“Sem Tempo” — Quando o Tempo se Torna Dinheiro

Um futuro onde o relógio dita a vida

Num futuro não muito distante, o dinheiro deixou de ser a medida de valor. Em Sem Tempo (In Time, 2011), Andrew Niccol, o realizador de Gattaca e argumentista de The Truman Show, imagina uma sociedade onde o tempo de vida é literalmente a moeda corrente. Cada pessoa tem um contador luminoso no antebraço que indica quanto tempo lhe resta. Trabalhar dá tempo; gastar, custa tempo. E quando o relógio chega a zero, o coração pára.

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A ideia é tão simples quanto perturbadora: as desigualdades sociais deixaram de se medir em riqueza, mas em segundos. Os ricos vivem séculos, praticamente imortais; os pobres lutam dia após dia por mais umas horas de existência.

É neste mundo de injustiça programada que conhecemos Will Salas (Justin Timberlake), um jovem operário da zona pobre que, por acaso do destino, recebe uma fortuna em tempo. A sua nova riqueza transforma-o num alvo — e num fugitivo. Ao lado de Sylvia Weis (Amanda Seyfried), filha de um magnata que controla as “bancas do tempo”, Will decide desafiar o sistema e devolver os minutos roubados aos que vivem condenados à pressa.

Entre a ficção científica e a crítica social

Andrew Niccol constrói uma parábola moral de precisão quase matemática. O conceito do tempo como moeda é uma metáfora poderosa para o capitalismo extremo, onde cada segundo tem preço e a vida humana se transforma num bem transacionável. A estética do filme — fria, limpa, sem excessos — reforça essa sensação de artificialidade e controlo.

Sem Tempo é um daqueles filmes em que a ficção científica serve de espelho à realidade. O contraste entre os distritos miseráveis de Dayton e as luxuosas “zonas temporais” dos mais abastados lembra uma versão futurista de Metrópolis com estética retro-futurista, onde carros clássicos deslizam por ruas impecáveis enquanto, nas sombras, as massas lutam por respirar.

Performances e energia

Justin Timberlake, num dos papéis mais sérios da sua carreira, surpreende ao equilibrar vulnerabilidade e revolta. Amanda Seyfried é o contraponto ideal — fria e ingénua no início, cúmplice e ousada à medida que o filme acelera. E Cillian Murphy, como o impiedoso “guarda do tempo”, empresta à narrativa a tensão necessária para manter o público colado ao ecrã.

O ritmo do filme é constante, quase como o tique-taque de um relógio. Niccol filma perseguições elegantes, diálogos curtos e olhares carregados de urgência. Há um charme particular em ver a ficção científica tratada com esta clareza moral: aqui, a ação e a ideia correm lado a lado, sem que nenhuma se perca no caminho.

Um filme que nos deixa a pensar

Apesar de algumas críticas que apontaram falhas no desenvolvimento do enredo, Sem Tempo mantém um encanto próprio. A sua força não está na complexidade do argumento, mas na simplicidade da metáfora — e na forma como esta ressoa em tempos de desigualdade crescente. Num mundo onde a expressão “tempo é dinheiro” nunca foi tão literal, Niccol lembra-nos que o tempo, mais do que uma moeda, é o que nos torna humanos.

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O resultado é um filme elegante e provocador, que mistura ação, romance e filosofia numa só corrida contra o inevitável. Ao final, o espectador fica com a sensação de ter desperdiçado nada — apenas de ter gasto quase duas horas da melhor forma possível: a pensar no valor do próprio tempo.

Marque na sua agenda para quinta-feira 13 de Novembro às 22:30 no canal Cinemundo.

Crise na BBC: Direção Demite-se Após Escândalo Envolvendo Reportagem Sobre Donald Trump

A saída de Tim Davie e Deborah Turness mergulha a BBC na maior polémica dos últimos anos, após acusações de manipulação numa reportagem sobre o discurso de Trump.

A BBC vive um dos seus momentos mais conturbados em décadas. O diretor-geral da estação pública britânica, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, apresentaram as suas demissões este domingo, na sequência de uma polémica reportagem que visava o então presidente norte-americano, Donald Trump.

O caso teve origem num episódio do programa de investigação Panorama, transmitido em outubro de 2024, que analisava o impacto político de Trump nas vésperas das eleições presidenciais norte-americanas. A peça foi acusada de apresentar de forma enganosa um discurso do ex-presidente, datado de 6 de janeiro de 2021 — o mesmo dia em que o Capitólio foi invadido por centenas de apoiantes trumpistas.

Segundo o jornal The Daily Telegraph, a BBC terá editado excertos do discurso, misturando frases distintas e insinuando que Trump teria instigado os seus apoiantes a “lutar como demónios” ao marchar para o Capitólio. Contudo, o contexto original das declarações mostrava que o ex-presidente se referia a “encorajar os corajosos senadores e representantes no Congresso”. A confusão gerou um escândalo mediático de grandes proporções, com acusações de manipulação e enviesamento político.

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Pressão política e demissões em cadeia

O presidente da BBC, Samir Shah, descreveu a situação como “um dia triste para a BBC”, elogiando Davie como “um excelente diretor-geral nos últimos cinco anos”. Ainda assim, admitiu que a pressão pública e política tornou insustentável a sua permanência.

Em mensagem interna aos colaboradores, Tim Davie reconheceu que “erros foram cometidos” e que “o debate atual em torno da informação da BBC contribuiu para esta decisão”. Já Deborah Turness, na carta que acompanhou a sua demissão, afirmou que a controvérsia atingiu um ponto que “prejudica a integridade e reputação da BBC News”.

A ministra britânica da Cultura, Lisa Nandy, classificou o caso como “extremamente grave” e anunciou que Samir Shah será ouvido por uma comissão parlamentar. Em declarações à BBC News, Nandy foi além do caso específico, afirmando que “a BBC enfrenta uma série de alegações muito sérias, incluindo o risco de preconceito sistémico nas suas decisões editoriais”.

Acusações da Casa Branca e novo caso Ofcom

A polémica não se ficou pelo Reino Unido. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, reagiu duramente às revelações, considerando tratar-se de uma montagem “deliberadamente desonesta” e de “informações 100% falsas”. O episódio volta a alimentar a narrativa de Donald Trump de que os grandes meios de comunicação internacionais “têm uma agenda contra ele”.

Este escândalo surge semanas depois de a Ofcom, o regulador britânico dos meios de comunicação, ter censurado a BBC por outra reportagem — desta vez sobre Gaza —, na qual o narrador era filho de um dirigente do Hamas, facto que não foi revelado aos espectadores. A Ofcom considerou o caso uma “violação das regras de difusão” e uma “fonte substancial de engano”.

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O futuro da BBC em xeque

As demissões de Davie e Turness representam um duro golpe para a credibilidade da estação pública britânica, num momento em que enfrenta concorrência feroz de plataformas digitais e críticas de parcialidade vindas tanto da direita como da esquerda.

A sucessão na liderança promete ser complexa. Internamente, há vozes que pedem uma reforma profunda das práticas editoriais; externamente, há quem veja esta crise como mais um episódio da longa batalha pela independência e neutralidade do serviço público britânico.

Uma coisa é certa: a BBC, instituição centenária e símbolo do jornalismo imparcial, entra agora numa nova era de escrutínio — talvez a mais exigente da sua história recente.

Conflito Entre YouTube TV e Disney Aquece: ESPN Fora do Ar e Troca de Acusações Pública

A guerra entre gigantes do streaming chegou ao auge: Disney acusa o YouTube TV de recusar um acordo justo, enquanto a plataforma denuncia as “táticas antigas” da Disney para manipular a opinião pública.

O conflito entre Disney e YouTube TV — que começou como uma disputa contratual — transformou-se agora num dos maiores embates do ano no mundo do streaming. Milhões de utilizadores norte-americanos perderam o acesso aos canais da ESPN e da ABC, afetando transmissões da NFL, do College Football e até o popular College GameDay.

Na sexta-feira, a situação escalou quando um memorando interno da Disney, enviado aos funcionários, foi divulgado publicamente, levando o YouTube TV a responder de imediato com um comunicado contundente.

📺 O que está em causa

Segundo a Disney, as negociações começaram “com uma proposta que reduziria custos em relação ao contrato anterior”, permitindo ao YouTube TV “passar essa poupança aos clientes”. O grupo também afirmou ter oferecido novos pacotes personalizados, adaptados a diferentes perfis de público — desporto, entretenimento, famílias e crianças.

O memorando, assinado pelos copresidentes da Disney Entertainment Dana Walden e Alan Bergman, e pelo presidente da ESPN Jimmy Pitaro, sublinha que a empresa tem sido “flexível e justa”, e acusa o YouTube TV de exigir “termos preferenciais abaixo do valor de mercado”.

“O YouTube TV age como se fosse o único jogador em campo”, escreveu a direção da Disney. “Não podemos permitir que ninguém subverta a nossa capacidade de investir no melhor talento e conteúdo.”

💥 A resposta do YouTube TV

A réplica não tardou. Num comunicado divulgado via o jornalista Andrew Marchand, do The Athletic, o YouTube TV acusou a Disney de recorrer às “velhas táticas”, incluindo vazamentos propositados para a imprensa e negociações em praça pública através das suas figuras mediáticas.

“Mais uma vez, a Disney recorre a métodos antiquados, deturpando factos e tentando manipular o público”, afirmou a plataforma. “A nossa equipa está pronta para chegar a um acordo justo, em linha com o que outros distribuidores já aceitaram. A Disney precisa de regressar à mesa e fazer o que é melhor para os nossos clientes comuns.”

Fontes próximas das negociações indicam que nenhum acordo está próximo, o que significa que os assinantes da plataforma continuarão sem acesso à ESPN durante os jogos decisivos da época desportiva.

🏈 Um “apagão” em plena época alta

O impacto é significativo. O Monday Night Football e os jogos de topo da NCAA deixaram de estar disponíveis no YouTube TV, gerando revolta entre os fãs. Para mitigar a situação, o comentador Pat McAfee anunciou que transmitirá o College GameDay em direto através da rede X (antigo Twitter), oferecendo um alívio temporário para os adeptos.

Entretanto, os clientes da plataforma expressam frustração nas redes, muitos ameaçando mudar para serviços concorrentes como Hulu Live TV ou FuboTV, que mantêm os canais da ESPN.

🔮 O que pode acontecer a seguir

Analistas do setor consideram que este conflito reflete a nova tensão entre criadores de conteúdo e distribuidores digitais, com ambos os lados a tentar impor modelos de negócio mais lucrativos.

Nos bastidores, há quem diga que a Disney pretende usar este impasse para reforçar o seu próprio serviço, o ESPN+, enquanto o YouTube TV insiste em controlar custos para manter o preço do pacote base competitivo.

Por agora, o resultado é um clássico jogo de poder à americana — e o público, como sempre, é quem mais perde.

As 18 Mentiras de Trump no 60 Minutes: CBS Paga para Reconciliar-se com o Ex-Presidente, que Transforma o Regresso num Festival de Falsidades

Depois de um acordo milionário entre a CBS e a equipa de Donald Trump, o ex-presidente voltou ontem ao 60 Minutes— e respondeu com 90 minutos de distorções, números inventados e ataques às instituições. Hoje, a imprensa independente contabiliza pelo menos 18 mentiras ditas em direto.

60 Minutes voltou ontem a receber Donald Trump, quatro anos depois do confronto tenso com Lesley Stahl, que terminou com o então presidente a abandonar a entrevista a meio. Desta vez, porém, o ambiente foi bem diferente — e não por acaso.

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Em 2024, a CBS celebrou um acordo judicial confidencial com a equipa de Trump, resolvendo um processo movido pelo ex-presidente que acusava o canal de difusão enganosa e “corte manipulativo” da sua entrevista de 2020. O settlement, segundo fontes citadas por vários meios americanos, envolveu uma compensação financeira substancial e o compromisso da CBS em conceder uma nova entrevista “sem interferências editoriais”.

Ontem à noite, essa entrevista foi finalmente para o ar — e o resultado foi, no mínimo, paradoxal: o programa histórico de jornalismo de investigação converteu-se num palco de desinformação televisiva, com Trump a repetir pelo menos 18 afirmações falsas ou enganosas, segundo as análises publicadas esta manhã por CNN, BBC, The Guardian, PolitiFact e Associated Press.

O regresso da desinformação em horário nobre

Durante cerca de 90 minutos de conversa (dos quais 28 foram emitidos em antena), Norah O’Donnell tentou manter o tom cordial e seguir o guião de uma entrevista “neutra”. Trump, por sua vez, aproveitou a ocasião para repetir narrativas falsas e teorias conspiratórias já desmentidas há anos.

Logo no arranque, afirmou que:

  • “A eleição de 2020 foi roubada”, sem apresentar provas;
  • “A inflação desapareceu”, embora os dados oficiais mostrem uma taxa homóloga de 3%;
  • “Os preços das compras estão a descer”, quando o índice de preços dos alimentos subiu 2,7% no último ano;
  • e que “17 biliões de dólares” estariam a ser investidos nos EUA, o dobro do número publicado pela própria Casa Branca.

Em poucas frases, Trump conseguiu distorcer a economia, a política externa e a história recente — e fez tudo isso sem interrupções significativas.

O momento mais surreal: “Cada barco abatido mata 25 mil americanos”

Entre as pérolas mais notórias, o ex-presidente declarou que cada barco de tráfico de droga destruído pelo exército norte-americano equivalia a “25 mil mortes americanas”.

CNN Fact Check classificou a frase como “absurda”: em 2024, os EUA registaram 82 mil mortes por overdose, e os barcos visados nas operações não transportavam fentanil (nem são essa a rota habitual). Como resumiu um professor da Johns Hopkins University:

“É como dizer que quatro barcos equivalem a resolver quatro anos de crise de opioides. Não tem qualquer ligação com a realidade.”

Guerras imaginárias e factos reinventados

Trump afirmou também que “acabou com oito guerras” — listando conflitos que nunca existiram, como “Egipto e Etiópia”, ou que continuam ativos, como “Israel e Hamas”.

Outras declarações falsas incluíram:

  • Que “Joe Biden deu 350 mil milhões à Ucrânia” (quando o total auditado é inferior a 100 mil milhões).
  • Que “25 milhões de migrantes” entraram nos EUA sob Biden (o número real é menos de 11 milhões de encontros, muitos com expulsão imediata).
  • Que “os democratas querem 1,5 biliões de dólares para apoiar imigrantes ilegais”, confundindo um pacote orçamental geral com programas de imigração que nem sequer abrangem indocumentados.

Também garantiu que quase “50% dos presidentes” invocaram o Insurrection Act, quando o Brennan Center for Justice confirma que apenas 17 em 45 o fizeram — e que a Presidential Records Act lhe permitiria guardar documentos da Casa Branca, o que é legalmente falso.

A CBS entre a diplomacia e o dano reputacional

A emissão de ontem foi, em teoria, parte de um esforço da CBS para “normalizar relações” com Trump — mas acabou por gerar críticas severas à postura da estação.

Jornalistas e académicos consideraram que a entrevista “decorreu num tom quase deferente”, sem o habitual contraponto incisivo do 60 Minutes, e que o canal “subestimou a capacidade de Trump em usar o palco mediático como megafone político”.

Apesar disso, a CBS publicou a transcrição integral e 73 minutos de vídeo não editado no seu site, num gesto de transparência que procura mitigar a controvérsia. Norah O’Donnell, por sua vez, descreveu o encontro como “intenso, imprevisível e exaustivo”.

A lição do dia seguinte

Hoje, praticamente toda a imprensa independente nos EUA fala da mesma coisa: as 18 mentiras de Trump em horário nobre. Não é apenas uma contagem simbólica — é um retrato do estado atual da política americana, onde o discurso factual disputa espaço com o espetáculo e a retórica.

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A ironia é que, num programa célebre por entrevistas históricas, Trump conseguiu transformar o 60 Minutes num exercício de fact-checking em tempo real — e a CBS, talvez sem querer, num palco de desinformação supervisionada.

Trump Chama Seth Meyers de “Lunático Sem Talento” — e os Comediantes Agradecem o Material

O ex-presidente dos Estados Unidos voltou a atacar o humorista Seth Meyers, desta vez por piadas sobre… catapultas navais. A saga Trump vs. Comediantes ganha mais um episódio, digno de “Saturday Night Live”.

Donald Trump está em plena forma — pelo menos no que toca a insultos nas redes sociais. Desta vez, o alvo é Seth Meyers, apresentador do Late Night da NBC, que ousou gozar com o seu mais recente discurso sobre… catapultas em porta-aviões.

Num longo desabafo publicado na sua rede Truth Social, Trump chamou Meyers de “a pessoa menos talentosa da história da televisão”, acrescentando que ele seria “o pior intérprete, ao vivo ou gravado”.

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O motivo da fúria? Uma sequência de piadas que o comediante fez sobre o fascínio de Trump por catapultas elétricas e a sua promessa de restaurar o uso de catapultas a vapor nos navios da marinha norte-americana.

“Catapultas a vapor para salvar a América”

Durante uma visita às tropas no Japão, Trump afirmou saber “muito sobre estes navios” e prometeu um decreto presidencial para “voltar às catapultas a vapor, porque as elétricas são uma estupidez cara”.

Meyers, naturalmente, não resistiu:

“O homem passa mais tempo a pensar em catapultas do que o Wile E. Coyote!” — brincou o apresentador, numa referência ao personagem dos Looney Tunes.

E foi mais longe, imitando a voz de Trump:

“Nós costumávamos amarrar os nossos soldados aos foguetes, e eles adoravam. Mas depois tudo ficou woke, e disseram que já não se pode amarrar uma pessoa a um foguete. Vamos trazer esses tempos de volta!”

O público riu. Trump, claro, não.

“Um lunático sem talento”

Na sua publicação, o ex-presidente respondeu sem qualquer sentido de humor:

“Vi o programa pela primeira vez em anos, e o tipo é um lunático verdadeiramente perturbado. Por que é que a NBC desperdiça dinheiro num tipo destes?”

Trump acrescentou ainda que Meyers “não tem talento”, “não tem audiências” e é “100% anti-Trump, o que provavelmente é ilegal” — uma observação que, ironicamente, gerou ainda mais gargalhadas entre os comediantes americanos.

A eterna guerra com os “late nights”

Esta não é a primeira vez que Trump entra em guerra com o mundo da comédia televisiva. Em Agosto, já tinha atacado Meyers depois de saber que a NBC renovara o contrato do apresentador, chamando-lhe “criança insegura com a personalidade de uma almofada molhada”.

Mas Seth Meyers não está sozinho. A lista de humoristas que fazem de Trump o seu tema favorito inclui Jimmy Kimmel, Stephen Colbert, Jon Stewart e John Oliver, todos alvos recorrentes da fúria presidencial.

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E, de certa forma, Trump parece estar a cumprir o seu papel — porque, tal como os melhores punchlines, ele nunca desilude em entregar material.

Episódio seguinte: “A Vingança das Catapultas”?

Entre insultos e promessas absurdas de política naval, a saga Comediantes vs. Trump continua a ser uma das séries mais duradouras da televisão americana — com novos capítulos semanais, transmitidos em direto e, claro, sem qualquer sinal de fim à vista.

Acordo em Ruptura: Disney Retira Canais da YouTube TV e Deixa Milhões sem ABC nem ESPN

As negociações entre os gigantes Disney e Google colapsaram — e os espectadores americanos perderam acesso a canais como ABC, ESPN, FX e Nat Geo. O impasse promete abalar o mundo do streaming e da televisão desportiva.

O mundo do entretenimento voltou a mergulhar em turbulência. A Disney decidiu retirar todos os seus canais da YouTube TV depois de falharem as negociações com a Google sobre um novo acordo de distribuição de conteúdos. Resultado? Milhões de subscritores nos Estados Unidos acordaram sem acesso à ABC, ESPN, Disney Channel, FX e Nat Geo.

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A ruptura foi confirmada na noite de quinta-feira, quando a própria YouTube TV anunciou num comunicado que a Disney “cumpriu a ameaça de suspender os seus conteúdos” devido ao impasse nas conversações.

Um apagão que chega em má altura

A interrupção chega num dos fins-de-semana mais movimentados do calendário desportivo norte-americano: há jogos de futebol universitário, NBA, NFL e NHL — todos transmitidos habitualmente pelos canais da Disney, sobretudo a ESPN.

“Sabemos que esta é uma situação frustrante para os nossos subscritores”, declarou a YouTube TV. “Continuamos a apelar à Disney para que colabore de forma construtiva e se chegue a um acordo justo que restaure os seus canais na nossa plataforma.”

Para tentar atenuar o desagrado dos clientes, a YouTube TV prometeu um crédito de 20 dólares a quem ficar sem acesso prolongado aos canais da Disney. O plano base da plataforma custa atualmente 82,99 dólares por mês.

Dois gigantes em rota de colisão

Por detrás do conflito está uma disputa clássica: quem paga quanto, e a quem. A Google acusa a Disney de utilizar “a ameaça de apagão como táctica de negociação”, alegando que isso levaria a preços mais altos para os assinantes.

A Disney respondeu sem rodeios, acusando a empresa de Mountain View de se recusar a pagar “valores justos pelos nossos canais” e de usar o seu poder de mercado “para eliminar a concorrência e distorcer os termos que todos os outros distribuidores aceitaram”.

Com um valor de mercado superior a 3 biliões de dólares, a Google é vista pela Disney como um adversário difícil de dobrar. Ainda assim, a empresa do Mickey afirma estar “comprometida em alcançar uma resolução o mais rapidamente possível”.

Um confronto com sabor estratégico

Este embate não é apenas uma questão de tarifas — é também uma jogada estratégica no tabuleiro do streaming. Ao retirar os seus conteúdos da YouTube TV, a Disney beneficia indiretamente as suas próprias plataformas, como o Hulu + Live TV e o Fubo, que continuam a transmitir os mesmos canais.

Entretanto, a YouTube TV, o maior serviço de televisão via internet nos EUA com mais de 9 milhões de assinantes, enfrenta agora o desafio de manter os utilizadores satisfeitos num mercado cada vez mais competitivo e fragmentado.

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Uma coisa é certa: enquanto os gigantes lutam por números e contratos, são os espectadores que ficam no meio, a olhar para um ecrã vazio onde antes passavam os jogos e as séries do costume.

Tulsa King Sofre Abalo com Saída de 26 Membros da Equipa — Incluindo o Duplo de Sylvester Stallone

As mudanças internas na Paramount continuam a causar ondas em Hollywood. A série de Taylor Sheridan perde elementos-chave — e até o lendário duplo de Stallone — a poucas semanas do início das filmagens da nova temporada.

A poderosa máquina televisiva da Paramount atravessa tempos turbulentos — e o impacto chegou agora a Tulsa King, uma das séries mais populares do estúdio. De acordo com informações exclusivas do Deadline, cerca de 26 membros da equipa técnica foram dispensados antes do início das filmagens da quarta temporada, incluindo Freddie Poole, o duplo e coordenador de acrobacias de Sylvester Stallone.

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O corte faz parte de uma vaga mais ampla de despedimentos e saídas voluntárias que têm afectado vários departamentos da empresa, desde operadores de câmara a profissionais de caracterização, transporte e elenco. Segundo fontes próximas da produção, os trabalhadores tinham sido previamente informados de que os seus cargos estavam garantidos, depois de Tulsa King ter sido renovada para mais duas temporadas — o que tornou o choque ainda maior.

O Duplo de Stallone Fica de Fora

Freddie Poole, nomeado aos Emmy e conhecido por mais de uma década de colaboração com Stallone, foi surpreendido pela decisão poucas semanas antes do início das gravações. Oficialmente, foi-lhe comunicado que a saída se devia a “razões criativas”.

A Paramount terá proposto a Poole um novo cargo como “duplo fotográfico”, mas o veterano acabou por recusar. “Estou neste negócio há 30 anos e nunca vi uma rotatividade assim”, comentou, lamentando o estado actual da indústria.

Poole tem uma longa relação profissional com Stallone, tendo trabalhado em produções como Rambo: Last BloodThe Expendables 3 e Tulsa King, onde era responsável por coordenar as cenas de acção e substituir o actor nas sequências mais arriscadas.

Turbulência na Casa Sheridan

As mudanças em Tulsa King ocorrem num momento particularmente delicado para a Paramount. O criador da série, Taylor Sheridan — também responsável por sucessos como Yellowstone1883 e Mayor of Kingstown — anunciou recentemente que deixará o estúdio quando o seu contrato expirar, tendo já assinado um acordo multimilionário com a NBCUniversal.

A incerteza em torno da direcção criativa da série preocupa os fãs, especialmente porque Tulsa King é uma das apostas mais fortes do estúdio no género criminal televisivo, com Stallone no papel de Dwight “The General” Manfredi, um mafioso que tenta reconstruir a sua vida em Tulsa, Oklahoma, após anos de prisão.

Com as filmagens da nova temporada prestes a começar e parte da equipa técnica afastada, resta saber como estas mudanças irão afectar a produção e o futuro da série.

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Por agora, Tulsa King continua confirmada para uma quarta temporada — mas com menos rostos atrás das câmaras e um clima de incerteza que nem o próprio “Rei de Tulsa” pode controlar.

South Park Ri-se de Si Própria: “A Série Está Horrível Por Causa da Política” — Diz Stan no Episódio Especial de Halloween

O episódio “The Woman in the Hat” mergulha no caos político com Trump, cripto-moedas, fantasmas na Casa Branca e uma boa dose de auto-crítica ao próprio South Park.

O especial de Halloween de South Park trouxe tudo o que os fãs esperam da série… e ainda mais loucura do que o habitual. No episódio “The Woman in the Hat”, transmitido a 31 de Outubro, Stan dá voz a uma queixa que muitos espectadores têm feito nos últimos anos: “South Park está uma seca por causa desta porcaria política toda.”

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A frase, que soou como uma piscadela de olho aos críticos do rumo recente da série, marca o início de uma trama deliciosamente absurda — mesmo para os padrões de South Park. Stan decide criar uma nova cripto-moeda chamada South Park Sucks Coin e envia o primo do Kyle, o insuportável Kyle Schwartz, para pedir a Donald Trump protecção para o seu novo esquema digital.

Trump, Espíritos e Cripto-Caos na Casa Branca

Enquanto isso, Trump — que continua a ser presença regular na temporada — tenta livrar-se de uma entidade que o assombra na Casa Branca: a própria Melania, aqui transformada num fantasma de chapéu misterioso. Para resolver o problema, o ex-presidente recorre à ajuda da procuradora Pam Bondi, que conduz uma sessão espírita digna de um spin-off de terror.

Mas o susto não acaba aí. Outro fantasma a vaguear pelos corredores da Casa Branca é Brendan Carr, antigo presidente da FCC, que aparece disfarçado de múmia depois de “perder a liberdade de expressão” — uma referência irónica a um episódio anterior, onde sofreu um “acidente intencional” durante uma discussão política.

Auto-Paródia e Crítica Social

Com este episódio, os criadores Trey Parker e Matt Stone voltam à sua especialidade: usar o absurdo para satirizar tudo e todos — incluindo eles próprios. A série, que ao longo das últimas temporadas tem mergulhado em temas como as eleições, redes sociais e cultura woke, mostra aqui uma rara auto-consciência sobre a sua própria saturação política.

Ao mesmo tempo, não poupa críticas ao universo das memecoins, ao populismo digital e ao eterno circo mediático em torno de Trump. É South Park a ser South Park: grotesca, provocadora e hilariante.

Uma Temporada Caótica, Mesmo à Moda da Série

O episódio chega após várias alterações no calendário da 28.ª temporada — com adiamentos, mudanças de data e até uma estreia surpresa. Segundo o Comedy Central, a série deverá retomar agora o ritmo quinzenal, com novos episódios a 12 e 26 de Novembro e a 10 de Dezembro.

Na semana anterior, South Park já tinha causado polémica ao mostrar Trump numa relação falhada com Satanás (que, para complicar, está grávida), enquanto Peter Thiel, co-fundador da Palantir, embarcava numa busca pelo Anticristo.

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Se havia dúvidas de que South Park ainda sabe rir-se do mundo — e de si própria —, “The Woman in the Hat” dissipou-as todas. A série pode brincar com política, cultura pop e até com as suas próprias críticas, mas continua a fazer o que sempre fez melhor: transformar o caos moderno em comédia impiedosamente certeira.

Stallone Garante: Este Velho Filme de Ficção Científica Tinha Razão o Tempo Todo

O actor de Tulsa King recorda o clássico de ficção científica dos anos 90 — e diz que o futuro “demasiado educado” do filme está mais perto do que nunca.

Sylvester Stallone é sinónimo de cinema de acção. Mas, entre os seus papéis lendários em Rocky e Rambo, há um filme que o próprio actor considera ter envelhecido melhor do que todos os outros: Demolition Man (1993).

Em entrevista para a série Iconic Characters da revista GQ, Stallone surpreendeu ao escolher o seu thriller de ficção científica dos anos 90 como um dos momentos altos da sua carreira — e um dos poucos filmes que, nas suas palavras, “realmente se mantêm actuais”.

“Acho que foi um grande filme. É um dos poucos que realmente resistem ao tempo. E está quase a acontecer. Há uma certa maneira de estar… chamamos-lhe a ‘gentilização da sociedade’. Era muito contemporâneo. Achei que estava muito bem feito”, explicou o actor.

O futuro era (quase) agora

Demolition Man imagina uma Los Angeles futurista onde o crime praticamente desapareceu — não por causa da polícia, mas porque toda a gente é demasiado educada para cometer delitos. Stallone interpreta John Spartan, um polícia congelado após uma missão falhada que é descongelado décadas depois para capturar Simon Phoenix, o vilão interpretado por Wesley Snipes. A seu lado, Sandra Bullock dá vida à oficial Lenina Huxley, uma mulher fascinada pelos “brutais” anos 90.

O filme foi um sucesso comercial — arrecadou 159 milhões de dólares em bilheteira mundial — e tornou-se um clássico de culto para os fãs de acção e ficção científica. Ainda assim, o actor lembra que as filmagens não foram nada fáceis.

“Não foi um filme fácil de fazer. O argumento passou por várias versões, e eu nem sequer era a primeira escolha — o Steven Seagal foi o primeiro nome em cima da mesa”, revelou Stallone.

Entre perigos reais e ideias visionárias

O actor recordou ainda dois dos momentos mais perigosos da rodagem:

“Os dois duplos mais arriscados que fiz foram aquele com a garra gigante — às vezes o sistema hidráulico falhava, e aquelas garras de metal podiam rasgar-te — e a cena da congelação. Puseram-me num tubo de plexiglas tão espesso que nem com uma marreta se partia. Começaram a encher aquilo com óleo quente, e se demorasse mais de 30 segundos, subia até à boca… e eu não tinha como sair.”

Hoje, Demolition Man é muitas vezes apontado como um filme profético, antecipando fenómenos como a “cancel culture”, a hiper-regulação da linguagem e a crescente aversão ao confronto na sociedade moderna.

Stallone, entre passado e futuro

Actualmente, Stallone continua ativo aos 79 anos, protagonizando a série Tulsa King, da Paramount+, onde interpreta um mafioso de Nova Iorque que tenta reconstruir o império no coração de Oklahoma. Produziu ainda o thriller A Working Man (2025), com Jason Statham, e mantém-se envolvido nos derivados de Creed, como produtor e mentor.

Pode ter deixado o campo de batalha, mas Stallone continua fiel à máxima que o tornou uma lenda: “viver para lutar outra vez”. E talvez Demolition Man — com o seu humor negro e crítica social — tenha sido, afinal, o filme em que o actor viu o futuro chegar primeiro.

Infelizmente em Portugal não encontrámos o filme em nenhum dos serviços de streaming, mas pode ser alugado no YouTube, Amazon Prime e Apple TV

Kimmel desafia Trump para um “teste de QI” com AOC e Jasmine Crockett — televisão a piscar o olho ao game show

No mais recente monólogo do Jimmy Kimmel Live!, Jimmy Kimmel propõe — em tom satírico — um “teste de QI” televisivo com Donald Trump frente-a-frente com as congressistas democratas Alexandria Ocasio-Cortez e Jasmine Crockett. O clipe foi publicado nas páginas oficiais do programa nas redes sociais.  

As punchlines que incendiaram a plateia

Kimmel monta a ideia como espectáculo e salpica-a com one-liners que o vídeo regista de forma inequívoca: chama a Trump “fat Albert Einstein”, precisamente por ele se apresentar, recorrentemente, como “um dos maiores génios de todos os tempos”. Em modo vendedor de prime time, promete ainda que seria “the greatest television show of all time”. E, a picar o calcanhar preferido do ex-presidente, atira: “What’s the thing you love most, above else… above family… that’s right, ratings… they’ll be huge — they will be bigger than the night after you tried to cancel me.”  

O Exterminador Implacável: há 41 anos nascia uma obra-prima da ficção científica — e há 6 anos morria (outra vez)

O primeiro redefiniu o género, o segundo reinventou o cinema de acção e efeitos visuais. Depois disso, veio a decadência de uma marca genial criada por James Cameron e diluída em sequelas que esqueceram o essencial: uma boa história.

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Há precisamente 41 anos, James Cameron apresentou ao mundo O Exterminador Implacável (The Terminator, 1984) — e mudou para sempre a ficção científica.

E há seis anos, com O Exterminador Implacável: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate, 2019), a saga tentava renascer das cinzas… apenas para confirmar o que muitos já sabiam: o que Cameron criou com mestria foi depois explorado até à exaustão.

💥 O início: o verdadeiro Sci-Fi

O primeiro Exterminador Implacável era um filme pequeno, quase independente, feito com apenas 6,4 milhões de dólares.

Mas o que Cameron fez com tão pouco dinheiro foi revolucionário.

A história — uma mistura de terror, suspense e ficção científica — era, na verdade, uma tragédia humana sobre amor, destino e sobrevivência.

Sarah Connor (Linda Hamilton) começa como uma simples empregada de mesa e termina como o símbolo da resistência humana.

O T-800 (Arnold Schwarzenegger) é a ameaça imparável que se tornou mito.

Mais do que um cyborg assassino, era uma reflexão sobre o medo do futuro e da tecnologia — e sobre o que significa ser humano.

Cameron transformou a ficção científica numa narrativa emocional e acessível. O filme fez 78 milhões de dólares em bilheteira, doze vezes o orçamento. E, acima de tudo, provou que a inteligência narrativa pode vencer o dinheiro e os efeitos especiais.

🤖 O Exterminador Implacável 2: quando a tecnologia se tornou arte

Sete anos depois, Cameron voltou e reinventou o cinema moderno.

O Exterminador Implacável 2: O Julgamento Final (Judgment Day, 1991) foi um marco absoluto, tanto em termos de efeitos visuais — com o lendário T-1000 de Robert Patrick — como de emoção cinematográfica.

Com um orçamento de 102 milhões de dólares, tornou-se o filme mais caro da história na altura.

E valeu cada cêntimo: arrecadou mais de 500 milhões de dólares, ganhou quatro Óscares e elevou a fasquia do que um blockbuster podia ser.

Mais importante ainda: o vilão tornou-se herói, e a relação entre o T-800 e John Connor criou uma das duplas mais icónicas do cinema.

A cena final — o polegar erguido a afundar-se no metal fundido — é, até hoje, um dos finais mais perfeitos da história do cinema.

Devia ter acabado ali. Mas, como sabemos, em Hollywood o que é perfeito raramente morre.

🔻 O declínio: quatro tentativas de ressuscitar uma lenda

Depois da despedida perfeita, quatro tentativas tentaram reviver a saga.

  • Terminator 3: Rise of the Machines (2003) copiou a fórmula do anterior, mas sem alma — e com frases de guião que nem o próprio Schwarzenegger conseguiu salvar (“Talk to the hand”… ainda dói).
  • Terminator Salvation (2009) tentou seguir sem Arnold, apostando no conflito homem vs. máquina, mas perdeu-se num tom genérico e numa narrativa vazia.
  • Terminator Genisys (2015) foi o fundo do poço: PG-13, confuso, sem identidade — um reboot que parecia um videojogo mal renderizado.
  • Terminator: Dark Fate (2019), já com Linda Hamilton de regresso, recapturou parte da alma de Cameron, mas chegou tarde demais.O público já estava cansado. E, injustamente, o filme tornou-se um dos maiores desastres de bilheteira da década.

⚙️ Uma saga de ouro que virou máquina de repetição

A verdade é simples: O Exterminador Implacável e O Julgamento Final foram disruptivos.

O primeiro, pelo que contou — a ficção científica no seu estado mais puro, inteligente e humana.

O segundo, por como o contou — a inovação tecnológica, o ritmo, a emoção.

Mas o que veio depois foi apenas uma tentativa de espremer uma marca brilhantemente construída por Cameron.

storytelling perdeu coerência, a mitologia encheu-se de buracos, e o que antes era cinema visionário transformou-se em fórmula.

James Cameron ainda é mencionado como estando a trabalhar num novo argumento, mas, a esta altura, nem o próprio criador parece capaz de reparar o dano causado por décadas de exploração sem propósito.

🔚 Onde ver em Portugal e no Brasil

Em Portugal, os fãs podem ver O Exterminador Implacável no SkyShowtime e O Exterminador Implacável: Destino Sombrio no Disney+.

No Brasil, ambos os filmes estão disponíveis no Star+, sendo que Dark Fate também pode ser alugado na Apple TV e na Amazon Prime Video.

Mas a verdadeira questão é outra: será que ainda queremos ver mais um Exterminador?

Talvez seja tempo de deixar a máquina descansar — e de recordar que, há 41 anos, a ficção científica ganhou alma… e que foi precisamente essa alma que os sucessores apagaram.

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Mas a verdadeira questão é outra: será que ainda queremos ver mais um Exterminador?

Talvez seja tempo de deixar a máquina descansar — e de recordar que, há 41 anos, a ficção científica ganhou alma… e que foi precisamente essa alma que os sucessores apagaram.

Top Gun: Maverick Continua a Dominar o Streaming — Três Anos Depois da Estreia 🎖️✈️

O fenómeno de Tom Cruise que redefiniu o cinema de ação ainda reina… agora também no SkyShowtime em Portugal

Quase três anos após ter aterrado nas plataformas de streaming, Top Gun: Maverick continua a provar que é mais do que uma sequela tardia — é um verdadeiro fenómeno cultural. O filme, lançado em maio de 2022, arrecadou 1,4 mil milhões de dólares em bilheteira global e tornou-se o maior sucesso da carreira de Tom Cruise, destronando Mission: Impossible – Fallout.

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Nos Estados Unidos, o filme mantém-se firme no Top 10 da Paramount+ desde dezembro de 2022. Mas em Portugal, onde a Paramount+ ainda não chegou, o filme continua disponível através do SkyShowtime, o serviço que reúne conteúdos da Paramount, Universal, DreamWorks, Showtime e Nickelodeon — e onde Top Gun: Maverick segue entre os títulos mais vistos desde o seu lançamento.

🚀 A perfeição de um blockbuster

Realizado por Joseph KosinskiTop Gun: Maverick é frequentemente descrito como “a definição do cinema de ação moderno”. A sequela ao clássico de Tony Scott (1986) equilibra a nostalgia com um espetáculo visual e emocional à altura do século XXI.

Com 99% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e 96% de crítica positiva, o filme conquistou não só os fãs da primeira geração, mas também um público novo que raramente tinha visto um blockbuster tão “analógico” — sem CGI excessivo, com pilotos reais, aviões reais e adrenalina real.

O enredo traz de volta Pete “Maverick” Mitchell (Cruise), agora um piloto veterano que evita a promoção para continuar a voar. Chamado para treinar uma nova geração de Top Guns, Maverick depara-se com Bradley “Rooster” Bradshaw (Miles Teller), o filho do seu falecido melhor amigo, Goose. Entre ação aérea de cortar a respiração e dilemas de redenção, o filme aterra com um coração genuíno — algo raro em Hollywood.

💬 Críticos e fãs em uníssono

Poucas vezes há um consenso tão absoluto entre crítica e público. O jornalista Shakyl Lambert resumiu o sentimento geral:

Top Gun: Maverick é uma daquelas raras sequelas que supera o original em todos os aspetos — com ação de outro mundo e personagens que realmente crescem.”

A combinação de espetáculo técnico, emoção e timing perfeito pós-pandemia transformou o filme num símbolo da experiência cinematográfica pura — um lembrete do poder das salas e, depois, uma das maiores histórias de longevidade no streaming.

🛫 O que se sabe sobre Top Gun 3

Com este sucesso estratosférico, era inevitável que a Paramount quisesse continuar a saga. Christopher McQuarrie, parceiro habitual de Cruise nas sagas Mission: Impossible, confirmou recentemente que o argumento de Top Gun 3 já está em desenvolvimento.

“Achámos que seria difícil encontrar a história certa… mas afinal não foi”, revelou no podcast Happy Sad Confused. “Tivemos uma conversa e o esqueleto está todo lá.”

Ainda não há data oficial nem elenco confirmado, mas é quase certo que Tom Cruise e Miles Teller voltarão a levantar voo — e, claro, o filme deverá chegar novamente ao SkyShowtime em Portugal, seguindo o padrão de distribuição dos estúdios Paramount.

🇵🇹 O voo continua no SkyShowtime

Em Portugal, Top Gun: Maverick é um dos títulos mais vistos do SkyShowtime, ao lado de produções originais como YellowstoneHalo e Special Ops: Lioness. O filme é o exemplo perfeito do tipo de cinema que a plataforma promove: entretenimento de alto nível, com assinatura dos grandes estúdios de Hollywood.

Três anos depois, Maverick continua a provar que ainda há espaço para heróis humanos, aviões reais e emoções verdadeiras.

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No céu do streaming, Tom Cruise continua a ser o piloto que ninguém consegue ultrapassar.

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Kathryn Bigelow, amores desfeitos e suspense até ao último segundo: Novembro chega ao Cinemundo com programação imperdível

O Canal Cinemundo entra em novembro com tudo — e quando dizemos tudo, é mesmo tudo: ação, romance, drama, suspense e uma boa dose de nervos à flor da pele. Ao longo do mês, o canal transforma as noites (e algumas tardes) numa verdadeira maratona de emoções cinematográficas, com ciclos dedicados a grandes realizadores, histórias intensas e personagens que não deixam ninguém indiferente.

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🎥 Kathryn Bigelow: A Mulher Que Fez da Adrenalina uma Forma de Arte

A “Estrela do Mês” de novembro é Kathryn Bigelow, a primeira mulher a vencer o Óscar de Melhor Realização e uma das cineastas mais respeitadas de Hollywood. O Cinemundo dedica-lhe um ciclo de quatro filmes, exibidos às segundas-feiras, às 22h30, que percorrem a sua filmografia marcada por tensão, energia e realismo brutal.

Do seu explosivo filme de estreia, The Loveless (1981), até ao aclamado Estado de Guerra (The Hurt Locker, 2008), que lhe valeu o Óscar, este ciclo é uma viagem pelas diferentes facetas de uma autora que domina como ninguém o caos humano. Pelo caminho, ainda há espaço para o clássico Ruptura Explosiva (Point Break, 1991) e o thriller político K-19: The Widowmaker (2002).

Bigelow mostra que a ação pode ser tão cerebral quanto visceral — e que, mesmo no meio das explosões, há sempre espaço para refletir sobre o preço do heroísmo.

📅 Segundas-feiras de 3 a 24 de novembro | 22h30

🎞️ The Loveless, Ruptura Explosiva, K-19, Estado de Guerra

🔥 Especial “Com os Nervos à Flor da Pele”

Se preferes viver o cinema com o coração aos saltos, as quintas-feiras são tuas. O Cinemundo traz o especial “Com os Nervos à Flor da Pele”, uma seleção de thrillers e dramas eletrizantes que garantem noites de pura tensão.

De Heat – Cidade Sob Pressão, um clássico de Michael Mann que junta Al Pacino e Robert De Niro num duelo lendário, a Brimstone – Castigo, um western negro que leva a vingança ao extremo, passando por Não Olhes e Viajantes: Instinto e Desejo, esta é a programação ideal para quem gosta de sentir o pulso do cinema — literalmente.

📅 Quintas-feiras de 6 a 27 de novembro | 22h30

💣 Heat – Cidade Sob Pressão, Sem Tempo, Não Olhes, Viajantes: Instinto e Desejo

💔 Especial “Casais Que Já Eram”

Nem só de tiros e adrenalina vive o mês. Aos sábados, às 13h00, o amor ganha palco — ou melhor, despede-se dele. O especial “Casais Que Já Eram” é uma seleção agridoce de histórias românticas onde o “felizes para sempre” nunca chega.

De clássicos como O Diário da Nossa Paixão até dramas intensos como O Rio do Desejo, o canal celebra o amor na sua forma mais humana: imperfeita, passageira e dolorosamente real.

📅 Sábados de 1 a 29 de novembro | 13h00

💔 O Diário da Nossa Paixão, Tempo de Matar, Rock’n Roll, Demolidor – O Homem Sem Medo, O Rio do Desejo

🌍 Cinemundo: Onde o Cinema Acontece

Mais do que um canal, o Cinemundo continua a ser uma janela aberta para o melhor da sétima arte. Com quase 400 estreias por ano, o canal mantém-se fiel à sua missão: oferecer cinema de qualidade, para todos os gostos, e sempre com curadoria de quem realmente ama o que faz.

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De blockbusters a obras-primas esquecidas, de autores consagrados a novas vozes, novembro é mais um mês em que o Cinemundo prova que o cinema — nas suas muitas formas — ainda é o melhor lugar para sentir tudo.

📺 Disponível na MEO (60/560), Vodafone (77/577), NOWO (40/340) e DSTV (544)

Rabo de Peixe: A Verdadeira História — A CMTV Reconstitui o Escândalo Que Marcou os Açores

Do livro ao grande documentário

Depois de inspirar uma série de ficção da Netflix, a história de Rabo de Peixe chega agora em versão documental. Rabo de Peixe: A Verdadeira História estreia a 12 de outubro de 2025 na CMTV, numa produção de cinco episódios (cerca de 25 minutos cada), criada por Rúben Pacheco Correia e realizada por Rúben Lopes, Luís Silva e Nuno Martins.

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A série é baseada no livro Rabo de Peixe – Toda a Verdade (Contraponto Editores), também da autoria de Correia, e promete oferecer o que ainda faltava: o retrato cru e sem filtros de um dos episódios mais marcantes da história recente portuguesa — a chegada de centenas de quilos de cocaína à pequena vila açoriana de São Miguel.

O escândalo contado por quem lá esteve

O documentário distingue-se pelo acesso a testemunhos inéditos, incluindo uma entrevista exclusiva com o dono do veleiro que transportava a droga, atualmente preso no Brasil. Segundo o autor, “encontrar os protagonistas e convencê-los a falar foi o maior desafio”, mas também o passo necessário para repor a verdade sobre o que aconteceu.

Para Carlos Rodrigues, Diretor-Geral Editorial da Medialivre e Diretor da CMTV, trata-se de um marco:

“É o primeiro grande documentário da CMTV. Rabo de Peixe foi uma realidade dura e crua, que tem de ser contada. O que aconteceu ali foi uma tragédia humana, muito para lá da lógica ficcional que embelezou os acontecimentos.”

Entre a investigação e a memória coletiva

Com uma vasta equipa técnica envolvida — desde operadores de câmara e drones a sonoplastia e grafismo —, a produção aposta numa abordagem jornalística e cinematográfica, cruzando depoimentos com recriações dramáticas. O objetivo é duplo: esclarecer o que se passou e honrar a memória de uma comunidade marcada por um episódio que rapidamente extravasou para o imaginário nacional.

Uma carta de amor aos Açores

Rúben Pacheco Correia, nascido nos Açores em 1997, descreve o projeto como “uma carta de amor à minha terra e a Rabo de Peixe”. Além de autor do livro e cocriador da série, é também um dos rostos mais ativos da nova geração açoriana, tendo recebido em 2023 o prémio de Empreendedor do Ano.

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Onde ver

Rabo de Peixe: A Verdadeira História estreia em exclusivo na CMTV a 12 de outubro de 2025, com episódios semanais que prometem prender o público não apenas pela dimensão do escândalo, mas também pela forma como este marcou uma comunidade e um país inteiro.

Polémica em torno de O Arquiteto: Rui Melo alvo de ataques por interpretar personagem inspirada em Tomás Taveira

Uma estreia envolta em controvérsia

A série O Arquiteto, inspirada no escândalo sexual de Tomás Taveira nos anos 90, estreou-se a 22 de setembro na TVI, com todos os episódios já disponíveis na Amazon Prime Video. Desde o anúncio, a produção tem sido alvo de críticas e debates intensos nas redes sociais, sobretudo pelo receio de que o tema do abuso de mulheres pudesse ser romantizado ou tratado de forma ligeira.

O principal visado foi o ator Rui Melo, que dá vida a Tomé Serpa, a personagem central da trama. Desde a divulgação do projeto, o intérprete tem sido alvo de críticas duras, ameaças e até insultos, algo que rapidamente escalou em polémica pública.

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Nuno Markl sai em defesa do elenco

Entre os que decidiram intervir está Nuno Markl, humorista e locutor de rádio, que recorreu ao Instagram para defender a série, o elenco e, em particular, Rui Melo.

“Assim que a série foi anunciada, choveu fúria instagrâmica sobre ele, a equipa da série e a TVI. Pela razão mais insólita: pessoas que não tinham visto a série meteram na cabeça que ela iria fazer do protagonista um herói”, escreveu Markl.

O comunicador sublinhou ainda que as críticas ignoraram fatores essenciais: o argumento de Patrícia Müller (Madre Paula), a realização de João Maia (Variações) e um elenco de atores reconhecidos pela sua sensibilidade artística.

As vítimas em primeiro plano

Segundo Markl, quem assistiu ao primeiro episódio percebeu rapidamente que as vítimas não foram esquecidas nem desvalorizadas. O episódio terminou mesmo com a divulgação do contacto da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, reforçando o enquadramento social e a responsabilidade do projeto.

“Percebo: o tema é delicado, os receios são legítimos. Mas o caso tem pano para mangas para uma boa e útil série de ficção. Disparar primeiro e só perceber depois se a bala foi ou não bem gasta não me parece boa política”, concluiu o humorista.

Debate aberto

A polémica em torno de O Arquiteto mostra como temas sensíveis continuam a dividir opiniões e a gerar reações extremas. Ao mesmo tempo, abre espaço para discutir a forma como a ficção pode revisitar episódios marcantes da história recente portuguesa, sem cair em simplificações ou em discursos perigosos.

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As Cassetes de Tomás Taveira e a Mulher Que Pagou o Preço Mais Alto

Uma série que revive fantasmas do passado

A estreia da série “O Arquiteto”, transmitida pela TVI e pela Prime Video, voltou a lançar luz sobre um dos episódios mais mediáticos e polémicos da sociedade portuguesa: o escândalo sexual que envolveu o arquiteto Tomás Taveira no final dos anos 80. A produção, que oficialmente não é biográfica, tem como protagonista o fictício Tomé Serpa, mas as semelhanças com a vida real de Taveira são tantas que a ligação é inevitável.

O enredo foca-se num arquiteto em ascensão que grava em segredo os encontros íntimos com mulheres, sem o conhecimento destas — uma história que remete diretamente para as famosas cassetes que circularam em 1989 e que viriam a abalar não só a carreira, mas também a vida pessoal do arquiteto.

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As cassetes que chocaram o país

Em 1989, a imprensa foi surpreendida por um visitante inesperado: um homem que se apresentou nas redações dos jornais a vender cassetes de vídeo com gravações explícitas do arquiteto em encontros íntimos com mulheres da alta sociedade e até com alunas no seu escritório nas Amoreiras.

A revista Semana Ilustrada baptizou o escândalo como “As Loucuras Sexuais de Tomás Taveira”, um título que ficaria marcado na memória coletiva. Mais tarde, a revista espanhola Interviú tentou lucrar com a curiosidade em torno do caso, lançando 20 mil exemplares destinados ao mercado português — grande parte acabou apreendida pela polícia.

A única mulher envolvida a 100%: Amarílis Taveira

Se muitas mulheres viram os seus nomes associados ao caso, a única que se viu verdadeiramente envolvida de forma integral foi Amarílis Taveira, então esposa do arquiteto. Figura conhecida do jet set português, habituada a aparecer em revistas sociais, Amarílis viu-se arrastada para o centro da polémica.

Com rumores, boatos e especulações a mancharem a sua imagem, foi praticamente “forçada” a desaparecer da vida pública. Mais tarde, já divorciada, regressou aos eventos sociais, mas sob o nome de Amarílis Cristina, numa tentativa de refazer a sua vida longe do peso do escândalo.

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O eco de uma história que nunca morreu

Passadas mais de três décadas, o caso continua a suscitar curiosidade e a ser tema de debate, agora reavivado pela ficção televisiva. Para uns, “O Arquiteto” é apenas uma série de época; para outros, é a reabertura de um capítulo que marcou para sempre a vida pública portuguesa e, sobretudo, a de uma mulher que acabou por ser colateral de uma das maiores polémicas mediáticas nacionais.

Outubro no 24Kitchen: Jamie Oliver, Simon Toohey e Joana Barrios Dão o Sabor da Estação

Um mês recheado de estreias, receitas inspiradoras e muitas surpresas à mesa

Outubro chega ao 24Kitchen com uma programação de fazer crescer água na boca. Entre estreias de novas séries, episódios especiais e maratonas dedicadas ao Dia Mundial da Alimentação, o canal promete inspiração para todos os gostos — desde os pratos nutritivos de Jamie Oliver até às criações irreverentes de Joana Barrios .

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Jamie Oliver estreia “Comer Bem e Viver Melhor”

No dia 4 de outubro, às 21h30, o chef britânico regressa ao 24Kitchen com uma série que junta sabor e saúde em cada episódio. Almôndegas suculentas, omeletes de salmão, risotos de abóbora ou caris de camarão são apenas algumas das receitas que Jamie prepara, sempre com foco em ingredientes que fortalecem o corpo e alimentam o bem-estar. A emissão será semanal, todos os sábados à noite.

“O Sabor das Coisas Simples” com Simon Toohey

Logo a seguir, a 6 de outubro, estreia a nova série apresentada por Simon Toohey, de segunda a sexta às 21h25. Aqui, o lema é simplicidade com criatividade: tacos de beringela crocante, sopas exóticas, sobremesas reconfortantes e pratos vegetarianos com um toque inovador. Ao longo do mês, Simon recebe convidados especiais que enriquecem ainda mais o cardápio, trazendo receitas internacionais e surpresas culinárias.

Especial Dia Mundial da Alimentação

Outubro é também o mês do Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), e o 24Kitchen celebra-o em grande. Durante todo o mês, haverá programas dedicados à alimentação saudável, com destaque para uma maratona especial com “Dias Vegetarianos com Jamie Oliver”, a partir das 17h30. Nessa sessão, o chef viaja pelo mundo para mostrar como a comida vegetariana pode ser rica, variada e absolutamente deliciosa.

Joana Barrios de volta com novos episódios

E porque o humor e a criatividade também têm lugar na cozinha, Joana Barrios regressa com novos episódios de “À La Barrios”, de segunda a sexta às 21h00. Este mês, a apresentadora celebra o 100º episódio do programa com uma festa em grande estilo, que inclui cascata de camarão e uma torre de profiteroles. Pelo caminho, Joana revisita sabores italianos, nova-iorquinos, madeirenses e até brasileiros, sempre com irreverência, referências culturais e boa disposição.

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Um mês de pura inspiração culinária

Entre pratos saudáveis, receitas acessíveis e criações extravagantes, outubro no 24Kitchen promete ser uma verdadeira celebração da comida. Seja para aprender, experimentar ou simplesmente saborear com os olhos, este é um mês para não sair da cozinha.

Woody Allen em Outubro: Canal Cinemundo Faz-lhe Uma Retrospetiva à Medida

Durante o mês de outubro, as noites de terça-feira no Canal Cinemundo vão ter sotaque nova-iorquino e aroma europeu. O canal elegeu Woody Allen como estrela do mês, preparando um ciclo com sete filmes que percorrem várias fases da sua carreira, desde as comédias disparatadas às intrigas sombrias, passando pelas histórias românticas que filmou em cidades como Londres, Barcelona e Roma.

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É um programa que convida à (re)descoberta de um realizador que, com mais de 50 títulos no currículo, continua a ser uma das vozes mais singulares da sétima arte — e também uma das mais controversas fora dela. Mas aqui o que interessa é a obra, e é nela que a programação do Cinemundo se concentra.

Do crime ao riso, passando pelo romance

O ciclo arranca a 7 de outubro com “Vigaristas de Bairro”, uma comédia sobre pequenos ladrões que tropeçam na fortuna ao tentar assaltar um banco. Ainda na mesma noite, surge “Hollywood Ending”, sátira deliciosa onde um cineasta em decadência tenta realizar um grande projeto… enquanto sofre de cegueira psicossomática. Uma piada perfeita sobre a própria indústria que tantas vezes idolatramos.

Na semana seguinte, a 14 de outubro, o tom muda drasticamente com “Match Point”, talvez o filme mais celebrado de Allen no século XXI. Um thriller elegante, rodado em Londres, onde Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers protagonizam uma história de paixão, ambição e destino — um regresso do realizador à sua veia mais sombria. Logo depois, o canal propõe “Scoop”, mistura de romance e mistério com Hugh Jackman e Johansson, num registo mais leve e divertido.

O dia 21 de outubro é dedicado à Península Ibérica: primeiro com “Vicky Cristina Barcelona”, explosão de desejos e encontros que deu a Penélope Cruz o Óscar de Melhor Atriz Secundária; depois com “O Sonho de Cassandra”, outro mergulho em tons trágicos, com Ewan McGregor e Colin Farrell como irmãos apanhados num dilema moral que os conduz ao abismo.

O ciclo encerra a 28 de outubro em clima italiano com “Para Roma com Amor”, mosaico de histórias que mistura turistas, artistas e cidadãos romanos em situações improváveis, sempre com aquele humor peculiar de Allen, capaz de encontrar absurdo e poesia nas esquinas de qualquer cidade.

Uma viagem pelas cidades de Allen

Se Nova Iorque foi sempre a sua musa original, a programação escolhida pelo Cinemundo mostra bem como Woody Allen se deixou seduzir pela Europa nos anos 2000. Londres, Barcelona e Roma são filmadas como protagonistas de narrativas que cruzam o crime, a paixão e o ridículo da vida moderna. Ao lado das comédias mais ligeiras, os thrillers mais pesados revelam outra faceta do realizador: a de moralista cínico, interessado em como o acaso e a ambição moldam destinos.

Um realizador que não deixa ninguém indiferente

É impossível falar de Woody Allen sem reconhecer que a sua figura pública foi marcada, nos últimos anos, por polémicas fora do ecrã. Ainda assim, para muitos espectadores, a sua obra mantém-se como um retrato singular das neuroses urbanas, dos labirintos do coração e das ironias do destino. É precisamente essa obra que o Canal Cinemundo traz de volta às televisões, numa retrospetiva que abrange três décadas de criatividade.

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Quando ver

O ciclo Woody Allen – Estrela do Mês decorre de 7 a 28 de outubro, sempre às terças-feiras, a partir das 21h00, no Canal Cinemundo. Sete filmes, sete oportunidades de revisitar um dos cineastas mais prolíficos e provocadores do cinema contemporâneo

MobLand: Pierce Brosnan e Tom Hardy regressam para a 2.ª temporada do drama criminal britânico

Câmaras voltam a rolar em Outubro

A família Harrigan não vai largar Londres tão cedo. A série MobLand, drama criminal britânico da Paramount+, vai arrancar as filmagens da sua 2.ª temporada já em Outubro de 2025, segundo confirmou a atriz Joanne Froggatt(Downton Abbey), que interpreta Jan Da Souza, a mulher do “fixer” Harry (Tom Hardy).

“Começamos a rodar no final de Outubro. Estou ansiosa para voltar. Adorei o guião, adorei a personagem, e o elenco é simplesmente incrível. Sempre quis interpretar a mulher de um gangster… e calhou-me esta oportunidade maravilhosa”, disse Froggatt em entrevista ao MovieWeb.

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O fenómeno da Paramount+

Criada por Ronan Bennett e realizada por Guy RitchieMobLand estreou-se em Março de 2025 na SkyShowtime, também disponível em Portugal. A 1.ª temporada acompanhou Harry Da Souza (Tom Hardy), um “fixer” dividido entre a lealdade à família Harrigan — liderada por Pierce Brosnan e Helen Mirren — e as constantes tentativas de sobrevivência num submundo onde a confiança vale menos que uma bala.

O final da temporada deixou o destino de Harry em aberto, aumentando a especulação sobre o futuro da série. Três semanas depois, a Paramount+ confirmou a renovação, afastando os rumores de cancelamento.

Quando estreia a 2.ª temporada?

Se seguir o mesmo calendário de produção, a nova temporada poderá estrear já no início de 2026, embora a escala da história possa exigir mais tempo de pós-produção.

Vale a pena ver MobLand?

Segundo a crítica da Collider, a série brilha especialmente nas cenas com Pierce Brosnan e Helen Mirren, que dão vida a personagens tão carismáticas quanto traiçoeiras. A relação com Harry (Tom Hardy) é constantemente colocada em causa, criando tensão permanente.

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Comparada a produções como Yellowstone e Tulsa KingMobLand não reinventa o género, mas oferece um elenco magnético, intriga constante e reviravoltas suficientes para prender o espectador episódio após episódio.

Para quem gosta de séries de gangsters intensas, cheias de segredos e traições familiaresMobLand é obrigatória — e em Portugal pode ser vista na SkyShowtime.

South Park Vai Longe Demais? Satanás Surge ‘Grávido’ de Donald Trump no Novo Episódio 👹🤰🇺🇸

A sátira política volta em força

“South Park” nunca foi conhecido por meias palavras — e a nova temporada está a provar isso mesmo. Depois de décadas a chocar e a provocar gargalhadas desconfortáveis, Trey Parker e Matt Stone voltam a pegar no atual presidente dos EUA como alvo principal.

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O mais recente episódio, intitulado “Wok Is Dead”, exibido na passada quarta-feira, mostra Donald Trump envolvido numa relação com… Satanás. E como se não bastasse, o Senhor das Trevas aparece grávido do presidente.

A cena que está a dar que falar

No episódio, jornalistas perguntam a Satanás sobre o alegado romance com Trump. A resposta é digna da ousadia habitual da série:

“Adorava poder deixá-lo, mas estou grávido.”

É este tipo de humor provocatório que mantém “South Park” na linha da frente da cultura pop: misturar política, absurdo e polémica em doses iguais.

Uma temporada marcada pelos ataques a Trump

Esta não é a primeira vez que a nova temporada ataca diretamente o presidente. Logo no arranque, com o episódio “Sermon on the Mount”, a série já tinha conquistado recordes de audiência, tornando-se o episódio mais visto desde 1999.

Parker e Stone sempre tiveram o talento de transformar figuras políticas em personagens recorrentes da sua sátira feroz. Agora, com Trump, parecem ter encontrado material inesgotável para novas histórias — e o público responde, com números que provam que, em 2025, “South Park” continua mais relevante do que nunca.

South Park continua a desafiar limites

Há quem considere exagerado, há quem veja como genialidade satírica. A verdade é que, ao fim de tantos anos, “South Park” continua a desafiar os limites do que é aceitável na televisão. E, convenhamos, a imagem de Satanás grávido de Donald Trump dificilmente será esquecida tão cedo.

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