Terry Gilliam não perdoa: porque Time Bandits falhou sem anões — e porque nunca poderia resultar

Terry Gilliam nunca foi conhecido por medir palavras. Mas, desta vez, o realizador de Brazil e 12 Monkeys foi particularmente directo: a série Time Bandits, reimaginada por Taika Waititi para a Apple TV, falhou por uma razão muito simples — não tinha anões. E, para Gilliam, isso não é um detalhe estético nem uma decisão lateral. É estrutural. É o coração do filme original.

A série, cancelada após apenas uma temporada, nasceu envolta numa decisão polémica desde o primeiro momento: substituir os icónicos anões do filme de 1981 por personagens de estatura “normal”, numa tentativa assumida de evitar controvérsia ou leituras problemáticas junto de um público mais jovem. Uma opção que, para Gilliam, retirou à história aquilo que a tornava única.

ler também : Comprou domínios só para gozar com Trump — e agora a piada tornou-se realidade no coração cultural de Washington

Em declarações recentes à imprensa italiana, o cineasta foi claro ao afirmar que essa mudança foi escondida dele durante meses. Só quando o projecto estava já demasiado avançado percebeu que os ladrões do tempo deixariam de ser anões. Nessa altura, diz Gilliam, o destino da série estava traçado. Não por vingança pessoal ou purismo artístico, mas porque Time Bandits deixa simplesmente de ser Time Bandits sem esse elemento central.

O filme original, realizado por Gilliam em 1981, não usava os anões como curiosidade visual ou gimmick cómico. Eles eram parte essencial da lógica do mundo, da subversão da escala, do humor absurdo e da identidade visual profundamente ligada ao imaginário dos Monty Python. Eram figuras marginalizadas, irreverentes, moralmente ambíguas — e, acima de tudo, profundamente humanas. Retirá-los é tornar a narrativa genérica, indistinta, semelhante a qualquer aventura juvenil de catálogo.

Gilliam foi creditado como produtor executivo não argumentista na série, acreditando que teria algum controlo criativo. Mas, ao ler os guiões, percebeu que o espírito do projecto lhe escapava por completo. O próprio Waititi, de quem Gilliam diz ter gostado muito em Jojo Rabbit, acabou por se afastar criativamente do desenvolvimento da série, algo que o realizador veterano não deixou passar sem uma farpa subtil, referindo-se a trabalhos recentes do neozelandês como “desapontantes”.

A tensão tornou-se evidente durante uma visita de Gilliam ao set, na Nova Zelândia. A sua presença, que deveria durar duas semanas, resumiu-se a apenas três dias. Testemunhos da equipa descrevem um Gilliam visivelmente irritado, a comentar em voz alta e a demonstrar desconforto constante com o rumo do projecto. Saiu cedo e nunca mais falou bem da série.

O cancelamento acabou por confirmar aquilo que muitos fãs do filme original já suspeitavam: ao tentar “corrigir” Time Bandits para um novo contexto cultural, o projecto perdeu a sua alma. A decisão de eliminar os anões não foi apenas uma escolha de casting — foi uma amputação conceptual.

ler também: Jamie Lee Curtis agradece decisão da mãe: “Ainda bem que não me deixou fazer O Exorcista aos 12 anos”

Num tempo em que remakes e reimaginações parecem obcecados em evitar riscos, Time Bandits serve de exemplo claro de como o medo de ofender pode resultar em algo ainda mais problemático: um objecto cultural inofensivo, mas irrelevante. E, para Terry Gilliam, irrelevância é o maior dos pecados.

Comprou domínios só para gozar com Trump — e agora a piada tornou-se realidade no coração cultural de Washington


Há sátiras que envelhecem mal. Outras envelhecem tão bem que acabam por parecer profecias. É precisamente neste segundo grupo que entra a história, deliciosamente absurda, protagonizada por Toby Morton, argumentista de South Park, que decidiu comprar — meses antes de qualquer anúncio oficial — os domínios trumpkennedycenter.com e trumpkennedycenter.org. Não para lançar um negócio, nem para fazer dinheiro rápido, mas apenas para uma coisa: trollar Donald Trump.

ler também : “The Institute”: a série de Stephen King que começou na HBO Max e continua a conquistar público no Prime Video

O mais notável é que, desta vez, a realidade não só acompanhou a piada como a ultrapassou. Em Agosto, quando Trump começou a mexer discretamente na estrutura de poder do Kennedy Center, Morton teve um pressentimento. Segundo contou mais tarde, percebeu rapidamente que aquilo não era apenas uma remodelação administrativa: era branding pessoal em marcha lenta. Comprou os domínios e ficou à espera.

Meses depois, Trump foi eleito presidente do conselho da instituição cultural mais emblemática de Washington. Seguiram-se declarações sobre o fim de produções “woke”, a substituição de membros do conselho e, por fim, a decisão que confirmou o palpite do argumentista: o edifício passaria a chamar-se Trump Kennedy Center. A sátira deixou de ser hipótese e passou a ser comentário político em tempo real.

Morton não revelou ainda o que planeia fazer com os domínios, mas deixou claro que não serão usados de forma neutra. Pelo contrário, prometeu que o conteúdo “vai reflectir a absurdidade do momento” e admitiu que há situações tão caricatas que se tornam difíceis de parodiar. Quando uma instituição criada para celebrar cultura, memória e legado passa a funcionar como extensão do ego de um político, a comédia quase se escreve sozinha.

O episódio encaixa perfeitamente num ano em que South Park voltou a afirmar-se como uma das poucas vozes satíricas verdadeiramente incómodas para o poder. Enquanto programas de comentário político parecem cada vez mais condicionados, a série animada continua a atacar sem pedir licença — e, talvez por isso mesmo, Trump tenha optado por um silêncio estratégico. Afinal, reagir seria amplificar.

Entretanto, o Kennedy Center tornou-se palco de protestos, cancelamentos simbólicos (como o musical Hamilton) e momentos de embaraço público, incluindo vaias e performances de drag queens na primeira visita de Trump após assumir o controlo. Tudo isto enquanto um argumentista de animação observa à distância, satisfeito por ter registado um domínio que passou de piada privada a símbolo público de um tempo estranho.

ler também: Morreu Brigitte Bardot, Ícone Absoluto do Cinema Francês, aos 91 Anos

Num mundo onde a política parece cada vez mais escrita como guião de comédia negra, há algo de reconfortante em saber que ainda existem autores capazes de antecipar o absurdo — e comprá-lo por uns poucos dólares anuais.

Quatro Filmes, Quatro Olhares: Janeiro de Cinema de Autor no Cine-Teatro Avenida

O início de 2026 traz consigo uma proposta cinematográfica sólida e exigente no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, que aposta em quatro filmes de forte identidade autoral e reconhecido relevo no panorama internacional contemporâneo. A programação de janeiro confirma uma linha curatorial coerente, centrada no cinema de autor europeu e norte-americano, com obras que exploram o trauma, a memória, o reencontro e a reconstrução pessoal e colectiva.

ler também : Val Kilmer: Talento Incandescente, Ego Indomável e a Carreira Que Hollywood Nunca Soube Domar

O ciclo arranca a 7 de janeiro com Onde Aterrar, do realizador norte-americano Hal Hartley. A comédia, de tom assumidamente existencial, acompanha um realizador aposentado que se vê confrontado com os equívocos, projeções e mal-entendidos daqueles que o rodeiam. Fiel ao estilo minimalista e irónico de Hartley, o filme propõe uma reflexão sobre identidade, envelhecimento e a forma como somos lidos pelos outros num mundo que raramente escuta com atenção.

13 de janeiro, chega ao ecrã Pequenos Clarões, da realizadora espanhola Pilar Palomero. Trata-se de um drama intimista centrado em reencontros familiares, no cuidado prestado aos outros e nas memórias que permanecem por resolver. Com uma abordagem sensível e contida, o filme inscreve-se numa tradição de cinema emocionalmente rigoroso, onde os silêncios e os pequenos gestos assumem um peso narrativo determinante.

No dia 20 de janeiro, é exibido Justa, da cineasta portuguesa Teresa Villaverde. Inspirado na tragédia dos incêndios de Pedrógão Grande, o filme acompanha várias personagens num território marcado pela perda, pelo luto e pela difícil tentativa de reconstrução. Sem recorrer a dramatismos fáceis, Justa propõe um olhar humanista sobre uma ferida colectiva ainda aberta, cruzando experiências individuais com uma dimensão social e política profundamente enraizada na realidade portuguesa recente.

A programação encerra a 27 de janeiro com Miroirs Nº 3, do realizador alemão Christian Petzold. O filme explora as consequências do trauma e as relações humanas construídas a partir do acolhimento e da partilha. Petzold volta a demonstrar a sua mestria na construção de narrativas psicológicas densas, onde a identidade se reconstrói lentamente através do contacto com o outro e da aceitação da fragilidade.

ler também : O Génio Que Hollywood Aprendeu a Tolerar (Até Deixar de Conseguir): A Lenda e o Caos de Marlon Brando

Todas as sessões decorrem no Cine-Teatro Avenida, sempre às 18h00 e 21h30, com classificação etária M/12. O bilhete tem o custo de 4,00 euros, estando prevista uma oferta especial na compra de três ingressos, com direito ao quarto bilhete gratuito. Uma programação que reforça o papel do Cine-Teatro Avenida como espaço de resistência cultural e de promoção de um cinema exigente, reflexivo e profundamente humano.  

O Génio Que Hollywood Aprendeu a Tolerar (Até Deixar de Conseguir): A Lenda e o Caos de Marlon Brando

Durante décadas, Marlon Brando foi tratado como uma força da natureza. Um actor revolucionário, um talento sísmico, o homem que mudou para sempre a forma como se representava no cinema. Mas, nos bastidores, Brando tornou-se também sinónimo de caos, imprevisibilidade e de uma pergunta que Hollywood foi adiando até ser tarde demais: até onde se pode tolerar o génio?

Nos anos 50, Brando era intocável. A Streetcar Named Desire, On the Waterfront e Viva Zapata! redefiniram a interpretação cinematográfica. O seu método era visto como intensidade pura, verdade emocional sem filtros. Os atrasos, as excentricidades e a recusa em obedecer a regras eram tolerados porque o resultado no ecrã era avassalador. O problema surgiu quando o comportamento deixou de ser excentricidade artística e passou a ser sabotagem activa de produções inteiras.

ler também : De Estrela de Acção a Caso Perdido: O Que Destruiu a Carreira de Steven Seagal?

O caso mais célebre é Apocalypse Now. Brando chegou às Filipinas com excesso de peso, sem ter lido o argumento e exigindo mudanças radicais no papel do coronel Kurtz. Recusava-se a ser filmado com luz total, improvisava longos monólogos e obrigou Francis Ford Coppola a reconstruir o filme à sua volta. O próprio Coppola admitiu mais tarde que Brando era simultaneamente um presente e uma ameaça constante à sobrevivência do projecto (fonte: Hearts of Darkness, documentário oficial).

Se Apocalypse Now ainda acabou como obra-prima, o mesmo não se pode dizer de The Island of Dr. Moreau. Aqui, Brando levou o descontrolo ao limite do absurdo: apareceu com um balde de gelo na cabeça, insistiu em ter um actor anão permanentemente ao seu lado e ignorava indicações básicas. O realizador original foi despedido, o substituto perdeu o controlo do filme e o resultado tornou-se um dos exemplos mais citados de colapso criativo em Hollywood (fonte: livro Lost Soul, de John Frankenheimer).

Ao longo dos anos, Brando passou a usar auriculares para que assistentes lhe ditassem falas em tempo real, recusava decorar textos e tratava o platô como um espaço que orbitava em torno dele. Ainda assim, durante muito tempo, ninguém ousou dizer “não”. Porque Brando não era apenas um actor: era um mito vivo.

Mas os mitos também cansam. A partir dos anos 90, os convites diminuíram drasticamente. O talento permanecia, mas o risco tornou-se demasiado elevado. Hollywood, pragmática como sempre, decidiu que já não compensava.

ler também : Quando um Papel Secundário Rouba o Filme Inteiro — e Obriga Hollywood a Reescrever o Guião

Marlon Brando deixou uma herança contraditória. Inspirou gerações de actores, elevou o cinema a novos patamares… e mostrou como o culto do génio pode normalizar comportamentos que, noutras circunstâncias, seriam inaceitáveis. A pergunta que fica não é se Brando era brilhante — isso é indiscutível. A pergunta é: quanto do seu legado artístico teria sobrevivido sem o caos que o acompanhava?

Jimmy Kimmel usa a televisão britânica para um ataque natalício feroz a Donald Trump

“Do ponto de vista do fascismo, foi um grande ano”, ironizou o humorista no Channel 4

Jimmy Kimmel escolheu um palco improvável — e altamente simbólico — para lançar uma das críticas mais duras do ano a Donald Trump. O apresentador norte-americano foi o convidado da tradicional mensagem de Natal alternativa do Channel 4, no Reino Unido, onde deixou um discurso mordaz sobre autoritarismo, liberdade de expressão e o estado da democracia nos Estados Unidos durante o segundo mandato do presidente.

ler também : Gwyneth Paltrow confundiu maquilhagem com realidade e aconselhou Timothée Chalamet… sem necessidade

Transmitida no dia de Natal, a intervenção integrou-se numa tradição iniciada em 1993, pensada como contraponto à habitual mensagem natalícia do monarca britânico. Ao longo dos anos, este espaço deu voz a figuras controversas e politicamente incómodas — e Kimmel correspondeu plenamente a essa herança.

Humor negro com alvo bem definido

Desde o início, o tom foi tudo menos conciliador. Kimmel acusou Trump de se comportar como um rei e alertou para o crescimento de tendências autoritárias, recorrendo a uma das frases mais citadas do discurso:

“Do ponto de vista do fascismo, este foi um ano realmente excelente. A tirania está em alta por aqui.”

A ironia serviu de porta de entrada para uma crítica mais ampla ao clima político nos Estados Unidos, com Kimmel a sublinhar que silenciar críticos não é uma prática exclusiva de regimes como a Rússia ou a Coreia do Norte — uma mensagem dirigida directamente ao público britânico.

Um discurso marcado por conflitos recentes

O contexto tornou a mensagem ainda mais carregada. Em Setembro, o programa Jimmy Kimmel Live! foi suspenso indefinidamente pela ABC após comentários polémicos do apresentador relacionados com o assassinato do activista conservador Charlie Kirk. Kimmel sugeriu que sectores ligados ao trumpismo estariam a tentar capitalizar politicamente a morte, o que desencadeou uma forte reacção.

Donald Trump celebrou publicamente a suspensão do programa, classificando-a como “grandes notícias para a América”, e chegou a defender o afastamento de outros apresentadores nocturnos. O episódio levantou preocupações generalizadas sobre liberdade de expressão e liberdade de imprensa, levando centenas de figuras de Hollywood e da indústria do entretenimento a apelar à defesa dos direitos constitucionais.

O programa regressaria ao ar menos de uma semana depois.

“Um milagre de Natal em Setembro”

Foi esse episódio que Kimmel descreveu perante a audiência britânica como um verdadeiro “milagre de Natal antecipado”. Segundo o humorista, milhões de pessoas — incluindo muitas que não apreciam o seu trabalho — manifestaram-se em defesa da liberdade de expressão.

“Nós ganhámos, o presidente perdeu, e agora estou de volta todas as noites a dar uma merecida reprimenda ao político mais poderoso do planeta”, afirmou, usando deliberadamente a expressão britânica bollocking para se aproximar do público do Reino Unido.

Um pedido de desculpa… e um aviso

No momento mais inesperado do discurso, Kimmel deixou o sarcasmo de lado e adoptou um tom quase contrito. Reconhecendo a histórica relação entre os Estados Unidos e o Reino Unido, pediu aos britânicos que não desistissem da América, descrevendo o país como estando “a passar por um grande abanão”.

Foi então que surgiu uma das declarações mais sombrias da noite:

“Nos Estados Unidos estamos, figurativa e literalmente, a destruir as estruturas da nossa democracia — da imprensa livre à ciência, da medicina à independência judicial, até à própria Casa Branca.”

A referência à demolição da Ala Este da Casa Branca funcionou como metáfora e realidade ao mesmo tempo. “Estamos numa grande confusão”, concluiu, antes de acrescentar um simples mas simbólico “desculpem”.

Uma mensagem que ultrapassou o humor

Mais do que um monólogo cómico, a intervenção de Jimmy Kimmel no Channel 4 assumiu-se como um discurso político directo, desconfortável e deliberadamente internacional. Sem rodeios nem neutralidade fingida, o apresentador usou o humor como arma para expor medos reais sobre o futuro da democracia — não apenas nos Estados Unidos, mas no impacto global das suas escolhas políticas.

ler também : Quentin Tarantino fala finalmente de Rob Reiner — e expõe a verdade incómoda sobre poder e controlo em Hollywood

Num Natal tradicionalmente associado à conciliação, Kimmel optou pelo confronto. E foi precisamente isso que tornou a mensagem impossível de ignorar 📺🎄

Bailarina com dentes afiados: Abigail chega ao TVCine Top para uma noite de terror sem regras

Um rapto, uma mansão isolada… e uma vampira inesperada

O terror toma conta do serão de sábado, 27 de Dezembro, às 21h30, com a estreia televisiva de Abigail no TVCine Tope no TVCine+. Assinado pelo colectivo Radio Silence, o filme promete uma combinação explosiva de terror sangrento, humor negro e reviravoltas constantes — tudo concentrado numa única noite passada dentro de uma mansão isolada.  

ler também : A câmara como arma de liberdade: dois documentários imperdíveis no TVCine Edition

A premissa parece simples: um grupo de criminosos rapta uma bailarina de 12 anos, filha de um poderoso líder do submundo, e mantém-na sob vigilância durante 24 horas para exigir um resgate de 50 milhões de dólares. O plano é claro, metódico e, aparentemente, infalível. O problema é que Abigail não é uma criança indefesa.

Quando os raptores se tornam presas

À medida que a noite avança, a tensão cresce e a realidade começa a desfazer-se. A jovem revela a sua verdadeira natureza: é uma vampira ancestral, dotada de força sobre-humana, astúcia letal e um gosto particular por virar o jogo contra quem a subestima. O que deveria ser um sequestro rápido transforma-se numa luta claustrofóbica pela sobrevivência, onde os criminosos passam a ser caçados dentro da própria mansão.

O cenário fechado amplifica o terror, criando uma atmosfera opressiva onde cada divisão pode esconder uma armadilha e cada erro pode ser fatal. Abigail assume-se como um jogo cruel de gato e rato, pontuado por violência gráfica e surpresas constantes, recusando seguir o caminho previsível do género.

Radio Silence volta a subverter o terror

A realização está a cargo de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, dupla integrante do colectivo Radio Silence, responsável por filmes como Ready or Not – O Ritual e Gritos. Tal como nesses títulos, a abordagem é irreverente, energética e consciente das regras do terror — apenas para as quebrar quando convém.

Inspirado livremente em A Filha de DráculaAbigail moderniza o mito do vampiro com uma estética contemporânea, humor mordaz e uma violência estilizada que não pede desculpa.

Uma protagonista entre a inocência e a ferocidade

No centro do filme está a jovem Alisha Weir, que assume o papel de Abigail com uma performance surpreendentemente versátil. A actriz alterna entre a aparência frágil de uma criança em perigo e a ferocidade absoluta de uma criatura ancestral, tornando a personagem simultaneamente perturbadora e fascinante.

Essa ambiguidade é uma das grandes forças do filme: Abigail não é apenas uma ameaça física, mas um símbolo da arrogância dos adultos que acreditam controlar tudo — até perceberem que escolheram a vítima errada.

ler também : Ridley Scott volta ao futuro… mas o calendário mudou: The Dog Stars adiado para o final do Verão de 2026

error para fechar o ano em grande

Entre sangue, humor negro e criatividade visual, Abigail afirma-se como um filme de vampiros moderno, consciente do seu lado absurdo e disposto a levá-lo até às últimas consequências. Uma escolha perfeita para quem procura algo diferente do terror tradicional e não se importa de terminar o ano com dentes afiados e gargalhadas nervosas.

No dia 27 de Dezembro, às 21h30, a mansão abre as portas no TVCine Top. Entrar é fácil. Sair… já não tanto 🩸🎬

Abigail filme, terror vampiros, TVCine Top, estreia televisão Portugal, Radio Silence, Alisha Weir, filmes de terror 2024, TVCine+

O destino do mundo está em jogo: Missão: Impossível –  chega à televisão portuguesa – Ajuste de Contas

Ethan Hunt enfrenta a sua missão mais perigosa… agora no TVCine Top

A contagem decrescente começa já esta sexta-feira, 26 de Dezembro, às 21h30, quando Missão: Impossível – Ajuste de Contas se estreia na televisão portuguesa, em exclusivo no TVCine Top e na plataforma TVCine+. O mais recente capítulo da icónica saga protagonizada por Tom Cruise promete manter os espectadores colados ao sofá com uma ameaça à escala global e um inimigo tão invisível quanto imprevisível.

ler também : Quando o Pai Natal é Raptado, o Natal Entra em Alerta Máximo 

Neste novo episódio, Ethan Hunt e a sua equipa da IMF enfrentam uma missão que ultrapassa tudo o que fizeram até agora: localizar e neutralizar uma poderosa entidade baseada em inteligência artificial, capaz de controlar redes de comunicação, sistemas militares e infra-estruturas críticas à escala planetária. O perigo não está apenas no que a tecnologia pode fazer, mas sobretudo em quem poderá vir a controlá-la.  

Uma corrida contra o tempo… e contra o inevitável

Perseguido por inimigos do passado e por forças que operam nas sombras, Ethan Hunt vê-se numa corrida desesperada contra o tempo. A IA conhecida como “the Entity” parece antecipar cada movimento, obrigando a equipa a agir num mundo onde a vigilância é constante e a margem de erro praticamente inexistente.

Ao lado de Ethan estão os inseparáveis Benji e Luther, enquanto a narrativa se expande para vários pontos do globo, num percurso marcado por perseguições implacáveis, pistas fragmentadas e decisões que podem custar tudo. À medida que os riscos aumentam, o protagonista é confrontado com dilemas morais profundos, escolhas impossíveis e a necessidade de sacrificar o que mais preza para impedir uma catástrofe à escala mundial.  

Christopher McQuarrie eleva a fasquia da saga

A realização está novamente a cargo de Christopher McQuarrie, colaborador regular da saga desde Missão: Impossível – Rogue Nation. Em Ajuste de Contas, McQuarrie aposta num ritmo incansável e em sequências de acção que privilegiam efeitos práticos e cenários reais, reforçando a sensação de perigo constante.

Como já é tradição, muitas das acrobacias mais arriscadas são realizadas pelo próprio Tom Cruise, numa demonstração física que continua a desafiar a lógica — e a idade. O filme foi amplamente elogiado precisamente pela sua abordagem visceral à acção, evitando excessos digitais e apostando numa experiência mais crua e imediata.

Uma nova dinâmica com Hayley Atwell

Uma das grandes novidades deste capítulo é a introdução da personagem Grace, interpretada por Hayley Atwell. A sua presença traz uma nova energia à narrativa e altera o equilíbrio dentro da equipa, acrescentando ambiguidade e imprevisibilidade a uma história já carregada de tensão.

Este é também um dos filmes mais ambiciosos da saga, não apenas pela escala da ameaça, mas pela forma como prepara o terreno para uma conclusão épica, prometendo fechar um arco narrativo que se tem vindo a construir ao longo de vários anos.  

ler também : TVCine Prepara Dois Dias de Cinema em Festa: Assim Vai Ser a Programação Especial de Natal 

Um evento televisivo a não perder

Para quem perdeu o filme no cinema — ou para quem quer reviver cada momento de tensão —, esta estreia no TVCine Top é uma oportunidade ideal para mergulhar num dos capítulos mais intensos de Missão: Impossível. A mistura de acção de alto risco, reflexão sobre o poder da tecnologia e personagens em constante confronto com os seus próprios limites fazem de Ajuste de Contas um verdadeiro evento televisivo.

No dia 26 de Dezembro, às 21h30, o mundo volta a depender de Ethan Hunt. A missão aceita-se… ou falha-se. Não há meio-termo 🎬

O Homem-Aranha Fecha Teias e Promete Emoções Fortes: Brand New Day Termina Filmagens

As câmaras desligaram-se, as teias foram recolhidas e o fato voltou ao cabide: Spider-Man: Brand New Day concluiu oficialmente as filmagens. O anúncio foi feito pelo realizador Destin Daniel Cretton, que aproveitou o momento para deixar um agradecimento particularmente caloroso a Tom Holland, elogiando a sua “liderança generosa”, “ética de trabalho incansável” e “interpretações destemidas”.

O quarto filme a solo do Homem-Aranha protagonizado por Holland retoma a história imediatamente após os acontecimentos sísmicos de No Way Home. Peter Parker vive agora num mundo onde ninguém se lembra de quem ele é — nem sequer Zendaya (MJ) ou Jacob Batalon (Ned). Uma decisão heroica, mas devastadora, que redefine completamente a vida do jovem de Queens e abre caminho a uma nova fase do herói.

ler também: Quando o Pai Natal é Raptado, o Natal Entra em Alerta Máximo 

O elenco de Brand New Day confirma que a Marvel e a Sony não estão a jogar pelo seguro. Ao lado de Holland surgem Mark Ruffalo como Bruce Banner/Hulk, Jon Bernthal no regresso do implacável Punisher, além de nomes como Tramell TillmanLiza Colón-ZayasMichael Mando (Scorpion), Marvin Jones III (Tombstone) e Sadie Sink, cujo papel permanece envolto em segredo — e especulação.

Nas redes sociais, Cretton descreveu o filme como “o projecto mais recompensador” da sua carreira, elogiando não só o elenco como também a equipa técnica, a quem atribuiu uma criatividade e dedicação “fora do comum”. O realizador, que já tinha deixado marca no MCU com Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings, reforça assim a sua posição como uma das vozes mais sólidas da nova geração da Marvel.

Brand New Day tem estreia marcada para 31 de Julho de 2026, e chega carregado de expectativas. Não é para menos: cada filme do Homem-Aranha com Tom Holland superou o anterior nas bilheteiras. Homecoming arrecadou 880 milhões de dólares, Far From Home ultrapassou a barreira do milhar de milhões, e No Way Home tornou-se um fenómeno global com quase 2 mil milhões de dólares, ajudado pelo regresso histórico de Tobey Maguire e Andrew Garfield.

ler também : Esta Série da Netflix Mostra Porque os Zombies Ainda Podem Ser Assustadores (E Dá Uma Lição a The Walking Dead)

Com o multiverso temporariamente fechado, memórias apagadas e novas ameaças no horizonte, Spider-Man: Brand New Day promete ser menos um espectáculo de nostalgia e mais um teste emocional ao herói — e ao público. Se o passado foi esquecido, o futuro do Homem-Aranha nunca pareceu tão imprevisível.

Johnny Depp Prepara Novo Regresso a Hollywood com a Adaptação de um Clássico Literário

Actor vai produzir a primeira versão em inglês de O Mestre e Margarida, obra-prima de Mikhail Bulgakov

Johnny Depp continua a dar passos firmes num regresso a Hollywood que permanece tão observado quanto controverso. Depois de anos marcados por batalhas judiciais altamente mediáticas e por um afastamento quase total dos grandes estúdios, o actor prepara agora um novo projecto ambicioso: a primeira adaptação cinematográfica em língua inglesa de O Mestre e Margarida, o romance mais célebre do escritor russo Mikhail Bulgakov.

ler também: O Raro Filme de Viagens no Tempo Que Não Se Enreda em Paradoxos

De acordo com informações avançadas pelo The Hollywood Reporter, o projecto foi oficialmente apresentado durante a edição de 2025 do Red Sea International Film Festival, na Arábia Saudita, evento onde Depp marcou presença de forma inesperada para promover o filme. A adaptação será produzida através da IN.2 Film, produtora fundada pelo próprio actor, em parceria com Stephen DeutersStephen MalitSvetlana Dal e Grace Loh.

Importa sublinhar um ponto essencial: Johnny Depp não está, para já, ligado ao filme como actor. Apesar de alguns rumores em sentido contrário, não há qualquer confirmação de que venha a integrar o elenco. Até ao momento, não foi anunciado realizador nem elenco, estando o projecto ainda numa fase inicial de desenvolvimento.

Um romance lendário, finalmente em inglês

Publicado postumamente mais de vinte anos após a morte de Bulgakov, O Mestre e Margarida é amplamente considerado uma das grandes obras da literatura do século XX. Escrito entre 1928 e 1940, em plena União Soviética, o romance mistura sátira política, fantasia, crítica social e metafísica, numa narrativa ousada que desafiou durante décadas os limites impostos pela censura.

A história centra-se no reaparecimento do Diabo em Moscovo, acompanhado por um séquito de personagens excêntricas — incluindo o famoso gato falante Behemoth — que espalham o caos entre cidadãos corruptos e hipócritas. Paralelamente, o romance acompanha a trágica história de amor entre o Mestre, um escritor perseguido, e Margarida, numa reflexão profunda sobre arte, poder, liberdade e redenção.

Ao longo dos anos, O Mestre e Margarida conheceu inúmeras adaptações para teatro, ópera, televisão e cinema — sobretudo no espaço russo e europeu — mas nunca teve uma versão cinematográfica de grande escala em língua inglesa, algo que torna este projecto particularmente significativo e arriscado.

Segundo foi anunciado, a produção deverá arrancar no final de 2026, embora ainda faltem muitos detalhes essenciais para compreender que abordagem estética e narrativa será adoptada.

Depp regressa aos grandes estúdios

Este novo projecto surge num momento em que Johnny Depp parece decidido a reaproximar-se do cinema de grande orçamento. Nos últimos anos, o actor protagonizou Jeanne du Barry e realizou Modi: Three Days of the Wings of Madness, mas tem agora vários projectos alinhados com estúdios de peso.

Entre eles estão o thriller Day Drinker, da Lionsgate, onde contracena com Penélope Cruz, a comédia bíblica The Carnival at the End of Days, de Terry Gilliam, e uma nova adaptação de A Christmas Carol, de Charles Dickens, realizada por Ti West, onde Depp interpretará Ebenezer Scrooge.

Este último papel é apontado como um dos mais relevantes da sua carreira na última década, mas poderá não ser o ponto final do seu regresso. Continua a circular em Hollywood o rumor de um eventual retorno à saga Pirates of the Caribbean. O produtor Jerry Bruckheimer já confirmou a existência de um argumento para um sexto filme e admitiu que o objectivo passa por recuperar personagens conhecidas, reacendendo a especulação em torno de Jack Sparrow.

Um projecto ambicioso e simbólico

A escolha de O Mestre e Margarida como projecto de produção não é inocente. Trata-se de uma obra sobre artistas perseguidos, poder arbitrário e resistência criativa — temas que ecoam claramente na trajectória recente de Johnny Depp. Ainda assim, o sucesso desta adaptação dependerá menos do simbolismo e mais da capacidade de traduzir para o cinema anglófono uma obra complexa, densa e profundamente enraizada no seu contexto histórico.

ler também : Jo Nesbø’s Detective Hole: Netflix Revela Primeira Imagem e Data de Estreia da Série sobre Harry Hole

Para já, o projecto existe sobretudo como promessa. Mas é uma promessa que, pela sua dimensão literária e pelo nome envolvido, já começou a gerar expectativa.

Hokum: Adam Scott Mergulha no Terror Sobrenatural no Teaser Mais Perturbador do Dia

O realizador de Oddity e Caveat regressa com o seu filme mais ambicioso — e promete arrepiar até os mais resistentes

Há teasers que informam. Outros que despertam curiosidade. E depois há aqueles que, em escassos segundos, instalam desconforto, inquietação e uma sensação de ameaça difícil de explicar. O primeiro teaser de Hokum, novo filme de terror protagonizado por Adam Scott, pertence claramente a este último grupo. São apenas 40 segundos — mas chegam perfeitamente para deixar marca.

ler também : A Febre de Zootopia 2 na China Está a Levar Jovens a Comprar Cobras Venenosas 

Conhecido do grande público sobretudo por Severance, Adam Scott aventura-se agora num território bem mais sombrio, ao protagonizar o novo filme do realizador irlandês Damien McCarthy, autor de Caveat (2020) e do perturbador Oddity(2024). Para quem acompanha o terror contemporâneo com atenção, o nome de McCarthy já é sinónimo de atmosfera sufocante, tensão psicológica e sustos que não dependem de artifícios fáceis.

Um salto de escala… sem perder a identidade

Hokum é, até agora, o projecto mais visível de Damien McCarthy, muito graças ao envolvimento de Adam Scott, mas também à equipa que o rodeia. O filme é produzido pelos mesmos responsáveis por Late Night With the Devil, um dos títulos de terror mais falados de 2024, e conta com distribuição da Neon, estúdio que tem vindo a afirmar-se como uma das casas mais consistentes do género, com filmes como Longlegs e Presence.

O teaser faz questão de sublinhar essas ligações — não como mero marketing, mas como uma espécie de aviso ao espectador: este não será um terror convencional.

Uma história de luto, isolamento… e uma bruxa

Os detalhes narrativos continuam envoltos em mistério, mas a sinopse oficial ajuda a compor o cenário. Adam Scott interpreta Ohm Bauman, um romancista recluso que se refugia numa estalagem remota na Irlanda para espalhar as cinzas dos pais. É nesse local que começa a ouvir histórias sobre uma antiga bruxa que assombra a suite de lua-de-mel do edifício.

A partir daí, o filme mergulha num território familiar para McCarthy: visões perturbadoras, um desaparecimento inexplicável e um confronto progressivo com traumas do passado. Tudo indica que Hokum irá explorar o terror não apenas como ameaça externa, mas como reflexo de culpas, memórias reprimidas e luto mal resolvido.

Irlanda, folk horror e desconforto prolongado

Tal como Caveat e OddityHokum decorre na Irlanda, um cenário que McCarthy utiliza de forma exemplar, transformando paisagens rurais e interiores aparentemente banais em espaços de inquietação permanente. O teaser sugere uma forte presença de folk horror, aliada a elementos sobrenaturais e a uma atmosfera opressiva que se constrói lentamente — antes de explodir quando menos se espera.

Não se trata de terror ruidoso ou excessivamente gráfico, mas daquele que se infiltra, permanece e cresce.

ler também : Fallout Regressa Mais Cedo do que o Previsto: Temporada 2 Estreia Antecipadamente no Prime Video

Estreia marcada — e expectativas em alta

Hokum chega às salas de cinema a 1 de Maio, e tudo indica que será um dos títulos de terror mais comentados do ano, especialmente entre os fãs de cinema de género mais autoral. Para Adam Scott, representa também uma viragem interessante na carreira, afastando-se do registo dramático e irónico para algo muito mais sombrio.

Se o teaser é indicativo do que aí vem, convém preparar os nervos.

Fallout Regressa Mais Cedo do que o Previsto: Temporada 2 Estreia Antecipadamente no Prime Video

A série baseada no icónico videojogo da Bethesda volta ao Wasteland ainda em Dezembro

Os fãs de Fallout podem começar a contar os dias — e são agora menos do que o esperado. A Amazon confirmou que a segunda temporada de Fallout vai estrear mais cedo do que o inicialmente anunciado, chegando ao Prime Video na terça-feira, 16 de Dezembro, às 18h00 (hora do Pacífico), antecipando em 24 horas a data anteriormente divulgada, que apontava para 17 de Dezembro.

A revelação não foi discreta. Pelo contrário: a Amazon decidiu transformar o anúncio num verdadeiro evento promocional, em parceria com a Exosphere do Sphere, em Las Vegas, um dos espaços mais impressionantes do mundo no que toca a projecções imersivas. O local foi convertido num gigantesco “globo de neve pós-apocalíptico”, evocando o universo da série e transportando simbolicamente o público para New Vegas, um dos cenários mais emblemáticos da saga Fallout.

ler também : Trump goza com a morte de Rob Reiner e provoca indignação nos EUA

De Vaults de luxo a New Vegas: o caminho da segunda temporada

De acordo com a descrição oficial da Amazon, a Temporada 2 de Fallout retoma a narrativa logo após o final explosivo da primeira temporada, levando os espectadores numa nova viagem pelo Wasteland do Mojave, com destino à lendária cidade pós-apocalíptica de New Vegas. Para os fãs do videojogo Fallout: New Vegas, esta escolha de cenário não é apenas simbólica — é quase uma declaração de intenções.

A série continua a explorar o contraste central do universo Fallout: um mundo dividido entre os que tudo tinham e os que nunca tiveram nada. Duzentos anos após o apocalipse nuclear, os habitantes dos luxuosos abrigos subterrâneos são forçados a regressar à superfície, confrontando-se com uma realidade brutal, violenta, estranhamente absurda e surpreendentemente complexa.

O regresso do elenco e da equipa criativa

A nova temporada volta a contar com Ella PurnellAaron MotenWalton GogginsKyle MacLachlanMoisés Arias e Frances Turner, retomando personagens que rapidamente se tornaram favoritas do público na primeira temporada.

Nos bastidores, mantém-se a mesma equipa criativa que ajudou a transformar Fallout num dos maiores sucessos televisivos recentes da Amazon. A série é criada e supervisionada por Geneva Robertson-Dworet e Graham Wagner, com produção executiva de Jonathan NolanLisa Joy e Athena Wickham (Kilter Films), bem como Todd Howard, figura central da Bethesda Game Studios, e James Altman, da Bethesda Softworks. A produção está a cargo da Amazon MGM Studios e da Kilter Films, em associação com a Bethesda.

Um fenómeno que vai além dos fãs de videojogos

A primeira temporada de Fallout conseguiu algo raro: agradar simultaneamente aos fãs de longa data da franquia e a um público que nunca tinha tocado num dos jogos. O tom violento mas irónico, a construção de mundo detalhada e a fidelidade estética ao material original transformaram a série num fenómeno cultural e num dos títulos mais comentados do streaming em 2024.

ler também : George Clooney fecha a porta ao romance no cinema: “Já não faz sentido competir com homens de 25 anos”

A antecipação da estreia da segunda temporada surge, assim, como um sinal claro da confiança da Amazon no projecto — e da expectativa elevada em torno do regresso a este universo radioactivo, imprevisível e irresistivelmente estranho.

A Casa de Sozinho em Casa Vai Voltar ao Passado — e ao Natal de 1990

O regresso de um dos cenários mais icónicos da história do cinema 🎄

Trinta e cinco anos depois da estreia de Sozinho em Casa (Home Alone), um dos filmes de Natal mais amados de sempre, a casa onde Kevin McCallister ficou… sozinho, prepara-se para regressar ao passado. Literalmente. A icónica moradia de Winnetka, no estado do Illinois, vai ser restaurada para espelhar o aspecto exacto que tinha em 1990, o ano em que o filme chegou às salas de cinema e se tornou um fenómeno cultural global.

ler também : Choque em Hollywood: mortes misteriosas num ícone do cinema americano

A informação foi avançada pela estação norte-americana ABC7 e rapidamente despertou a atenção dos fãs do filme, que há décadas tratam esta casa quase como um local de peregrinação natalícia. Afinal, não estamos a falar apenas de um cenário: esta é, provavelmente, a casa mais famosa da história do cinema de Natal.

Uma renovação moderna… para voltar atrás no tempo

A casa foi alvo de uma profunda renovação interior e vendida no início deste ano, passando por uma modernização que, embora impressionante do ponto de vista arquitectónico, a afastou da memória colectiva associada ao filme. No entanto, os actuais proprietários decidiram dar um passo inesperado — e profundamente cinéfilo — ao restaurar os interiores de forma a recriar o visual original visto em Sozinho em Casa.

O objectivo é claro: devolver à casa o espírito dos anos 90, com os espaços, cores e ambientes que ficaram eternizados no grande ecrã. Uma decisão que mostra até que ponto o impacto do filme continua vivo, não apenas no imaginário do público, mas também no valor simbólico dos seus locais.

“Vivemos ali enquanto o filme era rodado”

John Abendshien, antigo proprietário da casa, recorda com carinho o período das filmagens. Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, a família não saiu da residência durante a produção. Ficaram, observaram e viveram de perto o processo que transformaria a sua casa num ícone do cinema.

Essas memórias levaram-no a escrever um livro de memórias intitulado Home but Alone No More, onde relata a experiência única de ver a sua casa tornar-se parte da história do cinema popular. Um testemunho raro e curioso sobre os bastidores de um filme que continua a ser exibido, religiosamente, todos os Natais.

Um clássico que nunca saiu de casa

Realizado por Chris Columbus e protagonizado por Macaulay Culkin, Sozinho em Casa estreou em 1990 e tornou-se rapidamente num dos maiores sucessos comerciais da história do cinema. Mais do que isso, consolidou-se como uma tradição natalícia transversal a gerações.

ler também : A Série de Ficção Científica da Netflix Que Mostra o Espaço Como Nunca Quisemos Vê-lo

O regresso da casa ao seu visual original é mais uma prova de que alguns filmes nunca saem verdadeiramente de cena. Tal como Kevin McCallister, esta casa esteve apenas… temporariamente ausente.

Marcello Mastroianni: o homem por detrás do mito chega à RTP2 num documentário imperdível

Há actores que pertencem ao cinema. E depois há Marcello Mastroianni, que pertence à própria ideia de sedução, mistério e liberdade que o cinema tantas vezes tenta capturar. É essa figura — simultaneamente luminosa e inalcançável — que o documentário Marcello Mastroianni: Irresistivelmente Livre procura desvendar, numa estreia marcada para quinta-feira, às 22h55, na RTP2.

ler também : “A F*ckuldade”: sexo, ambição e poder num thriller psicológico que expõe as sombras da academia

A proposta é sedutora: desmontar o mito sem o destruir, compreender o homem sem o aprisionar numa narrativa fácil. Afinal, quem era realmente Mastroianni quando as câmaras deixavam de filmar? Que relação mantinha com a imagem de galã latino que o mundo lhe impôs — uma espécie de máscara dourada que ele próprio, discretamente, tentava afastar?

O documentário parte precisamente desse confronto entre persona e identidade, revelando um actor cuja aparente leveza escondia camadas de sensibilidade, contradição e indisciplina emocional. Não apenas o protagonista dócil e indolente que Fellini transformou em símbolo universal do desencanto moderno, mas um homem inquieto, determinado a não ser reduzido à perfeição dos seus traços ou ao charme que todos reconheciam antes mesmo de ele entrar em cena.

Os anos 60, com La Dolce Vita, elevaram-no ao estatuto de estrela absoluta. Naquela icónica imagem de Marcello a caminhar pela Via Veneto ao lado de Anita Ekberg, cristalizou-se uma ideia de masculinidade mediterrânica que o ultrapassou, quase como uma lenda que se escreve por si própria. Mas Mastroianni, homem de olho doce e espírito irónico, resistiu sempre à tentação de acreditar na sua própria mitologia.

Não era cínico, nem desencantado. Pelo contrário: transmitia a sensação de que a vida, demasiado séria para ser levada tão a sério, precisava de ser vivida com prazer, humor e, sobretudo, liberdade. Daí o título do documentário — Irresistivelmente Livre — que evoca não apenas o actor, mas também o ser humano que se recusou a deixar-se aprisionar pelos rótulos de uma indústria que fazia dele o seu ícone ideal.

O que o filme da RTP2 oferece é a oportunidade de reencontrar Marcello para lá da superfície: os bastidores, as fragilidades, a inteligência subtil e a permanente ambiguidade de um artista que parecia flutuar entre os papéis, como se cada personagem fosse apenas mais um ponto de partida para questionar o mundo e a si próprio.

Através de imagens de arquivo, depoimentos e uma construção narrativa que honra tanto o mito como o homem, o documentário traça o retrato íntimo daquele que muitos consideram o actor italiano mais complexo da sua geração — imprevisível, elegante e cheio de uma humanidade luminosa, difícil de capturar mas impossível de esquecer.

ler também : Billie Eilish chega ao grande ecrã em 3D: trailer e primeiras imagens de Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D) já disponíveis

Na noite de quinta-feira, a RTP2 convida-nos a olhar novamente para Mastroianni. E a descobrir que, por trás da maquilhagem, do sorriso preguiçoso e da aura eterna de La Dolce Vita, existia um homem que passou a vida inteira a tentar ser apenas isso: ele próprio.

Netflix cancela Starting 5 após duas temporadas — e nem LeBron James nem os Obama conseguiram salvar a série

A Netflix voltou a apertar o lápis vermelho. Starting 5, a ambiciosa série documental que prometia oferecer um olhar intimista sobre a vida de cinco estrelas da NBA em cada temporada, não regressará para um terceiro ano. Produzida por um trio improvável mas poderoso — LeBron JamesBarack Obama e Michelle Obama — a série parecia destinada a tornar-se um dos projectos premium do catálogo da plataforma. A realidade, porém, contou outra história.

ler também : Gwyneth Paltrow revela paixão da filha por Jacob Elordi — e o actor responde com humor desconcertante

Cinco meses após a estreia da segunda temporada, a Netflix decidiu cancelar Starting 5. A decisão, segundo o Sports Business Journal, prende-se com um motivo que tem sido cada vez mais determinante na era do streaming: a audiência não correspondeu às expectativas. O público nunca aderiu de forma consistente e, pior ainda, a primeira temporada não conseguiu igualar os resultados de Quarterback, a série sobre a NFL que a plataforma lançou em 2023 e que rapidamente se tornou num fenómeno global.

No papel, Starting 5 parecia ter tudo para triunfar. A série oferecia acesso directo ao quotidiano de alguns dos atletas mais influentes do basquetebol contemporâneo, alternando entre os bastidores da competição, os dramas pessoais, a pressão da alta competição e a construção das suas respectivas heranças desportivas. A primeira temporada seguiu LeBron JamesJimmy ButlerAnthony EdwardsDomantas Sabonis e Jayson Tatum, um conjunto de protagonistas cujas histórias reflectem diferentes fases da vida na NBA — desde o estatuto de superestrela consolidada até ao talento explosivo em ascensão.

A segunda temporada manteve o conceito, mas apostou numa mistura de veteranos de elite e figuras emergentes: Jaylen BrownKevin DurantShai Gilgeous-AlexanderTyrese Haliburton e James Harden. O logline oficial prometia uma temporada marcada por episódios que “abalaram a liga”, lesões devastadoras e “uma série final para a história”. Tudo isto envolvido no tipo de tratamento cinematográfico que tem marcado os documentários desportivos da última década.

Mas a verdade é que a série nunca conseguiu romper a barreira do nicho. Apesar do peso dos nomes envolvidos — e de um trio de produtores executivos que inclui LeBron James, Maverick Carter e a equipa da Higher Ground dos Obama — Starting 5 não encontrou o mesmo apelo transversal que projectos como The Last Dance ou Drive to Survive. O basquetebol, global quanto é, não foi suficiente para transformar oito episódios por temporada em eventos obrigatórios no calendário dos assinantes.

A produção, realizada por Trishtan Williams, Susan Ansman, Peter J. Scalettar e Rob Ford, apresentava uma abordagem visual cuidada, com ritmo e intensidade, mas nunca deixou de ser vista como uma obra cujo principal público era… fãs hardcore de NBA. E, na guerra feroz pelo tempo de atenção do espectador, a Netflix tem demonstrado pouca paciência para títulos que não atinjam números sólidos rapidamente — mesmo que carreguem nomes presidenciais nos créditos.

O cancelamento de Starting 5 representa mais um sinal da mudança de prioridades no streaming: o período de investimento ilimitado deu lugar a uma lógica de corte rápido. A série tinha pedigree, tinha estrelas, tinha drama — mas não tinha audiência suficiente. E na era dos algoritmos, isso é o que mais pesa.

ler também : Daniel Day-Lewis apoia Paul Dano após insultos de Quentin Tarantino — e Hollywood mobiliza-se

Ironicamente, poderá ser esta decisão que venha a reavivar a discussão sobre como contar histórias desportivas num meio saturado de conteúdo. Mas, por agora, para LeBron, para os Obama e para a equipa criativa, o jogo acabou antes do tempo.

Daniel Day-Lewis apoia Paul Dano após insultos de Quentin Tarantino — e Hollywood mobiliza-se

A polémica desencadeada por Quentin Tarantino continua a incendiar Hollywood, e desta vez entrou em cena um dos actores mais respeitados da história do cinema: Daniel Day-Lewis. Ainda que discretamente e sem declarações públicas, o lendário actor manifestou apoio a Paul Dano depois das duras críticas de Tarantino, reacendendo o debate sobre respeito profissional, ética artística e a influência das opiniões do realizador de Pulp Fiction na indústria.

ler também : Matthew Lillard Responde a Quentin Tarantino: “Dói. F*g* dói.” — A Nova Polémica Que Abalou Hollywood

A polémica explodiu depois de Tarantino, convidado do podcast The Bret Easton Ellis Show, ter revelado a sua lista dos 20 melhores filmes do século XXI. There Will Be Blood — uma das obras-primas de Paul Thomas Anderson — surgiu em quinto lugar. Até aqui, nada de surpreendente. O realizador elogiou o trabalho de Day-Lewis, sublinhando a “qualidade artesanal do velho Hollywood” e a forma como o actor carregava o filme sem necessidade de grandes set pieces.

Mas o entusiasmo durou pouco. Ao justificar porque não colocou There Will Be Blood mais acima na lista, Tarantino disparou contra Paul Dano, chamando-o, entre outras coisas, “weak sauce”, “a weak sister” e até “o actor mais fraco do SAG”. Uma afirmação tão desproporcional quanto desconcertante, sobretudo tratando-se de um actor elogiado de forma consistente pela crítica e pelos seus pares.

A reação da comunidade cinematográfica foi quase imediata. Matt Reeves, realizador de The Batman, onde Dano interpretou o perturbante Riddler, saiu em sua defesa. Simu LiuMattson Tomlin e outros criativos juntaram-se ao coro. Mas o gesto mais simbólico chegaria de forma inesperada.

Um fan account de Daniel Day-Lewis no Instagram — frequentemente apresentado como dedicado ao actor, mas não administrado por ele — partilhou duas cenas emblemáticas de There Will Be Blood em que Day-Lewis contracena com Dano, acompanhadas da legenda: “Paul Dano é um dos actores mais talentosos da sua geração.”

Vários meios noticiaram inicialmente que o perfil pertenceria ao próprio actor. Contudo, os representantes de Day-Lewis esclareceram ao The Guardian que o actor não tem redes sociais — mas deixaram uma nota que alterou por completo o impacto da publicação: o actor partilha integralmente o sentimento expresso no post.

É um detalhe poderoso. Day-Lewis, famoso pelo seu rigor absoluto e averso a polémicas, não precisava de dizer mais nada. Esta simples validação representou um apoio silencioso, mas profundamente significativo. Afinal, foi o próprio Day-Lewis quem sugeriu o nome de Dano para o filme, quando o actor inicialmente escolhido abandonou a produção em cima da hora. A confiança era, e continua a ser, total.

O mesmo fan account partilhou ainda uma série de imagens em defesa de Dano, destacando interpretações marcantes em Little Miss SunshinePrisoners12 Years a SlaveThe Batman e, claro, There Will Be Blood. Uma espécie de mini-retrospectiva que lembrava aquilo que Tarantino — ou qualquer espectador minimamente atento — dificilmente pode negar: Dano é um dos actores mais versáteis e sofisticados da sua geração.

Enquanto isso, a polémica continuou a alastrar-se. Tarantino não se limitou a criticar Dano; disse também não gostar de Owen Wilson e chamou Matthew Lillard de fraco. Lillard respondeu num painel da GalaxyCon em Ohio, visivelmente magoado, dizendo que os comentários o fizeram questionar a sua relevância em Hollywood. “Dói. É humilhante”, confessou. “E ele nunca diria isto a um Tom Cruise.”

A verdade é que a indústria pode ser implacável. E quando alguém da estatura de Tarantino dispara insultos, o impacto não se mede apenas em polémica — mede-se nas oportunidades futuras, na perceção pública e, sobretudo, na dignidade dos actores visados.

Neste caso, porém, Hollywood respondeu de forma clara: Paul Dano não está sozinho. E quando um actor como Daniel Day-Lewis — tricampeão dos Óscares e unanimemente respeitado — apoia, ainda que discretamente, o talento de um colega, o gesto fala mais alto do que qualquer insulto mediático.

ler também: “Gritos 6”: Ghostface Troca Woodsboro por Nova Iorque — e Está Mais Implacável do que Nunca

Tarantino pode continuar a fazer listas. Mas o legado — esse constrói-se com trabalho, não com declarações incendiárias. E Paul Dano continua a ser, para muitos dos melhores cineastas da sua geração, exactamente aquilo que Tarantino diz que ele não é: um actor excepcional.

Primeiras Imagens de Supergirl Confirmam Mudança Importante no Novo DCU de James Gunn

A DC Studios revelou finalmente o primeiro vislumbre de Supergirl — e, apesar de curto, o teaser já deixou claro que o novo DCU de James Gunn está a afastar-se de elementos tradicionais dos comics. Depois do sucesso crítico e comercial de Superman (2025), os fãs aguardam ansiosamente a continuação da Casa de El no grande ecrã, desta vez centrada na Kara Zor-El de Milly Alcock, cuja estreia em Superman foi uma das surpresas mais comentadas do filme.

ler também : James Cameron Responde ao Estúdio Sobre a Divisão de Avatar: “O que é que vos faz duvidar de ganhar mais dois mil milhões?”

O teaser, divulgado nas redes sociais oficiais de Gunn e da DC, mostra Supergirl sentada num ponto que parece ser uma paragem de autocarro improvisada, vestida com roupa comum — nada de capa, nada de uniforme Kryptoniano — até que uma nave espacial aterra à sua frente. A curta sequência já está a gerar dissecações intensas entre fãs e analistas, não apenas pela estética, mas pelo que revela sobre o tom da nova interpretação da personagem.

O teaser surge acompanhado da confirmação de Gunn: o primeiro trailer completo de Supergirl será divulgado esta semana e deverá começar a ser exibido nos cinemas antes das sessões de Avatar: Fire and Ash. Ou seja, a máquina promocional está oficialmente a arrancar para o filme que chega em 2026.

Mas o detalhe mais interessante do primeiro olhar não tem a ver com naves espaciais ou efeitos visuais — tem a ver com… o guarda-roupa. Ou, mais precisamente, com aquilo que não vemos. A adaptação cinematográfica inspira-se em Supergirl: Woman of Tomorrow, a aclamada minissérie escrita por Tom King. Nos comics, o uniforme de Kara está sempre presente, mesmo quando ela usa roupa casual: a gola azul-escura sobressai, o símbolo de Krypton espreita sob camadas de tecido, e essa omnipresença funciona como metáfora. Para Ruthye, a jovem que acompanha Supergirl na história original, a heroína é uma figura quase mitológica, sempre “pronta para a ação”.

No teaser, porém, Milly Alcock surge vestida como uma rapariga terrena comum — sem o colarinho característico, sem traços de uniforme, sem a iconografia visual que nos comics reforça a dualidade constante entre Kara e Ruthye. As novas imagens divulgadas na CCXP confirmam que o fato criado para o filme inclui uma gola alta distintiva que, caso estivesse a ser usada por baixo da roupa, seria impossível de ocultar.

Este é um sinal claro de que James Gunn e Tom King estão a ajustar o material de origem para servir a nova abordagem do DCU. Se em Superman acompanhámos um Clark dividido entre o legado colonialista dos pais Kryptonianos e a educação compassiva dos Kent, Supergirl promete aprofundar a jornada de uma Kara mais turbulenta, menos definida, que ainda procura um lugar num universo onde a heroicidade não lhe surge tão naturalmente como ao primo.

A ausência do uniforme nas primeiras imagens — mais do que um detalhe estético — indica que esta Supergirl não começa como uma figura idealizada, mas como alguém em fase de reconstrução. Em Superman ela surgiu como uma “party girl” perdida, uma jovem endurecida pelas circunstâncias. O filme solo deverá explorar esta vertente com mais profundidade, mostrando uma Kara que ainda não se vê como símbolo, muito menos como inspiração. A mudança visual encaixa perfeitamente neste tom.

ler também : “Scream 7”: Skeet Ulrich Confirma Que Melissa Barrera Ia Tornar-se Ghostface — e Que o Plano Foi Totalmente Abandonado

O DCU de James Gunn está, de forma deliberada, a reescrever mitologias, a moldar versões alternativas de personagens clássicas e a oferecer novas leituras sobre figuras que pareciam já definitivas. E se Superman abriu a porta, Supergirlprepara-se para atravessá-la com uma identidade própria — mesmo que, pelo caminho, deixe o colarinho azul guardado no armário.

James Cameron Responde ao Estúdio Sobre a Divisão de Avatar: “O que é que vos faz duvidar de ganhar mais dois mil milhões?”

James Cameron nunca escondeu que pensa grande — e que só avança com um projecto quando está convencido de que pode reinventar a roda. É essa mentalidade que torna Avatar não apenas uma saga cinematográfica, mas um exercício contínuo de ambição industrial. Agora, uma nova entrevista revelou como Avatar: The Way of Water deixou de ser um único filme para se transformar em duas obras distintas, uma decisão que, como seria de esperar, não passou sem resistência do estúdio.

Ler também : A Lista Surpreendente dos Filmes Preferidos de James Cameron — E o Que Revela Sobre o Rei das Bilheteiras

Segundo o jornalista Andrew J. Salazar, Cameron confirmou que The Way of Water e Avatar: Fire and Ash foram originalmente concebidos como um único título épico — até que as exigências de produção tornaram claro que o material teria de ser dividido. Rumores circularam de que Cameron teria avançado por conta própria, confiando que a 20th Century Studios aprovaria qualquer coisa que viesse dele. Mas o realizador tratou de desfazer essa teoria de imediato. “Recebi bastante resistência do estúdio”, explicou. “A minha resposta foi: ‘Um momento… qual é exactamente a parte em que vocês têm dúvidas sobre terem outra oportunidade de fazer mais dois mil milhões de dólares?’”

É difícil argumentar contra Cameron. Avatar continua a ser o filme mais lucrativo de sempre, com 2,9 mil milhões de dólares em receitas globais, enquanto The Way of Water ocupa o terceiro lugar do pódio, com 2,3 mil milhões, apenas atrás de Avengers: Endgame. Quando alguém com este historial afirma que a divisão da história faz sentido, há poucas razões para duvidar.

Agora que Fire and Ash está definitivamente estabelecido como a terceira entrada da saga, começam a surgir reacções iniciais dos críticos que já viram imagens e sequências exclusivas. O filme introduz os Mangkwan, os Na’vi conhecidos como o povo das cinzas, um clã brutal liderado por Varang, interpretada por Oona Chaplin. Os primeiros comentários destacam visuais ainda mais inovadores do que os capítulos anteriores, com alguns críticos a afirmarem que este pode ser “o melhor filme da saga até agora”.

Com Avatar 4 agendado para 21 de dezembro de 2029 e Avatar 5 marcado para 19 de dezembro de 2031, é evidente que Cameron continua a traçar o futuro da franquia com a mesma confiança visionária que colocou Avatar no mapa há mais de 15 anos. E, como tantas vezes acontece, o estúdio que inicialmente hesitou acabará provavelmente por agradecer a insistência. Afinal, na matemática particular de James Cameron, cada nova entrada pode muito bem significar mais alguns mil milhões de dólares.

ler também : Porque É que Road to Perdition Continua a Ser Um dos Grandes Clássicos Esquecidos do Cinema?

Se a história provou algo, é isto: quando Cameron aposta, Cameron ganha. E quem tenta travá-lo arrisca-se a ouvir uma das suas frases mais lendárias — a meio caminho entre provocação e profecia — antes de voltar ao silêncio, a ver o realizador transformar riscos gigantescos em sucessos inevitáveis.

Daniel Stern, o Lendário Marv de Sozinho em Casa, Quebrou o Silêncio — e Explicou Por que Abandonou Hollywood

Trinta e cinco anos depois do lançamento de Home Alone (Sozinho em Casa), um dos filmes mais queridos do cinema natalício, Daniel Stern — o inesquecível Marv, parceiro de crime de Harry (Joe Pesci) — decidiu falar abertamente sobre a sua vida longe das câmaras. E, à semelhança da própria comédia, a realidade é surpreendentemente simples, humana e até comovente.

Aos 68 anos, Stern vive numa quinta na Califórnia. É produtor de citrinos, criador de gado e, segundo ele próprio, alguém que encontrou paz longe da azáfama cinematográfica. Quando questionado pela People sobre o facto de não participar nos eventos oficiais que assinalam os 35 anos do filme, o actor foi directo: “Eu não saio da minha quinta.” Não há ressentimentos, nem desencanto com a indústria — apenas a preferência genuína por uma vida discreta. “É sem ofensa para o filme. Estou disponível para uma chamada telefónica, Zoom, o que for. Mas sou mesmo caseiro.”

Ler também: Scarlett Johansson em Conversações para The Batman Part II: A Estrela Pode Estar Prestes a Entrar no Universo de Matt Reeves

Apesar da distância, Stern garante que continua profundamente orgulhoso de ter participado naquele que muitos consideram o pináculo dos filmes de Natal. O carinho do público, no entanto, ainda o deixa atordoado. “Adoro saber que toda a gente o adora. Pessoas reais vêm ter comigo e dizem: ‘Amamos o filme’. Às vezes é um pouco avassalador.”

O actor recorda com clareza o impacto da primeira leitura do argumento. Escrito por John Hughes, o texto era para ele “o guião mais engraçado” que alguma vez tinha lido. “Estava a rebolar no chão a rir enquanto o lia”, confessa. Mas Stern sublinha que o charme de Home Alone não estava apenas no humor físico ou nas peripécias de Kevin McCallister (Macaulay Culkin). Era o equilíbrio raro entre comédia e emoção. “Era tão engraçado, mas também tão cheio de coração… o reencontro, o vizinho que salva o rapaz, a mãe que volta para casa… era tudo tão emocional.”

Ao longo de uma hora de caos muito bem coreografado, Stern e Pesci tornaram-se uma dupla icónica — dois ladrões incompetentes cuja química, exagero e timing cómico continuam a fazer rir gerações inteiras. Mas o actor admite que, apesar de saberem que estavam a fazer algo especial, ninguém poderia prever a longevidade do fenómeno. “Eu tinha esperança de que estivéssemos a fazer um grande filme. Mas não fazia ideia — ninguém podia — da vida que isto teria.”

Ler também: “Kevin? Nunca ouvi falar dele!” — Macaulay Culkin explica por que esconde a fama dos filhos

Hoje, longe dos holofotes, Daniel Stern continua a ser Marv para o mundo inteiro, mesmo que prefira a tranquilidade de tratar das suas árvores e do seu gado. Talvez haja nisso um eco da própria magia de Natal: às vezes, os heróis improváveis encontram o seu final feliz onde menos se espera.

Scarlett Johansson em Conversações para The Batman Part II: A Estrela Pode Estar Prestes a Entrar no Universo de Matt Reeves

A carreira de Scarlett Johansson atravessa um dos momentos mais impressionantes das últimas décadas — e isso é dizer muito para uma actriz que já foi nomeada duas vezes ao Óscar e que protagonizou alguns dos maiores fenómenos do cinema recente. Este verão brilhou em Jurassic World: Rebirth, prepara-se para conquistar o circuito de festivais com Eleanor The Great, e em 2025 liderará o novo The Exorcist de Mike Flanagan. Agora, segundo o Deadline, a actriz está em negociações finais para integrar The Batman Part II, de Matt Reeves, numa potencial estreia no universo da DC que está a incendiar a internet.

Ler também : Scarlett Johansson Reafirma Posição Sobre Woody Allen — e Reflecte Sobre Integridade, Maturidade e Consequências na Carreira

As informações ainda estão envoltas em sigilo — não se sabe em que ponto estão as negociações nem qual seria a personagem destinada a Johansson — mas há algo que já parece claro: Reeves quer uma presença de peso ao lado de Robert Pattinson, que regressa como Bruce Wayne/Batman nesta sequela tão aguardada. A escolha faz sentido. Johansson tem experiência sólida em adaptações de banda desenhada, depois de ter participado em oito filmes do MCU, entre Iron Man 2 e Black Widow. Domina o registo físico, dramático e simbólico destas personagens, e isso abre um leque vasto de possibilidades dentro do universo sombrio de Gotham.

A galeria de mulheres marcantes associadas ao Cavaleiro das Trevas é extensa e particularmente rica: Poison IvyHarley QuinnHuntressTalia al Ghul… todas elas figuras complexas e suficientemente densas para justificar a presença de uma actriz com o calibre e a versatilidade de Johansson. A ausência prevista de Zoë Kravitz como Catwoman, segundo a Variety, só reforça a ideia de que Reeves poderá estar à procura de uma nova energia feminina para redefinir as dinâmicas emocionais e morais do seu universo.

O caminho até The Batman Part II não tem sido simples. O filme foi anunciado pouco depois da estreia de The Batmanem 2022, mas viu a sua data de lançamento oscilar repetidamente: primeiro 2025, depois 2026 e, finalmente, outubro de 2027. Só há cerca de seis meses é que Reeves e o co-argumentista Mattson Tomlin concluíram o guião, que foi rapidamente aprovado por James Gunn, agora responsável pela supervisão criativa da DC Studios. A produção está oficialmente marcada para a Primavera de 2026, o que indica que Reeves tem finalmente os elementos alinhados para avançar.

Ler também: Scarlett Johansson Recusa Pressões e Mantém Referência ao Holocausto no Seu Primeiro Filme como Realizadora

Se a entrada de Scarlett Johansson se confirmar, o projecto ganha imediatamente outra dimensão mediática e criativa. A actriz combina prestígio, apelo popular e uma capacidade invulgar para equilibrar intensidade emocional com presença física — ingredientes perfeitos para o tom noir que Reeves definiu no primeiro filme. Teremos revelações nos próximos meses, mas uma coisa é certa: a simples possibilidade de Johansson entrar em Gotham já gerou mais excitação do que muitos anúncios oficiais dos últimos anos.

Até lá, continuamos à espera — playlist de Nirvana preparada, eyeliner negro à mão — por mais pistas sobre aquilo que Reeves e Tomlin têm vindo a preparar no silêncio meticuloso com que constroem cada passo deste universo.

James Cameron Admite: Um Novo Terminator em 2025 É “Muito Difícil” — Porque o Mundo Já Ultrapassou a Ficção Científica

Enquanto promove Avatar: Fogo e Cinza, James Cameron tem sido obrigado a falar não apenas de Pandora e IA, mas também do inevitável espectro que o acompanha desde 1984: Terminator. E, pela primeira vez em muito tempo, o realizador deixou claro que um novo filme da saga em 2025 é altamente improvável — não por falta de vontade, mas por algo mais profundo: o nosso mundo já ultrapassou o que antes era ficção científica.

ler também : “Acorda, Defunto: Um Mistério Knives Out” Falha nas Bilheteiras — O Pior Arranque da Saga Antes da Estreia na Netflix

A saga presa num limbo desde 2019 — mas Cameron quer regressar à escrita

Depois de Dark Fate, a franquia ficou suspensa, sem caminho claro e sem consenso sobre o futuro. Cameron, que continua ligado criativamente ao legado que criou, garante que está a preparar um novo capítulo… mas com cautela extrema.

Mesmo que não realize o próximo filme, afirma que será ele a escrever o novo Terminator — e esse processo não vai acontecer em ritmo acelerado. Com Avatar: Fogo e Cinza a dominar o seu presente e um calendário completamente preenchido com múltiplos projectos, Cameron admite que só depois de cumprir essa “maratona azul” é que se sentará para repensar o futuro da saga.

“Estamos a viver num mundo de ficção científica”

A grande barreira, explica ele, não tem a ver com orçamento, nem com estúdio, nem sequer com desgaste de público. O verdadeiro problema é conceptual.

Segundo Cameron:

“A ficção científica avançou e está a ultrapassar-nos. Estamos a viver num mundo de ficção científica e a enfrentar problemas que antes só existiam em livros ou filmes. Agora são reais.”

O que Terminator representava em 1984 — uma visão presciente, quase profética, sobre máquinas autónomas, vigilância e inteligência artificial — tornou-se hoje, de certa forma, parte do quotidiano.

Cameron chega a dizer que já não é possível ser “tão premonitório” como naquela época, porque o futuro se move depressa demais. Ninguém sabe o que vai acontecer dentro de um ou dois anos, e é precisamente essa incerteza que o leva a querer esperar antes de regressar ao universo dos exterminadores.

Entre Avatar, Alita e Hiroshima: um realizador com mais projetos do que tempo

O calendário criativo de Cameron é quase tão épico quanto os mundos que imagina. Depois de Avatar: Fogo e Cinza, o realizador tem pela frente:

  • Alita: Battle Angel 2
  • Avatar 4 e Avatar 5
  • A adaptação de The Last Train from Hiroshima
  • A adaptação de Ghosts of Hiroshima

Está também a planear colaborar com outros realizadores, funcionando como produtor ou argumentista em vários destes títulos — o que coloca Terminator num delicado jogo de prioridade criativa.

Apesar disso, Cameron insiste: o novo Terminator vai acontecer, mas não em 2025 e não antes de o mundo estabilizar o suficiente para que a ficção possa voltar a olhar para o futuro com a mesma distância crítica que tornou o original tão visionário.

ler também: Do YouTube a Hollywood: O Longa-Metragem de “Portrait of God” Une Dois Mestres do Horror

O futuro dos exterminadores depende do futuro… real

Num momento em que a própria IA começa a desafiar limites éticos, tecnológicos e culturais, Cameron quer garantir que, quando Terminator regressar, será relevanteinteligente e verdadeiro para o tempo em que vivemos. E isso exige que a ficção volte a ganhar terreno sobre a realidade — algo que, para já, considera impossível.

Para os fãs, a espera continua.

Para Cameron, o futuro… ainda está a ser escrito.