Prescott, tinha um destino muito mais sombrio do que alguma vez imaginámos.

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Em entrevista à Entertainment Weekly, Ulrich — que regressou à saga como a projecção fantasmagórica de Billy Loomis, o Ghostface original de 1996 — contou que o estúdio lhe apresentou um plano de três filmes no qual Billy influenciaria, de forma crescente, a mente da sua filha. “Era uma narrativa pensada como uma curva lenta para a transformar em assassina”, revelou. Uma ideia ousada, quase inevitável dentro da lógica meta de Scream, e que teria revirado por completo as expectativas do público.

Mas esse arco narrativo morreu antes de nascer. “Obviamente, essas coisas não se concretizaram, dado o que aconteceu”, disse Ulrich, numa referência clara — ainda que diplomática — ao despedimento de Melissa Barrera.

A actriz foi afastada de Scream 7 após comentários públicos sobre a guerra Israel-Palestina, num gesto que gerou polémica internacional e reacções negativas dentro da própria indústria. Hayden Panettiere considerou a decisão “injusta e perturbadora”, e a saída de Barrera desencadeou um efeito dominó que atingiu em cheio a produção.

Em pouco tempo, a saga perdeu também os realizadores Tyler Gillett e Matt Bettinelli-Olpin (Scream de 2022 e Scream VI) e ainda o substituto inicialmente escolhido, Christopher Landon. Quem acabou por assumir o leme foi Kevin Williamson, argumentista e mentor da franquia desde o início.

A tudo isto somou-se outra baixa de peso: Jenna Ortega, que interpretava Tara Carpenter, também abandonou Scream 7, deixando a produção órfã de duas das suas figuras centrais.

A revelação de Ulrich dá agora uma nova dimensão às consequências dessa saída. Se Sam Carpenter estava destinada a seguir um caminho progressivo, de final girl a vilã, teríamos pela primeira vez uma protagonista transformada lentamente pela presença fantasmática de Ghostface — uma evolução que seria tão ousada quanto fiel ao ADN satírico e cruel da série. A saga, afinal, sempre foi sobre subverter regras, brincar com expectativas e virar códigos do género do avesso. E transformar a heroína em assassina seria um golpe de génio.

Mas Scream 7 é agora um filme reconstruído em plena tempestade, com novas direcções, novas dinâmicas e um futuro narrativo ainda por definir. Ulrich reforça que não está envolvido no próximo capítulo — mesmo tendo manifestado vontade de regressar — e garante que nada sabe sobre o rumo da história.

No entanto, a ideia de um arco de três filmes em que Sam sucumbia à influência maléfica do pai deixa um sabor agridoce: de um lado, a frustração de uma oportunidade perdida; do outro, a confirmação de que Scream continua a ser uma saga capaz de imaginar caminhos radicais e desconfortáveis.

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Com Kevin Williamson ao comando e uma produção marcada por mudanças profundas, Scream 7 promete ser um capítulo imprevisível — talvez por necessidade, talvez por tradição. O que é certo é que a máscara vai voltar. A grande questão, agora, é quem estará por trás dela.

“Marty Supreme”: O Filme Que Está a Chocar Hollywood — e a Consagração Mais Selvagem da Carreira de Timothée Chalamet

Há personagens ofensivas, há vilões assumidos, e depois há Marty Mauser — a criação central de Marty Supreme, o novo filme de Josh Safdie que está a deixar o público dividido entre gargalhadas nervosas e puro desconforto. Não será exagero dizer que Marty é um dos protagonistas mais repugnantes e moralmente questionáveis alguma vez colocados num filme com aspirações aos Óscares. E, paradoxalmente, é exactamente por isso que a interpretação de Timothée Chalamet está a ser apontada como uma das grandes do ano.

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Marty Supreme arranca a toda a velocidade, acompanhando meses na vida de um aspirante a campeão mundial de ténis de mesa — inspirado vagamente no jogador americano Marty Reisman —, mas depressa se torna claro que não estamos perante um biopic tradicional. O que Safdie constrói é um caos vivo: um retrato febril, energético, quase insuportável, de um homem auto-centrado ao ponto da destruição. Chalamet, que já nos habituou a performances intensas, surge aqui transformado numa força da natureza tão fascinante quanto repulsiva.

A palavra “arsehole” talvez seja, como o crítico original sugeriu, a descrição mais justa do personagem. Marty é absolutamente determinado — e, por isso mesmo, completamente incapaz de considerar um plano B ou sequer a possibilidade de falhar. No seu caminho para o topo, insulta, mente, manipula, rouba, põe em risco quem o rodeia e até quase provoca tragédias reais, incluindo com a mulher grávida do seu filho. É um daqueles protagonistas que obrigam o espectador a olhar, mesmo quando a vontade é desviar os olhos.

Mas o que realmente tem causado escândalo são as frases que Marty dispara com uma brutalidade gelada. Não são apenas comentários desagradáveis: são declarações que transgridem todas as fronteiras da decência, especialmente tendo em conta o período em que o filme decorre — 1952, apenas alguns anos depois da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto. Antes de enfrentar um amigo e antigo campeão judeu, Marty afirma a um grupo de jornalistas: “Vou fazer-lhe o que Auschwitz não conseguiu — vou terminar o trabalho.” O impacto da frase é brutal, sobretudo porque o filme segue, logo depois, para um momento profundamente emotivo em que o adversário relata a forma como sobreviveu ao campo de concentração.

Mais tarde, quando se prepara para defrontar o campeão japonês, Marty procura confortar um homem cujo filho morreu na frente do Pacífico com uma tirada igualmente chocante: “Se serve de consolo, vou largar a terceira bomba nuclear no Japão.” E assim por diante. O personagem existe num limbo moral tão desconfortável que provoca risos involuntários — daqueles que surgem não pela piada, mas pelo choque.

Safdie, que co-escreveu e realizou o filme, parece deliberadamente interessado nesta tensão. Marty Supreme não aposta na narrativa linear; vive da energia, do desconforto, da imprevisibilidade — e, acima de tudo, da interpretação de Chalamet. O actor, que passou anos a treinar ténis de mesa em sets espalhados por meio mundo (incluindo WonkaDune: Part Two e até no Festival de Cannes), entrega aqui uma performance desgastante, frenética, quase compulsiva. Há quem veja no filme um veículo de prémios, e há quem o encare como um retrato ácido da obsessão pela grandeza — a mesma que Chalamet evocou no seu discurso do SAG Award, quando afirmou estar “em busca da excelência” e querer estar ao nível dos seus ídolos.

É talvez por isso que o filme funcione tão bem: porque Marty, na sua arrogância, no seu abuso, no seu comportamento inadmissível, é também uma caricatura extrema da ambição transformada em loucura. Há momentos em que, depois de insultos, manipulações e caos absoluto, ele se despede com um inesperado “love you”. Não soa a amor; soa a dissonância. Mas funciona — porque a personagem existe nesse espaço entre o cômico e o horrível.

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Marty Supreme é, no fim de contas, um filme que desafia o espectador a testá-lo. Não é simpático, não é reconfortante, não é um crowd-pleaser. É um exercício de risco total — e é aí que reside o seu fascínio. Para muitos, Chalamet está prestes a conquistar a sua terceira nomeação para Melhor Actor. Para outros, Marty é simplesmente intragável. Para a Academia? A resposta virá em breve.

Mas uma coisa é certa: poucas personagens ofensivas foram tão hipnotizantes.

Paul Dano Junta-se ao Novo Thriller Psicológico de Florian Zeller — “Bunker” já é um dos filmes mais aguardados de 2026

Florian Zeller volta à realização com um dos projectos mais cobiçados do próximo ano, e o elenco acaba de ganhar mais um nome de peso: Paul Dano. O actor norte-americano, conhecido pelas suas interpretações intensas e quase sempre perturbadoras em filmes como There Will Be BloodThe Batman e The Fabelmans, integra agora o elenco principal de “Bunker”, o novo thriller psicológico do realizador francês que conquistou Hollywood com The Father e The Son.

Dano junta-se assim a um conjunto de actores que, por si só, já sustentava grande expectativa: Javier Bardem e Penélope Cruz lideram o elenco, acompanhados por Stephen Graham e Patrick Schwarzenegger, num projecto que promete explorar territórios emocionais e dramáticos característicos do cinema de Zeller. A produção encontra-se na segunda semana de filmagens e está a ser dividida entre Madrid e Londres.

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Com The Father, Zeller conduziu Anthony Hopkins a um Óscar e conquistou o prémio de Melhor Argumento Adaptado. Com The Son, levou Hugh Jackman a uma nomeação para Melhor Actor nos Globos de Ouro. Bunker surge assim como o passo natural de um cineasta que construiu, em apenas dois filmes, uma reputação de dirigir actores para performances profundamente transformadoras. A expectativa é, portanto, altíssima.

A história de Bunker acompanha a lenta desintegração de uma família quando um projecto misterioso — um bunker encomendado por um poderoso magnata tecnológico — começa a infiltrar-se nas suas vidas. Zeller volta a explorar o terreno onde melhor se movimenta: o colapso emocional, a fragilidade humana e a forma como ambientes opressivos podem deformar relações. O filme está a ser descrito, nos bastidores, como uma das grandes apostas de 2026.

Zeller não poupou elogios ao novo reforço do elenco. Disse estar “entusiasmado por receber Paul Dano”, sublinhando que desde Little Miss Sunshine até There Will Be Blood o actor demonstrou possuir “uma singularidade extraordinária — algo verdadeiramente único”. Para o realizador, Dano é “irremplacável”, o que deixa antever um papel exigente e, provavelmente, mais um mergulho profundo na mente de uma personagem fracturada.

A produção está a cargo da Blue Morning Pictures, integrada no grupo Mediawan, em coprodução com a MOD Producciones. FilmNation Entertainment assegura as vendas internacionais, enquanto a CAA Media Finance e a WME Independent tratam dos direitos nos Estados Unidos. O projecto conta ainda com um conjunto sólido de produtores e executivos, incluindo Federica Sainte-Rose, Fernando Bovaira, Simon de Santiago, Mariano Cohn e Gastón Duprat — estes últimos, aliás, fonte de inspiração directa para Zeller, que confessou ter encontrado influência decisiva no filme El hombre de al lado.

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A escolha de Paul Dano reforça a ideia de que Bunker está a ser construído como um thriller psicológico de grande densidade emocional, sustentado por interpretações fortes e uma atmosfera de crescente inquietação. É, em tudo, a zona de conforto de Zeller — e um território onde Dano se move com uma facilidade quase assustadora. Resta agora esperar para ver como este encontro entre um realizador de precisão cirúrgica e um actor de intensidade inesquecível irá moldar um dos filmes mais promissores do próximo ano.

Kristen Stewart Incendeia a Internet ao “Arrasar” os Homens do Método: “Pobres actores masculinos…”

Kristen Stewart nunca foi famosa por meias-palavras — e a mais recente entrevista ao New York Times só reforça essa reputação. A actriz, que há muito deixou de ser apenas o rosto de Twilight para se transformar numa das vozes mais afiadas e irreverentes de Hollywood, lançou uma reflexão que está a deixar a internet ao rubro: a obsessão masculina pelo método, esse território sagrado do sofrimento performativo.

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O ponto de partida foi inesperado — Marlon Brando e a forma como decidiu pronunciar “Krypton” como “Kryp-tin” num dos filmes de Superman, uma pequena rebeldia para preservar o que considerava ser a sua “independência artística” num projecto mais comercial. Quando questionada sobre isso, Stewart não perdeu tempo: “Pobres actores masculinos. Deve ser tão doloroso.”

A provocação parece ligeira, mas abre caminho para uma crítica mais funda ao mito do “grande actor” que precisa de se torturar para alcançar a genialidade. Para Stewart, a aura de virilidade que envolve o método é, em si mesma, profundamente teatral — e profundamente masculina. “A performance é inerentemente vulnerável, portanto é embaraçosa e nada masculina. Não há bravura em admitir que és veículo para as ideias de outra pessoa”, argumenta. A actriz vai mais longe e questiona: “Já alguma vez ouviram falar de uma actriz que fosse ‘do método’?”

Stewart sugere que o método, tal como é romanticamente retratado, funciona quase como um ritual de reapropriação da masculinidade: o actor que, antes de chorar numa cena, precisa de fazer cinquenta flexões ou de se afirmar de algum modo para evitar o desconforto da vulnerabilidade. “É uma forma de protrair para fora a fragilidade, um bater no peito antes de ter de expor algo mais íntimo”, diz. E acrescenta que esta actuação exterior, este pequeno espectáculo de dureza, transforma a vulnerabilidade em truque de prestidigitação: a ideia de que o que o actor faz é tão extraordinário que só ele poderia fazê-lo.

A actriz considera isso revelador — e defensivo. Para si, a necessidade de reforço da identidade masculina antes da emoção é um sintoma de desconforto cultural com o acto genuíno de se expor. No fim, é quase como um escudo. Um escudo ruidoso.

Num momento particularmente revelador, Stewart conta que discutiu o assunto com um actor colega. Perguntou-lhe se alguma vez tinha conhecido uma actriz que precisasse de gritar, bater em paredes ou de entrar num estado alterado antes de filmar uma cena dramática. A reacção imediata? “Nem penses em mencionar isso.” E logo a seguir, a resposta clássica, quase automática: “Ah, as actrizes são loucas.” Stewart deixa a ironia no ar — o duplo padrão é tão óbvio que dispensa sublinhado.

A discussão desencadeada por Stewart toca em feridas antigas de Hollywood: a construção do génio masculino, a normalização do sofrimento como ferramenta artística e a distinção quase mística entre o trabalho de homens e mulheres no ecrã. Stewart, com a sua habitual franqueza e um humor que nunca resvala para o cínico, desmonta essa mitologia peça por peça.

Não se trata de negar o método como abordagem — afinal, ao longo das décadas, resultou em interpretações icónicas — mas de expor a forma como a cultura o envolveu numa aura masculina de dor, sacrifício e heroicidade que raramente é aplicada às mulheres, mesmo quando elas trabalham com igual profundidade emocional.

No fundo, o que Stewart parece dizer é simples: a vulnerabilidade é parte essencial da arte de representar, e não precisa de ser mascarada por rituais de testosterona ou declarações grandiosas. Se é para expor a alma, façamo-lo sem fanfarras.

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A reacção do público mostra que o tema ressoa — não apenas como curiosidade sobre o processo artístico, mas como espelho de questões mais amplas sobre género e expectativas culturais. E se há alguém que nunca teve medo de enfrentar o “elefante na sala”, esse alguém é Kristen Stewart.

Paramount Declara Guerra à Netflix: Oferta Hostil de 108 mil milhões pela Warner Bros Abala Hollywood

Um duelo corporativo que pode redefinir o futuro do cinema

Se a proposta da Netflix para comprar a Warner Bros Discovery já tinha causado ondas sísmicas na indústria, a resposta da Paramount transformou o cenário num autêntico terramoto. Estamo-nos a aproximar rapidamente daquela que poderá ser a maior batalha corporativa da história de Hollywood — e as consequências podem alterar profundamente todo o ecossistema audiovisual.

Esta segunda-feira, a Paramount lançou uma oferta hostil de 108,4 mil milhões de dólares pela totalidade da Warner Bros Discovery (WBD), ultrapassando de forma agressiva o acordo de 72 mil milhões firmado dias antes entre a Netflix e a empresa liderada por David Zaslav.

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A decisão marca uma escalada dramática: em vez de negociar apenas com o conselho de administração, a Paramount decidiu ir directamente aos accionistas da WBD, pedindo-lhes que rejeitem o acordo com a Netflix e abracem uma proposta “superior, mais rápida e mais segura”.

O que a Paramount está a oferecer — e porque diz ser melhor

A oferta rival faz-se valer de um argumento simples: mais dinheiro, menos incerteza.

Enquanto a Netflix propõe uma combinação de dinheiro e acções, a Paramount oferece 30 dólares em numerário por cada acção da WBD, um valor significativamente superior aos cerca de 27,75 dólares totais (entre dinheiro e acções) da proposta do serviço de streaming.

Segundo a Paramount, a sua oferta representa:

  • 18 mil milhões de dólares a mais em liquidez imediata para os accionistas,
  • uma conclusão mais rápida,
  • menor risco regulatório (apesar de também existir risco),
  • e a aquisição da empresa inteira, incluindo o segmento Global Networks — algo que o acordo da Netflix não inclui.

David Ellison, CEO da Paramount, foi taxativo:

“Os accionistas da WBD merecem a oportunidade de considerar a nossa oferta em dinheiro pela totalidade da empresa. Acreditamos que o conselho está a perseguir uma proposta inferior.”

Ellison sublinha ainda que o conselho da WBD nunca respondeu de forma “significativa” às seis propostas enviadas pela Paramount nas últimas 12 semanas. Assim, a ofensiva tornou-se inevitável.

O que muda em relação ao plano da Netflix?

A proposta original da Netflix previa a separação da empresa em duas partes:

  1. Warner Bros Discovery (estúdios + streaming, incluindo HBO Max), que seria comprada pela Netflix;
  2. Discovery Global, que reuniria canais lineares como CNN, Cartoon Network e TNT, e não integraria a fusão.

A Paramount rejeita esta divisão e propõe adquirir tudo, sem deixar pedaços órfãos ou empresas-filhas autónomas.

Para muitos investidores, isso pode ser atractivo — mas também traz outro tipo de preocupações, desde a escala assustadora do novo conglomerado até potenciais despedimentos massivos.

Trump volta a entrar em cena — e pode mudar tudo

A indústria ainda estava a digerir o impacto da oferta da Netflix quando Donald Trump declarou no domingo que o acordo “pode ser um problema” devido à enorme quota de mercado que resultaria da fusão.

“Vou estar envolvido nessa decisão”, afirmou o presidente, levantando o espectro de intervenção governamental.

A intervenção não é neutra: a família Ellison, que controla a Paramount, tem ligações conhecidas ao presidente.

  • Larry Ellison, fundador da Oracle e pai de David Ellison, é aliado próximo de Trump.
  • Jared Kushner, genro de Trump, está envolvido no consórcio favorável à oferta da Paramount.

Analistas como Danni Hewson (AJ Bell) consideram “natural” que Trump olhe com mais simpatia para a proposta rival.

Assim, tanto a fusão com a Netflix como a aquisição pela Paramount enfrentam obstáculos regulatórios — mas o clima político pode dar vantagem ao lado da Paramount.

Um confronto que pode rasgar Hollywood ao meio

A escala desta disputa não tem precedentes:

  • A Netflix, já líder global em streaming, quer absorver um dos maiores estúdios do planeta.
  • A Paramount quer impedir isso e, simultaneamente, transformar-se num super-conglomerado audiovisual.

Ambos os cenários motivam receios profundos:

  • Menos concorrência e aumento da concentração de poder,
  • Ameaças à diversidade criativa,
  • Possíveis despedimentos massivos,
  • Impacto directo nas salas de cinema, dependentes de conteúdo de estúdios como Warner e Paramount,
  • Choque regulatório inevitável nos EUA e na Europa.

Hollywood está dividida: alguns vêem a união Netflix-Warner como um empurrão inevitável para o futuro; outros temem que ambos os cenários — Netflix ou Paramount — criem monstros demasiado grandes para serem controlados.

David Zaslav, CEO da WBD, defendeu publicamente o acordo com a Netflix:

“A junção destas duas empresas garantirá que as melhores histórias do mundo continuem a chegar às pessoas durante gerações.”

A Paramount, porém, afirma que Zaslav está a trair os accionistas ao apoiar uma proposta “inferior”.

E agora?

A batalha está oficialmente aberta — e promete ser longa.

Ambas as propostas enfrentarão meses de escrutínio intensivo e pressão política. Os accionistas da WBD terão de decidir entre:

  • Mais dinheiro imediato (Paramount)
  • Uma fusão estratégica com potencial de alcance global (Netflix)

Enquanto isso, Hollywood mantém-se suspensa, consciente de que qualquer desfecho poderá redefinir para sempre o mapa do entretenimento.

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Seja qual for o vencedor, uma coisa já é certa: nunca houve um combate corporativo tão grande, tão público e tão carregado de consequências para a sétima arte.

Netflix Quer Comprar a Warner Bros — e Trump Diz Que “Pode Ser um Problema”

O negócio que está a incendiar Hollywood e a dividir Washington

A Netflix voltou a abalar a indústria audiovisual com um anúncio que ninguém esperava ver tão cedo: a gigante do streaming pretende adquirir a Warner Bros Discovery, incluindo os estúdios de cinema e televisão e o serviço HBO Max, num negócio avaliado em 72 mil milhões de dólares. Se concretizada, esta operação será a maior fusão de sempre no sector do entretenimento — e os alarmes já soam em Hollywood, em Wall Street e, agora, também na Casa Branca.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou esta semana que estará “envolvido” na decisão regulatória sobre a aquisição, deixando no ar a possibilidade de travar o acordo. Falando aos jornalistas, Trump admitiu que “pode ser um problema”, reconhecendo preocupações sobre o domínio de mercado da Netflix. Crucialmente, o presidente não revelou a sua posição concreta — apenas reforçou que a decisão será “complexa” e que os economistas terão um papel determinante na análise.

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O que está em causa: um único gigante com demasiado poder?

A notícia caiu como uma bomba na sexta-feira: a Netflix, já líder mundial de streaming, pretende absorver um dos seus maiores concorrentes e, simultaneamente, passar a controlar algumas das marcas mais icónicas da história do audiovisual — da Warner Bros Pictures à HBO, passando por séries, filmes e canais de televisão de várias décadas.

O acordo só deverá ficar concluído no final do próximo ano, depois de a componente de legacy media (canais de notícias, desporto e animação) ser autonomizada. Mas a crítica chegou antes que a tinta secasse no contrato.

Hollywood está em alvoroço.

Writers Guild of America foi das primeiras entidades a reagir e não poupou nas palavras:

“A maior empresa de streaming do mundo a engolir um dos seus maiores concorrentes é exactamente o que as leis antitrust foram feitas para impedir.”

O sindicato alerta para riscos sérios: perda de empregos, salários mais baixos, piores condições de trabalho, aumento de preços para os consumidores e menor diversidade de conteúdos.

Do lado político, a oposição é bipartidária. O senador republicano Roger Marshall classificou o negócio como “um problema antitrust de manual”, alertando para os riscos de concentração total — vertical e horizontal — numa única empresa.

Segundo Marshall:

“Preços, escolha e liberdade criativa estão em risco.”

Paramount Skydance e Comcast foram derrotadas — mas Trump entra no debate

A Reuters avançou que Paramount Skydance, liderada por David Ellison, e a Comcast, dona da Sky News, também apresentaram propostas. As ofertas não foram seleccionadas, alegadamente devido a preocupações de financiamento (no caso da Paramount) e falta de vantagens de curto prazo (no caso da Comcast).

É aqui que o cenário político ganha outra cor.

David Ellison é filho de Larry Ellison

, bilionário tecnológico e aliado próximo de Trump.

Mesmo assim, o presidente evitou qualquer favoritismo e insinuou que terá uma palavra a dizer na decisão regulatória.

“Estarei envolvido nessa decisão”, afirmou Trump.

“É uma fatia grande de mercado. Não há dúvida de que pode ser um problema.”

Para Hollywood, uma intervenção presidencial directa é tão invulgar quanto alarmante. Para as empresas, adiciona incerteza ao processo. Para o público, abre a porta a uma disputa que pode moldar o cinema e o streaming na próxima década.

O que significa esta fusão para o futuro do cinema?

Se a Netflix controlar a Warner Bros, a indústria poderá enfrentar mudanças profundas:

  • Perigo de homogeneização criativa
  • Menos competição entre plataformas
  • Preços potencialmente mais altos
  • Maior controlo do pipeline: do produtor ao consumidor
  • Riscos para salas de cinema que dependem de conteúdos da Warner
  • Enfraquecimento de vozes independentes no sector

Não é apenas uma questão financeira — é uma questão cultural. A Warner Bros não é apenas um estúdio; é uma instituição centenária com marcas como Harry PotterDC ComicsLooney TunesThe Matrix e milhares de clássicos do cinema.

A Netflix, por sua vez, tem um historial de priorizar o streaming sobre a exibição em sala, tendência que muitos temem ver reforçada.

E agora?

O negócio ainda terá de passar por escrutínio rigoroso das autoridades de concorrência dos EUA e da União Europeia. O facto de o presidente ter já sinalizado reservas — mesmo que vagas — coloca a fusão sob maior pressão política e mediática.

Se aprovada, será uma das maiores reconfigurações da história do entretenimento.

Se bloqueada, marcará um precedente claro sobre os limites do poder das gigantes tecnológicas.

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Para já, uma coisa é certa: Hollywood está a observar cada movimento, ansiosa para perceber se caminha para uma nova era de mega-conglomerados… ou se o sistema ainda consegue travar o avanço de um colosso antes que engula os restantes.

Chris Pratt e o túmulo de São Pedro: o novo documentário que leva Hollywood às profundezas do Vaticano

Um Star-Lord no subsolo da Basílica de São Pedro

Chris Pratt trocou, por uns dias, as galáxias distantes e os blockbusters de acção pelas galerias silenciosas sob a Basílica de São Pedro, no Vaticano. O actor norte-americano está a filmar um documentário sobre a descoberta da Necrópole Vaticana e do túmulo do Apóstolo Pedro, num projecto que junta o Vatican Media, a Fabbrica di San Pietro e a produtora AF Films. A estreia está prevista para 2026, ano em que se assinala o 400.º aniversário da inauguração e dedicação da actual basílica.

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Segundo o Vatican News, as filmagens decorrem na própria Basílica de São Pedro e na Necrópole Vaticana, num acesso raríssimo que transforma Pratt no guia de um itinerário que mistura fé, história e arqueologia. O actor confessou sentir-se “extraordinariamente honrado” por colaborar com o Vaticano neste projecto e por ter a oportunidade de ajudar a levar a história de São Pedro ao grande público.

A direcção do documentário fica a cargo da realizadora espanhola Paula Ortiz, enquanto o argumento é assinado por Andrea Tornielli, com a colaboração de Pietro Zander. O filme deverá ser lançado em 2026, alinhado com a data simbólica de 18 de Novembro de 1626, quando a actual Basílica de São Pedro foi oficialmente inaugurada e consagrada.

Da Galileia ao Vaticano: a rota de Pedro

A história da basílica e a do próprio cristianismo estão intimamente ligadas à figura de Pedro, o pescador da Galileia a quem, segundo a tradição cristã, Jesus confiou a liderança da Igreja. Pedro terá sido martirizado em Roma, na colina vaticana, por volta do ano 64 d.C., e desde os primeiros séculos que o seu local de sepultamento se tornou destino de peregrinação, devoção e culto — ao ponto de muitos cristãos desejarem ser sepultados o mais perto possível do Apóstolo.

O documentário pretende precisamente revisitar, passo a passo, esse percurso, conduzindo o espectador numa viagem no tempo através de imagens exclusivas e de acesso restrito. O ponto central será a identificação do local do túmulo de Pedro na Necrópole Vaticana, uma questão que ocupou arqueólogos, historiadores e papas durante décadas.

Da escavação às relíquias: um enigma de séculos

Foi o Papa Pio XII que, em 1939, ordenou as escavações sob a Basílica de São Pedro, num impulso que mudou para sempre o conhecimento sobre o subsolo do Vaticano. Em 1950, Pio XII anunciava oficialmente a identificação do local de sepultamento do Apóstolo na Necrópole Vaticana, com base nas evidências então encontradas.

As investigações prosseguiram durante as décadas seguintes e, em 1968, o Papa Paulo VI deu um novo passo, revelando ao mundo que os ossos associados a Pedro tinham sido identificados de forma que considerava “convincente”. O pontífice declarou ter “razões para crer” que os poucos, mas sacrossantos, restos mortais do Príncipe dos Apóstolos tinham sido finalmente localizados.

É este caminho — entre fé e ciência, tradição e arqueologia — que o documentário agora em rodagem pretende tornar acessível ao grande público, com Chris Pratt como rosto e narrador desta descoberta contínua.

Chris Pratt como guia de um património invisível

Para além da curiosidade óbvia de ver uma grande estrela de Hollywood a guiar um documentário profundamente enraizado na tradição cristã, há aqui também um gesto claro de aproximação entre linguagens: a do cinema popular e a da comunicação religiosa e histórica.

Pratt, que já manifestou publicamente a sua fé em várias ocasiões, surge aqui numa faceta menos habitual, longe da comédia e da acção, para conduzir o espectador por corredores estreitos, câmaras funerárias e zonas do Vaticano que a maioria dos crentes — e cinéfilos — nunca verá ao vivo.

Visualmente, o projecto promete explorar não só a monumentalidade da Basílica de São Pedro, mas também o lado invisível da cidade-estado: a necrópole que foi preservada, redesenhada e protegida ao longo de séculos para guardar o lugar onde, segundo a tradição, repousa São Pedro.

Um lançamento pensado ao milímetro

O calendário não foi escolhido ao acaso. Lançar o documentário em 2026, exactamente no 400.º aniversário da dedicação da actual basílica, permite ao Vaticano e às entidades envolvidas reforçar a ligação entre o edifício que hoje vemos e a memória do Apóstolo que o funda simbolicamente.

Para o público, o filme deverá funcionar tanto como experiência espiritual e histórica como produto cinematográfico acessível, ajudado pelo carisma de Chris Pratt e pela curiosidade natural em torno de tudo o que se passa por detrás dos muros do Vaticano.

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Seja visto como acto de fé, exercício de divulgação histórica ou estratégia inteligente de comunicação, uma coisa é certa: em 2026, muitos espectadores vão descer, sem sair do sofá, às profundezas da colina vaticana, à procura do lugar onde começou uma das histórias mais influentes da civilização ocidental

Peaky Blinders regressa em força: já sabemos quando chega “The Immortal Man” à Netflix em Portugal

Tommy Shelby troca o exílio pelo caos da guerra

Tommy Shelby troca o exílio pelo caos da guerra – e os fãs portugueses já têm data marcada para o reencontro com o líder dos Peaky Blinders.

Quando a sexta temporada de “Peaky Blinders” chegou ao fim, em 2022, ficou a sensação de despedida… mas nunca de encerramento definitivo. Steven Knight sempre prometeu que a história da família Shelby terminaria no grande ecrã, e agora essa promessa ganha forma com “Peaky Blinders: The Immortal Man”, filme que já tem data de estreia em Portugal: 20 de Março, na Netflix.

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A notícia foi confirmada esta sexta-feira, 5 de Dezembro, e bastou a sinopse oficial para incendiar novamente o entusiasmo dos fãs. Estamos em Birmingham, 1940, em plena Segunda Guerra Mundial. Tommy Shelby regressa de um exílio auto-imposto para enfrentar “o seu acerto de contas mais destrutivo de sempre”. Com o futuro da família e do país em jogo, o patriarca dos Peaky Blinders terá de enfrentar os seus próprios demónios e decidir se enfrenta o seu legado… ou se o deixa arder até às cinzas. Por ordem dos Peaky Blinders, claro.

Cillian Murphy volta a vestir o boné 🪖

Depois de conquistar o Óscar com “Oppenheimer”, Cillian Murphy regressa à personagem que o transformou num ícone da cultura pop televisiva: Thomas “Tommy” Shelby. O actor volta a liderar um elenco de luxo onde encontramos Rebecca Ferguson, Barry Keoghan, Tim Roth e Stephen Graham, nomes que prometem trazer novas camadas de tensão, intriga e perigo à já de si explosiva mitologia de “Peaky Blinders”.

Mas o filme não esquece as raízes. Vários rostos familiares da série regressam, incluindo Sophie Rundle, Ned Dennehy e Packy Lee, garantindo que o universo dos Shelby mantém a sua continuidade emocional. A realização fica a cargo de Tom Harper, que já tinha trabalhado na série e conhece de perto o equilíbrio muito particular entre violência, estilo e tragédia que definiu o fenómeno.

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Da BBC ao topo da Netflix: a ascensão dos Shelby

“Peaky Blinders” estreou em 2013 na BBC, quase como um “gangster drama” de nicho, mas depressa se transformou numa das séries mais influentes da última década. O salto para a Netflix deu-lhe exposição global e transformou a família Shelby num caso raro: um gangue brutal de Birmingham que se tornou objecto de culto de milhões de espectadores.

Inspirada numa gangue real que actuava na cidade no início do século XX, a série acompanha a ascensão dos Shelby a partir do submundo de apostas ilegais, contrabando e violência, até ao confronto com políticos, aristocratas e forças internacionais. Tudo isto embrulhado numa estética marcante – fatos impecáveis, navalhas cosidas nos bonés, cigarro eterno nos lábios de Tommy – e numa banda sonora moderna que aproximou o universo da série de uma espécie de rock operático criminal.

Ao longo das seis temporadas, “Peaky Blinders” destacou-se pela narrativa intensa, pelos confrontos de poder, pelas lealdades quebradas e pela forma como retratou um protagonista em permanente guerra consigo próprio. Muito antes de “The Immortal Man”, Tommy Shelby já parecia alguém a desafiar a morte – física, moral e espiritual.

Do fim da série ao salto para o cinema

O final da sexta temporada, em 2022, foi apresentado como o encerramento da série televisiva, mas também como um ponto de viragem. Steven Knight deixou claro que a saga não acabaria ali e que o capítulo final seria contado em formato de longa-metragem. “The Immortal Man” é, portanto, menos um “spin-off” e mais o passo seguinte natural, pensado desde cedo como o clímax da história.

As filmagens terminaram em Dezembro de 2024, aumentando a impaciência dos fãs, que passaram meses a especular sobre o enredo, o destino de Tommy e o papel da Segunda Guerra Mundial neste universo. A sinopse agora revelada confirma que o conflito global será mais do que cenário: é a pressão máxima sobre um homem que sempre viveu em guerra, mas que desta vez pode ter mais a perder do que nunca.

O que esperar de “The Immortal Man”?

Sem grandes revelações de enredo, o material oficial sugere um Tommy empurrado para o limite, obrigado a regressar de um exílio onde, claramente, não encontrou paz. A ideia de “acerto de contas mais destrutivo de sempre” aponta para um confronto final em várias frentes: familiar, política, íntima.

A referência ao “legado” que pode ser destruído ou deixado arder até às cinzas também abre caminho a um filme que não se limita a prolongar a série, mas que pode questionar o próprio mito dos Peaky Blinders. Depois de anos a construir um império através da violência, o que é que realmente sobra para Tommy? Família? Culpa? Um lugar na História? Ou apenas cinza e fumo de cigarro?

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Para já, o que os fãs portugueses sabem é o essencial: “Peaky Blinders: The Immortal Man” chega à Netflix a 20 de Março, e a data já pode ser sublinhada a vermelho no calendário. Até lá, é tempo de tirar o pó ao boné, aquecer um whisky e preparar-se para regressar a Birmingham, onde a família Shelby ainda tem contas a ajustar com o mundo – e com o próprio passado.

Robert Downey Jr. Brinca com a Confusão de Gwyneth Paltrow no UCM — e Deixa no Ar um Mistério Sobre Avengers: Doomsday

O Universo Cinematográfico da Marvel já nos deu batalhas épicas, romances improváveis, viagens temporais e vilões cósmicos… mas poucas coisas são tão deliciosamente humanas como a incapacidade de Gwyneth Paltrow em perceber quem é quem neste universo de heróis mascarados. E agora, ninguém menos que Robert Downey Jr. decidiu avivar essa piada — e talvez lançar uma pista inesperada sobre Avengers: Doomsday.

A história foi contada pelo próprio Downey Jr. durante a gala Women in Entertainment 2025, organizada pelo The Hollywood Reporter. Enquanto entregava um prémio à actriz, o eterno Iron Man descreveu Paltrow como “impossivelmente inteligente, mas eternamente confusa com os conceitos básicos do Universo Marvel e os seus habitantes”.

E depois veio a pepita de ouro.

🕷️ “Esse é o Peter.”

Segundo Downey, durante uma conversa no set, Paltrow apontou discretamente para um colega e perguntou:

“Quem é aquele?”

Downey respondeu: “Ele disse que se chama Peter.”

Poucos segundos depois corrigiu:

“Não, o nome da personagem é Peter. Aquele é o Tom Holland. Fizeste quatro filmes com ele.”

O público riu, Paltrow também — e imediatamente os fãs começaram a somar nos dedos.

Quatro filmes?

Paltrow e Holland participaram juntos em três filmes lançados oficialmente:

  • Spider-Man: Homecoming
  • Avengers: Infinity War
  • Avengers: Endgame

Então… de onde vem o quarto?

🕵️‍♂️ Lapso? Brincadeira? Ou Downey Jr. Acabou de Revelar Demais?

É aqui que a fofoca ganha força.

Com Avengers: Doomsday a aproximar-se, e com Downey Jr. a regressar ao UCM — desta vez como Doctor Doom — não seria louco imaginar que Holland e Paltrow possam ter voltado a cruzar-se em segredo durante a produção.

A personagem de Paltrow, Pepper Potts, não aparece desde Endgame, mas o nome foi mencionado em Deadpool & Wolverine. A própria atriz regressou às filmagens este ano com Marty Supreme, o que indica que não está completamente afastada da representação.

Será que Pepper está de volta?

Será que Doom e Potts se reencontram num cenário que vai deixar os fãs em choque?

A MCU fandom machine agradece combustível fresco.

🎬 Paltrow e a sua adorável confusão Marvel

Não é a primeira vez que a actriz se perde nas próprias cronologias.

A actriz já tinha revelado — num famoso momento viral — que não sabia que participou em Spider-Man: Homecoming, apesar de… ter estado lá. Com câmara, microfone e tudo.

O UCM é enorme, mas talvez não assim tão difícil.

Mas a verdade é que a genuína confusão de Paltrow tornou-se parte do charme dos bastidores da Marvel — e Downey Jr. sabe muito bem como transformar isso num momento irresistível.

🎭 E agora?

Com Avengers: Doomsday a caminho, e com tantas peças a mexer, a dúvida permanece:

foi um deslize inocente ou um leak acidental vindo do próprio Robert Downey Jr.?

O reencontro Tony Stark / Pepper Potts está fora de questão — mas o reencontro Doom / Paltrow?

Isso, sim, seria verdadeiramente… caóticoinesperado e delicioso.

Detroit Celebra o Seu Novo Guardião: A Estátua de RoboCop Encontra Lar Definitivo Após 15 Anos de Uma Saga Digna de Cinema

Demorou década e meia, campanhas de crowdfunding, polémicas locais, recusas institucionais, uma pandemia e muita teimosia — mas, finalmente, Detroit tem o seu RoboCop. A icónica personagem do clássico de 1987 ganhou esta semana uma casa permanente na cidade que o filme retratou como um campo de batalha urbano onde só um ciborgue policial conseguiria impor ordem. E os fãs não podiam estar mais felizes.

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A estátua, em bronze, mede 3,3 metros de altura, pesa 1.587 quilos e está agora instalada no exterior da produtora FREE AGE, no distrito Eastern Market. Mesmo com neve, escuridão e vento gelado, moradores e curiosos deslocaram-se ao local para ver de perto o símbolo renascido da cultura pop. Um guardião metálico finalmente de pé — e desta vez sem ordens da OCP.

De piada no Twitter a fenómeno mundial

A história deste monstro de bronze começa em 2010, quando um utilizador no Twitter sugeriu ao então presidente da câmara, Dave Bing, que Detroit precisava de um embaixador tão icónico quanto Filadélfia tem Rocky Balboa. A resposta foi um seco “não há planos para isso”. E, como tantas vezes acontece, foi precisamente essa negativa que inspirou uma multidão: fãs uniram-se e lançaram, em 2012, uma campanha no Kickstarter que arrecadou 67 mil dólares com mais de 2.700 apoiantes de vários países.

O escultor Giorgio Gikas concluiu a peça em 2017, mas o caminho estava longe de terminado. O Museu de Ciência de Michigan recuou em 2021 devido a restrições internas, e até uma cidade no Wisconsin — terra natal de Peter Weller, o actor por trás da personagem — ofereceu asilo à escultura. Um ícone em busca de morada, carregado em caixas, longe de qualquer reconhecimento público. Uma ironia que caberia perfeitamente no universo satírico e distópico do filme original.

Detroit mudou — e RoboCop regressa como símbolo de esperança

Durante anos, a cidade hesitou em associar-se a uma obra que, nos anos 80, ajudou a cristalizar a imagem de uma Detroit violenta, abandonada e dominada pelo crime. Mas a realidade evoluiu. As taxas de homicídio caíram para níveis abaixo dos anos 60, os índices de criminalidade diminuíram e Detroit renasceu culturalmente. Hoje, RoboCop já não é visto como um lembrete da decadência — é um artefacto de nostalgia, resiliência e reinvenção.

Jim Toscano, co-proprietário da FREE AGE, admitiu que pensou inicialmente tratar-se de uma brincadeira quando foi contactado para acolher a estátua. Mas percebeu rapidamente que se tratava de um gesto simbólico demasiado único para recusar. O entusiasmo do público tem-lhe dado razão: fãs tiram fotografias, partilham memórias e reconhecem o poder da personagem como um farol de ficção que marcou gerações.

“Eu sou dono disto”: o orgulho dos fãs

Entre os visitantes que já peregrinaram até à escultura encontra-se James Campbell, um dos contribuintes do Kickstarter. Doou 100 dólares em 2012 e faz questão de reivindicar a sua percentagem simbólica: “sou proprietário de 0,038% desta estátua”, brinca, enquanto admira a figura colossal. Para ele, RoboCop não é apenas uma referência cinematográfica; é uma representação clara do imaginário colectivo da cidade: “No filme, ele está lá para salvar Detroit. É um símbolo de esperança.”

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E, olhando agora para a imponente silhueta de RoboCop, fixa e solene sob o céu gelado de Detroit, é difícil discordar. Não é apenas um pedaço de bronze — é um testemunho da capacidade dos fãs, uma celebração de cultura pop e uma prova de que até uma piada nas redes sociais pode, com o tempo e uma comunidade apaixonada, transformar-se em património urbano.

No final, talvez a frase escolhida por Toscano resuma tudo:

“Obrigado pela sua cooperação.”

O Negócio do Século: Netflix Compra a Warner Bros. e HBO Max por 82,7 Mil Milhões — e o Mundo do Cinema Nunca Mais Será o Mesmo

A indústria já teve dias turbulentos, mas poucos momentos se comparam ao terramoto anunciado esta sexta-feira: a Netflix vai comprar a Warner Bros. — incluindo os lendários estúdios de cinema, a divisão de televisão, a HBO e a plataforma HBO Max — num acordo avaliado em 82,7 mil milhões de dólares. O negócio, aprovado por ambas as administrações, coloca o maior serviço de streaming do planeta à frente de um império de mais de um século de história. É difícil encontrar um precedente. E, se o futuro da Warner Bros. Discovery já era tema de especulação há meses, este capítulo ultrapassa até os cenários mais ousados.

O acordo surge no rescaldo de uma batalha feroz com outros gigantes: a Paramount Skydance de David Ellison e a Comcast também apresentaram propostas, mas a Netflix acabou por conquistar a exclusividade das negociações — e agora a vitória. O negócio, que envolve tanto dinheiro quanto sensibilidade política, só deverá fechar dentro de 12 a 18 meses, depois de concluída a cisão da divisão de TV da WBD, Discovery Global, marcada para o terceiro trimestre de 2026. Mas a mudança já começou.

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Netflix ganha um estúdio de 100 anos — e um catálogo que reescreve o jogo

É um momento paradigmático: pela primeira vez, um serviço de streaming compra um estúdio centenário com legado cinematográfico, biblioteca monumental e impacto cultural incontornável. Falamos da casa de CasablancaCitizen KaneThe Wizard of OzHarry PotterO Senhor dos AnéisThe SopranosGame of ThronesFriendsDC Comics, entre tantos outros. Estes títulos passam agora a integrar o ecossistema Netflix, numa jogada que transforma profundamente o catálogo da empresa — e a torna, em termos de biblioteca, tão poderosa quanto os grandes estúdios tradicionais.

Ted Sarandos fez questão de sublinhar que a Netflix não quer acabar com nada do que a Warner construiu: “Ao juntar este legado extraordinário aos nossos títulos globais, podemos entreter o mundo ainda melhor”, declarou. A mensagem é clara: a Netflix quer crescer, mas também legitimar-se como guardiã da história do cinema.

Greg Peters, co-CEO, reforça essa ideia, garantindo que a operação da Warner Bros. continuará tal como existe hoje e que o cinema continuará a estrear nas salas. Percebe-se a intenção: evitar receios de que a fusão pudesse transformar um estúdio histórico num mero gerador de conteúdos para streaming.

HBO Max continua — e HBO entra na Netflix (sim, isto vai acontecer)

Num dos detalhes mais surpreendentes, a Netflix confirmou que HBO Max continua como plataforma independente no imediato. Mas simultaneamente elogiou a chegada do catálogo HBO ao seu próprio serviço — algo que parecia impensável há poucos anos. A batalha das plataformas dá assim uma reviravolta inesperada: o streaming que se construiu com séries como House of Cards e Stranger Things será agora também a casa de SopranosA Guerra dos TronosSuccessionTrue Detective e companhia.

É a fusão simbólica de duas filosofias: o algoritmo global da Netflix e o prestígio autoral da HBO.

Que futuro espera David Zaslav?

Silêncio absoluto. O anúncio não refere se Zaslav terá qualquer função após o fecho do negócio. É um detalhe significativo, especialmente tendo em conta que ele estava posicionado para liderar a versão “independente” da Warner Bros., após a separação com o Discovery Global. A ausência de claridade parece indicar que o futuro da liderança executiva será redesenhado — talvez profundamente.

As poupanças, a ironia histórica e o elefante na sala

O negócio prevê 2 a 3 mil milhões em poupanças anuais dentro de três anos. É o tipo de número que assinala reestruturação séria, fusão de equipas e cortes — inevitáveis numa operação desta escala.

Há também um toque de ironia irresistível: quase quinze anos depois de o CEO da Time Warner ter descrito a Netflix como “o exército albanês” — uma força minúscula e inofensiva que nunca poderia conquistar Hollywood —, eis que a Netflix compra o castelo inteiro.

Um antes e um depois para a indústria

O impacto disto será gigante. As salas de cinema, o streaming, os direitos internacionais, a produção independente, a força dos sindicatos, os modelos de negócio futuros — tudo muda com esta operação. E muda porque a Netflix deixa de ser “apenas” o maior serviço de streaming: torna-se dona de um dos pilares da história do cinema moderno.

E há ainda outra consequência inevitável: a pressão sobre Disney, Amazon e Apple aumenta de forma esmagadora. Se a Netflix já era dominante, agora torna-se praticamente incontornável.

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O que significa tudo isto para os espectadores?

Significa que o catálogo Netflix vai transformar-se radicalmente. Que a HBO pode ganhar uma segunda vida global. Que a Warner Bros. terá estabilidade financeira pela primeira vez em anos. E que, goste-se ou não, estamos a assistir ao nascimento de um novo colosso audiovisual que pode definir a próxima década do entretenimento.

A pergunta agora é só uma: o que vem a seguir?

James Cameron Admite: Um Novo Terminator em 2025 É “Muito Difícil” — Porque o Mundo Já Ultrapassou a Ficção Científica

Enquanto promove Avatar: Fogo e Cinza, James Cameron tem sido obrigado a falar não apenas de Pandora e IA, mas também do inevitável espectro que o acompanha desde 1984: Terminator. E, pela primeira vez em muito tempo, o realizador deixou claro que um novo filme da saga em 2025 é altamente improvável — não por falta de vontade, mas por algo mais profundo: o nosso mundo já ultrapassou o que antes era ficção científica.

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A saga presa num limbo desde 2019 — mas Cameron quer regressar à escrita

Depois de Dark Fate, a franquia ficou suspensa, sem caminho claro e sem consenso sobre o futuro. Cameron, que continua ligado criativamente ao legado que criou, garante que está a preparar um novo capítulo… mas com cautela extrema.

Mesmo que não realize o próximo filme, afirma que será ele a escrever o novo Terminator — e esse processo não vai acontecer em ritmo acelerado. Com Avatar: Fogo e Cinza a dominar o seu presente e um calendário completamente preenchido com múltiplos projectos, Cameron admite que só depois de cumprir essa “maratona azul” é que se sentará para repensar o futuro da saga.

“Estamos a viver num mundo de ficção científica”

A grande barreira, explica ele, não tem a ver com orçamento, nem com estúdio, nem sequer com desgaste de público. O verdadeiro problema é conceptual.

Segundo Cameron:

“A ficção científica avançou e está a ultrapassar-nos. Estamos a viver num mundo de ficção científica e a enfrentar problemas que antes só existiam em livros ou filmes. Agora são reais.”

O que Terminator representava em 1984 — uma visão presciente, quase profética, sobre máquinas autónomas, vigilância e inteligência artificial — tornou-se hoje, de certa forma, parte do quotidiano.

Cameron chega a dizer que já não é possível ser “tão premonitório” como naquela época, porque o futuro se move depressa demais. Ninguém sabe o que vai acontecer dentro de um ou dois anos, e é precisamente essa incerteza que o leva a querer esperar antes de regressar ao universo dos exterminadores.

Entre Avatar, Alita e Hiroshima: um realizador com mais projetos do que tempo

O calendário criativo de Cameron é quase tão épico quanto os mundos que imagina. Depois de Avatar: Fogo e Cinza, o realizador tem pela frente:

  • Alita: Battle Angel 2
  • Avatar 4 e Avatar 5
  • A adaptação de The Last Train from Hiroshima
  • A adaptação de Ghosts of Hiroshima

Está também a planear colaborar com outros realizadores, funcionando como produtor ou argumentista em vários destes títulos — o que coloca Terminator num delicado jogo de prioridade criativa.

Apesar disso, Cameron insiste: o novo Terminator vai acontecer, mas não em 2025 e não antes de o mundo estabilizar o suficiente para que a ficção possa voltar a olhar para o futuro com a mesma distância crítica que tornou o original tão visionário.

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O futuro dos exterminadores depende do futuro… real

Num momento em que a própria IA começa a desafiar limites éticos, tecnológicos e culturais, Cameron quer garantir que, quando Terminator regressar, será relevanteinteligente e verdadeiro para o tempo em que vivemos. E isso exige que a ficção volte a ganhar terreno sobre a realidade — algo que, para já, considera impossível.

Para os fãs, a espera continua.

Para Cameron, o futuro… ainda está a ser escrito.

James Gunn Reage a Polémica: Orçamento de Supergirl Não Chega Aos 200 Milhões, Garante o Realizador

O universo cinematográfico da DC ainda nem arrancou oficialmente sob a nova liderança criativa de James Gunn, mas já está a enfrentar a primeira tempestade — e tudo por causa de números que, segundo o próprio, não passam de ficção.

Nos últimos dias, um artigo da Forbes garantiu que o filme Supergirl custaria cerca de 200 milhões de dólares à Warner Bros. Discovery só em trabalhos de pré-produção, um valor que gerou surpresa e reacções imediatas entre fãs e insiders. A notícia espalhou-se rapidamente, levantando dúvidas sobre a estratégia financeira da DC Studios num momento em que a empresa tenta equilibrar ambição criativa com contenção orçamental.

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James Gunn não deixou a polémica ganhar fogo. Confrontado com a informação na rede social Threads, o cineasta respondeu de forma directa e sem rodeios: “não há qualquer verdade nesse número.” Sem entrar em detalhes, nem revelar qual será de facto o orçamento, Gunn fez questão de desmentir a narrativa antes que a especulação ganhasse vida própria.

A resposta foi concisa, mas eficaz. Ao evitar fornecer quantias específicas, Gunn protege o segredo industrial do estúdio enquanto clarifica que os valores divulgados são substancialmente exagerados. A DC tem sido alvo de escrutínio intenso desde as falhas comerciais de vários projectos anteriores, pelo que qualquer menção a orçamentos descontrolados reacende imediatamente o debate sobre sustentabilidade — e Gunn, consciente disso, não parece disposto a deixar rumores definirem o discurso em redor do seu novo universo.

O novo Supergirl, protagonizado por Milly Alcock (conhecida de House of the Dragon) e com Jason Momoa no elenco, chega aos cinemas no final de junho de 2026. Embora pouco se saiba sobre o enredo, espera-se uma abordagem mais sombria e emocional da heroína, alinhada com o tom do renovado DCU que Gunn está a construir ao lado de Peter Safran.

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Uma coisa é certa: se a polémica em torno do orçamento começar a perder força, será apenas para dar lugar à próxima onda de curiosidade — afinal, com Gunn, cada projecto da DC vem sempre embalado numa mistura de esperança, ansiedade e expectativas colossais. Por agora, o realizador quer deixar claro apenas isto: 200 milhões? Nem pensar.

Do YouTube a Hollywood: O Longa-Metragem de “Portrait of God” Une Dois Mestres do Horror

O que começou por ser uma curta perturbadora e minimalista ganhou corpo suficiente para chegar a Hollywood. O viral Dylan Clark conquistou milhões de espectadores com a sua curta-metragem Portrait of God. Agora, esse projecto vai ser transformado numa longa-metragem pela Universal Pictures — com a produção conjunta de dois titãs do terror contemporâneo: Jordan Peele e Sam Raimi. A colaboração marca a primeira vez que ambos assinam juntos um projecto, e isso já por si coloca o filme entre os lançamentos mais aguardados.

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Segundo os anúncios oficiais, Clark regressa como realizador, com argumento seu em parceira com o roteirista Joe Russo. A premissa central mantém-se: uma jovem religiosa, ao preparar uma apresentação sobre uma pintura misteriosa intitulada “Portrait of God”, vê a sua fé posta em causa quando a imagem parece revelar algo aterrador — uma presença que uns dizem ser Deus, mas que outros descrevem como algo sombrio. A curta versou sobre medo, dúvida e revelação; o filme quer escavar essas camadas e transformá-las num horror de estúdio com dimensão, textura e ambição.

A entrada de Peele e Raimi no projecto não é gratuita: cada um traz consigo uma tradição distinta do terror moderno. Peele, com o seu horror psicológico e social, já demonstrou com êxito como medos reais — raciais, existenciais, culturais — podem ser transformados em cinema de género com impacto profundo. Raimi, por sua vez, tem uma herança que atravessa décadas, do horror visceral de Evil Dead aos sustos mais elaborados de Drag Me to Hell. A junção dessas visões sugere que a adaptação não vai apostar em sustos fáceis ou clichés de terror, mas num horror espiritual, desconfortável, que confronta crenças, fé e a própria noção de divindade.

Esse potencial para redefinir o terror não surge por acaso. A curta original provou que é possível perturbar com muito pouco: quase toda a tensão provém da sugestão, da dúvida — do que pode ou não ser visto. A adaptação longa oferece a oportunidade de expandir esse desconforto: com tempo para desenvolver personagens, explorar simbolismos religiosos, mergulhar na psicologia da dúvida e trabalhar a ambiguidade entre a fé e o horror. É, nesse sentido, uma das propostas mais interessantes de resgate do horror espiritual — género que há muito parecia deixado ao abandono pelas grandes produções.

Contudo, transformar sete minutos de tensão concentrada num filme de uma hora e meia ou duas horas implica risco. A maior parte do impacto da curta vinha da economia de meios, da sugestão, da escuridão, do que não era mostrado. Reproduzir isso numa narrativa longa exige equilíbrio delicado: prolongar o horror sem diluir a sua força, expandir a história sem recorrer a exageros visuais, manter o mistério sem dar explicações fáceis. É um desafio grande — mas é precisamente este tipo de desafio que Peele e Raimi, trabalhando com o suporte da Universal, estão habilitados a enfrentar com inteligência e sensibilidade.

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Se tudo correr como o esperado, Portrait of God não será apenas mais um título de terror. Pode tornar-se num dos marcos do género nos próximos anos — um filme que devolve ao horror aquilo que o distingue: o medo do invisível, a ambivalência da fé, a culpa e o terror existencial. Numa época saturada de monstros visíveis e sustos baratos, este projecto pode trazer de volta a sombra mais antiga e poderosa de todas: a dúvida.

Jason Statham Regressa em “Shelter”: O Novo Thriller de Acção Que o Puxa de Volta ao Passado — e Para a Luta

Jason Statham está de volta ao grande ecrã e, como sempre, não vem em missão de paz. O primeiro trailer de “Shelter”, realizado por Ric Roman Waugh, mostra-nos um Statham em modo clássico: silencioso, ferido, isolado… e perigosíssimo quando provocado.

Depois do sucesso recente de A Working Man e The BeekeeperShelter promete ser a nova dose de acção muscular que já quase faz parte do ritual cinematográfico de Janeiro — e pelo que o trailer apresenta, não deverá desapontar os fãs de testaestorona.

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Depois do sucesso recente de A Working Man e The BeekeeperShelter promete ser a nova dose de acção muscular que já quase faz parte do ritual cinematográfico de Janeiro — e, pelo que o trailer revela, talvez a mais sólida desta fase tardia da carreira do actor.

Um homem isolado, um passado a arder e uma criança apanhada no fogo cruzado

A história começa numa ilha escocesa remota, onde o protagonista — um antigo assassino profissional — tenta desaparecer do mundo. Mas a paz termina quando resgata do mar uma jovem prestes a morrer numa tempestade.

Esse acto de humanidade desencadeia exactamente o contrário: uma cadeia de violência e perseguições que o força a sair do esconderijo.

A casa é atacada, o passado regressa a rugir, e o homem que tentava enterrar a própria história é obrigado a protegê-la — e, por extensão, a proteger a criança que entrou sem querer no seu caminho.

O trailer destaca uma relação improvável entre os dois: ela, vulnerável; ele, quase feral depois de anos de isolamento. O resultado é uma jornada brutal que atravessa a Escócia e desce ao submundo londrino, misturando road movie, thriller de vingança e drama de redenção.

Ric Roman Waugh volta à sua zona de conforto — e articula-a com mais maturidade

O realizador Ric Roman Waugh — antigo duplo e veterano do cinema de acção — parece determinado a fazer de Sheltero seu trabalho mais visceral desde Shot Caller. Tudo no trailer sugere essa intenção: os ambientes agrestes que reflectem a solidão do protagonista, a violência seca e sem artifícios que marca cada confronto, as perseguições filmadas com uma tensão quase tátil e uma mise-en-scène centrada no corpo, no peso dos gestos e na urgência emocional das decisões.

Waugh aposta de novo numa combinação que domina: heróis lacónicos, paisagens severas e um sentido de fatalidade que paira sobre cada combate. Mas aqui há algo mais contido, quase penitencial, como se o filme procurasse não apenas adrenalina, mas as rachaduras morais deixadas por décadas de violência.

Statham encaixa na perfeição. Surge menos “máquina” e mais humano — um homem habituado ao combate, mas cansado dele, cuja dureza esconde feridas que o trailer apenas deixa entrever.

Um elenco que adiciona textura emocional

Além de Statham, o filme conta com Naomi Ackie, uma das actrizes mais estimulantes da nova geração britânica, Bill Nighy, sempre exímio na subtileza, Tom Wu, presença habitual no cinema de acção, e a jovem Bodhi Rae Breathnach, que parece concentrar grande parte do coração da narrativa.

Ackie e Nighy, em particular, elevam o filme para além do mero exercício muscular. Há, no trailer, indícios de conflitos pessoais, ameaças políticas e sombras familiares que ampliam o campo emocional do protagonista.

Statham em renascimento cinematográfico

Não deixa de ser curioso que Shelter volte a apresentar Statham como o arquétipo que o tornou famoso — o assassino reformado, o homem de passado turbulento, o solitário que tenta desaparecer. Mas desta vez, o trailer devolve-lhe uma gravidade que muitos dos seus últimos filmes haviam diluído. Aqui, Statham parece trabalhar num registo mais introspectivo, com o corpo e o olhar a denunciarem uma velhice precoce emocional.

O trailer brinca até com pequenos pormenores: depois de dois filmes seguidos com boné, Statham troca-o por um gorro ocasional, como se até o figurino sublinhasse este regresso a algo mais despido, cru, quase penitente.

Um thriller que quer mais do que adrenalina

O eixo emocional de Shelter vive no dilema que acompanha o protagonista: é possível proteger alguém quando já não acreditas que mereces sobreviver? A narrativa parece explorar culpa, instinto, desgaste e redenção — temas clássicos do género, mas aqui tratados através do olhar cansado de um homem que já viu demasiado.

O trailer não promete apenas acção; promete feridas abertas e decisões impossíveis. E isso, na filmografia de Statham, costuma ser um bom presságio.

Janeiro de 2026 vai começar com sangue, vento escocês e Jason Statham em modo mítico

Shelter estreia a 30 de Janeiro de 2026 e tudo indica que será um dos títulos de acção mais comentados do arranque do ano. Tem atmosfera, tem músculo, tem melancolia e tem, acima de tudo, a estrela certa para habitar este tipo de história: Jason Statham, numa das suas interpretações mais sombrias dos últimos anos.

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Se o trailer é indicador do que aí vem, Shelter não é apenas mais um thriller; é uma versão mais humana, ferida e madura da própria lenda Statham.

Críticos de Nova Iorque Elegem One Battle After Another Como Melhor Filme de 2025 — E Há Surpresas nas Categorias Principais

Um arranque forte na época de prémios

A temporada de prémios acabou de ganhar novo fôlego: a New York Film Critics Circle (NYFCC) anunciou os seus vencedores e o grande destaque vai para One Battle After Another, eleito Melhor Filme de 2025. A escolha reforça o estatuto crescente do filme, que já tinha conquistado atenção no circuito de festivais e que agora entra oficialmente na corrida ao Óscar com selo crítico de peso.

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A performance de Benicio del Toro, também distinguida com o prémio de Melhor Actor Secundário, ajudou a cimentar o filme no topo das preferências do painel nova-iorquino. Curiosamente, esta vitória chega apenas um dia depois de o filme vencer Melhor Filme nos Gotham Awards, revelando um raro alinhamento entre diferentes círculos de crítica.

Jafar Panahi e uma consagração inesperada

Na categoria de Melhor Realizador, a NYFCC voltou a repetir a sintonia com os Gotham Awards, atribuindo o prémio a Jafar Panahi por It Was Just an Accident. O cineasta iraniano, admirado mundialmente pela sua capacidade de criar sob condições adversas, reforça assim a sua posição como uma das vozes mais influentes do cinema contemporâneo.

O triunfo de Panahi confirma aquilo que muitos críticos têm dito desde o início do ano: estamos perante uma obra que combina autorismo puro com uma inesperada leveza narrativa, desafiando tanto expectativas políticas como estéticas.

Wagner Moura conquista Nova Iorque — duas vezes

Outro destaque evidente é o filme The Secret Agent, que arrecadou dois prémios:

— Melhor Actor, para Wagner Moura,

— Melhor Filme Internacional.

O actor brasileiro, que tem vindo a conquistar Hollywood de forma sustentada, recebe aqui um dos galardões mais prestigiados da crítica norte-americana. A distinção surge num momento de crescente reconhecimento internacional do seu trabalho, elevando ainda mais o perfil do filme.

Rose Byrne surpreende no prémio de Melhor Actriz

O prémio de Melhor Actriz foi para Rose Byrne, pela sua performance em If I Had Legs I’d Kick You — um título tão peculiar quanto ousado, que já está a gerar curiosidade no público cinéfilo. A vitória reafirma Byrne como uma intérprete versátil, capaz de brilhar tanto na comédia como no drama.

Argumento, animação e primeiras obras: um retrato diverso do cinema de 2025

O prémio de Melhor Argumento foi para Marty Supreme, realizado por Josh Safdie e protagonizado por Timothée Chalamet. A escrita do filme tem sido amplamente elogiada pela sua energia irreverente e pela forma inventiva como reinventa convenções dramáticas.

Em Animação, a vitória foi para KPop Demon Hunters, um filme que tem cativado audiências e críticos com a sua fusão de cultura pop, humor estilizado e acção sobrenatural.

A fotografia de Sinners arrecadou o galardão de Melhor Cinematografia, enquanto o prémio de Melhor Primeira Longa-Metragem foi para Eephus, um nome que deverá tornar-se presença regular nos festivais do próximo ano.

Documentário e prémios especiais

Na categoria de Melhor Filme de Não-Ficção, voltou a repetir-se o alinhamento com os Gotham Awards: o vencedor foi My Undesirable Friends: Part I – Last Air in Moscow, uma obra que tem sido descrita como profundamente humana e cinematograficamente arrojada.

A NYFCC atribuiu ainda prémios especiais à Screen Slate e ao Museum of the Moving Image, reconhecendo o impacto cultural e educativo de ambos.

Os prémios estudantis foram para London Xhudo (NYU) e Tan Zhiyuan (The New School), reforçando o compromisso do círculo com o futuro da crítica e da produção cinematográfica.

Uma tradição quase centenária

Fundado em 1935, o New York Film Critics Circle reúne anualmente alguns dos críticos mais respeitados dos Estados Unidos, representando jornais, revistas e publicações digitais de referência. A votação ocorre sempre em Dezembro, definindo um dos primeiros e mais influentes passos na temporada de prémios.

No ano passado, o grupo escolheu The Brutalist como Melhor Filme de 2024 — um título que, mais tarde, também conquistou espaço significativo nas nomeações da Academia.

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Um mapa claro para a corrida aos Óscares

Com a divulgação destes prémios, a NYFCC redesenha o cenário da temporada de prémios:

— One Battle After Another emerge como frontrunner;

— Jafar Panahi confirma o seu estatuto de favorito na realização;

— Wagner Moura e Rose Byrne ganham força nas categorias de interpretação;

— e o circuito de festivais prepara-se para um 2025 intensamente competitivo.

A cerimónia oficial de celebração está marcada para Janeiro, em Nova Iorque. Até lá, Hollywood terá muito para analisar — e ainda mais para especular.