Hugh Grant Surpreende em “Herege”: O Diabo Veste Tarte de Mirtilo 😈🥧

O ator britânico entrega uma das performances mais inquietantes da sua carreira no novo thriller da A24, em estreia no TVCine Top

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Hugh Grant a fazer de vilão? Sim. Hugh Grant a assustar genuinamente? Também. Hugh Grant nomeado para Globos de Ouro e BAFTAs por um papel em terror psicológico? Pode acreditar. Herege (Heretic, no original) é um dos filmes mais inesperados e hipnóticos deste ano — e o mérito é, em grande parte, do homem que costumávamos associar a comédias românticas com cara de quem nunca parte um prato.

A estreia em televisão está marcada para 13 de junho, às 21h30, em noite de Sexta-Feira 13, no TVCine Top e em streaming no TVCine+. E é o filme perfeito para essa data maldita.


De porta em porta até ao inferno

A história começa de forma quase banal: duas jovens missionárias mórmon — Irmã Barnes (Sophie Thatcher) e Irmã Paxton (Chloe East) — andam de porta em porta à procura de fiéis. Quando tudo parece perdido e uma tempestade se aproxima, batem à última porta do dia. São recebidas por um homem afável, simpático, que até oferece tarte de mirtilo.

O nome dele é Sr. Reed. E ele é interpretado, com arrepiante subtileza e intensidade, por Hugh Grant.

Mas rapidamente a hospitalidade dá lugar ao desconforto — e depois ao terror puro. À medida que a casa se transforma num labirinto psicológico e físico, as duas jovens percebem que estão presas num jogo doentio, onde fé, manipulação e sobrevivência se confundem.

Grant: do charme ao abismo

Ver Hugh Grant neste registo é simplesmente fascinante. Conhecido por papéis charmosos, comedidos e até algo caricatos, o ator reinventa-se por completo como o Sr. Reed — uma figura ao mesmo tempo carismática, desconcertante e absolutamente ameaçadora.

Há algo de deliciosamente perverso na forma como nos conquista no início… para depois nos fazer arrepender da confiança. E é exactamente essa transformação que o torna tão eficaz. Não há gritos nem efeitos especiais exagerados — só uma presença sinistra e um controlo absoluto da cena. Nomeações para BAFTA e Globos de Ouro? Merecidíssimas.

Terror com assinatura A24 (e pedigree de “Um Lugar Silencioso”)

Com argumento e realização da dupla Scott Beck e Bryan Woods — os mesmos que assinaram Um Lugar Silencioso — Herege estreou-se no Festival de Toronto e não demorou a conquistar aplausos pela sua tensão meticulosamente construída, pela atmosfera opressiva e, claro, pelo elenco.

Sophie Thatcher (Yellowjackets) e Chloe East (The Fabelmans) brilham como protagonistas ingénuas mas resilientes, e a química (ou a ausência dela) com Grant mantém-nos colados ao ecrã. O jogo psicológico que se desenrola é tão desconcertante quanto envolvente.

Um “filme de terror religioso”? Sim, mas com cérebro

Herege insere-se numa linhagem cada vez mais rica de thrillers com temas religiosos, mas evita o óbvio. Mais do que uma crítica à fé ou ao fanatismo, o filme convida-nos a reflectir sobre a manipulação, a culpa e os limites da devoção. E fá-lo com tensão constante, sem recorrer ao susto fácil.

Conclusão: Hugh Grant está possuído (no melhor sentido possível)

Herege é uma prova de que o terror não precisa de monstros para nos assombrar — basta um homem com um sorriso, uma casa demasiado silenciosa e uma tarte de mirtilo que nunca parece inocente.

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Se ainda tinhas dúvidas sobre o talento de Hugh Grant fora da sua zona de conforto, este filme trata de dissipá-las. E se estavas à procura de uma boa razão para passar a Sexta-Feira 13 em casa… acabaste de encontrar.

 Génio do Mal: O Início — O Diabo também tem uma origem… e começa em Roma 🕍👶😈

A prequela do clássico The Omen chega ao TVCine Top a 14 de junho e promete ser uma das noites mais assustadoras do ano

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No sexto dia, do sexto mês, à sexta hora… ele nascerá. Esta é a premissa de O Génio do Mal: O Início, a prequela do icónico The Omen, que estreia sábado, 14 de junho, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+. A escolha da data — bem no fim de semana seguinte à sexta-feira 13 — não é inocente. O mal está a chegar… e é melhor deixar as luzes acesas.

De Roma com terror

A protagonista desta nova entrada na saga é Margaret, uma jovem americana enviada para Roma para servir a Igreja. Mas em vez de encontrar paz e vocação, depara-se com uma conspiração sinistra no seio do Vaticano — um plano meticuloso que visa preparar o nascimento do próprio Anticristo.

O cenário, entre criptas, arquivos secretos e corredores sombrios do Vaticano, é o palco perfeito para um filme de terror clássico com atmosfera pesada, fé abalada e o eterno confronto entre luz e trevas.

Uma saga que já faz parte da história do terror

Tudo começou em 1976 com o filme original de Richard Donner, onde conhecemos o pequeno Damien, a criança marcada com o número da besta. Seguiram-se sequelas, uma adaptação para televisão nos anos 90, um remake em 2006 e uma série em 2016. Agora, com O Génio do Mal: O Iníciorecuamos até ao momento zero — o plano para trazer Damien ao mundo.

É um regresso ao terror satânico clássico, feito com respeito pela mitologia original, mas com um toque moderno de tensão e realização eficaz.

Um elenco possuído de talento

Dirigido por Arkasha Stevenson, o filme conta com um elenco de luxo:

  • Nell Tiger Free (de Servant), no papel principal
  • Bill Nighy, sempre inquietante e carismático
  • Ralph Ineson (The WitchThe Green Knight) com a sua voz arrepiante
  • Charles Dance (Game of Thrones)
  • E até Sônia Braga, numa presença que promete deixar marca

Todos contribuem para uma narrativa intensa, que prefere o suspense à facilidade dos sustos, e que vai lentamente enroscando-se como uma serpente em redor do espectador.

Porque gostamos tanto de ver o mal nascer?

Prequelas são, por natureza, trágicas: sabemos sempre como acabam. Mas O Génio do Mal: O Início não pretende apenas explicar o passado — quer dar-lhe um novo peso emocional. A queda de Margaret, os dilemas espirituais e a sensação de inevitabilidade tornam esta entrada na saga uma experiência tensa e envolvente, com espaço para reflexões sobre fé, culpa e o eterno fascínio pelo lado negro.

“Lume”: a nova série da RTP e Max que promete incendiar o verão… mas só no ecrã 🔥

Thriller luso-galego mergulha no mistério dos incêndios florestais e estreia já a 19 de Junho

O verão ainda nem começou e já temos calor garantido — pelo menos nas televisões e nos ecrãs de streaming. Chama-se Lume e é a mais recente aposta da RTP e da plataforma Max, uma série de ficção ibérica que transforma o drama dos incêndios florestais num thriller envolvente e carregado de mistério.

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Criada pelas argumentistas Irene Pin (Espanha) e Sara Rodi (Portugal), Lume estreia a 19 de Junho na Max e no dia seguinte, a 20, na RTP1 e RTP Play. E promete muito mais do que labaredas e sirenes: há conspirações, redes especulativas e crimes por desvendar.


Uma aldeia na Raia Seca, um fogo que não se explica

A acção decorre numa pequena aldeia da Raia Seca, onde os incêndios parecem repetir-se com uma frequência suspeita. Por entre as cinzas, começa a desenhar-se um enredo que aponta para uma teia de interesses obscuros — e uma pergunta incómoda: será que todos os fogos começam por acidente?

Cristina Castaño interpreta uma jornalista obstinada e Albano Jerónimo dá vida a um cabo da GNR determinado em descobrir a verdade. Juntos, embarcam numa investigação que não só os leva a questionar as causas dos incêndios, como os arrasta para um mundo onde o poder económico pode queimar tanto quanto o fogo real.

A série foi filmada em pleno verão de 2024, entre o norte de Portugal e a Galiza, num esforço de coprodução entre a Coral Europa (Portugal) e a Setemedia (Galiza), com apoio da RTP, Televisión de Galicia, Max e ainda 250 mil euros do programa europeu Eurimages.


Entre o português e o galego, entre o drama e a verdade

O elenco, verdadeiramente ibérico, conta ainda com Ricardo Pereira, Lúcia Moniz, João Pedro Vaz, Isabel Naveira, Xúlio Abonjo e Afonso Agra, numa produção onde se ouvem tanto o português como o galego — duas línguas próximas que, aqui, se unem para dar voz a uma narrativa de fronteiras difusas, tanto geográficas como morais.

Com seis episódios, Lume segue a tradição de outras coproduções bem-sucedidas entre Portugal e Espanha, como Auga SecaCrimes Submersos ou Operação Maré Negra. Mas aqui, a grande protagonista é a floresta — ou melhor, aquilo que se faz com ela.


Uma série que promete aquecer as noites… e a consciência

Mais do que um drama policial, Lume é uma chamada de atenção sobre o problema crónico dos incêndios florestais, que todos os anos assolam o norte de Portugal e a Galiza. A série recusa soluções simplistas e não se contenta com “culpados habituais”. Quer ir ao fundo da questão — e levar-nos com ela.

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Se procura uma série que misture mistério, crítica social e paisagens arrepiantes (pelas melhores e piores razões), Lumepode ser a estreia certa para o seu verão. Prepare-se para suar… mas não só por causa do calor.

Amanda Seyfried diz que a Paramount ainda lhe deve por… T-shirts de Mean Girls

A actriz não esconde a nostalgia pelo clássico teen… mas também não esquece o cheque que (ainda) não recebeu

Há quem diga que Mean Girls envelheceu como um bom vinho rosé com glitter. E Amanda Seyfried parece concordar — com um pequeno travo amargo.

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Numa nova conversa no Actors on Actors com Adam Brody (sim, o eterno Seth Cohen de The O.C.), Seyfried voltou a demonstrar carinho pela comédia de 2004, onde interpretava a icónica Karen Smith, a loirinha meteorologista intuitiva. Mas entre elogios e memórias, houve também espaço para um desabafo: a Paramount ainda lhe deve dinheiro. E não é por falta de camisolas com a sua cara espalhadas pelo mundo!

“Amo ver a minha cara nas T-shirts… mas quero ser paga!”

Questionada por Brody se costuma rever o filme, Seyfried respondeu com um sorriso: “Não, não revejo. Mas passa tantas vezes que não preciso.” E acrescentou, com aquele toque agridoce: “Adoro ver a minha cara nas T-shirts das pessoas. Mas fico um bocadinho ressentida porque a Paramount ainda me deve dinheiro.”

A dívida, segundo Amanda, prende-se com os direitos de imagem: “Todas as lojas vendem T-shirts do Mean Girls com as nossas caras. Fotografias mesmo!” — sublinha, em tom entre divertido e revoltado. Quando Brody lhe pergunta se é por causa das T-shirts, ela responde sem rodeios: “Pela imagem. Pela semelhança.”

Com apenas 17 anos aquando das filmagens, Amanda reconhece que talvez não estivesse ainda desperta para os meandros dos direitos comerciais. “É por ter sido burra e ter 17 anos?” — questiona-se, meio a brincar, meio a sério. Mas acaba por suavizar a crítica com um sincero “Mas adoro!” — referindo-se ao carinho que os fãs ainda nutrem pela obra.

De Karen a Nina: novos desafios no cinema

Enquanto espera (ou não) por o tão desejado pagamento retroactivo da Paramount, Amanda Seyfried continua activa no cinema e com projectos entusiasmantes.

Em breve, poderá ser vista em The Housemaid, o novo thriller de Paul Feig, onde contracena com Sydney Sweeney (Euphoria) e Brandon Sklenar. Baseado no best-seller de Freida McFadden, o filme acompanha Millie (Sweeney), uma jovem com um passado misterioso que começa a trabalhar como empregada doméstica para Nina (Seyfried) e Andrew. Mas depressa descobre que os segredos daquela casa são bem mais perigosos do que os seus próprios. Um toque de suspense à la Gone Girl, com um elenco de luxo.

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T-shirts, royalties e ícones pop

O que fica claro nesta conversa é que Mean Girls continua a marcar gerações — e que Amanda Seyfried, mesmo com algumas contas por acertar, ainda tem orgulho em ter feito parte do fenómeno. E nós também, Amanda. Só esperamos que, da próxima vez que vires alguém com a tua cara numa T-shirt, já tenhas recebido a devida compensação por isso. 💸

Eddie Murphy e Pete Davidson em “The Pickup”: assalto, confusão e uma ex mal-intencionada! 💥😂

O novo trailer da comédia de acção da Amazon Prime Video promete gargalhadas, perseguições e uma ex com planos muito perigosos

Imagina esta cena: és um condutor de carrinha blindada, estás a fazer mais uma daquelas rotinas tranquilas (ou pelo menos previsíveis), quando de repente dás por ti no meio de um assalto… e a líder dos criminosos é uma ex com quem tiveste um “casual encounter”. Pois é, Travis, a vida dá muitas voltas — e nenhuma delas parece boa neste caso.

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Vem aí The Pickup, a nova comédia de acção com Eddie Murphy e Pete Davidson, e o trailer oficial já nos deixa com vontade de marcar na agenda o dia 6 de Agosto de 2025, quando estreia globalmente na Amazon Prime Video. 🎬

O golpe (muito) mal parado

Eddie Murphy é Russell, o experiente condutor da carrinha de valores, e Pete Davidson é Travis, o mais impulsivo e desastrado parceiro de rota. O que devia ser um simples levantamento de dinheiro transforma-se num pesadelo digno de heist movie… mas com muitas gargalhadas pelo meio.

A responsável por todo o caos é Zoe (Keke Palmer), uma criminosa carismática e implacável, que lidera um plano de roubo de 60 milhões de dólares. Como se isso não bastasse, ela também ameaça a esposa de Russell, interpretada por Eva Longoria — o que coloca ainda mais pressão na dupla protagonista.

Ah, e claro, Zoe é também a tal ex com quem Travis teve um caso de uma noite. Porque a vida tem sempre sentido de humor. Ou talvez não.

Humor à Murphy, caos à Davidson

O trailer deixa claro que o filme vai apostar forte na química entre Eddie Murphy e Pete Davidson. O primeiro continua a mostrar porque é uma lenda da comédia, com aquele timing impecável e olhar de “não tenho paciência para isto”. Davidson, por outro lado, é o perfeito caos ambulante, sempre prestes a meter os pés pelas mãos — o que, para nós, é óptimo sinal.

Realizado por Tim Story (BarbershopRide Along), The Pickup conta ainda com um elenco recheado: Jack Kesy, Marshawn Lynch (sim, o ex-NFL!), Roman Reigns (sim, o wrestler!) e Andrew Dice Clay juntam-se à festa para dar mais cor, músculo e nonsense à narrativa.

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Quando e onde podemos ver?

The Pickup estreia a 6 de Agosto de 2025 no Amazon Prime Video, tanto em Portugal como no Brasil — por isso não há desculpa para perder esta aventura. Se gostas de filmes de assaltos com twists inesperados, personagens exageradas e humor a cada esquina… esta é a tua próxima paragem.

Se preferir ver o trailer original clique aqui

“Os Incríveis 3” têm novo realizador — e não, não é o Brad Bird! Mas calma…

Peter Sohn, o homem por detrás de Elemental e O Bom Dinossauro, vai assumir o leme da nova aventura da super-família Pixar

Depois de dois filmes absolutamente incríveis (perdoem-nos o trocadilho fácil), parecia quase impensável imaginar um terceiro capítulo da saga da família Parr sem Brad Bird ao comando. Mas a Pixar está a preparar-se para mudar as regras do jogo — e o novo realizador escolhido para The Incredibles 3 é um velho conhecido da casa: Peter Sohn.

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Sim, o mesmo Peter Sohn que nos levou de volta à pré-história com O Bom Dinossauro e que recentemente nos fez mergulhar num mundo de elementos com Elemental, em 2023.

Mas atenção: Brad Bird não vai desaparecer por completo do projeto. Bird continua envolvido como argumentista e produtor, ao lado de Dana Murray (Soul), o que significa que a essência criativa original da franquia ainda estará bem presente — só que, desta vez, é Sohn quem vai sentar-se na cadeira de realizador.


Os Parr estão de volta… e nós mal podemos esperar!

A família mais super do cinema — Bob/Mr. Incrível (Craig T. Nelson), Helen/Elasticgirl (Holly Hunter), Violet (Sarah Vowell), Dash (Spencer Fox) e o adorável mas caótico Jack-Jack (Eli Fucile) — vai regressar para mais uma missão de alto risco. A ação voltará a desenrolar-se em Metroville, e os nossos heróis vão, como sempre, contar com a ajuda do inconfundível Frozone (Samuel L. Jackson) e da génia da moda com sotaque europeu indeterminado, Edna “E” Mode (sim, ainda com a voz de Brad Bird 😎).

Depois do sucesso colossal dos dois primeiros filmes — que arrecadaram, juntos, 1,8 mil milhões de dólares nas bilheteiras — a fasquia está altíssima. Mas Sohn parece ser uma aposta segura: além da experiência, tem um estilo visual muito próprio e uma sensibilidade narrativa que equilibra emoção, humor e criatividade — três ingredientes fundamentais para Os Incríveis.

Pixar em modo galáxia cheia 🚀

A Pixar continua imparável e já tem mais estreias na calha. A próxima grande aventura será Elio, com estreia marcada para 20 de Junho de 2025. Um jovem terrestre confundido com o líder da Terra por uma organização intergaláctica? Sim, lemos bem — e já estamos rendidos ao conceito.

Com vozes de Yonas Kibreab, Zoe Saldaña, Brad Garrett e Jameela Jamil, Elio promete continuar a tradição Pixar de contar histórias arrojadas com coração e gargalhadas. Mas enquanto não chega, é bom saber que The Incredibles 3 está oficialmente em marcha.

O veredicto final: confiança no plano!

Sim, pode soar estranho ter Os Incríveis sem Brad Bird como realizador, mas com Peter Sohn ao volante, o argumento ainda nas mãos do criador original, e um elenco de vozes que nunca desilude, há todas as razões para acreditar que The Incredibles 3 vai ser… bem, verdadeiramente incrível.

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Metroville, prepara-te. A família Parr está a caminho. E nós vamos estar na primeira fila. Com capa. (Mesmo que a Edna nos mande tirá-la.)

Titus Welliver troca a gabardina de Bosch pelo manto de Van Helsing num novo filme de terror… e promete arrepios! 🧛‍♂️🩸

Depois de uma década a caçar criminosos, o actor estreia-se agora a caçar vampiros num dos filmes mais curiosos e sombrios da temporada

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Titus Welliver é daquelas presenças que impõem respeito. Seja como detective Harry Bosch nas duas séries da Amazon ou como o “Homem de Preto” em Lost, o actor tem aquele olhar que diz: “não te metas comigo”. Pois bem, agora vai usar esse mesmo olhar — e uma boa dose de estaca e água benta — para enfrentar o maior dos pesadelos: o legado de Drácula. Bem-vindos a Abraham’s Boys: A Dracula Story, a sua primeira grande aposta cinematográfica depois do final de Bosch: Legacy.

Um novo Van Helsing… e não é o Wolverine

O filme, produzido pelo canal de terror Shudder, é realizado por Natasha Kermani e inspirado num conto de Joe Hill (sim, o filho de Stephen King e autor de Locke & Key e The Black Phone). Aqui, Welliver interpreta Abraham Van Helsing — mas este não é o caçador de vampiros heróico que conhecemos. Este Van Helsing vive nos EUA em 1915, consumido pela culpa, paranoico e, aparentemente, à beira de um colapso.

Pais e filhos… e monstros

Abraham’s Boys segue os filhos de Van Helsing, Max e Rudy, enquanto crescem sob a rígida disciplina de um pai que esconde um passado sombrio. Ao início, acham que as suas paranoias são apenas traumas mal resolvidos. Mas rapidamente percebem que o papá tem mesmo razões para manter crucifixos e estacas de madeira por todo o lado.

A história leva-nos por caminhos diferentes da habitual narrativa de Drácula — aqui não estamos em castelos góticos nem em Londres vitoriana, mas sim na América do início do século XX, com um subtexto de trauma familiar intergeracional que promete dar um novo fôlego à lenda vampírica.

O terror está de volta… com estilo

Com a recente onda de novas versões de Drácula (Nosferatu, de Robert Eggers, foi um sucesso de bilheteira), Abraham’s Boys pode muito bem surfar essa vaga e surpreender os fãs de terror mais exigentes. E se depender da performance de Welliver, estamos em boas mãos. A sua voz grave, a postura tensa e os olhos carregados de medo e determinação fazem dele um Van Helsing verdadeiramente assombrado.


Um novo capítulo para Titus Welliver

Depois do cancelamento de Bosch: Legacy (snif, snif) e da recusa da CBS em avançar com um spinoff de The Equalizer, Welliver podia ter optado por um papel mais seguro. Mas não: mergulhou de cabeça num thriller sobrenatural com a promessa de sangue, terror e emoção — e nós aplaudimos a ousadia.

Este papel permite-lhe mostrar uma nova faceta como actor, bem longe do detective racional e pragmático que o celebrizou. Aqui, é um homem dilacerado por segredos, à beira da loucura… ou da redenção?

Conclusão: uma aposta ousada que merece atenção

Se és fã de horror com substância e de interpretações intensas, Abraham’s Boys merece estar na tua lista. Titus Welliver mostra que há vida (e morte…) para além de Bosch, e Joe Hill continua a provar que o talento corre mesmo no sangue.

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Fica atento ao lançamento — Abraham’s Boys: A Dracula Story estreia em breve no Shudder. E sim, cá por casa já estamos preparados com alho e crucifixo.

Chris Evans fora de Avengers: Doomsday: “É triste não estar de volta com a banda” 😢🛡️

O eterno Capitão América está de fora do próximo capítulo dos Avengers… e sente-se (como todos nós) com FOMO de super-herói.

Chris Evans, o nosso querido Steve Rogers, partilhou aquilo que muitos fãs já estavam a suspeitar: vai mesmo ficar de fora do mega-reencontro em Avengers: Doomsday. E, verdade seja dita, está tão nostálgico quanto nós.

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Numa entrevista ao ScreenRant, o actor confessou:

“É triste estar afastado. É triste não estar de volta com a banda.”

E acrescentou com um sorriso agridoce:

“Tenho a certeza de que estão a fazer algo incrível, e vai ser ainda mais difícil quando o filme estrear e sentires que não foste convidado para a festa.”

Ui. Alguém que leve um escudo ao homem. 💔


O elenco dos sonhos… mas sem Steve

Avengers: Doomsday, que tem estreia marcada para 18 de Dezembro de 2026, promete ser uma autêntica bomba atómica de heróis e regressos épicos. Entre os nomes já confirmados temos Chris Hemsworth (Thor), Paul Rudd (Ant-Man), Florence Pugh (Yelena Belova) e Vanessa Kirby como a nova Susan Storm. Ah, e não esqueçamos Pedro Pascal, que se junta oficialmente ao MCU como Mister Fantastic — e que, por coincidência (ou não), contracena com Evans no seu novo filme Materialists.

Mas a maior novidade? A chegada oficial dos X-Men ao universo Avengers!

Preparem-se para rever Patrick Stewart como Professor X, Ian McKellen como Magneto, Alan Cumming como Nightcrawler, Rebecca Romijn como Mystique, James Marsden como Cyclops e Kelsey Grammer como Beast. Tudo indica que o multiverso vai mesmo rebentar pelas costuras.

Chris Evans e a era dourada da Marvel

Evans estreou-se como Capitão América em The First Avenger (2011) e continuou a liderar o universo cinematográfico da Marvel até ao final de Avengers: Endgame (2019). Foi nesse último capítulo que Steve Rogers passou o escudo ao Sam Wilson de Anthony Mackie, encerrando simbolicamente o seu arco… ou será?

Sabemos que, no mundo Marvel, “fim” é uma palavra muito relativa. E embora Chris Evans não esteja (ainda) confirmado para o regresso, com os Russo Brothers novamente na realização (os mesmos de Winter SoldierCivil WarInfinity War e Endgame), há sempre esperança de uma boa surpresa nos créditos finais. 👀

Fica a dúvida: há festa sem o Capitão?

Avengers: Doomsday tem tudo para ser o próximo grande fenómeno de bilheteira. Mas para muitos fãs, a ausência de Chris Evans será sentida — como uma festa de aniversário onde o aniversariante não aparece. Será que o “Cap” vai resistir ao apelo? Ou teremos um cameo épico à última da hora?

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Uma coisa é certa: Chris Evans continua a ser o coração do MCU para muitos de nós. E enquanto ele estiver por aí, a fazer omeletes e a treinar português para surpreender Alba Baptista, a esperança… é a última a morrer.

Chris Evans Pediu Alba Baptista em Casamento… em Português! 💍🇵🇹

O nosso Capitão América é, afinal, também um romântico incurável. E sim, treinou a pergunta “Queres casar comigo?” em português durante uma semana inteira!

Chris Evans, o eterno Steve Rogers do Universo Marvel, revelou agora como foi o momento em que decidiu dar o grande passo e pedir a actriz portuguesa Alba Baptista em casamento. E se já gostávamos dele antes, agora ficámos oficialmente derretidos.

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Num ambiente descontraído durante a estreia nova-iorquina do filme Materialists, Evans contou à The Knot que quis tornar o momento especial ainda mais íntimo — pedindo a mão da actriz portuguesa… na sua língua materna.

“Aprendi a dizer ‘Queres casar comigo?’ em português. E estive a praticar isso a semana inteira”, confessou entre risos.

Mas a dedicação quase o traiu. Evans admite que andava a repetir tanto a frase que por pouco não deixava escapar o plano antes da hora. “Estava a fazer o pequeno-almoço e quase comecei a dizer aquilo em voz alta. Tipo, ‘Oh não!’. Isto não é uma música que ficou na cabeça, é o pedido de casamento!”


Nervos, prática… e (talvez) um pequeno erro

Apesar da prática intensiva, o actor de 43 anos admite que, no momento do pedido, ficou tão nervoso que acha que até se enganou nas palavras. Ainda assim, garantiu que Alba percebeu — e o que importa é que o coração falou mais alto. ❤️

A proposta foi feita antes do casal dar o nó em setembro de 2023, numa cerimónia discreta numa propriedade privada em Massachusetts.

Evans e Baptista mantiveram o romance longe dos holofotes durante o primeiro ano de relação, mas foram fotografados juntos pela primeira vez em 2022 e, desde então, os fãs têm acompanhado com carinho esta história de amor transatlântica.

@theknot it would’ve worked on us 💍🥰 we were thrilled to talk proposals with Chris Evans on the red carpet for #Materialists! #ChrisEvans #proposal #a24 ♬ original sound – The Knot

Alba e Chris: um casal improvável… ou perfeito?

O realizador Jimmy Warden, que trabalhou com Alba Baptista em Borderline, também comentou recentemente sobre os dois, dizendo à People:

“Às vezes conheces pessoas e percebes que ninguém teve de fazer de cupido. Eles são mesmo feitos um para o outro.”

Warden e a sua esposa, a actriz Samara Weaving, chegaram a fazer um duplo encontro com o casal e confirmaram o que já suspeitávamos: Chris é tão simpático quanto parece — e sim, continua a ser “o mais fixe”, porque afinal… é o Capitão América.


Família à vista?

Evans já deixou escapar em entrevistas anteriores que o papel de “pai” é algo que o entusiasma, tendo até mencionado numa conversa com a Access Hollywood em 2024:

“O título de pai é entusiasmante. Quero ser um pai super-herói.”

Por agora, o casal já partilha um cão, mas parece que os planos de família estão no horizonte.

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Conclusão?

Chris Evans não só roubou os corações dos fãs com o escudo da Marvel, como agora o faz com ternura, gestos em português e uma relação que parece saída de um guião romântico. E sim, temos inveja. Mas da boa.

“Os Sobreviventes”: o mistério australiano que conquistou o top da Netflix 🌊🕵️‍♂️

Um melodrama familiar disfarçado de thriller policial? Sim — e está a dar que falar.

Chegou à Netflix no dia 6 de Junho e não precisou de muito tempo para se destacar: Os Sobreviventes, série australiana baseada no bestseller de Jane Harper, conquistou o topo do ranking da plataforma durante o fim de semana de estreia. Mas o que tem esta série de tão especial?

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Segundo o criador Tony Ayres, “é um melodrama familiar disfarçado de mistério policial” — uma combinação inusitada que está a prender o público ao ecrã episódio após episódio. E sim, há um cadáver na praia, segredos enterrados há muito e uma investigação policial. Mas no centro da narrativa está algo mais íntimo: a dor, o luto e a complexidade das relações humanas.

Fantasmas do passado numa vila costeira

Protagonizada por Charlie Vickers (The Rings of Power) e Yerin Ha, a série acompanha Kieran Elliott, um homem marcado por uma tragédia antiga que regressa à vila costeira de Evelyn Bay, acompanhado pela mulher e o filho. Quinze anos depois de ter fugido daquele lugar assombrado por memórias dolorosas, Kieran volta… mas as águas da baía continuam turvas.

Duas mortes por afogamento e o desaparecimento de uma jovem continuam sem explicação. Quando um novo homicídio agita a comunidade, a investigação reabre feridas antigas e ameaça revelar segredos que muitos preferiam manter enterrados.

Um drama íntimo com roupagem de crime

Apesar da aparência de thriller, Ayres insiste: o verdadeiro mistério não está apenas em descobrir quem matou quem, mas em desvendar as emoções soterradas entre pais e filhos, amigos de infância, casais marcados pela dor. “Um filho que quer o amor da mãe. Uma mãe que não o consegue dar porque o seu mundo pode desmoronar.” Eis o verdadeiro cerne da série, segundo o criador.

Os Sobreviventes mergulha profundamente em temas como culpa, perda, luto e redenção, e nas formas — por vezes desajeitadas — como tentamos dar sentido ao caos. O passado, esse espectro omnipresente, nunca é enterrado tão fundo quanto se pensa.

Do livro para o ecrã

A série adapta o romance homónimo de Jane Harper, autora já conhecida pelas suas histórias carregadas de tensão e paisagens intensas do interior australiano, como em The Dry (também adaptado ao cinema). Em Os Sobreviventes, o cenário muda para o litoral, mas a densidade emocional mantém-se. E não é por acaso que Evelyn Bay se torna quase uma personagem — com as suas praias traiçoeiras, falésias imponentes e silêncios desconfortáveis.

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Com apenas alguns dias no catálogo da Netflix, Os Sobreviventes já mostrou que é muito mais do que um típico policial. É um retrato atmosférico de como o passado molda o presente, envolto em suspense, mas com o coração na dor das pequenas grandes perdas.

Kim Novak, a rebelde de Hollywood, vai receber o Leão de Ouro em Veneza 🦁✨

Ícone de Vertigo será homenageada com prémio de carreira e estreia de documentário dedicado à sua vida e legado

Kim Novak — a musa de Hitchcock, a mulher que viveu duas vezes, a estrela que recusou ser moldada — vai ser homenageada no Festival Internacional de Cinema de Veneza com o prestigiado Leão de Ouro de Carreira. A distinção será atribuída durante a 82.ª edição do certame, que decorre de 27 de Agosto a 6 de Setembro, e celebra uma carreira que fugiu a todas as convenções da era dourada de Hollywood.

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A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da Bienal de Veneza, sob recomendação do director artístico Alberto Barbera, que definiu Novak como uma figura “independente e inconformista” e, talvez por isso mesmo, “uma lenda do cinema — quase sem querer”.

Uma mulher à frente do seu tempo

Desde que encantou o público com Picnic (1955) ou O Homem do Braço de Oiro (1955), Kim Novak destacou-se por uma beleza singular e um talento contido, magnético, que rapidamente a colocaram entre as maiores estrelas de bilheteira do mundo. Mas nunca quis ser apenas mais uma estrela. Em 1958, fundou a sua própria produtora — um acto revolucionário para uma mulher em Hollywood — e entrou em greve para renegociar salários injustos face aos colegas masculinos.

Refusou ser manipulada pelos estúdios e protegia ferozmente a sua privacidade, tornando-se uma figura tão admirada pela sua coragem como pela sua imagem de “deusa melancólica”. Ficou para sempre associada a Vertigo (A Mulher que Viveu Duas Vezes, em Portugal), a obra-prima de Alfred Hitchcock, onde a sua dualidade interpretativa — entre o ingénuo e o misterioso — se tornou antológica.

Um prémio e um documentário muito aguardado

Ao aceitar o prémio, Kim Novak confessou: “Estou profundamente comovida por receber o prestigioso Leão de Ouro de um festival de cinema tão respeitado. Ser reconhecida pelo meu trabalho nesta fase da vida é um sonho tornado realidade. Irei valorizar cada momento em Veneza. Encherá o meu coração de alegria.”

Como parte da homenagem, o festival irá apresentar, em estreia mundial, o documentário Kim Novak’s Vertigo, de Alexandre Philippe — uma colaboração exclusiva com a própria atriz. O filme irá mergulhar na sua vida e obra, revelando bastidores, lugares icónicos e o impacto duradouro que Novak teve na indústria cinematográfica.

Mais do que uma estrela — uma artista

Kim Novak nasceu em Chicago, em 1933, e afastou-se de Hollywood ainda nos seus trinta e poucos anos. Viveu uma vida mais autêntica, entre cavalos, cães e pincéis. Casou-se com o veterinário equino Robert Malloy e juntos construíram um rancho no sul do Oregon, onde viveram até à morte dele, em 2020.

Desde então, Kim tem-se dedicado à pintura e à poesia — e as suas obras visuais foram expostas em museus dos EUA e da Europa, incluindo o Museu Nacional de Praga e o Butler Museum of American Art.

A actriz, que no início foi subestimada pela crítica, foi redescoberta e celebrada nas últimas décadas, recebendo homenagens nos festivais de Cannes, Toronto, Berlim e Praga. Em 2003, foi distinguida com o Eastman Kodak Archives Award pelo seu contributo para o cinema.

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Hoje, é considerada uma das grandes lendas vivas de Hollywood — não apenas pelo que fez no ecrã, mas pelo modo como escolheu viver fora dele. Com o Leão de Ouro de Carreira, Veneza reconhece não apenas a estrela, mas a mulher, a artista e a rebelde que desafiou a máquina de Hollywood… e venceu.

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Obras inéditas do mestre sueco estreiam-se finalmente no nosso país — e sem precisar sair do sofá

Se o cinema é uma forma de arte, então Ingmar Bergman é um dos seus pintores mais profundos, meticulosos e intensos. Agora, pela primeira vez, grande parte da sua obra vai estar disponível — legalmente e em versão restaurada — para o público português. E não é numa sala escura de cinema, mas sim no conforto do lar.

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A partir desta quinta-feira, a plataforma Filmin estreia 32 filmes de Ingmar Bergman, muitos deles inéditos no circuito comercial português, numa coleção cuidadosamente restaurada que promete fazer as delícias de cinéfilos e curiosos. A iniciativa é mais do que uma estreia: é uma reparação histórica.

Bergman em todo o seu esplendor (e angústia)

Entre os títulos mais conhecidos da coleção estão alguns dos clássicos imortais do sueco: Mónica e o Desejo (1953), O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957), A Hora do Lobo (1968), Lágrimas e Suspiros (1972), Cenas da Vida Conjugal (1973), A Flauta Mágica (1975) e o majestoso Fanny e Alexandre (1982).

Mas o verdadeiro trunfo está nas raridades: filmes que, apesar do prestígio internacional de Bergman, nunca chegaram a ser exibidos comercialmente em Portugal. Entre eles, destacam-se Cidade Portuária (1948), A Sede (1949), Mulheres que Esperam (1952) e Depois do Ensaio (1984). Para os mais aficionados, isto é equivalente a encontrar um manuscrito perdido de Shakespeare numa arrecadação.

Um olhar íntimo sobre o génio

Para complementar esta maratona bergmaniana, a Filmin disponibiliza ainda o documentário Ingmar Bergman – A Vida e Obra do Génio (2018), realizado por Margarethe von Trotta. Nesta homenagem íntima e informada, von Trotta percorre os lugares simbólicos da vida e carreira do realizador — da Suécia à França e Alemanha — e junta testemunhos de colaboradores, familiares e realizadores da nova geração influenciados pelo seu legado.

Com excertos emblemáticos, reflexões sobre os temas obsessivos da sua obra (a morte, a fé, o silêncio de Deus, o amor, a crise conjugal…), o documentário é a porta de entrada ideal para quem ainda não se aventurou pelos labirintos psicológicos e existenciais de Bergman.

Um mestre eterno

Ingmar Bergman (1918–2007) realizou 41 longas-metragens, 12 curtas e centenas de peças de teatro. Morreu com 89 anos na ilha báltica de Fårö, que tão frequentemente serviu de cenário para os seus filmes — um local que ele transformou num território mental, cinematográfico e espiritual.

Se nunca viu O Sétimo Selo, agora é a altura certa para conhecer a morte mais icónica da história do cinema. Se já viu, talvez esteja na hora de descobrir Mulheres que Esperam ou Cidade Portuária, títulos que agora finalmente chegam a Portugal — ainda que com décadas de atraso.

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Mas como bem nos ensinou Bergman, nunca é tarde demais para encarar os fantasmas — ou o génio.

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“Enquanto o Céu Não Me Espera” vence Melhor Longa-Metragem e destaca-se como um grito poético vindo da floresta

Lisboa foi, durante vários dias, o palco onde o cinema em língua portuguesa celebrou as suas múltiplas vozes, paisagens e resistências. E no encerramento da 16.ª edição do FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, foi o Brasil a erguer bem alto o troféu mais cobiçado.

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O filme Enquanto o Céu Não Me Espera, da realizadora Christiane Garcia, conquistou o prémio de Melhor Longa-Metragem, mas não ficou por aí: Irandir Santos e Priscilla Vilela arrecadaram os galardões de Melhor Ator e Melhor Atriz, respetivamente. Um feito triplo que coloca a obra no centro das atenções e confirma o talento multifacetado que pulsa nas margens do Amazonas.

Um rio que respira e um cinema que resiste

O júri não poupou nas palavras ao justificar a distinção: “Em um gesto cinematográfico raro, o filme premiado pelo júri se impõe como uma força da natureza: intenso, urgente e poético.” Ambientado na Amazónia, o filme transforma a paisagem num corpo vivo, onde o rio ganha alma e o próprio ato de respirar se torna resistência. Nas palavras do júri, a realizadora — descrita como “filha da floresta” — não usa o território apenas como pano de fundo, mas sim como matéria-prima da própria narrativa.

Enquanto o Céu Não Me Espera apresenta-se assim como uma experiência sensorial e política, onde a natureza é tanto personagem como metáfora. Um cinema que pulsa, grita e canta.

FESTin: um festival de encontros e confluências

A edição deste ano do FESTin decorreu em diversos espaços de Lisboa, incluindo o Cinema City Campo Pequeno, o Fórum Lisboa, o Liceu Camões e o Avenidas, integrando a rede “Um Teatro em Cada Bairro”. Mas o cinema não foi o único protagonista. Na Galeria Graça Brandão, está patente até ao final do mês a mostra de videoarte Territórios Confluentes, com curadoria de César Meneghetti e Miguel Petchkovsky, reunindo obras breves de artistas oriundos de países lusófonos.

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O FESTin continua a afirmar-se como um ponto de encontro essencial para o cinema de língua portuguesa, oferecendo uma janela para realidades tão diversas como a floresta amazónica, os subúrbios lisboetas ou as ilhas atlânticas. Um festival onde as imagens falam em português — com sotaques múltiplos, mas com a mesma paixão pela arte de contar histórias.

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Filme lituano conquista prémio de Melhor Ficção no festival que celebra o cinema da Europa Central e de Leste

O Festival Beast chegou ao fim este domingo na cidade do Porto, mas não sem deixar uma marca firme e criativa — escrita com a Caneta Canhota. O filme lituano de Adas Burksaitis arrebatou o prémio de Melhor Ficção, destacando-se entre as propostas audazes e pouco convencionais que compuseram a programação do festival deste ano.

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Realizado por Burksaitis, Caneta Canhota confirmou o talento emergente do cinema da Lituânia, cuja estética e narrativa ousada conquistaram o júri e o público presente nas várias salas que acolheram o evento: do Batalha Centro de Cinema ao Cinema Trindade, passando pelo Passos Manuel, OKNa e a Reitoria da Universidade do Porto.

Uma celebração de vozes distintas

O Beast — festival dedicado exclusivamente ao cinema da Europa Central e de Leste — não se ficou por uma única revelação. A Tarte de Maçã da Ludmila, documentário da realizadora cipriota Loukia Hadjiyianni, conquistou o prémio de Melhor Documentário, com uma abordagem sensível e poética a temas de identidade e memória.

Já Hollowgram, da romena Laura Iancu, levou para casa o prémio de Melhor Filme Experimental, destacando-se pela sua ousadia formal e proposta estética singular. E porque a animação também tem o seu espaço neste ecossistema criativo, Consegues ouvir-me?, do polaco Anastazja Naumenko, foi distinguido como Melhor Filme de Animação, num registo intimista e comovente.

Menções honrosas e um novo calendário

O júri não se ficou apenas pelos prémios principais e decidiu atribuir menções honrosas em todas as categorias, reconhecendo assim a qualidade surpreendente dos filmes apresentados. O festival, que continua a crescer na cena cinematográfica portuguesa, anunciou ainda que a partir deste ano se fixa definitivamente no primeiro semestre, tornando o Porto num ponto de encontro anual para as cinematografias emergentes da Europa de Leste e Central.

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Jared Leto acusado de má conduta sexual por várias mulheres!

Jared Leto enfrenta acusações de má conduta sexual por parte de várias mulheres, mas nega todas as alegações.

No sábado, 7 de junho, o Air Mail revelou que nove mulheres acusam o artista, de 53 anos, de comportamentos inadequados, alguns dos quais envolvendo menores na época dos incidentes.

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“É um segredo há muito conhecido”, afirmou uma das alegadas vítimas, que optou pelo anonimato.

As acusações incluem perguntas de cariz sexual feitas a uma jovem de 16 anos, sair nu de um quarto perante uma jovem de 17 anos e, numa outra situação, expor-se e masturbar-se, colocando a mão de uma rapariga sobre si.

Segundo a People, um representante do vocalista dos Thirty Seconds to Mars negou “categoricamente” todas as acusações ao Air Mail.

Laura La Rue, uma das mulheres que acusa Leto, relata que o conheceu em 2008, aos 16 anos, num evento solidário. Conta que o músico a contactou por email e a convidou para visitar o seu estúdio em abril de 2009, onde alegadamente “flertou” com ela.

O representante de Leto afirmou que essas comunicações “não tinham qualquer teor sexual ou inapropriado” e que Laura La Rue se candidatou posteriormente para ser sua assistente pessoal, algo que ela nega.

Outra mulher, que em 2008 tinha 16 anos, alega que Leto a abordou num café em Los Angeles, obtendo o seu número de telefone. Mais tarde, diz que o artista lhe ligou a meio da noite com “uma voz estranha”, sugerindo que poderia estar sob efeito de drogas.

O representante de Leto refutou, declarando que o artista “não consome álcool nem drogas há mais de 35 anos”.

A mesma mulher afirma que, após recusar um convite para uma festa, Leto continuou a contactá-la, e as conversas assumiram um teor sexual.

Outra acusadora, de 18 anos na altura, relata que durante um encontro, Leto “de repente expôs o pénis e começou a masturbar-se”, pegando na sua mão e colocando-a sobre si, dizendo: “Quero que cuspas nela”.

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O representante do cantor e ator negou todas as acusações contra Jared Leto.

The Accountant 2 – Um Contabilista Armado em Herói? Sim. E Funciona Surpreendentemente Bem

Ben Affleck volta a dar tiros e contas certas numa sequela que é meio desastrada, meio divertida… mas cumpre aquilo a que se propõe

Voltou o contabilista mais perigoso do cinema. Sim, aquele que resolve fraudes fiscais de dia e despacha criminosos com precisão cirúrgica à noite. The Accountant 2 já chegou ao Prime Video em Portugal e no Brasil, e depois de ver esta nova dose de pancadaria com matemática pelo meio… posso dizer que não é brilhante, mas é competente. E isso, por vezes, já é muito.

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🧮 Entre tiroteios e planilhas de Excel

Ben Affleck volta ao papel de Christian Wolff, agora numa narrativa que mistura ação violenta com uma espécie de buddy movie improvável entre irmãos. Jon Bernthal junta-se à equação e rouba bastantes cenas, com o seu estilo bruto e impulsivo a contrastar bem com a contenção quase robótica de Affleck.

O argumento? É um daqueles labirintos onde se entra por uma ponta com promessas de mistério financeiro e se sai pelo outro lado com um rasto de corpos e números pouco claros. Mas lá está — ninguém veio aqui à procura de coerência narrativa tipo Chinatown. Viemos pela ação, pelo ritmo e por uns bons momentos de escapismo.

😬 Caótico? Um bocado. Mas também há charme.

É verdade que The Accountant 2 parece às vezes três filmes enfiados num só: há uma parte de drama familiar que quase emociona, uma tentativa de conspiração financeira que nem sempre cola, e depois cenas de ação muito competentes com Affleck em modo Jason Bourne versão silenciosa.

A realização é sólida, a química entre os irmãos funciona (especialmente quando trocam farpas e porrada), e o filme vai-se desenrolando com aquele ritmo “streaming ideal”: nunca aborrece, mesmo que nem sempre nos convença.

🍿 Vale a pena?

Depende das expectativas. Se estiveres à espera de um thriller elegante, bem amarrado e emocionalmente sofisticado… talvez fiques a pensar que a calculadora avariou. Mas se quiseres duas horas de tiros, murros, irmãos traumatizados a tentarem entender-se à pancada e algum charme despretensioso, então estás no sítio certo.

O filme não reinventa nada, e é verdade que o argumento parece ter sido remendado à pressa entre reuniões de produção. Mas… diverte. E às vezes, isso basta.

Veredicto Clube de Cinema:

★ ★ ★ ☆ ☆

Entretenimento eficaz com falhas de lógica e tom — mas se não fores demasiado exigente, vais divertir-te.


Disponível em:

🇵🇹 Prime Video Portugal

🇧🇷 Prime Video Brasil

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Mike Flanagan e os Fantasmas Que o Ajudaram a Viver: “Hill House Foi a Minha Terapia Para o Luto”

Criador de algumas das obras mais assombrosas (e emocionais) da última década, o realizador abriu o coração em Londres sobre o poder curativo do terror

Mike Flanagan não é apenas um dos nomes mais respeitados do terror contemporâneo — é também alguém que transforma as suas dores mais íntimas em histórias capazes de tocar profundamente quem as vê. E foi exactamente isso que confessou no encerramento do SXSW London, onde partilhou com o público que a criação de The Haunting of Hill House foi, na verdade, a sua maneira de sobreviver ao luto.

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👻 A dor por detrás de Nell Crain

A série de 2018, que se tornou um fenómeno na Netflix e uma referência moderna do terror psicológico, tem por base o romance de Shirley Jackson — mas muito daquilo que vimos no ecrã nasceu de dentro do próprio Flanagan.

“Foi a minha forma de lidar com o luto. Houve um suicídio na minha família, e há imagens naquela série que nasceram de pesadelos que tive nessa altura.”

Na série, Nell Crain tira a própria vida, e todo o arco familiar da história gira em torno de trauma, perda e o vazio que fica. Não era ficção vazia — era catarse.

“Terei de lidar com isso o resto da vida. Mas ter um escape criativo foi incrivelmente terapêutico. E espero que o tenha sido para quem passa por algo semelhante.”

🧠 Terror como espelho da alma

Durante a conversa no festival, Flanagan foi ainda mais longe ao revelar que outros projectos seus — como Doctor Sleepou Midnight Mass — também serviram de forma de combate interno, neste caso à dependência do álcool.

Doctor Sleep ajudou-me a ficar sóbrio.”

É uma abordagem rara em Hollywood: cineastas que usam o terror não só como entretenimento, mas como linguagem para expressar vulnerabilidade, cura e introspecção.

📺 “Ainda existe preconceito contra o terror”

Flanagan não escondeu a sua frustração com a forma como o género é frequentemente subvalorizado:

“O terror sempre foi popular. Mas a indústria — e parte do público — continua a ficar ‘surpresa’ de cada vez que aparece um bom filme. É como se tivessem de redescobrir que também pode ser dramático, complexo e artisticamente poderoso.”

Citou Get Out de Jordan Peele como exemplo: um sucesso que “legitima” momentaneamente o género… até ao próximo esquecimento.

🗣️ Uma defesa apaixonada dos monólogos

Numa das passagens mais aplaudidas da sessão, Flanagan defendeu o uso de monólogos no cinema:

“O monólogo está a morrer. Mas não há nada mais poderoso do que ver um actor a mudar a realidade só com palavras.”

Criticou ainda os estúdios e plataformas de streaming que insistem em cortar este tipo de momentos:

“Dizem que adoram, mas pedem sempre que tenha metade do tempo. Eu recuso. Quero lutar contra esta cultura de atenção limitada e entretenimento de rajadas.”

👁️ Stephen King? “Não é um autor de terror.”

Surpreendentemente, Flanagan recusa classificar Stephen King — o autor que mais adaptou ao longo da carreira — como escritor de terror.

“É um humanista, sensível e generoso. Escreve sobre pessoas, emoções e laços humanos. O horror surge naturalmente das personagens.”

E acrescenta:

“Demorei até aos 20 anos a perceber que It não é sobre um palhaço mutante — é sobre crianças e amizade.”

Flanagan está actualmente a desenvolver uma nova adaptação de The Dark Tower e a série Carrie para a Amazon.

🎬 The Life of Chuck: o novo Flanagan não é (só) terror

O cineasta encerrou o SXSW London com a estreia mundial de The Life of Chuck, com Tom Hiddleston no papel de um homem cuja vida é contada de forma inversa e parece afectar o universo à sua volta.

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Apesar de ser baseado em mais uma obra de King, o filme afasta-se do terror tradicional. É introspectivo, tocante — mais um exemplo de como Flanagan está a expandir os limites do género, sem perder a alma.

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25 anos depois, Ben Stiller, Robert De Niro, Teri Polo e Jay Roach voltam a sentar-se à mesma mesa… e o público não parou de rir

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Se há filmes que envelhecem mal, Meet the Parents (2000) não é um deles. A icónica comédia familiar protagonizada por Ben Stiller e Robert De Niro celebrou este fim de semana o seu 25.º aniversário no Tribeca Festival, em Nova Iorque — com direito a sessão especial do filme original, risos constantes da plateia e um reencontro emotivo (e hilariante) do elenco principal.


🎞️ Uma sessão de cinema que valeu por uma máquina da verdade

Durante a exibição de Meet the Parents, o público riu-se como se o filme tivesse estreado ontem. Cada momento embaraçoso de Greg Focker, cada olhar fulminante de Jack Byrnes, cada deslize social foi recebido com gargalhadas calorosas.

Ben Stiller comentou:

“Foi tão divertido… ouvir estas gargalhadas 25 anos depois, numa sala de cinema, com uma comédia como esta. É incrível ver que ainda funciona.”

Jay Roach, realizador do filme original, foi ainda mais longe:

“Saber que ainda vos diverte tanto como a nós? Já não preciso de fazer mais nada. Posso reformar-me.”


🥹 Um reencontro cheio de nostalgia (e elogios emocionados)

Depois da sessão, o elenco original — Ben Stiller, Robert De Niro, Teri Polo e Jay Roach — subiu ao palco para uma conversa com o público. E o que era para ser uma simples Q&A transformou-se num momento de pura admiração mútua.

Teri Polo emocionou-se ao rever Stiller no grande ecrã:

“Já sabia que eras genial… mas revi agora e pensei: vou chorar. És brilhante. A forma como entregas as falas, como olhas… pura comédia. E Bob, tinha-me esquecido de como tu és perfeito no papel.”

Stiller devolveu o carinho, recordando o impacto que o filme teve na sua carreira — e como o tempo fez com que hoje se sinta no papel do “pai desconfiado”, tal como De Niro no filme original.


🗓️ 25 anos de memórias… e mais um filme a caminho

No final da conversa, a equipa confirmou que uma nova sequela está em produção — mas o foco da noite esteve todo nas recordações. Jay Roach recordou o primeiro argumento:

“Apaixonei-me pelo guião do primeiro filme porque todos já passámos por aquela situação: queres tanto ser aceite… e só fazes asneiras. O novo guião tem isso outra vez. Um novo embaraço, uma nova razão para suarmos todos juntos.”

Robert De Niro confessou que tem tentado convencer os colegas a fazer outro filme desde o último:

“Já na altura do Little Fockers eu dizia: vamos já escrever o próximo! Mas eles riam-se e diziam que sim, a fazer-me a vontade.”

🤝 Um laço que resistiu ao tempo

Mais do que um painel de promoção, a reunião em Tribeca foi uma celebração do que o cinema pode criar fora do ecrã. O afecto entre os actores, a reacção do público e a energia viva de um filme que ainda hoje faz rir foram a prova de que Meet the Parents não é só uma comédia de época — é um clássico moderno.

Como bem disse Jay Roach:

“O público tem história com estas personagens. E trazem isso com eles. Isso torna tudo mais especial — para nós, para os actores, para todos.”

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“O Teu Pai é um PÉSSIMO Realizador”: Bryce Dallas Howard e o Bizarro Encontro com Lars von Trier

Realizadores provocadores, copos de água na cara e uma actriz que (por incrível que pareça) achou graça a tudo

Lars von Trier nunca foi homem de meias medidas. Bryce Dallas Howard também não. E quando os dois se cruzaram no set de Manderlay (2005), o choque de mundos foi inevitável — com direito a insultos, copos de água arremessados e, surpreendentemente, gargalhadas no final.

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Numa entrevista recente ao The Times do Reino Unido, Bryce — actualmente em promoção da série Deep Cover para a Prime Video — relembrou a sua estreia no cinema europeu… e a forma peculiar como Lars tentou arrancar-lhe uma reacção emocional.


🎬 “O teu pai é um realizador horrível!”

Segundo Bryce, ao chegar ao set, Lars von Trier recebeu-a com uma provocação directa:

“O teu pai é um péssimo realizador.”

Ron Howard, para quem não sabe, é o realizador de filmes como Apollo 13A Beautiful Mind e Cinderella Man. Portanto, a frase não foi exactamente neutra. Mas Lars tinha uma razão (ou pelo menos uma intenção artística):

“Perguntei-lhe: ‘Lars, o que é que estás a tentar ver?’ E ele respondeu: ‘A tua cara zangada. Não sei como é.’”

💦 E depois? Água para a cara. Literalmente.

Bryce conta que, sem mais avisos, Lars von Trier atirou-lhe um copo de água à cara.

A reacção dela? Atirou-lhe outro de volta. Um para um.

Von Trier, impávido, perguntou: “Porque é que fizeste isso?”

E saiu da sala.

“Foi essa a minha introdução ao universo Lars von Trier,” diz a actriz.

“Mas não fui para o quarto chorar. Fiquei quase… deliciada com aquilo.”


🎭 Manderlay: o filme (e a polémica)

Manderlay foi o segundo capítulo da trilogia inacabada de Lars sobre os Estados Unidos, sucedendo a Dogville (2003). No filme, Bryce interpreta uma jovem que descobre, com o pai (Willem Dafoe), uma plantação no Alabama que, nos anos 30, ainda vive sob um regime de escravatura. Movida por convicções de justiça, tenta libertar os escravizados — nem que para isso tenha de impor uma nova ordem.

O filme foi controverso não só pelo tema, mas por decisões no set que geraram indignação. John C. Reilly abandonou o projecto quando um burro foi abatido para uma cena (que nem chegou à versão final). E Björk acusou von Trier de assédio sexual durante a produção de Dancer in the Dark (2000).

🧠 Lars von Trier: génio, provocador, ou os dois?

Von Trier foi diagnosticado com Parkinson em 2022 e internado num centro de cuidados prolongados em Fevereiro de 2025. Ao longo da carreira, os elogios e as polémicas andaram sempre de mãos dadas. O cineasta dinamarquês chegou a fazer comentários públicos infelizes onde sugeriu simpatia pelos nazis (por causa da herança germânica), levando o Festival de Cannes a declará-lo “persona non grata”.

Mas há quem continue a vê-lo como um dos grandes inovadores do cinema europeu. Outros, nem por isso.

🎞️ E Bryce?

A actriz, hoje mundialmente conhecida por Jurassic World e pelo seu trabalho como realizadora, guarda esta história não com rancor, mas com um certo prazer absurdo.

“Foi estranho. Mas não me traumatizou. Faz parte da viagem.”

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Martin Scorsese Brilha (e Corrige) em ‘The Studio’: “Isto Está Errado, Mas Não Quis Ser um Realizador de Bancada”

O mestre do cinema entra em cena… mas resiste a dar ordens (quase)

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Martin Scorsese é daqueles nomes que não precisa de apresentações — mas quando aparece numa série de comédia da Apple TV+ ao lado de Charlize Theron e Seth Rogen, o mínimo que se pode esperar é que… diga qualquer coisa. E disse. Só que só depois de a cena estar filmada.

Em The Studio, a nova série de comédia que satiriza os bastidores de Hollywood, Scorsese aparece a interpretar-se a si próprio. Mas como recordaram os criadores Evan Goldberg e Alex Gregory numa conversa recente com a People, o lendário realizador não conseguiu evitar… realizar — mesmo em silêncio.

🎬 “Sabia que estavam a fazer mal, mas não quis dizer nada”

Durante a gravação de uma cena com Charlize Theron, foram necessárias dez takes para capturar o momento certo. O realizador do episódio, Evan Goldberg, estranhou o tempo que demoravam e perguntou o que se passava. Scorsese respondeu, com aquela sabedoria tranquila:

“Eu sabia que estavam a fazer isto mal. Mas não quis ser um realizador de bancada.”

Sim, leste bem. Scorsese percebeu que algo estava errado… mas decidiu não interferir. Um gesto de humildade raríssimo num meio onde todos têm algo a dizer — sobretudo um mestre com um Óscar na estante.

Goldberg brincou:

“Podíamos ter poupado tempo, mas agradeço que ele não nos tenha ‘manipulado’.”

🎥 Scorsese: o actor inesperado

Apesar da surpresa por o realizador de Taxi DriverOs Bons Rapazes e O Irlandês aceitar participar numa série de comédia sobre os bastidores de Hollywood, a equipa ficou rendida à sua performance.

“Unanimemente, achámos que o Scorsese como actor foi inacreditável. Ainda hoje mal acreditamos que ele apareceu,” confessou Goldberg.

O próprio admitiu que esperava que ele cancelasse à última hora — “Era demasiado bom para ser verdade”.


🎭 O que é The Studio?

Estreada a 26 de Março na Apple TV+, The Studio segue Matt Remick (Seth Rogen), o novo e algo desesperado presidente de um estúdio histórico de cinema, que tenta equilibrar a integridade artística com as exigências comerciais da indústria moderna.

A série é co-criada por Evan Goldberg (colaborador habitual de Rogen) e Alex Gregory (Veep), e aposta forte em sátira, participações especiais e humor meta-hollywoodiano. Scorsese a representar Scorsese? Só por isso já vale a pena espreitar o piloto.

📺 Onde ver

The Studio está disponível na Apple TV+, com novos episódios a serem lançados semanalmente. A participação de Martin Scorsese surge logo no primeiro episódio — portanto, não é preciso esperar para ver o mestre em acção.