Polémica em torno de O Arquiteto: Rui Melo alvo de ataques por interpretar personagem inspirada em Tomás Taveira

Uma estreia envolta em controvérsia

A série O Arquiteto, inspirada no escândalo sexual de Tomás Taveira nos anos 90, estreou-se a 22 de setembro na TVI, com todos os episódios já disponíveis na Amazon Prime Video. Desde o anúncio, a produção tem sido alvo de críticas e debates intensos nas redes sociais, sobretudo pelo receio de que o tema do abuso de mulheres pudesse ser romantizado ou tratado de forma ligeira.

O principal visado foi o ator Rui Melo, que dá vida a Tomé Serpa, a personagem central da trama. Desde a divulgação do projeto, o intérprete tem sido alvo de críticas duras, ameaças e até insultos, algo que rapidamente escalou em polémica pública.

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Nuno Markl sai em defesa do elenco

Entre os que decidiram intervir está Nuno Markl, humorista e locutor de rádio, que recorreu ao Instagram para defender a série, o elenco e, em particular, Rui Melo.

“Assim que a série foi anunciada, choveu fúria instagrâmica sobre ele, a equipa da série e a TVI. Pela razão mais insólita: pessoas que não tinham visto a série meteram na cabeça que ela iria fazer do protagonista um herói”, escreveu Markl.

O comunicador sublinhou ainda que as críticas ignoraram fatores essenciais: o argumento de Patrícia Müller (Madre Paula), a realização de João Maia (Variações) e um elenco de atores reconhecidos pela sua sensibilidade artística.

As vítimas em primeiro plano

Segundo Markl, quem assistiu ao primeiro episódio percebeu rapidamente que as vítimas não foram esquecidas nem desvalorizadas. O episódio terminou mesmo com a divulgação do contacto da APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, reforçando o enquadramento social e a responsabilidade do projeto.

“Percebo: o tema é delicado, os receios são legítimos. Mas o caso tem pano para mangas para uma boa e útil série de ficção. Disparar primeiro e só perceber depois se a bala foi ou não bem gasta não me parece boa política”, concluiu o humorista.

Debate aberto

A polémica em torno de O Arquiteto mostra como temas sensíveis continuam a dividir opiniões e a gerar reações extremas. Ao mesmo tempo, abre espaço para discutir a forma como a ficção pode revisitar episódios marcantes da história recente portuguesa, sem cair em simplificações ou em discursos perigosos.

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As Cassetes de Tomás Taveira e a Mulher Que Pagou o Preço Mais Alto

Uma série que revive fantasmas do passado

A estreia da série “O Arquiteto”, transmitida pela TVI e pela Prime Video, voltou a lançar luz sobre um dos episódios mais mediáticos e polémicos da sociedade portuguesa: o escândalo sexual que envolveu o arquiteto Tomás Taveira no final dos anos 80. A produção, que oficialmente não é biográfica, tem como protagonista o fictício Tomé Serpa, mas as semelhanças com a vida real de Taveira são tantas que a ligação é inevitável.

O enredo foca-se num arquiteto em ascensão que grava em segredo os encontros íntimos com mulheres, sem o conhecimento destas — uma história que remete diretamente para as famosas cassetes que circularam em 1989 e que viriam a abalar não só a carreira, mas também a vida pessoal do arquiteto.

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As cassetes que chocaram o país

Em 1989, a imprensa foi surpreendida por um visitante inesperado: um homem que se apresentou nas redações dos jornais a vender cassetes de vídeo com gravações explícitas do arquiteto em encontros íntimos com mulheres da alta sociedade e até com alunas no seu escritório nas Amoreiras.

A revista Semana Ilustrada baptizou o escândalo como “As Loucuras Sexuais de Tomás Taveira”, um título que ficaria marcado na memória coletiva. Mais tarde, a revista espanhola Interviú tentou lucrar com a curiosidade em torno do caso, lançando 20 mil exemplares destinados ao mercado português — grande parte acabou apreendida pela polícia.

A única mulher envolvida a 100%: Amarílis Taveira

Se muitas mulheres viram os seus nomes associados ao caso, a única que se viu verdadeiramente envolvida de forma integral foi Amarílis Taveira, então esposa do arquiteto. Figura conhecida do jet set português, habituada a aparecer em revistas sociais, Amarílis viu-se arrastada para o centro da polémica.

Com rumores, boatos e especulações a mancharem a sua imagem, foi praticamente “forçada” a desaparecer da vida pública. Mais tarde, já divorciada, regressou aos eventos sociais, mas sob o nome de Amarílis Cristina, numa tentativa de refazer a sua vida longe do peso do escândalo.

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O eco de uma história que nunca morreu

Passadas mais de três décadas, o caso continua a suscitar curiosidade e a ser tema de debate, agora reavivado pela ficção televisiva. Para uns, “O Arquiteto” é apenas uma série de época; para outros, é a reabertura de um capítulo que marcou para sempre a vida pública portuguesa e, sobretudo, a de uma mulher que acabou por ser colateral de uma das maiores polémicas mediáticas nacionais.

Outubro no 24Kitchen: Jamie Oliver, Simon Toohey e Joana Barrios Dão o Sabor da Estação

Um mês recheado de estreias, receitas inspiradoras e muitas surpresas à mesa

Outubro chega ao 24Kitchen com uma programação de fazer crescer água na boca. Entre estreias de novas séries, episódios especiais e maratonas dedicadas ao Dia Mundial da Alimentação, o canal promete inspiração para todos os gostos — desde os pratos nutritivos de Jamie Oliver até às criações irreverentes de Joana Barrios .

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Jamie Oliver estreia “Comer Bem e Viver Melhor”

No dia 4 de outubro, às 21h30, o chef britânico regressa ao 24Kitchen com uma série que junta sabor e saúde em cada episódio. Almôndegas suculentas, omeletes de salmão, risotos de abóbora ou caris de camarão são apenas algumas das receitas que Jamie prepara, sempre com foco em ingredientes que fortalecem o corpo e alimentam o bem-estar. A emissão será semanal, todos os sábados à noite.

“O Sabor das Coisas Simples” com Simon Toohey

Logo a seguir, a 6 de outubro, estreia a nova série apresentada por Simon Toohey, de segunda a sexta às 21h25. Aqui, o lema é simplicidade com criatividade: tacos de beringela crocante, sopas exóticas, sobremesas reconfortantes e pratos vegetarianos com um toque inovador. Ao longo do mês, Simon recebe convidados especiais que enriquecem ainda mais o cardápio, trazendo receitas internacionais e surpresas culinárias.

Especial Dia Mundial da Alimentação

Outubro é também o mês do Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), e o 24Kitchen celebra-o em grande. Durante todo o mês, haverá programas dedicados à alimentação saudável, com destaque para uma maratona especial com “Dias Vegetarianos com Jamie Oliver”, a partir das 17h30. Nessa sessão, o chef viaja pelo mundo para mostrar como a comida vegetariana pode ser rica, variada e absolutamente deliciosa.

Joana Barrios de volta com novos episódios

E porque o humor e a criatividade também têm lugar na cozinha, Joana Barrios regressa com novos episódios de “À La Barrios”, de segunda a sexta às 21h00. Este mês, a apresentadora celebra o 100º episódio do programa com uma festa em grande estilo, que inclui cascata de camarão e uma torre de profiteroles. Pelo caminho, Joana revisita sabores italianos, nova-iorquinos, madeirenses e até brasileiros, sempre com irreverência, referências culturais e boa disposição.

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Um mês de pura inspiração culinária

Entre pratos saudáveis, receitas acessíveis e criações extravagantes, outubro no 24Kitchen promete ser uma verdadeira celebração da comida. Seja para aprender, experimentar ou simplesmente saborear com os olhos, este é um mês para não sair da cozinha.

Woody Allen em Outubro: Canal Cinemundo Faz-lhe Uma Retrospetiva à Medida

Durante o mês de outubro, as noites de terça-feira no Canal Cinemundo vão ter sotaque nova-iorquino e aroma europeu. O canal elegeu Woody Allen como estrela do mês, preparando um ciclo com sete filmes que percorrem várias fases da sua carreira, desde as comédias disparatadas às intrigas sombrias, passando pelas histórias românticas que filmou em cidades como Londres, Barcelona e Roma.

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É um programa que convida à (re)descoberta de um realizador que, com mais de 50 títulos no currículo, continua a ser uma das vozes mais singulares da sétima arte — e também uma das mais controversas fora dela. Mas aqui o que interessa é a obra, e é nela que a programação do Cinemundo se concentra.

Do crime ao riso, passando pelo romance

O ciclo arranca a 7 de outubro com “Vigaristas de Bairro”, uma comédia sobre pequenos ladrões que tropeçam na fortuna ao tentar assaltar um banco. Ainda na mesma noite, surge “Hollywood Ending”, sátira deliciosa onde um cineasta em decadência tenta realizar um grande projeto… enquanto sofre de cegueira psicossomática. Uma piada perfeita sobre a própria indústria que tantas vezes idolatramos.

Na semana seguinte, a 14 de outubro, o tom muda drasticamente com “Match Point”, talvez o filme mais celebrado de Allen no século XXI. Um thriller elegante, rodado em Londres, onde Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers protagonizam uma história de paixão, ambição e destino — um regresso do realizador à sua veia mais sombria. Logo depois, o canal propõe “Scoop”, mistura de romance e mistério com Hugh Jackman e Johansson, num registo mais leve e divertido.

O dia 21 de outubro é dedicado à Península Ibérica: primeiro com “Vicky Cristina Barcelona”, explosão de desejos e encontros que deu a Penélope Cruz o Óscar de Melhor Atriz Secundária; depois com “O Sonho de Cassandra”, outro mergulho em tons trágicos, com Ewan McGregor e Colin Farrell como irmãos apanhados num dilema moral que os conduz ao abismo.

O ciclo encerra a 28 de outubro em clima italiano com “Para Roma com Amor”, mosaico de histórias que mistura turistas, artistas e cidadãos romanos em situações improváveis, sempre com aquele humor peculiar de Allen, capaz de encontrar absurdo e poesia nas esquinas de qualquer cidade.

Uma viagem pelas cidades de Allen

Se Nova Iorque foi sempre a sua musa original, a programação escolhida pelo Cinemundo mostra bem como Woody Allen se deixou seduzir pela Europa nos anos 2000. Londres, Barcelona e Roma são filmadas como protagonistas de narrativas que cruzam o crime, a paixão e o ridículo da vida moderna. Ao lado das comédias mais ligeiras, os thrillers mais pesados revelam outra faceta do realizador: a de moralista cínico, interessado em como o acaso e a ambição moldam destinos.

Um realizador que não deixa ninguém indiferente

É impossível falar de Woody Allen sem reconhecer que a sua figura pública foi marcada, nos últimos anos, por polémicas fora do ecrã. Ainda assim, para muitos espectadores, a sua obra mantém-se como um retrato singular das neuroses urbanas, dos labirintos do coração e das ironias do destino. É precisamente essa obra que o Canal Cinemundo traz de volta às televisões, numa retrospetiva que abrange três décadas de criatividade.

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Quando ver

O ciclo Woody Allen – Estrela do Mês decorre de 7 a 28 de outubro, sempre às terças-feiras, a partir das 21h00, no Canal Cinemundo. Sete filmes, sete oportunidades de revisitar um dos cineastas mais prolíficos e provocadores do cinema contemporâneo

MobLand: Pierce Brosnan e Tom Hardy regressam para a 2.ª temporada do drama criminal britânico

Câmaras voltam a rolar em Outubro

A família Harrigan não vai largar Londres tão cedo. A série MobLand, drama criminal britânico da Paramount+, vai arrancar as filmagens da sua 2.ª temporada já em Outubro de 2025, segundo confirmou a atriz Joanne Froggatt(Downton Abbey), que interpreta Jan Da Souza, a mulher do “fixer” Harry (Tom Hardy).

“Começamos a rodar no final de Outubro. Estou ansiosa para voltar. Adorei o guião, adorei a personagem, e o elenco é simplesmente incrível. Sempre quis interpretar a mulher de um gangster… e calhou-me esta oportunidade maravilhosa”, disse Froggatt em entrevista ao MovieWeb.

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O fenómeno da Paramount+

Criada por Ronan Bennett e realizada por Guy RitchieMobLand estreou-se em Março de 2025 na SkyShowtime, também disponível em Portugal. A 1.ª temporada acompanhou Harry Da Souza (Tom Hardy), um “fixer” dividido entre a lealdade à família Harrigan — liderada por Pierce Brosnan e Helen Mirren — e as constantes tentativas de sobrevivência num submundo onde a confiança vale menos que uma bala.

O final da temporada deixou o destino de Harry em aberto, aumentando a especulação sobre o futuro da série. Três semanas depois, a Paramount+ confirmou a renovação, afastando os rumores de cancelamento.

Quando estreia a 2.ª temporada?

Se seguir o mesmo calendário de produção, a nova temporada poderá estrear já no início de 2026, embora a escala da história possa exigir mais tempo de pós-produção.

Vale a pena ver MobLand?

Segundo a crítica da Collider, a série brilha especialmente nas cenas com Pierce Brosnan e Helen Mirren, que dão vida a personagens tão carismáticas quanto traiçoeiras. A relação com Harry (Tom Hardy) é constantemente colocada em causa, criando tensão permanente.

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Comparada a produções como Yellowstone e Tulsa KingMobLand não reinventa o género, mas oferece um elenco magnético, intriga constante e reviravoltas suficientes para prender o espectador episódio após episódio.

Para quem gosta de séries de gangsters intensas, cheias de segredos e traições familiaresMobLand é obrigatória — e em Portugal pode ser vista na SkyShowtime.

South Park Vai Longe Demais? Satanás Surge ‘Grávido’ de Donald Trump no Novo Episódio 👹🤰🇺🇸

A sátira política volta em força

“South Park” nunca foi conhecido por meias palavras — e a nova temporada está a provar isso mesmo. Depois de décadas a chocar e a provocar gargalhadas desconfortáveis, Trey Parker e Matt Stone voltam a pegar no atual presidente dos EUA como alvo principal.

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O mais recente episódio, intitulado “Wok Is Dead”, exibido na passada quarta-feira, mostra Donald Trump envolvido numa relação com… Satanás. E como se não bastasse, o Senhor das Trevas aparece grávido do presidente.

A cena que está a dar que falar

No episódio, jornalistas perguntam a Satanás sobre o alegado romance com Trump. A resposta é digna da ousadia habitual da série:

“Adorava poder deixá-lo, mas estou grávido.”

É este tipo de humor provocatório que mantém “South Park” na linha da frente da cultura pop: misturar política, absurdo e polémica em doses iguais.

Uma temporada marcada pelos ataques a Trump

Esta não é a primeira vez que a nova temporada ataca diretamente o presidente. Logo no arranque, com o episódio “Sermon on the Mount”, a série já tinha conquistado recordes de audiência, tornando-se o episódio mais visto desde 1999.

Parker e Stone sempre tiveram o talento de transformar figuras políticas em personagens recorrentes da sua sátira feroz. Agora, com Trump, parecem ter encontrado material inesgotável para novas histórias — e o público responde, com números que provam que, em 2025, “South Park” continua mais relevante do que nunca.

South Park continua a desafiar limites

Há quem considere exagerado, há quem veja como genialidade satírica. A verdade é que, ao fim de tantos anos, “South Park” continua a desafiar os limites do que é aceitável na televisão. E, convenhamos, a imagem de Satanás grávido de Donald Trump dificilmente será esquecida tão cedo.

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Espias: a nova série da RTP que transforma Lisboa no palco da Segunda Guerra Mundial

Sete mulheres no centro da História

A RTP prepara-se para lançar uma das suas produções mais ambiciosas dos últimos anos. Espias estreia a 8 de setembro e promete transportar os espectadores para a Lisboa de 1942, quando a cidade era o epicentro da espionagem europeia.

No centro da narrativa estão sete mulheres aventureiras, destemidas, inteligentes e sedutoras, recrutadas pelo MI6 para uma missão decisiva: descobrir o posicionamento dos submarinos alemães na Batalha do Atlântico e, ao mesmo tempo, iludir os Nazis sobre os planos futuros dos Aliados.

Um elenco de luxo

O elenco reúne algumas das mais reconhecidas atrizes portuguesas da atualidade: Madalena Almeida, Maria João Bastos, Ana Vilela da Costa, Lúcia Moniz, Gabriela Barros, Kelly Bailey e Daniela Ruah.

A elas juntam-se Adriano Carvalho, José Pimentão, André Leitão, Luís Filipe Eusébio, Adriano Luz, Eduardo Breda, João Pedro Mamede e Diogo Morgado, num leque de nomes que reforça a dimensão da aposta da RTP.

Espionagem, suspense e História

Com realização de João Maia e Laura Seixas e argumento assinado por Pandora Cunha Telles, Mário Cunha e Cláudia Clemente, a série constrói uma narrativa carregada de suspense, segredos e jogos de poder.

Entre casinos, hotéis de luxo e festas secretas, as protagonistas navegam um mundo de raptos, chantagens e traições, enquanto o regime de Salazar acumula riqueza e Portugal tenta manter a sua neutralidade.

Segundo a RTP, Espias é mais do que uma série histórica: é um retrato de coragem feminina num contexto dominado por homens e marcado pela sombra da guerra.

Quando ver

Espias estreia na RTP1 a 8 de setembro, ocupando as noites de segunda-feira às 21h00. Para quem prefere o digital, os episódios estarão disponíveis mais cedo, às 12h00, na RTP Play.

A produção junta-se assim ao conjunto de séries portuguesas que têm explorado períodos marcantes da nossa História recente, mas fá-lo com a promessa de espetáculo, ritmo e um olhar contemporâneo sobre o papel da espionagem em Portugal.

“The Walking Dead: Daryl Dixon” regressa em setembro com a sua terceira temporada

Os fãs do universo The Walking Dead já têm data marcada para regressar ao caos do apocalipse. A terceira temporada de The Walking Dead: Daryl Dixon estreia-se em Portugal a 8 de setembro, em exclusivo no AMC SELEKT, apenas um dia depois da estreia nos Estados Unidos.

A nova temporada será composta por sete episódios de sessenta minutos, lançados semanalmente na plataforma, e volta a reunir no centro da narrativa dois dos sobreviventes mais icónicos da saga: Daryl Dixon (Norman Reedus) e Carol Peletier (Melissa McBride).

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Uma jornada cada vez mais distante de casa

Depois de se separarem dos seus entes queridos, Daryl e Carol continuam a sua perigosa travessia pela Europa, enfrentando cenários hostis, comunidades devastadas e diferentes formas de adaptação ao colapso da civilização. Segundo a sinopse oficial, a viagem do duo acabará por os afastar ainda mais do seu objetivo inicial: regressar a casa. Pelo caminho, testemunharão “os diversos efeitos do apocalipse dos caminhantes”, confrontando novos inimigos e dilemas.

Espanha no coração do apocalipse

À semelhança das temporadas anteriores, a série foi rodada em Espanha, tornando-se também uma montra para alguns dos seus talentos. O elenco conta com nomes como Eduardo NoriegaÓscar Jaenada e Alexandra Masangkay, além de Candela Saitta, Hugo Arbués, Greta Fernández, Gonzalo Bouza, Hada Nieto, Yassmine Othman, Cuco Usín e Stephen Merchant.

O universo “The Walking Dead” continua a expandir-se

Produzida por Scott M. Gimple, esta terceira temporada reforça a aposta da AMC no prolongamento do universo criado a partir da série-mãe. Depois de spin-offs como Fear the Walking Dead ou The Walking Dead: Dead City, a jornada de Daryl Dixon assumiu-se como uma das mais bem recebidas pela crítica e pelos fãs, sobretudo pela sua atmosfera mais sombria e pela profundidade dada à relação com Carol, que se mantém como um dos pilares emocionais da franquia.

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Com estreia marcada já para setembro, resta saber até onde Daryl e Carol conseguirão ir na sua luta pela sobrevivência — e se alguma vez regressarão a casa.

“Half Man”: Richard Gadd regressa após Baby Reindeer com drama explosivo para a HBO e BBC

Depois do fenómeno global que foi Baby Reindeer, Richard Gadd está de volta com uma nova aposta televisiva: Half Man. A HBO e a BBC revelaram esta semana as primeiras imagens da série, que terá seis episódios e estreia em 2026 no streaming.

Dos traumas de Baby Reindeer à violência de Half Man

Se em Baby Reindeer Gadd explorou a obsessão e o trauma pessoal, aqui o foco recai na complexa relação entre dois “irmãos” marcados por violência, rivalidade e uma ligação impossível de quebrar.

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Na trama, Niall (Jamie Bell) vê a sua vida virada do avesso quando Ruben (Richard Gadd), o irmão de quem se afastou, reaparece inesperadamente no dia do seu casamento. O reencontro desencadeia um confronto brutal que nos transporta para quatro décadas de história em comum — dos anos 80 até ao presente.

Crescer lado a lado, cair lado a lado

Ao longo dos episódios, veremos Ruben e Niall desde a adolescência turbulenta até às batalhas da vida adulta, passando por momentos de cumplicidade, humor, raiva e destruição. Mitchell Robertson e Stuart Campbell interpretam as versões jovens das personagens, completando o retrato de uma relação fraterna tão íntima quanto tóxica.

Segundo a HBO Max, Half Man pretende “captar a energia selvagem de uma cidade em transformação – um mundo em transformação – e sondar as profundezas do que significa ser um homem”.

Um elenco de peso

Além de Gadd e Jamie Bell, a série conta ainda com Neve McIntosh, Marianne McIvor, Charlie De Melo, Bilal Hasna, Amy Manson, Philippine Velge, Stuart McQuarrie, entre outros nomes. A realização fica a cargo de Alexandra Brodski e Eshref Reybrouck.

Expectativas elevadas

A fasquia está alta: Baby Reindeer foi um dos maiores fenómenos televisivos da Netflix, conquistando público e crítica pela intensidade e pela honestidade com que Gadd se expôs. Agora, em Half Man, o criador britânico parece apontar para um drama de maior escala, mas igualmente visceral, prometendo explorar masculinidades, traumas e afetos com a sua marca autoral.

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👉 A estreia está marcada para 2026, mas as primeiras imagens já aqueceram o hype. Podes vê-las aqui.

FBI: Most Wanted Chega ao Fim – O Adeus a Uma das Séries Policiais Mais Intensas da Década

É o fim da linha para uma das séries mais populares do universo de Dick Wolf. FBI: Most Wanted estreia a sua temporada final este mês no STAR Channel e promete encerrar em grande estilo a história de uma das equipas mais implacáveis da televisão norte-americana.

Desde 2020, a série conquistou um público fiel ao mostrar a unidade de elite responsável por perseguir os criminosos mais procurados dos Estados Unidos. Com um ritmo acelerado, histórias carregadas de tensão e personagens marcantes, Most Wanted tornou-se rapidamente numa peça essencial da franquia FBI, que inclui ainda as séries originais FBI e FBI: International.

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A assinatura de Dick Wolf

Dick Wolf já não precisa de apresentações. Depois de reinventar o género com Law & Order e Chicago, voltou a criar ouro televisivo com o universo FBI. Em Most Wanted, a fórmula foi levada ao extremo: cada episódio parecia uma mini-thriller de ação, onde caçadas intensas e dilemas morais andavam lado a lado.

Julian McMahon e os rostos que marcaram a série

Julian McMahon deu vida a Jess LaCroix, o agente especial que rapidamente se tornou a alma da série. A sua saída na terceira temporada foi um choque para muitos fãs, mas abriu espaço para novas dinâmicas e para a consolidação de Dylan McDermott como o carismático Remy Scott. Ao longo das temporadas, o elenco trouxe diversidade e humanidade a uma trama marcada pela violência e pela busca incessante pela justiça.

O que esperar da temporada final

Poucos detalhes foram revelados, mas sabe-se que esta última temporada irá encerrar as histórias pendentes e dar um destino final às personagens que o público aprendeu a acompanhar semana após semana. Com a marca Dick Wolf, podemos esperar investigações de alto risco, emoção à flor da pele e, claro, despedidas que vão deixar cicatrizes.

O legado de Most Wanted

Com cinco temporadas, FBI: Most Wanted deixa um legado importante no género policial televisivo. Não só consolidou o universo FBI como mostrou que ainda há espaço para inovação dentro de um formato clássico. Tal como Law & Order: Criminal Intent ou Chicago P.D. marcaram a sua época, esta série será lembrada como uma das mais tensas e eficazes da década de 2020.

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Para os fãs de séries policiais, setembro será um mês agridoce: o entusiasmo da estreia mistura-se com a melancolia do adeus. Mas uma coisa é certa — Most Wanted já conquistou o seu lugar no panteão das grandes produções do género.

À Mesa com Joana Barrios: Quando a Culinária se Transforma em Cinema

Se o cinema é feito de narrativas que nos agarram pelo coração (e muitas vezes pelo estômago), a cozinha de Joana Barrios no 24Kitchen não fica atrás. Os episódios que chegam em setembro de 2025 provam que o fogão pode ser tão cinematográfico quanto um grande ecrã – cheio de drama, emoção, humor e, claro, finais deliciosos.

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Céline Dion: Da Voz à Mesa 🎤🍁

O arranque do mês é dedicado a Céline Dion, uma das maiores divas da música mundial. Mas, em vez de microfones e palcos, Joana Barrios presta-lhe homenagem com pratos que piscam o olho às origens canadianas da cantora: húmus cremoso, tourtière (a icónica tarte de carne do Quebeque) e um bolo de manteiga de amendoim digno de encore. É como se “My Heart Will Go On” tivesse agora tradução em linguagem culinária.

Casamento à Portuguesa: O Menu de Cinema 💍🍋

Do tributo musical passamos para uma verdadeira produção romântica: o episódio “Casamento à Mesa”. Aqui, a apresentadora encena um banquete que podia muito bem ser rodado numa comédia romântica portuguesa: tártaro de robalo para a entrada, vitela estufada à moda de Lafões para o prato principal e um bolo de noiva com creme de limão para fechar com chave de ouro. Um menu tão cinematográfico quanto as grandes bodas do ecrã.

A Cozinha Como Palco 🎬🍴

Mas o que distingue realmente esta temporada é a forma como Joana Barrios transforma cada receita num espetáculo. Cozinhar, para ela, é performar – entre risos, apartes teatrais e momentos de improviso. Cada prato é um argumento em três atos, e cada episódio mais parece uma curta-metragem filmada entre tachos e panelas.

Viagens Gastronómicas e Sensorialidade 🌍✨

Os novos episódios são também viagens no tempo e no espaço. Da tradição portuguesa à herança canadiana, Barrios prova que cozinhar é contar histórias, e que cada prato transporta consigo memórias, geografias e emoções. No fundo, não muito diferente de como um bom realizador constrói o ambiente de um filme: detalhe a detalhe, textura a textura.

Joana Barrios: A Protagonista Irreverente ⭐

E se a cozinha é o set de filmagens, Joana Barrios é a protagonista absoluta. Com humor afiado, energia transbordante e uma presença que conquista tanto em palco como em frente à câmara, a apresentadora torna-se a verdadeira estrela de um género que mistura culinária, espetáculo e cultura pop. No pequeno ecrã, consegue algo raro: transformar receitas em narrativa e transformar comida em cinema.

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👉 Conclusão: Os destaques de setembro do 24Kitchen mostram como televisão culinária pode ser muito mais do que receitas – pode ser entretenimento puro, com a mesma força evocativa de uma grande produção cinematográfica. E, convenhamos, não há nada mais cinéfilo do que juntar boa comida a boas histórias.

Os Tesouros de Downton Abbey Vão a Leilão: Do Vestido de Lady Mary ao Carro dos Grantham

O universo aristocrático de Downton Abbey vai abrir as portas, não em Highclere Castle, mas na casa de leilões Bonhams, em Londres. Uma seleção de adereços, figurinos e peças icónicas da série britânica — e até um automóvel histórico — está em exibição gratuita até 16 de setembro, antes de ser vendida ao melhor licitante.

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Entre os destaques está o vestido de noiva de Lady Mary Crawley, usado por Michelle Dockery no casamento com Matthew (Dan Stevens). A peça em chiffon pêssego, com bordados de renda e cinto drapeado, é acompanhada de sapatos em cetim, tiara e véu em tule. O conjunto poderá render entre 3.000 e 5.000 libras, revertendo o valor para a instituição de solidariedade Together for Short Lives, que apoia crianças com doenças graves.

Diversos figurinos podem ser licitados e as receitas irão reverter a favor da instituição de solidariedade Together for Short Lives

O glamour de Lady Edith e a elegância da família Grantham

Outro figurino que promete dar que falar é o famoso vestido de pavão de Lady Edith (Laura Carmichael), exibido no primeiro episódio da quarta temporada, quando conhece Michael Gregson. Bordado com missangas em tons de turquesa, dourado e pérolas falsas, tem uma estimativa de venda entre 2.000 e 3.000 libras.

O vestido de Lady Mary

E se os vestidos são fascinantes, há uma peça que poderá acelerar corações de colecionadores: o carro da família Grantham, um Sunbeam Saloon de 1925, avaliado entre 25.000 e 35.000 libras.

O Carro da família Grantham está com um valor estimado entre as 25.000 £ e as 35.000 £

Relíquias de bastidores

O leilão inclui ainda objetos que os fãs da série reconhecerão de imediato, como a icónica parede dos sinos da sala dos criados e até um guião do primeiro episódio, assinado por parte do elenco, incluindo nomes como Maggie SmithHugh Bonneville e Samantha Bond. Este último poderá atingir um valor entre 600 e 800 libras.

Além dos vestidos e do carro também estão a leilão alguns objectos da produção

Um legado que continua

Downton Abbey estreou em 2010, prolongou-se por seis temporadas (não cinco, como alguns resumos referem), e deu origem a dois filmes de sucesso. O terceiro, intitulado Downton Abbey: The Grand Finale, estreia nos cinemas britânicos a 12 de setembro, prometendo encerrar em grande estilo a saga que conquistou fãs em todo o mundo.

Para Gareth Neame, produtor executivo da série, este leilão é mais do que uma venda:

“Estes itens icónicos fazem parte da história de Downton Abbey e agora vão contribuir para o trabalho vital de uma causa nobre.”

Os objetos podem ser vistos até 16 de setembro em Londres e já se encontram disponíveis para licitação online.

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A Nova Temporada de “Star Trek: Strange New Worlds” Já Aterrou na SkyShowtime e na Prime 🖖🚀

Aventuras, mistério e um novo vilão na terceira temporada da série mais entusiasmante do universo Star Trek

Preparar para velocidade de dobra: a terceira temporada de Star Trek: Strange New Worlds já estreou na SkyShowtime, com os novos episódios a chegar no domingo, 4 de Agosto. A série, que conquistou tanto os fãs de longa data como novos exploradores da galáxia Star Trek, regressa com mais acção, mais emoção — e com a confirmação oficial de que já tem quarta temporada garantida.

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De volta à ponte da U.S.S. Enterprise

Nesta nova fase, a tripulação da U.S.S. Enterprise, ainda sob o comando do Capitão Pike (Anson Mount), enfrenta as consequências do confronto com os Gorn, os hostis inimigos reptilianos que deixaram a anterior temporada em suspenso.

Mas como a própria SkyShowtime adianta, o universo continua em expansão:

“Novas vidas e civilizações aguardam, incluindo um vilão que irá pôr à prova a coragem e a determinação das personagens. Numa reviravolta entusiasmante no clássico Star Trek, a terceira temporada leva as personagens – novas e adoradas – a novos patamares e mergulha em aventuras repletas de fé, dever, romance, comédia e mistério, com géneros variados nunca antes vistos em nenhuma outra série Star Trek”.

Um elenco firme… e convidados de luxo

Produzida pela CBS StudiosSecret Hideout e Roddenberry EntertainmentStrange New Worlds mantém o seu elenco principal, composto por:

Anson MountRebecca RomijnEthan PeckJess BushChristina ChongCelia Rose GoodingMelissa NaviaBabs Olusanmokun e Martin Quinn.

A esta tripulação juntam-se convidados especiais de peso, entre os quais se destacam Rhys DarbyPatton OswaltCillian O’SullivanMelanie ScrofanoCarol Kane e ainda o muito aguardado regresso de Paul Wesley.

Uma viagem entre o clássico e o inesperado

Strange New Worlds tem-se distinguido no panorama televisivo por recuperar o espírito episódico das séries clássicas de Star Trek, ao mesmo tempo que arrisca com episódios de género variado — desde o drama intenso à comédia leve, passando pelo romance ou até momentos mais experimentais.

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Com a terceira temporada já a decorrer e uma quarta a caminho, é caso para dizer: longa vida à Enterprise!

Cineastas Contra a MUBI: Miguel Gomes Entre os Signatários que Condenam Financiamento Ligado a Israel

Plataforma de streaming e distribuidora independente é acusada de estar a lucrar com o “genocídio em Gaza” após aceitar investimento da Sequoia Capital

🎬 A MUBI, conhecida pela sua curadoria de cinema independente e por apoiar vozes autorais de todo o mundo, está no centro de uma polémica internacional. Mais de 30 cineastas, incluindo os portugueses Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, assinaram uma carta aberta onde criticam abertamente a empresa por ter aceite 100 milhões de dólares em financiamento da Sequoia Capital, uma firma norte-americana com ligações a interesses militares israelitas.

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“A decisão da MUBI de fazer parceria com a Sequoia Capital demonstra uma total falta de responsabilidade para com os artistas e comunidades que ajudaram a empresa a prosperar”, lê-se na carta publicada esta semana pela Variety.

Entre os signatários estão também nomes como Aki KaurismäkiRadu JudeJoshua OppenheimerLevan AkinJessica BeshirCourtney StephensCamilo Restrepo e Neo Sora — vozes influentes no circuito do cinema autoral e de festivais.

Do prestígio à contestação

A MUBI tem construído uma reputação sólida como plataforma que valoriza o cinema ousado, alternativo e de autor. Ao longo dos anos, estabeleceu relações próximas com realizadores independentes e com um público exigente, tornando-se uma referência entre os cinéfilos.

Mas a revelação, em Maio, do financiamento da Sequoia Capital — uma empresa com ligações a tecnologias de vigilância e a fabricantes de ‘drones’ militares israelitas — veio abalar essa imagem.

Segundo a Variety, a Sequoia está envolvida com empresas como a start-up Kela, fundada por ex-membros de unidades de segurança israelitas, criada na sequência dos ataques do Hamas em Outubro de 2023.

“O crescimento financeiro da MUBI está agora explicitamente ligado ao genocídio em Gaza”, afirmam os realizadores. “E isso implica todos nós que trabalhamos com a MUBI.”


Os pedidos dos cineastas

Na carta aberta, os signatários exigem à MUBI três coisas concretas:

  1. Uma condenação pública da Sequoia Capital e dos seus lucros associados à guerra;
  2. retirada da Sequoia dos cargos de direcção da MUBI;
  3. A adopção de uma política ética rigorosa para futuros investimentos.

A posição é clara: o financiamento pode comprometer a integridade de uma plataforma que se construiu com base na confiança de artistas que rejeitam a normalização da violência — especialmente quando ligada a conflitos armados e violações de direitos humanos.


A resposta da MUBI: insuficiente?

Em Junho, após os primeiros protestos, a MUBI respondeu dizendo que o investimento da Sequoia tinha como objectivo “acelerar a missão de fazer chegar filmes ousados e visionários a mais públicos”, e que “as crenças de cada investidor não reflectem as opiniões da MUBI”.

Para os signatários, essa justificação é insuficiente. E a questão torna-se ainda mais sensível num momento em que a ofensiva israelita em Gaza já provocou, segundo a ONU e várias ONG, mais de 59 mil mortos, a maioria civis, bem como fome extrema e colapso de infraestruturas básicas.

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Cinema e consciência

Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, dois nomes fundamentais do novo cinema português, juntam-se assim a uma crescente onda de contestação que exige mais responsabilidade ética das empresas culturais e mediáticas. Num mundo cada vez mais polarizado, onde os conflitos armados se cruzam com interesses financeiros e plataformas globais, os artistas recusam ser cúmplices silenciosos.

Seth Meyers Receia Pelo Futuro dos Talk Shows: “O Ecossistema Pode Não Aguentar”

Após o fim repentino do Late Show de Stephen Colbert, o apresentador de Late Night revela receios quanto à continuidade do seu programa

Seth Meyers, uma das figuras mais carismáticas da televisão norte-americana, está preocupado. E não está sozinho. O cancelamento inesperado de The Late Show with Stephen Colbert – o talk show mais visto da televisão em sinal aberto nos Estados Unidos – lançou uma sombra sobre o futuro da programação nocturna.

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Em conversa com Dax Shepard no podcast Armchair Expert, gravado antes de se saber da decisão da CBS de terminar o Late Show, Seth Meyers revelou estar consciente de que o fim do seu próprio programa, Late Night with Seth Meyers, pode estar sempre ao virar da esquina.

“Passei de ter medo de não ser suficientemente bom para um medo que está, agora, fora do meu controlo: que o ecossistema simplesmente deixe de suportar este tipo de programa”, explicou o comediante e antigo guionista do Saturday Night Live.

Desde 2014 no ar, Late Night with Seth Meyers soma quase 1700 episódios e continua a ser produzido pela Broadway Video (de Lorne Michaels) e pela Universal Television, para a NBC. Mas mesmo com esse percurso sólido, Meyers não dá nada como garantido.

“Mostrem-me o relógio, eu apareço para trabalhar”

O apresentador confessou que a maior lição dos últimos 11 anos foi a importância da persistência:

“Se há uma grande revelação, é esta: aparece e faz o trabalho. É a única parte pela qual te pagam. O resto, temos pessoas tão boas nas suas áreas quanto tu és na tua. Não tentes controlar tudo.”

Num registo entre a resignação e o realismo, Meyers admite que “não é o melhor momento para fazer o que faço, mas ao menos consegui entrar”. E acrescenta: “O mundo conhece o nome Seth Meyers de uma forma com a qual estou satisfeito.”

Início atribulado, mas com superação

Seth também falou abertamente sobre os momentos mais difíceis no arranque do programa:

“Nos primeiros tempos, tivemos executivos da NBC a dizer-nos directamente: ‘Estamos muito preocupados com a direcção do programa.’”

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Hoje, o tom é outro. Embora a ameaça de mudanças repentinas no panorama televisivo persista, Seth Meyers parece ter encontrado um equilíbrio entre o medo e a dedicação, mantendo-se fiel ao seu estilo sarcástico, político e cerebral – uma alternativa mais ponderada ao frenesim dos talk shows convencionais.

“Dead City” Vai Sobreviver Mais Um Inverno: Spin-off de The Walking Dead Renovado Para Terceira Temporada

🧟‍♂️ Não há apocalipse que os pare! A AMC Networks anunciou oficialmente que The Walking Dead: Dead City vai regressar para uma terceira temporada, consolidando-se como um dos spin-offs mais bem-sucedidos do universo de zombies mais popular da televisão.

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Uma Nova Era em Manhattan (com velhos fantasmas à espreita)

A série, disponível em Portugal através do serviço de streaming AMC Selekt, acompanha Maggie Rhee (Lauren Cohan) e Negan Smith (Jeffrey Dean Morgan), duas personagens que passaram de inimigos mortais a aliados relutantes, numa caminhada emocional por um mundo em ruínas. A primeira temporada mergulhou-nos numa Manhattan pós-apocalíptica, isolada do continente, onde o caos, a violência e um inesperado sentido de comunidade convivem num frágil equilíbrio.

Agora, a terceira temporada promete elevar a fasquia. Segundo o anúncio oficial, Maggie e Negan tentam fundar a primeira comunidade próspera em Manhattan desde o apocalipse. Mas, como seria de esperar no mundo de The Walking Dead, a paz tem sempre prazo de validade. O caos irrompe e a pergunta impõe-se: será que os traumas do passado vão condenar o futuro?

Novo showrunner, velha experiência

Para esta nova etapa, a série terá um novo timoneiro criativo: Seth Hoffman, argumentista veterano da série original, responsável por episódios marcantes como ‘JSS’ e ‘Sem Saída’, além de passagens por Dr. House e Prison Break. A produção da nova temporada arranca no outono, em Boston (Massachusetts).

Dan McDermott, presidente da AMC Studios, expressou gratidão a Eli Jorné, showrunner das duas primeiras temporadas, e mostrou entusiasmo com o regresso de Hoffman:

“Estamos muito satisfeitos por poder contar com um veterano de The Walking Dead à frente de uma nova temporada que, acompanhada dos brilhantes Lauren Cohan e Jeffrey Dean Morgan, trará novos adversários e alianças”.

Já o próprio Hoffman confessou estar entusiasmado com o desafio:

“É uma verdadeira honra construir o seguinte capítulo para as icónicas aventuras de Maggie e Negan em Dead City”.

Uma cidade, duas forças em colisão

A dinâmica entre Maggie e Negan continua a ser o coração pulsante de Dead City. Desde o assassinato brutal de Glenn até à tensa aliança em tempos de crise, os dois personagens protagonizam uma das relações mais complexas e imprevisíveis de todo o universo TWD — e é precisamente essa tensão emocional que mantém os fãs colados ao ecrã.

A renovação para uma terceira temporada não só reforça o sucesso da série, como também demonstra o fôlego de um universo pós-The Walking Dead, que continua a expandir-se com histórias mais localizadas, intensas e emocionalmente ricas.

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Preparem-se: os mortos continuam a andar… e Maggie e Negan também.

“Grantchester” Está de Volta: Mistérios, Segredos e Chá Quente na Nova Temporada da Série Britânica

A 10.ª temporada estreia agora em Portugal, com episódios disponíveis na Filmin e no Prime Video

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Preparem as chávenas de chá e os sentidos dedutivos: Grantchester está de regresso — e os fãs portugueses já podem acompanhar a nova temporada, com estreia simultânea na Filmin e no Prime Video. A popular série policial britânica, ambientada nos anos 50, chega à sua 10.ª temporada com mais mistérios, dramas familiares e aquele charme irresistivelmente campestre que conquistou o público ao longo da última década.

Se nos Estados Unidos a estreia aconteceu a 15 de Junho, em Portugal os episódios já começaram a chegar às plataformas de streaming — uma excelente notícia para quem não quer esperar pelas emissões televisivas ou andava a adiar o reencontro com o detetive mais educado de Inglaterra.

Geordie e Alphy: uma dupla improvável com muito para resolver

A nova temporada traz de volta Robson Green, no papel do incansável DI Geordie Keating, e Rishi Nair como o carismático Reverendo Alphy Kottaram, sucessor espiritual (e não só) das figuras religiosas que desde o início da série têm ajudado a resolver os homicídios que teimam em surgir na idílica vila de Cambridgeshire.

Segundo a sinopse oficial, a dupla vai continuar a enfrentar os seus demónios pessoais enquanto tenta manter a ordem em Grantchester. Alphy, agora mais integrado na comunidade, é obrigado a confrontar segredos do passado que têm estado cuidadosamente escondidos. Será que conseguirá abrir o coração — ou vai ter de enfrentar a verdade sobre si próprio?

O que esperar desta temporada?

Para lá dos crimes, a série continua a explorar temas como a fé, a sexualidade, os traumas de guerra e as tensões sociais do pós-guerra. A nova temporada promete “ainda mais mistério, desventura e romance”, nas palavras do próprio canal ITV, que renovou a série com entusiasmo.

A criadora e argumentista Daisy Coulam mostrou-se orgulhosa pelo regresso da equipa: “Este programa é um testemunho do nosso elenco e equipa maravilhosos. Estou muito grata e orgulhosa por podermos voltar para uma 10.ª temporada e mais um verão glorioso em Grantchester.”

No elenco regressam também Al Weaver como Leonard Finch, Tessa Peake-Jones como Mrs C, Kacey Ainsworthcomo Cathy Keating, Oliver DimsdaleNick BrimbleBradley Hall e Melissa Johns.

A longevidade de um clássico moderno

Estreada originalmente em 2014 e baseada nas personagens criadas por James Runcie, Grantchester conseguiu manter-se relevante ao longo de dez temporadas, reinventando-se com novas personagens sem perder o seu ADN. A troca de protagonistas — com Alphy a suceder ao carismático Sidney Chambers (James Norton) e depois a Will Davenport (Tom Brittney) — provou ser um sucesso junto dos fãs, mantendo os índices de audiência elevados tanto no Reino Unido como nos EUA.

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Se ainda não se rendeu aos encantos de Grantchester, talvez esteja na altura. E se já é fã, então sabe que o verdadeiro prazer da série não está apenas nos crimes — está nos olhares trocados ao som do sino da igreja, nas conversas à sombra de uma macieira e nas tensões que fervilham sob a superfície de uma comunidade aparentemente pacífica.

O Lado Negro de Stanley Ipkiss: Porque Está na Hora de Dar à Máscara a Reboot que Merece

🎭💥 Jim Carrey a dançar “Cuban Pete” é uma imagem gravada na retina de qualquer criança dos anos 90. The Mask(1994) foi um sucesso instantâneo, misturando humor desenfreado, efeitos visuais revolucionários e uma performance inesquecível de Carrey. Mas poucos sabem que por detrás do filme PG-13 existe uma origem muito mais sombria — e surpreendentemente fascinante.

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Na verdade, a personagem The Mask nasceu nas páginas de uma banda desenhada da Dark Horse Comics… e era tudo menos fofinha. Decapitações, caos urbano, professores aterrorizados e mísseis disparados sobre polícias corruptos. Sim, é verdade: o Stanley Ipkiss original não era um palhaço adorável. Era uma bomba de loucura homicida à espera de explodir. E há provas disso – num obscuro jogo de PC de 1994 que poucos se lembram de ter existido.

“The Mask: The Origin”: Uma Joia Digital Esquecida

Em plena era do CD-ROM, a Softkey aliou-se à Dark Horse para lançar uma adaptação digital dos cinco primeiros volumes da BD original. O resultado? The Mask: The Origin, uma espécie de motion comic com narração completa, efeitos visuais e cenas sangrentas animadas com um nível de empenho que ultrapassa muitos projetos independentes actuais.

Disponível hoje no YouTube (sim, já lá anda desde 1994!), esta versão da história é um vislumbre do que The Maskpoderia ser se Hollywood tivesse tido coragem de abraçar o seu lado mais negro. Em vez de um excêntrico super-herói ao estilo Tex Avery, temos um vigilante vingativo e instável que personifica a raiva reprimida de um homem humilhado — e que não hesita em usar métodos brutais para se impor.

Porque o Cinema Está Pronto Para Esta Versão

Desde Deadpool a Venom, o público já se habituou a protagonistas ultra-violentos com um sentido de humor distorcido. O que antes parecia demasiado arriscado para o grande público, agora é uma aposta segura. E The Mask, com o seu ADN anárquico e irreverente, encaixa perfeitamente neste novo cenário.

Ao contrário do filme com Jim Carrey, que termina com uma nota alegre e quase romântica, a história original mergulha nas consequências psicológicas de usar a máscara. A personagem do tenente Kellaway, por exemplo, torna-se uma figura trágica, consumida pela raiva e pela perda de controlo. Há espaço aqui para explorar temas como identidade, loucura e violência justificada — e isso dá pano para mangas no cinema actual.

Jim Carrey Foi Brilhante — Mas a Máscara Pode Ter Outra Cara

Não estamos a sugerir substituir ou apagar a versão de 1994. Aquela performance permanece lendária. Mas e se agora, passados 30 anos, revisitássemos o mito com novos olhos? Um reboot sombrio, com classificação para maiores de 18 anos, inspirado directamente nos comics, poderia transformar The Mask num fenómeno de culto para uma nova geração. Um filme que misture o caos do Joker, o humor negro de The Boys e o visual desvairado de um Sin City.

Seria o regresso triunfal de uma das personagens mais malucas — e mal interpretadas — dos anos 90.

Sunshine: O Filme de Ficção Científica Que Antecipou o Futuro (E Que o Público Ignorou)

📺 The Mask (1994) está disponível em streaming no Tubi, Prime Video e YouTube. O motion comic The Mask: The Origin pode ser visto gratuitamente no YouTube aqui

De Wakanda a Gotham: Os Filmes de Super-Heróis Que Vão Dominar o Verão na STAR 💥🦸‍♀️🦇

O STAR Channel promete um verão com capas ao vento, superpoderes em alta voltagem e uma dose épica de adrenalina. O especial “Super-heróis de peso” reúne alguns dos maiores êxitos do cinema de acção e aventura moderna — daqueles que redefiniram o género e deixaram os fãs a salivar por mais. De Wakanda à destruição de Gotham, passando pelo caos organizado da Suicide Squad, este é o alinhamento que transforma o sofá na tua próxima sala de cinema privada.

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Black Panther: Wakanda Forever – O Legado Continua 🐾👑

Começamos com um dos títulos mais emocionais do Universo Cinematográfico Marvel. Black Panther: Wakanda Forever(2022) não é apenas uma continuação – é uma carta de amor a Chadwick Boseman, o eterno T’Challa. Realizado por Ryan Coogler, o filme mergulha-nos no luto colectivo de Wakanda e na ascensão de uma nova protetora.

Letitia Wright assume o protagonismo como Shuri, enfrentando não só as ameaças externas (como a civilização submarina de Talokan liderada por Namor), mas também o peso de um legado incomparável. O filme foi um sucesso estrondoso de bilheteira e arrecadou cinco nomeações aos Óscares, vencendo o de Melhor Guarda-Roupa. Um épico com coração e inteligência política.

The Flash – Viagem no Tempo e Batman… Versão Keaton! ⚡🦇

Se The Flash (2023) se tornou um dos filmes mais debatidos do universo DC, foi por boas razões. Ezra Miller regressa como Barry Allen e mete o pé na linha do tempo com consequências absolutamente catastróficas — mas também absolutamente cinematográficas.

A cereja no topo do multiverso? Michael Keaton regressa como Batman, décadas depois da sua última aparição. Sim, leu bem. O Cavaleiro das Trevas com olhos azuis e frases secas volta à carga, e não está aqui para brincadeiras. O filme junta ainda Ben Affleck e Sasha Calle como Supergirl, num espectáculo visual que celebra (e embaralha) tudo o que já conhecemos sobre heróis e timelines.

Suicide Squad – Vilões com estilo e explosões a gosto 💣🎭

De James Gunn, mestre do caos narrativo com coração, The Suicide Squad (2021) é aquilo que o primeiro filme de 2016 tentou ser e nunca conseguiu: insano, divertido e gloriosamente sangrento.

Margot Robbie regressa como Harley Quinn, ao lado de Idris Elba, John Cena e Viola Davis. Junta-se um tubarão falante (King Shark), uma estrela-do-mar gigante e um senso de humor negro que desafia todas as regras do jogo. É um filme onde os vilões brilham mais do que os heróis, e onde cada explosão vem com uma piada no bolso.

X-Men: Fénix Negra – A Queda da Fénix 🔥🧠

No capítulo final da saga dos X-Men sob a alçada da 20th Century Fox, Fénix Negra (2019) tenta fechar com chave de fogo a história de Jean Grey. Sophie Turner regressa ao papel, agora possuída por uma força cósmica incontrolável que ameaça destruir tudo e todos.

O filme teve uma recepção mista — entre críticas à execução e elogios às prestações de Turner e James McAvoy — mas continua a ser essencial para quem acompanha a evolução desta família disfuncional de mutantes desde o ano 2000. E há que dizer: quando X-Men é o “pior” filme do especial, é porque o nível está mesmo alto.

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Se és fã de super-heróis, mutantes, vilões encantadores ou apenas de cinema que dá cabo do subwoofer da sala, então o STAR Channel tem-te preparado um verão onde não precisas de salvar o mundo — só de o ver em grande estilo.

Netflix Entra no Mundo da Televisão Tradicional: Acordo com TF1 Revoluciona o Streaming em França 📺🇫🇷

O que parecia impensável há poucos anos acaba de se tornar realidade: a Netflix, símbolo máximo da revolução do streaming e da morte da televisão tradicional, vai começar a emitir canais lineares em direto — e logo em parceria com a TF1, o maior grupo de media comercial em França.

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O anúncio foi feito no Festival Cannes Lions, e marca uma viragem histórica para a gigante norte-americana, que até agora sempre se tinha recusado a seguir o modelo clássico da televisão por cabo. A partir do verão de 2026, os subscritores franceses da Netflix terão acesso não só a cinco canais da TF1 em direto, como a um impressionante catálogo de 30 mil horas de conteúdos on-demand da plataforma TF1+ — tudo através da interface da Netflix.

Da guerra ao casamento: o streaming junta-se à TV

Durante anos, o discurso da Netflix foi claro: o futuro era o on-demand. Mas à medida que o mercado se satura, as receitas de publicidade caem e as audiências fragmentam-se, o modelo linear começa a ganhar um novo fôlego. E é precisamente esse o cenário que levou à aproximação entre dois gigantes aparentemente rivais.

Para Greg Peters, co-CEO da Netflix, a lógica é clara: “Alguns públicos franceses já pensam em televisão como sendo Netflix.” Este acordo “é uma oportunidade de trabalharmos com a maior emissora do ecossistema mediático francês”.

Para o grupo TF1, que ainda alcança 58 milhões de telespectadores mensais com os seus canais e serve 35 milhões de utilizadores no TF1+, a aliança é um golpe de mestre. Como explicou o CEO Rodolphe Belmer, “à medida que os hábitos de visualização migram para o digital, esta parceria permite que o nosso conteúdo chegue a audiências inigualáveis — e abre novas portas para os anunciantes.”

O que muda na prática?

Este será o primeiro grande teste da Netflix no mundo da emissão linear ao vivo, com um cardápio recheado:

  • Séries populares como Brocéliande e Erica
  • Telenovelas e programas de grande audiência
  • Reality shows como The Voice
  • Eventos desportivos em direto

Ou seja, tudo o que antes seria inimaginável numa plataforma feita para ver “quando e como quiseres” passa agora a estar disponível também em tempo real. Uma verdadeira televisão dentro da Netflix — sem precisar de mudar de aplicação.

E depois de França?

O sucesso desta aliança poderá ditar o rumo de futuras parcerias noutros países. A Netflix já sinalizou que vai avaliar cuidadosamente os resultados deste teste em França antes de avançar para modelos semelhantes noutros territórios. E as emissoras tradicionais por esse mundo fora — muitas delas em apuros — estarão certamente atentas ao que aqui se joga.

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Para já, nenhum detalhe financeiro foi revelado, nem se sabe como serão partilhadas as receitas de subscrição e publicidade. Mas uma coisa é certa: esta jogada marca uma redefinição radical do que é (ou pode ser) uma plataforma de streaming em 2026.