“Wonder Man” Surpreende Tudo e Todos: A Série da Marvel Que Já Está no Topo da Crítica

Com 96% no Rotten Tomatoes, a nova aposta do MCU torna-se um caso sério… apesar do silêncio promocional

Quando parecia que o Marvel Cinematic Universe já não conseguia voltar a surpreender pela positiva, surge Wonder Man — discretamente, quase às escondidas — para baralhar as contas. Estreada a 27 de Janeiro, sem grande campanha de promoção e lançada em formato binge, a série está a conquistar a crítica de forma esmagadora, ao ponto de já ostentar o segundo melhor resultado de sempre do MCU no Rotten Tomatoes.

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À data de escrita deste artigo, Wonder Man soma 96% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Um número impressionante por si só, mas ainda mais relevante se tivermos em conta o contexto: uma fase recente do universo Marvel marcada por recepção morna, desgaste criativo e divisões claras entre fãs e críticos.

Um resultado histórico para uma série “esquecida” no lançamento

O mais curioso é que Wonder Man não chegou com o peso mediático habitual das grandes produções da Marvel. Sem trailers omnipresentes, sem tapetes vermelhos mediáticos e sem semanas de antecipação nas redes sociais, a série parecia destinada a passar despercebida. A ironia? É precisamente esse projecto “menor” que agora surge empatado como segundo melhor avaliado de sempre em todo o universo cinematográfico e televisivo da Marvel.

Neste momento, o ranking histórico de pontuações no Rotten Tomatoes coloca Wonder Man ao lado de pesos-pesados absolutamente consagrados:

  • Ms. Marvel – 98%
  • Wonder Man – 96%
  • Black Panther – 96%
  • Agents of S.H.I.E.L.D. – 95%
  • Avengers: Endgame – 94%
  • Iron Man – 94%
  • Thor: Ragnarok – 93%
  • Spider-Man: No Way Home – 93%
  • Spider-Man: Homecoming – 92%
  • Shang-Chi – 92%
  • WandaVision – 92%

O facto de Wonder Man surgir neste grupo diz muito sobre a qualidade da série — e talvez ainda mais sobre as expectativas surpreendentemente baixas com que foi recebida.

O que está a funcionar em “Wonder Man”?

Sem entrar em território de spoilers, a recepção crítica tem destacado uma abordagem mais fresca, autoconsciente e segura de si própria. Wonder Man parece saber exactamente o que quer ser: uma série que dialoga com o legado do MCU, mas que não se deixa esmagar por ele.

Num período em que várias produções recentes da Marvel foram acusadas de excesso de fórmulas recicladas, Wonder Man destaca-se pela clareza narrativa, pelo tom consistente e por personagens que funcionam para lá da simples função de “peças” num universo maior. É uma série que não parece desesperada por preparar o próximo grande evento — e talvez seja isso que a torna tão eficaz.

Um sinal de esperança para o futuro do MCU?

O sucesso crítico de Wonder Man surge num momento delicado para a Marvel. A fadiga do público é real, os resultados de bilheteira já não são garantidos e a crítica tem sido cada vez menos indulgente. Neste contexto, o triunfo silencioso da série pode funcionar como um aviso interno: talvez menos ruído promocional e mais foco criativo seja o caminho.

Se esta pontuação se mantiver — e tudo indica que sim — Wonder Man poderá tornar-se um caso de estudo dentro do próprio estúdio. Uma série lançada quase sem alarido que acaba por conquistar um lugar cimeiro na história crítica do MCU não é coisa pequena.

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Resta agora saber se o público acompanhará a crítica… ou se Wonder Man ficará como aquele segredo bem guardado que merecia ter sido descoberto mais cedo 🎬.

Beleza à Beira do Abismo: The Beauty é Excessiva, Perturbadora… e Difícil de Largar

A nova série de Ryan Murphy estreia em Portugal no Disney+ e transforma a obsessão estética num pesadelo visceral

“Beleza é dor” deixou há muito de ser apenas um cliché repetido em passerelles e salões de estética. Em The Beauty, a nova série criada por Ryan Murphy e Matt Hodgson, essa frase ganha contornos literais, sangrentos e profundamente desconfortáveis. Produzida pelo FX, a série estreia em Portugal no Disney+ a 22 de Janeiro, com três episódios disponíveis no lançamento e novos capítulos a chegarem semanalmente à plataforma.

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Adaptada da banda desenhada homónima de Jeremy Haun e Jason A. HurleyThe Beauty cruza horror corporal, thriller conspirativo e sátira social para explorar o preço real da perfeição num mundo dominado pela ganância, pela aparência e pelo lucro a qualquer custo.

Um desfile de moda que termina em carnificina

A série arranca com uma das sequências mais desconcertantes do ano televisivo. Num desfile de alta-costura em Paris, Ruby — interpretada por Bella Hadid — entra na passerelle visivelmente desorientada, suada e fora de controlo. Minutos depois, o glamour dissolve-se numa explosão de violência gráfica que choca o público e inaugura o tom da série.

Rapidamente percebemos que este não é um caso isolado. Incidentes semelhantes começam a surgir entre supermodelos por todo o mundo, levando os agentes do FBI Cooper Madsen (Evan Peters) e Jordan Bennett (Rebecca Hall) a investigar a origem deste fenómeno aparentemente inexplicável.

A perfeição como vírus — literalmente

A investigação conduz a uma revelação tão absurda quanto aterradora: um “milagre” biotecnológico que começa como uma injecção estética e evolui para um vírus sexualmente transmissível. O efeito? Transformar qualquer pessoa na versão fisicamente perfeita de si mesma. O processo, no entanto, é tudo menos bonito: prolongado, doloroso e grotesco, com o corpo a rasgar-se, reconstruir-se e sangrar em nome da perfeição.

Ryan Murphy aproveita este conceito para levar o horror corporal ao limite, numa sucessão de imagens que incluem cirurgias falhadas, “nascimentos de beleza” e mutações que farão muitos espectadores desviar o olhar.

Capitalismo, poder e a mercantilização do corpo

Como não poderia deixar de ser, a origem do problema está no dinheiro. O cérebro por detrás desta “cura” é The Corporation, um bilionário delirante interpretado por Ashton Kutcher, claramente inspirado nas figuras reais que dominam o sector tecnológico global. Obcecado com lucros e expansão, vê no vírus da beleza uma oportunidade de negócio sem precedentes.

Para proteger o império, recorre a The Assassin, um matador profissional vivido por Anthony Ramos, encarregado de silenciar qualquer investigação antes que ganhe tração. Pelo caminho, a série ainda acompanha personagens secundárias, como Jeremy (Jeremy Pope), um jovem isolado que encontra neste “milagre” uma porta perigosa para a validação pessoal.

Quando o excesso começa a pesar

Durante os primeiros episódios, The Beauty é um espectáculo perturbador, provocador e, por vezes, brilhante. No entanto, a partir do episódio oito, a narrativa começa a fragmentar-se. Subtramas multiplicam-se, o ritmo acelera em excesso e a série perde algum do controlo que inicialmente parecia fazer parte do plano.

É também nesta fase que o tom satírico descamba ocasionalmente para o absurdo, com decisões narrativas que enfraquecem o comentário social. Questões como padrões de beleza branca e identidade racial são tocadas de forma superficial, apesar de um elenco diverso e de uma premissa que pedia maior profundidade.

Imperfeita, mas estranhamente viciante

Apesar dos seus tropeços, The Beauty continua a ser uma experiência televisiva envolvente. Os 11 episódios, com durações entre os 24 e os 50 minutos, são fáceis de consumir e mantêm um nível de tensão constante. A série aborda temas extremamente actuais — desde a obsessão com a aparência e o privilégio da beleza até ao uso de “drogas milagrosas”, redes sociais e educação sexual deficiente — envoltos num pacote visualmente chocante.

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The Beauty não é subtil, não é equilibrada e nem sempre sabe quando parar. Mas é ousada, incómoda e consciente o suficiente para nos fazer reflectir enquanto nos perturba. Uma série longe da perfeição — o que, ironicamente, acaba por reforçar a sua mensagem.

Ladybug Está de Volta: Fevereiro Traz Novas Aventuras da Heroína Que Conquistou o Mundo

Marinette, segredos e super-vilões: o universo Miraculous continua a crescer

Fevereiro promete ser um mês especial para os fãs de animação no Disney Channel, com a estreia de novos episódios de Miraculous – As Aventuras de Ladybug. A partir de sábado, dia 7, a icónica heroína parisiense regressa ao pequeno ecrã com histórias inéditas, novos desafios e emoções à flor da pele, numa fase em que as relações entre personagens se tornam cada vez mais complexas.  

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Criada por Thomas AstrucMiraculous tornou-se um fenómeno global ao combinar super-heróis, drama adolescente e uma mitologia própria que não pára de evoluir. No centro da narrativa continua Marinette Dupain-Cheng, uma jovem aparentemente comum que, ao transformar-se em Ladybug, assume a responsabilidade de proteger Paris ao lado de Gato Noir.

Amor, segredos e decisões difíceis

Os novos episódios prometem aprofundar ainda mais o lado emocional da série. Marinette e Adrien encontram-se cada vez mais próximos, mas continuam presos a segredos que não podem revelar — um jogo delicado entre identidade, confiança e responsabilidade. Esta tensão é um dos grandes trunfos de Miraculous, permitindo que a série cresça com o seu público e aborde temas como maturidade emocional, perda e escolhas difíceis.

Entre os momentos mais marcantes dos novos episódios está o dilema de Adrien perante a construção de uma estátua em memória do seu pai, situação que coloca Marinette numa posição particularmente desconfortável. Incapaz de revelar toda a verdade, a jovem heroína vê-se dividida entre aquilo que sente e aquilo que deve fazer. Paralelamente, surgem histórias mais leves e próximas do quotidiano adolescente, como a tentativa de Ondine de viver o seu primeiro beijo, com a habitual ajuda — bem-intencionada, mas nem sempre eficaz — de Marinette.

Um universo que não pára de se reinventar

Para além das estreias regulares ao longo dos fins de semana, o Disney Channel prepara ainda um momento especial para os fãs da série. No fim de semana de 28 de Fevereiro, chega o especial “Cities of Secrets”, uma celebração do universo Miraculous que destaca alianças épicas, episódios marcantes e os heróis que mantêm a Cidade das Luzes a salvo. Uma excelente oportunidade para revisitar momentos-chave e reforçar porque Ladybug continua a ser uma das heroínas mais carismáticas da animação contemporânea.

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Com a sua mistura única de acção, romance, humor e drama, Miraculous – As Aventuras de Ladybug mantém-se como uma das séries mais consistentes e queridas do Disney Channel. Fevereiro confirma que a jornada de Marinette está longe de terminar — e que cada novo episódio continua a deixar marca.

Depois de Greenland 2, Estes São 8 Filmes de Catástrofe Perfeitos Para Continuar o Fim do Mundo

Do apocalipse climático a cometas assassinos, há vida (cinematográfica) depois do desastre

Greenland 2: Migration chega aos cinemas determinado a elevar ainda mais a fasquia do cinema-catástrofe. Se no primeiro filme acompanhávamos Gerard Butler numa corrida desesperada para alcançar um bunker antes do impacto de um cometa, a sequela mergulha-nos num mundo já devastado, transformado num verdadeiro deserto pós-apocalíptico. O resultado é aquilo que os fãs do género adoram: destruição em grande escala, drama familiar e uma luta constante pela sobrevivência.

Se ficou com vontade de mais depois de Greenland 2, a boa notícia é que não faltam alternativas — e a maioria pode ser vista em Portugal sem grande esforço, seja em streaming ou através de aluguer digital.

Geostorm (2017)

Mais uma vez, Gerard Butler no centro do caos. Em Geostorm, a Terra depende de uma rede de satélites capaz de controlar o clima… até que tudo corre mal. Tsunamis, terramotos e quedas abruptas de temperatura surgem em catadupa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital em plataformas como Apple TV, Google Play e Rakuten TV.

O Dia Depois de Amanhã (2004)

Um dos títulos mais populares do género. O Dia Depois de Amanhã, de Roland Emmerich, imagina uma nova era glacial que se instala em tempo recorde, com Nova Iorque congelada e tornados a devastar cidades inteiras.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível no catálogo da Disney+.

2012 (2009)

Quando o assunto é destruir o planeta inteiro, Roland Emmerich não conhece limites. Em 2012, a civilização colapsa sob terramotos, tsunamis e falhas tectónicas globais, enquanto uma família tenta sobreviver contra todas as probabilidades.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play, Prime Video Store).

Impacto Profundo (1998)

Mais contido e emocional do que ArmageddonImpacto Profundo aposta no drama humano quando um cometa ameaça extinguir a vida na Terra. Um clássico subestimado do género, com decisões morais duríssimas.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital nas principais lojas online.

O Núcleo (2003)

Cientificamente disparatado, mas irresistível. Em O Núcleo, uma equipa de cientistas tenta salvar o mundo viajando até ao centro da Terra para reiniciar o seu núcleo com uma explosão nuclear.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play).

Volcano (1997)

Los Angeles, um vulcão em erupção e lava a correr pelas ruas. Volcano não perde tempo com subtilezas e oferece destruição urbana em modo clássico dos anos 90.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital.

Presságio (2009)

Mistura de ficção científica, catástrofe e existencialismo, Presságio acompanha Nicolas Cage numa investigação que conduz a uma série de desastres inevitáveis, incluindo uma sequência de queda de avião absolutamente memorável.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital; ocasionalmente exibido em canais de cinema por cabo.

San Andreas (2015)

Terramotos, tsunamis e Dwayne Johnson em modo herói total. San Andreas é cinema-catástrofe sem pudor, feito para impressionar e entreter sem pedir desculpa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível em streaming na HBO Max (Max), além de aluguer digital.

O apocalipse… à distância de um comando

O cinema-catástrofe pode não ser o género mais realista do mundo, mas continua a ser um dos mais eficazes quando se trata de espectáculo puro. Entre cometas, falhas tectónicas e colapsos climáticos, estes filmes provam que o fim do mundo é sempre melhor visto do sofá — de preferência com som alto e zero preocupações científicas.

Wonder Man: quando Hollywood, super-heróis e ego colidem na nova aposta da Marvel

A série que promete olhar para o MCU… por dentro

Disney Plus estreia a 28 de Janeiro Wonder Man, uma das propostas mais curiosas e meta do universo Marvel até à data. Longe das batalhas cósmicas e dos destinos do multiverso, Wonder Man aposta num olhar irónico, quase satírico, sobre a própria indústria do entretenimento — e fá-lo a partir do ponto de vista de quem sonha com a fama… e de quem já a perdeu.

Situada algures entre a comédia dramática e a desconstrução do mito do super-herói, a série promete mostrar um lado raramente explorado do MCU: os bastidores de Hollywood, onde a ambição, o fracasso e o ego têm tanto peso como super-poderes.

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Simon Williams: um herói antes de ser herói

No centro da narrativa está Simon Williams, um aspirante a actor que luta para lançar a sua carreira num meio ferozmente competitivo. Simon é talento em bruto, mas ainda invisível — um rosto entre milhares à procura da oportunidade certa. Essa oportunidade surge de forma inesperada quando cruza o caminho de Trevor Slattery, actor em queda livre cuja fama pertence claramente ao passado.

O encontro entre estes dois homens, em extremos opostos da carreira, desencadeia uma descoberta improvável: o lendário e excêntrico realizador Von Kovak está a preparar um remake de Wonder Man, um antigo filme de super-heróis. De repente, o cinema dentro do cinema torna-se o verdadeiro palco da série.

Uma história sobre papéis — dentro e fora do ecrã

Wonder Man joga deliberadamente com camadas de ficção. Simon e Trevor não estão apenas a disputar um papel num filme fictício; estão a lutar por relevância, redenção e reconhecimento. A série explora a fragilidade da fama, o medo de ser esquecido e a obsessão de “chegar lá”, num meio onde o sucesso é volátil e implacável.

Ao mesmo tempo, o público é convidado a espreitar os bastidores da máquina de Hollywood: castings, egos inflados, decisões criativas absurdas e a tensão constante entre arte e indústria. Tudo isto filtrado pelo humor mordaz e autoconsciente que a Marvel tem vindo a afinar nos seus projectos mais recentes.

Uma Marvel diferente — e assumidamente meta

O grande trunfo de Wonder Man é assumir que o género dos super-heróis já tem história suficiente para brincar consigo próprio. A série não tenta reinventar o género pela acção, mas sim pelo comentário. É uma proposta que dialoga com o próprio público do MCU, convidando-o a rir, reflectir e reconhecer os clichés de um universo que conhece bem.

Sem abdicar do espectáculo, Wonder Man promete ser uma série mais adulta no discurso, mais subtil no tom e claramente interessada em explorar personagens — não apenas poderes.

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Estreia marcada

Com estreia marcada para 28 de JaneiroWonder Man posiciona-se como uma das apostas mais originais da Marvel no pequeno ecrã em 2026. Uma série sobre actores, filmes de super-heróis e o preço da ambição, onde o maior desafio pode não ser salvar o mundo… mas sobreviver a Hollywood.

Punhos, Poder e Sobrevivência: Mil Golpes Regressa ao Disney+ com uma Segunda Temporada Ainda Mais Brutal

O submundo de Londres volta a subir ao ringue

Depois de uma estreia que surpreendeu pela crueza, intensidade emocional e rigor histórico, Mil Golpes está de regresso para a sua segunda temporada, que estreia no dia 9 de Janeiro no Disney+. A série, criada por Steven Knight, aprofunda agora o mergulho num mundo onde a sobrevivência se conquista punho a punho, num ringue improvisado ou nas ruas implacáveis da Londres vitoriana.

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Se a primeira temporada estabeleceu o terreno — social, político e físico — esta nova leva de episódios promete elevar as apostas, tanto no combate como nos conflitos internos das personagens.

Um mundo onde cada combate deixa marcas

Ambientada no brutal circuito do boxe ilegal do século XIX, Mil Golpes destacou-se desde o início por retratar um lado raramente romantizado da época: a luta pela sobrevivência de homens e mulheres empurrados para a margem da sociedade, num sistema que favorece os poderosos e esmaga quem nasce sem privilégios.

A segunda temporada retoma a narrativa exactamente onde as feridas ainda estão abertas. As alianças são testadas, as rivalidades tornam-se mais pessoais e o preço da ambição revela-se cada vez mais alto. O ringue continua a ser o centro simbólico da série, mas é fora dele que se travam algumas das batalhas mais perigosas.

Personagens em transformação — e em rota de colisão

Um dos maiores trunfos de Mil Golpes está no desenvolvimento das personagens. Longe de arquétipos simples, a série constrói figuras complexas, moldadas pela violência do meio em que vivem. Nesta nova temporada, vemos protagonistas mais endurecidos, mas também mais vulneráveis, confrontados com escolhas que podem definir — ou destruir — o seu futuro.

Steven Knight mantém o seu estilo característico: diálogos cortantes, tensão constante e uma abordagem quase política às dinâmicas de poder. O boxe surge não apenas como espectáculo físico, mas como metáfora de classe, identidade e resistência.

Produção ambiciosa e identidade visual marcante

Visualmente, a série continua a impressionar. A recriação da Londres vitoriana mantém um nível elevado de detalhe, com cenários sombrios, ruas enlameadas e espaços fechados que reforçam a sensação de claustrofobia social. As cenas de combate são filmadas com brutalidade directa, evitando glamour e apostando num realismo que quase se sente no estômago.

O Disney+ aposta claramente em Mil Golpes como uma das suas séries adultas de referência, mostrando que a plataforma vai muito além do entretenimento familiar.

Uma segunda ronda que promete deixar marcas

A segunda temporada de Mil Golpes não chega para suavizar o que veio antes — chega para aprofundar, complicar e intensificar. Para quem procura uma série histórica sem filtros, com personagens fortes e uma narrativa que não foge à violência nem às suas consequências, este regresso é obrigatório.

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Prepare-se: quando o primeiro sino tocar a 9 de Janeiro, não haverá espaço para recuar. 🥊

A Disney Traça uma Linha Vermelha: Google Remove Vídeos de IA com Personagens Icónicas

Um aviso formal e uma reacção rápida

A Google removeu dezenas de vídeos gerados por Inteligência Artificial que utilizavam personagens pertencentes à Disney, após ter recebido uma carta formal de cease and desist enviada pelo estúdio na passada quarta-feira. Os vídeos em causa estavam alojados no YouTube e recorriam a figuras emblemáticas como Mickey Mouse, Deadpool, personagens de Star Wars e Os Simpsons, muitas delas recriadas através do Veo, a ferramenta de geração de vídeo por IA desenvolvida pela própria Google.

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Durante algumas horas após o envio da carta, os links continuavam activos, mas passaram entretanto a redireccionar para uma mensagem clara: “Este vídeo já não está disponível devido a uma reivindicação de direitos de autor por parte da Disney”. Um sinal inequívoco de que o estúdio não está disposto a ceder terreno quando se trata do controlo das suas propriedades intelectuais.

Personagens icónicas no centro da disputa

Na carta enviada à Google, a Disney não se limitou a apontar casos isolados. O documento incluía uma lista extensa de personagens que o estúdio exige ver removidas tanto do YouTube como do YouTube Shorts, abrangendo universos tão populares como Frozen – O Reino do GeloMoanaToy StoryIron ManLilo & StitchWinnie the Pooh e, naturalmente, Star Wars.

A mensagem é clara: qualquer utilização destas personagens em conteúdos gerados por IA, sem autorização explícita, será combatida. Para a Disney, não se trata apenas de remover vídeos existentes, mas de estabelecer um precedente num momento em que as ferramentas de IA estão a evoluir a um ritmo acelerado e a tornar cada vez mais difusa a fronteira entre criação original e apropriação indevida.

Um momento particularmente sensível

O episódio ganha ainda mais peso por acontecer pouco antes de a Disney ter anunciado um acordo com a OpenAI, que permitirá o licenciamento de cerca de 200 personagens para utilização na ferramenta Sora. Ou seja, o estúdio não rejeita a Inteligência Artificial em si — rejeita o seu uso não autorizado.

Esta dualidade revela a estratégia da Disney: abraçar a inovação tecnológica, mas apenas dentro de um enquadramento legal e contratual rigoroso. Ao mesmo tempo que fecha a porta à Google, abre uma janela cuidadosamente controlada a outro gigante da tecnologia.

A resposta da Google

Em comunicado divulgado na quinta-feira, a Google procurou adoptar um tom conciliador, sublinhando a relação histórica entre as duas empresas. “Temos uma relação antiga e mutuamente benéfica com a Disney e vamos continuar a dialogar sobre esta questão”, afirmou a empresa.

A tecnológica acrescentou ainda que utiliza dados públicos da web para treinar os seus modelos de IA e que desenvolveu mecanismos adicionais de protecção de direitos de autor, como o Content ID do YouTube e ferramentas de controlo alargado para detentores de conteúdos. Ainda assim, a Disney foi mais longe nas suas exigências.

Muito mais do que vídeos removidos

Para além da eliminação imediata dos vídeos, a Disney exige que a Google implemente salvaguardas técnicas que impeçam os seus sistemas de IA de gerar personagens detidas pelo estúdio. Mais: quer que a empresa cesse qualquer utilização dessas personagens no treino dos seus modelos de Inteligência Artificial.

Este confronto ilustra um dos grandes debates do cinema e da indústria criativa em 2025: até que ponto a IA pode aprender com obras protegidas por direitos de autor? E quem controla o resultado final?

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A Disney, guardiã de alguns dos personagens mais reconhecíveis da história do cinema, acaba de deixar claro que não abdica desse controlo — nem agora, nem no futuro.

Os Destaques da Disney+ para Dezembro: Um Mês Repleto de Estreias, Clássicos e Magia Festiva

Dezembro chega ao Disney+ com a força de um mês pensado para famílias, cinéfilos, fãs de música, nostálgicos e devoradores de séries. Há novas produções, regressos aguardados, documentários de grande escala e maratonas perfeitas para dias frios. A plataforma apresenta ainda as suas colecções especiais, com clássicos incontornáveis que definiram gerações, e um catálogo natalício pronto para aquecer sofás e corações. Com tanto para descobrir, reunimos tudo o que importa no guia definitivo dos Destaques da Disney+ para Dezembro 2025.

Clássicos para começar o mês: Shrek e Regresso ao Futuro

O mês arranca logo a 1 de dezembro com duas colecções irresistíveis.

Para os fãs do ogre mais famoso do cinema moderno, ShrekShrek 2 e Shrek o Terceiro regressam para um mergulho nostálgico no caos encantado da mítica Terra Muito, Muito Distante.

Também disponível no mesmo dia está a trilogia completa Regresso ao Futuro, convidando os espectadores a viajar no tempo com Marty McFly e Doc Brown — uma oportunidade perfeita para revisitar uma das franquias mais icónicas dos anos 80.

Stand-up e Desporto: duas formas de aquecer o inverno

A 19 de dezembro chega Kumail Nanjiani: Night Thoughts, um espetáculo de stand-up hilariante e emocional, marcado pelo humor afiado e pelas reflexões íntimas do actor e comediante.

Para quem prefere adrenalina desportiva, Dezembro traz ainda mais transmissões da UEFA Women’s Champions League, garantindo noites cheias de competição europeia ao mais alto nível.

Os grandes destaques do mês: seis estreias imperdíveis

1. Um Casal (Im)Perfeito — 3 de dezembro

Uma reinterpretação contemporânea de A Guerra das Rosas, realizada por Jay Roach e escrita por Tony McNamara, com um elenco de luxo: Olivia ColmanBenedict CumberbatchAndy Samberg e Kate McKinnon.

A queda profissional de Theo e a ascensão meteórica de Ivy expõem rachaduras profundas num casamento que parecia perfeito. Rivalidade, ressentimento e humor negro marcam esta comédia dramática sobre o lado menos fotogénico da vida conjugal.

2. O Diário de um Banana – A Última Gota — 5 de dezembro

A adaptação do terceiro livro da série de Jeff Kinney segue Greg Heffley a tentar sobreviver às expectativas do pai, desastres familiares e a sua própria incapacidade encantadora de “deixar de ser banana”.

Realizado por Matt Danner, o filme conta com as vozes de Aaron D. Harris e Chris Diamantopoulos.

3. Percy Jackson – Temporada 2 — 10 de dezembro

Percy regressa numa aventura épica pelo Mar dos Monstros, onde tenta resgatar Grover e recuperar o mítico Tosão de Ouro, essencial para salvar a Colónia dos Mestiços.

Com Annabeth, Clarisse e o cíclope Tyson ao lado, esta temporada promete enredos mais sombrios, novos inimigos e uma expansão significativa do mundo mitológico da série.

4. The End Of An Era + Taylor Swift | The Eras Tour | The Final Show — 12 de dezembro

Dezembro é também o mês da música com uma dupla estreia dedicada a Taylor Swift:

  • The End Of An Era — Série documental sobre os bastidores da digressão The Eras Tour, com participações de Gracie Abrams, Sabrina Carpenter, Ed Sheeran e Florence Welch. Dois episódios chegam todas as semanas.
  • The Eras Tour | The Final Show — O concerto final da digressão, filmado em Vancouver, incluindo todo o alinhamento do álbum The Tortured Poets Department.

Uma celebração emocional e intimista de um fenómeno global.

5. Os Simpsons – Temporada 37 (Parte 1) — 17 de dezembro

A família mais famosa da televisão está de volta.

Quase 40 anos depois da estreia, Os Simpsons continuam a ser um marco cultural e um dos pilares do humor animado moderno. A nova temporada chega em duas partes, começando agora em dezembro.

6. A Verdade Oculta — 26 de dezembro

A nova série da FX acompanha o jornalista independente Lee Raybon, obcecado por desvendar a corrupção em Tulsa.

Quando a sua investigação provoca uma morte suspeita, Lee mergulha numa teia de segredos, interesses ocultos e ameaças poderosas. Um thriller tenso, de ritmo acelerado, sobre verdade, poder e sobrevivência.

Conteúdos natalícios para entrar no espírito da quadra

Para quem gosta de embrulhar dezembro com luzes, mantas e maratonas temáticas, o Disney+ reúne vários clássicos e novidades:

  • Mickey, Minnie e as Canções de Natal — 17 dezembro
  • Um Natal Muito Jonas Brothers
  • Last Christmas
  • O Amor Não Tira Férias
  • Prep’Aterragem: Protocolo Bola de Neve
  • Grinch
  • Sozinho em Casa
  • O Conto de Natal dos Marretas

Uma selecção que vai desde a comédia romântica ao clássico familiar e à fantasia musical.

E ainda em dezembro…

  • The Great North — T5 – 3 dezembro
  • Tesouros Perdidos de Roma — T2 – 3 dezembro
  • A Vida Secreta das Esposas Mórmones — Reunião T3 – 4 dezembro
  • Star Wars: As Aventuras dos Jovens Jedi — T3 – 8 dezembro
  • Law & Order: Unidade Especial — T14 a T17 – 31 dezembro

Disney+: um catálogo que cresce com espírito festivo

Com clássicos, estreias exclusivas, temporadas frescas e documentários de alto perfil, dezembro apresenta-se como um dos meses mais completos do Disney+ em 2025.

A diversidade de conteúdos — da animação ao drama, da música ao stand-up — torna a plataforma um porto seguro para quem procura entretenimento de qualidade na recta final do ano.

“Santo António, o Casamenteiro de Lisboa”: termina a rodagem da comédia portuguesa que vai unir tradições, gargalhadas e… Disney+

Está fechado o último take: Santo António, o Casamenteiro de Lisboa, a nova comédia realizada por Ruben Alves, concluiu oficialmente a rodagem esta segunda-feira, em Lisboa. A notícia foi revelada pela agência Lusa e pelo diário espanhol La Razón, confirmando que o sucessor de A Gaiola Dourada já entrou na fase de pós-produção e promete ser um dos títulos nacionais mais comentados dos próximos anos — e não apenas pelo elenco de luxo.

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A produção, uma coprodução luso-espanhola da Bla Bla Media, mergulha numa questão que tem marcado várias cidades europeias: a luta entre a preservação das tradições e a ameaça de homogeneização causada pelas grandes multinacionais. Segundo Ruben Alves, a história usa o imaginário de Santo António — padroeiro dos apaixonados e símbolo inconfundível de Lisboa — para falar da identidade das cidades e do risco de se tornarem versões indistintas umas das outras.

Estufa Fria: o cenário da despedida

O último dia de filmagens decorreu na Estufa Fria, onde quase todo o elenco se reuniu para gravar duas cenas finais e protagonizar uma despedida carregada de emoção. Foi o encerramento simbólico de semanas de trabalho que passaram por vários pontos da capital, explorando o seu ambiente humano e as suas tradições populares.

Um elenco que junta Portugal e Espanha

A comédia conta com alguns dos nomes mais queridos do público português:

  • Rita Blanco,
  • Joaquim Monchique,
  • Maria Rueff,
  • Ana Bola,
  • Inês Aires Pereira,
  • Albano Jerónimo.

A este grupo junta-se ainda o actor espanhol Paco León, que interpreta um “betinho” madrileno que chega a Lisboa e enfrenta dificuldades de adaptação, até acabar integrado numa família portuguesa. A sua presença representa não apenas o tom humorístico do filme, mas também a ponte cultural entre os dois países ibéricos. Os responsáveis pela produção sublinham que projectos deste tipo podem abrir portas para novas colaborações transfronteiriças.

O argumento é assinado pelo espanhol Fernando Pérez, reforçando o carácter internacional da narrativa, que pretende celebrar aquilo que aproxima Portugal e Espanha sem perder de vista as particularidades culturais de cada lado.

A caminho das salas — e depois, Disney+

Santo António, o Casamenteiro de Lisboa tem estreia marcada para o verão de 2026 em Portugal, Espanha e França. Depois da passagem pelos cinemas, o filme fará história ao tornar-se a primeira longa-metragem portuguesa a chegar exclusivamente à plataforma Disney+, um marco significativo para o cinema nacional e um sinal de que as grandes plataformas começam a olhar com mais atenção para a produção portuguesa.

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A combinação entre tradição lisboeta, humor afiado e uma reflexão sobre o futuro das cidades europeias faz deste filme uma aposta que promete conquistar tanto o público nacional como internacional. E, com Ruben Alves ao leme, a expectativa só cresce: afinal, poucos realizadores conhecem tão bem o coração sentimental e multicultural de Lisboa.

Peter Jackson Reabre o Arquivo: A Nova Versão de The Beatles Anthology no Disney+ Traz Imagens Inéditas e Som Renovado

Os Beatles voltam a reinventar-se — mesmo 55 anos depois do fim da banda. The Beatles Anthology, a monumental série documental lançada originalmente em 1995, regressa agora no Disney+ numa versão restaurada, expandida e acompanhada pelo toque tecnológico de Peter Jackson. Depois do impacto colossal de The Beatles: Get Back, o realizador neozelandês e a sua equipa da WingNut Films voltam a mergulhar nos arquivos dos Fab Four para dar nova vida a um dos projectos mais ambiciosos da história do grupo.

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O resultado é, simultaneamente, um regresso ao passado e uma atualização para a era do streaming. O que antes era uma referência televisiva passou agora a ser uma obra afinada para a alta definição, com melhorias profundas na imagem e — sobretudo — no som. Esta nova edição estreou no Disney+ a 26 de Novembro de 2025 e promete conquistar tanto os fãs de primeira hora como as gerações que só descobriram o quarteto através dos recentes projectos de Jackson.

Uma Restauração de Alto Nível

A nova versão de The Beatles Anthology foi remasterizada e aperfeiçoada pela produção da Apple Corps, em colaboração com a WingNut Films de Peter Jackson e com Giles Martin, filho de George Martin — o lendário produtor dos Beatles. Giles criou novos mixes sonoros para grande parte das músicas, elevando a clareza e a profundidade das gravações, e aproximando-as do trabalho que desenvolveu recentemente em reedições de álbuns clássicos da banda.

Visualmente, o salto é igualmente significativo: tal como em Get Back, a equipa de Jackson recorreu a técnicas avançadas de limpeza, estabilização e reconstrução digital de película, resgatando detalhes outrora imperceptíveis e devolvendo frescura ao material captado há mais de meio século.

O Que Há de Novo? Um Episódio Inédito

A série original tinha oito episódios — esta nova versão passa a ter nove. O episódio adicional reúne material de bastidores registado entre 1994 e 1995, quando Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr se juntaram para trabalhar no projecto Anthology em todas as suas vertentes:

  • a série televisiva,
  • os álbuns duplos com gravações raras,
  • e o livro The Beatles Anthology, publicado em 2000.

O episódio mostra conversas íntimas entre os três Beatles sobreviventes da época, que reflectem sobre a vida na banda, o impacto cultural do grupo e o modo como cada um olhava para o seu passado comum. Para muitos fãs, este material tem o peso emocional de um reencontro tardio — sobretudo porque George Harrison faleceu apenas alguns anos depois, em 2001.

Trata-se, portanto, de uma peça rara: um momento em que os três olham para trás, sem pressões, sem artifícios promocionais e com a cumplicidade que sempre caracterizou a relação entre eles, mesmo após a separação.

A Antologia Reinventada

Com esta nova edição, The Beatles Anthology ganha uma segunda vida. O que em 1995 foi um acontecimento global televisivo transforma-se agora num documento restaurado, aprofundado e contextualizado, à altura do fascínio renovado que o público tem pela banda graças ao trabalho meticuloso de Jackson.

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Mais do que uma simples reposição, esta é uma oportunidade de revisitar toda a história dos Beatles com os recursos tecnológicos do presente e com a emoção adicional de um episódio que, até hoje, nunca tinha visto a luz do dia.

O legado continua vivo — e, ao que parece, cada vez mais nítido.

Jeremy Allen White Está em Todo o Lado: De Springsteen a Sorkin, de “The Bear” à Galáxia Muito, Muito Distante

Jeremy Allen White vive um daqueles períodos em que um actor parece multiplicar-se em várias frentes ao mesmo tempo — e todas elas de alto nível. Com The Bear prestes a regressar ao estúdio, uma transformação intensa para interpretar Bruce Springsteen, uma participação no universo Star Wars e um papel central no novo filme de Aaron Sorkin, o actor norte-americano atravessa talvez a fase mais rica da sua carreira.

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White recebeu a Variety para uma longa conversa e, no meio de pratos para cozinhar no Dia de Acção de Graças e reflexões pessoais, deixou um conjunto de revelações particularmente saborosas para quem acompanha cinema e televisão com atenção. No centro da entrevista, estão três projectos que prometem dominar a conversa nos próximos meses: Deliver Me From NowhereThe Social Reckoning e The Mandalorian & Grogu.

A metamorfose em Bruce Springsteen — sem próteses, sem truques

No papel de Bruce Springsteen no filme Deliver Me From Nowhere, Jeremy Allen White atirou-se de cabeça a um dos maiores desafios da sua carreira. Não quis parecer, mas ser — uma abordagem que o fez recusar a tentação inicial de próteses, incluindo uma possível adaptação dentária que replicaria o ligeiro prognatismo do músico.

O actor procurou fazer o caminho de dentro para fora, mergulhando no momento emocionalmente turbulento que marcou a criação de Nebraska, o álbum mais cru e solitário de Springsteen. O resultado impressionou até o próprio Boss, que chegou a confundir a gravação de White com a sua voz real ao ouvir Mansion on a Hill. Quando o próprio Springsteen diz: “Estás a soarem-te a mim, mas não estás a imitar-me”, é porque algo verdadeiramente especial aconteceu.

White descreve o processo como extenuante, profundamente emocional e totalmente destituído de autocomplacência: “Nunca senti que o tinha ‘apanhado’. Nunca fui para casa a pensar isso”. O peso emocional do papel manteve-o sempre num estado de vulnerabilidade, como se estivesse a habitar o próprio vórtice interior em que Springsteen mergulhou nos anos 80.

Aaron Sorkin convence-o a enfrentar outra figura real

Mal terminou a metamorfose para interpretar Springsteen, White hesitou em aceitar outro papel biográfico. Mas Aaron Sorkin é, compreensivelmente, difícil de recusar. Em The Social Reckoning, continuação espiritual de The Social Network, White interpreta Jeff Horwitz, o jornalista do Wall Street Journal que tem investigado a Meta e Mark Zuckerberg — papel que ficará a cargo de Jeremy Strong.

Sorkin deixou claro desde o início que White não precisava de copiar maneirismos ou aparência de Horwitz. Esta versão é “a história de Sorkin”, baseada na sua leitura dos factos e das figuras envolvidas. Para White, isso significou um raro alívio emocional: “Foi bom não ter de carregar um peso tão grande. Bastava ser fiel ao texto.”

E quem conhece Sorkin sabe: fidelidade ao texto significa ritmo, precisão e diálogo em estado puro.

Do caos da cozinha para o estúdio: “The Bear” regressa já em Janeiro

Uma das notícias mais directas da entrevista: as filmagens da 5.ª temporada de The Bear começam a 5 de Janeiro. White afirma sentir-se mais ligado a Carmy do que alguma vez se sentiu ao seu personagem em Shameless, onde admite que, após algumas temporadas, chegou a entrar num modo quase automático. Com The Bear, garante, isso não acontece. A relação criativa com Christopher Storer mantém-no alerta e emocionalmente envolvido.

A pressão, diz ele, é inevitável. Mas o perigo é sempre maior quando um actor acha que já descobriu tudo. Em Carmy, continua a encontrar novos conflitos, novos medos e novas formas de inquietação — o verdadeiro combustível da série.

Jabba the Hutt… tem um filho. E Jeremy Allen White dá-lhe voz.

Sim, leu bem. No filme The Mandalorian & Grogu, White dá voz a Rotta, o inesperado rebento de Jabba the Hutt. Foi Jon Favreau quem o convidou directamente, num telefonema tão inesperado quanto irresistível. “Sempre admirei o trabalho do Jon”, diz o actor. E, pela primeira vez, aceitou um projecto que as filhas poderão ver.

White confessa que nunca tinha feito dobragem e que Favreau acabou por ajustar a voz para encontrar o equilíbrio certo. Rotta permanece envolto em mistério, mas o actor admite que há partes de si no personagem — e é tudo o que se atreve a dizer.

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Jeremy Allen White está, portanto, na encruzilhada perfeita entre prestígio, risco e relevância. Seja a viver a dor silenciosa de Springsteen, a navegar o moralismo tecnológico de Sorkin, a lutar interiormente com Carmy ou a habitar a estranha família Hutt, a verdade é esta: poucos actores estão, neste momento, a escolher projectos tão variados, exigentes… e deliciosamente imprevisíveis.

Algo Muito Estranho Aconteceu em Springfield — e a Cidade Nunca Mais Será a Mesma

Depois de 35 temporadas, uma figura histórica de “Os Simpsons” desaparece… desta vez, de forma realmente definitiva.


Springfield já viu de tudo ao longo das últimas três décadas: invasões extraterrestres, conspirações, crises morais, falências espirituais e até três versões diferentes da mesma morte. Mas o episódio emitido a 16 de Novembro deixou a cidade — e os fãs — num estado raro: silêncio.

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Há uma personagem clássica, presente desde os primórdios da série, que… desapareceu. Mas ao contrário das habituais partidas narrativas dos guionistas, esta saída não parece ter retorno. Não houve truques, nem piscadelas de olho, nem a habitual promessa de que “ninguém morre verdadeiramente em Springfield”. Desta vez, há uma certeza incomodativa no ar: alguém tocou o seu último acto. Alice Glick, a senhora do órgão da igreja, finou-se!

O produtor executivo Tim Long deixou só o suficiente para nos intrigar:

“Ela viverá para sempre na música que fez. Mas, no que realmente importa… acabou.”

Um momento que começou como todos os outros — até deixar de o ser

O episódio nem sequer fez suspense. Começou como um típico domingo na Primeira Igreja de Springfield, com o Reverendo Lovejoy entregue ao seu sermão habitual. Tudo seguia o ritmo normal, até que um som vindo do órgão interrompeu a cerimónia. Não foi um acorde mal calculado. Nem um entusiasmo excessivo. Enquanto o reverendo insistia que tudo estava bem… não estava.

O silêncio que se seguiu disse tudo.

O impacto em Springfield — e a reacção mais Skinner de sempre

No dia seguinte, Skinner apresentou a notícia aos alunos da escola primária com a subtileza emocional que se lhe conhece:

“Uma senhora morta que vocês não conheciam.”

E, com isso, Springfield ficou oficialmente mais pobre — ainda que, ironicamente, mais rica, porque a misteriosa personagem deixou toda a sua fortuna à escola para criar um novo programa de música.

Um último gesto perfeito, vindo de alguém cuja vida era inseparável das notas que tocava.

Mas… será mesmo o fim?

Se isto fosse uma série qualquer, a resposta seria óbvia.

Mas Os Simpsons é especialista em quebrar regras — e a própria personagem já tinha tido uma “morte” antes… de regressar viva. E depois fantasma. E depois viva outra vez. E depois… bem, até os fãs perderam a contagem.

A diferença agora é o tom. A forma como a cena foi filmada. A reacção dentro e fora da série. E, sobretudo, a declaração final dos produtores. Tudo indica que esta saída é real — não uma piada, não um glitch no universo de Springfield, não um capítulo metatextual.

A personagem pode ter sido discreta, mas estava lá desde 1991. E, para muitos, fazia parte do mobiliário emocional da série.

A melhor forma de lhe prestar homenagem?

Recordar o seu momento mais lendário: o dia em que transformou a igreja inteira numa versão bíblica — e absolutamente épica — de “In-A-Gadda-Da-Vida”. Um dos instantes mais delirantemente maravilhosos da história da televisão animada.

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Talvez seja esse o final perfeito: não a morte, mas a memória.

Chris Hemsworth na Estrada da Memória: Um Documentário Íntimo Sobre Família, Fragilidade e Amor

“Aventura na Estrada” mostra o actor longe dos martelos, músculos e superpoderes — e mais próximo do que nunca da sua própria história.

Chris Hemsworth habituou o mundo a vê-lo como Thor, o deus do trovão, o herói musculado que resolve problemas à força de martelo e humor. Mas no novo documentário “Chris Hemsworth: Aventura na Estrada” — título original A Roadtrip to Remember — o actor surge sem filtros, sem armaduras e sem papel para interpretar. Apenas ele, a família e uma viagem que se torna tão emocional quanto reveladora.

Disponível a partir de 24 de novembro, este é descrito como o documentário mais íntimo da carreira de Hemsworth. O ponto de partida é duro, inesperado e profundamente humano: o pai recebeu um diagnóstico de Alzheimer. E, perante a inevitabilidade da doença e da erosão da memória, Chris pega na câmara e decide transformar o medo em movimento. Em vez de se fecharem em casa, embarcam num road trip que procura salvar o que ainda pode ser salvo — não a memória inteira, mas os fragmentos que dão sentido à vida.

Uma viagem ao passado para segurar o presente

Ao longo do filme, pai e filho revisitarem lugares que marcaram a família: a rua onde Chris cresceu, as praias onde aprenderam a nadar, as zonas rurais onde passavam férias, e até as pequenas paragens que só fazem sentido para quem lá esteve. Pelo caminho reencontram rostos — amigos de infância, vizinhos de longa data, pessoas que foram peças-chave na construção da história familiar. Estas visitas funcionam como gatilhos emocionais: pequenas portas que, quando se abrem, revelam lembranças que a doença tenta apagar.

Tudo isto é filmado num registo de “home movie”, com a câmara na mão, sem pretensões cinematográficas. Hemsworth não tenta embelezar a dor, nem dramatizar para efeito. A estética é a da verdade: familiar, imperfeita, às vezes tremida — e por isso mesmo carregada de autenticidade. A viagem transforma-se numa espécie de cápsula emocional onde o actor, que tantas vezes encarnou força absoluta, se revela vulnerável e profundamente afectado.

A ciência da ligação humana

O documentário não se limita à dimensão emocional. Chris e a família procuram perceber como a ligação social, a emoção e certos estímulos cognitivos podem ajudar a manter vivas partes da memória. Conversam com especialistas, exploram estudos, e tentam perceber de que forma o cérebro responde quando é exposto a afectos fortes ou memórias significativas.

Longe de fórmulas científicas pesadas, o filme apresenta esta componente de forma leve e acessível, reforçando uma ideia simples mas poderosa: a memória não existe no vazio; é construída e estimulada através de pessoas, lugares e emoções.

O filme mais pessoal de Hemsworth

Em “Aventura na Estrada”, não vemos o actor global. Vemos o filho.

Vemos o ser humano confrontado com a vulnerabilidade do pai.

Vemos alguém que tenta, com a sensibilidade possível, preservar aquilo que está a desvanecer.

O resultado é um documentário emotivo, honesto e inesperadamente terno. É sobre Alzheimer, sim — mas é sobretudo sobre aquilo que resta quando a memória falha: o amor, os laços e a necessidade urgente de guardar tudo o que ainda pode ser guardado.

Disponível a 24 de novembro, este é um daqueles títulos que não se esgota no último minuto. Acompanha-nos depois, como as memórias que insistimos em manter vivas.

Tudo é Justo — A Nova Série de Ryan Murphy com Kim Kardashian é Arrasada pela Crítica Internacional

O drama jurídico estrelado por Kim Kardashian já estreou na Disney+ em Portugal, mas as primeiras reações da crítica lá fora são demolidoras.

A mais recente criação de Ryan MurphyTudo é Justo (All’s Fair no original), já chegou à Disney+ em Portugal, mas o lançamento foi tudo menos pacífico. A série, protagonizada por Kim Kardashian no papel da advogada de divórcios Allura Grant, tem sido alvo de duras críticas internacionais — e o público está profundamente dividido.

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O que dizem lá fora

Logo após a estreia, Tudo é Justo registou um impressionante 0 % de aprovação no Rotten Tomatoes, número que entretanto subiu ligeiramente para 6 %, mas que continua a refletir uma receção crítica desastrosa.

A revista The Hollywood Reporter não poupou palavras, descrevendo a performance de Kardashian como “rígida e sem uma única nota autêntica”. Já o The Telegraph foi ainda mais mordaz, chamando a série de “crime contra a televisão”.

The Guardian, que atribuiu zero estrelas, escreveu:

“Nem Glenn Close consegue salvar este desastre de Ryan Murphy, com enredos miseráveis, personagens sem rumo — e as piores cenas de beijo alguma vez filmadas.”

Ainda assim, nem tudo é negativo. O público comum parece estar mais aberto à experiência: o índice de audiência da Rotten Tomatoes (o chamado Popcorn Meter) indica cerca de 62 % de aprovação, sugerindo que há quem esteja a apreciar o caos camp e o tom exagerado da produção.

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Famke Janssen Revela: “A Marvel Nunca Me Pediu Para Voltar Como Jean Grey”

A estrela da trilogia original de X-Men confirma que nunca foi contactada para regressar ao papel que a tornou icónica — mesmo com vários colegas a caminho de Avengers: Doomsday.

Famke Janssen, a inesquecível Jean Grey dos filmes originais de X-Men, voltou a falar sobre o papel que marcou a sua carreira — e deixou claro que, até hoje, a Marvel nunca a convidou para regressar ao universo mutante.

Em entrevista à Entertainment Weekly, a actriz de 60 anos afirmou que “nunca, nunca, jamais” recebeu qualquer contacto do estúdio. “É curioso, porque todas as entrevistas que faço acabam por tocar nesse assunto. Parece que é o único tema que sobrevive, independentemente do que eu diga”, explicou, entre risos.

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Janssen está actualmente a promover a série Amsterdam Empire, disponível na Netflix, mas reconhece que o público continua a associá-la à poderosa telepata dos X-Men. “Devo sentir-me lisonjeada, suponho. É bom perceber que a personagem ainda ressoa nas pessoas, mesmo tantos anos depois”, acrescentou.

Um Legado Que Continua a Ser Recordado

Famke Janssen foi uma das protagonistas da trilogia original de X-Men produzida pela 20th Century Fox, interpretando Jean Grey — e mais tarde a sua alter ego destrutiva, Fénix Negra — em cinco filmes entre 2000 e 2014. A sua última aparição aconteceu em X-Men: Days of Future Past, num cameo que encerrou simbolicamente uma era.

A personagem viria a ser reinterpretada por Sophie Turner (Game of Thrones) em X-Men: Apocalypse (2016) e Dark Phoenix (2019), mostrando uma versão mais jovem da heroína.

Desde que a Disney adquiriu a 21st Century Fox, em 2017, os direitos dos X-Men passaram para a Marvel Studios. No entanto, Kevin Feige, presidente do estúdio, já indicou que o elenco será completamente renovado quando o universo mutante for oficialmente integrado no MCU.

Colegas de Volta, Mas Jean Grey Fica de Fora

Apesar da ausência de Janssen, vários dos seus antigos colegas vão regressar em Avengers: Doomsday, previsto para estrear a 18 de Dezembro de 2026. Patrick Stewart e Ian McKellen (Professor X e Magneto) estão confirmados, assim como Alan Cumming (Nightcrawler), Rebecca Romijn (Mystique), James Marsden (Cyclops) e Kelsey Grammer (Beast).

Stewart já regressara brevemente como Professor X em Doctor Strange in the Multiverse of Madness (2022), e Grammer fez um cameo como Beast em The Marvels (2023). Halle Berry, que interpretou Storm, também não faz parte do elenco de Doomsday, embora tenha revelado que Blake Lively a abordou em 2024 sobre a possibilidade de uma aparição em Deadpool & Wolverine — convite que acabou por não se concretizar.

De Fénix a Nova Fase

Enquanto a Marvel se prepara para reinventar os X-Men no grande ecrã, Famke Janssen parece seguir um caminho diferente, focada em novos projectos televisivos e cinematográficos. A actriz holandesa, que começou como modelo antes de se afirmar em Hollywood com papéis em filmes como GoldenEye e Taken, mantém uma carreira sólida e discreta, longe dos holofotes do universo dos super-heróis.

E, embora o seu telefone da Marvel nunca tenha tocado, a sua Jean Grey continua gravada na memória colectiva dos fãs — como a primeira, e talvez mais enigmática, Fénix do cinema.

Ethan Hawke Recorda a Maior Lição Que Aprendeu com Robin Williams em Dead Poets Society

O actor de Before Sunrise lembra-se do momento em que percebeu que o verdadeiro talento está na liberdade de criar — sem pedir permissão.

Há lições que não vêm dos livros — e Ethan Hawke aprendeu uma delas com Robin Williams. O actor recordou recentemente as filmagens de O Clube dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989), um dos marcos do cinema dos anos 80, e revelou o impacto que o colega de elenco teve na sua formação artística.

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Em entrevista retrospectiva sobre a sua carreira, Hawke contou que, durante as filmagens do clássico de Peter Weir, ficou impressionado com a forma livre e espontânea com que Williams abordava o trabalho:

“Robin Williams não seguia o guião. E eu não sabia que isso era possível. Se ele tinha uma ideia, simplesmente fazia. Não pedia permissão. Foi como abrir uma nova porta na minha cabeça.”

Improvisar é uma forma de pensar

Para Hawke, a experiência foi uma revelação: a constatação de que a criatividade não precisa de regras fixas. O jovem actor, então com 18 anos, viu Williams transformar cada cena num momento vivo, muitas vezes reinventando o texto e desafiando o próprio realizador.

Mas, longe de se criar tensão, Peter Weir — o cineasta australiano responsável também por Witness e The Mosquito Coast— aceitava e até encorajava essa liberdade.

“Peter gostava, desde que alcançássemos os mesmos objectivos do guião”, explicou Hawke. “Tinham formas de trabalhar muito diferentes, mas respeitavam-se. Não resistiam um ao outro. E isso era empolgante.”

Para Hawke, essa colaboração entre dois artistas tão distintos foi uma verdadeira aula sobre o poder da criação colectiva:

“É assim que surgem as grandes colaborações — quando não precisas de ser igual ao outro, nem de o odiar por ser diferente. O filme torna-se maior do que a visão de uma só pessoa.”

Uma dupla improvável, mas mágica

Hawke descreve Peter Weir como “um verdadeiro mestre artesão”, alguém com uma disciplina quase espiritual no modo de filmar. E sublinha o desafio que foi dirigir Robin Williams — um génio da comédia a dar os primeiros passos no drama.

“Ver o Peter dirigir o Robin… isso não se esquece. Eu estava ali, a quatro passos de distância, a vê-los discutir sobre performance. Foi uma daquelas experiências que te ficam gravadas para sempre.”

O resultado todos conhecem: O Clube dos Poetas Mortos tornou-se um fenómeno cultural, rendendo 95 milhões de dólares nas bilheteiras dos EUA e conquistando quatro nomeações aos Óscares — incluindo Melhor Filme, Realizador e Actor (Williams). O argumento de Tom Schulman venceu a estatueta de Melhor Argumento Original.

“Carpe diem”, 35 anos depois

Décadas mais tarde, Ethan Hawke continua a carregar a lição do mestre improvável que o ensinou a “não pedir permissão” para criar.

É essa mesma ousadia que o actor — hoje estrela de filmes como Boyhood e Black Phone 2 — leva consigo, quer no cinema, quer na televisão (The Lowdown, na FX em Portugal chegará provavelmente em Dezembro).

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Tal como na célebre cena em que os alunos sobem às carteiras para homenagear o professor Keating, Hawke continua a erguer-se para celebrar o poder transformador da arte — e a liberdade que Robin Williams lhe ensinou a abraçar.

Ruben Alves regressa à comédia com Santo António, o Casamenteiro de Lisboa — uma carta de amor à cidade e à tradição

Treze anos depois de A Gaiola Dourada, o realizador filma em Lisboa uma nova comédia romântica protagonizada por Rita Blanco e Joaquim Monchique.

Lisboa volta a ser o palco principal de uma grande história de amor. Santo António, o Casamenteiro de Lisboa é o novo filme de Ruben Alves, o realizador de A Gaiola Dourada, e já está em rodagem nas ruas da capital. A comédia romântica promete misturar tradição, humor e ternura, celebrando o espírito lisboeta com o charme e a leveza que o cineasta tão bem domina.

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Nos papéis principais, Rita Blanco e Joaquim Monchique interpretam os guardiões dos Casamentos de Santo António, determinados a manter viva uma tradição secular que ameaça desaparecer — até que o improvável amor volta a mostrar o seu poder de transformar tudo. O elenco completo, que incluirá nomes do cinema português e internacional, será anunciado em breve.

O argumento foi co-escrito por Ruben Alves e pelo argumentista espanhol Fer Pérez (Kiki, o Amor Faz-seArde Madrid), numa colaboração que promete combinar o humor ibérico com o romantismo de Lisboa. Segundo Alves, esta nova comédia é “uma celebração da cidade em constante mudança, onde o caricato se entrelaça com a ternura, e o amor surge nos lugares mais inesperados”.

O regresso de Ruben Alves à comédia

Treze anos após o fenómeno de bilheteira que foi A Gaiola Dourada, o realizador regressa ao género que o tornou um nome incontornável do cinema português contemporâneo. Produzido pela Blablabla Media e Comba Films, o filme conta com o apoio do Disney+Turismo de LisboaICAEuropa Criativa – Programa MEDIAFundo de Apoio ao Turismo e ao CinemaCâmara Municipal de Lisboa e NOS Audiovisuais.

A estreia nos cinemas nacionais está prevista para o verão de 2026, com distribuição pela NOS Audiovisuais, e será o primeiro filme português a estrear em exclusivo no Disney+ após a exibição no grande ecrã — um marco importante na relação entre o cinema português e as grandes plataformas internacionais.

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Entre santos, casamentos e uma cidade que nunca perde o encanto, Santo António, o Casamenteiro de Lisboa promete ser uma comédia romântica feita com o coração — e uma homenagem luminosa a Lisboa, ao amor e à tradição que continua a unir os lisboetas.

O Exterminador Implacável: há 41 anos nascia uma obra-prima da ficção científica — e há 6 anos morria (outra vez)

O primeiro redefiniu o género, o segundo reinventou o cinema de acção e efeitos visuais. Depois disso, veio a decadência de uma marca genial criada por James Cameron e diluída em sequelas que esqueceram o essencial: uma boa história.

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Há precisamente 41 anos, James Cameron apresentou ao mundo O Exterminador Implacável (The Terminator, 1984) — e mudou para sempre a ficção científica.

E há seis anos, com O Exterminador Implacável: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate, 2019), a saga tentava renascer das cinzas… apenas para confirmar o que muitos já sabiam: o que Cameron criou com mestria foi depois explorado até à exaustão.

💥 O início: o verdadeiro Sci-Fi

O primeiro Exterminador Implacável era um filme pequeno, quase independente, feito com apenas 6,4 milhões de dólares.

Mas o que Cameron fez com tão pouco dinheiro foi revolucionário.

A história — uma mistura de terror, suspense e ficção científica — era, na verdade, uma tragédia humana sobre amor, destino e sobrevivência.

Sarah Connor (Linda Hamilton) começa como uma simples empregada de mesa e termina como o símbolo da resistência humana.

O T-800 (Arnold Schwarzenegger) é a ameaça imparável que se tornou mito.

Mais do que um cyborg assassino, era uma reflexão sobre o medo do futuro e da tecnologia — e sobre o que significa ser humano.

Cameron transformou a ficção científica numa narrativa emocional e acessível. O filme fez 78 milhões de dólares em bilheteira, doze vezes o orçamento. E, acima de tudo, provou que a inteligência narrativa pode vencer o dinheiro e os efeitos especiais.

🤖 O Exterminador Implacável 2: quando a tecnologia se tornou arte

Sete anos depois, Cameron voltou e reinventou o cinema moderno.

O Exterminador Implacável 2: O Julgamento Final (Judgment Day, 1991) foi um marco absoluto, tanto em termos de efeitos visuais — com o lendário T-1000 de Robert Patrick — como de emoção cinematográfica.

Com um orçamento de 102 milhões de dólares, tornou-se o filme mais caro da história na altura.

E valeu cada cêntimo: arrecadou mais de 500 milhões de dólares, ganhou quatro Óscares e elevou a fasquia do que um blockbuster podia ser.

Mais importante ainda: o vilão tornou-se herói, e a relação entre o T-800 e John Connor criou uma das duplas mais icónicas do cinema.

A cena final — o polegar erguido a afundar-se no metal fundido — é, até hoje, um dos finais mais perfeitos da história do cinema.

Devia ter acabado ali. Mas, como sabemos, em Hollywood o que é perfeito raramente morre.

🔻 O declínio: quatro tentativas de ressuscitar uma lenda

Depois da despedida perfeita, quatro tentativas tentaram reviver a saga.

  • Terminator 3: Rise of the Machines (2003) copiou a fórmula do anterior, mas sem alma — e com frases de guião que nem o próprio Schwarzenegger conseguiu salvar (“Talk to the hand”… ainda dói).
  • Terminator Salvation (2009) tentou seguir sem Arnold, apostando no conflito homem vs. máquina, mas perdeu-se num tom genérico e numa narrativa vazia.
  • Terminator Genisys (2015) foi o fundo do poço: PG-13, confuso, sem identidade — um reboot que parecia um videojogo mal renderizado.
  • Terminator: Dark Fate (2019), já com Linda Hamilton de regresso, recapturou parte da alma de Cameron, mas chegou tarde demais.O público já estava cansado. E, injustamente, o filme tornou-se um dos maiores desastres de bilheteira da década.

⚙️ Uma saga de ouro que virou máquina de repetição

A verdade é simples: O Exterminador Implacável e O Julgamento Final foram disruptivos.

O primeiro, pelo que contou — a ficção científica no seu estado mais puro, inteligente e humana.

O segundo, por como o contou — a inovação tecnológica, o ritmo, a emoção.

Mas o que veio depois foi apenas uma tentativa de espremer uma marca brilhantemente construída por Cameron.

storytelling perdeu coerência, a mitologia encheu-se de buracos, e o que antes era cinema visionário transformou-se em fórmula.

James Cameron ainda é mencionado como estando a trabalhar num novo argumento, mas, a esta altura, nem o próprio criador parece capaz de reparar o dano causado por décadas de exploração sem propósito.

🔚 Onde ver em Portugal e no Brasil

Em Portugal, os fãs podem ver O Exterminador Implacável no SkyShowtime e O Exterminador Implacável: Destino Sombrio no Disney+.

No Brasil, ambos os filmes estão disponíveis no Star+, sendo que Dark Fate também pode ser alugado na Apple TV e na Amazon Prime Video.

Mas a verdadeira questão é outra: será que ainda queremos ver mais um Exterminador?

Talvez seja tempo de deixar a máquina descansar — e de recordar que, há 41 anos, a ficção científica ganhou alma… e que foi precisamente essa alma que os sucessores apagaram.

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Mas a verdadeira questão é outra: será que ainda queremos ver mais um Exterminador?

Talvez seja tempo de deixar a máquina descansar — e de recordar que, há 41 anos, a ficção científica ganhou alma… e que foi precisamente essa alma que os sucessores apagaram.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos chega à Disney+ já em Novembro!

Depois da estreia nos cinemas em Julho, o novo filme da Marvel com Pedro Pascal e Vanessa Kirby tem finalmente data marcada para chegar ao streaming.

Os fãs da Marvel já podem marcar na agenda: a partir de 5 de NovembroQuarteto Fantástico: Primeiros Passos ficará disponível na Disney+. O filme, que estreou nas salas de cinema em Julho, será assim a próxima grande adição ao catálogo do estúdio, confirmando os rumores que circulavam nas últimas semanas.

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A notícia foi primeiro avançada pelo site io9 e, pouco depois, confirmada pela própria Disney, através de uma publicação na rede social X (antigo Twitter). Uma confirmação que deixou os fãs em contagem decrescente para rever — ou ver pela primeira vez — a nova versão deste clássico grupo de super-heróis.

Uma nova era para o Quarteto Fantástico

The Fantastic Four: First Steps marca o recomeço oficial do Quarteto Fantástico dentro do Universo Cinemático da Marvel (MCU). O filme apresenta Pedro Pascal como Reed Richards (Mr. Fantastic), Vanessa Kirby como Sue Storm (Mulher Invisível), Joseph Quinn como Johnny Storm (Tocha Humana) e Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm (Coisa).

Além do quarteto, o elenco conta ainda com Julia Garner no papel do Silver Surfer e Ralph Ineson como o temível Galactus, numa abordagem que combina o espírito de aventura dos filmes originais com o toque épico e emocional que a Marvel tem procurado nesta nova fase.

Da estreia no cinema ao sucesso no streaming

Após o lançamento em Julho, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos foi amplamente elogiado pelo tom mais maduro e pela química entre os protagonistas, com destaque para a performance de Pascal, que trouxe uma presença mais introspectiva e científica ao líder do grupo.

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A chegada do filme à Disney+ surge quatro meses depois da estreia em sala — uma janela típica para as produções mais recentes da Marvel — e promete reacender o entusiasmo antes dos próximos títulos do MCU.

A partir de 5 de Novembro, portanto, a missão está clara: preparar o sofá, ligar o Disney+ e mergulhar de novo nas origens do supergrupo que inaugurou a Era de Ouro da Marvel.

“The Hand That Rocks the Cradle”: Remake Com Mary Elizabeth Winstead e Maika Monroe Perde o Norte Entre Vítimas e Vilãs 🍼🔪

A nova versão da Hulu tenta reinventar o thriller de 1992, mas o resultado é morno e sem o charme perverso do original

Trinta anos depois do clássico The Hand That Rocks the Cradle (A Mão que Embala o Berço), de Curtis Hanson, a Hulu decidiu ressuscitar o thriller psicológico que traumatizou uma geração. A realização está a cargo da mexicana Michelle Garza Cervera (Huesera), e o elenco é liderado por Mary Elizabeth Winstead e Maika Monroe. O problema? A tensão que fazia o original vibrar parece ter ficado no passado.

Entre a culpa e a loucura: duas mulheres, um conflito sem chama

Nesta nova versão, Winstead interpreta Caitlin Morales, advogada e mãe de duas crianças que, à beira do segundo parto, conhece Polly Murphy (Maika Monroe), uma jovem aparentemente inofensiva que se oferece para ajudar como ama. O que começa como uma relação de apoio transforma-se lentamente num jogo de manipulação, sabotagem e paranoia — só que o filme nunca decide quem é realmente a vítima.

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Monroe, conhecida pelos papéis em It Follows e Longlegs, encarna Polly com um olhar vazio e inquietante, mas falta-lhe o magnetismo ameaçador que Rebecca De Mornay trouxe ao original. Winstead, por seu lado, entrega uma performance sólida, mas o guião força-a a oscilar entre fragilidade e histeria sem consistência. O resultado é uma dinâmica confusa em que as duas personagens parecem competir pelo título de “mais instável da casa”.

Um thriller sem suspense (e sem piscina)

Apesar de uma estética elegante e de uma casa moderna em vidro — perfeita para o caos —, a encenação raramente aproveita o potencial visual ou psicológico da história. Pequenos actos de sabotagem (remédios trocados, comida adulterada, explosões infantis) substituem o suspense genuíno por um desfile de clichés previsíveis.

“Que espécie de thriller familiar não aproveita uma piscina à espera de tragédia?”, ironiza um crítico norte-americano.

A realizadora, que em Huesera explorou com mestria o terror da maternidade, aqui entrega um produto demasiado polido e sem nervo. A tentativa de acrescentar tensão sexual e subtexto queer entre patroa e ama fica tão subdesenvolvida que se torna quase decorativa.

Um remake que não justifica a existência

Com Raúl Castillo e Martin Starr em papéis secundários desperdiçados, The Hand That Rocks the Cradle versão 2025 carece de energia, perigo e propósito. A música sombria de Nick Cave e Low tenta disfarçar a falta de atmosfera, mas o ritmo glacial e os momentos de violência gratuita só agravam a sensação de vazio.

É um contraste gritante com o filme de 1992, que dominou o box office durante quatro semanas e arrecadou 140 milhões de dólares com um orçamento de apenas 12 milhões. Este remake, por outro lado, estreia diretamente na Hulu e dificilmente terá vida longa fora do catálogo.

Em resumo

Entre intenções feministas mal cozinhadas e um tom excessivamente contido, The Hand That Rocks the Cradle perde a oportunidade de homenagear o legado de Hanson. É um thriller sem tesão, sem alma e sem necessidade — e uma prova de que, às vezes, o passado deve ficar onde está: no berço do terror bem feito.

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Em Portugal o filme deverá chegar ao Disney + para stream, mas até ao fecho deste artigo não nos foi possível confirmar a data de chegada.