“Zootopia 2” já chegou ao Disney+ e está entre os mais vistos em Portugal

Depois de conquistar milhões de espectadores nas salas de cinema, Zootopia 2 (Zootrópolis em Portugal) já chegou ao catálogo da plataforma Disney+. A aguardada sequela do fenómeno de animação da Disney estreou no serviço de streaming no passado dia 11 de março e rapidamente entrou para a lista dos conteúdos mais vistos em Portugal.

O regresso à colorida e movimentada cidade de Zootopia tem sido um sucesso entre os subscritores da plataforma, confirmando a enorme popularidade desta saga de animação que conquistou públicos de todas as idades.

O regresso de Judy Hopps e Nick Wilde

O novo filme volta a reunir duas das personagens mais adoradas da animação recente: a determinada coelha polícia Judy Hopps e o astuto raposo Nick Wilde.

Depois dos acontecimentos do primeiro filme, os dois tornaram-se parceiros oficiais na polícia da cidade. No entanto, a vida como colegas de trabalho não é tão tranquila quanto esperavam.

A dupla acaba envolvida num novo caso que rapidamente se transforma num enorme problema quando passam de investigadores a suspeitos. Para limpar o próprio nome, Judy e Nick são obrigados a mergulhar nas zonas mais misteriosas e perigosas da cidade.

Um novo mistério numa cidade cheia de surpresas

Durante a investigação, os protagonistas acabam por descobrir uma parte pouco conhecida de Zootopia: um submundo habitado por criaturas inesperadas.

Entre as novas personagens que entram na história está um castor podcaster chamado Nibbles Maplestick, que ajuda Judy e Nick a seguir as pistas do caso.

A aventura leva os protagonistas a enfrentar novas ameaças, incluindo uma misteriosa víbora que parece estar ligada ao crime que desencadeia toda a trama.

Como já aconteceu no primeiro filme, a narrativa mistura humor, ação e uma boa dose de mistério, mantendo o ritmo e a energia que tornaram a saga tão popular.

O legado de um clássico moderno da Disney

A sequela chega quase uma década depois do enorme sucesso de Zootopia, que se tornou num dos maiores êxitos da The Walt Disney Company nos últimos anos.

Lançado em 2016, o filme original arrecadou mais de mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais e conquistou o Óscar de Melhor Filme de Animação.

Além da animação vibrante e do humor acessível a todas as idades, o filme destacou-se também pela forma como abordava temas como preconceito, diversidade e convivência entre diferentes comunidades.

Esses elementos ajudaram a transformar Zootopia num clássico moderno do estúdio.

Um novo sucesso no streaming

Com a estreia no Disney+, “Zootopia 2” ganhou agora uma nova audiência. O facto de já estar entre os conteúdos mais vistos em Portugal mostra que o interesse pelo universo da cidade habitada por animais continua bem vivo.

Para as famílias e para os fãs da primeira aventura, o regresso de Judy Hopps e Nick Wilde promete mais uma viagem divertida, cheia de perseguições, mistérios e personagens memoráveis.

E se o entusiasmo dos espectadores for um indicador, a cidade de Zootopia ainda terá muitas histórias para contar.

Kathryn Hahn Vai Ser a Vilã Mother Gothel no Novo Filme Live-Action de “Entrelaçados”

A actriz Kathryn Hahn confirmou oficialmente que fará parte do elenco da nova adaptação em imagem real de Tangled, assumindo o papel da icónica vilã Mother Gothel.

O projecto é mais uma aposta da Walt Disney Pictures na tendência recente de transformar os seus clássicos de animação em produções live-action, seguindo o caminho de títulos como A Pequena SereiaAladdin ou O Rei Leão.

A nova versão de um clássico moderno da Disney

Na história, Mother Gothel mantém Rapunzel escondida numa torre desde criança para explorar o poder mágico do seu cabelo loiro, capaz de curar e restaurar a juventude. A personagem manipula a jovem para impedir que descubra a verdade sobre a sua origem e o mundo exterior.

Nesta nova adaptação, Rapunzel será interpretada por Teagan Croft, enquanto Milo Manheim dará vida ao aventureiro Flynn Rider, o ladrão carismático que acaba por se tornar aliado da protagonista.

Kathryn Hahn revelou a sua participação de forma divertida nas redes sociais, partilhando um vídeo onde surge com uma t-shirt estampada com várias imagens da vilã. A actriz brincou ainda com o facto de o seu nome de utilizador no Instagram ser @motherhahn, numa coincidência curiosa com o papel que agora irá interpretar.

Uma produção com nomes fortes

A realização ficará a cargo de Michael Gracey, conhecido por ter dirigido o musical The Greatest Showman. O argumento está a ser desenvolvido por Jennifer Kaytin Robinson, autora de filmes como Do Revenge e Someone Great.

O projecto passou por várias fases de desenvolvimento nos últimos anos. Em determinado momento, a Disney chegou a considerar Scarlett Johansson para interpretar Mother Gothel, mas a actriz acabou por abandonar as negociações devido a conflitos de agenda relacionados com outros projectos cinematográficos.

O sucesso da animação original

O filme original Tangled, lançado em 2010, foi realizado por Nathan Greno e Byron Howard e tornou-se rapidamente um dos grandes sucessos da Disney na era moderna da animação.

Inspirado no conto clássico dos Brothers Grimm, o filme arrecadou mais de 590 milhões de dólares nas bilheteiras mundiais e recebeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Canção Original com o tema “I See the Light”, composto por Alan Menken e Glenn Slater.

Na versão animada, Rapunzel foi dobrada por Mandy Moore, enquanto Zachary Levi deu voz a Flynn Rider.

Disney continua a apostar nos live-action

A nova versão de Entrelaçados faz parte da estratégia contínua da Disney de revisitar os seus sucessos animados com actores reais. Outro projecto já confirmado é o live-action de Moana, protagonizado por Dwayne Johnson e Catherine Laga’aia, cuja estreia está prevista para os cinemas em breve.

Ainda sem data oficial de estreia, o novo Tangled promete recuperar a magia da história original enquanto introduz uma nova abordagem visual e interpretativa para uma das vilãs mais memoráveis da Disney.

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Marvel Prepara Novo Capítulo para Vision no Disney+: Série “VisionQuest” Promete Grandes Surpresas

O universo televisivo da Marvel Studios continua a expandir-se e uma das próximas apostas da plataforma Disney+promete trazer de volta uma das personagens mais intrigantes do Marvel Cinematic Universe. A nova série VisionQuestestá em desenvolvimento e, segundo o protagonista Paul Bettany, será uma produção que arrisca mais do que o habitual.

Bettany regressa ao papel de Vision, personagem que os fãs viram pela última vez na forma de White Vision na série WandaVision. A nova produção irá acompanhar a próxima etapa da personagem dentro do MCU, explorando a sua busca por identidade após os acontecimentos da série anterior.

“Grandes riscos” na nova história de Vision

Numa entrevista recente, Bettany revelou que a equipa criativa pretende levar a narrativa para territórios menos previsíveis. O actor explicou que o criador da série, Terry Matalas, partilha da mesma visão: apostar em ideias ambiciosas que possam surpreender o público.

Segundo Bettany, a essência da personagem continua ligada ao sentimento de não pertença que sempre definiu Vision. O actor descreve-o como uma figura que representa todos aqueles que cresceram a sentir-se deslocados ou diferentes.

A nova série irá explorar precisamente esse tema — um herói poderoso que, apesar das suas capacidades extraordinárias, continua a tentar perceber quem realmente é e qual o seu lugar no mundo.

O regresso de um vilão clássico da Marvel

Uma das grandes surpresas do projecto é o regresso de James Spader, que voltará a interpretar Ultron, o icónico antagonista introduzido no filme Avengers: Age of Ultron.

Tanto Bettany como Matalas destacaram a química entre os dois actores como um dos elementos mais fortes da série. O criador afirmou mesmo que VisionQuest funciona quase como um “campo de jogo” dramático para os dois intérpretes, prometendo confrontos memoráveis entre Vision e a inteligência artificial que o ajudou a criar.

Um elenco diversificado para a nova série

Além de Bettany e Spader, o elenco de VisionQuest inclui nomes como Todd StashwickT’Nia MillerEmily HampshireOrla BradyJames D’Arcy e Faran Tahir, entre outros.

Embora os detalhes da narrativa ainda estejam a ser mantidos em segredo, tudo indica que a série irá aprofundar o lado filosófico da personagem — algo que sempre distinguiu Vision de muitos outros heróis do universo Marvel.

Uma nova fase do MCU na televisão

Desde o sucesso de WandaVision, a Marvel tem apostado fortemente em séries televisivas como forma de expandir o seu universo narrativo. VisionQuest surge assim como uma continuação natural da história iniciada naquela produção, mas também como uma oportunidade para explorar novas direcções criativas.

Se as declarações de Bettany se confirmarem, a série poderá representar um dos projectos mais ousados da Marvel para televisão.

A estreia de VisionQuest está prevista para 2026, exclusivamente no Disney+.

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Daryl Hannah Critica Série Sobre JFK Jr.: “Não Representa a Minha Vida Nem a Nossa Relação”

A actriz Daryl Hannah decidiu quebrar anos de silêncio sobre a sua vida privada para responder a uma nova série televisiva que, segundo afirma, apresenta uma versão profundamente distorcida da sua relação com John F. Kennedy Jr.. Num ensaio publicado no The New York Times, Hannah criticou duramente a forma como foi retratada na produção “Love Story”, onde é interpretada pela actriz Dree Hemingway.

Segundo a actriz, a personagem apresentada na série não tem praticamente nada a ver com a realidade.

“O personagem ‘Daryl Hannah’ retratado na série não é sequer remotamente uma representação exacta da minha vida, do meu comportamento ou da minha relação com John”, escreveu. “As acções e comportamentos atribuídos a mim são falsos.”

Uma personagem transformada em obstáculo narrativo

A série de nove episódios acompanha a relação entre John F. Kennedy Jr. e Daryl Hannah antes de se concentrar no romance posterior do filho do antigo presidente norte-americano com Carolyn Bessette, com quem acabou por casar em 1996.

De acordo com Hannah, a produção decidiu apresentá-la como uma figura problemática, com o objectivo de reforçar a narrativa romântica central da série.

No ensaio, a actriz afirma que foi retratada como “irritante, egocêntrica, queixosa e inadequada”, sugerindo que essa caracterização não foi acidental.

“A escolha de a apresentar dessa forma não foi um acidente”, escreveu.

Durante décadas, Hannah evitou comentar rumores ou especulações sobre a sua vida sentimental. Contudo, explica que decidiu falar agora porque a série utiliza o seu nome real e apresenta determinados comportamentos como factuais.

“O meu silêncio não deve ser confundido com concordância com mentiras”, acrescentou.

Acusações sobre festas e comportamento rejeitadas pela actriz

Entre as críticas mais fortes feitas por Hannah estão várias cenas que sugerem comportamentos que a actriz afirma nunca terem acontecido.

Uma das sequências da série implica que a actriz organizava festas com consumo de cocaína. Hannah rejeitou categoricamente essa representação.

“Nunca usei cocaína na minha vida nem organizei festas alimentadas por cocaína”, escreveu.

A actriz também contestou outras situações retratadas na série, incluindo sugestões de que teria pressionado Kennedy para casar ou desrespeitado membros da família Kennedy.

“Nunca pressionei ninguém para casar comigo. Nunca profanei qualquer objecto de família nem invadi um memorial privado”, afirmou.

Outro ponto contestado envolve uma cena que sugere que Hannah teria manipulado a imprensa para controlar a narrativa sobre o relacionamento.

“Nunca plantei qualquer história na imprensa. Nunca comparei a morte de Jacqueline Onassis à morte de um cão”, acrescentou, referindo-se à mãe de John F. Kennedy Jr.

Segundo a actriz, estas não são simples licenças dramáticas.

“Não são exageros criativos de personalidade. São afirmações sobre comportamentos — e são falsas.”

Consequências reais fora da ficção

Hannah explicou ainda que a forma como foi retratada na série teve impacto directo na sua vida fora do ecrã. Desde a estreia da produção, afirma ter recebido mensagens hostis de pessoas que acreditaram que os acontecimentos apresentados eram factuais.

“Nas semanas desde que a série foi exibida, recebi muitas mensagens hostis e até ameaçadoras de espectadores que parecem acreditar que a representação é verdadeira”, escreveu.

Para a actriz, a questão não é uma simples preocupação com a imagem pública. Segundo explica, a sua reputação influencia o trabalho que continua a desenvolver em várias áreas.

Há décadas que Hannah se dedica a projectos ligados ao activismo ambiental, ao cinema documental e a programas de terapia assistida por animais para idosos com demência e Alzheimer.

Um romance que marcou os anos 80 e 90

Daryl Hannah e John F. Kennedy Jr. tiveram uma relação muito mediática entre o final dos anos 80 e o início dos anos 90.

Segundo a biografia America’s Reluctant Prince: The Life of John F. Kennedy Jr., de Steven M. Gillon, os dois conheceram-se ainda nos anos 80, durante férias familiares na ilha caribenha de St. Martin. Anos mais tarde reencontraram-se num casamento da família Kennedy em 1988, onde começaram uma relação intermitente que duraria mais de cinco anos.

Na altura, Kennedy — filho do presidente John F. Kennedy — era considerado um dos solteiros mais cobiçados do mundo, e o relacionamento com Hannah era constantemente acompanhado pelos media.

A actriz chegou mesmo a manifestar frustração com essa atenção mediática numa entrevista à revista Entertainment Weekly em 1993.

“Está a tornar-se realmente irritante. Perguntam-me sobre isso o tempo todo”, disse na altura. “Esta manhã telefonei ao canalizador, e até ele perguntou.”

Apesar das frequentes especulações sobre um possível noivado, o casal acabou por terminar a relação em 1994.

Ficção televisiva ou responsabilidade histórica?

A polémica reacende uma discussão antiga sobre produções baseadas em figuras reais: até que ponto a dramatização pode alterar factos quando utiliza nomes verdadeiros?

Para Daryl Hannah, a resposta parece clara. Quando a ficção adopta identidades reais, argumenta a actriz, as consequências podem ultrapassar largamente os limites do entretenimento.

Quando Richard Pryor Entrou no Universo de “Superman” — Por Amor, Dinheiro e Alguma Desilusão

O comediante quis fazer parte do mito, mas saiu com sentimentos mistos

No início dos anos 80, Richard Pryor era uma das maiores figuras da comédia norte-americana. Ícone do stand-up, actor em ascensão e assumidamente fã de Superman desde a infância, o artista manifestou publicamente o seu entusiasmo pelos dois primeiros filmes da saga protagonizada por Christopher Reeve.

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Durante uma participação no The Tonight Show, Pryor comentou o quanto tinha gostado de Superman (1978) e Superman II (1980) e, em tom de brincadeira, sugeriu que gostaria de entrar num futuro capítulo da série. A ideia não caiu em saco roto. Os produtores Ilya e Alexander Salkind, atentos ao potencial mediático do comediante, avançaram para o integrar num papel de destaque em Superman III (1983).

Um Casting que Influenciou a Realização

A presença de Pryor teve impacto directo na produção. O realizador Richard Lester, que não era particularmente entusiasta do universo dos super-heróis, aceitou regressar à franquia em grande parte devido à participação do comediante, de quem era admirador.

Robert Vaughn, que também integrou o elenco do terceiro filme, elogiou publicamente a abordagem de Pryor ao trabalho. Segundo Vaughn, o actor tinha uma qualidade rara: improvisava constantemente, obrigando os colegas a manterem atenção total em cada cena. Comparou-o a Jason Robards, sublinhando que ambos eram “sempre diferentes e sempre certos”.

O Outro Lado da História

Apesar do entusiasmo inicial, a experiência não foi totalmente satisfatória para Pryor. Na sua autobiografia, o comediante admitiu que considerava o argumento fraco. A razão principal para aceitar o papel terá sido financeira. As informações sobre o valor do contrato variam, mas apontam para um montante entre quatro e cinco milhões de dólares — uma soma significativa para a época.

Outro obstáculo pessoal foi o medo de alturas. Pryor detestava as cenas de voo, o que tornava as filmagens particularmente desconfortáveis.

Talvez a maior desilusão tenha surgido no resultado final. Pryor esperava que o filme lhe permitisse transitar para papéis mais sérios, ampliando o seu leque dramático. No entanto, Superman III assumiu um tom mais abertamente cómico do que os capítulos anteriores, mantendo-o sobretudo na zona humorística que o público já associava à sua imagem.

Uma Experiência Singular na Saga

Superman III continua a ser um dos capítulos mais divisivos da saga clássica. Para alguns, a presença de Richard Pryor acrescenta energia e irreverência; para outros, desloca o centro da narrativa para um registo demasiado leve.

O que é certo é que a sua entrada no universo de Krypton nasceu de um gesto espontâneo de admiração e acabou por se transformar numa colaboração complexa, marcada por entusiasmo, pragmatismo financeiro e expectativas não totalmente cumpridas.

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No final, Pryor entrou no mundo do super-herói que idolatrava desde criança — mas a experiência não foi exactamente o voo artístico que imaginara.

Super Homem III pode ser visto hoje no Disney +

A Noite Mais Esperada do Cinema Está de Volta — E Vai Poder Vê-la em Direto

A 98.ª edição dos Óscares® é transmitida no Disney+ a 15 de Março, às 23h00, com Conan O’Brien novamente como anfitrião

A contagem decrescente já começou. A 98.ª edição dos Óscares® será transmitida em direto em Portugal no próximo domingo, 15 de Março, às 23h00, através do Disney+, permitindo aos espectadores acompanhar em tempo real a cerimónia mais mediática do cinema mundial.

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Depois de anos em que o acesso à transmissão dependia de canais televisivos específicos, o streaming consolidou-se como plataforma privilegiada para assistir à gala. Pelo segundo ano consecutivo, o Disney+ assegura a emissão em território nacional, reforçando a sua posição como casa de grandes eventos ligados ao universo do entretenimento.

Conan O’Brien Regressa ao Palco

A conduzir a cerimónia estará novamente Conan O’Brien. O apresentador, argumentista e produtor, vencedor de um Emmy®, regressa como anfitrião após a recepção positiva da sua prestação anterior. Conhecido pelo humor inteligente e pela capacidade de improviso, O’Brien é uma escolha que equilibra tradição e irreverência — dois elementos fundamentais numa gala que procura manter relevância junto de diferentes gerações.

A presença de um anfitrião com experiência televisiva e sentido de ritmo é sempre determinante para o tom da noite. Entre discursos emocionados, momentos inesperados e inevitáveis referências à actualidade, a condução da cerimónia é parte essencial do espectáculo.

Uma Cerimónia Que Continua a Definir o Ano Cinematográfico

Os Óscares® continuam a ser o principal barómetro de reconhecimento na indústria cinematográfica. Para além das categorias de representação, realização e argumento, a gala distingue também áreas técnicas como montagem, fotografia, som e efeitos visuais, sublinhando o carácter colectivo da criação cinematográfica.

A transmissão em direto permite acompanhar não apenas a entrega das estatuetas, mas também a passadeira vermelha, os discursos e os momentos que marcam a narrativa mediática da temporada de prémios.

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Para os cinéfilos portugueses, a noite de 15 de Março será, mais uma vez, um encontro com o melhor — e o mais debatido — do cinema internacional.

A Verdade Por Trás de “Indiana Jones e o Marcador do Destino”: Porque Spielberg Saiu e Mangold Mudou Tudo

A despedida de Harrison Ford foi pensada como um “pôr-do-sol” para o herói

Quando Steven Spielberg anunciou, em Fevereiro de 2020, que deixaria a realização de Indiana Jones e o Marcador do Destino (2023), muitos fãs ficaram surpreendidos. Afinal, era a primeira vez que outro cineasta assumia a saga desde o seu início em 1981. A decisão, porém, foi estratégica: Spielberg quis entregar a série a uma nova voz criativa, capaz de trazer uma perspectiva diferente ao universo do arqueólogo mais famoso do cinema.

O escolhido foi James Mangold, confirmado em Maio de 2020. A ligação entre o realizador e Harrison Ford já existia. Mangold tinha anteriormente oferecido ao actor um papel em Ford v Ferrari (2019), e ambos colaboraram em The Call of the Wild (2020), produzido por Mangold. Segundo vários relatos, terá sido o próprio Ford a sugerir o nome do realizador a Spielberg e à produtora Kathleen Kennedy.

Mangold tornou-se assim o primeiro realizador, além de Spielberg, a comandar um filme da saga.

Um Calendário Apertado e um Imprevisto Decisivo

Apesar do prestígio do convite, Mangold quase recusou o projecto. O estúdio pretendia iniciar as filmagens num prazo de apenas seis meses, com o objectivo de cumprir uma data de estreia em 2021. O realizador considerava esse calendário insuficiente para desenvolver um argumento sólido.

Foi a pandemia de COVID-19 que acabou por alterar o rumo dos acontecimentos. Os atrasos globais na produção cinematográfica adiaram o quinto filme de Indiana Jones e também o projecto seguinte de Mangold, a biografia musical A Complete Unknown (2024). Esse adiamento acabou por lhe conceder o tempo necessário para trabalhar o guião com maior profundidade.

Envelhecer Como Parte da História

Uma das principais preocupações de Mangold e de Harrison Ford prendia-se com a abordagem à idade da personagem. Ambos sentiram que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008) não explorara suficientemente o facto de Indy já não ser o herói jovem das décadas anteriores. Existiam referências humorísticas à idade, mas o tema não era verdadeiramente integrado na narrativa.

Para Mangold, ignorar essa realidade seria um erro. Em entrevistas, explicou que quis transformar o filme numa história sobre um herói no ocaso da sua jornada. Em vez de contornar o envelhecimento, decidiu enfrentá-lo frontalmente. Para o realizador, a vulnerabilidade da personagem deveria ser assumida como elemento central da narrativa.

Tempo, Mudança e Relações Familiares

Mais do que um filme sobre envelhecer, Indiana Jones e o Marcador do Destino foi concebido como uma reflexão sobre o tempo — a forma como ele transforma pessoas, sociedades e relações. O mundo mudou, e Indy tem de encontrar o seu lugar numa nova era.

Segundo Mangold e Ford, o filme aborda também a dinâmica familiar e o legado, acrescentando uma dimensão emocional à habitual aventura arqueológica.

Se a despedida agradou a todos é outra questão. A recepção dividiu opiniões, como acontece frequentemente com capítulos finais de grandes franquias. No entanto, uma coisa é clara: este quinto filme não tentou fingir que o tempo tinha parado.

Pelo contrário, fez dele o seu tema central — e talvez a sua maior aposta narrativa.

“Wonder Man” Surpreende Tudo e Todos: A Série da Marvel Que Já Está no Topo da Crítica

Com 96% no Rotten Tomatoes, a nova aposta do MCU torna-se um caso sério… apesar do silêncio promocional

Quando parecia que o Marvel Cinematic Universe já não conseguia voltar a surpreender pela positiva, surge Wonder Man — discretamente, quase às escondidas — para baralhar as contas. Estreada a 27 de Janeiro, sem grande campanha de promoção e lançada em formato binge, a série está a conquistar a crítica de forma esmagadora, ao ponto de já ostentar o segundo melhor resultado de sempre do MCU no Rotten Tomatoes.

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À data de escrita deste artigo, Wonder Man soma 96% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Um número impressionante por si só, mas ainda mais relevante se tivermos em conta o contexto: uma fase recente do universo Marvel marcada por recepção morna, desgaste criativo e divisões claras entre fãs e críticos.

Um resultado histórico para uma série “esquecida” no lançamento

O mais curioso é que Wonder Man não chegou com o peso mediático habitual das grandes produções da Marvel. Sem trailers omnipresentes, sem tapetes vermelhos mediáticos e sem semanas de antecipação nas redes sociais, a série parecia destinada a passar despercebida. A ironia? É precisamente esse projecto “menor” que agora surge empatado como segundo melhor avaliado de sempre em todo o universo cinematográfico e televisivo da Marvel.

Neste momento, o ranking histórico de pontuações no Rotten Tomatoes coloca Wonder Man ao lado de pesos-pesados absolutamente consagrados:

  • Ms. Marvel – 98%
  • Wonder Man – 96%
  • Black Panther – 96%
  • Agents of S.H.I.E.L.D. – 95%
  • Avengers: Endgame – 94%
  • Iron Man – 94%
  • Thor: Ragnarok – 93%
  • Spider-Man: No Way Home – 93%
  • Spider-Man: Homecoming – 92%
  • Shang-Chi – 92%
  • WandaVision – 92%

O facto de Wonder Man surgir neste grupo diz muito sobre a qualidade da série — e talvez ainda mais sobre as expectativas surpreendentemente baixas com que foi recebida.

O que está a funcionar em “Wonder Man”?

Sem entrar em território de spoilers, a recepção crítica tem destacado uma abordagem mais fresca, autoconsciente e segura de si própria. Wonder Man parece saber exactamente o que quer ser: uma série que dialoga com o legado do MCU, mas que não se deixa esmagar por ele.

Num período em que várias produções recentes da Marvel foram acusadas de excesso de fórmulas recicladas, Wonder Man destaca-se pela clareza narrativa, pelo tom consistente e por personagens que funcionam para lá da simples função de “peças” num universo maior. É uma série que não parece desesperada por preparar o próximo grande evento — e talvez seja isso que a torna tão eficaz.

Um sinal de esperança para o futuro do MCU?

O sucesso crítico de Wonder Man surge num momento delicado para a Marvel. A fadiga do público é real, os resultados de bilheteira já não são garantidos e a crítica tem sido cada vez menos indulgente. Neste contexto, o triunfo silencioso da série pode funcionar como um aviso interno: talvez menos ruído promocional e mais foco criativo seja o caminho.

Se esta pontuação se mantiver — e tudo indica que sim — Wonder Man poderá tornar-se um caso de estudo dentro do próprio estúdio. Uma série lançada quase sem alarido que acaba por conquistar um lugar cimeiro na história crítica do MCU não é coisa pequena.

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Resta agora saber se o público acompanhará a crítica… ou se Wonder Man ficará como aquele segredo bem guardado que merecia ter sido descoberto mais cedo 🎬.

Beleza à Beira do Abismo: The Beauty é Excessiva, Perturbadora… e Difícil de Largar

A nova série de Ryan Murphy estreia em Portugal no Disney+ e transforma a obsessão estética num pesadelo visceral

“Beleza é dor” deixou há muito de ser apenas um cliché repetido em passerelles e salões de estética. Em The Beauty, a nova série criada por Ryan Murphy e Matt Hodgson, essa frase ganha contornos literais, sangrentos e profundamente desconfortáveis. Produzida pelo FX, a série estreia em Portugal no Disney+ a 22 de Janeiro, com três episódios disponíveis no lançamento e novos capítulos a chegarem semanalmente à plataforma.

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Adaptada da banda desenhada homónima de Jeremy Haun e Jason A. HurleyThe Beauty cruza horror corporal, thriller conspirativo e sátira social para explorar o preço real da perfeição num mundo dominado pela ganância, pela aparência e pelo lucro a qualquer custo.

Um desfile de moda que termina em carnificina

A série arranca com uma das sequências mais desconcertantes do ano televisivo. Num desfile de alta-costura em Paris, Ruby — interpretada por Bella Hadid — entra na passerelle visivelmente desorientada, suada e fora de controlo. Minutos depois, o glamour dissolve-se numa explosão de violência gráfica que choca o público e inaugura o tom da série.

Rapidamente percebemos que este não é um caso isolado. Incidentes semelhantes começam a surgir entre supermodelos por todo o mundo, levando os agentes do FBI Cooper Madsen (Evan Peters) e Jordan Bennett (Rebecca Hall) a investigar a origem deste fenómeno aparentemente inexplicável.

A perfeição como vírus — literalmente

A investigação conduz a uma revelação tão absurda quanto aterradora: um “milagre” biotecnológico que começa como uma injecção estética e evolui para um vírus sexualmente transmissível. O efeito? Transformar qualquer pessoa na versão fisicamente perfeita de si mesma. O processo, no entanto, é tudo menos bonito: prolongado, doloroso e grotesco, com o corpo a rasgar-se, reconstruir-se e sangrar em nome da perfeição.

Ryan Murphy aproveita este conceito para levar o horror corporal ao limite, numa sucessão de imagens que incluem cirurgias falhadas, “nascimentos de beleza” e mutações que farão muitos espectadores desviar o olhar.

Capitalismo, poder e a mercantilização do corpo

Como não poderia deixar de ser, a origem do problema está no dinheiro. O cérebro por detrás desta “cura” é The Corporation, um bilionário delirante interpretado por Ashton Kutcher, claramente inspirado nas figuras reais que dominam o sector tecnológico global. Obcecado com lucros e expansão, vê no vírus da beleza uma oportunidade de negócio sem precedentes.

Para proteger o império, recorre a The Assassin, um matador profissional vivido por Anthony Ramos, encarregado de silenciar qualquer investigação antes que ganhe tração. Pelo caminho, a série ainda acompanha personagens secundárias, como Jeremy (Jeremy Pope), um jovem isolado que encontra neste “milagre” uma porta perigosa para a validação pessoal.

Quando o excesso começa a pesar

Durante os primeiros episódios, The Beauty é um espectáculo perturbador, provocador e, por vezes, brilhante. No entanto, a partir do episódio oito, a narrativa começa a fragmentar-se. Subtramas multiplicam-se, o ritmo acelera em excesso e a série perde algum do controlo que inicialmente parecia fazer parte do plano.

É também nesta fase que o tom satírico descamba ocasionalmente para o absurdo, com decisões narrativas que enfraquecem o comentário social. Questões como padrões de beleza branca e identidade racial são tocadas de forma superficial, apesar de um elenco diverso e de uma premissa que pedia maior profundidade.

Imperfeita, mas estranhamente viciante

Apesar dos seus tropeços, The Beauty continua a ser uma experiência televisiva envolvente. Os 11 episódios, com durações entre os 24 e os 50 minutos, são fáceis de consumir e mantêm um nível de tensão constante. A série aborda temas extremamente actuais — desde a obsessão com a aparência e o privilégio da beleza até ao uso de “drogas milagrosas”, redes sociais e educação sexual deficiente — envoltos num pacote visualmente chocante.

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The Beauty não é subtil, não é equilibrada e nem sempre sabe quando parar. Mas é ousada, incómoda e consciente o suficiente para nos fazer reflectir enquanto nos perturba. Uma série longe da perfeição — o que, ironicamente, acaba por reforçar a sua mensagem.

Ladybug Está de Volta: Fevereiro Traz Novas Aventuras da Heroína Que Conquistou o Mundo

Marinette, segredos e super-vilões: o universo Miraculous continua a crescer

Fevereiro promete ser um mês especial para os fãs de animação no Disney Channel, com a estreia de novos episódios de Miraculous – As Aventuras de Ladybug. A partir de sábado, dia 7, a icónica heroína parisiense regressa ao pequeno ecrã com histórias inéditas, novos desafios e emoções à flor da pele, numa fase em que as relações entre personagens se tornam cada vez mais complexas.  

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Criada por Thomas AstrucMiraculous tornou-se um fenómeno global ao combinar super-heróis, drama adolescente e uma mitologia própria que não pára de evoluir. No centro da narrativa continua Marinette Dupain-Cheng, uma jovem aparentemente comum que, ao transformar-se em Ladybug, assume a responsabilidade de proteger Paris ao lado de Gato Noir.

Amor, segredos e decisões difíceis

Os novos episódios prometem aprofundar ainda mais o lado emocional da série. Marinette e Adrien encontram-se cada vez mais próximos, mas continuam presos a segredos que não podem revelar — um jogo delicado entre identidade, confiança e responsabilidade. Esta tensão é um dos grandes trunfos de Miraculous, permitindo que a série cresça com o seu público e aborde temas como maturidade emocional, perda e escolhas difíceis.

Entre os momentos mais marcantes dos novos episódios está o dilema de Adrien perante a construção de uma estátua em memória do seu pai, situação que coloca Marinette numa posição particularmente desconfortável. Incapaz de revelar toda a verdade, a jovem heroína vê-se dividida entre aquilo que sente e aquilo que deve fazer. Paralelamente, surgem histórias mais leves e próximas do quotidiano adolescente, como a tentativa de Ondine de viver o seu primeiro beijo, com a habitual ajuda — bem-intencionada, mas nem sempre eficaz — de Marinette.

Um universo que não pára de se reinventar

Para além das estreias regulares ao longo dos fins de semana, o Disney Channel prepara ainda um momento especial para os fãs da série. No fim de semana de 28 de Fevereiro, chega o especial “Cities of Secrets”, uma celebração do universo Miraculous que destaca alianças épicas, episódios marcantes e os heróis que mantêm a Cidade das Luzes a salvo. Uma excelente oportunidade para revisitar momentos-chave e reforçar porque Ladybug continua a ser uma das heroínas mais carismáticas da animação contemporânea.

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Com a sua mistura única de acção, romance, humor e drama, Miraculous – As Aventuras de Ladybug mantém-se como uma das séries mais consistentes e queridas do Disney Channel. Fevereiro confirma que a jornada de Marinette está longe de terminar — e que cada novo episódio continua a deixar marca.

Depois de Greenland 2, Estes São 8 Filmes de Catástrofe Perfeitos Para Continuar o Fim do Mundo

Do apocalipse climático a cometas assassinos, há vida (cinematográfica) depois do desastre

Greenland 2: Migration chega aos cinemas determinado a elevar ainda mais a fasquia do cinema-catástrofe. Se no primeiro filme acompanhávamos Gerard Butler numa corrida desesperada para alcançar um bunker antes do impacto de um cometa, a sequela mergulha-nos num mundo já devastado, transformado num verdadeiro deserto pós-apocalíptico. O resultado é aquilo que os fãs do género adoram: destruição em grande escala, drama familiar e uma luta constante pela sobrevivência.

Se ficou com vontade de mais depois de Greenland 2, a boa notícia é que não faltam alternativas — e a maioria pode ser vista em Portugal sem grande esforço, seja em streaming ou através de aluguer digital.

Geostorm (2017)

Mais uma vez, Gerard Butler no centro do caos. Em Geostorm, a Terra depende de uma rede de satélites capaz de controlar o clima… até que tudo corre mal. Tsunamis, terramotos e quedas abruptas de temperatura surgem em catadupa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital em plataformas como Apple TV, Google Play e Rakuten TV.

O Dia Depois de Amanhã (2004)

Um dos títulos mais populares do género. O Dia Depois de Amanhã, de Roland Emmerich, imagina uma nova era glacial que se instala em tempo recorde, com Nova Iorque congelada e tornados a devastar cidades inteiras.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível no catálogo da Disney+.

2012 (2009)

Quando o assunto é destruir o planeta inteiro, Roland Emmerich não conhece limites. Em 2012, a civilização colapsa sob terramotos, tsunamis e falhas tectónicas globais, enquanto uma família tenta sobreviver contra todas as probabilidades.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play, Prime Video Store).

Impacto Profundo (1998)

Mais contido e emocional do que ArmageddonImpacto Profundo aposta no drama humano quando um cometa ameaça extinguir a vida na Terra. Um clássico subestimado do género, com decisões morais duríssimas.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital nas principais lojas online.

O Núcleo (2003)

Cientificamente disparatado, mas irresistível. Em O Núcleo, uma equipa de cientistas tenta salvar o mundo viajando até ao centro da Terra para reiniciar o seu núcleo com uma explosão nuclear.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play).

Volcano (1997)

Los Angeles, um vulcão em erupção e lava a correr pelas ruas. Volcano não perde tempo com subtilezas e oferece destruição urbana em modo clássico dos anos 90.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital.

Presságio (2009)

Mistura de ficção científica, catástrofe e existencialismo, Presságio acompanha Nicolas Cage numa investigação que conduz a uma série de desastres inevitáveis, incluindo uma sequência de queda de avião absolutamente memorável.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital; ocasionalmente exibido em canais de cinema por cabo.

San Andreas (2015)

Terramotos, tsunamis e Dwayne Johnson em modo herói total. San Andreas é cinema-catástrofe sem pudor, feito para impressionar e entreter sem pedir desculpa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível em streaming na HBO Max (Max), além de aluguer digital.

O apocalipse… à distância de um comando

O cinema-catástrofe pode não ser o género mais realista do mundo, mas continua a ser um dos mais eficazes quando se trata de espectáculo puro. Entre cometas, falhas tectónicas e colapsos climáticos, estes filmes provam que o fim do mundo é sempre melhor visto do sofá — de preferência com som alto e zero preocupações científicas.

Wonder Man: quando Hollywood, super-heróis e ego colidem na nova aposta da Marvel

A série que promete olhar para o MCU… por dentro

Disney Plus estreia a 28 de Janeiro Wonder Man, uma das propostas mais curiosas e meta do universo Marvel até à data. Longe das batalhas cósmicas e dos destinos do multiverso, Wonder Man aposta num olhar irónico, quase satírico, sobre a própria indústria do entretenimento — e fá-lo a partir do ponto de vista de quem sonha com a fama… e de quem já a perdeu.

Situada algures entre a comédia dramática e a desconstrução do mito do super-herói, a série promete mostrar um lado raramente explorado do MCU: os bastidores de Hollywood, onde a ambição, o fracasso e o ego têm tanto peso como super-poderes.

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Simon Williams: um herói antes de ser herói

No centro da narrativa está Simon Williams, um aspirante a actor que luta para lançar a sua carreira num meio ferozmente competitivo. Simon é talento em bruto, mas ainda invisível — um rosto entre milhares à procura da oportunidade certa. Essa oportunidade surge de forma inesperada quando cruza o caminho de Trevor Slattery, actor em queda livre cuja fama pertence claramente ao passado.

O encontro entre estes dois homens, em extremos opostos da carreira, desencadeia uma descoberta improvável: o lendário e excêntrico realizador Von Kovak está a preparar um remake de Wonder Man, um antigo filme de super-heróis. De repente, o cinema dentro do cinema torna-se o verdadeiro palco da série.

Uma história sobre papéis — dentro e fora do ecrã

Wonder Man joga deliberadamente com camadas de ficção. Simon e Trevor não estão apenas a disputar um papel num filme fictício; estão a lutar por relevância, redenção e reconhecimento. A série explora a fragilidade da fama, o medo de ser esquecido e a obsessão de “chegar lá”, num meio onde o sucesso é volátil e implacável.

Ao mesmo tempo, o público é convidado a espreitar os bastidores da máquina de Hollywood: castings, egos inflados, decisões criativas absurdas e a tensão constante entre arte e indústria. Tudo isto filtrado pelo humor mordaz e autoconsciente que a Marvel tem vindo a afinar nos seus projectos mais recentes.

Uma Marvel diferente — e assumidamente meta

O grande trunfo de Wonder Man é assumir que o género dos super-heróis já tem história suficiente para brincar consigo próprio. A série não tenta reinventar o género pela acção, mas sim pelo comentário. É uma proposta que dialoga com o próprio público do MCU, convidando-o a rir, reflectir e reconhecer os clichés de um universo que conhece bem.

Sem abdicar do espectáculo, Wonder Man promete ser uma série mais adulta no discurso, mais subtil no tom e claramente interessada em explorar personagens — não apenas poderes.

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Estreia marcada

Com estreia marcada para 28 de JaneiroWonder Man posiciona-se como uma das apostas mais originais da Marvel no pequeno ecrã em 2026. Uma série sobre actores, filmes de super-heróis e o preço da ambição, onde o maior desafio pode não ser salvar o mundo… mas sobreviver a Hollywood.

Punhos, Poder e Sobrevivência: Mil Golpes Regressa ao Disney+ com uma Segunda Temporada Ainda Mais Brutal

O submundo de Londres volta a subir ao ringue

Depois de uma estreia que surpreendeu pela crueza, intensidade emocional e rigor histórico, Mil Golpes está de regresso para a sua segunda temporada, que estreia no dia 9 de Janeiro no Disney+. A série, criada por Steven Knight, aprofunda agora o mergulho num mundo onde a sobrevivência se conquista punho a punho, num ringue improvisado ou nas ruas implacáveis da Londres vitoriana.

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Se a primeira temporada estabeleceu o terreno — social, político e físico — esta nova leva de episódios promete elevar as apostas, tanto no combate como nos conflitos internos das personagens.

Um mundo onde cada combate deixa marcas

Ambientada no brutal circuito do boxe ilegal do século XIX, Mil Golpes destacou-se desde o início por retratar um lado raramente romantizado da época: a luta pela sobrevivência de homens e mulheres empurrados para a margem da sociedade, num sistema que favorece os poderosos e esmaga quem nasce sem privilégios.

A segunda temporada retoma a narrativa exactamente onde as feridas ainda estão abertas. As alianças são testadas, as rivalidades tornam-se mais pessoais e o preço da ambição revela-se cada vez mais alto. O ringue continua a ser o centro simbólico da série, mas é fora dele que se travam algumas das batalhas mais perigosas.

Personagens em transformação — e em rota de colisão

Um dos maiores trunfos de Mil Golpes está no desenvolvimento das personagens. Longe de arquétipos simples, a série constrói figuras complexas, moldadas pela violência do meio em que vivem. Nesta nova temporada, vemos protagonistas mais endurecidos, mas também mais vulneráveis, confrontados com escolhas que podem definir — ou destruir — o seu futuro.

Steven Knight mantém o seu estilo característico: diálogos cortantes, tensão constante e uma abordagem quase política às dinâmicas de poder. O boxe surge não apenas como espectáculo físico, mas como metáfora de classe, identidade e resistência.

Produção ambiciosa e identidade visual marcante

Visualmente, a série continua a impressionar. A recriação da Londres vitoriana mantém um nível elevado de detalhe, com cenários sombrios, ruas enlameadas e espaços fechados que reforçam a sensação de claustrofobia social. As cenas de combate são filmadas com brutalidade directa, evitando glamour e apostando num realismo que quase se sente no estômago.

O Disney+ aposta claramente em Mil Golpes como uma das suas séries adultas de referência, mostrando que a plataforma vai muito além do entretenimento familiar.

Uma segunda ronda que promete deixar marcas

A segunda temporada de Mil Golpes não chega para suavizar o que veio antes — chega para aprofundar, complicar e intensificar. Para quem procura uma série histórica sem filtros, com personagens fortes e uma narrativa que não foge à violência nem às suas consequências, este regresso é obrigatório.

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Prepare-se: quando o primeiro sino tocar a 9 de Janeiro, não haverá espaço para recuar. 🥊

A Disney Traça uma Linha Vermelha: Google Remove Vídeos de IA com Personagens Icónicas

Um aviso formal e uma reacção rápida

A Google removeu dezenas de vídeos gerados por Inteligência Artificial que utilizavam personagens pertencentes à Disney, após ter recebido uma carta formal de cease and desist enviada pelo estúdio na passada quarta-feira. Os vídeos em causa estavam alojados no YouTube e recorriam a figuras emblemáticas como Mickey Mouse, Deadpool, personagens de Star Wars e Os Simpsons, muitas delas recriadas através do Veo, a ferramenta de geração de vídeo por IA desenvolvida pela própria Google.

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Durante algumas horas após o envio da carta, os links continuavam activos, mas passaram entretanto a redireccionar para uma mensagem clara: “Este vídeo já não está disponível devido a uma reivindicação de direitos de autor por parte da Disney”. Um sinal inequívoco de que o estúdio não está disposto a ceder terreno quando se trata do controlo das suas propriedades intelectuais.

Personagens icónicas no centro da disputa

Na carta enviada à Google, a Disney não se limitou a apontar casos isolados. O documento incluía uma lista extensa de personagens que o estúdio exige ver removidas tanto do YouTube como do YouTube Shorts, abrangendo universos tão populares como Frozen – O Reino do GeloMoanaToy StoryIron ManLilo & StitchWinnie the Pooh e, naturalmente, Star Wars.

A mensagem é clara: qualquer utilização destas personagens em conteúdos gerados por IA, sem autorização explícita, será combatida. Para a Disney, não se trata apenas de remover vídeos existentes, mas de estabelecer um precedente num momento em que as ferramentas de IA estão a evoluir a um ritmo acelerado e a tornar cada vez mais difusa a fronteira entre criação original e apropriação indevida.

Um momento particularmente sensível

O episódio ganha ainda mais peso por acontecer pouco antes de a Disney ter anunciado um acordo com a OpenAI, que permitirá o licenciamento de cerca de 200 personagens para utilização na ferramenta Sora. Ou seja, o estúdio não rejeita a Inteligência Artificial em si — rejeita o seu uso não autorizado.

Esta dualidade revela a estratégia da Disney: abraçar a inovação tecnológica, mas apenas dentro de um enquadramento legal e contratual rigoroso. Ao mesmo tempo que fecha a porta à Google, abre uma janela cuidadosamente controlada a outro gigante da tecnologia.

A resposta da Google

Em comunicado divulgado na quinta-feira, a Google procurou adoptar um tom conciliador, sublinhando a relação histórica entre as duas empresas. “Temos uma relação antiga e mutuamente benéfica com a Disney e vamos continuar a dialogar sobre esta questão”, afirmou a empresa.

A tecnológica acrescentou ainda que utiliza dados públicos da web para treinar os seus modelos de IA e que desenvolveu mecanismos adicionais de protecção de direitos de autor, como o Content ID do YouTube e ferramentas de controlo alargado para detentores de conteúdos. Ainda assim, a Disney foi mais longe nas suas exigências.

Muito mais do que vídeos removidos

Para além da eliminação imediata dos vídeos, a Disney exige que a Google implemente salvaguardas técnicas que impeçam os seus sistemas de IA de gerar personagens detidas pelo estúdio. Mais: quer que a empresa cesse qualquer utilização dessas personagens no treino dos seus modelos de Inteligência Artificial.

Este confronto ilustra um dos grandes debates do cinema e da indústria criativa em 2025: até que ponto a IA pode aprender com obras protegidas por direitos de autor? E quem controla o resultado final?

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A Disney, guardiã de alguns dos personagens mais reconhecíveis da história do cinema, acaba de deixar claro que não abdica desse controlo — nem agora, nem no futuro.

Os Destaques da Disney+ para Dezembro: Um Mês Repleto de Estreias, Clássicos e Magia Festiva

Dezembro chega ao Disney+ com a força de um mês pensado para famílias, cinéfilos, fãs de música, nostálgicos e devoradores de séries. Há novas produções, regressos aguardados, documentários de grande escala e maratonas perfeitas para dias frios. A plataforma apresenta ainda as suas colecções especiais, com clássicos incontornáveis que definiram gerações, e um catálogo natalício pronto para aquecer sofás e corações. Com tanto para descobrir, reunimos tudo o que importa no guia definitivo dos Destaques da Disney+ para Dezembro 2025.

Clássicos para começar o mês: Shrek e Regresso ao Futuro

O mês arranca logo a 1 de dezembro com duas colecções irresistíveis.

Para os fãs do ogre mais famoso do cinema moderno, ShrekShrek 2 e Shrek o Terceiro regressam para um mergulho nostálgico no caos encantado da mítica Terra Muito, Muito Distante.

Também disponível no mesmo dia está a trilogia completa Regresso ao Futuro, convidando os espectadores a viajar no tempo com Marty McFly e Doc Brown — uma oportunidade perfeita para revisitar uma das franquias mais icónicas dos anos 80.

Stand-up e Desporto: duas formas de aquecer o inverno

A 19 de dezembro chega Kumail Nanjiani: Night Thoughts, um espetáculo de stand-up hilariante e emocional, marcado pelo humor afiado e pelas reflexões íntimas do actor e comediante.

Para quem prefere adrenalina desportiva, Dezembro traz ainda mais transmissões da UEFA Women’s Champions League, garantindo noites cheias de competição europeia ao mais alto nível.

Os grandes destaques do mês: seis estreias imperdíveis

1. Um Casal (Im)Perfeito — 3 de dezembro

Uma reinterpretação contemporânea de A Guerra das Rosas, realizada por Jay Roach e escrita por Tony McNamara, com um elenco de luxo: Olivia ColmanBenedict CumberbatchAndy Samberg e Kate McKinnon.

A queda profissional de Theo e a ascensão meteórica de Ivy expõem rachaduras profundas num casamento que parecia perfeito. Rivalidade, ressentimento e humor negro marcam esta comédia dramática sobre o lado menos fotogénico da vida conjugal.

2. O Diário de um Banana – A Última Gota — 5 de dezembro

A adaptação do terceiro livro da série de Jeff Kinney segue Greg Heffley a tentar sobreviver às expectativas do pai, desastres familiares e a sua própria incapacidade encantadora de “deixar de ser banana”.

Realizado por Matt Danner, o filme conta com as vozes de Aaron D. Harris e Chris Diamantopoulos.

3. Percy Jackson – Temporada 2 — 10 de dezembro

Percy regressa numa aventura épica pelo Mar dos Monstros, onde tenta resgatar Grover e recuperar o mítico Tosão de Ouro, essencial para salvar a Colónia dos Mestiços.

Com Annabeth, Clarisse e o cíclope Tyson ao lado, esta temporada promete enredos mais sombrios, novos inimigos e uma expansão significativa do mundo mitológico da série.

4. The End Of An Era + Taylor Swift | The Eras Tour | The Final Show — 12 de dezembro

Dezembro é também o mês da música com uma dupla estreia dedicada a Taylor Swift:

  • The End Of An Era — Série documental sobre os bastidores da digressão The Eras Tour, com participações de Gracie Abrams, Sabrina Carpenter, Ed Sheeran e Florence Welch. Dois episódios chegam todas as semanas.
  • The Eras Tour | The Final Show — O concerto final da digressão, filmado em Vancouver, incluindo todo o alinhamento do álbum The Tortured Poets Department.

Uma celebração emocional e intimista de um fenómeno global.

5. Os Simpsons – Temporada 37 (Parte 1) — 17 de dezembro

A família mais famosa da televisão está de volta.

Quase 40 anos depois da estreia, Os Simpsons continuam a ser um marco cultural e um dos pilares do humor animado moderno. A nova temporada chega em duas partes, começando agora em dezembro.

6. A Verdade Oculta — 26 de dezembro

A nova série da FX acompanha o jornalista independente Lee Raybon, obcecado por desvendar a corrupção em Tulsa.

Quando a sua investigação provoca uma morte suspeita, Lee mergulha numa teia de segredos, interesses ocultos e ameaças poderosas. Um thriller tenso, de ritmo acelerado, sobre verdade, poder e sobrevivência.

Conteúdos natalícios para entrar no espírito da quadra

Para quem gosta de embrulhar dezembro com luzes, mantas e maratonas temáticas, o Disney+ reúne vários clássicos e novidades:

  • Mickey, Minnie e as Canções de Natal — 17 dezembro
  • Um Natal Muito Jonas Brothers
  • Last Christmas
  • O Amor Não Tira Férias
  • Prep’Aterragem: Protocolo Bola de Neve
  • Grinch
  • Sozinho em Casa
  • O Conto de Natal dos Marretas

Uma selecção que vai desde a comédia romântica ao clássico familiar e à fantasia musical.

E ainda em dezembro…

  • The Great North — T5 – 3 dezembro
  • Tesouros Perdidos de Roma — T2 – 3 dezembro
  • A Vida Secreta das Esposas Mórmones — Reunião T3 – 4 dezembro
  • Star Wars: As Aventuras dos Jovens Jedi — T3 – 8 dezembro
  • Law & Order: Unidade Especial — T14 a T17 – 31 dezembro

Disney+: um catálogo que cresce com espírito festivo

Com clássicos, estreias exclusivas, temporadas frescas e documentários de alto perfil, dezembro apresenta-se como um dos meses mais completos do Disney+ em 2025.

A diversidade de conteúdos — da animação ao drama, da música ao stand-up — torna a plataforma um porto seguro para quem procura entretenimento de qualidade na recta final do ano.

“Santo António, o Casamenteiro de Lisboa”: termina a rodagem da comédia portuguesa que vai unir tradições, gargalhadas e… Disney+

Está fechado o último take: Santo António, o Casamenteiro de Lisboa, a nova comédia realizada por Ruben Alves, concluiu oficialmente a rodagem esta segunda-feira, em Lisboa. A notícia foi revelada pela agência Lusa e pelo diário espanhol La Razón, confirmando que o sucessor de A Gaiola Dourada já entrou na fase de pós-produção e promete ser um dos títulos nacionais mais comentados dos próximos anos — e não apenas pelo elenco de luxo.

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A produção, uma coprodução luso-espanhola da Bla Bla Media, mergulha numa questão que tem marcado várias cidades europeias: a luta entre a preservação das tradições e a ameaça de homogeneização causada pelas grandes multinacionais. Segundo Ruben Alves, a história usa o imaginário de Santo António — padroeiro dos apaixonados e símbolo inconfundível de Lisboa — para falar da identidade das cidades e do risco de se tornarem versões indistintas umas das outras.

Estufa Fria: o cenário da despedida

O último dia de filmagens decorreu na Estufa Fria, onde quase todo o elenco se reuniu para gravar duas cenas finais e protagonizar uma despedida carregada de emoção. Foi o encerramento simbólico de semanas de trabalho que passaram por vários pontos da capital, explorando o seu ambiente humano e as suas tradições populares.

Um elenco que junta Portugal e Espanha

A comédia conta com alguns dos nomes mais queridos do público português:

  • Rita Blanco,
  • Joaquim Monchique,
  • Maria Rueff,
  • Ana Bola,
  • Inês Aires Pereira,
  • Albano Jerónimo.

A este grupo junta-se ainda o actor espanhol Paco León, que interpreta um “betinho” madrileno que chega a Lisboa e enfrenta dificuldades de adaptação, até acabar integrado numa família portuguesa. A sua presença representa não apenas o tom humorístico do filme, mas também a ponte cultural entre os dois países ibéricos. Os responsáveis pela produção sublinham que projectos deste tipo podem abrir portas para novas colaborações transfronteiriças.

O argumento é assinado pelo espanhol Fernando Pérez, reforçando o carácter internacional da narrativa, que pretende celebrar aquilo que aproxima Portugal e Espanha sem perder de vista as particularidades culturais de cada lado.

A caminho das salas — e depois, Disney+

Santo António, o Casamenteiro de Lisboa tem estreia marcada para o verão de 2026 em Portugal, Espanha e França. Depois da passagem pelos cinemas, o filme fará história ao tornar-se a primeira longa-metragem portuguesa a chegar exclusivamente à plataforma Disney+, um marco significativo para o cinema nacional e um sinal de que as grandes plataformas começam a olhar com mais atenção para a produção portuguesa.

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A combinação entre tradição lisboeta, humor afiado e uma reflexão sobre o futuro das cidades europeias faz deste filme uma aposta que promete conquistar tanto o público nacional como internacional. E, com Ruben Alves ao leme, a expectativa só cresce: afinal, poucos realizadores conhecem tão bem o coração sentimental e multicultural de Lisboa.

Peter Jackson Reabre o Arquivo: A Nova Versão de The Beatles Anthology no Disney+ Traz Imagens Inéditas e Som Renovado

Os Beatles voltam a reinventar-se — mesmo 55 anos depois do fim da banda. The Beatles Anthology, a monumental série documental lançada originalmente em 1995, regressa agora no Disney+ numa versão restaurada, expandida e acompanhada pelo toque tecnológico de Peter Jackson. Depois do impacto colossal de The Beatles: Get Back, o realizador neozelandês e a sua equipa da WingNut Films voltam a mergulhar nos arquivos dos Fab Four para dar nova vida a um dos projectos mais ambiciosos da história do grupo.

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O resultado é, simultaneamente, um regresso ao passado e uma atualização para a era do streaming. O que antes era uma referência televisiva passou agora a ser uma obra afinada para a alta definição, com melhorias profundas na imagem e — sobretudo — no som. Esta nova edição estreou no Disney+ a 26 de Novembro de 2025 e promete conquistar tanto os fãs de primeira hora como as gerações que só descobriram o quarteto através dos recentes projectos de Jackson.

Uma Restauração de Alto Nível

A nova versão de The Beatles Anthology foi remasterizada e aperfeiçoada pela produção da Apple Corps, em colaboração com a WingNut Films de Peter Jackson e com Giles Martin, filho de George Martin — o lendário produtor dos Beatles. Giles criou novos mixes sonoros para grande parte das músicas, elevando a clareza e a profundidade das gravações, e aproximando-as do trabalho que desenvolveu recentemente em reedições de álbuns clássicos da banda.

Visualmente, o salto é igualmente significativo: tal como em Get Back, a equipa de Jackson recorreu a técnicas avançadas de limpeza, estabilização e reconstrução digital de película, resgatando detalhes outrora imperceptíveis e devolvendo frescura ao material captado há mais de meio século.

O Que Há de Novo? Um Episódio Inédito

A série original tinha oito episódios — esta nova versão passa a ter nove. O episódio adicional reúne material de bastidores registado entre 1994 e 1995, quando Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr se juntaram para trabalhar no projecto Anthology em todas as suas vertentes:

  • a série televisiva,
  • os álbuns duplos com gravações raras,
  • e o livro The Beatles Anthology, publicado em 2000.

O episódio mostra conversas íntimas entre os três Beatles sobreviventes da época, que reflectem sobre a vida na banda, o impacto cultural do grupo e o modo como cada um olhava para o seu passado comum. Para muitos fãs, este material tem o peso emocional de um reencontro tardio — sobretudo porque George Harrison faleceu apenas alguns anos depois, em 2001.

Trata-se, portanto, de uma peça rara: um momento em que os três olham para trás, sem pressões, sem artifícios promocionais e com a cumplicidade que sempre caracterizou a relação entre eles, mesmo após a separação.

A Antologia Reinventada

Com esta nova edição, The Beatles Anthology ganha uma segunda vida. O que em 1995 foi um acontecimento global televisivo transforma-se agora num documento restaurado, aprofundado e contextualizado, à altura do fascínio renovado que o público tem pela banda graças ao trabalho meticuloso de Jackson.

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Mais do que uma simples reposição, esta é uma oportunidade de revisitar toda a história dos Beatles com os recursos tecnológicos do presente e com a emoção adicional de um episódio que, até hoje, nunca tinha visto a luz do dia.

O legado continua vivo — e, ao que parece, cada vez mais nítido.

Jeremy Allen White Está em Todo o Lado: De Springsteen a Sorkin, de “The Bear” à Galáxia Muito, Muito Distante

Jeremy Allen White vive um daqueles períodos em que um actor parece multiplicar-se em várias frentes ao mesmo tempo — e todas elas de alto nível. Com The Bear prestes a regressar ao estúdio, uma transformação intensa para interpretar Bruce Springsteen, uma participação no universo Star Wars e um papel central no novo filme de Aaron Sorkin, o actor norte-americano atravessa talvez a fase mais rica da sua carreira.

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White recebeu a Variety para uma longa conversa e, no meio de pratos para cozinhar no Dia de Acção de Graças e reflexões pessoais, deixou um conjunto de revelações particularmente saborosas para quem acompanha cinema e televisão com atenção. No centro da entrevista, estão três projectos que prometem dominar a conversa nos próximos meses: Deliver Me From NowhereThe Social Reckoning e The Mandalorian & Grogu.

A metamorfose em Bruce Springsteen — sem próteses, sem truques

No papel de Bruce Springsteen no filme Deliver Me From Nowhere, Jeremy Allen White atirou-se de cabeça a um dos maiores desafios da sua carreira. Não quis parecer, mas ser — uma abordagem que o fez recusar a tentação inicial de próteses, incluindo uma possível adaptação dentária que replicaria o ligeiro prognatismo do músico.

O actor procurou fazer o caminho de dentro para fora, mergulhando no momento emocionalmente turbulento que marcou a criação de Nebraska, o álbum mais cru e solitário de Springsteen. O resultado impressionou até o próprio Boss, que chegou a confundir a gravação de White com a sua voz real ao ouvir Mansion on a Hill. Quando o próprio Springsteen diz: “Estás a soarem-te a mim, mas não estás a imitar-me”, é porque algo verdadeiramente especial aconteceu.

White descreve o processo como extenuante, profundamente emocional e totalmente destituído de autocomplacência: “Nunca senti que o tinha ‘apanhado’. Nunca fui para casa a pensar isso”. O peso emocional do papel manteve-o sempre num estado de vulnerabilidade, como se estivesse a habitar o próprio vórtice interior em que Springsteen mergulhou nos anos 80.

Aaron Sorkin convence-o a enfrentar outra figura real

Mal terminou a metamorfose para interpretar Springsteen, White hesitou em aceitar outro papel biográfico. Mas Aaron Sorkin é, compreensivelmente, difícil de recusar. Em The Social Reckoning, continuação espiritual de The Social Network, White interpreta Jeff Horwitz, o jornalista do Wall Street Journal que tem investigado a Meta e Mark Zuckerberg — papel que ficará a cargo de Jeremy Strong.

Sorkin deixou claro desde o início que White não precisava de copiar maneirismos ou aparência de Horwitz. Esta versão é “a história de Sorkin”, baseada na sua leitura dos factos e das figuras envolvidas. Para White, isso significou um raro alívio emocional: “Foi bom não ter de carregar um peso tão grande. Bastava ser fiel ao texto.”

E quem conhece Sorkin sabe: fidelidade ao texto significa ritmo, precisão e diálogo em estado puro.

Do caos da cozinha para o estúdio: “The Bear” regressa já em Janeiro

Uma das notícias mais directas da entrevista: as filmagens da 5.ª temporada de The Bear começam a 5 de Janeiro. White afirma sentir-se mais ligado a Carmy do que alguma vez se sentiu ao seu personagem em Shameless, onde admite que, após algumas temporadas, chegou a entrar num modo quase automático. Com The Bear, garante, isso não acontece. A relação criativa com Christopher Storer mantém-no alerta e emocionalmente envolvido.

A pressão, diz ele, é inevitável. Mas o perigo é sempre maior quando um actor acha que já descobriu tudo. Em Carmy, continua a encontrar novos conflitos, novos medos e novas formas de inquietação — o verdadeiro combustível da série.

Jabba the Hutt… tem um filho. E Jeremy Allen White dá-lhe voz.

Sim, leu bem. No filme The Mandalorian & Grogu, White dá voz a Rotta, o inesperado rebento de Jabba the Hutt. Foi Jon Favreau quem o convidou directamente, num telefonema tão inesperado quanto irresistível. “Sempre admirei o trabalho do Jon”, diz o actor. E, pela primeira vez, aceitou um projecto que as filhas poderão ver.

White confessa que nunca tinha feito dobragem e que Favreau acabou por ajustar a voz para encontrar o equilíbrio certo. Rotta permanece envolto em mistério, mas o actor admite que há partes de si no personagem — e é tudo o que se atreve a dizer.

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Jeremy Allen White está, portanto, na encruzilhada perfeita entre prestígio, risco e relevância. Seja a viver a dor silenciosa de Springsteen, a navegar o moralismo tecnológico de Sorkin, a lutar interiormente com Carmy ou a habitar a estranha família Hutt, a verdade é esta: poucos actores estão, neste momento, a escolher projectos tão variados, exigentes… e deliciosamente imprevisíveis.

Algo Muito Estranho Aconteceu em Springfield — e a Cidade Nunca Mais Será a Mesma

Depois de 35 temporadas, uma figura histórica de “Os Simpsons” desaparece… desta vez, de forma realmente definitiva.


Springfield já viu de tudo ao longo das últimas três décadas: invasões extraterrestres, conspirações, crises morais, falências espirituais e até três versões diferentes da mesma morte. Mas o episódio emitido a 16 de Novembro deixou a cidade — e os fãs — num estado raro: silêncio.

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Há uma personagem clássica, presente desde os primórdios da série, que… desapareceu. Mas ao contrário das habituais partidas narrativas dos guionistas, esta saída não parece ter retorno. Não houve truques, nem piscadelas de olho, nem a habitual promessa de que “ninguém morre verdadeiramente em Springfield”. Desta vez, há uma certeza incomodativa no ar: alguém tocou o seu último acto. Alice Glick, a senhora do órgão da igreja, finou-se!

O produtor executivo Tim Long deixou só o suficiente para nos intrigar:

“Ela viverá para sempre na música que fez. Mas, no que realmente importa… acabou.”

Um momento que começou como todos os outros — até deixar de o ser

O episódio nem sequer fez suspense. Começou como um típico domingo na Primeira Igreja de Springfield, com o Reverendo Lovejoy entregue ao seu sermão habitual. Tudo seguia o ritmo normal, até que um som vindo do órgão interrompeu a cerimónia. Não foi um acorde mal calculado. Nem um entusiasmo excessivo. Enquanto o reverendo insistia que tudo estava bem… não estava.

O silêncio que se seguiu disse tudo.

O impacto em Springfield — e a reacção mais Skinner de sempre

No dia seguinte, Skinner apresentou a notícia aos alunos da escola primária com a subtileza emocional que se lhe conhece:

“Uma senhora morta que vocês não conheciam.”

E, com isso, Springfield ficou oficialmente mais pobre — ainda que, ironicamente, mais rica, porque a misteriosa personagem deixou toda a sua fortuna à escola para criar um novo programa de música.

Um último gesto perfeito, vindo de alguém cuja vida era inseparável das notas que tocava.

Mas… será mesmo o fim?

Se isto fosse uma série qualquer, a resposta seria óbvia.

Mas Os Simpsons é especialista em quebrar regras — e a própria personagem já tinha tido uma “morte” antes… de regressar viva. E depois fantasma. E depois viva outra vez. E depois… bem, até os fãs perderam a contagem.

A diferença agora é o tom. A forma como a cena foi filmada. A reacção dentro e fora da série. E, sobretudo, a declaração final dos produtores. Tudo indica que esta saída é real — não uma piada, não um glitch no universo de Springfield, não um capítulo metatextual.

A personagem pode ter sido discreta, mas estava lá desde 1991. E, para muitos, fazia parte do mobiliário emocional da série.

A melhor forma de lhe prestar homenagem?

Recordar o seu momento mais lendário: o dia em que transformou a igreja inteira numa versão bíblica — e absolutamente épica — de “In-A-Gadda-Da-Vida”. Um dos instantes mais delirantemente maravilhosos da história da televisão animada.

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Talvez seja esse o final perfeito: não a morte, mas a memória.

Chris Hemsworth na Estrada da Memória: Um Documentário Íntimo Sobre Família, Fragilidade e Amor

“Aventura na Estrada” mostra o actor longe dos martelos, músculos e superpoderes — e mais próximo do que nunca da sua própria história.

Chris Hemsworth habituou o mundo a vê-lo como Thor, o deus do trovão, o herói musculado que resolve problemas à força de martelo e humor. Mas no novo documentário “Chris Hemsworth: Aventura na Estrada” — título original A Roadtrip to Remember — o actor surge sem filtros, sem armaduras e sem papel para interpretar. Apenas ele, a família e uma viagem que se torna tão emocional quanto reveladora.

Disponível a partir de 24 de novembro, este é descrito como o documentário mais íntimo da carreira de Hemsworth. O ponto de partida é duro, inesperado e profundamente humano: o pai recebeu um diagnóstico de Alzheimer. E, perante a inevitabilidade da doença e da erosão da memória, Chris pega na câmara e decide transformar o medo em movimento. Em vez de se fecharem em casa, embarcam num road trip que procura salvar o que ainda pode ser salvo — não a memória inteira, mas os fragmentos que dão sentido à vida.

Uma viagem ao passado para segurar o presente

Ao longo do filme, pai e filho revisitarem lugares que marcaram a família: a rua onde Chris cresceu, as praias onde aprenderam a nadar, as zonas rurais onde passavam férias, e até as pequenas paragens que só fazem sentido para quem lá esteve. Pelo caminho reencontram rostos — amigos de infância, vizinhos de longa data, pessoas que foram peças-chave na construção da história familiar. Estas visitas funcionam como gatilhos emocionais: pequenas portas que, quando se abrem, revelam lembranças que a doença tenta apagar.

Tudo isto é filmado num registo de “home movie”, com a câmara na mão, sem pretensões cinematográficas. Hemsworth não tenta embelezar a dor, nem dramatizar para efeito. A estética é a da verdade: familiar, imperfeita, às vezes tremida — e por isso mesmo carregada de autenticidade. A viagem transforma-se numa espécie de cápsula emocional onde o actor, que tantas vezes encarnou força absoluta, se revela vulnerável e profundamente afectado.

A ciência da ligação humana

O documentário não se limita à dimensão emocional. Chris e a família procuram perceber como a ligação social, a emoção e certos estímulos cognitivos podem ajudar a manter vivas partes da memória. Conversam com especialistas, exploram estudos, e tentam perceber de que forma o cérebro responde quando é exposto a afectos fortes ou memórias significativas.

Longe de fórmulas científicas pesadas, o filme apresenta esta componente de forma leve e acessível, reforçando uma ideia simples mas poderosa: a memória não existe no vazio; é construída e estimulada através de pessoas, lugares e emoções.

O filme mais pessoal de Hemsworth

Em “Aventura na Estrada”, não vemos o actor global. Vemos o filho.

Vemos o ser humano confrontado com a vulnerabilidade do pai.

Vemos alguém que tenta, com a sensibilidade possível, preservar aquilo que está a desvanecer.

O resultado é um documentário emotivo, honesto e inesperadamente terno. É sobre Alzheimer, sim — mas é sobretudo sobre aquilo que resta quando a memória falha: o amor, os laços e a necessidade urgente de guardar tudo o que ainda pode ser guardado.

Disponível a 24 de novembro, este é um daqueles títulos que não se esgota no último minuto. Acompanha-nos depois, como as memórias que insistimos em manter vivas.