O fenómeno pop dos anos 90 regressa à televisão — mas desta vez sem filtros

Ace of Base: All That She Wants revela o lado menos dourado de uma banda que marcou uma geração

Quem viveu os anos 90 dificilmente passou ao lado de Ace of Base. Entre rádios sempre ligados, compilações em cassete e pistas de dança improvisadas, canções como All That She Wants ou The Sign tornaram-se omnipresentes. Agora, mais de três décadas depois da fundação da banda, chega à televisão portuguesa um documentário que promete ir muito além da nostalgia fácil. Ace of Base: All That She Wants estreia em exclusivo nos Canais TVCine e propõe uma viagem completa — e sem maquilhagem — pela ascensão, glória e queda de um dos maiores fenómenos pop da década.

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Três episódios para contar uma história que parecia perfeita… mas não era

Com estreia marcada para 6 de Fevereiro, e novos episódios a 13 e 20 de Fevereiro, sempre às 22h10, no TVCine Edition (e também disponível no TVCine+), o documentário divide-se em três partes que acompanham o percurso de Jonas, Linn, Jenny e Ulf — os quatro amigos suecos que deram origem aos Ace of Base. Da criação do álbum de estreia Happy Nation (1992), um verdadeiro fenómeno global com mais de 28 milhões de cópias vendidas, até às tensões internas que acabariam por desgastar o grupo, nada fica por contar.

Ao longo dos episódios, o espectador é convidado a revisitar o impacto cultural da banda, que dominou tops internacionais e definiu o som pop de uma época, mas também a confrontar-se com o lado menos luminoso da fama: digressões extenuantes, conflitos criativos, pressões da indústria e desafios pessoais que foram corroendo a coesão do grupo.

Um olhar íntimo sobre a fama e o seu preço

Realizado por Jens von ReisAce of Base: All That She Wants distingue-se pelo acesso a imagens raras e por entrevistas que fogem ao discurso ensaiado. Aqui, a fama surge como uma experiência ambígua — sedutora, mas profundamente desgastante. O documentário mostra como o sucesso avassalador pode ser simultaneamente uma bênção e uma armadilha, sobretudo quando chega rápido demais.

Mesmo após o declínio mediático, a música dos Ace of Base continua surpreendentemente viva. Hoje, a banda soma mais de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify, prova de que os seus temas resistiram ao tempo e continuam a encontrar novas gerações de fãs.

Para fãs… e para quem quer perceber os bastidores do pop

Mais do que um exercício de nostalgia, Ace of Base: All That She Wants é um retrato honesto de um fenómeno global e das fragilidades humanas por trás do sucesso. Um documentário que interessa tanto a quem dançou ao som da banda nos anos 90 como a quem procura compreender os mecanismos — e os custos — da indústria musical.

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Uma estreia a não perder para quem gosta de música pop, histórias reais e bastidores que raramente vêm a público.  

Quando a fama não deixa dormir: Hurry Up Tomorrow leva The Weeknd ao limite no TVCine Top

A fama, quando vista de fora, parece feita de luzes, aplausos e sucesso sem fim. Mas Hurry Up Tomorrow propõe um mergulho inquietante no lado menos glamoroso desse estrelato — aquele onde a insónia, a exaustão emocional e a perda de identidade caminham de mãos dadas. O thriller psicológico protagonizado por The Weeknd e Jenna Ortega estreia-se na televisão portuguesa no dia 31 de Janeiro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+ .

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Uma descida vertiginosa ao abismo psicológico

No centro da narrativa está um músico no auge da carreira que, incapaz de dormir há semanas, começa a ver a sua perceção da realidade fragmentar-se perigosamente. Entre concertos, entrevistas e noites intermináveis, a mente entra em curto-circuito. É numa dessas madrugadas sem fim que surge uma jovem fã misteriosa, cuja presença oscila entre o conforto emocional e uma ameaça silenciosa. O encontro entre os dois desencadeia uma sucessão de episódios cada vez mais intensos e perturbadores, levando o protagonista a confrontar traumas antigos, culpas mal resolvidas e a pressão esmagadora do sucesso.

À medida que a relação se aprofunda, Hurry Up Tomorrow transforma-se numa espiral psicológica onde nada é totalmente fiável — nem as pessoas, nem as memórias, nem o próprio protagonista. Cada decisão aproxima-o de um ponto de rutura inevitável, num jogo perigoso entre identidade pública e intimidade pessoal.

Thriller existencial com assinatura de autor

Realizado por Trey Edward Shults, conhecido por filmes como Ele Vem à Noite e As Ondas, o filme cruza o thriller psicológico com um drama profundamente existencial. Shults volta a explorar estados emocionais extremos, usando o som, a música e a noite como extensões da mente humana em colapso.

The Weeknd apresenta-se num registo surpreendentemente vulnerável, dando corpo a uma personagem consumida pela autoexigência e pelo vazio que muitas vezes acompanha o estrelato. Já Jenna Ortega constrói uma figura inquietante e imprevisível, funcionando como catalisadora de uma viagem emocional tão sedutora quanto destrutiva.

Uma experiência sensorial e perturbadora

Com uma estética marcada pela escuridão, pela música e por uma atmosfera quase hipnótica, Hurry Up Tomorrow não é apenas um filme sobre fama — é um retrato desconfortável da solidão, da obsessão e do preço psicológico do sucesso. Uma obra que pede entrega total do espectador e que promete ficar na memória muito depois dos créditos finais.

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Para quem procura um thriller intenso, emocionalmente exigente e longe das fórmulas convencionais, a noite de sábado, 31 de Janeiro, tem destino marcado.

Um homem armado de canções: Bob Marley: One Love chega à televisão portuguesa

Há figuras que ultrapassam o estatuto de artista e se transformam em símbolos universais. Bob Marley é uma dessas raras exceções. Ícone global da música, voz maior do reggae e mensageiro de paz num mundo marcado por divisões, Marley é agora celebrado no grande drama biográfico Bob Marley: One Love, que estreia na televisão portuguesa no dia 30 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+  .

Mais do que uma biografia, um retrato de momentos decisivos

Longe de seguir o formato clássico de “vida desde a infância até à morte”, Bob Marley: One Love opta por se concentrar em períodos-chave da vida e da carreira do músico jamaicano. O filme acompanha momentos determinantes como a criação do lendário álbum Exodus, a tentativa de assassinato sofrida em 1976 e o histórico One Love Peace Concert, realizado em 1978, num contexto de extrema tensão política na Jamaica  .

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É através destes episódios que o filme constrói o retrato de um homem dividido entre a pressão externa, os conflitos internos e a responsabilidade de usar a sua voz como instrumento de mudança social. Marley surge não apenas como músico, mas como figura espiritual e política, profundamente ligada ao movimento rastafári e à ideia de união entre povos e classes.

Kingsley Ben-Adir dá corpo e alma à lenda

No papel principal, Kingsley Ben-Adir oferece uma interpretação amplamente elogiada, captando não só a presença em palco de Bob Marley, mas também a sua fragilidade, determinação e humanidade fora dos holofotes. Ao seu lado, Lashana Lynch interpreta Rita Marley, companheira de vida e de luta, figura essencial no percurso pessoal e artístico do cantor.

O filme acompanha ainda a dinâmica com The Wailers, mostrando como a música se tornou uma arma pacífica num país dividido pela violência e por rivalidades políticas profundas.

Uma celebração do poder transformador da música

Realizado por Reinaldo Marcus Green, nomeado para os Óscares por King Richard: Para Além do JogoBob Marley: One Love aposta numa abordagem sensível e emotiva, sem fugir aos momentos mais duros da história. A banda sonora — distinguida nos Grammy Awards 2025 — reforça a força emocional do filme e sublinha o impacto duradouro das canções de Marley, ainda hoje usadas como hinos de resistência, esperança e fraternidade  .

Mais do que um simples retrato cinematográfico, o filme funciona como uma homenagem sentida a um homem que acreditava genuinamente que a música podia mudar o mundo. E, de certa forma, mudou mesmo.

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Uma estreia a não perder

Bob Marley: One Love é uma proposta imperdível para quem aprecia cinema biográfico, música com mensagem e histórias de coragem em tempos difíceis. A estreia acontece sexta-feira, 30 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top, com disponibilidade também no TVCine+ — uma oportunidade perfeita para revisitar o legado de uma das maiores vozes da história da música.

“Empatia” — A Série Canadiana Que Entra Onde Dói (E Não Desvia o Olhar)

Fragilidade humana, saúde mental e dilemas morais no centro de um retrato íntimo e perturbador

Estreia segunda-feira, 26 de Janeiro, às 22h10, no TVCine Edition, a primeira temporada de Empatia, uma série canadiana que mergulha de forma frontal e profundamente humana no interior de um serviço psiquiátrico. Longe de clichés televisivos e soluções fáceis, Empatia propõe um olhar atento sobre a dor, a escuta e os limites da própria empatia — essa palavra tantas vezes usada, mas raramente explorada com esta densidade.  

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Criada, escrita e protagonizada por Florence Longpré, a série acompanha Suzanne Bien-Aimé, uma ex-criminologista que decide mudar radicalmente de percurso e ingressar como psiquiatra no Instituto Mont-Royal. O que começa como uma transição profissional transforma-se rapidamente num confronto intenso com histórias de violência, perda e instabilidade emocional que desafiam tudo aquilo que Suzanne julgava saber sobre saúde mental — e sobre si própria.

Um quotidiano onde cada caso deixa marcas

No dia a dia do instituto psiquiátrico, Suzanne acompanha pacientes internados com percursos profundamente marcados pelo trauma. São histórias duras, muitas vezes desconfortáveis, que a série nunca suaviza nem transforma em espectáculo. Pelo contrário, Empatia constrói-se a partir do detalhe, do silêncio e da observação paciente, revelando um sistema onde cada decisão clínica carrega consequências humanas reais.

Entre consultas, intervenções de emergência e reuniões de equipa, Suzanne estabelece uma relação próxima com Mortimer, um agente de intervenção que conhece como poucos os bastidores da instituição e as suas zonas cinzentas. Esta ligação torna-se um dos eixos emocionais da narrativa, ajudando a série a explorar o contraste entre teoria, prática e desgaste psicológico dos profissionais que ali trabalham.

O passado que insiste em regressar

À medida que os episódios avançam, Empatia revela que Suzanne não é apenas uma observadora. O seu passado traumático começa a emergir, influenciando decisões clínicas, relações profissionais e escolhas pessoais. A série recusa a ideia de neutralidade absoluta: aqui, quem cuida também carrega feridas, e a fronteira entre empatia e envolvimento excessivo é perigosamente ténue.

Esta abordagem confere à série uma honestidade rara. Empatia não procura respostas definitivas nem moralismos fáceis. Prefere levantar perguntas incómodas: até onde deve ir a empatia? Quando é que compreender o outro começa a destruir quem cuida?

Uma realização contida e um elenco sólido

Com realização de Guillaume Lonergan, a série aposta numa linguagem visual discreta, quase clínica, que reforça a sensação de intimidade e realismo. Não há música invasiva nem dramatização excessiva — tudo serve a verdade emocional das personagens.

Além de Florence Longpré, o elenco conta com Thomas NgijolAdrien Bletton e Malube Uhindu-Gingala, compondo um conjunto de interpretações contidas, humanas e profundamente credíveis.

Um drama que não se esquece facilmente

Empatia não é uma série confortável — e é precisamente aí que reside a sua força. Ao retratar o interior de um serviço psiquiátrico com respeito, rigor e sensibilidade, recusa simplificar a dor humana ou transformar o sofrimento em entretenimento ligeiro. É uma série que exige atenção, disponibilidade emocional e vontade de escutar.

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A primeira temporada estreia 26 de Janeiro, às 22h10, no TVCine Edition, com novos episódios todas as segundas-feiras, estando também disponível no TVCine+. Uma proposta forte, adulta e necessária para quem acredita que a televisão pode — e deve — ser mais do que distracção 📺🧠

Quando a Maternidade Uiva no Escuro: “Canina” e o Instinto Que Ninguém Quer Nomear

Amy Adams protagoniza uma comédia negra inquietante sobre identidade, cansaço e transformação

No próximo dia 25 de Janeiro, às 21h50, o TVCine Top estreia Canina, uma das propostas mais provocadoras e desconfortáveis do cinema recente. Conhecido internacionalmente pelo título original Nightbitch, o filme aposta numa mistura ousada de comédia negra e terror psicológico para explorar um tema raramente tratado com esta frontalidade: a maternidade enquanto experiência profundamente transformadora, exaustiva e, por vezes, alienante.  

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Protagonizado por Amy Adams, que assume também funções de produtora, Canina acompanha uma artista que decide interromper a sua carreira para se dedicar em exclusivo ao filho pequeno. O cenário é o clássico subúrbio calmo, quase asséptico, onde os dias se repetem entre rotinas domésticas, solidão e um silêncio que começa a pesar mais do que devia. O marido passa a maior parte do tempo fora, e a protagonista vê-se gradualmente engolida por uma sensação de perda de identidade que o filme transforma em algo literal — e perturbador.

Entre a sátira e o horror psicológico

À medida que o cansaço e a frustração se acumulam, o quotidiano da personagem começa a ganhar contornos estranhos. Sons nocturnos inexplicáveis, manchas invulgares no cabelo, impulsos primários difíceis de controlar. A pergunta instala-se de forma tão absurda quanto inquietante: estará ela a transformar-se num cão? O filme nunca oferece respostas fáceis e joga deliberadamente com a ambiguidade entre realidade e imaginação, convidando o espectador a entrar na mente de uma mulher à beira do colapso.

Realizado por Marielle Heller, responsável por filmes como O Diário de Uma Rapariga Adolescente e Um Amigo ExtraordinárioCanina adapta o romance homónimo de Nightbitch, mantendo o tom satírico e provocador da obra original. O resultado é um retrato desconcertante das pressões impostas à maternidade moderna, onde o instinto animal surge como metáfora para a necessidade de liberdade, autonomia e sobrevivência emocional.

Uma estreia a não perder no pequeno ecrã

Com uma interpretação intensa e sem filtros de Amy Adams, Canina recusa qualquer visão romantizada da maternidade. Pelo contrário, abraça o desconforto, o grotesco e o absurdo como ferramentas narrativas para falar de temas reais e profundamente humanos. É um filme que provoca, divide opiniões e, acima de tudo, fica na cabeça muito depois de terminar.

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A estreia acontece em exclusivo no TVCine Top, no domingo, 25 de Janeiro, às 21h50, estando também disponível na plataforma TVCine+. Uma proposta perfeita para quem procura cinema diferente, arriscado e disposto a morder onde dói 🐕🌕.

Uma Nova Lenda Nasce no Dojo: Karate Kid: Os Campeões Chega ao TVCine TopUma Nova Lenda Nasce no Dojo: Karate Kid: Os Campeões

O legado continua… agora com novos golpes e um novo herói

O universo Karate Kid prepara-se para escrever mais um capítulo da sua longa história, desta vez com Karate Kid: Os Campeões, o sexto filme da saga que marcou várias gerações de espectadores. A estreia acontece já sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e também disponível no TVCine+, prometendo juntar nostalgia, emoção e uma nova abordagem ao eterno conflito entre disciplina, superação e identidade  .

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Depois de décadas a ensinar-nos que “cera, encera” pode ser uma filosofia de vida, a saga regressa com uma história que cruza passado e futuro, tradição e reinvenção, mantendo intactos os valores que sempre definiram Karate Kid.

Li Fong: do trauma à superação

No centro da narrativa está Li Fong, interpretado por Ben Wang, um jovem prodígio do kung fu que, após uma tragédia pessoal, deixa Pequim e muda-se para Nova Iorque. A mudança não é apenas geográfica: é emocional, cultural e profundamente transformadora. Entre a dificuldade de integração numa nova realidade e o peso do passado, Li encontra no treino e na disciplina um caminho para reconstruir a sua identidade.

É aqui que entram duas figuras absolutamente icónicas do universo Karate Kid.

Dois mestres, um caminho

Li Fong passa a ser orientado por Mr. Han, novamente interpretado por Jackie Chan, que regressa como mentor sereno e paciente, trazendo consigo a filosofia do kung fu. Em paralelo, surge Daniel LaRusso, vivido outra vez por Ralph Macchio, agora como símbolo da herança do karaté e da experiência adquirida ao longo dos anos.

Sob a orientação destes dois mestres, Li aprende a unir estilos, técnicas e formas de estar na vida. O kung fu e o karaté deixam de ser opostos e passam a complementar-se, criando uma abordagem única que será posta à prova num torneio decisivo — um momento onde cada combate vale tanto pelo resultado como pelo crescimento pessoal.

Um novo filme, o mesmo espírito

Com realização de Jonathan EntwistleKarate Kid: Os Campeões aposta em coreografias de luta impressionantes, personagens carismáticas e uma narrativa pensada tanto para os fãs de longa data como para uma nova geração. O filme honra o legado da saga, mas não vive apenas do passado: introduz novos conflitos, novos heróis e uma sensibilidade contemporânea que reforça temas como amizade, resiliência e coragem.

Mais do que um simples filme de artes marciais, esta é uma história sobre crescer, falhar, aprender e voltar a levantar-se — exactamente aquilo que sempre fez de Karate Kid uma referência no cinema popular.

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Uma estreia a não perder

Karate Kid: Os Campeões promete ser um reencontro emocionante com um universo que nunca saiu verdadeiramente do coração dos espectadores. Sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, o dojo abre portas no TVCine Top.

Uma Paixão Escrita na Pele: “Almas Marcadas” Estreia no TVCine Top


O amor improvável entre dois mundos que nunca deviam cruzar-se

Há histórias de amor que nascem da previsibilidade. E depois há aquelas que surgem do choque frontal entre dois universos opostos. Almas Marcadas pertence claramente ao segundo grupo e promete deixar marca em quem se sentar no sofá no domingo, 18 de Janeiro, às 21h25, no TVCine Top e no TVCine+. O filme, realizado por Nick Cassavetes, aposta num romance intenso, emocionalmente carregado e assumidamente provocador.  

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Quando a rotina perfeita se cruza com o caos emocional

Shaw é o retrato da jovem que sempre fez tudo “como deve ser”. Estudante aplicada, vinda de uma família rica e com um futuro cuidadosamente planeado, vive rodeada de regras, expectativas e estabilidade. Tudo muda quando, numa noite fora da rotina, conhece Rule. Ele é tatuador, rebelde, carismático e vive segundo as suas próprias leis. À superfície parece livre e confiante, mas carrega cicatrizes emocionais profundas que moldaram a sua forma de ver o mundo.

A ligação entre ambos é imediata, intensa e desconfortável. O desejo mistura-se com a dor, a atração com o medo, e a paixão surge como um território desconhecido para os dois. À medida que a relação se aprofunda, Shaw e Rule são obrigados a enfrentar segredos do passado, diferenças sociais difíceis de ignorar e a inevitável questão: será o amor suficiente para ultrapassar tudo aquilo que os separa?

Um romance “new adult” com assinatura emocional

Baseado no livro Rule: A Marked Men Novel, da escritora Jay CrownoverAlmas Marcadas insere-se claramente no universo do romance “new adult”, explorando emoções cruas, personagens imperfeitas e relações intensas. Nick Cassavetes, conhecido por filmes como O Diário da Nossa Paixão, volta a demonstrar a sua predilecção por histórias onde o amor surge como força transformadora, mas nunca sem dor pelo caminho.

Com uma atmosfera urbana, uma abordagem directa às relações humanas e um tom emocionalmente carregado, Almas Marcadas não tenta ser um conto de fadas. É, acima de tudo, uma história sobre vulnerabilidade, segundas oportunidades e a coragem necessária para amar quando tudo parece estar contra isso.

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No domingo à noite, o TVCine Top convida os espectadores a mergulhar numa paixão que não pede licença, não segue regras e deixa marcas que não se apagam facilmente.

Um Refúgio Que Se Torna Armadilha: Alarum – Código Mortal Chega ao TVCine Top

Amor, espionagem e um disco rígido que vale uma sentença de morte

À primeira vista, tudo parece simples: dois ex-espiões, cansados de uma vida feita de mentiras, armas e segredos, decidem desaparecer do mapa para viver em paz. Mas como o cinema de espionagem tantas vezes nos ensinou, o passado raramente aceita ser esquecido. É precisamente nesse território instável que se move Alarum: Código Mortal, thriller de acção que estreia no sábado, 17 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+ .

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Quando fugir não é suficiente

Lara e Joe Travers são dois antigos agentes secretos que, depois de anos como rivais em lados opostos, acabam por se apaixonar. Determinados a deixar tudo para trás, refugiam-se numa cabana isolada, longe de tudo e de todos. O objectivo é claro: uma vida tranquila, longe das conspirações e da violência que definiram o seu passado.

Mas o destino tem outros planos. Um avião despenha-se nas imediações e, entre os destroços, o casal encontra um disco rígido com informação altamente confidencial. A partir desse momento, a cabana transforma-se num alvo e o casal passa a estar no centro de uma perseguição global, envolvendo múltiplas organizações secretas. Aquilo que era um refúgio torna-se uma armadilha mortal, obrigando Lara e Joe a regressar ao único mundo que conhecem verdadeiramente: o da espionagem.

Um elenco que aposta na fisicalidade da acção

O filme é protagonizado por Scott Eastwood e Willa Fitzgerald, numa dupla que combina intensidade emocional com presença física, essencial para um thriller deste género. A eles junta-se Sylvester Stallone, cuja presença reforça o lado mais musculado do filme e acrescenta peso a uma narrativa que vive de confrontos diretos e tensão constante.

Na realização está Michael Polish, conhecido por trabalhos como A Força da Natureza e Big Sur. Aqui, Polish aposta numa abordagem directa e contemporânea à espionagem, privilegiando o ritmo acelerado, perseguições intensas e uma sensação permanente de ameaça. Não há grandes espaços para respirar: a narrativa empurra as personagens de situação em situação, testando não apenas as suas capacidades como agentes, mas também a confiança que têm um no outro.

Espionagem com coração… e balas a sério

Mais do que um simples filme de acção, Alarum – Código Mortal cruza o suspense com uma história de lealdade e sobrevivência. À medida que o cerco aperta, Lara e Joe percebem que o maior perigo pode não vir apenas dos inimigos que os perseguem, mas também dos segredos que ainda escondem um do outro.

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Para quem procura um serão de sábado marcado por adrenalina, tensão e um toque de romance em território hostil, esta estreia no TVCine Top promete cumprir. Porque no mundo da espionagem, desligar nunca é tão simples quanto parece.

O Regresso do Horror ao Espaço: Alien: Romulus Chega à Televisão Portuguesa

Um novo capítulo que olha directamente para as origens da saga

A saga Alien está de volta — e desta vez sem rodeios, sem filosofias excessivamente explicadas e sem desvios estilísticos. Alien: Romulus assinala um regresso claro às raízes do terror espacial que fizeram do filme original de 1979 uma obra incontornável do cinema de ficção científica. A estreia em televisão acontece a 16 de Janeiro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top, trazendo para casa dos espectadores portugueses uma experiência intensa, claustrofóbica e desconfortável… no melhor sentido possível.

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Situado cronologicamente após os acontecimentos de Alien, o filme decorre no ano de 2142 e acompanha um grupo de jovens colonizadores presos a uma existência sem futuro na colónia Jackson’s Star, no planeta LV-410. Rain e Andy, irmãos marcados pelo isolamento e pela ausência de qualquer esperança real de fuga, acreditam ter encontrado uma oportunidade de mudança ao descobrirem a Renaissance, uma estação espacial abandonada, dividida em dois módulos com nomes carregados de simbolismo: Romulus e Remus.

Terror claustrofóbico, corredores escuros e más decisões

Como qualquer fã da saga sabe, quando algo parece seguro no universo Alien, é porque não é. A exploração da estação rapidamente se transforma num pesadelo, quando uma presença mortal emerge das sombras. A ameaça não é apenas física — é psicológica, sufocante e constante. Cada corredor mal iluminado, cada porta que se abre lentamente e cada silêncio prolongado servem para reforçar a sensação de que a morte pode surgir a qualquer segundo.

Ao contrário de entradas mais recentes da franquia, Alien: Romulus aposta claramente no horror visceral e na tensão contínua, recusando grandes explicações ou ambições filosóficas desnecessárias. O medo nasce da espera, do desconhecido e da fragilidade humana perante algo que não pode ser controlado.

Fede Álvarez: um realizador que sabe como assustar

A realização está a cargo de Fede Álvarez, um nome bem conhecido entre os fãs de terror moderno. Depois de ter provado o seu talento em títulos como Evil Dead e Don’t Breathe, Álvarez traz para Alien: Romulus uma abordagem segura, eficaz e profundamente respeitadora do ADN da saga.

O realizador compreende que Alien nunca foi apenas sobre monstros, mas sobre ambientes hostis, corpos vulneráveis e decisões tomadas sob pressão extrema. O resultado é um filme que recupera o suspense claustrofóbico, o desconforto físico e o horror cru que tornaram a franquia um marco do género.

Um elenco jovem para uma luta pela sobrevivência

O filme é protagonizado por Cailee Spaeny e David Jonsson, que lideram um elenco jovem e convincente, distante das figuras heróicas clássicas. Aqui não há salvadores predestinados — há apenas pessoas normais, presas num cenário impossível, obrigadas a enfrentar os seus medos mais básicos para sobreviver.

Essa opção reforça a identificação do espectador e aproxima Romulus do espírito do filme original: gente comum confrontada com algo absolutamente extraordinário… e letal.

Uma estreia a não perder no TVCine Top

Alien: Romulus é o sétimo filme da saga Alien e funciona simultaneamente como porta de entrada para novos espectadores e como uma carta de amor para os fãs de longa data. Sem depender excessivamente de nostalgia, o filme entende o que fez da franquia um fenómeno duradouro e aplica essa lição com rigor e inteligência.

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A estreia acontece sexta-feira, 16 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e também disponível no TVCine+. Para quem sente falta de terror espacial puro, desconfortável e sem concessões, este é um regresso mais do que bem-vindo.

Depois de Greenland 2, Estes São 8 Filmes de Catástrofe Perfeitos Para Continuar o Fim do Mundo

Do apocalipse climático a cometas assassinos, há vida (cinematográfica) depois do desastre

Greenland 2: Migration chega aos cinemas determinado a elevar ainda mais a fasquia do cinema-catástrofe. Se no primeiro filme acompanhávamos Gerard Butler numa corrida desesperada para alcançar um bunker antes do impacto de um cometa, a sequela mergulha-nos num mundo já devastado, transformado num verdadeiro deserto pós-apocalíptico. O resultado é aquilo que os fãs do género adoram: destruição em grande escala, drama familiar e uma luta constante pela sobrevivência.

Se ficou com vontade de mais depois de Greenland 2, a boa notícia é que não faltam alternativas — e a maioria pode ser vista em Portugal sem grande esforço, seja em streaming ou através de aluguer digital.

Geostorm (2017)

Mais uma vez, Gerard Butler no centro do caos. Em Geostorm, a Terra depende de uma rede de satélites capaz de controlar o clima… até que tudo corre mal. Tsunamis, terramotos e quedas abruptas de temperatura surgem em catadupa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital em plataformas como Apple TV, Google Play e Rakuten TV.

O Dia Depois de Amanhã (2004)

Um dos títulos mais populares do género. O Dia Depois de Amanhã, de Roland Emmerich, imagina uma nova era glacial que se instala em tempo recorde, com Nova Iorque congelada e tornados a devastar cidades inteiras.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível no catálogo da Disney+.

2012 (2009)

Quando o assunto é destruir o planeta inteiro, Roland Emmerich não conhece limites. Em 2012, a civilização colapsa sob terramotos, tsunamis e falhas tectónicas globais, enquanto uma família tenta sobreviver contra todas as probabilidades.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play, Prime Video Store).

Impacto Profundo (1998)

Mais contido e emocional do que ArmageddonImpacto Profundo aposta no drama humano quando um cometa ameaça extinguir a vida na Terra. Um clássico subestimado do género, com decisões morais duríssimas.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital nas principais lojas online.

O Núcleo (2003)

Cientificamente disparatado, mas irresistível. Em O Núcleo, uma equipa de cientistas tenta salvar o mundo viajando até ao centro da Terra para reiniciar o seu núcleo com uma explosão nuclear.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play).

Volcano (1997)

Los Angeles, um vulcão em erupção e lava a correr pelas ruas. Volcano não perde tempo com subtilezas e oferece destruição urbana em modo clássico dos anos 90.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital.

Presságio (2009)

Mistura de ficção científica, catástrofe e existencialismo, Presságio acompanha Nicolas Cage numa investigação que conduz a uma série de desastres inevitáveis, incluindo uma sequência de queda de avião absolutamente memorável.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital; ocasionalmente exibido em canais de cinema por cabo.

San Andreas (2015)

Terramotos, tsunamis e Dwayne Johnson em modo herói total. San Andreas é cinema-catástrofe sem pudor, feito para impressionar e entreter sem pedir desculpa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível em streaming na HBO Max (Max), além de aluguer digital.

O apocalipse… à distância de um comando

O cinema-catástrofe pode não ser o género mais realista do mundo, mas continua a ser um dos mais eficazes quando se trata de espectáculo puro. Entre cometas, falhas tectónicas e colapsos climáticos, estes filmes provam que o fim do mundo é sempre melhor visto do sofá — de preferência com som alto e zero preocupações científicas.

La Ruta – Conquistar a Noite regressa com uma segunda temporada ainda mais intensa

Ibiza, música electrónica e choques geracionais marcam o novo capítulo da série espanhola

Depois de uma estreia que conquistou público e crítica no último verão, La Ruta – Conquistar a Noite está de volta aos ecrãs portugueses com a sua segunda temporada, prometendo elevar ainda mais a intensidade emocional e musical da narrativa. A nova temporada estreia esta quinta-feira, 8 de Janeiro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+, dando continuidade ao retrato vibrante de uma geração moldada pela noite, pela música electrónica e por uma ideia quase absoluta de liberdade

Se a primeira temporada mergulhava no fenómeno da Ruta Destroy e nas noites intermináveis de Valência, a segunda desloca a acção para um novo epicentro do hedonismo europeu: Ibiza, em 1996. A ilha transforma-se na capital mundial da música electrónica, mas a mudança de cenário traz também novos conflitos e desafios para as personagens que o público já conhece.

DJs espanhóis contra promotores britânicos

Em Ibiza, o domínio até então quase absoluto dos DJs espanhóis é posto em causa com a chegada de promotores britânicos, que começam a impor novas regras, estéticas e dinâmicas de poder na noite da ilha. Este confronto cultural e profissional obriga os protagonistas a reinventarem-se, a provar o seu valor e a lutar pelo reconhecimento numa cena cada vez mais competitiva e globalizada.

No centro desta nova fase está Marc Ribó, que enfrenta não só a transformação da indústria musical, mas também questões pessoais mal resolvidas. Numa noite decisiva, reencontra Vicky, uma antiga amiga e empregada de mesa que não via há meses. Este reencontro reabre feridas do passado e reacende uma ligação emocional que terá impacto profundo no percurso de ambos fileciteturn1file0.

Música, família e passagem de testemunho

Um dos temas centrais desta segunda temporada é a relação entre pais e filhos e a forma como a música atravessa gerações, criando pontes mas também conflitos. La Ruta – Conquistar a Noite não se limita a retratar pistas de dança e excessos noturnos; a série olha para o impacto dessas escolhas na vida pessoal, familiar e emocional das personagens.

Entre rivalidades inesperadas, amanheceres intensos e decisões que mudam destinos, a narrativa acompanha a evolução do movimento musical e das personagens para uma nova fase de maturidade — ainda que nem todos estejam preparados para crescer.

Um elenco forte e uma série premiada

A realização continua a cargo de Borja Soler, mantendo a identidade visual e o realismo que marcaram a primeira temporada. O elenco regressa em força, com Àlex MonnerClaudia SalasRicardo GómezElisabet Casanovas e Guillem Barbosa, a que se juntam novas personagens determinantes para o rumo da história.

Vencedora de prémios como o Feroz e o Ondas para Melhor Série Dramática, La Ruta – Conquistar a Noite afirma-se como um retrato autêntico de uma geração que viveu a noite no limite. Uma série imperdível para quem se deixou envolver pelo fenómeno Ruta Destroy — e para quem quer perceber como a música electrónica ajudou a definir uma era.

Estreia: 8 de Janeiro, quinta-feira, às 22h10

Onde ver: TVCine Edition e TVCine+

Belas, ricas, perigosas… e armadas: The Hunting Wives – Ninho de Víboras chega à televisão portuguesa

Glamour, segredos e crime no coração do Texas

A televisão portuguesa prepara-se para receber uma nova série onde o luxo e o perigo caminham lado a lado. The Hunting Wives – Ninho de Víboras estreia a 8 de janeiro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Emotion e no TVCine+, trazendo consigo uma história de sedução, poder e crime escondida por detrás das fachadas impecáveis de uma comunidade abastada do Texas  .

Inspirada no romance homónimo de May Cobb, a série aposta num thriller psicológico envolto em glamour, explorando o lado mais sombrio de um grupo de mulheres ricas que parecem ter tudo — excepto limites. Aqui, a perfeição social é apenas uma máscara, e cada sorriso esconde segredos capazes de destruir vidas.

Uma amizade perigosa que descamba em obsessão

No centro da narrativa está Sophie, uma esposa e mãe que abandona Boston para recomeçar a vida numa pequena e exclusiva comunidade texana. Rapidamente, é atraída para o círculo magnético de Margo, uma socialite carismática e influente que lidera um grupo selecto conhecido como The Hunting Wives. O que começa como uma amizade fascinante transforma-se numa espiral de manipulação, desejo e jogos de poder.

À medida que Sophie se aproxima deste grupo, o luxo e a sensação de pertença dão lugar a uma atmosfera cada vez mais inquietante. A tensão atinge o ponto de ruptura quando uma adolescente é encontrada morta no bosque onde as Hunting Wives costumam reunir-se, lançando suspeitas, medos e revelações perturbadoras sobre todas as envolvidas  .

Thriller psicológico com tensão erótica q.b.

The Hunting Wives – Ninho de Víboras cruza com eficácia o drama social com o thriller psicológico, oferecendo um retrato provocador de uma comunidade aparentemente perfeita, mas corroída por rivalidades, desejos reprimidos e ambições perigosas. A série destaca-se pelas personagens femininas fortes, relações de poder complexas e uma tensão erótica subtil, mas constante, que contribui para o clima de inquietação.

A realização está a cargo de Julie Anne Robinson, conhecida pelo seu trabalho em séries como BridgertonThe Good Place e Orange Is the New Black. O elenco conta com nomes como Malin AkermanBrittany Snow, Jaime Ray Newman, Evan Jonigkeit e George Ferrier, que dão vida a um conjunto de personagens tão sedutoras quanto perigosas  .

Estreia a não perder nos Canais TVCine

Com novos episódios todas as semanas, The Hunting Wives – Ninho de Víboras promete ser uma das estreias mais provocadoras do início do ano, ideal para quem aprecia histórias onde o luxo esconde crimes e onde nada é tão inocente como parece. Uma série feita para ver… e desconfiar de tudo e de todos.

Estreia: 8 de janeiro, quinta-feira, às 22h10

Onde ver: TVCine Emotion e TVCine+

As Noites de Chicago Estão de Volta — E a Cidade Continua em Estado de Emergência

Médicos, bombeiros e polícias regressam com novas temporadas cheias de tensão, dilemas morais e escolhas impossíveis

Chicago nunca dorme — e quando o novo ano começa, a cidade volta a provar que cada noite pode ser decisiva. As chamadas Noites de Chicago regressam à televisão portuguesa com novas temporadas de Chicago MedChicago Fire e Chicago P.D., retomando o universo criado por Dick Wolf que transformou a rotina de médicos, bombeiros e polícias num dos mais consistentes dramas televisivos da última década.

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Entre 5 e 7 de Janeiro, sempre às 22h10, as três séries estreiam episódios inéditos, reforçando uma fórmula que continua a funcionar: histórias intensas, personagens em constante desgaste emocional e uma cidade onde salvar vidas nunca é um acto simples.

Chicago Med: quando cada decisão tem um custo

A 11.ª temporada de Chicago Med mergulha ainda mais fundo no quotidiano do Gaffney Chicago Medical Center, onde a urgência médica se cruza com conflitos pessoais e dilemas éticos cada vez mais complexos. Aqui, não se trata apenas de tratar doentes — trata-se de escolher quem pode ser salvo, quando o tempo, os recursos e as circunstâncias jogam contra.

O regresso de figuras familiares volta a agitar o hospital, trazendo à superfície histórias mal resolvidas e tensões antigas. A liderança continua a ser posta à prova, e a fronteira entre o profissional e o pessoal torna-se cada vez mais ténue. A série mantém aquilo que sempre a definiu: intensidade emocional, casos-limite e personagens que carregam o peso das decisões para lá do turno.

Chicago Fire: o quartel como campo de batalha

Na 14.ª temporada de Chicago Fire, o Quartel 51 enfrenta talvez um dos seus períodos mais instáveis. Mudanças na liderança, cortes e novas hierarquias criam um ambiente de tensão interna que se soma ao perigo constante das missões no terreno.

A série explora o impacto dessas transformações na identidade do quartel: o que significa liderar quando os valores estão em choque? Como manter a coesão quando o sistema parece desfazer-se por dentro? Entre incêndios, resgates e decisões de alto risco, Chicago Fire continua a ser, acima de tudo, uma história sobre pertença, lealdade e sacrifício.

Chicago P.D.: justiça sob pressão constante

A 13.ª temporada de Chicago P.D. regressa às ruas com o seu tom mais sombrio e directo. A Unidade de Inteligência enfrenta investigações cada vez mais perigosas, num ambiente onde a linha entre o certo e o necessário se torna progressivamente difusa.

O peso da responsabilidade recai sobre cada elemento da equipa, confrontado com dilemas morais que desafiam a própria noção de justiça. A série não suaviza o impacto das decisões: cada escolha tem consequências, e nem sempre há finais limpos. É este realismo cru que continua a distinguir Chicago P.D. dentro do universo policial televisivo.

Um universo que resiste ao desgaste

O que torna as Noites de Chicago particularmente interessantes não é apenas a longevidade das séries, mas a forma como conseguem evoluir sem perder identidade. Ao longo dos anos, o universo foi-se tornando mais adulto, mais consciente do desgaste psicológico das profissões que retrata e menos interessado em soluções fáceis.

Há um fio comum que atravessa as três séries: ninguém sai ileso. Seja numa sala de emergência, num incêndio fora de controlo ou numa investigação criminal, as personagens pagam um preço real pelo trabalho que fazem. E é essa continuidade temática que mantém o público investido, temporada após temporada.

Chicago continua a chamar

Num panorama televisivo cada vez mais fragmentado, poucas franquias conseguem manter coerência e relevância ao longo de tantos anos. As Noites de Chicago não reinventam a roda, mas refinam aquilo que sempre fizeram bem: contar histórias humanas em contextos extremos.

Para quem acompanha estas séries desde o início — ou para quem procura dramas sólidos, intensos e emocionalmente consequentes — o regresso a Chicago é menos um reencontro e mais uma necessidade.

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Porque, naquela cidade, todas as noites contam.

Verdades Difíceis: Mike Leigh Regressa à Televisão com um Retrato Cru da Dor e da Família

Um drama intenso sobre solidão, raiva e empatia, em estreia no TVCine Top

Há filmes que não procuram agradar nem oferecer conforto fácil. Verdades Difíceis é um desses casos. O mais recente trabalho de Mike Leigh chega à televisão portuguesa como uma proposta exigente, profundamente humana e emocionalmente desarmante. A estreia acontece no dia 4 de Janeiro, às 21h50, no TVCine Top, numa sessão que promete marcar quem se deixar envolver pela história.

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Leigh, um dos grandes cronistas das fragilidades humanas no cinema britânico contemporâneo, regressa aqui ao território que melhor conhece: o das relações familiares tensas, das feridas emocionais não resolvidas e das palavras que custam a ser ditas — ou que são ditas da pior forma possível.

Pansy e Chantelle: duas formas opostas de sobreviver

No centro de Verdades Difíceis estão duas irmãs. Pansy vive consumida por uma dor profunda e por uma raiva constante que a leva a enfrentar o mundo com hostilidade, desconfiança e uma agressividade quase defensiva. Nada parece oferecer-lhe alívio. Cada interação é um confronto, cada gesto do outro uma ameaça.

Do outro lado está Chantelle, mãe solteira, de espírito aberto e atitude descontraída, que encontra algum sentido de pertença na relação com as filhas e na comunidade que construiu à sua volta, nomeadamente no salão onde trabalha. Onde Pansy se fecha, Chantelle abre-se. Onde uma reage com ressentimento, a outra responde com empatia.

Mike Leigh constrói este contraste sem moralismos fáceis. Não há heroínas nem vilãs. Há apenas pessoas a tentar lidar com a dor da forma que conseguem — mesmo quando essa forma é destrutiva.

A depressão que não se diz em voz alta

Um dos aspectos mais fortes de Verdades Difíceis é a forma como aborda a dor emocional e a depressão, sem nunca recorrer a discursos explicativos ou diagnósticos evidentes. O sofrimento de Pansy manifesta-se no corpo, na linguagem, na relação com os outros. É uma dor que não pede ajuda porque já desistiu de a receber.

O filme observa, com enorme sensibilidade, como esta dor se infiltra na dinâmica familiar, criando ciclos de incompreensão e afastamento. As tentativas de aproximação geram conflito; os silêncios tornam-se mais pesados do que as palavras. Leigh filma tudo isto com o seu habitual realismo, sem música manipuladora ou cenas feitas para “funcionar”.

Uma interpretação que sustenta o filme

Grande parte da força de Verdades Difíceis reside na interpretação de Marianne Jean-Baptiste, no papel de Pansy. A actriz entrega uma composição exigente, desconfortável e absolutamente convincente, que lhe valeu o prémio de Melhor Interpretação Principal nos British Independent Film Awards.

Não é uma personagem fácil de acompanhar — e isso é intencional. Leigh não procura criar empatia imediata, mas compreensão gradual. O espectador é desafiado a permanecer, a observar, a tentar perceber de onde vem aquela raiva constante e o que ela esconde.

Mike Leigh, o cronista das relações humanas

Autor de obras fundamentais como Segredos e MentirasVera Drake ou Happy-Go-Lucky, Mike Leigh mantém em Verdades Difíceis a sua abordagem característica: histórias construídas a partir de personagens aparentemente comuns, mas emocionalmente complexas, interpretadas com uma naturalidade quase documental.

O filme confirma a relevância contínua do realizador como observador atento das tensões sociais e familiares, sobretudo daquelas que raramente chegam ao centro do discurso público. Aqui, Leigh fala de solidão, de falhas de comunicação, de dores herdadas e da dificuldade de amar quando se está em guerra consigo próprio.

Um filme que não facilita — e por isso importa

Verdades Difíceis não é um drama para ver de forma distraída. Exige atenção, disponibilidade emocional e alguma coragem por parte do espectador. Em troca, oferece um retrato honesto e profundamente actual de relações familiares marcadas por feridas invisíveis.

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Num panorama televisivo dominado por narrativas rápidas e emoções simplificadas, esta estreia no TVCine Top é um lembrete poderoso de que o cinema também pode — e deve — ser um espaço de confronto.

Anos de Ouro do Cinema Italiano: Um Ciclo Imperdível Para Redescobrir Clássicos Que Mudaram o Cinema

De Rossellini a Fellini, de Visconti a Antonioni: um verdadeiro mapa da história do cinema

Nem todos os dias surge uma programação televisiva capaz de funcionar como aula de história do cinema em horário nobre. Entre 3 de Janeiro e 7 de Fevereiro, o TVCine Edition dedica as tardes e noites de sábado ao ciclo Anos de Ouro do Cinema Italiano, reunindo 43 filmes fundamentais que ajudaram a definir a linguagem cinematográfica do século XX — e que continuam a influenciar realizadores até hoje.

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Não se trata apenas de revisitar clássicos consagrados. Este ciclo funciona como um percurso coerente através de décadas de cinema italiano, desde o neorrealismo do pós-guerra até ao cinema moderno, político e existencial das décadas seguintes. É uma oportunidade rara de ver — ou rever — obras que resistem ao tempo e que continuam surpreendentemente actuais.

O neorrealismo como ponto de partida

O ciclo arranca com força máxima, mergulhando directamente no neorrealismo italiano, um movimento que nasceu das ruínas da Segunda Guerra Mundial e mudou para sempre a forma de filmar a realidade. Filmes como Roma, Cidade AbertaPaisà ou Ladrões de Bicicletas mostram um cinema cru, humano e profundamente político, filmado nas ruas, com actores não profissionais e histórias centradas na sobrevivência, na dignidade e na solidariedade.

Roberto Rossellini e Vittorio De Sica surgem aqui como pilares absolutos de um cinema que recusou o espectáculo fácil para olhar de frente a pobreza, a opressão e as contradições de um país em reconstrução.

Fellini, Antonioni e o cinema da inquietação

À medida que o ciclo avança, o olhar italiano afasta-se da urgência social imediata e vira-se para o interior das personagens. Federico Fellini entra em cena com Os InúteisA Doce Vida e , filmes que exploram o vazio existencial, a crise criativa e a decadência moral com uma mistura inconfundível de realismo, fantasia e autobiografia.

Michelangelo Antonioni aprofunda ainda mais essa introspecção com obras como A AventuraA NoiteO Eclipse e O Deserto Vermelho, onde o silêncio, a arquitectura e os espaços vazios dizem tanto como os diálogos. São filmes exigentes, mas recompensadores, que transformaram o cinema moderno.

Visconti, Bertolucci e a política do desejo

O ciclo não ignora o cinema abertamente político e histórico. Luchino Visconti surge com obras que cruzam decadência aristocrática, luta de classes e desejo reprimido, enquanto Bernardo Bertolucci assina títulos como Antes da Revolução e O Conformista, verdadeiros retratos de uma Itália dividida entre ideologia, moral e conveniência.

Aqui, o cinema italiano afirma-se como espaço de debate político, reflexão histórica e questionamento profundo das estruturas de poder.

Dos anos 70 ao virar do século

O percurso estende-se até décadas mais recentes, com realizadores como Nanni Moretti, que fecha o ciclo com Abril e O Quarto do Filho, dois filmes onde o íntimo e o político se cruzam de forma subtil e profundamente humana. É uma prova clara de que o cinema italiano nunca deixou de se reinventar, mantendo uma forte ligação à realidade social e emocional do país.

Um ciclo para ver com tempo — e atenção

Mais do que uma maratona, Anos de Ouro do Cinema Italiano pede tempo, curiosidade e disponibilidade. Não é programação de consumo rápido. É cinema para ver, pensar e, muitas vezes, discutir depois. Um verdadeiro serviço público cinéfilo, raro na televisão generalista.

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📅 Anos de Ouro do Cinema Italiano — Destaques do Ciclo

(Todos os sábados, de 3 de Janeiro a 7 de Fevereiro, no TVCine Edition)

Neorrealismo e Pós-Guerra

  • Roma, Cidade Aberta (1945) – Roberto Rossellini
  • Paisà (1946) – Roberto Rossellini
  • Ladrões de Bicicletas (1948) – Vittorio De Sica
  • Alemanha, Ano Zero (1948) – Roberto Rossellini
  • A Terra Treme (1948) – Luchino Visconti

Os Mestres

  • Os Inúteis (1953) – Federico Fellini
  • A Doce Vida (1960) – Federico Fellini
  •  (1963) – Federico Fellini
  • A Aventura (1960) – Michelangelo Antonioni
  • A Noite (1961) – Michelangelo Antonioni
  • O Eclipse (1962) – Michelangelo Antonioni

Cinema Político e Moderno

  • Antes da Revolução (1964) – Bernardo Bertolucci
  • O Conformista (1970) – Bernardo Bertolucci
  • Violência e Paixão (1974) – Luchino Visconti

Encerramento do Ciclo

  • Abril (1998) – Nanni Moretti
  • O Quarto do Filho (2001) – Nanni Moretti

(Programação completa inclui 43 filmes e pode variar)

Populares, Poderosas… e Mázinhas: Mean Girls Chega à TV na Primeira Noite do Ano

O clássico adolescente regressa em versão musical, com novas canções e velhas rivalidades

Há filmes que definem gerações — e Mean Girls é, sem dúvida, um deles. Agora, vinte anos depois do original que se tornou fenómeno cultural, a história regressa numa nova versão musical, pronta para conquistar uma nova geração de espectadores. Mean Girls estreia na televisão portuguesa no dia 1 de Janeiro, às 21h30, numa noite perfeita para começar o ano com humor, música e alguma maldade bem coreografada.

Esta nova adaptação parte do musical da Broadway, que por sua vez nasceu do filme de 2004 escrito por Tina Fey, mantendo o espírito mordaz que sempre caracterizou a história, mas acrescentando-lhe números musicais e uma energia renovada.

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Cady Heron entra na selva social do liceu

A protagonista é Cady Heron, uma adolescente que passou grande parte da infância fora dos Estados Unidos, longe do sistema escolar tradicional. Ao chegar a um liceu americano, depara-se com um microcosmo feroz, dominado por hierarquias sociais rígidas, aparências cuidadosamente construídas e jogos de poder dignos de uma corte real.

Rapidamente, Cady chama a atenção das Plásticas — o grupo de raparigas mais populares da escola. Bonitas, influentes e temidas, as Plásticas são lideradas por Regina George, a indiscutível “rainha” do liceu. O problema surge quando Cady se apaixona por Aaron Samuels, o ex-namorado de Regina. A partir desse momento, o equilíbrio frágil do grupo começa a ruir.

Popularidade: um jogo com custos elevados

Incentivada por novas amizades, Cady aceita infiltrar-se no grupo das Plásticas com o objectivo de derrubar Regina. Mas aquilo que começa como uma missão quase ingénua transforma-se rapidamente numa espiral de rivalidades, traições e perda de identidade.

À medida que o estatuto social aumenta, Cady começa a afastar-se da pessoa que era. O filme acompanha essa transformação com ironia e humor, mostrando como o desejo de pertença pode facilmente tornar-se uma armadilha. Mean Girls continua a ser, acima de tudo, uma sátira afiada sobre adolescência, poder e a crueldade subtil — e nem sempre tão subtil — das relações sociais.

Um musical que respeita o legado

Realizado por Samantha Jayne e Arturo Perez Jr., este Mean Girls assume sem pudor a sua natureza musical. As canções ajudam a amplificar emoções, conflitos e exageros típicos do universo adolescente, sem perder o tom irreverente que tornou a história tão memorável.

Tina Fey regressa ao projecto, não só como argumentista, mas também em frente às câmaras, no papel da professora de matemática Ms. Norbury. O elenco jovem dá nova vida às personagens icónicas, com Angourie Rice como Cady Heron e Renée Rapp como uma Regina George carismática, dominante e deliciosamente cruel. Destacam-se ainda Auliʻi Cravalho e Christopher Briney, que completam um conjunto afinado e energético.

Uma história que continua actual

Apesar de ter mudado de formato, Mean Girls continua surpreendentemente актуado. As dinâmicas de exclusão, a obsessão com estatuto e a pressão para corresponder a expectativas sociais permanecem tão relevantes hoje como há duas décadas — talvez até mais, numa era dominada pelas redes sociais.

Este regresso em versão musical não tenta substituir o original, mas dialogar com ele, oferecendo uma leitura contemporânea que mantém o humor ácido e a crítica social intactos.

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A forma perfeita de começar o ano

Leve, divertida e com uma boa dose de ironia, Mean Girls é uma escolha certeira para a primeira noite do ano. Uma comédia que diverte, canta e, pelo caminho, lembra que nem sempre ser popular é sinónimo de ser feliz.

Quando a Loucura Encontra Ritmo: Joker – Loucura a Dois  Estreia na Televisão Portuguesa

Um regresso perturbador ao universo de Arthur Fleck, agora em dueto

Depois de ter marcado profundamente o cinema contemporâneo em 2019, Joker regressa com um novo capítulo tão inesperado quanto provocador. Joker – Loucura a Dois chega à televisão portuguesa no dia 2 de Janeiro, às 21h30, trazendo de volta Joaquin Phoenix ao papel de Arthur Fleck e juntando-lhe uma parceira que muda radicalmente o tom da narrativa: Lady Gaga. O resultado é um filme inquietante, estranho e assumidamente ousado, que aprofunda o delírio emocional do anti-herói mais desconfortável da DC  .

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Arkham, julgamento e uma identidade em fratura

A história retoma os acontecimentos que abalaram Gotham. Arthur Fleck encontra-se agora internado no hospital psiquiátrico de Arkham, à espera de julgamento pelos crimes cometidos enquanto Joker. Preso entre a figura pública que se tornou símbolo de caos e a fragilidade psicológica que sempre o definiu, Arthur vive num limbo identitário, incapaz de separar o homem do mito.

É neste espaço de contenção e ruína mental que conhece Harleen Quinzel, também ela internada. Interpretada por Lady Gaga, esta nova versão da futura Harley Quinn afasta-se do estereótipo da cúmplice caricatural para se afirmar como espelho e catalisador da loucura de Arthur. A ligação entre ambos rapidamente ultrapassa os limites da empatia, transformando-se numa relação obsessiva, intensa e profundamente desequilibrada.

Folie à deux: quando o delírio se canta

O subtítulo original do filme remete directamente para o conceito psiquiátrico de folie à deux, um transtorno raro em que duas pessoas partilham o mesmo delírio. Esse conceito é o verdadeiro motor narrativo de Loucura a Dois. Arthur e Harleen constroem uma realidade paralela onde o sofrimento, a violência e o amor se expressam através da música, num registo que cruza musical, drama psicológico e romance doentio.

As sequências musicais não funcionam como alívio, mas como extensão do colapso emocional das personagens. São fantasias encenadas, números que existem apenas na mente dos protagonistas, reforçando a ideia de que o espectáculo nasce do desequilíbrio e não do entretenimento fácil.

Continuidade autoral e risco criativo

O filme volta a ser realizado por Todd Phillips, que assina o argumento em conjunto com Scott Silver. A abordagem mantém o tom sombrio e opressivo do primeiro filme, mas arrisca ao introduzir uma estrutura menos convencional, recusando repetir a fórmula que garantiu sucesso ao original.

Essa ousadia foi amplamente debatida aquando da estreia em festivais, onde o filme dividiu opiniões, mas confirmou uma coisa: Joker – Loucura a Dois não existe para agradar a todos. Existe para incomodar, questionar e levar mais longe a desconstrução de uma figura icónica.

Um elenco de peso e um universo em expansão

Além de Phoenix e Gaga, o filme conta com um elenco de luxo que inclui Zazie BeetzCatherine KeenerKen LeungBrendan Gleeson e Steve Coogan. O conjunto reforça a densidade dramática de um filme que continua a explorar Gotham como espaço mental antes de ser cidade.

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Uma noite para espectadores sem medo

Joker – Loucura a Dois não é uma sequela tradicional, nem um musical clássico, nem um thriller convencional. É um objecto estranho, híbrido e provocador, que convida o espectador a entrar num dueto onde amor e loucura dançam sem rede. Um filme para quem prefere ser desafiado em vez de confortado — e uma estreia televisiva que promete dar que falar.

Ano Novo, Filmes Novos: Duas Estreias Portuguesas para Começar 2025 com Cinema

Os Infanticidas e A Vida Luminosa inauguram o ano no TVCine Edition

Começar o ano com cinema português é mais do que uma boa resolução — é quase um acto de resistência cultural. No dia 1 de Janeiro, o TVCine Edition aposta forte no novo cinema nacional com a exibição de dois filmes portugueses recentes, assinados por dois realizadores que se estreiam na longa-metragem. Os Infanticidas e A Vida Luminosa formam a dupla Ano Novo, Filmes Novos, uma proposta que convida o espectador a reflectir sobre crescimento, identidade e o momento delicado em que deixamos de ser jovens… mesmo que ainda não saibamos bem o que é ser adulto.

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A sessão arranca às 18h30, prolongando-se pela noite dentro, numa programação que dá palco a duas obras muito diferentes no tom, mas unidas por um olhar atento às inquietações de uma geração em suspenso.

Os Infanticidas: crescer assusta mais do que parece

Primeira longa-metragem de Manuel Pureza, Os Infanticidas parte de uma promessa tão absurda quanto reveladora: dois amigos juram que, se um dia crescerem, acabam com a própria vida. A frase pode soar a bravata juvenil, mas funciona como ponto de partida para um retrato honesto, irónico e por vezes cruel sobre o fim da juventude.

Entre o pacto feito na adolescência e a chegada inevitável aos 30 anos, surgem os medos, as expectativas falhadas, os sonhos adiados e a constante sensação de que ninguém nos explicou realmente como se faz para ser adulto. O filme observa essa travessia com humor seco e uma melancolia muito portuguesa, lembrando que “somos todos heróis à meia-noite, mas cobardes às 9 da manhã”.

Sem respostas fáceis, Os Infanticidas questiona se crescer é sinónimo de compromisso ou apenas a continuação de um jogo em que fingimos saber o que estamos a fazer. Uma estreia segura e surpreendentemente madura para um realizador vindo do universo da comédia televisiva.

A Vida Luminosa: quando a vida começa a andar para a frente

Exibido às 19h55A Vida Luminosa acompanha Nicolau, um jovem de 24 anos preso entre o passado e um futuro que não consegue imaginar. Vive em casa dos pais, sonha ser músico, sobrevive com biscates e mantém-se emocionalmente refém de uma relação que terminou. Lisboa surge aqui não como postal turístico, mas como cenário íntimo de uma deriva silenciosa.

A mudança acontece quando Nicolau percebe que não está sozinho na insatisfação: também a mãe carrega frustrações e sonhos adiados. Esse choque não o paralisa — empurra-o para a frente. Um emprego numa papelaria, uma casa partilhada e novos encontros fazem com que a vida, lentamente, volte a mover-se.

Com um tom delicado e observacional, o filme constrói um retrato sensível sobre amadurecer sem dramatismos excessivos, mostrando que crescer nem sempre é cair — às vezes é simplesmente avançar, mesmo sem saber bem para onde.

Duas estreias, um mesmo retrato geracional

Apesar das diferenças de estilo, Os Infanticidas e A Vida Luminosa dialogam entre si. Ambos olham para personagens em transição, suspensas entre aquilo que imaginaram ser e aquilo que a vida lhes permite ser. São filmes sobre o medo de falhar, sobre a dificuldade em largar versões antigas de nós próprios e sobre o lento — e por vezes doloroso — processo de assumir escolhas.

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Para quem procura começar o ano longe dos blockbusters previsíveis, esta dupla é um excelente convite a pensar, sentir e reconhecer no ecrã pedaços muito familiares da vida real.

Império da extravagância: Babylon celebra e destrói o sonho de Hollywood no TVCine Top

O épico excessivo de Damien Chazelle chega à televisão portuguesa

A Hollywood dos excessos, das ambições desmedidas e da glória efémera invade o pequeno ecrã no domingo, 28 de Dezembro, às 22h05, com a exibição de Babylon no TVCine Top e no TVCine+. Realizado por Damien Chazelle, o filme propõe uma viagem vertiginosa à era dourada do cinema americano, num retrato simultaneamente apaixonado e impiedoso de uma indústria em permanente combustão.  

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Ambientado nos anos 1920, num período de profunda transformação tecnológica e cultural, Babylon acompanha a transição dos filmes mudos para o cinema sonoro, um momento que redefiniu carreiras, destruiu ídolos e deu origem a novos mitos. É nesse caos criativo que o filme constrói a sua narrativa, cruzando várias personagens que tentam sobreviver — ou dominar — um sistema que tanto glorifica como devora.

Ascensão, queda e demónios pessoais

No centro da história está Manny Torres, um jovem latino ambicioso e determinado que acredita cegamente no sonho de Hollywood. Ao seu redor orbitam figuras maiores do que a vida: Nellie LaRoy, uma estrela em ascensão cujo talento bruto e comportamento imprevisível a tornam simultaneamente irresistível e autodestrutiva; e Jack Conrad, um ícone do cinema mudo que vê o seu estatuto ameaçado pela chegada do som e pela mudança dos gostos do público.

À medida que a indústria se transforma, cada uma destas personagens enfrenta os seus próprios demónios: festas descontroladas, dependências, rivalidades ferozes e uma luta constante por relevância. Chazelle não suaviza nada. Pelo contrário, mergulha de cabeça na decadência, no excesso e na violência simbólica de um sistema que cria estrelas com a mesma rapidez com que as descarta.

Um espectáculo sem pudor nem contenção

Escrito e realizado por Damien Chazelle, vencedor do Óscar de Melhor Realizador por La La LandBabylon assume-se como o seu projecto mais desmesurado. É um filme que recusa a moderação, apostando numa encenação frenética, num ritmo avassalador e numa mise-en-scène que transforma o excesso em linguagem cinematográfica.

O elenco acompanha essa ambição. Brad Pitt e Margot Robbie lideram um conjunto de luxo que inclui Diego Calva, Tobey Maguire, Olivia Wilde e Jean Smart, todos entregues a personagens maiores do que a vida, presas num turbilhão de vícios, desejos e ilusões.

Música, caos e memória do cinema

Um dos elementos mais celebrados do filme é a banda sonora de Justin Hurwitz, que valeu a Babylon o Globo de Ouro de Melhor Banda Sonora Original. A música funciona como motor emocional do filme, amplificando o frenesim das festas, a euforia do sucesso e a melancolia inevitável da queda.

Mais do que um retrato histórico, Babylon é também uma reflexão sobre o próprio cinema: a sua capacidade de fascinar, de destruir e de se reinventar. Chazelle filma Hollywood como um organismo vivo, belo e cruel, onde a arte nasce muitas vezes do caos e da dor.

Um domingo de cinema sem concessões

Frenético, sumptuoso e carregado de humor negro, Babylon é um filme que divide, provoca e desafia o espectador. Não procura agradar a todos, nem romantizar o passado. Prefere expor as contradições de uma indústria construída sobre sonhos — e ruínas.

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No dia 28 de Dezembro, às 22h05, o TVCine Top convida a entrar neste império da extravagância. Uma experiência cinematográfica intensa, excessiva e impossível de ignorar

Bailarina com dentes afiados: Abigail chega ao TVCine Top para uma noite de terror sem regras

Um rapto, uma mansão isolada… e uma vampira inesperada

O terror toma conta do serão de sábado, 27 de Dezembro, às 21h30, com a estreia televisiva de Abigail no TVCine Tope no TVCine+. Assinado pelo colectivo Radio Silence, o filme promete uma combinação explosiva de terror sangrento, humor negro e reviravoltas constantes — tudo concentrado numa única noite passada dentro de uma mansão isolada.  

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A premissa parece simples: um grupo de criminosos rapta uma bailarina de 12 anos, filha de um poderoso líder do submundo, e mantém-na sob vigilância durante 24 horas para exigir um resgate de 50 milhões de dólares. O plano é claro, metódico e, aparentemente, infalível. O problema é que Abigail não é uma criança indefesa.

Quando os raptores se tornam presas

À medida que a noite avança, a tensão cresce e a realidade começa a desfazer-se. A jovem revela a sua verdadeira natureza: é uma vampira ancestral, dotada de força sobre-humana, astúcia letal e um gosto particular por virar o jogo contra quem a subestima. O que deveria ser um sequestro rápido transforma-se numa luta claustrofóbica pela sobrevivência, onde os criminosos passam a ser caçados dentro da própria mansão.

O cenário fechado amplifica o terror, criando uma atmosfera opressiva onde cada divisão pode esconder uma armadilha e cada erro pode ser fatal. Abigail assume-se como um jogo cruel de gato e rato, pontuado por violência gráfica e surpresas constantes, recusando seguir o caminho previsível do género.

Radio Silence volta a subverter o terror

A realização está a cargo de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, dupla integrante do colectivo Radio Silence, responsável por filmes como Ready or Not – O Ritual e Gritos. Tal como nesses títulos, a abordagem é irreverente, energética e consciente das regras do terror — apenas para as quebrar quando convém.

Inspirado livremente em A Filha de DráculaAbigail moderniza o mito do vampiro com uma estética contemporânea, humor mordaz e uma violência estilizada que não pede desculpa.

Uma protagonista entre a inocência e a ferocidade

No centro do filme está a jovem Alisha Weir, que assume o papel de Abigail com uma performance surpreendentemente versátil. A actriz alterna entre a aparência frágil de uma criança em perigo e a ferocidade absoluta de uma criatura ancestral, tornando a personagem simultaneamente perturbadora e fascinante.

Essa ambiguidade é uma das grandes forças do filme: Abigail não é apenas uma ameaça física, mas um símbolo da arrogância dos adultos que acreditam controlar tudo — até perceberem que escolheram a vítima errada.

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error para fechar o ano em grande

Entre sangue, humor negro e criatividade visual, Abigail afirma-se como um filme de vampiros moderno, consciente do seu lado absurdo e disposto a levá-lo até às últimas consequências. Uma escolha perfeita para quem procura algo diferente do terror tradicional e não se importa de terminar o ano com dentes afiados e gargalhadas nervosas.

No dia 27 de Dezembro, às 21h30, a mansão abre as portas no TVCine Top. Entrar é fácil. Sair… já não tanto 🩸🎬

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